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Static void Main (){


                var Capítulo= “21”;


  var Título = “Primeiros Erros”;


                var POV= “Alice”;


};


“Se um dia eu pudesse ver meu passado inteiro


E fizesse parar de chover nos primeiros erros, o meu corpo viraria sol,


Minha mente viraria sol, mas só chove, chove, chove, chove...”


 


Primeiros Erros (Kiko Zambianchi, 1985)


 


-- Que porra é essa de chuva, Alice? Do que você tá falando?


-- Ai, Gus, você tá lerdo, hein! Te conheci mais esperto.


“Essa é a hora que você pergunta: ‘quem diabos é Gus?’ Calma, que eu vou explicar.”


Depois de sair transtornada da sala do Leandro, ainda esbarrei com o Pedro e tive que contar o que havia acontecido. Mas eu resumi tudo e depois saí correndo sem dizer aonde iria. Bem, tecnicamente não fiz por mal, porque nem que eu quisesse, poderia dizer, já que nem eu sabia. A única coisa da qual eu tinha absoluta certeza naquele instante era de que precisava me afastar dali.


Sabe aqueles filmes de comédia bem pastelões onde tudo começa bem e então alguém vai lá e faz uma coisa idiota, daí, depois disso, tudo desanda, fazendo o resto do filme virar uma sequência inacreditável de acontecimentos ilógicos e bizarros? Pois é, a minha vida estava se parecendo justamente com um desses filmes. Por isso eu queria fugir logo, antes que, além da demônia desvairada me acusando de assédio sexual, aparecesse outra ex enfurecida dizendo que estava grávida de um filho meu ou coisa do tipo.


“Já pensou na merda? E o pior de tudo é que a minha credibilidade tem estado tão contestável ultimamente que é capaz de todo mundo acreditar que eu realmente seja o pai da criança.”


Pelo menos em Se Beber, Não Case, a pior coisa com a qual os protagonistas tiveram que lidar foi o Mike Tyson indo atrás deles para recuperar seu tigre roubado... Não, espera... também teve o lance do cara que perdeu o dente... Ah, e o bebê no armário. E tinha aquele mafioso coreano atrás deles também, mas, mesmo assim, eu ainda preferiria estar na pele deles do que na minha própria.


“Que inferno! Já que a minha vida tinha que se transformar em um filme de comédia besteirol, custava ter sido aquele que o cara arranja um controle remoto que controla o tempo? Assim, eu poderia voltar até o dia em que as presas daquela filhote de cascavel com naja cravaram o meu pescoço pela primeira vez e manda-la pastar, ao invés de me envolver com ela.”


Bem, mas voltando ao Gus...


Quando entrei no carro, comecei a dirigir sem pensar muito sobre meu destino. Só queria ir para algum lugar que me acalmasse. Precisava esfriar a cabeça para poder administrar aquela situação absurda. Na conversa com Leandro, tudo havia ficado muito claro. Ele tinha absoluta certeza de que a acusação maluca da Giselle não passava de uma forma vil que ela havia encontrado para se vingar de mim. Mas essa certeza não era o bastante. Como dono da empresa, ele precisava zelar pelo bem-estar de seus funcionários, então, até que tudo fosse esclarecido, eu realmente precisaria me afastar para garantir que as coisas não piorassem. Leandro ainda me garantiu que logo que tudo fosse esclarecido, seria a vez da Giselle arcar com as consequências de seus atos. Mesmo assim, não consegui controlar a raiva. Acabei perdendo a calma e discutindo feio com ele. Principalmente depois que sugeriu que eu deveria me afastar da Isa para evitar que as coisas piorassem para o meu lado.


No carro, minha cabeça girava e girava. A vontade era de bater na porta da Isa, mas tinha ciência de que isso seria completamente inadequado.


“Ah, Isa, o que tá acontecendo com você? Por que me deixou daquele jeito e não me deu mais notícias? Por favor, não diga que mudou de ideia e resolveu ficar com o Lucas. Por favor!”


Ir para casa também estava fora de cogitação, pois precisava me acalmar, espairecer, respirar ar puro... Mar... Eu precisava do mar. Pensando nisso, após algumas voltas aleatórias pela cidade, peguei a estrada rumo ao litoral oeste e acabei na praia do Cumbuco. Com os sapatos na mão e as barras da calça dobrada, caminhei à beira-mar até sentir minhas pernas falharem, então sentei na areia e passei a observar a paisagem. Foi nessa hora que reencontrei Gustavo, o Gus, um amigo da época da faculdade de quem eu não tinha notícias havia muito tempo.


