If(true){love} //o código da atração por linierfarias


[Comentários - 407]   Impressora Imprimir Capitulo ou História - Lista de Capítulos

- Tamanho do Texto +

StaticvoidMain(){

                varCapítulo= 4;

  var Título = “Ironic”;

                varPOV= “Alice”;

};

 

“Well life has a funny way of sneaking up on you...”

Ironic (Alanis Morissette, 1995)

 

“Está vendo aquela garota com cara de tacho, de pé, ao lado da mesa de reuniões? A de calça jeans rasgada e blazer vermelho... Isso mesmo, a bonitona de olho azul ali. Você a conhece? Não? Pois é, nem eu. Na verdade, eu achei que a conhecia, mas acabei de descobrir que estava profundamente enganada. E nem adianta tentar me convencer de que ela sou eu, porque não vai funcionar. Não mesmo. Eu não sou assim: não sou insegura, não ruborizo, não fico sem palavras e muito menos de pernas bambas por causa de uma garota. Ainda mais sendo essa garota tão teimosa, tão estúpida, tão maluca e tão... Tão... Cheirosa e.… Tão gata! Gata pra caralho!”

Se eu acreditasse nas baboseiras que as pessoas falam por aí, naquele instante, provavelmente começaria a filosofar sobre a grande e irônica peça que o destino me pregara: ser flagrada no maior amasso com Giselle pela garota que eu acabara de atropelar, descobrir que ela, a garota, seria a minha mais nova colega de trabalho e ainda por cima tomar ciência de que dividiria não só o meu projeto, mas também a minha sala com ela. Eu sequer fazia a menor ideia do que fazer ou falar. Na sala, quatro pares de olhos me fulminando, – cada um com uma expressão completamente diferente da outra – esperavam claramente que partisse de mim a iniciativa de contornar a situação, no entanto, não fui capaz de atender a expectativa de nenhum deles.

Por um momento, tive a sensação de ter saído do meu corpo e estar assistindo àquela cena inusitada no conforto da minha cama, devorando um balde de pipoca e olhando para a grande tela de TV que exibia uma daquelas séries bizarras do Netflix: a primeira imagem com a qual me deparei foi a minha própria, porém, embora a carcaça fosse a minha, não fui absolutamente capaz de reconhecer a garota insegura que exibia um rosto violentamente ruborizado e tremia da cabeça aos pés. Ao meu lado, encarando-me em um misto de frustração e curiosidade, estava Giselle. De frente para mim, Pedro exibia descaradamente todos os dentes, obviamente, divertidíssimo com a situação. Certeza que se naquele instante ele já soubesse do atropelamento, estaria bolando no chão de tanto rir da minha desgraça. Agora vamos ao quarto par de olhos... Aqueles enormes... Cor de mel... Os mesmos que apenas alguns instantes antes haviam fuzilado os meus com violência.

“O que essa garota tem que me deixa tão nervosa?”

Não sabia dizer o que estava me abalando daquela forma. Recusava-me a aceitar que tudo fosse por causa dela. Ao invés disso, preferi atribuir a responsabilidade à sequência de acontecimentos bizarros daquele dia, começando pela discussão de mais cedo no motel com a Mirela/Milena, seguindo com o quase atropelamento e terminando ali, bem na minha sala, com aquele encontro inusitado, que certamente fora orquestrado pelo destino em um dia em que ele, com certeza, estava muito entediado.

“Bem, isso é irônico, não acha? Pra você entender melhor a minha reação, tenho que contar a minha versão de tudo que acontecera até ali. Para isso, vou precisar voltar alguns minutos no tempo e explicar como me senti diante daquela tragédia que felizmente não foi consumada. Foi tudo muito rápido e àquela altura eu nem conseguia mais lembrar direito em detalhes o que havia acontecido, mas vou tentar. ”

Flashback:

