O cotidiano do amor por Sorriso


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-Vamos ?

 

Sua voz me alertou antes de responder vi Vanessa se virar e caminhar na direção contraria, enquanto isso sentia o braço do medico em meu ombro.

 

Não iria fazer papel de otária comecei a andar pra bem longe dali minhas esperanças estavam destruídas ao virar a esquina joguei as flores no latão de lixo um grande pecado, mas pra quem as daria.

 

Entramos no restaurante muito chique, mas pensava no que estava fazendo da minha vida Gustavo muito atencioso puxou a cadeira pra me sentar pediu a carta de vinho ao garçom.

 

-Estar ainda mais linda.

 

-Obrigada.

 

 

Acabei indo pra casa do meu primo ao abrir a porta viu minha expressão e me abraçou, ao entrar me perguntou o que tinha acontecido me joguei em seu sofá revelando o momento atual da minha vida.

 

Por fim ele me disse que seguir o meu coração ia dar em nada que poderia estar julgando a Renata mal, mas a mesma não mostrava atitudes contrarias as minhas.

 

-As vezes penso que seria melhor ela nunca ter batido na minha porta, ser a vizinha desconhecida seria melhor.

 

-Me desculpe a maneira de falar mais ela é uma cachorra.

 

Olhei pra ele, mas não havia como discordar o mesmo medico que a atendeu agora estar almoçando com ela é daqui a pouco vão pra cama.

-Melhor coisa que você faz é esquecer a vadia da Savana é a cachorra da Renata, sabe se divertir mexer esse esqueleto.

 

Tive que rir da sua dancinha sensual na sala no final ele tinha razão me levantei daquele sofá é perguntei se tinha comida nessa casa.

 

-Assim que gosto de te ver.

 

Tudo acabou em pizza preparei a massa e o recheio com bacon doritos calabresa e queixo cheddar.

 

-Ei pra que essa maça ta maluca.

 

-A maçã querido priminho serve pra dar um frescor na pizza e não deixá-la pesada no estomago.

 

Se apoiou no balcão olhando tudo atentamente - Se não fosse gay me casaria com você.

 

-Ahh só pra não passar fome.

 

Acabamos rindo e degustando daquela pizza maravilhosa enquanto pensava no restaurante um mês ainda havia muitas coisas pra por no lugar.

 

 

Depois do almoço ficamos conversando algumas coisas das quais não estava dando muito ouvindo, depois me deixou em casa olhei pro prédio e uma sensação de dor tomou conta do meu peito.

 

-Um cafezinho ?

 

-Há não vai rolar querido tenho que ir pra casa da minha amiga.

 

-Poxa que pena, então deixa pra uma próxima.

 

Gustavo se aproximou é me beijou seu beijo era uma delicia possua pegada, mas não ele que queria beijar e ir pra cama.

 

Afastei-me alegando que daqui a pouco o uber iria chegar pra me levar, nos despedimos e fiquei ali parada vendo seu carro virar a esquina.

 

Peguei o elevador enquanto formulava coisas na minha cabeça o que poderia falar, olha me desculpe mais tinha que almoçar com ele, ou não temos nada, até mesmo olha não é com ele que quero ficar.

 

A porta do elevador se abriu respirei fundo saindo caminhando em direção ao portão o abrindo sem a menor paciência, fiquei diante da sua porta esperando por algo bati levemente três vezes.

 

A essa altura meu corpo sofria as ações do vazio existente bati algumas vezes mais e me dei conta que não estava em casa, entrei em casa e liguei pro seu restaurante lá não estava.

 

-Será que ela foi ver a savana, sou uma burra.

 

 

Aquela noite dormi na casa do meu primo, nunca fui muito de ter pessoas ao meu lado me virava sozinha isso de carência nunca me afetou e o sexo nunca me fez falta. Estava me acostumando com a Renata e suas loucuras.

 

Aquela noite Vanessa não voltou pra casa fiz brigadeiro e me enrolei na manta da qual estávamos aquele dia, mas seu cheirinho ainda persistia nele assistia um filme bobo miss simpatia o seu favorito.

