Um atropelamento inesperado e uma paixão para a vida. por naty001


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Maria chegou em casa aquele dia desolada, mas na esperança que seu melhor amigo ficasse bem, e no fundo ela sabia que ele seria muito bem cuidado. Pensou que teria que retribuir de alguma forma aquela boa ação que aquela médica fez.

-E que médica. Falou baixo.

-O que eu to pensando, aff. Rafael deve estar quase chegando aqui, preciso arrumar isso tudo aqui. Falou e foi para a cozinha arrumar algumas coisas.

Rafael chegou, ficou um pouco por lá e jantou, e depois foi embora pra sua casa. Maria estranhou porque ele não perguntou sobre Bob.

Acabou de lavar as louças e foi pra sala fazer um trabalho pra faculdade, trabalho de fisiologia dos animais. Porém não estava conseguindo fazer, por sem bem complexo e valer muitos pontos. Pensou em ligar pra veterinária, talvez ela ajudaria.

-Mas oque eu to pensando? Ela não me conhece, como que ajudaria assim. E alias, ela tá me ajudando muito, não posso pedir mais essa ajuda á ela, isso seria muito incômodo da minha parte. Disse já arrumando suas coisas dentro da mochila.

Arrumou suas coisas, tomou um banho e fez sua higiene bucal, e foi deitar. Mal sabe ela que aquela noite ela não conseguiria dormir direito, não parava de pensar na tal doutora.

-Porque eu penso tanto nela? Aff, ela é linda É, mas deve ter alguém. E outra, eu tenho o Rafa. Pensou Maria com a cabeça deitada em seu travesseiro

-Isso não pode ser verdade, eu pensando em uma mulher?! Aí meu Deus será?! Não não, não. Eu amo o Rafa, gosto demais dele.

Eles namoravam a 1 ano e meio. Rafael foi a única pessoa que ajudou de verdade Maria na nova cidade.

A noite foi passando e nada de pegar no sono, e ela resolveu ir pra sala assistir um filme, também não conseguiu se concentrar porque seus pensamentos estavam numa certa doutora.

O alarme de seu celular tocou as 6hrs da manhã, ela levantou do sofá foi tomar um banho rápido uma higiene básica e preparou seu café da manhã. Pegou as chaves do carro, sua mochila e seguiu para a faculdade.

Já no campus, seguiu direto pra sala de aula, que era no andar de cima do bloco C.

Estava andando mexendo no seu celular, quando de longe avistou a doutora Bruna, do nada seu coração começou a palpitar e um friozinho na barriga se instalou. E logo pensou:

-Olha que linda, olha que corpo... Não Maria Luiza, você não pode estar pensando essas coisas. E logo riu do próprio comentário.

Bruna estava conversando com o Professor Fernando, que também ministrava a aula de Fisiologia dos animais. Dr Fernando Motta pediu um favorzinho a Bruna, para levar os alunos na GrandVet para poder dar aulas práticas de sua matéria. Pois os alunos estavam tendo um pouco de dificuldade na matéria dele. Ele pediu para Bruna disponibilizar alguns horários em sua clínica para poder mostrar pessoalmente todos os sistemas do corpo dos animais.

-Tudo bem Fernando, pode levar o pessoal lá, porém tenho alguns dias que tenho que visitar as fazendas e tenho algumas cirurgias agendadas. Então, vou chegar em casa hoje e ver os melhores horários para seus alunos.

-Obrigado de verdade Bruna, fico te devendo essa. Fernando disse todo alegre.

-Que isso Fernando, apenas uma ajudinha, tu é parceiro.

Se despediram e cada um foi pras suas aulas.

Bruna ministrava aulas de Cirurgia de Grandes Animais e Técnicas e Inspeção de Frigoríficos, já que era responsável pelo maior frigorífico da cidade, e que seu pai era um dos sócios.

Nas terças feiras das 7hrs as 9:10hrs ela dava aula de cirurgia de grandes. E nas quintas feiras das 10hrs as 12hrs técnicas e inspeção de frigoríficos.

Coincidentemente a aula de Maria terminava no mesmo horário que a aula ministrada por Bruna.

Bruna tinha pego o número de Maria quando já tinha acabado os afazeres na clínica. Pensou mil vezes em ligar para a tal moça e ver se ela já tinha saído da aula, porém discava e desligava. Por fim resolveu ligar. Maria atendeu na primeira chamada.

-Maria?

-Oi doutora. Tudo bem?

-Bom, mais ou menos. Não gostei do doutora novamente. Bruna disse e riu .

-Ai meu Deus que patética eu, me perdoe, Bruna. Riu toda tímida.

