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Static void Main(){


                var Capítulo= 12;


  var Título = “Just The Way You Are”;


                varPOV= “Alice”;


};


 


“And when you smile, the whole world stops and stares for a while


'Cause girl you're amazing just the way you are”


 


Just The Way You Are (Bruno Mars, 2010)


 


“Então, sei que você deve estar doida pra saber o que rolou entre mim e a Isa naquele food park após o convite que me pegou completamente de surpresa. Também tô doida pra te contar, porque, adianto, foi no mínimo... Interessante. Mas não posso entrar nesse assunto sem antes falar como foi a minha conversa com a Giselle. Então vamos lá...”


-- Giselle, a gente precisa conversar.


-- Iiihh... Que cara é essa, Alice? Nunca te vi tão séria assim, aliás, essa cara aí não parece nadinha com a que você fez ontem à noite quando eu...


-- Gi, sério... É importante.


-- Credo, eu hein! Que foi? Tá grávida e eu sou o pai? Mais fácil você ter me engravidado...


Ela não parecia disposta a me levar a sério. Precisei ser mais incisiva:


-- Giselle, por favor, eu tô falando sério.


-- Ai, tá bom, tá bom... Fala logo então o que é tão sério que te deixou com essa cara.


E quando ela finalmente me deu a atenção que pedi, fiquei toda enrolada para falar:


-- Bom, eu... Primeiro, eu queria... Bem...


-- Alice, tá tudo bem? Que nervosismo é esse?


-- Tá... É que... Primeiro, eu quero te pedir desculpas por ontem.


-- Ahn?


Ela parecia confusa. Expliquei:


-- Sim, pela maneira como eu cheguei na tua casa e te peguei daquele jeito, sem nem saber se você queria também e...


Interrompeu-me com uma gargalhada e depois falou:


-- É isso? Tá preocupada por ter aparecido sem avisar e quer se desculpar por isso? Não precisa, meu amor. Eu adorei.


“Bem, isso piora e muito as coisas.”


-- Não... Não é isso. Não exatamente.


-- Então me fala qual é o problema, Alice, porque já tô ficando nervosa.


E realmente já estava ficando impaciente com a imprecisão do que eu estava falando. Respirei fundo e tentei ser mais clara:


-- Gi, eu não devia ter aparecido daquele jeito na tua casa ontem.


-- Meu amor, já disse que eu gostei, mas se te preocupa tanto, aceito o teu pedido de desculpas.


-- Não, o que quero dizer é que nós não deveríamos ter transado.


-- Alice, tô ficando muito confusa. Dá pra ser mais objetiva?


-- Giselle, a gente não pode mais ficar juntas. Eu estava pra falar isso com você já há alguns dias, mas não o fiz. Ontem foi um erro. Eu estava pilhada, estressada e...


-- Me usou para aliviar a pressão?


-- Exatamente. Mas não me orgulho disso, não.


Pronto, falei. Ela sorria em um misto de ironia e incredulidade. Indagou:


-- E não foi sempre assim? Nosso lance não é esse? Acha que eu nunca fiz o mesmo com você?


-- É, eu sei, mas fiz quando tinha a intenção de terminar com você.


-- Terminar o quê, Alice? Nós não temos nada... Nunca tivemos. Sempre soube que você saía com outras garotas. Por que isso agora?


“Por que ela está tornando as coisas tão mais difíceis?”


-- Porque eu não acho certo que continuemos a ficar juntas, mesmo que seja casual.


-- Ah, meu Deus!


-- O que foi?


-- Quem é ela? Eu conheço?


-- Ela quem?


-- A garota por quem você tá apaixonada.


“Quê?”


-- Tá doida? Não tem garota nenhuma.


-- Se não tem, então por que você precisa terminar um relacionamento que nem existe?


-- Honestamente?


-- Não. – O tom irônico era nítido. – Tô esperando você me contar uma mentira. Lógico que eu quero que seja honesta.


