R u gonna be my girl? por RubyRose
Summary:

Luiza vai para NY em busca de uma nova vida e deixar a dor de um amor não correspondido. No seu estágio encontra uma fotógrafa insuportável e linda. Luiza odiou Alex a primeira vista. Alex fazia de tudo para incomodar a nova estagiaria, mas a atração entre as duas crescia a cada momento.


A História de Luiza é Spinn-Off das história My Sunshine (http://www.projetolettera.com.br/viewstory.php?sid=1448) e My Only Sunshine (http://www.projetolettera.com.br/viewstory.php?sid=1493). Mostra o POV de Luiza de várias situações vividas no passado, mas também a história de amor de Lu e Alex.


Categoria: Romances Characters: Original
Challenges:
Series: Nenhum
Capítulos: 21 Completa: Não Palavras: 34650 Leituras: 20160 Publicada: 17/05/2018 Atualizada: 19/06/2018
Notas:

AVISOS (se vc for sensível a qualquer um dos temas NÃO LEIA):

* CONTÉM CENAS DE SEXO (HOT);

* PALAVRAS DE BAIXO CALÃO;

* SEXO ENTRE ADOLESCENTES;

 

Playlist da História

*Are You Gonna Be My Girl? (Jets)

*Dance Barefoot (Patti Smith)

*Something (Trilha do filme Across The Universe)

*Fly Me To The Moon (Reneé Dominique)

*Sweet Dreamns (Marylin Mason)

*Cherish (Madonna)

*Thank You (Dido)

1. Capitulo 1 - Prólogo por RubyRose

2. Capitulo 2 - Primeiro Beijo por RubyRose

3. Capitulo 3 - A Primeira Vez por RubyRose

4. Capitulo 4 - R U Gonna Be My Girl? por RubyRose

5. Capitulo 5 - Estágio dos Sonhos por RubyRose

6. Capitulo 6 - Memory por RubyRose

7. Capitulo 7 - Alex FOX por RubyRose

8. Capitulo 8 - WTF? por RubyRose

9. Capitulo 9 - Quem é Alex? por RubyRose

10. Capitulo 10 - Stay por RubyRose

11. Capitulo 11 - Something por RubyRose

12. Capitulo 12 - Caribe por RubyRose

13. Capitulo 13 - A garota da tatuagem por RubyRose

14. Capitulo 14 - Give me a Chance por RubyRose

15. Capitulo 15 - I DO por RubyRose

16. Capitulo 16 - Fly Me to The Moon por RubyRose

17. Capitulo 17 - Sweet Dreams por RubyRose

18. Capitulo 18 - Cherish por RubyRose

19. Capitulo 19 - Thank You por RubyRose

20. Capitulo 20 - Clareamento por RubyRose

21. Capitulo 21 - Jamaica por RubyRose

Capitulo 1 - Prólogo por RubyRose

        Olho pela janela do meu quarto e vejo a neve caindo. Combina com meu estado de espírito. Vou até o espelho e coloco o colar de pérolas que ela me deu. Sorrio lembrando aquele dia e ao mesmo tempo uma lágrima rola pelo meu rosto. Vejo no espelho da penteadeira uma mulher bonita, ainda jovem e que não aparenta a idade que tem. Meus olhos verdes estão cheios de dor. Tudo ali me faz lembrar ela. O seu cheiro, o seu perfume ainda está no aposento. Pego a sua escova de cabelos jogada em cima do móvel. Quantas vezes eu briguei por ela deixar tudo atirado? Quantas discussões inúteis? Tudo por besteira?

            A toalha molhada jogada em cima da cama. Seus Nikes de corrida, podres de sujeira, atirados na entrada da porta. A pasta de dentes sem tampa. A mania de tomar leite ou suco direto da caixa. A casa imaculadamente limpa e organizada agora ficará assim. Minha mania de limpeza e organização, meu toc....

            Deito na cama e abraço o seu travesseiro sentindo seu perfume, aquele cheiro que eu amo. Fico  ali jogada ainda sentindo a sua presença. A casa está cheia. Cheia de gente que está aqui apenas pelo meu “status”. Gente mesquinha querendo ver a famosa Luiza Nadge sofrer. Gente que está aqui apenas porque quer aparecer, esperando que alguns paparazzi os vejam saindo da casa. Poucos amigos de verdade. Poucos a conheciam verdadeiramente.

            Eu estou cansada de fingir. Merda de cidade. Merda de país onde as aparências são importantes. As pessoas enchem a tua casa de comida e esperam que você seja educada. Porra!!! No Brasil pelo menos seria apenas a família e amigos de verdade. Que estariam com você nesse momento.

            Aparências. Tudo são aparências. Meu estômago revira nauseado. Corro ao banheiro e quase não consigo chegar ao vaso sanitário. Escuto a porta ser aberta e meu melhor amigo segura meu cabelo. Quando eu termino ele me ajuda a me recompor, escovar os dentes.... me leva até a cama e pega minha maquiagem. Sem nenhuma palavra ele retoca o que borrou.  Nós dois nos comunicamos por olhares. Engraçado como a vida é cheia de reviravoltas. Lembro que nós dois já fomos namorados e acabo sorrindo levemente.

            — Isso diva maravilhosa. Gostei do sorriso.

— Sabe o que eu tava lembrando?

— Uhm – ele estava terminando de passar o batom em mim.

— Quando a gente namorava. – sorrio fracamente.

— Cruuuuuuzes!!!! Agora quem vai vomitar sou eu!!! – ele ri.

— Filha,  você precisa descer um pouquinho – mamãe entra e fala.

— Já tô indo mamy. O Nando ta me ajudando em colocar a máscara.

— Nando, obrigada por tudo o que você faz e já fez pela minha filhinha.

— Mamys poderosa e divosa do meu core, eu amo essa louca. E vocês me receberam na família como filho. Eu tô fazendo o que vocês fariam por mim.

— Lu, a Donatella chegou. – meu irmão chega e avisa.

— Tavinho faz sala a ela? Já estou indo. – tinha que descer agora. A Donatella veio direto de Milão apenas para me dar um abraço. Nós fizemos uma amizade sólida nesses anos. Além disso, Alex fotografou várias vezes para a Versace.

Desci e fui direto até minha amiga. Sei de todos seus compromissos e de como para ela é difícil momentos como esse. Aceitei as suas condolências e ela me convidou para ficar alguns meses na sua “villa” na Itália. Após alguns minutos ela se despede. Vejo todos os oportunistas e tubarões desse meio nos olhando com fascínio. Vontade de mandar todo mundo tomar no cu!

Não estava mais aguentado. A pressão em meu peito era enorme. Eu tinha vontade de gritar. Expulsar todos e ficar apenas com quem eu amo. Sai porta afora sem me importar em colocar o casaco. Desci pelo elevador e atravessei a 5Th Avenida. Caminhei alguns metros e me sentei no parque. Não estava me importando com o frio, com a neve, com a umidade. Eu estava quebrada por dentro.

— Ô Gostosona, quer pegar uma pneumonia? – uma voz rouca e conhecida fala atrás de mim. Sinto um casaco quentinho ser colocado sobre meus ombros.

Ela senta no meu lado e me abraça. Me agarro nela como se fosse uma tábua de salvação aspirando o seu perfume. Olho para o seu rosto. O sorriso torto, o cabelo preto curto.... ela é uma cópia da mãe! A única diferença é o olho verde.

— Vocês vieram! – falo no seu pescoço.

— Como a gente não iria vir Lu? As mamães estão te esperando. João e a Bia também. Eu vi você aqui pela janela e vim te buscar. Vem, vem pra dentro. Você vai ficar doente.

Olho para a menina de 17 anos tão parecida com a Nanda e deixo ela me levar para dentro. Deixo-a cuidar de mim. Chegando à cobertura sou soterrada por abraços e beijos do resto da minha família: Nanda, Ana Clara, tia Alice, tio Carlos, o meu querido João e a Biazinha (essa uma cópia da Ana Clara). Analu em nenhum momento saiu do meu lado. Agora eu sei que vou conseguir passar por isso. Deixo finalmente as lágrima caírem livremente pelo meu rosto.

Notas finais:

Oi oi oieee! Olha quem voltouuu! Então Mig@s, me falem o que estão achando da história. Nessas próximas semanas vou tentar colocar, pelo menos, dois caps por semana. Depois volto a publicar mais regularmente. Beijoooooo e COMENTEMMMMM! <3

Capitulo 2 - Primeiro Beijo por RubyRose

        Me perdi novamente. "Luiza sua anta, presta atenção nas placas!". O metrô de NY é um meio de transporte super rápido que interliga todos os bairros de Manhattan com Queens e Brooklin. O grande problema é que é SUPER CONFUSO se você não pega a dinâmica. Você precisa se ligar se vão para Uptown ou Downton, as linhas são as mesmas, mas os trens vão para lados diferentes. Sem falar na porra do trem expresso! Se você pega errado fudeu. Ele não para em todas as estações e você é obrigada a descer na última.

          Queens é um bairro muito legal de se morar, mas fica longe da New York University, pelo menos de onde as minhas aulas são. Meu curso é basicamente na parte sul da ilha com aulas no Financial District (onde fica o World Trade Center), Tribeca, etc. Então para se perder no difícil sistema de trem, para mim que sou tansa, é muito fácil.

           Meus pais queriam me dar um carro para andar aqui. Só que é burrice. O que eu gastaria em estacionamento é exorbitante e pode até parecer, mas eu não gosto de jogar dinheiro fora. A Bianca, minha prima, dona do apartamento no Queens morre rindo a cada vez que eu conto as minhas "peripécias". Esses dias achei que tinha pegado a linha de metro certa e acabei cochilando escutando música. Acordei no Bronx. Imagina o CAGAÇO!            Estou tentando convencer aos meus pais a alugarem um apê, mesmo que minúsculo no sul da ilha. Mas eles não querem que eu fique sozinha e se eu não achar ninguém para dividir vou ficar conhecida como "A LOUCA QUE CORRE DE SALTOS ALTOS NO METRO". Falando nisso tenho que me acostumar a levar um par de sapatos confortáveis e trocar quando chegar ao destino.    

         New York a todo o momento te surpreende. Você se sente dentro de um filme ou série de TV. Para mim é o meu lugar preferido em todo mundo! Mesmo eu estando triste e com o coração partido não consigo deixar de sorrir por apenas estar ali. Aqui você pode ser quem você quer. Ninguém está se importando em como você se veste. Você pode andar de pijamas pela rua e todos te tratam normalmente.

         Corri para tentar entrar na aula, mas já estava muito atrasada. Resolvi caminhar e sentar no Pier a beira do Hudson. Peguei um latte no Starbucks (deve ter uma lei em NY que diz que todo quarteirão deve ter um Starbucks porque dá que nem mato!) e me sentei vendo o movimento dos turistas e dos nova-iorquinos.

           Dias assim me fazem lembrar o amor da minha vida: Fernanda Dutra, Nanda. Como eu gostaria de mostrar a ela tudo de lindo que eu estava vendo. Mas ela não pertence e nunca pertenceu a mim. Desde sempre ela só tem olhos para a sua melhor amiga: Ana Clara. Se eu superei isso? Lógico que não. Se alguém nota? Lógico que não.

           Eu estava tão acostumada a não demostrar os meus sentimentos que ás vezes até eu me enganava. Para os outros eu era a Luiza Nadge: louca, despreocupada, metida, egoísta, mimada e engraçada. Mas era uma máscara. Desde muito cedo eu fingia. Primeiro fingia gostar de meninos. Fingia ser fútil e só pensar em mim. E principalmente fingia ter superado meu amor pela Nanda.

           Desde criança eu era completamente louca pela minha colega de aula. Nós nos conhecemos quando ela tinha 8 anos e entrou na minha turma. Fiquei fascinada pela menina de olhos tristes, muda e careca. E o que uma criança faz quando gosta de outra? A trata mal.

           Mas ela nunca revidou e continuava a não falar. Até que os cabelos dela começaram a crescer e eu comecei a achar aqueles fios pretos a coisa mais linda do mundo. Até que um dia ela foi para a escola e começou a falar. Quando eu ouvi a sua voz me chamando para brincar no escorregador eu me apaixonei. Tá, pode ser demais para uma criança. Mas se não era paixão naquela época, era um sentimento muito forte.

            Conforme fomos crescendo eu sempre dava um jeito de estar junto a ela. Se tinha trabalho em grupo eu subornava alguém do grupo dela para trocar comigo. E assim eu fui crescendo cada vez mais apaixonada. Na época eu não sabia disso, mas aos poucos fui percebendo que  os meninos não me chamavam atenção. Aos 11 anos, em uma festa do pijama na casa da Paulinha, dormimos no mesmo colchão e no meio da madrugada começou a chover. Nanda se remexia demais e eu vi que que ela estava acordada e agitada.

          - Nanda tudo bem? - perguntei

         - Aham. - notei que ela tremia.

          - Não consegue dormir?

           Não consigo dormir quando chove assim. - eu já sabia do trauma que ela tinha. Nanda ficou presa num carro capotado por várias horas em uma noite chuvosa. E pior de tudo: seu pai estava morto, todo ensanguentado, no seu lado.

          - Posso fazer alguma coisa? - fiquei preocupada com ela.

           - Lu, você pode me abraçar? - pediu relutante.

           - Claro!!! Vem cá. - a puxei e ficamos deitadas abraçadas. Minha mão fazia carinho nas suas costas e eu me sentia flutuar. A proximidade dela me fazia sentir coisas que eu nunca havia sentido. Uma sensação estranha se formava lá embaixo. Uma pulsação. Eu nos meus 11 anos nunca tinha sentido algo assim.

          - Obrigada. - ela fala suspirando. - Geralmente a Clarinha que me abraça assim até eu conseguir dormir.

          - Tudo bem. Não precisa agradecer. - ficamos em silencio e a sua mão estava abaixo do meu seio esquerdo e eu sentia meus mamilos doerem. "É, essa noite tá cheia de sensações novas".

          - Nanda posso  fazer uma pergunta?

          - Uhum. - diz sonolenta.

          - Você gosta de alguém? Tem algum menino que você goste?

         - Menino não. - ela ri baixinho. Resolvi arriscar.

         - E menina?

         - Gostar, gostar assim... acho que não.

         - Posso te perguntar outra coisa?

        - Fala.

         - Você ainda é BV?

         - Aham.

         - Sériooo? - fiquei completamente espantada. Além de ela ser mais velha o corpo dela já era de uma mulher feita! Era impossível que ninguém nunca pediu pra ficar com ela!

          -  Mas tipo... ninguém nunca pediu pra você, tipo... dar um beijo.

          - Já mas nunca tive vontade. E você? Já perdeu o BV?

          - Não. - falo constrangida. - Nunca ninguém pediu. - e como iriam pedir? Eu era uma  tábua! Os meninos me chamavam de Olivia Palito.

         - Se você quiser eu beijo você. Só que... sei que você gosta de meninos e tipo... eu não sou experiente... - olha pro meu rosto e eu fiquei pasma com o pedido. PARALISADA. - Na real, deixa pra lá você...

           Não deixei ela terminar e desajeitadamente colei nossos lábios. Senti todo meu corpo formigar! O toque macio dos seus lábios nos meus era um sonho! Timidamente abri minha boca durante o beijo e senti a sua língua acariciar a minha. A pulsação no meu ventre aumentou! No momento em que ela chupou a minha língua com um pouco de força, uma descarga elétrica atravessa a minha espinha e meus dedos do pé se retorcem. Um líquido sai da minha vagina e eu levanto correndo e vou para o banheiro deixando a Nanda com uma cara surpresa. Na época eu não sabia o que tinha acontecido. Mas hoje eu sei que tinha acabado de perder o BV e tido um orgasmo pela primeira vez. Sorrio com essa lembrança e vou tentar pelo menos pegar a segunda aula.

 

Notas finais:

Oi Oi oiiiiiieeeeeeeeee. O que estão achando? Nesses primeiros caps terão muiiitos flashback de várias situações vividas pela Lu em My sunshine e My Only sunshine. Espero que vocês gostem! Comentem para eu saber! Besosss

Capitulo 3 - A Primeira Vez por RubyRose

          Cheguei em casa morta de fome. Depois de ter perdido a primeira aula tive que pedir a matéria para a Jennifer, monitora da disciplina. A loira azeda me olhou de cima a baixo com cara de cu. Mas pelo menos me passou os tópicos depois de me enrolar por quase duas horas. "Que ódio!".

— Que cara é essa prima?

— Ai Bi, me perdi de novo.  – Bianca deu uma gargalhada. - Pior é que tive que pedir a matéria para a monitora babaca.

— De novo Lu? Nossa! O que você tá gastando de metro daqui a pouco dava pra andar de limousine todos dias. – Bianca me zuando desde sempre.

— Eu preciso morar mais perto. To tentando que meus pais aceitem...

— Eu iria com você. Mas vou ter que me mudar pra Índia lembra? Vou chefiar uma equipe na filial de lá.

— Prima gênia é outro nível. - comecei a rir dela. Ela me tacou uma almofada na cabeça. Pena que a Bi iria embora daqui.

— Lu, e se você conseguir um estágio na ilha? Quem sabe em algum atelier ou revista.

— Caralho Bianca! Quer me botar pra trabalhar! To me sentindo a Isaura. – falei com meio sorriso.

— Ai Luiza, não é pra tanto. A princesa ai tem que aprender a se virar.

— Eu sei... eu seiiiii! – vou para o meu quarto como se o mundo fosse acabar. Sendo melodramática desde sempre. Claro que eu sabia que teria que começar a me virar, mas acho que as pessoas ficam esperando uma resposta torta minha. Uma gozação. Alguma coisa sem noção. Eu sou um personagem e aprendi que assim é mais seguro.

Deito na minha cama e fico olhando as fotos do meu celular. Eu tenho uma pasta secreta onde só tem fotos da Nanda. Sou patética, eu sei. Desde muito cedo eu soube que nunca teria uma chance real com ela. O modo que ela cuidava da Ana Clara, realizando todos os seus desejos e pedidos sem pestanejar. O modo que ela olhava para a sua melhor amiga, como se todo o universo estivesse em um só lugar, onde a Clarinha estava.

Desejei secretamente que esse sentimento e cuidado fosse por mim. Muitas vezes me imaginei sendo a Ana Clara. O que eu faria e o que eu diria para ela. Ninguém nunca soube disso. Nunca deixei essas emoções serem descobertas. A Nanda foi meu tudo. Meu primeiro beijo, minha primeira vez, meu primeiro amor.

Vejo uma foto de quando eu tinha 14 anos e estávamos na frente da escola. Um grupo de meninas e meninos felizes e despreocupados. Era um passeio onde iriamos para um resort e algumas turmas estavam misturadas. Na imagem mostrava claramente eu olhando para a Nanda e ela para a Clarinha.

Depois do nosso primeiro beijo eu evitei a Nanda como o diabo foge da cruz. Fiquei com medo de que para ela não tivesse sido grande importância. Naquele verão finalmente a adolescência começou a fazer a sua mágica. As aulas começaram e de Olivia Palito que usava aparelho nos dentes eu virei uma Jessica Rabbit. Os meninos me paravam no corredor perguntando se eu era aluna nova. Aquilo fez muito bem para o meu ego, tenho que admitir. Estava ansiosa para ver a Nanda e mostrar a “minha evolução”. Mesmo com receio de partir meu coração eu queria me declarar para ela. Revelar que sou completamente apaixonada por ela. Mas, naquele primeiro dia de aula, tive meu primeiro coração partido. Nanda estava aos beijos com a Roberta no banheiro. E como sempre, parti para o ataque com medo de me machucar mais.

— Nossa que nojo!! Vocês não tem vergonha não? Duas sapatas se beijando! – falei desdenhando sem tirar os olhos da Nanda.

— Escuta aqui o garota... – Roberta partiu para cima de mim, mas a Nanda falou para deixar quieto e as duas saíram. Fui para um reservado e deixei o choro vir. Agora eu tinha certeza que o beijo não significou nada para ela. O sinal soou e eu fui para o espelho. A maquiagem cobriu todo e qualquer resquício do meu pranto.

A partir desse dia eu era vista sempre com algum menino a tiracolo. Sei que a minha fama era de puta, vadia, piranha. Mas eu pouco me importava. Sabia que os meninos inventavam várias coisas sobre mim. Mas a única coisa que me machucada era ver a Nanda com outras meninas. Algumas na frente de todo mundo, mas a maioria escondida. Como eu sei? Eu sabia tudo sobre a minha obsessão. Sabia se ela estava feliz ou triste. Por isso, que eu fui a única pessoa que soube que a Cláudia estava dando em cima do meu amor, e o pior ainda.... eu soube que a Nanda estava apaixonada.

Durante esses anos muito se falava sobre mim. Que eu tinha dado pra fulano. Que tinha chupado a rola de sicrano. Eu tava pouco me fudendo. Fazia que não era comigo. A verdade é que eu era virgem e não tinha ido mais que poucos beijos com os garotos. Eu só tinha olhos para a Nanda e sofria em silêncio.

Eu podia simplesmente ficar longe. Mudar de escola. Mas acho que eu sou meio masoquista. Precisava estar perto dela. Mesmo que seja para maltratá-la. E sempre toda a zuação e trollagem que eu fazia, ela olhava para mim e me tratava bem. E eu ficava mais apaixonada ainda.

Continuava a estar em todos os grupos que ela estava. Tentei até mesmo entrar na equipe de jiu-jitsu, mas não deu muito certo. A primeira imobilização eu cai de soco pra cima da menina. Fui expulsa na hora.

Descobri que ela daria monitoria de filosofia. Zerei uma prova de propósito para que pudesse ficar um pouco mais com ela. Quando a gente estava sozinha, parecia que nada tinha mudado. Que éramos aquelas meninas de 7 anos. Mas sempre chegava alguma garota pra se meter. Pelo menos a Cláudia foi para Londres depois de um tempo.

Na excursão para o Resort em Porto Seguro eu dei um jeito de ficar no quarto da Nanda. Os quartos eram duplos e apenas quem fosse da sua turma poderia ficar junto. Chegando no quarto vimos que nos deram um que tinha cama de casal. Nanda ficou vermelha na hora.

— Lu, se você quiser eu durmo no chão.

— Para de besteira louca! Até parece que eu me importo. – meu coração batia descompensado. Eu estava tão feliz que era capaz de dançar a Macarena.

— Tá... ok. Vou lá ver a Clarinha.

Durante a janta Clarinha, Cris, e outras meninas não desgrudaram da Nanda. “O coisa chata!”.  A monitora mandou todo mundo para o seu quarto depois da sobremesa, porque no outro dia pela manhã sairíamos cedo para uma trilha.

Nanda foi para o banho e eu comecei a colocar o meu plano em prática. Separei uma lingerie vermelha e um babydool super curto. Eu sabia que era gostosa e queria seduzi-la. Eu estava pronta para a minha primeira vez e não queria que fosse com qualquer um. Queria que fosse com ela, para eu ter mais essa lembrança.

Após ela sair do banheiro entro e começo a me arrumar. Me banho e me perfumo olhando o reflexo no espelho. Alta, morena, olhos verdes, boca carnuda, seios generosos e bunda arrebitada. “Seja o que Deus quiser.” Saio do banheiro e vejo a Nanda deitada na cama mexendo no celular. Vejo que acertei na medida, quando ela me olha com os olhos enegrecidos de desejo. Eu me aproximo e sento na sua cintura.

— Massssoque? – ela balbucia.

— Nanda, eu queria te pedir um favor. – falo dengosa, traçando com meu indicador o bico do seu seio por cima da camiseta.

— Ãr... o.. o que? – engole em seco. Aproximo minha boca do seu ouvido e sussurro.

— Me fode bemmmm gostoso?

— Mas Lu... tem certeza?

— Muita. Mostra pra mim o que você aprendeu com a Cláudia.

— Mas como você sabe do meu rolo com a Cláudia?

— Eu sei tudo de você Nanda. – junto meus lábios nos seus em um beijo repleto de luxúria. Ai DEUS! Como eu quero essa garota pra mim! O beijo se aprofunda e ela inverte nossas posições.

Nanda morde meu pescoço enquanto tira meu babydool. Olha para meu corpo com fome mordendo o lábio inferior. Coloca as duas mãos nos meus seios e faz um apertão gostoso tirando um gemido da minha boca.

— Eu vou te comer sim. – me morde a orelha enquanto arranha a pele da minha barriga. – Só para você saber o que é ser bem comida. – levanta brevemente e tira toda a sua roupa ficando nua. “Linda!”. – A próxima vez que você dar pra qualquer garoto vai pensar em como eu faço mais gostoso. – “Ai Nanda, se você soubesse....”

Minha calcinha estava completamente encharcada. O meu líquido chegava a escorrer me deixando pronta para ela. A minha boca procurou a sua novamente. Eu estava faminta pelos seus beijos. O beijo ficou cada vez mais profundo, as nossas línguas deslizavam uma sobre a outra, enroscando-se, brigando por espaço em uma forma sensual.

Não sei em que momento fiquei nua. Toda a minha pele formigava. Meus sentidos estavam mais apurados e tudo o que eu sentia era o seu toque, o gosto do seu beijo, a sua língua na minha pele.

Gemi extremamente alto quando senti a boca da Nanda na minha boceta. Meu corpo inteiro tremeu e finquei minhas unhas nas suas costas. Comecei a rebolar sobre a sua língua, enquanto ela lutava para manter minhas pernas abertas.

— Um que delicia! – ela chupa meu clitóris como se chupasse um picolé saboroso – Grelhudinha! Que gostosa! – eu via estrelas. Nunca tinha sentido sensação igual, mesmo quando me masturbava. Ela chupava aquela parte tão sensível do meu corpo com maestria fazendo eu me contorcer sobre o lençol. Meus gritos já podiam ser ouvidos no corredor e ela tapa a minha boca com sua mão.

— Shiiiiiiiiii... quer que venham terminar nossa alegria? Fica quietinha. – eu não conseguia nem responder. “QUE BOCA É ESSA???? QUE MULHER É ESSA???”.

O meu primeiro orgasmo veio arrebatador e mordi meu lábio evitando um gemido mais alto. Nanda lambia preguiçosamente minha boceta, evitando o clitóris sensível. Ela sugava lentamente cada um dos meus pequenos lábios e a minha entrada, bebendo o meu gozo.

— Nanda... – a puxo para um beijo. – Deixa eu te tocar? – tento colocar minha mão na sua intimidade.

