Última noite de amor por Vandinha


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Última Noite de Amor -- Capítulo 8

 

Angola.

 

Malú entrou no quarto correndo. Isabel deu um pulo e colocou a mão sobre o peito.

-- Sua maluca. Assim você vai me matar do coração.

-- Vai ser hoje Isa.... Vai ter que ser hoje, não tem jeito.

-- Mas assim tão rápido? -- Isa estava nervosa e com medo.

Fugir daquele lugar era tudo o que mais queria, porem sabia dos riscos pelo qual iria passar. Só de pensar nisso suas pernas chegavam a tremer e seu estômago embrulhar.

-- Vemba acabou de sair e só voltará amanhã à noite. Por isso teremos que agir o mais rápido possível.

Malú levantou a blusa e tirou um envelope grosso que estava preso na cintura da calça.

-- Aqui dentro desse envelope estão minhas economias e de outras meninas -- sentou na cama e puxou Isabel para sentar ao seu lado.

-- Elas não deviam ter feito isso, Malú. Esse dinheiro vai fazer muita falta a elas.

-- Você vai precisar mais do que nós -- a mulata abriu o envelope, retirou um pedaço de papel e entregou para Isabel -- Assim que estiver fora daqui, pegue um táxi e vá até esse endereço. Você será recebida por um homem mal-encarado -- sorriu com a expressão de desespero que Isabel fez -- Não tenha medo, ele é feio, mas é confiável.

-- Em que esse homem vai me ajudar? -- perguntou olhando para o papel que estava em sua mão.

-- Ele vai te arranjar um passaporte novo e te esconder até você conseguir um voo de volta para o Brasil.

-- Ouvindo você falar parece que tudo será tão fácil.

Malú deu a sua tradicional gargalhada e se jogou de costas no colchão.

-- Não se iluda meu bem. As coisas nem sempre são como parecem.

 

Em uma relojoaria no centro do Rio.

 

-- O que você acha dessa, Alex? -- Giovana entregou o estojo com as alianças e ficou aguardando a opinião da amiga.

Alex segurou o estojo e avaliou atenciosamente as alianças.

Delicadamente feita em ouro, a aliança possuía relevo na parte central e frisos laterais. A joia continha 13 pedras, que variavam entre zircônias e diamantes de 1mm, que estavam localizadas ligando os frisos ao centro do relevo. O acabamento do par de anéis era polido e reto, com formato interno anatômico.

-- Apesar de achar que a Janaína ficaria feliz até com uma argola no dedo... achei as alianças lindas. Realmente maravilhosas.

Giovana sorriu satisfeita e entregou o estojo para a vendedora.

-- Vou levar essa. Não precisa embrulhar.

-- Bela escolha. Queiram aguardar um instante, por favor -- A moça afastou-se deixando Giovana com um sorriso bobo nos lábios.

-- Faz um favor para mim. Leva as alianças contigo e me entrega a noite? Estou indo até a boate da Barra, não quero andar por aí com algo tão valioso.

-- Claro Gi. Não esquece do champanhe. Mulheres adoram esses mimos. Vai por mim.

-- Vou seguir o seu conselho, Alex -- o seu rosto se abriu num sorriso largo, calmo e gentil, demonstrando toda felicidade e amor que sentia por Janaína.

 

 

Mais tarde no Leblon.

 

Alexandra entrou na cozinha em completo silencio. Pé por pé e nas pontas dos pés para não fazer barulho e chamar a atenção de Janaína, que estava concentrada lendo um livro da faculdade.

-- Boom! -- Berrou próxima ao ouvido da garota, que deu um pulo e ficou de pé.

-- Sua maluca -- saiu correndo atrás de Alexandra até a sala -- Quero te bater tanto.

Alexandra corria ao redor dos móveis e ria ao mesmo tempo. Janaína contagiada, ria também.

Depois de algum tempo, não aguentando mais o cansaço se jogaram no sofá quase chorando de tanto rir.

-- Sua palhaça! Você falou que só voltaria para casa à noite.

