Desejo e loucura por Lily Porto


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Clara

Despertei suando depois de um sonho assustador, nele uma criança me pedia aos prantos para que eu não a deixasse morrer, creio que de tanto esforço que fiz para salvá-la acordei com uma pequena falta de ar. Afff, era só isso que faltava para completar o meu dia hoje. Depois de lavar o rosto me atrevi a sair do quarto a procura da Agnes, embora a casa estivesse iluminada, não a encontrei por lá.

Resolvi beber água e voltar para o quarto, só agora me dei conta do baita papelão que fiz, fui um "corna mansa" como dizem por ai. Os sinais foram vários, mas eu não me dei conta. Por mais que eu tivesse dúvidas, eu o amava... quer dizer, ainda amo. Levei as mãos aos olhos para enxugar as lágrimas quando escutei um barulho de carro. Provavelmente a Agnes havia chegado. Sai do quarto e fiquei muito irritada com o que vi.

– Deus do céu Clara, poderia ter ao menos ligado pra avisar onde estava. – me abraçou.

Me desvencilhei dela, dizendo brava: – Você não tinha esse direito, Agnes.

– O que a Agnes tem a ver com isso? – me olhou confusa.

– Não se mete Liu. A minha conversa é com ela.

– Não estou te entendendo Clara. – me olhou espantada.

– Pedi pra não falar a Lívia mais cedo que eu estava aqui. Achei que pudesse contar com a sua discrição. Mas esqueci que ela é sua namorada, e que provavelmente vocês devem confidenciar a vida inteira uma a outra.

– Clara, para com isso. A Ag, só estava preocupada com você...

– Não precisa dizer nada Lívia... – disse pacientemente.

– Realmente, não precisa dizer nada. Eu achei que pelo menos você soubesse ser gentil Agnes. Mas vejo que me enganei.

– Não tem porque você tá tratando a Agnes assim...

– Deixa Lívia. Ela tem os motivos dela. Desculpa Clara, achei que estivesse...

A interrompi: – Quando ela ligou a tarde, pedi para dizer que não estava aqui. O que te fez pensar que eu ia querer ver alguém agora a noite?

– É a sua amiga...

– Amiga essa que eu não queria ver. Você não entendeu que não queria conversar com ninguém? Que estava a fim de ficar sozinha. Eu não te dei o direito de se meter na minha vida. E sabe de uma, cansei. – olhei para minha amiga ainda irritada – Já que você tá aqui, arruma uma forma de irmos embora. Não tem mais porque eu ficar aqui.

Lívia olhou pra mim incrédula, balançou a cabeça e passou a mão no cabelo visivelmente irritada. Olhou para Agnes e disse o mais calma que pode:

– Ag, desculpa. Mas teria como você me emprestar seu carro? Amanhã venho te buscar pra ir trabalhar.

– Não precisa Lívia. – entregou a chave a minha amiga – Amanhã peço para o vovô, ou o motorista dele vir me buscar.

– Desculpa mesmo Ag, não queria te causar esse transtorno.

– Lívia, te espero lá fora. – sai batendo a porta.

Recebi a brisa fria da noite e por muito pouco não cai, fiquei tonta de uma hora pra outra. Me encostei em uma pilastra que tinha próxima a porta e fechei os olhos, só quero que esse dia acabe. Mesmo com essa brisa suave esse abafamento não passa.

– Vamos. – Lívia saiu com algo na mão me puxando pelo braço. – Entra logo.

– Você tá louca?

– Entra Clara, já falei!

As luzes da varanda se apagaram, deduzi que a despedida dela e Agnes não tinha sido nada boa. Fomos o caminho inteiro caladas, cada uma perdida em seus pensamentos. Foi até melhor assim, eu só queria chegar em casa, deitar, e esquecer do dia de hoje. A Liu parou o carro na casa dela e desceu.

– Você não vai me levar pra casa?

– Não. Se quiser vai dormir aqui. E caso não queira, vai andando pra casa – disse seca.