-Tudo bem, sem problemas. Bruna queria reconfortar Maria.

-Então Maria, sua aula já acabou? Se já, ainda quer a carona até a clínica?

-Já acabou sim Bruna, e olha, a carona irei aceitar sim.

-Onde você está? Se já quiser ir, podemos. Perguntou Bruna pensando que ficaria pertinho de Maria logo mais.

-Estou na escada do estacionamento, Bruna.

-Ok, já estou indo. Disse Bruna já apertando os passos para o estacionamento.

Bruna avistou de longe Maria Luiza com algumas amigas e foi logo em sua direção.

-Oi menina. Bruna foi educada com todas.

-Oi professora. Responderam todas.

-Então Maria, vamos? Perguntou a médica para  a mais nova.

-Vamos sim Bruna.

No caminho até o carro, foram caladas, a médica queria puxar assunto porém ficava sem jeito e do outro lado, Maria também queria puxar assunto e ficava sem jeito.

Já no carro Bruna ligou o ar condicionado e colocou uma música e arrancou.

-Tem preferência em algum tipo de música Maria? Bruna perguntou pra quebrar o gelo dentro do carro.

-Sou adepta a todo tipo de música. Falou e sorriu.

-Bom, então vou colocar alguma Internacional. Disse e já colocando a playlist internacional que tinha no Youtube.

Caiu em Ed Sheeran - Perfect, como no carro da médica existia também no som uma tela para DVD, a música e a tradução passou na tela. O semáforo ficou vermelho e bem nessa hora passou a parte:

 [Perfeita]

Eu encontrei um amor para mim

Querida, mergulhe de cabeça

E me siga Bem,

eu encontrei uma garota, linda e doce

Eu nunca pensei que você era

A pessoa que me esperava

Pois nós éramos apenas crianças

Quando nos apaixonamos

Sem saber o que aquilo significava

Eu não desistirei de você desta vez

Mas querida, me beije devagar

Seu coração é tudo o que eu tenho

E em seus olhos, você guarda os meus

E a tradução passava na tela... Ambas leram o que falava a música. Nessa mesma hora, os olhos delas se encontraram e o clima de silêncio e timidez que já estava instalado, ficou mais forte ainda.

Chegaram clínica, Bruna avisou a Maria que tinha uma consulta e que já voltaria.

Maria ficou sentada na recepção tomou um café e comeu alguns biscoitos.

Mariana chegou na recepção, e avistou Maria sentada.

-Oi moça dona do Bob. Disse toda simpática Mari.

-Oi moça que cuidou do Bob. As duas total da brincadeira.

-Então, como tá o Bob doutora? Maria estava preocupada.

-Ele está respondendo muito bem aos medicamentos e aos poucos está melhorando. Agora está um pouco menos fora de risco. Explicou Mariana.

-Graças a Deus ele está bem! Posso vê-lo? Perguntou uma Maria visivelmente alegre com a notícia que a assistente tinha acabado de dar.

-Então, preciso ver com a Dr. Bruna, pois ele está com o sistema imunológico visivelmente fraco. E qualquer bactéria ou vírus em contato com ele, pode geral uma doença fatal. Disse Mariana.

-Vou chamar Bruna e ela irá te explicar tudo certinho. Mariana disse séria.

-Ok, eu fico aguardando. Maria estava triste.

Mariana foi até a sala de consulta e encontrou Bruna examinando um cavalo. E logo chamou ela.

-Bru, a dona do Bob quer ver ele, posso deixar?

-Então Mari, ela sabe dos riscos?

-Não, não contei a ela. Deixei para você contar neném. Mariana disse e mostrou língua para a médica, que logo deu um leve tapa no ombro da amiga.

-Bem minha amiga você né dona Mariana?!

-Tu acha que não percebi o clima entre vocês duas? Só bobo não perceberia. Mariana caiu na gargalhada.

-Sério que achou isso mesmo?

-Ah Bru, para né, claro que sim. Mas o problema é você e essa sua famosa pegação. Será que vai querer pegar a moça também? Mariana falou em um tom um pouco mais sério.

-Mari, não tô pra namorar agora não, tô pra curtição. Inclusive tem uma festa ótima lá no Club 185 hoje, bora?

-Numa bruta terça feira?? Você não muda mesmo né dona Bruna Simão!  As duas caíram na gargalhada.

-Vou lá explicar pra Maria Luiza sobre os cuidados.

-Ta bom dona pegação, temos uma cirurgia hoje a tarde, não se esqueça.

-Ta bom minha assistente preferida. Disse dando um tapa na cabeça de Mariana.

-Maria?

