Delirium por TessaReis


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Capítulo 4 - A Impulsiva que Acredita

 

Rhian levou-a para a cozinha, e Diana decidiu que cozinharia algo básico, mas gostoso, afinal Rhian havia passado 23 dias em cativeiro e merecia uma refeição decente. Quente. Feita com carinho. Diana sempre adorou cozinhar para ela, era mais do que fazer Rhian comer direito, era algo que faziam juntas, era algo que... Diana sentia falta. E Rhian sequer podia mensurar sobre. Foi ajuda-la, e como adorava vê-la se movendo pela cozinha, olhando para os ingredientes e tendo ideias, faria uma salada, frango grelhado, arroz primavera, tinha como fazer arroz primavera? Tinha, faria uma limonada suíça também, Rhian gostava de limonada e o que era básico, tornou-se um almoço completo nas mãos de Diana Ferraz. E quando Rhian levou a primeira colherada para a boca, foi como se estivesse no céu. Ela bateu com as mãos na mesa saboreando e Diana sorriu, ficou feliz, sabia quando algo a agradava e a comida havia agradado Rhian por demais. Não era apenas a primeira comida decente em quase um mês, era a comida de sua namorada, da sua mulher, do amor da sua vida. Beijou-a na mão, agradecendo pela comida e não parou de comer até que o frango e o arroz acabassem. Ficaram na mesa um pouco mais, conversando, se contando coisas, e depois, foram para o quarto onde acabaram pegando no sono. Juntas. Na mesma cama. Bem perto uma da outra. Rhian sempre havia sido protetora, com homens a caçando havia se tornado o dobro. Dormiu de costas para a janela mais acessível do quarto, em caso de tiros, Diana estaria protegida, e dormiu com os braços em volta dela, não a tirariam de si enquanto dormia. Menos ainda acordada. Rhian já havia decidido.

Acordaram no meio da tarde, para a medicação de Diana. E ela não estava bem. Não levou nada para Rhian perceber. Ela estava quente, muito quente, com os olhos desfocados, estava acordada, mas não parecia acordada e Rhian não teve sequer um vislumbre de dúvida ao coloca-la nos braços e leva-la para baixo do chuveiro frio o mais rápido possível.

_ Diana? Diana olhe para mim...

_ Hum? Não..._ E enroscava os braços no pescoço de Rhian, sem conseguir abrir os olhos.

_ Amor, o que você está sentindo? Fala pra mim.

_ Saudades de você..._ Disse, e aquilo fez Rhian sorrir, pena que Diana estava delirando. E muito.

Tirou-a do chuveiro, e foi uma luta tirar a roupa dela, e outra fazê-la se vestir outra vez, a febre parecia começar a se controlar, mas o delírio nada. Rhian não entendia, não fazia ideia do que aquilo poderia ser, uma febre tão alta por causa do ferimento na coxa que estava limpo e asséptico? Não, não era isso, era aquela coisa que havia atingido Diana antes do tiro. Só que pior. Um tanto pior. Diana começou a não fazer sentido. A perguntar sobre coisas que haviam acontecido há muito tempo, e outras que Rhian sequer fazia ideia, e então começou a variar sobre onde estava, e porque estava ali, e começou a querer se mover, a querer sair dali e agarrar Rhian de maneiras que naquele momento ela nunca faria, e foi quando Rhian teve que ser mais energética. Levou-a para a cama e subiu sobre ela, prendendo-a sob o seu corpo, para mantê-la segura, para que não se colocasse em perigo, para que não abrisse os pontos na perna ou algo pior.

_ Diana, Diana, não! Não pode andar, não pode sair daqui, olha pra mim, Diana? O que você está sentindo?

_ Eu não posso falar, eles estão dizendo para não falar para ninguém..._ E tentava sair, levantar, qualquer coisa.

_ Eles dizem?

_ É, estão dizendo, é uma coisa secreta, há outros como eu, todos têm que passar por isso, todos, todos os outros...

_ Uma coisa secreta? Ok, tudo bem, amor, tudo bem...

_ Os outros, há outros, muitos outros...

E Rhian apenas torceu para que ela adormecesse outra vez. E ela adormeceu, depois que a febre subiu novamente. E Rhian se atentou mais, o que faria se ela entrasse em choque? Delírios só acontecem em temperaturas muito altas. Ministrou um antitérmico direto na veia dela, e correu para a geladeira, pegou o que havia de gelo e improvisou uma manta térmica, e esperou, cobrindo-a pesadamente, mantendo-se ao lado da cama dela o tempo inteiro. Rhian estava preocupada. Muito preocupada. Primeiro com Diana, depois com Diana naquela situação de não poderem correr para um hospital. E então com sua fuga. Estava em fuga, andava esquecendo daquela parte.

_ Rhian...

E Rhian despertou de seus pensamentos e aproximou-se dela de imediato.

_ Aqui meu bem, olhe pra mim, onde nós estamos?

Diana estranhou a pergunta, mas estava sentindo muita dor para que conseguisse processar qualquer coisa que fosse.

_ Bahamas. E a minha cabeça doí muito, a minha coxa dói muito...

Pronto, aquela era Diana, ela não estava mais em delírio. Rhian cuidou da dor de cabeça, da dor na coxa, e guardou-a nos braços envolta a todos aqueles cobertores, esquentando-a mais, lutando contra a febre e para mantê-la acordada e consciente. Já era quase meia-noite quando a febre cedeu de fato. E Diana estava com sede, estava com fome, febres altas costumam queimar toda e qualquer fonte de energia, mas Rhian cuidaria disto também, é claro que cuidaria.

_ Está mais branca do que o habitual_ Disse para ela sorrindo ao vê-la comendo o sanduiche que havia feito.

_ Não tem praia em Brasília_ Respondeu, irritadinha, mas não de verdade.

_ Devia ter ficado morando no Rio_ E Rhian mudou de lugar na cama, deitando a cabeça no colo dela. Rhian estava cansada, Diana sabia. Passou a mão pelo lado raspado do cabelo dela, era gostoso de tocar.

_ Nós vamos dormir logo.

_ Eu vou dormir logo. Logo depois de você, vamos, termine de comer...

Diana terminou de comer e tudo o que queria era dormir, fechar os olhos e dormir, mas a dor em sua coxa não permitia. Era uma dor ardida, pulsante, e piorava cada vez que Diana se mexia, ou que ficava parada. Era muito forte. A ponto de fazê-la chorar. E é claro que Rhian não dormiu até que ela se acalmasse, até que a dor melhorasse, até que Diana enfim, conseguisse pegar no sono. Já eram quase três da manhã quando ela conseguiu dormir, e apenas então, Rhian se permitiu descansar. Deitou ao lado dela, cercou-a com seus braços e o sono enfim, a venceu.

Acordou pela manhã, perto das dez, e...

Estava sozinha na cama.

_ Diana?_ Rhian olhou de um lado a outro, e nada, não havia ninguém_ Diana!

Rhian correu para fora, o mais rápido que podia, mas não precisou correr muito além da porta do quarto.

_ Ei, você acordou_ E ela lhe ofereceu um sorriso, vestindo calcinha e a camiseta larga que Rhian havia vestido nela na noite anterior enquanto fazia um lindo omelete junto ao fogão.

_ Oi, é..._ Rhian passou a mão pelo rosto, abrindo um sorriso, que alívio! Ela ainda estava ali_ Bom dia.

_ Bom dia, você conseguiu descansar? Achei que iria dormir mais.

_ Eu descansei o suficiente. O que faz de pé sozinha? E descalça_ Perguntou, enquanto caçava chinelos pela sala. Diana tinha mania de andar descalça, apesar desta mania não estar sendo algo muito agradável nas últimas semanas. Andava sentindo dores nas plantas dos pés, mas então esquecia-se disso e continuava andando descalça.

_ Um omelete para o nosso café. Venha aqui, sinta o cheiro.

