If(true){love} //o código da atração por linierfarias


[Comentários - 407]   Impressora Imprimir Capitulo ou História - Lista de Capítulos

- Tamanho do Texto +

Static void Main (){

                var Capítulo= “16”;

  var Título = “All The Things She Said”;

                var POV= “Alice”;

};

“I can try to pretend, I can try to forget

But it's driving me mad, going out of my head”

 

All The Things She Said (t.A.T.u, 2002)

 

Se a minha vida fosse um livro, certeza que o autor era um baita de um invejoso, filho da mãe, frustrado, com uma vida sexual de merda que, para descontar as próprias insatisfações, havia decidido transformar uma personagem super gata, boa de cama, carismática, feliz e bem resolvida nesse saco de merda patético que agora anda por aí pelos cantos, toda melancólica, parecendo uma daquelas personagens com nome de pedra preciosa das novelas que passam à tarde no SBT.

“Cara, que merda é essa? Que louco! Por que eu saí correndo feito uma franguinha covarde?”

Eu, definitivamente, não estava gostando daquela nova versão de mim. Em outros tempos, não muito distantes dali, era capaz de ficar agarrando a garota enquanto ela falava com o namorado. Pior, nem seria de se surpreender se eu tomasse o telefone da mão da menina para contar ao corno o quanto estava achando a mulher dele gostosa, só por diversão. E de repente, como em um passe de mágica, lá estava eu, com a bunda de um elefante acomodada confortavelmente bem na minha consciência. Senti-me a pior das criaturas ao tomar ciência de que, primeiro, estava apaixonada. O que, por si só, já era demais para mim, mas como todo castigo para canalha é pouco, meu problema não era apenas admitir meus sentimentos e largar a vida bandida para me tornar a namoradinha feliz que andava de mãos dadas por aí e passava os domingos grudadinha que nem chicletinho no mozinho, fazendo maratona de séries na Netflix. Além disso, tinha mais. Doía o estômago, como se uma espada o tivesse atravessado, só de imaginar aquelas mãos peludas e asquerosas do Lucas passeando sobre aquela coisinha tão linda e delicada.

“Pois é, já viu aquele filme Maldita Sorte?”

“Já sei, já sei... você deve estar pensando assim: ‘lá vem a Alice com mais uma referência chata.’ Pois é isso mesmo. Vou usar uma referência chata sim, mas você vai ter que aguentar, porque depois de toda a frustração das últimas semanas, seguida daquela pegação alucinante bem na virada do ano, seguida de mais frustração, meu humor ficou bem ácido, então, se a Isa pode usar um filme pra fazer analogia aos sentimentos dela, eu também posso.”

“Então, voltando ao filme... é uma daquelas comédias românticas bem clichê. Tem esse cara que é um fodão, pegador, galinha pra caralho. Pois sim, ele descobre que tinha uma espécie de dom que consistia basicamente no seguinte: toda mulher que transava com ele, logo em seguida, encontrava o amor de sua vida. Para o garanhão, isso era o paraíso. Podia pegar todo mundo, sem ter que se preocupar em inventar desculpas pra não ligar depois. Maravilha, né? Presente dos deuses. Pois é, seria mesmo um baita de um presente, se não tivesse se tornada, na verdade, uma maldição. Olha só a merda que deu. O cara se apaixonou. E não foi tipo um crush qualquer. Ele gamou mesmo, arriou os quatro pneus e o step, ou seja, se fodeu ‘dicunforça’. Tudo o que ele mais queria era largar a vidinha de balada e sossegar com a gata, mas se transasse com ela, bang, já era.”

“Moral da história: paixão para cafajeste é sinônimo de castigo. Provavelmente, em algum lugar, devia existir a coordenadora do departamento dos galinhas apaixonados que, provavelmente, era uma solteirona ranzinza, muito da mal comida, que ficava atrás de uma mesa cheia de pastas, analisando fichas e deliberando máximas totalmente arbitrárias, do tipo: esse aqui não vai poder transar com a mulher, senão ela vai se apaixonar por outro; esse outro aqui vai até casar com a mulher que ama, mas vai ter que morar com a sogra com problemas de flatulência e o cunhado que ronca feito porco e anda só de cuequinha asa delta pelo meio da casa; e essa aqui... ah, para essa guardei algo bem especial. Ela vai gamar na colega de trabalho que tem um relacionamento de mais de dez anos com um cara e se diz hétero.”

Depois de pensar isso tudo, conclui que para resolver a minha situação só na base da porrada mesmo. E na cabeça, para garantir a eficácia. Com sorte, ficaria com amnésia e esqueceria da existência daquela bandida descarada que havia roubado o meu coração. Mas nem para isso o Pedro servia mais. Depois que começou a pegar a ruivinha Louro José, só queria saber de brincar de pintinho amarelinho ou fazer a dança do passarinho.

“Quem diria, né? O Pedro lá, se esbaldando com a ruivinha gostosa, e eu aqui, roendo. Melhor tomar cuidado, senão daqui a pouco começo a cantar Marília Mendonça.”

