Sobre a delicadeza do seu toque por Luah


[Comentários - 186]   Impressora Imprimir Capitulo ou História - Lista de Capítulos

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 Deixando acontecer

 

-Precisamos conversar! - A voz rouca me despertar. Ergo minha cabeça assustada.

 

-Sam...

 

-Não, o lobo mal. - “Talvez o labo mal não me desse tanto medo.” Penso, olhando aqueles olhos amarelados irados.

 

-Eu... eu estou em aula. - Digo baixinho.

 

-Não, estamos no intervalo. - Os olhos amarelados se estreitam em minha direção, fazendo com que eu me encolha em minha cadeira. Sam coloca as duas mãos sobre a minha mesa. –Vamos Lizandra. Não temos muito tempo.

 

-Sam, eu...

 

-Ou você levanta dai agora mesmo e vem comigo. Ou conversamos aqui mesmo. - Sua voz sair dura. –Você decide. - Arregalo meus olhos assustada. Olho em volta, há poucas pessoas na sala. Mas sei que todas elas estão bastante atentas a nossa conversa. “Bando de fofoqueiros!”

 

-Ok. - Antes que eu possa me levantar. Sam já caminhava rapidamente para a saída.

 

 

 

A garota andava apresada a minha frente. Isso era tão irritante.

 

-Samantha, será que dar para diminuir os passos. - Digo quase correndo atrás da garota de cabelos escuros. Ela finge que não ouviu, e continua andando. –Se você não parar agora mesmo. Eu...

 

-Pare de falar e ande. - Sua voz soa despreocupada. Dou um suspiro frustrado e continuo “andando”.

 

-Onde estamos indo? - Pergunto no momento em que viramos a direita no corredor atrás da cantina e nos aproximamos das quadras cobertas. Como das outras vezes a garota finge que não é com ela.

 

Quando finalmente atravessamos a lateral da última quadra, damos de cara com algumas salas trancadas. Nunca me dei ao trabalho de vim aqui. Nem mesmo sabia que elas existiam.

 

-Entre. - A voz rouca sai autoritária. Samantha acabará de abrir a sala mais afastada. E esperava que eu entrasse impaciente. –Eu não vou te morder Liz... - Ela diz calmamente. –Só se você pedir. - Agora é minha vez de fingir que não é comigo.

 

Em passos inseguros adentro a sala que é espaçosa. Diferente do que pensei ela estava limpa e arejada. Havia um espelho enorme preso em uma das paredes cobrindo-a por completo. Uma mesa com um aparelho de som. Nada além disso. “Que sala é essa afinal?” Penso andando em volta.

 

-Alguns alunos do período da tarde usa essa sala para dançar durante os intervalos. - Sam diz como se lesse os meus pensamentos. –A descobrir por acaso. - Completa me observando. -Ninguém poderá nos interromper aqui.

 

-Precisávamos vim até aqui só para conversar? - Pergunto me virando para a garota parada próxima a porta, agora fechada.

 

-Não, se você parasse de fugir de mim todas as malditas vezes que me aproximo. - Desvio os meus olhos dos seus. –Eu não teria que praticamente te arrastar até aqui.

 

-Eu...

 

-Você teve a sua chance de falar. - Samantha diz irritada. Meus olhos se voltam em sua direção. Ela estava tensa. Algo tão difícil de acontecer. Seus braços estavam cruzados na frente do corpo na defensiva. –Agora você só vai ouvir. 

 

-Sam...

 

-Cala a boca Lizandra. - Ela diz raivosa se aproximando. –Você sabe o que tenho passado? Eu estou enlouquecendo. - A garota descruza os braços e me olha com profundidade. -Então me diz. Você está zangada? Você me odeia por ter te beijado? Por que você tem me evitado? Eu só preciso saber, Liz. - Samantha ergue uma de suas mãos até o meu rosto e o acaricia com carinho. –Eu preciso saber se você me odeia.

 

-Eu não te odeio. - Digo em um fio de voz.

 

-Então por que tem me evitado? - Sam segura a minha cintura com a sua mão livre. –Você está me castigando por algo que fiz? - Ela pergunta encostando a sua testa na minha.

 

-Eu só não sabia o que dizer. - Levo as minhas mãos ao seu pescoço. –Eu só...

