Sunshine: esperança. por femarques


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CAPÍTULO 34

 

            Três horas e vinte minutos de viagem depois, mais algum tempo para chegarmos ao hotel, estávamos instaladas em Bahamas. Meu corpo todo doía e Scoutt estava com um cara péssima, de quem não dormiu direito, apesar de sorrir para mim toda vez que me olhava.

            Ficamos tempo demais na festa de casamento e quando chegamos em casa, dormimos sem nem tirar a roupa, mas por tempo insuficiente devido a viagem logo cedo para a lua de mel. Apesar do cansaço, valeu a pena ficar até o último segundo com nossos amigos e parentes na festa de casamento e comemorar esse dia tão especial.

 

            Ainda olho para minha mão esquerda e sorrio feito boba, sem acreditar que estou casada. A mulher que sempre quis e lutei para estar ao lado, finamente, é minha esposa. Crescemos juntas, enfrentando tudo o que apareceu no caminho para atrapalhar, e me orgulho muito de ver a mulher forte que ela se tornou.

            “Amor?” Scoutt me chama, me distraindo dos meus pensamentos e olho para ela enquanto segura uma garrafa de cerveja e uma taça com líquido azul, franzindo a testa pelo sol forte que faz.

            Ela me entrega minha bebida e se senta na espreguiçadeira ao lado, dando um gole em sua cerveja. Em uma semana tomando sol todos os dias, estou bronzeada enquanto ela está vermelha e reclamando de dor, todos os dias.

            “Quer voltar para o hotel?” Pergunto esperando que ela diga que não e me deixe ficar mais aqui, tomando mais dessa coisa azul deliciosa.

            “Não, tudo bem. Daqui a pouco passo mais protetor ou me escondo no bar.”

            Dou risada dela e me levanto da minha espreguiçadeira, indo até ela e sentando em seu colo.

            “Vamos conversar sobre uma coisa séria.”

            Scoutt franze o cenho e respira fundo. Dá um bom gole na cerveja e morde o canto do lábio, mania que ela pegou desde o lançamento do último livro quando fica ansiosa com alguma coisa.

            “Quero ter filhos.” Digo baixinho e beijo o canto da sua boca e depois sua bochecha.

            Fico com a cabeça encostada na dela e sinto seu sorriso se abrir.

            “Eu também quero, linda.”

            “Então.” Começo mais empolgada e saio de cima de seu colo, me sentando ao seu lado. “Eu fiz umas pesquisas...” Começo dizendo enquanto movo o quadril de um lado a outro, como se me ajeitasse na espreguiçadeira.

            Não consigo terminar a frase e ela começa a rir e concorda com um maneio de cabeça, mas fica me escutando em silêncio.

            “E bom, tem um método que foi feito na Espanha que se chama R.O.P.A, que significa Recepção de Ovócitos da Parceira, e ainda é algo novo. Você doaria uma quantidade de óvulos, que seriam implantados em mim junto com o sêmem de um doador que escolhêssemos. Mas tem o método mais conhecido, em que vão estimular minha ovulação, temos o sêmem também e aí inseminam em mim. Ou temos a adoção. O que você acha?”

            Termino de falar e estou sem fôlego, olhando atenta para Scoutt que agora só mostra um sorriso largo e seus olhos estão brilhando.

            “Eu acho que podemos tentar o primeiro, depois o segundo e podemos adotar também. Cinco filhos é um número bom, o que acha?”

            Começo a rir e volto para o colo dela, entrelaçando meus braços ao redor de seu pescoço com cuidado para não esfregar muito meus braços em seus ombros queimados.

            “Estou falando sério, e cinco é um número alto demais para quem não queria filhos.”

            Scoutt beija meu pescoço e roça o nariz ali. “Eu não queria quando eu ainda não sabia como lidar...com tudo. Agora quero você, filhos, e tudo o que mais estiver incluso no pacote.”

            “Então quando voltarmos para Chicago e claro, um tempo depois, começamos a pesquisar por isso.”

            “Sim, senhora. A gente pesquisa e você vai ficar linda grávida, um pouco chata, mas linda.”

