Um atropelamento inesperado e uma paixão para a vida. por naty001


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-Oi. Maria entrou e deu um lindo sorriso.

-Oi Malu, como você está? Espera, o que é isso no seu rosto?! Disse preocupada e já levantando e indo em direção a mais nova.

-Não é nada Bruna, apenas cai em casa e bati o rosto, e ficou esse rosto. Ficou tímida pois a médica passou a mão em seu rosto.

-Isso não parece marca de queda Malu. Disse preocupada.

Nessa mesma hora, Malu desabou em lágrimas queria demais poder desabafar com alguém, e viu uma Bruna realmente preocupada com ela. Rapidamente Bruna a abraçou e pode sentir que a mais nova estava sofrendo. Em alguns momentos a médica sentia que a mais nova se apertava mais a ela e que fundava seu rosto ainda mais contra seu peito, porque Bruna era um pouco mais alta que a mais nova, e cada vez que Malu fazia isso a mais velha sentia mais vontade de ficar abraçada com ela. Não desgrudou de Malu até que ela estivesse mais calma e parasse de chorar um pouco, poderia ouvir o coração da mais nova bater descompassado e com o passar do tempo, Malu foi se acalmando. Bruna desfez o abraço. Retirou algumas mechas de cabelo do rosto de Malu e a ficou olhando, e assim a mais nova fez o mesmo. As duas ficaram se olhando por algum tempo, até que Bruna retirou o silêncio.

-Está melhor? Perguntou preocupada.

-Sim, obrigada de verdade por estar aqui agora. Disse isso ainda abraçada à médica.

-Apenas uma pessoa no lugar certo e na hora certa. Sorriu e depositou um beijo na testa da mais nova.

-Você quer água? Posso pegar pra você. Perguntou Bruna.

-Quero sim, por favor. Deu um sorriso para a mais velha, que logo saiu para pegar a água.

Malu se sentou no sofá e Bruna foi até o filtro que tinha em sua sala e pegou um pouco de água para a mais nova, em hora nenhuma a médica desgrudou o olhar da mais nova. Pegou a água e levou para Malu que bebeu tudo e pediu mais, pedido esse que foi atendido por Bruna que trouxe outro copo de água.

-Com o tanto que chorou, acho que só esses copos de água não serão o suficiente. Bruna disse essas palavras e soltou um belo sorriso.

-Me desculpa por fazer isso, ai meu Deus, que vergonha.

-Não se sinta envergonhada Malu, sempre que quiser conversar e as vezes até chorar, eu estarei aqui.

-Você é um anjo sabia Bruna?! Disse a mais nova com uma voz baixa.

-Quer ir pra casa? Acho que você precisa descansar um pouco Malu.

-Não Bruna, estou no meu trabalho, precisamos trabalhar. Disse isso e sorriu.

-Mas eu sou sua “chefe” e estou te falando que pode ir para casa, se quiser. Retribuiu o sorriso para a mais nova.

-Vamos trabalhar, assim eu posso ocupar minha mente Bruna. Por aqui tem algum banheiro?

-Aqui na minha sala tem um, caso queira tomar um banho, tem algumas roupas limpas no armário, pode pegar sem problemas.

-Tudo bem, muito obrigada, de verdade. Você está sendo uma pessoa muito boa pra mim. Ninguém nunca foi assim comigo, nem sei como te agradecer. Disse isso olhando para a médica.

-Como eu te disse, apenas uma pessoa no lugar certo e na hora certa. Bom, vou te deixar mais à vontade aqui, mas não se preocupe pois ninguém entra aqui toda hora, a não ser eu, a porta tem tranca. Se eu precisar entrar, irei bater na porta primeiro, se quiser descansar um pouco o que eu acho que precisa, o sofá vira uma cama. Sorriu novamente e já foi saindo em direção a porta.

Saindo de seu escritório, Bruna recebeu um telefonema de sua mãe, que ligou desesperada.

-Alô? Mãe?

-Filha, você tem que vir pra cá, seu pai não está bem, por favor Bruna venha logo pra cá. Disse uma senhora desesperada.

-Calma mãe, oque aconteceu com o papai?!

-Ele não está bem minha filha, tá passando muito mal, eu não sei dirigir e ele não está em condições de fazer tal coisa. A mãe de Bruna chorava.