Pois bem, como não tinha mais o Pedro, foi jeito pesquisar no google sobre como desapaixonar de alguém. De cara, encontrei um site que enumerava sete passos. Abaixo, segue a lista, seguida de meus comentários sobre cada item contido nela:

  1. Corte e evite qualquer contato com a pessoa. – “Começamos errado, amigo. Só se eu pedir demissão ou mandar matá-la.”
  2. Dê um tempo também nos amigos em comum. – “Piorou, porque meu melhor amigo deve estar, neste exato momento, brincando de tiro ao alvo com a melhor amiga dela.”
  3. Faça uma lista de razões para esquecer. – “Ah, essa é fácil. Já fiz, só que não adiantou de nada.”
  4. Tente adotar novos hábitos e rotinas. – “Tipo o quê? Pegar homem? Ah, tenha santa paciência, né?”
  5. Conheça novos grupos de amigos. – “Até tentei ser amiga da tindergirl, mas tudo que ela falava, eu ouvia em chinês. E não sei falar chinês. Então, terminei com um banho de cerveja na cara.”
  6. Se permita mais, se goste mais e se cuide mais. – “Quê? Mais? Cara, eu me amo tanto que só não namoro comigo mesma porque me acho boa demais pra guardar tudo só pra mim.”
  7. Faça planos a curto prazo. – “Hahaha, parece piada. Meu plano a curto prazo está feito. Vou passar três dias com ela no Rio de Janeiro. Maravilha. Vá pro inferno, você e suas dicas furadas.”

No final, minha pesquisa só serviu para constatar que o Google só era bom mesmo em dar diagnóstico de câncer terminal quando você pesquisava por “resfriado”.

“Agora, chega de baboseira e vamos ao que interessa. Vou contar a minha versão dos fatos até aqui.”

Impossível calcular o tempo que fiquei martelando, pensando e repensando sobre aquela investida dentro do carro, após a happy hour. O coquetel que estava experimentando era formado por sentimentos completamente antagônicos. Paixão, medo, desejo, culpa, certeza, insegurança... Cada um com peso e medida diferentes. Por pouco, aqueles, cujas sensações me incentivavam a continuar, não me dominaram. Teria me rendido a ela facilmente naquele carro, mas eu havia desenvolvido um mantra mais do que eficaz que, quando recitado, invocava instantaneamente – fazendo emergir das profundezas mais obscuras do meu ser – o mais imperativo de todos os sentimentos: o ciúme. Não tinha mais qualquer dúvida sobre quere-la, ou melhor, sobre precisar... necessitar dela. Mas daquele jeito não me servia. Se fosse para ficar, só queria se fosse minha por completo e sequer sabia se ela queria o mesmo de mim. Bem, parecia querer, mas e se eu estivesse fantasiando tudo? Talvez só quisesse ter uma aventura lésbica, e eu estava ali, dando sopa. Só tinha um jeito de descobrir: perguntar. Até queria fazer isso, mas faltava coragem para ser sincera sobre os meus sentimentos e principalmente para sugerir que ela largasse o namorado. Não sabia nem por onde começar, então me afastar começou a parecer o mais sensato a se fazer... e poderia até ter sido mesmo, se eu tivesse conseguido segurar a ansiedade de falar com ela de novo. Impossível me conter, pois, àquela altura, cada impulso nervoso de cada um dos 86 bilhões de neurônios que habitavam o meu cérebro me levava, consciente ou inconscientemente, a pensar nela.

“Só para que tenha noção do que esse sentimento está me causando, agora tô ouvindo uma música daquela cantora... aquela... Sandyjúnio, que é filha do Chitãozinhoexoxoró, se ligou? Então, é uma música que fala assim: ‘Como cortar pela raiz se já deu flor?’ Pois é, pois bem, pois sim... então... como cortar? Alguém mais sábio que o google pode me passar a fórmula?”

Nota da autora: fãs de Sandy e Júnior e de Chitãozinho e Xororó, só para constar, também sou fã, tá? É que não poderia perder a piada.

Não resisti e enviei mensagem de feliz natal. Depois disso, conversamos por horas, mas ambas, em um acordo tácito, se abstiveram de tocar no assunto que realmente queriam abordar.

“Melhor assim. De repente, com o tempo acostuma.”

Foi o que pensei. E por mensagem talvez fosse até fácil, mas quando chegou a terça, minha amiga, e eu a vi. Estava linda, perfeita, bem ali na minha frente, sorrindo de orelha a orelha, fazendo meus olhos se deleitarem ao fitar aquela beleza radiante. Foi quando ratifiquei a certeza adormecida de que jamais me acostumaria.

“Te ver e não te querer é improvável, é impossível.”

Era bom demais tê-la tão perto, sentir o cheiro, ouvir a voz macia, o sorriso gostoso que fazia formar aquelas covinhas lindas na bochecha... o corpo pequeno e sinuoso que fazia o meu arder só de olhar. Sim, era bom demais, mas também era torturante demais. Amizade definitivamente não ia funcionar. Então passei a evita-la. Naquela semana, saí mais cedo, cheguei mais tarde, evitei ficar a sós com ela, inventei compromissos que não existiam, mas tudo era inútil. Quanto mais me afastava, mais queria ficar perto. Sábado eu não a vi e isso foi uma tortura. Não achei que pudesse sentir tanta falta de alguém na vida. Mesmo tentando desviar o foco, flagrei-me por diversas vezes revivendo nossos momentos juntas, olhando seu perfil no Instagram ou relendo, pela enésima vez, todas as nossas conversas no WhatsApp.

“Não, isso é ridículo. Não vou mais me torturar desse jeito. Eu preciso saber... preciso entender se estou sozinha nessa.”

