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Static void Main (){


                var Capítulo= “15”;


  var Título = “Firework”;


                var POV= “Isabella”;


};


 


“Do you ever feel like a plastic bag, drifting through the wind, wanting to start again?


Do you ever feel... feel so paper-thin, like a house of cards, one blow from caving in?”


 


Firework (Katy Perry, 2010)


 


Sabe aquele filme Matrix? Pois é, em determinado momento do filme, Morpheus se encontra com Neo para explicar que o mundo no qual ele acha que vive não passa de uma simulação de computador, onde os humanos são meros escravos de um poderoso sistema, denominado Matrix, que controla a mente humana através de máquinas. Após revelar essa notícia bombástica, Morpheus dá a Neo a possibilidade de escolher entre duas pílulas, uma azul ou uma vermelha. Se escolhesse a pílula azul, Neo voltaria à sua vida ilusória, mas se optasse pela pílula vermelha, conheceria a verdade que estava por trás do mundo que ele julgava ser real.


O dilema do pobre Neo era o seguinte: “agora que eu sei a verdade, o que vou fazer? Se eu tomar a pílula azul, tudo vai ser mais fácil. Vou voltar, como se nada tivesse acontecido, para o mundo que eu conheço, onde já me viro muito bem, mas vou estar vivendo uma mentira. Se eu tomar a pílula vermelha, vou conhecer quem eu sou de verdade, a minha real natureza, o que de fato me mantem vivo. Mas será que vou saber lidar com o que eu não conheço? E se a verdade for assustadora demais, complicada demais, confusa demais? E se eu não conseguir lidar com a realidade? A pílula vermelha pode ser a minha salvação, mas também pode ser a minha perdição.”


Acontece que o Neo era um baita de um fodão. Ele não tinha medo de nada, então, sem pensar muito, tomou a pílula vermelha e começou a andar para cima e para baixo com aquele sobretudo bacana e aqueles óculos fininhos. Eu, no entanto, era uma tremenda de uma arregona. Já viu o Coragem, O Cão Covarde? Prazer, Coragem. Bastava me encontrar em uma situação complicada que já entrava em pânico e gritava o nome da Muriel. Só que no meu caso a Muriel era a Fernanda.


-- Por que eu tenho que ser a Muriel? Ela não é uma vovozinha que mora em um rancho no meio do nada? Não, eu quero ser a Trinity, com aquele cabelo estiloso, cheio de gel. Já viu como eu fico gostosa usando couro? Cara, eu fico muito sexy.


“Caso não saiba, a Trinity também é uma personagem do filme Matrix. E caso não tenha assistido Matrix, por favor, assista.”


-- Fernanda, por que você não me leva a sério, hein?


-- Como se desse pra levar a sério alguém que explana um problema sentimental fazendo analogia a um filme de ficção científica.


-- E que você queria? Acha que com um QI de 140 eu teria saco pra assistir comédia romântica?


-- Vem cá, todo nerd é metido assim ou esse é um defeito só teu?


-- Eu não sou nerd.


-- Você tem uma prateleira cheia de troféus das olimpíadas de matemática do colégio e a tua squeeze tem o formato daquele robozinho redondo do Star Wars.


-- O nome dele é BB8.


-- Olha aí, tá vendo?


-- Fernanda, foco.


-- Tá bom, tá bom... então, deixa eu ver se entendi: eu sou o Morpheus.


-- Isso.


-- Não posso mesmo ser a Trinity?


-- Fernanda...


-- Tá, chata. Não sabe nem brincar. Então eu sou o Morpheus e você é o Neo.


-- Ahan.


-- E a pílula azul é o mané do teu namorado.


-- Sim, a pílula azul é o meu namorado, que não é mané.


-- Então não estamos falando da mesma pessoa...


-- Chega, eu desisto. Vou embora.


Nós estávamos almoçando no shopping, após ela ter ido até a oficina comigo para buscarmos o meu carro.


-- Ok, calma... a pílula azul é o Lucas, que não é mané, e a pílula vermelha é a Alice.


-- Exatamente.


-- Tá ferrada.


-- Por quê?


-- Porque esse Morpheus com corpinho de Trinity aqui não vai te dar opção de escolher pílula azul nenhuma.


“Meu Deus, será que ela não consegue enxergar a gravidade da situação?”


-- Olha, eu não sei porque insisto com você, sabia?


-- Isabella, acorda pra Jesus, mulher! Não vê que não quer tomar pílula azul nenhuma? Tá é doidinha pra ter uma overdose de pílula vermelha, que eu sei... não consegue mais nem se controlar os impulsos.


Ela tinha razão. Eu estava tão gamada na Alice que sequer conseguia enxergar o Lucas naquela situação toda. Havia perdido completamente o senso lógico das coisas. Aquele ataque no carro foi movido puramente pelos meus instintos mais primitivos, aqueles que jamais haviam se manifestado até conhece-la. Toda a necessidade que senti de tê-la por perto desde a primeira vez que a vi, cumulada com à proximidade torturante entre nós e adicionada à ideia de que eu passaria muitos dias sem ver ou falar com ela, levou-me automaticamente àquela situação. Eu ansiava por aquele contato mais do que um náufrago ansiava por terra firme. Só conseguia pensar nela, em estar com ela, em ser dela, nem que fosse só uma vez. A pele era tão macia... Senti duas vezes naquela mesma noite. A boca tão linda, naquele tom róseo. Aproximei-me e senti seu corpo tremer, a respiração se alterar, os olhos azuis adquirirem um tom escuro... aquilo foi combustível para o meu desejo. Ela me queria também, eu sabia que queria. Senti o hálito doce, quente... fui ao delírio só pela antecipação do beijo. Meu estado era de total alucinação. Ela era a minha droga, e eu estava completamente dependente. Podia ter feito o que quisesse comigo ali mesmo, dentro do carro, na frente do meu prédio. Eu não ousaria impedir. Então ela invocou o nome do Lucas e foi como se um balde de gelo tivesse sido derramado sobre a minha cabeça. Acordei daquele sonho e comecei a viver meu pesadelo, ao constatar que, por mais que nada tivesse efetivamente se concretizado, eu havia acabado de trair o Lucas. Sim, trair, porque aquilo foi traição. Mas sabe o que foi engraçado constatar? Eu não me senti culpada. Não por aquilo.


-- Então, o que eu faço? Não tenho nem cara de olhar pra ela, depois daquele rompante de ontem. Ainda por cima, levei um fora. Ah, que vergonha!


Cobri o rosto com as mãos e balancei a cabeça em negativa. Pior do que tudo o que nos impedia de ficarmos juntas foi aquela negativa. Ela queria... deixou bem claro desde o primeiro dia. Eu estava tão fácil, era só pegar. Por que resistiu daquele jeito? Aquilo não entrava na minha cabeça de jeito nenhum.


-- Que fora? Tá maluca?


-- E como você chama aquela saída estratégica pela tangente?


-- Isa, vem cá, amorzinho. Senta aqui que a titia vai te explicar o que tá acontecendo. Você pode até ter esse QI fodástico aí, mas quem entende tudo de comédia romântica aqui sou eu. Vou até te indicar uns títulos depois...


-- Para de me zoar, caramba.


-- Não tô te zoando. É sério.


-- Fê, eu tô desesperada.


-- Amiga, as coisas são mais simples do que parecem. Primeiro, vou repetir pela milionésima vez: você está em um relacionamento falido, Isabella. E está extremamente frustrada com isso. E tem mais, não ache que a Alice tem qualquer coisa a ver com essa tua falta de interesse pelo man... digo, pelo Lucas. Tá bom, até acho que a chegada dela serviu pra te dar uma sacudida, mas você já vinha fugindo dele faz tempo, que eu sei. Não percebe que está maltratando a vocês dois ao insistir nisso? Até quando acha que vai conseguir desviar das investidas dele pra fazerem sexo?