Rhian se aproximou, pondo as mãos na cintura dela pelas costas como sempre costumava fazer. Sentiu o aroma que se espalhava no ar.

_ Está maravilhoso. Como consegue fazer essas coisas?

_ As ervas. Ervas fazem toda a diferença...

Ela parecia bem, e Rhian ficou aliviada, duplamente. Tomaram café juntas, e Diana até pediu para ir lá fora, olhar pela varanda da cozinha, uma selva tomava aquele lado, a vista era igualmente bonita. Rhian pensou se deveria perguntar sobre os delírios da noite passada, mas Diana não deveria lembrar. Ela saberia? Em dois dias, Rhian já havia a visto delirando duas vezes. Aquilo a preocupava. Mas talvez, talvez... Talvez não fosse para tanto. Encostou-se na porta, vendo Diana olhando para a vista, apoiada na varanda. No que ela deveria estar pensando? Rhian daria qualquer coisa para saber. Ela ficou ali mais um pouco, olhando para fora, e então entrou, Rhian foi tomar um banho e quando voltou, ela estava deitada no sofá, enroscada em si mesma e a expressão no rosto dela era...

_ Ei..._ E Rhian abaixou-se a frente dela, buscando aqueles olhos castanhos que pareciam estar em puro sofrimento. E estavam_ O que foi? Diana?

_ É que... Não melhora..._ Não melhorava. A dor não a deixava, havia acordado com dor, se obrigado a ficar de pé, mas seu corpo inteiro doía muito, e havia aquela situação, havia Rhian, havia... Diana estava tão confusa...

­_ Tudo bem, tudo bem, por que não me deixa lavar o seu cabelo?

_ Lavar o cabelo?

_ Num banho quente, vem comigo, vem...

Rhian levou-a para a banheira, encheu de água quente e quando Diana sentiu a temperatura na pele, foi como se a dor começasse a se desmanchar pelo seu corpo bem devagar... E as mãos de Rhian em seus cabelos só tornava tudo melhor. Era outra coisa que costumavam fazer juntas, Rhian adorava cuidar dos cabelos dela, lavar, pentear, aparar, massagear. Diana relaxou, encostando a nuca na borda da banheira enquanto Rhian lhe massageava os cabelos, com as pontas dos dedos, e subitamente, tudo começava a atenuar, a melhorar e os olhos de Rhian deslizavam por ela, pelo seu colo, pela curva dos seios e o corpo coberto pela água lhe instigava, a água quente escorrendo por aquela pele que Rhian já havia tocado tanto, marcado, beijado...

_ Acha que precisa cortar?_ Perguntou Diana, de olhos fechados, referindo-se aos seus cabelos.

_ Cortar? Não, deixa ele crescer, eu gosto do seu cabelo bem comprido...

Gostava, Diana lembrava que ela gostava. Rhian a ajudou a sair da banheira depois de ter enxugado, secado e penteado seus cabelos castanhos, e Diana pensava, pensava o tempo inteiro, pensava na situação, no perigo de tudo, mas no final pensava muito sobre o quanto era bom ter Rhian por perto outra vez. Ela tinha razão, Diana era mimada, e gostava muito de ser mimada por Rhian, e pensava no quão absurdo era estar escondida, com um tiro na coxa, presa numa ilha quase deserta, agindo contra tudo o que achava que acreditava e estar se sentindo tão em casa. Não sentia-se tão confortável desde a morte do seu pai. Era como se precisasse dos braços de Rhian para ir em frente, por isso havia ido atrás dela, até no inferno. Era por isso que ainda estava ali?

Ou talvez estivesse porque realmente, naquele momento, estava incapaz de se manter de pé sozinha. E quando a tarde caiu, Diana sentiu-se incapaz até de se mover. Ficou deitada na cama, enrolada em si mesma, com a cabeça deitada no colo de Rhian que não parava de toca-la, de mexer em seus cabelos, de cuida-la da melhor forma que podia haver. Medicação. E carinho. Muito carinho. Rhian andava evitando pensar naquilo, mas como gostaria que Diana ficasse. Um pouco mais que fosse, que fosse por um dia mais, a respeitaria, de todas as formas possíveis, a verdade é que só a queria por perto, até ter certeza que ela estava bem e depois que tivesse ela poderia... Poderia... Lhe dar outra chance? Ou será que já estava lhe dando? Rhian curvou-se sobre ela, descendo as mãos pelas costas de Diana, lhe fazendo um carinho, e ela estava tão, mas tão cheirosa... Rhian debruçou-se sobre ela, os corpos se encontravam, se atraiam, Diana estava de olhos fechados, sentindo-a perto, não querendo que ela se afastasse, sentia falta do corpo de Rhian, falta de seus braços, de suas mãos, do atrevimento daquelas mãos... Rhian queria ser atrevida. Deitou a cabeça no meio das costas dela olhando para aquelas curvas que tanto adorava...

_ Rhian... Água...

Água. Ela estava com febre outra vez. Rhian foi buscar água para ela e quando voltou, elas trocaram um olhar. E Diana puxou-a pela camiseta, para cama, para cima do seu corpo, Rhian encaixou as pernas entre as pernas dela e sentiu aquele impacto, aquela energia que despendia só delas se aproximarem daquela forma, Rhian podia sentir, Diana podia sentir e o tesão era tão, mas tão forte...

_ Diana, onde nós estamos?_ Perguntou Rhian, apoiando-se nos cotovelos, sentindo o calor que vinha dela.

_ O quê?_ Diana abriu um sorriso, espalhando a mão pelo pescoço dela.

_ Onde nós estamos? Eu só quero ter certeza que você não está delirando...

_ Eu delirei ontem?_ Diana desconfiava que havia.

_ Um pouco, por causa da febre alta_ E apertou a cintura dela, quase despretensiosamente, por baixo do suéter que ela vestia.

_ E o que eu fiz?

_ O que fez?_ Rhian sorriu, olhando naqueles olhos tão de perto_ Bem, primeiro você tentou fugir, e então esqueceu de onde estava e começou a variar sobre o tempo, me perguntando coisas que aconteceram há quatro, cinco anos atrás e então falou sobre coisas desconexas, considerei até que você houvesse sido abduzida, e então você me agarrou.

E Diana riu, era a primeira vez que tinha uma testemunha de seus delírios, não achava que eles eram tão divertidos.

_ Eu agarrei você?

_ Tentou me agarrar, em partes que não deveria estar tocando...

_ Como aqui?_ E Diana agarrou o meio das pernas dela, por cima do moletom, fazendo Rhian pulsar e arrepiar inteira.

_ Diana...!

_ Era minha, não era? Já peguei você aqui milhares de vezes, segundo você não faz diferença.

_ Está delirando?_ E sentia-se pulsando contra a mão dela, Diana sabia como atiça-la, ah como sabia.

_ Não, não estou_ E soltou-a dali, subindo a mão até a cintura dela_ Eu só... Eu não sei, Rhian..._ Diana sentia sua cabeça rodando, e seu tesão subindo de uma maneira que não deveria. Mas só de olhar para Rhian já estava ficando meio louca sem precisar delirar...

_ Sente a minha falta?

_ Rhian...

_ É uma pergunta simples.

_ É claro que eu sinto, Rhian, essa nunca foi a questão...

_ Ainda sente tesão?

E Diana puxou-a pelos quadris, apertando-a contra o meio de suas pernas, arrancando um gemido da boca dela.

_ Diana!

_ O que acha? Eu ainda sinto tesão, é perda de tempo dizer que não sinto.

_ Você tem o meu tesão, tem meu coração, e eu não acho que isso irá mudar. Nós estamos aqui agora, você veio até mim, eu não sei o que vai acontecer amanhã, se você irá querer ir embora ou... Eu não sei Diana, mas nós estamos aqui agora.

_ É só tesão...

_ Você sabe que não é. Seria fácil se fosse. Você tem alguém?

_ Rhian...

_ Você tem alguém?

_ Você tem alguém?_ Devolveu a pergunta.