-- Mudei de ideia, minha gostosa -- deitou por cima da garota e a prendeu com o corpo -- Deixa eu passar a mão nesses seus seios gostosos -- colocou uma das mãos por baixo da blusa da garota.

-- Só se for a força -- falou sensualmente entre os lábios da patroa.

-- Humm, que delícia! -- Alexandra acariciou a barriga dela e deslizou sua mão para o quadril puxando-a lentamente pra baixo. Quando ela começava a colocar a mão por baixo do sutiã, Janaína foi mais rápida e a empurrou para o chão.

-- KKKK... -- Janaína ria muito, não conseguindo mais parar, descontrolada.

Alexandra estava com cara de brava, mas não pode segurar o riso.

Janaína parava aos poucos de rir, segurava a barriga, como se ela doesse de tanto que tinha rido.

-- Confessa que ficou louquinha de tesão -- Alexandra fazia caretas de dor e passava a mão nas costas.

-- Fiquei toda molhadinha... de tanto rir -- secou os olhos.

Janaína estendeu a mão para Alexandra levantar.

-- Trouxe alguma coisa para a gente comer, dona irresistível?

-- Comida francesa, mais precisamente, Blanquette de veau -- falou com um biquinho fofo que fez Janaína rir novamente.

 

*A blanquette de veau é um prato de carne de vitela, cenouras e manteiga. A palavra "blanquette" vem do fato que o molho do guisado é branco. Todas as carnes são brancas (galinha, coelho, porco), o carneiro também pode se preparar em "blanquette" embora os vitelos é o processador de referência.

 

Almoçaram entre risos e brincadeiras. Em um clima de profunda amizade. Assim que terminaram Alexandra se levantou e colocou o prato na pia.

-- Jana, a minha jaqueta está molhada e eu deixei ela em cima da poltrona -- coçou a cabeça sem jeito.

-- Ai... ai... ai... -- brincou -- Pode deixar, eu já vejo isso.

-- Obrigada.

Assim que Alexandra foi para o quarto, Janaína foi até a sala, pegou a jaqueta da patroa e levou para secar.

Enfiou a mão pelos bolsos como fazia sempre, pois Alexandra sempre esquecia alguma coisa neles, e encontrou uma caixinha.

Olhou para os lados certificando-se de que ela não estava por perto e abriu o estojo.

-- Um par de aliança? - Colocou a mão sobre a boca admirada - Eu não acredito...

-- Em que você não acredita, Jana?

A moça deu um pulo e derrubou o estojo no chão.

Alexandra engoliu em seco. Enquanto abaixava-se para pegar a caixa, pensava em como se sairia dessa.

-- Você vai noivar Alex? Com quem? Não me diga que é com aquela loira grude? - Janaína desesperou-se. Odiava aquela mulher arrogante e falsa, que com certeza iria transformar a sua vida um inferno naquela casa.

Alexandra resolveu dar pilha a imaginação de Janaína.

-- Ela pode ser grude, chata, melosa, mas é muito boa de cama - sorriu divertida - Será uma ótima esposa - estava gargalhando por dentro.

-- Eu já vi você fazer centenas de burradas por causa dessa sua índole safada, mas essa foi demais, Alex.

Janaína saiu do local muito irritada e batendo a porta. Alexandra já estava acostumada com essas atitudes típicas de irmã protetora. No lugar dela teria tido a mesma reação, afinal eram apenas as duas e uma sempre cuidava da outra.

 

 

Angola.

 

Por volta das oito horas, Malú entrou agitada no quarto de Isabel.

-- Está pronta, Isa?

-- Acho que não, mas mesmo assim vou prosseguir - esfregava as mãos nervosamente.

-- Agora não tem mais volta - sorriu - Fica na escada. Quando perceber o momento certo, corra. Mas corra muito. Lá fora, na próxima esquina haverá um taxi te esperando.

Malú se aproximou de Isabel e pegou em suas mãos.