-- Tá perdida?


Eu até vi um rapaz saindo do mar e achei o rosto familiar, mas só quando ele falou comigo foi que o reconheci.


-- Gus? Não acredito que é você.


Levantei para dar um longo abraço nele, que me deixou toda encharcada. Não me importei com isso, pois realmente estava muito feliz em revê-lo.


-- Alice, quanto tempo, cara?


-- Pois é, acho que não nos vemos desde que você foi estudar nos Estados Unidos com a Clara.


-- É, mas já voltamos há mais de quatro anos.


-- Caramba! E nem pra me avisar, né?


-- Ah, amiga, desculpa. Acabou que a correria me fez deixar passar despercebido.


-- Eu entendo. Minha vida também é uma loucura só.


-- Mas me conta, gata! Como você tá?


Sorri, porque se eu começasse a falar dos meus problemas, ele provavelmente sairia correndo.


-- Indo... Mas eu quero saber é de você. Conta, como estão as coisas? E a Clarinha, hein? Vocês ainda protagonizam a versão cearense de Will & Grace?


“Para quem não conhece, Will & Grace é uma série de TV americana que conta a história dos amigos Will, que é gay, e Grace, que é hétero. Gus e Clara eram tão amigos na faculdade que passaram a ser comparados ao casal da série.”


-- Sim, com a diferença de que a minha Grace resolveu dar um passeio pelo brejo e acabou casada com uma mulher.


-- Não brinca! A Clarinha, lésbica? Nem acredito.


-- Pois é, quem diria, né? E tem mais, a mulher tá apaixonadérrima. Precisa ver.


-- Então a rainha do gelo se deixou ser aquecida... e por uma mulher?


-- Pra você ver como as pessoas mudam. Eu, por exemplo... Você algum dia imaginou que veria o teu principal parceiro da vadiagem amarrado?


-- Ah, mas eu lembro que você ficou gamadaço naquele loirinho de cabelinho de anjo que era calouro. Quase desistiu de viajar por causa dele... como era mesmo o nome?


-- Nicolas.


-- É, o Nic.


-- Então, depois que terminamos, eu voltei pra vadiagem e por lá fiquei. Até que o reencontrei ano passado e voltamos, acredita?


-- Que louco isso, Gus?


-- Pois é, Alice. Parece que ninguém é imune ao amor.


-- Começo a perceber que isso é verdade.


-- Como assim, Brasil? Não me diga que até você largou a vida bandida e permitiu que alguém enlaçasse esse coraçãozinho selvagem.


-- Sim, eu digo.


-- Meu Deus, é o fim dos tempos.


Gargalhamos juntos. Ele continuou:


-- Quero saber dessa história direitinho.


Juntei-me a ele e Nicolas no restaurante da pousada em que estavam hospedados e, enquanto almoçávamos, contei tudo o que estava acontecendo em minha vida. Os dois ouviram atentamente e tentaram me acalmar. Nicolas era advogado e me garantiu que eu não tinha como sair culpada das acusações feitas por Giselle. Dispôs-se ainda a me representar, caso fosse necessário e me orientou a processar a filhote de belzebu por calúnia e difamação. Agradeci e fiquei de pensar a respeito com mais calma, pois não tinha certeza se estava disposta a passar pelo desgaste de um processo. Sobre a Isa, os dois me garantiram que, diante do que eu havia contado, não havia qualquer possibilidade de ela voltar atrás na decisão de se separar do Lucas. Acabaram me convencendo de que uma vez que eu já estava lá, deveria pegar um quarto na pousada e passar o final de semana.


Gus me convenceu também a ligar mais uma vez para Isa do celular dele, vez que eu estava sem o meu. Liguei, mas me frustrei, pois chamou até cair a ligação. Ela definitivamente não estava disposta a falar comigo. Nicolas tentou me fazer pensar diferente:


-- Gata, ela não conhece o número do Gus e não sabe que você está sem celular. Deve ter achado que era outra pessoa e não quis atender.


-- Ai, será, Nic?


Perguntei ao Nicolas, mas foi Gustavo quem respondeu:


-- Amiga, deixa de ser boba. Essa mulher te ama, cara.


-- Eu tô insegura demais, Gus. Meu coração parece que vai explodir.


