Sunshine: esperança. por femarques


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CAPÍTULO 21:

MEA

 

            O dia havia começado da melhor forma possível. Recebera a notícia logo que acordei de que Adele e Tom iriam se casar.

            Tom fez o pedido na noite anterior, no baile, depois que fui embora para evitar maiores comentários sobre o episódio catastrófico relacionado a Scoutt e seu comportamento absurdo. No meio de todos, durante uma dança, Tom disse que se ajoelhou e pediu a mão de Adele em casamento, e agora os dois estavam felizes como nunca.

            Meu dia começou assim. Eu estava esquecendo o desastre da noite anterior, a cara feia de Allegra, o choro misturado a soluços enquanto eu a deixava em casa e pedia desculpas pela cena constrangedora que confirmou a ela seu pior pesadelo: eu havia traído sua confiança. Eu tive algo com Scoutt nesse meio tempo. O desastre estava feito. A pior maneira de realizar um término.

            Mas agora, quando achei que o restante da manhã no escritório continuaria tranquila, eu andava a passos pesados, batendo o salto do sapato no chão com pressa, indo em direção a sala de Tom, com a cabeça estourando de raiva e o corpo ainda dolorido com o prazer acumulado, com a sensação de incompletude.

            Abri a porta do escritório de Tom, que ficava no mesmo andar que a minha sala, e o vi no telefone, com um sorriso de orelha a orelha, contando ao seu pai sobre ele ser o mais recente noivo de Chicago.

            Tom me lançou um olhar espantado, demonstrando não entender o que estava acontecendo.

            “Pai, eu te ligo depois, tudo bem? Surgiu um imprevisto aqui.”

            “Ok, até mais. Também te amo.”

            Tom desligou a chamada e afastou a cadeira de rodinhas, se levantando e dando meia volta na mesa de mármore escuro, se sentando na mesma, ficando de frente para mim e cruzando as mãos, deixando-as caídas em seu colo, sem esconder o enorme sorriso de seu rosto, feliz por estar usando uma aliança dourada enorme no dedo anelar direito.

            “O que foi? Só porque vim trabalhar aqui que isso significa que você pode entrar na minha sala assim?”

            Tom brincou e deu risada, mas eu continuava séria, com a respiração desregulada e o cabelo provavelmente desarrumado, enquanto andava de um lado para o outro, de uma ponta da mesa à outra.

            “O que aconteceu Mea? Caiu o teto da sua sala? Você caiu? O que foi?”

            “Scoutt veio até minha sala.”

            “E? Tiveram uma rapidinha?” Tom riu alto e se levantou novamente, vindo até mim, onde começou a arrumar meu cabelo, passando os dedos entre eles, depois de me segurar pelos ombros e me fazer ficar parada.

            “Ela teve. Ela é uma idiota, Tom! Você não tem noção do que ela teve coragem de fazer! Tudo para mostrar que ela é melhor...” Não conseguia nem terminar a frase. Minha cabeça dava voltas, e tudo o que eu sentia era raiva.

            Contei tudo a Tom, que me olhava incrédulo e ria ao mesmo tempo.

            “Mea, Scoutt é...maluca de um jeito engraçado e perverso.”

 

SCOUTT

           

            Desde que deixei Stella em seu pequeno apartamento atrás do bar e fui para meu hotel, não conseguia pensar em outra coisa senão em Allegra tocando o corpo de Mea, namorando Mea por um ano inteiro, sendo tudo o que ela precisa, tudo o que não pude ser.

            Naquela noite tomei tudo o que o frigobar do quarto tinha a me oferecer, enquanto fumava o restante dos cigarros do meu último maço.

            “Alô?”

            “Jeremy...”

            “Scoutt, você está bêbada?”

            Dei risada e olhei para o frigobar com a porta aberta mostrando seu interior que continua agora apenas água e refrigerantes.

            “Talvez eu tenha bebido um pouco aqui no hotel.”

            “O que aconteceu?”

            “Sabe quem namora a Mea? A Allegra.”

            “Sério?” Jeremy respondeu aumentando bastante o tom de voz, tão surpreso quanto eu.

            “Sim, aquela oportunista...”

            “Ei, vai dormir. Está tarde e você bebeu, não devia ter feito isso.”

            “Eu vou dormir, amanhã vou dar o troco em Mea por isso. Ela poderia namorar qualquer pessoa, menos Allegra.”

