O cotidiano do amor por Sorriso


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Depois que a Renata deixou meu apartamento  arrumei aquela pequena bagunça, enquanto guardava os copos meu celular vibrou ao olhar fiquei surpresa era uma mensagem de savana ela precisava conversar comigo, não era do meu feitio ignorar as pessoas logo respondi um ok seco.

 

Passei a noite trabalhando nos panfletos que seriam pro dia seguinte, ainda ouvir a porta sendo fechada ao apartamento ao lado não ligando muito pra próxima noite de arte corporal que a vizinha ao lado tivesse, realmente eu achei ela legal.

 

 

Fui pro restaurante o abri peguei um balde é sabão comecei a limpar, eu gostava desse tipo de trabalho aos poucos os funcionários foram chegando depois da faxina coloquei meu avental é fui pra cozinha, o bom de ter um restaurante nerd é que todos se sentem a vontade nosso canal preferido era da Warner.

 

 

Parecia ser um dia de trabalho como outro qualquer, estávamos a uma semana abertos estava terminando de fazer uns sanduíches quando Julia entrou desanimada na cozinha, logo perguntei o que estava acontecendo muito gentil ela me disse o que tinha ocorrido com a nossa cliente, sai daquela cozinha o mais rápido possível ao avistar a cliente de óculos escuros teclando algo no celular pra minha surpresa  era a  Renata, pedi pra trazerem o seu pedido enquanto esperava no caixa observava sua fisionomia ela estava horrível, não demorou muito pro seu pedido chegar peguei com toda delicadeza é caminhei até sua mesa quanto mais eu me aproximava mas suas palavras grosseiras ditas a Julia subia a minha cabeça.

 

 

A mesma quando notou minha presença ficou de boca aberta, ela estava tão aérea que nem sabia que tinha entrando num restaurante com tema de super heróis. Sem muita paciência deduzi que ela estava de ressaca, conversamos pouco ate o momento que a pus em seu lugar. Uma coisa era a minha vizinha bêbeda outra era ela desrespeitar o trabalho honesto da minha funcionaria, não fiquei pra vê-la ter um ataque tratei logo de voltar pro meu trabalho, pra minha surpresa ela pediu mais um lanche é disse pra Julia me chamar.

 

 

Ao me aproximar ela já estava mais amena, deu um sorriso de lado ao puxar a cadeira pra me sentar a mesma alega que minha patroa não iria gostar disso.

 

Mais uma vez o preconceito enraizado nas pessoas, disse seco que eu era a dona daquele estabelecimento tratando de manter aquela boca dela fechada.

 

Conversamos um pouco nada muito interessante, desta vez ela não tinha uma arte explicita no corpo me disse que gostou do local, realmente cada um faz a arte que deseja seu olhar era tão intenso é ao mesmo tempo confuso, algum tempo depois ela partiu pagando no caixa é acenando pra mim.

 

 

 

Recebi uma ligação de Virginia me alertando sobre a social em sua casa, olhei mais uma vez pro visor jogando o celular em algum canto do sofá, eu não queria papo com ninguém me sentia estranha.

 

Olhei ao redor apenas uma fresta de luz tentava invadir meu apartamento, acabei sorrindo.

 

 

-Você tem razão.

 

Me peguei pensando em Vanessa negando tudo aquilo mandei uma messangem pra Caio um ex ficante, o convidando pra social na casa da Virginia.

 

 

Era só o que me faltava Renata

 

 

Ao anoitecer eu estava pronta novamente, caio veio me buscar buzinando sem parar na frente do prédio como eu odiava isso nele, ao entrar em seu carro o mesmo veio me beijar eu o evitei não iria borrar meu batom.

 

Chegamos na casa da Virginia por volta das 20:00 o clima já estava animado até demais a encontrei no meio da galera, indo ao seu encontro a abraçando e apresentando o caio, ela sorriu é o cumprimentando.

 

 

-Eu vou roubá-la daqui a pouco eu devolvo.

 

 

Virginia foi me arrastando pra um canto mais reservado, me senti num banco perto do seu canteiro de flores.

 

 

-Cade o Luiz ?

 

 

-Ha eu dormir no motel com ele, ai pra não vim pra ca sozinha chamei o Caio, pensei que não fosse se importar

 

 

-Ta cobrando pelo menos ?

 

 

-Hei dei um tapa em seu ombro.

 

 

A mesma se sentou ao meu lado tirando um maço de cigarro do bolso, me oferecendo eu o neguei.

 

 

-Pensei que o Gabriel viesse, sabe ainda tenho esperanças.

 

 

-Se eu fosse você eu partia pra outra, ficar sofrendo por homem eu amava minha amiga mais vê-la sofrendo por um cara que a traiu não dava vazão.

 

 

-Ele é bonito, mas tome cuidado.

 

 

-Relaxa eu tomo pílula

 

 

-Isso é o de menos esses homens adoram dar um de machões sabe querer bater em você.