-- Isa, nunca esqueça de nós. Nunca esqueça que estaremos te esperando nos buscar. Mesmo que isso leve anos. Estaremos te esperando.

-- Eu juro Malú, que não descansarei um minuto em minha vida enquanto não vier buscar vocês. Eu juro - apertou a mão da mulata com mais força.

-- Então... que comece a festa...

 

 

Na boate.

 

-- Você é uma irresponsável, Alex - Giovana descarregava toda a sua indignação sobre Alexandra - Mas a culpa foi minha, confiar nessa sua cabeça de vento.

-- Calma Gi. Eu já consertei a minha falha - falava tranquilamente - Ela acreditou que as alianças eram minhas.

-- Mesmo assim. Agora ela já viu, perdeu a graça.

-- Como você é dramática! - Bateu com a mão em um joelho e levantou - Está na hora. Vamos?

-- Tem certeza que essa é a atitude mais correta, Alex? Não é perigoso se meter com essa gente?

-- Nós só vamos dar um flagra no casalzinho de golpistas. Só isso, é bate e volta. Vamos de moto para sermos mais rápidas. Depois te trago aqui, você pega o carro e vai atrás da sua felicidade. Combinado?

-- Se é assim...

Logo que as duas saíram do escritório se encontraram com Valéria que vinha do bar.

-- Alexandra - chamou e deu uma corridinha até ela - Preciso muito falar com você.

-- Agora não vai dar, Valéria. Estou indo ao meu noivado - mostrou as alianças e abriu um sorriso debochado.

-- Noivado? - Valéria não sabia o que pensar.

-- É isso aí, meu noivado - deu alguns passos e se virou - Valéria você poderia nos emprestar um violino e um violão?

A garota achou estranho o pedido, mas concordou de imediato.

-- Claro, Alex - a cantora foi até o palco, pegou os dois instrumentos e levou até Alexandra.

-- Aqui está.

-- Obrigada Valéria - sorriu de canto olhando para os instrumentos e fazendo uma careta. Mal sabia tocar uma nota -- Mais tarde conversamos. Também tenho algo muito importante para conversar com você - finalizou a conversa.

E as duas seguiram caminhando com os instrumentos na mão em direção a ampla porta de saída da boate.

Valéria as observou até que saíram do seu campo de visão. Seus pensamentos estavam confusos. O que estava acontecendo? Será que Alexandra havia caído na armadilha da irmã? Era isso que ela queria falar para Alexandra. Não achava justo esconder as falcatruas de Valentina e Heitor. Mesmo ela sendo sua irmã não podia ser condizente com as suas armações criminosas.

Mas agora não havia outro jeito se não esperar Alexandra voltar e abrir todo o jogo com ela. Estava decidido.

 

 

Angola

 

Isabel desceu as escadas e a meio dos degraus verificou que algo de incomum estava acontecendo lá no salão. Ouviu uma das meninas gritar para outra:

-- Sua piranha!!! Vai arrumar outro homem para você...

-- Sua vagabunda!!! Eu cheguei primeiro...

-- Parem com isso - ouviu Malú gritar.

-- Não grita comigo... seu bucho...

Depois disso somente o que se ouvia eram tapas, socos, pontapés e gritos. Muitos gritos. Isabel desceu cuidadosamente mais alguns degraus.

Ao chegar lá embaixo, Isabel ficou parada por instantes, tentando acostumar a vista ao lugar escuro. Ela esticou o braço, agarrando-se ao corrimão, descendo os dois últimos degraus da escada.

O salão havia se transformado em um verdadeiro campo de batalha. Uma coisa infernal... gritos, mesas caindo, garrafas, copos e cadeiras voando dum lado para outro... Era o momento...

Isabel iniciou uma corrida alucinada em direção a saída do bordel. Coisas voavam ao seu redor acompanhados de puxões em sua roupa, tapas na cabeça e rasteiras. Defendia-se com os braços e com as pernas. Tinha apenas um objetivo, o qual defenderia com unhas e dentes: O de chegar até a porta.