 

Quando amanheceu olhei pelo olho mágico e nada, estava parada no elevador esperando por algo, fui pro trabalho de mal humor e alguns quilos a mais.

 

-Nossa deu formiga na sua cama.

 

Olhei pra minha amiga e persegui que eram 8:00 da manhã e a mesma ainda abria a loja.

 

-Não dormir direito.

 

-Sei sorriu.

 

-Não é nada disso.

 

Entramos e nos arrumamos pra mais um dia de trabalho enquanto anotava a nova coleção de quadros notei algo embalado num canto.

 

-O quadro da Vanessa.

 

-É mesmo ela não veio buscar em pensar que você se arrebentou toda pra pega-lo.

 

-Me passa o calendário.

 

-Olha meu aniversario ainda não chegou me entregou.

 

Procurava pela data do qual a Vanessa tinha me falado era hoje  -Preciso sair mais cedo hoje.

 

-Você mal chegou.

 

-Por favor preciso muito ir num lugar é importante.

 

Virginia suspirou e me deu permissão a agradeci e comecei a trabalhar ainda mais rápido atendendo alguns clientes que compraram algumas telas.

 

 

-Acorda mulher maravilha.

 

-Que horas são ? Cocei o olho enquanto meu primo abria a janela.

 

-Bem tarde.

 

-Nossa estou cheia de coisas pra fazer hoje, dei um pulo da cama revelando minha calcinha das meninas super poderosas.

 

-Fala serio agora sei por que tu ta na bad olha isso.

 

Tocou no elástico da calcinha e a puxou - Hei tira sua mãozinha daí pelo que sei você não gosta da fruta.

 

-Ta amarrado, roga praga pra outro querida.

 

Deixei sua casa peguei o ônibus   lotado me deixando na esquina do meu prédio entrando, talvez seja melhor assim entrei em casa pegando algumas coisas e saindo novamente.

 

Depois do almoço  Virginia pediu pra pagar algumas contas fiz aquele papel ridículo de ajudante, enquanto caminhava em direção a lotérica avistei Vanessa vindo em minha direção ao notar minha presença parou.

 

A fitei cheias de esperanças ficamos por alguns segundos nos olhando e depois entramos juntas na casa lotérica.

 

Pela primeira vez na vida fiquei sem saber o que falar notei que sua roupa ainda era de ontem.

 

-Coincidência   ontem.

 

Seria melhor se ficasse calada.

 

 - Sim você é o medico

 

-Somos amigos.

 

Respondi rápido

 

Uma única verdade no meio de todo caos que estava em minha cabeça, se a Vanessa fosse um homem seria mais fácil, mas nós mulheres ficamos com coisas na cabeça por semanas.

 

Logo sua vez chegou e não consegui falar mais nada ao sair tentei falar algo mais já era minha vez.

 

Deixei a lotérica ainda teria mais um lugar pra passar antes de voltar pra loja, Renata não tinha noção alguma de sentimentos fui pro restaurante pra ver como as coisas estavam e lá fiquei até a noite.

 

 

Deu nove horas e ainda estava em casa dando os últimos retoques na maquiagem apesar que ninguém fosse me ver queria estar apresentável, pedi um uber e parti rumo a festa a fantasia.

 

Ao chegar todos estavam muito bem fantasiados enquanto eu estava com uma fantasia alugada e muito bem decotada e colada ao corpo.

 

Não era apenas uma festa era uma competição havia muitos fotógrafos e até um open bar, alguns jogando vídeo game enquanto tentava achar a Vanessa no meio daquele povo todo.

 

Foi quando ela chegou vestida de Supergirl tirou algumas fotos ao lado do Thor e do Hulk, e veio em minha direção e pediu um coquetel.

 

Não sabia que bebia fiquei sentada tomando uma caipirinha a única dessa noite, respirei fundo e comecei a falar.

 

-Festa bacana.

 

Ela me olhou e sorriu por sorte não tinha me reconhecido o som da festa abafava a minha voz.

