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[Comentários - 407]   Impressora Imprimir Capitulo ou História - Lista de Capítulos

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Static void Main (){

                var Capítulo= “26”;

  var Título = “Loca”;

                var POV= “Isabella”;

};

“And I'm crazy, but you like it (loca, loca, loca)

You like that it ain't easy (loca, loca, loca)”

 

Loca (Shakira, 2010)

 

“A grande vantagem da sequência de acontecimentos malucos que permeiam o início do meu relacionamento com a Alice é que nos intervalos entre as bizarrices e os mal-entendidos que acontecem, a paixão ardente e o amor que compartilhamos faz com que tudo valha a pena.”

Falando em bizarrice e mal-entendido, naquela noite, em especial, parecia que o destino estava empenhado em tentar fazer com que as coisas dessem mesmo errado, porque não bastasse tudo que o Lucas aprontara, e a briga que Alice e eu tivemos por causa disso, a Diabolin ainda resolveu aparecer para tornar tudo ainda mais complicado.

Bom, foi muita confusão, fiquei possuída de raiva, tanto que quase...

“Isso mesmo, eu falei ‘quase’. Não precisa me julgar.”

Pois é, por ínfimo instante, cheguei a acreditar que a Alice fosse realmente capaz não só de me trair, mas de me trair com aquela piranha endiabrada. Felizmente, o pensamento foi embora tão rápido quanto chegou, a despeito da minha ira, que chegou de mala, cuia, bolsa, mochila, valise e nécessaire, mostrando que estava disposta a ficar por muito tempo instalada dentro de mim.

“Ponto positivo da confusão toda: o prazer inenarrável e imensurável de ter tirado sangue da cara daquela vaca diabólica.”

Mas não parou por aí. A impressão que eu tinha era de que todos, sem exceção, haviam recebido a missão de testar os meus limites, naquela noite.

“Dá para imaginar como eu me senti ao ver o seu Jonas, o porteiro, tendo ataque epilético.”

Acho que Alice não pensou muito antes de suborna-lo para fazer aquilo, porque enquanto o pseudo pobre coitado tinha o ataque epilético, a pobre coitada de verdade aqui teve um de pânico. Nem preciso falar que a minha sede por sangue aumentou mais ainda quando me dei conta de que tudo era uma farsa encomendada por ela, apenas para evitar que eu fosse embora antes de conversarmos, preciso? Eu nem sabia que conhecia todos aqueles palavrões e que era tão violenta. Os tapas que desferi contra ela enquanto a xingava descontroladamente eram oriundos do segundo ataque de fúria que eu tinha na vida.

“Sim, segundo, porque o primeiro havia acontecido minutos antes, no apartamento dela.”

Mesmo que eu somasse todas as raivas que já senti na vida, ainda iria faltar muito para chegar ao nível de ódio que estava sentindo naquele instante. Sorte da Alice que tem um poder soberano sobre mim, porque bastou meia dúzia de palavras sussurradas no meu ouvido e aqueles braços enormes me apertando para que meu corpo – que definitivamente não me obedecia mais, o malcriado – me traísse, fazendo-me ficar toda molenga, imaginando as carícias dela.

“Não, mas isso não vai ficar assim meeeesmo. Se ela pensa que vou deixar barato, tá muito enganada. Se não posso descontar minha frustração nela com agressão física, vou descontar de outro jeito, mas impune ela não vai ficar. Tenho dívidas pra cobrar e acho que chegou a hora de fazer isso.”

Após o jantar e a conversa, finalmente consegui me acalmar. Voltamos para o apartamento da Alice. Durante o caminho, torci para não termos o desprazer de cruzar novamente com a serpente trevosa, pois, embora já fizesse bastante tempo desde a nossa saída, ela era tão maluca e tão obcecada pela minha namorada que tinha grandes possibilidades de ainda estar esperando na portaria ou até mesmo de ter escalado o prédio e entrado pela varanda, igual àquela ex-namorada do Charlie, em Two And A Half Men. Felizmente, não vimos qualquer sinal de vulto macabro ou sentimos qualquer cheiro de enxofre. A demônia, aparentemente, havia mesmo ido embora.

