Amor de carnaval por Alice Reis


[Comentários - 53]   Impressora Imprimir Capitulo ou História - Lista de Capítulos

- Tamanho do Texto +

Passearam pela Rua Farme de Amoedo de mãos dadas e depois entraram em uma boate. A noite foi extremamente gostosa, cheia de beijos e sussurros ao pé do ouvido. Entre uma música e outra Vitória tentava ensinar Marie a dançar e sambar. Na volta para o hotel, Marie deitou sua cabeça no ombro de Vitória, entrelaçou os dedos e Vitória lhe beijou a testa enquanto observava o rosto da francesa pelo retrovisor do carro. Os olhares se encontraram e sorriram.

 

No elevador Vitória puxou Marie para um longo beijo. Parou e saíram de mãos dadas, pararam no meio do hall e se olharam. Marie começou a andar e puxá-la para seu quarto enquanto encarava-a. Vitória seguiu-a. Abriu a porta e continuou puxando-a, entraram e Marie puxou-a para o banheiro, estava com calor, precisava de um banho e queria companhia. Beijou Vitória e devagar puxou a blusa revelando sua cor, subiu a blusa sem pressa e observando-lhe o corpo aparecer, jogou a blusa longe, desabotoou-lhe o short e encarou-a. Vitória sorriu e tirou-lhe uma mecha do rosto puxando-a para um beijo. Marie abriu o sutiã de Vitória, jogando-o em cima da blusa. Aquela cor lhe chamava, implorava para ser tocada, ajoelhou-se e abaixou o micro pedaço de jeans que Vitória vestia. O sexo na altura do seu rosto lhe excitou, mordeu-o delicadamente estremecendo o corpo que não esperava ser atingido. Passou a mão pelo elástico da calcinha e puxou-o para baixo enquanto arranhava a pele morena. Queria tanto aquele corpo que não sabia o que fazer, por onde começar. Levantou e puxou-a para um beijo. Vitória segurou-lhe os pulsos e em um movimento rápido Marie se viu encostada na parede, com os braços erguidos e Vitória lhe sorrindo. Marie sorriu. Beijaram-se. Vitória soltou as mãos de Marie, fez menção de abaixá-las, mas Vitória não deixou. Subiu a blusa revelando sua cor branca e levemente avermelhada do sol, jogou a blusa longe e abriu o sutiã. Amarrou os pulsos com o sutiã e beijou-a suavemente. Marie estava mais do que entregue, estava mais do que excitada, estava alucinada com cada gesto e toque de Vitória em seu corpo. Desabotoou o short de Marie e tirou-o. Afastou-se e ligou a água para encher a banheira. Esticou os braços ao lado de Marie apoiando na parede e sustentando seu corpo a centímetros de distância do corpo de Marie, beijou-a. Marie queria o contato dos corpos e arqueou-se para encostar em Vitória e abaixou os braços envolvendo o pescoço da baiana. Beijaram-se e Vitória empurrou o corpo de Marie contra a parede usando a força de seu próprio corpo. Vitória terminou de despir Marie e desligou a água. Vitória entrou na banheira e ajudou Marie a entrar, virou-a de costas para si e sentaram. Vitória puxou Marie para perto de seu corpo, no meio de suas pernas, suas costas encostou no sexo da morena fazendo-a respirar com sofreguidão. Vitória pegou um sabonete, encostou na banheira e puxou Marie para mais perto e começou a ensaboá-la. Demorou para ensaboar os seios fazendo Marie se contorcer. As mãos ainda estavam amarradas excitando-a mais ainda. Enquanto ensaboava todo o ventre, coxa e costas beijava o pescoço e a orelha. O corpo se arqueava e a respiração falhava, Vitória desamarrou Marie e sua mão finalmente encontrou o sexo da francesa e a mão da francesa encontrou o seu sexo. O gozo foi no mesmo instante e os corpos ofegantes se acalmaram aos poucos.

 

Após o longo banho, desceram para tomar café da manhã, sentiam-se extasiadas e sem sono. Foram as últimas a sair do restaurante. Aproveitaram o ânimo e foram passear por Copacabana e ver o agito dos blocos de rua. Sentaram na praia para tomar um sorvete.