Ao me deparar com a tragédia iminente que eu estava prestes a ocasionar, fui tomada por um medo irracional que fez com que o tempo entre a minha pisada brusca no pedal do freio e a parada efetiva do carro parecesse infinito. Quando finalmente consegui parar, permaneci de olhos fechados, incapaz de encarar as possíveis consequências da minha falta de atenção. Agarrada ao volante, completamente dominada pelo pânico que estava sentindo, lutei para controlar as batidas aceleradas do meu coração. Só voltei a abrir os olhos quando ouvi pancadas fortes no vidro da janela do motorista. Assustada, olhei para o lado e me deparei com a imagem de um senhor irritadíssimo, xingando-me dos mais diversos palavrões e pedindo... Pedindo não... Exigindo que eu saísse do carro. Atordoada, ignorei aquela abordagem agressiva e guiei o meu olhar para frente, onde um aglomerado de pessoas me impedia de avistar o alvo da minha maior preocupação: a garota que literalmente acabara de cruzar o meu caminho da forma mais intempestiva possível. Eu precisava descobrir a real gravidade da situação. Concluí que o único jeito era abrir a porta, descer, tentar sobreviver à inquisição do homem que não parava de gritar comigo e ir até lá. Sem mais delongas, foi o que eu fiz. Por um instante, achei que ele fosse me agredir, mas bastou um olhar firme e um:

- O senhor pode fazer o favor de me deixar passar?

E ele abriu caminho. Mas isso não o impediu de dar continuidade ao que estava fazendo. Enquanto eu caminhava apressada – com o coração aos pulos – em direção à multidão ao redor da moça caída do chão, precisei ouvi-lo tagarelar sobre a minha irresponsabilidade, imprudência, inconsequência e...

“Blá, blá, blá...”

Parei de ouvir no terceiro xingamento, pois foi aquele o exato instante em que avistei um grande par de olhos cor de mel me encarando com uma expressão assustada. Sem quebrar o contato, levantou-se. Pensei em ajudá-la, mas minhas pernas estavam misteriosamente paralisadas. Aparentemente, não havia sofrido nenhum dano grave e isso deveria ter me tranquilizado, no entanto, contrariando toda a lógica, quando ela finalmente se pôs de pé, entrei em um estado de perturbação extrema o qual eu jamais havia experimentado. Aquela era a coisinha pequena mais linda que eu já vira em toda a minha vida. Fiquei presa naquele mel por alguns instantes e, posso ter me enganado, mas ela pareceu tão capturada pelo momento quanto eu. As pessoas ao redor já não existiam mais. Éramos apenas ela, eu e a explosão de sensações que percorriam todo o meu corpo. Foi de forma totalmente involuntária que, quando finalmente consegui me soltar daquelas correntes que prendiam meus olhos nos dela, avaliei o resto da obra de arte. Era bem mais baixa do que eu. Além dos lindos olhos, tinha também longos cabelos castanhos, muito lisos, a pele morena, o rosto bonito, delicado, de traços angulados, a boca bem desenhada e... Covinhas.

“Amo covinhas.”

Ela usava uma camisa branca de mangas compridas por dentro de uma saia social cinza. Os botões de cima abertos davam-me acesso a uma visão deslumbrante do seu colo. A saia colada permitia que eu apreciasse as curvas sinuosas de sua cintura e quadris.

“Que delícia de mulher! Linda demais... Perfeita... Por que me olha assim?”

Perdi completamente o foco do real motivo de estar ali, pois foi impossível conter a onda de pensamentos pervertidos que se apoderaram de mim e que inevitavelmente me deixaram em estado de total excitação. Só fui capaz de recobrar a razão quando dezenas de buzinas começaram a soar praticamente ao mesmo tempo, fazendo com que ela se assustasse e quebrasse o contato. A sequência de acontecimentos depois disso causou em mim sensações que eu jamais poderia explicar. Tudo acontecera em segundos, mas a sensação era de que se passava em câmera lenta. Ela tremia da cabeça aos pés. Estava muito nervosa, atordoada, era nítido. Olhou ao redor, o peito começou a arfar, as mãos começaram a abrir e fechar em um movimento ritmado e as pernas ensaiaram falhar. Em um ímpeto, dei um passo em sua direção, com o intento de garantir que estaria perto o bastante para segurá-la caso caísse. Meu ato atraiu novamente a atenção dela para mim. Encarou-me mais uma vez bem dentro dos olhos. Intenso... Tentei falar, mas novamente aquele mel destruiu a minha capacidade cognitiva. Vi sua testa começar a brilhar e o sangue sumir de seu rosto. Os olhos reviraram e ela despencou. Felizmente meus instintos me dominaram e consegui agarrá-la antes que caísse no chão. Peguei-a no colo. Era incrivelmente leve e... Tinha um cheiro alucinante. Precisei me controlar para desviar os pensamentos obscenos que quiseram mais uma vez me dominar, afinal, não era fácil ignorar o corpo dela colado ao meu e o cheiro inebriante que exalava.

