Sunshine: esperança. por femarques


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CAPÍTULO 17:

 

O abraço do meu pai ainda era o melhor do mundo. O mais aconchegante e caloroso abraço de boas-vindas, com a força de acalmar qualquer tempestade.

            Meu pai finalmente parou de me apertar contra seu peito e segurando em meus braços com suas mãos enormes, me afastou e me olhou, com os olhos marejados de saudade, assim como eu.

            “Fiquei feliz quando disse que viria. Conseguiu um voo de última hora?”

            “Sim, precisava de umas férias.”

            Recebi um sorriso compreensivo e soube que mais perguntas viriam mais tarde, tudo o que ele faria agora seria me dar o braço para que eu o segurasse e seguiríamos até o carro depois de pegar as malas.

            Enquanto meu pai dirigia pela larga avenida já próxima de sua casa, com a janela do carro aberta sentia o vento um pouco mais gelado do que o normal para Miami soprar contra meu rosto. O céu azulado e ensolarado se misturava ao frescor do clima e me trazia a mesma sensação de paz de quando morei aqui, era como se não precisasse me preocupar com mais nada. Podia me sentar em um dia desses na varanda e não fazer mais nada além de fechar os olhos e respirar calmamente.

            “Como vai o George e a Cristine?”

            “Eles estão bem, mas não avisei ainda que você estava aqui.”

            “Tudo bem, depois faço uma visita a eles.”

            Largamos as malas no meu antigo quarto e seguimos para a cozinha. Me sentei em um banco alto próximo a bancada que dividia a cozinha e a sala de jantar e fiquei esperando enquanto meu pai procurava algo na geladeira para comermos.

            “Pretende ficar quanto tempo?”

            “Alguns dias, talvez uma semana.”

            “Você e Allegra estão bem?”

            Respirei fundo e abaixei a cabeça, direcionando meu olhar para minhas próprias mãos. Eu e Allegra sempre estivemos bem, na medida do esperado. Sempre do esperado. Nada acontece que não nos faça ficar mal, a não ser a minha falta de caráter ultimamente.

            “Sim. É só o trabalho, estou cansada.”

            Meu pai me lançou um olhar cético, em sua melhor tentativa de me mostrar que ele acreditava nisso, e mudamos de assunto.

            Naquela tarde, recém-chegada em Miami depois de fugir de Chicago para pensar em tudo, fizemos sanduíches com pasta de amendoim e matamos o tempo conversando sobre o trabalho e suas namoradinhas, além de assistir T.V. abraçados como em minha infância, com meu pai e seu poder de saber que preciso de carinho sem ter que dizer.

            “Já terminou o trabalho com Sunshine?”

            Com os olhos instantaneamente arregalados, saltei de seu colo, me sentando mais distante a ele.

            “Como sabe disso?”

            “Mea, eu tenho controle ainda de algumas coisas da empresa... as duas se comunicam.”

            “Ah, claro. E sim, já terminei.”

            “É esse o seu cansaço? Estresse?”

            “Talvez.” Abaixei a cabeça e suspirei. A cada vez que suspirava tentava me sentir aliviada e tirar um peso das minhas costas, tirar o peso de Scoutt, mas ele não saía.

            “Você se encontrou com ela e agora está confusa?”

            “Sim, e talvez tenha acontecido mais que um encontro formal. Ela ainda não saiu da minha cabeça, achei que tivesse saído.”

            “Eu entendo. A ligação de vocês é muito forte. Acha que vale a pena correr o risco com ela de novo?”

            “Eu não sei, pai. Ela mudou, sabe? Parece que mudou.”

            “E Allegra? Em meus anos de experiência tenho que te dizer que precisamos acreditar nas pessoas, elas mudam e esperam que alguém reconheça. Se ninguém fizer isso, imagina quão mal elas se sentiriam, certo?”