-- Eu...


-- Shiiii... calada! Foi uma pergunta retórica. Quero que reflita silenciosamente sobre isso. Agora, vou continuar. Então, sua coisinha insegura, a Alice não te deu fora coisa nenhuma. Muito pelo contrário.


-- Como assim?


-- Tá vendo como é lenta para as coisas do coração? Isinha, sua bobinha, a Alice não te beijou porque tá louca por você.


“Quê?”


-- Agora que eu não entendi mais nada mesmo.


-- Meu Deeeeus! Alguém me mata com a faca da cozinha, por favor? Espera, vou pegar caneta e papel pra desenhar. Isa, ela tá aterrorizada. Raciocina comigo. A Alice vivia uma vida confortável de predadora. Ficava com todo rabo de saia que passava pela frente, não se apegava a ninguém. Então, conheceu você e pimba. Gamou. E você aí toda complicada, hétero, comprometida, colega de trabalho dela... como acha que ela tá lidando com isso? É muita coisa pra administrar. E você não enxerga isso porque é insegura e está tão presa nos teus próprios dilemas que não percebe que ela está tendo que enfrentar os dela também.


-- E de onde você tirou que ela tá gamada em mim? Quem garante que eu não sou só mais uma presa?


Revirou os olhos antes de falar:


-- Só um cego não vê. Amiga, na próxima oportunidade, vou tirar uma foto pra te mostrar a cara de boba que ela fica quando está te olhando. Isa, a mulher te idolatra. Ela te olha com encantamento, só falta babar. Não percebe? Ela tá apaixonada por você, do jeito que você está por ela.


“Qual a velocidade máxima que um coração pode bater? Apaixonada? Como assim? Bem, não vou bancar a modesta e dizer que não sabia que ela me queria, mas pensar em Alice apaixonada por mim, por essa, eu não esperava.”


-- Ai, Fê, isso só piora as coisas. Agora que não sei mesmo o que fazer.


-- Olha só, vou te mostrar que sou uma Morpheus melhor do que o do filme. Por hora, vou te dar uma pílula bem mais eficaz do que a vermelha ou a azul. O efeito dela é paliativo, mas vai te fazer relaxar um pouco pra poder refletir sobre o teu dilema shakespeariano.


“Ser lésbica ou não ser lésbica? Eis a questão.”


-- E que pílula é essa?


-- Uma pílula de vitamina B.


-- Vitamina B?


-- Sim, B... de brusinha. Já que estamos de bobeira no shopping em um sábado à tarde, vamos fazer compras. Comprar renova os ânimos, relaxa, restaura, revigora... Quem compra seus males espanta...


Inevitável gargalhar.


-- Fernanda, você não existe.


-- Eu sei. Sou peça rara, por isso, você me ama. Vem, anda logo que quero te contar do Pedro.


“Menina, esqueci do Pedro. Sou uma péssima amiga mesmo, viu!”


-- O Pedro... e então, foi bom? Vocês...


-- Umas cinco vezes.


-- Cinco?


Falei mais alto do que o normal e acabei chamando a atenção de uma senhorinha na mesa ao lado. Levei uma das mãos à boca envergonhada, enquanto Fernanda ria da minha confusão. Voltei a falar, mas em um tom sussurrado:


-- Cinco? Caramba, Fê?


“Como alguém consegue fazer sexo se cinco vezes seguida? Eu mal dou conta de uma...”


-- Ahan! Ele tem aquela carinha de bobão, mas é uma caixinha de surpresas.


Ela falava em um tom malicioso e com um sorriso sacana na cara.


-- Tá bom, conta. Mas não quero ouvir os detalhes sórdidos.


-- Ah, não... fica me alugando de guru do amor e de outros dilemas aí e não quer ouvir minha história? Pois vai ouvir sim, cada detalhe.


Ela tinha razão. Era o mínimo que eu devia.


-- Ai, pois conta... Já vi que vai rolar segundo encontro.


-- E tem como não rolar? Esqueceu que você o convidou pra minha festa sem me consultar?


-- Deixa de bancar a gostosa, porque você adorou.


E a tarde seguiu nesse clima de descontração. Fernanda tinha razão, a tal vitamina B surtia excelentes efeitos mesmo. Durante aquela tarde com ela, consegui me desfocar um pouco do amontoado de confusões que havia se instalado em minha mente.


Cheguei em casa me sentindo bem melhor. Durante o caminho de volta, sozinha no carro, voltei a pensar em tudo. Tentei decidir se deveria ou não entrar em contato com Alice para falar sobre o acontecido, mas como não fazia a menor ideia do que falar, acabei desistindo. Uma coisa que estava me incomodando também era o silêncio dela. Acabei ficando obcecada pelo meu celular, na expectativa de receber qualquer mensagem que não chegava. Mas o que ela poderia falar? Depois concluí que se Fernanda tivesse razão e ela estivesse realmente apaixonada por mim, então deveria estar tão confusa quanto eu. Resolvi dar tempo ao tempo. Os próximos dias distantes dela me dariam a oportunidade para refletir.


O problema, no entanto, seria encarar o Lucas, que àquela altura já estava para chegar de viagem. Agradeci mentalmente ao lembrar que viajaria de novo no domingo, mas enquanto não fosse, eu teria que encarar o meu martírio. Quando ele finalmente chegou, nem dei espaço para que pensasse em qualquer aproximação mais íntima. Cumprimentei rapidamente e já fui falando que estava com cólicas. Enquanto jantávamos, ele contou como havia sido a viagem e o show. Gelei quando me perguntou sobre a happy hour. Tentei usar um tom casual ao falar sobre o assunto e agradeci ao deus da mentira por ter me feito lembrar da Fernanda e do Pedro, pois se fosse falar sobre mim e Alice, certamente teria dado a maior bandeira, como péssima mentirosa que sou. Tentando encerrar a conversa, declarei que não estava me sentindo muito bem e fui deitar. No outro dia, acordei e fingi continuar dormindo até perceber que ele estava para sair. Desejou-me feliz natal, despediu-se e partiu. Alívio.


Depois da saída de Lucas, fui me aprontar para ir à casa de meus pais. Era véspera de natal e a família Ferreira era extremamente tradicional em relação a isso. Como era de praxe, cheguei cedo para ajudar nos preparativos. Minha mãe era tipo a agregadora da família. Fazia questão de convidar para a ceia toda a nossa árvore genealógica viva, mais agregados. A festa seguia todo o padrão de um bom e tradicional natal de família católica. Muita comida, muito vinho... cerveja não podia, porque era pecado. Vinho não. Outra coisa que não faltava era o amigo oculto. Era a pior parte, porque eu sempre sorteava alguma prima que detestava meu gosto para roupas e não conseguia disfarçar, algum primo que após receber uma, de praxe, camisa gola polo, se achava no direito de dar em cima de mim, ou algum tio ou tia que adoravam repetir a história do quanto a Isa era dentuça e desengonçada quando era criança e ia passar férias na casa deles, o que também acabava por ativar o modo “primo safado”, fazendo algum dos babacas se aproximar com desculpa de comentar que eu havia mudado e ficado mais bonita. Para arrematar, eu sempre ganhava um hidratante ou uma caixa de sabonetes. Depois vinha oração, ceia e a conversa fiada na sala. Meus irmãos é que foram espertos ao mudarem de cidade. Não precisavam passar por aquilo.