Quando enfim conseguiu alcançar a liberdade da rua, sua roupa estava em farrapos.

 

 

Rio de Janeiro

 

Um senhor de aproximadamente sessenta anos foi quem atendeu Alexandra e Giovana na portaria do prédio.

-- Fomos contratadas para fazer uma surpresa para a dona Valentina - Alexandra falou levantando o violino até o ombro.

-- É o aniversário dela - Giovana passou os dedos pelas cordas do violão, fazendo um som horrível.

Alexandra colocou a mão sobre as cordas do violão, impedindo que ela continuasse.

-- Não faça isso. Podemos estragar a surpresa - fez uma careta e revirou os olhos.

O homem as olhou de alto a baixo e coçou a cabeça demonstrando receio em permitir a entrada delas.

-- Sei não... o seu Heitor é meio casca grossa...

-- Hiiii... foi ele quem contratou a gente, pense bem... - Alexandra ameaçou ir embora.

-- Esperem... se é assim... podem entrar - enfim o porteiro permitiu.

 

 

Angola

Isabel corria e olhava para trás. Já havia abandonado as sandálias pelo caminho. Suas pernas não acompanhavam o cérebro e volta e meia fraquejavam.

Ouviu dois berros que encheram a rua deserta e lhe causaram sensações completamente distintas.

O primeiro causou um terror que a fez tremer dos pés à cabeça:

-- Pare aí, sua vagabunda! - Dois capangas de Vemba corriam rua abaixo com passadas largas em sua direção - Pare ou atiramos.

O outro berro acendeu nela a luz da esperança.

-- Corre, corre, você consegue! - O taxista berrava enquanto abria a porta do carro para ela praticamente se jogar para dentro.

No meio de uma chuva de balas, o motorista engrenou a primeira, acelerou fazendo o motor do carro roncar e arrancou. Engrenou rápido a segunda e acelerou, fazendo o carro se precipitar, com os pneus cantando, em direção à rodovia.

 -- Você tem o endereço para onde devo te levar? - O motorista perguntou assim que alcançaram a rodovia.

Isabel pendeu a cabeça para trás e buscou folego. As luzes dos postes e das casas passavam rápidas pela janela do carro a deixando nauseada.

-- Sim... tenho - retirou do bolso o pedaço de papel que Malú havia lhe dado e entregou para o homem.

-- Tudo bem. Agora respira fundo e relaxa. Isso foi só o começo - ele deu uma gargalhada como se estivesse adorando a aventura, e voltou a concentrar-se na estrada.

 

 

Rio de Janeiro.

 

Alexandra e Giovana estavam paradas diante da porta do apartamento de Valentina.

-- Então... vai apertar a campainha ou não? Tenho uma gata para pedir em casamento ainda hoje. Esqueceu?

-- Não. Não esqueci - Alexandra puxou o boné para baixo cobrindo parcialmente o rosto e finalmente apertou a campainha, passando um olhar de desespero para Giovana - Agora não tem mais volta.

Depois de alguns instantes a porta foi aberta por Heitor.

Sem esperar convite Alexandra forçou passagem e entrou no apartamento, sendo seguida por Giovana.

Heitor ameaçou usar de força, mas Alexandra o cortou com um berro.

-- Não ouse mover-se... - Caminhou decidida até o meio da sala, mantendo sempre a pose de poderosa - Aonde está a sua esposa?

-- Como ousa? Quem você pensa que é para entrar desse jeito em meu apartamento? - Heitor quase cuspiu as palavras.

-- Eu não penso... - retirou o boné - Não está me reconhecendo? Sou o sonho de conquista de vocês: Alexandra Girani.

Heitor chegou ao ponto de mudar de figura: corou, empalideceu, e por fim manifestou um nobre acesso de indignação.

-- Que cabeça a minha... desculpe-me, por favor - sorriu amarelo - Minha irmã está lá no quarto.

Alexandra e Giovana deram uma gargalhada.