            Apenas concordei com a cabeça e pressionei os lábios para evitar que as lágrimas voltassem para meu rosto como aconteceu durante todo o voo.

            “Tentei conversar com a Allegra, mas ela não quis.”

            “Ela precisa saber o que você sente, e ela deve ter notado algo... e está com medo. Você e a outra garota, Scoutt, viveram algo rápido até, mas profundo. Se ela voltou e as duas ainda se amam, minha filha, acho difícil que consiga esquecer dela agora. E isso acontece, tudo bem? As pessoas se apaixonam, tentam esquecer...é comum. Só não deixe a Allegra ser enganada, ela é uma boa pessoa.”

            “Eu sei, pai. Obrigada.”

            Meu pai abriu um sorriso largo e se aproximou de mim, me abraçando e beijando minha testa. “Use esses dias aqui para descansar. Veja de qual das duas você sente mais falta.”   

            Dei risada junto com meu pai e o abracei de volta, beijando sua bochecha, voltando depois disso nossa atenção para a televisão.

 

            “Allegra, precisamos conversar.”

            Não sei por quanto tempo ela me encarou sentada no sofá, enquanto eu fiquei parada na porta. Sua expressão mostrava claramente que ela entendia o que estava acontecendo comigo. Me aproximei dela em passos largos, mas lentos.

            Conforme fiquei mais próxima, Allegra se levantou do sofá e andou até a entrada do corredor que levava aos quartos.

            “Não quero conversar sobre nada. Está tudo bem.”

            “Não, me escuta. Não está tudo bem e precisamos conversar.”

            “Olha, não, ok? Você só precisa colocar a cabeça no lugar, está enlouquecendo com...o seu trabalho. Não é? Então esfrie a cabeça. Não precisamos ter essa conversa.”

            Allegra sumiu de minha vista pelo corredor e tudo o que pude escutar foi a porta, provavelmente do quarto, batendo. Fiquei parada no meio da sala encarando a parede em cor creme, iluminada apenas por uma luminária presa a mesma, com todo o restante ao meu redor escuro. Como eu me sentia. Perdida, sem saber o que fazer. Como esfriar a cabeça em uma situação assim? Precisava ser sincera com ela e abrir todo o meu coração, mas agora, mais uma vez, tinha que engolir meu erro e culpa.

            Estava claro que Allegra sabia dos meus sentimentos e iria evitar essa conversa pelo maior tempo que conseguisse, até perceber que eu caí na real e voltei a ser completamente dela.

            No outro dia pela manhã, quando ela saiu para trabalhar, arrumei uma única mala, liguei para Tom e contei o que eu havia feito.

            “Sentiu borboletas no estômago quando a beijou?”

            Dei uma risada baixa, coloquei a mala no ombro e fui saindo do apartamento enquanto falava com ele.

            “No início, depois me senti um lixo. Allegra não quis conversar, me mandou esfriar a cabeça porque eu estou enlouquecendo com o trabalho.”

            “Ai, Mea. Ela sabe, não é? Ela já percebeu.”

            “Eu tentei contar, Tom, mas ela não quer ouvir.”

            “Como seu amigo, se decida.”

            “Todo mundo me diz isso, mas não está sendo fácil. Eu amo Scoutt e gosto de Allegra, é uma enorme diferença, eu sei. Mas é que tem muita coisa em jogo, os problemas de Scoutt, o tempo que estou morando com Allegra, a bondade dela, a minha sacanagem no momento...eu não sei como arrumar essa bagunça, e o pior, nem sei se quero arrumar.”

            “Tire um tempo para você e veja qual das duas fica mais na sua cabeça.”

            “Estou indo para Miami hoje, consegui uma passagem de alguém que desistiu.”
            Depois de comunicar a Tom, avisei Allegra por mensagem de texto, sendo respondida com um breve “Ok, divirta-se e se acalme.”, como se eu precisasse me acalmar de alguma coisa, e liguei a Tina pedindo que ela cuidasse de tudo por esses dias

           

            Em meu terceiro dia em Miami, enquanto a paz que esse lugar traz para mim, me mantinha calma e tranquila, eu evitava pensar em meu problema, e realmente ainda não tinha parado para refletir.  