Quando entramos no apartamento, Alice foi logo me puxando para um beijo que já começou carregado de luxúria. No primeiro momento, correspondi com o mesmo ardor, pois contrariando as poucas horas que havíamos passado sem nos vermos, a saudade que eu sentia dela fazia parecer que estávamos longe por muito tempo. Mas logo em seguida, o orgulho – meu pior defeito e meu principal aliado – gritou dentro de mim. Embora tivéssemos nos acertado, eu estava frustrada, mal-humorada, querendo vingança. Durante o beijo, recapitulei mentalmente o que havia se passado durante o dia entre nós duas.

“Bom, primeiro ela me ligou de manhã se insinuando, sabendo que não poderia fazer nada por estar no trabalho. Mesmo assim, eu decidi instigar. Parei tudo o que estava fazendo para brincar com ela, que não teve a menor consideração por mim e gozou antes mesmo que eu começasse a me empolgar de verdade. Palhaçada. Depois, pôs a faca no meu pescoço com relação ao Lucas e desligou o telefone na minha cara. Tá, eu sei que nesse caso ela não estava tão errada assim, mas precisava desligar na minha cara? Odeio isso. E pra terminar, chego no apartamento dela a encontro só de roupão, acompanhada, nada mais, nada menos do que da ex-namorada/não namorada capitórica que a está acusando de assédio sexual. É mole?”

Ao concluir o raciocínio, afastei nossas bocas e comecei a pôr o meu plano de vingança em prática. Sem entender meu afastamento e muito menos o meu olhar maquiavélico, Alice perguntou:

- O que foi, amor? Tá tudo bem?

- Tá tudo bem pra você, Alice?

Usei um tom propositalmente sério, embora estivesse sorrindo por dentro da cara assustada que ela fez ao responder gaguejando:

- Bom... eu achei que... é que eu... nós...

Não deixei que concluísse, ao invés disso, intensifiquei a seriedade na voz ao falar:

- Tem noção do quanto me deixou frustrada hoje?

Ela recuou. Estava funcionando, eu a estava amedrontando. Percebi seu peito começando a arfar, ela me olhava em um misto de confusão e temor, exatamente igual ao dia em que nos conhecemos. Precisei me segurar muito para manter o aspecto sério, pois foi inevitável não me encantar com a cena.

“Tão linda, o meu amor! E tão bobinha também. Tem essa pose de fodona destemida, mas a coisa mais fácil do mundo é assustá-la.”

Senti vontade de sorrir e puxa-la de volta para os meus braços, mas eu já tinha ido longe demais para voltar atrás. Aquela era só a primeira parte do meu plano. Ainda teria mais duas pela frente. Cruzei os braços ao ouvi-la me responder, trêmula e muito sem jeito:

- Eu sei... eu sei... mas achei que tivéssemos nos entendido durante o jantar. Você ainda está com raiva?

“Vingança 1: fazê-la se assustar com uma mentira, da mesma forma que fez comigo ao subornar o porteiro pra fingir um ataque. Missão concluída com sucesso. Agora, a vamos para a número 2.”

- O que acha? Eu nem dei banho direito no Lucas, só pra chegar aqui mais rápido, e quando chego, dou de cara com a sua ex. Pra completar, você ainda aparece só de roupão.

“Você sabe que eu não dei banho no Lucas, né? Falar isso faz parte da vingança 2: fazê-la sentir ciúmes de mim com um ex. Funcionou.”

- Escuta aqui, Isabella... – O tom havia mudado, como em um passe de mágicas. Não havia mais receio. As palavras passaram a sair da boca dela carregadas de raiva. – O que aconteceu aqui foi bem diferente, ouviu bem? A Giselle chegou sem avisar, e eu estava me vestindo justamente para que não houvesse nenhum tipo de situação que viesse a ofender a minha relação com você. Ao contrário do que fez, né? Porque você há de convir que ouvir da namorada que ela deu banho no ex-namorado não é algo muito fácil de engolir.

Não aguentei, a ideia era deixa-la mais um tempo achando aquilo, mas caí na gargalhada.

- Tá rindo do quê? Da minha cara de idiota?

- Não. – Aproximei-me ainda sorrindo e enlacei seu pescoço com os meus braços. – Tô rindo porque nunca pensei que fosse tão fácil te manipular.

Ela se deixou abraçar, mas não correspondeu. Ao invés disso, franziu o cenho e perguntou, muito confusa:

- Do que você tá falando? Que história é essa de manipular?

- Acabei de te dar dois trocos pelo que me fez passar hoje, e você nem percebeu.

- Eu continuo sem entender.

