Meu corpo no teu por Julieta Adams


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Dormimos o dia todo... E só acordamos no outro dia, e pior dormi, com a consciência pesada. Quando acordei, lá estava ela, tinha preparado já o café pra nós.

— Bom dia Alanna... Queria pedir desculpas...

— Bom dia... Eu também queria me desculpar com você.

— Pelo que? Fui eu quem confundi as coisas... - Olhou sem graça pra mim.

 

Sorri sem jeito e acabei me sentando para tomar café com ela, ficamos mais tranquilas no tom que usamos, é um bom sinal, quer dizer que acordamos com pé direito. E vou aproveitar esse dia para recomeçarmos bem, vou ensiná-la a andar de moto!

— Esquece isso... Quero te ensinar a andar de moto. - Peguei na mão dela, abrindo um largo sorriso.

— Ai sério? Estou louca de vontade.. - Ela retribui com um sorriso cativante, me perdi ali. — Mas primeiro, tome seu café.

— Colocou veneno aí não né? (Risos entre nós)

— Preciso da minha instrutora viva... - Piscou pra mim.

Eu comia rapidamente, olhando as vezes timidamente para ela.

— Nossa você come mais rápido do que meu pai...

— Sou muito gulosa... - Levantei minha sobrancelha esquerda, com um sorriso malicioso de lado. — Olha meu tamanho também.

— Ai ai... - Olhou pro meu corpo e rapidamente desviou o olhar. — Vou trocar de roupa, já volto.

— Espere...

— O que? Quer que eu me troque aqui? (Risos)

— Vou também subir com você. - Olhei séria, como se tivesse reprovado o que ela havia me dito.

Trocamos de roupa, cada uma em seu quarto, infelizmente. E fui primeiro pegar a moto, e os capacetes. Era uma moto de fazer trilha, do meu tempo de adolescência.... Bianca veio ao meu encontro, animadíssima.

— Uauu! Uma moto de fazer trilha...

— Primeiro eu vou te conduzir... Você senta na minha frente, e eu ficarei por trás. E depois deixarei você guiar sozinha, até ganhar confiança.

— Ai vamos logo! - Disse eufórica.

Ela estava num short minúsculo, e na hora de sentar, abriu bem as pernas, aquilo me deixou desatenta. Passei minhas mãos por cima dos braços dela, ligando a moto para dar partida, e como disse, fui guiando-a até certo ponto... Fomos a caminho de uma mata fechada, havia uma trilha específica, e enquanto pilotava, percebia o olhar dela conhecendo o lugar com encanto no sorriso, sorria automaticamente ao vê-la sentindo um pouco do gosto da liberdade. 

— É lindo esse lugar, Alanna! Obrigada! - Comentou quase virando seu rosto para me agradecer, e massageou meu braço.

Meu corpo ficou rígido na hora, sinto que não vou aguentar segurar meus desejos por ela por muito tempo, parece que me provoca de propósito, ela esquece que é o pai dela o meu namorado! Bianca deve ter puxado quem esse jeito intimidador e sedutor?

— Agora vou deixar você pilotar sozinha! - Gritei, confiando nela.

Notas finais:

Será que Alanna vai suportar?



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