            Pensava as vezes em Allegra, mas como uma preocupação comum, o que eu resolvia com mensagens de textos rápidas e curtas, somente para ter certeza que ela estava bem e em segurança.

            Estava sentada na cama de meu quarto, lendo um livro para matar o tempo enquanto meu pai estava trabalhando, quando meu celular vibrou com uma mensagem.

            “Estou no Blue Martini, aqui perto da “sua casa”. Vem tomar uma comigo, está sol.”

            Não acreditei quando li a mensagem. Deixei o livro cair, perdendo a página em que parei e fiquei encarando a tela, com as letras digitadas e enviadas a mim todas embaçadas. Um sorriso tomou conta de meu rosto mesmo que eu não quisesse, e tive certeza que não conseguiria recusar o convite.

            Adicionei apenas um casaco branco e fino ao meu vestido curto e soltinho, prendi o cabelo em um rabo de cavalo e saí de casa, avisando a Sra. Foster de que iria até um bar próximo dali e não demoraria para voltar.

            Andei a passos largos até o Blue Martini, o mesmo bar em que Tom e Scoutt passaram tempo demais no dia do casamento de George com Cristine. Logo que dobrei a esquina já pude avistar as mesinhas de madeira organizadas na área externa do bar e em uma delas, com o cabelo branco e preso em seu coque de sempre, brilhando com a luz do sol de Miami, estava Scoutt, com uma long neck na mão, levando aos lábios vez ou outra enquanto me encarava ao me aproximar.

            Sorri para ela quando me sentei em sua frente e não tive tempo de falar nada. Enquanto chamava por um garçom, começou logo a se explicar.

            “Soube que você estava por aqui, e como fechei um ótimo contrato com certa publicitária, ganhei três dias de folga e resolvi sair da neve de Seattle e vir para o clima gostoso daqui.”

            “Aqui faz frio também. A noite vai esfriar mais.”

            “Faz frio, mas esse ano está bom.”

            Balancei a cabeça em negativa e estreitei os olhos, encarando seu rosto que me deixava perdida.

            “Para de me distrair. Como soube que eu estava aqui?”

            “Digamos que existe alguém sensata o suficiente para ver que somos feitas uma para a outra, e esse alguém quis nos dar uma folga.”

            “Alguém? Sei. Vou ter que tomar umas providências com a Tina.”

            “Como sabe que foi ela?” Scoutt perguntou enquanto ria e tomava outro gole da cerveja, se encostando nas costas da cadeira, ficando absurdamente sexy com a sua posição de “foda-se, não me preocupo com nada”.

            “Tom não iria te contar, minha namorada muito menos. Só pode ter sido a Tina.”

            “Bom, você nunca terá essa confirmação de mim.”

            O garçom trouxe minha Coca-Cola e uma porção de filé de peixe. Passamos a tarde comendo e conversando, como nos velhos tempos, sem pressão, sem preocupação, como se fossemos de novo um casal, como se nunca tivéssemos nos separado.

            Fazia muito tempo que eu não ria assim, não ficava boba só de olhar um sorriso, não sentia a mão suar de nervoso e expectativa, não lançava olhares furtivos e maliciosos enquanto falávamos de trabalho e vibrava quando era correspondida. Conseguia notar nos olhos de Scoutt o quanto ela me queria e como seu corpo se comportava da mesma maneira que o meu.

            Depois daquela tarde com Scoutt no bar, nos falamos sempre por mensagens e eu a via todos os dias antes dela ir embora. Nos encontrávamos em frente ao Blue Martini e quando ela não queria sentar e comer, reclamando de fome, andávamos pelo centro de Miami, conseguindo arrastá-la vez ou outra para alguma loja só para rir dentro do provador dos comentários maliciosos dela enquanto me esperava sair e pedir sua opinião para os modelos.