_ Eu tenho ninguém. Que diferença faz?

_ Então, não faz diferença.

_ Pra mim não faz. Você é a única mulher que é minha. Tudo o que você está vendo aqui é seu. Incluindo o que eu sinto. Você vê o que eu sinto, sempre foi assim. Você entende isso?

E Diana perdeu-se, olhando nos olhos dela, escorregando os dedos pela nuca dela.

_ Eu sinto que você tem uma parte de mim que eu nunca vou ter de volta.

_ E isto é tão ruim assim?

_ Eu não sei. Eu sinceramente não sei, Rhian.

E o tesão murchou, e Rhian ficou simplesmente magoada. Saiu de cima dela, rolando de lado.

_ Eu... Vou buscar outro cobertor pra você.

_ Não_ E agarrou a mão dela, porque não queria que ela se afastasse_ Fica aqui, perto de mim. Deita do meu lado.

Rhian olhou para ela. E foi buscar outro cobertor, a cobriu, tentando abafar a febre, e deitou-se ao lado dela, como Diana havia pedido. Ficaram bem junto uma a outra. Elas pegaram no sono fora de hora, Rhian acordou com Diana se movendo, se descobrindo, a febre havia cedido e Rhian olhou em volta e descobriu que já era noite alta, quase uma da manhã. E Rhian não tinha certeza se havia checado tudo.

Saiu da cama e foi verificar as portas, as janelas, o tempo lá fora. O condomínio parecia vazio, era um resort de férias, era comum que ficasse assim durante a maior parte do ano. E a ausência de movimento deixou Rhian mais tranquila. Trancou tudo e veio para a cozinha, abriu uma das gavetas, checou se a arma continuava ali. Tinha uma arma, apenas por precaução. E então checou a mochila com o dinheiro. Também estava no lugar onde havia deixado.

_ Rhian...?

_ Aqui meu bem, quer um sanduiche?

_ Quero que volte para a cama...

E Rhian abriu um sorriso. Como era gostoso ouvir aquilo.

_ Vamos fazer amor se eu voltar?

_ Não! Só vai ficar deitada comigo, traga o sanduiche...

Era o tipo de abuso que Rhian permitia. Fez sanduiches e suco de laranja, e elas comeram na cama outra vez, e Rhian ficou aliviada por quase não haver sinais de febre nela. Refez o curativo de sua coxa, verificou os pontos, estavam secos, o pior aparentemente já havia passado.

_ Eu quero um banho.

_ Está se sentindo bem? Não está tonta, nada?

_ Não, só estou me sentindo grudenta por causa da febre. Eu só quero um banho_ E olhou nos olhos dela_ Com você.

_ Diana por que está me torturando?

_ Um banho com roupas.

_ Para quê me torturar ainda mais?

Diana riu. E elas foram para o chuveiro, de roupas, e Rhian ajudou-a a ficar limpa, e a ficar consigo. E enquanto a abraçava ali, sob a água do chuveiro, Rhian soube do que tudo se tratava. Diana iria embora pela manhã. E queria levar com ela mais um pedaço de Rhian.

***

O mundo estava tão bonito quando Diana acordou! O sol brilhava no céu, o vento soprava devagar, Rhian dormia ao seu lado. O que faria? Diana sabia o que tinha que fazer, precisava ir embora, precisava voltar para a sua família, avisar Isis que estava bem, suas amigas, todos deveriam estar muito preocupados. Mas como? Se havia aquela coisa tão forte a puxando para Rhian? Pior, como podia deixa-la sozinha naquela história de fuga? Havia ido para Bahamas para protegê-la, para se certificar que ela estaria segura. Mas nunca imaginou que Rhian se tornaria uma foragida. De sua própria polícia. Como podia...? Ficar? Como podia?

Rhian era a sequestrada. Mas Diana era aquela que precisava ser salva. Fato. Pena que não estava tão claro em sua mente.

Quando Rhian acordou, Diana estava diferente. Não sabia dizer o que era, só sabia que ela não estava a mesma do dia anterior. Rhian perguntou se ela queria café, ela queria, fez duas xicaras de café para elas, voltou para perto, pediu para ver os pontos outra vez. E Rhian lavou o ferimento, limpou com cuidado, Diana pouco havia falado.

_ Acha que podemos ir lá fora?_ Ela perguntou enquanto Rhian refazia o curativo. Haviam acordado fora de hora outra vez, já era de tarde.

_ Lá fora?

_ É, gostaria de pôr os pés na água, acha que é seguro?

_ É seguro. Eu levo você.

Levou-a. Não apenas para o curso de água que passava a frente do chalé, mas mais para trás, onde o curso terminava e havia uma cascata e um belo espaço para banho. Podia se ver o mar dali, claramente se podia, elas sentaram-se na borda, colocando os pés dentro da água. O sol estava suave, a água estava naturalmente quente, gostosa.

_ Quer descer?_ Perguntou Rhian. E Diana respondeu que sim, abrindo o primeiro sorriso do dia.

Rhian desceu primeiro e então, pegando-a pela cintura, desceu-a cuidadosamente e quando o corpo de Diana tocou aquela água cálida... Ela sentiu-se outra. Sentia que estava muito melhor aquela manhã, uma noite sem febre, um acordar sem dores no corpo, sem dor de cabeça e perguntou-se qual havia sido a última vez que havia se sentindo tão bem. Um enorme relaxamento tomou-a, causado pela água salgada e pelos braços de Rhian, que a tocavam, a mantinham e Rhian passou a leva-la pela piscina, enquanto contava a ela como aquela piscina natural funcionava, como havia sido feita, era um enorme curso de água ligado diretamente ao mar que serpenteava por todos os chalés e terminava ali, naquela piscina filtrada apenas para banho enquanto todo o resto do curso podia ser navegado sem nenhum problema. Uma grande floresta cercava o lugar, tudo era muito natural, bonito, trazia paz.

_ Você quer ir embora quando?_ Perguntou Diana de repente.

_ Quando você estiver bem.

_ Quando você precisa ir embora? Não quero que se prejudique por mim.

_ Diana_ Rhian encostou-a na borda da piscina suavemente_ Eu quero e preciso ir embora quando você precisar e quiser ir embora comigo. É assim. Não preciso ir antes nem depois.

_ Rhian..._ Abriu um sorriso. Inevitavelmente sorriu, estava relaxada, naquele lugar maravilhoso, com Rhian lhe dizendo aquelas coisas_ Me explica como pretende ir, só para eu entender.

_ Eu tenho um iate aqui, um bom iate, é seguro, veloz, daqui até o destino não levará mais de doze horas. A ancoragem é bem perto da casa, há um carro esperando por mim, e então são mais vinte minutos de estrada. É um condomínio fechado, muito seguro e afastado. Posso ficar um tempo lá, só até eu poder pensar em como reagir a isso, eu tenho dinheiro, posso manter algum conforto pra você...

_ Eu não preciso de conforto, Rhian_ Conforto Diana tinha em casa naquela sua outra vida_ Eu preciso de tranquilidade.

_ Também posso dar isso a você. Eu cuido de você Diana, cuido da sua coxa, do que você precisa. Da sua tranquilidade.

_ Como posso ter tranquilidade se isto é uma fuga?

_ Como eu posso ter tranquilidade longe de você?

E Diana se fazia a mesma pergunta. Ficaram um pouco mais pela piscina e Rhian sentia como se Diana estivesse escapando por entre os seus dedos mais uma vez. E Rhian queria beija-la antes que ela fosse. Um beijo que fosse. Rhian pensava em beija-la o tempo inteiro. Perguntou-se o que ela faria se tentasse mais. Tinha medo de fazê-la mudar de ideia ao mesmo que se perguntava se um beijo não a faria confirmar a ideia. Rhian sempre havia tirado tudo o que queria de quem quer que fosse. Mas com Diana tudo havia sido diferente do começo ao final. Então ficava perdida, sem saber bem o que fazer, sem ter certeza do que funcionava com ela. Só sabia que não queria ficar sem ela agora. Era tudo o que sabia. Não levou muito tempo e o sol começou a se pôr. E elas se apoiaram na borda da piscina para ver o sol sendo engolido pelo oceano. Era lindo, era absolutamente lindo.