Já era quase 1h da madrugada quando finalmente decidi ir para casa. Minha mãe ainda insistiu para que eu ficasse, mas eu já não aguentava mais ouvir uma palavra do primo médico que se achava a criatura mais bem-sucedida da família e não parava de se gabar por sair nas colunas sociais e por ter comprado um carro importado.


Não dei atenção ao meu celular a noite inteira. Estava dentro da bolsa e mesmo depois que cheguei em casa, não lembrei da existência dele. Só vim me dar conta quando já estava deitada para dormir. Desbloqueei para checar se havia alguma mensagem do Lucas e congelei quando vi uma única notificação do WhatsApp. Era dela. Enviada meia noite em ponto, um simples e singelo:


-- Feliz Natal!


Com um emoji de papai noel do lado.


Eram duas palavras... duas simples palavras. Um cumprimento formal e tradicional para a data. Mas por que eu estava achando que aquilo significava bem mais? O que havia por trás daquele simples “feliz natal”?


Quem primeiro me respondeu essa pergunta foi um pequeno Lucas, vestido de anjinho, que pousou no meu ombro direito. Enquanto me estendia a mão que segurava uma pílula azul, falava:


“Deixa de ser boba, Isa. Ela com certeza enviou a mesma mensagem para toda a lista de contatos do celular. Você foi só mais uma. Não se julgue tão especial. Tome a pílula azul e deixe essa história de lado. Venha para mim. Nós temos uma vida estável, confortável... você gosta disso, não gosta? Gosta de certezas, de segurança. Anda, Isa, tome a pílula azul...”


Eu já estava estendendo a mão para pegar a pílula, mas então senti uma espetada no meu ombro esquerdo. Era Fernanda. Ela me cutucava com um tridente, usava um collant vermelho de couro, tinha rabo e chifre.


“Num é que a danada fica bem de couro mesmo?”


Com a outra mão, estendia-me uma pílula vermelha, enquanto falava:


“Oh, sua idiota, não vê que ela estava louca de vontade de falar com você e não sabia como puxar assunto? Se aproveitou do natal pra te cumprimentar. Anda logo, toma essa merda de pílula e vai responder o WhatsApp.”


“Não preciso nem dizer a quem eu dei ouvidos, preciso?”


-- Oi! Feliz natal pra você também.


Respondi e enviei uma carinha feliz. Acho que ela devia estar com a caixa da nossa conversa aberta, porque no mesmo instante fui notificada do recebimento e da visualização. Tive a certeza quando quase que de imediato recebi a mesma carinha feliz de volta. Aquela conversa não poderia e nem iria acabar ali, pelo menos no que dependesse de mim. Eu estava morrendo de saudade. Queria ter nem que fosse um pouquinho dela, ainda que só por mensagem. No entanto, não tive coragem de tocar no assunto que permeava a minha mente. Então, resolvi brincar:


-- Deve estar lambuzando o celular todo com essa mão suja de peru.


-- Ei, eu sou limpinha, tá? Já comi e já lavei as mãos.


“Limpinha e cheirosa... e linda... e gostosa... E eu sou muito lésbica.”


Enviei carinhas de risos. Ela perguntou:


-- E então, como tá a festa?


-- Não sei. Não fiquei pra ouvir o final da história da minha tia viúva que recentemente passou a frequentar o baile dos idosos.


-- Não acredito que saiu na melhor parte. – Várias carinhas gargalhando.


-- Pois é, sou dessas que saem correndo no melhor da festa.


Não sei porque cargas d’água falei aquilo. Eu tinha me prometido que não faria referência ao nosso último encontro. Não foi uma referência muito clara, mas ela era inteligente o bastante para entender as entrelinhas. Prova disso foi que levou segundos infinitos até que enviasse uma nova mensagem. Quando o fez, já foi mudando de assunto.


-- Acredita que fui abandonada em pleno natal pelo babaca do Pedro? Não fazem mais melhores amigos como antigamente. Tô pensando em adotar um cachorro...


-- Não acredito. Sério?


-- Seríssimo... e tudo por culpa sua?


-- Quê? E o que eu tenho a ver com isso?


-- Apresentou a Fernanda pra ele e agora o cara tá gamado.


-- Kkkkkkkkkkk... Ele saiu com ela?


-- Sim, estávamos aqui de boa, derrubando a segunda garrafa de vinho e jogando Guitar Hero. Pouco depois da meia noite, o celular dele tocou e era a Fernanda. Acho que eles não trocaram nem três palavras, ele desligou e já saiu correndo. Mal falou comigo.


-- A pilantra nem me falou nada.


-- Tô te falando, vai por mim. Melhor arranjar um cachorro. – Mais carinhas de riso.


-- Até que não é má ideia trocar a Fernanda por um cachorro.Emoji penando.


-- Cachorros não abandonam os donos sozinhos em pleno natal.


-- É... e não te julgam quando você conta um problema.


-- Exatamente. No máximo, te dão umas lambidas.


-- Sim, e isso nem é julgamento. É carinho.


-- Verdade... só tem o problema de ter que levar pra passear, né?


-- Ahan... e dar banho.


-- Ah, limpar cocô também não é legal.


-- Pois é... pelo menos nunca tive que limpar o cocô da Fernanda.


-- Sorte sua. Eu já limpei o vômito do Pedro.


“Quê? Deus me livre! Eu matava a Fernanda se me fizesse passar por isso.”


Enviei carinha de nojo e completei dizendo:


-- Se eu vir alguém vomitando, já era... vomito também.


-- Uhnnn... Que conversa mais interessante!


-- Kkkkk... de fato! Como chegamos aqui mesmo, hein?


-- Péssimos melhores amigos.


-- Ah, é mesmo.


-- Então resolvido: você fica com a Fernanda, que não vomita, não suja as calças e não te abandona. Eu vou arranjar um cachorro pra substituir o Pedro.


-- Kkkkk... Boba!


E nesse clima descontraído e relaxado, conversamos até os primeiros raios de sol atravessarem a janela do quarto. Alice era uma verdadeira palhaça, e eu estava me divertindo tanto com as bobagens dela que nem percebi o tempo passar. O mais engraçado era que embora meu senso de humor fosse bem desenvolvido, havia algum tempo que andava meio sisuda, sem ver muita graça em nada. Eu parecia estar em um estado de mau humor constante, uma TPM eterna. Nem as palhaçadas da Fernanda, que sempre me divertiram, pareciam mais ter graça. Mas com Alice era diferente, a menor bobagem que ela falava já me fazia rir horrores e despertava em mim uma vontade insana de brincar de volta.


Nossa conversa não foi toda voltada para brincadeiras. Falamos de muitas outras coisas também, dentre elas, trabalho. O que não mencionamos de jeito nenhum foi o meu ataque insano da noite de sexta. Não sei como consegui me controlar, pois estava louca de vontade de abordar o tema. Precisava saber o que estava se passando pela cabeça dela, mas ter aquela conversa por WhatsApp parecia inadequado, além disso, queria olhar fundo naqueles olhos azuis quando ela estivesse se explicando.


Ainda trocamos algumas poucas mensagens naquele dia. Poucas, porque dormi a manhã inteira e quando acordei, já dei de cara com Lucas. Almoçamos juntos e passamos o resto da tarde vendo TV. Mais uma vez, precisei encontrar desculpa para escapar das investidas sexuais dele. A daquele dia foi uma indisposição devido à falsa ressaca. Essa não colou e tivemos uma discussão. Não dei o braço a torcer... não poderia, nem que eu me esforçasse muito. Como eu faria sexo com ele se só conseguia pensar na Alice?