            Jem bufou do outro lado da linha e riu baixinho. “Está bem, agora vai dormir. Boa noite.”

            E então ele desligou a chamada. Me joguei na cama do hotel ainda segurando o celular e adormeci enquanto relembrava as duas juntas, como um casal.

            Amanheci com a cabeça latejando e para minha total infelicidade, o primeiro pensamento que tive foi a cena torturante que tive que assistir de Mea e sua namoradinha dançando juntas, e depois meu comportamento que tudo bem, foi um pouco exagerado. Mea devia me odiar agora.

            Mas foda-se. Minha raiva dela era bem maior. Não acreditava ainda que Mea teve a coragem de namorar com Allegra, de usar a menina, ela sempre soube dos sentimentos que Allegra tinha por ela. Sempre soube que eu odiava aquela garota, se Mea queria me irritar, me fazer sentir a mesma merda que ela sentiu quando a deixei como uma idiota, ela conseguiu.

            Precisava provar a Mea que eu era melhor que Alllegra, precisava relembrar a Mea o motivo dela estar comigo, o porque sou única na vida dela e ela na minha. Queria matar a vontade que eu havia guardado a tanto tempo, por mais que agora Mea não merecesse nada.

            Me sentia determinada a roubar o que eu queria, ter o meu prazer. Com o ódio que sentia ainda dentro de meu peito pouco me importava o que ela ia pensar ou deixar de pensar. Vê-la com Allegra cortou o meu coração, foi pior do que eu imaginava. Não esperava que ela seria capaz de tomar a decisão de morar junto com a garota que mais deu mole para ela.

            Depois de tomar uma decisão e sair do hotel, durante todo o caminho que andei a pé pelo centro de Chicago a procura de uma loja específica para comprar um objeto tão íntimo entre mim e Mea e depois até o edifício da Bradley & Miller, minha cabeça girava no mesmo pensamento, por mais que eu tentasse pensar em qualquer outra coisa, não conseguia.

            Entrei no prédio da companhia Bradley & Miller e fui até o segurança que agora era meu amigo, e sem enrolar já dei minha bolsa para ele revistar sem ter que pedir por ela.

            Não demorou nada e ele me olhou com a sobrancelha erguida. “Menina, o que vai fazer com isso?”

            “Libera essa, vai. Te compro duas entradas para o próximo jogo e você pode levar a sua mulher.”

            “Só me garante que você não vai machucar ninguém.”

            Dei risada e pisquei para ele. “Machucar não, fica tranquilo.”

            Ele bufou e me entregou a bolsa de volta, segurando-a com tanto receio que parecia que eu carregava uma bomba ali dentro.

            Subi com o elevador até o décimo sétimo andar e passei direto pela recepção, como sempre sonhei. As meninas saíram correndo de dentro do balcão para chamar por Tina, mas era tarde demais. Entrei por aquela porta de vidro que me separava dela e a fechei atrás de mim, trancando rapidamente.

            Mea, sentada atrás de sua mesa, vestindo um vestido branco por baixo de um sobretudo da mesma cor, justo em seu corpo até a altura dos joelhos e com um belo decote quadrado, levantou a cabeça e deixou seu queixo cair quando me viu, entreabrindo os lábios sem conseguir dizer nada.

            Admirava sua expressão inocente por não saber o que viria, mas ao mesmo tempo séria e demonstrando toda a sua raiva de mim. Seus cabelos ruivos como fogo, caídos em ondas lisas por seus ombros, se misturando ao tom rosado de sua pele e ao branco de sua roupa. Era a visão que me quebrava as pernas, a coragem, a raiva.

            Alguém começou a esmurrar a porta enquanto eu admirava minha amada, me fazendo acordar e lembrar o motivo de estar aqui. Me aproximava devagar até Mea, ainda ouvindo as batidas na porta. “Diga que está tudo bem.”

            Ela balançou a cabeça em positivo e gritou, gaguejando para a pessoa do lado de fora que estava tudo bem.

            “Feche as cortinas.”

            Ela apertou um botão de um pequeno controle e então sua sala escureceu quando as cortinas fecharam as janelas e a porta de entrada. Não demorou muito e as luzes automaticamente se acenderam.

            “O que você quer, Scoutt?”

            “Você não sabe como eu estou me sentindo.”

            Ela levantou de sua cadeira e caminhou determinada até mim. “Esquece isso, esquece ontem à noite. Você e eu ficamos desde que nos reencontramos, eu disse que deixaria Allegra, e eu vou. Mas agora está tudo uma bagunça...”