-- Oh, meu Deus! Vem cá, sua coisinha sensível, vem? – Abraçou-me e continuou. – Vamos fazer assim: a gente vai em alguma lojinha por aqui pra você comprar um biquíni e umas roupas, daí depois você se registra na pousada, toma um bom banho, dorme um pouco e à noite a gente sai pra jantar e tomar todas. Amanhã, pegamos uma praia pra botar uma corzinha nessa sua bunda branca e você tenta ligar pra ela de novo. O que acha?


Pareceu uma boa ideia, pois voltar para casa estava fora de cogitação. Respondi, tentando esboçar um sorriso:


-- Eu topo.


Nicolas reagiu animadamente:


-- Esse é o espírito, amiga.


E Gus completou:


-- Essa é a minha garota. Vamos lá então.


Seguimos o roteiro sugerido por Gustavo, exceto pela parte de dormir, pois foi impossível para mim pregar o olho. Ao invés disso, fui dar alguns mergulhos no mar. Apesar de continuar angustiada com tudo o que estava acontecendo, a sensação de estar em contato com a natureza e de poder observar aquela paisagem deslumbrante estava me servindo de conforto. No entanto, sem celular, a dúvida que pairava em minha mente era se Isa estaria ou não tentando me contatar e isso me fazia ficar ansiosa novamente.


“Merda! Eu devia ter comprado um celular novo antes de vir pra cá. Sou uma idiota completa mesmo. Burra, burra, burra...”


À noite, fomos a pé mesmo a um pequeno restaurante local, onde jantamos, e depois seguimos para um barzinho de decoração rústica, bem charmoso, que ficava quase ao lado. Lá, uma banda tocava pop/rock nacional e vários turistas se divertiam. Começamos a beber e a conversar. Gus me falou da empresa que tinha aberto em sociedade com a Clara. Eles desenvolviam jogos e aplicativos para as mais diversas plataformas e os negócios estavam indo de vento em popa. Estavam inclusive pensando em expansão e procurando um novo sócio. Aquela conversa fez meu radar apitar, pois desde a época da faculdade eu tinha planos de ter a minha própria empresa. Estava até economizando para isso, mas até aquele momento ainda não tinha pensado em quando eu efetivamente realizaria esse sonho. Trabalhar com Leandro era muito bom. Não era sócia dele, mas era como se fosse, pois eu possuía total autonomia para tocar meus projetos. Ele confiava em mim cegamente, e eu não pensava em larga-lo tão cedo, mas diante de tudo o que estava acontecendo, comecei a cogitar essa possibilidade. No entanto, resolvi deixar aquele assunto para depois e voltei a me concentrar em tentar me divertir um pouco.


Já passava das 22h. Gus e eu ríamos alto, cantávamos junto com a banda e conversávamos as mais diversas bobagens. Àquela altura, Nic já havia pedido arrego e voltado para a pousada, pois não conseguiu acompanhar o nosso ritmo. Quando a banda começou a tocar Primeiro Erros, não aguentei e pedi para me juntar a eles. Não sei se por educação ou por diversão o vocalista me passou o microfone e comecei a cantar como se estivesse em um festival de rock. Felizmente, mesmo bêbada, eu era bem afinada e no final da música fui aplaudida por todos.


De volta à mesa, fui debater com Gus sobre a letra da música. Eu já estava completamente bêbada, e ele também. Quem chegasse perto, certamente não entenderia nada daquela conversa maluca. Comparando os meus problemas a uma chuva torrencial que não parava de cair, comecei a falar, sem dar uma sequência lógica às palavras:


-- Só chove, Gus... É muita chuva... chuva demais. Tá vendo? Não para de chover, olha...


E apontava para cima da minha cabeça. Gustavo olhava e não entendia nada.


-- Que porra é essa de chuva, Alice? Do que você tá falando?


-- A chuva, cara... a música... A chuva da música, não tá ób... ób... óbvio?


-- Não... não tô entendendo porra nenhuma do que tu tá falando, gata. Na boa.


E gargalhamos juntos, porque no fim nem eu estava entendendo mais também. Mesmo assim, insisti no assunto:


-- É uma “mesáfora”.


-- Uma o quê?


“Gente, como pode? Eu tô falando tão claramente!”


-- Ai, Gus, você tá lerdo, hein! Te conheci mais esperto.


-- E quando eu te conheci, você não ficava bêbada tão rápido. Anda logo, explica direito que porra de chuva é essa, caramba. Já tô perdendo a paciência.