— Não gatinha. Eu gozo de outro jeito. Deita de costas vai....

Prontamente realizei seu desejo e ela começa a se roçar na minha bunda. “PUTA MERDA GENTE! QUE TESÃO!”. Nanda mordia minhas costas e eu balançava meus quadris em um ritmo que ajudasse na sua fricção. Comecei a ouvir alguns gemidos e sorri com isso. Até que subitamente ela me penetra com dois dedos e solto um grito de dor retesando meu corpo.

— PUTA QUE PARIU, FUDEU, FUDEU.... LU CARALHOOO, PORQUE VOCÊ NÃO FALOU. – ela levanta e olha os dedos com um pouquinho de sangue.

— Calma Nanda. – ela me olhava arrependida.

— Calma nada Lu! Eu posso ter te machucado cacete! Ninguém merece perder a virgindade de qualquer jeito. – ela fala toda preocupada.

— Nanda, eu escolhi perder com você. – seguro seu rosto perto do meu. – Eu confio em você e sei que nunca iria me machucar.

— Mas eu te machuquei!

— Não Nanda, vem.... termina o que começou. Por favor.... – beijo o seu pescoço e ela com todo cuidado me coloca na cama.

— Se doer eu paro. Promete que vai me falar?

— Prometo. – então ela recomeça, agora muito mais carinhosa do que antes. E eu... me apaixonei ainda mais.

Notas finais:

Oi oi oi meninas! Como falei nesses primeiros caps a gente vai conhecer a Lu. A verdadeira. O que estão achando? besos e COMENTEMMMMM <3

Capitulo 4 - R U Gonna Be My Girl? por RubyRose
Notas do autor:

Are You Gonna Be My Girl - Jets

       — Acordaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaa Princesa Fionaaaa – odeio ser acordada assim. Bianca me soterrava com seu corpo e eu só queria dormir.

— Para Bi, me deixa dormir!

— Que dormir que nada! Vamos, levanta! Hoje a gente vai pra balada! Minha despedida em NY!

— Porra Bi! – ela puxa minhas cobertas e fica mexendo no meu closet.

— Me empresta tua jaqueta vermelha de couro?

— Além de me acordar do meu sono de beleza, quer roupa emprestada? Porra!

— Vamos Lu! Eu te arrumo uma gatinha?

— Não quero ninguém. Vou virar freira.

— Freira? – começa a gargalhar – Só se for aquelas da pá virada! Vai passar rodo nos padres e freiras. – saiu rindo. Se ela soubesse! Passar o rodo é só fama. Até hoje eu transei com 3 pessoas, e com duas a Nanda estava junto.... então eu só fiz sexo com a Nanda, por assim dizer. Mas como diz a Mazé “Quem faz a fama, deita na cama.”

Resolvo tomar banho e me arrumar para a “balada”. Vontade mesmo eu tinha de ficar na minha cama. Meus banhos geralmente demoram horas. É o lugar onde penso na vida. Lembro da Nanda. Faço meus shows particulares com coreografias elaboradas. Lembro da Nanda me comendo no chuveiro. Organizo a minha agenda da semana. Penso na Nanda e na Ana Clara.

Ainda bem que aquelas duas loucas estão “de bem” novamente. Foi ridículo o mimimi por ciúmes das duas. RÍDICULO! Por besteira! As duas foram feitas uma para outra. Lembro de quando a Clarinha surtou e ficou bad girl tupiniquim. Aquilo machucou muito a Nanda. Foram tantas noites em claro cuidando para que a Ana Clara não fosse estuprada. Vendo ela se roçando em um monte de garoto. Tendo que subir o morro e pedir “benção” ao traficante para que a Clarinha fosse “cuidada”. Aquilo machucava a Nanda e me machucava, por ver a pessoa que eu mais amo no mundo com o coração despedaçado.

Perdi as contas das vezes que segurei a minha amiga no colo enquanto ela chorava pela Ana Clara. Até que decidi tentar a fazer esquecer e a pedi em namoro. Hoje eu vejo que foi o maior erro que eu cometi. Mas não me arrependo, porque aqueles meses foram os mais felizes da minha vida. A Nanda como namorada é um sonho. É a coisa mais fofa do mundo! Acho que isso que me estragou mais ainda para as outras pessoas. Procuro ela em toda parte, em cada sorriso, em cada olhar....

Na noite da tempestade, anos atrás, eu acordei com um trovão e fui logo procurar a Nanda. Sabia que ela devia ter surtado! Eu precisa encontra-la logo. Só que não esperava ver o que eu vi. Fiquei alguns minutos paralisada na porta do quarto da Clarinha vendo as duas fazendo amor. Sim fazendo amor. Não era apenas sexo. Aquilo foi um banho de água gelada para mim. Chorei muito, e quando a Nanda voltou para o quarto eu fiz o que sempre faço. Fingi que não sabia de nada e que estava tudo bem. No outro dia pela manhã a Nanda estava doente. Minha vontade era ficar ao lado dela, mas eu sabia que a Clarinha também estaria. Então eu fiz o que eu mais sei fazer: fugi e deixei todos pensarem que eu sou egoísta. Quando eu soube que a Nanda estava hospitalizada eu fui correndo até lá e a tia Alice me disse que estava tudo bem. Todos os dias eu ia saber como ela estava, mas não entrava. Não podia demonstrar o que eu sentia.

— LUIZAAAA MORREU AI DENTRO?

— To saindo cacete! Porra de pessoa mais ansiosa. – saio secando os cabelos.

— Achei que tinha morrido, faz duas horas que você tá ai dentro. – Bianca fala já completamente “montada”.

— Uiiii, arrazou eihn prima! Tá, aonde a gente vai?

— Vamos ao Village encontrar a galera do meu trabalho e depois a gente vai de bar em bar até fechar.

— Aiiii caminhar???? Porra Bianca, queria usar a minha bota preta nova!

— Usa, a gente não vai caminhar TANTO! Os bares são um do lado do outro.

— Tá, mas vamos de Uber?

— Ai Fiona Fiona! Tá bom princesa ogra. Só porque eu tô de bom humor.

Terminei de me arrumar e me olhei no espelho: to gostosa pra cacete! Meu cabelo longo castanho, minissaia preta, camisa de alcinha branca, jaqueta preta e minha tão amada bota de cano alto preta. “Tá pronta pra matar Luiza.”. O problema que eu não queria ninguém. Quem eu quero está no Brasil e muito bem acompanhada. Pelo menos vou encher a cara!

— Primaaaa tá linda! Se eu gostasse da fruta te pegava.

— Você não sabe o que tá perdendo Bi. – falei rindo. Pegamos o elevador e ficamos esperando alguns minutos pelo Uber. Nós duas estávamos de “parar o trânsito”. A Bianca é mais velha que eu uns seis anos e é muito linda. Mesmo sendo um pouco mais baixa que eu, ela com seus cabelos crespos pretos e os olhos verdes faz todo mundo se virar para olha-la quando ela passa. Gata demais.

Chegamos na 11th e entramos no primeiro pub, onde encontramos vários amigos da Bi. Vários homens ficaram me olhando e resolvi jogar a isca. Queria beber feito louca, e nada melhor que vários babacas pagando os drinks para mim. Até que a Bi tinha alguns amigos bem bonitinhos. Fui jogando meu charme como aquela música da metralhadora “Tá tá tá”.

A ideia é a seguinte, quando o pub fecha a gente vai para o próximo... Estávamos no terceiro e eu noto que nesse o pessoal é mais extrovertido. “WOW estamos na parte do Village que eu realmente gosto. Cadê o Village People. YMCA!”. Pensei rindo. AMO!!! Melhor música. Gente bonita. Tudo o que eu queria. O babaca da vez, nem sei o nome, acho que Jim... John... sei lá, me trouxe um Sex on the beach, achando que teria Sex com a Bitch aqui. “Comigo não babacão!”. Pensei rindo mas bebendo o líquido.

— Lu, não acha melhor parar? – vejo três Biancas me olharem preocupadas.

— Biiiii.... como ‘cê não falo que tem irmã? – me abraço nela.

— Que irmã louca! Para de beber! Olha toma essa água. – quando ela me dá a água começa uma música que eu AMO! Saio correndo para o meio da pista de dança e começo a dançar sensualmente. (N/A: Ouça Are You Gonna Be My Girl (Jets) https://www.youtube.com/watch?v=tuK6n2Lkza0 )

 

♫ Go!

So one, two, three, take my hand and come with me
Because you look so fine
That I really wanna make you mine

I say you look so fine
That I really wanna make you mine

Oh, four, five, six c'mon and get your kicks
Now you don't need that money
When you look like that, do ya honey

Big black boots
Long blonde hair
She's so sweet
With her get back stare

Well I could see
You home with me
But you were with another man, yeah!
I know we
Ain't got much to say
Before I let you get away, yeah!
I said, are you gonna be my girl?

Well, so one, two, three, take my hand and come with me
Because you look so fine
That I really wanna make you mine

I say you look so fine
That I really wanna make you mine

Oh, four, five, six c'mon and get your kicks
Now you don't need that money
With a face like that, do ya

Big black boots
Long brown hair
She's so sweet
With her get back stare

Well I could see
You home with me
But you were with another man, yeah!
I know we,
Ain't got much to say
Before I let you get away, yeah!
I said, are you gonna be my girl?

Oh yeah, oh yeah, c'mon!
I could see
You home with me
But you were with another man, yeah!
I know we
Ain't got much to say
Before I let you get away, yeah!
Uh, be my girl
Be my girl
Are you gonna be my girl?
Yeah♫

Noto que vários pares de olhos ficam me secando. Gostando da atenção eu danço mais ainda. Até que vejo uma nuca familiar, cabelos pertos curtos e as costas nuas mostrando uma tatuagem de “filtro dos sonhos”. “PORRA, Nanda!!”. Corro até ela e abraço sua cintura.

— Nanda, caralho! ‘Cê tá qui mina. – ela vira para mim.

— Excuse me?

— Que excuseme o quê. Para de bobage... - falei agarrando seu pescoço. Ela tinha encolhido, meu que louco isso, ela parecia que tá menor.

— Você tá bem? – ela fala em português com sotaque gringo e eu dou uma gargalhada.

— Tá imitando gringo? Que fofa! – agarro seu pescoço e a beijo famintamente. Ela no início não corresponde, mas depois de alguns minutos sinto sua boca sugar a minha língua e um calor familiar no meu ventre. Olho pros seus olhos azuis, oi? Azuis? Nanda tá de lente, que loca! – Me leva pra casa? Me fode gostoso? – ela me segura com dúvida nos olhos até que eu desmaio nos seus braços.

Notas finais:

oi oi oi! Lu, sendo Lu. Entãooooo, comentemmmmm!

Capitulo 5 - Estágio dos Sonhos por RubyRose

(N/A: Pessoal, os diálogos da Luiza com americanos não serão escritos em inglês para não tornar cansativo a leitura.)

 

O meu celular toca estridentemente e tento localiza-lo. Noto que estou nua na minha cama. Não lembro quase nada. Não sei como eu vim parar aqui. A noite de ontem era um amontoado de rostos, música, muita bebida e a Nanda. “Oi??? Nanda?”. Caminho pelo quarto com a minha cabeça estourando de dor. Não vou falar que nunca mais vou beber porque sei que isso é mentira. Acho meu celular em cima da cômoda junto com as roupas que eu estava. Bi enviou uma mensagem falando que já estava embarcando e que quando chegasse na Índia me ligava.

Vou ao banheiro e noto a minha cara amassada. “Tá horrível Luiza!”. Na cozinha vejo um bilhete da minha prima falando que já estava indo para o aeroporto e que ontem a “minha amiga” tinha me trazido para casa. Será que? Não.... será?

Eu: Nanda? Onde você tá?

Meu único amor: Oi Lu, no centro de treinamento. Por que louca? Aconteceu algo? Tá tudo bem com você? (emoji aflito)

Eu: Tudo bem! Eu tive um pesadelo e acordei meio grogue. Não se preocupa. A Clarinha tá bem?

Meu único amor: Tá sim!! Adorando o estágio.

Eu: Ai que bom! Vou arrumar alguma coisa pra comer e falo com vocês no Skype tá? Vamos reativar nosso grupo!

Meu único amor: Bora lindona! Vamos sim! Beijo (emoji coração).

Eu: Beijo linda (emoji apaixonado)

Comecei a fazer uma omelete para mim e fiquei pensando no fiasco que eu fiz. Ok... não era a Nanda. QUE VERGONHA!!! O pior que vou ter que esperar a Bi chegar para me contar o que aconteceu!!! Enquanto comia falava com meus pais por facetime. Consegui convence-los que, se eu arrumar um estágio, posso alugar um apê perto da faculdade. Entrei no site do curso e vi um mural de estágios. Anotei alguns e um me interessou muito!! Era para uma estilista super conhecida: Nora Domain. Eu simplesmente AMAVA tudo o que ela fazia. Ela era nada mais nada menos do que a melhor estilista da sua geração. Ela vestia várias celebridades da música e do cinema. Em todas as premiações sempre havia alguém com uma de suas criações. Vi pela janela que já havia anoitecido. O tempo passou e eu nem prestei atenção. Fui para o meu quarto dormir e me reestabelecer da noite de ontem. Amanhã é segunda e eu iria atrás desse estágio dos sonhos.

No outro dia resolvi sair cedo para não ter o problema de chegar atrasada. Coloquei meus air pods e sai para a rua me sentindo em um videoclipe. O mais legal de NY é isso. Uma boa música nos ouvidos e você se transporta para outra dimensão. Pessoas do mundo inteiro passam por você e cada rosto com uma história diferente. Muitas vezes imaginei uma história completa para uma pessoa que encontrei no metrô. O que faz? Para onde está indo? O que gosta de fazer? Algumas vezes me sinto uma boba por fazer isso.

BiMinhaVaca: Lu, tá viva? (emoji rindo)

Eu: Oieeee. Aparentemente to! Já chegou?

BiMinhaVaca: Cheguei agora, esperando as malas. Tá um calor dos infernos aqui (emoji diabo)

Eu: LOL. Bi mulherdeDEUS, me conta o que aconteceu sábado?

BiMinhaVaca: Você não lembra?

Eu: Só algumas coisas...

BiMinhaVaca: Primeiro você começou a beber como se não houvesse amanha (emoji rindo) Depois você atacou uma menina achando que era a Nanda.

Eu: OMG!!! Achei que fosse sonho isso!

BiMinhaVaca: kkkkkkk

Eu: Para vaca! Para de rir e me conta.

BiMinhaVaca: Você viu uma menina com uma tatuagem igual a da Nanda nas costas e enlouqueceu. Agarrou... pediu pra ela te foder.... não queria largar a menina.

Eu: Ainda bem que ela não deve ter entendido nada.

BiMinhaVaca: (muitos emoji rindo) você que pensa (emoji piscando)

Eu: aiiiiii, falei em inglês?

BiMinhaVaca: Não.... mas ela falava português kkkkk meio gringa mas entendia tudo.

Eu: AIKARALHOQUEVERGONHA!

BiMinhaVaca: E o pior não foi isso....

Eu: Aiiii....

BiMinhaVaca: Ela nos levou pra casa, te deu banho e colocou você pra dormir.

Eu: Como você deixou??

BiMinhaVaca: Eu também estava meio “alta”. Então a Le, acho que era Le.... nos levou. E um amigo meu conhecia ela também e disse para eu ir tranquila.

Eu: Aiiii Biiii... Tô morta de vergonha!

BiMinhaVaca: Pior você falando que se ela quisesse a gente fazia um ménage.

Eu: AIDEUS!

BiMinhaVaca: Falava: eu faço qualquer coisa pra te ter. (emoji gargalhando)

Eu: AIIIIIIIIIIIIIIIIIII só piora!

BiMinhaVaca: kkkkkk as malas chegaram, depois falo com você.

Eu: Tá, (emoji beijando)

 

EU. ESTOU. MORTA. DE. VERGONHA. Tomara que nunca mais veja essa mulher na minha frente!!! Chego ao atelier da Nora Domain e falo para a recepcionista quem eu era. Fico aguardando a entrevista junto com outras pessoas interessadas na vaga. Nas paredes inúmeras fotos das criações da estilista. Todas mostravam não apenas as roupas, mas a expressão das modelos. O fotógrafo fazia ali um ótimo trabalho porque conseguia juntar moda e arte em um mesmo lugar.

— Gostou das fotos? – um garoto notou que eu estava parada observando uma imagem em específico.

— São maravilhosas! O fotógrafo é muito bom.

— Ela é a melhor. Eu soube que a Nora paga uma fortuna para tê-la em exclusividade. Ela até tira outras fotos artísticas, mas na moda ela é exclusiva da Domain.

Fiquei olhando apaixonadamente para as imagens expostas ali e não noto que fiquei sozinha. Quando meu nome é chamado que eu vi que era a última. Entro em uma grande sala de reuniões e uma ruiva muito bonita estava me esperando.

—  Luiza Nadge, formada em moda no Brasil e fazendo pós-graduação na NYC. Meu nome é Megan e vou fazer algumas perguntas, ok?

— Sim.

— Por que você acha que devemos te contratar?

— Eu sou completamente apaixonada pela obra da Nora Domain. Acompanho tudo o que ela faz. E eu sei que tenho muito a aprender ainda, mas também sei que tenho muito a agregar à empresa. Sei que a senhora Domain esta trabalhando em uma coleção nova mostrando várias partes do mundo. Eu já viajei o mundo todo praticamente e conheço vários países. Então, humildemente, acredito que eu seja de grande ajuda.

— Uhm... o cargo é de minha assistente. Eu sou a secretária particular da Mrs. Domain e você iria me auxiliar em tudo. Principalmente no acompanhamento das campanhas publicitárias, escolha das modelos. Até mesmo pegar café pra gente chata – ela começou a rir e eu a acompanhei. – Então, quando você pode começar?

— Sério????? Você me escolheu?

— Você também foi recomendada por uma pessoa da equipe. Ela te viu na recepção e falou que achava que você seria excelente para a Domain.

— Massss... quem?

— Isso não posso revelar. Então, pode começar amanhã?

— Com certeza!!!

Sai de lá feliz como nunca! Agora parecia que a minha vida estava finalmente entrando nos eixos.

Notas finais:

Oi oi oieeeeeeeee! E ai?? Preciso saber o que acham da ideia da Luiza relembrar o encontro dela Nanda e Clarinha (Cap. a trois do My Only Sunshine), mostrando o que significou para ela? Beijos

Capitulo 6 - Memory por RubyRose
Notas do autor:

Dance Barefoot - Patti Smith

             Voltei para o Queens com o sorriso estampado no rosto. Estava com um pouco de fome e peguei um Sabrett no caminho “Melhor cachorro- quente EVER!”. Sei que tenho que me alimentar melhor, mas comer saudável nos Estados Unidos é muito caro. “Por isso que tem tanta gente obesa! Comida gordurosa barata e sedentarismo!”. Sem falar nas porções. Tudo gigante. Mas quando eu tiver o meu apartamento prometo “de dedinho” que irei fazer comida em casa e comer mais frutas e verduras.

Agora preciso falar com meus pais e procurar um apê lindinho estilo LUIZA!!! AIIII TÔ FELIZZZZ! Assim que chego ao apartamento vou até meu quarto e ligo para minha mãe para contar as novidades. Aguentei vários sermões sobre: Não esquecer a porta aberta. Não esquecer o gás aceso. Não falar com estranhos. Comer direito. Não beber. Usar camisinha (como se eu precisasse disso). Blábláblá. Whiskas sachê.

Até que finalmente mamãe falou que era para eu começar a procurar um lugar mais perto do meu curso. Depois de milhares beijos online e novamente uma rodada de sermões mamãe desligou. Fiquei mais um tempo no notebook e vi que a Nanda e a Clarinha estavam online. Abri o Skype e chamei no nosso grupo.

— Cadê as lindinhas da sua dinda??? – chamei quando as vi na tela.

— Oieeeee Luuuu – Clarinha parecia feliz.

— Oi Lu, tudo bem por ai. – Nanda perguntou.

— Tudo lindo e maravilhoso. Vou me mudar pra ilha!!!!

— AI QUE TUDO!

— Foda Lu. Vai morar com quem? Não vai ficar sozinha né? – Nanda sempre preocupada.

— Fernanda Duarte eu tenho idade suficiente para morar sozinha oras – fingi estar indignada.

— Ah, só falei porque... sei lá.... você ficar sozinha ai... – Nanda fez aquela cara de preocupação com vergonha... COMO NÃO AMAR?

— Menos Nanda... menos! A Lu sabe se cuidar!

— Valeu amiga!!! Só você me entende! Pela Nanda e meus pais eu precisaria de babá – falei rindo.

— Não é isso – Nanda faz um bico lindo.

— Tá me conta onde vai ser o apê?

— Clarinha ainda não sei. Mas queria algo no Chelsea ou Village – no mesmo momento nós  três começamos a cantar pulando:

♫t's fun to stay at the Y-M-C-A
It's fun to stay at the Y-M-C-A

They have everything

For you men to enjoy
You can hang out with all the boys♫

— Que saudade de você sua louca! – Clarinha fala.

— Eu também. Aiiii... venham me visitar.....

— Quando terminar o treinamento a gente vai Lu e você nos mostra a cidade tá? – Nanda responde.

— Simmmm.... e vocês ficam no meu apê novo, lindo e maravilhoso.

— E os gatinhos Lu? – Clarinha pergunta.

— Olha... to meio fechada pra balanço – falei zuando. – As últimas que eu peguei foram vocês – ri e vi que a Clarinha estava com a cara completamente vermelha e a Nanda com aquele sorriso safado que eu amo muito.

— Ai que vergonha. – Clarinha fala.

— Boas lembranças. – Nanda sorri maliciosamente e eu a acompanho.

— Se vocês quiserem repetir estou a disposição – disse como quem não quer nada.

— PAREM AS DUAS – Clarinha fala mais vermelha do que um pimentão. – Mudando de assunto: Lu como você conseguiu convencer os teus pais?

— Aiiiii.... não contei a melhor parte! CONSEGUIUMESTAGIOCOMANORADOMAIN – gritei

— AI QUE TUDOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOO – Clarinha grita.

— Oi? Nunca vi mais gorda. É de comer? – Nanda fala rindo.

— Para Nanda – eu e a Clarinha falamos juntas.

— Íiiii começou... se juntaram pra me detonar agora – Nanda faz bico.

— A Nora Domain é a musa da Luiza, lembra Nanda?

— Ahhhhh a velha cheia de plástica que usa uns chapelões né?

— Aiiii simmmm – falei concordando porque a minha musa era assim mesmo.

— E você começa quando Lu? Aiii se você conhecer alguma celebridade tem que contar. IMAGINA VOCÊ CONHECER O JUSTIN!!!! OMG!

— Aiii o Justinnnnnnnnn – Nanda começa a brincar.

— Olha é bemmm possível eu conhecer um monte de gente porque eu vou auxiliar nas campanhas publicitarias também!

— AI LU! Parabéns você merece! – Clarinha estava mais excitada que eu com a ideia.

Ficamos por mais um tempo falando besteiras e eu notei que as duas estavam bem novamente. O problema é que essas duas tem muito ciúme. A Nanda do Luiz Otávio e a Clarinha de qualquer menina que fique perto da  Nanda. Depois de muitas recomendações da minha parte de que as duas conversem entre si e não deixem se levar por ciúmes bobos desligamos. Como eu amo essas meninas! A Clarinha virou uma grande amiga e a Nanda.... bom.... a Nanda sempre vai ser o meu amor.

Me lembrei do que a gente falou e a minha brincadeira sobre o ménage. Realmente desde que nós três ficamos juntas eu nunca mais tive ninguém. Na verdade vontade eu tenho. O problema é que sempre fico procurando a Nanda em todas as pessoas. Ainda sinto na pele as sensações que ela e a Clarinha me proporcionaram.

 

Flashback on

Quando eu recebi a mensagem da Nanda falando que finalmente pediu a Clarinha em casamento não pensei duas vezes: arrumei uma mochila e fui comemorar com as duas. Elas merecem ficar juntas. São almas gêmeas. A Nanda só fica completa se está com a Clarinha e vice-versa.

Cheguei à mansão dos Alcântara Machado, dei um beijo na Mazé e fui direto para o quarto da Clarinha. Abro a porta e me atiro em cima delas que estavam deitadas na cama.

— MEU CASAL!!!!!! A DINDA CHEGOUUU! Tão pelada? Se arrumem porque não quero ver a bunda de ninguém. – falei daquele jeito que todos esperam.

— Ai Lu tá me ESMAGANDOOO. – Clarinha gritou

— Meninas vão se machucar, parem de brincadeira! Luiza quer que eu arrume o quarto de hóspedes? – tia Alice pergunta.


            — Não tia, vou dormir aqui mesmo no “meinho” das duas — ri muito da cara que as duas fizeram.

— Então tá, não fiquem acordadas ate muito tarde porque amanha tem aula – titia sempre preocupada.

— Madrinha amanhã é feriado esqueceu?

— É mesmo! Minha cabeça às vezes parece que da um nó.

— A não ser que o barulho incomode a senhora tia. – falei porque sempre escutamos música alta enquanto dançávamos.

— Não Luiza, sem problema, podem se divertir e ouvir música à vontade. Nosso quarto fica lá embaixo. Peço uma pizza? Ou vocês querem outra coisa!

— Pede uma de calabresa e uma de brigadeiro tia? — fiz a cara do gato de botas.

— Peço sim. – aiiii, amooooo a tia.

Depois da janta, tomamos banho e enquanto esperávamos a Nanda se arrumar eu fiquei conversando com a Clarinha sobre a minha vinda para NY.

            — Lu, vai mesmo para NY?- Clarinha pergunta.

            — Logo depois da formatura.

            — Vai morar na ilha mesmo?

— Não, vou ficar no Queens com a Bianca minha prima. Lembra dela? Ela trabalha em uma empresa de TI. Quero que vocês vão me visitar!

— Aiiii simmmm! Mas Lu, eu vou sentir saudade!

— Ah eu também. Vocês duas são minha família. Você sabe que eu amo muito a Nanda, nunca escondi. Mas eu tô muito feliz que vocês se acertaram. Vocês são aquele tipo de casal que da vontade de colocar dentro de um potinho e ficar pra gente, sabe? – falei com sinceridade, era o que eu sentia realmente.