Fui para a festa na casa da Fernanda decidida a finalmente ter uma conversa honesta com ela. Aquilo era algo que definitivamente não poderia mais ser adiado. Eu estava apavorada, mas era tudo ou nada. Só que a minha melhor amiga dos últimos tempos, a Lei de Murphy, resolveu se fantasiar de Vanessinha e me desejar feliz ano novo. Eu havia finalmente tomado coragem de começar a falar com a Isa, então, a danada apareceu e grudou em mim como chiclete. Quase não consegui me livrar. Isa, que não tinha escondido o incômodo pela presença dela, simplesmente evaporou. Levei cerca de vinte minutos para encontrá-la na cozinha.

“Daí em diante, você sabe o que aconteceu, não sabe? Bem, só não sabe o que eu senti, quando aconteceu. Amiga, eu conheci o paraíso. Cara, que boca... que língua... que beijo... que cheiro... que pele... que corpo... que delícia... que mulher... Eu já estava pirada desde a hora em que a vi chegar. Botei o olho nela naquela varanda e a primeira coisa que veio em minha cabeça foi: ‘que tiro foi esse hein?’ Sabe o Chaves quando via a Paty? Só faltei ter aquele piripaque que o deixava paralisado e precisavam jogar água na cara pra ele acordar. A mulher estava linda demais. Quis matar a diaba da Vanessinha só por ter me feito desviar o olhar.”

Fato incontestável: eu jamais teria o bastante daquela mulher. Estar com ela era mais perfeito do que eu poderia imaginar. Era irracional, intenso, sensual, quente... e ao mesmo tempo, doce, sutil, romântico e delicado. Definitivamente, não se tratava simplesmente daquele sentimento lascivo com o qual eu estava tão acostumada a lidar. Era mais, era muito mais, e eu queria... “queria” não, eu precisava de muito mais...

“Não, isso não se encontra duas vezes. É ela... tem que ser ela... a mulher da minha vida.”

E então...

“Maldito celular dos infernos, corno miserável... deve ter sentido o chifre apontando e ligou na hora mais inoportuna. Ódio... que ódio...”

Eu insisti para que ela atendesse, mas na verdade o que queria mesmo era que tivesse jogago o celular pela janela.

“Estranho isso... por que eu queria uma coisa e pedi outra?”

Resposta para mim mesma: essa é uma das maluquices que o ciúme de induz a fazer. Aliás, foi o maldito ciúme que me fez sair correndo feito doida de lá. Ceguei. Não via mais nada na minha frente. Esbarrei em meia dúzia de pessoas e desci mais rápido do que o trem bala. Estava possuída de raiva. Já na calçada do prédio, atravessei a Beira Mar e sumi na multidão. Não queria ser encontrada. Senti meu celular tocar, tirei do bolso e não me surpreendi ao ver que era ela. Desliguei-o imediatamente. Com certa dificuldade, atravessei a multidão e cheguei à beira do mar, onde sentei e permaneci, completamente absorta em meus pensamentos, até sentir a pele arder com os primeiros raios de sol. Sabe o que mais eu fiz além de pensar e olhar o mar? Caiam. Eu chorei. Chorei muito, chorei demais.

“Ela me usou. Só me quer pra satisfazer uma curiosidade, pra saciar um desejo. Ela ama o namorado, lógico que ama. É isso, a tal da justiça divina que eu não acreditava que existia. Como eu sou idiota. O que eu pensei? Que ela fosse largar o namorado pra ficar comigo. Que idiota! Quem sou eu na fila do pão, gente? Não passo de uma adolescente mimada que vive no corpo de uma mulher de trinta anos e que nunca foi capaz de se envolver emocionalmente com ninguém, por ser fútil e imatura. Giselle tinha toda razão. Aliás, ela havia acabado de se transformar em uma das minhas vítimas. Sequer olhava mais na minha cara. Mas também, o que eu esperava? Idiota, burra, estúpida... bem feito! Já deve ter feito tanta gente sofrer, sem nem ter se dado conta disso, agora é hora de pagar.”

Evitei a todo custo falar com Isa naquele dia. Ela ligou, mandou mensagem, mandou até direct no Instagram, mas ignorei tudo. Não podia falar. Estava me sentido humilhada, devastada. Precisava resgatar o mínimo de dignidade para encontrá-la no aeroporto, no dia seguinte.

Cheguei cedo, antes dela. Fui direto para o terminal de embarque e procurei um café próximo ao portão destinado ao nosso voo. Sentei e beberiquei um cappuccino enquanto fingia para mim mesma que estava me distraindo, mexendo no celular. Não precisei levantar os olhos para saber que ela estava lá. Senti o cheiro, a energia, atrevo-me a dizer que senti até o calor de sua pele. Lutei para controlar o tremor que quis tomar conta do meu corpo. Consegui. Já o coração, quase saltava pela boca sem que eu nada pudesse fazer. Mas, contrariando toda a ansiedade, permaneci de cabeça baixa, até que ouvi:

-- Oi!

-- Oi!

O tom dela foi doce, o meu seco. Houve um breve silêncio enquanto nossos olhos se comunicavam. Os dela, brilhavam, lindos, naquele tom de mel. Os meus, não sei, mas deviam estar tristes, pois aquele era o meu estado de espírito. Alguns segundos depois:

-- Não vai me convidar pra sentar?

-- Senta, por favor.

Mais uma vez o tom doce contra o seco. Ajeitou-se na cadeira, encarou-me e continuou:

-- Tá de mal?

Falou sério, mas sem perder a doçura.

-- Por que tá perguntando isso?

-- Porque você ignorou todas as minhas ligações e mensagens. Tá com raiva de mim?