            No terceiro dia, Scoutt foi até a casa de meu pai já que logo ela pegaria o avião de volta para Seattle e teríamos um encontro rápido. Para evitar que a Sra. Foster nos visse, aproveitando que meu pai estava trabalhando, ficamos sentadas na área da frente.

            “Vou sentir falta de você.”

            Estava puxando as pétalas das flores que havia no jardim da frente ao meu lado. Sorri quando ouvi Scoutt dizer que sentiria minha falta e concordei com a cabeça.

            “Eu também vou sentir a sua falta, foi bom te ver.”

            “Gostou da surpresa então?”

            Levantei a cabeça e a encarei, sem esconder meu sorriso, que aumentou ainda mais quando vi que ela também sorria.

            “Você sabe que sim. Eu só preciso resolver a situação com a minha namorada, tudo bem? Você pode esperar?”

            “Claro que sim!”

            Scoutt deu um pulo empolgada e me estendeu as mãos para levantar com ela, me puxando para um abraço apertado.

            “O que eu mais queria era ouvir que você se resolveria e voltaria para mim. Eu mudei, de verdade. Eu prometo que vou ser melhor para você.”

            Afastei um pouco a cabeça que eu havia encaixado entre seu ombro e seu pescoço e tornei a encará-la nos olhos.

            “Não precisa me prometer nada, nós vamos com calma. Não podemos ficar nos encontrando assim até que eu tenha terminado meu relacionamento, certo? E então vamos com mais calma ainda, preciso voltar a confiar em você.”

            “Tudo bem, eu vou ter calma e sei que ficaremos bem. Eu consigo sentir o quanto você ainda gosta de mim.”

            “Convencida.”

            Caímos na risada e ela me apertou ainda mais contra seu peito. Scoutt começou a beijar meu pescoço e foi tecendo beijos até alcançar meus lábios, beijando-os em selinhos demorados, até que os abriu com a sua língua. O beijo aumentou fervorosamente sem muita espera e suas mãos começaram a percorrer toda a lateral de meu tronco, vez ou outra apertando seus dedos contra minha pele.

            “Scoutt, para. Ainda não.”

            Ela afastou o rosto com os lábios vermelhos e sorriu docemente, me trazendo as memórias de momentos carinhosos entre nós duas, momentos nos quais Scoutt não passava de uma garota inocente ainda descobrindo como acertar em relacionamentos, mostrando toda a sua pureza, por mais escondida que ficasse.

            “Tudo bem, eu entendo, Mea. Mas eu posso te esperar então?”

            “Sim. Eu vou resolver as coisas.”

            Terminamos a tarde sentadas e conversando, trocando carícias e matando a saudade de todo o tempo longe uma da outra.

            “Para quem não queria assumir a empresa do pai, você está se saindo muito bem.”

            Olhei para ela e sorri, agradecendo o elogio. “Obrigada, mas ainda é bastante puxado. Não posso decepcionar o dono da empresa, não é?”

            Scoutt deu risada e se inclinou para trás, apoiando as mãos espalmadas no chão. “Sabe, você precisa começar a procurar um substituto ou treinar mais a Tina, porque quando casarmos e você engravidar, quem vai cuidar da empresa?”

            Arregalei os olhos e comecei a rir alto. “O que? Engravidar? Quem colocou essa ideia maluca na sua cabeça?”

            “Eu achei que você queria isso! E ninguém colocou, eu percebi sozinha com o tempo que fiquei longe de você que tudo o que eu mais quero é ficar perto de você e ter uma família, nossa família.”

            “Nossa, Scoutt...eu não esperava isso de você. Quem vai fugir agora sou eu.”