“Como pode ser tão perfeita? Pelos céus, Alice, deixa de ser pervertida! A garota está desmaiada e provavelmente por conta de ter sido atropelada por você.”

Sacudi forte a cabeça para afastar os pensamentos inadequados e busquei encontrar uma saída racional para a situação. Ela aparentava estar bem fisicamente, mas poderia ter batido a cabeça. Era a única explicação lógica para aquele desmaio. Ao chegar àquela conclusão, comecei a ficar seriamente preocupada com o estado dela e achei por bem levá-la imediatamente a um hospital. Os curiosos ainda nos cercavam, então precisei pedir:

-- Saiam da frente, por favor. Vou colocá-la no carro. Preciso levá-la a um hospital.

Ao meu comando, um corredor humano se formou imediatamente. Caminhei com ela no colo até a porta do passageiro e senti quando se moveu e apoiou a cabeça em meu peito. Prendi a respiração, senti um frio na barriga...

“Foco, Alice... Foco.”

Pedi a um rapaz que abrisse a porta para mim e em seguida, com todo cuidado, acomodei-a no banco do passageiro do meu carro. Já ia pôr o cinto de segurança, mas ela acordou.

Novamente o olhar... A intensidade... A paralisia...

“Que merda, Alice, o que tá acontecendo com você? Fala alguma coisa!”

Acima de qualquer coisa, eu precisava muito saber o que ela estava sentindo. Então, com muito esforço, finalmente consegui perguntar:

-- Moça, você tá melhor?

Silêncio...

“Por que ela não responde?”

O comportamento dela estava começando a me deixar apavorada. Insisti:

-- Moça... Moça, por favor, me responda: você tá bem?

Nada... Ela parecia paralisada. E eu comecei a ficar desesperada.

“Chega disso. Não vou pagar pra ver.”

-- Ok, vou te levar pra um hospital. Deixa só eu pôr o cinto em você...

Finalmente uma reação. Ela saiu do estado de catatonia. Ainda assim, não falou nada. Apenas olhou nervosamente de um lado para o outro e voltou a respirar descompassadamente. Vislumbrei um novo desmaio e tratei de me apressar em pôr o cinto, mas logo que o toquei, senti as mãos dela me empurrarem de forma brusca. Em seguida, saltou para fora do carro e praticamente gritou:

-- Não!

Eu já não estava entendendo mais nada e a sequência de acontecimentos que se seguiu me deixou ainda mais confusa. Primeiro, ela olhou ao redor e ficou mais uma vez muito nervosa. Achei que fosse passar mal novamente, mas ao invés disso puxou forte o ar para os pulmões enquanto apertava os olhos. Quando os abriu novamente, parecia mais calma. Olhou-me e falou:

-- Eu preciso ir... Estou... Estou atrasada.

Ela definitivamente não estava bem. Atribuí a responsabilidade a mim e insisti:

-- Você acabou de desmaiar. Deve ter batido a cabeça ou... sei lá. Precisa ser examinada.

Mas ela era uma coisinha teimosa:

-- Olha, tá tudo bem, ok? Eu tô bem... Preciso ir...

Só que eu mostrei ser bem mais, ao que agarrei o braço dela e impus:

-- De jeito nenhum. Não vou deixar que vá a lugar algum sem antes ser avaliada por um médico. É minha obrigação garantir que você fique bem.

Mas minha atitude fez com que ela finalmente saísse do estado de confusão o qual se encontrava até ali. Ficou visivelmente irritada. Livrou-se de forma brusca de minha mão que agarrava seu braço, virou e me fuzilou com aqueles olhos enormes, antes de falar em um tom nada ameno:

-- Olha aqui, garota, sua obrigação é dirigir com atenção, respeitar a sinalização... Respeitar a faixa de pedestres.

Fui pega totalmente de surpresa pela reação dela e por aqueles olhos lindos mais uma vez me desconcertando. Meu rosto queimou. Fiquei muito, mas muito constrangida mesmo. Tudo o que consegui falar... Falar não, gaguejar... Tudo o que consegui gaguejar foi:

-- Des... Me desculpe. Você tem toda a razão, moça. Eu sinto muitíssimo por ter causado...

-- É bom que sinta mesmo. E é bom que você comece a prestar mais atenção quando estiver dirigindo. Já parou pra pensar que poderia ter me matado?

