Sunshine: esperança. por femarques


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CAPÍTULO 28:

 

SCOUTT

           

            “Você não pode ligar para ele e atrapalhar a investigação.”

            Levantei o olhar para Clark, encarando-o com toda a frieza que podia expressar.

            “O que eu não posso é deixar Mea desaparecida dependendo dos seus homens acharem-na no meio do mato, sabe-se lá em quais condições.”

            Clarck bufou e alternou o peso do corpo entre suas pernas, cruzou os braços e ficou a me encarar. Megan fechou a porta de correr de vidro que separava a sala da varanda, nos deixando sozinhos.

            Uma mulher atendeu ao telefone e tentou recusar a passagem da ligação para seu patrão o máximo que pode, até que o detetive tomou o telefone de minha mão e explicou a situação para ela.

            “Ela foi chamar o cara?” Perguntei, olhando a expressão indecifrável do detetive.

            “Foi sim. Deixa que eu cuido disso.”

            “Só porque você quer, detetive.” Tomei o celular dele e saí andando, a tempo de ouvir Megan acalmando-o: “Mea é muito importante para ela, é tudo o que ela tem.”

            “Alô?” A voz grave do outro lado da linha deixou todo meu corpo tenso. Esse homem poderia ser a nossa salvação. A minha salvação para ter Mea de volta. Como também poderia tornar tudo mais infernal.

            “Senhor Anderson, meu nome é Emma Scoutt, estou ao lado do detetive Clark. O senhor deve reconhecer esses nomes.”

            A linha ficou muda, mas não completamente. Ouvia-se a respiração tensa do senhor que me enrolava.

            “Eu levei uma boa surra da sua filha há algum tempo por causa de Mea. Eu sinto lhe informar, mas sua filha está com Mea em algum lugar de Seattle, preciso saber onde ela está.”

            “Eu não sei onde Lizzie está!”

            “O senhor realmente vai colocar a vida da Mea em jogo para defender a porra da sua filha doente?”

            “Eu sei que Lizzie tem alguns problemas e o término sempre foi difícil para ela, mas não sei onde ela está.”

            “Vou te dar uma chance, ou eu mesma vou virar essa cidade de cabeça para baixo e encontrar sua filha. Eu vou acabar com a vida dela se um fio de cabelo da Mea foi tocado. Estamos entendidos?” Não dei tempo a ele de responder e prossegui a cuspir as palavras. “A última vez que foram vistas foi na entrada de uma estrada de terra ao leste de Seattle, saindo da avenida principal.”

            “Tem uma cabana lá.” O ex-sogro de Mea respondeu após um tempo de silencio angustiante.

            Me virei, olhando para o detetive e Megan que estavam longe o bastante de mim para não ouvirem a conversa. Chamei-os com a mão e passei o celular para Clark logo que ele se aproximou.

            “Tem a merda de uma cabana por ali, pegue o endereço com ele.”

            Saí correndo para dentro da casa e fui até Tom, eufórica e com a ansiedade e esperança tomando conta de todo meu corpo e mente.

            “Tom, acho que sei onde ela está.”

           

            Alguns minutos depois – longos, por assim dizer. Uma eternidade -, Megan e Clark entraram. Ele passou reto por nós, saindo da casa às pressas.

            Megan nos explicou que nenhuma propriedade foi encontrada no nome dos Anderson por aquela região por se tratar de uma cabana que eles usam em parceria a um amigo da família, portanto, está no nome do tal amigo. Fazia tempo que ele não tinha acesso ao lugar e nem sabia como estava, mas que Lizzie e Mea iam sempre para lá.

            Meu sangue ferveu de imaginar Mea presa a algum lugar com sua ex. desequilibrada, ainda mais em um lugar em que elas viveram bons momentos juntas. Sentia em meu peito tão apertado vontade de chorar e ao mesmo tempo de gritar, gritar não somente minhas dores, mas também a alegria de ter uma chance de ter Mea de volta em meus braços.

            “Eu prometo que se você voltar, se voltar para mim, vou ser melhor e nunca mais te deixar sair do meu lado.” Repetia a mim mesma, baixinho para que ninguém ouvisse.