— Ai boba!! – Clarinha fala envergonhada.

— Juro, Clarinha! Vou dar a “loka” se vocês não me chamarem pra ser madrinha do casamento e também da Nanda Junior.

— Nanda Jr., Luiza? Cada ideia!

— Ué por que não? E também não se esquece de me chamar casos vocês queiram um trhesome. — eu sempre falava a mesma coisa e na hora a Clarinha me batia. Só que dessa vez ela olha para minhas pernas e morde o lábio inferior — Ué, não falou não de cara.... Nem me deu tapa! Tá pensando na ideia amiga? Ai que maraaaa!

— Ai Lu, não sei — escondeu o rosto no travesseiro.

— Você sabe que isso é uma fantasia da Nanda né? Ela mooorre de tesão. – contei.

— Ela falou isso pra você?

— Quando a gente estava junto. Ela falou do dia que eu te beijei, em como ela ficou excitada. — ela fica olhando pro meu corpo. — Eu tenho uma ideia, se você não topar a gente não fala mais nisso.

— Fala... – Clarinha diz com uma cara sapeca.

— Eu trouxe um Beck... a gente relaxa... e deixa rolar. Se você sentir vontade de ir até o fim, beleza. O que a gente pode fazer é brincar um pouquinho com a libido da Nanda e deixar ela louca!

— Ai Lu não sei....

— Se você falar “stop” eu paro na hora. Tá?

— Táaaaaaaaaa – Clarinha estava linda. Enquanto eu acendia o baseado ela colocava alguns incensos e deixava o quarto à meia luz. Depois de alguns “tapas” nós duas já riamos até da sombra. A Nanda volta para o quarto e nos olha com uma cara surpresa.

— O que foi? – pergunta ressabiada.

— Nadaaa. – nós duas falamos ao mesmo tempo e gargalhamos.

— Vocês estão com cara de criança que roubou o brigadeiro antes dos parabéns. – rimos mais ainda e a Clarinha chega perto dela e solta fumaça no seu rosto.

— Suas doidas! Os padrinhos estão em casa! – nos atiramos na cama rindo e eu passo o fino para a Ana Clara.

— Ah amor, a gente acendeu incenso. Eles nem vão notar. - fala Clarinha prendendo a fumaça.

— Isso Nanda, da um tapinha. — Nanda pegou o Beck e deu um pega.

— Vocês ainda estão estranhas. – rimos mais ainda e me aproximo da Clarinha sensualmente deixando minha boca quase grudada na dela soltando a fumaça dentro da sua. Vejo que isso faz com que a Nanda fique com os olhos negros de tesão.

— Lu coloca uma musica? - Clarinha pede dengosa e eu coloco uma das músicas preferidas da Nanda.

 (N/A: Ouçam https://www.youtube.com/watch?v=1Z9G8BdnFGs)

She is benediction
She is addicted to thee
She is the root connection
She is connecting with he

Here I go and I don't know why
I flow so ceaselessly
Could it be he's taking over me

I'm dancing barefoot
Headin' for a spin
Some strange music draws me in
It makes me come up like some heroine

She is sublimation
She is the essence of thee
She is concentrating on
He who is chosen by she

Here I go when I don't know why
I spin so ceaselessly
Could it be he's taking over me

I'm dancing barefoot
Headin' for a spin
Some strange music drags me in
Makes me come up like some heroine

She is recreation
She intoxicated by thee
She has the slow sensation that
He is levitating with she

Here I go when I don't know why
I spin so ceaselessly
'Til I lose my sense of gravity

I'm dancing barefoot
Heading for a spin
Some strange music draws me in
Makes me come up like some heroine

Oh God I fell for you ♫

 

Nanda estava sentada na cama fumando enquanto nós duas dançávamos sensualmente, nos enroscamos, nos tocamos, levantávamos os braços e eu já estava completamente molhada de excitação. A Clarinha era linda, mas imaginar que nós duas estávamos excitando a Nanda fazia eu me sentir poderosa. Quando a música terminou Clarinha pegou água e eu sentei atrás da Nanda cheirando seu pescoço nu.

— Uhm tá cheirosa – dou uma fungada no seu pescoço e ela se arrepia. “Que cheiro maravilhoso tem essa mulher!”

— Para maluca! Clarinha olha a Lu aqui! Dá um jeito nela!

— O que ela fez amor? Isso? — e cheira o outro lado do pescoço da Nanda.

— Parem as duas! Vamos escolher um filme?

— Uiii que braba! – começo a rir e mordo a sua orelha. A minha vontade era partir para cima dela, mas eu nunca faria nada que a Clarinha não gostasse.

— Ahh ela é muito braba mesmo Lu — Clarinha morde a outra orelha e a Nanda levanta rapidamente da cama.

— PORRA! Vocês querem me enlouquecer? – pergunta ofegante.

— Talvez quem sabe, queremos Lu? - Clarinha me olha como se estivesse me dando o “ok” e tira sensualmente a camisola ficando com os seios nus.

— Eu quero Clarinha, muito!! – falo retirando a minha camisola também ficando com o torso nu. Olho para a mulher que eu mais amo na vida e ela estava pasma.

Nanda parecia não acreditar no que estava vendo. Me direcionei para trás da Clarinha e comecei a tocá-la com a pontinha dos meus dedos: rosto, vale entre os seios, pescoço, seios e, por fim, massageando seus mamilos. Nós duas olhávamos diretamente para a Nanda com desejo.

Retiro os cabelos do ombro da Ana Clara e lambo seu pescoço. Nanda se aproxima e fica olhando para a Clarinha preocupada. Nesse momento sei que sou apenas uma coadjuvante ali, mas pelo menos eu teria um pouquinho da Nanda. Seria uma despedida em grande estilo.

— Tem certeza? – Nanda pergunta para a sua namorada. – E o teu ciúme amor? – em reposta Clarinha nos puxa para um beijo triplo. Nós ouvíamos apenas o som das nossas bocas chupando, lambendo, conhecendo.... Nossos braços se mesclavam. Não sabíamos mais quem era quem. Carícias, gemidos, apertões... tudo fazia o clima do quarto ficar cheio de luxúria.

Nanda leva Clarinha até uma cadeira apoiando o seu pé direito. Nossos olhos se cruzaram e eu vi o que ela queria. Dar prazer para a Ana Clara. Tudo bem. Não tenho o direito de ficar triste por causa disso. Na outra vez, com a Paulinha, Nanda fez o mesmo comigo. Eu era prioridade.

Enquanto Nanda mordia seu ombro e pescoço eu abocanhei um dos seios da Clarinha. Senti meu corpo inteiro tremer quando as unhas da menor arranharam a minha pele. “Nossa, que tesão!”. Olhei nos olhos azuis da minha amiga e vi o quanto ela estava excitada. Não sei quando, mas notei que a Nanda havia tirado as nossas calcinhas e também estava completamente nua.

Segurei com força a cabeça da Clarinha e a puxei para um beijo intenso, minha perna no meio das suas. Fazia uma pressão gostosa na sua xaninha rosinha e depilada. Clarinha se mexia na minha perna querendo aumentar o contato, seu líquido me melando. As mãos da Nanda me puxavam, me apertavam.... parecia que queríamos nos fundir em um único ser. Eu gemia, Clarinha gemia... Nanda gemia.

As sensações eram alucinantes. Nanda se abaixa e lambe a boceta da namorada por trás. Os gemidos da Ana Clara já eram gritinhos esganiçados. Eu me ajoelho na sua frente e olho para aquela região. “Tudo tem uma primeira vez, né? Vamos lá.” Começo a chupar o seu clitóris delicadamente. O gosto da Clarinha faz com que eu queira mais e inicio um oral desesperado. “Que delicia!”.  Nanda sempre dizia pra mim que a primeira boceta chupada você nunca esquece. Dou um sorriso e continuo avidamente o que eu estava fazendo. Às vezes a minha língua encontrava a da Nanda, como se nos beijássemos ali. Um beijo triplo. Eu sentia minha xana melada e meu clitóris duro como pedra. Aqui estava me enlouquecendo demais! Eu estava amando!

 Clarinha rebolava descontrolada e seu líquido escorria entre as suas pernas. Nanda penetra três dedos na entrada da sua namorada e eu continuo a sugar o seu clitóris. Eu sentia meu ventre contrair. Uma pressão que precisava ser saciada. Meu grelo endurecido doía querendo atenção. Começo a me masturbar rapidamente.

 - Você é uma delícia, sabia? – Nanda fala no ouvido da sua mulher que ao mesmo tempo grita e transborda em um gozo intenso. Meu amor pega a menor no colo e a deita na cama. Eu acompanho e faço carinho nos cabelos da loira que está exausta. Fico olhando para a mulher que eu amo... a querendo tanto que chegava a doer. Mas tudo bem. O que eu já tive hoje foi mais do que eu esperava. Clarinha pega a mão da morena e coloca em um dos meus seios.

— Amor, é a vez da Lu. Você tem que cuidar dela. – AIPUTAQUEPARIU! Tô sonhando? Abro um sorriso gigante.

— Nós vamos gatinha. – ela me coloca deitada de costas em cima da Clarinha que estava alojada confortavelmente nos travesseiros. Minha cabeça nos seios dela, minhas costas tocando a sua boceta. – Você vai me ajudar. Abre ela pra mim amor.

Clarinha prontamente expõe os meus pequenos lábios e meu grelho. Como se servisse um banquete para a namorada. Aquilo era “quente” pra caralho. Nanda abocanhou o meu sexo me olhando fixamente nos olhos e eu soltei um grito de prazer. Clarinha mordia e lambia meu pescoço. As sensações eram demais pra mim. Sentia que a qualquer minuto iria desfalecer. Eu agarrei o bico dos meus seios puxando fortemente.

— Olha amor, como a Lu é gostosa. – Nanda subiu repentinamente e deu um beijo na loira. Logo depois ficou chupando o meu grelo avantajado do jeito que só ela sabe fazer. Clarinha olhava com uma cara impressionada. – Quer chupar?

— Nossa Nanda, parece uma minipiroquinha... – “Oi? WTF????” Nós três paramos, nos olhamos e explodimos em uma gargalhada.

— Minipiroquinha.... – eu ri tanto que comecei a ter soluço.

— É quase maior que o do Vitor. – Clarinha fala, nos olhamos sérias e logo depois explodimos em um novo ataque de riso.

— PORRA CARALHO! Minipiroca! – Nanda fala e não conseguimos parar de rir.

— Luiza posso chupar a tua minipiroca? – gargalhamos.

— Ai Ana Clara você não existe! – abracei a louca da Ana Clara – Agora cortou o clima e eu fiquei na mão! – me faço de indignada

— Quem disse que você vai ficar na mão? – Clarinha pergunta. – Vem Nanda! – Clarinha beija a namorada e me empurra para deitar na cama. Mostrando sutilmente que ela retomasse o que eu estava fazendo.

O amor da minha vida deita em cima de mim colando nossos corpos me beijando apaixonadamente. “OMG! Não chora Luiza, te controla, aproveita o momento.”. Sinto meus olhos arderem e tento pensar apenas no que estava acontecendo e não que seria a última vez que eu provaria os lábios de quem eu tanto amo.

— Porra Nanda, que saudade. – não consigo deixar de sussurrar. Louca de tesão inverto nossas posições e colo meu sexo no dela. Eu sei que a Nanda ama essa posição. Clarinha se acomoda em cima do rosto da namorada que prontamente começa chupar seu grelo.

Eu e a Clarinha nos olhávamos nos olhos, rebolando intensamente, cada uma obtendo seu prazer daquela que nós duas amávamos. Apenas gemidos eram ouvidos no quarto silencioso. Os movimentos já não eram mais organizados, os ritmos se desencontravam, gritos se sobressaiam, o cheiro de suor e sexo.... Tive um orgasmo intenso. Talvez o maior que eu tive na vida, me fazendo tremer inteira e me atirar na cama. Minhas duas amigas gozaram logo depois.

— Banho? – Nanda pergunta sem fôlego.

— Com certeza tô com um cheiro de cabaré de beira de estrada. – levanto da cama e as meninas me acompanham.

— E por um acaso você já foi a algum? – Clarinha pergunta.

— Claro que não! Mas deve ser esse cheiro pra pior. – respondo já no chuveiro. Entre risadas e brincadeiras tomamos banho. No quarto trocamos os lençóis, nos vestimos e deitamos lado a lado.

Clarinha logo dormiu. Nanda estava deitada no meio. Faço carinho na sua barriga e a olho nos olhos: “Obrigada. Eu te amo!” falei movendo apenas os lábios. Ela sorri carinhosamente e me dá um longo selinho. Nada precisa ser dito. Uma lágrima sorrateira cai do meu olho e a limpo rapidamente para que ela não veja. Logo Nanda dorme ao meu lado e fico sentindo a sua respiração e olhando para aquele rosto que me acompanha e sei que irá me acompanhar sempre. “Adeus meu amor. Seja muito feliz. Saiba que eu sempre vou te amar.” Sussurrei mais uma vez... mas sabia que ela não estava escutando.

Notas finais:

oi oi oi! Quem escreve um hot e chora? EUUUU! Me emocionei com a Lu. Sim... sou boba kkkk Falem o que acharam? besossss

Capitulo 7 - Alex FOX por RubyRose

            Corria enlouquecidamente pela 5th Avenida com o Latte vegano da Nora que tive que comprar a cinco quarteirões de distância porque ela apenas bebe esse tipo de café do Europa Café. “Quando eu for famosa eu juro que nunca vou fazer uma assessora fazer esse tipo de coisa!”. Por que ela não bebe café como todo mundo? Starbucks tem em tudo que é lugar. Mas não, a Nora tem que ser excêntrica! Não to reclamando do meu trabalho. A maioria das vezes eu AMO! Mas dias como hoje, que está chovendo, e eu usando um salto agulha de 15 cm, correndo pelas ruas de NY.... eu odeio.

Já faz dois meses que eu estou trabalhando na Mason Domain e estou cada dia mais certa de que eu quero me tornar uma estilista como ela. A mulher é extraordinária. Tem 60 anos com uma jovialidade de 15. Hoje é um dia muito importante onde Nora e a fotógrafa iriam escolher as modelos para a nova coleção inspirada na América do Sul. Eu ainda não conheci essa tal de “Alex Fox”, mas todos falam muito dela. Muitos falam mal principalmente os homens que trabalham lá. Eu não acredito em tudo o que eu escuto, mas onde há fumaça... Acho que na verdade os homens têm um pouco de inveja porque é raro encontrar uma mulher que não queira “uma saída” com a fotógrafa. Pelo que eu entendi ela passa o rodo em todas as meninas. Não se apega e deixa bem claro isso. A inveja é tanta que ouvi em um almoço um grupo de rapazes falando que para Nora querer exclusividade é porque a Alex era amante dela. Acho pouco provável já que a Nora é totalmente hétero e gosta de rapazes de 20 anos.

Chego correndo no prédio e trombo com uma pessoa que estava saindo mexendo no celular, quebrando meu salto e derrubando todo o café no chão. “AHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHH QUE RAIVA”.

(N/A: Diálogo em inglês)

— Ahhhhhh merda! – grito enraivecida.

— Oi, você tá bem? – ela tenta me ajudar a levantar.

— Porra garota, não olha pra onde anda???? – cuspo as palavras na sua cara. Estava totalmente molhada da chuva e de café, e com o salto quebrado! Olho para a mulher a minha frente com ódio. Se fosse em outro momento até acharia ela gata mesmo eu não gostando muito do estilo Tomboy. Ela era mais baixa que eu, olhos azuis expressivos, cabelo curto tingido em um tom de azul bonito, boca carnuda...

— Me desculpe não vi você. – ela tenta me ajudar e eu a empurro. – Posso ajudar?

— Só fica longe de mim! – saio correndo com os sapatos na mão. Vou levar “mijada” da Nora pelo café, minhas roupas estão nojentas e estou descalça. Lágrimas brotavam nos meus olhos enquanto esperava o elevador chegar ao andar. Quando a porta abre Megan, a minha chefe, me olha dos pés a cabeça não acreditando no que vê.

— O que aconteceu com você? Cadê o café da Nora? Estamos atrasadas, daqui a pouco a seleção vai começar.

— Ai desculpa Megan eu...

— Não tem mais tempo. Vai procurar algo para vestir no camarim e depois corre até o estúdio.

Hoje realmente não era o meu dia. “Tudo por causa daquela ridícula!”. Fiquei procurando algo para vestir quando ouço uma voz conhecida dar um grito agudo e falar.

— MONA DO CÉU! Fez luta na lama e não me chamou???? – Fernando fala rindo.

 

Flashback on

Megan pediu que eu contratasse o maquiador que ficaria fulltime na Mason. O último tinha dado um chilique e destratado a Nora. Minha chefe disse que já tinha uma pessoa em vista e que ele iria a tarde.

Vou até a recepção chamar o maquiador que estava me esperando e vejo uma figura alta de cabelos rosa, vestido com uma calça jeans cintura baixa e uma camiseta de unicórnio. Quando eu olho para seu rosto eu não acreditei.

— Fernando?

— Luuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuu. – “Oi? Como assim? Fernando NERA HETERO?

— Você é o Fê?

— Simmmmmmmmmmmmmmmmmm.... vamos sentar que te conto tudinho!!! – resolvemos tomar um café e colocar o papo em dia. Descobri que Fê sempre foi gay e tinha as namoradas por causa da ignorância do seu pai abusivo e do irmão canalha. Até que ele juntou um dinheiro e foi embora do país para viver do jeito que ele quer, sem dever nada a ninguém.

— Sério Luizaaaa que você nunca reparou? A gente nem se beijava direito!

— Claro que não Fê. Na real pra mim até era bom que você não avançasse o sinal. Eu namorava só para os garotos não ficarem me enchendo para ficar com eles. Era uma desculpa.

— Mas por que mona?? Não tô entendendo esse babado!

— Fê, eu sempre fui loucamente apaixonada pela Nanda.

— MENINAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAA ME CONTA MAIS DISSO!

E naquele dia ganhei meu melhor amigo e companheiro de apê. Sim, no mesmo dia combinamos de morar juntos. Eu não podia estar mais feliz.

Flashback off

 

Fê me ajudou a escolher uma roupa e me maquiou. Cheguei toda “cagada” de medo no estúdio onde seria a seleção esperando encontrar a Chefe Suprema dessaporratoda surtando brava por causa do café. Entro na sala e a vejo toda sorridente para mim tomando um LATTE VEGANO DO EUROPA CAFÉ. “Oi? QUEPORRAACONTECEU?”.

— Nora... sobre seu Latte....

— Swettie não se preocupe! Alex me falou o que aconteceu e foi comprar para mim. Agora vá lá na recepção e chame a primeira candidata... ahhh e a Alex também que deve estar por lá.

Ainda meio desnorteada me dirijo até a recepção e vejo as modelos todas agrupadas ao redor de alguém. Quando chego mais perto vejo a mesma garota que esbarrou em mim falando com as modelos que pareciam rir de algo. Eu notei que várias estavam se atirando para a de cabelos azuis.

— Que bom que você conseguiu se trocar. – ela vem até o meu encontro sorrindo e... que sorriso. Lindo! – Nora me chamou? – PUTA MERDA! A ANDRÓGINA É A FAMOSA ALEX FOX.

— Sim. – falei secamente. – Meninas vamos começar. – chamei atenção das modelos.

— Alex moun amour... – uma lambisgoia anoréxica dá um selinho na fotógrafa – je t’élèverai pluis tard... (Alex meu amor, te ligo mais tarde).

— D’accord mon petit (Ok minha pequena). – Só essa fotógrafa metida a Don Juan pra chamar uma mulher de 1,80 de minha pequena, sendo que a mesma não chega a 1,70.

A seleção se arrastou a tarde toda e entrou noite a dentro. Nora estava muito bem-humorada, sorria para tudo e todos. A fotógrafa me comia com os olhos e isso estava me deixando constrangida. “Quero distância de mulher galinha como ela.”

Foram escolhidas seis modelos e para minha infelicidade a francesa que descobri que era uma das mais requisitadas do mercado Adele Denueve. RIDICULA. Eu não entendo o porquê da minha antipatia com essa mulher, mas foi instantânea.

Estava esperando o Fê na porta do camarim ouvindo o esganiçar das modelos falando da “Alex”. Era Alex pra cá, Alex pra lá. Ai pelo amor de DEUS, aquela lá nem é isso tudo! A dita cuja sai do escritório da Nora e vem com aquela pose Ruby Rose de ser sabe? Meio Justin Bieber style! Chega ao meu lado com um sorriso torto e passa o dedo indicador na minha bochecha, o que prontamente me causa um estremecimento e eu dou um salto para trás.

— Calma baby... um cílio. Fecha os olhos, assopra e faz um pedido... – diz trazendo seu dedo perto dos meus lábios.

— Não acredito em superstições. – disse seca me afastando mais ainda dela.

— Eu faço por nós duas então. – ela assopra o cílio e sorri lindamente.

— O que você pediu? – perguntei curiosa

— Se eu falar não se realiza. – sorriu e piscou o olho para mim. Depois, sem mais nem menos, ela dá meia volta e vai embora. ARGHHHH Rídicula!!!! Eu fico olhando a bundinha dela e sinto meu rosto corar.... ARGH, PARA LUIZA!

Notas finais:

oi oi oiii! Então o que estão achando? Comentem lindas! <3

Capitulo 8 - WTF? por RubyRose

          — Tá poderosa eihm mona?? – comia meu sorvete na frente da TV quando Fê chega largando essa.

            — Oi?

— Não te faz de sonsa Luiza que eu te conheço de outros carnavais. – ele chega e tira a colher da minha mão e começa a comer o MEU sorvete.

— Não to “intendenu”. Fala viado!

— Hoje a bofinho mais assediada do universo veio como quem não quer nada perguntar de você.  - “WTF????” – Queria saber tudo!

— E você o que disse?

— HELLOWWWW tá me achando com cara de Globo Repórter? Luiza: onde vive, do que se alimenta, crusha quem? Veja hoje.... ahhh não me presto pra isso. – falou rindo.

— Uhm... – me fiz de desentendida.

— Não adianta de uhm, pode falar.... o que tu fez pra aquela cosplay de garoto de Boyband? Deu chá de calcinha usada é? Porque aquela lá não é disso não. Conheço a bicha de outros Jobs e ela pega quem quer sem esforço nenhum. Nunca soube dela ir atrás de xana nenhuma!!!

— Eu não sei Fê, de verdade! Na real odeio gente do tipinho dela. Galinha que se acha.

— Ah tá... conta outra. Se a galinha em questão fosse uma morena alta, sarada, gostosa e agora comprometida.... tu já tava pelada com uma fita vermelha no pescoço e com a boceta batendo palma que eu sei.

— É diferente Fê... – falei meio triste.

— Não vejo diferença nenhuma. Para de ser uma mula empacada sempre na mesma tecla Luiza. Nanda, Nanda, Nanda. Você tem que dar chance para outras pessoas. Tirar as teias de aranha. – meu amigo sai e leva o MEU sorvete.

Fico pensando no que ele disse. A fotógrafa tem estado nos meus pensamentos. Mas aquele jeito dela de ser me irrita muito. Odeio! Aquele jeito cafajeste. A Nanda, mesmo na fase galinha, não era arrogante e cheia de si como a Alex. Melhor ir me deitar porque amanhã teria que acordar cedo. Na cama, como todos os dias, fico vendo as fotos da Nanda e ouvindo mensagens antigas de áudio. Olhei no whats e ela estava online. Suspirei e adormeci com ela nos meus pensamentos. 

 

Acordei com uma umidade gostosa na minha intimidade seguida por barulhos de sucção. Sorri e levantando o lençol vejo um par de olhos castanhos me olhando. Gemo e abro mais as pernas dando um melhor espaço para ela.

— Bom dia gostosa. – Nanda fala sem deixar de me lamber.

— Ahmmm – não conseguia falar nada. Só aproveitar. Eu sabia que era um sonho. Sabe quando você sonha e sabe que é sonho? Então.... Esse sonho eu tinha quase todas as noites. Na verdade, era mais uma lembrança do que um sonho e eu sabia como terminaria. Eu iria acordar e sentiria a falta dela mais ainda. 

— Vira de bruços, vira. Quero te comer por trás. – eu nunca disse não para ela. Tudo o que ela quis eu sempre aceitei. Ela é a minha dona. Dona do meu corpo, minha alma e de todo meu ser. – Luiza? LUIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIZAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAA

— LUIZAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAA ACORDAAAA!!!!!! – Fê estava em cima de mim.

— PORRA Fê!!!!

— Teu telefone tá berrando! Megan acabou de me ligar. Reunião urgente agora as 9 da manhã.

— PORRA eu tenho aula!

— Ai me poupe. Já deu esse curso né? Tranca essa matricula e seja feliz no emprego dos sonhos loka!

— E o que eu falo para os meus pais?

— A verdade hora. – saiu como se fosse muito fácil.

Olhei o telefone e já eram 7 da manhã. PQP!! Sai correndo e fui me arrumar. No closet escolhi um vestido verde que combinava com a cor dos meus olhos e salientava meus seios. Megan pediu para que eu passasse no Europa Café e comprasse café para todos. Latte Vegano da Nora, um Mocca para ela e mais um shake de oreo. Quem seria o bebê que toma shake de oreo?

            Cheguei na Mason e me dirigi para a sala de reuniões. Vários pares de olhos me fitaram quando entrei e um em particular fez meu fluxo sanguíneo aumentar. Entreguei os cafés e fiquei com o shake na mão.

— É meu swettie. – Alex fala e nossas mãos se tocam me fazendo estremecer o que causa um sorriso cafajeste nela. “Típico!”.

— Luiza que bom que você chegou. – Nora fala – Estamos discutindo as possibilidades do ensaio fotográfico da próxima campanha. Megan acha que devemos fazer as fotos em estúdio e Alex gostaria de fazer em uma praia.

— Nora, a sua nova coleção é “caliente”. Acho que um cenário paradisíaco como alguma ilha do caribe é o ideal! – a fotografa fala e mostra algumas opções na tela do notebook.

— Mas Alex o custo será enorme! Imagine uma equipe completa, com seis modelos, teus auxiliares, maquiador, figurinista.... O orçamento irá explodir! Sem falar que fotos ao ar livre sempre temos que estar à mercê do tempo e da luminosidade! – Megan fala.