“Eita, eita, eita... Que baixinha atrevida, metida a dona do mundo! Puxa vida, ela tem razão, mas o que ela acha? Acha que eu fiz de propósito? E por que ela não olha por onde anda?”

Meu constrangimento deu lugar à irritação.

-- Olha o exagero, garota! Não aconteceu nada demais. Pra que isso tudo? Além disso, é muito fácil me culpar, né? Tua mãe não te ensinou que tem que olhar pros lados antes de atravessar a rua?

-- Ah, que lindo! Agora você vai culpar a vítima? Escuta aqui, só não vou registrar um BO contra você por tentativa de homicídio porque eu estou extremamente atrasada para o meu compromisso.

“Bem, amigas, é oficial: Tô fudida! Por que raios esta garota tá me deixando assim, tão sem ação, tão constrangida, tão nervosa, tão perturbada e tão... Tão... Excitada?”

Abri a boca várias vezes para falar, mas não saiu nada. Entrei em desespero. Levei as mãos à cabeça e, sem mais o que fazer, comecei a mexer nervosamente no cabelo. Acho que ela percebeu o meu estado, pois tentou amenizar:

-- Moça... Olha, eu tô bem. Não precisa se preocupar. O desmaio não teve nada a ver com o acidente. Foi só uma queda de pressão, mas já passou. Agradeço a sua preocupação, mas preciso ir. Estou realmente muito atrasada.

A informação me deixou aliviada. Mas mesmo assim...

-- Tem certeza? Eu realmente ficaria mais confortável se...

-- Certeza absoluta. Relaxa! Não foi dessa vez que você matou alguém, mas se não tomar mais cuidado, esse dia vai chegar rapidinho.

E dizendo isso, virou-se e sumiu no meio da multidão, deixando-me lá, estatelada, sem ter qualquer condição de me mover. Precisei de alguns instantes para conseguir voltar ao carro, mas antes de conseguir ligá-lo, puxei forte o ar para tentar aquietar o tremor que me dominava. Foi pior. Quando inspirei, fui imediatamente embriagada pelo cheiro do perfume dela, que estava impregnado em mim. O tremor se agravou, o coração acelerou... Mais... E meu corpo todo ferveu.

“O que é isso? Como essa garota tão maluca, tão sem noção, pode ter me deixado neste estado? É a idade... Só pode ser a idade. Acho que estou ficando velha. Devo estar desenvolvendo hipertensão ou coisa assim. Preciso procurar um médico com urgência... Nem perguntei o nome dela... Talvez eu nunca mais a veja. Que droga! Quero vê-la... Preciso. Não... Alice, para! Ela é só uma garota. Com quantas garotas lindas e gostosas você já saiu? Para, para, para... Preciso procurar um médico hoje ainda. Só posso estar doente... Mel... O nome dela poderia ser Mel. Vou chamá-la de Mel.”

Entrei em minha sala ainda inebriada pelo cheiro de Mel impregnado em mim. A adrenalina percorrendo violentamente todo o meu corpo, como da primeira vez em que eu voei de asa delta, ou quando saltei de bungee jump... Sensação que nunca havia sentido por uma garota até aquele instante. Era como se eu estivesse à beira de um precipício, pronta para saltar, mas sem nenhum equipamento de proteção. Pior de tudo era que ao mesmo tempo em que eu tentava me convencer de que aquilo não passava de uma reação ao susto que eu havia tomado, a imagem de Mel não saía da minha cabeça um só instante. Fui tirada do transe por Giselle, que entrou na sala sem bater, como sempre, logo depois de mim.

-- Fiquei esperando você me ligar o final de semana inteiro. Me deu bolo, né?

-- Ah, gata! Eu tinha muito trabalho pra pôr em dias. Sequer consegui sair de casa. Não parei um só instante.

Menti descaradamente, ela sabia disso. Tanto que disse:

-- Ahan, sei... Vou fingir que acredito.

Mas quando quero, posso ser extremamente cara de pau.

-- E por que eu mentiria pra você?

-- Esquece. Deixa pra lá. Só me dá um beijinho pra matar essa saudade que eu tô de você. Daí eu te perdoo. Vem cá, vem?