            Ela riu e abaixou a cabeça, balançando-a de um lado para o outro. “Eu espero uns anos ainda, tudo bem? Só não espero para ter você ao meu lado, sobre isso acho que aguento alguns meses.”

            “Quando eu estiver pronta eu te procuro. Não posso mais te encontrar assim. Não quero magoar mais ainda a A...minha namorada.”

            Scoutt estreitou os olhos e ficou me encarando, tentando decifrar o quase nome que deixei escapar, mas logo deu de ombros. “Tudo bem, eu vou esperar.”

 

            Emma pegou seu voo de volta para Seattle ao anoitecer e eu continuei em Miami, não mais tentando resolver um quebra-cabeça, não mais tentando entender em quem pensar ou não pensar. Senti mais falta de Scoutt, ainda mais porque a via durante o dia e a noite meu coração apertava de saudade do cheiro dela que vinha até mim quando um vento batia, do seu sorriso, seu olhar, seu toque. Não precisei pensar nela, a força da atração que temos uma com a outra deu mais um jeito de nos unir, graças a surpresa dela de vir até Miami. E agora, passarei a semana até voltar para Chicago ocupando minha mente para pensar em como contar a Allegra sem magoá-la ainda mais, e pensando em como me preparar para doar mais um pedaço da minha vida para Scoutt e estar ao lado dela, e dessa vez, espero que sem segredos terríveis.

Nome: lohs (Assinado) · Data: 17/02/2016 15:25 · Para: Capitulo 17

Pensei que Mea ficaria "sozinha" esse tempo, mas Scoutt chegou e abalou as estruturas da menina. Rsrs Eu preferiria que não tivesse tido essa "influência" de Scoutt na viagem de Mea, pq ela precisava colocar a cabeça no lugar, mas acho que foi necessário, né?!

Beijos, Fê..



Resposta do autor em 09/03/2016:

Verdade seja dita: mesmo sem influência da Scoutt na viagem, em quem Mea ficaria pensando?

Beijos, Lolo.



Nome: sonhadora (Assinado) · Data: 27/01/2016 11:10 · Para: Capitulo 17

Finalmente Mea tomou uma atitude de adulta, não da pra viver um relacionamente baseado apenas em um "gostar", torna--se uma rotina sem emoções e desprovida de tesão! E o que move a vida são as emoções e o tesão da paixão, que somando explode em um amor lindo e douradoro. Feliz com esse capítulo!!!

Beijos e boa sorte nos próximos capítulo sei como é difícil escrever uma história assim cheio de emoções!!!



Resposta do autor em 09/03/2016:

Fico feliz por considerar Sunshine uma história cheia de emoções, me sinto com o dever cumprido!

E sim, finalmente Mea tomou uma decisão, não é? Mea viveno uma rotina e um "amor" apagado é tão triste para ela quanto para a outra que é usada. Pobre Allegra... 

E feliz da Scoutt, que no final disso ainda se dá bem!

Beijos!



Nome: patty-321 (Assinado) · Data: 27/01/2016 02:59 · Para: Capitulo 17
Mea ta mais perto de resolver esse dilema. Pena da alegra q sem dúvida e uma ótima pessoa. Nao tem jeito. Ela irá sofrer. So espero q ela encontre um amor recíproco. E q a scout nao faça merda nessa 2a chance. Bjs

Resposta do autor em 09/03/2016:

Allegra vai sofrer, mas é melhor do que ser usada, não? Também espero que tudo se ajeite no final, que todas fiquem bem e com seus pares certos.

Beijos!



Nome: patty-321 (Assinado) · Data: 27/01/2016 02:58 · Para: Capitulo 17
Mea ta mais perto de resolver esse dilema. Pena da alegra q sem dúvida e uma ótima pessoa. Nao tem jeito. Ela irá sofrer. So espero q ela encontre um amor recíproco. E q a scout nao faça merda nessa 2a chance. Bjs


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