- Bom, primeiro, eu não tô com raiva de verdade, só fingi estar pra que você se assustasse e se sentisse do jeito que eu me senti quando vi o porteiro dando aquele ataque. – Falei com um sorriso vitorioso no rosto, e antes de continuar, dei-lhe um selinho, mas ela não correspondeu. Continuou me encarando com aqueles olhos azuis que ficavam ainda mais lindos enraivados. Continuei. – Segundo, eu não dei banho no Lucas, só disse isso pra que você sentisse ciúmes, do jeito que eu senti quando vi você só de roupão perto da belzebu.

- E você assumir que tudo não passou de um plano de vingança deveria me fazer dizer “ufa, que alívio”? Porque se achou isso, está muito enganada. Agora eu fiquei com mais raiva ainda.

“Essa garota não me conhece. Tá querendo virar o jogo, mas não tem ideia do quanto sou obstinada.”

Sorri com uma ironia que assustou até a mim. Em seguida, falei:

- Meu amor, hoje você não tem direito a nada. Amanhã, quem sabe. Não aceito a sua revolta. – Enquanto falava, pressionei a ponta dos dedos contra o peito dela e a empurrei, de modo a fazer com que andasse de constas na direção do sofá. – Hoje, depois de tudo, você só tem direito a uma coisa: me obedecer. – Sorri vitoriosa ao perceber o olhar confuso dela. – Senta aí, agora você tem uma dívida pra me pagar. – E a empurrei.

- Dívida?

- Sim, não lembra? Te falei ontem que cobraria a dívida daquele dia em que você me implorou pra gozar.

O olhar dela mudou, contrariando a raiva que estava sentindo instantes antes, escureceu, ficou extremamente selvagem ao perceber que as minhas intenções eram puramente sexuais. Mas ela ainda não fazia ideia do que eu querer, e não perdia por esperar.

- Ah, é? Então vem cá, vem? Vem me cobrar essa dívida logo.

- Ei, e quem disse que eu vou a algum lugar? – Caminhei até uma das poltronas e puxei, posicionando-a de frente para ela. Sentei-me e cruzei as pernas, ao mesmo tempo em que falei em um tom absurdamente provocativo. – Eu não vou a lugar algum, tampouco farei nada. Vou ficar sentadinha aqui enquanto você faz tudo sozinha.

- Tá bom, eu faço.

Ao mesmo tempo em que falou, avançou sobre mim, mas só para ser interrompida no meio do caminho pelo meu:

- Não é isso que você está pensando. Senta ali.

E a fiz voltar para o sofá. Ela não falou nada, apenas me olhou confusa. Continuei:

- Isso faz parte da minha terceira e última vingança. Hoje de manhã, você não precisou de mim pra gozar, precisou?

- Amor eu...

- “Amor” nada... você não precisou, fez sozinha, não fez?

Silêncio... Insisti:

- Eu te fiz uma pergunta.

- Sim, mas foi pensando em você.

- Saber disso não tornou as coisas menos frustrantes pra mim, então, como castigo, não vou te fazer gozar hoje...

- Quê? Mas amor...

- Shh... você vai gozar sozinha, do jeito que fez de manhã. E eu vou ficar aqui, só assistindo.

Quase ri da confusão dela, mas mantive a pose.

- Espera, você quer que eu me...

Deixou a frase em suspenso, como se pronunciar a palavra “masturbação” fosse um crime.

- Sim, é exatamente isso que eu quero. Que que se toque... até gozar. Enquanto eu olho.

Ela sorriu de nervoso. Olhou para os lados, depois para mim. Abriu e fechou a boca várias vezes, mas não foi capaz de pronunciar nada. Mantive-me impassível, na pose de mulher fatal, dominadora, algo que não combinava em absoluto comigo, mas que estava me deixando surpreendentemente confortável. Com ela, agir daquela forma parecia extremamente natural. Depois do tempo infinito que ela levou para administrar a minha ordem, finalmente pareceu voltar ao estado normal de safadeza que lhe era peculiar. O olhar escureceu novamente, encarou-me de forma lasciva, antes de falar simplesmente:

- Tá, se isso que você quer.

A simples aceitação dela fez de imediato o meu corpo inteiro se acender. E no momento em que começou a se despir de forma provocativa, passou a ser quase impossível me manter no meu lugar. De todo modo, segurei firme, mesmo adquirindo, naquele instante, a consciência de que o jogo havia virado. Endireite-me na cadeira para conter a contração que senti entre as pernas quando ela, já completamente despida, tocou o próprio sexo e levou um pouco da umidade até um dos mamilos, exatamente como eu havia ordenado que fizesse ao telefone, mais cedo. A bandida ainda provocou:

- Quer provar?