— Concordo Megan e me disponho a ir com o mínimo de pessoal possível. No entanto, você sabe que a qualidade de um ensaio ao ar livre é mil vezes mais expressiva do que usarmos um fundo verde em estúdio!

— O que você acha Luiza? – Nora me pergunta e eu fico tipo ... WOWWWWWWWWWWWWWWWW ELA QUER A MINHA OPINIÃO!

— Eu acho que se conseguirmos reduzir a equipe as fotos na praia serão excelentes para o espírito da campanha. Caso falte algo, uma manhã no nosso estúdio não fica tão cara. – Alex sorri abertamente para mim, mas a Megan me olha com cara de cú. “Eita porra.”

— Então está decidido. Vamos com uma equipe enxuta e Alex...

— Sim?

— Você tem que fazer o melhor ensaio fotográfico que o mercado da moda já viu.

— Com certeza Nora, você me terá 100%.

— Não precisa tanto – minha chefe fala rindo – Deixo uns 20% para as piranhas que você come.

— É que você nunca me deu chance Nora, porque se desse você não seria mais hétero . – Oiiii? Informação demais!!! Que presunçosa essa garota.

— Meu amor quando você tiver um pênis de mais de 23 cm a gente conversa. – eu já não estava mais vermelha, estava roxa de vergonha. Porra, que situação constrangedora e parecia que as duas estavam se divertindo falando aquelas barbaridades na frente de toda a equipe.

— Bom... acabamos aqui? – Megan pergunta com cara fechada.

— Sim Megan... Alex almoça comigo? – Nora pergunta para a fotógrafa.

— Hoje não, eu tenho outros planos. – Oi? Ela tá negando almoçar com a chefe? – Mas a noite eu passo na sua casa, ok? – Oiiii?

— Ok menina.

Saio da sala sem entender mais nada. Que porra de intimidade é essa? Megan vem atrás de mim e me puxa para o seu escritório.

— Luiza quero deixar bem claro que EU sou a sua chefe. Você deve concordar com tudo o que eu falar...

— Desculpe Megan, mas a Nora perguntou a minha opinião.

— Não se faça de desentendida. Não é porque a Alex pediu a sua contratação que você tem que aceitar tudo o que ela diz.

— A Alex pediu a minha contratação? – WTF??????

— Eu não estou com paciência de lidar com você se fazendo de sonsa garota. Um aviso.... fica fora do meu caminho!

Notas finais:

oie Mig@s! Preciso que me diguem o que estão achando da história. Fico me sentindo meio... bléeeee... se vocês não comentam e me deem o feedback. Acho que hoje vou postar mais um cap. besos no coreeee

Capitulo 9 - Quem é Alex? por RubyRose

           Estava na recepção esperando o Fê para ir até a cafeteria pegar nosso lanche quando ouço uma voz no meu ouvido.

— Sabia que verde fica lindo em você? – o perfume almiscarado dela me fez arrepiar.

— Obrigada por falar, vou me lembrar de nunca usar quando for te encontrar. – respondi secamente.

— Nossa! – ela coloca a mão no peito como se estivesse machucada – Isso doeu!

— Alex, quero deixar bem claro pra você que não vou cair na sua conversinha. Eu sou hétero. – menti descaradamente, queria distância daquela mulher.

— Você é hétero? – ela fala rindo como se soubesse que não. – Sem problemas, eu gosto de desafio. – falou sorrindo maliciosamente. – Quer almoçar comigo?

— Entendi que você falou para a Nora que tinha um compromisso.

— Tenho sim, com você....

— Não obrigada. Não saio com qualquer uma, só com meus amigos, preciso conhecer bem a pessoa – virei o rosto e ouço ela rir. PUTA MERDA ela tava se divertindo comigo!

— Certo então. – ela vem na minha direção para me beijar na boca e eu arregalo os olhos. Ela dá um risinho e beija no canto da minha boca. – Muito prazer, meu nome é Alex Fox, tenho 30 anos, minha cor preferida é azul mas estou revendo meu conceitos e ultimamente preferindo verde – minha face fica mais vermelha que um pimentão – Não fumo, bebo socialmente, amo cinema e fotografia e sou lésbica. Não namoro ninguém e fui casada por 3 anos mas não deu certo. – Certo que ela deve ter traído a esposa. – Mas somo amigas agora e ela está casada e tem um filhinho que é meu afilhado. Pronto? Vamos almoçar?

— Ok, você venceu, mas aqui no prédio mesmo. Eu vou na cafeteria com o Fê.

— Para mim está ótimo.

Resolvemos esperar o meu amigo no estabelecimento já que ele me enviou uma mensagem dizendo que se atrasaria um pouco. Chegamos ao café e pelo jeito a Alex era muito conhecida ali. Lógico, o prédio era composto por inúmeros ateliers e agencias ligadas a moda.

A garçonete se aproxima nos trazendo agua. A mania que esses americanos têm de sempre trazer água mesmo se a gente não pede. Sei que é grátis mas para mim é um desperdício de água potável.

— Vai querer o de sempre honey. – a atendente só faltava se jogar em cima da mesa e pedir: Alex me coma!

— Oi Jen, sim, por favor. – e a fotografa safada dá aquele sorriso de “já te comi” deixando a garçonete em transe olhando para aqueles olhos azuis.

— Eu quero uma cheesecake de cranberry e uma ginger ale, por favor. – a piriguete metida à garçonete parece que só agora me notou. Me olhou de cima a baixo e saiu sem falar nada.

— Então Lou, você é brasileira né? – “Lou? Que fofo! Para Luiza! Não vai cair no canto da sereia”.

— Sou sim. – respondi seca. Sabe quando você quer falar algo mais, mas vê que não é uma boa? Por mim a conversa fica assim.

— Você é muito linda – falou em um português perfeito, com sotaque gringo, mas perfeito.

— Oi?? Você fala português?

— Minha avó é portuguesa e eu ficava os verões com ela. Então eu falo português, francês, italiano e inglês claro. Arranho japonês também.

— Uiiii poliglota!!!

— Você entendeu mal – falou sem jeito – Eu não tava me gabando nem nada. Como eu viajei bastante fotografando pelo mundo eu aprendi muitas línguas.

— Eu vi algumas fotografias suas, gostei muito.

— Mesmo? – falou com um largo sorriso. – Eu amo fotografar! Acho que a fotografia mostra a alma do fotógrafo. Se ele está triste, mesmo uma cena feliz... como por exemplo um casamento, vai ficar melancólica.

— Qual o tema que você mais gosta de fotografar?

— Retratos! Definitivamente, retratos! E pessoas normais. Não modelos. É difícil encontrar uma modelo que tenha realmente uma essência que seja interessante em ser fotografada. Infelizmente, nesse meio é muito comum encontrar pessoas fúteis.

— Mas então por que você fotografa para a Nora? Pelo dinheiro?

— Não, claro que não. E eu não falei que não gosto de fotografar moda... geralmente é mais difícil para mim, por essa busca da essência. Então muitas vezes sou barrada por algum agente de modelo achando que aquele “ângulo” da foto não foi bom. Sabe?

— Acho que entendi.

— E eu nunca vou deixar de atender um pedido da Nora. Ela é minha única família. – Alex viu que eu fiquei sem entender – Nora é minha madrinha e cuidou de mim quando meus pais morreram quando eu tinha 17 anos. Foi ela que me deu a primeira câmera. Imagina uma menina de 6 anos com uma câmera profissional na mão? – começamos a rir – Eu era tipo a Lilo do Lilo e Stich sabe? Tirava só foto bizarra. Mas a Nora mostrou aos meus pais que mesmo aquelas fotos, sem foco, sem técnica nenhuma, tinham um algo a mais. Assim, ela foi a minha grande incentivadora. Ganhei vários cursos pelo mundo afora.

— Desculpe Alex... eu não sabia da sua perda e também da Nora.

— OMG! Você deve ter entendido tudo errado hoje! Aquelas brincadeiras que eu e ela fazemos... são comuns!! Piada interna. Todo mundo sabe que não é verdade! É só... como se diz em português... zuação... isso?

— Sim sim – sorri do jeito fofo que ela falou zuação – Desculpe, é que você tem uma fama também...

— E a grande maioria é verdade – falou sorrindo e echei a cara para ela.

— Monassssss já pediram?

— Oi Fê, já sim!

Quando Fernando está presente em uma conversa tudo gira em torno de Fernando. Então meu amigo ficou falando horrores, mudando a toda hora de assunto de um modo engraçado. Eu e a Alex morríamos de rir.

— Mas sapa mor me conta uma coisa. Que cor é seu cabelo na verdade?

— Eu sou loira. Mas quase nunca uso a cor natural. Sempre está com uma cor diferente. Antes desse azul estava preto, e antes rosa...

— Meninaaaa  vai ficar careca assimmmm! Mas bobo eu né? Deve usar só produtos chiquérrimos que o preço de um shampoo dá o meu aluguel! – ela sorri envergonhada. – Tá, me conta... todos os pelos do corpo acompanham a tendência do cabelo?

— Fêeeeeeeeeeeeeeeeeeee – falo envergonhada. Na verdade vergonha alheia.

— Não... mas os outros são bemmm aparados... – fala maliciosa. Ai DEUS que situação!

— ADORO!!!! Já vi que é do tipo bofinho ATIVO! – PUTA MERDA ME TIREM DAQUI, Fernando SEM LIMITES.

— Depende da companhia. – Alex sorri e eu fico cada vez mais vermelha.

— Essa é das minhas! Isso mesmo, tem que estar aberta as possibilidades né? O que cai na rede é peixe – Fernando e Alex gargalham e eu dou um sorriso sem graça. CARALHO, NÃO TENHO INTIMIDADE COM A GAROTA PARA FALAR PUTARIA! Se fosse minha amiga como a Clarinha eu já teria dado várias respostas engraçadas.

— Mas vamos mudar de história que a Lu aqui tá mais vermelha que a cheescake que ela tá comendo. Me conta uma coisa Alex, você já foi casada?

— Fui sim, mas a gente era muito jovem e não deu certo. Nós queríamos coisas diferentes. – “Vai ver ela traiu a esposa, faz o tipo.”

— Uhmmm sinto uma mágoa ai. Ainda tem sentimentos pela ex? – “Fê não para de fazer perguntas intimas, PQP!”.

— Da minha parte não. Acho que eu nunca a amei de verdade e por isso que hoje somos amigas. Se fosse diferente acho que isso não seria possível.

— Não entendi. – “Ai Fê eu vou te matar, para!”. Se meu amigo lesse pensamentos estaria morto!

— Eu a encontrei na cama com o meu melhor amigo e sócio. – Alex fala melancólica. – Eu perdi o amigo e a esposa no mesmo dia. Depois disso sai um pouco de órbita e fiz algumas fotos de locais que eu não recomendo.

— São aquelas fotos do Afeganistão? Nossa, que perigoso Alex. – falei.

— Foi um momento em que eu precisava encontrar um novo foco na vida. Nada melhor do que ir em um local onde as pessoas perderam tudo: família, amigos, casa... tudo. A gente fica perdendo tempo com besteiras e bobagens. Ego... e esquece do que é importante.

— Mas você perdoou a ex?

— Sim. O amigo que nunca voltou a ser o melhor amigo. Mas, tudo bem.

Continuamos a conversar amenidades e fiquei observando meu amigo e a fotógrafa. Alex na verdade estava se mostrando uma pessoa diferente para mim. Continua sendo galinha e cafajeste, mas ela não era apenas isso. Notei que ela não falava mal de ninguém e isso demonstra o caráter da pessoa. Ela contou das causas humanitárias que ela ajudava e que uma parte da renda das suas exposições ia sempre pra algum tipo de causa nobre.

— Vamos voltar? – meu amigo pergunta e Alex paga a conta não aceitando nosso dinheiro. Enquanto esperávamos a fotografa pagar a refeição meu amigo me puxa. – Gostei bofinho cavalheiro! Tá completamente na sua menina! Deixa de ser boba e agarra a Justin Bieber!

— Para Fê! Ela tá vindo!

— Vamos? Agora a tarde iremos ver as possibilidades de locação. Lou – quando ela me chama assim quase me derreto, e meu amigo ergue uma sobrancelha – vou precisar da sua ajuda. Temos que encontra algo lindo e barato.

— Já tenho até algumas ideias Alex, só preciso conferir. Cuba e República Dominicana. Acho que esses dois países possuem praias lindas e são os mais em conta. Só precisamos ver como é a questão dos recursos em Cuba, se houver escassez então fica arriscado.

— Sua amiga além de linda é inteligente Fê. – falou toda galante.

— Não te disse bicha? Se eu gostasse da fruta a Lulu era um partidão.

Eu e Alex fomos para a sala da Megan que se encontrava de cara amarrada. Começamos a verificar as possibilidades de locação e decidimos pela República Dominicana onde eu consegui um resort em Puerto Plata com um desconto maravilhoso. Megan parecia menos enraivecida e muito disso era porque Alex toda hora perguntava o que ela achava. Na verdade, amaciando minha chefe.

— Acabamos então. Ficou decidido que será uma equipe de 15 pessoas com as modelos incluídas. Luiza você fica encarregada de organizar a mão de obra local para logística, alimentação e tudo que for necessário, ok? – Megan fala. – Você irá comigo.

— Lembra das Ilhas Maldivias, Megan? Pena que é tão caro, senão seria o ideal.

— Claro que eu lembro. Você acha que eu iria esquecer da nossa lua-de-mel. – PARA TUDO! A MEGAN É a EX? – Foi quando eu fui mais feliz na minha vida. – PUTA MERDA!

— Eu já vou indo. – falei tentando sair de fininho.

— Quer carona? – Alex pergunta.

— Não precisa obrigada. – e saio antes que ela tenha a intenção de vir atrás de mim. 

Notas finais:

oieeee, então dois caps hj! Será que a Lu vai se render ao charme da Alex?

Capitulo 10 - Stay por RubyRose

              Amanhã iríamos embarcar para a República Dominicana e eu estou cheia de coisas para fazer e organizar, mas como existe o tal Murphy estou com uma cólica menstrual daquelas que me coloca fora do ar. Só quero ficar deitada com uma bolsa de água quente. Megan relutantemente deixou que eu ficasse em casa hoje e organizasse o que precisava daqui.

Depois de conferir se tudo estava conforme o esperado coloquei o notebook em cima da cama e fui até a cozinha procurar algo para comer. Não tinha fome, estava enjoada. Dor sempre fazia eu me sentir enjoada. Mas se eu ficasse o dia todo sem comer  sabia que ficaria pior. Estava me sentindo um trapo. Peguei apenas um suco e levei para o quarto. Parei um pouco no caminho me sentindo tonta. Não pude evitar de lembrar de quando eu namorava com a Nanda. Era impressionante o cuidado que ela tinha comigo.

 

Flashback on

— Lu lindona, come um pouquinho. Por favor linda! Mainha fez um purezinho de batata só com sal para você. – minha namorada me olhava preocupada. Eu estava jogada na sua cama depois de ter vomitado no seu banheiro.

— Não quero amor. To me sentindo mal. To me sentindo um “cú” de mendigo. – falei e ela deu uma risada.

— Lindona só você mesma! Toda fudida e falando besteira. – ela levou uma garfada de comida até a minha boca. – Aviãozinhooooooo.... abre a boquinhaaaaa....

— Tá, mas não vou comer tudo. – dei o braço a torcer. Nanda estava cuidando de mim desde ontem e eu estava com pena dela já. Largou tudo para ficar comigo.

— Vou te preparar um banho bem quentinho. – saiu correndo até o seu banheiro. Suspirei apaixonada, nunca tinha sido tão bem cuidada na minha vida. Nanda volta e me pega no colo levando até o banheiro. – Quer ajuda para tirar a roupa? Ou posso buscar tua bolsa de água quente e o chazinho?

— Deixa que eu me viro aqui amor – Não queria que ela visse eu tirar meu absorvente, tá certo que ela não tem frescura, mas sei lá... é meio constrangedor.

Tirei toda minha roupa e arrumei o absorvente usado em um saquinho plástico para colocar no lixo. Odeio quando vou a um banheiro público e tem aqueles papéis usados  “arreganhados” para todo mundo ver. Gente porca! Enrola o papel criatura, ninguém é obrigada a ver “o massacre da serra elétrica” das outras! Deitei na banheira deixando a água quente me relaxar. Acabei cochilando brevemente e acordei com beijinhos no meu pescoço.

— Lu... minha lindona... acorda. – a mulher da minha vida me ajudou a me secar e trouxe roupas limpas. – Linda, o absorvente tá na primeira gaveta. Vou indo para o quarto trocar a roupa de cama pra você ficar bem confortável e limpinha.

— Amor, fica deitada comigo? – pergunto dengosa.

— Lógico gostosa. – ela grita do quarto. Me visto e escovo os dentes indo para o quarto onde ela está me esperando deitada na cama. Ela faz eu tomar uns goles do chá que segundo Mazé é “tiro e queda” para cólica.

— Porra do cacete do diabo! Isso aqui tá amargo demais Nanda!

— Tem que tomar Lulu. Vai bebe mais uns goles que eu faço cafuné em você. Vem garotinha.

— Nanda, obrigada. – falei emocionada.

— Eu te adoro demais. – falou beijando meus lábios carinhosamente.

— Eu te amo. – falei sonolenta enquanto aproveitava o carinho que ela me dava, minha cabeça no seu peito e a bolsa de água quente no meu ventre.

Flashback off

 

Suspiro e vou até o banheiro vendo a minha cara de travesti em último dia de carnaval. Ouço a campainha e vou atender. O Fernando deve ter esquecido a porra da chave.

— Viado do cacete me fez vir... – falo abrindo a porta e paro ao ver o sorriso mais perfeito do mundo.

— Vim cuidar de você. – ela fala entrando com sacolas de compras e indo para cozinha como se fosse a casa dela.

— Oi? Como?... – vou gaguejando atrás dela.

— Megan me disse que você não estava bem e eu vim com um kit Alex Fox para qualquer problema. Temos sopa, não fui eu que fiz, mas comprei daquela Deli que você gosta – como ela sabe qual Deli eu gosto?. – Temos chá, remédios e bolsa de água quente. Agora a doutora aqui precisa saber o problema: resfriado, enxaqueca, cólica menstrual...?

— Cólica... mas....

— Ok... onde é o quarto? – saiu sem eu responder e eu a segui. Entrou já abrindo as janelas. – Agora vai, toma um banho bem quente e coloca uma roupa bem confortável. Você tem aquelas calcinhas de vovó? – assenti. – Então coloca. Vou aquecer a sopa e dar uma corrida até a esquina na loja de produtos indianos e já venho. Ah, vou levar a chave que tá na porta.

Alex saiu e eu fiquei parada no meio do quarto sem entender o que tinha acontecido. Após meu banho saio do banheiro de roupão e vestindo a “calçola” confortável. Meu quarto estava escuro com a janela fechada, a cama arrumada, um cheiro de lavanda tomava conta do quarto e uma música instrumental soava baixinho, reconheci como sendo dos Beatles.

— Vem Lou... a sopa está pronta. – fui puxada pela mão por uma Alex mandona. “Será que ela é assim também na cama?”. Para de pensar besteira Luiza! Nesses últimos dias eu me aproximei mais da americana, mas como amiga. Nunca a deixando  avançar o sinal. Confesso que estou gostando de tê-la mais perto de mim.

Na cozinha a mesa estava posta e um prato com uma sopa de aparência deliciosa esperava por mim.

— Alex, você não precisava fazer isso tudo. – falei envergonhada enquanto tomava a sopa.

— Eu sei.

— Eu fico constrangida.

— Lou... deixa eu cuidar de você hoje, ok? Eu cuido de quem eu a.... gosto.

— Ok.

Terminei a sopa e minha amiga coloca os pratos na lavadora de louça. Fomos para o quarto e ela pede que eu deite embaixo das cobertas apenas com a calcinha.

— Alex....

— Lou, lembra que eu fiquei um tempão na Índia? Aprendi algumas técnicas de massagem para ajudar a diminuir a cólica menstrual. Então para de: Alex.... Alex... e me deixa te ajudar.

Deitei na cama meio a contragosto enquanto ela sai do quarto voltando alguns minutos depois com uma sacola na mão.

— Esse é um óleo de lavanda e camomila. Mas primeiro... toma esse comprimido de Advil que já vai ajudar bastante. – ela vai até o ar e faz com que fique numa temperatura gostosa dentro do quarto. – Agora você fecha os olhos e relaxa tá? Eu vou te tocar e você vai sentir o óleo esquentar. É normal.

Fechei os olhos e ela retirou as minhas cobertas. “OMG! Que VERGONHA! Nua da cintura pra cima e vestindo uma calcinha gigante horrível.”. Apertei os olhos porque não queria ver a expressão de pena dela, eu devo estar ridícula.

A música subitamente aumenta de volume. Mãos delicadas massageiam meus pés, apertando em pontos certos. O óleo aromático realmente esquentava depois de um tempo. Suspiro longamente com o contato. Fazia muito tempo que eu não recebia uma massagem. Não aquelas que você paga por 15 minutos. Uma massagem de alguém que se importa com você.

Perdi a noção do tempo. Alex habilmente massageava meus pés e pernas. Realmente ela tinha razão, eu estava relaxando. Após vários minutos sinto dedos abaixando a minha calcinha, apenas para deixar a minha barriga a mostra. Abro os olhos e vejo a fotógrafa olhando para os meus seios fascinada. Quando ela nota que eu a estava fitando, suas bochechas ficam vermelhas e ela solta um pigarro constrangido.

Gostei da sensação de ela gostar do que estava vendo. Me senti bem. Alex coloca mais óleo nas mãos e começa a massagear a minha barriga em movimentos suaves.

— Isso vai fazer com que o fluxo sanguíneo aumente aqui no ventre Lou. Você vai ver que logo logo vai estar melhor. – a garota de cabelos tingidos, e que agora estavam num verde claro, continuou com maestria a manipulação em meu ventre.

Acabei cochilando e acordando quando ela colocava a calcinha no lugar. Depois ela pega uma camiseta no meu closed e me ajuda a colocar. Eu estava meio grogue. Não sei se eram os remédios ou a massagem. Alex me beija na bochecha.

— Vou te deixar descansar agora. – ela se afasta e eu seguro a sua mão.

— Alex... fica comigo? Você pode? Ficar comigo essa noite?

— Me empresta uma roupa para eu tomar um banho? – ela sorri para mim.

Notas finais:

Oi oi oiiiii! 

esse flashback foi a pedido da G.riper :D

O que estão achando?

Que tal o próximo ser o POV da Alex? Querem?

Capitulo 11 - Something por RubyRose
Notas do autor:

Something - Across The Universe Cast

POV Alex

Eu me olhava no grande espelho do banheiro da Luiza e morria de rir. Vestia uma calcinha vermelha de renda. Sim. Alex Fox, vestindo calcinha... vermelha... de renda. Cobri meus seios, empinei a bunda, olhei tentando fazer uma cara de sedução... demorei porque estava rindo muito... e tirei uma self. Enviei prontamente pelo imessage para a única pessoa que poderia rir disso.

Me:  Hey babe, I’m feeling a little bit girly today. (LOL)

Big Red Witch: Holy Blood! {pic}

Nora me enviou uma careta rindo.

Me:  I need some high heels. Am I pretty now?

Big Red Witch: Alex dear! You’re always beatiful.

 

Trocamos mais algumas mensagens engraçadas e nos despedimos. Ela diz que vai fazer um quadro com essa foto para mostrar para os meus filhos e fazer eu passar vergonha. Eu amo essa mulher!! Nora era a melhor amiga da minha mãe e, mesmo antes de eu saber,  já tinha certeza que eu era gay. Foi muito difícil eu aceitar o meu corpo do jeito que ele é e o apoio da minha madrinha foi fundamental nisso.

Lembro quando eu brigava com a minha mãe que queria me encher de laços e fitas, vestidos e rendas... e eu queria usar roupas de meninos. Quando eu tinha 10 anos, depois de uma grande briga com meu pais, corri chorando para os braços da minha madrinha que simplesmente me levou até um shopping. Algumas horas depois eu voltava para casa com um enxoval novo com as roupas mais lindas do mundo. Quando chegamos ela olhou para minha mãe e disse com aquele sotaque britânico dela: Minha querida, deixe sua filha ser quem ela quiser! Você não vai amá-la menos por ela estar usando uma cueca. Então, antes que ela saia por ai vestida como uma caminhoneira sem o mínimo de bom gosto e estilo, ajude-a com todo o seu knowhow! Pelo menos ela será o bofinho mais fashion dos Estados Unidos!

Depois disso meus pais pararam de me encher sobre o que eu vestia ou como me portava. Mamãe começou a me comprar roupas para que eu ficasse “estilosa”. O grande problema foi na escola, às poucas amigas que eu tinha sumiram depois de eu começar a me vestir como um garoto. Os meninos e meninas me jogavam coisas, me chamavam de nomes horríveis e me batiam. Muitas vezes chegava em casa chorando por ter sofrido bullyng.  Papai e mamãe faziam um chá e insistiam que eu contasse tudo o que acontecia. Papai foi inúmeras vezes na escola e o bullyng apenas cessou quando ele ameaçou com um processo. Meus pais me davam o que eu precisava: carinho e compreensão. Fui crescendo assim, sendo amada pela minha família e sem amigos.

Na adolescência as coisas mudaram um pouco. A minha “cara de boneca”, cabelos loiros, olhos azuis e boca carnuda faziam eu ser objeto de desejo e curiosidade das mesmas amigas que me deram as costas. Nunca me importei com isso.  Beijei pela primeira vez com 13 anos e aos 15 tive minha primeira experiência sexual com a irmã mais velha de uma colega de escola, na época ela tinha 22.

Essa popularidade instantânea fez com que muitos “amigos” resolvessem estar sempre comigo. Nunca tratei ninguém mal, mas sabia que nenhum era meu amigo de verdade. Além disso, eu comecei a acompanhar a Nora nos eventos do mundo da moda e me tornei uma celebridade na mídia. Todos queriam saber mais da menina linda vestida com roupas de garoto. Depois de ser novidade, consegui que meu trabalho fosse reconhecido. Nora fez questão que eu fosse exclusiva da marca dela e meu primeiro grande contrato eu fiz com 18 anos.