Minha cabeça estava uma bagunça, ainda mais depois de ouvir Fernanda falar sobre os sentimentos da Alice por mim. Eu a queria, eu precisava dela, precisava viver aquilo, mas, e o Lucas? Fernanda não tinha me falado nenhuma mentira, eu sabia que meu relacionamento estava falido. O problema era que não conseguia achar certo terminar com ele. Mais de dez anos de um relacionamento que, sim, teve muitos problemas, mas que também foi muito bom. Lucas poderia ter os defeitos dele, mas sempre foi muito parceiro, muito amigo. Sempre esteve lá para mim, dando apoio, atenção, carinho... segurando várias barras. Eu não sentia mais qualquer atração por ele e sabia que provavelmente jamais voltaria a sentir, mas, e a consideração? A amizade? A parceria? Como eu poderia trocar tudo aquilo por uma paixão desvairada que eu nem sabia se teria futuro?


Na terça, reencontrei Alice no café da manhã, como já era de praxe. Senti meu coração palpitar assim que a vi. Foi difícil resistir à vontade insana de me jogar em seus braços. Eu queria muito conversar, mas Pedro também estava, por isso, o foco do assunto foi a história dele com Fernanda. No decorrer do dia, tudo conspirou para que não ficássemos as sós. Tivemos uma reunião com Leandro logo cedo e em seguida reunimos a equipe a fim trabalharmos estratégias para o cumprimento do cronograma do projeto. Na hora do almoço, Leandro se juntou a nós para tratar dos detalhes de nossa viagem, que aconteceria logo após à virada de ano. A tarde também foi focada no trabalho e às 18h em ponto Alice anunciou que precisava ir embora, pois tinha um compromisso. Acho que não consegui disfarçar a cara de decepção. A primeira coisa que pensei foi que ela iria se encontrar com Giselle, que havia reaparecido após quase uma semana ausente. Aquilo tirou completamente o meu humor e cheguei em casa cuspindo fogo para todo lado. O pobre do Lucas foi quem pagou o pato, porque reclamei da toalha molhada, da tampa do vaso levantada, da mancha de copo na mesa de centro, do volume alto da TV, da temperatura do ar condicionado, da barba dele arranhando quando foi me beijar...


“Enfim, deu pra ver que eu tô P da vida, né?”


O bom foi que nem precisei encontrar desculpa para fugir dele àquela noite, pois meu comportamento o irritou tanto que foi dormir na sala. Sorte dele que dormiu, porque eu não consegui pregar o olho, pensando no que Alice poderia estar fazendo naquele exato momento. Olhei mil vezes para o celular, pensei em enviar mensagem, mas não fiz. Esperei que ela me enviasse ao menos um “boa noite”, mas também não aconteceu.


“Ela tá com a Giselle. Só pode estar.”


O resto da semana não foi muito diferente. Mal falamos sobre algo que não fosse trabalho. Até as conversas de WhatsApp haviam parado. Eu podia estar enganada, mas parecia que Alice estava evitando ficar a sós comigo. Havia sempre uma reunião ou um compromisso externo. Almoçarmos só nós duas era algo que não acontecia mais também. Quando não era Leandro, era Pedro nos fazendo companhia. Na quinta, eu já havia desistido de tentar. Estava completamente frustrada com aquele comportamento indiferente dela para comigo. Minha certeza absoluta àquela altura era que ela e Giselle haviam se entendido. Foi naquela semana que descobri o real significado da palavra “ciúme”. Como eu não podia simplesmente arrasta-la para um canto e tirar satisfações, vez que não tínhamos nada uma com a outra, descarreguei toda a minha frustração no resto do mundo. Meu humor havia se esvaído no ar. Não conseguia sorrir... era um estado constante de irritação.


Passei o sábado inteiro em casa, emburrada. Agradecendo mentalmente o fato de Lucas estar viajando, pois não estava com o menor saco para interagir com ele. Fernanda tentou me arrancar de casa, mas nem ela foi capaz. Pensei em desistir de aparecer na festa dela, no dia seguinte, mas quando fiz menção, fui ameaçada de morte.


Domingo chegou... último dia do ano. Eu estava pronta para a festa. Havia me vestido e me maquiado para exibir uma imagem de mim que absolutamente não condizia com o meu estado de espírito. O vestido branco agarrado ao corpo deixava à mostra, além de parte das minhas coxas, toda a extensão das minhas costas. O decote em V era bem insinuante. A sandália me deixava no mínimo uns quinze centímetros mais alta. Na maquiagem, realcei os olhos e passei na boca apenas um brilho discreto. Com os cabelos não tive muito trabalho, apenas soltei e joguei para o lado displicentemente. Olhei-me no espelho e aprovei o resultado.


“Por que me arrumei assim se nem queria ir pra festa? Simples. Porque eu queria que ela me visse e me desejasse... queria provoca-la de longe, até que ela ficasse louca de vontade. Queria que ela se arrependesse de ter me dado um fora.”


Cheguei ao apartamento e fui recebida por Fernanda, que não economizou na zoação:


-- Eita, que gostosa, hein, minha filha! Agora quem tá pensando em virar lésbica sou eu. Como nunca reparei que você tinha tudo isso aí pra oferecer, garota? Benza Deus, viu! E aí, topa?


-- Eca! Que nojo, Fernanda.


Ela gargalhou.


-- Boba! Você tá muito gata mesmo, mas meu lado masculino é completamente biba, florzinha. Agora... tem alguém aqui que vai pirar quando vir você.


Aquela frase me fez meu coração palpitar e minhas pernas bambearem.


-- Ela... ela já chegou?


-- Sim, cinco minutos atrás. E nem disfarçou, viu? Perguntou de cara por você.


-- Onde ela tá?


-- Lá na varanda, com o Pedro. Vem, vamos lá. Mas vou logo avisando: se prepara, porque a mulher tá um arraso. Nem sabia que tinha como ela ficar mais gata.


“Valei-me, nossa senhora das sapatões neófitas, dai-me forças pra suportar!”


Quando pisei na varanda, meus olhos foram automaticamente de encontro a ela. Havia muitas pessoas lá, mas eu não era capaz de nota-las. Só tinha olhos para ela. Fernanda não exagerou, a mulher estava um espetáculo. Estava maquiada. Não precisava de qualquer maquiagem para ser linda, mas quando usava, a beleza ficava ainda mais destacada. Vestia uma calça social branca de cintura alta e uma blusinha minúscula, tipo bustiê, também branca, que cobria apenas os seios, deixando exposta a parte da barriga que não estava coberta pela calça. Ela estava encostada de lado no parapeito da varanda, conversando alegremente com Pedro. Quando me viu, seu sorriso deu lugar a uma expressão de... não sabia dizer. Espanto? Encantamento? Desejo? Encarou-me fixamente enquanto Fernanda e eu nos aproximávamos. Cumprimentei os dois de longe, demonstrando que não tinha a menor intenção de estabelecer qualquer contato físico. Não que eu não quisesse, pois estava embevecida pela imagem dela e, além do mais, morrendo de saudade de sentir a textura macia de sua pele e aquele cheiro que me deixava maluca. Mas eu não poderia e nem iria mais me submeter àquela situação humilhante. Tinha decidido que não forçaria mais qualquer barra, além disso, estava muito chateada pelo descaso com o que ela havia me tratado durante toda a semana.


“Ah, e eu estava roendo de ciúmes com a possibilidade de ela ter se entendido com a entojada da Giselle.”