-- Tá, vou falar.


-- Se puder ser esse ano ainda...


-- Giselle, acho que as coisas estão ficando mais intensas do que deveriam.


-- Quê? Como assim? Você tá me deixando confusa. Não tô entendendo mais nada.


“Valei-me, nossa senhora dos processadores lentos. Eu estou sendo bem objetiva, não estou?”


-- Olha, Gi, desculpa, não quero parecer prepotente. Mas acho que... Bem, eu acho que você tá mais envolvida nessa história do que eu. E não parece justo com você continuarmos.


Eu esperei ouvir toda a sorte de acusações e xingamentos, mas ao invés disso, ela me surpreendeu com um silêncio sepulcral e um olhar intenso. Encarou-me por alguns instantes e começou a olhar para as próprias mãos estendidas sobre a mesa. Percebi que sorria, mas balançava a cabeça em negativa.


-- Gi, eu...


-- Não, Alice. Agora sou eu quem vai falar.


Levantou o rosto e me interrompeu. Percebi os olhos marejados e me senti muito mal.


-- Ok, fala então.


-- Não posso mentir, você tem razão. Eu tô mais envolvida nessa história do que deveria. Confesso que ontem à noite, quando você chegou lá em casa daquele jeito, cheguei a acreditar que estava sentindo o mesmo, mas eu não faço o tipo bobinha apaixonada que se ilude com o mínimo, Alice. Logo que acabamos e você se apressou pra ir embora, saquei que estava errada...


-- Eu sinto muito, eu não devia...


-- Não, espera. Ainda não terminei.


-- Desculpe.


-- O que quero dizer é que você está certa, eu realmente estou apai... – Ela mesma se interrompeu. Limpou a garganta e continuou. – Muito envolvida com você, mas isso não é motivo para pararmos de ficar juntas. Eu não te cobro nada, Alice. Nunca te cobrei e nem pretendo cobrar. Sei que você é do mundo e que tentar te prender é dar um tiro no pé. Eu não ligo que saia com outras garotas, mas vou ligar e muito se parar de sair comigo.


Fomos interrompidas pelo garçom trazendo a nossa comida. Enquanto ele nos servia, fiquei ponderando sobre o que havia acabado de ouvir.


“Não, isso é muito esquisito. Que tipo de mendiga sentimental ela é. Como alguém pode estar apaixonado por uma pessoa e aceitar dividi-la com outras, só pra não ficar sem ela? Não que eu tenha experiência com paixão, mas isso parece, no mínimo, meio doentio. Estou começando a ver sentido nas coisas que o Pedro falou.”


O garçom nos deixou a sós novamente. Olhei para ela e a encontrei com uma expressão ansiosa, talvez até um pouco assustada. Ela parecia fragilizada, acuada, e eu poderia jurar que vi seus olhos marejarem. Aquela não era a Giselle austera, imponente e arrogante que eu conhecia. Estava bem longe disso. Senti um nó na garganta, porque aquilo significava que as coisas já estavam bem mais avançadas do que eu imaginava. Mais um motivo para não ceder àquela proposta dela. Já havíamos chegado a um ponto em que quanto mais nós ficássemos juntas, mais ela se machucaria. Eu precisava ser firme. Sabia que ia doer nela, mas se eu não fizesse o que tinha que fazer naquele instante, ela sairia ainda mais machucada no futuro.


-- Gi, você escutou o que acabou de falar? Como assume que está apaixonada e ao mesmo tempo diz que não vai se importar de me ver com outras? Isso não faz sentido.


-- Eu não acredito em monogamia, Alice. Não faço o tipo ciumenta. Pode ir brincar com quem quiser, desde que volte pra mim quando se cansar. Sexo é só sexo.


“Bizarro!”


-- E se eu me apaixonar por alguém?


-- Você está apaixonada por alguém?


