O cotidiano do amor por Sorriso


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Fiquei um bom tempo parada olhando pra sua porta fechada tentando entender as suas palavras, por fim acabei deixando pra la ela era aquele tipo de vizinha que adora dar palpite na vida alheia.

 

 

 

Bati a porta com força, me jogando no sofá bebendo de uma vez o que restou da garrafa.

 

-Isso é pra próxima vez você ir no mercadinho dona Renata, apaguei la pelas duas da manhã.

 

Acordei mega atrasada pra ir pra loja, após um banho rápido me maquiei cobrindo um pouco daqueles arranhões, peguei a bolsa é sai apressada.

 

 

Ao caminhar em direção ao elevador la estava ela novamente, decidi não dar nem bom dia era o cumulo ela me falar uma coisa daquelas .

 

 

-Bom dia sorriu

 

-Bom dia disse seca quase inaudível

 

 

Entramos naquela latinha de sardinha móvel, o único som era de nossas respirações.

 

 

-Tenha um ótimo dia disse antes de chegarmos no nosso destino.

 

 

-Escuta aqui garota não me venha com sua gentileza ainda mais depois de ontem. A ataquei com minhas palavras de ódio seus olhos era de curiosidade é satisfação.

 

 

-Estar me acusando de falar a verdade?

 

 

- Estou te acusando de ser mal educada tentava conter o meu tom de voz.

 

 

- Pra quem tem uma tela de uma arte violenta na sala não deveria se sentir mal por expor-la.

 

 

-você disse que não era invejável, olhei pela primeira vez aqueles olhos cara melados.

 

 

-Não é porque algo não é invejável que não seja bonito, cada coisa tem a sua beleza, mas quando ela é exagerada causa uma dor tanto visual como física, sentir dor não é algo bom.

 

 

Suas palavras soavam como uma calma incrível, seus olhos mostravam serenidade não havia como eu contestar, apenas me escorei no metal gelado envergonhada pela minha atitude infantil.

 

 

-Qual o seu nome? Tentei amenizar aquela conversa

 

 

-Vanessa é o seu ?

 

 

-Renata

 

 

Ao sairmos do elevador a chuva nos pegou, eu corri em direção ao ponto de ônibus, mas era em vão eu ia acabar me molhando de qualquer maneira.

 

 

 

 

-Atrasada Re disse Virginia olhando pro relógio

 

-Ta bom mamãe foi mal

 

Nada disse ela sabia que mais uma palavra eu ia mandar  ir a merda.

 

 

-O Luiz ligou , já não disse pra você não passar o numero daqui.

 

 

joguei minhas coisas num canto, Virginia falava muito enquanto eu apenas pensava na próxima noite.

 

 

-O que ele disse?

 

 

-Que é pra você encontrar com ele sexta, vai ter uma festinha de um amigo e bla bla bla o restante eu não ouvi estava super eufórica.

 

um cliente entrou na loja é por um milagre eu o atendi cheia de sorrisos, amostrando nossas últimas telas é oferecendo até um chá isso era obra da Virginia nada como arte é bebidas quentes.

 

 

 

o dia foi produtivo vendemos seis telas, enquanto eu atualizava o site falava com o Luiz sobre nossa noite passada, estávamos tão chapados que eu mal conseguia me manter de pé.

 

 

-Estar parecendo a mulher gato disse Virginia analisando meus arranhões, revirei os olhos  desligando o celular e o  jogando no bolso.

 

-Você não foi a única que reparou, a vizinha também.

 

 

-Que vizinha ?  

 

-Aquela ao lado, acho que você não a conhece eu pedi uma xícara pra ela ontem de açúcar.

 

 

-Ela é nova no prédio ?

 

-Quem dera ela mora la a dois anos é eu nunca notei sua existência, fiquei um pouco pensativa enquanto Virginia falava outras coisas.

 

 

-Estamos fechados disse  pra um homem que batia no vidro.

 

 

-Preciso ir disse pegando minhas coisas é saindo apressada.

 

 

 

-Entrei no mercadinho jogando macarrão tomates cebolas é uma garrafa de vodka dentro do carrinho, eu era tão desajeitada que joguei tudo de qualquer maneira dentro das sacolas.

 

ao sair do mercadinho driblava contras os guardas chuvas das pessoas indo e vindo, xingando mentalmente cada uma delas.

 

 

-Segura o elevador!! Meu grito assustou até o porteiro que deu um pulo da cadeira.

 

 

Entrei agradecendo a pessoa por segura-lo logo percebi que era Renata.

 

 

Eu estava bufando, aquela pequena corridinha tinha acabado comigo.

 

 

-Infarto agudo do Miocárdio ?

 

 

-Quase isso.. sorri sem graça

 

 

Olhei novamente ela estava com um jornal e usava um gorro azul.

 

 

-Você gosta de ler na chuva?

 

 

-Sim é uma das minhas atividades preferidas.

 

 

-Que estranho pensei alto é acabou escapando.

 

 

Ela apenas sorriu, eu fiquei encabulada quem era eu pra falar algo.

 

 

-É o que as pessoas dizem retrucou calmamente.

 

 

-Olha eu não queria dizer isso.. tentava em vão me desculpar mas isso não parecia abalar a Vanessa ela sorria  ainda mais.

 

 

-Estar tudo bem é serio

 

 

Antes de dizer qualquer coisa chegamos em nosso andar, ela foi a primeira a tirar aquele molho de chaves arregalei os olhos pelo numero de chaveiros que eu via, a metade era de super heróis.

 

 

-Nossa Você curte mesmo essas coisas nerds

 

-Quer assistir the big bang a teoria comigo?

 

 

-E.. Eu na verdade eu não sabia como dizer não praqueles olhos intensos.

 

Ela notou a garrafa de vodka que se encontrava visível, o silêncio se tornou constrangedor apenas deu passagem pra eu entrar.

 

 

Eu me sentia muito mal a menos de um dia eu nem sabia da sua existência, ignorei aquela garrafa de vodka e caminhei em sua direção, toquei em seu ombro antes dela alcançar a maçaneta da porta.

 

Nossos olhos novamente se encontraram, aquele talvez fosse o momento em que ela ia falar que estava tudo bem, que fosse pra mim aproveitar aquela merda de bebida que me deixaria com uma puta ressaca no dia seguinte, mas nada fora dita apenas abriu a porta me deixando ali parada no silêncio do vazio do corredor.

 

 

 

-Você não vai entrar ?

Notas finais:

Um segundo bônus a estoria começa a partir do terceiro capitulo, gostaria de saber o que voês acharam até agora.



Comentários


Nome: celmb (Assinado) · Data: 10/11/2017 18:20 · Para: Capitulo 2

estou amando a estoria!! anciosa pelo proximo capilo!!



Resposta do autor:

Ola Celmb obrigada por comentar ainda vira muita coisa por ai 



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