 

-Isso é um evento Mulher gato e nova aqui!

 

Falou um pouco alto devido ao som nisso sua bebida chegou não aproveitou muito e mandou tudo pra dentro pedindo outra.

 

-Não que isso.

 

-Salvando muito o mundo ?

 

Ela riu enquanto bebia sua segunda dose seu olhar estava baixo e olhava o movimento da festa.

 

-Quer dançar ?

 

-Eu não sei dançar.

 

-Não tem problema te ensino.

 

Fomos pra pista de dança pelo menos as músicas eram dançantes é não estilo Marvel ou dc.

 

Seus ombros estavam tensos e seus passos começaram lentos e errantes, coloquei minha mão em sua cintura e nos aproximamos, pousei minha cabeça em seu ombro.

 

-Parece procurar por alguém ?

 

Minhas palavras saiam temerosas estava vulnerável demais e não me reconhecia mais, mas só de poder estar ao seu lado novamente já valia mesmo que não me conhecesse.

 

 

-Não, isso aqui não é a praia dela.

 

 

Minha vontade era de tirar aquela mascara e revelar que estava ali por ela, mas precisava entender muitas coisas ainda.

 

-Ainda dar tempo dela chegar.

 

 

-Ela é o tipo de pessoa que não se importa com o tempo.

 

Nisso alguém a chamou e tivemos que nos separar iria começar a votação pra melhor fantasia.

 

 

Eu sou o que mostro pras pessoas e a Vanessa nunca viu o que as pessoas vêem, isso me frustou bastante.

 

Após a contagem sua fantasia ganhou segundo lugar levando a medalha pra casa, aplaudi quando ela se aproximava das pessoas.

 

Pra comemorar a dança agitada começou e a perdi de vista, estava quase no fim da festa quando a encontrei novamente agora do lado de fora com uma garrafa de vodka na mão.

 

Aquilo me assustou bastante ela não era de beber me aproximei tentava pedir um uber em vão.

 

-Deixa que faço isso.

 

-Mulher gato Miau .

 

Fez gestos com as mãos em forma de gato neguei tudo aquilo com a cabeça pedindo o uber e ficando ao seu lado, deu mais um gole na garrafa quase vazia a jogando num canto.

 

Quando o uber chegou tentou se levantar em vão a ajudei alegando que iria levá-la pra casa, o motorista nos olhou com uma cara.

 

-Ta olhando o que dirige.

 

Sua cabeça estava agora em meu ombro e suas mãos abraçavam minha cintura, falava umas coisas sem explicações devido a bebida.

 

Foi dificil sair com ela do carro e entrarmos no prédio Vanessa ria feito uma criança ao entramos no elevador parecia que sua razão tinha voltado.

 

-Acho que conheço você.

Meu corpo todo gelou a essa altura, não Deus não agora por favor.

 

Caminhou em minha direção me fitando tentando encontrar alguma verdade escondida, tocou meu rosto e tentou tirar minha mascara, fui salva pela porta do elevador que se abriu revelando as pessoas que iam entrar.

 

-Vem te levo até em casa.

 

Entramos em seu apartamento com um pouco de dificuldade ao entramos Vanessa me prensou contra a parede atrás da porta.

 

-Sua voz é meio familiar, revele-se.

 

Aproximou-se ainda mais segurou forte em minha cintura colando nossos corpos, aspirava o cheiro do meu perfume como se quisesse me desvendar.

 

-Revele-se pra mim.

 

Tirou uma parte da mascara seu dedo fez o contorno de meus lábios a queria, precisava desse beijo, mas não assim não bêbada não sem lembra de quem eu sou.

 

Vanessa parecia ter lido minha mente e me fitou com aquele olhar doce e sorriu mordendo o lábio inferior.

 

-Eu sei quem é você.

 

E me beijou pedindo passagem pra invadir minha boca procurando por minha língua, com suas mãos apertando minha cintura, começamos a nos agarrar ali mesmo bagunçava seus cabelos enquanto a mesma ia trocando as pernas e acabamos caindo no sofá.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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