_ É... Lindo_ Disse Diana ao assistir, Rhian estava em suas costas, protegendo-a com o seu corpo.

_ Precisa ver a lua nascendo do oceano daqui, é ainda mais bonito.

Silêncio. Rhian apertou-a nos braços deitando um beijo em seu ombro sabendo no que ela estava pensando. Ou achando que sabia.

_ Rhian, deixa eu olhar pra você, nós precisamos conversar.

E Rhian se afastou um pouco, permitindo que ela se virasse. Se olharam nos olhos e algo gelado subiu pelo estômago de Rhian.

_ Ouça, Rhian, eu..._ E ela fez uma pausa para respirar_ Eu não estou pronta.

_ Pronta? Pronta para quê?

E Diana ponderou antes de falar, olhou para as árvores, para a água tingida pelo pôr do sol.

_ Eu não estou pronta para..._ E olhou para a única coisa que realmente fazia sentido, os olhos de Rhian_ Deixar você de novo_ Ela enfim disse, causando borboletas pelo corpo  inteiro de Rhian_ Ouça Rhian, deixar você foi terrível. Levou muito tempo para que eu me sentisse sem você, muito tempo para acalmar a minha dependência e ouvindo você falar sobre a moça que ajudou você a escapar... Acho que há semelhanças. Você era o cara perigoso quando eu cheguei ao Rio, o cara que todos me alertavam para ficar longe, mas eu não ouvia, nem temia, porque tinha certeza que podia lidar com você, que você nunca me faria mal. E então, na primeira vez que eu vi que não era bem assim, eu acordei num lugar que não conhecia, temendo pelo o que poderia acontecer, e isso me assustou demais, porque..._ Aquilo ainda a machucava, o rompimento delas havia sido dramático e ruim, muito ruim_ Eu me lembro do seu pai vindo até mim, me dizendo que se eu não podia controlar você, ninguém mais podia e ele precisaria tomar outras medidas. Isso me assustou muito. Você me assustou.

Rhian respirou bem fundo. Era difícil ter que ouvir tudo aquilo, mas aquela era a conversa que nunca haviam tido.

_ Eu sei que assustei você. Eu assustei a mim mesma também, mas a forma com a qual reagi não é de alguém perigoso, é de alguém desesperado. Eu estava falando, ninguém estava me ouvido, e havia sido assim a minha vida toda, ninguém levando a sério o que eu dizia, as coisas que eu contava. Eu não sou louca, Diana. E também não sou a garotinha mimada do papai como acham que eu sou. Eu vim de um mundo muito diferente, que muitas pessoas acham que só existe em cenas de cinema. Mas é real. A corrupção, o desvio de valores, não só financeiros, valores éticos, humanos, primordiais. Há uma outra ordem no mundo, que eu vi de perto, que levou a minha mãe de mim.

_ Sua mãe foi morta num acidente de avião, Rhian...

_ Não foi. Meu pai a matou. E deixaram que ele fizesse uma cena sobre o caixão dela. Mas não importa agora. O que importa é que eu não sou perigosa. Sabe o que considero algo muito perigoso, Diana? Alguém capaz de tirar o sentido de toda uma vida com a sua simples ausência_ Disse, cheia de dor_ Eu nunca tive orgulho de dizer que tenho dinheiro, que moro numa cobertura, você sabe que tudo isso sempre foi bobagem para mim, mas eu tinha um orgulho enorme de dizer que sabia exatamente quem eu era, que me conhecia profundamente e melhor do que qualquer outra pessoa. Eu era centrada, segura de mim, das minhas convicções, das coisas que eu queria. E então você foi embora, e nada mais fazia sentido. Nada. Nem as coisas que achava que gostava, nem aquilo que pensava que precisava, nada. Eu parei de sair, de manter todas aquelas redes sociais, de brigar com Romeo, de questionar o meu pai. Queria até parar com a faculdade, só não parei porque pensei no que diria a você caso a gente se encontrasse de novo, não queria ouvir que era incapaz até de terminar uma faculdade. Você me destruiu, Diana. Quando foi embora daquela forma, quando sequer... Me ouviu depois. Você é o cara perigoso. Que eu queria muito poder controlar, mas que não conseguia. Você era um perigo para quem eu era, e é parte integrante de quem eu sou agora. Eu continuo ferida. Desde quando você foi embora, e eu sinceramente acho que mereço uma chance de me curar.

_ De se curar de mim?

E Rhian negou, balançando a cabeça.

_ De me curar da sua ausência. Ainda que não tenha você. Eu só quero que você fique.

E Diana pegou-a pela nuca, firmemente, puxando-a para bem perto, tocando a sua testa na dela, sentindo a pele dela perto da sua, como estava com saudades daquela pele, como estava com saudades de Rhian e como estava louca para ficar com ela...

_ E eu só quero que você me leve para dentro_ Disse, correndo os lábios pelo pescoço de Rhian, fazendo-a suspirar absolutamente entorpecida pelo o seu toque_ Para o quarto e para a cama porque agora, eu quero fazer amor...

E Rhian pegou-a decididamente pelo rosto e deslizou a sua boca para dela.

Elas se beijaram, intensamente, profundamente, Diana pegando-a pelo rosto, pela nuca, pegando aquela mulher que era sua, que era o seu amor, a sua necessidade, aquela que nunca conseguiria esquecer, ou deixar para trás.

_ Rhian...

_ Shssss, nós vamos fazer amor aqui...

E deslizou a boca pelo pescoço de Diana, subindo a mão pela sua nuca, pelo meio dos seus cabelos, e era por isso que Diana era louca por ela, porque ela tinha aquela coisa que não a deixava pensar, respirar, não querer, Rhian devolveu sua boca para a dela e lhe cortou o ar, o bom senso e Diana estava tão, mas tão pronta para fazer aquele amor com ela...

_ Ótimo. Eu me arriscando para salvar você, e você aqui, de lua de mel com essa vadia!

E Rhian nem precisava se voltar para saber quem era.

_ Mali, o que você...?

_ Faço aqui?_ E atirou um envelope pela borda da piscina_ Estou sendo a idiota, sendo a babaca que faz tudo o que você pede, incluindo o passaporte dessa branquela metida que você insiste em precisar!

_ Passaporte?_ E Diana se afastou de Rhian_ Que passaporte?

_ O seu passaporte querida, que irá levar essa sua bunda linda de volta para a cama dela!

E Rhian não podia acreditar no que estava acontecendo.

_ O que você vê nessa garota? Me fala, porque eu não consigo entender! Ela não é o seu tipo, não é como nós, como você pode...

_ Eu sou tão idiota_ E Diana nadou para as escadas.

_ Diana espera...

_ Vai para o inferno, Rhian!_ Disse, subindo as escadas com dificuldades e furiosamente_ E leva essa psicopata junto com você, pelo jeito ela morre e mata se você mandar!

_ Começando por você sua infeliz! O que você tinha que aparecer aqui?

_ Ah eu já estou tão cheia de você!_ E Diana simplesmente pegou-a pelo cabelo e a atirou na piscina, violentamente e sem chances de defesa. Mali afundou e então voltou, tossindo, afogada, assustada.

_ Sua louca, maldita! Eu vou matar você!

_ Você tenta querida, mas eu garanto que rasgo a sua cara em pedaços se chegar perto de mim de novo!

_ Ei, Diana, Diana, espera!_ E Rhian saiu da piscina rapidamente indo atrás dela_ A sua coxa, espera!

_ Você não ouse me tocar outra vez!_ Esbravejou, voltando-se de frente para Rhian_ Não ouse me tocar nunca mais, não ouse me dizer nada, eu não quero olhar para você!_ E seguiu andando, sua coxa ardia, parecia que algo estava muito errado, mas não ligou, estava furiosa demais para ligar.