“Não, eu não vou fraquejar. Vou aprender, nem que seja na marra, a controlar esses impulsos loucos que tenho quando estou perto dela. Mas eu devo ser algum tipo de masoquista... por que eu fui convida-la pra vir, hein? E por que ela tem que ser tão irritantemente linda, cheirosa e irresistível?”


Após trocarmos meia dúzia de palavras amenas, Fernanda arrastou Pedro para longe. Sobramos nós duas, e eu fiquei sem saber como agir. Disfarcei meu desconcerto encostando no parapeito para observar a movimentação na praia. Ela voltou a se encostar também, na mesma posição que estava quando cheguei, só que bem próxima a mim. Comecei a suar frio. Ela quebrou o silêncio:


-- Você tá... – Suspirou e baixou a cabeça. Depois voltou a falar em um tom sussurrado. – Não consigo encontrar uma definição... – Voltou a me olhar. – Nossa, Isa, você tá perfeita... linda demais!


Queria dizer que me tinha me arrumado daquele jeito para ela, que a minha intenção era exatamente causar o efeito que estava causando, mas ao invés disso, tentando usar o tom mais casual possível, respondi apenas:


-- Obrigada! Você também está muito bonita.


Falei sem sequer conseguir encara-la. Não podia. Meus olhos me trairiam.


-- Isa, eu... a gente...


Virei-me para ela. Seu olhar era de desejo, percebi, mas também estava assustada. Fiz sinal para que continuasse e ela o fez:


-- Acho que precisamos conversar sobre o que aconteceu naquela noite.


“Acha? Você acha? Quase dez dias de angústia e você aparece simplesmente dizendo que acha que precisamos conversar?”


-- Alice, eu lamento pelo meu comportamento...


-- Não... não lamente, por favor.


-- E por que não?


-- Isa, você não sabe a batalha interna que eu travei pra resistir a você naquela noite. Aliás, não sabe o quanto eu tenho lutado para...


“Não acredito. Ela vai se declarar para mim... espera, quem é essa se aproximando?”


-- Não acredito no que eu tô vendo. Alice, é você mesmo?


“Não, é a Lady Gaga, sua idiota. Como se fosse possível alguém confundir a Alice.”


-- Vanessinha? Não acredito.


“Não, quem não acredita sou eu. E o prêmio de empata foda do ano vai para: Vanessinha Loira Koleston. Oh, produção, tira essa mulher daqui, por favor! Assim não dá pra continuar gravando.”


A tal da Vanessinha que, pelo que eu entendi, era uma amiga de faculdade da Alice, botou na cabeça que tinha todos os direitos reservados sobre ela naquela noite e decidiu que não sairia de perto por nada. Acho que ela devia ter algum problema para se comunicar, porque a cada palavra dita com aquela vozinha irritante de taquara rachada, encontrava dois lugares diferentes para tocar Alice. Eu já estava fervendo de ciúmes e não conseguia controlar a minha antipatia. Elas conversavam e conversavam. Estava claro que eu sobrava ali, então pedi licença e me afastei. Alice tentou me impedir, mas fingi não ouvir quando me chamou. Procurei socorro em um grupo de conhecidos que conversava na sala, mas não consegui dar muita atenção ao que falavam. Fui para a cozinha, que estava vazia, e me refugiei lá por um longo tempo. Servi-me de um copo de água e recostei do balcão da pia enquanto tentava controlar a minha frustração para poder voltar à festa. Olhei o relógio. Já se aproximava da meia noite e nada do meu humor melhorar. Eu tinha que voltar. Fernanda já devia estar louca a minha procura. Pus o copo na pia, peguei a pequena bolsa de mão que havia deixado sobre a mesa e segui rumo a porta de saída. Antes de alcança-la, no entanto, uma Alice completamente esbaforida apareceu.


-- Achei que tivesse ido embora. Te procurei por toda a parte...


Ela falava meio atordoada. Um olhar preocupado.


-- Só vim tomar um copo de água.


Respondi indiferente.


-- Você sumiu tem mais de vinte minutos, Isa.


-- Ah, você notou?


Não economizei na ironia. Ela percebeu e tomou satisfações:


-- Por que está falando assim comigo?


-- Impressão sua.


-- Sério, Isa?


Mentir ou disfarçar, definitivamente, não eram a minha praia, por isso, decidi jogar na cara dela tudo o que me incomodava:


-- Eu estava atrapalhando a sua conversa com a Vanessinha, por isso saí de lá. Mas por que está se importando com isso? Você me ignorou a semana inteira... tudo bem, eu entendi que sua namorada voltou, mas você...


-- Espera. – Interrompeu-me sobressaltada. – Namorada? Do que você tá falando?


-- Ora, não se faça de desentendida. Foi só a Giselle voltar e você mudou completamente comigo.


-- Eu já disse que a Giselle não é minha namorada... Aliás, ela não é mais nada minha. Terminei tudo semana passada.


“Terminou? E por que não me contou? Ora, Isa, isso não é da sua conta. Por que ela te contaria, sua idiota?”


-- Isso não é da minha conta. Não precisa se explicar...


-- Isa, escuta...


-- Alice, chega. Essa conversa não tem o menor sentido. Eu vou lá pra fora, já é quase meia noite.


E fui saindo, mas fui impedida por uma mão enorme segurando meu braço e me puxando. Ficamos frente a frente novamente, só que bem mais próximas do que antes. Senti um arrepio forte me tomar com aquela proximidade. Ficamos nos encarando por alguns instantes sem que nenhuma falasse nada. Minha raiva passou instantaneamente, dando lugar àquela sensação indescritível que se apoderava do meu corpo quando ela me tocava e me olhava daquele jeito. Meu corpo inteiro acendeu e minha respiração começou a falhar. Fui tomada pela mesma necessidade que havia se apoderado de mim na noite em que a ataquei no carro, mas daquela vez eu seria forte, tinha que ser. Ela ensaiou abrir a boca para falar algo, mas antes que a voz saísse, escutamos uma explosão de fogos e o grito das pessoas desejando feliz ano novo. Soltou meu braço. Estávamos quase da mesma altura, por causa da minha sandália de saltos enormes. Desviou o olhar do meu. Parecia travar uma luta interna. Respirou fundo antes de voltar a me olhar e falar em um fio de voz:


-- Feliz ano novo, Isa.


-- Feliz ano novo, Alice.


Fiquei estática, olhando para ela que, após alguns instantes, sem dar qualquer aviso, puxou-me pela cintura. Larguei a bolsa de qualquer jeito na mesa ao lado e agarrei seus ombros. Nos encaramos por apenas um segundo antes do que se seguiu, mas foi tempo o suficiente para enxergar a escuridão daquele olhar azul e a maneira como me devorava. Aproximou nossos lábios e, assim como eu havia feito no carro, roçou os dela nos meus, levando-me a um estado de completa alucinação. Se restava em mim qualquer dúvida sobre a minha condição sexual, naquele momento ela se esvaiu, porque nunca tive tanta certeza do que queria na vida. Mordi de leve seu lábio inferior e imediatamente fui tomada em um beijo avassalador, que destruiu todas as minhas estruturas. A sensação mais louca e alucinante que já havia experimentado na vida. A boca dela era tão macia, a língua quente se enroscava na minha sem qualquer pudor. Alternávamos entre beijos e mordidas leves enquanto tentávamos controlar os gemidos de puro êxtase que teimavam em sair de nossas gargantas. Nosso encaixe era simplesmente perfeito. Escorreguei as mãos até sua nuca e enfiei os dedos entre os cabelos. Em resposta, ela me apertou mais, deixando nossos corpos completamente colados um no outro. Suas mãos deslizavam famintas por toda a extensão das minhas costas nuas, causando-me sensações inconfessáveis e fazendo com que involuntariamente meu corpo buscasse mais atrito com o dela. Nossas línguas queriam se fundir, mal haviam se conhecido e já tinham uma intimidade tremenda. Uma de suas mãos escorregou até a minha bunda e a apertou maliciosamente, enquanto a outra alcançou a minha nuca e puxou de leve os meus cabelos, conduzindo minha cabeça para o lado, de modo a dar livre acesso à boca dela para explorar meu pescoço. Lembrei-me do sonho, mas apenas para constatar que nenhum sonho se compararia àquela pegação alucinante que era, ao mesmo tempo, devoradora e delicada. Algo que eu sequer poderia imaginar que existisse.


