Amor de carnaval por Alice Reis


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Sorriu-lhe e não falou nada, Vitória puxou-a para um beijo.

- Je veux l'embrasser. - Vitória sussurrou. (Quero um beijo seu.)

As duas bocas se aproximaram com um semi sorriso, a excitação de estarem no mesmo local do primeiro beijo percorria o corpo, o toque suave dos lábios carnudos de Vitória deixou Marie extasiada. Aquele encontro de línguas, de lábios e lembranças fez com que o beijo fosse calmo e lento. O fim do beijo deixou-as com vontade de mais, Marie ainda estava intrigada com aquele encontro, mas abraçou Vitória com força.

- Je t'aime. - Vitória sussurrou. (Eu te amo)

Marie sorriu e deu um selinho em Vitória.

- Esse encontro é muito estranho. - Marie disse ainda inconformada.

- Eu achei muito propício. - Vitória riu.

- Nós temos muito o que conversar. 

Vitória passou a mão em uma mecha de cabelo que cobria uma parte do rosto da francesa.

- O que sente por mim? - perguntou Marie.

- Até ontem, eu sentia saudade. Hoje, depois do beijo, depois de te ver e te sentir perto, sinto o mesmo que senti quando te conheci no ano passado, paixão. - Vitória olhou-a - E você?

- Eu passei esse ano pensando muito em você, não só no fato dos dias que passamos juntas, mas no que houve depois também. Se você me traiu e eu acabei indo para a cama com a Charlotte logo depois de terminar com você, era porque não existia amor e talvez nunca vá existir. - Marie disse chateada - Além disso, me perguntei inúmeras vezes se eu sentia desejo ou amor por você. 

- Chegou em alguma conclusão? - Vitória perguntou confusa.

- Sim. Eu sinto os dois. - Marie riu.

- Quando lhe mandei a mensagem com minha foto seminua, por que não respondeu? - perguntou chateada.

- Porque eu tinha acabado de fazer sexo com Charlotte. - Marie encarou-a.

Vitória apenas encarou-a e ficaram alguns segundos em silêncio.

- Eu aprendi um ditado, que eu acredito ser perfeito para esse momento, “Chumbo trocado não dói”.

- Dói sim. - Vitória lhe lançou um olhar triste - E dói muito. Nós podemos recomeçar? Esquecer que eu dormi com a Amanda e esquecer que você dormiu com a Charlotte?

- Eu adoraria, mas vai passar o carnaval, assim como passou o do ano passado e vamos ter os mesmos problemas, você aqui, e eu lá.

Vitória lhe sorriu e tirou-lhe a mecha de cabelo que insistia em cobrir seu rosto.

- Meu passaporte está atualizado e pronto para ser usado. - Vitória sorriu.

- Não posso exigir isso de você. Eu também pensei muito nisso durante esse ano, fazer você mudar de realidade, país, costumes… e se nada der certo. - Marie disse apreensiva.

- Pelo menos tentamos. - Vitória riu - Mesmo depois de um ano, você ainda me faz ter ótimas sensações com sua presença. - levantou-se - Venha, vamos ver se nossos corpos ainda se encaixam com a mesma facilidade. - riu estendendo a mão para Marie.

Marie segurou-lhe a mão rindo e levantou-se. Vitória abraçou-a e beijou-lhe o rosto. No caminho até o elevador os dedos foram entrelaçados e a caminhada não parecia ter fim, um percurso de poucos metros que se alongava a cada passo. Entraram no elevador e Marie passou o braço de Vitória por cima de seu ombro e se aproximou timidamente do corpo dela. 

 

Quando o elevador parou no andar do quarto de Vitória saíram no corredor e a porta se fechou. Andaram em silêncio até a porta do quarto, Vitória abriu-a e Marie entrou primeiro. Enquanto Vitória servia-lhes um copo de uísque, Marie foi até a varanda olhar o mar. Aproximou-se da francesa segurando os dois copos e sorrindo entregou-lhe um. Brindaram e tomaram o primeiro gole olhando-se intensamente. 

- Tem algo em você que me tira do sério. - disse Marie.

- O que? - riu Vitória.

- Não sei explicar. - riu bebendo um gole - Acho que é o jeito de me olhar, um olhar conflitante entre lascivo e doce.

Vitória riu e puxou-a para um beijo.

- Você sabe quem é a culpada desse olhar, não sabe?. - sorriu.

- Eu sei. riu

Beijou-a novamente e puxou-a para dentro do quarto, pegou os copos e colocou na mesa. 

- Eu não quero fazer nada que você não queira, se não quiser continuar, podemos parar.

- E deixar de abusar do seu corpo ao vivo? - riu - Eu sonhei com esse reencontro por meses, não quero parar. - puxou-a para um beijo.

Vitória tirou-lhe a blusa e Marie tirou-lhe a dela. Enquanto se beijavam se livraram dos sutiãs. Vitória se ajoelhou e desabotoou o short da francesa e abaixou-o devagar enquanto lhe beijava a coxa, a calcinha também foi tirada devagar. A proximidade com o sexo francês fez Vitória sorrir e olhar Marie maliciosamente enquanto se levantava. Beijou-a com volúpia e fez com que deitasse na cama. Livrou-se do seu short e sua calcinha, sentou-se no ventre de Marie sorrindo e beijou-a. As mãos exploravam os corpos, o beijo ganhava um ritmo intenso e o gemido abafado aumentava. Vitória deitou sobre o corpo de Marie fazendo com que os sexos se tocassem mais intimamente, movimentos suaves arrancavam suspiros de Marie. Seu corpo estava entregue, sua mente rendida e o vigor com que sentia o contatos dos corpos lhe trouxe uma sensação de fervor e seu gozo veio em fortes ondas de espasmos pelo corpo, agarrou-se aos lençóis e soltou um leve suspiro. Vitória sorriu deitando ao seu lado. Marie virou-se de lado ficando de frente para Vitória e passou a mão em seu rosto puxando-a para um beijo.