            Meu sangue pulsou só de escutar o nome daquela idiota. “Mea, fica quieta.” A interrompi. “Eu não vim aqui para pedir que fique comigo já. Eu vim aqui para te mostrar como me sinto frustrada de saber que você não me quer agora justamente por causa dela. Que por causa dela eu tenho que esperar sabe-se lá quanto tempo para ter você! Justo ela. Vim te mostrar como eu me sinto com ódio de imaginar aquela idiota tocando o seu corpo, que é meu. Porque eu sei...” Me aproximei dela e a puxei até que encostei sua bunda na mesa. “....eu sei que você é minha em todos os sentidos. Eu sei que você gosta de como eu te toco, e de como eu te conheço. Ela não sabe fazer isso com você.”

            “Não interessa, não temos nada agora, Scoutt. Você disse que ia esperar. Não pode ficar brava comigo por eu namorar com ela enquanto eu estava sozinha.”

            Soltei uma risada maliciosa. “Você se entregou quando eu te beijei, Mea. Diz que ela te faz sentir como eu te fazia.”

            Seus olhos azuis escureceram e ela me encarou, pressionou os lábios e deu de ombros. “É diferente.”

            Concordei com a cabeça e segurei suas mãos na mesa, colocando as minhas por cima. “Eu vou te comer agora, Mea. E você vai sentir cada milímetro da raiva e da frustração que está me consumindo.”

            Seus lábios voltaram a se abrir e já pude perceber seu corpo cedendo. A química, a atração, o desejo que tínhamos sempre foi grande demais para eu acreditar que foi esquecido e apagado. Soltei suas mãos e me aproximei ainda mais. Toquei meu nariz em sua pele e respirei fundo, sentindo seu cheiro, seu perfume doce. Beijei seu pescoço e mordi de leve.

            “Eu sei que você sente a minha falta.”

            Tirei seu sobretudo, jogando-o no chão e deslizei a mão por suas costas até o zíper de seu vestido e o desci apenas o suficiente para que a parte da frente pudesse ser abaixada. Desci as alças do vestido com as mãos enquanto trilhava beijos de seu pescoço até seu ombro agora desnudo. Sem muita demora, seu decote ficou caído para frente e seus seios apareceram, cobertos por um sutiã branco liso, simples. Me afastei para olhar e dei um sorriso malicioso. Como pode usar uma roupa tão pura e ficar tão gostosa?

            “Scoutt, isso é errado demais. Eu não posso ainda.”

            Olhei em seus olhos e dei de ombros. “Se você falar que não quer, vou embora.”

            “Não é isso.” Ela começou falando e me fez rir. “Não é certo e justo fazer isso com a Allegra.”

            “Não fala mais o nome dela.” Franzi o cenho. “E outra, você vai largar dela?”

            “Eu já lhe disse que sim, só que com calma, ainda nem consegui conversar direito com ela.”

            “Pois bem, então vai ser como eu quero agora. Depois eu sumo da sua vida. Você só precisa se sentir como eu estou me sentindo.”

            Voltei a me aproximar dela e beijei sua boca, com selinhos demorados. Passei a mão por seu seio coberto e apertei, já sentindo seus mamilos entumecidos por baixo do tecido. Mordi seu lábio inferior, chupando-o em seguida e então levei minha língua de encontro a dela, que sem resistência alguma me recebeu.

            Não dei tempo para que ela entrasse em um clima mais amoroso e rapidamente nosso beijo se transformou em algo quente. A beijava com vontade, sentindo meus lábios contra os dela com força, como se eu pudesse me perder naquela boca e nada mais me importasse. Como se sentir o desejo que ela nutria por mim fosse minha fonte de alimentação e sobrevivência.

            Abri seu sutiã e o puxei para baixo sem delicadeza, expondo seus seios grandes e rosados.

            Me afastei dela e abri minha bolsa. Peguei meu celular, fones de ouvido e um pedaço pequeno de corda. Mea arregalou os olhos conforme eu ia tirando as coisas e colocando-as em cima da mesa.

            Olhei para ela quando terminei de pegar tudo, lançando-lhe um olhar frio, como se não me importasse com ela. “Eu vou colocar duas músicas para tocar. É esse o tempo que vai durar, oito minutos. E vou amarrar as suas mãos, fica calma.”