-- Gus, não tem graça fazer uma “mesáfora” foda se você tem que explica-la. – Bufei e continuei. – A chuva da música não é real, saca? É só uma “mesáf...” metáf... – Soluço. – ...fora. Metáfora... Que palavra bonita, né? ME–TÁ–FO–RA. Não acha bonita? Eu gosto dessa palavra, você não gosta?


Ele já ia responder, mas calou-se ao perceber a aproximação de uma moça morena, muito bonita que era a cara da...


“Espera aí, ela é a cara da Isa. Será que eu tô tão bêbada que já tô até vendo coisas?”


­-- Oi, você deve ser o Gustavo.


-- Ahan, e você é a Isa, né?


“Caraca, velho. Além de ser a cara da Isa ainda tem o mesmo nome. Dá pra acreditar?”


-- E eu sou a Alice, prazer.


E estendi a mão para cumprimenta-la. Com um sorriso de quem estava se divertindo as minhas custas, apertou a minha mão de volta e respondeu com ironia:


-- Muito prazer, Alice. Você vem sempre aqui?


-- Não, só quando a mulher que eu amo desaparece e eu sou acusada de assédio sexual pela minha ex... Mas, vem cá, você tem uma irmã gêmea? Porque, na boa, tu é a cara de uma pessoa que eu conheço.


-- É, parece que alguém bebeu além da conta aqui. Vem, acho que tá na hora de você tomar um banho e deitar. Vamos pra pousada.


-- Espera, garota, não é assim que as coisas funcionam. Tá bom que você é a cara da mulher que eu amo, mas não vai conseguir me levar pra cama assim tão fácil. Paga ao menos um sorvetinho primeiro? Eu sou romântica.


“Tá, eu sabia que era a Isa. Mas não ia perder uma piada dessas, né? E funcionou, porque ela não parava de sorrir.”


-- E desde quando você ficou difícil? Lembro muito bem que tentou me atacar na primeira noite.


-- E eu lembro muito bem que depois dessa noite, foi você quem tentou me atacar.


-- Boba! Eu te procurei o dia inteiro, sabia? Onde meteu o teu celular?


-- Eu quebrei. Como me achou?


-- Retornei uma ligação de um número desconhecido e o Gustavo aqui me atendeu.


-- Que pilantra, sacana, filho da puta! – Virei-me pra ele. – Eu aqui desesperada por notícias e você me escondendo que tinha falado com ela?


-- Se eu falasse, você ficaria mais ansiosa do que já estava. Além disso, achei que ia gostar da surpresa.


-- Bem, dessa parte eu gostei. Mas você vai me pagar por isso mesmo assim, viu? Assim que eu terminar de matar essa coisinha linda aqui, que me fez morrer mil mortes sem me dar notícias desde ontem.


Sorrimos. Gus pediu a conta, pagamos e seguimos para a pousada. Parei de frente para a porta do nosso quarto e fiquei olhando a porta, até que Isa perguntou:


-- O que você tá esperando pra abrir a porta?


-- Tô esperando ela parar de se mexer.


-- Meu Deus!


Ela sorriu e tomou a chave da minha mão. Abriu a porta e me deu passagem para que eu entrasse primeiro. Eu não conseguia parar de olhar abobalhada para aquele sorriso lindo, aquelas covinhas, aqueles olhos enormes cor de mel. Não estava acreditando que era real. Depois de tanta angústia, ela estava lá comigo. Não havíamos conversado nada até então, mas se estava entrando no quarto para dormirmos juntas, significava que ainda me queria. A sensação de tê-la ao meu lado era tão boa, tão revigorante, que a história toda com a demônia havia até perdido a importância naquele instante.


Entramos e não aguentei mais. Puxei-a para os meus braços e a beijei com sofreguidão. Ela correspondeu, apaixonada. Trocamos um beijo cheio de saudades e promessas. As línguas se buscavam ansiosas, o gosto adocicado e a maciez daqueles lábios tiravam de dentro de mim toda a angústia e o temor que haviam se acumulado em vinte e quatro horas. A cada instante ao lado dela, eu tinha mais certeza do amor que sentia e só conseguia pensar em tê-la só para mim.


-- Fala pra mim que você é minha, só minha. Fala, Isa.


-- Eu te amo, Alice.


Falávamos entre beijos, as respirações já completamente alteradas.


-- Eu também te amo, mas preciso saber...


-- Sua, Alice... só sua.


Afastei nossos lábios e a encarei. Precisava ouvir com todas as letras e olhar nos olhos dela enquanto falava. Pedi:


-- Repete.


