Sunshine: esperança. por femarques


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CAPÍTULO 8:

SCOUTT

Jeremy não parava de me enviar mensagens pedindo desculpa e explicando a insistência de Mea para não me contar nada. A teimosia dela eu conhecia bem, mas não eliminava o fato de Jeremy ser meu amigo há mais tempo. Sim, fiquei magoada com ele. Com todo o universo conspirando contra mim ficava difícil lidar com a resistência de Mea.

            Era sábado de manhã e eu havia acabado de arrumar a mala para voltar para Seattle, com o coração apertado de deixar Mea aqui e sem ter conseguido avançar muito com ela. Estava vestindo uma calça de moletom não muito grossa e uma camiseta branca, com o cabelo despenteado e comprido demais para o meu gosto, bem abaixo dos meus ombros. Ia trocar de roupa para sair comprar algo para comer quando a campainha tocou.

            Assim que abri a porta, Stella com seus longos e cacheado cabelos negros, um sorriso enorme estampado em sua face me cumprimentou com um aceno de cabeça e entrou, carregando consigo uma sacola.

            “Bom dia para você também, Stella.”

            “Consegui uma horinha do bar e vim me despedir de você.”

            Dei risada e apontei o sofá para ela, indicando-a onde se sentar, o que ela ignorou. “Eu vou voltar, calma, não vai nem dar tempo de sentir saudade.”

            “Scoutt, vim repetir a dose daquele dia.”

            Olhei para Stella, suas pernas compridas e coxas grossas eram um convite para repetir a tal dose, não fosse minha falta de capacidade de pensar em qualquer outra coisa a não ser Mea.

            “Scoutt, por favor, não faz essa cara.”

            “Parece que estou usando você. Não consigo fazer isso agora, tudo bem? Não quero contato emocional dessa forma.”

            “Faça como fizemos naquele dia e não tem problema.” Ela terminou de falar e tirou da sacola seu dildo enorme, preso a uma cinta preta de couro. “Veste aí.”

            No dia em que Stella subiu comigo até o quarto de hotel e tentou ir para comigo, depois que recusei usar meus dedos para tocar nela, fui apresentada a seu dildo, que Stella desceu correndo para buscar no quartinho no fundo do bar em que ela dormia.

            Respirei fundo e peguei a cinta da mão dela, começando a vestir por cima da minha roupa. “Não vou tirar a roupa, não consigo me concentrar nisso. Mas você fica me pedindo mesmo sabendo das condições...”

            “Scoutt, relaxa. Mea está por aí transando com alguém e você aqui, sofrendo.”

            Olhei feio para ela, sentindo minha pele queimar de raiva e me aproximei. Por mais que eu soubesse do namorinho de Mea evitava pensar em cenas como aquela.

            “Não tente me tocar.” Rosnei para ela e a joguei sofá, fazendo-a cair de joelhos e de costas para mim.

            Enquanto eu terminava de arrumar a cinta, Stella abaixava sua calça. “Adoro essa sua agressividade.”

            “Não sou agressiva, só não quero tirar a roupa.”

            “E nem me chupar ou me beijar, só quer me comer.”

            Revirei os olhos para a indireta dela e me aproximei mais dela. “Você já sabia dos termos quando apareceu aqui me pedindo por isso agora.”

            “Ai, tá bom. Anda logo.”

            “Já está pronta?”

            “Com certeza.” Stella respondeu soltando uma risada alta e cheia de malícia.

            Posicionei o brinquedo dela e a penetrei devagar, fazendo-a gemer e resmungar ao mesmo tempo, pedindo por mais. Segurei com as mãos em seu quadril com força e fiz o que tinha de ser feito, enquanto os gemidos altos dela ecoavam em meu ouvido, me fazendo fechar os olhos e pressionar as pálpebras. Eu gostava de ver e de ouvir o que fazia com ela, mas meu corpo não conseguia se concentrar e entender que não poderia ter Mea naquele momento.       

            “Acho que vou cortar o cabelo.” Sussurrei com a respiração ofegante.

            Ela soltou uma gargalhada alta e negou com a cabeça. “Dá para fingir que está curtindo o momento? Não corte curto demais.”

            Stella não demorou para ter um orgasmo e se jogar no sofá, com seu corpo suado e com a respiração irregular. Tirei a cinta e coloquei de volta na sacola dela, me sentando ao seu lado.