Eu sempre fui vista acompanhada por belas mulheres: modelos, atrizes e pessoas comuns.  Nunca tive relacionamentos duradouros, Megan foi a exceção. “Que eu me arrependo até hoje.”. Hoje em dia tenho pouco amigos de verdade, mas sempre fico com um “pé atrás”... um receio.

            Vesti a camiseta que Luiza me emprestou e fui para o quarto. Fiquei admirando a sua face, agora tão serena. Quando eu cheguei me assustei, ela estava como se tivesse saído de um tornado: toda amassada, escabelada e com áreas roxas embaixo dos olhos. Hoje mais cedo fui vê-la com a desculpa de organizar a logística do casting na viagem e Megan me informa que ela não iria trabalhar hoje por “estar mal”, como se fosse mentira. Fui até o camarim e pedi para o Fernando o endereço deles e vim correndo. “Ainda bem que eu vim. Quando eu cheguei ela parecia que iria desmaiar a qualquer momento.”

            Levanto as cobertas e deito ao seu lado sentindo o seu calor. Fico quieta sem saber como me portar. Nunca fiquei tão nervosa na vida.  A minha musa se vira para mim, e como se fizéssemos isso a anos, deita no meu peito com sua perna sobre o meu quadril. Sorrio e fico fazendo carinho nas suas costas. Começo a cantar baixinho uma canção dos Beatles que dizia tudo o que eu estava sentindo agora. (N/A:  Ouça – Something (Trilha do filme Across The Universe) https://www.youtube.com/watch?v=UqvTmv9kSzM )

 

Something in the way she moves
Attracts me like no other lover
Something in the way she woos me

I don't want to leave her now

You know I believe and how

Somewhere in her smile, she knows

That I don't need no other lover
Something in her style that shows me

I don't want to leave her now
You know I believe and how

You're asking me will my love grow
I don't know, I don't know
You stick around now it may show
I don't know, I don't know

Something in the way she knows
And all I have to do is think of her
Something in the things she shows me

I don't want to leave her now


You know I believe and how♫

 

            Lou se aconchega mais a mim e eu me sinto como eu não me sentia a muito tempo. Feliz. O cheiro de lavanda e camomila me acalmava. Seguro a sua mão e começo a lembrar a primeira vez que eu a vi.

Flashback on

            — Alex... vamos pra minha casa? – a ruiva a minha esquerda mordia meu pescoço sensualmente e a loira do lado direito passava a mão pelo meu corpo enquanto se roçava em mim. Eu sabia bem como a noite iria acabar. Iria conferir se a ruiva e a loira eram “naturais”. Sorri meio cafajeste e beijei a boca da loira.

Eu estava em uma mesa na área VIP onde se podia ver todo o ambiente. Tomava a minha Guiness pensando no que iria fazer depois com as duas modelos. Acho que primeiro vou leva-las para a jacuzzi. Geralmente elas ficam loucas quando eu as chupo na borda da banheira.

 Sempre que eu visito a Mason, saio do prédio com o “cardápio” da noite garantido. Essa é a minha vida. Minha madrinha diz que um dia eu irei cansar dessa pegação. Talvez ela tenha razão, mas até lá vou aproveitar cada dia como se fosse o último.

Uma música que eu gosto muito começa a tocar e vejo várias pessoas olhando para pista. Olho para o local e uma garota maravilhosa, com certeza uma modelo, dançava. Parecia que a música que estava tocando era apenas para nós duas. Eu não via mais ninguém, apenas eu e ela.  Levanto e vou até a pista deixando as modelos na mesa. Fico olhando aquela morena linda se remexendo sensualmente de olhos fechados  e vejo um asshole almofadinha tentando acompanha-la. “Namorado?”.  Quando ela abre os olhos vejo um tom de verde e sei que estou completamente fudida. PRECISO TER ESSA GAROTA.

 

 (N/A: Ouça Are You Gonna Be My Girl (Jets) https://www.youtube.com/watch?v=tuK6n2Lkza0 )

 

♫ Go!

So one, two, three, take my hand and come with me

Bem, 1, 2, 3, segure minha mão e venha comigo
Because you look so fine, That I really wanna make you mine

Porque você é muito linda, E eu realmente quero te fazer minha

I say you look so fine, That I really wanna make you mine

Eu digo você é tão linda, E eu realmente quero te fazer minha

 

Oh, four, five, six c'mon and get your kicks

Oh, quatro, cinco, seis, vamos lá e pegue suas coisas
Now you don't need that Money, When you look like that, do ya honey

Agora você não precisa de dinheiro, Quando você tem esse rosto, não é, querida?

Big black boots

Grandes botas pretas
Long brown hair

Longos cabelos castanhos
She's so sweet

Ela é tão doce
With her get back stare

Com aquele olhar ameaçador

 

Well I could see, You home with me

Bem, eu posso imaginar, Você em casa comigo

But you were with another man, yeah!
Mas você está com outro cara, yeah!

I know we, Ain't got much to say

Eu sei que nós não temos muita coisa pra dizer
Before I let you get away, yeah!

Antes que eu te deixe ir embora, yeah!

 

I said, are you gonna be my girl?

Eu disse: Você quer ser minha garota?

            Eu olhava paralisada para aquela mulher. Nunca a tinha visto por aqui. Quem será ela? Será lésbica, ela esta com um babaca. Tem toda pinta de ser heterossexual. Quando eu começo a ir ao seu encontro uma das modelos me puxa e eu fico de costas para ela.

— Alex... você nos deixou sozinha. – Shit, eu tinha esquecido essas duas. Sinto alguém bater contra as minhas costas e me agarrar pela cintura enquanto lambia minha nuca. Me arrepio inteira.

— Nanda, caralho! ‘Cê tá qui mina. – viro para ver quem era e fico estática vendo a minha musa ali, meu coração batia fortemente.

— Excuse-me?

— Que excuseme o quê. Para de bobage... – A menina estava falando português. Ela agarra meu pescoço se atirando em cima de mim, como ela é mais alta que eu fiquei desequilibrada.

— Você tá bem? – perguntei com meu português um pouco enferrujado.

— Tá imitando gringo? Que fofa! – ela me agarra e dá um beijo cinematográfico, fazendo as minhas pernas tremerem. Nunca me senti assim, tão passiva. - Me leva pra casa? Me fode gostoso? –  eu ainda não estava acreditando no que estava ouvindo, no momento que eu ia responder ela desmaia.

Eu a pego nos braços e o babaca chega acompanhado de uma outra garota embriagada. Descubro que são amigos e a outra é prima da que eu carregava. Nos apresentamos e sugeri leva-las em casa, já que as duas não tinham nenhuma condição de ir sozinhas. As modelos querem ir junto mas eu as dispenso. As duas com raiva no olhar saem falando impropérios. “Essas ai não como mais, pena.”

  No caminho descubro que o nome da “minha garota” é Luiza e que a tal de “Nanda” é um amor não correspondido. Bianca ficava pedindo desculpas pela prima a toda hora. Chegamos ao prédio e Bianca me ajudou a levar a Luiza até o quarto. Falei para ela não se preocupar que a ajudaria a dar banho na menina, mas quando vi a Bianca já estava sentada meio dormindo no chão do banheiro. Então, a levei para o quarto ao lado e a deixei confortável na cama. Voltei e vi a Luiza toda vestida ainda sentada dentro do box com o chuveiro ligado. Fico só de boxer porque sabia que iria me molhar. Começo a despi-la tirando o seu vestido. “Oh Shit! Que corpo é esse?”. Foco Alex.

— Nandaaaa.. ó... lembra? – enquanto eu tirava a sua roupa ela falava coisas sem nexo. – Lembra né? – tirei o sutiã e os seios saltaram aos meus olhos me dando vontade de chupá-los. FOCO ALEX!

            — Sim Lou... agora fica quietinha e me deixa tirar a sua roupa. –  fechei os olhos e tirei a sua calcinha. Consegui depois de muita luta e: HOLY SHIT! Ela era gostosa demais!

— Nandaaaaa... ó – vira e empina a bunda pra mim. – Me come como ‘ce goxta.

Eu fiz um esforço para não arrancar a minha cueca ali mesmo. Luiza começou a roçar a bunda no meu sexo enquanto se masturbava gemendo. “Fucking bastard! Preciso me controlar.”

— Nandaaa.. por favor... me ajudaaa... faz.. ó “prestenção”... faz muiiito tempo numto guentando. – a menina estava excitada demais chegando a chorar.

O QUE EU FAÇO? Ela se esfregava em mim, me mordendo, me lambendo, agarrando meus seios. Seus olhos fixos nos meus e ela gemendo.

— Lou para, eu não sou a Nanda. – tentava afasta-la.

— EU SEI, ME FODE CARALHO. – ela grita e eu perco a minha razão.

Me ajoelho e abocanho seu sexo o sugando todo para dentro da minha bica. A morena geme alto agarrando meus cabelos curtos. “Wowwwwwwwwwwwww Big Clit, Sweeet.”. Sei que vou me arrepender amanhã, mas eu precisa sentir o seu gosto. EU PRECISAVA tanto que chegava a doer. Chupei delicadamente seu clitóris mas ela queria mais. Mais força. Mais pressão. Então eu enlouqueci.

Penetrei três dedos na sua sweet pussy enquanto chupava com força aquele clitóris que eu já estava me apaixonando. Meu couro cabeludo estava em carne viva das unhas dela, me agarrando, arranhando, pressionando. A minha brasileira grita em um huge squirting me melando toda com seu gozo. As suas pernas cambaleiam e eu me ergo para poder segura-la. “Oh my goodness, que merda eu fiz?”.

Pego uma toalha e a seco completamente. A levo até a sua cama a deitando embaixo dos lençóis. Ela estava dormindo novamente, mas agora com um sorriso enorme no rosto. Vou até o banheiro e tiro minha cueca molhada vestindo as minhas roupas. Sento na poltrona ao lado da cama e fico velando seu sono.

Várias coisas passavam pela minha cabeça:

 “Como eu fui me aproveitar de uma menina bêbada? Ela implorou, ok.... mas você tava sóbria.

Você é uma canalha Alex. 

Não era você que ela queria, era a tal Nanda.

Você abusou de uma menina...

Meus olhos ardiam pelas lágrimas de remorso e culpa.

Você TEM que pedir desculpas.

Ela vai te odiar, Alex. Parabéns! A primeira mulher em anos que você realmente quer e você faz essa cagada.

Você não tem 15 anos, Alex.... Você é uma mulher de mais de 30. Você poderia ter se controlado.”

 

         Meu celular toca e vejo uma mensagem da Nora. Ela precisava de mim urgente. Olho para a menina adormecida e a beijo delicadamente na testa. Saio correndo porta afora e vou ao encontro da minha madrinha.

                Chego à mansão da sra. Domain e o problema urgente era um rapaz de vinte e poucos anos que não queria ir embora depois de uma noite de sexo selvagem. Depois de finalmente conseguir que o garoto fosse embora  eu me sento no sofá.

— Alex dear... pode falar. Quer cara é essa? – minha madrinha vestida com um penhoar de seda sentou ao meu lado.

— Ciúmes de você minha gatosa. – falei tentando desconversar.

— Gatosa?

— Gata Idosa. – falei rindo.

— Te garanto que você não aguentaria um round comigo.

— Vem cá então, deixa eu chupar essas “tetas envelhecidas”. – acho que pequei pesado porque levei vários tapas. Depois de rirmos muito deitei no seu colo.

— Desembucha...

— Caguei Nora. – sussurrei. – Fiz a maior cagada da minha vida.

— Fale... – contei a minha madrinha tudo o que aconteceu nos mínimos detalhes. Nós nunca tivemos segredos. Eu sou como filha pra ela, na verdade a única. Ela não pode ter filhos.

Terminei meu relato com os olhos repletos de lágrimas. Minha madrinha não disse nada e ficou fazendo cafuné até que eu me acalmasse.

— Alex, eu não achei que isso fosse possível... Mas acho que você se apaixonou a primeira vista por essa moça.

— Não madrinha.... não foi isso.

— Me escuta garota! Eu nunca vi você falar desse jeito de ninguém. Nem mesmo da Megan!

— Mas eu fiz uma coisa imperdoável, Nora!

— Tudo vai depender da conversa que vocês terão mais tarde. Agora, dorme um pouco. Vai pro seu quarto e mais tarde você procura ela.

Fiz o que minha madrinha disse e fui para o meu quarto. Mesmo tendo meu apartamento, eu tinha um quarto montado na casa dela. Dormi assim que cai na cama acordando às cinco da tarde.

 

Minha madrinha não estava em casa e mandei uma mensagem agradecendo e me despedindo. Fui para minha casa para me alimentar e tomar um banho. Fiz tudo rapidamente porque queria falar com a Luiza o quanto antes. Cheguei ao seu prédio e o porteiro disse que ela tinha viajado e não iria voltar. “SHIT, Holy Fucking SHIT”. 

 

Flashback off

 

Lou resmunga durante o sono e me aperta junto a si, parecendo que está com medo de que eu fosse fugir. “Ahhh, pretty girl. Se você soubesse como eu quero estar assim com você. Você não imagina o quanto eu fiquei feliz quando te vi na Domain. Implorei para a Nora para te contratar, mesmo que a Megan não quisesse. Fiquei tão nervosa que não consegui falar com você”. Sorrio ao lembrar aquele dia. Eu tinha ido me despedir da madrinha porque iria viajar para a África. Nora me sugeriu que eu falasse com a Luiza na volta.

 O dia que eu a e reencontrei... foi feliz e triste. Feliz porque a reconheci quando a vi e triste... porque ela não lembrou de mim. Eu tenho tentado me aproximar dela de qualquer jeito. Megan está cada vez mais enciumada, não deveria porque não tenho mais nada com ela, nem quero ter.

Lou me trata como se me odiasse muitas vezes, outras me trata com carinho. Eu sei que ela ainda é apaixonada pela tal de Nanda. Fê me contou tudo. Como alguém pode trocar essa mulher por qualquer outra? Eu não entendo. Olhando para seu rosto sereno eu vejo que estou a cada dia mais apaixonada por ela.

“Pretty girl... eu ainda vou fazer você gostar de mim. “

Notas finais:

Oieeee, me falem o que acharam? Sera que a Lu vai dar uma chance para a Alex?

Dica: ASSISTAM Across The Universe, é um filme com as músicas dos Beatles contando uma história lindinha de amor! Fofo <3

Capitulo 12 - Caribe por RubyRose

POV Luiza


            O avião balançou freneticamente e eu agarrei a mão do Fernando. “Odeio turbulência.” Fê estava de olhos fechados e com os fones de ouvido. “Como consegue dormir??”. Enfim a aeronave estabilizou e eu pude levantar. Precisava me movimentar senão ficaria louca. Fui até a área do banheiro e vejo sair uma das modelos de dentro de um reservado, quando eu iria entrar... Alex também sai.

— Se divertindo? – falo secamente enquanto levantava uma sobrancelha. – Típico né?

— Lou...

— Só cuidado para ninguém ver, você poderia ter problemas. – não deixo  terminar e entro no banheiro. “QUE ÓDIO!”. Ela fica toda de mimimi querendo ser minha amiga e se esfregando com um monte de garotas. Não entendo o porquê que estou com tanta raiva, não temos nada e nem teremos.

 Foi fofo ela ter ido me cuidar, isso eu tenho que admitir. Hoje pela manhã eu acordo com sua mão segurando meu seio possessivamente e sua respiração quente na minha nuca. Senti a minha pele se arrepiar totalmente. Sei que não era a sua intenção em estar desse jeito comigo e me levanto a deixando dormir. Quando eu estava na cozinha preparando um café ela chega e diz que precisa sair correndo. Um dos equipamentos que ela locou não foi entregue e ela precisava resolver o quanto antes.Agora estava em um avião rumo à República Dominicana com uma equipe de 15 pessoas. Meu estômago ainda estava enjoado. “Graças a Deus essa menstruação acaba logo!”.

            Chegamos no resort já eram 11 da noite e eu fiquei responsável em ser a “baba” da modeletes. Organizei o checkin de todas e quando fui ver as acomodações da equipe de produção descobri que um dos quartos não ficou pronto. Tinha acontecido uma inundação no banheiro e teríamos que, ou pagar uma acomodação mais cara, ou esperar até depois de amanhã.

— Isso é inadmissível! Não vamos pagar a mais e não vou ficar em um quarto com outra pessoa. – Megan gritava enlouquecida com um mau humor terrível.

— Megan, eu fico com o Fê e o Jack, e você fica com o meu quarto. – falei tentando colocar panos quentes. Jack era o assistente da Alex e atual peguete do meu amigo. A recepcionista não tinha culpa nenhuma do imprevisto.

— Não!!! Eu exijo que todos tenhamos as acomodações que nos foram reservadas. Vocês sabem com quem estão lidando. Vou processar esse hotel!!! – a mulher enlouquecida gritava xingando todo mundo do hotel.

            — Minha senhora mil desculpas mas....

— Não tem nem mais nem menos!!! Quero que seja resolvido agora mesmo!

— Oi... Amélia – Alex chega lendo o nome no crachá e fala com a coitada da recepcionista que estava mais branca que papel. – Me dá um chalé com dois quartos. Você coloca as despesas nesse cartão de crédito. – falou entregando um AMEX Black. Só tinha visto uma vez um desses. É aquele que as Kardashians tem!!

— Só espero que isso não se repita! – Megan fala e se vira toda sorridente para a fotografa. – Alex dear você me ajuda com as malas? Qual o número do nosso chalé?

— Megan, você não entendeu. Quem vai ficar no chalé é a Luiza. Ela foi a única que estava tentando resolver a situação. Vem Lou, deixa eu te ajudar com as malas.

Saímos da recepção deixando uma Megan estupefata e um Fê com um sorrisinho nos lábios. O valet nos levou até um chalé mais afastado que tinha piscina privativa e dava para a uma praia deserta.

— AI MEU DEUS DO CARALHO DE NETUNO!!! – gritei ao ver a vista. – Tô me sentindo a ARIEL! Se a gente não tivesse que trabalhar eu ia ficar de bunda pro sol torrando que nem um porco no rolet!!! – eu estava muito entusiasmada. O chalé era incrível.

— Você nunca seria um porco Lou. – ela fala sorrindo para o meu encantamento. – No máximo uma porca. – dei um tapa de amizade nela e ficamos vendo tudo o que tinha no chalé como duas crianças.

— Ai, to com fome. – falei abrindo o frigobar.

— Vê o que tem no serviço de quarto e pede pra mim também.

— Porra Alex, é tudo muito caro! Uma omelete tá 50 dólares.

— Não faz mal, pode pedir. Aqui a Megan não vai ficar contando os tostões. O quarto e tudo o que você gastar quem paga sou eu.

— Não faz assim senão eu me apaixono. – falei brincando olhando o cardápio.

— É essa a intenção. – Alex saiu murmurando e eu sorri.

            Tomei um banho rápido mesmo querendo aproveitar a banheira de hidromassagem. Ao entrar na sala do chalé vi que o lanche já estava servido e tinha uma garrafa de espumante junto. “Ué, eu não pedi isso.”

            — Ahh, já chegou?

— Vou ligar lá Alex, trouxeram essa garrafa enganado.

— Fui eu que pedi. Lembrei que o Fernando falou que você adorava essa marca.

— EU AMO!

— Então vamos aproveitar hoje que amanhã começa a correria. – ela fala nos servindo. – Preciso muito de você para organizar as modelos quanto a agenda e horários de maquiagem. Como teremos poucos dias aqui, tudo tem que ocorrer dentro do prazo.

— Pode deixar chefa. – falei colocando uma garfada na boca e gemi de olhos fechados. Aquela omelete de camarão estava boa demais! Quando eu abro os olhos a vejo me olhar fixamente, como se estivesse segurando a respiração. Seus olhos azuis estavam mais escuros. – Não vai comer?

— Ar.... aham. – ela começa a comer em silêncio.

— Alex, porque você não deixa o seu cabelo no loiro natural?

— Não sei. Acho que não curto muito. Desde a adolescência eu mudava a cor dele conforme o meu humor.

— Eu acho que você ficaria linda loira. – mordi o lábio me arrependendo de ter falado tal coisa. Terminamos a refeição e fomos dormir porque os próximos dias seriam intensos.

Notas finais:

Hellowwwwwwwww Mig@s! Desculpe a demora mas to me sentindo a Rihana ou as meninas do Fifth Harmony: work, work, work.... kkkkk

Bom, comentem o que estão achando. Teremos fortes emoções no caribe. <3

Capitulo 13 - A garota da tatuagem por RubyRose

POV Alex

Quando eu tinha uma sessão de fotos eu não conseguia dormir muito. Eram 5 horas da manhã e não consegui ficar na cama, mesmo sabendo que iriamos fotografar à tarde. Abri a porta da varanda e vi o raiar do dia. O sol aparecia no horizonte como se estivesse saindo do mar. Era lindo. Sorri e fui chamar a Lou. Era um espetáculo que eu gostaria de ver com ela.

Ao abrir a porta do quarto dela fiquei parada a admirando. Ela estava de bruços e nua sob os lençóis. Um raio de sol preguiçoso lambia a sua pele e a curva de um dos seus seios. Linda! Suas costas nuas e o lençol tapando apenas o bumbum. Fui até meu quarto e peguei a minha melhor amiga e não consegui resistir. Fiquei aproximadamente meia hora fotografando a minha musa. Aquele raio de sol, aquela pele, cabelos desgrenhados, boca carnuda.... MARAVILHOSA!

Ontem foi tão bom, a cumplicidade na sua casa. Quase todo meu esforço foi a perder quando ela viu a Karen e eu no banheiro do avião. Achei que ela ficou com ciúmes e tentei explicar que não era nada daquilo que ela achou que fosse! A louca da modelo me empurrou para dentro do reservado querendo que eu a beijasse e quando eu consegui me desvencilhar a Lou estava na porta! “Damn girl!”.

Achei que ela iria me tratar mal, mas a noite a cumplicidade voltou. Eu não conseguia deixar de admira-la, parecia uma criança comendo, olhando tudo com os olhos arregalados, sorrisão no rosto.... Eu queria fazer todos os seus desejos só para ver aquele sorriso de novo. Esse pensamento me deu uma ideia. Saio do chalé a procura de quem eu saberia que me ajudaria.

 

POV Luiza

         — Meninas, mais 15 minutos e a van chega para irmos até a locação. – falo para as magrelas com cara de tédio que estavam na recepção. Eu tinha um rádio acoplado em um fone de ouvido e falava com o resto da produção.

           Durante toda a manhã não vi a Alex. Ela saiu cedo deixando um bilhete dizendo que nos veríamos na sessão de fotos. Não sei por que aquilo me deixou triste. A ausência dela me dava um vazio que eu não sabia explicar. “Para de loucura Luiza. Essa garota é vida loka, pega todo mundo.”

— Fê!!! Onde tu tava seu doido! Megan tá puta com você!!

— Eu tava descansando! Minha cútis precisa de sono de beleza!

— Tá princesa da Disney! Se mexe que tem as comedoras de alface para você maquiar.

Fomos para a locação e quando eu vi o lugar fiquei maravilhada! Era lindo demais!!! Uma praia deserta com areias branquinhas e alguns coqueiros. Uma lagoa de aguas cristalinas desembocava no mar do caribe.

— Mona do céu! – gritei para o Fê. – Tô me sentindo na lagoa azul!!

— Menos Lu, menos! Aqui é muito melhor porque não somos náufragos e temos uma tenda de alimentação W O N D E R F U L, com garçons gostosos. Olhaaaa....

— Para louco, não aponta. Vamos nos fazer de finas! Como se isso fosse nosso dia-a-dia! - Saímos caminhando nos achando “Paris Hilton”.

A tenda camarim tinha o lugar da make e do figurino. As modelos estavam atiradas esperando a sua vez de ficarem mais lindas. Adele e Karen eram as mais mau-humoradas. Só mexendo no celular com cara de cú. “DEUS daí-me paciência para que eu não enforque uma dessas até o final do dia!”.

            Eu não via Alex ainda, mas sabia que ela já estava montando o equipamento junto ao Jack e outros auxiliares. Megan não parava de me chamar no rádio. Querendo saber de tudo. Parecia que estava torcendo pra dar alguma merda e eu sair culpada. “Vou ter que me cuidar com essa dai!”.

            Somente após que a última modelo ficou pronta eu pude seguir até o set. Chegando ao local eu olhava impressionada para a loira fotografando. “Perai, loira?”. Não pude deixar de sorrir bobamente para aquela figura pequena que gesticulava, pulava, gritava, sorria, fazia palhaçada ao som de música. Alex vestia uma bermuda e uma camiseta. Usava um chinelo nos pés. Simples, super simples... e LINDA. “Como assim linda? Luiza te controla!”.

            A fotógrafa deixava o clima do set leve, fazendo piadas e tirando sorrisos verdadeiros das modelos. Eu realmente fiquei impressionada com o profissionalismo dela! Ela poderia ser extremamente grossa, como eu já vi vários fotógrafos “estrelas” serem. Mas ela era de uma doçura, uma humildade, seus olhos brilhavam e ela contagiava tudo e a todos! Ela era uma encantadora de modelos, isso sim. Sabe como aqueles: encantadores de serpentes? Ela conseguia que tudo ficasse como ela queria. Apenas com um sorriso.

            O sol castigava e ela tinha o cuidado de alternar as modelos para que elas pudessem descansar e ficar a sombra. Comecei a ficar preocupada com ela. Peguei duas garrafas de água e levei para ela. Alex me deu um largo sorriso e bebeu a primeira de uma vez só. A segunda garrafa ela pediu que eu jogasse na sua cabeça e costas retirando a camiseta e ficando apenas com a parte de cima de um biquíni. No momento em que ela se vira eu paro e vejo a sua tatuagem: um filtro dos sonhos EXATAMENTE igual ao da Nanda! Minha cabeça começa a rodar.

— Lou baby girl, are you ok? – que fofa ela ta nervosa, ela me disse que quando fica nervosa não “atina” em falar português ou qualquer outra língua.

— Tô... to sim. – disse gaguejando. – Você que precisa passar protetor solar. Vai ficar mais vermelha que uma bunda de babuíno! Branquinha e loirinha – ela sorriu lindamente para mim – como você é, tem que cuidar!

— Mais cinco minutos e trocaremos as roupas das modelos e também o lugar. Quero aproveitar a luminosidade e pegar o sol se pondo na lagoa. – sorriu para mim e me entregou a sua camiseta. Quase cometi uma gafe e a levei ao nariz, mas me contive. Fui caminhando até a barraca onde todos estavam e ao chegar puxei bruscamente o Fê.

