Lutas da vida por Esantos
Summary:

 


A vida nos reserva muitas lutas, cabe a nós aprender a vence-las todos os dias e buscar a felicidade.


Vamos mergulhar nas vidas dessas duas garotas que vão aprender o que é a vida, vivendo-as intensamente.


OBS: Essa historia contem cenas de sexo e violência, se você for sensível aos temas não leia.


 


Categoria: Romances Characters: Original
Challenges:
Series: Nenhum
CapĂ­tulos: 47 Completa: Sim Palavras: 146125 Leituras: 66825 Publicada: 11/04/2018 Atualizada: 11/09/2018
Notas:

Ola minhas flores mais lindas desse mundo, eu estavam morrendo de saudades, por isso cá estou eu com mais uma historia de amor, espero que vocês gostem.

BJS

1. Capitulo 1 por Esantos

2. Capitulo 2 por Esantos

3. Capitulo 3 por Esantos

4. Capitulo 4 por Esantos

5. Capitulo 5 por Esantos

6. Capitulo 6 por Esantos

7. Capitulo 7 por Esantos

8. Capitulo 8 por Esantos

9. Capitulo 9 por Esantos

10. Capitulo 10 por Esantos

11. Capitulo 11 por Esantos

12. Capitulo 12 por Esantos

13. Capitulo 13 por Esantos

14. Capitulo 14 por Esantos

15. Capitulo 15 por Esantos

16. Capitulo 16 por Esantos

17. Capitulo 17 por Esantos

18. Capitulo 18 por Esantos

19. Capitulo 19 por Esantos

20. Capitulo 20 por Esantos

21. Capitulo 21 por Esantos

22. Capitulo 22 por Esantos

23. Capitulo 23 por Esantos

24. Capitulo 24 por Esantos

25. Capitulo 25 por Esantos

26. Capitulo 26 por Esantos

27. Capitulo 27 por Esantos

28. Capitulo 28 por Esantos

29. Capitulo 29 por Esantos

30. Capitulo 30 por Esantos

31. Capitulo 31 por Esantos

32. Capitulo 32 por Esantos

33. Capitulo 33 por Esantos

34. Capitulo 34 por Esantos

35. Capitulo 35 por Esantos

36. Capitulo 36 por Esantos

37. Capitulo 37 por Esantos

38. Capitulo 38 por Esantos

39. Capitulo 39 por Esantos

40. Capitulo 40 por Esantos

41. Capitulo 41 por Esantos

42. Capitulo 42 por Esantos

43. Capitulo 43 por Esantos

44. Capitulo 44 por Esantos

45. Capitulo 45 por Esantos

46. Capitulo 46 por Esantos

47. Capitulo 47 por Esantos

Capitulo 1 por Esantos

 

Recife  ano de 2004

 

 

-- Caraca,  vocês já viram a novata?

--Ela é diferente, toda esquisita

--E aquele cabelo, é lá homem.

--Deixem de besteira meninas a garota é nova aqui o que vocês queriam? Que ela saísse falando e dando abraços em todo mundo?

--Juliana a defensora dos frascos e comprimidos. – Todos sorriram

--Não é ser defensora de ninguém apenas o certo, e você JM para de falar besteira e saiba que vai me dá carona para casa, estou morta de cansada.

--Sim senhora madame, minha bike, sua bike.

--Humm não sei porque vocês não namoram de vez

-- Claudia fica na sua, Junior você fez o exercício de matemática?

--Eu não estava ocupado olhando para a bunda daquele professor gostoso.

--Mary minha salvação você fez?

--Fiz, mas não acho certo você não ligar para estudar, ano passado você quase se deu mal e esse ano é ano de vestibular, o que custa estudar um pouquinho?

--Custa tempo e preguiça eu odeio matemática você sabe.

-- Juli você não gosta de estudar nada

-- Não Mary eu gosto de português

--E odeia o resto.

-- Vamos JM que a Mariazinha não vai me dá o trabalho pra eu copiar, essa chata..

-- Não vão errar o caminho e casa e irem para o beco da rua de cima, foi de lá que metade das crianças da comunidade vieram

-- Vai se ferrar Claudia – Juliana mostra o dedo do meio para a amiga e sobe na bike daquele que ela sempre considerou seu melhor amigo

-- Juli, eu vou ver se estudo hoje, meu pai disse que se eu não passar ele vai me dá uma surra, já basta a da semana passada.

--Mas a da semana passada não foi porque você não deixou ele bater na tia?

--Foi, ele disse que já que eu estava defendendo a mãe eu iria apanhar no lugar dela, minha costa esta dolorida até agora.

--Ainda bem que não tenho pai para me bater. – Ela estava sentada no quadro da bicicleta do rapaz que pedalava devagar

-- Mas a tia Paula é linha dura

--Eu sei, por isso ando na linha, me deixa ali na esquina está bom  - O rapaz guiou a bicicleta até o lugar.

--Amanhã te espero aqui para irmos, até amanhã Juli – Ela dá tchau para o rapaz e segui, mas para em frente à sua casa vendo que tinha moradores novos na pequena casa da frente.

 

 

--Mãe! Cheguei – Juliana solta a mochila no chão da casa e segui para seu quarto

--Filha vem me ajudar um pouco aqui, preciso fazer umas entregas agora.

--Que saco mãe estou cansada, estudar cansa sabia? – A garota trocou de roupa e foi até a cozinha onde a mãe preparava as marmitas que vendia há um bom tempo.

--Sabia, mas precisamos pagar as contas, fecha essas marmitas ai que o Cleiton já vem pegar.

--Olha eu soube que o Cleiton está subindo o a favela e aprontando – Disse enquanto fechava as marmitas

--Quem te disse isso?

--Foi um menino lá da escola, ele é metido com os traficantes.

-- Eu vou conversar com o Cleiton, espero que seja mentira.

--Só falei o que me contaram – Ela esticou o pescoço e viu o caminhão de mudança sair—Já conhece os vizinhos novos?

--É a irmã Marisa ela morava no casebre na rua de baixo, mas a família aumentou e teve que se mudar.

--Não vai dizer que a santinha da Lidia engravidou?

--Não, disseram que o irmão dela morreu de um acidente daí a filha dele teve que vim morar com a tia, parece que é a única família da garota.

--Nossa que triste, pronto já acabei, posso voltar para o meu quarto?

--Não vai almoçar?

-- Vou, mas quero tomar banho antes.

--Cuidado com essa agua Juli, não tenho condições de ficar comparando carro d’agua  todo mês.

--Eu sei, vai ser rapidinho – Ela foi para o banheiro, tomou seu banho e assim que voltou viu que a mãe já tinha saído para fazer as entregas das marmitas, ela almoçou e foi lavar os pratos e as panelas, sua tarefa obrigatória todas as tardes, odiava lavar aquelas panelas enormes, após acabar foi na frente de casa e viu a aluna nova sentada na calçada de sua casa.

-- Oi desculpa está aqui – ela levantou limpando as roupas.

--Não se preocupa, mas o que você está fazendo em frente da minha casa? – Ela sentou ao lado da garota

--Eu estou morando aqui na frente e mudança cansa demais, estou morta – Ela sorriu voltando a sentar. – Fugir um pouco da minha tia

--Então você é a sobrinha da dona Marisa? A que veio morar com ela?

-- Isso mesmo, pelo jeito você está atualizada – Sorriu

-- Sua tia disse a minha mãe, nunca nos falamos na sala – Esticou a mão para ela – Prazer, Juliana mas pode me chamar de Juli.

-- Andreia, me chama como você quiser. – Andreia sorriu e apertou a mão dela

-- Então Deia o que você gosta de fazer? – Juliana não sabia o porquê, mas gostou da companhia da outra

--Muita coisa, estudar, lutar, jogar bola, ler, um monte de coisa.

-- Você luta?

--Luto, desde pequena, comecei com Judô, depois me apaixonei por karatê e jiu jitsu, participei de várias competições.

--Serio? Você tem medalha?

--Algumas, de karatê e judô.

--Depois você me ensina?

--Você? – Andreia sorriu

--Por que está sorrindo?

-- Você é muito baixinha para lutar – Continuava sorrindo

--Eu sou baixinha, mas sou forte, pare de rir - Deu uma tapinha no ombro dela

-- Percebi – Ela passou a mão no ombro como se estivesse doendo.

--Você não viu nada ainda – Andreia parou para olhar o sorriso daquela morena linda, sua pele negra, sorriso aberto, corpo esguio, cabelos cacheados. –Oi terra chamando – Juliana despertou a outra de sua pequena viagem.

-- Me distrair, foi mal – Sorriu envergonhada.

--Andreia! Já descansou demais, vem ajudar sua prima que não parou de trabalhar um só minuto -Marisa disse com a cabeça na porta.

--Vou lá até outra hora – Ela disse levantando

--Até outra hora, se precisar de alguma coisa pode bater aqui.

--Obrigada – Andreia disse levantando, Juliana entrou e ficou assistindo um filme qualquer na televisão

 

 

 

--O  que a senhora quer que eu faça tia – A menina perguntou desanimada.

--O que você estava conversando com aquela menina?

--Ela estuda comigo tia, veio perguntar como eu estava.

-- Não quero você com ela – Disse entregando um pano para a garota

--Por que tia? – Revirou os olhos de enfado

-- A mãe dela é mãe solteira e cria essa menina solta demais.

-- Mas não vejo problema em... – Foi interrompida

--Eu já falei, agora limpa essas cadeiras. – Marisa bronqueou

-- Tá bem tia – A jovem respirou fundo já não sabia mais o que fazer, além da tristeza de perder o seu herói, seu pai, a vida lhe deu mais uma desagradável surpresa fora obrigada a ir morar com a irmã de seu pai, eles nunca tiveram contato, pois na adolescência tiveram um desentendimento, era notável a diferença comportamental entre o seu amado pai e aquela mulher, de veras eram opostos.

--Prima vem ver como ficou nosso quarto – Lidia a prima dela chamou a garota

--Quero só ver o que você aprontou - Saiu com a prima pelo pequeno corredor da casa.

--Olha aí ficou lindo, não foi? – Lidia mostrou o pequeno quarto que tinha duas camas lado a lado, um pequeno guarda-roupas no meio, um lado uma cama com vários ursinhos de pelúcia e bonecas e no outro lado uma cama apenas forrada, mas com as medalhas da prima penduradas na sua cabeceira.

-- Realmente, ficou lindo – Ela sorriu para a prima.

-- Eu escondi suas roupas de luta, a mãe queria jogar fora eu escondi, está tudo debaixo da sua cama.

--Obrigada prima, bem vou acabar de limpar as cadeiras, obrigada – Ela fez um carinho nas bochechas rosadas da prima e voltou para seus afazeres

 

 

 

 

-- Mary meu amor, por favor me deixa ver o exercício?

-- Juli você passou o dia todo em casa dava para ter respondido

--Eu não sei nem para onde vai, deixa por favorzinho?

--Não, eu disse que nunca mais ia deixar vocês olhar meus exercícios, é o ultimo ano vocês têm que começa a estudar.

--Mary a nerd colocou moral – Junior disse sorrindo das outras duas

--Fica na sua Junior, droga o professor já está me marcando quero só ver quando souber que não fiz essa merda de exercício.

-- Mary eu prometo que será a última vez que pedimo. – Claudia disse implorando

--Não mesmo – Maria levantou do banco de cimento da pequena pracinha em frente do colégio.

-- Eu vou ver se a convenço – Juliana disse indo atrás da amiga, porem desistiu ao ver Andreia sentada em um banco perto do muro da escola. – Deia, bom dia – Sentou ao lado da menina que estava olhando para o caderno

--Bom dia Juli – Sorriu para a morena.

--O que você está fazendo?

--Revisando o exercício de matemática

--Serio que você fez? – Ela sorriu –Me deixa copiar, por favor?

-- Você não fez?

--Não tive tempo para fazer. – Mentiu

--Tá bem, copia– Entregou o caderno para ela que feliz começou a copiar e Andreia ficou admirando aquela garota de sorriso lindo

--Você salvou minha vida – Disse entregando o caderno.

--Se você quiser depois eu te ajudo com a matéria, pelo visto não é seu forte.

--Não é mesmo, sou muito ruim em matemática.  – Fez careta

--Percebi isso. – Sorriu

-- Deia eu esqueci de perguntar, quantos anos você tem?

--Eu tenho dezessete, faço dezoito daqui a cinco meses.

-- Serio? Que massa, sou louca para ser de maior

--Mas e você? Quantos anos ?

--Fiz dezessete em dezembro.

-- Juli vamos entrar? – Claudia se aproxima com Junior e JM

--Pessoal vem aqui conhecer a Deia -Chamou os amigos que se aproximaram–Essa aqui é a Andreia, Deia essa aqui é a Claudia, esse é o Junior e esse chato aqui é o JM – Passou o braço no ombro do rapaz.

-- Oi pessoal, prazer – Andreia disse encabulada e todos responderam com um aceno.

--Vamos entrar? – Juliana disse olhando para Andreia

--Vamos sim – Eles entraram para a sala de aula

 

 

-- Ei Juli agora é amiga da esquisitona é?

--Ela está morando na frente da minha casa, é gente boa Claudia.

--Ela é gente boa por que te deu o exercício de matemática?

--Não, é gente boa porque eu gostei dela.

--Não vai se apaixonar viu Juli.

--Como assim Junior?

--Nada, deixa minha boquinha fechadinha – Disse Junior passando um zíper na boca.

-- Olha sua amiguinha ali – Claudia apontou para o portão de saída da escola

-- Deia! – Juliana gritou e a menina olhou – Nós vamos subir, você vai para casa? – O grupo de amigos aproximou-se

--Vou sim.

--Nós te damos carona – Claudia falou sorrindo

--Vocês não vêm andando?

--Logico que sim né – Claudia sorriu.

--Eu vou pedalando na frente – JM subiu na sua bicicleta e saiu na frente

-- Vamos, mas me diz racha onde você morava antes de vim para cá? – Junior passou o braço junto do de Andreia e começaram a caminhar

-- Junior deixa a Deia, não liga para esse curioso Deia. – Juliana ralhou

--Não tem problemas Juli – Sorriu para o rapaz. – Eu morava em Caruaru com meu pai.

--E se mudaram para cá?

--Não ele faleceu, daí tive que vim morar com a irmã dele, a tia Marisa era a única família que eu tinha.

--Nossa coitada – Claudia falou e foi repreendida por Juliana que lhe deu um beliscão. – Ai Juli, e não é? Além do pai morrer ela ter que morar com a dona Marisa? Ninguém merece – Andreia deu um ar de riso.

-- A fama da minha tia vai longe mesmo.

--Desculpa, mas ela é muito chata, quando a gente ia brincar de queimado e a bola caia na frente da casa dela ela rasgava a bola. -Junior disse

--Isso é falta de sexo, aquele bêbado que é marido dela não deve comer ela a muito tempo.- Claudia disse e começaram a sorrir

--Eu também acho isso – Junior disse sorrindo junto com Andreia

-- Você fica rindo é? – Juliana perguntou também sorrindo

--Logico ele só chega bêbado, acho que tem um litro de pinga no pé da cama, pois ele já acorda bêbado.

-- Credo, agora me diz, você deixou muita coisa lá?

--Como assim Junior?

--Muitas coisas Andreia, você é bonita, deve ter deixado muitos corações partidos.

--Não mesmo – Ela sorriu

--Você é grande, não é? Qual sua altura – Maria perguntou

--Eu tenho 1,79

--Devia jogar vôlei

--Prefiro futebol.

--Ela luta vocês sabiam? – Juli disse pegando no outro lado do braço dela.

--Serio? Agora fiquei com medo – Junior se afastou, eles seguiram sorrindo até a casa de Juliana.

--Vem para cá Deia vamos fazer o trabalho de biologia, aliais você está em que grupo?

--Não tenho grupo ainda.

--Então vem, tem uma vaga ainda.

--Eu vou almoçar e já venho. -Ela caminhou até a porta.

--Nada, vem almoçar conosco

--Não quero incomodar

--Não acredito que está se negando a comer a comida da tia Paula? Vem racha é a melhor comida desse mundo – Junior disse puxando a mão dela.

--Deixa eu avisar – Ela colocou a cabeça na porta de casa e viu a tia sentada assistindo televisão. – Tia estou aqui na frente fazendo um trabalho – E saiu rápido para a não dá tempo da tia negar, entraram na casa de Juliana e Andreia pode perceber o quão já eram familiarizados, eles correram para a cozinha.

-- Olá meninos, como estão? – Paula perguntou enquanto cada um beijava a bochecha da mais velha, Andreia parou para olhar melhor aquela mulher, agora entendia de onde vinha a beleza de Juliana. – Olha temos uma novata hoje? – Paula limpou as mãos na toalha e aproximou-se de Andreia.

--Mãe essa é a Andreia, a sobrinha da dona Marisa, Deia essa é minha mãe Paula

--Prazer dona Paula – Andreia esticou a mão.

--Sem o dona, apenas Paula, um prazer Andreia, seja bem vinda, fica à vontade, tá bem? – Andreia afirmou com a cabeça e ela continuou – Vão lavar as mãos temos muito trabalho – Todos saíram da cozinha.

--Vem Deia, vamos ajudar a minha mãe a fechar as quentinhas – Puxou-a pela mão – Ela vende PF em quentinha.

--Legal. – Os jovens lavaram as mãos no banheiro e voltaram, logo estava os cinco ajudando as mais velhas.

--Pronto meninos, eu vou indo, o Cleiton saiu mais cedo e não voltou ainda, comam depois limpem tudo, tem pavê na geladeira, lembrem de deixar um pedaço para mim – A mais velha saiu com dois isopor um nas costas e outro debaixo do braço.

-- Ela desce para o centro com esse peso todo? – Andreia ficou surpresa

--Na maioria das vezes leva menos mais meu primo está fulerando.

--Vamos comer que estou morrendo de fome – Junior disse e cada um se serviram, Andreia se sentiu muito bem naquele meio, na hora do trabalho não passaram nem uma hora concentrado nos estudos logo estavam conversando e brincando.

 

-- Nós já vamos – Disse Claudia levantando com Junior e Maria.

--Já é tarde, minha mãe deve está preocupada – Maria falou arrumando as coisas.

--Mas não lavamos os pratos vocês não vão me ajudar?.

--Foi mal Juli hoje vamos te abandonar – Junior falou já saindo.

-- Se você quiser eu te ajudo

--Serio Deia? Vamos lá então – Elas foram para a cozinha e logo acabaram de arrumar tudo.

--Nossa essas panelas cansam – Andreia falou sorrindo

--Já estou acostumada, valeu mesmo.

--Não tem que me agradecer. – Andreia disse olhando nos olhos dela.

--Seus olhos são tão bonitos – Juliana disse encarando sorrindo, mas foram interrompidas.

 

 

--Boa tarde meninas, como foi o dia?

--Normal mãe, a Deia que me ajudou com a cozinha.

--Nossa, capricharam mesmo, vou tomar banho e já volto. – A mulher saiu para o banheiro.

--Eu acho que já vou, até amanhã – Andreia disse sem conseguir parar de olhar para aquela morena.

-- Até, eu saio às sete horas, se quiser ir comigo.

--Vou te esperar então, ate... – Andreia foi surpreendida por um abraço de Juliana. – Ate amanhã – Disse sentindo um calor percorrer seu corpo, nunca tinha sentido isso antes, foi para casa com uma enorme alegria, alegria essa que morreu quando entrou em casa.

--Andreia o que você tanto fazia naquela casa?

--Estava estudando tia.

--Tem certeza? Eu já te disse que se eu descobrir que você está com aquela safadeza de está se esfregando com mulher vou te dá uma surra escutou?

-- Eu não estava fazendo nada tia – Disse indo para o quarto.

--Eu estou de olho em você entendeu?

--Pode deixar – Ela foi para o quarto e viu a prima chorando.

--O que houve? – Quando se aproximou e viu o olho da prima roxo. – Mas que merda é essa? Quem fez isso com você?

--Foi o meu pai, ele ficou bravo porque eu não fui comprar pinga para ele.

-- Que desgraçado – Levantou com raiva, mas a prima a deteve. – Me solta eu vou devolver esse soco.

--Não prima, não vale a pena.

--Mas olha o que ele te fez. – Ela estava transtornada

--Eu sei o que ela me fez, mas não vai adiantar nada, ele estava bêbado.

--Mas isso é covardia, você só tem quinze anos, não sabe se defender.

--Vem deixar isso para lá eu estou bem – Puxou-a pela mão e a fez sentar – Agora me diz, está amiga da Juliana é?

--Ela é legal, uma pessoa maravilhosa.

--Hum! Maravilhosa é? – Levantou as sobrancelhas

--Deixa de besteira, ela é gente boa, aliás todos eles são boas pessoas.

--E o gato do JM? Ele estava?

--Não ele foi para casa, mas eu não fui muito com a cara dele.

--Ele é um gato isso sim – Ela sorriu.

-- Gata mesmo é a Juli – Andreia falou um pouco mais alto

-Gata é? Sei bem. – Andreia jogou o travesseiro na prima.

--Vou tomar meu banho já volto.

 

Notas finais:

EU VOLTEI!!!! 

AI COMO ESTAVA COM SAUDADES DE VCS

 

BEM, VAMOS LÁ, MAIS UMA HISTORIA, ESPERO QUE VOCÊS CURTAM, PROMETO RESPONDER OS COMENTARIOS DE TODAS.

 

SE DER TEMPO POSTAREI DOIS CAPITULOS POR SEMANA.

 

BJS MINHAS FLORES

Capitulo 2 por Esantos

-- Largamos cedo, vamos fazer o que? – Disse Claudia se aproximando dos amigos.

--Eu vou ter que ir para casa a tia soube que iriamos largar cedo, se eu não for ela fica no meu pé.

--Não sei com você aguenta a dona Marisa.

--Eu tenho que aguentar, infelizmente, até outra hora pessoal– Falou olhando para Juliana que sorriu e acenou.

 

 

--Oi dona... quer dizer Paula algum problema? – Ela viu a mulher com uma pequena motocicleta parada em frente à sua casa.

--Um problemão Andreia, meu sobrinho estava fazendo umas coisas erradas daí tomei a motinha das entregas dele, agora não sei o que fazer.

--Mas a senhora não sabe pilotar?

--Não sei, morro de medo

--Mas essas “ciquentinhas” são muito fáceis de pilotar, se a senhora quiser depois eu ensino.

--Você sabe pilotar?

--Essa aí é moleza, meu pai tinha uma bem maior que essa, me ensinou a pilotar com quinze anos, só não deixava eu sair andando por ai porque era de menor, o bom que essa não precisa de habilitação– Ela disse saudosa.

--Você não queria ir comigo fazer as entregas? Me ajudaria muito.