-        Posso te fazer uma pergunta sobre o seu relacionamento de oito anos? - Vitória olhou-a.

-        Pode. - Marie respondeu séria e apreensiva.

-        Como era sua vida sexual? - encarou-a - Você gostava de fazer sexo com seu namorado?

-        Nós fazíamos sexo com regularidade, na época eu achava que aquilo era sexo. Achava que não tinha como ser diferente daquilo. Mas gostar, amar, gozar? Nunca gostei ou amei fazer sexo com ele, apenas fazia porque tinha que fazer.

-        Você disse gostar, amar e gozar, mas só mencionou o gostar e o amar na sua frase. E o gozar? - interrompeu-a sorrindo.

-        Não vou mentir falando que não gozei, quando me imaginava com alguma mulher eu acabava gozando mesmo o sexo sendo com ele. - riu - Mas não na intensidade que é quando estou com você. - riu abocanhando o sorvete.

-        Qual intensidade é quando está comigo? - Vitória perguntou rindo e tomando o sorvete.

Marie gargalhou e tomou mais um pouco do sorvete antes de responder.

-        De zero a dez? A intensidade é mil!. - Marie riu.

-        Então fiz um bom trabalho com você? - Vitória riu lambendo o sorvete.

-        Em relação ao sexo eu não tenho com quem comparar, nunca tinha feito com mulher. Mas posso dizer que o seu beijo é muito melhor, muito mais gostoso e me deixa louca. - sorriu - Nenhuma mulher que eu beijei me deixou com vontade de fazer sexo logo no primeiro beijo.

-        Vou mudar a pergunta, então. Gostou de fazer sexo comigo? - Vitória encarou-a.

Marie tomou o resto do sorvete enquanto encarava Vitória procurando as palavras para responder.

-        Se os meus gemidos, as contrações do meu corpo, as falhas na respiração e as pernas trêmulas não responderam essa pergunta na cama, não sei como demonstrar que foi muito bom e que quero fazer sexo com você de novo. - Marie encarou-a séria.

-        Perguntei só para confirmar se os gemidos, as contrações e as falhas eram para mim mesmo. - Vitória sorriu terminando seu sorvete.

-        Eu nunca tinha me sentido tão excitada como hoje e ontem e isso me preocupa. - olhou-a.

-        Preocupada com o que?

-        Como vou fazer sem você na França.

-        Nós já conversamos sobre isso. - Vitória disse passando a mão em seu rosto.

-        Sim, mas esse pensamento vai e volta.

Vitória puxou-a para um abraço.

-        Vamos aproveitar nosso tempo com conversas boas, depois pensamos nisso. - beijou-lhe o rosto.

Marie concordou beijando-a.

-        Onde aprendeu falar português tão bem? - Vitória perguntou se levantando e puxando Marie para o mar.

-        Assistindo vídeos na internet, em especial novelas e telejornais. - riu levantando.

 

De volta ao hotel, finalmente vencidas pelo cansaço, dormiram de conchinha, precisavam descansar para ir ver os desfiles na Marquês de Sapucaí. Acordaram assustadas com o despertador, Vitória desligou-o e voltou a abraçar Marie que após o susto havia voltado a dormir. Vitória beijou-lhe o ombro e aconchegou-se perto de Marie voltando a pegar no sono. Acordaram horas mais tarde, Marie procurou pelo seu celular para ver as horas e Vitória lhe abraçou beijando a nuca.

-        Perdemos a hora? - sussurrou Vitória.

-        Sim! - virou-se de frente para Vitória - Mas ainda dá tempo de ir.

Vitória passou a mão pelo rosto de Marie.

-        Vamos? - sorriu.

-        Sim! - concordou sem hesitar.

 

A noite estava quente e as duas estavam bebendo, Vitória cerveja e Marie caipirinha. A francesa tinha viciado na bebida tipicamente brasileira. As duas chamavam a atenção das pessoas em volta não só por estarem lindas, mas por estarem com um largo sorriso no rosto e os dedos entrelaçados que não se desgrudavam. Marie já estava em sua terceira caipirinha e Vitória na quarta cerveja.

-        Se eu ficar bêbada você vai abusar de mim? - sussurrou Marie no ouvido de Vitória.