-- Eu sou só sua... Digo, se você me quiser, é claro.


“Tão linda a carinha de insegurança que ela fez!”


-- E você ainda tem dúvidas?


-- Não, é só que...


-- Isa, quer namorar comigo?


Ela sorriu e brincou:


-- Tá me pedindo em namoro bêbada? E se amanhã, quando estiver sóbria, você se arrepender?


-- Eu tô sóbria desde que te vi naquele bar, mas se não acredita, vou provar.


Afastei nossos corpos e fiz um “quatro” com as pernas, ao mesmo tempo em que repetia a pergunta:


-- Isabella, você quer ser minha namorada?


-- Quero, sua boba. Eu te amo!


“Ah, uma resposta dessas merece uma dancinha, não merece?”


Comecei a dançar e cantarolar Primeiros Erros no meio do quarto. Gritei:


-- Gus, a chuva passou e o tempo abriu.


Gargalhando, Isa perguntou:


-- Do que você tá falando, sua maluca?


-- De nada! Vem cá, vem? Que eu quero matar a saudade.


Na velocidade da luz, nossas roupas foram arrancadas e arremessadas longe. Joguei-a na cama e caí por cima dela. Beijei cada pedacinho daquele corpo que eu amava e já estava familiarizada. Entre beijos, carícias e palavras sussurradas, não conseguíamos parar de sorrir. Não dava para acreditar que ela finalmente seria minha sem qualquer barreira. Depois de um tempo naquela posição, ela virou nossos corpos e tomou o controle. Encaixou nossos sexos, que já pulsavam ardentes, desejosos um do outro, e começou a rebolar em cima de mim, deixando-me absolutamente transtornada de tanto desejo.


-- Senti saudades.


-- Eu também, meu amor. Eu também... Rebola pra mim, vai? Quero gozar assim, te olhando rebolar.


-- O prazer vai ser todo meu, amor.


Não demorou muito até sermos tomadas por um orgasmo alucinante, arrebatador, que fez nossos corpos convulsionarem de tanto prazer. Mas não era para menos. Era tanto amor, tanto desejo, tanta saudade que a sensação não poderia ter sido diferente. E foi assim por boa parte da noite, até que adormecemos exaustas.


Não fazíamos ideia do que seria de nossas vidas dali em diante. Ambas ainda tinham muita coisa para lidar. Eu não sabia ao certo o que havia se passado entre a Isa e o Lucas, mas sabia que as coisas entre os dois não se resolveriam da noite para o dia, literalmente. Com toda certeza, Isa ainda teria que enfrentar muitas coisas por conta desse término. Já eu, além de ter que enfrentar a acusação da Giselle, tinha que encontrar uma forma de lidar com a reação de Leandro ao saber do meu namoro com a Isa. Pensar sobre isso acabou me levando à lembrança do que Gustavo havia me falado.


“Será que não está na hora de largar o Leandro e seguir caminho com as minhas próprias pernas? Antes eu me preocupava em deixa-lo na mão, mas agora ele tem a Isa, que é tão boa ou melhor do que eu. Sei que é muita coisa para ela dar conta sozinha, mas tem muita gente qualificada lá que merece uma promoção. O Pedro, por exemplo.”


Enfim, embora as coisas com a Isa estivessem aparentemente entrando nos eixos, aquela havia sido apenas uma batalha das muitas que teríamos que lutar até conseguirmos botar tudo em seu devido lugar. Mas o mais importante de tudo era que dali em diante não estaríamos mais a sós, pois tínhamos uma à outra como apoio e o amor que sentíamos como arma.

Notas finais:

Eita que amorzinho, né, gente? Mas o que será que vai ser das duas de agora em diante? Será que o Lucas vai deixar a Isa ir assim, tão fácil? Será que o Leandro vai aceitar esse namoro das duas, depois da acusação feita pela filha das trevas? Será que a Alice vai jogar tudo pro ar e recomeçar com o Gus e a Clara? E será que ela vai processar a Demônia?

Ah, outra coisa, gostaram o cross over com Amor... E Outros Dilemas?

Só lembrando que esse é o capítulo de amanhã que eu postei hoje, porque sou muito boazinha.

Não deixem de me contar o que estão achando, por favor.

Abraços e até a semana que vem!