            Olhava ao redor da sala, a maioria das pessoas sentadas e segurando suas respirações, tentando manter o clima o menos tenso possível, e não entendia como conseguiam. Tom andava de um lado para o outro perto da porta, parando vez ou outra para responder com um aceno negativo de cabeça para Adele quando ela se aproximava com um copo em mãos, enquanto eu me mantinha andando em círculos perto da porta de vidro. Meu coração acelerava e parecia sair pela boca a cada barulho de carro que eu ouvia vindo da rua.

            Clark deixou um policial conosco e informou que a presença de qualquer um com ele poderia atrapalhar toda a operação, por não saber como Mea e Lizzie estavam, quais as condições e se tinham companhia.

            Vez ou outra Megan me olhava e piscava, tentando me tranquilizar, mas era como se eu não conseguisse realmente captar seus sinais. Minha visão estava, na maior parte do tempo, embaçada. Não tinha vontade de falar com ninguém, tudo o que eu queria era ter certeza de que minha menina está bem.

            Bati as mãos no bolso e vi que não tinha mais nenhum cigarro, levei o dedo a boca e comecei a roer minhas unhas. Fungava de um jeito estranho, segurando o choro e a agonia que sentia de se exporem. A forma como eu respirava, parecia que eu havia acabado de correr uma maratona.

            Na volta da minha rota de andar em círculos, dei de cara com Allegra, me fazendo parar, assustada com sua presença. Há quanto tempo ela estava aqui? Aliás, quanto tempo faz desde que saíram atrás da maldita cabana?

            “Quer tomar alguma coisa, Scoutt?” Allegra perguntou, com a voz receosa, mas firme. Não iria se mostrar intimidada por mim. Bom, eu muito menos.

            “Estou bem.” Respondi e voltei a andar, desviando dela.

            “Estou preocupada, você também deve estar.”

            “Vou ficar bem.”

            “Não sei como, parece que eu não vou ficar bem enquanto não a ver.”

            Parei meu caminho ficando em sua frente, mas com uma distância segura para não a matar, e estreitei meus olhos, encarando-a. Me aproximei devagar, mordi o lábio inferior com força tentando me segurar para que Mea não ficasse magoada comigo depois.

            “Eu não preciso falar para você o quanto eu estou preocupada. O quanto meu peito dói. O quanto parece que o ar foi retirado de meus pulmões. Meu corpo dói como se eu estivesse vazia sem ela ao meu lado. Mea é minha. É tudo o que eu tenho. Entendo a sua preocupação, mas não tente se comparar a mim.”

            Allegra respirou fundo e concordou com a cabeça, umedecendo os lábios em seguida.

            “Bem que você me disse...”

            “De que porcaria está falando agora?”

            “Quando fui visitar Mea e ela estava cuidando de você, que estava de cama por causa da Lizzie... quando fui me despedir de você no quarto...”

            “Ah sim. Eu me lembro bem. Eu te disse que Mea sempre seria minha, não importaria o quanto você tentasse. A sua presença aqui não é problema, sei que você tem muito carinho por Mea.”

            “Sim, você disse e estava certa.”

            Dei de ombros e antes de responder a porta se abriu e um coro de gritos agudos e embargados me ensurdeceu. Todos ali presentes se aglomeraram na porta, menos Megan. Allegra saiu de perto de mim e correu até eles.

 

MEA

            “Vamos, meu amigo chegou.” Lizzie se aproximou com uma faca depois que ouvimos um barulho ensurdecedor do lado de fora, que seria, provavelmente, seu amigo chegando com o helicóptero que nos levaria sei lá para onde.

            O dia estava em seu entardecer e eu não conseguia saber que dia da semana era. Havia perdido total noção do tempo. Minha cabeça doía e minha boca seca começava a deixar meus lábios rachados. Não quis me alimentar e nem beber nada que ela me ofereceu.

            Lizzie cortou as cordas dos meus pulsos e tornozelos e os vi avermelhados e ralados pela corda áspera. Ela segurou minha mão e deixou um beijo asqueroso na pele.

            “Vou cuidar de você, querida.”

            Soltei um grunhido e me levantei conforma ela me orientava apontando a direção com a mão em mãos.

            Sem tempo para perceber o que acontecia, escutei um barulho ensurdecedor disparando em direção ao amigo de Lizzie, que caiu do lado de fora do helicóptero.