-- Não é isso.

-- Então o que é?

-- Eu estive ocupada.

-- Sei.

Silêncio.

-- Alice, a gente pode conversar sobre o que aconteceu?

-- Não, nós não podemos.

-- Então vai ser assim? Vai fingir que não aconteceu nada e ficar me tratando desse jeito?

A doçura na voz dela já havia dado lugar a um tom tristonho. Virei o rosto. Não podia encara-la, tampouco responder àquela pergunta. Ela insistiu:

-- Bem, falta pelo menos quarenta minutos até o embarque e depois temos um voo de três horas e meia, onde ficaremos sentadas, uma do lado da outra. Então, se o teu plano for me evitar pra sempre, devo te alertar que a tarefa não será nada fácil nas próximas quatro horas e dez minutos.

-- Ok, Isabella, você venceu. Vá em frente, fale. – Respondi de forma exasperada, voltando a encara-la.

-- Agora eu sou Isabella?

-- Qual o problema? Não é o teu nome?

-- Sim, mas você sabe que eu não gost...

-- Tô esperando pra ouvir o que quer me dizer.

Ela suspirou e percebi que segurou uma resposta desaforada. Estava claramente frustrada com a minha falta de receptividade. Mas o que ela queria? Baixou a cabeça e coçou a testa. Ergueu novamente e me encarou profundamente com aqueles olhos enormes. Senti um frio na barriga com o simples contato. Suspirou mais uma vez e falou:

-- Alice, eu... eu sinto muito pelo que aconteceu... eu não devia ter atendido o telefone e...

-- Ah, não?

-- Por que está falando assim?

-- Por nada. Só tô tentando entender porque você não devia ter atendido o telefonema do teu namorado...

-- Alice... – Tentei em vão interrompe-la.

-- ... afinal, ele queria te desejar feliz ano novo, então era só você pedir pra que eu esperasse um pouco enquanto se falavam e depois voltaríamos a nos pegar como se nada tivesse acontecido.

Ela se agitou na cadeira. Respondeu-me chateada:

-- Isso não é justo. Eu ia desligar o celular e você insistiu pra que eu atendesse.

-- Sim, porque não tinha o menor sentido você não atender uma ligação do teu namorado na hora da virada, só porque estava vivendo uma aventura lésbica de ano novo.

-- Quê? Tá maluca? Aventura lésbica de ano novo?

-- E não era isso que estava fazendo?

Eu não conseguia controlar a estupidez no meu tom de voz. Era mais forte do que eu. E ela reagiu da pior forma a isso, fazendo o mesmo.

-- Então é isso que você pensa?

-- Era pra eu pensar diferente?

“Diz que sim, por favor. Acabe logo com essa tortura.”

Meu sonho era que ela me mandasse deixar de ser boba. Queria que dissesse que eu havia me enganado, que me queria mais do que só para sexo, que também estava apaixonada. E poderia até ter dito, não fosse a cabeça dela mais dura do que os ossos de adamantium do Wolverine. No geral, era uma pessoa gentil, mas se fosse contrariada, virava um siri dentro de uma lata. Por isso, a resposta veio como um tiro de bazuca bem no meio da minha testa:

-- Não. Pensou certinho, afinal, como alguém como você poderia pensar diferente? Mas deve ser bom demais pra você, não é mesmo? Encontrar alguém que também só quer sexo casual. Isso facilita as coisas na hora de ser uma imbecil e pular fora.

“Ai! Doeu.”

-- Isa, eu...

-- Não, Alice, chega. Agora sou eu quem não quer mais falar.

E foi se levantando...

-- Espera, eu só achei que...

-- Pro inferno, você e os teus “achismos”.

E saiu, empurrando a própria mala em direção as cadeiras de espera. Ainda tentei chamar:

-- Aonde você vai?

Mas ela não se deu nem ao trabalho de se virar para me responder. Apenas rosnou enquanto caminhava.

-- Sentar e esperar o embarque. Não venha atrás de mim.

“Mas é uma grossa, mesmo. Estúpida, idiota... tem uma bundinha linda, mas é uma cavala. Ah, que ódio.”

Duro foi controlar a vontade de ir atrás dela. Queria me explicar, mas também estava com raiva do coice que havia levado. No fim, optei por ficar onde estava mesmo, fingindo indiferença. Olhei de soslaio algumas vezes e percebi que ela fazia o mesmo.

“Quer brincar de quem vai dar o braço a torcer? Posso ser tão orgulhosa quanto ou mais do que você, dona Isa. Eu não vou ceder.”

Inevitável foi sentarmos uma ao lado da outra no avião, pois o voo estava lotado. Isso sim seria um problema, porque se era difícil ignora-la à distância, estando ela ao meu lado seria uma provação divina. Quando chegue à nossa fileira, ela já estava lá, lutando para tentar encaixar a mala no compartimento de bagagens. Involuntariamente, apressei-me em ajuda-la.

-- Eu faço isso pra você.

-- Não preciso da sua ajuda. Sei muito bem me virar sozinha.

-- Grossa. Pois se vire, então.

E guardei a minha própria mala no compartimento, com uma facilidade que a deixou com um olhar invejoso. Sorri ironicamente e sentei na minha poltrona. Depois de lutar mais um pouco, ela conseguiu terminar o que estava fazendo e sentou também. Sequer olhou para mim. Decidi ignora-la também, então tirei os fones de ouvido da bolsa e conectei na tela multimídia da poltrona do avião. Escolhi uma rádio aleatória e relaxei, de olhos fechados, ouvindo música que começou a tocar:

“A minha vida eu preciso mudar todo dia, pra escapar da rotina dos meus desejos por teus beijos...”