Demorei um pouco para responder, pois quando ouvi a pergunta dela instantaneamente pensei na Isa. Mas não, eu não estava apaixonada pela Isa. Não podia estar. Nós havíamos acabado de nos conhecer. Não, era só atração e atração não é paixão.


-- Não, eu não estou. Mas pode acontecer, não pode?


-- Pode, inclusive por mim.


-- Giselle, já estamos nesse rolo há quase seis meses. Desculpe-me pelo que vou falar, mas se fosse para eu me apaixonar por você, já teria acontecido, não acha?


Minhas palavras a atingiram em cheio. De cara, até me arrependi do que falei, mas depois pensei que talvez aquela honestidade toda fosse melhor. Ela pareceu se acuar mais ainda, mas não se intimidou em contra argumentar:


-- Você não é do tipo que se apaixona, Alice. É uma conquistadora em série... Vive disso. É incapaz de se envolver emocionalmente com alguém, porque é uma menininha mimada e imatura que não consegue enxergar um palmo além do nariz.


“Quê? Quem ela pensa que é pra falar comigo desse jeito? Mimada, eu? Ela nem conhece a minha história, não sabe o quanto eu ralei pra chegar aonde cheguei. Mimada é ela... Uma prepotente, arrogante que acha que é dona do mundo.”


-- Giselle, você tá me ofendendo.


Ela riu com escárnio antes de continuar:


-- Ah, agora vai bancar a ofendida?


-- Olha só, não vou entrar nessa discussão com você, então, pode me xingar e falar o que quiser. O lance é que nós tivemos um rolo e foi muito bom por um tempo, mas agora não dá mais. O fato de você ter se envolvido é algo que eu lamento muito e me odeio por não ter percebido antes, pois se tivesse notado, não teria deixado as coisas avançarem tanto. Mas, Gi, independente disso, não tá mais rolando pra mim, portanto, se eu aceitasse essa sua proposta, teríamos dois problemas: a minha frustração e o teu sofrimento. Não ia ser legal pra nenhuma das duas, por isso, acho que o melhor mesmo é pôr um ponto final nessa história agora mesmo.


-- Você não passa de uma cafajeste, filha da puta, insensível e desprezível, sabia?


Ela estava indignada, irritadíssima, mas não estava mentindo. Eu era mesmo tudo aquilo.


-- E você sabia disso desde o início, Giselle. Nunca menti pra você.


Foi me calar e sentir o jato de vinho branco na minha cara. Em seguida, ela se levantou, recolheu o blazer, a bolsa e falou:


-- Vá pro inferno, você e a suas vadias. E nunca se esqueça da lei de causa e efeito.


E com essa frase de efeito, partiu.


“Espera, isso foi uma frase de efeito ou uma ameaça?”


Bem, acho que eu mereci o tratamento que recebi. Achei que ela foi até tranquila. Pedro tinha me amedrontado tanto que fiquei imaginando dezenas de coisas bizarras que ela poderia fazer contra mim. De todo modo, embora bastante aliviada em ter finalmente conseguido dar um basta naquela situação, eu estava longe de me sentir bem. Não foi legal a sensação de ver Giselle magoada. Estava com um nó na garganta e um sentimento de culpa absurda, mas estava certa de que havia agido da maneira mais adequada.


Não consegui almoçar, meu estômago estava embrulhando. Paguei a conta e segui para casa, pois, por causa do jato de vinho, precisava tomar um banho e trocar a blusa. Estava usando uma baby look branca básica e para não dar o que falar, peguei outra igual. Por sorte, não estava usando o blazer, pois não tinha outro igual para substituí-lo, então pude voltar ao trabalho como se nada tivesse acontecido.


Antes de entrar na minha sala, passei as vistas pela empresa para ver se Giselle estava lá. Não a vi, por isso, chamei Pedro na salinha do almoxarifado. Era uma salinha pequena, cheia de material de escritório. Sempre que queria fofocar alguma coisa com Pedro, nos trancávamos lá. O único cuidado que tínhamos que ter era falar baixinho.