Abri a porta do carro sem entender muito bem o que estava acontecendo. Afinal, quem deveria estar irritada com ela era eu, e não o contrário. Assim que entramos em casa perguntei:

– Posso saber porque tá me tratando assim?

Ela me olhou de forma irritada, dizendo debochada: – Ah, você não sabe?

– Não! Se soubesse, não perguntaria.

– Vá dormir Clara. Você já teve um dia bem chato hoje – e foi saindo em direção ao quarto.

Segurei seu braço: – Agora você vai falar!

– Clara, me deixa em paz por favor.

– Quem tem o direito de ficar chateada e irritada aqui sou eu. E não você.

– Sério, que você só vai olhar o seu lado?

– Infelizmente, não vejo nessa sala outra pessoa além de mim, que tenha sido deixada no altar. E no mesmo dia ainda descobriu a traição do noivo.

Ela me olhou impaciente e passou a mão no rosto. Conhecia a minha amiga bem demais pra saber quando alguma coisa a incomodava. Quando pensei em perguntar o que a estava deixando inquieta, ela sentou no sofá e fez sinal pra que eu fizesse o mesmo.

– Liu, o que tá acontecendo?

– Clara, eu não estou reconhecendo você!

– Para! Tá dizendo isso só porque me chateei com a sua namorada?

Ela deixou os ombros caírem e disse cansada:

– Passei o dia rodando essa cidade de uma ponta a outra, liguei para clínicas, hospitais, delegacia... – hesitou e disse num sussurro – IML... – respirou fundo – alguns amigos nossos na capital, e nada! Já tava sem saber o que fazer, estava preocupada com seus pais...

– Eu fui abandonada no altar Lívia, você queria o que, que eu sentasse e ficasse esperando as pessoas me consolarem? – levantei nervosa passando as mãos no cabelo – Isso não faz o meu tipo.

– Não passou pela sua mente, que ter ficado teria sido melhor?

– Como seria melhor? Ou melhor, seria melhor pra quem? Pra você? Evitaria o trabalho que teve me procurando, é isso? – disse irritada atropelando as palavras.

Ela me olhou sentida, ainda tentando manter a calma e falou de uma única vez:

– Sua mãe foi parar no hospital.

Estava de frente para uma das janelas da sala, e ao escutá-la virei perguntando apressada:

– Como ela está? Porque só me disse isso agora? Eu quero vê-la.

– Clara, escuta o meu conselho, vai dormir.

– Você me diz que minha mãe passou mal e foi parar no hospital. E me pede pra ir dormir?! Qual é Liu, eu quero vê-la, saber o que aconteceu...

– Chega Clara. Chega! Cansei dessa sua infantilidade. O que aconteceu foi que você sumiu, sua mãe ficou desesperada sem saber onde você estava e teve um surto nervoso, você sabe que ela é hipertensa, mas não pensou nisso antes de sumir.

– Mas...

Me interrompeu, dizendo de forma irritada: – Mais nada. Eu cansei de ver você se comportando como a coitadinha. Infelizmente você foi abandonada no altar e lá mesmo descobriu que estava sendo traída, mas não foi nem uma, muito menos duas vezes que lhe falei que aquele homem não te merecia. Era só olhar pra cara dele e ver o quão dissimulado ele era. Mas você estava perdida de amores, e não enxergava nada. No dia em que chegou aqui morrendo de medo e cheia de dúvidas quanto a estar sendo traída ou não, lhe disse para observar, se fazer mais presente. Mas ao invés disso, no meio da semana ele apareceu e você esqueceu todas as dúvidas e suspeitas e mergulhou de cabeça no casamento. Enquanto ele ficou na capital, fazendo lá Deus sabe o que. Pare de se vitimizar, esse papel não combina com você.

– Eu não...

– Ainda não acabei de falar. Agora você vai escutar tudo o que tenho a dizer, nem que depois saia daqui e não olhe mais na minha cara. – deu uma pausa, respirou fundo e se concertou no sofá, estava visivelmente cansada, e ainda usava a roupa da festa, tirou a sandália colocando ao lado do sofá e voltou a falar: – Você pirou, parece até que criou um personagem e se camuflou atrás dele, é necessário enfrentar o problema de frente. Agora me diga, já pensou no que vai fazer de agora em diante?