— Ai CAVALA! Vai ficar um roxo! Vou te denunciar na lei da maria das bibas desamparadas.

— Fê, para de viadagem preciso falar com você, é serio.

— Ai maluca! Fala logo que to ficando nervoso!

— Fê, EU DEI PRA ALEX.

— Meninaaa, mas foi rápido eihn? A noite ontem deve ter sido louca....

— Não cara!!! EU PEDI PRA ELA ME FODER! Ela é a garota da tatuagem...

— AI CARALHO!!!! Ela é a mina da balada! Que você chamava de Nanda? Que te levou pra casa, te deu banho e você quase estuprou para que ela fizesse você gozar?

— SIMMMMMMMM PORRA!!!! CACETE mano, to morrendo de vergonha! Como eu vou olhar pra ela Fê????

— To cada dia mais fãozoca da Alex. QUE MOLIER! Ela te levou pra casa, te deu banho, fez você gozar como não gozava à meses!

— Fêeee paraaaaa! Me ajuda viado! O que eu faço????

— RELAXA e GOZAAA.

— Fêeeee

— Tá, vamos pensar. Ela deve ter ficado decepcionada quando você não a reconheceu....

— Mas ela também não foi me procurar!!!

— É verdade! Mas não dá pra saber o porquê sem falar com ela....

— Ai.... mas eu não vou chegar e falar: oi Alex, então... olha só lembrei que fiz você me chupar e me dar um orgasmo incrível!

— Iria ser engraçado.... mas acho que você deve deixar rolar. E dar uma chance a ela, você tá devendo um gozo pra menina.

— Porra Fê!!!

— Falando sério.... deixa ela entrar na tua vida. Te desarma. Esse muro que você cria ao seu redor... abre um buraquinho para ela passar. Essa menina me acordou as seis horas da manhã para que eu a ajudasse a “ficar loira” porque você achava que ela ficaria linda... veio toda boba. Alex nunca fez isso por nenhuma garota. Nunca ficou atrás de ninguém!!!  É certo que ela está apaixonada por você. – fiquei olhando para ele e resolvi aceitar a sugestão. Vou deixar rolar.

Notas finais:

oi, oi oieeeeeeeee!

O que estão achando? #teamalex? ou #teamanalu?

hahahahahahaha

Comentemmm

Capitulo 14 - Give me a Chance por RubyRose

POV Luiza

Quando as modelos vieram trocar suas roupas e comer algo aproveitei para cuidar da minha fotografa. “OPA??? Minha????”. Tô me sentindo o Fê agora, exageraaaada!

— Vem Alex deixa eu passar o protetor em você. – a puxei pela mão e passei uma toalha nela para tirar o suor. Ela me olhava com um sorriso largo sem dentes, como se estivesse satisfeita e feliz. – Adorei o cabelo. – disse enquanto passava filtro no seu rosto. Ela me deu um sorriso de lado.

— Alex, chega de fazer hora! Vai perder o sol. – Megan fala com aquela voz irritante.

— Quem é a fotógrafa aqui Megan? Eu sei bem o que fazer no meu trabalho. – TOMAAAAAAAAAAAA Ridícula.

— Luiza, deixa que eu termino e vai buscar as modelos. – saio deixando uma Megan felicíssima por poder ficar passando a mão na fotógrafa.

As modelos estão prontas e mais algumas horas se passam enquanto Alex não para de fotografar. Quando por fim ela diz a todos que a diária tinha acabado e que poderíamos ir descansar. Ela me procura com o olhar e sorri quando me vê. Logo Adele está enrabichada nela e eu vou para a van com a cara fechada. A diária de amanhã já estava toda organizada e iriamos fotografar pela manhã bem cedo para pegar o nascer do sol. Meus pés estavam me matando e resolvi tomar um banho na piscina do quarto. Fiquei olhando para o mar dentro da água morninha e comecei a relaxar.

— Trouxe pra você. – Alex chega e dá uma ginger ale com gelo.

— Como você sabe que eu gosto?

— Eu presto atenção em tudo em você. Posso entrar?

— O quarto é seu. – falei zombando. – Eu que sou a intrusa. – sorri. Alex tirou a roupa e ficou apenas de biquíni e .... PUTA QUE LOS PARIUUUUUU! Que corpo é esse minha gente? Menina estou DESMAIADA!

— Que delícia tá a água – fala quando emerge ao meu lado.

— DELICIOSA...

— Oi?

— Ãrnnn a água.... – ela sorri maliciosamente e pisca o olho para mim.

— Aham... – ficamos em silêncio, mas era bom. Nada precisava ser dito. Nós duas estávamos caladas e ao mesmo tempo parecia que nos entendíamos. Eu estava gostando muito disso, até demais. – Vai querer jantar no quarto ou no restaurante?

— Vamos ao restaurante?

— Então vamos mais cedo? Tomar um mojito?

— Não gosto muito de destilado eu sou mais uma beer girl. Mas vamos sim.

Nos arrumamos e eu estava com um vestido floral curto que salientava minhas curvas. Alex vestia jeans e uma regata preta. Linda!! Fomos até o bar e ficamos conversando. Não sei porque mas eu contei a ela como fui parar em NY. Minha relação com meus pais e com a Nanda. Alex era uma ótima ouvinte. Fazendo as perguntas nos momentos certos. Não é aquela pessoa que fica te interrompendo toda hora. Ela me olhava com aqueles olhos azuis que pareciam que viam a minha alma.

Alex me contou que a Megan foi a pessoa que ela mais se abriu. Notei que isso ainda a machucava muito.

— Eu conheci a Megan quando ela foi trabalhar para a minha madrinha. Ela sempre arrumava um jeito de ficar por perto quando eu aparecia na Mason. Eu sabia que ela tinha interesse por mim, mas não queria me envolver. Começamos a sair juntos: eu, ela e James o meu sócio na época.

— O marido dela?

— É, o atual marido. Jim era um cara que eu podia contar pra tudo. – ela abriu um sorriso melancólico. – Era como um irmão. Companheiro de farra. Mesmo ele não tendo o mesmo talento que eu – MODESTAAAAA! – ele é um ótimo fotógrafo. Só que eu não sabia que a amizade era apenas de minha parte.

— Não entendi Alex....

— Quando eu encontrei eles na nossa cama... no nosso quarto.... Megan ficou desesperada. Mas ele... ele me olhava com um sorriso presunçoso... como se... – uma lágrima caiu do seu olho. – como se fosse uma vitória comer a minha mulher. Isso me doeu, lá no fundo.

— Hey... – peguei a sua mão. – Não fica assim.

— Ele me confessou que sempre teve inveja de tudo o que eu tinha e tudo o que eu era. Falou que pelo menos uma coisa ele seria melhor que eu... Teria a mulher que eu amava e poderia dar um filho a ela.

— Nossa! Que canalha!

— Doeu bastante e eu fiquei vários meses viajando pelo mundo. Sozinha. Só quem tinha notícias minhas era minha madrinha. Não precisava de muito... vivia gastando quase nada.... meu único luxo era a minha máquina fotográfica. Aprendi muito e consegui ficar bem comigo mesma. Até mesmo consegui perdoar Megan.

— Eu não conseguiria. Preferiria ver o capeta do que a pessoa depois. – falei com raiva da Megan.

— É... eu não consigo mais ficar perto do James. Quando vou visitar o Jim Jr. Procuro sempre  ir quando ele não esta.

— Que estranho eles te darem o menino para ser madrinha.

— Megan insistiu... e ela consegue tudo o que quer. Você tem que ver o garoto – seus olhos brilhavam. – Eu amo aquele moleque!

— Você quer ter filhos?

— Meus? Não me imagino grávida. E até pouco tempo atrás não teria nenhuma mulher que eu gostaria que tivesse um filho meu.

— E agora tem.

— Sim. – ok... rolou um climão agora. Alex me olhava com os olhos brilhando. Eita lelê.

— Alex mon amour vamos para a boate com as meninas?

— Adele... amanhã vocês fotografam de madrugada. Vocês precisam estar inteiras. – falei dando uma de produtora má. Mas era a verdade.

— Escuta aqui menina! Eu tenho mais de 15 anos de profissão... sei muito bem ser profissional.

— Adele a Lou tem razão.

— BORINGGGGGGGGGGGGGGGGG.... fuiiii! – e a modelo sai com uma nuvem de Chanel n.5 ao redor.

— Não sei como você consegue ficar perto sem usar uma máscara de gás.

— O que? – Alex me pergunta sem entender.

— A comedora de alface toma banho em perfume! Chega a dar uma dor de cabeça! Se acender um fósforo ao lado dela explode! – Alex solta uma gargalhada alta e todos olham para gente.

— Oh fucking shit! Lou você me mata! – continuou a rir.

— Sério mulher do céu, ainda mais perfume doce daquele jeito. Não sei como não tem um enxame de abelhas ao redor dela. – Alex ria tanto que chegou a chorar. – Outra coisa, ela tem que tomar insulina pra não ficar diabética.

— Oh gosh.... to rindo tanto que minha barriga ta doendo.

Ficamos mais um pouco e resolvemos jantar. No restaurante existia um buffet enorme com uma variedade de comidas gigantesca. Comi até estourar! E as sobremesas!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!! Uma mais gostosa que a outra. Não me fiz de rogada e comi um pouco de cada. Alex me olhava com uma cara divertida.

— Sabe que é muito bom estar com alguém que come de verdade? Essas meninas de hoje tudo ficam de frescura para comer.

— Ah tá me chamando de obesa é Ms Alex Fox?

— Não Lou, pelo contrário. Você come e ainda assim poderia ser uma modelo. – enrubesci me lembrando que ela já me viu nua. Ai.... vou tocar no assunto...

— Alex... eu queria te pedir desculpas.

— Ué por que? – ela comia um morango com chocolate. SUCULENTO. Mordia e escorreu um pouquinho de sugo no canto da sua boca. Sem pensar eu limpei com meu indicador e coloquei nos meus lábios. Ela para estática me olhando com desejo.

— Eu lembrei de você... na verdade reconheci a sua tatuagem. – ela me olhava séria...

— Lou... eu me aproveitei...

— Não Alex.. deixa eu terminar. Eu te agarrei, te chamei de Nanda e exigi que você me chupasse. Eu sabia que não era a Nanda, mas que eu estava intoxicada pelo álcool e queria alívio. Faziam meses que eu não gozava...

— Não Lou eu não devia..

— Alex para. – peguei as mão dela – Eu que te devo desculpas e se você não me procurou depois a culpa não é sua.

— Mas eu te procurei. Fui no outro dia e o porteiro falou que você tinha viajado.

— Nãooooo a Bianca que viajou!!! Eu fiquei o domingo inteiro em casa!

— Damnnnn

— Simmmm!

— Quando eu te vi na Mason, na recepção olhando as minhas fotos... achei que estava atrás de mim. Mas cheguei perto e você nem me deu bola. Olhou para mim e não me reconheceu. Então eu pedi para Nora te contratar, na esperança de que você me desse uma chance.

— Alex eu..

— Eu sei... a Nanda. Mas deixa eu te conquistar? Deixa eu mostrar que a gente pode ser feliz juntas? Sem pressa?

— Sem pressão?

— Sem pressão.

— Deixo. – ela me olha com um sorrisão gigante no rosto.

Notas finais:

oeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeee

e aeeee? COMENTEMMMMMM bessssossss

Capitulo 15 - I DO por RubyRose

POV Luiza

             — Luiza temos um problema!!! – olho para meu amigo enquanto tomava meu café da manhã. Eram quatro horas da madrugada. Fê estava afogueado.

— Calma!! O que houve?

— Adele... tá completamente bêbada! Já demos banho, fizemos de tudo!!! Ela tá completamente apagada.

— Puta que pariu! Minha nossa senhora das comedouras de alface o que eu faço????

— O que tá acontecendo? – Megan pergunta e o meu amigo conta para ela. – Sabia que não podia confiar eu você Luiza. – OI?

— Como assim?

— Era sua responsabilidade ficar de olho nas modelos! Eu não te trouxe para ficar brincando de casinha com a Alex!

— Mas...

— O que houve? – Alex pergunta chegando com uma caneca de café fumegante.

— Por causa da Luiza perdemos uma modelo. – Megan fala. – Adele está quase em coma alcoólico.

— Pelo que eu sei a Lou não obrigou Adele a beber.

— Era obrigação dela cuidar das modelos!!

— Mas não ser babá.

— Parece que só eu estou preocupada com o que vamos fazer sem uma modelo? – Megan fala irritantemente.

— Eu tenho uma ideia. – Alex fala. – Lou fica no lugar da Adele.

— O quê???????????? – perguntamos Megan e eu ao mesmo tempo.

 

POV Alex

Ela iria me dar uma chance! Eu estava tão feliz que ria sozinha. No caminho para nosso chalé, depois da janta, eu me sentia nervosa como se fosse uma adolescente. Nós duas trocávamos sorrisos tímidos. Às vezes eu a pegava me olhando e ela enrubescia. Eu tava amando aquilo! No chalé nos despedimos com um longo beijo no rosto e fomos dormir cada uma em seu próprio quarto. Demorei a pegar no sono e quando acordei vi que o chalé estava vazio. 

No restaurante um circo estava armado. Megan gritava para uma Luiza pálida. Me aproximei para ver o que tinha acontecido e interver. Nunca iria deixar que maltratassem a minha Lou.

— O que houve? – pergunto.

— Por causa da Luiza perdemos uma modelo. – Megan fala. – Adele está quase em coma alcoólico.

— Pelo que eu sei a Lou não obrigou Adele a beber. – era só o que faltava.

— Era obrigação dela cuidar das modelos!!

— Mas não ser babá. – falei irritada.

— Parece que só eu estou preocupada com o que vamos fazer sem uma modelo? – Megan fala irritantemente.

— Eu tenho uma ideia. – Alex fala. – Lou fica no lugar da Adele.

— O quê???????????? – Lou e Megan gritam.

— AI QUE TUDOOOOO! – Fernando grita batendo palminhas e dando pulinhos.

— Nem pensar! Isso é inadmissível. Essa daí não tem nem porte e nem corpo de modelo. – Megan estava passando dos limites.

— Você tá enganada. Lou tem sim todos os requisitos para as fotos. Fernando, por favor, leve a Luiza para a figurinista e veja se precisa organizar algo.

Fernando sai levando uma Luiza completamente atônita.

— Alex, você não vê que essa garota só quer o que é seu?

— Chega Megan! – ela se aproxima de mim e toca o meu rosto.

— Ela só quer a tua herança... ela deve saber que você é a única herdeira de Nora.

— Megan... – falei me desvencilhando dela. – Luiza não é você. – olhei dentro dos seus olhos e ela não segurou meu olhar. Sai dali antes que fizesse algo que me arrependeria depois. 

POV Luiza

— Caralho Luiza segura a piriquita! – Fê falava em tom esganiçado. Eu estava sendo maquiada, mas não conseguia ficar parada. Antes fui até a figurinista que me passou um maiô e um minúsculo biquíni verde. “OI???????????????????”. Depois que me lembrei!!! Hoje seria a sessão de fotos da coleção de roupas de banho! PUTA QUE LOS PARIU!!!! Eu me sentia nua! Na verdade estava quase nua porque mesmo o maiô era minúsculo. “Ainda bem que eu me depilava toda, senão achariam que era o Osama Bin Laden saindo da minha xana!”.

— Não dá viado! To vendo que vou cagar tudo! Eu não sou modelo e nunca quis ser! Ai merda... 

— Olha menina... dou o cú na praça se você não se sair bem!

— Mas para você isso nem seria um sacrifício....

— Para loka, não me faz rir senão te borro toda!!!

— Tá pronta? – Megan chega com cara de quem comeu e não gostou. Hoje ela tinha que fazer o meu trabalho, na verdade eu até estava gostando disso.

Cheguei ao local das fotos vestida com um roupão e tremendo como um mini-pinscher.

— Megan, traz uma água para as modelos. – Alex grita e a ruiva sai pisando duro. – Agora vamos continuar com as fotos individuais. Vem Lou, você é a última. – ela me leva até a frente do “rebatedor” e quase não enxergo ao meu redor de tão forte era a luminosidade. – Fê, pega o roupão. Jack coloca a música!

Os acordes de “Are You Gona Be My Girl” começa a tocar na caixa de som. Alex veio até mim e falou baixinho no meu ouvido: “Você vai arrasar baby girl.” Isso me fez “arrepiar” até o último fio de cabelo! Fechei os olhos e ao abrir respirei fundo fitando o mar azul que era o olhar da minha fotógrafa. “Luiza... você sempre fingiu ser alguém que não era... então seja uma modelo.” 

POV Alex

Se eu não já não estivesse apaixonada por essa garota... hoje eu ficaria. Luiza posava como se fizesse isso a vida toda. As expressões, caras e bocas, o olhar.... fazia exatamente tudo o que eu pedia. Ela nasceu para isso! Ao som da música a sua sensualidade explodia por todos os seus poros. Todos ao redor a olhavam fascinados. 

O meu nível de encantamento era tanto que eu comecei a cantar alto a música. Eu pulava, eu dançava, me ajoelhava no chão... tinha certeza que as fotos seriam as melhores que eu fiz até hoje. Lou me seduzia com o olhar, mordia o lábio, sorria.... MARAVILHOSA! Quando a última estrofe da música soa nas caixas e eu canto: “Are you gonna be my girl?” e ela se aproxima de mim e fala: “Yeah”. Eu a olho apaixonada e ela me beija profundamente na frente de todos.

Notas finais:

Mais um cap. hj pq vcs merecem e semana que vem não sei quando vou poder postar.

COMENTEEEEEEEEEEEEEEEEM

<3

Capitulo 16 - Fly Me to The Moon por RubyRose
Notas do autor:

Fly Me To The Moon - Renée Dominique

POV Luiza

Não sei o que me deu. A música, aquela mulher... parecia que estávamos só nos duas naquela praia. O sol nascendo... Eu posava para ela, apenas para ela. Fazia o que ela pedia... todas as expressões. Eu queria seduzi-la. A minha pele arrepiava a cada estrofe da música. A sua voz junto a do cantor. Cantando para mim. Apenas para mim. A lente da câmera era uma extensão dos seus olhos azuis. A câmera parecia que fazia parte do seu corpo. Eu estava em chamas. Fazia muito tempo que eu não sentia um desejo tão grande assim. Eu quero essa mulher pra mim. Não aguentei mais e no final da música a beijo.

E QUE BEIJO. “QUE BOCA É ESSA!”. Nosso primeiro beijo na balada era uma névoa de sensações devido ao meu grau de embriagues. Mas esse de agora... PUTA QUE LOS PARIU!!! O encaixe era perfeito. A fotógrafa tinha uma pegada... uma pegada que.... CARALHO! Eu quase gozei só com esse beijo. Tivemos nos afastar quando ouvidos meu melhor amigo gritar: “GET A ROOM!”. Seguido por várias piadas e risadas. Então a ficha caiu. “Agarrei a Alex na frente de todos! Que vergonha!”. Tento me desvencilhar dos seus braços, mas ela me segura e fala só para eu ouvir: “Calma baby girl. É só fingir para os outros que isso não é nada demais. Deixa comigo.”

— Hey, parem de babaquice! Deixem a minha garota em paz. Não posso receber um beijo da minha namorada? – ela fala piscando o olho apenas para mim e vejo Megan sair enfurecida de perto. – Vamos continuar porque senão perderemos a luz!

A fotógrafa se aproximou novamente de mim e me deu um selinho. Fê veio e me levou para o camarim. Eu ainda estava completamente abobalhada pelas sensações.

— Mona do céu! Virei hétero depois daquele beijo! O que te deu? Eu sei que aquela história de “minha namorada” é completamente fake, só pra dar um corte nas línguas das najas.

— Fê, eu não sei o que me deu. Aquela música e ela ali... cantando para mim. Foi me dando uma coisa...

— Sim vocês estavam se comendo com os olhos! Quero só ver essas fotos! Que fogo eihn? Nem quero ver! A colação de velcro com as duas sóbrias vai incendiar aquele chalé.

— Pará loka, olhas as outras ai.

— Essas peruas não entendem português. Nem te preocupa.

Fomos liberadas pela Alex às duas da tarde. Ela e o Jack iriam tirar ainda várias fotos das locações durante aquela tarde. Seria nossa última noite ali e iriamos voltar na tarde do dia seguinte. Confesso que preferia ficar junto a ela, mas como Megan bem me lembrou, eu estava ali para trabalhar. Então passei a tarde organizando nossa volta. Adele já tinha ido embora sem nem ao menos dar uma satisfação. Esse “profissionalismo” dela vai detonar sua carreira. Sei que a Nora nunca mais irá querê-la em seus desfiles e fotos.

A noite chegou e nada da Alex ou Jack. Resolvi me arrumar e ir comer algo. Fê iria me acompanhar. No restaurante eu vi que as comedoras de alface estavam bem alegrinhas já. Conseguia notar que elas estavam aproveitando o open bar do resort. Não estava no clima de socializar e depois da janta fui para o chalé. Na praia estava acontecendo uma festa de casamento. Fiquei aproveitando o som da orquestra na beira da piscina exclusiva. Retirei meus sapatos e fiquei com os pés na água bebendo uma taça de espumante. A orquestra começou a tocar uma música e fechei meus olhos.

— A senhorita me acompanha nessa dança? – a minha fotógrafa estava ao meu lado, linda.... de cabelos úmidos do banho.... vestindo uma camiseta e uma bermuda jeans. Sorri para ela e deixei que ela me guiasse.

(N/A: Ouça Fly me to the moon (Reneé Dominique) https://www.youtube.com/watch?v=IixaVTA-x8g )

Fly me to the moon and
Let me play among the stars
Let me see what spring is like
On Jupiter and Mars
In other words, hold my hand

In other words, baby, kiss me

Fill my heart with song and
Let me sing for ever more
You are all I long for
All I worship and adore
In other words, please, be true
In other words, I love you

Fill my heart with song and
Let me sing for ever more
You are all I long for
All I worship and adore
In other words, please, be true
In other words
In other words
I, I love, I love you♫

 

Mesmo ela sendo mais baixa que eu coloco meus braços ao redor do seu pescoço e deito minha cabeça no seu ombro. O perfume almiscarado inebria meus sentidos mais uma vez. Ela segura minha cintura mais forte colando nossos corpos, fazendo com que meu coração errasse uma batida. Minhas pernas amolecem quando ela começa a cantar ao meu ouvido a letra da música. É impressionante como algumas músicas demonstram exatamente o que você sente no momento. Como a Nanda diz, parece que estamos em um videoclipe. Nanda.... Eu me afasto da loira com dúvida no meu olhar e ela percebe o gesto.

— Lou... – ela me chama e eu entro no chalé. A minha cabeça estava uma loucura. Meus sentimentos eram um emaranhado de dúvidas, desejos....

— Alex eu... – falo enquanto ela se aproxima, mas seus lábios encontram o meu não deixando eu terminar. Sua língua pede passagem calmamente e abro minha boca sentindo o seu gosto. O beijo era calmo mas ao mesmo tempo intenso. Seus carinhos começaram a me relaxar. – Eu tenho medo.

— Lou... eu também. Morro de medo do que eu to sentindo. Ainda mais porque eu sei que você não me ama. Eu sei dos teus sentimentos... Sei que vou ter que lutar pelo seu amor.

— Alex, eu nunca tive ninguém que não fosse a Nanda.... eu nunca transei com ninguém que... claro, desculpe não dá pra contar o que aconteceu com a gente... Mas o que eu quero dizer é que eu nunca fiquei com ninguém sem a Nanda junto... eu...

— Lou... eu espero. Eu espero você estar pronta. Eu já esperei esse tempo todo... mais um pouco não tem importância.

— Como assim?

— Eu não consegui ficar com ninguém depois de você. Parecia que não era certo. Até rolaram beijos... mas... não era bom... não era você. Então...

— Ai Alex o que você tá fazendo comigo?

Baby girl não vamos rotular nada. Eu preciso ter a tua amizade e se rolar uns carinhos eu não fico triste não. – ela termina com cara de safada. – Mas... – ela se aproxima e cola nosso corpo. – não me afasta, por favor. Eu quero te mostrar a mulher maravilhosa que você é. Mostrar que você merece ser amada. Deixa eu cuidar de você... e eu sei fazer isso de apenas um jeito: cuidando de você.

— Alex... – eu não sabia o que falar.

— Vem cá. Vamos dormir. Você acordou muito cedo hoje.

Fomos até o meu quarto e vejo que ela fica apenas de cueca boxer. Seus seios pequenos nus me davam água na boca. Vou até o banheiro e visto um pijama curtinho. Quando eu deito na cama ela me abraça e me faz deitar no seu peito. Nada é dito. As batidas do seu coração me acalmam e eu me sinto finalmente em CASA.

Notas finais:

oi oi oieeee,

essa semana vai ser corrida. Mas vou tentar (vejam) TENTAR colocar um por dia.

Não me matem se não conseguri hahaha

comentem Mig@s

besosss

Capitulo 17 - Sweet Dreams por RubyRose
Notas do autor:

Sweet Dreamns (Marilyn Mason)

POV Luiza

Acordei com uma umidade gostosa na minha intimidade seguida por barulhos de sucção. Sabia que era o sonho de sempre. Aquele que era mais que um sonho, uma lembrança. Sorri me espreguiçando enquanto aproveitava as sensações que aquela boca estava me proporcionando. Gemo e abro mais as pernas dando um melhor espaço para ela. Por baixo do lençol agarro sua cabeça pressionando mais fortemente contra meu centro pulsante. Eu levanto o lençol e vejo um par de olhos azuis me olhando com desejo....

PARA TUDO! AZUIS???????????????? Sento na cama e vejo que realmente tudo não passou de um sonho. Uma mão faz carinho nas minhas costas me acalmando.

Baby girl... tudo bem? Teve um pesadelo? – Alex estava sentada ao meu lado me encarando com olhos sonolentos.

— Tudo sim. – deitei ao seu lado e ela fez carinho nas minhas costas.

