O cotidiano do amor por Sorriso


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Algumas horas depois deixei o hospital um pouco mais aliviada por não ter acontecido nada de grave com a Renata, fui direto pro restaurante ao chegar encontro com o meu primo estacionando o carro ao nos vermos demos aquele abraço apertado.

 

 

-Quanto tempo não nos vemos? Estava super emocionada e feliz por tê-lo ali.

 

-Acredito que a uns dois anos sorriu.

 

-Vem vou te preparar uma pizza estilo Esquadrão Suicida.

 

 

Ao entramos o movimento estava mediano lhe ofereci a melhor mesa e fui até a cozinha preparar a pizza, alguns minutos depois eu volto com a pizza o deixando com água na boca junto com um refrigerante.

 

 

-Hummm o cheirinho estar bom

 

 

-Pode se fartar cortei as pizza em vários pedaços me sentando a sua frente.

 

 

Minha família era conhecida por ser uma boca cheia, não é a toa que tudo o que eu sei aprendi com a minha mãe Junior adorava ir la em casa pra encher a barriga é claro conversar besteiras.

 

 

-Me conte tudo não me esconda nada disse antes de provar um pedaço de pizza.

 

 

Fui contando as coisas que tinham acontecido comigo nesses dois anos que não nos falávamos, contei sobre a procura da Savana inclusive sobre a minha aproximidade com a Renata, ele apenas ouvia tudo calado algumas vezes perguntava por mais coisas referentes a Renata.

 

 

-Ela é uma mulher comum um pouco doida, sai com vários homens bebe muito e parece adorar arte explicita tanto em telas como no corpo.

 

 

-Ela chama a sua atenção sabe como mulher ?

 

 

Era impressionante a cara de pau do Junior em me perguntar essas coisas, ele sabia como eu era.

 

 

-Não Junior ela trabalha numa loja de quadros e bem interessante.

 

 

-A loja ou ela ? Perguntou  curioso

 

 

-A loja besta

 

 

Acabamos rindo juntos acompanhei  numa fatia de pizza que realmente estava uma delicia.

 

 

 

-Cuidado com essas mulheres heteros, não se pode confiar nelas.

 

 

Eu ouvia suas palavras me negando  sabia que a Renata tem uma vida bem agitada, acredito que eu não seria a sua fonte se atenção começamos a conversar sobre outras coisas relacionadas a nossa família isso me fez esquecer um pouco deste assunto chato.

 

 

 

 

 

Que saco era ficar num leito de hospital não se passava nada de bom na televisão e a comida era horrivel, estava prestes a ter um troço quando o medico gostosão entrou.

 

 

-Como estar a minha paciente disse sorrindo.

 

 

-Morrendo de tédio

 

 

Ele fez aquela inspeção chata de rotina, eu apenas tentava ver o que se escondia por dentro daquele jaleco branco.

 

 

-Estar tudo em ordem

 

 

-Menos uma coisa

 

 

-Qual ? perguntou inocente

 

 

-A minha fome meus olhos o fitavam enquanto eu umedecia os labios.

 

 

-Realmente a comida daqui não é boa, mas já já terá alta e vai poder desfrutar de uma deliciosa comida.

 

 

Cheque Mate pensei.

 

 

-Que tal nós dois desfrutarmos juntos toquei em seu braço chamando-o a atenção.

 

 

Ele ficou um bom tempo calado tive medo que o meu tiro saísse pela culatra, perguntei se ele era casado ou gay apenas negou tudo olhando em meus olhos, disse que não esperava por isso.

 

 

Há ta bom que ele não esperava por isso.

 

 

-Parece que não recebe muita cantada doutor

 

 

Eu trabalho muito é mal tenho tempo pra mim imagine pra receber cantadas de mulheres ainda mais lindas como você.

 

 

-Mais não é uma cantada e um pedido então topa ? Dei o meu melhor sorriso

 

 

-Claro

 

 

A enfermeira entrou quebrando o nosso clima logo ele se afastou saindo da sala, esse eu tinha levado no papo ele me parecia ser diferente do Luiz e do Caio acho que já tava na hora de tomar jeito.

 

 

 

Despedi-me do Junior o convidando mais vezes para vim fazer uma boquinha, muito saudoso disse que traria os amigos que gostou muito do local, fechei o restaurante mais cedo precisava muito de um banho.

 

 

Ao chegar em meu prédio avisto o carro da Savana estacionado dou uma leve batidinha no vidro a alertando, os vidros desceram me fazendo mirrar aqueles olhos lindos.

 

 

-Perdida brinquei um pouco.

 

 

-Eu só senti saudades, não queria te atrapalhar no seu local de trabalho

 

 

-Entendo e.. vamos subir

 

 

Esperei ela sair do carro e caminhamos em direção ao elevador, durante a subida ela me disse que estava escolhendo alguns moveis pro seu escritório.

 

 

-Vai ficar lindo você tem bom gosto.

 

 

Abri o portão dando passagem pra mesma aquele corredor me parecia mais sombrio do que antes, se por um lado a Renata era a vizinha doidinha ao lado por outro ela fazia falta.

 

 

-Gostaria que aparecesse por la.

 

 

-Há com certeza eu irei abri a porta acendendo a luz, embora eu trabalhasse muito meu apartamento vivia cheiroso e arrumado.

 

 

-Sintasse em casa fui pro quarto tratei de tirar logo aquela roupa e entrar debaixo do chuveiro com a agua quentinha, pensei em como era a minha vida sem a Renata não era chata disso eu tinha a certeza mas depois daquele dia que ela bateu em minha porta atras de acuçar algo tinha mudado e pra melhor, tinha pensado tanto na Renata que tinha esquecido da savana na sala, tratei de sair logo daquele chuveiro colocando uma calça da tactel é uma blusinha ao sair do quarto a vejo sentada no sofá pensativa.

 

 

-Eu vou preparar um macarrão pra gente

 

 

-Não se incomode podemos pedir algo

 

 

Nós olhamos por alguns segundos eu sabia que a verdadeira savana ainda estava ali, a savana consumista ciúme é inerte a tudo que eu falava mas eu não queria falar do passado.

 

 

-Claro

 

 

Realmente eu estava cansada deixaria o macarrão a alho e oleo pra outra ocassiom,  ligou pro japonês pedindo uma grande porção de yhaksoba, ao desligar se juntou a mim no sofá.

 

 

-Pensei que tivesse esquecido os meus gostos, liguei a televisão buscando por algo divertido.

 

 

-Eu nunca me esqueço de você, senti sua mão em minha coxa voltamos a nós olhar nada fora dito apenas o som da televisão se fazia presente.

 

 

-Savana eu

 

 

-Shiii não precisa dizer nada, não estou te cobrando nada só não se esqueça que o último pedaço de camarão é meu.

 

 

Acabei sorrindo isso sim era uma reconciliação? Volta? Poderia ser qualquer coisa com tanto que fluísse normalmente.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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