– Liu, não me leve a mal, mas eu quero saber como está a minha mãe! Outro dia a gente conversa, eu vou pra casa. Eu preciso vê-la.

– Se você só vai por conta disso, sugiro que fique, e conversamos agora.

– Porque?

– Seus pais estão a caminho de casa. O motorista do seu Giovani foi leva-los depois que souberam o “seu paradeiro” – fez as aspas com as mãos.

– Sério, que além de contar pra você, a Agnes também contou a eles? Eu queria ficar sozinha...

– Eu não conhecia esse seu lado egoísta e maluco – balançou a cabeça em sinal negativo. – Acabou de dizer que queria ver sua mãe. Agora acha ruim por saber que eles foram embora depois de saberem onde você estava. Você tá percebendo o quão inconstante está hoje?

Sentei ao seu lado dizendo desanimada: – Eu pedi segredo a sua namorada, e ela não soube guardar. Pensei que pudesse confiar nela.

– Primeiro, a Ag, não é minha namorada. Segundo, ela guardou seu segredo e muito bem. Você passou a tarde e boa parte da noite sumida. Sabe que hora é essa já? – balancei a cabeça em negação – Pois bem, já passa das 23h. E tem em média uma hora e meia que descobrimos onde você estava.

– Mas mesmo assim, eu queria ficar sozinha.

– Clara, entenda uma coisa, eu já não sabia mais a quem recorrer, e nem pra onde ligar. Ninguém viu onde você foi depois que saiu da igreja. Apelei pro seu Giovani, e ele disse que ia fazer de tudo pra te encontrar, sua mãe saiu do hospital as 21h e ainda não tínhamos notícias suas. Seu pai estava desesperado, morrendo de medo que ela tivesse outra crise. Fui pra sua casa na esperança de te encontrar lá, e nada. Não podia preocupar ainda mais seus pais dizendo que não fazia ideia de onde você tinha se enfiado, menti, disse que você estava em um dos vinhedos, onde tem aqueles alojamentos e fiquei na sua casa, pedindo a Deus que enviasse algum sinal de onde você pudesse estar. Nesse tempo de espera seu Giovani conseguiu falar com a neta, e saber onde você realmente tinha ido parar. E a muito custo ele conseguiu sustentar a minha mentira com seus pais, e os convenceu a ir pra casa. Mandou o motorista ir dirigindo o carro deles, e meus pais foram logo atrás. Foi uma surpresa pra mim te ver hoje a noite, não sabia pra onde a Agnes estava me levando, até o momento em que entrou na sala fazendo aquela cena patética. Eu desejei tanto de dar uns tapas ali.

– Você ia me bater na frente da nossa chefe?

– Ahh, na hora de apanhar na frente dela, ela é nossa chefe. Mas na hora de tirar dos cachorros pra jogar nela, não.

Levei a mão a cabeça, dizendo envergonhada: – Fiz merda!

– Se fez? E não foi pouca. Você foi uma verdadeira mal educada com alguém que só quis te ajudar, e estava muito preocupada contigo. Inclusive, – me mostrou o celular – ela já mandou mensagem perguntando se você está bem, se está mais calma...

– Droga! Preciso me desculpar.

– Que menina, precisa nada, continua tratando bem mal, quem te trata bem. E dá valor a quem te trata mal, como o idiota que te largou no altar... – entregou meu celular – que te ligou a tarde inteira, mandou mil mensagens, vários vídeos chorando e pedindo desculpas, dizendo que tudo foi um mal entendido. Que ele estava na despedida de solteiro e acabou bebendo mais do que devia, e que aquelas fotos foram montagens.

Arregalei os olhos perguntando: – Você o atendeu?