            Mea suavizou a expressão e continuou parada me olhando. Ela parecia excitada e assustada ao mesmo tempo. Podia ver seus seios subindo e descendo em sua respiração ofegante. Conectei os fones de ouvido no celular e coloquei em seus ouvidos, bem encaixados. Peguei suas mãos e as levei para trás em suas costas. Aproximei bastante meu corpo do dela para poder amarrar suas mãos e assim o fiz, dando um nó apertado apenas o suficiente para não machucar.

            “Tudo bem?”

            Mea concordou com a cabeça, sem desviar os olhos de mim. Respirei fundo e voltei até a bolsa. “Esqueci de algo.”

            Tirei de dentro dela um strap-on azul, porém, novo. Como não carregava comigo o nosso, e ele estava em Seattle, precisei comprar um novo.

            “Scoutt, me solta.”

            Comecei a rir. “O que foi, linda? Quer mesmo que eu te solte? Da última vez há um ano, você teve orgasmos incríveis.”

            Seu rosto corou e ela apenas deu de ombros. “Você vai me machucar?”

            “Não, linda.” Respondia enquanto comecei a abrir minha calça e a desci até os pés, permanecendo de cueca. Vesti a cinta com o dildo e me aproximei dela. “Não vou te machucar fisicamente.”

            Mea engoliu em seco e deu um passo para trás, como se fosse possível se afastar de mim com a mesa atrás de si. “Porque está fazendo isso? Achei que fossemos fazer amor.”

            “Nós vamos, quando você deixar aquela lá. E o motivo eu já te falei.”

            Peguei o celular. “Você vai ouvir as duas músicas e vai prestar a atenção. Você não vai desviar ou fechar seus olhos, vai me encarar. Entendeu? Se você souber o que dizem as músicas, deixo você gozar.” Apertei play nas músicas, sem dar tempo a ela de me responder.

            Sabia que o som estava alto o suficiente para ela não me escutar mais. Via em seus olhos a expectativa e o medo, o que me excitava mais. Ver o medo em seus olhos era como voltar àquela noite em que a vi com sua nova namorada. Todo o meu esforço para voltar com ela foi jogado fora e o medo de ver minha vida sem Mea apoderou meu corpo e minha mente.

            Dei um beijo rápido em seus lábios e desci meus lábios até seus seios, lambendo e mordiscando sua pele. Beijei o bico de seu seio e então sem muita enrolação o abocanhei, chupando com vontade e sentindo-o crescer em minha língua. O contornei com a ponta da língua para depois chupar com força e morder, fazendo-a arquear seu corpo para trás, se apoiando na mesa com as mãos amarradas. Eu sabia que era capaz de fazê-la gozar apenas assim. Mas se tinha uma coisa que ela não faria hoje era gozar.

            Repeti meus movimentos com seu outro mamilo, agora enquanto minhas mãos apertavam sua bunda com força e vontade, a trazendo para ainda mais perto de mim. Quando terminei, escutei um gemido de dor. Dor por eu ter parado, e então abri um sorriso de satisfação.

            Mea estava incrivelmente quieta, silenciosa, e eu não sabia se era por causa da música ou pela expectativa. A segurei pela cintura e virei seu corpo, deixando-a de costas para mim. Espalmei minha mão em suas costas e a fiz deitar na mesa. Suspirei quando finalmente tinha aquela visão deliciosa só para mim. Vulnerável como eu me senti, amedrontada como venho me sentindo. Me aproximei dela e me inclinei, apoiando com uma mão na mesa, sobre ela. Levei meus dedos até a sua boca e os pressionei em seus lábios. Nunca fiz Mea chupar meus dedos, mas hoje eu não teria tempo de chupá-la. Os minutos passavam e as músicas deviam estar acabando.

            Mea chupou meus dedos com a língua quente conforme eu coordenava os movimentos, empurrando-os bem no fundo de sua garganta, nessas vezes, ela tentava afastar a cabeça e tirá-los de sua boca. Quando senti que já estavam bem molhados, levei-os até seu sexo, que já estava bastante lubrificado.

            “Sempre tão pronta para mim.” Sussurrei para mim mesma.

            Passei os dedos molhados por seu sexo, principalmente em volta de sua entrada. Rocei o polegar em seu clitóris, o apertei levemente entre meu indicador e polegar, massageando. Mea soltou um gemido alto, seguindo com outros mais roucos.

            Continuei com a massagem, alternando entre movimentos circulares com apenas o polegar até que senti suas pernas tremularem. Parei no mesmo instante e por um segundo pensei em desistir de castigá-la assim.