Quanto mais eu a sentia, mas eu a queria. A minha vontade era de nunca mais sair daquele contato. Não estava me preocupando sequer em ser flagrada, pois a qualquer momento alguém poderia entrar. Eu estava completamente dominada pelos meus instintos, pelo meu desejo. Nem tinha consciência de que eu a queria tanto... bem, eu sabia que queria, mas quando finalmente aconteceu, percebi que queria bem mais do que eu sabia. Sentia seus seios roçando nos meus e aquilo estava me enlouquecendo. Desci as mãos para explora-los, um pouco amedrontada por não saber muito bem o que estava fazendo, mas eu necessitava daquilo. Agarrei-os delicadamente por cima da mini blusa. Queria conhece-los, entender do que eles precisavam. Com a boca, trilhei um caminho delicioso que passou pelo pescoço, clavícula, até chegar no decote. Lá me demorei, beijando, mordiscando, passando a língua...  Em resposta, ela gemia deliciosamente, um gemido sussurrado, rouco, que entrava nos meus ouvidos instigavam ainda mais o meu desejo, cada vez mais latente. As mãos percorreram o caminho até as minhas coxas e se demoraram alguns instantes por lá, acariciando e apertando. Em um movimento rápido, ela me ergueu, virou nossos corpos em noventa graus e me sentou na mesa, acomodando-se entre as minhas pernas. Voltamos a nos beijar com sofreguidão. As mãos dela eram insaciáveis e exploravam as minhas coxas, tanto a parte exposta quanto a coberta pelo vestido. Ela estava completamente fora de si, assim como eu. Entre beijos e carícias, sussurrava na minha boca frases desconexas. Consegui decifrar apenas algumas, dentre elas:


-- Você me deixa louca, Isa. Também quis isso desde a primeira vez em que te vi.


Senti aquela mão enorme agarrar um dos meus seios por cima do vestido. Ela não teve qualquer pudor, agarrou mesmo, primeiro suavemente, mas ao perceber que não seria recriminada, pegou com vontade... e eu adorei.  


“Deus, eu sou muito lésbica... Lésbica demais.”


-- Quero mais, Isa... Eu quero muito mais de você.


“Só eu enxerguei duplo sentido nessa frase dela?”


Eu também queria muito mais dela. Queria sair dali, precisava de privacidade, precisava ser dela por completo e naquele instante. Meu desejo era tanto que sentia que poderia chegar a um orgasmo a qualquer momento, mas era muito arriscado continuarmos ali. Já ia sugerir que fôssemos para o antigo quarto da Fernanda, então o meu celular começou a tocar de forma estridente dentro da bolsa.


“Sério? É sério isso? Quem é o ser inconveniente que me liga numa hora dessas?”


Ignorei a chamada, mas a pessoa que estava ligando não ignorou a minha ignorância e voltou a ligar.


-- Não vai atender?


-- Não... deixa tocar.


Conversávamos entre amassos e beijos. O celular não parava e Alice começou a parecer impaciente.


-- Isa, atende logo. Deve ser importante.


-- Eu não quero atender...


-- Estão insistindo demais. Vai que é alguma emergência...


-- Tá bom, vou atender.


Muito a contragosto, deixei que ela se afastasse e peguei a bolsa para tirar o celular que continuava a tocar. Eu estava trêmula e quase não consegui executar a simples tarefa de destravar o botão da bolsa. Tirei o celular de dentro e consegui proeza de deixei-lo cair no chão. Alice abaixou para pegar e quando levantou, estendeu o aparelho para mim.


-- É o Lucas.


Falou totalmente sem graça. O olhar devorador de instantes antes havia dado lugar a uma expressão frustrada.


“Então, o ser inconveniente era o meu namorado, cuja existência eu havia ignorado completamente. Mas eu devo ter sapateado na tábua dos dez mandamentos pra estar sendo castigada desse jeito.”


-- Vou desligar o celular.


Não tinha o menor sentido atender. Peguei o celular e fiz menção de desliga-lo, mas ela não deixou. Pôs a mão sobre a minha e falou:


-- Não, atende. É seu namorado, deve estar querendo te desejar feliz ano novo.


-- Alice, eu não vou...


-- Atende, Isa, por favor.


Não estava entendendo o motivo da insistência dela, mas resolvi acatar. Desci da mesa e me afastei para atender. Falei com ele de péssimo humor e tentei desligar o mais rápido possível. Estava de costas para Alice, apoiada na pia. Quando finalmente consegui encerrar a ligação, virei-me e, para a minha surpresa, ela já não estava mais lá. Entrei em desespero.


“Merda, por que eu fui atender essa droga de ligação?”


Saí em disparada em sua procura e quase esbarrei com Fernanda quando entrei na sala. Ela estava tão esbaforida quanto eu e foi logo perguntando:


-- O que houve, Isa? Por que a Alice saiu correndo daquele jeito?


-- Quê? Ela foi embora.


-- Foi, acabou de sair. Estava com uma cara que... Ah, Isabella, anda logo, conta o que aconteceu.


“Ela foi embora... ela foi embora... e agora, o que eu faço?”


-- Tudo, Fernanda. Aconteceu tudo.


 


 


 


 

Notas finais:

E aí, meninas? O que acharam do capítulo da semana?

Por favor, não deixem de me contar.

Bom domingo a todas e até semana que vem.

Abraços!!!



Comentários


Nome: AlRibeiro (Assinado) · Data: 28/01/2018 05:18 · Para: Capitulo 15 - Firework

Venho acompanhando a história desde o início.

Primeiramente, fico feliz por ter a xará Alice e como tenho me identificado com ela.

Segundamente, estou simplesmente viciada na história.

Terceiramente, que humor fantástico, adoro referências e tenho entendido praticamente todas desde o início, principalmente as referências geeks.

Parabéns pelo ótimo trabalho, estou muito envolvida com cada personagem, com cada diálogo...as cenas se criam com bastante facilidade na minha mente quando leio cada frase.

Estou ansiosa pelo próximo capítulo e quase levantando uma hashtag de #postalogooproximocapitulo no twitter.

Abraços xx



Nome: Val Maria (Assinado) · Data: 26/01/2018 04:47 · Para: Capitulo 15 - Firework

Boa noite autora.
Caramba! essas duas tem que se entender, já estou mega angustiada.
A Isa é demais,muito louca,porem  cheia e dilemas.
Eu teria agido do mesmo jeito que a Alice,a mulher tem um namorado de tanto tempo,mesmo gostando da Isa, bate uma insegurança em começar aquilo,mesmo sabendo que já esta pra lá de apaixonada.

Bom final de semana autora. 
Adoro esses capítulos longos. 