– Não, assisti uns dois vídeos apenas, e achei patético. – levantou – Cabe a você, decidir o que vai fazer a respeito. – parou na porta do quarto: – Antes que eu esqueça, o seu vestido está em uma bolsa no banco de trás do carro, caso queira pegar. A Ag é muito boa, nossa, depois do que você fez, se fosse comigo, eu tocava fogo naquela merda, e não providenciaria uma bolsa para colocá-lo pra te devolver. – sorriu balançando a cabeça – Mas sim, amanhã vamos passar na sua casa, e vamos para a capital. Você vai passar a semana lá. Vou ver se consigo fazer o mesmo, mas antes, preciso da liberação do seu Giovani. É o tempo que você vai em casa arrumar suas coisas e eu vou na empresa, deixar o carro da Ag e conversar com ele. Você só me dá trabalho Clara, afff.

– Desculpa!

– Pega ela, faz um lindo arranjo e enfia... não vou nem dizer onde! – bateu a porta do quarto, gritando lá de dentro: – Nem pense em ir embora dessa casa antes de eu acordar. Você tá sob a minha responsabilidade agora. E ao contrário da Agnes, eu não sou nada paciente com gente ignorante e infantil. A bolsa que preparei pra você também tá no carro, pega lá, se quiser. Boa noite.

– Obrigada, e mais uma vez, desculpa!

Ela murmurou alguma coisa que não entendi, abri a porta da sala indo em busca do carro da Agnes, que a muito custo ela conseguiu colocar em sua garagem. Peguei as bolsas e voltei para dentro. Depois de um banho morno fui para o quarto de hospedes, onde deitei e fiquei olhando para o teto em busca de alguma resposta para o que eu estava sentindo naquele momento... algum tempo depois adormeci.

Acordei um pouco antes das 7h, peguei o celular e encontrei chamadas perdidas do Alex, vídeos, mensagens no WhatsApp e SMS. Exclui tudo, os vídeos nem me dei ao luxo de ver nem um. Estava doendo muito em mim, mas já estava na hora de sair do lugar de vítima e agir como uma pessoa que passa por um trauma, mas segue a vida de cabeça erguida, o erro não foi meu, não fui eu quem o traiu, e muito menos o deixei plantando no altar porque estava nos braços de outra mulher, que também enganava.

Depois de um banho rápido para terminar de despertar, arrumei a mesa do café para mim e ela. Precisava me desculpar, não só com ela, afinal, ela já tinha me dito tudo o que estava entalado em sua garganta sobre a minha atitude infantil. Tinha alguém com quem eu precisava me desculpar, e estava muito envergonhada, sim, a Agnes. Mas não estava com coragem para ficar frente a frente com ela, depois do papelão que fiz ontem a noite.

– Birra em uma noite, e na manhã seguinte ganho essa belíssima mesa de café da manhã, olha só! – Lívia disse debochada me dando um beijo no rosto e sentando a mesa.

– Desculpa, fui uma verdadeira sem noção ontem. Não imaginei que com o meu sumiço e minha infantilidade poderia magoar tantas pessoas – disse envergonhada.

Ela me abraçou, dizendo calmamente enquanto desfazia o abraço: – Meu bem, eu sinto muito por tudo o que aconteceu, mas é vida que segue agora. E sabe bem a minha opinião quanto ao Alex. Mas te ver daquele jeito infantil ontem, despejando as coisas na Agnes e depois em mim, me deixou tão irritada, que eu achei que em algum momento você tivesse se perdido de si mesma.

– Eu sei que fui muito idiota com a Agnes. Ela além de gentil e solicita, ainda me carregou até o quarto. Mas eu sou muito besta mesmo...

– Oi? – arqueou a sobrancelha me olhando enquanto mordia uma fatia de pão.

– O que foi Liu?

– Volta a fita, e para na parte do “ainda me carregou até o quarto”. O que você fez?

– Não vá confundir as coisas, eu não fiz nada com a sua namorada.

Inspirou fundo respondendo debochada: – Já disse que ela não é minha namorada, e não é esse lugar que busco na vida dela. Apesar dela ser uma mulher sensacional. Mas sim, responda a minha pergunta.

– Não sei bem o que aconteceu, eu senti uma vertigem e quando acordei estava na cama dela, com ela ajoelhada ao meu lado.