Comentários


Nome: Angel68 (Assinado) · Data: 14/03/2018 23:04 · Para: Capitulo 21 - Primeiros Erros

Aê, tô atrasadérrima, mas cheguei pra comentar !! Ufa, tava viajando e cheguei ontem, mal tive tempo de ler onde eu tava !! Mas enfim, duas coisas desse capítulo que amei....a menção á Cumbuco....minhas férias de 2016 fui pra Fortaleza e rodei a sua cidade aí Linier, fui até pra Jeri....e claro, conheci Cumbuco !! Delícia ler sobre um local que conheço....as férias desse ano fui pra Aracaju, cheguei ontem. A segunda....o crossover de Amor e Outros Dilemas !!! Amo Clara e a Ju, que saudades desse romance épico....fiz uma ótima recomendação para Amor e Outros Dilemas na Amazon, esse romance é show !!! Ai senhor, o amor está no ar, mas ainda sinto o cheiro de enxofre da demônia e do empata foda....vem coisa aí....



Nome: Enaile Araujo (Assinado) · Data: 12/03/2018 23:35 · Para: Capitulo 21 - Primeiros Erros

Miiigaaa, eu sou do time do sim, claro! Sou do time da Linier, com certeza! kkkkkk

 

Miiga, quanto a Marcya Peres, eu indico os três  romances que estão postados aqui no site, os três são ótimos! Ela escreve muito bem, que nem que tu... rsrss  Particulamente, Freaks e A vinha e o girassol, são minhas favoritas. Leia! Tenho certeza que vc não vai se arrepender. São estórias bem diferentes e bem escritas. Uma pena ela não ter postado novos romances aqui no Lettera. Esses, três foram postados, já completos, aqui, no mês de Dezembro, mas eu já havia lido em outro site, não me lebro qual, e nunca esqueci. Tinha muitas ganas de lê-las novamente, e olha que nem gosto de ver um filme duas vezes, hein?! kkkkk Recomendo, miiga! ;). Depois quero saber se gostou, vice?!

Bjãoo



Nome: mcmota (Assinado) · Data: 12/03/2018 17:19 · Para: Capitulo 21 - Primeiros Erros

Erros conseguem nos infernizar por um prazo indefinido, Alice que o diga...


Quando a gente pensa que a história não tem como ser melhor, a autora vem com um capítulo desse (Amor... E Outros Dilemas is BACK!!!!) <3 <3 <3


 


Quando a gente pensa que não tem como amar mais ainda Alice, a autora vem com a Alice bêbada (Ri demasiado). Como diria Charles Bukowski "Ser são é fácil, mas pra ser bêbado tem que ter talento".


 


Quando a gente pensa que não pode ser mais surpreendida, a autora vem com uma Isa super decidida e corajosa (Já disse que quero aprender com ela?)...


 


Hoje terminou tudo tão lindo pra AlIsa, mas já ouviu que 'quando a esmola é demais, o santo desconfia'? Pois é, um medinho me consome pelo que está por vir! É incrível como você consegue nos deixar em suspense, viu!? Agora eu pergunto: Tem como não amar essa história?


 


Abraços e até menos! ;-)


=*



Resposta do autor:

mcmota,

Eu estava morrendo de saudades de Amor... e Outros Dilemas. Não resisti em trazer o Gus de volta. Que bom que gostou do crossover!!!!

Charles Bukowiski sabe das coisas, pq não é todo bêbado que é agradável assim como a Alice é, né? Mas é isso mesmo, se for pra beber, que seja pra ficar feliz, pq pra sofrer mais, melhor ficar sóbrio mesmo. Sou do time da Alice. kkkkkk

Sobre a Isa, não sei se vai concordar comigo, mas o que tem de mais interessante nela é justamente esse contraste. É uma completa covarde para encarar aventuras do mundo, mas quando se trata de assuntos do coração, é de uma coragem invejável. <3 

#AlIsa... não tinha shippado as duas ainda. Ameeeei!!!  Obrigada <3 <3 <3

Ei, mas dessa vez eu nem terminei com suspense. Terminou tudo lindo, tudo certo, tudo ótimo no reino encantado de #AlIsa... Bem, mas, porém, contudo, entretanto, todavia... é claro que elas ainda vão ter que enfrentar muita coisa, afinal, não vai ser tão simples assim pra Isa se afastar do Lucas e nem pra Alice se livrar da Giselle. Ou seja, muitas provações pela frente para essas duas.

E para finalizar...

Quando a gente pensa que não tem como se encantar mais ainda com os comentários que recebe, uma leitora muito gentil aparece e escreve algo maravilhoso. 

Obrigada pelo carinho.

Abraços!!!