Já fazia uma semana desde que voltamos do caribe e durante esse tempo Alex sempre vinha para o meu apartamento depois do trabalho. Durante esses dias eu fui conhecendo mais a fotógrafa. Não éramos namoradas. “Amigas que estão se conhecendo”. Nós conversávamos, cozinhávamos juntos e, claro... nos pegávamos sempre que possível. Alex não “avançava o sinal” e quando os beijos ficavam mais “calientes” ela se afastava. Eu sei que ela me prometeu isso mas.... EU TÔ SUBINDO PELAS PAREDES! Essa mulher ainda vai me matar! A pegada que ela tem, os beijos... nossa!

Esses dias ela saiu do banho e ficou pela casa apenas de boxer e top, falando que estava muito calor. “Calor fiquei eu, isso sim!” Ou quando ela me olha de lado com um sorrisinho sexy, nossa!! Fê nos convidou para ir a uma balada esses dias e a minha libido chegou a um nível estratosférico. A demônia da fotógrafa dançou o tempo todo perto de mim. Nós estávamos em uma áreas vip... que era mais resguardada do restante do ambiente. Ela me agarra pela cintura e morde a minha nuca. A minha calcinha estava encharcada e sentia meu sexo pulsar querendo atenção. A música começa e parece que o ambiente fica mais quente ainda. (N/A: Ouça Sweer Dreams (Marilyn Manson) https://www.youtube.com/watch?v=QUvVdTlA23w )

♫Sweet dreams are made of this

Who am I to disagree?
I travel the world
And the seven seas,
Everybody's looking for something.

Some of them want to use you
Some of them want to get used by you
Some of them want to abuse you
Some of them want to be abused.

Sweet dreams are made of this
Who am I to disagree?
I travel the world
And the seven seas
Everybody's looking for something

Hold your head up
Keep your head up, movin' on
Hold your head up, movin' on
Keep your head up, movin' on
Hold your head up
Keep your head up, movin' on
Hold your head up, movin' on
Keep your head up, movin' on

Some of them want to use you
Some of them want to get used by you
Some of them want to abuse you
Some of them want to be abused.

Sweet dreams are made of this
Who am I to disagree?
I travel the world
And the seven seas
Everybody's looking for something

Sweet dreams are made of this
Who am I to disagree?
I travel the world
And the seven seas
Everybody's looking for something

Sweet dreams are made of this
Who am I to disagree?
I travel the world
And the seven seas
Everybody's looking for something

Sweet dreams are made of this
Who am I to disagree?
I travel the world
And the seven seas
Everybody's looking for something♫

 

A minha fotógrafa literalmente me “encoxa” firmemente, e sinto minha bunda roçar na sua intimidade. Acompanhamos sensualmente os movimentos da música sem descolar nossos corpos. A sua boca não deixava a minha pele em nenhum momento. Rebolamos as duas em sintonia. Suas mãos passam por todo meu corpo fazendo meu vestido subir levemente. Quando dou por mim estamos em um canto mais escuro e ela me encosta na parede sem deixar de me tocar. Sua perna direita pressiona a minha boceta, nossas bocas se atraem como dois polos de carga diferente, agarro seu cabelo enquanto rebolo na sua coxa....

— Pode parar com essa ralação de sapa ai porque não vim aqui para ficar segurando vela. – meu amigo nos puxa para o meio da pista de dança quebrando o clima. Depois disso em casa apenas dormimos.

No trabalho as coisas estão estranhas. Megan me trata como um cachorro sarnento. Hoje haveria uma reunião e Nora ordenou que eu estivesse presente. Tenho medo de ser demitida porque estou adorando trabalhar na Mason.

Baby eu vou até meu apartamento e depois pra Domain. – Alex estava tomando café na minha cozinha.

— Alex, você podia trazer algumas coisas suas pra deixar aqui.

— Mesmo?

— Claro....

— Tá bom – ela me dá um beijo no pescoço e aspira meu perfume. – Uhm que mulher cheirosa. Lou, leva uma muda de roupa hoje. A gente vai pro meu apartamento. Você ainda não conheceu e como amanhã é sábado. – e depois de eu concordar ela me beija e sai cantarolando. Fui até o quarto e preparei uma mochila sorrindo. Alex vai enlouquecer quando me ver vestida com o que eu levaria.

Na Mason Domain a sala de reunião já estava repleta. Estávamos apenas esperando a Nora e eu fiquei em pé ao lado da porta levando todos aos seus lugares. Nora chega e todos ficam em silêncio.

— Bom dia para todos. Alex dear, você trouxe as fotos.

— Yes dear. – a fotografa começa a mostrar aos poucos as fotos.

— Alex e eu decidimos algumas coisas. – a senhora Domain falou enquanto as fotos passavam no telão. Eram as fotos da primeira diária. – Faz muito tempo que a Mason Domain tem procurado um rosto que encaixasse com a nossa filosofia. Muitas modelos foram testadas, mas nenhuma era o que nós queríamos. Todas eram belíssimas mas não tinham o “mojo”, a mágica no olhar... aquele algo mais. Então... eu e minha amada afilhada decidimos que esta é a nova “cara” da Masom Domain. Uma foto do meu rosto aparece e eu grito: “PUTA QUE LOS PARIU!”

Notas finais:

Entãooooooooooooooooooooooooooooooo. Falem o que estão achando! besos

Capitulo 18 - Cherish por RubyRose
Notas do autor:

Cherish - Madonna

POV Luiza

— Como assim? Eu... como... porra! – balbucio várias coisas ao mesmo tempo sem entender. Todos me olhavam.

— Que brincadeira mais ridícula é essa Nora? Como você vai se expor assim? Colocar uma garota que não é modelo para ser o rosto da sua grife? – Megan falava irritada.

— Em tudo o que você falou agora Megan dear... apenas uma coisa você tem razão. MINHA GRIFE. O que significa que EU mando.

— Nora, você não vê que pode colocar um trabalho de anos por água abaixo apenas para Alex poder comer essa garota?

— Megan eu... – Alex começou a falar enraivecida e é cortada pela sua madrinha.

— Chega! Eu não admito esse tom! E muito menos falar qualquer coisa sobre o profissionalismo da minha afilhada. Se ela não fosse profissional você não estaria mais aqui Megan, pense bem nisso. Agora todos saiam que eu preciso ter uma reunião com minha nova modelo exclusiva e seu agente.

— Agente? – pergunto sem entender nada.

— Perdi alguma coisa? – Fê entra de terno e gravata, lindo de viver!!! Carregando uma maleta.

— Fê? O que...

— Lou.... senta... deixa eu te explicar. Quando eu comecei a tratar as fotos eu prontamente mostrei para a Nora. Eu já sabia que ela iria amar. Mas como eu tenho sentimentos por você eu queria uma segunda opinião, se realmente o seu potencial é grande...

— Dear... – Nora corta – você nasceu para isso. O que eu procuro é o que você tem: autenticidade. Você pode ser uma pedra preciosa bruta, mas com certeza poderá ser lapidada e se tornar o mais belo diamante.

— Eu... Nora muito obrigada. Mas eu não quero ser modelo. Eu quero desenhar, ser estilista. Isso é o que eu quero.

— Luiza a Alex me procurou e pediu a minha opinião e por isso entrei na jogada. Você tem tudo para ser uma modelo maravilhosa. Mas lembra de que essa carreira é rápida... – Fê disse

— Eu mesmo fui modelo e quando já tinha um nome na moda fundei a minha Mason! Então porque você não pode fazer o mesmo, não é? Tenha um nome conhecido no ramo e depois monte seu próprio atelier.

— Eu vou aceitar Nora, mas com uma condição. Não quero abandonar os desenhos e se possível acompanhar as suas criações.

— Claro! Não esperava outra coisa de você.

Uma garrafa de champanhe foi aberta para celebrar a nova contratação da Mason Domain. Eu ainda estava fora do ar. Liguei para meus pais contando e eles ficaram extremamente felizes. Nas próximas semanas passaria por um processo de transformação, mas sem perder a essência, como Nora disse. Fê seria meu agente e, como ele é formado em administração, eu não teria ninguém melhor e que eu confiasse tanto para isso. Megan que só faltava me dar um tiro. Se olhar matasse eu já estaria estendida no chão.

Nora fez questão em passear comigo por toda Domain me apresentando como nova garota propaganda da marca. Alex estava exultante! Sorria a todo instante e estava sempre ao meu lado. Eu via alguns olhares ressentidos, mas a grande maioria me dava os parabéns e eu via verdade.

No final do dia fomos para o apartamento da fotógrafa na quinta avenida. “PUTA QUE LOS PARIU de frente para o Central Park!”.   Ela desce do carro e um porteiro uniformizado pega as chaves. Alex segura minha mão cumprimentando todos pelo caminho. No elevador uma mulher entra com duas crianças e a abraça.

— Alex my love! Voltou e não me avisou? E esta linda quem é?  – a mulher de cabelos loiros e sotaque inglês sorri para mim. EU. ESTOU. DESMAIADA. Não consigo abrir a boca. A RAINHA DA PORRA TODA. A mulher que eu imitava na infância. A diva do pop ali, em um elevador, respirando o mesmo ar que eu!

— Mad está é o novo rosto da Mason Domain e minha namorada Luiza Nadge - “Oi? Namorada? Não lembro de um pedido, mas foda-se é a Madonna caceta! Pode falar que eu sou o cocô do cachorro que eu não me importo. Ou melhor, o cocô da pulga do cachorro do bandido”.

— Hi dear, nice to meet you. – e ela desce no seu andar como se fosse a tia Eva da esquina. Tipo, oi? Me enterra viado que estou morta!

— Desculpe Lou, é que no meu prédio mora um monte de gente conhecida.

— ALEX CARALHO!!! Conhecida é uma coisa! DIVA DAS DIVAS é OUTRA! Como você não me falou? Eu sou apaixonada por essa mulher. Nas festas a fantasia sempre me vestia como ela. Ai DEUS! Ela deve ter achado que eu sou uma anta! Eu não emiti um som!

— Desestressa pretty girl. Eu combino com ela e a gente faz algo junta e você pode falar o que quiser....

— Claro! Você combina e eu vou ali e chamo Paul McCartney para o chá.

— Ele está em Londres não vai poder, eu acho. – Alex fala zombando. PUTA QUE PARIU. ELA CONHECE A CARALHADA DOS FAMOSOS TODOS!

Entramos no seu apartamento que era um duplex. O lugar era maravilhoso com grandes janelas que iam até o teto. Teria tudo para ser um local frio, mas era extremamente acolhedor e aconchegante. Alex me levou até o seu quarto para que eu pudesse tomar um banho e disse que iria se banhar no quarto de hóspedes. Resolvi contar as novidades para as minhas melhores amigas.

 

Grupo “Minipiroquinha da Lu >VitinhoMijão”

 

Eu: Hellowwww biaaaaaaaaatchiiiiisssssssssssssssssssssssssssssss. Dinda gostosona na áreaaaaaa!

Meu único amor: Uia que animação Lu!

Loira peituda gostosa do meu core: Luuuuuuuuuuuuuuuu saudadesssss!

Meu único amor: Ah, quando é a Luiza você responde logo né dona Ana Clara.

Loira peituda gostosa do meu core: Ai Nanda.... nem vem.

Meu único amor: Vc tem que ver Lu, agora é almocinho com o playboyzão e nunca pode falar direito comigo.

Loira peituda gostosa do meu core: E você nunca pode falar direito comigo também.

Eu: Parem de brigar senão a dinda vai ai dar uma surra em vocês!!! Poxa, eu aqui carente e vcs brigando... Assim eu vou ter que “expor na internet”.... (emoji piscando)

Loira peituda gostosa do meu core: kkkkkk tá Lu, conta a News. Arrumou um gatinho?

Eu: na vdd uma gatinha.

Meu único amor: (emoji olhos arregalados)

Loira peituda gostosa do meu core: Aiiii que tuuuuuudoooooo! Como ela é? Conta tudo.....

Meu único amor: Ela te trata bem Lu? Se não te tratar eu vou ai e quebro a cara dela... (emoji brabo).

Loira peituda gostosa do meu core: Manda fotoooo

Eu: Calma gente! Ela me trata maravilhosamente bem, é super carinhosa comigo e a gente está se conhecendo. É a fotografa da Domain.

Loira peituda gostosa do meu core: EU SABIAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAA, muito ódio tinha que ter um porque.

Eu: imagem enviada

Meu único amor: é um garoto?

Loira peituda gostosa do meu core: Nossa que linda! Eu pegava (emoji apaixonado)

Meu único amor: como é dona Ana Clara? Então além do Rony Weasley eu vou ter que me preocupar com o One Direction é?

Loira peituda gostosa do meu core: Tô brincando. Prefiro morenas altas e tatuadas.

Eu: Vou fazer uma tattooo kkkkkk brinks. Tá, tem mais uma novidade.

Loira peituda gostosa do meu core: Contaaaaaaaaaaaa

Eu: Me convidaram para ser a modelo exclusiva da Domain.

Loira peituda gostosa do meu core: PARA TUDO!!!

Meu único amor: ué, mas vc nem modelo é? Lu, tem alguém pra ver isso com vc? Não vão te enganar né?

Eu: Não, tá tudo certinho. Contrato e tal!

Meu único amor: vc vê tudo certinho. Se precisar qualquer coisa a gente corre pra ai. Tem o padrinho tb que é advogado.

Loira peituda gostosa do meu core: Isso more, a gente tá aqui. Nós te amamos!

Eu: Pode deixar meninas. Amo vocês também. Ah, tem mais uma coisa: euconheciaMadonna e ela me achou linda.

Loira peituda gostosa do meu core: AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAA

Meu único amor: PUTA QUE PARIU! Mano, ela é tão gostosa assim mesmo? Tipo, mesmo meio acabada...

Loira peituda gostosa do meu core: Acabada é o cacete, ela é MARAVILHOSA sempre!

Meu único amor: Porra Lu, conta direitinho isso ai.

 

Fiquei mais alguns minutos trocando mensagens com elas e contando sobre a Alex, o Fê e tudo o que iria mudar daqui para frente. Quando saio do banheiro, em cima da cama da fotógrafa, havia um dos vestidos da Nora. Um vermelho lindíssimo! Eu havia comentado com o Fernando que aquele era o meu preferido. Me aproximei e junto tinha uma par de Louboutin exatamente do meu número. Um  bilhete escrito em um papel fino dizia para que eu vestisse e encontrasse Alex na sacada.

Quando desço as escadas eu vou a procura dela e escuto os acordes Cherish da Madonna tocando, em uma versão acústica que eu não conhecia. Em pé ao lado de uma mesa belíssima, a luz de velas está a minha fotógrafa vestindo uma calça social, camisete branco e uma gravata preta frouxa. Ela segurava uma rosa vermelha nas mãos e ao seu lado nada mais e nada menos que A PORRA DA MADONNA CANTANDO junto com a MINHA FOTÓGRAFA.  (N/A: Ouça Cherish (Madonna) https://www.youtube.com/watch?v=8q2WS6ahCnY vou colocar a tradução porque a Alex canta junto).

 

♫So tired of broken hearts

Tão cansada de corações partidos

And losing at this game

E de perder neste jogo

Before I start this dance

Antes de começar esta dança

I take a chance in telling you

Arrisco uma chance de lhe dizer

I want more than just romance

Eu quero mais do que um simples romance

 

You are my destiny

Você é o meu destino

I can't let go baby, can't you see?

Não posso te deixar escapar baby, não consegue ver?
Cupid please take your aim at me

Cupido, por favor, mire sua flecha em mim
Cherish the thought

Aprecio o pensamento
Of always having you here by my side

De ter sempre você aqui do meu lado
Oh baby I Cherish the joy

Oh Baby eu aprecio a alegria alegria
You keep bringing it into my life

Que você traz para a minha vida
I'm always singing it

Eu sempre vou cantar isso
Cherish your strength

Eu aprecio a sua força
You got the power to make me feel good

Você tem o poder de me fazer sentir bem


And baby I Perish the thought

E baby eu apago o pensamento
Of ever leaving, I never would
de ir embora, eu nunca faria isso


I was never satisfied with casual encounters

Eu nunca estava satisfeita com encontros casuais
I can't hide my need

Eu não posso esconder minha necessidade
For two hearts

Por dois corações
That bleed with burning love

Que sangram com um amor ardente
That's the way it's got to be

É assim que deve ser

Romeo and Juliet

Romeu e Julieta
They never felt this way, I bet

Nunca se sentiram assim, eu aposto
So don't underestimate my point of view

Então, não subestime o meu ponto de vista

Cherish the thought
Of always having you here by my side
(Oh baby I)
Cherish the joy
You keep bringing it into my life
(I'm always singing it)
Cherish your strength
You got the power to make me feel good
(And baby I)
Perish the thought
Of ever leaving, I never would

Who? You! Can't get away, I won't let you

 

Quem? Você! Não pode fugir, eu não deixarei
Who? You! I could never forget to

Quem? Você! Eu nunca poderia esquecer
Cherish is the word I use to remind me of

Apreço é a palavra que uso para me lembrar do
Your love

Seu amor

You're givin' it

Você está dando isso
You're givin' it to me girl

Você está me dando garota
Keep giving me all/all/all your joy

Continue me dando toda toda toda a sua alegria
Give me Faith

Me dê fé

I will always cherish you

Eu sempre te apreciarei

Romeo and Juliet
They never felt this way, I bet
So don't underestimate my point of view

Who? You! Can't get away I won't let you
Who? You! I could never forget to
Cherish is the word I use to remind me of
Your love

Cherish
Give me faith
Give me joy, my boy
I will always cherish you
Give me faith
Give me joy, my boy
I will always cherish you

Cherish your strength
(Can't get away I won't let you)
(You're givin' it, you're givin' it to me boy)
Perish the thought
(I could never forget to) 
(You're givin' it, you're givin' it to me boy)
(Keep giving me all your joy)
Cherish the thought
(Give me faith, give me joy,
My boy I will always cherish you)
Cherish the joy
(Give me faith, give me joy,
My boy I will always cherish you)
Cherish your strength
(You're givin' it to me boy, 
Keep giving me all your joy)
Perish the thought
(You're givin' it to me boy,
Keep giving me all your joy) ♫

 

A minha maquiagem estava completamente borrada. Alex chega perto de mim e se ajoelha com um anel de diamantes. Madonna nos olha com um sorriso gigante.

— Pretty girl, eu sei que é cedo... e que você é muito jovem. Mas eu quero um compromisso com você. Eu sou essa bagunça que você pode ver: impulsiva, meio louca, ciumenta... Mas eu não consigo ver a minha vida sem você. Não vamos dar rótulos, o que você quiser será... Lou, aceita a minha fidelidade? Me aceita como sua?

— Alex, isso... é lindo! SIM SIM SIM, eu quero tentar! – ela se aproxima e me beija com paixão. Quando noto estamos apenas eu e ela. Todos tinham saído “a francesa”. – CARALHO ALEX como você conseguiu que a diva das divas viesse cantar aqui?

— Pretty girl, Mad é minha amiga a anos. Na verdade por um tempo fomos até um pouco mais...

— PARA TUDO! Alex, você tá me dizendo que comeu a Madonna. – olho para fotógrafa que dá um sorrisinho de lado.

— Hey baby girl – ela me puxa para os seus braços – É só você que eu quero. Vamos jantar?

Aquilo parecia surreal demais para minha cabeça. Eu não estou acostumada a tanto luxo. A riqueza ali era de outro mundo. Eu estava me sentindo a Anastácia Steel embasbacada olhando o Christian Grey. Um mordomo chega com nossos pratos e vejo que era frutos do mar. Alex como sempre descobriu tudo o que eu mais gosto.

Conversamos durante o jantar sobre as nossas vidas. A minha fotógrafa conta que seus pais eram muito ricos e que Nora administrou a herança até ela completar 21 anos. Então ela não precisa se preocupar com dinheiro, por isso, grande parte do que ela ganha como fotógrafa vai para uma ONG com o nome da mãe dela. Essa ONG atende inúmeros projetos sociais no terceiro mundo. Ela diz que prefere que ninguém saiba disso e me pede segredo.

— Lou eu odeio gente que faz um projeto social apenas para aparecer na mídia. Por isso faço tudo em segredo. Uma coisa que eu queria falar a você é que assim que sair uma nota sobre nosso relacionamento os paparazzi vão começar a te seguir. É só não dar bola.

— Ainda não caiu a ficha para mim... eu ainda acho que tô sonhando. Não vejo isso tudo em mim que você fala. CARALHO, eu sou apenas uma garota latino-americana com dinheiro no banco – começo a rir.

— Vem cá. Quero te mostrar uma coisa.

Nos dirigimos até uma sala que estava escura. Quando a luz acende nas paredes vejo várias fotos minhas que eu não sabia que tinham sido tiradas. Alex tirou essas fotos em várias ocasiões e eu nem lembrava. Eram fotos minhas dormindo seminua, lendo com um coque solto e meus óculos, cozinhando, jogando vídeo game....

— Deus Alex! – eu estava com as mãos na minha boca e via tudo com os olhos arregalados. Não estava acreditando que era eu!

— Olha Lou... essa é você. Linda, inteligente, engraçada... É por isso que eu amo você. Eu te vejo além das máscaras que você coloca. Eu consigo ver a tua essência e quem realmente você é. – ela chega e coloca a cabeça no meu ombro me abraçando por trás. Puxo meu cabelo para o lado desnudando a minha nuca e dando acesso a ela. Suas mãos passeiam pela minha cintura enquanto sua boca trilhava o caminho da minha nuca descoberta.

Eu me viro e delicadamente a beijo. A minha língua acaricia a sua que busca um contato maior. Quando ela morde o meu lábio inferior respiro fundo, contendo um gemido maior que estava preso.

Seguro a sua mão e me dirijo para o seu quarto a fazendo sentar na cama. Fico em pé e retiro o meu vestido lentamente. A seda vermelha caindo aos meus pés revelando um conjunto de renda preto e cinta-liga. Minha fotógrafa engole em seco e seus olhos azuis olham meu corpo com desejo.

Resolvo deixar o sapato de salto alto e coloco um joelho em cada lado das suas pernas, sentando em seu colo. A beijo chupando a sua língua com luxúria. Alex aperta as minhas costas e me puxa colando nossos corpos mais ainda. Aproveitei esse ato para colocar as minhas mãos nos seus ombros e rebolar devagar. Um gemido alto da fotógrafa foi ouvido pelo quarto. Prendi a respiração quando ela se dirige ao meu pescoço mordendo várias partes.

Meu corpo estava tremendo por um contato maior. A minha fotógrafa subitamente inverte as posições me fazendo deitar na cama. Enquanto se despia ela parecia um predador admirando a sua presa. Não consegui ficar parada quando a vi sem a camisa. Os seus seios eram lindos e pareciam ser deliciosos também. Eu precisava prova-los. Me ajoelhei na cama e a puxei ainda em pé. A beijei não me demorando nos seus lábios. Mordi seu ombro levemente e deslizei a língua até o seu mamilo rosado pressionando contra o céu da minha boca. Abocanhei com vontade aqueles seios pequenos. Deliciei-me com a sensação e os gemidos que conseguia arrancar dela.

A cada chupava mais forte, Alex gemia. Por mim, ficaria horas naqueles dois seios maravilhosos, mas ela tinha outra ideia. Puxando forte meu cabelo para que eu a olhasse, ela me toma em um beijo selvagem que nos tira o fôlego.

A fotógrafa enlouquecida se despe totalmente e minha boca saliva ao ver seu sexo com uma pequena penugem de pelos loiros bem aparados. Não pude admirar por mais tempo porque ela se deita em cima de mim. Ela lambia, mordia, chupava... qualquer parte desnuda do meu corpo. Nossos corpos colados simulavam um movimento de penetração. A minha boceta implorava por atenção e eu coloco minhas pernas ao redor da sua cintura querendo um contato maior.

— Alex... por... por favor. – eu gemi ofegante. Eu precisava de mais.

— Eu vou cuidar de você baby girl. – ela diz com a voz enrouquecida. Tirando o restante das minhas roupas. – Sweet pussy... look at this... damnnn... so wet. – ela passa os dedos pelo meu sexo encharcado fazendo com que eu rebole na sua mão.

                — Aleeeexxx eu não to aguentando... – a minha voz sai como um gemido e ela deita no meio das minhas pernas. Sem me torturar ela parte para a região que eu mais preciso dela. A loira lambe a minha intimidade de cima para baixo se deliciando com o meu gosto.

— Eu amo seu gosto. Fiquei viciada... Agora eu vou cuidar desse my fellow... this big sweet clit.

Ela chupa meu grelo fazendo movimento com a cabeça como se fosse um pênis. Agarrando a sua pequena extensão entre os lábios. “OMG! O QUE É ISSO???”. Nunca tinha sentido essa sensação, desse jeito.... QUE ORAL É ESSE???? Agarro seus cabelos gritando e rebolando na sua boca. O orgasmo chega intenso e eu tento fechar as pernas, mas ela não deixa.

A fotógrafa continua a lamber a minha boceta capturando o meu gozo. Sem parar o que estava fazendo ela penetra dois dedos na minha entrada. Sua boca não parava e agora ela lambia toda a extensão sem ficar muito tempo no clitóris sensível. Seus dedos curvaram dentro de mim encontrando meu ponto esponjoso e minhas costas se arquearam. Gritei roucamente.

Eu não sabia mais onde eu estava, quem eu era, que pais é esse, planeta????? Eu só me importava com as sensações que Alex me proporcionava. Gritava seu nome e rebolava o quadril descontroladamente querendo mais contato e liberação. Ela fazia movimentos rápidos e precisos. Quando, novamente ela chupa meu grelo, eu esguicho meu líquido nela, amassando seus dedos com as paredes da minha vagina.

Com carinho e cuidado ela retira a mão dentro de mim e dá selinhos na minha intimidade. Espasmos ainda soam pelo meu corpo e me dei por conta que foi a primeira vez que tive orgasmos múltiplos.

Ela deita ao meu lado me olhando sorridente. A beijo e me aconchego no seu peito suspirando. Eu tenho tanta coisa a dizer... mas não tenho forças para emitir um som.

— Alex...

— Shiii... descansa baby girl. Eu vou ficar aqui cuidando de você.

Notas finais:

oi oi oieeeeeeeeeeeeeeeeeeee

digam o que estão achando please.

Não consegui revisar então se tiver algum erro de concordancia ou palavra faltando me falem.

Se algume quiser sugerir algum antigo affair para a Alex de alguém famoso, sou toda ouvidos.

BESOS!

Tento voltar antes do final de semana.