– E qual foi o motivo desse seu desmaio? – me olhou desconfiada enquanto mordia sua fatia de pão.

– Calor, o dia estava quente ontem e aquele vestido não ajudou muito. Provavelmente deve ter sido uma queda de pressão.

– Será que foi apenas isso mesmo?

– E o que mais seria? – dei de ombros.

– Não sei, estava apenas perguntando. Bom, vejo que já terminou o seu café. Podemos ir? Vou te deixar em casa, e vou pra empresa. E você me pega lá.

– E porque eu vou servir de motorista pra você?

– Porque eu quero, e porque você me deu muito trabalho ontem. – secou a louça que usamos e guardou. – Vou pegar minha bolsa, e saímos.

– Chata!

– Eu ouvi isso, viu.

Fiz careta, e lembrei que precisava da ajuda dela, peguei as bolsas e fui para o carro. Em seguida ela entrou e seguimos pra minha casa... Antes de descer do veículo perguntei apreensiva:

– Quero mandar um cartão pra Agnes com um pedido de desculpas, o que sugere?

– Quer que eu escreva pra você? – gargalhou.

– Não sua boba, o que mando acompanhando o cartão? É isso que quero saber!

– Ahh! Gosto quando você explica bem as coisas. Então, a Ag gosta de tudo.

– Como assim?

– O que você der a ela, ela vai gostar.

– Ajuda Liu, é sério!

– Já ajudei. Agora preciso ir. Quando estiver saindo daqui me manda uma mensagem por favor. – me entregou a bolsa dela – Não vou ficar subindo e descendo com ela na empresa. Quanto ao que mandar pra Ag, usa a criatividade, confio no seu bom gosto – piscou pra mim e saiu acelerando o carro.

Em casa arrumei minhas coisas e sai. Não ia conseguir ficar muito tempo ali dentro sem me sentir mal. Tinham muitos presentes espalhados em meio a casa ainda, mesmo porque muitos chegaram ontem e não deu para levar pra casa onde moraria com ele. Falando nele, recusei umas dez chamadas dele hoje já, precisava encarar aquele problema de frente, mas ainda não me sentia preparada para tal.

Ainda bem que não tinha deixado alguns parentes se abalarem das cidades em que moravam para virem ao casamento, ou então agora estaria me sentindo ainda pior do que já estou. Seria uma cerimônia simples, com uma recepção para cento e cinquenta convidados apenas, segundo a Liu, alguns parentes que moravam mais perto e compareceram, foram embora assim que meus pais informaram que não haveria casamento. Que papelão meu Deus, se eu tivesse prestado um pouco mais de atenção, nada disso teria acontecido.

Em meio a esses pensamentos parei em uma floricultura e decidi o que mandar para a Agnes, juntamente com o cartão com o pedido de desculpas:

Sra. Bartolli

Agradeço por sua atenção e cuidado comigo. Desculpa a forma horrível que sai da sua casa ontem. Sem agradecer, e pior, sendo injusta e mal educada contigo. Perdão por isso, não deveria ter tratado assim quem me tratou, e trata sempre tão bem.

Estou indo viajar, quando voltar conversaremos pessoalmente, claro, se assim quiser, rs!

C.V.

Mandei mensagem para Liu, e ela já me esperava na porta da empresa quando lá cheguei. Seguimos viagem conversando e cantando as músicas que tocavam no som. Estacionei o carro no condomínio dos nossos pais e fui entrando em casa olhando pra trás, sorrindo com as loucuras da Liu, imitando o meu jeito de andar, que segundo ela era muito sedutor.

Meu sorriso se desfez quando olhei para o sofá e o vi sentado ali, chorando com seus pais ao lado tentando consolá-lo. Meus pais estavam de costas para a porta e não me viram entrar. Liu, agora ao meu lado, disse irritada:

– Filho da mãe, que golpe baixo!

 

Notas finais:

As coisas deram uma bagunçada ai... será que a Clara vai aceitar o pedido de perdão do "noivo"?!

Obrigada pela companhia meninas, bjs.