“Inferno! Agora vai ser assim? Não vou poder mais nem ouvir música sem lembrar dela? Merda, merda, mil vezes merda.”

Desisti de ouvir música. Peguei meu tablet na bolsa, tinha baixado alguns filmes para ver offline na Netflix. Já ia conectar o fone quando percebi uma movimentação estranha ao meu lado. Olhei de soslaio e vi Isa lutando nervosamente para afivelar o cinto de segurança. Não entendi o porquê de tanta dificuldade em executar uma tarefa tão simples, mas então percebi que as mãos dela estavam trêmulas.  Comecei a assisti-la sem disfarçar. Em determinado momento, perdi a paciência.

-- Espera, eu faço isso pra você.

Tomei o cinto das mãos dela e afivelei com a maior facilidade. Esperei uma patada, mas ao invés disso:

-- Obrigada! Não fechava por nada. Acho que está com def...

-- Ahan... tudo bem!

Cortei rápido o assunto, antes que ela achasse que eu estava cedendo. Voltei ao meu lugar e comecei a mexer no tablet. Não consegui, pois ela estava muito inquieta. Olhava o relógio, olhava para os lados, para cima... mexia na saída de ar. Estava quase me divertindo com aquela cena, mas comecei a perceber que agitação só aumentava. Virou-se para mim e falou:

-- Não vai desligar isso? Sabe que não é permitido...

-- Está no modo avião.

-- Mesmo assim, na hora da decolagem pode causar interferência.

“Doidinha. Agora eu entendi, claro. Ela tem medo de avião. Como não pensei isso? Se tinha medo de elevador, imagine de avião.”

-- Tá bom, vou desligar.

E assim o fiz. Ela começou a aspirar forte o ar.

-- Você tá sentindo esse cheiro forte de combustível?

-- Sim. Estão abastecendo o avião.

-- Ok, mas não era pro cheiro entrar aqui, era? Quero dizer, deve ter algum vazamento no tanque ou coisa parecida.

-- Isa, não tem vazamento nenhum. É normal. Daqui a pouco passa.

-- Não, senhora. Isso não é nada normal. Nunca senti antes. Vou chamar a aerom...

-- Ei... – Vire para ela. – Calma. Eu viajo pelo menos uma vez por mês e posso afirmar que isso é absolutamente normal.

O peito dela arfava, os olhos estavam assustados. Fiquei com tanta dó que só pensava em abraça-la para tentar fazer aquele medo passar. Achei que fosse insistir, mas percebi que se resignou ao perguntar:

-- Jura?

-- Juro. Pode confiar.

-- Ok. Não gosto muito de avião.

Sorri. Não era para ter feito isso, mas não resisti.

-- Esse foi o eufemismo do século.

-- Por que diz isso?

-- Isa, você tá apavorada.

Ela me encarou com olhos arregalados. Acho que pensou em revidar, mas desistiu.

-- Ah, Alice, eu tô mesmo. Tenho pânico de avião.

“Coisa linda! Como pode ser linda até assim? Ok, é oficial. Se um dia virar namorada dela, serei eu a barriga branca. Acabei de perder a guerra de dar o braço a torcer.”

-- Escuta, não se preocupa. Eu tô aqui com você.

-- Que legal. E você é a supergirl, por acaso? Digo, se o avião estiver caíndo, você vai saltar e segura-lo no ar?

-- Não, sua grossa. Mas eu viajo muito de avião e nenhum jamais caiu, então eu dou sorte.

-- Nossa, isso é reconfortante.

Sorri.

-- Boba! Você acha que eu não tenho medo também? Lógico que tenho. Quem, no fundo, não tem medo de voar?

-- Tá, e como você faz pra ficar assim, tão tranquila?

-- Simples. Só desfocar.

Terminei de falar no exato momento em que o avião começou a taxiar. Quando o pilotou alinhou na pista para decolar e o barulho do motor aumentou, ela imediatamente se ajeitou na poltrona, agarrou os apoios e fechou os olhos. O peito subia e descia violentamente. Estava suando frio, apavorada. Morri mil mortes com dó dela. Não resisti e agarrei forte sua mão.

-- Ei, tenta respirar com calma. Vai ficar tudo bem.

Sussurrei em seu ouvido. Ela acenou positivamente com a cabeça e apertou a minha mão. Levantamos voo e aos poucos ela foi ficando cada vez mais calma, até que o avião estabilizou no ar. Só então finalmente abriu os olhos.

-- Viu? Tá tudo bem.

-- Vai ficar tudo bem quando a gente pousar.

-- Tenho uma ideia. Vamos ver um filme, assim você desfoca um pouco. Topa dividir o fone comigo?

-- Parece uma boa ideia.

Escolhemos um filme, então apoiei o tablet na mesinha da poltrona e pusemos os fones. Pareceu funcionar, pois depois de um tempo ela ficou visivelmente mais calma. Ficou tão quieta que até estranhei. Nossas cabeças estavam próximas para que as duas pudessem usar os fones, mas eu estava evitando olhar para ela. Vários minutos se passaram até que senti a cabeça dela pousar no meu ombro. Não entendi, tampouco reagi. O máximo que fiz foi olhar de soslaio. Quando o fiz, vi que dormia. Achei tão lindo! Minha primeira vontade foi desligar tudo, levantar o apoio de braços que dividia as nossas poltronas e aconchega-la no meu peito, mas não tinha coragem para isso, então, fiquei estática. Apenas apreciando a sensação de sentir a respiração forte dela no meu pescoço enquanto eu fingia assistir ao filme.