 

 

-Na cama vale tudo comecei a rir debochadamente

 

 

-Toma jeito cabeça de vento Virginia se afastou é eu a segui caindo na noite ao lado de caio.

 

 

 

Realmente ele era mais atiradinho que o Luiz suas mãos não saiam do meu corpo vivia subindo meu vestido, teve uma hora que começamos a nos beijar eu estava sentada em seu colo sentindo seu membro pulsante querendo sair da calça, sussurrei em seu ouvindo um ja volto é fui ao encontro de Virginia procurei ela é não achei ao entrar em casa ela falava com o ex marido no celular sua expressão não era nada animada, ao desligar o celular pude ver uma lagrima rolar de seu rosto.

 

 

-Sabe é por isso que eu não amo, ela sabia a minha opinião então não se importava com os meus comentários.

 

 

-Ja vai disse secando as lagrimas

 

 

-Sim ele estar impaciente, disse me sentando na beira do sofá.

 

 

-Como eu queria ser que nem você re, não me apegar sabe eu pareço uma idiota sofrendo por um cara que me traiu.

 

 

A olhei novamente a abraçando - Sabe que eu te amo é der a volta por cima mulher se não eu dou na tua cara já já.

 

 

Acabamos rindo ela sabia que eu não faria isso, só apos umas caixas de cerveja.

 

 

Nos levantamos é ficamos olhando a festa pela janela, Caio fez sinal pra mim eu devolvi um to saindo.

 

 

Me encostei na parede olhando pra minha amiga fumando num canto, suspirei por um momento veio aquela sensação estranha meu peito se apertava.

 

 

-Vi 

 

 

-Sim

 

 

-Você ja teve vontade de ficar com uma mulher ?

 

 

-Não por que, estar com vontade ?

 

 

-Eu! Não que isso, e que todo mundo diz que um dia ja beijou uma mulher por isso.

 

 

-É cada um com suas experiências, agora vai antes que ele entre aqui é por favor se cuida amiga.

 

 

-Pode deixar.

 

 

 

 

 

Ao entrar no carro ele logo arrancou pra um lugar reservado, começou a me agarrar com aquele bafo de bebida sua pegada era boa diferente do Luiz.

 

-Vai com calma ai

 

 

-Nao! Deixa de fazer cu doce, eu sei que tu já deu pro Luiz

 

 

O imbecil destruiu o meu sutiã, porra eu tinha acabado de comprar.

 

 

-Chega tentei afastá-lo  em vão.

 

 

-Chega é o caralho acha mesmo que eu ia sair com você de graça, agora você vai dar pra mim como uma boa putinha que você e.

 

 

 

Foi inevitável ele fez o que quis comigo, aquele desgraçado do Luiz tinha espalhado pra todos agora a minha reputação estava suja.

 

 

O idiota saiu de cima de mim se jogando no banco ao lado, tratei logo de catar minhas roupas é vesti-las.

 

 

-Podíamos ter ido pra um motel reclamei pondo a roupa rapidamente.

 

 

-Estar se achando

 

 

Bufei de raiva eu sabia como o Caio embora a bebida o destruía , eu não iria ficar nenhum minuto a mais dentro daquele carro.

 

 

Bati a porta com força o imbecil ainda gritou um vadia bem alto, sorte minha que a rua estava deserta esperei o ônibus que não demorou muito a passar ao  entrar o vi ainda ligando o carro, coloquei a cabeça pra fora da janela gritando o mais alto possível.

 

 

-Heiii Caio diga bem vindo ao DST

 

 

Olhei a cara de espanto do homem ainda de boca aberta, todos no ônibus se chocaram com as minhas palavras o trocador me olhou com uma cara nada agradável, ao me sentar sorri que nem um criança.

 

 

-Nada como uma doença inventada pra deixá-lo com medo por alguns dias.

 

 

 

 

Desci na esquina caminhei mais um pouco é avistei o restaurante da Vanessa ainda aberto, olhei no relógio eram quase meia noite pensei em seguir em frente, mas aquela agonia em meu peito não me deixava em paz, resolvi entrar é fazer um lanchinho.

 

 

Ao entrar o sininho tocou alertando minha presença, logo a mesma surgiu no balcão usava um avental branco com os cabelos soltos.

 

 

 

-Estar querendo ser assaltada sorri me aproximando me sentando no banco mais alto.

 

 

-Noite difícil ? Seus olhos percorrem o meu braço, ao olhá-lo percebo que o filho da puta tinha deixado uma marca.

 

 

-Um pouco, peguei o cardapio é pedi um cachorro quente do flash é um guaraná antártica.

 

 

Enquanto Vanessa estava na cozinha o preparando eu retocava a maquiagem, eu era uma mulher muito bonita olhos cor de mel pele branquinha loira um partidão fiquei pensando na conversa que eu tive com a Virginia é decidi sondá-la. Não demorou muito é meu lanche chegou na velocidade do super herói.

