Meu corpo no teu por Julieta Adams


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— Eu te fiz um misto quente, e um cappuccino, serve?

— Sim... E você não vai comer? - Olhou de relance pra mim, deixando a mostra o decote de sua roupa.

— Vou apenas acompanhá-la por uns minutos, preciso ir ver os cavalos nos estábulos.

— Pode ir agora, depois eu vou lá te acompanhar.

— Então vou, com licença.

Me retirei, e percebia que Bianca havia mudado sua maneira de me olhar, vi desejo no olhar dela, isso não pode estar acontecendo, seria meu fim.

Subi e coloquei uma calça de couro apertada, botas de cano longo, e uma blusa de manga cumprida preta colada. Deixando meu cabelo preso.

Passei pela cozinha, e vi Bianca ainda sentada, concentrada no que comia, parei uns instantes para observá-la... Fiquei pensando no bem também que fazia a mim, estar na companhia dela, sorri automaticamente.

— Senhorita Garcia, chegou um cavalo muito agressivo, deixamos esse pra você... Ninguém conseguiu se aproximar, e aconselho mexer com isso amanhã, o tempo está se fechando.

— Um caso quase impossível? É o que costumo resolver sempre... Pra mim não existe tempo ruim, para ajudar um animal de alma tão selvagem como é a de um cavalo.

— Corajosa... Quem é a menina nova que veio?

— É a filha do meu namorado... Não é pro seu bico hein!

— Jamais ousaria...

— Conheço vocês meninos... (Risos). - Ele sorriu sem graça e me levou até o cavalo.

— Agora vou sair, não gosto da forma que esse cavalo me olha.

Eu ri e fiquei a sós com o cavalo, e o animal estava agitado e nisso comecei a conversar sozinha com ele.

— Você está assustado... O que fizeram contigo hein amigo?

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(Catarina Bianca Narrando):

Estava um vento congelante, e um empregado me mostrou onde ficava os estábulos, coloquei um vestido muito curto com decote a mostra, para atiçá-la. 


E quando cheguei lá, preferi ficar admirando o que Alanna fazia, em silêncio, era encantador vê-la se comunicando com o animal, e vendo como ele se entendia com ela. Aquilo só comprovou, eu estava mesmo gostando dessa delegada gostosa, mas, sinto que o coração dela infelizmente pertence ao meu pai. Eu sinto que preciso testá-la...

Acabei sem querer espirrando de forma inesperada...

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(Alanna Garcia Narrando):

— Quem está aí? - Na hora que me assustei, o cavalo também se assustou e quase me atacou, tive que rolar pra fora imediatamente dali.

— Alanna! - Era Bianca, veio rapidamente me socorrer no chão.

— Bianca? Você me assustou... Olha o que fez! - Me levantei preocupada por ela estar ali. — Estava muito tempo aqui?

— Desculpa, não queria te atrapalhar... - Se sentiu culpada e falou numa voz chorosa.

Nisso o que temia aconteceu, começou a chover... E Cate, estava quase nua com aquelas roupas, tremendo de frio.

— Vamos ter que esperar a chuva passar... Está com frio né? - Fiz uma expressão de desprezo ao modo de como estava vestida.

— Sim... - Olhou sem graça pra mim.

— Tome minha blusa...

Tirei minha blusa, fiquei de top, e Bianca ficou boquiaberta com meu físico... Quando fui ajudando a colocar a minha blusa nela e entrei em contato com a pele dela, senti uma fisgada forte no corpo, que cheguei a respirar fundo, com isso apertei forte os braços dela fechando meus olhos, como se tivesse me controlando... E o corpo dela, fosse o meu descontrole.

— Bianca... O que está fazendo comigo? - Tentei não encará-la diretamente, falei meio confusa na fala.

— O que estou fazendo? Como assim? - Bianca tinha um olhar inocente, porém, seu sorriso e voz continham malícia.

— O que está acontecendo com nós? - Olhei em busca de uma resposta no olhar dela, suspirando forte.

— Não sei... Pra isso temos que experimentar... Sentir... - Ela foi se aproximando mais do meu corpo e pegou na minha mão direita colocando no seio esquerdo dela. — Está sentindo meu coração? Aqueça ele... Vem...

Ao ouvir aquela voz sedenta dela... Fechei meus olhos pela segunda vez, não estava acreditando no que estava acontecendo, até que acabei recuando. E fugi embora no meio da chuva, deixando-a para trás. Aquilo me assustou, foi como agir igual uma criança que teve contato com algum desconhecido. Odeio me sentir assim, vulnerável.

Notas finais:

Parece que algo esquentou entre ELAS...



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