--Claro que posso, me deixa eu avisar que cheguei da escola – Andreia chegou levou sua mochila para o quarto, viu a tia na cozinha. --  Tia vou resolver umas coisas já volto – Saiu antes da tia falar alguma coisa, não encontrou Paula na frente daí bateu na porta.

--Entra Andreia, vou com você, ainda bem que já está tudo pronto. -Ela pegou um  daqueles isopor de entregador de pizza colocou  nas costa e mais dois isopores menores nas pernas e saíram – Você sabe mesmo pilotar essa coisa não é?

--Sei sim, só me diga por onde ir, não conheço quase nada por aqui.

--Vamos lá que eu lhe mostro – Elas saíram e logo fizeram todas as entregas.

-- Nossa você sabe pilotar direitinho mesmo e o melhor é cuidadosa. – A mais velha disse assim que pararam na frente da casa.

-- Eu adorei, amo pilotar. – Ela sorriu

-- Pode colocar ela aqui dentro? – Ela guardou a moto e entrou com a mulher. – Você salvou minha vida Andreia, muito obrigada – Paula abraçou a menina de lado.

-- Que isso Paula, sem problema, precisando – Ela sorriu, gostou muito da tarde com aquela mulher tão divertida.

--Nossa perdi minha mãe foi isso? – Juliana disse ao ver a mãe abraçando-a.

--A Andreia salvou minha vida filha – Se afastou e puxou uma cédula de vinte reais. – Esse é seu pagamento – Deu a menina.

--Não Paula, que isso, não quero dinheiro – Ela recusou sem titubear

--Eu faço questão, você perdeu quase sua tarde toda comigo.

--Mas eu só fiz para ajudar, não precisa pagar.

--Mas você trabalhou tem que receber.

--Eu só fiz um favor, não aceito pagamento.

--Então vamos almoçar que você não comeu nada – Ela aceitou e foram para cozinha.

--Filha não arrumou a cozinha ainda?

--Eu cochilei depois do almoço mãe – Ela disse sentando com Andreia.

-- E o que fizeram depois que largaram?

--Fomos para a casa do Junior ficamos lá estudando depois vim para casa.

--Estudando? Na casa do Junior? Sei bem – Ela sorriu para a filha saindo da cozinha

-- Obrigada Deia por ajudar a minha mãe - Pegou na mão da garota, ela não entendia essa necessidade que tinha de sempre está próximo de Andreia.

--Não foi nada demais Juli, nossa, esse creme de frango da sua mãe é muito bom – Ela disse com a boca cheia, ficaram ali um bom tempo, depois Andreia ainda ajudou Juliana a arrumar a cozinha.

 

-- Andreia gostaria de perguntar uma coisa para você – Paula entrou na cozinha vendo as meninas conversando – Você não aceitaria trabalhar comigo? Me ajudar nas entregas?  Logico que recebendo por isso, toda semana eu pago o que pagava ao Cleiton

-- Seria bom, mas não sei se minha tia deixaria.

--Faz assim, você conversa com ela e mais tarde eu vou lá falar com ela.

-- Está certo, bem eu vou lá.

--Amanhã me espera que vamos juntas – Juliana disse sorrindo.

 

 

-- Ate que fim resolveu voltar, onde você estava menina?

--Tia a dona Paula me chamou para trabalhar com ela.

--Com aquela mãe solteira? Nem pensar

-- Tia a senhora fica com o aluguel da minha casa eu não pego em nenhum dinheiro, assim eu poderia comprar minhas coisas e não pedir nada a senhora. -Já sabia como a tia funcionava

-- É por esse lado é até que é bom, me livrar dos gastos com você, nunca vi gastar tanto.

--Eu não gasto com nada tia, mas então o que a senhora acha? – Escutaram a porta abrir

--Eu vou pensar agora vai cuidar de lavar os pratos. – Andreia concordou com um aceno de cabeça e seguiu para cozinha, algum tempo depois sentiu ser observada quando virou viu o marido da tia a olhando

-- O que você quer? – Ela perguntou o encarando, não tinha medo dele

-- Nada, será que não posso nem ficar na minha casa?

-- Já acabei – Ela enxugou a mão e saiu da cozinha, sentiu uma sensação esquisita com o jeito que ele estava a olhando, mas preferiu guardar aquilo para si, foi para o banho depois ficou no quarto estudando.

 

 

-- Andreia vem aqui – Ela escutou a tia  chamando, viu Paula na porta.

--Diga tia – Aproximou-se

--Amanhã pode trabalhar com ela, mais lembre do que eu te disse nada de está pela rua, não quero que você fique mal falada.

--Pode deixar que eu ficarei de olho nela dona Marisa – Paula disse feliz e aliviada, pois estava sem saber quem chamar, teria que ser alguém de confiança e ela sentiu isso naquela menina.

 

 

 

-- Você vai sair correndo da escola Deia?

--Para dá tempo de entregar tudo vou ter sair correndo– Elas caminhavam para a escola

--Por que você não pega a moto, seria mais rápido para você voltar.

--Não sei, será que a sua mãe deixaria?

--Eu vou dizer a ela, aposto que ela deixa, ela gostou de você.

--Oi, tudo bem? – JM acompanhou-as.

-- Oi JM, como você está? -Juliana abraçou o amigo

--A mesma merda de sempre – Olhou para Andreia a medindo de pé a cabeça

--A Deia vai trabalhar com a minha mãe, vai ficar no lugar do Cleiton.

--E você sabe pilotar moto?

--Sei sim. – Andreia respondeu firme, ela não sabe o motivo, mas de todos daquele grupo o único que não simpatizava era aquele garoto.

-- Só me avise para eu não está na mesma rua – Ele disse debochando.

--Ela pilota bem, minha mãe elogiou muito.

--Ela é uma garota Juli, mas deixa isso para lá, agora vou logo avisando o Cleiton estava falando que a tia Paula não acharia ninguém para trabalhar pra ela e se achasse o cara ira se ver com ele.

--O Cleiton é um idiota, mas não se preocupa Deia, ele não fará nada contra você ele só sabe falar, é um fouxo.

--Sei me defender, pode deixar – Andreia já estava irritada com aquele garoto e só piorou quando ele colocou um dos braços em torno do pescoço de Juliana.

--Ui ela ainda é brava  -Ele disse sorrindo. – Vou lá conversar com os meninos – Ele entrou na escola e Andreia  Juliana  foram até uma pracinha em frente encontrar os demais, lá conversaram por um tempo depois foram para a aula.

 

 

 

-- Então vamos lá Andreia, está tudo pronto – Paula disse assim que Andreia chegou da escola. – Não quer comer nada?

--Não senhora, quando eu voltar eu como, senão vai ficar tarde – Elas arrumaram as quentinhas e seguiram para fazer as entregas naquele pequena moto, assim a semana seguiu, na sexta-feira ela já estava fazendo suas entregas sozinha.

Notas finais:

Ola minhas flores!!!

 

Mais um capitulo, sim é pequeno, masss..... uma rapidinha assim na hora do almoço é sempre bom não é mesmo? (estou falando da leitura, não vão pensar safadezas, vcs sabem que eu não penso nessas coisas) kkkkk

 

ENTÃO? GOSTANDO DA JULI E DA DEIA?

 

ATE "BEM" BREVE

 

BJS 

Capitulo 3 por Esantos

--Vai Deia me deixa ver – Juliana pedia para ver novamente o exercício de matemática.

--Vem aqui, senta que eu te ajudo a responder – Andreia chamou a garota para a mesa.

--Isso mesmo Andreia não a deixa colar, Juli deixa de ser preguiçosa filha. – Paula repreendeu

--Eu não sei nem para onde vai isso – Sentou-se ao seu lado bufando.

-- Eu te ajudo, é fácil – Ela começou a ensinar a garota que depois de alguns erros conseguiu fazer os exercícios.

--Eu odeio matemática – Ela disse fechando os cadernos.

--Não tem bicho de sete cabeças, você que tem medo – Andreia parou de falar olhando aquela menina com a cara fechada, linda e irritada chegava a ser impossível parar admira-la.

-- Deia? Está aí? – Ela fez um carinho na bochecha dela que sentiu o corpo pegar fogo com aquele toque.

--Er... Estou, mas já vou , minha tia vai ficar brava – Ela disse arrumando suas coisas.—Amanhã venho cedo ajudar a sua mãe.

-- E eu vou dormir até tarde odeio acordar cedo.

--Boa noite Juli. – Colocou a mochila nas costas

--Boa noite Deia – Juliana em um ato impensável a puxou lhe abraçando, Andreia sentiu o rosto dela em seu pescoço, um encaixe perfeito, que foi interrompido por batidas na porta – Deixa eu ver quem é --Juliana separou-se sem jeito e foi para a porta, mas para desprazer de Andreia era JM que entrou e deu um abraço em Juli

-- Eu estou indo – Andreia saiu sem nem olhar para trás, não suportava ver eles juntos.

 

 

-- Isso é horas de chegar? – Marisa disse ao ver a garota entrando.

--Estava estudando com a Juli tia.

--Deixa a menina Marisa, ela já é bem grandinha – O marido da mulher falou olhando para a garota.

-- Eu só estou colocando rédeas nela Mauro – A mulher falou para o homem que fedia a bebida

--Ela não precisas de rédeas, não é minha menina ?– Passou as mãos no cabelo dela que se esquivou –Ela já é bem grandinha

--Eu vou para o quarto estudar – Andreia disse saindo dali o mais rápido possível.

 

 

-- Então Andreia já sabe o que comprar com seu primeiro salário? – Paula perguntou vendo a menina corta alguns legumes, era sábado, mas ela fez questão de ajudar a patroa.

-- Eu queria voltar a treinar tia Paula, mas acho que a tia Marisa não vai deixar.

--Você gosta mesmo de luta não é?

--Gosto muito – Ela sorriu.

-- Andreia faz um favor para mim? Acorda a Juli porque senão ela dorme até meio dia, agora sua missão é: só saia de lá quando ela levantar

--Está bem – Ela saiu pelo estreito corredor que tinha na casa e bateu na porta, porém não foi atendida, bateu novamente e nada, decidiu colocar a cabeça e chamar a outra, abriu a porta devagar e ficou paralisada ao ver aquela garota vestida com um blusão, as pernas de fora – Perfeita – foi o pensamento dela, chamou a menina mais uma vez e nada, caminhou até ela e tocou seus ombros, ela puxou o lençol e virou-se. – Acorda Juli, a sua mãe disse que só era para eu sair quando você acordar- Sacolejou um pouco mais forte.

--Não, me deixa dormir mais um pouco – Ela disse fazendo manha, Andreia sentiu a calcinha molhar com aquele jeito dengoso da morena.

--Acorda vai – Começou a fazer cocegas nela que começou a se mexer querendo se livrar. – Acorda dorminhoca – Ela fazia cocegas na garota, logo estavam as duas deitadas.

-- Tá bom eu levanto, mas para, por favor, para – Andreia parou e Juli a olhou nos olhos, sentiu algo novo com aquele olhar, não soube ao certo o que era, mas algo que nunca tinha sentido antes.

--Er... então vai levantar? – Andreia se desfez do contato e levantou da cama

-- Deia eu vou te matar por isso – Sorriu amarelo --Não pode me acordar quase de madrugada no sábado- Disse levantando

--Madrugada? Já vai dá onze da manhã Juli agora vai lá que estamos na cozinha – Andreia saiu e Juli voltou a sentar na cama, estava confusa, não entendia o motivo de sua amiga lhe fazer sentir aquelas emoções todas.

-- Levanta Juliana, deixa de besteira – Ela falou e foi fazer sua higiene e ao chegar na cozinha encontrou a mãe e a amiga conversando.

 

 

--Deia vamos dá uma volta hoje à noite, será que sua tia deixa você ir?

-- Para onde? – Elas estavam na frente da casa lavando a moto.

-- Estávamos querendo ir no antigo, só dá uma volta mesmo

-- Acho que minha tia não vai deixar.

--Deixa se nós fomos para igreja – Lidia disse atrás das meninas

--Eu na igreja? – Andreia sorriu

--Ela não precisa saber que não vamos – Lidia disse sorrindo

--Então você quer mentir para ela?

--Logico né, eu digo que vou te levar para igreja e ela vai deixar nós sairmos.

--Ótima ideia – Juli disse feliz.

--Tem certeza que não vai dá problema?

--Não, hoje ela não sai de casa esperando o pai que chega mais bêbado que o normal, então poderíamos dizer que vamos para igreja e vamos curtir a noite – A garota disse animada pulando nas costas da prima que segurou suas pernas

--Então vamos sair. – Andreia disse carregando a prima nas costas, Juliana sorriu ao ver aquele carinho que era aparente pelas duas.

--Vou pegar minhas roupas, podemos deixar aí Juli? Nós vamos pelo quintal e nos trocamos na sua casa.

-- Mas porque de nos trocar? – Andreia não entendeu

--Você acha que vou sair de vestido nos pés? – A garota sorriu e Juliana acompanhou já sabia que a garota adorava uma festa e sempre enganava a mãe daquela forma.

 

 

 

--Vocês duas tomem cuidado, se o culto acabar tarde peçam para um dos irmãos trazer vocês.

--Vai acabar mãe, o culto não vai ser na igreja daqui do bairro, vai ser na igreja que a irmã Dulce congrega, mas a Andreia vai pagar um taxi para nós ela prometeu gastar o primeiro salário dela em obras para Deus. – A menina falava normalmente.

--Oh gloria! Ainda bem que Deus está tocando nesse coração, tenho certeza que é você minha filha que está levando sua prima para um bom caminho

--Eu estou sim mãe, toda noite oramos até tarde, pedindo a Deus uma conversão total.

--Amem! vai lá filha, ore pelo seu pai, para esse demônio que faz ele beber tanto se afaste dele.

--Vou orar sim mãe, vamos prima?  - Andreia apenas balançou a cabeça estava surpresa com a prima, parecia uma atriz. – Você ficou linda nessa saia – Lidia disse assim que saíram de casa.

--Eu não acredito que você me fez colocar uma saia – Ela resmungou

--Ela tinha que acreditar, o que você queria? Ir com um de seus bermudões?

--Vamos logo, não quero ser vista usando isso – Elas deram a volta e entraram no quintal de Juliana que esperava na porta.

--Que esquisito, você de saia – Ela sorria.

--Pare de rir senão eu desisto – A garota falou com a cara feia.

--Deixa de ser rabugenta, vai colocar sua roupa – Ela foi vestir-se no banheiro e Lidia foi com Juliana que ainda não estava pronta.

 

-- Posso entrar meninas? – Andreia entrou no quarto e se segurou na maçaneta para não cair, Juliana estava linda, com uma calça jeans bem grudada em suas pernas, uma camisa de alça preta e uma maquiagem que a deixava mais linda.

-- Então como estamos? – Lidia falou alto chamando a atenção da prima que estava quase babando pela outra.

-- Linda, quer dizer lindas – Ela olhou para a prima e a viu transformada, com um vestido curto, maquiagem um pouco pesada e um salto alto.

-- Vamos que estão todos na casa da Claudia esperando – Elas saíram e foram caminhando até a casa de Claudia, lá já estavam todos esperando-as, depois dos comprimentos desceram as estreitas ruas daquela comunidade e logo alcançaram o centro da cidade.

-- Você já tinha vindo aqui Deia? – Juliana perguntou ao ver a garota olhando para tudo.

--Não à noite, é lindo.

--Ali é o marco zero, uma galera se junta é bem legal – Eles sentaram em uns bancos de cimento e logo JM chegou com uma garrafa de um vinho barato.

--Já estava com a garganta seca – Claudia disse enchendo seu copo.

--Vocês bebem? – Andreia de certa forma estava surpresa, ela já tinha bebido várias vezes, mas apenas em festas fechadas.

--Logico que sim, você não? – Junior perguntou

--Bebo, não muito, mas bebo – Claudia entregou um copo a ela que começou a beber de leve, ficaram ali conversando por um bom tempo.

--Olha lá a Lidia não perde tempo mesmo – Claudia disse apontando para a garota que estava beijando um menino.

-- Nossa está frio – Juliana disse e JM logo se prontificou de abraça-la, Andreia se sentia desconfortável com aquilo, sabia que não tinha direito de sentir ciúmes, mas há dias já tinha assumido o que sentia pela outra.

 

-- Ei Andreia, tem uma gatinha ali olhando para você – Junior cochichou no ouvido dela que ficou surpresa, não tinha comentado com ninguém sobre sua sexualidade, a única que sabia era sua prima.

--Menina? Eu não... como você sabe? – Perguntou baixo

--Ai  me poupe racha, só falta ter o nome sapatão na sua testa – Ele disse sorriu.

--Quem mais sabe?

--Acho que ninguém se deu conta, mas relaxa, vai lá na sapinha que eu te dou cobertura – Ela tomou o restante do vinho que tinha no copo e saiu de fininho chamando a garota para um lado mais escuro daquele local.

 

--Oi tudo bem? – Ela perguntou um pouco envergonhada.

- Meu nome é Andreia e o seu?

-- Katia, nunca te vi por aqui.

--Sou nova na cidade, mas vi que estava me olhando, você é muito linda- Colocou o cabelo dela atrás da orelha.

--Você também é – Ela mordeu os lábios e aquilo foi a deixa para Andreia que tinha um lado sedutor aflorado, ela descobriu-se lésbica aos treze anos, quando começou a gostar de uma menina da turma de judô, ela tinha 15 anos, depois de algumas semanas disse ao pai o que estava sentindo e o pai a apoiou disse que ela não precisa ter medo do que estava sentindo, uma semana depois a menina a beijou e passaram a trocar beijos no vestiário da academia de luta, passou quase um ano ficando com essa garota que lhe ensinou muitas coisas, porem nunca chegaram aos finalmente, com 14 anos Andreia se apaixonou por uma garota da sua sala e acabaram namorando por dois anos, foi com ela que perdeu sua virgindade, porem acabou traindo a garota com uma outra menina mais velha e quando a garota descobriu acabou o namoro com Andreia, que passou a levar a vida de ficadas, tinha um fraco por sexo, adorava, mas seu pai faleceu e ela teve que vim morar na capital, numa casa totalmente estranha a sim, quando a sua tia descobriu que ela gostava de meninas a prendeu e  ameaçou, a fez jurar que nunca contaria a ninguém dela.

--Queria muito te beijar, posso? – Andreia perguntou já levando a mão para a nuca da menina que não falou mais nada, sentiu os lábios serem amassados pelos lábios da outra, passaram um bom tempo ali naquele escuro, mesmo sentindo muita vontade Andreia preferiu não aprofundar mais aquele contato, apenas uns beijos mais quentes.

--Nossa você beija bem – A menina disse ofegante.

--Eu tenho que ir, meus amigos devem está a minha espera. – Deu alguns selinhos nela.

--Podemos nos ver novamente?

--Não sei quando vou voltar aqui.

--Toma esse é o número do meu celular – Lhe entregou um papel

--Nossa você tem celular? Que legal – Andreia disse vendo a menina tirar da mochila o aparelho.

--Tenho sim, vou esperar sua ligação – Deu um selinho nela.

--Eu vou ligar, pode esperar – Despediram-se e cada uma seguiu para junto da sua turma.

--Onde você estava? Já ia te procurar – Juliana disse assim que ela se aproximou

--Olha aí ela está viva, eu disse que não precisava se preocupar – JM disse com seu sorriso sarcástico

--Eu disse que você foi para o banheiro, conseguiu achar algum? – Junior disse segurando ela pelo braço

--Achei sim, lá do outro lado

--Então vai comigo até lá eu estou apertado – Junior a puxou sem nem deixar ela responder.

--Calma Junior, não precisa me puxar.

--Ai sapa, me conta, como foi com a sapinha mirim?

--Foi bom ela me deu o número dela, amanhã vou comprar um cartão para ligar pra ela. – Um sorriso safado brotou em sua face.

--Se deu bem, agora não vejo o motivo do pessoal não saber, eles são de boa.

--O motivo é a minha tia, me fez prometer não falar a ninguém.

--A sua tia é uma bruxa, mesmo. – Pararam de caminhar pois Junior esbarrou em um rapaz. – Desculpa amigo – Ele disse para o rapaz que conversava com outro. – Ai meu Deus melou sua roupa – Junior falou bem afetado, pois viu o estrago que fez na blusa do rapaz que estava com um copo de bebida na mão

--Só podia ser uma bichinha mesmo – O outro rapaz falou bravo

--Seu viadinho miserável, não olha para onde anda? – Ele deu um leve empurrão em Junior.

--Ei cara ele já se desculpou, não precisa disso – Andreia disse puxando Junior para perto de si.

-- Cala essa boca vadia, eu não aceito que esse viado me toque

--Vamos acabar com ele, assim ele aprende a ser homem - O outro rapaz se colocou ao lado do outro

--É vamos ensinar a ele o que é ser homem – Junior se encolheu já iria correr.

-- Não vamos partir para violência rapazes, será melhor os dois panacas nos deixarmos ir embrora– Andreia falou de cabeça erguida tomando a frente do amigo

--Andreia, vamos correr – Junior disse baixinho

--Você nós chamou de Panaca? Sua vadia? – O rapaz que estava com a camisa melada disse já avançando sobre ela.

 

 

 

--Olha o que será aquilo? – Disse Claudia que viu de longe o que estava acontecendo

--Será que eles vão... -Juliana não acabou de falar e viu o rapaz tentar dá um soco em Andreia que desviou – Ai meu Deus a Deia – Ela correu e os outros fizeram o mesmo, mas não chegaram a se meter, pois o que viram os fizeram parar, Andreia já tinha deixado um deles no chão com o nariz sangrando e o outro imobilizado em uma gravata.

 

-- Nunca mais se aproximem nem de mim nem do meu amigo, entenderam? Seus manés – Andreia disse soltando o outro que respirava com dificuldade, ele ajudou o outro que estava no chão com o nariz sangrando e saíram correndo

 

 

--Ai meu Deus que susto – Junior disse respirando fundo. –Nossa minha heroína – Ele abraçou-a.

--Nossa você acabou com eles – Claudia disse empolgada.

--Mas o que houve? – Juliana perguntou aproximando-se – Você está bem?- Ficou na sua frente.

--Estou, não se preocupe.

--Aqueles ridículos queriam me bater, mas minha mulher maravilha aqui não deixou – Junior disse abraçando a mulher novamente.

--Você é louca podia ter se machucado – Juliana falou brava.

--Não foi o que aconteceu, agora vamos voltar lá senão vamos perder nosso lugar – JM falou e retornaram para o banco onde estavam.

-- Deia tem certeza que está bem? – Juliana perguntou novamente fazendo um carinho nos ombros dela.