-Tá bem mãe, tô indo pra aí agora. Desligou e já foi correndo para seu escritório pegar as chaves do carro e de casa, pois teria que trocar de carro para ir pra fazenda.

Malu não tinha trancado a porta, pois oque Bruna tinha falado era verdade, ninguém entrava naquele escritório sem bater ah não ser Bruna e a médica tinha dito que bateria na porta se precisasse entrar. Tinha acabado o banho e estava saindo do banheiro.

Nem se lembrou que Malu estava em seu escritório e que ela estava no banho. Entrou correndo na sala e se deparou com uma visão maravilhosa: Malu de costas se secando com a toalha.

-NOSSA, QUE VERGONHA! Me perdoe Malu. Só tenho que pegar minhas chaves e já vou indo. Disse tampando os olhos e muito envergonhada.

Malu riu da situação, Bruna estava totalmente envergonhada e ficou de costas para Malu. Isso provocou muitas gargalhadas na mais nova.

 -Ei, Bruna? Não precisa ficar assim. Você já viu isso muitas outras vezes. Disse séria e esperando uma resposta da mais velha.

-Sim, mas não você Malu. Engoliu seco e disse quase gaguejando.

A mais nova pode sentir o nervosismo em Bruna, e logo se preocupou. Disse que poderia se virar, que ela estava coberta já.

-Bruna, o que foi? Sua cara não está muito boa. Se preocupou com a mais velha.

-Recebi uma ligação da minha mãe, e ela disse que meu pai não está bem. Eu preciso ir até a fazenda e ver como meu pai está. Ele é tudo pra mim, não posso deixar que acontece nada com ele. Falou e algumas lágrimas caíram de seu rosto.

-Ai meu Deus, vai ficar tudo bem com ele, você vai ver!

-Você pode ficar aqui no escritório, se quiser. Mariana está na sala dela, qualquer coisa ela irá te chamar.

-Por favor, não corre muito, tome muito cuidado na estrada. Disse carinhosa olhando para a mais velha. Malu disse isso e depositou um beijo carinhoso na bochecha de Bruna, que causou arrepios na médica.

-Seu pai precisa de você Bruna. Vai rápido!

Bruna ia saindo do escritório e quando ia fechar a porta olhou novamente para Malu que deu um sorriso lindo para a médica. Definitivamente Bruna estava gostando daquela garota, mas como isso pode ter acontecido tão rápido? Agora ela teria que se preocupar com seu pai.

Passou na sala de Mariana e falou sobre tudo oque aconteceu com seu pai.

-Eu quero ir com você Bruna, eu te conheço muito bem e sei que vai sair por ai correndo a 200km/h. E outra, gosto muito de seus pais. Deixa eu ir com você. Mariana se preocupou de verdade com a amiga, sabia que Bruna era “doida”.

-Não Mari, fique aqui e tome conta da clínica... E de Malu também, quer dizer, Maria Luiza. Ela está no meu escritório. Por favor, fique. Pediu Bruna.

-Tá, tá, eu fico. Porém me mande notícias Bru, por favor.

-Tá bom Mari, eu mando notícias sim, deu um abraço na amiga e saiu em disparada até sua casa.

Chegando em casa avisou para Conceição que talvez não voltaria naquele dia. Explicou tudo o que aconteceu com o pai para a senhora de mais idade, pegou umas roupas mais velhas colocou numa bolsa e vestiu uma camisa escura, uma calça jeans e sua bota. Pegou o resto das coisas, a chave da camionete e seguiu para a fazenda.

Bruna correu bastante pela rodovia, e algumas vezes até se arriscava nas ultrapassagens. Mas por fim, chegou na fazenda. Foi direto para dentro de casa e gritando seus pais.

-Mãaae?! Paaaai?!

-Cadê vocês??!!

Sua mãe chegou na sala com um semblante não tão bom.

-Filha, seu pai tá muito mal, chamei uma ambulância e já devem estar quase chegando.

-O que ele tem mãe??

-Muita falta de ar e quase não está conseguindo falar. Filha, eu não posso ficar sem seu pai. Disse isso já chorando, e viu Bruna correr para abraça-la.

-Ele vai ficar bem mãe, vamos confiar em Deus que ele vai ficar bem.

Ouviram o barulho da sirene da ambulância e Bruna correu para fora pra avisar os paramédicos.