Quando Pedro entrou na salinha, a primeira coisa que perguntei foi se ele tinha visto Giselle depois do almoço, mas a resposta foi negativa. Ele então me perguntou o que havia acontecido e contei.


-- Alice, você não deixou nenhuma calcinha na casa dela, deixou?


-- Não, por quê?


Perguntei curiosa.


-- E o teu cabelo? Não percebeu nenhuma mecha cortada?


-- Não, Pedro. Tá doido? O que tá querendo dizer?


-- Duas palavras: ritual satânico.


Ele falou em um tom assustado, como se realmente estivesse preocupado com a possibilidade de Giselle estar me lançando algum tipo de feitiço.


-- Seu idiota, para de zoar. Tô falando sério.


-- Sério, velho. Não brinca com isso, não. Quando chegar em casa, afaste a cama para ver se não tem um pentagrama desenhado embaixo dela.


-- Pedro, quer saber? Não tô com tempo pras tuas palhaçadas. Vou trabalhar.


E fui saindo da salinha, mas antes de atravessar a porta, ainda o ouvi cochichando um pouco mais alto:


-- Se sentir cheiro de enxofre, sai correndo.


-- Vai pro inferno!


-- Eu não. Tenho medo de encontrar a Demônia lá.


-- Ah, Pedro, tchau.


E foi assim que eu terminei com a Giselle.


Agora vamos ao food park. Vou pular a parte de como chegamos até lá porque sei que a Isa já contou. A única coisa que vou dizer é o quanto fiquei surpresa com aquele convite, pois eu podia jurar que ela estava tentando fugir de mim. Havia deixado isso claro ao mostrar todo o desconforto que sentiu quando a amiga insistiu para que eu desse carona a ela. Ah, teve toda aquela coisa de olhar pra Isa e ficar excitada, entrar no elevador com a Isa e ficar excitada, abrir a porta pra Isa entrar no carro e ficar excitada, Isa respirar e eu ficar excitada... Não preciso mais ficar repetindo isso, né?


No food park, escolhemos um caminhão que servia sanduíches. O garçom veio anotar os nossos pedidos. Perguntou primeiro à Isa:


-- E então, moça, o que vai querer?


-- Eu quero um sanduíche de peito de peru com queijo prato, no pão parmesão. Adiciona cream chesse, mas na parte de cima do pão e espalha bem, tá? É muito importante que toda a área esteja coberta pelo creme. Quero também alface, tomate... Duas rodelas, pepino e azeitona. Põe azeite, um pouquinho só de orégano... Não põe muito, senão amarga... E uma pitada de sal em cima da salada... Ah... E quero molho barbecue. Moço, é muito importante que os ingredientes sejam adicionados nessa ordem, tá? – O coitado só assentia com a cabeça. Os olhos arregalados. – Pra beber, guaraná sem gelo, mas só se for o Antártica. Se só tiver Kuat, traz uma Coca mesmo. Anotou tudo?


-- Si... Sim, senhora.


Coitado do rapaz. Eu me perdi no “queijo prato”. Dirigindo-se a mim, ele perguntou:


-- E você, moça?


-- Quero um sanduíche de rosbife e uma Coca. Obrigada!


Ele deu um sorriso de alívio hilário. Fiz muito esforço para não rir da cena. Antes que ele saísse, Isa voltou a abordá-lo:


-- Ah, moço, só mais uma coisa...


O coitado tinha desespero nos olhos ao perguntar:


-- Pois não?


-- Quero uma porção de batata frita.


Ele ficou esperando como se ela fosse falar mais, mas não falou. Então perguntou:


-- Então... Batata fritas com...?


-- Normal. Batata frita normal. Obrigada.


E ele saiu mais rápido do que o Flash. Não aguentei e caí na gargalhada.


-- Qual foi a graça?


-- Você.


E continuei rindo. Ela parecia confusa. Perguntou:


-- Eu?


-- Sim, você é uma graça.