-- Caramba. Ele é bom mesmo né Alex? - Giovana jogou o violão no sofá e fez o mesmo com o violino que estava na mão de Alexandra - Não precisa mais encenar, seu Heitor. A Alexandra já sabe mais da vida de vocês, que a Policia Federal.

Valentina entrou de repente na sala, sem perceber a presença das duas.

-- Quem era querido... - parou completamente atônita quando as viu -- Alexandra?

-- Ela me reconheceu de cara, Heitor - riu debochada - Aliás a gente se conhece bem demais, né Valentina? Eu já fiz de tudo com a sua mulher Heitor. Coisas que você nem pode imaginar - provocou.

-- Sua sapatona nojenta - berrou.

Alexandra colocou as duas mãos nos bolsos e caminhou até a porta. Quando se virou para encara-los novamente tinha um sorriso debochado e irritante nos lábios.

-- Enquanto você estiver sendo comido de todas as formas na cadeia, ser transformado na menininha dos poderosos de lá e pegando todo tipo de doença. Essa sapatona nojenta aqui, vai estar pegando as garotas mais lindas e gostosas dessa cidade. Eu tenho grana e poder, cara, enquanto você... você é simplesmente um rato de esgoto.

Alexandra deu mais uma olhada para Valentina, que permanecia calada e assustada com o verde musgo forte dos olhos da empresária.

-- Você também gostosona, vai fazer a alegria das meninas do presidio feminino. Pega os instrumentos Gi e vamos tocar em outra freguesia. A festa aqui acabou.

 

As duas garotas saíram do apartamento batendo a porta atrás delas.

-- E agora Heitor? - Valentina andava em círculos pela sala - Ela vai nos entregar a polícia.

Heitor estava tão nervoso que sentia os punhos se fechando ... chegava a pingar de suor.

-- Que mulher desgraçada!!! Isso não vai ficar assim - correu até o quarto e voltou com uma pistola na mão - Ela não sabe com quem se meteu.

-- O que você vai fazer?

-- Vamos atrás delas.... Não podemos deixa-las irem até a delegacia. Se Alexandra nos denunciar, passaremos os últimos dias de nossas vidas na cadeia. Lembra do velhão que eliminamos em Curitiba?

 

 

-- Gostei de ver, Alex. Simples e objetiva.

-- Tenho uma apresentação de gala e você comenta com um: Simples e objetiva.

-- Você gosta de aplausos, não é mesmo?

-- Digamos que sou exibida.

Risos.

-- Agora coloca esse capacete aí e vamos embora desse antro de criminosos.

-- A gente devia ter deixado esses instrumentos no apartamento. Eles atrapalham demais.

-- Não esquenta, vou só no quarentinha. Vai dar tempo de sobra. A Valéria pode estar precisando deles, por isso preferi trazer.  

Giovana assentiu, Alexandra ligou a moto e partiu guiando bem devagar.

 

 

Heitor dirigia o carro em alta velocidade com destino a boate do Leblon.

-- Vai ser difícil alcançarmos elas, Heitor. De moto é bem mais rápido.

-- Segundo o pamonha do porteiro, elas saíram bem devagar por causa dos instrumentos. Com o transito tranquilo como está, chegaremos na frente delas.

Minutos depois o carro de Heitor parava em uma esquina próximo a boate.

-- Tem certeza que esse é o único caminho?

-- Absoluta. As outras ruas são contramão - Valentina olhava fixamente na direção de onde possivelmente Alexandra viria - Que demora.

-- Calma, elas estavam bem devagar...

Valentina arregalou os olhos.

-- Uma moto... Heitor.

-- Só pode ser ela - ligou o carro e partiu como louco para cima delas.

Assim que Alexandra percebeu o carro em alta velocidade indo em sua direção, tentou desviar, mas não conseguiu e foi atingida em cheio pelo carro. As duas foram arremessadas para o alto e deslizaram pelo asfalto até parar debaixo de outro carro que estava estacionado.