            Fechei os olhos enquanto Lizzie me agarrava pelo pescoço e apontava a arma pela minha cabeça. As lágrimas escorriam por minhas bochechas enquanto uma gritaria se armava e logo depois, um disparo atingiu o ombro dela, fazendo-a cair para trás e me libertar. Finalmente.

 

SCOUTT

            Toda a adrenalina de meu corpo abaixou no instante em que a vi, com a roupa e o rosto sujos, visivelmente cansada e abalada. Mea chorava conforme as pessoas a abraçavam. Fiquei apenas parada, deixando as lágrimas escorrerem devagar, acalmando meu coração com a certeza de que ela estava bem. Apenas vê-la era o suficiente e eu não conseguia me mover.

            Mea se desvencilhou do abraço de Tommy e olhou em volta, com os olhos mais azuis que vi na vida procurando por algo. E então ela me viu, parada feito uma idiota. Mea sorriu e andou devagar até mim.

            Toda a emoção que segurei até então, tudo o que me havia acontecido em sequências dolorosas demais, se dissolveram em lágrimas e eu não conseguia mais ficar em pé. Meu corpo doía pela viagem estúpida que fiz, pela ausência de Mea que parecia sugar todas as minhas forças, minha mente dizia para eu me acalmar, mas a imagem de Mea caminhando até mim era demais para meu coração, era mais do que eu se quer mereço.

            Caí de joelhos, vencida pelo cansaço e felicidade, e abaixei a cabeça, chorando copiosamente como uma criança assustada.

            Mea, depois de tudo o que passou, ainda se ajoelhou a minha frente e segurou meu rosto com suas mãos gélidas.

            “Ei, estou aqui.”

            Concordei com a cabeça e olhei para ela. Podia sentir a cor de meus olhos queimarem em vida, dando adeus ao cinza vazio que tentava se apossar deles, meu corpo todo se acendendo com sua presença, enchendo-me do calor que seu amor proporcionava.

            “Eu te amo tanto, Mea. Achei que fosse te perder...”

            Mea me puxou para um abraço e beijou meus lábios de forma demorada, mostrando-me que nada mais precisava ser dito e que agora tínhamos uma a outra para sempre.

 

            Mais tarde naquela noite em um quarto de hóspedes na casa de Regina, esperava Mea sair do banho que pediu para tomar sozinha, por mais que eu tivesse insistido para ajudá-la. Acho que ela precisava de um tempo sozinha para digerir tudo o que havia acontecido.

            Depois de recebida, Mea contou tudo o que havia acontecido. Lizzie tentaria fugir com ela e o detetive chegou a tempo, impedindo-as de embarcarem em um helicóptero. Lizzie e o piloto foram presos e responderiam em julgamento depois de atendidos no hospital pela troca de tiros que sofreram.

            Não havia muito o que se falar, a ex. namorada a queria de volta, ou a queria para si, de qualquer forma, não importava para ela o que fosse preciso. O término fora uma rejeição frustrante demais, coisa que ela não soube lidar, ferindo seu ego com brutalidade.           

            Vi Allegra sair de fininho enquanto todos eram convidados por Regina a ficarem em sua casa, até mesmo Owen foi convidado.

            “Ela não te machucou?” Perguntei quando Mea saiu enrolada em uma toalha, me tirando de minhas lembranças de poucas horas atrás.

            “Não, só meus pulsos estão ardendo um pouco.”

            Sua pele dos pulsos e tornozelos estavam marcadas em vermelho vivo e um pouco esfoladas. Eram os únicos arranhões e me tiravam do sério. Poderia matar Lizzie sem maiores preocupações depois.

            “Desculpa por ter sumido.”

            Mea tirou a toalha para vestir uma camisola emprestada da mãe, já que sua mala fora perdida durante o sequestro, e me olhou com ternura.

            “Tudo bem, eu entendo tudo o que você fez. E olha, não precisa se culpar por isso. Você teria ido junto se tivesse comigo. Lizzie estava implacável e tiraria qualquer um da sua frente para me ter com ela.”

            “Eu fui até a prisão em Boston e também ao cemitério, e voltei. Eu queria tentar achar um sentido para mim, para o que passei. Parecia que tudo tinha perdido o sentido por um momento, vivi tanto tempo com essa dor para no final descobrir que não precisaria disso. E também fiquei triste pela morte da minha mãe real, mesmo não tendo a conhecido.”