            Começo a rir e a empurro devagar. “Chata é você!” 

            Ela cai na risada junto comigo e ficamos assim por um tempo, brincando uma com a outra até que me lembro do quão queimada ela está e proponho de irmos embora.

 

            Scoutt está jogada na cama no telefone com Tom, passando mil recomendações sobre como cuidar do cachorro, já que ficou no apartamento dele, e eu aproveito para me arrumar. Visto um sutiã preto de renda e uma calcinha da mesma cor, mas bem pequena. E por fim, um vestido curto, mas a altura do restaurante do hotel.

            Quando termino de arrumar o cabelo e passar a maquiagem, Scoutt já está pronta e me esperando em pé, apoiada na soleira da porta. Vou até ela, que me encara e sorri, mostrando-me que aprovou a roupa que escolhi, e me abaixando um pouco, coloco as mãos por dentro do vestido e tiro a calcinha, passando-a por meus pés devagar, evitando tocar no sapato de salto alto que estou usando, e coloco por fim no bolso da calça jeans dela.

            Scoutt, com os lábios entreabertos me encara e depois de gaguejar algo que não entendo, consegue finamente dizer:

            “O que você está fazendo?” Ela pergunta arqueando as sobrancelhas e deixando a respiração escapar por entre seus lábios.

            “Ficando confortável.” Respondo dando de ombros e lanço-lhe um sorriso e uma piscadinha.

            “Vai sair sem calcinha?”

            “Sim, qual o problema? Estamos atrasadas, vamos.”

            Saio na frente com um sorriso no rosto e escuto ela bufando atrás de mim, resmungando.

            Dentro do elevador Scoutt se encosta na parede do mesmo e cruza os braços, encarando o chão. Sei que ela está evitando pensar que estou sem calcinha, que coloquei a mesma em seu bolso e ela não pode fazer nada agora comigo.

            A porta do elevador se abre e seguro em sua mão para sairmos apressadas de lá. Quero jantar logo com ela e voltar para o quarto, mas antes, vou me divertir com a situação e com a falta de jeito dela em disfarçar o quanto está surpresa.

            Nos sentamos em uma mesa ao fundo, mais reservada. O restaurante do hotel tem as paredes pintadas em vermelho vinho e a iluminação fraca deixa tudo mais excitante com a minha brincadeira. Logo somos atendidas e a deixo escolher o vinho, enquanto eu escolho o que vamos comer.

            “Amanhã podíamos fazer outra coisa, não aguento mais ir a praia.” Começo dizendo enquanto esboço meu melhor sorriso, e ela, com os lábios pressionados, presta a atenção em mim.

            “Claro, o que você quiser.”

            “Podemos fazer compras.”

            “Sim, Mea, podemos.”

            “O que foi, amor?” Me inclino sobre a mesa, apoiando meus cotovelos nela e meu queixo nas minhas mãos.

            “Nada, Mea.” Scoutt respira fundo e se ajeita na cadeira, inquieta. O garçom traz nosso vinho e depois de nos servir, se afasta. Dou um gole no mesmo e o sabor é incrível.

            “Você ficou brava?”

            Scoutt olha para os lados, como se verificasse que ninguém pode nos ouvir e se inclinando um pouco para frente, abre um sorriso malicioso e sussurra me encarando:

            “Só consigo pensar nessa calcinha no meu bolso e em comer você. Eu poderia comer você em cima da porra dessa mesa, Mea.”

            Engulo em seco e tomo outro gole do vinho. Me encosto na cadeira e fico olhando-a nos olhos, completamente surpresa com o que ela disse e com sua reação, além de completamente excitada. E sem calcinha. Que droga. Não esperava que ela fosse agir assim.

            Scoutt, como o esperado, abre um sorriso enorme de satisfação e toma todo o vinho de sua taça, repondo-o logo em seguida.

            “O que foi, Mea? Não queria brincar comigo?”

            Quanto mais eu encaro seus olhos, mais meu corpo reage a ela. Mais eu sinto um calor tomar conta de mim. Só consigo pensar nos seus olhos me encarando enquanto seu corpo está cobrindo o meu na cama.