Val Castro 



Nome: mtereza (Assinado) · Data: 25/01/2018 02:55 · Para: Capitulo 15 - Firework

Só mesmo a essas duas  nessa sua história maravilhosa para mim animar nesse dia tão triste de tantas injustiças bjs boa noite



Nome: Mafalda_ (Assinado) · Data: 23/01/2018 13:05 · Para: Capitulo 15 - Firework

Mas, gente! Não pode postar mais capítulos durante a semana?

Não aguento a ansiedade!!

A históra está otima! Parabéns, Autora!



Resposta do autor:

Mafalda, bem que eu gostaria, mas infelizmente o tempo é muito corrido. 

Olha só, prometo fazer valer a pena toda essa espera, tá?

Você vai gostar do cap 16.

Obrigada, viu!?

Abraços!



Nome: Day-chan (Assinado) · Data: 23/01/2018 00:48 · Para: Capitulo 15 - Firework

Olá, autora! Gostaria de dizer que continuo adorando sua nova história. Essa capítulo 15, sem sombra de dúvida, nos concedeu (nós, leitoras) um prazer memorável. Super torci para o primeiro beijo entre Alice e Isa, e foi maravilhoso. 

Só falta o desfeixo entre Isa e o "Mané" do Lucas, coitado hahahahaha. (lembrando das palavras de Fernanda)

Parabéns, mais uma vez!!

E siga sempre tão inspirada, amém! Rs



Resposta do autor:

Day-chan,

E eu tô adorando que vc tá adorando. Nem sabe o quanto!

O capítulo 15 foi a explosão das sensações acumuladas nos outros 14, né?  MAs ainda tem tanta água pra rolar... tem o Lucas, a Giselle, a viagem... muita coisa ainda.

Obrigada vc, mais uma vez.

Abraços!



Nome: naybs (Assinado) · Data: 22/01/2018 16:31 · Para: Capitulo 15 - Firework

Que cap foi esse???!!! Que cap foi esse que tá um arraso! kkkkkkkkkkkkk Eu estou rindo, mas é de desespero! kkkkkkk Como é que termina o cap desse jeito??!!

Gente do céu! Pensa num cap bom! Cara, já disse várias vezes e não me canso de dizer que a Fernanda é demais! kkkkkkk Eu riii muitooo, rii demais com os diálogos dela e da Isa! Solto cada gargalhada que o povo aqui de casa acha que eu sou doida! kkkkkkkk Outra coisa, o que são esses pensamentos da Isa? kkkkkkkkkkk Lébiska pra caralho! hahaha Eu não sei se eu conheço alguém tão lébiska igual a Isa (carinha pensando). Acho que não! kkkk Aiai 

Agora vamos falar de coisa séria, a Isa é devagar mesmo, como diriam aqui na Bahia: Isa é devagar di com força! Como é que ela não percebeu todos os sinais de paixão que a Alice demonstrou? Misericórdia! Até eu que sou lerda perceberia! haha Mas a gente dá um desconto porque ela está apaixonadérrima pela Alice.  O que pega para mim, é esse flerte todo delas. Cara, elas ficam flertando e não decidem a vida kkkk  A Isa fica nesse relacionamento mais que falido. Seria tão fácil a Isa resolver isso, afinal, só ela é comprometida. Essas duas ficam nesse chove e não molha, e a gente fica morrendo de agonia! Atéee que...PARA TUDO!

Que cena foi essa, brasiiil? Morri! kkkkk Alguém tinha que ter me abanado porque a temperatura subiu! kkkkk Cara, elas têm muitaaaaaa químicaaaa! Levei um tiro nessa cena. Hot hot hot! Confesso que eu esperava que as duas fossem resistir até pelo menos a Isa resolver as coisas com o Lucas. Mas não se manda no coração, nos pensamentos, no cérebro e nem em nada nessas horas kkkk

Aí tá, depois de tudo isso, como tudo que é bom dura pouco, a gente tinha que receber outro tiro kkkkkkkk (MALDADE) A Alice sai correndo e FIM! FIMMMM?! Como fim??? E a gente vai ficar morrendo de curiosidade?! Eu já roí todas as minhas unhas! kkkk

Só queria salientar mais uma vez que tu ARRASA DEMAIS NA ESCRITA, Linier! Prova disso é o conteúdo de todos os coments daqui! São tantas sensações e reações em um cap só. Eu descrevi algumas das minhas aqui em cima e ainda tem mais. Parabéns pelo nono lugar de "if true love" entre as 15 mais lidas nos últimos 15 dias! Ansiosa pelo próximo! 



Resposta do autor:

Nay,

Como diria o esquartejador, vamos por partes. kkkk

1. Jojo Todynho daqui a pouco vai cobrar royalties;

2. Sobre o fim do cap, preciso garantir que vocês queiram ler o próximo, né?

3. Tô com vontade de transformar a Fernanda em lésbica e criar uma história só pra ela. Parece que ela está sendo mais amada do que as protagonistas.

4. Cuidado pro povo da tua casa não mandar te internar, viu? kkkk

5. A Isa é um lesbicão da porra. kkkk Tá se mostrando mais lésbica do que a Alice e todas as leitoras do Lettera juntas.

6. A Isa é rapidinha para umas coisas e lerda ao quadrado para outras. MAs isso é culpa da maldita insegurança. Na cabeça dela, a Alice é inatingível, por saber que ela é metida a pegadora, então ela não acredita que nada de especial para fazer com que a Alice se apaixone por ela.

7. Sobre o relacionamento da Isa, tente se pôr no lugar dela. Imagine que vc vive há 10 anos com uma pessoa. Em 10 anos, muitas coisas acontecem. Algumas boas, outras ruins, mas vamos combinar que se as ruins superassem as boas, ela já teria terminado, não acha? Ela gosta do Lucas e embora não esteja mais apaixonada por ele, tem cuidado, afeto, carinho. Não se passa 10 anos com uma pessoa com que não se importa. Ela sabe que o fim vai magoa-lo e ainda não está conseguindo lidar com a hipótese de sentir essa culpa.

8. A atração entre elas já estava forte demais para resistirem a uma oportunidade daquelas. Alice é forte, mas não é inquebrável não. E a Isa, que tem consciência de que traiu o namorado, mas não está conseguindo sentir a gravidade disso pelo simples fato de estar perdidamente apaixonada pela Alice? Ela perdeu completamente o senso, ainda por cima depois daquela pegação. Só tem olhos, pele, boca e coração para a Alice agora. Ela tá tipo aquela música: "ando tão a flor da pele que a minha pele tem o fogo do juízo final."

9. Sobre o final: eu preciso garantir que continuem querendo ler. Sorry!

10. Obrigada mais uma vez pelos elogios. Volto a afirmar que os comentários de vocês são o meu combustível para querer ser melhor. Agradeço de verdade. E sobre o nono lugar, fiquei muuuuuuuuuuito feliz... É uma honra pra mim.

Então acho que respondi tudo. Faltou algo? kkkkkk

Spoiler: próximo capítulo vai ser treeeeeeeeeeeeta... 

Abraços!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!



Nome: mcmota (Assinado) · Data: 22/01/2018 13:06 · Para: Capitulo 15 - Firework

Cadê o próximo, cadê o próximo, cadê o próximo... CADÊ O PRÓXIMO????

"Valei-me, Nossa Senhora das leitoras compulsivas, dai-me forças (MAS MUITA FORÇA MESMO) pra suportar à espera pelo próximo"!!

Preciso (DESESPERADAMENTE) de uma pílula de vitamina C (C de capítulo), porque eu já estou completamente dependente dessa pílula!

Fazia um tempão que uma história não me empolgava assim!!! SENSACIONAL... Fico babando pela tua escrita!

Essa é aquela história que você quer ler sem parar, um capítulo após o outro... E você ter que parar é uma angústia só! 

