O cotidiano do amor por Sorriso


[Comentários - 5]   Impressora Imprimir Capitulo ou História - Lista de Capítulos

- Tamanho do Texto +

Fiquei tateando o maldito aparelho que não parava de tocar, minha  vista se encontrava embaçada apenas deslizei o dedo.

 

 

- Quem é porra !

 

Dou uma olhadinha pro relógio eram oito da manhã de uma segunda feira, do outro lado da linha minha amiga Virginia me perguntava a onde eu tinha enfiado as latas de tintas.

 

Revirei os olhos aquilo só podia ser brincadeira, nos temos uma loja de quadros no centro de sp no caso ela tinha eu só entrei com o trabalho, disse a onde estava é pedi que ela me deixasse sozinha pelo resto do dia, desliguei o aparelho caso ela não tivesse entendido.

 

Novamente me encontrava aconchegada aos lençóis, mas nada seria como antes.

 

-Eu te odeio Virginia! Afundei meu rosto no travesseiro contendo o grito abafado que saiu.

 

 

Levantei embora eu não tivesse nada pra fazer precisava dar um jeito naquela ressaca, fiz minha higiene pessoal amarrei os cabelos num coque alto é fui pra cozinha preparar algo, no caso achar algo.

 

-Dois ovos bacon um cafezinho ótimo esse será meu café disse animada.

 

 

Enquanto tentava não queimar o pouco que tinha ouvia barulhos de chaves no portão como eu detestava esse barulho, podia adivinha que pelos ruídos a pessoa tem vários chaveiros, logo ele foi substituído por uma leve batida.

 

Enquanto eu procurava por novidades da festa da noite passada no celular, o barulho da cafeteira  chamou minha atenção ao chegar na cozinha quase deixo queimar o bacon com aquela gordura que eu amo joguei os ovos em cima, procurei por açúcar ao olhar o tempo chuvoso pensei.

 

Nem fudendo eu vou la fora, eu detestava pedir as coisas pras pessoas mas eu não iria tomar um café sem açúcar.

 

 

-A vizinha  calcei um chinelo dei uma olhada no espelho da sala realmente eu estava horrível cheia de olheiras é com alguns arranhões da noite passada.

 

Ao abrir a porta sinto aquele cheirinho de café da manhã norte americano, ao fechar os olhos imagino o mel caindo naquela montanha de panquecas prontas pra serem devorada.

 

O ronco da minha barriga me fez voltar pra realidade, me fazendo bater instantaneamente na porta marrom à frente.

 

Caraca   eu nem sei o nome dela, um bom dia serve.

 

 

Ao abri-la aquela claridade que vinha de sua sala quase me cegou, tive que por a mão no rosto pra que meus olhos não se acostumassem com o nosso lar.

 

-Bom dia vizinha você tem uma xícara de açúcar pra me dar? Disse um pouco sem graça

 

-Claro

 

 

Ao olhar pra sua sala percebo o quanto as paredes são brancas, é como se ela vivesse num hospital do alem.

 

 

Cheirinho de lavanda, misturado com café da manhã se ela não se apressa se eu vomitaria em sua porta.

 

 

Não demorou muito ela surgiu com sua camiseta do Batman é uma calça cinza, não reparei muito em seu rosto em vez de uma xícara de café ela me deu uma caneca cheia.

 

-Obrigada!

 

-Disponha

 

Assim que  entrei com aquele dobro de açúcar nas mãos, tomei  café jogada no sofá assistindo um filme cafona de romance.

 

Assim a tarde chegou me lembrei que nem tinha que buscar a correspondência, o meu prédio é um daqueles velhos a onde os moradores são sempre turistas eu mal via eles é isso era uma maravilha, lembrei das vezes que cheguei bêbada  uma vez eu dormir na escada de incêndio acabei rindo de mim mesma esperando o elevador.