Alexandra com muito esforço conseguiu levantar a cabeça e ver a amiga caída próxima a ela. Arrastou-se, sentindo tanta dor que não conseguia identificar ao certo o local que doía mais.

-- Gi - chamou pela amiga que sangrava muito pela boca - Gi, meu amor. Fala comigo.

Giovana a olhou com um olhar fraco, sereno e com lágrimas nos olhos...

-- Alex... - em um último esforço alcançou o estojo do bolso e entregou para a amiga - Eu a amo...

-- NÃO... - Alexandra gritou. Sua voz começou a sumir, sentia sua visão ficar turva e perdeu os sentidos ...

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Nome: rhina (Assinado) · Data: 20/05/2018 12:14 · Para: Capitulo 8

 

A Gio morre? ????

Alex vai enlouquecer. .....será uma dor sem limites e infinita para ela.

Rhina



Nome: cidinhamanu (Assinado) · Data: 21/08/2016 03:21 · Para: Capitulo 8

Meu deus,será que a Giovana morreu?

Tomara que não,pois eu passei a gostar dela tbm e queria muito que ela sobrevivesse e ficasse noiva da Janaína.

 



Nome: lucy (Assinado) · Data: 17/07/2016 02:48 · Para: Capitulo 8

achei muita inocência da Alex ir assim na casa dos lobos, não me diz que a Geovana morreu, 

fdp esses dois......

enquanto isso torcendo muito pra Isabel voltar e se manter longe do gigolô safado que a colocou nessa

furada que  ela não quiz ir.......e ela tem uma promessa a cumprir que é , não sei como...resgatar as 

meninas...

muito boa estória, bjs nota mil



Nome: juju952 (Assinado) · Data: 01/02/2016 20:05 · Para: Capitulo 8

Ai elas nao merecem morrer.



Nome: NatySilver (Assinado) · Data: 28/12/2015 06:17 · Para: Capitulo 8

Caraca que triste :( 



Nome: lia-andrade (Assinado) · Data: 04/11/2015 02:46 · Para: Capitulo 8

Capítulo tenso, a Gi não pode morrer. Logo agora..emocionada. Espero que Isa consiga fuigir.



Nome: patty-321 (Assinado) · Data: 01/11/2015 19:53 · Para: Capitulo 8
Pqp. Fudeu para as duas . Sera q a gio morreu? Antes de casar? Sacanagem. Q capítulo emocionante. Nao demora vandinha. Bjs

Resposta do autor:

Vou tentar postar o mais breve possível. Bjã Patty. 



Nome: NayGomez (Assinado) · Data: 01/11/2015 19:15 · Para: Capitulo 8

Nossa por favor nao mata a Gih nao 😢😢 coitada da Jana mew. Esse Heitor e valentina tem que pagar caroo filhos da Puta.... 



Resposta do autor:

A vida é feita de partidas e chegadas. De idas e vindas. Assim, o que para uns parece ser a partida, para outros é a chegada. Assim, um dia, todos nós partimos como seres imortais que somos todos nós ao encontro daquele que nos criou. Bjã querida.



Nome: Jay16 (Assinado) · Data: 01/11/2015 17:47 · Para: Capitulo 8

Que isso gente????...!!! Que cap e esse??... Estou com um misto de emoções agora, ótima historia.. Ansiosa para o próximo capitulooooo... Postaaa logooooo.



Resposta do autor:

Vou tentar, Jay. Prometo. Bjã.



Nome: Silvia Moura (Assinado) · Data: 01/11/2015 17:37 · Para: Capitulo 8

Oh meu bem, que saudade dessa estória, mas confesso que estou com falta de ar de tanto que fiquei nervosa e chorei..., pega leve EU tenho asma, poxa, mas você é meticulosa em sua escrita, os pratos, as minúcias sobre joias, por acaso é joalheira? Risos... querida autora saudades... acho que agora se aproxima mais o encontro dessas duas não é? Por favor não mata ninguém, você não é nem autor de novela, kkkkkkkk, sem mais bestagens tá? Querida irmã em Cristo, que busca incansável a nossa? Trilhar passos dentro do espiritual não é fácil, desconstruir dogmas, tabus que foram arraigados secularmente dentro de nós é chão para muitas vidas, não é irmã??? E pensar que o próprio Nazareno deixou suas pegadas para seguirmos nesse solo, esse planeta azul que Ele tanto ama e governa... enfim, querida autora linda e do meu bem querer, estou neste cantinho esperando seus feitos me tirarem do chão e me fazer flutuar no mar sideral das estrelas e astros do nosso imaginar... um abraço fraterno para você, esposa e familiares todos... fica com Deus sempre...