- Je vous veux pour toujours. - Marie disse sorrindo. (Eu te quero para sempre.)

Vitória beijou-a e sorriu.

Marie passou a mão pelos seios de Vitória arrepiando-a, alcançou-os com os lábios e chupou-os devagar enquanto sua mão passeava pelo ventre em direção do sexo da morena. Marie deitou-a na cama e desceu beijando-lhe o corpo até encontrar seu sexo cheio de desejo. Passou a língua levemente e sentiu a reação do corpo e um leve gemido. As lambidas eram lentas para arrancar suspiros e contrações no corpo de Vitória. O toque lento estava lhe tirando o ar e fazendo-a se perder em sensações pelo corpo. O gozo veio lento, no ritmo imposto por Marie, mas foi incontrolável e intenso, assim como o êxtase. Marie deitou ao seu lado e beijou-a. Um silêncio tranquilizador se instaurou no quarto e as duas adormeceram abraçadas, uma pelo cansaço da viagem, a outra pelo cansaço do trabalho.

 

Quando acordou Marie estava na varanda, nua, olhando o mar. Levantou-se e se aproximou devagar, abraçou-a por trás e beijou-lhe o pescoço.

- Eu vou para a França com você, não vou te perder de novo. - sussurrou - Vou mesmo se você falar que não quer.

- Quem disse que não quero. - virou-se de frente para ela e beijou-a.

 

Como Vitória estava no Rio de Janeiro à trabalho, Marie passou os dias sozinha passeando por lugares diferentes do que da última vez. Vitória conseguiu reduzir algumas horas do seu itinerário e com isso levava Marie para jantar e depois iam juntas para o sambódromo. Os cinco dias que passaram juntas reativou sentimentos guardados e esquecidos, qualquer mágoa que poderia ter restado foi resolvida na cama e com longas conversas na beira da piscina. Marie iria voltar para a França na sexta-feira em um voo noturno, Vitória iria no domingo logo cedo, tentaram mudar o voo de Marie, mas infelizmente não havia mais poltronas vazias. 

 

No domingo à tarde, Marie estava na porta do portão de desembarque esperando Vitória aparecer, o voo estava no horário. Todos os passageiros pegaram as malas na esteira e nenhum sinal dela, Marie mandou mensagem, mas ficou marcada como não entregue. Sem entender o que estava acontecendo sentou em um banco fora do aeroporto para tentar contactar Vitória, mas o celular parecia desligado. Já sem esperanças de que Vitória tinha embarcado no voo, Marie começou a andar em direção do estacionamento. Seu celular começou a tocar e mesmo à contragosto atendeu.

- Onde você está? - Marie perguntou brava.

- Ia perguntar a mesma coisa. - riu.

- Estou do lado de fora do aeroporto, você não entrou no avião?

- Eu estou do lado de dentro do aeroporto, claro que entrei. MInha bagagem foi desviada e acabou sendo desembarcada em outra sala junto com outro voo. Fizeram uma enorme confusão com minhas malas.

Marie riu e disse que estaria lá fora esperando, para não se desencontrarem novamente.

 

Ao sair do aeroporto avistou-a e acenou, Marie saiu correndo para encontrá-la. Abraçaram-se saudosistas.

- Je pensais que vous aviez abandonné. - Marie disse depois de beijá-la. (Pensei que você tinha desistido.)

- Désolé de vous faire réfléchir, mais ils ont perdu mes sacs. - sorriu. (Perdão fazer você pensar isso, mas eles perderam minhas malas.)

Marie riu e abraçou-a.

- Où voulez-vous connaître la ville? - Marie ajudou-a com a mala. (Por onde quer começar a conhecer a cidade?)

- Votre lit, la ville aura le reste de ma vie à connaître. Je veux tuer le désir que je ressens. - Vitória riu e beijou-a. (Sua cama, a cidade terei o resto da minha vida para conhecer. Quero matar a saudade que estou sentindo.)

- Melhor escolha. - Marie riu e segurou-lhe a mão para irem para o carro.

 

 

Notas finais:

Aguardo comentários! ;)


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Comentários


Nome: mtereza (Assinado) · Data: 08/09/2017 09:22 · Para: Capitulo 14

Finalmente elas se reencontram e o melhor resolverem dar uma chance p o amor vamos nessa agora ver como a Vitória irá se adaptar na França.



Resposta do autor:

Olá, Tereza, tudo bem?

Resolveram ver no que vai dar. :)

Um abraço,
Alice Reis
oamordealice.com.br



Nome: patty-321 (Assinado) · Data: 08/09/2017 00:31 · Para: Capitulo 14

Fizeram as pazes, que lindas, agora vai!!



Resposta do autor:

Olá, Patty, tudo bem?

Agora vai, rs!

Um abraço,

Alice Reis
oamordealice.com.br



Nome: valadaresdanni (Assinado) · Data: 07/09/2017 21:40 · Para: Capitulo 14

Autora,

 

Já era hora de Vic e Marie se darem ao prazer do amor. Adorei!

 

Abc,

D.V.



Resposta do autor:

Olá, Dani, tudo bem?

Estava na hora, né?!

Um abraço,

Alice Reis
oamordealice.com.br



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