            Balanço a cabeça, tentando afastar o pensamento para continuar com a brincadeira. Scoutt me desarma e me deixa entregue com pouco, muito pouco. Mas se quero continuar com isso, preciso de um pouco de força.

            “Brincar com você? Não, só queria que você guardasse a minha calcinha, mas se é pedir demais...” Interrompo a frase e cruzo minhas pernas, pressionando uma na outra, sentindo quão excitada já estou.

            “Não tem problema algum, linda. E para de cruzar as pernas, eu sei que você está excitada.”

            Começo a rir, sentindo minhas bochechas corarem. Scoutt venceu, mais uma vez.

            “Sua brincadeira não durou nem uma hora, linda.”

            Franzo o cenho para ela e cruzo os braços, mas espero o garçom deixar nossos pratos para depois responder.

            “Porquê você é uma estraga prazeres.”

            Scoutt solta uma risada baixinha e nega com a cabeça, balançando-a de um lado a outro. “Não, se tem uma coisa que quero te dar é prazer.” E dito isso, começa a comer em silêncio.

           

            Passamos o jantar nos encarando e sorrindo, e a cada vez que a olhava sentia seu olhar queimando contra o meu, contra meu corpo. Me sentia cada vez mais excitada e a calcinha fazia agora uma falta enorme. Scoutt comeu devagar demais, bebeu devagar demais, tudo para me provocar. Escutou minha respiração impaciente e mesmo assim, não disse nada. Ficou completamente em silêncio. Pediu a conta e depois de pagar, me estendeu a mão e me ajudou a levantar, com as pernas trêmulas.

            Dentro do elevador me encostei na parede gelada e cruzei os braços. Com a respiração lenta e pesada, tentava acalmar minha ansiedade pelo o que aconteceria quando chegássemos ao quarto. Paramos três andares antes do nosso e um senhor desceu, nos deixando sozinhas. Scoutt se virou para mim e sorrindo, se colocou atrás de mim, me fazendo dar um passo à frente. Abraçou minha cintura e desceu uma mão até a barra de meu vestido, levantando-o apenas o suficiente conforme sua mão deslizava cada vez para mais perto de meu sexo. Seu dedo me tocou ali e pude sentir minhas pernas perdendo a força. Seu braço em torno de minha cintura me apertou contra si enquanto seu dedo deslizava até minha entrada.

            “Scoutt, por favor.”

            Escutei sua risada baixa e sua respiração contra meu pescoço. Abri um pouco as pernas e então Scoutt tirou sua mão de mim. Abaixou meu vestido e me soltou.

            Me apoio no corrimão próximo a parede e me sinto ainda mais molhada. E vazia. Preciso que ela me toque de novo e não pare. Solto um suspiro carregado de frustração e encaro Scoutt, que está do meu lado, com o corpo rígido feito pedra. Sei que ela está tão excitada quanto eu, mas a raiva que deve estar de mim é muito maior a ponto de me manter assim, excitada e sem nada.

            O elevador para e quando as portas se abrem, ela sai andando na minha frente e só para ao abrir a porta do quarto de hotel. Andei atrás dela devagar até que chegamos no nosso quarto. Parei perto da porta e me encostei na parede.

            Scoutt tirou os tênis e as meias, ficando apenas com a calça jeans preta e a camisa xadrez azul escura. Fico olhando seus movimentos enquanto prende o cabelo claro demais no seu coque lindo e todo bagunçado. Sem se virar para mim, vejo seus braços trabalhando nos botões da camisa e finalmente, quando se vira para mim, está com um sorriso de tirar o fôlego.

            Ela vem até mim devagar e me prende entre seus braços, estendo-os ao lado de minha cabeça, espalmando suas mãos na parede. Entreabro meus lábios e não consigo dizer nada, meu corpo está implorando por seu toque e ela sabe disso. Sabe tanto que está adorando.

