O cotidiano do amor por Sorriso


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-Savana

 

-Boa noite nessa

 

Lançou um sorriso quase que intimidador pra ex mulher tentando jogar o seu jogo perante a situação atual, mas me sentia uma intrusa mais intrusa que amiga nosso jantar tinha ido pro espaço.

 

-Você não apareceu no escritório.

 

-Eu precisei ir ao dentista a Renata foi muito gentil é me acompanhou.

 

Pronto a guerra estava formada, Vanessa estava com a mão no batente da porta a Savana me fitando é eu completamente tentando recolocar as peças no jogo.

 

-Você quer entrar ?

 

Me levantei rapidamente alegando que tinha umas coisas pra fazer vanessa me olhou não entendendo muito bem a minha atitude eu não iria jantar com a ex mulher dela isso seria abaixar muito o nível.

 

-Fica bem pousei minha mão em seu ombro sentindo os olhos de Savana em mim.

 

Passei pelas duas entrando em meu apartamento escuro e solitário ao fechar a porta atrás de mim me segurei pra não gritar, escutei apenas a batida de leve da porta se fechando e levando junto com ele um vazio que até antes não existia.

 

-Qual é Renata nada disso.

 

Fui até a cozinha peguei uma garrafa de vodka e fiz umas ligações, mas não eram pras pessoas certas.

-O cheirinho estar ótimo.

 

-Obrigada.

 

Tinha me esquecido completamente da inda ao escritório da Savana me diverti tanto com a Renata que nem percebi a hora voar.

 

-Deixa que te sirvo.

 

Não era um jantar sofisticado a moda Savana que estava sempre acostumada a fazer, mas depois que a Renata foi embora tudo mudou até o clima ficou mais   denso.

 

 

-Como anda a reforma ?

 

Perguntei mais por educação mesmo do que realmente interesse Savana me contava que estavam na reta final, perguntou como estava o meu dente eu respondi que melhor.

 

Bem melhor que isso aqui que estamos fazendo fiquei pensando na real intenção da Savana perante a mim, ela sabe muito bem que não iríamos voltar é mesmo assim gostava de se manter presente.

 

Após algumas horas a mesma se despediu e disse que me aguardava em seu escritório, mas desta vez não prometi nada, pois promessa é divida.

 

 

Acordei bem cedinho hoje era dia de pagamento me arrumei penteei os cabelos e sai apressada de casa, enquanto esperava o elevador senti um cheiro forte de cigarro ao olhar pro lado era a Renata usando uma blusa branca de manga calça preta apertada e sapatilhas.

 

-Bom dia.

-Há Bom dia.

 

Não sabia que a mesma fumava isso me entristeceu um pouco  antes de entrarmos no elevador ela o jogou fora, ao entrarmos o clima ficou tenso algo havia mudado desde a primeira vez que a Renata viu a Savana aqui algo tinha saída dos trilhos então precisava reverter essa situação.

 

-Savana sempre me cobrou as coisas pensei que ela tivesse esquecido.

 

Eu não era boa nisso, mas tentei pior se não falasse nada.

 

-Eu não acredito que ela já estar falando na ex mulher dela agora só falta falar que fuderam até o amanhecer.

 

-Ela é persistente afinal conhece você de cabo a rabo.

 

Mau humor isso era novo pra mim notei sua postura coluna ereta cabelo preso e um queixo levantado e um olhar quase que desafiador.

 

 

-As coisas mudam nem sempre quem estar ao nosso lado sabe realmente o que sentimos.

 

Olhamos-nos e a porta do elevador se abriu trazendo com ele o calor do asfalto e o mundo caótico lá fora.

 

Nenhuma de nós queríamos dar um passo adiante por mais que minha frase triste e melancólica fizesse apenas sentindo pra mim Renata pareceu entender.

 

Foi a primeira a se retirar em silencio enquanto eu caminhava a passos lentos o ser humano tem pressa de tudo e não analisa os detalhes quase que despercebidos no dia a dia, seu andar era apresado seu quadril fazia movimentos quase que hipnotizantes a  força da claridade a faz colocar o óculos escuro meio sabendo pra onde ir ainda fica parada por alguns segundos e depois segue seu caminho tão já conhecido.

