Amor de carnaval por Alice Reis


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Acordou no fim da tarde, toda enrugada e dolorida por ter dormido na banheira. Saiu da banheira, enrolou-se na toalha e foi até o telefone.


-        Bonjour. Je te réveille? - disse sussurrando. (Olá. Acordei você?)


-        Non. - Vitória sorriu involuntariamente. (Não.)


-        Vous en colère contre moi? - perguntou chateada. (Você está brava comigo?)


-        Pourquoi serais-je? - Vitória perguntou. (Por que estaria?)


-        Parce que j'étais hier en état d'ébriété. - Marie respondeu. (Porque eu estava bêbada ontem.)


-        Je ne suis pas en colère contre vous pour cela. Juste ne veulent pas avoir des relations sexuelles avec vous ivre. - Vitória enrolou um pouco nas palavras. (Não estou brava com você por isso. Só não quero fazer sexo com você bêbada.)


-        Désolé pour être arrogant. - Marie disse chateada. (Desculpe por ter sido insistente.)


-        Pas besoin de présenter des excuses. - Vitória riu. (Não precisa se desculpar.)


-        Posso ir ao seu quarto? - Marie perguntou envergonhada.


-        Pode. - Vitória sorriu.


Desligaram, Vitória colocou a parte de cima do biquíni e um vestido. Marie colocou um short e uma regata.


Bateu na porta e Vitória abriu sorrindo. Marie estava encostada no batente da porta com uma expressão de chateada.


-        Está tudo bem, não fique chateada por ontem. - puxou-a para um abraço.


-        Sinto que sou uma adolescente sem freio perto de você. - Marie abraçou-a com força e soltou-a.


Vitória riu e fechou a porta.


-        Eu não me importo que você beba, fique bêbada e sinta-se alegre com algumas caipirinhas. - puxou-a para se sentar na cama - Mas se você quer mesmo ter sua primeira vez comigo, eu não quero que esteja bêbada. Pelo menos a primeira. - Vitória sorriu.


-        Eu me sinto muito bem com você, quero transar com você.


-        Tem certeza disso?


-        Sim! Você é a primeira mulher que me respeita, já saí com muitas mulheres e todas passaram dos limites comigo logo no primeiro dia, no primeiro beijo. - Marie disse chateada.


Vitória olhou para o relógio e encarou-a sorrindo.


-        Quer jantar comigo? - Vitória segurou-lhe a mão.


-        Sim. - Marie sorriu-lhe - Onde vai me levar? - encarou-a.


-        Vamos em um restaurante com uma vista maravilhosa do Rio, você vai adorar. - sorriu.


-        Confio em você. - Marie riu.


Marie puxou-a para um beijo, passou os braços pelo pescoço de Vitória e não queria mais soltá-la. Deitou-se e puxou a morena junto, deliciaram-se com beijos longos e excitantes.


-        Je suis accro à votre baiser. - Marie sussurrou no ouvido de Vitória arrepiando-a. (Eu estou viciada no seu beijo).


Vitória deitou puxando a francesa para cima de si enquanto a beijava.


-        Je suis accro à vous. - Marie beijou a orelha de Vitória e mordeu-lhe a ponta da orelha fazendo-a gemer baixinho. (Eu estou viciada em você).


-        Tu me fais excité. - Vitória fez Marie olhá-la. (Você está me deixando excitada).


-        Voilà ce que je veux. - Marie riu e voltou a beijá-la. (É isso mesmo que quero).


Marie subiu o vestido de Vitória sorrindo. Estava entregue à francesa, mãos suaves passeavam pelo seu corpo e o seu corpo respondia com respiradas fundas e pequenos sorrisos, sua mão tocou-lhe a pele por dentro da blusa suavemente e tirou-a revelando um par de seios sem sutiã e extremamente branco. Seu colo estava com partes avermelhadas devido ao sol. Encararam-se e se beijaram com voracidade. Marie tirou a parte de cima do biquíni de Vitória e passou a mão sobre os seios sorrindo, beijou-os e encarou Vitória.


-        Cor linda. - Marie sorriu e beijou-a.


Vitória sorriu e virou os corpos deitando sobre a francesa, precisava assumir o controle da situação. Vitória desabotoou o short e tirou-lhe, estava com uma micro calcinha preta, mordeu-lhe levemente o ventre e subiu beijando-a, encontrando os seios, sugou-os devagar. Marie se contorcia de prazer, enquanto se deliciava com os seios, tirou-lhe a calcinha. Olhou por todo o corpo da francesa e encarou-a pousando sua mão em seu ventre, deslizou a mão no sentido de seu sexo, centímetro por centímetro enquanto encarava-a. Sua respiração ofegante fazia com que Vitória passasse a mão cada vez mais devagar por seu corpo. O encontro da mão de Vitória com o sexo francês foi delicado e Marie respirou fundo, fazendo seu corpo tremer. A morena começou a explorar o sexo devagar sem desviar seu olhar do olhar de Marie. Vitória beijou-a devagar, desceu pelo pescoço, colo, passou a língua levemente nos seios e continuou o caminho pelo ventre, virilha e trocou a mão pela boca fazendo o corpo da francesa tremer. Passou a língua por todo o sexo e saboreou-o devagar. Marie estava ofegante, agarrou ao lençol e obteve seu êxtase tremendo o corpo por inteiro, tentou afastar seu corpo da boca de Vitória, mas ela não deixou puxando o quadril de Marie para si. Diminuiu o ritmo e penetrou Marie devagar, fazendo-a gemer alto. Marie ditou o ritmo com leves movimentos com a pelve e logo estava puxando o lençol e gozando novamente.