Comentários


Nome: Tekaxaviers (Assinado) · Data: 05/05/2018 01:15 · Para: Capitulo 10 - Clara: Atitude impensada

Agora é a hora de tomar a ddecisão momento tenso.



Resposta do autor:

É moça, logo a tensão vai diminuir, ou não. Infelizmente não posso afirmar muita coisa.

Se cuida querida, bjs.



Nome: Baiana (Assinado) · Data: 07/04/2018 20:14 · Para: Capitulo 10 - Clara: Atitude impensada

Cara safado,fez a besteira e depois correu para o colo da mamãe para ela ajudar a resolver. Espero que a Clara seja firme e mande ele pastar,ela deveria presentear ele com o vestido de noiva,para ele da para a próxima ilidida kkk



Resposta do autor:

Boa noite Baiana!

O Alex apelou mesmo, ir pra casa dos pais dela, acompanhado dos pais dele, foi meio demais. Mas como ele viu que ela não deu importância aos pedidos de desculpa, ele resolveu apelar de verdade, e o golpe foi bem baixo.

Essa sua ideia do vestido e ótima, kkkkkkkkkkkkk. Vou dar a ideia a Clarinha pra ver se ela topa fazer isso.

Se cuida querida, bjs.



Nome: mtereza (Assinado) · Data: 06/04/2018 00:57 · Para: Capitulo 10 - Clara: Atitude impensada

Canalha em espero que a Clara não caia no papo do cafajeste



Resposta do autor:

Boa noite Tereza!

Espero o mesmo que você, mas vamos ver o poder da labia do cara de pau do Alex. E tomara que a Clara seja blindada contra as possíveis investidas que ele venha a fazer.

Se cuida querida, bjs.



Nome: Mille (Assinado) · Data: 04/04/2018 21:13 · Para: Capitulo 10 - Clara: Atitude impensada

Que situação 

Mais acho que a Clara vai colocar o noivo vai correr com essas lágrimas de crocodilo junto com os pais ou então ela terá outro desmaio e no hospital irá saber que ela está grávida e vai querer casar para assumir o filho.

Realmente a Clara foi muito mau agradecida com a Agnes.

Bjus e até o próximo capítulo 



Resposta do autor:

Boa noite Mille!

Olha, gostei desse raciocinio seu viu.

Mas vamos por partes. Até onde sabemos, a Clarinha teve uma queda de pressão, por isso o demaio... vamos ver o que acontecerá mais a frente pra ver se confirmamos o seu raciocinio, tá.

Quanto a falta de tato da Clara com a Agnes, nossa, foi muito mal educada mesmo, eu fiquei com vergonha alheia por ela.

Bjs querida, se cuida.



Nome: Pipoca ramos (Assinado) · Data: 04/04/2018 18:03 · Para: Capitulo 10 - Clara: Atitude impensada

se ela perdoar esse babaca eu entro na história e dou uma surra de mangueira na clara apesar de ela ser a minha favorita tá merecendo um saculejo pra ver acorda pra vida.

Bjs Lili,fiquei verde aqui kkkkkkkkk



Resposta do autor:

Boa noite Pipoca!

O que é isso gente? Quer a gredir a moça, é isso mesmo? kkkkkkkkkkkkkk

Nunca apanhei de mangueira não (mesmo porque fui uma criança quieta), mas imagino que deva doer pacas. Segura ai moça, vamos esperar pra ver no que vai dar, antes de você agir.

Calma, respira, calma, isso... rsrs.

Bjs querida, se cuida.



Nome: Lili (Assinado) · Data: 04/04/2018 16:56 · Para: Capitulo 10 - Clara: Atitude impensada

Filho da ..... Sacanea a noiva, aí agora vai todo santo, que babaca viu.



Resposta do autor:

Boa noite Lili!!

Calma xará, o cara deve tá arrependido (tenho minhas dúvidas), cê viu né, a Liu disse que em um dos vídeos ele falava que tinha exagerado na bebida e tal... rsrs, bora ver como isso vai ficar...

Bjs querida, se cuida!



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