-Oi doutora, quer dizer Bruna.

-Pode vir na minha sala por favor?

-Claro já estou indo.

Enquanto Maria ia para a sala de Bruna, ia observando a decoração do local, tudo muito simples, porém com equipamentos de última geração.

Chegando na sala de Bruna, a médica pediu pra que ela se sentasse. Conseguiu explicar tudo e que ela poderia ver Bob ainda hoje, só teria que colocar uma roupa "cirúrgica" touca, luvas além daquelas sacolinhas de plástico que colocam nos pés.

Foi uma emoção e só quando Maria encontrou seu amigo, ela não conteve o choro e a alegria de poder ver Bob bem, saudável e sob ótimos cuidados. Bruna foi também e observava de longe a cena, e olhava Maria em todos os ângulos e tirou apenas uma conclusão, "Que mulher linda". Porém tinha a questão, será que ela pegava mulheres? Será que namorava alguém? Nunca tinha á visto por aqui antes, será mesmo que é de Cuiabá?

Falando um pouco de Maria Luiza Bittencourt, 22 anos, cabelos castanhos, olhos verdes, 1,60m de altura, um corpo lindo, morava em Cuiabá apenas para estudar, era de uma pequena do interior do MT, de São José do Xingu. Saiu de lá na esperança de conquistar o verdadeiro sonho de se tornar uma médica veterinária, de uma família humilde e batalhadora, desde muito nova trabalhou e ajudou os pais em casa e juntou dinheiro para poder iniciar os estudos, e quando conseguiu passar na UFMT foi só alegria. Conseguiu comprar um carro barato, e os pais ajudavam ela no aluguel e despesas de casa, de menos com Bob, os pais dela odiavam cachorros e não concordaram quando Maria o encontrou na rua.

Maria ficou um tempão com Bob, Bruna sabia que era o errado essa aproximação toda, mas decidiu deixar a moça mais um pouco. Resolveu deixa-los sozinhos depois de algum tempo olhando aquela linda mulher chorando por Bob. Foi para sua sala e se viu em um turbilhão de pensamentos e sensações que não poderia entender. Será que estava gostando de Maria Luiza? Ou será que era o famoso fogo de palha? Bruna só sabia de uma coisa, um dia ela teria que tirar a prova.

Maria saiu da sala onde Bob estava, e foi direto para a sala de Bruna, pois queria conversar com ela sobre algum trabalho que pudesse fazer para recompensar o que a médica estava fazendo pelo seu amigo.

-Com licença, Bruna? Perguntou ela em um tom mais sério.

-Oi, Maria, pode entrar. Bruna estava um pouco nervosa.

-Queria conversar com você sobre aquele assunto, porque eu queria mesmo retribuir a gentileza enorme que você está fazendo pelo Bob e por mim.

-Eu não acho que tenha necessidade disso Maria, Bob é um cachorro lindo e muito amoroso, e você é uma garota muito gente boa e linda, é...então. Se embaraçou toda quando disse aquilo e até coçou os cabelos.

-Mas eu realmente acho necessário doutora, digo, Bruna.

-Bom, acho que tudo o que eu disser, não vai adiantar, não é? As duas riram.

-Preciso de um estagiário aqui na clínica, os que tinha dispensei todos. Você pode me ajudar nas cirurgias, nos pós-operatórios, pode ir comigo nas visitas que faço em fazendas. Bruna realmente estava precisando um estagiário.

-Mas Bruna, eu...

- Olha Maria, eu realmente estou precisando, e isso me ajudaria e te ajudaria, pois seriam conhecimentos que eu poderia ensinar a você. E quando já estiver mais pra frente na faculdade, ficaria um pouco mais fácil entender as coisas. E você ainda poderia ver Bob todos os dias. Bruna se sentiu bem em oferecer um estágio para aquela moça.

-Eu tenho outra opção doutora Bruna?

-Até que não tem não. As duas riram.

-Então tudo bem, vou aceitar. Ficou feliz por ter conseguido aquele estágio, era tudo que ela sonhava.

-Então já vou agilizar os papéis. Disse isso é já foi pegando alguns papéis e caneta e já foi assinando algumas coisas.

-Pode assinar aqui por favor Maria.

-Agora eu sou oficialmente uma estagiária da GrandVet? Maria não estava conseguindo conter a felicidade.

-Claro, estagiária Maria Luiza Bittencourt. Seja bem vinda a GrandVet.

Bruna sabia que isso foi certo, pois ficaria mais perto daquela moça, e poderia conhecer ela melhor. Estava realmente satisfeita com o que tinha feito. E além do mais, ela adorava ensinar, e ela queria demais poder ensinar alguma coisa para aquela moça.