 

 

-Se permanecer aberto por essas horas vou me tornar cliente da casa,  seus olhos me analisavam senti um leve arrepio não demorou muito ela os desviou.

 

 

-Será bem vinda disso eu garanto.

 

 

Então é assim fácil esse flerte estava saindo melhor do que eu pensava.

 

 

-Por que não me faz companhia, não gosto de comer sozinha.

 

 

 

-Nem que quisesse conseguiria ficar sozinha não é mesmo Renata.

 

 

-Re! Meus amigos me chamam assim disse segurando em sua mão.

 

 

-Eu sou sua amiga ?

 

 

-Pode ser mais que isso se quiser, sua mão era tão quentinha.

 

 

 

 

-Atrapalho ?

 

 

Segui os olhos da Vanessa é fitei a morena na entrada parada de braços cruzados, me desafiando com o olhar.

 

 

-Savana, não que isso

 

 

Sinto sua mão se afastando da minha, saco agora que eu estava mandando bem.

 

 

 

A mulher mal encarada se aproximou do balcão dando dois beijinho em Vanessa, a mesma sorriu fraco enquanto a outra foi pra cozinha preparar um próximo lanche nos deixando sozinhas.

 

 

 

-Savana prazer

 

 

-Renata demos as mãos da maneira mais nojenta possível.

 

 

 

provava um pouco do refrigerante enquanto estudava a mulher a minha frente, bem vestida cabelos lisos até a altura do ombro muito bonita por sinal.

 

 

-Cliente da casa ?  Sinto seus olhos brigando com os meus.

 

 

-Vizinha da Vanessa é você ?

 

 

-A Ex Esposa

 

 

-Quase me engasgo com o guaraná ela tinha me dito que tinha uma ex namorada, logo surgiu a mesma com o lanche da ex esposa nas mãos.

 

 

-Se conhecendo sorriu pra nos duas.

 

 

-Sua vizinha não sabia que eu era sua ex esposa  

 

 

-Na verdade nos conhecemos a alguns dias , é você sabe como eu sou reservada.

 

 

 

-Me disse que ela era sua ex namorada  digo ríspida mas um pouco nervosa.

 

 

-Sim, nós ficamos por pouco tempo casadas, mas isso não vem mais ao acaso.

 

 

-Isso por que você não quis meu bem, vi nitidamente quando a mão da morena  tocou a da Vanessa por cima do balcão.

 

 

 

-Eu preciso trabalhar savana é pelo que eu sei você não veio aqui me ajudar disse impaciente quebrando o pequeno contato, voltando pros seus lanches enfileirados.

 

 

-Eu não quero brigar, vim aqui pra conversarmos, pegou seu lanche é deu uma mordida num sanduba.

 

 

 

Eu não acredito nisso eu ali fazendo esse papel ridículo, me levantei tirando umas notas da carteira deixando em cima do balcão quando escutamos uma batida na porta.

 

Olhei pra trás eram uns moradores de rua, Vanessa fez sinal pra eles esperarem.

 

 

-Meninas eu preciso trabalhar, é savana depois conversamos.

 

 

-Quer ajuda disse rapidamente não entendo o que tinha dado em mim, Vanessa ficou um segundo confusa era nítido em seu olhar.

 

 

-Claro

 

 

peguei a bandeja menor de sanduíches é refrigerantes, ao sairmos servimos os moradores de rua um por um eles ficaram sentados em frente ao restaurante.

 

 

Entramos é saímos varias vezes, numa dessas voltas foi mais tranqüila era a última bandeja de sanduíches com suco caminhava em sua direção quando senti o chão escorregadio demais, se não fosse suas mãos firmes me segurarem eu tinha me quebrado toda.

 

 

-Cuidado ai, deve ter caído um pouco de óleo.

 

 

Estávamos tão próximas sentia seu hálito de menta pude observar os detalhes do seu rosto alguns sinais de nascença uma delas perto da bochecha.

 

 

-Obrigada pela ajuda

 

 

-Sem problema uma mão lava a outra.

 

 

 

-Bom saber! Posso saber que palhaçada é essa

 

 

Nós separamos rapidamente a nojenta da ex mulher dela nos fitava com ódio da entrada, Vanessa nada disse pegou a bandeja é saiu nós deixando sozinhas.

 

 

 

-Escuta aqui você pode ser a vizinha dela, mas eu sou sua ex esposa não pense que eu não percebi o seu interesse nela.

 

 

Quem é  essa cretina pensa que é  falar assim comigo.

 

 

-Você se acha tão interessante assim que nem a Vanessa quis ficar com você, não se preocupe querida eu não a quero passei pela mesma, mas antes de sair literalmente olhei pra trás ela ainda continuava a me fitar com raiva.

 

 

-Eu ainda não a quero

 

 

 

 

 

 

 

 

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