_ Não é o que você está achando que é, está agindo como da outra vez, não está me deixando explicar!

_ Explicar o que já está claro? Me deixa em paz Rhian! Eu nunca deveria ter vindo aqui, nunca deveria ter deixado você chegar perto de mim outra vez, você nunca vai mudar, nada nunca vai mudar. Eu sou tão burra, tão burra!_ E correu para o chalé, do jeito que podia, mesmo sentindo que sua coxa estava se partindo em mil pedaços.

_ Diana! Diana espera, você não pode...!

_ Sua infeliz...!_ E Mali havia saído da piscina e avançou em Rhian, com ódio, tentando batê-la, machuca-la, arranha-la, tentando qualquer coisa que doesse nela, o que não aconteceria. Rhian segurou-a pelos punhos com uma enorme facilidade, e domou sua raiva com uma facilidade maior ainda.

_ Não ouse fazer outra cena, você está me entendendo? Você não ouse_ E soltou-a, pegou o envelope que ela havia atirado ao chão e se dirigiu para o chalé. As pegadas molhadas de Diana estavam pela escada, e então pela sala levando até o quarto. Onde ela chorava, copiosamente. E Rhian não aguentava vê-la chorar daquela forma. Havia prometido a si mesma que nunca mais iria fazê-la chorar assim_ Diana...

_ Eu sou sua refém_ Ela disse, entre as lágrimas_ Eu não tenho como sair daqui, não tenho como ligar para ninguém, não tenho documentos, ou dinheiro, eu não tenho nada. Eu sou sua refém. Você sabe que eu sou, e brincou comigo.

_ Brinquei com você? Eu não brinquei com você..._ E Rhian moveu-se na iminência de se aproximar, mas Diana não deixou.

_ Não chega perto de mim!

_ Diana, calma! Fica calma, eu não brinquei com você, o que você está dizendo?

_ Você brincou comigo, Rhian! Brincou como sempre fez, eu não tenho com ir embora, seja porque não saberia como, seja por essa coisa que eu ainda sinto por você! Você sabia que eu ia ceder, você tinha certeza que eu ia ceder, mas continuou fazendo uma cena, brincando comigo, me dando a falsa impressão de que eu estava no controle, como você sempre fez!

_ Não! Não Diana, é claro que não...

_ Não? Você mandou aquela vigarista fazer um passaporte falso para mim, como podia não ter certeza?!

_ Eu não tinha certeza, mas tinha esperança_ Disse, levando a mão a testa como sempre fazia quando estava preocupada_ Esperança que você ficasse, que viesse comigo, essas coisas demoram, e eu não tenho muito tempo, então pedi para ela, mas não significa nada. Significa apenas a minha esperança. Não é crime ter esperança. Está interpretando errado o meu amor.

Diana olhava para ela.

_ Ou talvez você me ame errado mesmo. Saia daqui.

_ Diana...

_ Eu odeio isso! Odeio esse domínio que você tem sobre mim, odeio esta coisa que sempre me traz de volta pra você, eu odeio, odeio tudo isso, eu odeio, odeio...

Rhian olhou para ela chorando sozinha naquela cama, extremamente ferida, magoada, decepcionada. E para Rhian, nada podia ser pior, nada podia. Como podia ser? Ela havia voltado para os seus braços há menos de três minutos, e Rhian já havia a machucado.

_ Meu bem...

_ Me deixa sozinha, Rhian, por favor, me deixa sozinha...

Deixou-a sozinha, era a única coisa que podia fazer. E quando Rhian saiu para a sala, Diana fechou a porta e escorregou para baixo, sentindo uma dor intensa em sua coxa, que só não era maior do que a dor que estava sentindo em seu coração, em seu orgulho. Havia sido burra, como havia sido burra...

_ Você realmente tem certeza do que está fazendo?

E Rhian não pôde acreditar que Mali ainda estava ali, molhada em sua sala, falando com ela mais uma vez.

_ Mali, por favor..._ E Rhian caminhou até a porta da sala, olhando para a noite que já começava a cobrir a ilha com suas asas.

_ É a última vez que pergunto a você Rhian, você tem certeza do que está fazendo?

_ Mali..._ Rhian virou-se de frente, passando o punho pela linha dos olhos_ Ela é a minha mulher. Eu acredito em cada palavra que ela diz.

E aquilo foi como uma lâmina afiada no coração de Mali. Mais uma lâmina.

_ De olhos fechados?

_ De olhos fechados, eu confio nela totalmente. Diana nunca me machucaria, nunca mentiria pra mim, se ela diz que não sabia de nada, ela não sabia de nada, ponto final.

_ Rhian, ela é da polícia, ficar com ela é uma condenação! Como pode ter certeza que hora ou outra ela não vai entregar você?

_ Diana fará o que achar que tem que fazer, ela tem um senso de justiça melhor que o meu e o seu, qualquer coisa que ela faça, estará fazendo o correto, é como Diana é. E ela é minha. Da exatamente maneira que ela é, eu nunca vou culpa-la por nada que ela faça em relação a mim, eu sou uma pessoa muito difícil, você já deve ter percebido.

E toda vez que Mali achava que não poderia se machucar mais, Rhian ia além.

_ Nem precisa confiar nela de olhos fechados, ela cega você de qualquer forma...

_ Mali, ouça: ela é o amor da minha vida. Sem Diana eu sou apenas uma daquelas pessoas frustradas por não ter quem se ama por perto. Eu já tenho muita sorte por ter podido ficar com ela esse tempo, e se eu tiver um pouco mais de sorte, ela vai deixar que eu cuide dela por mais esta noite, eu vi a coxa dela sangrando, os pontos devem ter aberto...

_ Você está fugindo da Polícia das Bahamas, da Polícia Federal Brasileira, do psicopata do seu irmão e a sua única preocupação é com as pernas dela. Eu, eu... Estou fora. É o ponto final para mim, Rhian. Eu estou deixando você, coisa que tecnicamente já fiz há mais de um ano, mas a minha frustração por não ter quem eu amo por perto me arrastou até aqui_ Disse, sentindo seus olhos se enchendo de lágrimas_ Tudo está em ordem, Kes disse que a casa está livre pra você, a chave está enterrada no terceiro vaso da porta e o passaporte de Diana ficou incrivelmente bom para o pouco tempo que eu tive. Falando nisto, ela é linda. Nojenta, mas é linda. E há algo bom sobre ela ter aparecido. Enquanto você tiver as pernas dela para se preocupar, eu sei que se manterá viva. Boa sorte, Rhian.

Rhian olhou para ela. E abraçou-a longa e carinhosamente, tocando pela cintura, pelo meio das costas molhadas pelo banho que Diana havia lhe dado.

_ Obrigada por tudo Mali, de verdade e tome cuidado com Kiria, você deve sair da cidade por um tempo_ E foi até a mochila, pegou mais algumas notas.

_ Eu pensei nisso também, já comprei passagens para Cartagena, Kes está lá, talvez alguém me siga numa pista falsa, enfim.

Rhian lhe entregou mais algum dinheiro num envelope.

_ Kes vai cuidar de você.

_ Espero que não, dizem que ela é pior que você. Cuide de você. E de quem você ama.

E elas trocaram outro longo abraço, e Mali enfim, foi embora. E Rhian se viu sozinha ali, sem saber bem o que fazer. Ouviu o chuveiro ligando, Diana estava no banho, o que deveria fazer? Tinha o tempo de um banho para decidir.