--Pode deixar eu estou bem. – Sentiu a pele queimar com aquele toque

--Ela sabe se virar, vem tomar mais um pouco – JM puxou Juliana para seu colo a fazendo tomar mais um pouco do vinho.

--Eu acho melhor eu ir para casa, já está bem tarde, não podemos exagerar – Andreia não gostava nada de como o rapaz tratava a garota. – Vou chamar a Lidia

--Eu vou com você – Junior falou e Maria também se prontificou em ir com os amigos.

--É melhor irmos todos, já está bem tarde. – Juliana falou se pondo de pé.

--Mas agora que é dez horas, a noite mal começou – JM não pareceu gostar.

--Podem ficar pessoal, não se preocupe conosco. – Andreia falou

--Fica ai JM eu vou com o pessoal – Juliana disse, o rapaz fez cara feia mas foi com eles, saíram andando e logo alcançaram as ruas sem calçamento da comunidade que moravam.

 

 

-- Ai Andreia serio que perdi você batendo em alguém? Mais que droga – Lidia falou assim que estavam colocando as roupas “de igreja” para voltaram para casa.

--Não teve nada demais apenas me defendi.

--Eu achei arriscado – Juliana falou vendo ela sair para o banheiro, logo estavam indo para casa, dona Marisa já dormia, elas entraram sorrateiras e foram para o quarto.

--Que papel é esse na sua mão? – Lidia perguntou ao ver ela guardando um papel.

-- O numero de uma garota que fiquei hoje – Andreia disse sorrindo

--Você ficou com quem que eu não vi? – Lidia pulando para a cama da prima

--Ninguém viu, fomos para o escurinho e você estava bem ocupada sugando a boca daquele cara

--Ele até que era gostosinho, mas agora me fala, quero saber de tudo.

-- Não tem muito o que falar, apenas trocamos uns beijos, ela é bem interessante – Ela sorriu.

--Não vai dizer que se apaixonou

--Não, claro que não, ela é apenas... – pensou no que falar – Gostosinha – Ela sorriu sendo acompanhada pela prima –Agora vamos dormir que estou cansada.

--Gostosinha é? Vai transar com ela?

--Lidia! Eu não sei, vai dormir – Empurrou a prima da sua cama.

--Me diz se transar com ela? – Lidia disse indo para sua cama, Andreia até tentou dormir, mas não conseguiu logo, passou um tempo rolando na cama sempre que fechava os olhos via a imagem de Juliana em sua cabeça, passou um bom tempo para conseguir cochilar.

Notas finais:

Ola minhas flores!!!

 

Olha ai mais um capitulo para nós, aos poucos vamos conhecendo as personagens, espero de coração que estejam gostando, vou me esforçar sempre para responder a todas vcs.

 

BJS

Capitulo 4 por Esantos

-- Então filha como foi? – Paula pergunta assim que a filha entra.

--Foi legal, só não foi melhor porque dois caras queriam bater no Junior. – Senta no sofá com a mãe

-- Mas o que ele fez para os rapazes quererem o bater?

--Nada mãe apenas esbarrou em um deles que ficou bravo porque uma bicha esbarrou nele. – falou com enfado

--Nossa que horror, mas então o que houve?

--A Deia o defendeu e colocou os dois para correr.

--Nossa, mas como assim? Ela bateu nos caras?

--Bateu, nos dois, só você vendo mãe ela é muito boa

--Mas isso é perigoso – Paula disse

--Eu falei, ela disse que só queria defender o Junior.

--Nossa espero que esses rapazes tenham aprendido a lição, nada a ver querer bater em uma pessoa por ela ser gay. – Juliana olhou para a mãe, agradecia muito por ter uma mãe tão diferente das mães de suas amigas, além de Paula ser uma mulher batalhadora era também uma mulher à frente do seu tempo, nunca teve preconceitos nem barreiras com nada.

--Deve ser difícil né mãe?

--O que filha?

--Ser diferente feito o Junior, ele já passou por tanta coisa.

--Sim, muito difícil, mas ele tem que enfrentar isso de cabeça erguida, não tem nada de errado ser quem a pessoa é.

-- Mãe e se eu gostasse de meninas? A senhora falaria o que? – Juliana perguntou na lata.

--Eu iria continuar lhe amando filha, mas você?

--Não, não eu não gosto de meninas – Ela falou rápido.

-- Então vai lá tirar essa roupa, ver se não acorda amanhã na hora do almoço.

--Isso eu já não garanto – Ela deu um beijo na mãe e saiu para o banho e ficou pensando naquilo que sua mãe disse, como saber se ela não gosta de garotas? Ela nunca ficou com uma para saber, ela sorriu e foi dormir com aqueles pensamentos.

 

 

 

-- Então minha mulher maravilha, como foi seu domingo? – Junior perguntou assim que Andreia entrou na escola com Juliana

--Passei estudando, revisei física e química

--Credo, domingo não é dia estudar. – Junior disse sorrindo

--Todo dia é dia de estudar Junior.

--Ela é uma CDF Ju – Juliana disse sorrindo – Entraram na sala e logo as aulas iniciaram, no final como já era de costume Andreia saia correndo para o seu trabalho, chegava no meio da tarde, mas ficava na casa de Juliana até o começo da noite.

 

 

--Lidia vamos fazer os seus exercícios – Andreia disse entrando no quarto e vendo a prima deitada na cama. –Ei preguiçosa não adianta fingir está dormindo, vamos estudar – Quando a prima levantou a cabeça viu no seu rosto a marca avermelhada. – Mas o que houve? – Ela levantou o rosto da prima para ver melhor a marca.

-- Ele me bateu – Lidia disse de cabeça baixa.

--Aquele miserável, ele vai se ver comigo agora – Ela saiu do quarto igual uma bala, encontrou o marido da tia deitado no sofá; -- Você é doido? Como faz aquilo com a Lidia? – Ela disse alto fazendo o homem sorrir.

--Abaixa a voz que essa é minha casa, se bem que você fica bem bonita assim, com raivinha – Ele matinha um olhar de cobiça para Andreia que estava com muita raiva.

--Seu imbecil , eu vou acabar com você – Quando ela iria avançar nele Lidia a segurou.

--Não prima, não faz isso.

--Mas olha para seu rosto, ele te espancou.

--Eu já estou acostumada, não faz isso, a minha mãe não vai gostar nada disso.

--Não encosta mais nela entendeu? – Ela disse com o dedo em riste e ele sorriu sarcasticamente.

--Vem Andreia, vem – Lidia a arrastou para dentro do quarto e trancou a porta.

-- Olha para você, eu vou acabar com ele -A menina mais nova pode ver os olhos dela mudarem de castanhos claros para um tom avermelhado.

--Eu estou bem, não fica assim – Lidia tentava acalma-la.

-- Eu vou quebrar a cara dele – Ela tentou abrir a porta mas não conseguiu – Abre essa porta Lidia.

--Não prima olha para você? Não vale a pena – Abraçou a Prima que respirava fundo como se estivesse tentando obrigar o ar entrar em seus pulmões. – Vem deita aqui – Lidia a fez deitar e ficaram ali abraçadas por um longo tempo.

--Lidia você é a única pessoa da minha vida é minha família, não posso te perder, não posso – Ela caiu em um choro doído e Lidia também chorava.

-- Eu não vou a lugar nenhum, estou aqui – Lidia alisava seus cabelos curtos, logo ela cochilou, no outro dia não encontrou o homem em casa, apenas a tia que veio a advertir que ela estava ali de favor e tinha que o respeitar, ela nada falou apenas pegou sua mochila e saiu, passaram-se alguns meses e ela naquela rotina, cada dia estava mais apaixonada por Juliana, porém estava saindo com Katia, ela ligou para a moça e conversaram por alguns minutos, ate consumir todo o cartão telefônico que Andreia tinha comprado, marcaram de ser ver e mais uma vez ficaram, sempre com a ajuda de Lidia elas saiam para o “culto” algumas vezes na semana, sempre Paula deixavam elas irem com a moto, algo que facilitava muito para elas.

Notas finais:

Boa noite minhas flores, como vcs estão?

 

Mais um cap,sim foi pequenino, mas ainda teremos outro essa semana, espero que vcs curtam .

 

BJS

Capitulo 5 por Esantos

 

-- Nossa amanhã você vai fazer 18 anos, qual a sensação? – Claudia perguntou a Andreia, era uma tarde de sábado e a turma estava toda reunida assistindo um filme na casa de Juliana.

--Nada demais, tudo normal. – Andreia disse comendo pipoca

--A diferença é que ela agora pode ser presa – Disse JM

--Amanhã vamos todos para a praia comemorar a idade nova dela, vou levar as quentinhas para almoçarmos todo mundo lá – Paula disse sorrindo, ela adorava quando a casa estava cheia de jovens.

--Eu estou louca para ir, só vim na praia quando era pequena agora passo por ela direto, mas nunca paro – Andreia disse feliz.

--Vamos sair amanhã na primeira Kombi, não se atrasem, ficaram ali acertando as coisas para a comemoração dos 18 anos de Andreia, no meio da noite todos foram para suas casas menos Andreia que ficou na sala conversando com Juliana.

--Deia, você é virgem? – Do nada Juliana perguntou e Andreia quase que se engasgou com o refrigerante

--Mas que pergunta Juli – Ela falou quando se recuperou

--Que besteira, me diz vai – Estavam as duas sentadas no chão da pequena sala,, então Juliana deitou a cabeça no colo de Andreia.

--Não eu não sou mais virgem

-- Com quantos anos você perdeu sua virgindade?

-- Eu tinha 16 anos. – Ela começou a alisar os cabelos encaracolados da Morena

--Eu já tenho 17 mais ainda sou virgem, foi bom? A Claudia disse que é a melhor coisa do mundo, mas nunca fiz

--Bom é – ela sorriu com uma cara de safada

--Você é uma safada – Juliana deu umas tapinhas na perna dela.

-- Só respondi o que você perguntou – Falou sorrindo

-- Meninas olha a hora, amanhã vão acordam cedo – Paula apareceu na sala.

--Ate amanhã tia Paula – Andreia levantou deu um beijo na bochecha de Paula e saiu, ao chegar em casa encontrou Lidia novamente encolhida na cama, ela já sabia o que significava aquilo.

--Não briga prima, deixa ele, um dia ele cansa – Lidia disse colocando a cabeça na perna da prima que estava sentada na cama.

--Mas Lidia ele não pode ficar te espancando assim.

--Vamos descansar amanhã será seu aniversário, temos que descansar.

--Tudo bem, você vai para praia conosco, não é?

--A mãe deixou, não sei que milagre, vai ser muito bom já estou ansiosa -ela sorriu fraco. – Vem deita aqui dormi comigo – Andreia deitou e ficou ali fazendo carinho na cabeça da prima que logo dormiu, ela a acompanhou em seguida.

 

 

-- Não Lidia eu não vou usar apenas esse biquíni pequeno eu vou ficar de short. – Elas estavam discutindo com que roupa iriam para praia.

--Então está bem, mas vai usar a parte de cima? Prima olha essa barriga, ela tem que ser mostrada ao mundo – Lidia falava para prima, elas já nem ligavam mais de ficarem nuas.

-- Está certo, sua chata, me dá aqui esse biquíni – Ela trocou. – Pronto? Satisfeita?

--Está linda, agora vai lá no quintal o maiô que minha mãe acha que eu vou usar tá estendido no varal, pega pra mim?

--Vou lá pegar – Ela saiu apenas de biquíni e short jeans curto, viu a tia no sofá, nem ao menos um feliz aniversario desejou, desceu o pequeno degrau até o quintal e pegou a peça que a prima pediu, quando ia voltar sentiu duas mãos apertarem de forma grosseira seus seios.

--Agora eu posso te comer e não vou ser preso – Mauro disse apertando os seus dela, sentiu uma dor fina, mas logo se soltou.

--Você é maluco? Seu idiota – Empurrou ele e caminhou até a cozinha, pegou um blusão dela que estava ali vestindo.

--Mas o que está acontecendo aqui?- Marisa perguntou vendo Andreia ir para a sala.

--O idiota do seu marido me agarrou – Ela falou alto.

--Quem manda me provocar? Eu sou homem e ela chegou no quintal se insinuando – O homem falou sem medo algum.

--Você está maluco, nunca me insinuei para você seu doido – Ela já estava vermelha de raiva.

-- A culpa é sua mesmo, não tinha nada de ficar andando nua dentro de casa – Marisa a repreendeu

--Minha? Mas eu não estava nua, estava de biquíni e ele me atacou

--Ele não fez nada demais, você que o provocou – Marisa voltou a falar e Lidia apareceu na sala com os gritos

--Mentira mãe você está cansada de saber que ele vive me obrigando a ficar com ele – Nessa hora Andreia olhou para a prima, não viu mais nada na sua frente apenas uma nuvem vermelha de raiva que tirou sua sanidade.

 

--Você abusa dela? – Andreia o empurrou com força, ele se desiquilibrou e caiu, como a porta estava entreaberta acabou caindo na calçada. – Eu vou matar você – Andreia foi para cima dele que levantou sorrindo

--E vou comer você também sua putinha – Ele levantou e acertou dois socos um abriu o sobre cílio e o outro na boca dela.

--Ela é sua filha seu doente, sua filha – Ela deu um chute nas pernas dele que caiu no chão, Andreia não conseguia se controlar, subiu nele e começou a soca-lo, Lidia e Marisa tentavam se aproximarem, mas não conseguiam.

 

 

 

--Mãe é a Deia? – Juliana disse ao escutar os gritos, quando abriu a porta, viu Andreia encima de Mauro o socando, ele se debatia, mas ela não parava, parecia que ela queria mata-lo.

--Meu Deus o que será que houve? -Paula aproximou-se  --Para Andreia – Paula disse, mas ela não escutava.

--Deia para, por favor – Juliana disse abraçando ela por trás, aquele toque fez ela despertar daquele ódio que estava a cegando.

--Ele é um desgraçado Juli, um desgraçado. – Ela gritava ficando de pé e olhando para a Juliana, seu rosto sangrava, mas não sentia a dor.

--Já chega, ele já apanhou – Juliana a abraçou

--Eu quero matar ele, eu quero – Ela tentou se separar do abraço e voltar a bater no homem que mal conseguia se mover, apenas gemia com o  rosto ensanguentado.

--Não, olha para mim – Juliana a fez olhar em seus olhos. –Já chega, vem comigo – Puxou Andreia até ela entrar em sua casa, Paula a seguiu com Lidia.  – Você está machucada, vamos para o hospital – Juliana estava nervosa

--Não preciso de hospital, eu preciso voltar lá e acabar com aquele desgraçado -Ela levantou da cadeira que Juliana a sentou, agora foi Lidia a lhe deter.

--Não Andreia, ele não vale a pena, não faz isso.

--Mas ele, ele te... – Não conseguia nem falar -- Eu vou acabar com ele, nunca mais ele vai tocar em você, nunca mais – Lidia a segurou

--Ele não vai, eu prometo, mas se acalma, você está sangrando.

--Promete que não deixa ele te tocar nunca mais, você promete? – Ela agora chorava

--Prometo, ele não terá mais coragem de encostar em mim, agora vamos cuidar disso.

--Vem Andreia, vamos limpar isso – Paula pegou na mão de Andreia e seguiram até o banheiro, Paula começou a limpar a face ensanguentada da menina.

-- Acho que não precisa levar nenhum ponto querida, mas você não quer ir ao hospital?

--Não tia está tudo em, não está doendo – Ela disse olhando no espelho vendo o roxo em torno de seu olho e o canto da boca inchado.

--Você quer falar o que aconteceu? – Paula perguntou e ela olhou para Lidia que afirmou com a cabeça.

--Eu fui no quintal e aquele desgraçado me agarrou, mas eu conseguir me soltar, dai aquela mulher veio falar que eu que era culpada, pois estava de biquíni, dai a Lidia confessou que ele... – Olhou para a prima que baixou a cabeça chorando, ela levantou e caminhou até ela.

--Ele nunca mais vai tocar em você, eu prometo que aquele desgraçado nunca mais nem vai olhar feio para você – Ela abraçou a prima e Juliana começou a chorar ao se dá conta do que acontecia.

--Mas ele tem que ser preso, ele é um monstro -Escutaram as batidas na porta e Paula foi abrir.

--Onde estão elas? – Marisa entrou e viu Juliana colocando um pequeno curativo no rosto de Andreia.

--O que você fez? Ele está todo machucado e os vizinhos estão rindo dele por sua culpa, eu tenho vontade de ir na polícia te denunciar, parece um animal e tem que ficar numa jaula – Marisa disse aos gritos.

--Marisa como você ousa falar assim? Que tem que ficar numa jaula é ele? Como você ainda o defende ele abusa da própria filha – Paula se colocou na frente da outra mulher e falou também alterada.

--Ele não tem culpa, a culpada é as más influencias que o levam para o bar, eu vou denunciar você, vou na delegacia agora.

--Vá que eu vou fazer questão de acusa-lo de estrupo, eu espalho para todos na comunidade o que ele fazia com a própria filha, ai você vai ver as más influencias que ele anda querer mata-lo – Paula disse com o dedo em riste –Vamos Marisa? Vá na delegacia – A mulher fechou a cara

--Vamos Lidia, passe agora para casa – Pegou no braço de Lidia a puxando, Andreia sem falar nada foi atrás, Paula ainda tentou segura-la.

--Não vai lá agora Andreia, não vai fazer nenhuma besteira.

--Pode deixar tia, eu vou me controlar – Paula assentiu e soltou seu braço, Andreia foi até a casa da frente viu o homem com o rosto muito machucado jogado no sofá.

--O que você ainda está fazendo aqui? Saia da minha casa – Ele disse, mas se encolheu quando ela se aproximou dele o levantou pelo colarinho da camisa.

 

 

--Eu vou sair da sua casa, mas saiba que se algum dia eu descobrir que você encostou nela, mas nem que seja em um fio de cabelo dela eu volto, e volto para te matar na porrada está me escutando? -Ele a olhou assustado. – Escutou? -Ele afirmou com a cabeça, ela o jogou no sofá – E isso está valendo para você também titia – Disse encarando a mulher que estava com os olhos arregalados – Vou pegar minhas coisas e mais nunca piso novamente em sua casa e saiba que dinheiro do aluguel da casa que meu pai me deixou agora é meu, já sou de maior e posso me responsabilizar por isso, não preciso mais de você. – Ela disse indo para o quarto, juntou todas as suas coisas em três sacolas plásticas e saiu, parou na frente da casa respirando fundo, sentou na calçada com a cabeça baixa, mas logo sentiu dois braços circular seu pescoço, não precisava se abaixar para saber de quem era aquele perfume.

 

Notas finais:

Ola minhas flores, como vcs estão?

 

Olha quem apareceu em um sabado a tarde, como prometido, mas um capitulo.

 

E sim o Mauro é um belo fdp, ou qualquer outro adjetivo ruim que vcs queiram o xingar, Mas a Deia mostrou a ele, queria mais, porem calma beybes,(cara de vingativa ).........

Ate semana que vem.

BJS

Capitulo 6 por Esantos

--Vem Deia, vem lá para casa – Juliana pegou uma das bolsas e saiu a levando para sua casa.

--Ela te expulsou ? – Paula perguntou assim que viu as sacolas.

--Eu não ficaria lá, nunca mais quero olhar na cara de nenhum dos dois, só temo pela Lidia, ela só tem a mim, e eu só tenho a ela, mas eu deixei aquele miserável bem avisado, se ele encostar nela eu o mato de tanto bater nele.

--Você não vai matar ninguém, vem vamos guardar suas coisas – Ela olhou para a mulher na sua frente, não entendeu bem

--Como assim guardar minhas coisas?

--Você ficará aqui, nunca deixaria você na rua, sei que não tem aonde ir.

--Não tenho mesmo, muito obrigada tia Paula, muito obrigada mesmo – Ela abraçou a mulher que retribuiu feliz. – Eu prometo não dá trabalho, durmo aqui no sofá mesmo, não vou atrapalhar vocês e vou ajudar como eu puder, assim que conseguir um trabalho saiu.

--Você dorme lá no quarto da Juli, ela não se importará, não é filha?

--Não mesmo, você dorme lá comigo – A menina a abraçou pela cintura

-- Então tudo certo, hoje vocês se apertam na cama, amanhã providenciaremos um colchão e depois veremos como vamos fazer.

--Eu não sei mesmo como agradecer, muito obrigada – Deram um abraço coletivo as três.

--Vem Deia, vamos arrumar um lugar para as suas coisas – Juliana saiu puxando a outra pela mão.

 

 

--Juli tem certeza que não vou atrapalhar? -Juliana estava abrindo espaço em seu pequeno guarda-roupas para a outra.

--Não vai Deia, vem coloca suas roupas aqui, vai ficar apertadinho, mas dá para nos duas – Andreia olhava para Juliana e tinha certeza que tinha um sentimento forte pela a morena. – Nossa essas são suas medalhas? – Ela perguntou vendo as medalhas da garota dentro de uma das bolsas

--Sim algumas, as mais importantes.

--Caramba, você não tem medo Deia?

--Não mais, treinei muito desde cedo, dai me acostumei.

--Você fica diferente, sei lá parecia que ninguém te seguraria.

--Mas você conseguiu, seus olhos me fizeram parar, me trouxe de volta. – Fez um carinho com o polegar na bochecha da morena.

--Eles estavam diferentes, não parecia com você.

--Eu sei, estava com raiva, muita raiva, deixei me levar por ela.

--Nunca deixarei você ficar daquele jeito novamente – Juliana abraçou-a, ela não aguentou e começou a chora.

--Meninas venham comer alguma coisa, aposto que estão com fome – Paula gritou e elas se afastaram.

--Vamos, daqui a pouco arrumamos o resto – Elas passaram o dia ali quietinha sentadas na sala assistindo algo na tv.

-- Andreia, você tem todos os documentos? – Paula perguntou enquanto jantavam

--Tenho sim, tenho também uma conta no banco que depositam um dinheiro da casinha que meu pai me deixou lá em Caruaru, é pouca coisa, mas é já posso ajudar com os gastos da casa, mas tem um problema a tia está com o cartão, mas eu não vou deixar ela tocar nesse dinheiro.

--Isso não será problemas, amanhã vamos no banco e você cancela o cartão, porem eu não quero seu dinheiro, guarde-o para você.

--Não tia eu não aceito, se vou morar aqui quero ajudar.

--Não vamos discutir mais isso, agora coma sua comida, você mal tocou nela. – Paula disse

--Então eu não quero mais receber pelo trabalho, a partir de hoje trabalho, mas sem receber.

--Nada disso, se você trabalha tem direito a receber.

--Não quero saber, será assim – Andreia falou e começou a comer, mesmo sem fome.