Mas me mantive forte e respondi:

- Depois... agora eu quero só apreciar.

Ao ouvir minha resposta, levou o dedo úmido até a boca e o chupou, antes de voltar a falar:

- Tem certeza? Tá uma delícia, e tudo por sua causa.

Não tinha outra coisa que eu pudesse falar, senão:

- Cachorra.

Apenas para ficar mais excitada ainda com a resposta dela:

- Sim, eu sou. Mas só sua.

Impossível controlar a respiração e o pulsar frenético do coração dentro do peito. Ainda mais depois de ver a mão dela descendo pelos seios, barriga, ventre, até se encaixar no sexo completamente excitado, exposto para mim sem qualquer pudor. Gemi sem querer, contorci-me na cadeira quando ela começou a massagear o pontinho inchado. Era a coisa mais linda e sensual que eu já havia visto em toda a minha vida. Queria avançar sobre ela, toca-la, possuí-la, mas não o fiz. Era um martírio só olhar, mas era um martírio delicioso. Ela acelerou os movimentos mais e mais, seu rosto se contorcia, a boca emitia gemidos de prazer, os quadris se movimentavam em sincronia com as mãos, perfeito, incrível, alucinante... ela gozou chamando o meu nome e antes mesmo que pudesse se recuperar, eu já me despia em cima dela. Antes de finalmente me satisfazer, ainda tive tempo para mais uma provocação:

 

- Boa garota. É assim que eu gosto: obediente.

Notas finais:

Meninas, desculpem a demora, mas é como eu sempre digo: antes tarde do que mais tarde.


Eu passei a semana inteira fora, a trabalho, e só quando cheguei em casa à noite foi que pude escrever. Talvez tenha ficado tudo atropelado, mas peço que relevem. Só não queria falhar no compromisso com vocês.


Espero que tenham gostado.


Abraços!!!



Comentários


Nome: mtereza (Assinado) · Data: 18/04/2018 21:55 · Para: Capitulo 26 - Loca

Meu Deus essa duas são demais amo kkkk



Nome: Lili (Assinado) · Data: 17/04/2018 15:40 · Para: Capitulo 26 - Loca

Essas duas ainda tem lucas pela frente.



Nome: lusilenesetubal (Assinado) · Data: 17/04/2018 10:15 · Para: Capitulo 26 - Loca

Isa ta terrivel e a Alice entrou no joguinho dela kkk

adorei esse capitulo mesmo sendo curtinho.

parabéns 

 

 

 

 



Nome: patty-321 (Assinado) · Data: 17/04/2018 03:35 · Para: Capitulo 26 - Loca

Essass duas sao o maximo. Kkkk.



Nome: Angel68 (Assinado) · Data: 16/04/2018 17:49 · Para: Capitulo 26 - Loca

Caracas, Isa !!!!

Vc me representa, quando crescer quero ser como vc....Em poucas aulas, de recalcada agora tá quase de dominatrix, daqui há pouco chega lá....tá deixando a Alice arrasa quarteirão de quatro, literalmente !!



Nome: Mille (Assinado) · Data: 16/04/2018 16:42 · Para: Capitulo 26 - Loca

Isa está demais ou é a Alice que a deixa solta.

Bjus e até o próximo capítulo 



Nome: NovaAqui (Assinado) · Data: 16/04/2018 09:31 · Para: Capitulo 26 - Loca

Isa está muito sacana kkkkk adorei esse lado dela.

Vamos ver qual será o próximo round com a demônia e o ex deitão.

Capítulo maravilhoso

Abraços fraternos procês aí!!



Nome: NovaAqui (Assinado) · Data: 16/04/2018 09:31 · Para: Capitulo 26 - Loca

Isa está muito sacana kkkkk adorei esse lado dela.

Vamos ver qual será o próximo round com a demônia e o ex deitão.

Capítulo maravilhoso

Abraços fraternos procês aí!!



Nome: sonhadora (Assinado) · Data: 16/04/2018 03:01 · Para: Capitulo 26 - Loca

Apesar de curtinho foi delicioso ver a Alice bem maninha nas mãos da Isa.

Tá perdoada.

Beijos de Luz



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