 

 

Novamente aqueles molhos de chaves irritantes ao olhar pra porta vejo  minha vizinha se aproximando , dei uma pequena olhada sua cabeleira ruiva realmente chamava  a atenção, branquinha magra é infantil.

 

Ao se aproximar a mesma me reconheceu apenas sorriu fraco ficando ao meu lado, nada fora dito isso era até bom. Quando o elevador chegou entramos no automático.

 

Com um olhar discreto olhei novamente pra ela, em sua sacola contem apenas um jornal é algumas revistas acho que da veja. Usava apenas um jeans escuro é um casaco com uma espécie de símbolo químico.

 

 

-Dia chuvoso, foi à única coisa que eu consegui pensar é falar.

 

-É verdade

 

 

Eu era mesmo uma idiota dia chuvoso há pelo menos eu fiz a minha parte, morávamos no décimo segundo andar um pouco alto pra uma pessoa como eu que tem medo de altura.

 

Essa merda de elevador tinha que ter espelhos, era visível minhas marcas.

 

 

Pra piora ela mudou de posição agora ficando de frente pra mim encostada no metal, aquilo só podia ser sacanagem seus olhos estavam em mim.

 

 

-Há quanto tempo mora aqui? Tentei amenizar meu nervosismo não que eu me sentisse mal em ser olhada eu amava, mas quando eu não parecia uma mulher que acabou de ser espancada era outra coisa.

 

-Dois anos disse baixo

 

Puta merda eu moro aqui há cinco anos é nem sabia da existência dela, apenas balancei a cabeça em negação tentei argumentar algo, mas chegamos a nosso destino.

 

 

Nós separamos ela encarou aquele dia chuvoso é nublado, enquanto eu procurava por contas é dores de cabeça.

 

 

Ao cair da noite coloquei uma músiquinha pra relaxar, enquanto tirava um vinho da geladeira já aberto ao me sentar escuto batidas na porta.

 

 

Ao abri-la  me deparo novamente com a vizinha desconhecida, como eu usava um casaquinho curto apenas cobri o ombro evitando novamente que ela me olhasse com aquele olhar de repreensão.

 

 

-Oi!

 

-Sim? Eu já morria de vergonha dela, ou seria de mim

 

-Eu vim pegar a minha caneca disse calmamente

 

 

-Há claro

 

 

Caminhei até a cozinha  e la estava  ela ainda cheia de açúcar, minha preguiça era tanto que nem a pus no recipiente.

 

Despejei o conteúdo numa vasilha qualquer lavei e enxuguei, na volta  a observo com um olhar perdido olhando pra um certo ponto da minha sala.

 

Sigo seus olhos ela observa o quadro exótico que possuo em minha sala, ao procurar seus olhos novamente  eles se encontram os meus me fazendo arrepiar.

 

 

-Aqui estar!

 

 

-Obrigada!

 

 

-Seu eu soubesse que precisasse da caneca imediatamente teria devolvido mais cedo, digo sem graça.

 

 

Seus olhos voltaram a observar a tela chamativa, novamente eu fico naquele impasse entre ela é a tela.

 

 

-É lindo um amigo que pintou  pra mim, tentei quebrar aquele gelo.

 

 

-Arte violenta indagou

 

 

A olhei  novamente sorri  sem graça.

 

 

-Pois é eu gosto, na verdade eu amava aquele quadro.

 

 

-Arte explicita não são invejáveis, Boa noite

 

 

 

 

 

Notas finais:

Um bônus do que vai vim em 2018


Possui oito capitulos longos até o momento.


Não vou estender muito prometo. 


Ninguem vai morrer. 


Nada de Enrolação.     



Comentários


Nome: Michadiaz (Assinado) · Data: 30/11/2017 22:07 · Para: Capitulo 1

Muito boa essa sua nova história, bem diferente. Já adorei só pela citação do meu seriado predileto. Bjs, fico aguardando o próximo capítulo...



Resposta do autor:

Oba eu também amo essa serie obrigada por comentar :)



Você deve fazer login ou se cadastrar para comentar.