“Uau, cara! Como eu tô apaixonada por essa mulher.”

Ela só voltou a se agitar quando o avião começou a descer para pousar, mas mais uma vez eu a acalmei. Quando descemos do avião, a falsa indiferença voltou. Caminhamos em absoluto silêncio até o desembarque. Só falou comigo para dizer:

-- Se importa de pegarmos táxi ao invés de Uber? Eu acho menos perigoso.

“O quê? Tá louca, garota? Sou uma mulher apaixonada. Acha mesmo que eu submeteria você a uma situação de extremo incômodo?”

-- Achei que você fosse preferir carro, então aluguei um.

-- Jura?

O olhar dela era um misto de espanto e felicidade.

“Coisa mais linda!”

-- Ué, fiz errado?

-- Alice...

-- Diga?

-- Obrigada.

Apenas sorri. Seguimos para o hotel, ficamos cada uma em um quarto. Uma hora depois, conforme combinado, nos encontramos no restaurante do próprio hotel para o almoço. Após isso, eu iria leva-la para conhecer a nossa filial. Passaríamos a tarde inteira lá, dando as pinceladas finais no projeto que deveríamos apresentar na tarde do dia seguinte ao nosso principal cliente.

A tarde seguiu sem maiores emoções. Quando o assunto era trabalho, nós duas levávamos muito a sério e colocávamos todas as diferenças de lado. Erámos um time entrosado e afiado. Leandro estava muito satisfeito com o resultado do nosso projeto. No fim do expediente, o pessoal da filial nos levou para um jantar informal bem descontraído, por sinal. Não bebi, pois estava de motorista da minha pequena medrosa, mas nem senti falta. Com ela, queria estar sempre lúcida para não perder nenhum detalhe. Ela bebeu muito pouco. Na verdade, eu já havia percebido que não era de beber muito.

Cerca de 21h seguimos para o hotel. No carro, uma conversa bem-humorada se estabeleceu entre nós. Havíamos, em um acordo tácito, deixado de lado os nossos problemas. Entramos no elevador ainda gargalhando de alguma bobagem. Ela nem demonstrava mais estar assustada com as subidas e descidas. Saltamos no mesmo andar. Nossos quartos ficavam quase de frente um para o outro. Paramos, cada uma em sua porta, e nos encaramos. Naquele instante, o clima mudou.  Comecei a me agitar. Lembrei do nosso beijo, daquela noite... Fiquei excitada instantaneamente. Achei melhor entrar, antes que tudo piorasse.

-- Boa noite, Isa. Durma bem.

-- Boa noite! Você também.

Mas nenhuma fez menção de entrar. Ficamos parada, nos encarando. Depois de um tempo que não pude calcular, consegui fugir do contato.

-- Então, tá. Vou indo...

-- Alice.

-- Oi.

“Ai, meu coração.”

-- A resposta é sim.

“Quê? Do que ela tá falando?”

-- Que resposta?

-- Você achou que não passava de uma aventura lésbica para mim e depois me perguntou se devia pensar diferente. Eu disse que não, mas a resposta correta era sim.

-- Isa, eu não tô entendo.

Ela se aproximou. Chegou tão perto que eu achei que fosse desmaiar de tão nervosa que fiquei. Apoiou as mãos nos meus ombros e me olhou bem no fundo dos olhos, antes de dizer a frase que jamais sairia da minha mente:

 

-- Alice, eu tô perdida e irremediavelmente apaixonada por você.

Notas finais:

Para não falarem que sou uma autora ruim por não ter lançado um capítulo extra, resolvi antecipar o que deveria postar amanhã.

Quero que me contem o que acharam.

Abraços e até a semana que vem.



Comentários


Nome: naybs (Assinado) · Data: 29/01/2018 17:43 · Para: Capitulo 16 - All The Things She Said

MELDELSSSSSS DO CÉU! NÃO ESTOU AGUENTANDO! KKKKK

 

Gente do céu, vamos por partes:

 

Parte I - Cara, a Alice começou o cap meio revolt, né? Sim, foi uma pergunta retórica! kkkk Eu entendo a Alice, sabe. Não é fácil lidar com todas essas situações e emoções. E cara, sei lá. Acho que por mais que a Alice tenha sido cafajeste no passado, agora ela deseja que as coisas sejam diferentes justamente por estar gostando da Isa. E aí, a Alice vai procurar no Google como se desapaixonar?! kkkkkkkkkkkkkkk cara, eu ri demais com os itens e com a referência do filme. Aiai!

 

Parte II -  Tá, aí a Alice desiste do Google. Só que ela começa a cair na real que ela está fudida. Ela percebe que pensa na Isa toda hora, em todo lugar. Ela está doente de amor pela Isa kkkkkkkk E pior, a Isa corresponde! Ou seria "e melhor"? hahaha Seria tudo muito lindo se a Isa fosse livre e desimpidida. E aí acontece todas as tretas possíveis e impossíveis. 

 

Parte III -  Aí depois da treta da pílula azul que ligou na hora do beijo, elas começam esse jogo de gato e rato no aeroporto! kkkk Gente, rii demais com as paranoias da Isa. Doidinha, doidinha. E a Alice sempre tão linda e tão paciente! Ouuun, que cute!