            “Nunca mais faça isso comigo.” Ela diz com a voz rouca e grave e aproxima seu rosto do meu. Beija meus lábios devagar algumas vezes, se demorando cada vez mais para se afastar, até que coloca sua língua na minha boca, me deixando sentir seu gosto.

            Scoutt me beija devagar, seus lábios se esfregam aos meus com vontade, mas com uma lentidão dolorosa, enquanto sua língua toca e se esfrega na minha da mesma forma. Suas mãos continuam na parede, a cada vez que tento encostar meu corpo no dela, ela se inclina para trás e se afasta. Quando tento aumentar o ritmo do beijo, ela para.

            “Você está louca para me sentir dentro de você. Tanto que até dói. Sabe como me senti quando colocou essa calcinha no meu bolso? Dessa forma.”

            Olho para ela e observo seus lábios se movendo, dizendo cada palavra precisamente, como se ela estivesse com uma paciência infinita, e eu preciso que ela seja muito mais rápida, satisfaça meu desejo muito mais rápido.

            “Eu achei que você fosse gostar da brincadeira.” Sussurro e faço um biquinho.

            Scoutt ri e coloca as mãos na minha cintura, me virando de costas para ela. Encosto a testa na parede e bufo, frustrada novamente. Suas mãos seguram as minhas e as levam até a parede, me segurando ali. E então, finalmente seu corpo se encosta ao meu e a conexão entre nós é instantânea. Meu corpo se acende ainda mais, me sinto queimar e preciso dela. Segurando minhas mãos na parede, Scoutt beija meu pescoço, minha nuca, arrasta os lábios por ali, de um lado a outro, alternando entre beijos e mordidas. Beija meu ombro e volta ao pescoço, passando sua língua até chegar em minha orelha.

            “Vou comer você, Mea, mas não agora. Passei tempo demais jantando e  pensando em você, vai ter que esperar um pouco.”

            Resmungo baixinho e solto minhas mãos das dela, mas não consigo me virar por seu corpo estar me segurando ainda contra a parede. Ela se afasta o suficiente para tocar o zíper de meu vestido e o puxar, abrindo-o completamente. Deixa cair aos meus pés e eu termino o trabalho de tirá-lo.

            Seus braços me abraçam pela cintura e colada a ela, caminhamos até a cama, enquanto sinto seu nariz roçar em meus ombros e costas. Scoutt me deita na cama, de bruços e logo seu corpo está em cima do meu. Ela afasta meu cabelo e torna a me beijar, lamber e morder, enquanto sua mão passeia por minhas coxas. Seus dedos me apertam e me acariciam até a parte interna da coxa, mas não passam disso.

            Minha respiração já entrecortada e desregulada me impede de falar qualquer coisa. Fecho meus olhos e desisto de qualquer coisa, de resistir, de pedir por mais, apenas me entrego a ela.

            Sua mão passa por minha bunda e ela aperta com força, descendo novamente para a parte interna da coxa, mas dessa vez, ela toca meu sexo, que está extremamente molhado.

            “Pronta para mim, como sempre, linda.”

            Solto um gemido baixinho só por escutar isso e meu corpo todo amolece. Seu dedo abre os lábios de meu sexo e ela toca meu clitóris com delicadeza demais. Eu preciso de mais, preciso de um orgasmo agora.

            Seu polegar me massageia em círculos lentos e cada vez que ela pressiona o dedo ali entre uma volta e outra, inclino meu quadril, tentando forçar mais desse contato.

            Ela para com os círculos e passa o dedo por toda a extensão de meu sexo, até a entrada, onde ameaça colocar o dedo e tira, voltando ao meu clitóris. Scoutt o segura entre o polegar e o indicador e o esfrega entre eles. Tento prestar a atenção no movimento que ela está fazendo, mas minha cabeça é completamente desligada quando sinto o orgasmo me atingindo, um calafrio percorre meu corpo e minhas pernas começam a tremular, minha respiração se acelera e então Scoutt para.