-        Você quer ser abusada por mim? - Vitória sussurrou rindo.

-        Sim! Você quer abusar de mim? - encarou-a séria.

-        Quero! - Vitória beijou-a.

Marie encarou-a.

-        Je te veux pour toujours. (Quero você para sempre.)

-        Je te veux pour toujours. (Quero você para sempre.)

Beijaram-se.

 

Depois do fim do desfile da última escola de samba, Vitória estava parada olhando o sambódromo vazio, as arquibancadas sendo evacuadas e o sol na cara. Sentiu um enorme vazio tomar conta de seu peito, deixou algumas lágrimas tomarem conta do seu rosto. Marie sem perceber sua tristeza abraçou-a por trás beijando-lhe a nuca. Vitória tentou disfarçar as lágrimas, mas seus olhos não negavam a crise de choro, seu corpo soluçava e Marie abraçou-a com força sem mesmo entender o que estava acontecendo.

-        Je connais les raisons de ses larmes? - sussurrou. (Posso saber os motivos das suas lágrimas?)

Vitória negou com a cabeça e virou-se de frente para a francesa que lhe lançou um olhar de desaprovação. Vitória puxou-a para um abraço, Marie queria resistir, mas abraçou-a com força.

-        Não pode. - disse Vitória enxugando as lágrimas.

Marie queria insistir na pergunta, mas a morena estava inconsolável. Abraçou-a novamente, agora com mais força e prendeu-a nesse abraço até sentir sua respiração melhorar.

 

No quarto, deitadas na cama de Marie, Vitória teve outra crise de choro.

-        Por favor, me diga o que está acontecendo. - disse puxando-a para um abraço.

-        Você. - Vitória olhou-a - Está acontecendo você.

-        Tínhamos concordado em não falar sobre isso.

-        Eu não posso ficar sem falar sobre nós. - encarou-a - Foi um pedido idiota. Eu te quero na minha vida, mesmo te conhecendo há poucos dias.

-        Foi o pedido mais estúpido que já me fizeram. - fez Vitória olhá-la - Eu sinto que você é a pessoa que eu procurei a vida toda.

Beijaram-se.

-        Fica, vem morar comigo. - encarou-a.

-        Vamos comigo. - sorriu-lhe.

As duas ficaram em silêncio se contemplando por longos minutos. Marie estava louca por aquela mulher, pensou seriamente na possibilidade de se mudar para o Brasil.  Vitória pensou seriamente na possibilidade de se mudar para a França. Beijaram-se delicadamente. Em poucos minutos de silêncio adormeceram.

 

 

Notas finais:

Aguardo comentários! ;)




Para me conhecer melhor, entre no meu blog:


oamordealice.com.br/blog


 


Tenho outros livros completos, caso queira ler a sinopse:
http://oamordealice.com.br/livros/




E alguns contos:


http://oamordealice.com.br/contos/
*Para receber os contos inteiros basta se cadastrar no formulário abaixo de cada conto.

Me acompanhe também pelo Wonderclub, lá todos meus livros estão sendo postados semanalmente e Little Lady é um livro exclusivo do Wonder:
https://wonderclub.com.br/escritora/alicereis



Comentários


Nome: rhina (Assinado) · Data: 16/06/2017 15:43 · Para: Capitulo 5

 

Oi

Boa tarde 

o coração pegou lhes uma linda peça 

 Como resolver este dilema.

rhina 



Nome: rhina (Assinado) · Data: 16/06/2017 15:43 · Para: Capitulo 5

 

Oi

Boa tarde 

o coração pegou lhes uma linda peça 

 Como resolver este dilema.

rhina 



Resposta do autor:

Olá, Rhina!

Com certeza!

Um abraço,

Alice Reis

oamordealice.com.br

wonderclub.com.br/escritora/alicereis



Nome: mtereza (Assinado) · Data: 02/06/2017 11:23 · Para: Capitulo 5

Ninguém manda no coração e agora rsrsr.



Resposta do autor:

Olá, Tereza!

Não manda mesmo.

Um abraço,

Alice Reis

oamordealice.com.br

wonderclub.com.br/escritora/alicereis



Você deve fazer login ou se cadastrar para comentar.