            “Foi bom te conhecer.” Disse olhando em seus olhos e abri um sorriso.

            “Também gostei de te conhecer, mas você tem sérios problemas com essa Mea.”

            Comecei a rir e dei um tapa fraco em sua coxa. “Deixa de chatice.”

            “Vou trabalhar agora, desce no bar quando estiver indo embora, quero te dar tchau de verdade.”

            Ainda rindo concordei com ela e me levantei, deixando-a sozinha para se vestir e ir embora.

            Tomei um banho e troquei de roupa, pronta para ir ao aeroporto dentro de duas horas. Quando voltei para a sala, Stella já não estava mais ali, como da primeira vez. Desde que fiz a merda de tirar Mea da minha vida, não tinha relações com ninguém, e agora que tive a oportunidade com a garota do bar que era bastante gostosa, não conseguia me desprender dela, tirar ela da minha cabeça. Até quando Stella gemia, eu pensava nos gemidos de Mea. É como se uma droga tomasse conta de meu corpo.

            Decidi comer no bar, mesmo que suas porções não fossem tão gostosas, mas ao menos era barato e não precisaria me descolocar muito do hotel.         

            Meu celular tocou e um número desconhecido iluminou a tela. Segurando o celular entre a orelha e o ombro enquanto recolhia os últimos itens que sobraram para fora da mala, atendi.

            “Pois não?”

            “Quanta educação, Scoutt.”

            Parei no meio da sala e soltei as coisas no sofá, pegando o celular com a mão e o arrumando na orelha. “Oi, Tina. Tudo bem? Aconteceu alguma coisa?”           

            “Tudo bem e você? Não aconteceu nada, fica tranquila.”

            “Estou bem, só correndo para arrumar a mala, volto para Seattle hoje.”

            “Queria saber se você quer sair para beber algo, mas se está indo embora...”

            “Olha, tenho quarenta minutos para comer algo em um bar aqui do lado do hotel, se quiser me encontrar aqui...”

            “Tudo bem, logo estarei aí.”

            Desliguei o celular e com tudo enfiado na mala de qualquer jeito, desci de elevador até o bar. Por sorte minha mala não era grande e podia puxá-la enquanto segurava a outra mochila no ombro.

            “Já vai embora?” Stella perguntou logo que entrei.

            “Vim comer, me vê uma porção de batatas e uma água, por favor.”

            “Como você é educada.”

            “Não sei porque ficam me falando isso.” Resmunguei.

            Fui até uma mesa perto da porta e me sentei, colocando as malas de lado.

            Stella gritou para alguém do outro lado de uma minúscula abertura, coberta por vidro sujo e embaçado, pedindo minha porção de fritas. Nada elegante.

            “Não quer ficar perto de mim?”

            Olhei para ela e sorri. “Estou esperando uma amiga.”

            “É a Mea?”

            “Não, Stella. Mea é ruiva, já te mostrei uma foto, essa garota que estou esperando é só uma amiga.”

            “Não precisa falar comigo como se eu fosse criança.”

            Stella cruzou os braços e tentou permanecer com o cenho franzido, demonstrando sua falsa irritação.

            “É para você entender melhor.”

            Demos risada e ficamos conversando até que minha porção ficou pronta e Stella trouxe para mim. Já estava comendo quando Tina chegou e me achou sem dificuldade, andando até minha mesa e se sentando de frente para mim. Ela colocou a bolsa em um canto em cima da mesa e sorriu. Fiz o mesmo, mostrando a ela de propósito a batata que eu mastigava.

            “Nojenta.” Tina resmungou torcendo o nariz.

            Engoli o que mastigava e dei risada. “Oi, Tina. Está servida?”

            Ela olhou para o prato de porção e torceu o nariz de novo, fazendo um biquinho engraçado com os lábios.

            “Eu sei, tem muito óleo aqui, mas é gostosa.”

            Ela negou com a cabeça e suspirou.

            “Você volta para Chicago quando estivermos com o esqueleto do projeto de ação pronto?”

            Arqueei uma sobracelha para ela e joguei outra batata na boca. “Você sabe que sim.” Terminei de mastigar e engolir para voltar a falar. “Eu volto em breve, mas isso você sabe. Porque quis se encontrar comigo? A Mea mandou?”

            Tina soltou uma risada breve. “Sempre direta. Mea não sabe que estou aqui.”