E dizendo isso, agarrou-me. Um beijo quente, úmido, cheio de desejo. Corresponder foi inevitável. Giselle era uma mulher espetacular. Uma mulata lindíssima de cabelos cacheados e corpo escultural. Sensacional na cama, mas, além disso, não havia mais nada que me atraísse nela. Nunca me tratou mal, muito pelo contrário. Comigo, sempre foi só gentilezas. Mas eu não gostava do jeito arrogante – às vezes até grosseiro – que ela tratava as pessoas que, em tese, estavam abaixo dela. Ela meio que se sentia a dona do mundo. Era aquele tipo de pessoa que achava que dinheiro e poder falavam mais alto do que todo o resto. Não fosse isso, talvez eu até tivesse me apaixonado por ela. Havia algum tempo que eu estava notando um comportamento diferente nela que, ao contrário de mim, parecia não estar mais satisfeita com a nossa falta de compromisso. Se ela não fosse do jeito que era, talvez eu até estivesse disposta a arriscar me aquietar, afinal, a vida boêmia já não tinha mais a mesma graça de antes. As garotas ficavam cada vez mais desinteressantes e as noitadas cada vez mais sem sentido. Mas Giselle não era a pessoa certa para isso, por isso, eu havia decidido terminar tudo o que tínhamos antes que as coisas se complicassem ainda mais. Isso com certeza a pegaria de surpresa, mas era exatamente o que eu ia fazer.

-- Gi, para! Aqui não. Depois... Depois...

Falei, tentando me soltar dela, que não me largava por nada.

-- Faz mais de dez dias que não te vejo, Alice. Não aguento mais de vontade de te ter de novo...

-- Gisele, escuta... Espera...

Soltei-me dela com dificuldade e me afastei. Continuei a falar:

-- Pode entrar alguém a qualquer momento. Vamos acabar nos ferrando nessa história. Vamos nos ver fora daqui... A gente sai na sexta...

-- Sexta não. Hoje.

-- Mas hoje ainda é segunda...

Ela me interrompeu com um beijo e depois continuou, ainda agarrada em mim:

-- Alice, se você me fizer esperar mais um dia...

 

Ouvi a porta abrir e a empurrei para longe. Virei-me rapidamente, as mãos ávidas, tentando arrumar a roupa e os cabelos amarrotados, dei de cara com Pedro, olhando-me com um ar safado. Mas minha surpresa não poderia ter sido maior. Ao lado de Pedro, olhando-me com uma expressão de choque, Mel...

Notas finais:

A música que inspirou o capítulo: https://www.youtube.com/watch?v=dIR88snxwYA

 

Meninas, agora sim... é hora de voltar a postar os capítulos semanalmente.

Farei as postagens sempre as terças, tá? Quero... "quero" não... eu preciso que me contem o que estão achando. Posso contar com isso?

Para começar, por que não me contam o que acharam desse?

E enquanto esperam o próximo capítulo, caso ainda não tenham lido, que tal darem uma conferida em Amor… E Outros Dilemas ???

É a minha primeira história publicada e já está completíssima.

Ah, só mais uma coisa: quem tiver interesse em compartilhar dicas de filmes, livros, séries ou qualquer outro tipo de conteúdo relativo ao universo lésbico, convido a curtir a página e se juntar ao grupo do CulturaLes, acessando os links abaixo:

Curtam a página: https://www.facebook.com/CultLes/?ref=bookmarks

Participem do Grupo: https://www.facebook.com/groups/302537163575773/

Abraços e até terça!!!

**************************************************************************************************************

CRÉDITOS:

Texto: Linier Farias;

Capa: Linier Farias;

Revisão: Joelma Leite.



Comentários


Nome: karenanhaia (Assinado) · Data: 12/12/2017 00:03 · Para: Capitulo 4 - Ironic

Estou amando! Esse jogo de as duas estaram apaixonadas mas nenhuma deixar transparecer totalmente a outra, cheio de mistérios... Parabéns tu é uma ótima escritora *--* Vou acompanhar a história todinha<3



Nome: mtereza (Assinado) · Data: 09/12/2017 17:56 · Para: Capitulo 4 - Ironic

Amigo já gamou mais pelo jeito vai ter que rebolar um bocado para conquistar a sua Mel e ainda administrar as confusões da sua vida de pegadora tipo a Gisele . Ainda bem que vc resolveu antecipar as postagens não aguentava mais ansiedade bjs bom final de semana e até terça.



Resposta do autor:

Mtereza, vai ser confusão na certa. Rsrsrsr Sinto cheiro de circo pegando fogo no ar.