-Por favor, ele está aqui dentro!

-Com licença senhoras. Disse um rapaz simpático e sendo acompanhado por uma mulher e outro homem.

Rapidamente saíram do quarto levando o Sr. Alfredo, a mulher dele, dona Ana Maria disse que iria com ele na ambulância, pediu para a filha ir na camionete dela e pegar os pertences e documentos dos dois, e depois encontra-los no hospital.

Bruna pegou alguns documentos dos pais e colocou em sua camionete, pegou seu telefone e ligou para Mariana.

-Mari...

-Fala Bru, como ele está?! Estava preocupada com o pai de Bruna, o conhecia a algum tempo e adorava os pais dela.

-Os paramédicos o levaram para o Hospital Santa Rosa, daqui a pouco irei sair daqui, também não adianta eu sair correndo daqui e ter que esperar muito tempo eles por lá. Disse desolada.

-Como já são 17:15h eu vou fechar a clínica e vou para o hospital também, e nem adiante me pedir para não fazer isso porque eu irei fazer. Disse uma Mariana séria.

-Tá bom Mari, vou dar uma checada aqui em algumas coisas e depois nos falamos. Ele deve chegar por lá por volta das 17:40h, isso se a ambulância ir correndo e se o transito não estiver muito ruim.

-Tá bom maninha, vou dar uma checada nos pós-operatóri...

-Mari não desliga.

-O que, fala, não ia desligar não.

-Ata... E Malu? Onde tá?

-Malu??? Intimidade em. Você quer dizer Maria Luiza, né Bruna? Mariana ficou curiosa e depois caiu na gargalhada.

-Aí Mari, ela mesmo. Onde ela está? Sorriu com o comentário da amiga.

-Foi ver o Bob, ele já está bem melhor e não existe muita coisa para se fazer hoje aqui. As coisas aqui estão bem tranquilas.

-Que bom. Sorriu Bruna.

-Vou desligar Mari, já vou pra cidade, e prometo não correr. Disse Bruna séria.

-Tá bom Bru, fica bem tá? Nos encontramos no hospital. 

Bruna entrou na camionete e seguiu para Cuiabá, mais precisamente para o Hospital Santa Rosa... Chegando lá foi até a recepção perguntar se seu pai já havia chegado, e a moça simpática da recepção disse a ela que não havia chegado.

Então Bruna se sentou em uma das cadeiras a espera da mãe, passou uns 5 min e a mãe dela chegou, dizendo que o pai já havia sido levado para fazer os exames necessários.

 

Na clínica

 

-Maria? Disse a assistente de Bruna chegando até a porta onde estava os animais de pós-operatórios.

-Oi Mariana, já tem notícias do pai de Bruna? Estava muito preocupada.

-Não muito, só sei que estão indo para o Hospital e já devem estar quase chegando. Tenho que fechar a clínica e vou para o hospital.

-Posso ir com você Mariana? É necessário dar essa força para a Bruna e para a mãe dela.

-Pode sim Maria, acho que Bruna ficaria feliz com a sua presença lá. Mariana sabia que existia algo entre as duas.

-Bom, vamos? Perguntou Mariana.

-Vamos sim! Se despediu de Bob, que já estava bem melhor e foi junto com Mariana.

-Espera Maria, quer ir no meu carro? É difícil achar vaga perto do hospital, e ir em apenas um carro apenas seria mais fácil. Mais fácil encontrar 1 vaga do que 2. Falou convicta, não deixando escapatória para Malu.

Realmente Mariana estava certa, encontrar 2 vagas por lá iria ser uma tarefa quase impossível, e 1 vaga seria um pouco menos difícil achar.

-Você tá certa mesmo, mas então temos que ir la em casa pra deixar meu carro.

-Fechou, vamos que eles já devem estar por lá.

Foram para a casa de Malu, como não era longe, não demoraram muito. A estagiária guardou seu carro na garagem, e entrou no carro de Mariana e partiram para o hospital.

Notas finais:

Oi pessoinhas *-*. Hoje será apenas um capítulo, estou entrando na semana de alguns seminários, preciso focar um pouco nos estudos por enquanto. As postagens serão um pouco menos frequentes, mas prometo a vocês que pelo menos 3 capítulos irei postar nessa semana.

 

Beijos e até a próxima!!



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