            “E depois querem que eu acredite que vocês sabem o que é melhor para ela.” Revirei os olhos e suspirei. Outra batata foi jogada em minha boca. Olhei para o balcão e vi Stella debruçada, me observando com atenção.

            “O que você tem com a garota do bar?” Tina perguntou baixinho.

            Arregalei os olhos para ela e fiquei a encarando por um momento. “Como você sabe da garota do bar?”

            “Ela não para de olhar.”

            “Só por isso está perguntando?”

            “Claro, Scoutt. Só isso.”

            “Bom, não tenho nada. Somos amigas.”

            Tina ficou em silêncio e olhou para suas próprias mãos, encarando-as como se tentasse recordar alguma coisa ou acreditar em mim.

            “O que mais quer me falar?”

            “Ela recebeu seu cartão com as flores, Scoutt. Ela namora e está tentando esquecer tudo o que você disse para ela...”

            Espalmei a mão em sua frente e balancei de um lado para o outro. “Estou cansada de ouvir isso, tudo bem? Ninguém se quer pensa no que eu passei e em como eu gostaria que ela soubesse, que muito provavelmente não seria daquele jeito terrível. Eu me assustei, me fechei! Eu amo a Mea, Tina. E doeu demais pensar que o modo como ela me tratava poderia mudar agora que sabia do meu passado, foi horrível. E então eu agi como estou acostumada, me fechei e fui uma babaca para afastar ela de mim. Me arrependi tarde demais, ela já estava em Chicago. Eu já sei que ela quer esquecer que eu existo e que a culpa é minha, mas não preciso de você aqui para me dizer isso.”

            “Scoutt, eu vim aqui dizer que apesar dela querer te esquecer, ela não consegue. Eu sei o quanto ela ainda sofre e piora a situação com esse namoro dela. Ela está se enganando e ter você tão perto dela está acabando com ela.”

            “E o que você quer que eu faça? Estou tentando reconquistar a Mea, mas está difícil.”

            “Eu quero te ajudar, Scoutt, mas preciso saber que você não vai magoar ela de novo. Então vamos com calma, tudo bem?”

            Abri um sorriso largo e peguei uma batata frita e levei até a boca de Tina, passando nela e deixando-a com os lábios brilhando pela gordura. “Come uma para comemorarmos.”

            Eu ria alto e ela também. Levei um tapa na mão para afastar a batata da boca dela e então a joguei em minha boca, mastigando devagar enquanto sorria sem mostrar os dentes.

            “Eu sei que você a ama e ela ainda te ama, mas vamos com calma.”

            “Obrigada, Tina. De verdade.”

            “De nada, Scoutt. Fica me devendo essa.” Ela piscou para mim e se levantou. “Preciso ir agora e você tem um avião para pegar.”

            Me despedi dela, dando-lhe um abraço apertado que até a assustou, e quando ela se foi, terminei de comer sozinha e apressada, imaginando se meu futuro com Mea estava mais próximo do que achei.

            Me despedi de Stella com um abraço e beijei sua testa franzida. “Não fique emburrada, nunca te prometi nada e sempre falei de Mea. Você merece alguém que curta te comer com seu brinquedo enorme.”

            Ela deu risada e socou meu ombro, como de costume. “Babaca. Não demora para voltar.”

 

            E com o melhor acontecimento da semana peguei meu voo de volta para Seatte. Seria uma tortura ficar lá, tão longe de Mea agora que eu sabia onde encontrá-la. Ao mesmo tempo que tudo conspirava contra nós, o destino sempre dava um jeito de nos aproximar. Minha vida ficou sem sentido durante todo esse tempo que vivi o término como se estivesse revivendo-o todos os dias, com a ferida da culpa aberta no peito e a saudade esmagadora dela, do seu sorriso, da sua risada de criança, de seu corpo maravilhoso que nem precisava de muito para me enlouquecer, dos seus olhos azuis que eram capazes de entrar em minha mente. Cansei de levar minha vida me escondendo, me perdendo das pessoas que me amam. Não ia desperdiçar essa chance agora, nem que eu tivesse que fugir desse planeta com Mea.

Nome: gleice (Assinado) · Data: 21/12/2015 01:42 · Para: Capitulo 8

Aiiiiin que declaração final lindaaa 😍😍😍

como sempre amo essa história...bom saber que Tina será uma aliada de Scoutt!!!

tudo maravilhoso Feh, assim como a 1º T

😘😘😘😘😘



Resposta do autor em 11/03/2016:

Tina acabou indo para o lado de Scoutt...afinal, quem ainda não sabe que Mea e Scoutt se amam? 