            Scoutt para e sai de cima de mim. Se levanta e enquanto eu me viro devagar, ainda sentindo uma frustração enorme crescendo dentro de mim, ela tira a calça devagar e a camisa. Tira o sutiã e a cueca, deixando todas as peças no chão. Scoutt sorri e fica me encarando na cama, totalmente exposta a ela.

            “Scoutt, eu preciso gozar.”

            “Eu sei, ainda não. Se quiser, faça sozinha.”

            Começo a levar minha mão até meu sexo quando ela volta a falar. “Se o fizer, não farei mais nada.”

            Bufo e resmungo, mas paro minha mão em cima da minha barriga, no meio do caminho.

            “Tira seu sutiã.”

            Faço o que ela me pede e então fico completamente nua para ela. Meu corpo todo está quente demais e a qualquer toque dela, sou capaz de gozar.

            Scoutt leva seu polegar e dedo indicador até a boca e os chupa, lambendo-os inteiro.

            “Scoutt, por favor!” Choramingo e ela sorri, com os dedos ainda na boca. Ela já fez isso antes, mas agora, nessa situação, é como se eu visse pela primeira vez, e fico ainda mais excitada, se é que isso é possível.

            Scoutt volta a se deitar sobre mim, se colocando entre minhas pernas e me beija, me deixando sentir meu gosto em sua boca. E agora ela me beija com vontade, com sofreguidão. Uma de suas pernas pressiona meu sexo e me faz gemer contra seus lábios.

            “Eu preciso de você, Scoutt.”

            “Eu sei, linda.”

            “Então, por favor.”

            “Calma, meu amor.”

            Ela espalha beijos por meu rosto, maxilar e pescoço, e desce trilhando beijos até meus seios. Os beija e brinca com seus lábios como fez em meu pescoço. Arrasta os lábios por ali, passando-os por cima de meus mamilos alguma vezes, até finalmente abocanhá-lo. Arqueio meu corpo e solto um gemido de satisfação. Eu sei que ela gosta, que ela consegue sentir quão entregue estou a ela.

            Scoutt chupa e lambe meu mamilo, se revezando entre os dois, apertando e brincando com seus dedos entre eles.

            “Eu não aguento mais, Scoutt.”

            Ela ri e volta a descer trilhando beijos. Beija minha barriga até minhas coxas, minha virilha e meu sexo. Scoutt me olha enquanto se coloca entre minhas pernas e as abre ainda mais, me lança um sorriso cheio de malícia e então passa a língua por cima dos lábios do meu sexo.

            Sua língua se coloca entre eles devagar e toca meu clitóris, lambendo-o de cima a baixo. Meu corpo todo responde a isso e não consigo parar de me mover em direção a sua boca. Ainda preciso de mais.

            Sua língua percorre todo meu sexo, brinca em volta de minha entrada até me penetrar algumas vezes, me lamber inteira e me deixar ainda mais molhada. Ela sabe que estou a ponto de gozar e se demora demais nisso.

            Meus olhos estão fechados e eu não consigo pensar mais em nada além de escutar meus próprios gemidos quando, finalmente, sua língua volta a tocar meu clitóris e ela me chupa com força e vontade.

            Arqueio meu quadril em direção a ela e minhas pernas voltam a tremular enquanto ela me chupa e brinca com a sua língua ao mesmo tempo. Quando estou prestes a gozar, ela para e coloca um dedo dentro de mim, que desliza para dentro sem dificuldade. Ela tira e coloca seu dedo de mim e o move em movimentos circulares dentro de mim a cada vez que o penetra de novo e então volta a me chupar enquanto faz isso.

            Não demoro muito e minhas pernas trêmulas tentam se fechar – em vão -, e meu corpo todo perde o sentido enquanto gozo em sua boca e em seu dedo, soltando gemidos e palavras desconexas.

            Scoutt tira seu dedo de mim e passa sua língua por todo meu sexo novamente, me penetrando com a mesma mais algumas vezes, depois se afasta e me encarando, chupando seu dedo bem devagar, lambendo seus próprios lábios depois.

            Minha boca está seca e entreaberta, e não consigo fazer nada além de ofegar.