-- Por quê? O que eu fiz de tão engraçado?


Ainda tentando parar de rir, respondi:


-- Deixou o garoto pirado com o teu pedido. Coitado.


-- Não entendi. O que tem de errado com o meu pedido?


-- Nada não. Esquece. Só me responde uma coisa: em que a ordem dos ingredientes vai interferir na montagem do sanduíche?


-- Ué, não é óbvio? O sabor altera se não estiver nessa ordem.


-- Quê? – E voltei a gargalhar. – Você não existe, Isa.


-- Tá rindo da minha cara, Alice?


-- E tem como não rir?


E ela acabou caindo na gargalhada comigo também. Entramos em uma conversa leve e divertida, falando de assuntos triviais. Finalmente parecíamos à vontade uma com a outra. Acabei descobrindo que ela era super metódica e organizada, o que já desconfiava. Ela tinha um senso de humor bastante negro. Lembrou-me muito o comportamento do Pedro. Percebi que ela não gostava de falar do namorado, o que foi o grande alívio, porque não queria falar sobre ele mesmo. Fez perguntas triviais sobre mim também. Contei a ela que era catarinense e descendente de alemães, mas que já morava em Fortaleza havia quase dez anos. Depois falamos de filmes, séries, livros, música... E quando vimos, já passava das 22h. Ela falou:


-- É acho que nos empolgamos. Preciso ir...


-- Claro, claro... Vou pedir a conta.


Quando o garoto que havia nos atendido trouxe a conta, tivemos uma pequena discussão sobre quem iria pagar. Ela fazia questão, pois queria agradecer pela carona. E eu fazia questão, pois quem estava desesperada era eu. Ficamos nesse embate por algum tempo, deixando o coitado do garçom mais uma vez impaciente. A batalha foi vencida por mim, mas perante a promessa de que a próxima seria por conta dela. Caminhamos até o meu carro em absoluto silêncio. Ao chegarmos, paramos uma de frente para a outra. Ela era linda demais e aquele arzinho leve e descontraído que exibia a deixava mais atraente ainda. Fiquei abobalhada olhando para ela, até que percebi que estava dando muito na cara. Decidi falar qualquer coisa para cortar o clima.


-- Então... Natal já tá chegando, né?


“É eu sei... Dei mais bandeira de nervosismo do que se tivesse falado do tempo. Ainda bem que ela entrou na minha.”


Respondeu:


-- Nem me fale. Só de pensar na reunião anual com todos aqueles tios e primos com quem não tenho a menor afinidade, fico com preguiça.


Sorri e falei saudosa:


-- Sinto falta do natal em família.


-- Quer trocar? Te empresto a minha família pra você passar o natal e em troca vou fazer o que você faria.


-- Se está disposta a virar a noite comendo peru assado com as mãos, bebendo vinho direto da garrafa e jogando vídeo game com o Pedro...


Ela sorriu. Falou:


-- Sério? Esse vai ser o teu natal?


-- Tem sido assim há uns três anos. Mas não menospreze, tá? É muito divertido.


-- É, eu imagino.


-- Está convidada... – Percebi a minha gafe e emendei. – Você e o Lucas, lógico.


Foi falar no nome dele e o brilho no olhar dela sumiu. Respondeu:


-- Lucas nunca passa natal e réveillon comigo. Sempre tem show agendado pra essas datas, o que é muito bom, porque o cachê é bem mais alto.


-- Ah, você deve odiar isso, né?


-- Na verdade, não. Já tô acostumada. Mas, vem cá... E o réveillon? Vai repetir a dose com o Pedro?


-- Esse ano as coisas foram meio corridas com esse lance do projeto novo, então não deu tempo programar nada, mas acho que vamos acabar caindo em alguma balada por aí.


-- Os pais da Fernanda têm um apartamento gigante na Beira-Mar. Da varanda, dá pra ver os shows na praia e a queima de fogos. Todos os anos ela dá uma festa de arromba lá. Você e o Pedro estão convidados.