Estava sem forças, Vitória deitou ao seu lado e ficou observando-a tomar fôlego e acalmar o corpo, Marie olhava para o teto, fechou o olho por alguns segundos e respirou fundo. Sentiu a mão de Vitória lhe tocar o rosto, olhou-a e sorriu. 


-        Êtes-vous d'accord? - Vitória riu da cara de extasiada de Marie. (Você está bem?).


-        Très bien! - riu - Je vais bien! (Muito bem! Estou muito bem!)


Vitória riu e Marie lhe beijou e ficou deitada de lado de frente para Vitória.


-        Que nous parlons lécher en portugais? - encarou-a. (Como se fala lamber em português?)


-        Lamber. - Vitória riu da pergunta.


Marie pensou um pouco tentando formular a frase.


-        Eu quero lamber você. - Marie riu.


-        Acho que a palavra certa seria chupar. - Vitória riu.


-        Eu quero chupar você. - Marie disse e puxou-a para um beijo.


Deitou sobre o corpo da morena e sentou sobre seu ventre, passou a mão pelo colo e os seios, estava vidrada na diferença de tonalidade das peles, beijou Vitória e saiu de cima de seu ventre. Marie sugou-lhe os seios e passou a mão em sua perna. Encarou-a e sorriu. Beijou-a e percorreu o colo e o ventre da morena com a língua, voltou aos seios enquanto sua mão ia ao encontro do sexo brasileiro. Estava molhado, mordeu o ventre de Vitória enquanto penetrava-a devagar. O quadril de Vitória ganhou vida e seus movimentos pediam por mais contato, Marie olhou-a brava e mandou que ficasse sem se mover, Vitória obedeceu. A boca de Marie encontrou o sexo de Vitória, os gemidos foram incontroláveis, a boca e os dedos de Marie lhe causavam tremores pelo corpo e a respiração falhava, seu gozo foi intenso. Marie não queria parar, o gosto da morena era delicioso, tirou os dedos e continuou com a língua, devagar para que Vitória se acalmasse. Marie estava excitada com os gemidos de Vitória e por estar em seu sexo, deitou sobre o corpo de Vitória encaixando-se em um meia nove e voltou a chupá-la. Sentir Vitória em seu sexo novamente deixou-a extremamente excitada e o gozo das duas foi quase que no mesmo instante, foram segundos de diferença.


Jogou-se na cama e brigou para respirar, olhou para o lado e viu que Vitória também estava ofegante. Deitou a cabeça sobre o ventre da morena e colocou o braço dela sobre o seu ventre. As cores em contraste novamente lhe fascinaram.


-        De que lugar do Brasil você é? - Marie perguntou brincando com o braço da morena.


-        Ilhéus na Bahia. E você? De que lugar da França você é? - entrelaçou os dedos com Marie.


Ambas olhavam para o teto.


-        Versailles.


-        Cidade do rei Louis XIV e lindos palácios? - Vitória disse.


-        Sim, já foi lá? - sentou olhando-a.


-        Só através dos livros de história e sites. - Vitória riu olhando-a.


-        Por que você não vai me visitar? - Marie encarou-a.


-        Quem sabe um dia. - passou a mão no rosto de Marie.


-        Vou esperar. - Marie sorriu.


Vitória sentou-se e puxou-a para um beijo.


 


No restaurante, Marie observava a paisagem, o horário de verão estendia o dia e deixava o Rio mais bonito, estava quieta desde a saída delas do hotel.


-        Ei, você está bem? - Vitória perguntou preocupada.


-        Sim. - respondeu triste.


-        Não parece estar bem. Eu fiz alguma coisa errada? - perguntou segurando-lhe a mão.


Marie não respondeu e tentou disfarçar uma lágrima que insistia em cair.


-        O que aconteceu? - fez com que Marie a olhasse.


-        Aconteceu você. - Marie olhou-a.


Vitória tentou não sorrir.


-        Sou uma coisa ruim? - perguntou Vitória.


-        Pelo contrário. - Marie encarou-a -  Eu embarquei para o Rio de Janeiro com a vontade de me reencontrar, sair do meu mundo e buscar minha alma e deixar a tristeza sair de dentro de mim. Queria desfrutar da cidade e conhecer o carnaval brasileiro.