Nome: mtereza (Assinado) · Data: 11/03/2018 18:57 · Para: Capitulo 21 - Primeiros Erros

Há que capítulo show foi esse com direito até a interseção com Amor e outros dilemas amei tudo a Alice bêbada fica mais engraçada ainda e acho infelizmente que oxs ex de ambas ainda vao tentar atrapalhar esse amor.



Resposta do autor:

Tereza,

Gostou do crossover?

Alice é uma bêbada feliz, né? E filósofa. kkkkk que bom

Agora é só esperar pra ver o desenrolar desses problemas das duas, né?

Abraços!



Nome: Lili (Assinado) · Data: 11/03/2018 04:38 · Para: Capitulo 21 - Primeiros Erros

Cumbuco saudades mesmo morando alguns km. Kkkkk

Agora o bicho vai pegar, o Lucas vai infernizar prannao perder a vida boa dele, a Gisele vai fazer de tudo pra Alice se dar mal, Leandro perdeu a profissional, mas é assim que tem que ser a vida, um ciclo fecha e outro abre.

 



Resposta do autor:

Lili, 

Faz tempo que não vou ao Cumbuco também. Absurdo morar tão perto e não ir lá. Depois que escrevi esse capítulo, fiquei morrendo de vontade de pegar a estrada. kkkk

Pois é, agora o bicho vai pegar. Mas pelo menos as duas estão juntas e vão se apoiar, né? Isso é o mais importante.

Abraços!



Nome: ABarros (Assinado) · Data: 11/03/2018 01:54 · Para: Capitulo 21 - Primeiros Erros

Com ctz o Lucas ainda vai dar trabalho, acho q o Leandro vai aceitar nao, mas a Alyce vai entrar na sociedade com o Gus e a Clara e acho que ela vai processas a The monia nao kk eu amo muito crossover



Resposta do autor:

ABarros,

Não tenha dúvidas de que o Lucas vai ser uma pedra de paraleleípedo no sapato da Isa, assim coma Giselle no da Alice, infelizmente. 

Que bom que gostou do crossover. Quem sabe nos próximos a Clara e a Júlia não aparecem, né? Vocês quem me dizem.

Abraços!



Nome: patty-321 (Assinado) · Data: 11/03/2018 00:35 · Para: Capitulo 21 - Primeiros Erros

Pensei que elas ainda não iriam se acertar neste capitulo. que bom q me enganei. Foi muito legal a participaçao deses dois lindos, maralilhoso. Saudade de saber como esta a Clara e a esposa. E o reencontro delas e a alice bebada foi bom demais. Show. Bjs



Resposta do autor:

Patty,

Gostou do crossover? Quem sabe nos próximos a Clara ou a Júlia não apareçam. O que acha?

Sobre Alice e Isa, na verdade, nem tinham porque não se acertarem, né? Afinal a Isa terminou com o Lucas pra isso. E sobre a acusação, ficou bem claro pra ela que a demônia fez por vingança, não tinha porque se chatear. O problema não era as duas se acertarem... problemas de verdade ainda estão por vir.

p.s. Alice é uma bêbada feliz. O melhor tipo de bêbado que existe. kkk

Abraços!



Nome: Enaile Araujo (Assinado) · Data: 10/03/2018 23:32 · Para: Capitulo 21 - Primeiros Erros

Miiigaa, acredita que hj, quando abri a página, e "supunhetei" que vc poderia ter atualizado a estória, senti saudades de ClaJu... kkkkkk Vou amar reencontra-las nesse romance, tenha certeza! Quero saber como anda o casamento das duas, e é pra já! kkkkkk Amei, miiiga! Continua que tá ótimo! Bjãoo!

 

P.S.: Tu já lestes os romances de Marcya Peres? Sim, não, talvez, quem sabe...?  :)



Resposta do autor:

Miiigaaaaaa,

"Supunheitei" foi ótimo. kkkkkkk Morri aqui. 

Eu estava pensando em outro crossover com a a ClaJu, mas não sabia se iriam gostar, então pelo que vejo vc é do time do sim, né? Vou pensar sobre o assunto, pq também morro de saudades delas.

Marcya Peres eu nunca li, mas sempre tem uma primieira vez, né? Indica qual?

Abraços, miiigaa!



Nome: valadaresdanni (Assinado) · Data: 10/03/2018 22:46 · Para: Capitulo 21 - Primeiros Erros

L, que capítulo mais hilário kkkk... Foda! Muito bom! Morrendo de rir!