Abraço ^^




Resposta do autor:

mcmota,

kkkkkkkkkkk Calma!!! Tá mais perto do que longe.

Te entendo, pq também sou leitora compulsiva e fico desesperada quando um capítulo acaba assim. Mas faz parte, né?

Ah, pílula de vitamina C... adorei... kkkkkk vou dar essa dica pra Fernanda.

Fico tão feliz em saber que está empolgada e só consigo pensar em tornar a história cada vez mais empolgante para não decepcionar. Espero conseguir manter a sua atenção presa assim até o final.

Obrigada pelo elogio e pelo carinho, tá?

Segura só mais um pouquinho a onda que a vitamina C chega já.

Abraços!



Nome: Lary_ferreira (Assinado) · Data: 22/01/2018 03:58 · Para: Capitulo 15 - Firework
Nosssaaaaa!!! Pqp!!! Caramba que cap mais #@!$@!$%
Ameiii demais!

Eu esperava tanto quanto elas por esse beijos, quer dizer foi bem mais que um beijo né!?
Pqp, cap me deixou morta de ansiendade, já quero saber o que vem no próximo?. Como vai ser? O que acontece?
???????????

Com certeza Autora você deixou suas leitoras com muita ansiedade pra saber o que vem por ai...

Parabéns você consegue se superar a cada mais um capítulo.

Bjs

Resposta do autor:

Lary_ferreira,

Sabia que vc deve ser parente minha e da Isabella? Afinal, somos todas ferreiras. kkkkk

E siiiiiiiiiiiim, foi bem mais que um beijo. Foi uma baita de uma pegação, né?

Que bom que eu deixei vcs ansiosas, assim garanto a leitura do próximo capítulo. Hahahah

Obrigada pelo carinho, viu!!!
Abraços!



Nome: foxxy96 (Assinado) · Data: 22/01/2018 02:54 · Para: Capitulo 15 - Firework

Oieeee... 

Passando aqui pra dizer que depois de um cap maravilhoso desses não tem com não sair da moita. Kkkk >< então, oi autora :) 

To adorando a história e essas duas, sem falar na Fernanda, que é a melhor pessoa ever. Enfim, Alice rainha, Lucas nadinha. Fica a dica aí pra Isa O 

Posta logo peloamordedeus :) 



Resposta do autor:

foxxy96,

Que bom que saiu da moita... kkkkkk Oi pra vc tb!

Fico muito feliz que esteja gostando. Tô impressionada com uma coisa que não esperava, vc, assim como muitas outras leitoras, estão gostando muito da Fernanda. Isso é tão bom, pq normalmente os personagens secundários não têm muita atenção. Fico feliz, pq acho o máximo escrever as partes em que a Fernanda aparece.

Vou postar o cap no domingo, tá?

Abraços e até lá!



Nome: patty-321 (Assinado) · Data: 22/01/2018 00:38 · Para: Capitulo 15 - Firework

Caraca meu! Qye capítulo maravilhoso. Gigante. E elas não conseguiram segurar a vontade. Mas a ligação do Lucas tirou toda a segurança da Alice. Putz. Ta mais bolada ainda. Agora q se provaram a vontade vai crescer mais ainda. Bora ver o q a Isa vai dazer com o Lucas. Boa semana. Bjs



Resposta do autor:

Patty,

Gigante mesmo, né? Fui escrevendo, escrevendo... e quando vi, tava enoooorme. kkkkk

Alice tá bolada mesmo, mas tem como não ficar? Muita confusão pra cabeça dela que nunca se apaixonou.

O próximo capítulo tá bombando, viu?

Abraços!



Nome: ladybug (Assinado) · Data: 21/01/2018 23:04 · Para: Capitulo 15 - Firework

Boa Noite!! Que capítulo e esse??? Muito Show!!!

Linier já era tua fã em Amor e Outros Dilemas, amando demais essa estória. Super ansiosa pro próximo capítulo. Não demora a postar por favor. Forte Abraço!



Resposta do autor:

ladybug,

Obrigada, viu?! Felicidade demais saber disso.

Domigo tem o cap 16. Infelizmente não tenho como postar antes, mas garanto que não vou atrasar, tá?

Abraços!



Nome: Tatta (Assinado) · Data: 21/01/2018 20:31 · Para: Capitulo 15 - Firework

Deusa toda piedosa, rogai por nós! Que tiro foi esse?! To petrificada com esse capítulo! Vai ser muito doloroso esperar uma semana...



Resposta do autor:

Tatta,

kkkkkkk eu ri.

A semana passa rápido... já já chega domingo. 

Abraços!



Nome: Mille (Assinado) · Data: 21/01/2018 17:51 · Para: Capitulo 15 - Firework

Olá autora 

E o encanto do primeiro beijo foi água abaixo com a ligação do Lucas. Isa toma logo uma atitude filha, ficar com o Lucas só por comodidade não vai dar certo e como a Fernando disse Alice também está confusa juntas podem esclarecer as coisas. 

Bjus e até o próximo capítulo 



Resposta do autor:

Mille,

O beijo foi interrompido sim, mas não sei se o encanto foi. kkkkkk

Vamos ver o que a Alice achou disso tudo no próximo cap.

Abraços!



Nome: Angel68 (Assinado) · Data: 21/01/2018 13:10 · Para: Capitulo 15 - Firework

Meu senhor, quando termina um capítulo de Código, eu já fico na ansiedade pelo próximo, e depois de um final de capítulo desses, pelamor !!! Que beijo !!! Mais uma vez, o empada foda se fez presente...Linier, já pode matar o Lucas ou no mínimo, já vai conscientizando a Isa que ele já deu e vai preparando o pé na bunda...sai pra lá encosto !!! O Pov da Alice vai nos revelar como foi a semana do pós quase beijo, como se sentiu, porque se manteve na reserva...até imagino porque, claro....mas depois desse beijo fodástico, tudo vai mudar....Será que Isa vai atrás dela ? Tomara que a Fernanda incentive a Isa  ir atrás....Ou vamos agora pra viagem de vez ? Jesus, aguentar essa semana vai ser foda....ah, e a Fernanda ?? A conversa das duas no shopping foi hilária, eu preciso de uma amiga igual a Fernanda !!



Resposta do autor:

Angel,

São muitas perguntas... kkkkkkkkkkkkkk 

Mas deixa eu te falar uma coisa: matar o Lucas? Que maldade!!! kkkk deixa o bichinho.

O próximo POV é da Alice e vamos ver tudo o que tá se passando pela cabeça dela. Mas te adianto que tem um turbilhão girando sem parar por lá.

Ah.... e vai ter cidade maravilhosa, cheia de encantos mil.................

Abraços!!



Nome: Pouca Sombra (Assinado) · Data: 21/01/2018 12:40 · Para: Capitulo 15 - Firework

Fernanda, a melhor Amiga que qualquer um gostaria de ter



Resposta do autor:

Pouca Sombra, 

Né não? Acho que todo mundo deveria ter uma Fernanda na vida.

Abraços!



Nome: NovaAqui (Assinado) · Data: 21/01/2018 08:59 · Para: Capitulo 15 - Firework

Melhor maneira delas comemorarem a virada do ano.

Já sabem o que querem. Agora é ver como vai ser daqui para frente

Tem que jogar a pílula azul fora, por favor, e rápido

E ainda tem a viagem. Vai ser "a viagem"

Abraços fraternos procês!



Resposta do autor:

Oieee...

Simmmm, melhor maneira, né?

A Isa não percebeu ainda que a pílula azul dela tá vencida.

Abraços!!!



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