            Mea se sentou ao meu lado e segurou minha mão com delicadeza, olhando para o curativo.

            “Parece que você elaborou bem isso tudo. Fico feliz por você. A sua história continua a mesma, não deixou de ser quem você é, de ter a força que tens por ter passado por tudo isso e ainda estar aqui, vencendo a cada dia.”

            Esbocei um sorriso tímido e suspirei, concordando por fim com um maneio de cabeça. “Megan me ajudou com isso tudo, principalmente nas horas infernais à sua espera.”

            “Vou agradecer a ela depois, então.”

            Ela se deitou ao meu lado e me puxou para si, começando a acariciar meu braço.

            “Não se fira mais quando ficar brava com algo, por favor.”

            “Mea, doía tanto que a dor física era um alívio. E me desculpa por aquelas coisas que eu disse sobre você e a Allegra.”

            “Tudo bem, você não me queria perto da sua destruição.”

            Dei risada e tive de concordar. Minha menina já me conhecia bem demais.

            “Isso. Ela estava preocupada com você hoje.”

            “Eu sei, ela me deu um abraço e depois não a vi mais.”

            “Ela vai precisar de tempo para digerir que você tem dona.”

            Mea começou a rir e me deu um tapa no braço, se virando para ficar por cima de mim. Seus longos cabelos ruivos caíram por cima do ombro.

            “Quando vai aprender a falar comigo direito?”

            Ria com ela, esquecendo naquele momento que há algumas horas estávamos em nossos próprios infernos pessoais.

            “Posso começar a aprender. Eu prometi que seria uma pessoa melhor se tivesse você de volta.”

            Mea abriu um sorriso largo e colocou as mãos por dentro da minha camiseta, acariciando a pele ali.

            “Depois de tudo, acha que um pai mentiroso e uma ex. namorada surtada seriam capazes de me afastar de você?”

            Soltei uma risada breve.

            “É sério, fiquei com muito medo. Achei que perderia você e com isso, minha vida também.”

            “Eu tive medo também, mas agora estou aqui, com você. Aconteceu tudo muito rápido e ao mesmo tempo, fiquei mais desesperada por não saber notícias suas do que com o sequestro em si. Eu sabia que você daria um jeito de me encontrar, mas para isso precisava saber se você estaria aqui por mim.”

            Me sentei, me apoiando com as mãos para trás, e aproximei nossos rostos. Podia sentir seu hálito doce e fresco e ver seus olhos brilhando para mim.

            “Eu estava aqui, enlouquecida. E vou estar sempre aqui por você. Nada mais vai me tirar de perto de você, Mea.”

            “Nunca mais.” Ela disse baixinho, soltando o ar de sua respiração a cada palavra dita contra meus lábios, me dando vários selinhos. “Vem morar comigo em Chicago.”

            Me afastei dela, arregalei os olhos e fiquei sem saber o que responder.

            “Nós já ficamos tempo demais longe uma da outra, lutando contra tudo e todos para finalmente ficarmos em paz. Você tem o contrato do lançamento do livro com a Seattle Publisher, mas pode pedir a conta. Você pode escrever e abrir uma editora só para você. Eu tenho o dinheiro para começar, por favor.”

            Mea terminou a frase com a voz dengosa, finalizando com um biquinho delicioso e irresistível.

            “Vamos conversar mais sobre isso depois, mas quem resiste a essa carinha?”

            Mea sorriu e então me endireitei, parando de me apoiar com as mãos, consequentemente colando mais nossos corpos. Abracei seu quadril e a apertei contra mim enquanto roçava meu nariz em seu pescoço, sentindo seu cheiro de banho recém tomado.

            “Eu te amo, Mea.”

            “Eu te amo ainda mais.”

            A beijei como se não a visse há anos, como se dependesse dela para respirar, para viver. E acho que realmente dependia. Beijei-a com sofreguidão, entregando a ela toda minha alma, tentando provar enquanto nossas línguas se acariciavam que nada mais me importava a não ser ela. Despenderia todas as minhas forças e tudo o que estivesse ao meu alcança para faze-la feliz.

            Mea me empurrou e deitou-se em cima de mim, aumentando a intensidade do beijo e com isso o calor entre nossos corpos. Seus lábios praticamente se arrastavam contra os meus, em uma luta calorosa e sofrida. Assim como eu, Mea sentia saudades e precisava de mim, do meu corpo, da melhor forma que tínhamos para demonstrar nosso amor e desejo.