 

Cara,

1º: que crossover foda! Adorei, espero que Alice aceite juntas as ideias profissionais com o Gus e Clara e que Julia apareça de brinde. Mew, que saudades de Amor... E outros dilemas! Deu tanta saudades que add na minha lista da Amazon. Você merece, Linier! ;)

2º. Eu não acredito que Lucas vá fazer alguma coisa para atrapalhar esse romance. Acredito que ele não ame de verdade a Isabella. Acredito que ele seja aquele tipo acomodado. Era comodo o relacionamento, as vezes as pessoas confundem com amor. Acho ele sem graça. É um personagem que não fede e nem cheira. Minha opinião.

3º. Acredito que a aquela-que-não-deve-ser-nomeada é quem vai dá trabalho. O vida vazia a dessa garota. Tenho pena dela que não ama e não deixa Alice amar. Mas também será uma consequencia dos atos do passado de Alice. Enfim, meu voto é que aquela-que-não-deve-ser-nomeada é que vai dar trabalho a você, Li. kkkk

 

Se cuida,

D.V. 



Resposta do autor:

Dani, Alice bêbada fica ainda melhor, né? kkkkkk

Que bom que gostou do crossover e fiquei feliz em saber que adicionou Amor... E Outros Dilemas à sua lista da Amazon. Quem sabe não role um novo crossover com a participação de ClaJu. Vcs quem decidem. kkkkk

Sobre o Lucas, talvez ele não faça por mal, mas atrapalhar ele vai, com certeza. E ele é mesmo sem sal e sem graça, concordo com vc... e a Isa também. kkkkkkkkkkk Sou mais a Alice, indo e vindo. 

E sobre aquela-que-não-deve-ser-nomeada, essa sim vai ser uma pedra de paralelepipedo no sapato da Alice e consequentemente no da Isa. 

Dani, mais uma vez, obrigada pelo carinho de sempre.

Abraços!!!



Nome: NovaAqui (Assinado) · Data: 10/03/2018 22:15 · Para: Capitulo 21 - Primeiros Erros

Se reencontraram e se acertaram. Muito bom!

Vão precisar se unir para resolverem todos os problemas que viram pela frente. E não serão poucos.

Abraços fraternos procês aí!



Resposta do autor:

NovaAqui,

Muito amorzinho, né? Que bom que agora estão juntas para se apoiarem na tempestade que está anunciada.

Abraços!



Nome: Mille (Assinado) · Data: 10/03/2018 21:15 · Para: Capitulo 21 - Primeiros Erros

Olá Linier 

Lucas com certeza não vai deixar, logo ele ver que não tem força para trazer problemas para as meninas. Quanto a proposta de iniciar caminhar sozinha pode-se pensar e o Leandro não vai aceitar o namoro delas.

Achei fofo a Isa tomar atitude de procurar a Alice que já mostra está comprometida com os sentimentos.

Bjus e até o próximo capítulo 



Resposta do autor:

Mille,

Lucas vai ser realmente uma pedra no sapato das meninas, mas talvez não mais do que a Giselle. E o Leandro, por medo talvez, também não facilitar pra elas. 

Acho esse lance da Isa o máximo. Ela morre de medo do mundo, mas se joga no amor que sente pela Alice de peito aberto. Isso é lindo. 

Abraços!



Nome: sonhadora (Assinado) · Data: 10/03/2018 20:58 · Para: Capitulo 21 - Primeiros Erros

Agora sim..  você é show mesmo! Kkkkk...foi muita ansiedade procurando a Alice...ufa! Respirei aliviada agora, por um momento achei que Alice estava afogando suas mágoas nos braços de alguma moça perdida por aí a fora! Sério agora. Espero que o Lucas seja sensato e aceite o fim de maneira civilizada, mesmo achando que vai dar uns chiliques...mas enfim. Que a Gisele pague bem pago mesmo pela besteira de processar a Alice... obrigada pela postagem hoje! Já na contagem regressiva pro próximo!

Beijos de Luz!



Resposta do autor:

Sonhadora, 

Achamos a Alice... Ebaaaaaaaa!!! Fica tranquila, que a Alice agora provou o amor e não vai querer nada menos intenso do que sente pela Isa. E o Lucas, acho que vai faltar muita maturidade nele pra aceitar a nova vida. Não vai ser fácil. 

Sobre a filha do Satã então.. não vou nem comentar. Nem precisa, né?

Obrigada pelo carinho.

Abraços!!



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