“Quê? Ela tá me convidando pra passar a virada de ano com ela? É isso mesmo, produção?”


-- Olha só, que bacana! Agradeço o convite, mas será que ela vai gostar de você ter nos convidado para a festa dela?


-- Bem, a Fernanda é mestre na arte de tomar decisões por mim sem ao menos consultar minha opinião, então, acho que tenho certo crédito.


Pelo que eu havia percebido de manhã, ela estava coberta de razão mesmo.


-- Ok. Vou falar com o Pedro.


-- Sério?


Ela sorriu incrédula. Acho que não esperava que eu aceitasse.


-- Por quê tá perguntando isso? O convite não foi pra valer?


-- Não, é que... Digo... Foi pra valer sim... É que...


Mais uma vez ela estava toda enrolada para falar. Diverti-me com aquilo.


-- Relaxa. Eu entendi.


E ela se calou. Silêncio... E os pensamentos indevidos. Ficamos ali paradas de frente uma para outra por alguns instantes. Nossos olhares não se largavam, parecia haver um magnetismo entre eles. Ela estava tão linda, tão descontraída... Estava contra o vento, que deu uma rajada forte e jogou uma mecha do seu cabelo em sua boca. Não resisti. Estendi a mão e com toda a delicadeza, sem tirar os olhos dos dela, arrumei a mecha atrás da orelha. Senti que ela tremeu... Eu também tremi.


“Não, Alice. Saia daí agora mesmo. Lucas, Lucas, Lucas...”


Resolvi quebrar o clima antes que repetisse a bobagem da noite anterior:


-- Bem, melhor eu ir. Tá tarde já.


-- Verdade. Boa noite, Alice. E obrigada.


-- Pelo quê?


-- Pelo jantar, pela companhia...


-- Sendo assim, eu que agradeço.


Sorrimos juntas. Ela se aproximou mais. Era bem mais baixa do que eu, mas usava saltos enormes, por isso, a diferença de altura não parecia tão grande. O rosto dela foi chegando perto e eu comecei a ficar muito, mas muito nervosa. Algo que nunca havia me acontecido. Achei que fosse me beijar na boca, mas beijou meu rosto. Senti aquele cheiro delicioso e uma vontade sobrenatural de jogá-la para dentro do carro para poder aliviar toda aquela necessidade que eu estava sentindo de tê-la. Ela se afastou. Cheguei a sentir uma pontada no peito por causa disso. Olhou intensamente para mim mais uma vez, sorriu e falou:


-- Até amanhã, Alice. Boa noite.


Tudo o que consegui responder, em um tom quase inaudível, foi:


-- Boa noite.


E se foi. Só consegui entrar no carro depois de não conseguir mais vê-la.


“Cara, o que essa garota tá fazendo comigo?”


 


 

Notas finais:

Meninas, minha ideia essa semana foi presenteá-las com uma maratona de if(true){love} //O Código da Atração, masss… como tudo o que é bom dura pouco, as minhas férias acabaram e vou ter que voltar a trabalhar. Agora vou voltar aos capítulos semanais de novo, tá? Espero que tenham gostado do presente de ano novo.

 

Abraços!!!



Comentários


Nome: Val Maria (Assinado) · Data: 09/01/2018 02:48 · Para: Capitulo 12 - Just The Way You Are

Ola autora,tudo bem.

Olha que essa Alice ainda vai se dá mal com a essa garota apaixonada,ela não vai sair de cena assim,pois demonstrou gostar muito da Alice.

A Alice nunca se preocupou com o sentimento alheio, agora toda apaixonada vai sofrer um pouquinho.

Beijossss e ate mais.


