O amor chega sem avisar por patty-321


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Na saída do condomínio havia uma reta de mais ou menos 1 km e logo em seguida, uma curva antes da avenida principal. Quando dobrei a curva, percebi pelo retrovisor da direita um carro vindo atrás do meu, aumentando a velocidade e dando luz alta na minha traseira, me ofuscando a visão. Olhei pelo retrovisor interno e percebi que era o mesmo carro que havia nos seguido do sítio. Então, o filho da puta, ficou me esperando. O que ele pretendia?

Aumentei a velocidade do meu carro e seguir em frente e ele aumentou também, sendo que o carro que ele dirigia tinha um motor mais potente que o meu, com certeza. Entendi o que ele queria: me assustar. Ah mais ele não conhece a baixinha braba aqui. Não vai me assustar mesmo. Cheguei à avenida principal, estava livre, nem parei, acelerei. Na avenida, havia um pouco de trânsito, cortei um carro que estava a minha frente, acelerei, cortei outro. Olhei pelo retrovisor e ele estava mais atrás. Me mantive na esquerda da pista, prestando atenção no trânsito à frente e nele também. Ali eu já conhecia muito bem o trecho. Fui cortando os carros à frente e na esquerda havia uma bifurcação, entrei na via da esquerda e logo em seguida na entrada de um conjunto residencial, me enfiei numa das ruas, em seguida peguei outra, na tentativa de despistá-lo. Estacionei meu carro em frente a uma casa após ter dado muitas voltas dentro do condomínio. Desliguei os faróis, mas deixei o carro ligado. Meu celular começou a tocar, rapidamente o silenciei. Fiquei ali uns 30 minutos pra ter certeza que o canalha havia me perdido.

Enviei mensagem para a Marina dizendo que estava tudo ok e que eu já estava em casa e que iria tomar banho, não queria assustá-la mais do que ela já estava. Sair com os faróis apagados peguei a via principal novamente, olhando pra ver se via o veículo do safado. Nada. Cheguei em casa sem mais problemas. Ufa! Que susto. Amanhã mesmo vou à delegacia fazer um b.o contra esse cara.

- Mãeeeeee, tudo bem? A senhora demorou muito. O pai foi embora agorinha mesmo.

- Oi meu amor, tudo bem, cadê seu mano? Saudades dos meus amores.

- Tá no quarto, tomando banho. Já deve ter terminado.

Fiquei um pouco com eles e fui tomar um banho, ainda estava com as pernas tremendo. Em seguida liguei pra Marina e contei tudo que ocorreu. Como eu pensei, ela ficou muito aborrecida e falou um monte, com ódio do tal João Carlos.

- Calma meu amor, não aconteceu nada, ele queria somente me assustar pra passar a raiva dele. Amanhã vamos à delegacia e faremos o b.o. Vou ligar pra minha amiga Gisela que é advogada, não entro em delegacia sem ter alguém da área comigo. Fica fria. Não faça nada precipitado.

- Tudo bem. Vou me acalmar. Amanhã faremos isso. Fica bem meu amor, te amo. Boa noite, Manu ta mandando beijos.

- Outro pra ela. Milhões de beijos pra vocês. Boa noite.

Liguei pra Gisela, contei todo o ocorrido, inclusive meu teor de relacionamento com a Marina. No início ela ficou bastante surpresa, a gente se conhecia há uns 6 anos, mas encarou de boa, sem muito alarde, ficou de nos encontrar às 8h na delegacia das mulheres.

Lavramos o b.o., falamos com a delegada, que por sinal era uma mulher muito bela e séria. Falou que o nojento ia ser intimado a comparecer pra prestar esclarecimentos e que provavelmente haveria uma acareação entre nós. Que a delegada iria dar uma prensa nele, que muitas vezes essa atitude já fazia o suspeito desistir da perseguição por saber que já percebia não está no poder, não havia acuado a vítima.

Marina estava quieta na volta, fui pegá-la no meu carro e fui deixá-la de volta ao apartamento para que ela pegasse o carro e fosse trabalhar e eu também.

- Que foi amor, ta quieta, vai dar tudo certo, ele vai sair de nossas vidas. Creia.

- Espero que sim. To pensando até em falar com o governador, pra ele colocar juízo na cabeça do amigo dele.

- Vamos ver primeiro o que vai acontecer após ele ser intimado, espere um pouco pra tomar outras medidas, por favor.

- Tá bom. Só não tenho sangue de barata, difícil me acalmar. To tentando. E você, se cuide. Evite ficar em lugares sozinha, preste atenção em tudo, se algo acontecer com você não sei do que serei capaz de fazer.

Nos despedimos com uns selinhos e fomos cumprir nossa rotina. Minha manhã foi normal, sair pra buscar as crianças ao meio dia, deixei eles em casa com a Neuza, voltei à secretaria, Estávamos sempre nos falando via mensagem. À noite fui pra faculdade. No intervalo, liguei pra Marina e o telefone só dava caixa postal, enviei mensagem e não tive resposta, onde ela estava. Passei na sala dela e perguntei para uma das colegas se a tinha visto hoje na sala e ela me disse que a Marina não havia assistido à primeira aula. Dei o meu 3º tempo no automático, conferindo sempre o celular. Nada de ter notícias. Após o termino da aula, liguei pra casa dela e a tia que ficava com a Manu falou que ela havia saído umas 18 horas. Onde ela teria ido.

Fui pra casa e fiquei muito agoniada. Tem coisa pior do que você não saber o que está acontecendo? Olhava o celular e faltava entrar na tela e nada, ligava e só dava caixa de mensagem. Que não tenha acontecido nada com o meu amor. Já estava ficando desesperada. Com a tia ela também não havia entrado em contato, nos sites de notícias na web não havia nada. Eu não sabia o que fazer. Eu andava de um lado pro outro naquele quarto. Meus meninos estavam dormindo. Já tinha ligado umas três vezes pra Helen, pra ela me acalmar, tadinha, também ela estava preocupada.

Deu 12 e 30, eu estava me preparando emocionalmente pra ir numa delegacia e rodar os hospitais, quando o celular tocou e eu olho na tela: Marina.

- Marina, pelo amor de deus, onde você está? O que houve? Você ta bem? – comecei a disparar perguntas, parecia uma metralhadora.

- Sandra, escuta, escuta, por favor – ela falava com uma voz de choro, parece que estava sentindo dor. Fiquei mais desesperada.

- Fala, amor, to morrendo aqui.

- Estou no pronto socorro, da avenida Padre Justino. Por favor, vem me buscar, consegui dar uma carga no celular agora. To bem, não é grave. Vem por favor.

- Estou indo. – peguei a bolsa, as chaves do carro, olhei no quarto as crianças dormindo, sei que eles não acordam nem com tiro de canhão e sair em disparada, o coração ia na boca, na mente uma oração.

Notas finais:

As coisas estão ficando perigosas pra essas amantes.



Comentários


Nome: Bee20 (Assinado) · Data: 05/05/2018 02:46 · Para: 29 – Susto

Aii Deuus..



Nome: eryka (Assinado) · Data: 02/05/2018 15:14 · Para: 29 – Susto

oi patty-321 eu to amando a história espero que esteja tudo bem com marina beijo



Resposta do autor:

Valeu gata. Continue aqui comigo  bjs



Nome: NovaAqui (Assinado) · Data: 02/05/2018 09:29 · Para: 29 – Susto

Vamos ver o que houve de fato. Acho que o gente boa agrediu Marina, achismo

 



Resposta do autor:

Algo aconteceu. Bora ver. Obrigada por comentar. Bjs



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