 

Parte IV (FINAL) (A FODASTICA) -  Daí vem o TIROOOO!!!! Gente do Céu!!! Misericórdia!!! MORRI!!! Como é que a Isa solta essa informação assim na lata??!! Jesus, Maria, José! Aaaaaaaaaaa! A Isa tá apaixonada!!! E ainda contou para a Aliceee! Que sonhooo! Agora só falta a Isa terminar com o bocó do Lucas e viver feliz para sempre com a Alice! Simples assim! kkkkkkkkk Isa matou todas nozes com essa declaração! :O 

 

Arrasou, Linier! Sério! Tu brocaaaa! Meu Deus do Céu! É cada sensação que a gente sente. Parabéns, viada. Tu escreve demais!



Resposta do autor:

Nay, 

Sabia que fico só esperando pra ver a tua resenha de cada capítulo? Cara, muito phoda isso que você faz. Não tem noção do quanto me anima. Obrigada!!!

Agora vamos comentar:

Parte I - A pergunta foi retórica, mas eu vou responder mesmo assim. Alice tá muito revoltada mesmo e com certa razão. Você mesma disse. Ela não esperava se ver em uma situação como essa. Muita coisa ao mesmo tempo para que estava acostumada a lidar com a facilidade da vida bandida. Amar faz de você egoísta, então, por mais que ela esteja desejando a Isa ardentemente, não suporta a ideia de dividi-la e prefere não ficar com ela a ter que fazer isso. Ah, e esse negócio de pesquisar no google é furada. Se existisse fórmula pra desapaixonar, o mundo estaria a salvo de muitos dilemas. kkkkk

Parte II - Pois é... A Isa corresponde. Isso é bom ou ruim? Tudo vai depender da prórpia Isa, da atitude que ela vai tomar. Será que ela vai ter coragem de abandonar o Lucas pra viver esse amor? Ela nem percebeu, mas se tornou a mãe dele. Agora se sente responsável por cuidar. Isso vai ser um grande problema... ou não... será?

Parte III - Na história da aviação mundial, ocorreram 17.369 acidentes – incluindo de jatos a aeronaves convencionais, de voos comercias a militares, de aviões de passageiros a de carga. Ao todo, 121.870 pessoas morreram e 93.624 ficaram feridas. Em apenas 5,95% dos casos o mau tempo foi considerado a causa principal do acidente. A maioria foi causada por erro humano: 67,57%. Falhas técnicas responderam por 20,72%De todos os acidentes, 27,73% ocorreram durante o voo, como aconteceu com o da Air France. A maior parte dos acidentes, 50,39%, no entanto, ocorreu no pouso. A maioria dos acidentes aéreos ocorre a menos de 10 quilômetros do aeroporto: 53,89%. Aviões caíram no mar, como no caso do acidente do voo 447, em 9,51% dos casos. (Fonte: G1)

Então, tente ler uma matéria dessas e não se apavorar. Não julgo a Isa. 

Parte IV - Simples assim, é? Vai pensando. Mas só uma coisa que queria comentar. A Isa é medrosa pra c@r@lho, mas já prestou atenção que ela não tem o menor medo de dizer o que sente? Pra isso, ela é bem atrevida.

Nay, obrigada pelos elogios. Nem acho que estou com essa bola toda, mas agradeço mesmo assim. 

Abraços!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

 



Nome: mtereza (Assinado) · Data: 29/01/2018 01:57 · Para: Capitulo 16 - All The Things She Said

Nossa que capítulo perfeito e melhor ainda pq vi que o.extra já entrou vc é demais Linier bjs



Resposta do autor:

Tereza,

Obrigada!!!! 

Que bom que está gostando.

Abraços!



Nome: Drixavier (Assinado) · Data: 29/01/2018 01:25 · Para: Capitulo 16 - All The Things She Said

Meu Deuuus!!!  Não aguento mais de ansiedade, não nos deixe esperar uma semana pra vê a cena mais esperada! 

Parabéns Linear! Estou amando a história <3

 



Resposta do autor:

Drixavier, 

O cap extra já foi postado, viu?!

Abraços!



Nome: Tatta (Assinado) · Data: 28/01/2018 18:00 · Para: Capitulo 16 - All The Things She Said

Vou apelar mais uma vez pra deusa toda poderosa rogar por nós, meras leitoras mortais e ansiosas... quem sabe ela toca no seu coração pra soltar um extrinha.... rsrs

 

pq ai.. não sei vcs, mas eu não to sabendo lidar com essa história... com esse casal... olha, sou ansiosa demais pra esperar uma semana, sabe.



Resposta do autor:

Tatta,

kkkkkkkkk Suas presses foram atendidas e o capítulo extra postado.

Já leu?

Abraços!



Nome: Mille (Assinado) · Data: 28/01/2018 14:20 · Para: Capitulo 16 - All The Things She Said

Olá Linier 

E que bom que a Isa não escondeu os sentimentos dela, e acho que as duas juntas vai saber administrar este novo sentimento. 

Bjus e até o próximo capítulo 



Resposta do autor:

Mille, 

A Isa tem medo de muita coisa, mas de demonstrar sentimentos, parece que ela não tem, né? Que bom!!!

Abraços!



Nome: paulaOliveira (Assinado) · Data: 28/01/2018 12:16 · Para: Capitulo 16 - All The Things She Said
Não vou aguentar até a próxima semana, posta logo o próximo capitulo pfv!!!