Val Castro     



Nome: Lary_ferreira (Assinado) · Data: 09/01/2018 02:31 · Para: Capitulo 12 - Just The Way You Are
Com certeza essa é uma das melhores histórias que já li. Tão bacana esse teu jeito de escrever, é divertido e bem interessante autora...
Eu achei que a Gi faria algo bem louco com a Alice, ela realmente mereceu o jato vinho kkk. E a Isa parece bem mais soltinha.. HUMM eu cheguei a pensar que Isa roubaria um beijo de Alice e sairia correndo kkkkkk.

Parabéns pela história eu realmente já gosto muito. Pareço uma doida rindo sozinha.


Bjs

Resposta do autor:

Lary,

Fico muito lisonjeada e muito agradecida com os teus elogios. Obrigada mesmo, tá?

Sobre a Giselle, será que vai ficar só no jato de vinho mesmo? AInda tem muita água pra rolar.

A Isa tá se descobrindo e parece que está aceitando muito bem a nova condição dela, né? Bônus de ter raciocínio lógico.

kkkk Você fica rindo sozinha, é? Que bacana saber disso. Sinal que estou sendo acertiva no humor. Espero continuar te fazendo rir sozinha.

Abraços!!



Nome: mtereza (Assinado) · Data: 08/01/2018 11:03 · Para: Capitulo 12 - Just The Way You Are

Amei essa maratona pena que o que bom dura pouco no mais muito bom o capítulo apesar de se enrolar a Alice conseguiu pelo menos deixar as coisas mais claras entre elas e Isa e Alice passando cada vez mais tempo juntas e o envolvimento crescendo . Além do trabalho das caronas , lanche , saída com os amigos agora ano novo e a esperanda viagem ao Rio kkkkk elas não conseguem se largar



Resposta do autor:

Tereza, 

Tá gostoso esse climinha entre elas, não tá?

Já já eu posto o capítulo dessa semana. Hoje ainda. 

Espero que curta.

Abraços!



Nome: Tercgal (Assinado) · Data: 08/01/2018 03:01 · Para: Capitulo 12 - Just The Way You Are

Estou ficando apaixonada cada vez mais pela história, ansiosa para o próximo capítulo ????



Resposta do autor:

Tercgal,

 

Fico feliz. Daqui a pouquinho eu posto o capítulo 13.

Abraços!!!



Nome: Rapha (Assinado) · Data: 07/01/2018 18:24 · Para: Capitulo 12 - Just The Way You Are

Já vi o cap 12, já quero é o 13! ): 

 

beijo



Resposta do autor:

Opa... tá chegando!!!

Daqui a pouquinho.

Abraços!



Nome: Mille (Assinado) · Data: 06/01/2018 22:05 · Para: Capitulo 12 - Just The Way You Are

Amei a maratona 

Alice terminou  com cara nova, e tenho uma forte intuição que a Isa vai partir para cima da Alice que vai ficar presa com os 4 pneus ariados.  

Bjus e até o próximo capítulo 



Resposta do autor:

Mille, 

Amei escrever a maratona também. QUeria poder postar mais, mas infelizmente não vai dar.

Alice já tá apaixonada e nem percebeu. Quando notar, acho que vai entrar em parafuso.

Abraços!!!



Nome: Angel68 (Assinado) · Data: 06/01/2018 20:15 · Para: Capitulo 12 - Just The Way You Are

Fechamos a semana de Código com chave de ouro !! Foi demais....comentando o capítulo, a Giselle vai mostrar as garras logo, logo....as duas estão mais envolvidas do que se imaginam, já vão pra happy hour, viajar juntas, reveillon....tomara que no meio de todos esses eventos, aconteça o primeiro beijo....já tô sonhando com isso...



Resposta do autor:

Angel, 

Não é a toa que o apelido da Giselle é Demônia, né?

Pois bem, e essas duas já cheias de compromissos juntas? Realmente não vai ser fácil evitar esse primeiro beijo. Em qual dessas ocasiões será que vai acontecer?

Obrigada por estar acompanhando.

Abraços!!!