            “Sua mãe é generosa, mas a camisola não caiu bem em você.” Sussurrei interrompendo o beijo. Mea se sentou em meu colo e tirou a camisola, jogando-a para trás.

            Sem sutiã, pude ver seus seios e mamilos rosados, perfeitos, à minha espera. Abri um sorriso malicioso e deixei-a tirar minha camiseta.

            Voltamos a nos beijar e a rolar na cama, me deixando ficar por cima. Gemidos ofegantes e excitados escapavam por nossos lábios entre as pausas do beijo para morder ou chupar seu lábio inferior.

            Mea começou a tirar minha calça e deixei-a tirar também minha cueca, empurrando com os pés o restante do caminho. As roupas se espalhavam pelo chão e eu sentia cada vez mais vontade de tomá-la por inteiro.

            Beijava seu pescoço e o mordiscava, arrastando meus dentes por ali. Queria poder deixá-la marcada para que todos vissem o quanto ela era minha, mas também queria poder sentir seu gosto, sentir o que eu provocava em seu corpo.

            Mea emaranhou os dedos em meus cabelos e os puxava com força a cada vez que eu lambia e assoprava em seguida seu mamilo. Reveza-me entre os dois. Hora beijava, mordia, lambia e me deleitava com um, enquanto acariciava com o polegar e tomava o seio em minha mão com o outro.

            “Por favor, Scoutt.”

            Esbocei um sorriso satisfeito e desci trilhando beijos em sua barriga, segurando com força em sua cintura, tentando mantê-la parada conforme se contorcia de cócegas e prazer.

            Segurei na parte interna de seus joelhos e abri suas pernas, colocando-as sobre meus ombros. Beijei seu joelho e sua coxa, acariciando a outra perna com a mão livre.

            Rocei de leve os lábios em seu sexo e Mea se contorceu, inclinando a pelve em minha direção. Com cuidado lambi apenas com a ponta da língua os lábios de seu sexo e os abri devagar, saboreando aquele momento, matando a saudade dela que me sufocava.

            Mea soltou um gemido grave quando minha língua tocou seu clitóris e a lambeu devagar, chupando em seguida. Sempre a tomava com força e desejo, querendo-a como se meu desejo fosse explodir em meu peito. Mas não hoje. Não quando eu queria acreditar que a partir de então teríamos todo o tempo do mundo. Queria saborear seu corpo, aproveitar o tempo juntas, me deliciar com seu gosto e com a visão de seu corpo tão entregue a mim.

            Insistindo naquela lenta tortura, Mea se estremeceu e agarrou as mãos aos lençóis da cama, mordendo o lábio para não soltar um gemido alto demais na casa de sua mãe.

            Ela me puxou para cima de si e envolveu as pernas em minha cintura, me beijando com afinco, sentindo seu próprio gosto. Levei a mão até seu sexo e a penetrei devagar, tirando de seus lábios outros gemidos abafados.

            Mea se movimentava de encontro a mim, aumentando a velocidade e intensidade rapidamente. Ficamos nesse jogo, sentindo nossos corpos suados e quentes se esfregarem, passando de uma para a outra todo o desejo que sentíamos, até que ambas perdemos o controle e nos agarramos com força, deixando o desejo ser liberado de nossos corpos.

            Ambas cansadas e cheias de alegria, suspiramos ao mesmo tempo. Mea fechou os olhos enquanto eu pensava se a surpreenderia ou não.

            Me deitei ao seu lado e segurando sua mão, a levei até meu sexo. Mea abriu os olhos instantaneamente, surpresa e sem reação.

            “Tudo bem, eu estou pronta para tentar.”

            “Não precisa de uma preliminar?”

            Dei risada e neguei com a cabeça.

            “Você já me excitou o bastante.”

            Ela permaneceu deitada ao meu lado, apenas se ajeitando um pouco para baixo. Com cuidado, até demais, posicionou seu dedo em minha entrada e deixou-o ali, paralisada.

            “Tudo bem, amor. Pode ir.”

            Mea respirou fundo, seu corpo todo agitado em resposta a surpresa, enquanto o meu corpo suava frio e tremia com tamanha ansiedade e medo.