Abraços e até amanhã!!!



Nome: patty-321 (Assinado) · Data: 07/12/2017 01:15 · Para: Capitulo 4 - Ironic

Mas a Alice e muito safada.  mas já tá de quatro pela "mel". E a Gisele vai dar trabalho pra largar o pé. Aliás o corpo da Alice.  oba.  agora vai começar. Postagens semanais.  amoooo.  bjs



Resposta do autor:

Patty, a Giselle não vai facilitar mesmo... nem a Isa... nem a Alice... kkkk

Abraços!



Nome: Mille (Assinado) · Data: 06/12/2017 21:57 · Para: Capitulo 4 - Ironic

Ola autora

Alice ficou encrencada e tenho um forte palpite que a Gisela vai tornar a vida das duas um inferno. Claro que a Alice vai ter um trabalho com a "Mel", e será a cada dia uma trabalha. 

Bjus e até o próximo capítulo



Resposta do autor:

Ah, Mille, tá aí uma coisa que eu não posso negar. A Giselle não vai facilitar meeeeesmo a vida das duas. kkkk

 

Abraços!



Nome: Angel68 (Assinado) · Data: 05/12/2017 17:48 · Para: Capitulo 4 - Ironic

Uhu, postagens semanais !!! Chegava 2018 e não chegava o dia de começar as postagens !! Vamos lá....Mel ?? A Alice vai ver que a "Mel" deve ser mais ardida que pimenta, hahahahaha...acho que não tem docinho ali não....será que é uma marrentinha de primeira ? Vá se coçando aí Alice, porque vc já ficou de quatro literalmente, e a " Mel" promete lhe dar uma canseira....ali vai ser jogo de gato e rato, tapas e beijos....e de quebra Gisele, que promete botar fogo na coisa.....



Resposta do autor:

Angel68, kkkk

Será que a "Mel" é ardida assim? Acho que ela só tá precisando de um relacionamento de verdade. Talvez ela não ceda a isso facilmente, mas quando a Alice pegar de jeito... sei não, viu!

kkkk

Abraços!



Nome: naybs (Assinado) · Data: 05/12/2017 16:00 · Para: Capitulo 4 - Ironic

Cara, não preciso repetir que adoro essa linguagem de programação, né?! Adoro! Sensacional. A frase (Bem, a vida tem uma maneira engraçada de aprontar com você) que mais representa o conteúdo desse cap só poderia ser essa da música da Alanis mesmo! Muito bom!

Eu tive dó da Alice em certos momentos porque parece que a Lei de Murphy e a Alice andaram de mãos dadas nesse cap! kkkk Tudo que tinha para dar errado, deu errado! Ri demais com os pensamentos (ótimos kkk) dela sobre a Isa/"Mel" e volto a frisar de novo que AMEI muito ela conversando com a gente! 

Estou super curiosa com a reação da Isa/"Mel" depois de ter pego a Alice com a "boca na botija" kkkkkk O próximo cap promete! haha

Arrasou, Linier! :)

 



Resposta do autor:

Nay,

O destino estava entediado com a monotonia do dia a dia... resolveu se divertir um pouco. ELe é muito irônico, né não? Sobre vc ter tido dó da Alice... kkkk não tive. É a lei de causa e efeito. Ela foi responsável por tudo que aconteceu.

Abraços!



Nome: Bia08 (Assinado) · Data: 05/12/2017 08:48 · Para: Capitulo 4 - Ironic

Adorei,Alice está perdida em meio a tantas sensações que nunca havia sentindo antes. E dar de cara com a sua"Mel" , tadinha por essa ela não esperava. Kkkkkkk. Bjsss e será difícil esperar uma semana pro próximo mas eu aquento kkkkkk. Bjs



Resposta do autor:

Alice quase deu PT, né? kkkkk

Tá bem pertinho do próximo cap.!!!

Abraços!



Nome: NovaAqui (Assinado) · Data: 05/12/2017 08:26 · Para: Capitulo 4 - Ironic

Já era, Alice! Apaixonada no primeiro olhar kkk 

Agora você vai saber quem é a bela de olhos cor de Mel!

Gisele complicou mais ainda sua vida kkkkk a coisa só piora

Abraços fraternos procê!



Resposta do autor:

kkkk

Alice apaixonou mesmo, mas será que vai assumir isso tão fácil?

Abraços!



Você deve fazer login ou se cadastrar para comentar.