 

 

--Deia deita aqui, nos apertamos – Andreia estava arrumando uns lençóis no chão para dormir

--Não, essa cama mal dá para você e olhe que você é nanica – Andreia sabia que ela odiava ser chamada de nanica.

--Nanica nada, você que é muito grande, agora vem deita aqui – Puxou a maior pela a mão a fazendo deitar. – Agora ver se não ronca – Virou o corpo colando as costas em Andreia que sentiu  o corpo esquentar, só de lembrar que ela estava vestida apenas com um blusão velho, ela tentou se afastar mas a cama estreita as impediam, dai deixou-se levar por aquela sensação gostosa de ter a sua morena ali junto ao seu corpo, passou um tempo para conseguir dormir, e quando acordou com os gritos de Paula teve a certeza que desde da morte de seu pai aquela tinha sido a sua melhor noite de sono.

 

 

 

--Então foi por isso que não rolou a praia? Gente estou chocada – Junior disse assim que Juliana contou tudo que houve, estavam voltando para casa.

--Ela era para ter matado ele mesmo – Claudia disse revoltada.

--E aquela garota agora vai ficar morando na sua casa?

--Claro JM ela é minha amiga, nunca deixaríamos ela na rua, ela não tem ninguém

--Foi por isso que ela não veio para escola hoje? – Maria perguntou

--Ela foi resolver umas coisas com a minha mãe, mas amanhã ela vem. – Eles seguiram cada um para sua casa, quando chegou em casa Andreia já tinha saído para fazer as entregas.

--Filha comparamos um colchão, por enquanto ela fica dormindo no chão, assim que de compramos uma cama. – Paula falou enquanto Juliana fechava as marmitas.

--Mas será que dá para colocar uma cama naquele quarto pequeno?

-- E o pior que nem dá para eu trocar que o meu também é pequeno depois arrumamos uma solução.

--É eu sei que vamos – A tarde passou rápido e quando Andreia acabou seu trabalho e chegou em casa encontrou Junior, Maria e Claudia ali, se mostraram solidários a garota que ficou feliz em poder contar com amigos.

 

 

--Então mulher maravilha ver se não vai agarrar a Juli no meio da noite – Junior estava na cozinha com Andreia que cozinhava algo.

--Eu não sou louca, se bem que vontade é que não falta – Junior sorriu

--Você está louca por ela, não é?

--Estou, mas infelizmente acho que não tem nenhuma possibilidade, é um saco se apaixonar por hétero.

--Eu sei, é um saco, mas e a de menor daquele dia?

--A Katia? Liguei para ela hoje de tarde, ela me chamou para ir na casa dela amanhã  - Fez uma cara safada para o rapaz que gargalhou

--Essa cara quer dizer que você vai?

--Essa cara quer dizer que ela falou que não vai ter ninguém em casa e que eu vou adorar dá o que ela quer.

--Você é terrivelmente terrível

--Sou mesmo – Gargalharam alto.

 

--Nossa que felicidade – Juliana disse entrando na cozinha?

--É estão rindo do que?- Claudia perguntou

-- De nada – Andreia falou desfazendo o sorriso

--Como assim? Fala logo do que estão rindo – Juliana sentou na mesa.

--Estávamos falando de uma coisa minha. – Junior falou rápido

--Aposto que era safadeza, eu quero saber – Claudia falou com curiosidade.

--Foi sobre um boy que eu fiquei uma vez, ele era bem grande, dai quando eu vi fiquei com medo – Ele mentiu

--Jura, mas então você o deixou te comer? – Claudia perguntou

--Ai Clau deixa de ser assim, não se mete na vida intima das pessoas, que feio – Maria disse já com as bochechas rosadas.

--Mariazinha, deixa ele continuar, falar vai – Claudia disse bem interessada no assunto.

--Bem eu fiquei com medo, mas o boy era tão lindo, tão perfeito que acabei deixando e ... – Ele contou uma historia elas acabaram acreditando, até se distraindo com aquilo.

 

 

-- Olá crianças, boa noite – Paula disse entrando com várias sacolas.

--Tia era para a senhora ter falado que iria lhe pegar com a moto – Andreia foi ajuda-la.

--Não precisava sempre vi andando, já temos jantar pronto? - A mulher falou vendo as panelas no fogão.

--A mestre cuca ai que fez – Junior apontou para ela.

--Logico, até porque a Juli mal frita um ovo

--E quando frita deixa queimar – Maria falou e elas sorriram, a noite passou entre muito sorrisos e diversão, mas sempre que dava Andreia ia na pequena janela e olhava para casa da frente.

--O que você tanto olhava lá pra casa da sua tia Deia – Andreia arrumava o colchão no chão ao lado da cama de Juliana.

--A Lidia, fico preocupada com ela.

--Eu a vi hoje de tarde ela disse que estava bem, disse também que vai dá um jeito de vim aqui, pois a mãe dela a proibiu.

--Assim espero, senão eu mesmo vou lá.

--Nada disso, nem invente, não quero que você se arrisque assim, ninguém sabe o que aquele homem é capaz.

--Ele é um frouxo isso sim.

--Mesmo assim, não invente de ir lá entendeu? – Disse com o dedo em riste.

--Sim senhora– Andreia sorriu, achou uma graça ela com a testa franzida.

--Tá avisada, agora ver se não ronca, ontem você roncou  -Juliana disse deitando na cama.

--Eu não ronquei, quem ronca aqui é você, sem contar que quase morri sufocada com seu cabelo no meu rosto.

--Deixe meus cachos- Jogou o travesseiro nela.

--Vai dormir senão te acordo com um balde de água – Andreia disse devolvendo o travesseiro, depois de mais alguns minutos nessa brincadeira elas foram dormir.

 

 

 

--Oi Andreia, estava com saudades, vem entra – Katia puxou Andreia pelo braço.

--Você está sozinha mesmo? – Ela olhava para dentro da casa a procura de alguém.

--Estou, meus pais estão viajando a trabalho, só amanhã de noite – Passou os braços no pescoço dela.

--E ele deixa uma menina de dezesseis anos sozinha?

--Eles confiam em mim, vem vamos lá para o quarto – Falou com a voz carregada de maldade.

-- Confiam é? Que bom que eles não me conhecem, assim não confiariam em mim – Puxou a garota para si a levantando e a pressionando na parede, ela a beijava com força, deixando claras suas intenções com aquela garota, quando se separaram ela começou a beijar o pescoço, a menina já estava ofegante com aquilo.

-- Nossa vamos para o quarto, lá continuamos – Katia disse puxando a maior para si, emendaram em um beijo cheio de volúpia e desejo, não demorou muito ali em pé, a fez andarem até caírem deitadas na cama, Andreia começou a percorrer o corpo da menor com as mãos até alcançar a barriga dela, fez questão de apertar por debaixo da blusa, sentiu a menina gemer baixo com aquilo que foi a liberação para ela subir mais a mão e alcançar os pequenos seios, que cabiam perfeitamente em sua mão, os encontrou duros  demonstrando o quanto estavam desejosa, mas Andreia parou, não poderia prosseguir sem ter a certeza de duas coisas.

--Katia você realmente quer isso? – Perguntou olhando para a garota.

--Quero, quero muito – Ela disse já querendo voltar a beija-la.

--Mas você não é virgem? É?

--Não, não sou, deixa de besteira faz amor comigo – Andreia deu seu típico sorriso de lado, um sorriso nada inocente, iria transar com aquela garota ate perder as forças

-- Então vamos sem pressa – Ela disse já tirando a blusa da menina – Você é uma delicia Katia – Ela disse já tomando os seios dela com a boca, agradeceu mentalmente por ela está sem sutiã, chupou, lambeu mordeu aqueles pequenos montes depois desceu a boca pela barriga da menina e tirou o pequeno short já tirando a calcinha junto, a menina apoiou-se nos cotovelos par ver o que ela iria fazer, mas não conseguiu segurar naquela posição quando Andreia tomou seu sexo sem nenhuma cerimônia, ela chupo forte fazendo a menina gemer alto, algo que deixou Andreia louca de tesão ela adorava escutar as suas companheiras gemerem, ela explorou aquele sexo até sentir a menina gritar em sinal que tinha alcançado ao orgasmo, assim que os espasmos do corpo da garota cessaram ela subiu e deitou ao seu lado.

--Eu... eu nem sei o que falar, Andreia você é muito boa – A garota disse ofegante.

--Sou? Você não viu nada – Subiu novamente no corpo da menor e começou a se esfregar lentamente nas pernas da garota, desceu a mão e começou a massagear o sexo da garota que não demorou muito e estava gemendo novamente, quando a sentiu entregue a penetrou, os gemidos aumentaram e ela forçou mais o contato de seu sexo com a coxa da garota, não demorou muito para a menina gozar e ela a acompanhar, ela deitou ao lado da garota que estava com o sorriso aberto, ela esperou mais alguns minutos e voltou para cima da garota.

 

 

 

--Mãe a Deia está demorando hoje não é? – Juliana perguntou para a mãe que estava fazendo o jantar. –Ela sempre chega antes das quatro da tarde e já vai dá seis e meia.

--Ela não te disse? Parece que ela foi na casa de uma amiga dela, ela me avisou que chegaria mais tarde.

--Amiga? Que amiga? As meninas estavam aqui hoje à tarde.

--Deve ser outra amiga Juli, uma que não seja incomum.

-- Mas quem será que eu não conheço? – Ela ficou incomodada com aquilo.

--Ai já não sei, pega uma cebola ai na geladeira para mim – Ela começou a imaginar quem seria essa nova amiga dela.

 

 

--Tem certeza que não quer dormir aqui ? -Katia perguntou abraçada a Andreia que já estava na porta da sala.

--Não dá, lembra que eu te disse que estava morando com a tia Paula, ela já me deixa ficar lá de favor, não posso exagerar, e já está bem tarde.

--Agora que é nove horas, podia ficar até meia noite.- Tentou beijar a garota novamente.

--Não, eu tenho que ir, qualquer hora dessa te ligo novamente. - Deu um selinho na garota, pegou a moto e partiu para sua nova casa, quando chegou viu Paula assistindo a novela, estranhou que Juliana não estava ali com ela.

--Boa noite Andreia, já jantou?

--Boa noite tia, já comi sim, mas daqui a pouco vou lá beliscar alguma coisa – Paula sorriu e a garota não entendeu.

--O que foi tia?

--O seu pescoço – Ela apontou e a garota foi no pequeno espelho na sala ver o que era.

--Que merda – ela disse vendo uma pequena marca avermelhada.

--Uma chupada – Paula sorria da cara de desespero da garota

--A senhora não está brava?

--Eu? Por que estaria? Só tenha cuidado com doenças e gravidez, o mais a vida é sua você tem maturidade suficiente para saber o que faz de sua vida – Pula disse bagunçando os cabelos curtos da menina.

--Obrigada tia – Ela abraçou a mulher que sorriu.

--Não tem o que agradecer agora vai tomar um banho e se alimenta, que aposto que perdeu muitas energias – Ela estava zoando com ela.

--Ai tia está bom – Disse com vergonha.

--Está bem parei, mas olha direitinho o resto do corpo, se você não sentiu essa quase mordida ai vai que arrancou um pedaço, aposto que você não viu, - A mais velha  sorria

--Eu vou para o quarto, serio tia a senhora está me deixando com vergonha.

--Ao menos alguém nessa casa transa

--Ai já chega – Ela saiu para o quarto deixando Paula sorrindo, quando entrou no quarto encontrou Juliana sentada na cama. – Boa noite Juli – Foi pegar sua toalha de banho.

--Onde você estava até uma hora dessa? – Não estava com uma cara muito boa.

--Eu? Estava estudando – Mentiu.

--Me fala a verdade Deia – Juli disse olhando nos olhos da maior que logo desviou.

--Essa é a verdade estava na casa de uma amiga ensinando ela umas lições.

--Eu sei que não é verdade – Juliana disse saindo do quarto, rápido, Andreia não entendeu o que houve e foi tomar banho,a outra garota também não entendia o que estava se passando com ela, essa raiva que sentiu ao ver o pescoço de Andreia marcado claramente era um chupão, aquilo estava a deixando incomodada demais, só estava com vontade de chorar, não entendia o que aquilo significava, ficou ali na calçada de casa por alguns minutos até se sentir mais calma, quando entrou viu a Andreia e Paula sorrindo. – Nossa quanta animação, não sei o porquê de tanta alegria, vou dormir – Ela disse indo para o quarto.

--O que será que deu nela? -  Andreia perguntou surpresa.

--Ela está de TPM, não liga e acostume-se que ela fica um saco, bem voltando ao assunto, o canalha do pai da Juli era um homem lindo, tinha aquele sorrisão igual ao dela, mas era cafajeste, muito cafajeste eu só vim descobrir que ele era casado e tinha três filhos quando já estava gravida, mas ai eu me mudei de onde eu morava e nunca mais quis saber dele.

--Mas ele não sabe dela?

--Não sabe e se depender de mim nunca saberá, eu lutei muito para criar minha filha só e até hoje tenho conseguido.

-- Eu admiro muito a senhora por isso, não deve ser nada fácil.

--E não é mesmo, mas nunca podemos desistir.

--Bem tia amei a conversa e acho que vou dormir, amanhã tem aula

--Vai lá e tenta colocar algo para esconder a marca – Ela sorriu para a garota que saia já envergonhada., ao chegar ao quarto encontrou as luzes apagadas, não quis acordar Juliana, já tinha preparado sua cama, então apenas deitou para dormir, ficou lembrando a reação da garota, mas a única conclusão que chegou foi o que Paula tinha dito, TPM. A semana passou quase que voando, no sábado de manhã Lidia apareceu pelo quintal da casa agora de Andreia tambem, conversaram bastante, ela disse que iriam voltar para o casebre onde moravam duas ruas após aquela, pois aquela era paga com o dinheiro de Andreia, disse que o pai mal a encarava, não tinha mais encostado nela.

 

--Lidia vamos sair mais tarde, não quer ir? – Juliana chamou a garota, ela já não estava com raiva de Andreia pelo ocorrido dias atrás. –Ao menos comemoramos atrasado o aniversario dessa chata – Deu uma tapa no braço de Andreia

-- Vou dá meu jeito encontro vocês aqui mais tarde- Ela disse já se despedindo

--Vou esperar – Andreia falou abraçando a prima, logo a noite chegou e a hora de se arrumar chegou, Andreia estava no quarto em frente ao espelho arrumando os cabelos com gel e Juliana entra apenas de calcinha e sutiã, o coração de Andreia fica descompassado com a perfeição daquele corpo, sabia que ela tinha um copo bonito, mas não tanto quanto como aquele, aquela pele negra, perfeita, não existia outra palavra.

-- O que acha desse vestido? – Juliana mostrava um vestido azul, ele era florido e solto, ia até os joelhos. ---Está quente, o que acha?

--Er... ele é lindo – Ela falou quase que gaguejando, não conseguiu tirar o olho dela que colocava a peça bem lentamente.

--Fecha para mim?- Ela virou de costas para Andreia que respirou fundo sentindo o cheiro daquela menina, fez questão de se demorar para fechar aquele zíper.—Deia eu queria falar uma coisa para você – Ela disse assim que Andreia acabou com o zíper

--Pode falar, o que é?

-- Ai gente quase que não chegava, minha mãe está cada dia mais chata – Lidia entra no quarto interrompendo-as – Estou encima da hora, me ajuda com minha maquiagem Juli ?– Ela se despiu ali mesmo e começou a se arrumar, Andreia ficou intrigada, não sabia o que Juliana queria falar

--Estão prontas? Vamos? – Andreia perguntou impaciente. – Vocês estão há quase uma hora se arrumando, e olhe que é apenas um vestido.

--Você fala porque não passa maquiagem só esse lápis preto no olho, vamos e tira essa cara feia – Juliana disse seguindo para porta, despediram-se de Paula e foram pela rua de trás por causa de Lidia, logo chegaram no ponto de ônibus onde todos já esperavam, seguiram para o mesmo local de sempre no Recife antigo.

 

 

--O que você ia me falar quando a Lidia chegou?- Perguntou assim que se viu sozinha com Juliana

--Oi, demorei mais cheguei – JM chegou e abraçou Juliana a puxou para um beijo

--Nossa até que fim vocês começaram a namorar – Claudia disse animada

Notas finais:

Ola minhas flores, como vcs estão???

SIMMMM! MAIS UM CAPITULO!!!! KKKKK

 A pedido temos um capitulo hj

Bem vamos lá: E agora esse namoro? Como a Andreia vai reagir? 

O que vcs esperam disso tudo?

 

BJS ate breve.

Capitulo 7 por Esantos

--Não estamos namorando, apenas deixando acontecer – Disse Juliana olhando para uma Andreia que não demonstrava nenhum traço de alegria.

--Ei Andreia que coincidência – Katia apareceu ao lado de Andreia que apenas sorriu fraco para ela.

-- Oi Katia boa noite – A cumprimentou com um abraço. – Eles não sabem de mim – Andreia cochichou no ouvido dela – Pessoal essa é a Katia uma amiga, Katia esses são a Claudia, o Junior, o JM, a Juliane e essa aqui é minha prima... – Katia a interrompeu

--A Lidia – Completou sorrindo – Andreia fala muito de você – Falou sorrindo para Lidia. – Um prazer pessoal – Disse olhando para todos. – Vem conhecer meus amigos – Saiu puxando Andreia pela mão.

 

--Não gostei dessa garota, jeito de patricinha mimada – Claudia disse assim que se afastaram.

--Também não fui com a cara dela – Juliana falou olhando para elas que conversavam afastada com um grupo de quatro meninas.

-- Mas me diz o como foi isso? Eu estou tão feliz por vocês – Maria falou contente

-- Ela não resistiu ao meu charme – Disse JM e todos sorriram

--Não foi nada disso, vocês sabem que sempre fomos amigos desde da primeira série, dai ele disse que estava gostando de mim e eu resolvi dá uma chance já que ao menos amigos já somos – Juliana falou sendo abraçada por JM. –Não vai falar nada Junior? – Ela perguntou e percebeu que ele olhava para Andreia.

--Ai que vocês sejam muito felizes, parabéns pombinhos – Ele sabia que a Andreia estava muito apaixonada pela morena.

 

 

 

 

-- Ei Andreia o que você tem? Está toda calada – Disse Katia vendo Andreia olhar para os amigos.

--Vamos dá uma volta? – Andreia não aguentava mais ver o casal se beijando do outro lado, estava com raiva, elas saíram caminhando e no primeiro beco escuro Andreia puxou Katia para um beijo, esse que foi cheio de pressa, um beijo quente, que fez as pernas de Katia tremer

--Nossa o que deu em você? – Perguntou a mais nova quando as bocas se separaram

--Não gostou do beijo?

--Logico que gostei, adorei, mas é que sei lá você me pegou de surpresa – Ela sorriu

--Você quer namorar comigo? – Ela perguntou para a garota que ficou surpresa

--Namora? Claro que quero sou louca por você – Ela disse subindo nos braços de Andreia

--Mas vamos com calma, meus amigos não sabem da minha orientação ainda, apenas minha prima eu vou contar primeiro, depois assumimos o namoro para todo mundo está certo?

--Só em está com você já fico feliz, minha namorada – Ela voltou a beijar Andreia que apenas retribuiu, deram mais alguns amassos ali depois voltaram para próximo dos amigos de Andreia.

-- Sua amiga é muito simpática de onde ela é? – Claudia perguntou curiosa.

--Eu moro aqui perto no Pina- Katia falou

--Então é patricinha, onde você conheceu a Patricinha Deia? – Juliana perguntou

--Eu não sou patricinha – A garota disse de forma áspera

--É sim, nós moramos no morro e todas as garotas daqui de baixo são patricinhas – Claudia respondeu

--Ela está só brincando com você, não é Claudia? – Maria disse para diminuir o clima.

--Bem pessoal, eu não estou muito legal, já vou, podem ficar ai – Andreia falou pois não aguentava mais ver JM abraçado a Juliana.

--O que você está sentindo Deia? – Juliana soltou JM e aproximou-se

--Apenas uma dor de cabeça, nada demais, é cedo pessoal fiquem aí, vou ali me despedi dos amigos da Katia e já vou.

--Eu vou com você e se você passar mal? Não deixaria você ir para casa sozinha sentindo dor – Juliana falou pegando sua bolsa.

--É sério Juli, não precisa fica ai com seu namorado, eu estou bem – Ela não esperou resposta e saiu com Katia, ela se despediu e saiu com Katia agarrada em seu braço, despediu-se com a promessa de ligar no outro dia para ela.

 

 

 

--Gente a Deia está tão estranha

--Deixa ela Juli, deve ser tpm – JM falou

--Eu acho que não, conheço ela, alguma coisa aconteceu, eu vou atrás dela

--Mas não vai mesmo, ela não disse que estava bem? Então deixa ela, Juli ela não precisa de babá sabe se virar e melhor que todos nós você mesmo disse que ela faltou matar o Mauro.

--Está bem JM, tá bem – Juliana falou, mas não parava de pensar em Andreia.

 

 

 

--Ei, voltou cedo? Aconteceu alguma coisa? – Paula perguntou vendo a menina sentada na calçada de casa.

--Não tia, tudo tranquilo- Deu um sorriso fraco.

--Eu vou fingir que acredito, agora entra que está tarde pra ficar aqui- Elas entraram

--Tia eu vou dormir, estou com um pouco de dor de cabeça, ate amanhã- Ela seguiu para o quarto e ficou ali deitada, não conseguiu dormir, quando Juliana chegou ela fingiu estar dormindo, assim que a morena dormiu não aguentou segurar as lagrimas e chorou, ela sentia uma dor, era diferente de tudo que já tinha sentindo na vida, ela adormeceu entre as lagrimas, quando acordou viu que a cama estava vazia, achou estranho pois a morena sempre acordava muito depois que dela e em um domingo era bem pior, pois a morena dormia até meio dia, ela fez sua higiene e seguiu até a cozinha, não tinha ninguém, já estava acabando o café da manhã quando Paula entrou com as sacolas de frutas, ela logo levantou para ajuda-la

-- Bom dia, conseguiu dormir? A cabeça passou?

-- Sm tia, só estranhei da Juli ter acordado antes de mim. – Estava curiosa para sabre da menina

--Ela foi para a praia com o JM, pensei que você sabia

--Não sabia – Ela falou triste.

--Mas me diz o que você vai fazer nesse domingo ensolarado? – Paula notou a visível tristeza da garota.

--Não sei tia, vou ver – Quando ela falou Junior entrou na casa chamando por ela.

--Oi gente, bom dia – Abraçou Paula depois abraçou Andreia – Vim sequestra a mulher maravilha, quer dizer vim me aproveitar do fato dela poder me levar lá em Olinda, vamos? Tenho um compromisso lá e estou sem grana para o busão então pensei que minha mulher maravilha preferida poderia me levar. – Piscou para Andreia

--Interesseiro – Ela disse jogando uma uva nele que a pegou e comeu. – Compromisso é? Que tipo?

