Meu corpo no teu por Julieta Adams


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— Não consigo chorar... E o que faço agora? - Sua voz era triste, mas, seus olhos nem sequer lacrimejaram.


— Vou procurar saber como seu pai reagiria a isso... Puxar assunto. - Tentei arrumar uma solução pra ela.


— Faria isso? Não acho que seria uma boa ideia... - Ela pegou em meus braços e ficou corada.


—  Sim... Quero ser "útil" para você.


— Não sei... Se quero... Ter uma figura materna. Não se preocupe comigo. - Bianca era difícil, bloqueava seus sentimentos.


— Daqui um mês  terei folga e quero que vá comigo ao meu rancho, mexo nos tempos livres com doma racional de cavalos. 


— Eu amo lugares assim. Creio que até preciso mesmo de ir.


Nos sentamos mais próximas para continuarmos almoçando, e percebi que era meio fechada, mas, carente... De afeto.
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(Catarina Bianca Narrando):

Essa Alanna... Será minha ruína, ou, será minha heroína? E quando souber que meu pai é um machista? Ela é tão linda... Não merece um homem como meu pai. Sinto que iremos nos dar bem juntas.


— Bianca?

—  Hun?

—  Eu tenho agora que voltar para delegacia... Quer vim comigo? - Abriu um largo sorriso.

— Não posso, tenho coisas a fazer.

— Entendo. - Me olhou decepcionada. 


O que essa Alanna quer realmente comigo? Se aproximar de mim, só para agradar os desejos do meu pai? De ser como uma mãe pra mim? Não preciso disso. Vou deixar fluir, mas, senti uma sensação estranha quando me jogou na parede, uma fisgada no corpo, que fiquei sem reação, quando aquele olhar penetrante e mãos firmes dela pousaram em mim.


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(Alanna Narrando):

Ai que bom estou conseguindo me aproximar da filha do meu namorado, ele ficará tão feliz. Eu disse que saberia lidar com ela. Quem sabe assim, me aproximo mais do pai dela, e ele possa me dar também um filho só nosso.

 

(Um mês depois de nos conhecermos oficialmente)

Minhas rotinas com a Bianca eram agora com mais frequência... Nos tornamos mais próximas, nem senti tanta falta do Augusto, nos víamos só duas vezes na semana nesse meio tempo e era só praticamente para... Transarmos. Achei estranho, porque sempre queria vê-lo, ficar todo tempo possível com ele.


— Estou tão feliz, vou "viajar" com você... Nossa primeira viagem! - Disse Bianca, animada.


— Olha, eu também estou... Ainda bem que seu pai deixou, tem que aproveitar o resto das suas férias não é?


— E você... Está fazendo tudo fcar tão mágico Alanna, não sabe o quanto está me fazendo bem. - Me abraçou e eu retribui.


— Vou te ensinar a pilotar moto também por lá.


—  Mas é ilegal... Não?


— Eu sou a delegada... A lei! - Peguei forte no braço dela brincando, e percebi que ela mordeu a ponta do lábio inferior.


Quando faz essa expressão... Ai esquece... Devo estar imaginando coisas.  


—  E que delegada... Não é? Deve ser muito perigosa... (Risos entre nós)


— Mais do que os políticos de Brasília, eu diria! (Risos)


A gente se divertia demais... Juntas, e devo admitir, ela me fazia bem demais também, coisa que eu não esperava. Nunca tive uma amiga assim, e não dessa idade. Me faz lembrar da minha adolescência.... Como era boa, e Bianca está me devolvendo isso.


— Alanna... Você já se envolveu com mulheres? Vi que não tocou muito no assunto do fato que eu sou lésbica.


Na hora freei o carro e fiquei espantada com a pergunta dela.

Notas finais:

Agora tocou na ferida! Hahahahaha Bianca é danadinha...



Comentários


Nome: Val Maria (Assinado) · Data: 21/05/2018 01:11 · Para: Capítulo 4

Amei as personagens e todo enredo

 

 

Ate mais

 

 

Val Castro



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