Obrigada!!! Espero que continue gostando. Obrigada por ler, beijos!



Nome: gleice (Assinado) · Data: 21/12/2015 01:40 · Para: Capitulo 8

Aiiiiin que declaração final lindaaa 😍😍😍

como sempre amo essa história...bom saber que Tina será uma aliada de Scoutt!!!

tudo maravilhoso Feh, assim como a 1º T

😘😘😘😘😘



Nome: gleice (Assinado) · Data: 21/12/2015 01:40 · Para: Capitulo 8

Aiiiiin que declaração final lindaaa 😍😍😍

como sempre amo essa história...bom saber que Tina será uma aliada de Scoutt!!!

tudo maravilhoso Feh, assim como a 1º T

😘😘😘😘😘



Nome: gleice (Assinado) · Data: 21/12/2015 01:39 · Para: Capitulo 8

Aiiiiin que declaração final lindaaa 😍😍😍

como sempre amo essa história...bom saber que Tina será uma aliada de Scoutt!!!

tudo maravilhoso Feh, assim como a 1º T

😘😘😘😘😘



Nome: Ana Maria (Assinado) · Data: 18/12/2015 23:14 · Para: Capitulo 8

Substituido o comentário anterior por este bem reflexivo.



Nome: jake (Assinado) · Data: 17/12/2015 09:37 · Para: Capitulo 8

GOSTANDO DESSA DETERMINAÇAO DA SCOUT EM RECONQUISTAR SEU AMOR..FEH NAO DEMORA...POR FAVOR...



Resposta do autor em 11/03/2016:

Não demoro, não. 

Logo Scoutt vai se dar bem.

Beijos, obrigada por ler!



Nome: gleice (Assinado) · Data: 16/12/2015 15:15 · Para: Capitulo 8

Aiiiiin que declaração final lindaaa 😍😍😍

como sempre amo essa história...bom saber que Tina será uma aliada de Scoutt!!!

tudo maravilhoso Feh, assim como a 1º T

😘😘😘😘😘



Nome: Mika (Assinado) · Data: 15/12/2015 23:09 · Para: Capitulo 8

Agora vaiii...

 

Até que fim, alguém percebeu que Scoutt ama Mea de verdade! Já sou fan de Tina! Hahaha

 

#foraAllegra

 

😜



Resposta do autor em 11/03/2016:

Todos já sabem, o problema é a intromissão...

Coitada de Allegra!


Obrigada por ler, beijos!



Nome: Ada M Melo (Assinado) · Data: 15/12/2015 21:51 · Para: Capitulo 8

é mas Mea depois que viu a Scoutt com moça do bar ficou mas arredia ainda...



Resposta do autor em 11/03/2016:

Mea não quer, mas não larga o osso. 

Beijos!



Nome: Taciele (Assinado) · Data: 15/12/2015 21:12 · Para: Capitulo 8

Muito bom bem melhor que qualquer novela da globo.

#ForaAllegra.



Resposta do autor em 11/03/2016:

Acho que é um elogio ser melhor que novela, né? Posso começar a escrever roteiros, então?

Obrigada por ler, beijos!



Nome: Ana Maria (Assinado) · Data: 15/12/2015 18:44 · Para: Capitulo 8

Sintonia então, e nem é perfume da Natura.



Nome: Ana Maria (Assinado) · Data: 15/12/2015 17:20 · Para: Capitulo 8

Não assisto novela, mas surda seria se não ouvisse a maravilhosa Alcione esgoelando Juízo Final a cada passada pela Globo e a letra cai como uma luva mas  com o lubrificante não usado pela interessantíssima Stella... “o sol há de brilhar mais uma vez, a luz há de chegar aos corações, do mal será quebrada a semente, e o amor será eterno novamente...’, eita, como isso é bom. Estava te esperando!



Resposta do autor em 15/12/2015:

E eu esperando seus comentários! :)

 



Nome: patty-321 (Assinado) · Data: 15/12/2015 17:19 · Para: Capitulo 8
gostando dessa determinação da scout. tina foi se certificar q ela nao têm nada c a bargirl.

Resposta do autor em 11/03/2016:

Tina foi sondar o território para Mea, e Scoutt continua na luta!



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