--Do tipo mais delicioso, paquerar – Paula sorriu -- Vai rolar uma festa lá vai ter muita gente bonita, então vai lá trocar de roupa que vamos, e não aceito não como resposta.

--A senhora deixa eu ir com a moto?

--Se você não beber, pode ir sim.

--Pronto, agora vamos lá trocar de roupa – Saiu puxando Andreia pela mão até o quarto. – Agora me diz como você está em relação aquele namoro estupido? – Ele perguntou assim que chegaram no quarto

-- Ai Junior, não faz pergunta difícil vai – Ela tirou a blusa sem nenhuma vergonha

-- Nossa olha esse pneuzinho crescendo ai, minha mulher maravilha não tem barriga – Ele sorriu

--Eu vou voltar a treinar, estou esperando pegar em dinheiro para pagar a matricula.

--Agora não me enrola, fala como você está?

-- Estou com raiva, como a Juli pode estar com aquele cara? Desculpa Junior, sei que ele é seu amigo, mas ele é um idiota.

--Eu também não vou muito com a cara dele, mas por que você não vai à luta? Não tenta conquistar a morena deusa?

--Primeiro ela é hetero e segundo não posso ariscar a nossa amizade por um capricho meu.

--Capricho Andreia? Você é arriada os quatro pneus pela Juli, basta ver como você olha para ela.

-- Eu não vou arriscar nada, não ainda, deixa ela com aquele mané, mas te juro que se ele fazer ela sofrer dou uma surra nele – Junior sorriu

--Eu ia adorar ver – Viu ela colocando uma bermuda folgada, camiseta preta colada ao corpo, um tênis e para completar o visual um boné.—Nossa senhora das sapinhas você está exalando “sou sapatão”, olha isso – Fungou perto da garota. – Cheiro de sapatão no ar – Ela sorriu – As sapas da festa vão cair matando.

--Não posso eu tenho namorada – Ela disse colocando um pouco de perfume

--Você o que? Como assim namorada?

-- Eu pedi a Katia em namoro ontem

--Na hora da raiva?

-- Isso mesmo, mas ela é legal e muito gostosa – O rapaz sorriu

--Safada, agora vamos que vai ser um churrasco na casa de uma bicha amiga minha.

--Nossa está linda Andreia – Paula falou ao ver a menina que ficou envergonhada com o elogio, lembrou-se da sua tia que quando ela chegou em sua casa com aquela mesma roupa ela foi proibida de usa-la.

-- Obrigada Tia, até mais tarde – Ela pegou a pequena moto e saíram.

 

 

-- Nossa que lugar bonito – Junior a fez pilotar até uma pequena chácara um pouco distante da cidade.

--Por isso a moto, agora vamos que vou te apresentar ao pessoal – Eles entraram no local e Andreia pode ver que que tinha várias pessoas, mas indiscutivelmente eram todos gays e lesbicas, Junior apresentou a garota para algumas pessoas, a serviu de refrigerante e ficaram ali conversando e sorrindo

 

--Minha amiga está querendo te conhecer – Uma ruiva aproximou-se de Andreia que pensou em negar mais ao ver uma loira apenas de biquíni ali sorrindo para si não resistiu.

--Vou falar uma coisa aqui com meu amigo, já vou lá – A ruiva saiu sorrindo.

--Mas você não disse que estava namorando a de menor? – Junior falou baixinho.

--E estou, mas olha para aquela mulher Junior? Meu Deus ela é muito gostosa, não sei se resisto – Sorriu de lado e Junior gargalhou

--Não resista minha amiga, lá trás da chácara tem uns quartos, eles são já para isso – Piscou para ela que sorriu entregando a latinha de refrigerante a ele.

 

 

-- Olá meninas, tudo bem? – Ela aproximou-se das três meninas que conversavam. – Meu nome é Andreia – Ela disse olhando para a loira que conversava com a ruiva.

--Prazer Andreia sou a Joana– A loira foi a primeira a levantar e dá dois beijinhos, um perto da boca dela. – Essa é a Tamy e a Cleo – Elas a cumprimentaram apenas com aceno de cabeça, começaram a conversar, logo as outras duas mulheres se afastaram e Andreia foi direto ao assunto.

-- Eu te achei linda Joana, muito mesmo – Fez um carinho na face da outra.

--Eu também, fiquei louca para te dá um beijo

--E por que demorou tanto? – Ela não esperou resposta apenas beijou a loira, ficaram um longo tempo ali naqueles beijos – Eu estou louca para ficar sozinha com você sabia? – Cochichou no ouvido da loira – Você quer rir par a um lugar mais reservado comigo?

--Quero muito – A loira respondeu sorrindo

--Então vamos ali atrás – Elas caminharam até a parte de trás da casa que tinha outro cômodo, parecia ser quartos para visita, só tinha um com a porta aberta, elas entraram e trancaram a porta. – Nossa como você é linda – Tomou a boca da loira, não demorou já começou a caminhar para a cama com ela, com agilidade tirou o pequeno biquíni que a garota usava, e tomou os seios dela que soltou um gemidinho, sem demora Andreia desceu até o sexo da mulher, afastou a calcinha do biquíni para o lado e o abocanhou, a loira segurou em seus cabelos forçando o contato, não demorou muito e a loira estava gozando na boca de Andreia quer sorriu.

-- Nossa você é muito boa – A loira falou ofegante.

-- E você é uma delícia – Ela não a deixou se recuperar, já estava com a mão na entrada do sexo da loira que gemeu alto quando ela colocou dois dedos na sua entrada.  – Isso geme gostoso – Andreia sentiu o seu prazer aproximando-se naquele ato, ela se considerava ativa, não gostava de ser tocada mais intimamente, sentia prazer em ver suas parceiras assim, gemendo, chamando seu nome, e era isso que a outra fazia naquele momento, gemia seu nome enquanto Andreia aumentava as estocadas naquele sexo úmido.

--Ai Andreia, eu vou gozar! Vai, assim, AHH! – A loira chegou ao orgasmo novamente levando Andreia junto, as duas ficaram ofegantes na cama por um tempo.

-- Joana, foi um prazer imenso, mas acho que meu amigo está me procurando, seria melhor eu ir até ele, você se importaria se fossemos?

--Não, claro que não eu vou ter que ir embora daqui a pouco mesmo- A loira levantou e começou a se vestir – Você nem tirou a roupa – Ela falou olhando Andreia deitada a observando.

--Não precisei, você foi tão maravilhosa que nem precisei tirar a roupa – A loira sorriu com o elogio, logo estavam perto da piscina novamente

-- Foi muito bom, espero te encontrar outras vezes.

-- Eu irei amar encontrar uma mulher tão maravilhosa novamente – A puxou para um beijo e no final se afastou indo para perto de Junior.

 

 

--Nossa demorou – Junior falou sorrindo -_Então?

--Muito gostosa, como eu previa – Junior sorriu

--Nossa você é uma tarada sabia?

--Sabia – Eles gargalharam – Existe alguma coisa melhor que sexo? – Ela perguntou e Junior pareceu pensar

--Existe, sexo a três

--Nuca fiz, é bom?

-- Uma delicia, devia experimentar

--Junior você fica me dando ideia – Ela viu a loira acenando para ela despedindo-se, ela retribuiu com o tchauzinho.

--Pelo sorriso dela você agradou

--Eu sempre agrado Junior- Ele sorriu e a abraçou

--Eu estou louca por aquele boy magia de azul, vamos lá você gostou da mulher que está com ele?

--É arrumadinha, se você quer ficar com ele podemos tentar, diz que eu quero conhece-la daí você puxa papo com ele.

--Ai meu Deus arrumei a amiga perfeita – O rapaz abraçou a menina que sorriu saíram caminhando até eles, e assim passou o resto do dia, logo as meninas sumiram para um lado e os rapazes para outro.

 

--Junior, adorei a festa – Ela disse enquanto ela colocava a moto para dentro. – Foi muito bo... – Parou de falar ao abrir a porta e ver Juliana e JM em um amasso no sofá.

--Gente vão para o quarto – Junior falou despertando o casal que sorriram sem graça.

--Desculpa gente, eu não escutei vocês chegarem – Juliana olhava para Andreia que a encarava de volta.

--Não tem o que se desculpar, você está na sua casa, Junior obrigada pelo dia, adorei – Abraçou  o rapaz e seguiu, mas parou ao ouvir um comentário que não lhe agradou.

--Gostei da roupa, bem sua cara – JM disse e começou a rir

--Não entendi o motivo do riso – Ela voltou dois passos para olha-lo

--Ui que medo, não precisa morder, eu só fiz um elogio

--JM deixa de ser panaca, o que deu em você? – Junior falou aproximando-se temendo que Andreia perdesse a cabeça.

--Panaca? Você está maluco? Eu não falei nada demais – Ele ficou de pé estava exaltado.

--O que está acontecendo aqui? – Paula perguntou entrando em casa

--Nada mãe, só um mal-entendido, JM vai para casa – Ela disse olhando feio para o rapaz.

--Mas eu não fiz nada.

--Já está tarde, é melhor você ir – Juliana falou com a cara fechada e o rapaz saiu pisando duro

-- Eu também vou, até amanhã meninas – Junior falou saindo.

--Eu vou dormir – Andreia falou seguindo pelo pequeno corredor até o banheiro

 

--O que houve Juliana? – Paula perguntou e Juliana sentou no sofá.

--Nem eu entendi mãe, mas já passou.

--Está tudo bem filha?

--Mãe você sentiu aquele cheiro na Deia?

--Não cheiro de que?

--De um perfume excessivamente doce, sei lá ela não usa perfume assim.

--Não prestei atenção – Paula sorriu sentando ao lado da filha – Ela estava em uma festa com o Junior possivelmente era de alguém da festa. – Ela levantou rápido.

--Eu vou dormir, ate amanhã mãe – Juliana saiu rápido, estava com a cabeça confusa achou que namorando com o JM iria parar de sentir aquilo pela sua amiga, estava com medo, medo por essa dependência que estava criando de Andreia, não entendia o porquê sentiu tanta raiva ao ver ela com a marca no pescoço, não entendia o motivo de ter achado ela tão linda quando a viu entrando com aquelas roupas.

 

 

--Oi, desculpa te acordei? – Andreia disse entrando só de toalha.

--Não estava dormindo – Juliana vira para ela que jogou a toalha no chão e começou a se vestir, ela se pegou olhando para as pernas de Andreia, sentiu um calor em seu sexo, passou a língua nos lábios para umedece-lo quando subiu um pouco mais Andreia virou-se e ela disfarçou virando de lado na cama.

-- Como foi seu domingo? – Andreia perguntou arrumando seu colchão

--Legal, peguei um bronze  - Observava cada detalhe da outra – E o seu?

--Foi legal também – Ela disse deitando – Ate amanhã Juli – Andreia apagou a luz e deitou-se de costas para ela que ficou ali por um bom tempo perdidas na sua confusão interior. A semana passou-se rápido, Andreia saia de casa sempre que JM chegava, ela não aguentava vê-lo tocando na morena, então ela ia procurar Katia ou saia com Junior para uma de suas festas, no domingo de manhã, estavam as três almoçando quando alguém bate na porta e Paula vai atender.

--Andreia é para você – Andreia estranha e vai até a porta ficando surpresa.

--Mas Katia como, o que você está fazendo aqui? – Ela pergunta surpresa.

-- Eu vim fazer uma surpresa – Abraçou-a.

--Mas como você achou a casa? – Afastou-a um pouco.

--Eu perguntei onde era a cada de Paula que vendia almoço, não foi difícil.

--Convida sua amiga para almoçar Andreia – Paula falou alto.

--Ela não... – Katia não a deixou completar e entrou na casa.

--Muito obrigada, meu nome é Katia sou amiga da Andreia – Ela disse segurando no braço de Andreia. – Tudo bem Juliana?

--Tudo – Ela respondeu seca.

--Prazer,  sente-se para almoçar conosco- Paula convidou

--Obrigada, mas eu já comi, posso falar com você Andreia?

--Er.. claro vamos dá uma volta – Elas saíram e Andreia seguiu calada até uma pracinha que tinha ali.—O que você veio fazer aqui? Elas não sabem de mim – Falou ríspida

--Eu só pensei em fazer uma surpresa, desculpa – Falou com os olhos cheio de lagrimas.

-- Katia, eu não gosto de surpresas, vai para casa é melhor

--Vem comigo? Meus pais não estão em casa só chegam sexta.

-- Eu vou mais tarde, agora vai para casa e nunca mais faça isso. – Falou um pouco mais doce.

--Certo, vou para o ponto de ônibus

--Eu te levo até lá – Elas foram para o ponto de ônibus ali perto e Andreia seguiu para a casa, encontrou Paula levando a louça para a pia, ela logo se prontificou em lavar os pratos.

--Sua amiga já foi? -Paula perguntou

--Já sim.

--Andreia, posso te fazer uma pregunta? – Andreia se virou olhando-a

--Claro tia, diga.

--Aquela menina é sua namorada? – O copo que estava na mão de Andreia caiu estilhaçando-se no chão

--Na, na namorada? – Abaixou-se para pegar os cacos de vidro

Notas finais:

Ola minhas flores, como vcs estão?

 

Mais um capitulo para vcs, eu estou muito generozinha de uns dias para cá, não é mesmo? kkkk

 

Olha ai a Paula descobriu, e agora? O que será que vai rolar?... 

 

BJS ate o proximo.

Capitulo 8 por Esantos

--Andreia, posso te fazer uma pregunta? – Andreia se virou olhando-a

--Claro tia, diga.

--Aquela menina é sua namorada? – O copo que estava na mão de Andreia caiu estilhaçando-se no chão

--Na, na namorada? – Abaixou-se para pegar os cacos de vidro

 

--Andreia deixa isso aí, vem aqui – Pegou na mão da menina a fazendo sentar na mesa. – Andreia você sabe que pode contar comigo para tudo não sabe? – A menina balançou a cabeça, ela não encarava a mulher a sua frente. – Eu sei que você gosta de meninas Andreia, não precisa me esconder eu sempre soube – Ela disse de forma carinhosa.

--Tia eu juro que não faço mais, juro que vou me comporta, mas eu não tenho para onde ir, se a senhora quiser eu... – Ela falou assustada.

--Ei o que você fez de errado? Não estou pedindo para você mudar, aliás isso é impossível meu amor, não quero que você seja aquilo que você não é, você é assim e eu não tenho nada com isso, você é igual a qualquer garota a única diferença é que você não gosta de meninos e sim de meninas e sabe de uma coisa? Você está certíssima queria eu também gostar de meninas, seria tudo mais fácil – Andreia a abraçou sorrindo, Paula olhou para frente e viu que Juliana estava ali com a face assustada, Paula a chamou com a mão ainda abracando Andreia, porém ela saiu correndo.

 

-- Tia muito obrigada por me aceitar.

--Não tenho que te aceitar Andreia, não tem nada de errado com você, não tem necessidade de se esconder

--Minha tia me proibiu, por isso eu escondia.

--Apenas peço que tenha cuidado, muitas pessoas não aceitam, podem querer agir com violência.

--Eu sei me defender tia.

--Eu sei, mas mesmo assim eu te peço para ter cuidado.

--Está certo tia, eu prometo ter.

-- Agora vai lá atrás da sua namorada que sei que você brigou com ela por ter vindo aqui.

--Está bem, eu vou – Ela disse enxugando as lagrimas que caiam em seus olhos – Posso ir com a moto?

--Claro vai lá – Ela saiu quase quer correndo, Paula limpou os cacos do chão e saiu a procura de Juliana, ela estava sentada em um batente que tinha próximo a porta de trás da casa, escorado no pé de manga que tinha ali. – Filha podemos conversar?

--Por que a senhora nunca me disse mãe?

--Dizer o que filha?

--Que ela é... que ela é.... daquele jeito

--Juliana não fale assim, logo você com preconceito? Que sempre defendeu tanto o Junior, que disse não se importar.

--Não é preconceito mãe, eu só queria saber porquê?

--Por que de quer Juli?

--Dela nunca ter me contado, eu pensei que era a melhor amiga dela.

--Você deve ter escutado toda conversa e deve saber que a tia dela a proibiu, ela estava com medo filha, isso acontece porque ela foi proibida de ser ela mesma, agora o que eu queria saber de você se isso muda alguma coisa pra você?

--Pra mim? Como assim?

--Na amizade de vocês? Na convivência aqui, filha eu gosto da Andreia como se ela fosse da família, mas a prioridade da minha vida sempre foi e sempre será você, se você se incomodar ou se sentir mal com ela aqui em casa eu vou dá um jeito, mas minha prioridade é você.

--A senhora quer dizer colocar ela para fora? – Paula afirmou com um aceno. – NÃO! Claro que não mãe ela só tem a nós, quer dizer ela tem uma namorada agora – Disse as últimas palavras triste.

--Então converse com ela quando ela chegar, mostre que não tem nenhum problema em ela gostar de meninas

-- Eu acho que vou conversar com o Junior, ele vai me ajudar.

--Faça isso – Beijou a testa da filha e seguiu para dentro de casa

 

 

--Oi dona Clotilde o Junior está ai? – Juliana perguntou a avó de Junior

--Ele está lá no quintal ajeitando o cabelo da vizinha, vai lá – Ela sorriu para a senhora e foi para o pequeno quintal onde tinha um espelho e o jovem costumava arrumar os cabelos de algumas vizinhas.

--Juli meu amor, veio alisar seus cachos? Eu sou louca para dá uma chapinha nesse cabelo.

--Não mesmo, eu amo meus cachos – Ela disse meio que protegendo o cabelo – Vim conversar com você mais espero você acabar.

--Tudo bem, já estou finalizando – Ele ligou o secador e voltou para o cabelo da mulher que saiu satisfeita.

--Nossa arrasou, o cabelo dela ficou lindo.

--Ao menos o cabelo, não é colega? Por que o resto – Eles sorriram – Agora me diz o que você quer falar?

--É sobre a Deia, eu a escutei conversando com minha mãe e ela gosta de meninas,

--Sim e a novidade?

--Você já sabia?

--Desde que ela chegou na escola, a menina parece que tem o nome lésbica na testa e vocês não enxergam.

--Então porque você nunca me disse?

--Não cabia a mim falar Juli, se ela não era assumida é por algum motivo, eu não podia dizer nada.

--Eu sei, Ju eu estou tão mal com isso.

--Não vai me dizer que você não vai querer mais a amizade dela por isso?

--Não, é que eu queria que ela me dissesse, eu pensei que eu era a melhor amiga dela.

--Querida você é mais que isso, pode ter certeza

--Como assim?

--Nada não, apenas vai lá e conversa com ela diz que escutou e que não vai mudar nada na amizade de vocês.

-- É você tem razão, acho melhor conversar com ela, agora não diz a ninguém enquanto não falar com ela, pode ser que ela não queira que outras pessoas saibam

--Eu vou fazer isso, pode deixar.

--Ótimo, agora senta ai para eu aparar as pontas desse cabelo

--Não vai cortar muito, eu amo meus cachos. – Eles passaram a tarde ali conversando, na hora do jantar Juliana foi para casa, ficou no quarto pensando se a partir dali seria a mesma coisa, ou iria mudar de alguma forma.

 

 

--Oi Juli, boa noite – Seus pensamentos foram cortados pela entrada de Andreia no quarto.

--Deia senta aqui – Bateu na cama e ela veio atendeu – Eu escutei o barulho do copo caindo e fui ver o que era, acabei escutando a sua conversa com minha mãe.

--Então você já sabe – Ela abaixou a cabeça

--Por que você não me falou antes Deia? Eu pensei que você confiasse em mim.

-Não é questão de confiança Juli, minha tia tinha me proibido de falar, me fez várias ameaças e quando eu vim morar aqui... -Respirou fundo – Eu não tenho outro lugar, eu tenho apenas vocês – Disse deixando uma lagrima escorrer. – Eu entendo se você não me quiser mais por perto.

--Eu não falei isso, só fiquei magoada porque você não me falou, gostaria de ter escutado por você.

-- Então você vai continuar sendo minha amiga?

--A melhor de todas – Puxou Andreia para um abraço. – Mas me promete uma coisa, não esconde mais nada de mim, sempre serei sua melhor amiga, para sempre, combinado?

--Combinado – Andreia disse enxugando as lagrimas.

-- Outra coisa, você vai dizer ao pessoal?

--Eu acho que não vou chegar e dizer, mas vou deixar rolar, ou você prefere que eu conte?

--Você que sabe, ninguém tem nada a ver com sua vida mesmo, só eu – A puxou para um outro abraço -- Eu sempre vou ter algo na sua vida – Fez cocegas nas costas dela, esse era seu ponto fraco, ela não tinha cocegas em nenhum outro lugar do corpo e só Juliana sabia disso.

--Para Juli, isso não vale – Andreia falava sorrindo

-- Agora vai lá tomar banho – Soltou-a -- E avisa a sua namorada para usar menos perfume, você tá fedendo a ela – Andreia saiu sorrindo do quarto, se sentia leve, sem o peso do grande armário nas costas, ela tomou um banho rápido e foi para o quarto, no lá como sempre fez foi trocar de roupa, mas quando deixou a tolha sentiu quase que Juliana subir nela.

--Ai Juli o que foi?

--Olha sua costa, está toda arranhada – Andreia tinha esquecido desse detalhe e ficou sem graça. – Não está doendo?  - Ela balançou a cabeça negando – Vocês transam muito?

--Isso é pergunta Juli? – Começou a vestir-se.

--Só queria saber, eu estou curiosa e você vai sanar toda a minha curiosidade - Falou sorrindo

--Curiosa como? – Andreia disse pegando seu colchão e estendendo no pequeno espaço ao lado da cama.

--Tipo, você já ficou com meninos alguma vez?

--Não nunca.

--Então como você sabe que não gosta?

--Sabendo, eu não sinto o menor interesse em ficar com garoto, nunca sentir.

--E como é beijar uma menina?

--Pra mim é a melhor coisa do mundo. – Ela acabou de forrar a o colchão, mas sentou na cama ao lado da amiga.

--E como é o sexo? – Andreia fez sua cara de safada

--Maravilhoso

--Nossa, que cara de safada Deia, será que é igual ao de um homem com uma mulher?

--Creio que não, ao menos as meninas que eu conheci e que ficaram com homem disse que não era a mesma coisa.

-- O JM vem tentando me levar para cama, mas eu acho que ainda não estou pronta – O ar de riso de Andreia sumiu na hora, não conseguia imaginar o JM tocando o corpo de Juliana.