Nome: Flavia Rocha (Assinado) · Data: 06/01/2018 19:22 · Para: Capitulo 12 - Just The Way You Are

Essa Giselle é muito doida. Tô com o Pedro, acho que essa mulher ainda vai trazer problemas... Ri demais na hora que a Isa fez o pedido ao garson, ainda bem que ele lembrou de tudo né, coitado rsrs 

 



Resposta do autor:

Flávia,

Giselle é uma demônia. Pedro está certíssimo. Alice precisa prestar mais atenção nela.

A Isa é bem objetiva quando vai fazer algum pedido, né? kkkk Só que não.

Abraços!



Nome: naybs (Assinado) · Data: 06/01/2018 18:51 · Para: Capitulo 12 - Just The Way You Are

Primeiro, amo essa música s2

Segundo, fiquei até com dó da Giselle com dois éles no começo, mas depois ela mostrou as garrinhas dela. Vamos combinar que ela sabia aonde estava se metendo quando começou a se envolver com a Alice, né? Não foi enganada e não é nenhuma santa. ¬¬ Agora, pelas maldições que ela jogou para Alice, acho que vamos ter treta grande pela frente :O

Terceiro, o que são essas sensações e sentimemtos que essas duas estão sentindo? Armaria! Muito bom. Senti as mesmas coisas que elas sentiram quando eu li *.*

Quarto, a Isa está muito saliente, né? kkkk Estou achando que ela é que vai dar o primeiro passo.. Aiai A Alice está tão apaixonada que parece estar se desvinculando da cafajestisse dela ^^

E por último, estou amando essa atração forte que está envolvendo as duas.

Arrasou na escrita, Linier! 



Resposta do autor:

Nay,

Primeiro: tb amo essa música. Aliás, amo quase todas do Bruno Mars.

Segundo: GiseLLe não é flor que se cheire e mostrou que não é das pessoas mais estáveis. Será que isso vai prestar?

Terceiro: as sensações e os sentimentos também podem ser chamadas de paixão. A paixão é assim, quando chega, chega chegando mexxmo... arrebata. Tira o ar, o sono, o senso, o juízo... ah, mas é tão bom!!! Agora não sei como vai ser, pq as duas querem, mas as duas estão com medo. Isa pq tem o compromisso com o Lucas e Alice pq não quer se meter em mais presepada. Como será que isso vai se desenrolar, hein?

Quarto: A Isa é saliente... isso é verdade, mas são quase 30 anos de saliência incubada. Ela deve estar cheia de saliência pra dar à Alice. kkkkk A Alice nem percebeu, mas tá apaixonadassaaaaaaaaaa.... acho que vai entrar em parafuso quando notar.

Quinto; essa atração é muito gostosa mexxmo... quando acontecer... acho que vai pegar fogo, vai arrebatar.

Sexto: Obrigada pelo elogio, mais uma vez. <3

Sétimo: não tem sétimo... era só isso. kkkkk

Abraços!



Nome: NovaAqui (Assinado) · Data: 06/01/2018 18:05 · Para: Capitulo 12 - Just The Way You Are

A Demônia vai te ferrar, Alice. Acho bom fazer tudo que o Pedro falou. 

Ano Novo delas vai ser interessante

Abraços fraternos procê!



Resposta do autor:

Oiii...

A Demônia não vai aceitar tao facil esse fora, não acha? O que será que ela vai aprontar, hein?

E esse reveillon das duas? Promeeeeete....

Abraços e até o cap. 13.



Nome: patty-321 (Assinado) · Data: 06/01/2018 17:29 · Para: Capitulo 12 - Just The Way You Are

Maravilhoso presente. Esse lance delas ta muito interessante. Qye atração hem? E a demonia foi foda. Ameaças veladas, Pedro tem razão e a Alice precisa se cuidar. Bon fds.



Resposta do autor:

Patty, 

Acho que a Demônia não vai superar tão fácil esse fora. Concorda?

Alice deveria mesmo dar mais ouvidos ao Pedro.

Abraços e até o cap 13.



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