Meu corpo no teu por Julieta Adams


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— Oi amor acorda... - Era a voz de Augusto, e eu deitada no sofá do meu gabinete.


— Augusto... - Me espreguicei e ele veio querendo me agarrar. — Amor aqui não... Bom dia pra você também.


— Bom dia, tá cada dia mais gostosa... E isso me deixa louco. Vem vamos almoçar, você sabe que horas são?


— Nãoo... Eu apaguei, desculpa. A polícia militar ainda está de greve, então está sobrando os casos pra nós da polícia civil. Isso está me estressando demais.


— Eu sei o que relaxa você... - Olhou maliciosamente.


— O que? - Olhei intrigada, na espera de uma resposta digna.


— Comida! (Risos entre nós)


— Aii por isso que eu amo você... - Eu o enchi de beijos. — Então vamos, porque realmente estou com muita fome.


Saímos e avisei meus parceiros pra assumirem, que não iria demorar tanto. Até porque não posso largar meu posto assim por tanto tempo;


— Bianca é uma menina maravilhosa... E precisa de uma figura feminina, materna, entende? A mãe... Nunca quis saber dela.


— Ai amor... Que triste isso, vou me aproximar mais dela mesmo então.


— Agradeço. Não sou infelizmente um pai muito presente, queria ser mais.


Logo chegamos ao apartamento dele, onde costuma ficar com a filha. Onde eu ficava com ele, era numa casa perto da praia.


— Eu e ela que preparamos... - Estava orgulhoso disso.


— Ai sério? Que amor vocês dois... - Suspirei forte, queria ver como era essa menina das encrencas.


Pegamos o elevador, ele pegou na minha bunda, e eu na dele sorrindo. Já foi chegando no apartamento e gritando por ela.


— BIANCA, CHEGAMOS!


Eu tirei os sapatos e já fui atraída pelo cheiro da comida na porta.


— Amor eu vou ao banheiro... - Ele me mostrou o volume da sua calça na frente sem graça, morri de vergonha. E depois ri.


Estava na cozinha tomando um copo de água, quando sou surpreendida pela menina das encrencas.


— Ahh... Você é a famosa namorada gostosona do meu pai? - Me olhou de cima embaixo.


— E você o orgulho do paizão? - Falei com ironia e olhei de relance pras roupas curtas dela, ela estava de pijama muito inapropriado pra me receber.


A filha encrenqueira do meu namorado, me abraçou forte, e tocou na minha nuca, beijando meu rosto lentamente, me fazendo sentir a umidade e o calor de seus lábios de tamanho medianos.


— Ele fala que sou o orgulho dele? - Foi abrindo a geladeira, ficando de costas pra mim, e devo admitir pra dezesseis anos... Ela tem um corpão.


— Onde estava ontem a noite? - Cruzei meus braços, esperando ela me encarar nos olhos.


— Eu? Na casa da minha avó... E você é quem mesmo? - Percebi que ficou irritada com a pergunta.


— Eu? Sou a delegada... Que você ligou anonimamente hoje de madrugada.


Bianca me empurrou com tudo num canto e tampou minha boca na hora, na hora eu reagi, e coloquei ela contra a parede ao invés de mim.


— Por favor... Não diga nada a meu pai! Eu faço o que quiser... Posso te explicar!


— Já me explicaram tudo... Seus amigos. Fique tranquila, só quero entender o que realmente acontece contigo, ok? - Ficamos cara a cara, e Bianca estava com um olhar apreensivo e temeroso.


— Está machucando meus pulsos...


— Perdão... - Seu olhar ficou vazio assim como o meu.


Me soltei imediatamente dela, e nisso nos afastamos... Ficou um clima estranho depois disso. Que ótima forma de se aproximar da filha do meu namorado. Eu sou uma ogra mesmo, não levo jeito pra ser mãe... Acabei de crer isso.

Notas finais:

Parece que elas não se entenderam muito bem... lkkkkkk



Comentários


Nome: Val Maria (Assinado) · Data: 21/05/2018 01:08 · Para: Capítulo 2

Ola autora.

Comecei a ler hoje,e ja me encantei.

 

Que historia linda.

 

 

Val Castro



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