-- Se não está pronta não fique com ele, você é dona do seu corpo ele não pode te forçar a nada. – Disse ríspida

--Eu sei, só falei, mas como eu saberei que estou pronta? Como você soube?

--Eu nunca fantasie, apenas deixei rolar, quando senti vontade fui lá e fiz, aliás faço isso até hoje.

--Será que eu vou saber a hora de me entregar ao JM?

--Acho que vou dormir, estou cansada, até amanhã – Desceu para seu colchão, não estava feliz com o caminhar daquela conversa.

Notas finais:

Ola minhas flroes

Mais um capitulo curtinho, mas vcs não têm do que reclamar, postei muitos essa semana.

 

E agora como será que vai ficar essa amizade delas depois que a Juli descobriu a sexualidade de Andreia? ........

 

BJS 

Capitulo 9 por Esantos

-- Deia, faz tempo que você namora a Katia? -Estavam indo para a escola Andreia pilotava a moto lentamente

 

--Não umas duas semanas.

--Quase ao mesmo tempo que eu tenho com JM.

--Pronto chegamos – Andreia falou parando a moto em frente da escola, elas seguiram para a pracinha ali na frente, era de praxe se reunirem ali.

--Gente a Nice mandou convidar vocês para a festa de aniversário dela, vai ser lá na associação de moradores, vai ser muito bom, vou beijar pouco na boca – Claudia disse animada.

--Ai adoro essas festinhas – Disse Junior feliz.

--Mas quem é Nice? – Andreia perguntou

--Você não conhece, mas deixa para lá, nós vamos ,esmo assim – Juliana disse também sorrindo, não demorou e foram para a sala de aula, a semana seguiu normalmente, sempre que JM chegava na casa de Juliana Andreia inventava algo para sair, algumas vezes ia para ao encontro de Katia ou se encontrava com alguma outra garota.

 

-- Juli você acha que a sua mãe deixaria a Katia dormir aqui hoje? – Juliana quase engasgou-se com o café que tomava

--Você vai trazer ela para dormir com você?

--Não claro que não, é que eu iria traze-la para a festa, mas ficaria muito tarde para leva-la para casa, dai ela dormiria na sala e eu no quarto, nunca ficaria com ela aqui.

--Não sei, fale com ela – Disse ríspida – A dona Paula deixa você fazer o que quiser mesmo – Levantou e colocou o prato na pia

--Eu deixo quem fazer o que quer? – Paula entrou na cozinha escutando a ultima frase.

--Ela quer te pedir uma coisa, vou arrumar meu cabelo – Saiu pela cozinha mesmo.

--O que você quer me pedir? Sentou-se à mesa

--É que vai ter uma festa, dai queria vim com a Katia, mas vai ficar tarde para eu leva-la para casa, queria saber se ela poderia dormir aqui, claro que na sala e sozinha, mas não tem nenhum problema em não deixar, eu entendo.

--Se não fizerem nada demais, não vejo problemas, ela é sua namorada.

--Pode deixar tia eu nunca faria nada com ela aqui, nunca faltaria com respeito a senhora nem a Juli.

--Eu sei meu amor, não precisa nem falar, confio em você.

--Então mais tarde eu vou pega a Katia, agora vou comprar as quentinhas que acabaram – Ela saiu deixando Paula sorrindo, os lucros tinha aumentado muito depois de Andreia, ela fazia questão de pesquisar menores preços para os insumos, sem contar os elogios pela pontualidade das entregas.

 

 

 

-- Nossa Jujuba que mal humor é esse? – Junior perguntou ao ver Juliana entrar com a cara de poucos amigos.

--Me deixa, não estou muito bem – Disse sentando na cama do rapaz

--Credo está naqueles dias é?

--Não, não estou naqueles dias

--Então quem pisou no seu pé?

--Ninguém pisou no meu pé, aliás que eu vou pisar no pé de alguém

--Como assim? – Sentou-se ao lado da amiga

--A Deia vai trazer aquela aguada hoje à noite e ainda vai leva-la para dormir lá, você acredita nisso?

--Qual aguada? A Katia? – Junior viu o ciúme ali presente, bastava saber o porquê

-- Quem mais? Mas eu não vou deixar ela em paz nenhum minuto sequer.

--Mas ela é a namorada dela Juli, qual motivo ela não poderia traze-la?

-- Eu não gosto dela esse é o motivo

--Mas o que ela fez para você não gostar dela?

-- Ela existe Junior, ela apenas existe, sabe de uma coisa? Não estou com saco para arrumar o cabelo, até mais tarde – Saiu da casa do amigo sem nem deixa-lo falar nada, porém foi o suficiente para despertar sua curiosidade sobre o que realmente foi aquela cena de ciúmes da amiga.

--Juli Juli, o que será isso? – Ele sorriu e voltou a se concentrar em seus afazeres.

 

 

-- Boa noite – Katia disse para Paula assim entrou na casa dela.

--Katia eu vou me arrumar, já volto, me deixa levar sua bolsa para o quarto – Ela pegou a bolsa da garota que ficou sentada no pequeno sofá da sala com Paula que assistia a novela.

 

 

 

--Juli eu.... – Parou de falar para olhar para a garota que estava a sua frente, simplesmente linda, foi o que ela pensou, Juliana estava com um vestido tomara que caia, no meio das coxas.

--Eu o quê Deia? -Ela virou-se para encarar a outra.

--Er... Eu vou colocar a bolsa da Katia aqui tudo bem?

-- Por mim – Ela deu nos ombros – Vai vestida assim?

-- Não vou me arrumar – Ela começou a pegar suas roupas

--Cuidado para não nos atrasar. – Disse seca

--Juli eu me arrumo, fico pronta e você ainda não tem acabado essa maquiagem – Ela disse analisando o mal humor da outra que nada falou apenas ficou olhando ela se arrumar de relance no reflexo do pequeno espelho – Então estou pronta – Sentou na cama vendo a menina arrumando os cachos.

--Eu também, estou bonita? – Deu uma voltinha que para qualquer pessoa seria apenas um giro normal, mas para Andreia foi a coisa mais sensual que poderia ver.

--Linda!  -Ela falou quase que em um sussurro

--Serei a mais linda da festa? – Perguntou encarando Andreia que estava quase que hipnotizada naquele olhar.

--Com toda a certeza

--Mais bonita que a Katia? – Antes de Andreia responder escutou alguém a chamando.

--Oi  Katia -abriu a porta do quarto.

--A dona Paula pediu para chamar a Juliana, parece que o namorado dela chegou.

--Eu já estou indo – Juliana disse saindo e deixando as outras ali.

--Ela não vai muito com a minha cara, não é? – Katia perguntou

--Não ela está estressada, deve ser a TPM daí fica assim, vamos lá – Elas encontraram Lidia já ali na sala, logo os cinco saíram para a festa, tudo muito simples, mas com quase todo mundo do colégio.

 

 

--Nossa não sabia que você iria trazer sua amiga Andreia – Claudia falou depois de alguns minutos que elas estavam ali.

--Ela é minha namorada Claudia – Andreia tentou falar com total naturalidade, Claudia disse um após um total silencio das pessoas.

--Eu sabia, eu não disse Maria? Eu sabia, vai pagar uma coxinha no seu Zé para mim – Claudia disse sorrindo.

--Como assim uma coxinha? -Andreia perguntou

--Eu disse que você gostava de garotas e a Mariazinha aqui falava que não, ai apostamos.

--Agora pronto, apostando se a outra é sapatão ou não – JM falou de maneira debochada.

--Algum problema em ela ser lésbica José Marcos? – Junior perguntou com a cara feia.

--Problemas? Para mim não, vocês estão muito nervosos de um tempo para cá, vem Juli vamos dançar – Saiu puxando Juliana para a pista de dança.

 

--Não liguem para ele, adorei você não gostar de meninos – Claudia disse passando o braço em torno do pescoço de Andreia

--Como assim adorou? – Andreia perguntou sem entender

--Querida menos uma não é? Olha para você linda desse jeito iria conquistar o coração de todos os caras da comunidade, você não gostando sobra mais para mim – Claudia deu um beijo estalado na bochecha de Andreia que sorriu da garota.

--Mas é muito dada mesmo, sossega essa periquita Clau – Junior disse também sorrindo

--E você Maria? Não vai falar nada? – Andreia ficou ressabiada com o silencio da garota

--Não tem nada para falar Andreia, ninguém tem nada a ver com quem você fica o importante é o respeito e o carinho que você tem por seus amigos – Ela disse de uma forma tão sincera que Andreia a puxou para um abraço.

--Andreia podemos beber alguma coisa? – Katia já estava ficando com ciúmes daquelas cenas de demonstração de carinho.

 

-- Vamos lá, parece que bebida alcoólica só tem pra vender lá na frente, vocês querem alguma coisa?

-- Já que está oferecendo, quero cerveja – Claudia disse.

--Vou comprar cerveja para nós, me espera aqui – Deixou Katia lá e saiu do local para comprar a bebida, no bar na frente esbarrou em uma garota ruiva, já tinha a visto na escola, “muito gostosa” foi o pensamento dela

--Ai desculpa, não te vi – A garota disse sorridente

--Sem problemas – Ela respondeu com um sorriso nada puro para a ruiva.

--Você é do terceiro ano, não é?

--Sou sim, deixa eu me apresentar da maneira certa -Ela disse estendendo a mão para a ruiva que a pegou – Meu nome é Andreia e você é a?

--Mariana – Ela disse sorrindo

--Então prazer Mariana, um imenso prazer – Disse com um sorriso galante para a menina que apenas sorria. – Mariana adorei te conhecer, mas meus amigos estão esperando pelas cervejas, espero muito te ver em breve – Falou com um sorriso safado nos lábios e saiu com as latas da bebida na mão, logo alcançou a turma que conversava sobre as roupas das mulheres que estavam na festa.

-- Nossa por isso que eu te amo, comprou a cerveja da melhor – Claudia disse abraçando Andreia, percebeu que Katia ficou com ciúmes e iria provocar, não tinha gostado dela mesmo.

--Só tinha dessa Clau. – Andreia sorriu, sabia o que ela estava fazendo.

--Andreia vamos dançar?

--Não sei dançar, ainda mais forró, vai com o Junior ele é um bom dançarino.

--Vamos lá, não gosto muito da fruta mas adoro forró– Junior pegou a mão de Katia quase a puxando.

 

--Sua namorada é enjoadinha não é? É bem patricinha

--Claudia, deixa ela – Maria falou.

--Ela é patricinha mesmo, mas é bonitinha – Andreia falou e Claudia sorriu, sabia que ela não gostava da garota, estava visível.

--Vocês viram a Juli? – Andreia perguntou olhando para o local

--Ela estava dançando com o JM agora a pouco, mas vem vamos no banheiro comigo – Claudia puxou Andreia pela mão e saíram caminhando para o banheiro que ficava nos fundos do local da festa.

--Escuro aqui não é? – Andreia perguntou enquanto esperava o banheiro desocupar.

--Não vai me agarrar, não é? – Claudia tinha um ar divertido

--Não, você não faz o meu tipo – Andreia disse também brincando.

--Olha ali a Lidia no maior amasso – Claudia apontou para uma arvore um pouco afastada do banheiro.

--Deixa ela, já disse para ter cuidado com isso, mas ela não escuta – Andreia falava olhando um pouco mais a frente, viu que tinha um casal também no escuro, porem a garota se debatia.—Olha ali acho que tem alguém que não gostou muito do cara – Claudia olhou para o local e já saiu andando

--É a Juli, o que será que está acontecendo – Andreia saiu atrás dela e ainda viu Juliana tentando se livrar dos braços do namorado.

 

--Eu já disse que não quero, me larga – Juliana tentava se livrar dos braços do outro.

--O que você quer então? Vem vestida desse jeito, fica se esfregado em mim e agora não quer finalizar? – JM parecia bem alterado.

 

--Ei larga ela JM tá maluco cara? – Claudia que chegou antes falou

--Fica na sua, isso aqui é entre eu e a minha namorada

--Ela já disse que não quer, solta ela – Andreia falou fechando os punhos, só o que escutou já ficou com muita raiva do rapaz, seu coração batia acelerado, só em pensar que ele poderia ter feito algo a mais com ela.

 

-- Fica na sua sapatão, não tenho medo de você – Ele puxou Juliana para mais perto

--Me larga agora JM – Juliana tentou se soltar, mas ele não soltou.

--Solta ela agora – Andreia se aproximou encarando-o

--Ou o quê? Vai me bater? – Alguns curiosos aproximaram-se

--Calma Andreia – Lidia tentou segurar a prima.

--Eu não tenho medo de você, sua sapatão, sabe qual é seu problema? Isso é por que nenhum homem te pegou de jeito, mas qualquer dia desses me procura que você vai saber o que é um homem de verdade.

--Eu já avisei solta ela – Andreia que não se importava com o que ele falava contra si, apenas estava preocupada com Juliana, então empurrou o garoto que quase caiu, mas assim que se equilibrou deu um soco em Andreia que caiu no chão

--Deia – Juliana foi para perto da mulher que levantou com um sorriso diferente, Juliana nunca tinha a visto assim chegava a ser sádico.

--Fazia um tempo que alguém me acertava, olha até que ele sabe dá um soco – Ela aproximou-se dele que tentou golpeá-la novamente, mas ela esquivou-se e logo acertou um chute na altura dos joelhos do garoto que fez ele cair de joelhos no chão, ela o fez levantar a cabeça a puxado pelo cabelo. – Quando uma garota dizer não é não entendeu?

--Sua sapatão – JM falou sorrindo, mas logo perdeu o sorriso quando Andreia acertou um soco em seu nariz o fazendo sangrar na hora,  deu outro soco que pelo som que fez nas falanges de Andreia ela tinha a certeza que tinha quebrado algum dente, quando ia bater novamente Juliana interveio.

--Deia já chega, ele já aprendeu. – Segurou seu rosto

-- Ele iria te machucar – Andreia falou o já se preparando para bate-lo.

--Mas não machucou, solta ele – Colocou a mão no punho dela – Ele não vai me machucar eu tenho você lembra? – Andreia abaixou a mão e empurrou o garoto.

--Vem, vamos embora – Lidia puxou Andreia pelo braço

 

--Vai lá corre, vai ter volta entendeu? Sua mulher macho - JM gritou e Andreia quis voltar lá, mas Juliana não deixou abraçando-a

 

--O que está acontecendo ? – Katia perguntou aproximando-se com Junior

--O sem noção do JM quis forçar a barra com a Juli e a Andreia deu uma surra nele. – Claudia falou

--Vamos para casa Deia – Juliana disse ainda com o braço em torno da cintura de Andreia

-- Você tem certeza que está bem? Ele não te machucou?– Perguntou olhando de forma doce para Juliana, isso provocou o ciúme de Katia

--Nossa você está bem? – Katia perguntou abraçando Andreia de forma que Juliana se afastasse – Sua boca está sangrando – Ela disse observando um fino filete de sangue escorrer pela boca dela

--Nada demais, vamos para casa – Ela saiu abraçada a Katia com Juliana, Claudia, Maria e Junior logo atrás.

 

--É melhor não falar nada para tia Paula, ela é amiga da mãe do JM, elas podem brigar, a mãe do JM o defende de tudo, ate porque é ele que defende ela do marido- Claudia falou e Juliana concordou, na porta da casa de Juliana os demais amigos despediram-se delas e as três entraram caladas.

--Nossa a festa foi tão ruim assim? Chegaram cedo – Paula disse desligando a TV

--Não mãe só estava chata, vou tomar banho.

--Eu vou tomar agua -Andreia foi até a cozinha e Katia foi com ela.

--O que você acha de irmos lá para casa?  Ainda está cedo, podemos quem sabe nos divertir mais.

--Não eu vou ver como a Juli estar, ela deve está mal

--Você vai me trocar por ela? – Andreia que já estava de costa para ir até o quarto voltou encarando a garota.

--Katia entenda uma coisa, nunca queira se comparar a ela, eu estou com você mas se tiver de escolher ela sempre sairá vitoriosa entendeu? – Falou baixo, porem ríspida.

--Entendi – Ela falou com os olhos cheios de lagrimas.

--Agora fica ai com a tia que vou ver como ela está e volto para ficar um pouco com você – Ela nem esperou a resposta apenas saiu da pequena cozinha

 

 

-- Você está ai – Juliana perguntou assim que entrou no quarto e viu Andreia sentada na cama, ela já estava com seu blusão de dormir

--Como você está? – Ela levantou e ficou de frente amenor.

--Eu não sei o que deu nele, ele estava bem dai foi no banheiro e quando voltou já estava diferente, não sei o que aconteceu.

--Você ainda vai continuar com esse namoro?

--Não sei – Ela não encarou Andreia

--Como não sabe? Ele tentou te obrigar Juli, ele iria fazer sem sua autorização.

--Eu vou conversar com ele, não sei o que aconteceu, preciso entender.

--Entender? Entender o que? – Ela subiu o tom de voz.

--Ei não grita eu estou aqui.- Andreia abaixou a cabeça – Deia ele não é assim, eu preciso falar com ele antes de tomar qualquer decisão.

--Juli hoje eu estava lá para te defender, mas outra vez eu posso não está

-- Eu sei me defender, agora vai lá dá atenção para a sua namoradinha

--É isso mesmo o que eu vou fazer – Ela saiu batendo a porta.

-- Está tudo bem? – Paula perguntou, pois escutou uns gritos

--Está sim tia, tem algum problema se eu ficar um pouco lá no quintal com a Katia?

--Claro que podem- Paula sorriu, iria fazer vergonha a garota—Aproveite que lá é escuro – Disse piscando o olho – Eu vou dormir – Levantou desligando a televisão

--Tia, não fala isso – Estava envergonhada

--Eu adorei ela – Katia falou sorrindo e Paula saiu para o seu quarto sorrindo das jovens.

--Vem vamos lá para o quintal. – Saíram de mão dadas e Andreia caminhou até debaixo de um pé de manga que tinha no pequeno quintal da casa.

-- Está tudo bem? – Katia perguntou, mas não obteve resposta, Andreia a beijou firme prensando seu corpo contra o tronco da arvore, ficaram ali naquele amasso por um bom tempo, só não sabia que Juliana estava na janela da cozinha olhando toda a cena.

 

--O que está acontecendo comigo? – Ela estava paralisada, chorando, vendo Andreia beijando a namorada. – Por que estou sentindo essa coisa ruim, ela é apenas minha amiga -Ela sussurrou baixinho, saiu para o quarto seu quarto andando lentamente, mas decidiu não ir até ele, entrou no quarto da mãe e entrou debaixo da sua coberta como costumava fazer quando era criança, Paula apenas a abraçou logo dormiram

Notas finais:

ola minhas flores!

 

DEI UMA PASSADINHA AQUI NO FERIADO PARA DAR AQUELA ESQUENTADA NA HISTORIA.

O QUE VOCÊS ACHARAM? A JULI TÁ PERDIDINHA PELA  ANDREIA NÃO É?

ESPERO VOCÊS SE PRONUNCIAREM.

 

BJS

Capitulo 10 por Esantos

 

--Você viu a Juli? – Andreia perguntou ao voltar do quarto com o colchão para a namorada dormir na sala.

--Eu não, ela não está dormindo?

--Não a cama está vazia, pronto não é igual a sua cama, mas dá para dormir na boa – Andreia disse lhe entregando o travesseiro.

--Seria melhor se você dormisse aqui comigo e acabasse o que começou lá no quintal – Disse abraçando-a

--Eu  já disse que respeito as meninas e prometi a tia que você dormiria aqui. -Deu um selinho nela e se afastou – Até amanhã – Retornou para o quarto, mas ficou sem saber onde Juliana estaria, ela levantou e viu que a porta do quarto de Paula estava entreaberta, ela colocou a cabeça silenciosamente e viu as duas dormindo abraçadas, ela ficou mais tranquila e aproveitou para dormir na cama de Juliana, fez questão de abraçar seu travesseiro e dormiu sentindo o cheiro daquela que era sua paz, acordou cedo e encontrou a Juliana na cozinha com Paula, ate estranhou a garota acordada tão cedo.

--Bom dia – Paula falou baixo para não acordar Katia que dormia.

--Bom dia, Juli não precisava ter ido para o quarto da tia, eu dormiria no lençol sem problemas.

--Eu não dormir com a minha mãe por isso, apenas estava com saudades de dormir abraçadinha a ela – Andreia a olhou e imaginou que foi pelo que houve que a garota sentiu essa necessidade.

-- Vou acordar a Katia – Ela foi até a sala e chamou a garota que fez manha para acordar, acabou esquecendo das outras e deu um selinho na garota.

 

 

--Juliana não fica olhando assim – Paula repreendeu

--Sabe de uma coisa eu não sou obrigada a ficar olhando isso – Ela saiu pela porta do quintal batendo o pequeno portão que dava para rua, enquanto Paula sorriu balançando a cabeça

--Esses jovens – Ela falou em voz alta.

--Onde está a Juli ? – Andreia perguntou

--Saiu, disse que ia dá uma volta, sentem, vamos tomar café – Elas sentaram e começaram a comer.

 

 

 

--Ei Juli isso é hora de vim acordar a pessoa? – Junior disse reclamando da amiga que já estava dentro de seu quarto.

--Você dorme de calcinha? – Ela disse vendo o menino sentar-se na cama

--Eu adoro, são super confortáveis, agora me diz quem morreu?

--Ninguém, ao menos ainda, pois estou perto de matar “aquelazinha” – Deitou na cama do rapaz

--Que aquelazinha?

--A tal de Katia ela não me desce

--Juli posso te perguntar uma coisa? – Ela afirmou com a cabeça – Você está com ciúmes da Andreia? – A garota ficou calada por uns segundos depois negou

--Ciúmes? Eu ? claro que não, por que eu teria ciúmes ? – Ela falou sem acreditar muito no que dizia

--Não sei, só perguntei por perguntar – Sabia que ela mentia, tirara sua conclusão naquele exato momento. – E o JM o que você vai fazer?

--Não sei Junior, queria entender o que houve, ele estava bem dai ele foi ao banheiro e quando voltou ficou insistindo para ir lá para trás eu fui porque pensei que ele queria dá uns beijos, mas não, ele faz aquela cena.

--Cena essa que se as meninas não tivesse aparecido, ninguém sabe o que ele faria.

--O JM não me machucaria, tenho certeza disso.

--Eu não tenho tanta certeza e vou logo falando eu escutei boatos que ele estava metido com um pessoal lá de cima.

--Não ele não suporta aquele povo.

--Mas falam que o pai dele presta uns serviços para os traficantes.

--Isso é boato ele mesmo disse que é mentira.

--Eu só falo o que escuto, agora vai mais para lá que estou com sono e você tenta abaixar o faixo e dormir um pouco, já já é hora de acordar. – Junior abraçou amiga que ficou um tempo ali pensando sobre o tal ciúmes que Junior falou, mas acabou cochilando.