Resposta do autor:

Olá minha querida irmã. Confesso que não me agrada escrever sobre mortes, é um assunto que preferiria não incluir em minhas estórias, por outro lado, sinto que é o momento de tratar sobre um assunto tão conhecido por nós: "As almas presas à Terra". Falar sobre as pessoas que, após a morte, não conseguiram desligar-se dos seus corpos físicos e da vida que levavam, devido a apego a entes queridos ou a pessoas próximas. É um assunto difícil, mas vou tentar me expressar de forma simples para que nossas queridas leitoras entendam um pouquinho da nossa linda doutrina.

Quero aproveitar para expressar a minha grande admiração por você e pela família maravilhosa que construísse. A maneira mais linda que Deus usa para fazer alguém feliz é dando-lhe uma família. Sou sua fã. Abraços querida e que a semana seja muito, muito iluminada.



Nome: Luh kelly (Assinado) · Data: 01/11/2015 17:10 · Para: Capitulo 8

O-M-G Vandinha que capítulo surpreendente foi esse menina?

Tomara que Isa consiga fugir desses desgraçados, e voltar para o Brasil. Ahhhh aqueles miseráveis vão pagar muito caro pelo que fizeram. POR FAVOR Gi não morra tem pessoas maravilhosas esperando por você. 

Não demore a postar o próximo autorinha.

Beijos enormes querida e ótima semana :)



Resposta do autor:

Quando o veleiro parte, levando a preciosa carga de um amor que nos foi caro, e o vemos sumir na linha que separa o visível do invisível dizemos:Já se foI? Terá sumido? Evaporado? Não, certamente. Apenas o perdemos de vista. Assim é a morte.

Vou tentar postar o mais breve possível, ok luh? Bjã querida.    



Nome: graziela (Assinado) · Data: 01/11/2015 16:56 · Para: Capitulo 8

A Gi não pode morrer não,  deixa a Janaina ser feliz com a Gi. 



Resposta do autor:

"É muito bom poder ter certeza de que a vida continua após a morte, de que os que partiram deste mundo estão vivendo em outras dimensões do universo, com os mesmos sentimentos que tinham aqui, interesando-se em nos proteger, ajudar e provar que eles estão mais vivos do que nunca." 
Zíbia Gasparetto.

Bjã meu anjo.   



Nome: Nana2014 (Assinado) · Data: 01/11/2015 16:39 · Para: Capitulo 8

Não demora a postar outro capítulo ansiosa demais pela história...



Resposta do autor:

Vou tentar querida. Prometo. Bjã.



Nome: Mille (Assinado) · Data: 01/11/2015 16:22 · Para: Capitulo 8

Oi Vandinha

Do nervosismo ao choro, assim foi esse capítulo.

Oh linda não faz a Gi morrer, pois ela é a única que sabe da verdade sobre as alianças, a Janaína vai pensar que a bruxa é noiva dela.

E fora que a Giovana ama de mais a Jana.

Bjus



Resposta do autor:


Nome: prih (Assinado) · Data: 01/11/2015 16:18 · Para: Capitulo 8

vandinha por tudo que e sagrado nao mata GI !



Resposta do autor:

Querida Prih. "Quando alguém que a gente ama, vai embora.

Devemos pensar nas folhas do outono.

Elas caem, não porque querem, e sim porque é CHEGADA A HORA DE PARTIR". Pensa nisso meu anjo. Bjs.



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