Meu corpo no teu por Julieta Adams


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— Alanna amor... - Ele se deparou com um clima fechado entre mim e a filha dele. — Catarina Bianca... O que está fazendo vestida assim?


— Ai pai odeio quando me chama pelo primeiro nome...


— Vai botar uma roupa... Eu exijo respeito a minha namorada.


— Vou nem dizer o que penso...  Com licença sua excelência, devo fazer alguma reverência mais precisa?. - Sorriu forçado pra mim.


— Me desculpe pela minha filha, ela é muito ciumenta... - Beijou minha mão.


— Eu já lidei com gente da pior espécie... Acha que não saberei lidar com uma menina mimada dessas? - Dei um sorriso vaidoso de lado a ele.


— Essa é a minha Alanna. - Me abraçou, e nisso fomos almoçar na mesa.


Já tínhamos nos servido, ficamos conversando e comendo ao mesmo tempo, a garota chegou furiosa na sala. Fiquei sem reação com aquele comportamento imaturo dela.


— Pai? Você não me esperou? Nós sempre comemos juntos.


— É que Alanna estava com muita fome filha... Acalme-se e vá logo se servir meu bem.


Bufou de raiva, olhei pra ele sem graça.


— Parece que não foi uma boa ideia eu ter vindo...


— Não meu amor... Ela precisa se acostumar com a presença de mais uma mulher na casa. - O celular dele toca, o da empresa. — Com licença vou atender.


Ela fez questão de se sentar longe de mim, porém me fuzilando com o olhar. Aí não aguentei e comentei.


— Olha eu já fiz curso de linguagem corporal nos EUA  e esse olhar aí é de quem tem vontade de matar alguém (Risos). 


— Mas você jura, vossa excelência? - Ela se levantou da cadeira e veio pra mais perto de mim, na tentativa de me intimidar.


— Juro... E seu jeito mimado não me intimida, vou te mostrar quem manda agora, sei do que precisa.


— Ah sabe? O que eu preciso? - Parecia que ia me atacar naquele momento.


— De amor maternal... - Na hora mudou sua expressão, recuou, e ficou muda. — Eu sei o que se passa com você, e quero te ajudar.


— Quer um conselho?


— Hm?


— Não se envolva tanto com meu pai... Ele irá te decepcionar... - Sentou-se e voltou a ficar muda de novo. E me pareceu séria na fala.


Nisso Augusto saiu do celular, e disse que tinha que ir pra empresa, mal tinha acabado de comer, logo sair assim? Será que vou me acostumar com isso? Tem apenas três meses... De namoro sério com ele.


— Não disse que ele iria decepcionar? - Comentou num tom irritado, após ele sair e nos deixar sozinhas.


— Ele tem deveres com o trabalho dele... Assim como eu também tenho, vai entender isso quando trabalhar.


— Não sei... Isso só afasta as pessoas dele. Agora sobre a denúncia... Preciso te explicar... - Tentei impedi-la de falar, mas ela insistiu. — Espere deixa eu falar, fico com caras... Pra chamar atenção do meu pai... E...


— E... O que? - Olhei pra ela preocupada com o assunto.


— Eu sou lésbica... Se meu pai sonhar que sou isso, me manda para minha mãe, e eu não quero isso, não suporto ela e nem minha mãe me suporta. Não sei nem porque estou dizendo a você, mas, sinto que precisava saber, não tenho ninguém. - Olhou desapontada.


Eu sinceramente não esperava por essa... Senti até um arrepio na hora que ela disse, pois tocou num passado semelhante que eu tive. Então seria o momento certo de ser uma "mãe" pra ela.


— Onde sua mãe mora?


— Minha mãe é portuguesa... Não mora aqui no Brasil mais, voltou pra Portugal.


Levantei da cadeira, e a confortei no meu peito... Acariciando o cabelo dela. Ela acabou me abraçando forte, e se segurando para não chorar.


— Chore... Ponha pra fora...

Notas finais:

Parece que algo mudou...



Comentários


Nome: Val Maria (Assinado) · Data: 21/05/2018 01:09 · Para: Capítulo 3

Oi autora

 

Capitulo perfeito.

 

 

Beijão autora.

 

 

 

Val Castro



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