-        Eu atrapalhei seus planos? - perguntou Vitória interrompendo-a.


-        Eu não esperava me envolver. - olhou-a.


-        Está arrependida de nosso envolvimento? - interrompeu-a confusa.


Marie negou com um leve balançar de cabeça.


-        Estou tentando dizer que - olhou-a profundamente e passou a mão em seu rosto - eu - puxou-a para um beijo - encontrei em você uma felicidade que eu não tinha há muito tempo.


-        E por que está triste? - perguntou segurando a mão de Marie.


-        Porque eu vou voltar para Versailles e você vai voltar para Ilhéus.


-        Não sofra por antecipação. Ainda temos uns dias até você ir embora.


-        Depois da tarde de hoje, depois de tudo o que você fez eu sentir - passou a mão em seu próprio rosto enxugando algumas lágrimas insistentes - eu sofro por antecipação sim.


-        Eu não trouxe você aqui para chorar e ficar triste. - Vitória sorriu - Vamos combinar uma coisa, vamos viver um dia de cada vez e se der tudo certo entre nós, vou te visitar em Versalhes. - beijou-a suavemente.


-        Isso é uma promessa ou está dizendo isso apenas para me fazer parar de chorar? - Marie perguntou brava.


-        É uma promessa. - sorriu-lhe.


-        Brasileiro cumpre promessa? - ainda estava brava.


-        Eu cumpro minhas promessas. - encarou-a.


Marie queria muito acreditar naquela promessa, assim teria paz até ir embora, mas era impossível acreditar que a mulher na sua frente estaria disposta a ficar com uma pirralha. Atravessar o oceano em um avião e visitá-la.


-        Como eu gostaria de acreditar em você. - Marie encostou sua testa na testa de Vitória.


-        Acredite, branquela. Você ganhou um pedaço do meu coração. - Vitória encostou seu nariz no de Marie.


-        Não quero um pedaço, quero tudo. - sussurrou.


-        Termine de conquistar, deixe o sangue real dos seus antepassados franceses tomar conta de você e continue a batalha até o fim. - beijou-a delicadamente.


-        Francês não entra em uma batalha para perder. - afastou-se rindo.


-        Quero que continue a conquistar. Quero que meu coração seja seu. -  Vitória sorriu-lhe - Já que quer conhecer o carnaval do Rio, vou te levar à Rua Farme de Amoedo, me acompanha?


-        Pas sur vous pour le monde. - Marie sorriu. (Não largo você por nada deste mundo).


-        Tu es spécial pour moi. - Vitória sorriu. (Você está sendo especial pra mim).


-        Cuidado com suas palavras. - encarou-a.


-        Fique tranquila, eu não falo o que não sinto. - Vitória sorriu-lhe.


Marie fez questão de pagar a conta e Vitória ficou um pouco sem graça com o gesto.


As duas se sentiam bem. Vitória teve um relacionamento tumultuado cheio de brigas e desacordos. Marie teve um envolvimento sofrido com uma artista plástica, tentou se entregar, mas descobriu que estava sendo usada para causar ciúme à ex-mulher da artista. Esta descoberta fez com que Marie se fechasse e recusasse a acreditar que alguém poderia lhe trazer a sensação de felicidade novamente. Apesar das duas estarem machucadas e com cicatrizes abertas com o passado o tempo que estavam passando juntas estava mostrando-lhes um novo recomeço. Era inexplicável o que as duas sentiam, poucos dias de convivência e poucas experiências trocadas acabavam deixando um ar de mistério e conquista no ar. Vitória foi sincera em todas as suas palavras, odiava expor seus sentimentos, mas a francesinha com jeito doce e perfume delicado faziam com que ela se entregasse e a desejasse cada segundo mais. Marie quis se entregar aos braços da morena desde a primeira vez que a viu e não sabia que essa entrega iria lhe causar um vício sem lógica, não queria largar a boca, o corpo e o cheiro de Vitória. 

Notas finais:

Aguardo comentários! ;)


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Comentários


Nome: rhina (Assinado) · Data: 15/06/2017 21:33 · Para: Capitulo 4

 

Os sentimentos estão tomando formas e ficando profundos 

como será. ...países diferentes 

vai sobreviver? 

Rhina



Resposta do autor:

Olá, Rhina!

Acho que elas vão fazer de tudo para dar certo!

Um abraço,

Alice Reis

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Nome: mtereza (Assinado) · Data: 25/05/2017 14:33 · Para: Capitulo 4

E será que elas irão fazer durar esse amor de carnaval.



Resposta do autor:

Olá Tereza!

Veremos, rsrs.

Um abraço,

Alice Reis

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Nome: Taypires (Assinado) · Data: 25/05/2017 13:33 · Para: Capitulo 4

Gostei muito, parabéns.



Resposta do autor:

Olá, Tay!

Obrigada!

Um abraço,

Alice Reis

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