            Me estiquei até a bolsa e peguei um tubo de lubrificante. Despejei um pouco no dildo e o esfreguei rapidamente. Me posicionei atrás de Mea, encaixando-o em sua entrada e devagar comecei a penetrá-la.

            Mea se esparramou na mesa e empurrou a bunda em minha direção, me fazendo entrar de uma vez. Dei uma risada baixa de sua fome por mim e comecei a me movimentar. Tinha que ser rápido ou não daria tempo. Pulei a parte de me movimentar com calma e fui logo para estocadas fortes e rápidas. A cada vez que eu a enchia inteira, penetrando-a até o fundo, Mea soltava um gemido alto, quase como um grito. Agarrei suas nádegas com as mãos e apertava-as cada vez mais forte conforme eu metia nela.

            Não demorou muito para que eu tivesse um orgasmo que a muito tempo eu não tinha. Desde que Mea me deixou sozinha e sem despedidas. Enquanto gozava, parei com o ritmo acelerado e deixei bem mais lento, apenas com força o suficiente para continuá-la fazendo gritar.

            Logo que terminei, com minha respiração ofegante e meu corpo trêmulo, saí de dentro dela, tirei o strap-on e o deixei caído no chão. Subi minha calça e dei a volta na mesa para encarar seu rosto. Tirei os fones de ouvido dela e comecei a enrolá-los em volta do celular enquanto ela me fitava desesperada, excitada, frustrada o suficiente.

            “Scoutt, por favor.”

            “Sobre o que falava a música?”

            “Eu não sei, Scoutt, eu não sei. Não consegui me concentrar, por favor.”

            “Bom, Mea, você tinha que ter prestado a atenção na música. Uma delas é Sweetest Devotion, e a outra é Love in the Dark, ambas da Adele. Infelizmente você não prestou a atenção, mas vou te contar uma coisa. A música dizia que eu não estava pronta para você naquela época, Mea, mas agora estou. Dizia que seu amor quebra as minhas barreiras, que há algo em você que sempre procurei. Dizia que eu não posso ficar com você assim, com esse espaço entre nós, eu preciso de você. Você me fez precisar de você e agora não consigo viver sem você, Mea, não me peça para ir embora da sua vida.”

            Ela estava com os olhos marejados quando terminei de falar e a encarei.

            “Isso é lindo, Scoutt.”

            “Eu sei.”

            Voltei para atrás dela e a fiz levantar da mesa. Soltei suas mãos e comecei a juntar as coisas e guardar de volta na bolsa.

            “Eu não gozei, Scoutt. Para com isso.”

            Dei risada dela e com tudo guardado, coloquei a alça da bolsa no ombro e me aproximei dela. Dei um beijo rápido em seus lábios e levei minha mão até seu sexo, onde deslizei um dedo para dentro, sentindo-a como estava molhada e quente. Mea soltou um gemido baixo e longo.

            “Scoutt, por favor...”

            Tirei o dedo rapidamente e o levei até a boca, chupando meu próprio dedo.

            “Seu gosto é maravilhoso, mas você não merece nem minha língua e nem meus dedos hoje.”

            “Você está sendo maldosa e me assustando.”

            “Não, Mea. Eu só precisava te mostrar como estou me sentindo, e assim foi perfeito.”

            Não dei tempo a ela e saí andando. Abri a porta devagar e passei por uma fresta para não correr o risco de alguém vê-la praticamente nua e naquele estado.

            Dei de cara com duas recepcionistas que gritaram por Tina logo que me viram.

            Comecei a rir. “Se eu fosse a Tina não entraria lá agora.”

            Saí andando e tomei o elevador para ir embora, deixando-a naquele estado. Ainda sentia raiva e um pouco de inveja por saber que Allegra teve Mea por tempo demais, mas minha frustração passou, e agora Mea se sentia da mesma forma.

            Nós duas, teimosas e sempre brigando, sabemos que não conseguimos permanecer tempo demais longe uma da outra, e que eu esperarei o tempo que for preciso para ter Mea de volta. Agora me sentindo mais calma, conseguia me lembrar das últimas conversas que tivemos e da certeza que Mea me deu de que ainda me ama e que ficaria comigo em breve, ela só precisa de um tempo.