 

 

--Tia vou levar a Katia em casa já volto – Ela saiu com Katia que adorava andar de moto com sua namorada, assim que chegaram na casa da garota e constataram que a mesma estava vazia elas foram para o quarto e embalaram em um sexo quente.

 

--Andreia por que você nunca deixa eu te tocar?

--Porque eu não gosto

--Eu não entendo, parece que nunca você está satisfeita eu que sempre peço para você descansar e você não deixa eu fazer nada em você, eu acho estranho

--Eu sinto mais prazer em fazer você sentir prazer entendeu?

--Entendi, mesmo assim acho esquisito.

--E eu acho que você pergunta demais, agora me deixa ir para não ficar tarde – Ela levantou pegando suas roupas, logo estava indo para casa.

 

 

--Junior me diz uma coisa, essas festas que você vai com a Andreia o que rola lá? – Eles estavam na cama de Juliana conversando

--O mesmo que rola nas festas hétero, apenas nos divertimos.

--Tem certeza que é só isso?

--Tem muita pegação, mas tudo normal, alguns se excedem um pouco, mas nunca passam do limite

--Então não tem esse negócio de todo mundo nu, se pegando?

-- Já fui para uma festa assim, mas nunca com a Andreia, e Deus me livre senão acho que as sapas iriam devorar ela viva – Ele sorriu e viu a garota fechar a cara, iria brincar um pouco com a imaginação da curiosa amiga

--Como assim?

-- Menina as mulheres enlouquecem quando ela chega, eu não sei se é esse jeitão serio dela, mas as sapinhas ficam todas saltitantes, sem contar que eu escutei uma que ficou com ela falando que ela é um furacão, fez mil e uma loucuras com ela, deixou a garota louca. – Juliana não sabia o que pensar, não gostou de saber que ela ficava com outras garotas, mas também lembrou do jeito que ela imprensava Katia naquela arvore, as mãos ágeis de Andreia percorria o corpo da garota com precisão – Alô terra chamando? Juli – O rapaz a fez despertar

--Oi – Ela disse sem graça – As vezes ela chega com umas marcas, um dia desses ela chegou toda aranhada aquela namorada dela deve ser louca.

--Não queridinha ela que deve enlouquecer as mulheres – Ele disse sorrindo

--Do que vocês estão falando – Claudia entra no quarto se jogando na cama.

--Não bate para entrar não? – Junior disse para implicar com a amiga

--Eu não, a tia Paula disse que era você que estava aqui, transando tinha certeza que não estavam – Ela falou deitando no colo do amigo. –Agora do que estavam falando?

--Da Deia

--Estávamos falando de umas festas que eu fui com a Andreia, as mulheres ficam enlouquecidas com ela, só você vendo.

--Mas ela é linda e com aquele jeito de seria dela, nossa até eu acho que pegava.

--Que isso Claudia? Ela é nossa amiga, você não pode falar assim.

--Mas por que não? Ela é nossa amiga, mas é gostosa só não pego pois tenho certeza que gosto mesmo é de homem.

-- Boa noite – Andreia entra no quarto.

-- Estávamos falando de você Andreia – Claudia disse sentando na cama.

--De mim? Falavam sobre o que?

--Sobre como você deve ser boa de cama, ao menos foram os boatos que ouvi  -Junior ficava prestando atenção nas reações de Juliana

-- Nossa, não esperava por essa – Andreia disse dando seu meio sorriso. – A gente faz o que pode não é – Ela sentou em um banco de plástico que estava ao lado da cama.

--Olha essa cara de safada – Claudia sorriu

--Mas como você faz para chegar nas garotas? – Claudia estava curiosa

--Bem, nossa Claudia você hoje está tão linda – Ficou de frente pra Claudia – Sua pele é tão- Passou as costas da mão pela face dela que suspendeu o ar. – E essa sua boca? É só me dá vontade de beija-la, deve ser a mais saborosa que qualquer coisa nesse mundo – Colocou a mão na nuca dela fazendo um carinho, viu os pelos da garota arrepiar-se e ela passar a língua pela boca. –Viu como eu faço – Andreia começou a sorrir sendo acompanhada por Junior, Juliana estava paralisada olhando a cena, enquanto Claudia ainda estava processando as reações que apenas aqueles poucos toques causaram sobre si.

 

--Ual! – Claudia disse saindo de seu momentâneo silencio – Nossa aplausos para você – Começou a bater palmas sendo acompanhada por Junior

--Não falei que ela é boa

--Junior acho que ela é uma feiticeira, esses olhos castanhos ai tem alguma coisa de magia.

--Não exagera Claudia – Juliana falou com um tom irritado.

--Calma Juli só falei a verdade – Ela sorriu – Garota você deve transar demais – Claudia sorriu

--Deixa de besteira, bem vou comer alguma coisa – Andreia saiu do quarto deixando os três amigos lá

--Eu não disse, se ela quisesse te comia rapidinho – Junior disse para a amiga.

--Não vou negar que ela me fez acreditar nisso, ela é boa mesmo

--Agora vai querer ficar com ela é? – Juli perguntou

-- Eu não, ela pode até ser boa, mas não tem o que eu gosto.

--Pinto ? – Junior perguntou

--Também, mas é um conjunto, pinto, pelos, barba ai eu adoro uma barda roçando no meu pescoço

--Eu também – Junior disse e emendaram em uma conversa sobre o assunto, enquanto isso Juliana apenas ficou pensando o motivo de sentir tanta vontade de receber aquele toque, o porquê de ela ter ficado com inveja de Claudia, esse era o nome do que ela sentiu, inveja.

 

 

--Eu vou para casa, vamos Junior?

--Vamos Claudia, até amanhã Jujuba  - Abraçou a amiga e aproveitou para semear a duvida na cabeça dela, então cochichou em seu ouvido –Será mesmo que não é ciúmes? – Juliana Iria falar, mas Claudia voltou para o quarto e ela se calou.

 

 

--Ciúmes, claro que não – Juliana falou voltando para sua cama olhando para as telhas – O que é isso que eu estou sentindo? Eu nunca gostei de meninas será que agora eu estou gostando? – Ela acabou cochilado em meios de suas divagações.

 

 

Notas finais:

Ola minhas flores

SIM MAIS UM CAPITULO, ATENDENDO UM PEDIDO MAIS UM CAPITULO POSTADO.

 NOSSA OS CIUMES DA JULI TÁ NA CARA, SÓ ELA QUE NÃO VER.

ESPERO QUE ESTEJAM GOSTANDO.

 

BJS

Capitulo 11 por Esantos

--Juli podemos conversar? – JM perguntou aproximando-se no final da aula, com o nariz ainda machucado, aproveitou por saber que Andreia não estava ali

-- Vamos – Ela levantou-se, estavam na pracinha em frente da escola no final da aula.

-- Quer que vamos junto? – Junior perguntou

--Eu não vou fazer nada com ela, não precisa se preocupa.

--Será mesmo JM?

--Qual é Junior ela não precisa de cão de guarda, alias esse posto já está preenchido

--Chega JM vamos para casa e assim conversamos – Eles saíram caminhado

--Juli me perdoa, eu não sei o que deu em mim, eu acabei bebendo demais.

--Será que foi somente isso mesmo?

--Eu juro que foi, me perdoa eu nunca te faria mal, você me conhece desde sempre, nunca te machucaria.

-- Eu não sei JM, realmente perdi a confiança em você – Chegaram na frente da casa dela e continuaram a conversar ali na calçada

-- Eu te juro que nunca mais isso vai acontecer, mas não acaba eu gosto tanto de você. – Nessa hora Andreia saiu da casa e viu os dois juntos, apenas abaixou a cabeça subiu na moto e saiu para fazer suas entregas.

 

--Eu não sei JM, vamos deixar o tempo dizer se eu confio em você ou não

--Isso quer dizer que não vamos mais namorar?

--Não por enquanto, vamos dá um tempo, continuamos sendo amigos.

--Eu gosto tanto de você – Tentou roubar um beijo, porem Juliana recuou.

--Será melhor? você analisa o que você fez e eu tento recuperar a confiança em você – Ela levantou e entrou, deixando o rapaz ali sozinho.

 

 

--O JM não entrou, não vai ficar para almoçar?

--Nós acabamos mãe – Ela falou indo para seu quarto, logo voltou para comer, arrumou a cozinha e foi para o quarto, ficou um bom tempo pensando e chegou a uma conclusão, para isso precisaria da ajuda de alguém.

 

 

--Ai Juli sabia que dormir depois do almoço é bom para pele? Vou dizer a minha vó que não deixe você entrar no meu quarto assim – O rapaz disse colocando o lençol na cabeça.

--Eu estou precisando de você – Ela disse puxando o lençol

--Pronto, acordei, que saco – Ele sentou na cama.

--Eu acabei com o JM

--Isso seria o mínimo, não é? Mas o que você quer de mim? Pois sei que você não gosta tanto do JM assim para ficar deprimida com o termino.

--Eu estou querendo que você me leve para uma dessas suas festas.

--Que festa?

--Essas que tem outras garotas que gostem de garota.

--E por que eu te levaria par uma festa onde só tem gays e lésbicas?

--Por que eu estou precisando tirar uma duvida

--Duvida? Não estou entendendo

--Eu preciso saber se gosto de meninas – Ela falou rápido e o garoto não conseguiu controla o riso e começou a gargalhar. – Não sorrir, é sério Junior.

--Você tem uma pessoa na sua casa que pode tirar essa sua duvida queridinha.

--Não! A Deia não pode nem sonhar com isso.

--Mas por quê?

--Porque eu não quero

--Tudo bem, mas me diz o que exatamente você quer?

--Eu queria ficar com uma garota para saber se eu gosto.

--E se o caso não for você gostar de garotas e sim de uma garota?

--Como assim?

--Não vou mais ficar dando dicas, eu acho que você está apaixonada pela a Andreia.

--Eu? Ela é minha amiga.

--E o que isso tem a ver com você está totalmente apaixonada pela mulher maravilha? – Juliana nada disse sobre.

--Você vai me levar pra um desses lugares?

--Posso pensar no seu caso, sexta à noite vai ter uma social na casa de um amigo, lá na zona sul.

--Numa casa de grã-fino?

--O pai dele tem dinheiro sim, e vive viajando, dai ele faz umas festinhas para alguns convidados.

--Me responde uma coisa, por que vocês sempre se reúnem nessas festinhas fechada?

--Não é todo lugar que podemos ficar à vontade Juli, sempre tem alguém que vai se sentir mal com homossexuais, não somos livres para viver, se eu beijar outro garoto no meio da rua eu possivelmente seja preso, ou apanhe até morrer.

--Nossa que difícil.

--Espero um dia não ser mais assim.

-- Também espero, vou para casa, não fala para ninguém de sexta – Ela foi para sua casa, no final da tarde viu Andreia chegar, pegar uma mochila e sair chegou no final da noite, estava muito calada e Juliana queria saber o que houve. – Deia o que você tem?

-- Eu? Nada -Disse voltando sua atenção para a um livro que estava lendo.

--Eu sei que tem alguma coisa, me fala o que foi? – Andreia respirou fundo, fechou o livro e olhou no fundo dos olhos dela

-- O que foi é que eu não aguento ver você com aquele cara, é isso – O coração de Juliana acelerou

--Como assim ? – Andreia arrependeu-se do que falou ao ver a surpresa nos olhos dela.

--Juli aquele cara fez o que fez e você ainda continua com ele – Desfez o contato visual que mantinham.

--A tá, eu sei – Ela disse abaixando a cabeça, por um momento ela pensou que a outra sentia algo diferente.

--Eu não entendo como você pode continuar com ele depois de tudo.

--Mas eu não estou com ele, eu acabei.

--Mas vocês estavam tão juntos agora de tarde.

--Eu estava conversando com ele, explicando que não dava mais, eu não confio nele. – Ela sentiu um abraço, foi tão forte que Andreia acabou caindo sobre seu corpo.

--Nossa Juli que bom, ele é um idiota – Ela deu um beijo estalado na bochecha dela.

--Nossa ficou feliz mesmo – Ela disse sorrindo com o gesto dela.

--Ai meu Deus, desculpa Juli, eu sei que você deve está mal, afinal era seu namorado, desculpa mesmo.

--Não se preocupe com isso, agora me diz onde você arrumou esse livro tão grosso? Não sabia que gostava de  - Pegou o livro – Introdução a direito constitucional e penal. – Você quer ser advogada?

--Eu não, apenas achei ele no ponto de ônibus e gostei, sempre é bom saber os nossos direitos.

--Você e esse gosto por estudar, nunca vi a pessoa gostar de estudar.- Ela sorriu, elas ficaram ali conversando por um bom tempo, até irem dormir, a semana seguiu, Juliana e Andreia não se desgrudavam, a não ser para Andreia ir treinar, ela se matriculou em uma escola de artes maciais no centro, depois de uma demonstração do que sabia conseguiu um desconto de metade da mensalidade.

 

 

-- Tia onde a Juli está? – Andreia chegou do seu treino e não achou a amiga

--Ela saiu, parece que foi para uma festa.

--Festa é? Sei – foi lavar os pratos.

--E você? Não saiu essa semana, deixa isso ai, vai sair com sua namorada – Andreia pareceu pensar um pouco e aceitou o conselho da tia. – Vai com a moto

--Não tia prefiro ir de ônibus – Ela se arrumou e foi para um orelhão, ligou pra Katia, mas essa não atendeu, lembrou-se de uma garota que conheceu em uma festa que tinha lhe dado o seu numero de celular, ela o pegou e discou, logo  a garota atendeu ela estava indo em uma festa e convidou Andreia que aceitou de pronto, ela foi para o ponto de ônibus e seguiu para o endereço da tal festa, na porta tinha uma loira bem arrumada a sua espera, ela sorriu para ela a abraçando pela cintura e entrando no local.

 

 

-- Gente adorei o clima, povo animado – Juliana falou com uma latinha de cerveja na mão.

--Pra qualquer efeito você tem dezoito anos, se o dono da festa descobri que coloquei alguém de menor não vai me convidar mais.

--Pode deixar, nossa esses caras todos são Gays?

--São por que?

--Alguns são lindos demais.

--E para ser gay tem que ser feio é?

--Não falei isso Junior, desculpa.

--Olha tem uma garota que não tira o olho de você, mas eu vou te perguntar novamente, você tem certeza disso?

--Eu tenho certeza, tenho que saber se eu realmente gosto de garota.

--Então está bem, a garota está vindo em sua direção, vou te deixar sozinho com ela, estou te vendo dali qualquer coisa levanta a mão que venho em seu socorro – Ele saiu deixando a amiga ali.

 

 

 

-- Pena que você não dança – A loira disse encostando o corpo ao de Andreia.

--Mas podemos nos curtir de outro jeito – Ela disse beijando o pescoço dela.

--Ai que delicia, vou pegar uma bebida para nós  - A loira saiu deixando Andreia ali olhando o movimento, quando seus olhos param em uma silhueta bem familiar –Acho que estou pirando, vendo Juliana em todos os cantos – Ela falou para ela mesmo sorrindo, mas olhou melhor e viu que não imaginação era Juliana e tinha uma mulher que tentava a beijar e Juliana se desviava.—Mas o que ela está fazendo aqui ? – Saiu pisando duro  -- Que porra é essa? – Juliana a olhou surpresa e a outra mulher ser virou para ela sem entender – Dá o fora daqui ! -Andreia falou com a cara fechada para a garota que saiu xingando-a.

--Oi Deia – Juliana falou sem graça

--OI Deia? Que merda você está fazendo aqui Juliana?  Isso não é lugar para você – Ela falou um pouco exaltada.

--Ai meu Deus a mulher maravilha – Junior disse aproximando-se surpreso

-- Eu quero entender o que é isso? – Andreia não parava de olhar feio para Andreia.

--Por que não é lugar para mim: apenas vim para uma festa com meu amigo, por que não posso?

-- Junior como você traz ela em uma festa como essa?

--Ela pediu para vim, não tem nada de mal trazer uma amiga.

--Você sabe que esse tipo de festa é feita para pegação, e a Juli não... – Não acabou de falar e Andreia sentiu alguém pegar em sua barriga.

--Oi delicia, sua cerveja – Disse a loira abraçando-a pela cintura.

--Quem é essa ai Deia?

-- Uma conhecida, mas ainda não me disseram o que você está fazendo aqui.

--Você a conhece? – A loira beijou o pescoço de Andreia e aquilo foi demais para Juliana que já estava alta pelas cervejas que tinha tomado

--Da licença garota, não está vendo que ela está falando comigo? – Deu um pequeno empurrão na loira. – E Andreia deu um ar de riso com aquilo, achou lindo Juliana daquela forma

--Você está maluca garota? E você sorrir é? – Perguntou a loira para Andreia

--Eu não posso fazer outra coisa, ela tem sempre tem razão – Andreia disse olhando par Juliana que sorria vitoriosa.

--Escutou o que ela falou? Agora vaza daqui antes que eu arranque esses cabelos tingido

--Sua maluca – A loira saiu reclamando.

-- Como você tem coragem de ser tão safada Andreia? – Foi para cima de Andreia dando tapas em seu ombro. – Você tem namorada, está certo que ela é uma enjoadinha sem sal, mas você é uma safada – Andreia segurou suas mãos.

--Eu sei de tudo isso, agora me responde o que você está fazendo aqui?

--Eu vim para ficar com alguma garota foi isso – Andreia sentiu uma alegria em seu coração que não souber medir, ela poderia ter esperança, mas além da alegria veio a duvida

--Você o que? Como assim Juliana? – Ela segurava os pulsos dela, enquanto isso Junior afastou-se um pouco, não muito, mas quis ver onde tudo aquilo iria dá

-- Isso mesmo que você escutou, eu vim experimentar, vim aqui para beijar uma garota, para saber como é – Ela tinha um brilho de desafio nos olhos, nesse exato momento Andreia esqueceu de todo medo que tinha de tentar alguma coisa com a amiga, apenas a vontade de beija-la a guiou

--Não precisava ter vindo tão longe – Puxou a morena para junto colando os lábios no dela, de inicio Juliana ficou surpresa, mas logo sentiu uma corrente elétrica percorrer seu corpo, sentiu-se com o corpo leve, e deixou-se guiar por aquelas sensações, logo as línguas se encontraram e esqueceram de tudo, apenas queriam se sentir, Andreia deu um pouco mais de agilidade aquele beijo, há quanto tempo esperava sentir o sabor daqueles lábios, o ar faltou nos pulmões e finalizaram encostando as testas, parecia que não existia mais ninguém ali, não escutavam o barulho da música ou das vozes, apenas as duas ali, mas ninguém.

 

-- Ai meu Deus que lindo -Junior gritou batendo palmas, dai a ficha caiu e Juliana se afastou um pouco, mas sem parar de encarar a outra.

-- Ai vocês são tão lindas juntas – Junior disse sorrindo.

--Junior eu quero ir para casa – Ela disse olhando para Andreia que encarou aquilo como uma rejeição.

--Mas Juli- Foi interrompido.

--Por favor – Ela olhou para o amigo.

--Vamos para o ponto de ônibus – Junior aproximou-se de Andreia, mas essa apenas deu as costas e saiu andando rápido

 

 

--Mas Juli o que houve? você não gostou do beijo

--Não Junior, é exatamente ao contrário, eu gostei demais, nunca senti nada igual a isso, ai meu Deus isso significa que gosto de meninas, Junior o que eu sou? – Ela colocou a mão na cabeça

-- Vem vamos conversar – A puxou para fora, como estavam na orla sentaram em um banco no calçadão.

--Junior eu sou gay?

-- Eu não sei Juli, tenha calma, você pode ser bi.

--O que é isso?

--Se sentir atraído tanto por homem quanto por mulheres.

--Será? Mas por que eu nunca senti aquilo quando eu beijava os garotos?

-- Aquilo o que Juli?

-- Um frio na barriga, um calor que tomou conta do meu corpo, pensei que estava flutuando e a maciez? Nossa que lábios tão macios. – Suspirou ao lembrar.

--Isso tem mais cara de paixão.

--Como assim paixão?

-- É isso mesmo, paixão, eu não iria falar disso, prometi para mim mesmo que não iria me intrometer, mas está na cara que você é totalmente apaixonada pela mulher maravilha, percebi isso há meses.

--Apaixonada? Mas ela é minha amiga, como se fosse uma irmã para mim.

--Irmã? Eu não acho que eu beijaria meu irmão e ainda ia descrever o beijo como o melhor beijo da minha vida, não o pior é sentir esse ciúmes louco que você senti dela, você quase bateu na loira lá na festa por causa dela.

--Mas eu... – Parou de falar e abaixou a cabeça.

--Vou comprar algo para bebermos, assim você pensa melhor – Ele foi a um quiosque ali perto e comprou uma garrafa de vinho barato.

--Nossa isso está quente – Ela disse ao tomar na boca da garrafa mesmo.

--Foi o que o dinheiro deu para comprar, só restou o do ônibus. – Deu um gole – Isso é muito ruim – Fez uma careta—Então? Chegou em alguma conclusão?

--Não, eu não sei o que eu sinto, tenho medo de confundir as coisas – ela baixou a cabeça triste.

-- Deixa rolar, não encara isso como uma coisa ruim, se realmente você gostar dela você irá descobrir. – Ela ficou ali calada olhando para frente e não demorou muito acabaram com a garrafa da bebida, e saíram cambaleantes para o ponto de ônibus, Junior decidiu dormir ali mesmo.

--Ela não veio para casa Junior, será que ela não gostou do beijo?

--Acho bem difícil, ela deve estar pensando na vida como nós estávamos. – Vamos deitar que estou meio bêbado – Eles deitaram, porem Juliana não conseguiu dormir, viu o dia clarear e nada de Andreia chegar.

Andreia quando saiu do local da festa saiu caminhando pela praia ela não poderia ter feito aquilo, agora possivelmente a Juliana não iria mais querer olhar para ela, tinha destruído tudo por apenas um impulso, ela colocou a mão sobre os lábios, foi o melhor beijo de sua vida, nunca sentirá aquilo, nem quando beijou sua primeira namorada, a qual sempre achou ter sido a única garota que tinha gostado na vida, ela viu o dia clarear e decidiu voltar para casa.

Notas finais:

ola minhas flores!

 

OLHA SÓ NUMA NOITE DE SEXTA PARA AQUELAS QUE VÃO FICAR QUIETINHAS EM CASA!

ATE QUE ENFIM O PRIMEIRO BEIJO ROLOU, NÃO É MESMO?

E AGORA O QUE VÃO FAZER? SERÁ QUE A JULI VAI LIDAR DE MANEIRA POSITIVA?