Capitulo 19 - Thank You por RubyRose
Notas do autor:

Thank You - Dido

POV Alex

Luiza estava dormindo placidamente nos meus braços. Sei que as emoções foram muito fortes para ela hoje, sem falar dos orgasmos maravilhosos que, modéstia a parte, eu proporcionei. Pego sua mão e vejo o anel no seu dedo anelar. “Como em tão pouco tempo eu fiquei enlouquecidamente apaixonada por essa garota?”. 

— Oi. – ouço a sua voz e procuro seus olhos verdes.

— Oi baby girl. Cansada?

— Agora não mais. – Lou senta na minha cintura com os seus olhos verdes brilhando e solto um gemido ao sentir seu sexo no meu abdômen. – Alex? – minha namorada pergunta enquanto traça o bico do meu seio com o indicador.

— O que?

— Posso te tocar? – pergunta mordendo seu lábio inferior de uma maneira sexy.

— Já não tá tocando?

— Assim... – sua mãe direita encontra meu sexo úmido e faz uma carícia tímida no meu clitóris.

— Você pode fazer o que quiser comigo. – sorrio maliciosamente para ela. Eu me espanto o quanto estou receptiva para ela, geralmente eu nunca deixo as mulheres com quem eu me relaciono a me tocar. Por isso, posso me considerar uma “virgem”? Acho que não. Uma membrana não é o que te torna “pura”.

— Eu quero... mas eu não tenho muita experiência. Você me ensina a te dar prazer? – ela me olha em expectativa, seus olhinhos brilhando.

— Como assim você não tem experiência? – acho que buguei agora.

— É que a Nanda não me deixava toca-la e eu só fiz oral uma vez em uma garota. – ela já havia me contado sobre os dois ménages e que sempre a Nanda estava presente. Fiquei com um ciúme gigante, mas tentei disfarçar.

— Baby... – olho as suas bochechas rosadas de vergonha e falo. - geralmente sou eu que dou prazer, até porque é o que “esperam” de mim. Poucas vezes alguém me tocou mais intimamente. Então... o que você acha da gente ir com calma e conhecer nossos corpos para saber o que eu gosto e o que você gosta?

— It sounds like a plain – Lou sorri e me toma a boca em um beijo carregado de erotismo. Ela agarra as minhas mãos acima da minha cabeça não deixando eu me mexer. Aquilo nunca tinha me acontecido antes. Todas as mulheres que eu fico sempre esperam que eu seja ativa. Posso dizer que eu estava amando essa experiência nova.

A língua da brasileira serpenteava a minha orelha e eu segurei um gemido quando senti uma mordida no local.  A sua perna direita foi de encontro a minha intimidade e suspiro com o contato. “Gosh!Essa garota me enlouquece sem nem ao menos perceber!”. Ela deita no meio das minhas pernas e eu me apoio nos cotovelos a olhando em expectativa. Delicadamente começa a massagear minha boceta e logo após leva seus dedos melados com a minha excitação até seus lábios.

 — Uhmmmm... delicious. – ela lambe os dedos como se saboreasse uma iguaria. Fiz menção em me mexer e agarra-la, mas ela não deixou. – Fica quietinha babe. Eu quero te dar prazer. – ela abre meus grandes lábios expondo o meu centro pulsante. Com muito cuidado ela aproxima a língua do meu clitóris e começa a acaricia-lo. Nos meus sonhos mais loucos eu nunca imaginei aquela visão. Ver a morena de olhos verdes me lambendo e suspirando em deleite ao mesmo tempo. “Holy Shit! Vou gozar só em ver a sua expressão.”. 

Quero manter os olhos abertos, mas não consigo! Naquele momento Lou se empolga e inicia um beijo de língua no meu clitóris. Quase grito de prazer e dou um pulo tentando fechar as pernas, mas ela é mais rápida e me mantêm aberta.

Meus gemidos eram constantes e acompanhavam o ritmo da sua língua. Eu agarrava os lençóis e tinha a certeza que meus dedos iriam doer depois pelo esforço que eu estava fazendo. Os sons que eu fazia a incentivava mais ainda. Sua língua movimentava-se em círculos e, algumas vezes, ela chupava meus pequenos lábios para dentro da sua boca. O barulho de sucção estava me enlouquecendo mais ainda.

— Babe? Assim tá bom? – minha morena pergunta sem deixar de fazer o que estava me levando ao paraíso.

— Lou... yeah... ohh shit... don’t stop baby... ohhh fucking shit....

— Eu acho que vou ficar viciada no seu gosto. – ela olha sorrindo e recomeça seus movimentos com mais intensidade ainda. Agarro sua cabeça de encontro ao meu sexo. “Oh my gosh!”

— Baby... ah... oh my.... oh my... I’m cominnnnnnggggg – e eu chego ao ápice como nunca antes!

Luiza estava ajoelhada no meio das minhas pernas sorrindo e admirando as minhas expressões pós-gozo.

— Baby girl, como você consegue?

— O que? – ela se deita em cima do meu corpo e me dá um selinho.

— Me enlouquecer desse jeito? – falo arranhando levemente a suas costas com as minhas unhas curtas.

— Eu quero te enlouquecer de todos os jeitos. – ela levanta bruscamente e se coloca de joelho colando nossos sexos.

A umidade das nossas intimidades auxilia na fricção e gememos com o delicioso contato.  Me movo até ficar sentada e poder agarrar a sua bunda a puxando para mais perto e aumentando a fricção.

Eu abocanho seu seio sem deixar o ritmo cair. Nossos gemidos se completavam. Algumas palavras desconexas eram ditas. A temperatura dos nossos corpos fazia com que o suor escorresse por nossas peles. Cravo minhas unhas na sua cintura aumentando o seu rebolar. Lou agarrava meus ombros. Nossas testas coladas, a respiração descontrolada, os gemidos, os gritos, as palavras sem nexo.... tudo fez com que o gozo viesse intenso.

Nos beijamos desesperadas querendo prolongar o momento. Parecia que queríamos nos fundir em apenas um indivíduo. Por fim, desabamos na cama esgotadas e felizes.

— Obrigada. – Lou sussurra com o rosto alojado na curva do meu pescoço.

— Por que?

— Por me fazer tão bem. – ela levanta os olhos e nos beijamos calmamente aproveitando o momento único.

_ “And I want to thank you

For giving me the best day of my life

Oh, just to be with you

Is having the best day of my life” – canto para ela parte de uma canção. (N/A: Ouça Thank You (Dido) https://www.youtube.com/watch?v=1TO48Cnl66w )

— Eu amo essa música!

— Dido é maravilhosa. Sempre que vou a Londres passo na casa dela.

— Espera ai... – Lou levanta uma sobrancelha – Pegou essa também?

— Baby eu não sou a maior pegadora do mundo! Lógico que não! Ela é hetero, casada e com um filho lindo!

— Aham... tá. – faz bico.

— Que coisa mais linda esse bico! – falei fazendo cócegas – Eu não tenho como apagar o meu passado, mas te prometo o meu presente e o meu futuro. Eu amo você. – vi que ela ficou desconfortável e a abraço – Hey, não fica pressionada em falar a mesma coisa. Eu sei o que você sente ok? Lembra? Sem rótulos... sem pressão???

— Eu devo ter feito algo muito bom na vida para merecer você. Obrigada! Te adoro Lexy....

— Lexy?

— Aham, minha Lexy....

— Eu gostei! O que você acha da gente continuar na jacuzzi? Eu faço uma massagem em você.... mas essa é para dar prazer e não tirar a dor.

— A D O R O. – ela fala rindo e eu me levanto dando um tapa na sua bunda.

— Gostosa! – Lou dá um risinho e pega seu celular que tinha caído no chão.

— Alex! Alguma coisa aconteceu! Tem milhares de chamadas não atendidas da Nanda e também da Clarinha! – ficamos olhando seu celular e ela entra no aplicativo de mensagens.

 

Grupo “Minipiroquinha da Lu >VitinhoMijão”

 

Eu: Heyyyyy o que houve????? Meninas???

 

Loira peituda gostosa do meu core saiu do grupo

 

Meu único amor saiu do grupo

 

— Porra! Eu preciso ligar. Algo muito ruim aconteceu.

— “Meu único amor”, sério Luiza? Eu pensei que significava mais para você.

— Alex, caralho... não é isso o que você tá pensando....

— Eu vou deixar você ligar para o seu único amor. Qualquer coisa eu estou na sala.  – naquele momento eu sinto que nunca a teria de verdade.

Notas finais:

oi oi oieeeeeeeeeeee! Entãooooo, me falem o que estão achando. 

Como ta a escrita? A historia? Os hots?

Comentem hehehhe

beijooooo

Capitulo 20 - Clareamento por RubyRose

POV Luiza

Errei. Errei feio. Errei rude. Como fui estupida em deixar esse nick no meu celular? Estupida level hard. Imediatamente após a saída da Alex do quarto troquei o nome nos contatos. “Mas agora é tarde! Merda cagada não volta pro cú!”. Bom, vou falar com Alex daqui a pouco. Vou tentar ligar para aquelas malucas antes que eu tenha um filho.

— Alô.

— Clarinha do céu! O que aconteceu sua louca? Por que saíram do grupo? Por que me ligaram tanto? Fala!!!

— Lu, é a Alice. Clarinha tomou um remédio e está dormindo.

— TIA SUA LOUCAAAAA! Me conta, o que aconteceu.

— Ai filha, senta que vem história ai.... – tia Alice me contou tudo o que aconteceu. Resumindo enviaram umas fotos para a Ana Clara da Nanda nua com outras duas garotas. Ana Clara virou uma jaguatirica e saiu bebendo tudo o que viu pela frente. Apareceu na cada do Luiz Cláudio e tarammmmm. Tá gravida. Eu estava passada com tudo isso! Não caiu a ficha. Certo que armaram para a Nanda, porque a garota que eu conheço é completamente apaixonada pela Clarinha. Nunca na vida iria fazer nada para magoá-la.

Despedi-me da tia Alice e pedi a ela que fizesse a Clarinha me ligar. Novamente tentei falar com a Nanda, mas o telefone dela só dava na caixa. Não vou falar que essa quebra no relacionamento delas não me deu um sentimento de “será que eu tenho chance?”.  “Para de besteira Luiza! Sabe muito bem que aquelas duas vão viver sempre juntas. Isso é só um pequeno problema que logo elas vão passar por cima.”. Pensando no que eu poderia fazer para ajuda-las fui procurar a minha fotografa. Sim, minha. Olho para meu anel de diamantes e penso que nunca na vida alguém me tratou do jeito como ela faz.

Vesti a camisa branca que Alex usava ontem e sai do quarto. O relógio da parede da sala mostrava que eram cinco horas da tarde. O dia passou e nós não vimos. Fui para a cozinha e encontrei Alex preparando uma refeição para a gente. Sua expressão era séria e eu solto um suspiro sem saber como começar a falar ou o que dizer. Resolvi ser o mais sincera possível.

— Lexy... – a abracei pela cintura. – me desculpe? Olha... troquei o nome. – mostrei a ela o meu celular.

— Luiza não precisa pedir desculpa. Eu sabia onde estava me metendo. Sei que você não me ama. – ela continua a cozinhar.

— Hey, olha pra mim. – ela se vira e eu a abraço pela cintura. – O nick no celular não é verdade. Ou melhor, não é mais a verdade. Você é meu amor. Ainda não estou pronta para dizer que te amo, mas você é a única pessoa que realmente me conhece. Nem a Nanda, meus pais, meu irmão me conhece tão bem como você. Em tão pouco tempo você me desarmou e fez eu me mostrar inteira como realmente sou. Eu quero te amar e eu acho que estou muito perto disso.

— Lou não precisa me prometer nada...

— Eu quero, eu preciso. Alex eu te adoro demais. Pensar em não ter você perto de mim me dá um aperto no peito e eu não consigo respirar.... – Alex me abraça e me beija.

— Tudo bem. Vamos deixar rolar, né?

— Sim.

— Senta ai que fiz panquecas de cranberry para você.

 

POV Alex

Eu tinha vontade de sair de casa, pegar meu porsche e dirigir sem rumo. Sempre fiz isso toda vez que tinha ódio de algo. Nunca senti um ciúme tão grande na minha vida e fiquei assustada com isso. Se eu encontrasse a tal Nanda era capaz de partir para cima, mesmo eu sendo uma pessoa que prega a não violência e o diálogo.

Fui até a sacada olhar o movimento do parque e fiquei algum tempo meditando. Fiz meus exercícios de yoga e depois resolvo arrumar algo para comer. Já é quase noite e não comemos nada desde ontem.

Mais calma eu olho dentro da geladeira para ver o que tem e descubro que Jenny deixou a geladeira abarrotada de coisas. Minha governanta sempre exagerada. Hoje eu tinha dado folga a todos os empregados e então teria que cozinhar. Achei cranberries e resolvi fazer algumas panquecas.

Após alguns minutos Luiza chega e vem me pedir desculpas. Na verdade, ela não tem que me pedir perdão. Eu tenho plena consciência que estou forçando uma relação com ela. Já tentei ir mais devagar, mas eu preciso dela como o ar que eu respiro. Sempre fui impulsiva e isso é o meu pior defeito.

Conversamos e ela me diz algumas coisas que me fazem ter um pingo de esperança. Talvez um dia ela me ame realmente. Esse pensamento me encheu de alegria. Durante o lanche ela me conta sobre os problemas das amigas. Num primeiro momento fico morrendo de medo de perdê-la. Sei que ela iria correndo para os braços da Nanda. Parecendo que estava ouvindo meus pensamentos ela me diz que vai fazer de tudo para juntar o casal novamente, pois elas são almas gêmeas. Aquilo me deixou um pouco mais calma, mesmo assim ainda sentia ciúme.

 

POV Luiza

Já havia passado uma semana da nossa noite maravilhosa e do stress do dia seguinte. Nossa relação continua muito boa, mas sinto que Alex está morrendo de medo que eu pegue um avião e vá atrás da Nanda. Todos os dias nós dormimos juntas e já temos uma muda de roupa na casa de cada uma.

Na Masom foi um verdadeiro frisson a notícia. Nora ficou feliz demais pois comigo ela teria uma “herdeira” na parte criativa e a Domain não perderia sua “essência”.  Muitos olhares de inveja que me enviaram foram ignorados com sucesso. Megan teve um chilique e Nora deu quinze dias de “férias” a ela.

Nessa semana também fui virada do avesso. Me levaram para vários tratamentos de beleza e exames. Fui cutucada, esfoliada, massageada.... me sentia um carro numa oficina martelinho de ouro. Fê me acompanha a tudo. Pelo menos eu tenho a quem xingar. Só não deixei fazer um tal de clareamento anal. Não não! Deixa ali meu cú do jeito que tá. Imagina a situação: você fica arregaçada de perna aberta com uma criatura mirando aquele seu buraco que não vê a luz com um laser. NEM PENSAR! Deixa ele escurinho! Alex que é a mais interessada, quando eu contei a ela, rolava de rir no chão das coisas que eu falava!

Mas tenho que admitir que nunca me senti tão feminina quanto agora. Realmente essas técnicas que as comedoras de alface usam e abusam são maravilhosas para o nosso ego. Eu me olho no espelho e me acho a batatinha mais crocante do pacote!

Durante essa semana conversei bastante com a Clarinha e ela está arrasada. Além de estar passando muito mal com a gravidez. Enjoos e mal-estar. A Nanda não dá sinal de vida. Quando envio mensagem ela lê e não da bola. Quando tento ligar ela não atende. Eu realmente tenho vontade de pegar um avião, mas para pegar aquelas duas e encher de chineladas. Colocar as duas dentro de um quarto trancado e deixar sair só quando se resolvessem.

Eu vi as fotos que enviaram para a Clarinha e com certeza era a Nanda. Aquele corpo e aquelas tatuagens eu reconheceria em qualquer lugar. Mas em nenhum momento a gente via se ela estava dormindo ou acordada. Pego novamente o telefone e tento falar com a Nanda, mas ela não atende.

Fui cedo para casa porque queria fazer uma surpresa para a minha fotógrafa. Tomei um longo banho e coloquei uma calcinha fio dental comestível que eu tinha comprado. Coloquei um robe de seda e saltos altos. Abri o vinho e deixei a tábua de queijos pronta na mesinha de centro. Fê estava devidamente avisado a não dormir em casa. A campainha bate e eu entreabro o robe deixando um seio aparecer. Abro a porta com uma cara sexy.

— PUTA QUE PARIU! Se eu soubesse que teria essa recepção eu teria vindo antes! – Nanda fala rindo. Perai, Nanda???

— Nanda o.. o que – falo arrumando minha roupa para me cobrir. Olho por cima do ombro da minha amiga e vejo Alex paralisada na saída do elevador.

Notas finais:

Opa! Acharam que eu não apareceria hoje.... então estoy aqui (voz da shakira).

bom, comentem e me digam o que vcs acham que vai rolar ai.

besosss

Capitulo 21 - Jamaica por RubyRose

POV Alex

Hoje o dia tinha sido extremamente cansativo. Fiquei horas escolhendo as  fotos para a minha nova exposição que seria no próximo mês em uma galeria renomada da cidade. O tema não poderia ser outro: minha musa. Durante todo esse tempo em que eu estou com a minha morena eu tirei milhares de fotos lindas. São fotos artísticas mostrando a sua expressão, sua meiguice, sorriso, quando ela esta concentrada lendo e uma ruguinha aparece na sua testa, suas mãos enquanto pegava uma caneca de café, sua silhueta olhando a janela.... Como eu gosto de falar: Variações sobre Lou.... As fotos na sua maioria eram em preto e branco.

Vejo as horas e percebo que estou atrasada. Lou queria que eu fosse dormir na sua casa hoje. Claro que para mim seria melhor se ela viesse para cá, mas como eu sempre faço todas as suas vontades eu aceitei prontamente. Corro para tomar uma ducha rápida e coloco uma das calcinhas boxer que a minha brasileira me deu. Não que ela tenha algo contra minhas cuecas, mas ela diz que a minha bunda fica mais gostosa nesse tipo de calcinha e como são confortáveis resolvi aderir.

Entro no elevador e vejo meu reflexo no espelho. Aos poucos Luiza ia mudando meu jeito de vestir. Nada muito gritante, mas nas pequenas coisas. O tipo de calça, o corte das camisetas... Sempre usei as roupas um número maior do que o meu, mas Lou me mostrou que meu corpo era bonito e que eu devia mostrar mais. Camisetas justas, calças com um caimento que realçasse as minhas curvas.... Eu tenho que admitir que tô me sentindo linda. Sem falar no meu cabelo que depois de anos está na cor natural.

No caminho paro em uma banca de flores e compro uma rosa para o meu amor. Gosto de dar esses pequenos mimos a ela. Luiza é daquele tipo de mulher que não se importa com o valor das coisas e sim com o significado. Isso eu aprendi durante esses meses. Diferentemente da Megan que apenas via as cifras de cada presente.

Estaciono o carro na frente do prédio do meu amor e corro até a entrada. O porteiro não está o que é muito estranho porque ele sempre estava ali. Quando eu saio do elevador eu paro estática: Luiza estava na porta do apartamento seminua recebendo uma morena alta belíssima. A morena de cabelos curtos vestia um jeans e uma jaqueta de couro e segurava uma bolsa de viagem gasta. Luiza me vê e fica pálida. A morena se vira e eu a reconheço das fotos: Nanda. O ciúme me cega. Aperto a rosa na minha mão sem notar que eu a estava esmagando.

Respiro fundo e estava me virando para ir embora quando sinto alguém me agarrar. Um abraço de urso. Aqueles abraços que os brasileiros amam dar quando encontram alguém de quem gostam. Abraço de família. Fico paralisada com os braços para baixo sem entender.

— Tu é a Alex! Mano! Caralho mano! – Nanda me abraça forte e eu fico completamente confusa, sem entender nada. – Olha só cara.... obrigada! Obrigada por cuidar da segunda menina mais importante da minha vida. – e ela começa a CHORAR! “What a hell?”.

— Nanda, você bebeu? – Lou tira ela dos meus braços a levando para dentro do apartamento.

— Só uns dois ou cinco. Mas tô bem... ó... – ela tenta fazer o quatro e se desiquilibra. – A aeromoça me trazia espumante... e eu tomava.... – ela se vira para mim. – Sabe Alex, a minha Clarinha adora espumante.

Luiza senta a amiga no sofá e vem até mim.

— Desculpe amor, mas eu não sabia. – ela sussurra me dando um beijinho.

— PORRA QUE COISA MAIS FOFA VOCÊS DUAS!!! Mano, o Hanson aqui te pegou de jeito eihnhô – Nanda nos abraça. Confesso que não estou acostumada com tanta “efusividade”.

— Lou, quem sabe você troca de roupa. – falo sentindo ciúmes.

— Por mim tudo bem eu já vi mais que isso. – Nanda fala comendo uns queijos que estavam na mesinha de centro. – Com todo respeito tá Alex, mas ô Lu, tá mais gostosa ainda! Puta que pariu! – a amiga da Luiza meio embriagada se serve de vinho.

— Eu já venho. Se comportem! – Luiza sai e eu vejo que ela ainda estava transtornada com a visita. Fico pensando o que iria acontecer agora. Morro de medo que ela me deixe.

Olho para a Nanda que estava entretida tentando espetar uma azeitona que teimava em rolar da bandeja. Suspiro e sento na outra ponta do sofá me sentindo desconfortável.

— Alex, agora falando sério... eu posso não tá no meu normal – ela fala me olhando e vejo sinceridade nos seus olhos – Mas o que eu falei a você era verdade. Muito... muito obrigada por fazer a Lu feliz.

— Eu não sei o que dizer Fernanda, eu tô me sentindo desconfortável aqui.

— Imagino! Eu sou um pouco impulsiva às vezes e só pensava que a Lu me daria colo e depois uns tapas, para eu parar de fazer drama. A Luiza é a minha melhor amiga. Aquele amigo que você pode contar em todas as horas.

— Sei....

— Você tá desconfortável por causa da nossa história né? – concordei com a cabeça. – Eu vou ser sincera com você. Se eu não fosse extremamente, enlouquecidamente, cegamente apaixonada pela Clarinha eu iria pegar a Lu para mim. – trinco meus dentes e já estava vendo tudo vermelho. – Mas isso Alex.... isso antes de você aparecer. Agora, independentemente do amanhã e do que vai acontecer na minha vida, eu vejo que a Lu tá feliz. E isso me faz feliz. Eu tô falando isso para você porque sei que o ciúme faz a gente perder a razão. O que eu quero te dizer é que pode ficar tranquila que a Lu, hoje e sempre, é minha irmã. E eu sei Alex, que eu não posso dar a ela todo esse amor que eu vejo que você tem. – ela tinha lágrimas nos olhos – Por isso, eu queria pedir apenas uma coisa... não afasta ela da gente tá? Eu e a Clarinha amamos demais essa louca.

POV Luiza

PUTA QUE LOS PARIU! O que eu faço cacete? Alex esta completamente bolada. Consigo ver na expressão dela. “Ai Nanda, porque você não me avisou?”. Se a minha amiga tivesse me avisado eu poderia “amansar a fera” aos poucos. Coloco uma calça de pijama e uma camiseta larga por cima. Vou até o banheiro retirar a maquiagem e ouço a campainha bater. Escuto uma movimentação na sala e me dirijo para lá.

No corredor começo a escutar um som que nunca imaginaria nessa situação: GARGALHADAS! Na sala vejo a minha mulher e a minha amiga fumando um Beck e gargalhando. Alex estava completamente vermelha de tanto rir.

— E aí ela gritava: Tô na JAMAIIIIICAAAAAA! – “Ai meu Deus!” – Lu, senta aqui. To contando pra Alex quando você fumou pela primeira vez naquela festa da escola.

— Vem Lou, senta aqui. – minha namorada me puxa para o seu colo e me passa o Beck. Parece que entrei em um universo paralelo.

— Depois disso ela andava como se estivesse em câmera lenta e falava: tá me vendo? Tô em slowwwww moooootiiiioooooon. – Nanda e Alex se retorciam e choravam de rir. – O Jefferson era um garoto de dreads e ela ficou o resto da festa atrás dele: Meuuuu, tu é o Bob Marley.... me dá um autógrafo.

— Parem de fazer bullyng com a minha pessoa. – fingi estar braba.

— Deixa Lou, quero saber mais.

— Bullyng você fazia comigo isso sim. Alex, sabe aquela menina irritante que fica zuando de você sempre? Luiza Nadge. Quando eu era pequena a Clarinha me encheu de esparadrapo brincando de médica. Tive que raspar a cabeça. Luiza espalhou que eu tinha piolho. Depois quando meu cabelo começou a crescer ela jogava bolinha com cuspe nele.

— Lou... oh my gosh! Lou, the bully!

— Ai nem era assim.

— Como que não? Era sim.

— Mas você não revidava?

— Eu não dava bola, e ela ficava mais puta ainda.

— Mas não entendo como vocês se tornaram amigas já que ela fazia tudo isso comigo.

— Alex – minha amiga nos serve de mais vindo. – exatamente isso... ELA fazia. Mas se qualquer outra pessoa se metia comigo ou falava o que ela dizia sobre mim ela partia pra cima na porrada.

— Lou!! Sério isso? Não consigo imaginar!

— Simmm mano! Ela ia pro fight! Me defendia de tudo. Mas me tratava mal sempre. Mainha que falava que isso era amor e por isso que eu não dava bola. – “Ok. Isso tá estranho.” – Lu, lembra quando você ficou grudada no meu aparelho? Alex, essa louca tinha umas coisas estranhas às vezes dava na telha e ela me puxava pra um beijão, claro que sempre escondida. Um dia a gente tava fazendo um trabalho de química e eu tinha que usar aparelho por uns tempos. A louca me puxa e me beija! Só que o lábio fica preso no meu aparelho!

– Ai DEUS nem lembrava disso! Eu corria e gritava: VOU MORRER!!!! TÁ DOENDO! VOU FICAR SEM BOCAAAAA! E você tentava me segurar.

– E como se soltou? – Alex perguntou me abraçando.

– Mazé... ouviu a gritaria e calmamente me puxou. Fiquei com a boca com um corte. – minha namorada começa a rir.

– Tadinha da minha Lou – ela beija meu pescoço e eu me arrepio.

– Alex, agora me fala aqui uma coisa. Você comeu mesmo a Madonna? – Nanda pergunta com uma cara safada.

Notas finais:

Oieeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeee, comentemmmmmm <3

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