 

Ao chegar no trabalho fico a tarde toda no escritório resolvendo a papelada chata enquanto penso em tudo relacionado a vida e relacionamentos,  a Savana me faz lembrar de um tempo a onde eu acreditava cegamente em suas palavras a onde a farsa reinava em nosso meio a cada telefonema no dia a dia a cada levantar e palavras baixas num canto, quantas vezes cheguei a pegar pensativa olhando pela janela da sala pensando mesmo se era o certo tudo aquilo.

 

Já com a Renata as coisas eram mais realistas eu já sabia seus erros e alguns acertos tudo era visto ouvido e sentido de uma forma tão nítida e física, é ela ali a centímetros de mim com sua vontade louca de viver mesmo que seja da maneira errada.

 

 

Cheguei ao  trabalho revoltada com tudo Virginia logo notou meu temperamento é não disse nada até eu colocar o uniforme de trabalho e começar a trabalhar.

 

-O que foi desta vez o boy não pagou o motel ?

 

-Quem dera fosse isso.

 

Contei pra ela tudo que estava me afligindo sabia que estava contando pra pessoa errada a pessoa que me colocou nesta maldita aposta, mas ela é minha melhor amiga quase como uma irmã quando estava sem emprego ela foi a primeira a me estender a mão.

 

-Que situação complicada por isso da aposta, estou achando que estar demorando muito pra dar um beijo nela.

 

-Não é assim tão fácil, tenho que tratar tudo com muito cuidado  sou a vizinha dela não agüentaria ver aqueles olhos me fitando com tristeza ao me ver todos os dias.

 

-Hummmm sinto cheiro de paixão.

Virginia bateu na mesa como se tivesse ganhado na mega sena.

 

-Eu liguei pro medico gostosão.

 

-Olha ela riu.

 

-Vamos sair hoje ele indicou um restaurante italiano subindo a rua.

 

-Isso e que é matar dois coelhos com uma cajadada só.

 

Revirei os olhos minha amiga não tinha a menor noção no que tinha me enfiado.

 

No final da tarde ela me liberou então fui me arrumar pra minha noite com o medico deveria estar muito bêbada pra ter ligado pra ele, mas já tinha feito não iria dar um cano.

 

Sai do restaurante deixando meu empregado de confiança a par de tudo, procurava por algo pra agradecer por ela ter me acompanhado ao dentista afinal nosso jantar tinha ido pro espaço.

 

Encontrei uma floricultura e entrei pedi um buque de flores do campo seria algo inovador pra Renata algo vivo dentro do apartamento do Batman,  avistei subindo a rua usando um vestido preto básico bem decotado.

 

Peguei o buque paguei dando o troco e corri em sua direção ao virar a esquina a encontro abraçando o medico que a atendeu no hospital.

 

Ele foi o primeiro a notar a minha presença e assim a mesma se virou curiosa e ao ver as flores seu semblante mudou.

 

Me sentia uma idiota me desculpando por algo que eu não fiz me importando com o que a Renata iria pensar, enquanto isso ela saia com o medico que aparentava estar muito afim dela.

-Vamos querida nossa mesa estar reservada.

 

Meu coração se apertou ao ver a Vanessa com aquelas flores linda na mão me olhando como se eu fosse a pior das mulheres, o que estava fazendo Gustavo é um homem maravilhoso ficamos conversando madrugada adentro pensa em se casar ter uma vida estável com a mulher que ele deseja viajar sair curtir enquanto isso minhas pernas estavam travadas naquele impasse dos nossos olhos.

 

 

Ela tem a Savana que uma hora ou outra voltará a ocupar o seu lugar.

 

 

Ela tem a vida que sempre desejou é não quer relacionamento agora.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Nome: celmb (Assinado) · Data: 24/01/2018 20:09 · Para: Capitulo 11

ta dificil essa duas se acertarem,quando nao é uma é a outra a da bola fora e ainda tem o encosto da savana.



Resposta do autor:

A Renata  é HETERO. 



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