 

-Você precisa aprender a demostrar seus sentimentos. - Samantha diz se afastando o suficiente para me encarar. -Grite, esmurre ou quebre alguma coisa. Mas pare de se isolar. Pare de afastar as pessoas que te amam por medo. - A garota de olhos amarelados suspira cansada. -Pare de engolir o que sente Liz. Apenas deixe acontecer.

 

 

 

E é exatamente o que faço. Deixo acontecer. Antes que Sam dissesse mais alguma coisa, tomo seus lábios pra mim. Seguro seu cabelo com força, fazendo a garota em meus braços estremecer. Sinto o meu corpo sendo empurrado pra trás. Até que com um baque meu corpo encontra a parede mais próxima, arrancando um gemido de minha garganta. Estou presa entre a garota e a dimensão de concreto e aço.

 

E eu tinha novamente borboletas no estomago. Jamais me cansaria das sensações que Samantha causava em meu corpo. Como sentir saudade daquela pegada. Sentir saudade daquela boca. Do frio na barriga. Do coração palpitando desesperadamente. Como sentir saudade de tê-la roubando o meu ar. Do calor alucinante em minha pele. Como sentir saudade de simplesmente está entre os seus braços.

 

Os lábios da garota de olhos amarelados deixaram os meus sobre protestos. E trilharam um caminho lento e agonizante do meu maxilar ao meu pescoço. E por onde ela passava deixava um rastro febril em minha pele. Suas mãos estavam inquietas em minha cintura. Ela apertava com força. Deslizava com urgência até que finalmente elas adentraram a minha camiseta branca. Uma de suas pernas pediu passagem por entre as minhas. Algo que foi aceito sem protesto algum. Samantha sempre teria o que quisesse de mim.

 

-Ah... - Um gemido tímido foge de minha boca quando Samantha começa a dar pequenas mordidas em minha orelha. Suas mãos afoitas passeavam sobre o meu abdômen. Sobre a minha pele nua.

 

-Oh, Liz. - A voz da garota estava mais rouca que nunca. –Você é viciante.

 

-Sam... humm...    

 

Samantha dar uma mordida um pouco mais forte em meu pescoço. Fazendo o meu ventre vibrar. Mordo os meus lábios com força tentando evitar o grito que se formou em minha garganta. Tentei fechar as minhas pernas, mas a garota estava entre elas. Nunca tinha sentido isso. E por um momento tive medo. Apertei seus ombros tentando aliviar aquela sensação de descontrole. Samantha ao perceber que havia algo errado. Para o que está fazendo e mesmo ofegante se afasta o suficiente para me encarrar. Meus olhos continuam fechados, minhas mãos sobre os seus ombros, minha boca entre aberta, minha respiração acelerada.

 

-Tudo bem? – A voz preocupada da garota de olhos amarelados me desperta. –Eu te machuquei, Liz?

 

Sabe quando você está envergonhada pelas reações de seu próprio corpo? Quando você não conhece nenhuma daquelas sensações descontroladas? E você quer mais. Quer alivio. Mesmo sem saber como conseguir. O meu corpo vibrava por liberdade.

 

-Eu... - Abro os meus olhos com receio. Samantha continuava bem ali. Grudada em meu corpo. –Sam... - Digo seu nome e logo depois escondo o meu rosto na curva de seu pescoço.

 

-Oh meu Deus, Lizandra! - Ela diz sorrindo. –E eu pensando que havia te machucado.

 

Sam se afasta de meu corpo. E eu sinto o vazio. Nunca vou me acostumar em senti-la me deixar. Era desesperador.

 

-Venha aqui. - Ela diz me puxando para me sentar com ela no chão de madeira. Eu não conseguia olha-la nos olhos. –Liz... - Sinto sua mão direita ergue o meu queixo até que os meus olhos azuis estivessem enfeitiçados pelos seus amarelados. –Não acredito. Você está vermelha.

 

-Idiota! - Digo enfezada.

 

-Você é linda, sabia?! - Samantha diz e rouba um pequeno selinho. Logo depois volta a se afastar sem desviar os olhos dos meus. A mão que antes estava em meu queixo, agora segura a minha. –Não precisa ficar com vergonha. O que você sentiu é normal. - Ela dar um sorrisinho travesso. –Espero que sempre sinta. - Sua voz sair diferente.

 

-Eu nunca... - As palavras ficaram presas em minha garganta.