Enquanto Maria ia assinando os papéis, Bruna a olhava e ficava confusa com oque estava sentindo. Do outro lado, a cada letra escrita por Maria, o nervosismo só aumentava, pois sabia que iria encontrar aquela médica todos os dias a partir de agora.

Quando estava pra assinar a última folha, o celular de Maria toca.

-Alô, pois não? OQUE? NÃO PODE SER? EU NÃO POSSO SER DESPEJADA ASSIM, EU PROMETO QUE IREI PAGAR O ALUGUEL, POR FAVOR NÃO FAÇA ISSO COMIGO, E ONDE EU IREI MORAR?!! O homem do outro lado da linha desligou o telefone na cara de Maria e ela não conteve as lágrimas novamente.

Bruna ainda conseguiu ouvir uma frase do homem: "Você tem uma semana para me passar o dinheiro, se não, RUA".

Bruna sabia que o seu estágio era remunerado, porém viu que Maria não tinha lido todo aquele documento.

-Maria, por favor leia essa parte aqui. E mostrou para a mais nova.

Segurando as lágrimas e os soluções, Maria leu a parte:

-Estágio remunerado em R$1.500,00 por mês + vale alimentação e vale transporte. Leu Maria numa boa trêmula.

-Mas Bruna, você não me disse que era remunerado? Estava realmente confusa agora.

-Eu esqueci desse detalhe, mas estava perto do fim, achei que você veria.

-Mas, mas... Sério Bruna? Maria não acreditava naquelas palavras que leu, um estágio e ainda remunerado? Era tudo que queria.

-Tudo verdade Maria. Bruna estava feliz com o que tinha feito para aquela moça.

-Eu não sei como te agradecer mais Bruna.

Maria disso e já foi abraçando a médica, que imediatamente retribuiu o abraço. Bruna pode sentir o perfume daquela moça, e ficou mais encantada ainda. Do outro lado, Maria gostou de estar novamente no abraço daquela médica, sentiu uma paz enorme. Elas ficaram abraçadas durante algum tempo e só saíram do abraço quando Mariana chegou de repente na porta.

-Bru, temos uma.... Eita, me perdoe gente.

Rapidamente Bruna e Maria saíram do abraço e ficaram olhando para Mariana. A médica estava um pouco irritada com sua amiga.

-Não pode bater na porta antes Mariana?! Perguntou uma Bruna levemente irritada.

-Foi sem querer mesmo Bru, vocês me desculpem, mas temos uma emergência.

-Qual o caso Mariana?

-Cólica. Mariana disse já saindo da sala.

-Quer iniciar seu primeiro dia de estágio hoje Maria? Bruna falou sorrindo.

-Hoje?! Claro que eu quero. Ficou feliz demais com a notícia.

-Então vamos estagiária Maria Luiza. Bruna já foi pegando um jaleco seu que ficava em sua sala, e entregando para Maria.

 

Notas finais:

Como prometido, esta ai o segundo capítulo! *-*

Postarei outro amanhã, e talvez outro capitulo no domingo. E Ah, algumas surpresas para vocês vem ai!!

Espero que gostem dessa história, eu to amando escrever ela.

 

Beijos, e até o próximo capítulo.



Comentários


Nome: mtereza (Assinado) · Data: 20/05/2018 02:39 · Para: Capitulo 2 - Do Campus para a Clínica.

No primeiro período do curso e já  consegui um estágio remunerado essa Maria é sortuda rsrsr gostando da história



Resposta do autor:

sortuda mesmo viu hahahaha queria ter uma Bruna dessas na minha vida pra me dar estagio remunerado kkkkk



Nome: ik felix (Assinado) · Data: 05/05/2018 00:41 · Para: Capitulo 2 - Do Campus para a Clínica.

Cara Naty,

Estou goatando bastante de sua história e irei acompanhá-la, parabéns! Abraço.



Resposta do autor:

Muito obrigada!!! Abraço



Nome: NovaAqui (Assinado) · Data: 04/05/2018 20:51 · Para: Capitulo 2 - Do Campus para a Clínica.

Estou gostando

Acho que Maria vai ser uma otiót estagiária rsrs

Abraços fraternos procês aí!



Resposta do autor:

Vai ser uma excelente estagiária hahaha



Nome: Socorro de Souza (Assinado) · Data: 04/05/2018 13:55 · Para: Capitulo 2 - Do Campus para a Clínica.

Aí que delícia!!! Como é gostoso esse início, essas sensações...uiiiii

 



Resposta do autor:

Essas sensações são maravilhosas!!



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