***

Diana havia ouvido toda a conversa com Mali. E só então foi para o seu banho, tirar aquela salinidade do corpo, perceber que havia rompido os pontos de sua coxa, pensar, pensar e pensar. E chorar. Diana chorou seu banho inteiro, chorou porque tudo era muito difícil, seu coração dizia que era de verdade, que Rhian realmente a amava, mas a verdade é que a questão nunca foi o amor de Rhian. Diana sempre soube que era real, a questão sempre foi a forma que Rhian a amava. Desde a primeira vez que Diana havia posto seus olhos nela, lutava para não ser como as outras, para não ser totalmente dominada por Rhian, e a verdade é que não era assim. Rhian apenas a fazia sentir no controle. E Diana a odiava por aquilo. Odiava tudo aquilo. Arrastou-se para o quarto, para encontrar algo para vestir, encontrou, vestiu-se e...

Batidas na porta. E Rhian não era do tipo que esperava ouvir que podia entrar para entrar. Ela trazia algumas coisas nas mãos.

_ Posso refazer os pontos?

Diana olhava para ela. Estava sentindo muita dor, e temia que os delírios lhe tomassem se ela não parasse com a dor. Disse que sim. E Rhian lavou as mãos, tirando todo o sal possível, e então separou o material necessário e colocou luvas descartáveis, aproximando-se dela na cama. Enquanto Rhian refazia os pontos, elas não se disseram nada, sequer se olharam. Quando terminou Rhian lhe aplicou outro injetável e lhe trouxe os comprimidos que estava tomando. E então ela falou, lhe entregando uma bolsa pequena.

_ Veja, aqui está a sua identificação, havia dado para Mali poder arrumar o passaporte, aqui também tem algum dinheiro, e um celular por satélite, ele sempre tem sinal, eu escrevi também o endereço completo de onde você está para você poder pedir o resgate_ E então ela se moveu pelo quarto, apanhou uma mochila e começou a colocar algumas roupas lá dentro_ Eu anotei também a sua medicação, o que você está tomando e que horas deve tomar, e eu só vou pedir que você espere até de manhã, eu já chequei o barco e vou partir de madrugada. Deixei cordas na mesa da cozinha, e uma arma, pode dizer que eu fiz você de refém, que não aceito até hoje o fim do nosso relacionamento, não será uma mentira, enfim. Eu vou dormir no sofá, até a hora de ir embora. Eu sinto muito por tudo isso, por toda essa situação, eu não quis brincar com você, e não brinquei. Eu só queria que você ficasse. Queria muito que ficasse, porque não estava pronta para perder você de novo, o que é uma besteira uma vez que sequer estava pronta para ter você de novo_ Fechou a mochila, sem encarar os olhos de Diana_ Eu vou trazer algo pra você comer e deixar você dormir_ Pegou a mochila e saiu do quarto.

E quando aquela porta se fechou, Diana desmoronou dentro de si. Abraçou um travesseiro contra o peito e chorou. Chorou outra vez, chorou muito, chorou perguntando-se o que valia mais, uma comedida insegura ou uma impulsiva que acredita.

 

E foi quando a mente de Diana foi invadida por aquela noite em que havia visto Rhian pela primeira vez...

Notas finais:

Meninas lindas e poderosas, mais um capítulo da história. Que vcs estejam curtindo, pois eu realmente estou adorando conhecer vcs. 

Bjos girls!!! s2 s2



Comentários


Nome: Lai (Assinado) · Data: 17/07/2016 22:59 · Para: A Impulsiva que acredita

Oiee Tessa, voltei!

Comecei a ler o  capitulo 4 com você relatando sobre as ações de Diana...as vezes ela é tão dada q tem medo dela mesma e prefere se proteger afastando-se.Nesse capítulo pude perceber que ela tava ali querendo acreditar, ainda quebsua cabeça dizia q sim condicionada por frases bde outros que foram confirmadas por algumas atitudes de Rhian.Aparentemente pq Diana nunca deixa ela explicar. .é bem impulsiva ou seria que como n consegue controlar o q sente, na primeira Desculpas convence seu cérebro a que ela n presta mesmo tendo escutado escondida. ..

Ela di que Rhian a faz agir de maneira q n pode controlar, mas Rhian n a domina é ela que temq aprender a não deixar o sentimento por Rhian a manipular e ela é ta no ensimismamento, so olha pra o que sente ou o q Rhian faz, mas n vê o quanto magoa Rhian e a vida q a mesma runha/tem, onde cresceu e di q a ama mas nynca acredita nela .

Sobre os delirios. .estou eaborando várias teorias. ..

Achei q tivesse num xfilekkk.Bem,certamente ela participou de um experimento, pode ser esquizofrenia ou me inclino fortemente por um mecanismo de defesa..reparei que cada cez q ela n pode com uma situação aparece os sintomas e delira. ..vamos ver os próximos capítulos e juntar informações. ..tb conhecer a forma de pensar da autora. .o que a motivou a escrever! !

 

Já viu que a pessoa começou a delirar tb, estava indo tão bem podendo disfarçar minha anormalidade rs.

Terminei por fim o comentário com uma mão. .

Logo lerei os outros. ..

Beijosss



Resposta do autor:

Oieee Lai!

Diana é pura resistência nesses primeiros capítulos, sempre tentando se defender, tentando se afastar, tentando convencer a si mesma de que a Rhian é ruim para ela. Vc tem razão quando diz que ela nunca deixa a Rhian explcar nada, que sempre se antecipa, Diana luta contra si mesma tentando se tirar da Rhian quando na verdade lá no fundo ela sabe que o amor existe, persiste, sobrevive :)

Sobre a teoria dos delírios, adorei hahaha Se tratando da minha escrita, bem poderia ser qualquer uma das alternativas citadas, confesso que cogitei muito a questão do mecanismo de defesa, seria muito válido e estaria no contexto, mas enfim, vou deixar vc ler mais ^^

Fique a vontade para delirar assim sempre que for comentar aqui, tá, adorei as suas colocações!

Obrigada pelo feedback detalhado :)

Beijos!

 



Nome: Mah Rizzon (Assinado) · Data: 16/07/2016 20:40 · Para: A Impulsiva que acredita

Não tem como não se apaixonar pela Rhian e desejar que existam mais pessoas assim no mundo. Piegas querer uma dessas em minha vida? Acredito que não somente eu deseje uma Rhian, mas muitas que lêem Delirium, pois fica visível o quão essa mulher é perfeita. Mas Tessa, este capítulo me trouxe a sensação de que apesar dessa áurea de mulher ímpar, a Rhian tem muito ainda para amadurecer e desenvolver. Acredito piamente que o término desse sonho de relacionamento aconteceu não somente pq a Diana decidiu ir embora, mas também pq algo de muito grave surgiu e elas duas não souberam lidar com a situação. Sabe, acredito que muitas de nós nem percebemos que quando elas estavam juntas, eram somente duas garotas, sem experiência alguma de vida e de um relacionamento a dois. Talvez tenha sobrado drama, mas faltado bom senso e pés no chão. Ansiosa para desnuviar essa relação.



Resposta do autor:

Olá Mah!

 

A Rhian é uma fantasia de namorada ♥ Porém, Mah, sem querer te dá spoilers mas já sentindo a sua sensibilidade a respeito das personagens, te adianto que vc está muito certa: Rhian é perfeita para a Diana, mas imperfeita como pessoa, e ela sempre tenta mascarar essas imperfeições por medo de perder a namorada e esses medos levaram as duas direto para um rompimento desastroso.

E vc foi primorosa em citar a idade das duas: Diana tinha 19 anos, havia saido do interior de Goiás e na primeira noite na cidade dos sonhos, Rhian a levou para a casa num Audi conversível (pronto, mais spoilers, perdão, mas é que a discussão com vc é tão boa que me empolgo haha). Rhian tinha 21 anos quando conheceu a Diana e nunca havia namorado ninguém. Elas não tiveram experiência para fazer dar certo :/

Sobrou drama e faltou pés nos chão.

Mah, muito, mas muito obrigada por ter surgido em Delirium nesses dias que foram tão dificeis para mim. Pela primeira vez eu passei por um momento de desestabilização e dúvidas sobre a história, além de ter sido perturbada por uma leitora psyco-crazy, e os seus comentários vieram a calhar de uma maneira que... Olha, vc foi uma das responsáveis pelo meu eixo ter voltado para o lugar. Muito obrigada mesmo! Por ter me trazido de volta para a minha história e por estar me lembrando de questões tão significativas :)

Beijos, até mais!