 

-Você nunca ficou excitada? - Acho que fiquei roxa de tão envergonhada. Samantha apenas dar uma gargalhada gostosa.

 

-Não vi graça alguma. - Digo soltando a sua mão. Tentei levantar, mas fui impedida. Samantha me puxa com força. Fazendo com que eu me sentasse em seu colo. Suas mãos me predem ali.

 

-Pequena, você precisa se acostumar a se abrir comigo sobre esses assuntos. - Ela diz algum tempo depois ao perceber meu silêncio constrangedor. Sei que ainda devo está vermelha. Mas dessa vez os meus olhos não fogem dos seus. –Por que eu pretendo toca-la, beija-la. - Ela morde o lábio inferior. E os meus olhos acompanham aquele ato com tamanha curiosidade. –Pretendo excita-la quantas vezes forem possíveis. Já pedir tempo demais tendo medo.

 

-Você é irritante, sabia?! - Digo contornando os seus lábios com os meus dedos.

 

-Culpa sua que me excita com tanta facilidade. - Sam contém os movimentos de minha mão sobre os seus lábios com a sua. Ela vira a minha mão e dar um beijo sobre o meu pulso. Fazendo o meu coração acelera. –Fique quietinha pequena. Por que toda vez que você me olha assim, me faz perder o controle. E tenho ganas de te agarrar.

 

-E por que não faz? - Pergunto louca de desejo de provar os seus lábios.

 

-Por que agora vamos conversar. - Sam me ajeita em seu colo. Eu coloco uma perna de cada lado de seu corpo. E fico de frente pra ela.

 

-Conversar sobre o quer? – Questiono-a receosa.

 

-Sobre nós duas. - A garota de cabelos escuros diz e logo depois me rouba um beijo castro. Quando tento aprofundar, ela se afasta. –Você é um perigo, sabia?! – Ela diz um pouco ofegante.

 

-Sou? - Pergunto, ainda olhando para os seus lábios.

 

-Ah, você é. - Sam me olha séria. –Que feitiço você jogou sobre mim? - Olho-a supressa. –Lizandra, eu estou perdidamente apaixonada por você.

 

Sabe quando as palavras te abandonam? Pois é, as minhas faziam isso com frequência.

 

-Você não precisa dizer nada, Liz. - Seus olhos estavam compreensivos. –É só me dar uma chance de conquistar você. Eu juro que não vou desperdiça-la. 

 

Conversamos sobre varias coisas. Sempre que podia Sam me roubava um beijo mais profundo. E eu não me fazia de rogada. Às vezes ela me deixava constrangida com algum comentário. Outras vezes as coisas começavam a esquentar. E então Sam diminuía a intensidade me deixando frustrada. Ela disse que eu precisava conhecer o meu corpo. Precisava conhecer as sensações sem apresar nada. Mas tudo o que eu queria era me saciar. Por que como ela mesma falou...

 

 

 

Eu só precisava deixar acontecer.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Notas finais:

Novo capítulo. Espero que gostem. 

Bjus...



Comentários


Nome: LeticiaFed (Assinado) · Data: 15/02/2018 01:13 · Para: Capítulo 12 - Deixando acontecer

Querida autora, descobri sua história hoje e devorei os capítulos. Sua primeira, pelo que vi, mas está realmente muito boa. Bom enredo e bem escrita, prende atenção. 

Quero te dar os parabéns, vou seguir acompanhando e, sempre que posivel, comentarei. Sei aue é importante um retorno para as autoras.

boa semana, beijo!



Resposta do autor:

Sim, é sempre bom saber que o que é transmitido é aceito. Escrever é isso... Obrigado por estar acompanhando essa minha primeira experiência literária. É de grande importância saber o que os outros “leitores” estão achando. Então seja sempre bem vinda.

Bjus

 



Nome: patty-321 (Assinado) · Data: 14/02/2018 02:08 · Para: Capítulo 12 - Deixando acontecer

A doce e excitante descoberta. A sam sendo mais velha precisa ir maus devagar. Tudo é novo pra elas. Doida pra saber como elas se afastaram e como irao se reencontrar. Bjs



Resposta do autor:

Então somos duas. Rsrsrs...

 

Já cheguei na parte em como elas se separam. Mas não na parte em que elas  se reencontram. Mas eu chego lá. Espero que goste em como as coisas vão evoluindo.

Obrigado por acompanha. 

Bjus! 



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