            Scoutt se deita sobre mim e leva sua mão até meu sexo. Sinto seus dedos em minha entrada e enquanto ela me beija, sinto-os entrar devagar. Ela repete o mesmo movimento algumas vezes: tira e me penetra devagar, sem pressa, sem força. Até que os tira e os coloca com força, dessa vez levando-os até o fundo, me fazendo gemer em sua boca.

            Sua respiração está tão acelerada quanto a minha e logo seus dedos estão se movendo com força e rapidez dentro de mim.

            “Me diz o que você gosta, linda.”

            Tento me concentrar no que ela diz, mas tudo o que consigo sentir é ela dentro de mim, no quão ela está dentro de mim. Seus dedos me preenchem e ela me come sem parar.

            “Eu gosto de sentir você dentro de mim.”

            Sem aguentar mais, me contraio contra seus dedos, os apertando dentro de mim e cravo minhas unhas em suas costas, apertando-a contra mim. Gozo em seus dedos e todo o meu corpo relaxa.

            Scoutt deita ao meu lado, cansada. Me viro devagar e deito a cabeça em seu ombro, passando minha perna por cima de seu corpo.

            “Eu te amo.”

            Scoutt ri e beija minha cabeça. “Falar isso depois de gozar não vale.”

            “Tonta!”

            Começamos a rir e me aninho ainda mais nela, já fechando os olhos. “Eu te amo mesmo assim.”

            “Eu também te amo, linda.”

 

            Abro um sorriso largo e suspiro. Não podia querer outra coisa ou outra pessoa, não podia me sentir mais feliz. Ainda é difícil de acreditar que realmente estou casada com ela, que realmente nossa vida deu certo e ainda temos muito o que construir juntas, mas só por ter a oportunidade de passar o resto da minha vida ao lado dela, não preciso de mais nada. 

Notas finais:

Bom, demorei muito (eu sei), mas voltei. Primeiro, desculpa das mais sinceras! Estava nervosa demais com algumas coisas e isso me tirou completamente a concentração para escrever, mas agora está tudo bem e tirando a semana de provas, creio eu que os capítulos voltarão ao normal (está acabando).

Mas no meio disso tudo, tem uma pessoa em especial que merece agradecimento nessas notas. Além de beta, ainda me aguentou três semanas (foi isso mesmo?) sendo insuportavelmente chata, ansiosa, neurótica e cheia de perguntas. Obrigada por ter me aguentado extremamente ansiosa e por ter tirado essa ansiedade dando o que eu queria. Obrigada por, literalmente, existir, Lohanne. Não ia escrever hoje, ia postar segunda (como o normal), mas você merece (isso e muito mais). 



Comentários


Nome: Palas F (Assinado) · Data: 12/11/2016 07:01 · Para: Capitulo 34

Sem dúvida, um dos melhores caps, está no top 3, com certeza!!! Sensacional ?



Nome: Vanessa (Assinado) · Data: 28/05/2016 17:41 · Para: Capitulo 34

Ansiosa pelo final. 

Oi autora gostaria de ti dizer que está história e mais que incrível vc está de parabéns por escrever tão divinamente.

Mea e Scoutt nossa personagens que ficarão na minhas memórias como um casal forte,lindo e perfeito.

 

Obrigada.

 



Resposta do autor:

Oi, Vanessa!

Obrigada pelo comentário e pelos elogios! 

Esse casal vai mesmo ficar na memória.

Beijão!



Nome: Susana (Assinado) · Data: 28/05/2016 15:39 · Para: Capitulo 34

Que capítulo lindo *.*

Adorei. Maravilhoso :)



Resposta do autor:

Oi, Susana!

Obrigada!! ;)

Beijão!



Nome: patty-321 (Assinado) · Data: 28/05/2016 01:25 · Para: Capitulo 34
Valeu a espera, foi lindo o capítulo. Ver as duas felizes e curtindo muito essa lua de mel foi maravilhoso. Obrigada gata. As duas gatas,a escritora e a beta bjs

Resposta do autor:

Oi! Desculpa pela demora!

Olha, a beta é gata mesmo, viu?! 

Beijão!



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