Nome: Maria Flor (Assinado) · Data: 19/06/2016 22:14 · Para: A Impulsiva que acredita

Ai, Tessa! 

Desculpe-me ser repetitiva, mas que história!!!

Rhian... Você tem razão sobre ela, querida autora, ela é uma fantasia, uma quimera tão bem criada que poderia beirar a pieguice, mas não. Só nos deixa com mais vontade de encontrar as Rhian's do mundo real. A cena dela abraçando a Diana, para que ninguém a tirasse quando estivesse dormindo foi de uma poesia tão profunda, uma insegurança tão boba e, ao mesmo tempo, tão real por estarem fugindo da polícia. Aquele parágrafo foi poético na medida perfeita, por mais que, talvez, a maioria das pessoas não tenha percebido.

Quanto aos delírios da Diana, inicialmente, achava que ocorriam como uma forma que a mente dela encontrou pra fugir da vida que ela levava, assim como consequência da má alimentação que ela devia estar tendo durante aquele período. Traída e traidora, sem o pai que tanto amava, sem a mulher de sua vida, resumindo, só acumulando perdas e decepções... Achei que era uma forma que sua mente tinha encontrado pra tentar fugir da dor.

Mas nesse capítulo, quando descobri sobre as vozes, as dores nas plantas dos pés, comecei a ter dúvidas quanto à minha teoria. Talvez você nos deixe na dúvida quanto a um suposto tumor cerebral ou até mesmo demência, mas seria tão banal se essas fossem a causa que, confesso, me decepcionaria. A narrativa é tão intensa, diferente, única... Tudo que acontece é tão surreal e crível, ao mesmo tempo e intensidade, que seria decepcionante, para mim, se câncer ou demência prematura fossem o diagnóstico.

Quanto à Mali, coitada, ela poderia ter visto o que viu e ter ido esperar na sala. Mas se fizesse isso, não estaria sendo fiel ao que sente. Apesar que, confesso, se eu fosse ela e mesmo que sentisse só amizade, ia atrapalhar só pra dar uma zuada e depois esperaria pelo casal 20 na sala.

Ah, e pra terminar, pode até não ter sido a intenção, mas a suposta despedida da Rhian foi tão "tô abrindo mão do que mais amo, se é isso que vai te fazer feliz" que a Diana não tem escolha. Não tem como resistir a isso, a  ela. Ambas presas nesse sentimento avassalador e quase doentio que as une.

Quanto a mim, simples leitora e espectadora dessa saga tropical, parece que no próximo capítulo terei mais respostas aos meus questionamentos 😁

Que assim seja!

Beijo grande e até o próximo capítulo.

 

Ps. Búzios é incrível, passei ótimos momentos por lá tbm. Mas se você for fã de praia e ainda não conhece, te indico Arraial do Cabo. É pertinho e extremamente bonito.

 

Ps2. Quando você diz literatura fantástica, tá falando exatamente do quê? Tipo Harry Potter, Sevenwaters, ou algo mais futurístico?



Resposta do autor:

Maria Flor, sua linda, que comentário delicioso!!!

 

Vamos lá, por partes ^^

 

Eu te disse, não foi? Rhian é uma fantasia, ela tem todos os elementos possíveis de namorada perfeita não sendo perfeita, porque ela tem muitos defeitos mas tem qualidades tão lindas que a fazem assim, essa Rhian maravilhosa que enche os olhos e o coração ♥ Vc já percebeu que a minha protagonista mor é a Diana, mas eu sou louca pela Rhian *.*

Agora falando dos delírios da Diana, eu posso te garantir que sim, é uma reação mais física do que mental, o que já te faz poder riscar demência prematura da sua lista, e não, não, não, eu sou muito complicada escrevendo para ir pelo caminho mais fácil da situação haha Não se preocupe, uma das coisas interessantes é que a Rhian é uma espécie de estrela dos diagnósticos, é uma médica promissora que diagnostica muito bem e ela começa a ver os sintomas e a tentar encontrar uma doença, mas é complicado, enfim. não precisa se preocupar viu, a doença da Diana é algo friamente calculado haha

E a Mali é uma figura hahahaha me divertir muito escrevendo a moça, e ela também é uma amostra grátis do poder da Rhian sobre as mulheres que a cercam, mais do que atrapalhar os momentos a Mali está ali para exemplificar este lado da Rhian e contrabalancear a mulher que a Rhian é com a Diana, por essa ótica dá pra ver o quanto a Di é especial para a caribenha :)

E então, a cena do quarto. É uma cena pequena, mas que também diz muito sobre a coisa linda que a Rhian sente pela Diana. Ela é uma protetora, é louca por aquela moça e só quer mantê-la por perto, bem, segura, que dar a ela as melhores coisas que aquela situação permite. Esta é Rhian Kier para Diana Ferraz =)

Só acho que vc irá gostar muito dos próximos capítulos, são disparados os meus preferidos da história inteira, ansiosa pelos seus comentários!

Ps: Búzios foi maravilhoso!! E eu acho que fui até Arraial do Cabo para um passeios de escuna, vou perguntar pra Clara se fomos lá, e falando em Clara minha dignissíma namorada aproveito para passar dois recados dela para a sua pessoa:

Recado 1: Ela pediu para dizer que é sua fã! Que está adorando seus comentários tão enriquecedores para a história!

Recado 2: POR QUAL RAIO DE MOTIVOS VC PAROU A HISTÓRIA QUE ESTAVA ESCREVENDO?? ELA COMENTOU NOS TRÊS CAPÍTULOS E VIVE EM ABSTINÊNCIA SEM SABER O QUE SE PASSOU

Pronto, voltei para mim ^^

Ps2: O meu gênero é literatura fantástica, mas medieval, depois se vc quiser, me passa o seu e-mail que eu te mando uma amostra. Aliás, tava pensando em pôr uma amostra aqui no site, mas não sei se as leitoras daqui aceitariam bem literatura fantástica, nem sei :/

 

Beijinhos!



Nome: ReSant (Assinado) · Data: 15/06/2016 18:52 · Para: A Impulsiva que acredita

caramba, logo naquele momento a guria chega, que estaraga foda kkkk, essa mereci o premio do ano



Resposta do autor:

Mali tem esta capacidade haha

Aliás, ex-namoradas tem essa capacidade né rsrs



Nome: Ada M Melo (Assinado) · Data: 15/06/2016 18:03 · Para: A Impulsiva que acredita

ô louco! essa Diana, quem entende uma coisa dessas....



Resposta do autor:

Oieeee Ada!!

Fico feliz que esteja acompanhando a história!

 

Diana é difícil né haha

 

Bjs!



Nome: Marcinha (Assinado) · Data: 12/05/2016 19:56 · Para: A Impulsiva que acredita

Nuss como a Diana é teimosa cara...Teimosa e ciumenta..Da pra acreditar logo na Rhian e ir com ela....Poxa vida...meu coração se parte com dó da Rhian... #chatiada

To amando cada capitulo....



Resposta do autor em 12/05/2016:

Ciúme e teimosia são marcas registradas da nossa querida Diana haha Mas pode deixar que não é nada que Rhian Keir não posso lidar, ela sabe bem como dobrar essa moça ;)



Nome: patty-321 (Assinado) · Data: 12/05/2016 14:11 · Para: A Impulsiva que acredita
Tessa, parabéns. Incrível a estória. Intensa. Inesperada. Romântica tb. Amando. Viciante. Enredo maravilhoso, personagens únicas. E agora Diana? Bjs

Resposta do autor em 12/05/2016:

Patty, obrigada pelos elogios!

Fico muito feliz que vc esteja gostando do romance, por favor siga com Diana e Rhian, há muito mais por vir pelos próximos capítulos!

Abraços!