Resposta do autor:

paulaOliveira,

Já postei. Você já viu?

Abraços!



Nome: Pryscylla (Assinado) · Data: 28/01/2018 11:39 · Para: Capitulo 16 - All The Things She Said

Haaaaaa que capítulo incrível!!! Elas são muito fofas e Alice nem se fala,  agora acho que esse romance vai vingar :) 

Bjus 



Resposta do autor:

Pryscylla,

Quem diria que a Alice ia se transformar nesse poço de fofura, hein?

Já viu o cap extra?

Abraços!!!

 



Nome: ladybug (Assinado) · Data: 28/01/2018 11:21 · Para: Capitulo 16 - All The Things She Said

Que tiro foi esse???? Pelo amor de Deus!!! Capítulo Maravilhoso!!!??‘???‘???‘?



Resposta do autor:

ladybug,

kkkkkk Jojo Toddynho vai ganhar um agradecimento especial no próximo capítulo.

Que bom que gostou. Já viu o extra?

Abraços!



Nome: Pouca Sombra (Assinado) · Data: 28/01/2018 10:14 · Para: Capitulo 16 - All The Things She Said

Eu Amo as loucuras da Isa, quando não tem, até sinto falta. Que declaração inesperada, adorei! 

Parabéns autora, por mais um excelente capítulo e pela pontualidade!



Resposta do autor:

Pouca Sombra,

Coitada da Isa, medrosa ao extremo. Mas reparou que quando o assunto é amor ela não tem medo de nada?

Obrigada!!!!!!!! Gosto de ser pontual. Não acho justo receber tanto carinho de vocês e depois atrasar ou falhar com as postagens.

Abraços!



Nome: Tebf (Assinado) · Data: 28/01/2018 04:42 · Para: Capitulo 16 - All The Things She Said

Como se diz aqui na minha terra:

-Boy, puta que pariuuuuuuu!!!!!!!



Resposta do autor:

Tebf,

Aqui na minha a gente fala: 

- Eeeeeeeeeeeita, mah!

kkkk

Feliz que vc comentou.

Abraços!



Nome: Mis (Assinado) · Data: 28/01/2018 02:23 · Para: Capitulo 16 - All The Things She Said

Autora sua linda, que história maravilhosa é essa mulher!

Nunca comentei em nenhuma, mas essa eu não pude deixar passar.

Percebo que és fã de séries, e programadora. Vejo muito em comum comigo .Só não tenho o seu talento para escrever assim

E por favor não nós mate de curiosidade, posta mais capítulos por favorzinho 



Resposta do autor:

Mis,

Nossa, estou verdadeiramente lisonjeada por ter conseguido despertar em você a contade de comentar. E também estou muito feliz!!!!

Sou fã de séries sim. Da última vez que contei, estava acompanhando umas 30. hahah  Já programadora eu não sou. Até estudei, mas não conclui. Só que trabalho com TI e gosto de programação. E como vc sabe que não tem talento para escrever?

Ah, e não matei ngm de ansiedade. Fui boazinha e postei o extra. Já viu? Gostou?

Espero que continue comentando. Vou me esforçar para manter a história interessante, assim vc sente vontede. 

Abraços!



Nome: Drixavier (Assinado) · Data: 28/01/2018 02:08 · Para: Capitulo 16 - All The Things She Said

Meu Deuuus!!!  Não aguento mais de ansiedade, não nos deixe esperar uma semana pra vê a cena mais esperada! 

Parabéns Linear! Estou amando a história <3

 



Resposta do autor:

Drixavier,

Não fiz vcs esperarem muito. Fui boazinha.

kkkkkk

Fico feliz que esteja gostando.

Abraços!



Nome: Angel68 (Assinado) · Data: 28/01/2018 02:03 · Para: Capitulo 16 - All The Things She Said

Minha nossasinhora do chuveiro elétrico, dai-me resistência....como aguentar essa semana ? Linier, se eu não aparecer aqui semana que vem, é porque meu core não aguentou e foi pra fita depois desse capítulo....ploft, fui....



Resposta do autor:

Angel68,

kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk morri... Se você me autorizar, vou usar essa tua oração na história. Posso?

Ah, e fiquei preocupada com o teu coração, então postei o extra. Tá mais calma agora?

Abraços!!



Nome: Rapha (Assinado) · Data: 28/01/2018 01:29 · Para: Capitulo 16 - All The Things She Said

Kkkkk ja é semana que vem? Diz que sim!! Volta logo ????



Resposta do autor:

Rapha,

Já postei o extra... nem precisa mais esperar. Sou uma autora boazinha!!!

Abraços!



Nome: cris05 (Assinado) · Data: 28/01/2018 00:43 · Para: Capitulo 16 - All The Things She Said

Uau...adorei!

Autora, já é semana que vem?? Tenho que tomar muito chazinho para segurar esta minha ansiedade...rsrs.

 

 

 



Resposta do autor:

cris05,

kkkkkk Ainda bem que já postei o próximo. Mas chazinho de camomila faz pra tudo, não acha?

Abraçoss!!



Nome: NovaAqui (Assinado) · Data: 28/01/2018 00:36 · Para: Capitulo 16 - All The Things She Said

Que lindo a declaração da Isa. Apaixonante

Amei o capítulo.

Abraços fraternos procê!



Resposta do autor:

Isa tá abobalhada, né? Agora sim ela tá entendo o que é estar apaixonada de verdade.

Abraços!!!



Você deve fazer login ou se cadastrar para comentar.