 

            Precisava me esforçar agora para evitar a imagem mental das duas juntas, e esquecer que isso se quer um dia aconteceu. Mea era minha, sempre foi, e agora deixei minha marca nela, lembrando-a de quem eu sou, do que sou capaz de faze-la sentir. 

Nome: Palas F (Assinado) · Data: 10/11/2016 20:48 · Para: Capitulo 21

HAHAHAHAHAHAHAHHA

Estou lendo no meu trabalho, e toda hora alguém me perguntava do que eu estava rindo..

Scoutt é sensacional demais !!!!! Gennnte.. kkkkk



Resposta do autor:

Como é o seu nome?

Estou me divertindo tanto com seus comentários que estou quase relendo Sunshine!

Obrigada!! 



Nome: BarbaraPontes (Assinado) · Data: 19/02/2016 02:51 · Para: Capitulo 21

Meu Deus eu fico uns dias sem net e quando volto ate perco o folego lendo tudo isso...'

 

Aplausos muitos aplausos' *-*



Resposta do autor em 09/03/2016:

Deixar a leitora sem fôlego é prioridade então. hahahaha

Obrigada, muito obrigada!

Beijão!



Nome: annagh (Assinado) · Data: 17/02/2016 21:19 · Para: Capitulo 21

Olá Fé...

Sinceramente, de todos os capítulos que li desde a primeira temporada esse foi sem dúvida nenhuma o mais PERFEITO!!!!!!!!! Essa é Scoutt...pra mim ela perfeita!!! Sempre gosto de mim colocar no lugar das personagens. E não acho que Scoutt tem errado tanto assim pra merecer esse desprezo de Mea...entendo os motivos e o passado de Scoutt. Allegra não merece ser usada ..poxa, Mea chegou ao ponto de fingir orgasmos!!!! Nossa!!!!

Mea mereceu o castigo...

Beijo Querida...te admiro muito!!!



Resposta do autor em 09/03/2016:

Perfeito é receber elogios assim! Ganho meu dia e mais vontade de continuar!

O problema da Mea é que, por mais que ela entendesse Scoutt, ela ficou com o pé bastante atrás - até diria os dois pés -, com medo de Scoutt se comportar mal de novo e ela acabar sozinha. Mas Scoutt é Scoutt, convenhamos. Quem resiste?

Obrigada pelo comentário, pelas palavras gentis, por ler! 

Beijão!



Nome: lohs (Assinado) · Data: 17/02/2016 16:44 · Para: Capitulo 21

Desculpe pelo que vou dizer, mas só consigo pensar em uma coisa pra definir esse capítulo...PQP!!

 

Essa cena define Scoutt, seus dois lados, o sacana e o apaixonado. O que ela disse com aquelas músicas foi incrível, e o melhor, foi "dito" do jeito dela. 

 

É, Fernanda, você consegue surpreender. Quando a pessoa pensa "Ah, legal, as coisas estão indo numa boa", você vem com um capitulo como esse e PAH!

 

Meu potinho de admiração por você, querida autora, transbordou hoje. Definitivamente, sou apaixonada por Sunshine! 😍 Parabéns por nos envolver desse jeito! 👏👏

 

 



Resposta do autor em 09/03/2016:

Coisa feia vir aos comentários para falar um palavrão tão grande e feio: PQP.

Você é como mãe quando diz que o filho é lindo sobre falar de Scoutt, mas vou concordar, Scoutt é isso: amor e ódio. Não é? Uma hora ela é sacana como só ela conseguiria ser e, na outra, ela é um doce.

(Quando Sunshine acabar te envio pelo correio uma cópia encadernada).

Beijão, querida, beta.



Nome: patty-321 (Assinado) · Data: 17/02/2016 16:25 · Para: Capitulo 21
CA-RA-LHO! Scout foi foda. Pqp. Eu entendo a raiva dela eca frustração. Podia ser qualquer mulher do planeta. Mas foi a alegra. Putz. Essas duas realmente se pertencem. So mea p entender e
Amar a louca da scout. Adorei. Bjs

Resposta do autor em 09/03/2016:

Acho que só a Mea mesmo para ter paciência com a Scoutt, né? Já teríamos matado ela!

Beijos!



Nome: Mika (Assinado) · Data: 17/02/2016 13:50 · Para: Capitulo 21

O que falar...?!

 

hum...

 

Aplausos, muitos aplausos pra Scoutt!!! Hahaha

 

Capitulo intenso!



Resposta do autor em 09/03/2016:

Obrigada!! Espero que continue lendo e gostando!

Beijos!



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