Nome: Schwinden (Assinado) · Data: 10/05/2016 04:28 · Para: A Impulsiva que acredita

Menina, parabéns! Fazia tempo que uma história não me prendia desse jeito! 

Continue seu ótimo trabalho, estarei sempre por aqui ;)



Resposta do autor em 10/05/2016:

Gente, se faz necessário um emoticons de olhos brilhando *.*

Cristiane obrigada pelo seu comentário! Significa muito pra mim que você esteja lendo e gostando da história, pode deixar que irei seguir com o trabalho! Me identifico muito com a sua escrita, uma vez que a minha zona de segurança na verdade é literatura fantástica e cientifica, 2121 tem enredo, cenários e personagens maravilhosos!

Obrigada, obrigada mesmo =)



Nome: Pryscylla (Assinado) · Data: 10/05/2016 02:38 · Para: A Impulsiva que acredita

Diana também não facilita nhe aff... ela podia se entregar de vez ao amor.

Bjus =]



Resposta do autor em 10/05/2016:

Nesse capítulo nós tivemos a impulsiva que acredita (Rhian) e a comedida insegura que é a Diana, ela tem medo de tudo, mas vamos cuidar para que todos esses medos sejam derrubados capítulo a capítulo. Continue na leitura comigo! Beijos no coração :)



Nome: annagh (Assinado) · Data: 10/05/2016 00:42 · Para: A Impulsiva que acredita

Eu quis dizer que o instinto protetor de Rhian e o amor que ela sente por Diana é lindo de se vê  e DIFÍCIL  de se encontrar fora do mundo da ficção....rsrsrsrs...Beijo.



Nome: Ana_Clara (Assinado) · Data: 10/05/2016 00:31 · Para: A Impulsiva que acredita

Meu, que vontade de pegar a Mali e enviá-la para outro planeta. kkkkkkk Mas olha, a Rhyan causa esse efeito nas pessoas, ela seduz com esse charme, essa bondade contraditória. E ao mesmo tempo que sentimos uma Rhyan toda apaixonada, preocupada, sabemos que existe mistérios e é isso que a deixa mais encantadora. E volto a dizer, este sentimento de amor entre elas é palpável ao extremo. Vc consegue segurar nas mãos e sentir, mensurar. Eu no lugar da Diana estaria muito mais confusa, com certeza. Talvez esse seja o efeito que a Rhyan causa na Dih, delírios!!!



Resposta do autor em 10/05/2016:

Oi Ana ♥ Rhian é uma sedutora nata, e uma daquelas pessoas que surpreende há cada atitude esperada. Acho que ela é um grande exemplo de que esteriotipos e preconceitos caem por terra muito rapidamente, foi assim que a Di se apaixonou por ela, há cada coisa inesperada que ela fazia e faz, pq nós sabemos que a paixão da Diana por ela segue como um organismo vivo e pulsante. Rhian confude e causa delírios, é da natureza dela mesmo ^^



Nome: annagh (Assinado) · Data: 10/05/2016 00:21 · Para: A Impulsiva que acredita

P.S Desculpe os erros Tessa. ...to digitando do celular.

Beijos



Resposta do autor em 10/05/2016:

Que isso, nada de desculpas. Com essa nossa vida corrida, hoje fazemos praticamente tudo pelo celular e as vezes ele não se torna uma ferramenta muito bacana com o nosso português, afinal escrevemos uma palavra e ele teima em mudá-la para outra. rsrsrsrs

Beijos



Nome: annagh (Assinado) · Data: 10/05/2016 00:19 · Para: A Impulsiva que acredita

Oi Dessa. Tudo bem?

Que capítulo grandaaaaaaaaaaoooo...amooooooooooo.....

Queria poder comentar cada parágrafo...mkkkkkkkk...por que amo cada detalhe. Apenas quatro capítulos e já amo essa estória magnífica cheia de mistério, romance, sensualidade à flor da pele...

Amei a cena da banheira.  A cumplicidade  entre elas é fantástica. .e a sintonia na piscina??? Tavaam bom demais pra ser verdade....mkkkkkkkk...mas sei que as cenas hots ainda virão. O que não falta entre Diana e Rhian é fogo e tesão...e muito amor, claro. A Rhian me faz lembrar a Theo personagen de 2121...o jeito protetor e o amor incondicional dela por Diana é lindo de se vê  e de se encontrar fora do mundo da ficção. 

Acredito que dessa vez Diana não conseguirá abandonar a mulher que tanto ama. Prevejo muitas lágrimas nesse conto. Mas cada lágrima minha galera a pena.

Você é  incrível Autora...queria poder falar mais...mais...mais e mais....mkkkkkkkk..Mas não vou te chatear com minhas opiniões as vezes meio malucas.

Não demorE

Beijo com carinho...



Resposta do autor em 10/05/2016:

Olá Anna!! Acho que foi vc quem me comentou em outro cap que gosta de capítulos grandes, né? Então, acho que 60% dos meus capítulos tem esse tamanho, ao menos isso a sua satisfação já está garantida haha

E vc citou a cena da banheira *.* E pegou exatamente o para quê ela foi escrita, eu tentei passar exatamente isso, o tamanho da cumplicidade e o quanto que elas se conhecem, se precisam, se encaixam naquelas coisas espeficas da vida que geralmente só encontramos uma pessoa para compartilhar. Elas são essa única pessoa uma da outra.

Amei a comparação com a Theo! Sintetiza a Rhian muito bem, iremos descobrir mais sobre o incondicional desse amor dela pela Diana mais para frente e ficaremos ainda mais convencida do quanto esta caribenha ama a sua namorada teimosa :)

E por favor, fale sempre, fale muito, estou adorando ler os comentários! Há cada coment novo eu fico ainda mais empolgada para postar.

Beijos e espere pelas cenas hot, elas estão a caminho... ;)



Nome: rhina (Assinado) · Data: 09/05/2016 23:16 · Para: A Impulsiva que acredita

Gata olá. 

Muito Boa. Me prende do começo ao fim. 

Demais. Quanto mistério. Amor. Dor. 

Até o próximo. 

Beijos. 



Resposta do autor em 10/05/2016:

Olá Rhina! Toda vez que escrevo seu nome escrevo primeiro "Rhian" e depois corrijo, é a força do hábito rsrs

 

Amor e dor, é uma sintese do estágio atual dessas duas, espero vc no próximo capítulo, viu?

 

Beijos!



Nome: albuquerqueselena (Assinado) · Data: 09/05/2016 23:16 · Para: A Impulsiva que acredita

Vou fazer uma analogia boba, mas quando fiquei internada, eu descobri que se você quer que uma enfermeira apareça é só cochilar --' é só o negócio esquentar que a pessoa chata aparece...

Essa empata foda é muito chata! Mas foi lindo e emocionante o primeiro beijo e a cena em si *.*

O seu ritmo transparece leveza e suavidade nas horas certas, mas quando tudo dá errado a gente sente a dor delas.

Eu prevejo lágrimas nesse flash back, heim?

 



Resposta do autor em 10/05/2016:

Selena, a Mali foi criada especificamente para isto hahahaha Nem é da vontade dela ser tão empata assim, maaaaas ela gosta tanto da Rhian que acabou se especializando nisso rsrs Mas voltando a cena do beijo, eu tentei escreve-la da maneira mais gostosa possível, porque a paixão dessas duas é assim, linda e gostosa, que bom que vc gostou da cena!

E prepare-se para o flashback, particularmente o próximo capítulo é um dos meus preferidos, é daqueles que se ler com um sorriso no rosto *.*



Nome: line7 (Assinado) · Data: 09/05/2016 22:06 · Para: A Impulsiva que acredita

Oi linda! Pois é  a história  está  bem gostosa de se ler...gostosa..rsss..👏👏😙😊 até  mais. 



Resposta do autor em 10/05/2016:

Oieee Line! Que bom que a história tem te agradado, prometo manter o clima gostoso, viu? Ainda tem muito mais pela frente =)



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