            Minha menina colocou um dedo lentamente, me causando desde sensações boas a uma ardência que me queimava por dentro. Fechei os olhos com força levei meu braço até meu rosto, deixando-o sobre meus olhos. As lágrimas escorriam e meus lábios tremiam conforme Mea entrava e saia de dentro de mim.

            “O que foi, amor?” Ela perguntou parando com o movimento. “Fiz algo errado?”

            Neguei com a cabeça e continuei em meu estado particular.

            “Se for demais eu posso parar.”

            “Não, por favor. Está bom, é só... passei tanto tempo escondendo meu corpo com medo de ser tocada de novo. É doloroso, física e emocionalmente, mas quero passar por isso com você.”

            “Okay, amor. Relaxa.”

            “Obrigada, Mea. Obrigada por tudo o que faz por mim.”

            Ela deitou seu corpo sobre o meu, sem tirar seu dedo de dentro de mim, e encostou sua testa na minha. Beijou meus lábios suavemente.

            “Eu te amo. Não precisa ter vergonha ou medo de seu corpo.”

            Apenas maneei a cabeça para cima e para baixo e fechei os olhos enquanto sentia os olhos dela me encarando.

            Fizemos amor naquele fim de noite de sábado, e a sensação ruim foi substituída completamente por um prazer infinito e paz por ter vencido essa etapa, por mais uma parte escura da minha vida ter sido superada.

            Por muito tempo escondi meu corpo e evitei que me tocassem por ser extremamente doloroso e remeter a minha adolescência traumática. Mas Mea quebrava qualquer barreira, e dar isso a ela, me entregar dessa forma a ela, era a certeza que eu precisava para saber que estava pronta para começar um novo futuro com ela.

 

            Depois de me levar ao ápice, deitadas abraçadas e trocando beijos, Mea prometeu sempre estar comigo, não importando que acontecesse. Eu sabia que mudaria por ela, cada vez mais, e me sentia pronta para enfrentar o que viesse. Os meus problemas pareciam pequenos demais para me assustar novamente. Por Mea, eu enfrentaria tudo, nem que custasse minha própria vida.

Nome: darque (Assinado) · Data: 11/09/2016 15:16 · Para: Capitulo 28

É  fe vc prendeu minha atenção! Tua história é maravilhosa! Parabéns!

Em uma semana li a primeira e estou quuase terminando a segunda.

Sucesso!

BJS

Darque



Resposta do autor:

Oi! Fico feliz de ter conseguido prender a sua atenção. Muito obrigada!

Espero que goste da segunda temporada e que continue lendo o que escrevo, afinal, quando terminar Sunshine, pode começar a ler uma outra que estou postando.

Beijos!



Nome: kaline (Assinado) · Data: 29/03/2016 02:54 · Para: Capitulo 28

Capitulo perfeito. Se pudesse dar um nome a este capitulo, seria Surperação.



Resposta do autor em 29/03/2016:

Obrigada! Fico feliz que gostou!

Beijo.



Nome: patty-321 (Assinado) · Data: 28/03/2016 17:58 · Para: Capitulo 28
Ufa! Foi tenso. Mas foi lindo tb. Tadinha da alegra. Tomara q ela encontre outra pessoa. Scout vencendo seus medos por amor. Ela precisa encontrar seu amor próprio. Bj

Resposta do autor em 29/03/2016:

Allegra vai ficar bem, vamos torcer. hahaha

Scoutt é uma linda, não acha?

Beijão!



Nome: annagh (Assinado) · Data: 28/03/2016 17:29 · Para: Capitulo 28

Simplesmente Lindo!!!  Perfeito!!!

Amei!!!!

Beijo Fe..



Resposta do autor em 29/03/2016:

Oi, Ana!

Muito obrigada! Espero que continue gostando.

Beijão!



Nome: Mika (Assinado) · Data: 28/03/2016 15:30 · Para: Capitulo 28

Nossaaaa... Que capitulo emocionante e lindo!d84;a039;

 

Perfeito autora, e essa entrega de Scoutt foi linda! E Mea nem se fala, ela é uma fofa. Amo essas duas!

Historia maravilhosa, mais uma vez... Parabéns autora, vc escreve divinamente!

 

Beijo!



Resposta do autor em 29/03/2016:

Muito obrigada mil vezes!

As duas são umas fofas, né? 

Beijão!



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