 

BJS

Capitulo 12 por Esantos

-- Mãe aconteceu alguma coisa com a Deia, ela não dormiu em casa – Juliana disse entrando na cozinha, estava com medo de ter acontecido alguma coisa.

--Calma filha ela dever ter dormido na casa da Katia.

-- Não mãe eu e o Junior encontramos com ela e a enjoadinha não estava.

-- Calma filha, não adianta se preocupar – Ela olhou para a filha e viu que ela não parecia nada bem. – Filha o que houve você está parecendo que não dormiu bem.

--O Junior roncou a noite toda – Mentiu para a mãe que fingiu que acreditou

--Vai dormir lá na minha cama, aproveita que está cedo. – Ela respirou fundo e lembrou da tal loira que estava com Andreia, a primeira coisa que veio na cabeça dela foi que elas estariam juntas naquele momento

-- Sabe de uma coisa? Vou fazer isso mesmo, eu sou uma idiota mãe – Saiu para o quarto e Paula ficou ali sorrindo minutos depois viu Andreia entrando.

 

--Bom dia tia – Falou sem graça. – Desculpa ter chegado agora, eu acabei perdendo a hora.

--Onde estava? – percebeu ela suja de areia.

--Caminhando pela praia, pensando na vida, acabei perdendo a noção do tempo.

--Quer comer alguma coisa?

--Não, estou bem, vou tomar banho e vou deitar um pouco – Ela saiu caminhando para o quarto e lá viu cama de Juliana ocupada, estranhou o fato da garota está toda coberta dos pés a cabeça, pois ela só dormia descoberta, respirou fundo de silenciosamente despiu-se, pegou a toalha, enrolou-se e saiu para o banheiro, ao empurrar a porta que estava encostada paralisou ao ver aquele corpo perfeito, totalmente despido, não pode evitar de olha-lo por completo, Juliana estava de costa enxugando-se, ela recuou um pouco virando de costa, não teria como fechar a porta sem ser notada. – Er.. desculpa a porta estava aberta – Ela disse ainda de costa.

-- Deia, onde você estava até essa hora? Não precisa dizer, estava com aquela piranha oxigenada – E saiu enrolada na toalha, Andreia não pode deixar de sorrir a morena ficava linda quando estava irritada, dava vontade de agarra-la e a prensar na parede tomando-a para si.

--Andreia, Andreia para de pensar besteira – Ela fechou a porta do banheiro e voltou a lembrar as sensações que aquela boca lhe causou, aquele corpo, sentiu a boca salivar ao lembrar daquela bunda perfeita, imaginou o quanto seria gostoso possuir aquele corpo, era perfeito, delicioso, entrou no chuveiro o ligando, mas seus pensamentos ainda estava naquela garota – Ai Juli por que você tem que ser tão gostosa – Ela desceu a mão até alcançar seu sexo, o sentiu já úmido, começou a massagear seu clítoris lentamente, não demorou para sentir o prazer tomar conta de seu corpo, respirou fundo e acabou seu banho após o orgasmo que teve pensando na garota, ao chegar no quarto viu a mesma pessoa totalmente coberta deitada na cama, estranhou, quem seria? Foi lentamente ate a cama e levantou o lençol encontrando Junior dormindo, ela sorriu e começou a arrumar o seu colchão, deitou-se e não demorou a dormir, enquanto isso no quarto de frente Juliana resmungava já deitada na cama.

-- Mas ela é muito safada mesmo, como pode chegar uma hora dessas, e o pior ela tem namorada, aquela é outra, uma patricinha aguada, não deve dá conta dela isso sim, mas isso não tem nada a ver a Deia é uma safada deve ter passado a noite rolando com aquela loira de farmácia, ai que raiva – Disse esmurrando o travesseiro.—Chega Juliana, não adianta ficar assim com ciúmes- Ela respirou fundo. – Será que é ciúmes mesmo? Sabe de uma coisa? Eu vou dormir que é melhor. – Demorou, mas conseguiu dormir

 

 

 

-- Boa tarde Tia – Junior beijou a bochecha de Paula, a Juli saiu?

-- Não, está lá na minha cama, vai almoçar? Eu fiz lasanha.

-- Eu já estava indo para casa, mas não resisto a sua lasanha – Ele sorriu.

--Me fala o que houve com aquelas duas?

-- Não sei tia – Disfarçou

-- Junior – Sentou-se em frente dele na mesa. – Quando aquelas duas vão entender que se gostam – Junior quase engasgou com o café. – Não adianta disfarçar que sei o tamanho da sua percepção e inteligência – Ela levantou sorrindo.

--Mas a senhora também já percebeu?

-- Há muito tempo, Junior só não ver quem não quer, o brilho nos olhos de Andreia quando olha para minha filha, o cuidado, sem contar o desejo que fica claro para quem observa, mas a minha dúvida é a Juli, ela tem ciúmes, carinho, fala com uma admiração enorme sobre a sua Deia, mas será que é alguma coisa a mais? Então desembucha logo o que você sabe. – Sentou ao lado dele

--Ai tia a senhora me coloca em cada situação – Ele disse fugindo do olhar da mais velha.

--Fala logo Junior, senão nada de lasanha -Ele fechou a cara.

--A senhora que me comprar com um pedaço de lasanha? Que coisa feia tia.

--Digamos que só sei argumentar, agora me fala – Ele respirou fundo.

--Ai está certo, mas elas não podem saber, a mulher maravilha tem os quatros pneus ariados pela Juli isso é visível, mas a Juli está começando a perceber que gosta dela também, mas ela fica cheia de duvida, até porque ela nunca ficou com nenhuma menina, até ontem

--Como assim até ontem?

--Ela e Andreia se beijaram – Ele falou rápido.

-- Eu sabia que tinha acontecido alguma coisa a mais, então no que deu?

--Não sei, a Juli ficou muda e a Andreia saiu correndo.

--Essas duas têm que aprender a lidar com o que estão sentindo isso sim.

--Eu não falo nada diretamente para elas, mas sempre que dá eu comento alguma coisa.

--Isso é bom eu vou ver como eu posso ajudar – Ela levantou pegando a travessa de lasanha no forno.

--Eu quero um pedaço gigante – Ele disse batendo palmas.

--Junior não come a lasanha toda – Andreia disse entrando na cozinha.

--Deixa ele Deia, fiz duas dessas, vem senta para comer também, sei que está com fome – Ela sentou acompanhando o garoto, depois de comerem foram para o quintal conversar.

--Queria saber o motivo de você ter corrido ontem.

--Ela ficou muda Junior aposto que ela não gostou do beijo, ela é hétero, sempre vai ser.

--Eu não falaria isso, mas não sou eu quem vai te falar nada, bem já vou que tenho um cabelo para arruma, ate amanhã mulher maravilha – Saiu pelo estreito portão do quintal deixando Andreia ali sem entender o que o rapaz disse.

 

-- Deia podemos conversar? – Juliana quando viu que a garota estava ali sozinha resolveu conversar com ela, Andreia apenas afirmou com a cabeça --Aconteceu, passou só não vamos deixar um beijo acabar com nossa amizade, tudo bem?

--Tudo bem, nossa amizade é maior – Andreia disse sentindo o coração doer, pôde ter a certeza que a garota realmente não gostou do beijo. – Vamos esquecer combinado? – Ela estendeu a mão para Juliana que apertou e a puxou para um abraço, Andreia segurou o choro.

 

-- Bem agora vou comer, estou faminta

--A lasanha está uma delícia, acho que vou te acompanhar em mais um pedaço – Foram para a cozinha e começaram a falar de vários assuntos, menos do acontecido.

 

 

 

-- Vai Deia por favor, eu juro que será a última vez.

--- É Andreia, só umas três questões, não custa nada

--Não, vocês duas tem que parar com essa mania de não fazerem os exercícios, se quiserem hoje à noite eu ajudo vocês com química, física e o que mais vocês quiserem – Elas estavam na praça esperando a hora da aula começar.

--Nossa você sabe ensinar física do segundo ano? Estou tão enrolada – A garota de cabelos vermelhos  que estava próximo escarando Andreia falou aproximando-se dela.

--Sei sim, você está com dúvida?

--Ai estou sim, muuuiitas por sinal – Falou piscando para Andreia que deu seu sorriso de lado, já sabendo que aquilo era uma indireta.

--Desculpa querida, mas ela não vai poder te ajudar ela vai dá aula para nós hoje à noite – Juliana que ficou mordida de ciúmes falou.

--Ai que pena, eu iria adorar.

--Então vão querer mesmo que eu ajude vocês hoje a noite? – Olhou para Claudia e Juliana

--Vamos sim – Juliana disse vendo a careta de Claudia

--Então o que você acha da sua ser no começo da tarde? Eu volto do trabalho e já te encontro para te ensinar.

--Ai eu vou adorar – A ruiva falou sorrindo – Você sabe onde eu moro? – Andreia disse que não e a ruiva pegou o caderno da mão de Andreia e começou a escrever e falar o endereço. – E o bom é que eu estou sozinha, minha mãe está trabalhando -Ela deu um beijo na bochecha de Andreia e saiu.

--Que ridícula, ela estava quase se jogando em cima de você – Juliana disse com a cara feia.

--Eu quase perguntei se ia comer aqui ou embrulhar para mais tarde – Junior falou sorrindo.

--Aquela está embrulhada para mais tarde Junior – Andreia falou sorrindo e sentiu um beliscão

--Andreia você não vai mesmo ficar com essa garota?-Juliana disse com o dedo em riste

--Ai Juli! Isso doi – Massageou o braço. – E qual motivo eu não iria? 

--Motivo? Er... – Juliana gaguejou – O motivo é que você tem namorada e isso não se faz– Juliana disse saiu rápido dali estava com raiva, muita raiva.

 

--Gente o que foi isso?- Claudia perguntou baixinho no ouvido de Junior que sorriu.

--É cada coisa que me aparece – Andreia foi para dentro da escola massageando o braço.

-- Ela estava com ciúmes? – Maria perguntou

--Foi o que pareceu – Claudia disse sorrindo – Vou falar com minha amiga – Saiu correndo atrás de Juliana que tinha ido para o banheiro, lá encontrou-a andando de um lado para o outro do banheiro. – Você está com ciúmes dela?

--Ciúmes? Eu? Não – Falou sem olhar para a amiga.

--Ai lascou, Juli você está apaixonada por ela, cara como você pôde deixar isso acontecer?

--Eu não sei se estou apaixonada, só não sei o que fazer, eu sei que ela é uma garota e isso é estranho, mas eu já não sei mais de nada.

--Eu não estou falando dela ser uma garota, está louca? Eu estou falando dela ser uma galinha, Juli a Andreia é maior cafajeste – Claudia falou fazendo a amiga parar de andar de um lado para o outro, ela sempre que ficava nervosa fazia isso.

-- Ei as duas a aula já começou, nada de matar aula no banheiro – Uma supervisora da escola chegou no banheiro as mandando irem para a sala de aula, elas entraram na sala, no final da primeira aula Andreia saiu para ir ao banheiro e Juliana puxou Claudia pelo braço.

--Me dá cobertura, ver se a Deia está vindo- Claudia fez e ficou olhando a menina rasgar uma folha do caderno da outra.

-- Que merda é essa Juli? – Junior perguntou, ele e Maria estavam sem entender

--Ela não vai na casa daquela oferecida, eu não vou deixar – Juliana disse amassando a folha de papel que tinha o endereço da garota e jogando no lixo

--É isso ai amiga, fez certo – Claudia deu bateram as mãos.

--E vocês calados, nem um pio – Juliana disse apontando para Maria e Junior e concordaram sorrindo

 

 

-- Ei Juli você está gostando mesmo da Andreia? – Maria perguntou, estavam as três amigas no quarto de Juliana

--Eu não sei Mary, eu acho que estou – Era a primeira vez que ela falava aquilo

-- Mas qual o motivo da duvida?

--Não sei Clau, é muito novo para mim, eu só fiquei com garotos até hoje.

--Eu sei, mas você não disse que beijou ela e gostou?

--Gostei e muito, mas é tudo mais complicado, e tem a questão que você falou ela é uma galinha, cafajeste, não pode ver um rabo de saia.

--Não se garante Juli? Tem muito o que aprender com a sua amiga aqui – Claudia disse sorrindo. – Se você dá bem gostoso, duvido ela não se apaixonar

--Dá o que? – Maria na sua inocência.

--Mariazinha minha criança feche o ouvido que estamos falando de sexo – Maria fechou a cara ela não gostava quando Claudia a chamava assim.

-- Eu sou virgem esqueceu?

--Isso é um defeito que pode ser consertado rapidamente, alias aposto que a Andreia vai adorar faze-lo.

--Não Juli, se ela ficar com você por causa de sexo ela não te merece.

--Eu sei Mary, mas essa é a questão, será que ela gosta de mim mesmo?

-- Só vai saber se tentar.

--Ai Mariazinha, ate que fim falou alguma coisa certa – Claudia sorriu

-- O que você quer que eu faça? Ela tem namorada.

--Isso não quer dizer nada, está na cara que ela não gosta da patricinha, ela vive pegando outras.

--E pelo visto ela deve ter achado a casa da Mariana, não voltou ate agora.

-- Mas eu rasguei a folha que ela anotou o endereço.

--É aposto que ela esteja resolvendo outra coisa – Disse Claudia tentando mudar de assunto.

--Você acha que ela está com aquela oferecida?

--Não, claro que não – Claudia deu um sorriso forçado.

--Eu acho que elas devem estar lá agora, ela nunca chega depois da cinco da tarde e já vai dá sete da noite, ai que raiva eu bater naquela oferecida – Ela andava de um lado para o outro no quarto.

-- Calma Juli não tinha como ela saber o endereço dela.

--Eu estou com uma vontade de socar a Deia agora

--Me socar? Mas o que eu fiz? – Andreia disse entrando no quarto.

 

--Você se atrasou, estamos aqui esperando você, se não quiser nos ajudar tivesse dito logo – Juliana falou nervosa

--Ei calminha, eu só estava ocupada, eu estou aqui não estou?

-- É vamos lá – Claudia disse segurando o riso.

-- Vou só tomar um banho, já volto – Andreia pegou a toalha e saiu.

--Vocês sentiram o cheiro de perfume de puta?

--Eu não – Maria disse enquanto Claudia sorria.

-- Você precisa se controlar mais Juli, olha só seu estado – Maria fez a amiga parar de andar de um lado para o outro.

-- Tá parei – Ela sentou na cama ficando em silencio por alguns segundos. – Será que realmente estava com aquela oferecida cabelo de fogo? – Quando Maria ia falar ela entra no quarto de toalha, as três amigas ficam caladas, quando ela tira a toalha ficando apenas de calcinha e sutiã Juliana não aguenta. – Andreia não tem vergonha? Olha as meninas – Juliana fala brava.

--Ai Juli que besteira, não tem nada novo aqui para chocar elas – Pega um blusão e um short folgado.

--Eu não me importo – Claudia queria provocar --Alias que barriga hein – Andreia sorri levantando a blusa expondo a barriga de Andreia.

--Estou pegando pesado nos treinos, estava acima do peso para minha categoria.

-- Vamos começar a aula ou está difícil? -Juliana diz irritada.

--Nossa sua tpm chegou mais cedo esse mês Juli?

--Vamos começar logo esse saco – Sentou na cama, Andreia começou a explicar como faziam as questões do exercício, demorou um pouco, porem conseguiram finalizar.

 

 

--Caramba está bem tarde – Maria disse olhando para o relógio.

--Eu vou levar vocês – Andreia se propôs e foi bem aceito pelas meninas.

 

 

 

-- Filha que cara é essa? – Juliana estava sentada no sofá pensando no que fazer de sua vida.

--Mãe se a senhora tivesse apaixonada com uma pessoa que é comprometido o que você faria?

--Comprometido a que nível? Namoro, noivado ou casamento?

--Namorando.

-- Bem você tem que analisar uma coisa, essa pessoa também gosta de você? E outra só aceite ter alguma coisa se antes essa pessoa ficar solteiro, nunca deseje para alguém o que você não quer para você

--Como assim mãe?

--Se fosse você a namorada? Gostaria de ser traída?

--Não, nunca.

--Então pronto, se você realmente gosta da pessoa e for retribuída eu não acho errado você lutar, contanto que a pessoa esteja livre.

-- Mas não é errado?

--Filha errado é se você aceitar ser a outra  e mais, nenhum tipo de amor é errado filha, e se for errado não é amor. – Abraçou a filha – Nunca tenha medo de sentimentos bons filha – A menina ficou ali nos braços da mãe.

-- Vou lá deitar que a Deia parece que queimou meu cérebro com aquele negócio de velocidade, massa e distancia

-- Era para você seguir o exemplo dela isso sim.

--Tá mãe – Ela foi por quarto e cinco minutos depois Andreia chegou, trocou de roupa sob o olhar atento de Juliana.

--O que foi? – Ela perguntou ao notar a outra lhe olhando.

--Deia se eu te perguntar uma coisa promete não mentir?

--Eu não minto para você Juli. - Ela arrumava o seu colchão.

--Você ama a Katia? – Andreia a encarou, mas não titubeou em responder

--Não, ela é uma garota legal, eu gosto de está com ela, mas não a amo.

--É por isso que você a trai? – Andreia sentou na cama onde a outra também estava sentada

--Não sei Juli, acho que sim, mas qual motivo dessas perguntas?

--Nada apenas queria saber mesmo.  - Ela deitou na cama e Andreia ficou olhando para aquela morena, sua pele negra, seu rosto bem feito, não tinha outra coisa a dizer a não ser linda.

-- Então posso dormir? – Perguntou sorrindo

-- Pode, aliás dormi aqui comigo – Andreia pensou em negar, mas não tinha forças para negar um pedido dela, pegou seu lençol e se acomodou ao lado da menor.

--Ainda bem que você é pequena senão ficaria apertado para nós duas aqui – Andreia sabia que ela iria ficar com raiva.

--Vai dormir Deia, senão eu te derrubo daqui – Andreia sorriu e sentiu o corpo queimar quando Juliana se aconchegou mais ao seu corpo, essa não demorou em abraça-la. –Ate amanhã Deia – Juliana sorriu e adorou a sensação de dormir abraçadinha a outra.

Notas finais:

ola minhas flores!

 

CHEGUEI NO FINALZINHO DO DOMINGO MAS CHEGUEI, CAPITULO POSTADINHO.

 

AGORA A JULI TEM A CERTEZA QUE ESTÁ APAIXONADA, CUSTA SABER SE VÃO FICAR JUNTAS.

 

BJS

Capitulo 13 por Esantos

-- Juli olha quem está vindo – Claudia disse a amiga que fechou a cara, Andreia não estava na praça tinha ido ao banheiro na escola.

-- Oi gente, vocês viram a Andreia? Gostaria muito de falar com ela

--Não Mariana ninguém aqui viu a Andreia – Juliana disse ficando de pé – Se toca garota, a Andreia não te quer, vaza daqui sua atirada.

--Você me chamou de que? Está maluca? Olha seu tamanho garota, não tem nem meio metro e vem querer me encarar- Aquilo foi o estopim para despertar a fúria da menor.

--Eu não tenho medo de você sua cabelo de fogo, vaza daqui.

-- Você dobre sua língua para falar de mim – Avançou sobre Juliana, elas foram ao chão distribuindo algumas puxadas de cabelo, porem Junior e Andreia que chegava separaram a briga.

--Segura essa nanica mesmo, senão eu quebro a cara dela

--Chega Mariana você enlouqueceu – Andreia ficou com raiva – Juli você está bem? Ela te machucou?.

--Não, mas eu vou machucar essa vadiazinha. – Tentou solta-se dos braços de Andreia.

--Vem, solta ela para eu fazer ela engolir essas palavras.

--Junior leva essa garota daqui, senão quem eu que vou perder a cabeça com ela – Andreia disse lançando um olhar mortal para a ruiva que ficou amedrontada, essa se soltou de Junior, pegou sua bolsa, mas antes de sair deixou seu “veneno”.

--Sempre que quiser repetir pode me procurar, adorei ontem – Mariana saiu sorrindo, Juliana tentou se soltar outra vez, mas Andreia era mais forte

-- O que foi isso? Qual o motivo disso tudo? – Andreia falava olhando para as pessoas que estavam ao redor vendo a confusão

--Me deixa Andreia – Soltou-se dos braços da maior pegou sua bolsa e saiu pisando firme.

--Vocês não me falam nada? O que aconteceu?

--Eu não sei de nada – Junior disse e as duas garota apenas afirmou com a cabeça, Andreia resmungou e saiu atrás de Juliana que estava no banheiro.

 

--Juli me fala o que houve? – Se pôs atrás da menina que estava arrumando o cabelo.

--O que houve? O que houve foi você, não tinha nada de ter ficado com aquela putinha, você não presta Juliana não presta – Virou e começou a socar os ombros da maior que segurou aqueles pulsos e não segurou sua vontade puxando-a para juntar os lábios, Juliana não mostrou nenhum impedimento, apenas retribuiu aquele beijo que a deixavam perto das nuvens.

 

 

-- Juli você está ai?- Claudia interrompeu o beijo dela entrando no banheiro –Ai meu Deus desculpa atrapalhei vocês – Ela disse sorrindo.

--Não atrapalhou, você não presta Andreia, não presta – Pegou seu caderno e saiu.

--Mas Juli... – Ia sair atrás dela, porem Claudia a deteve. – Deixa ela quando está com raiva é melhor deixa-la sozinha até esfriar a cabeça.

--Mas ela precisa me explicar o que houve.

--Andreia você é por acaso burra? Não percebeu que ela está morrendo de ciúmes de você?

--Ciúmes?- Parou como se pensasse – Ciúmes! -Andreia abriu um sorriso – Ela estava com ciúmes?

--Ai meu Deus como pode uma pessoa tão inteligente ficar tão tapada quando está amando. – Claudia disse olhando para Andreia

--Se ela está com ciúmes, então quer dizer que ela gosta de mim, se ela gosta de mim eu tenho uma chance.- Andreia parecia falar para ela mesma.

-- Grande descoberta

--Olha a hora da aula, pra sala vocês duas – A supervisora chegou obrigando as meninas irem para a sala, ao entrar na sala Andreia olhou sorrindo para Juliana que estava com uma cara não muito boa.

-- Vamos sentar meninas, estão atrapalhando a minha aula – O professor mandou elas sentarem, a aula seguiu e Andreia estava ansiosa, querendo falar com sua baixinha brava, não teve chance de falar entre uma aula e outra, mas assim q o ultimo sinal tocou ela correu para perto dela.

--Juli vou lá trabalhar, mas vou fazer tudo bem rápido para chegar logo em casa, temos que conversar – Andreia falou um pouco seria, Juliana apenas afirmou com a cabeça.

 

 

--O que você disse a ela Clau? – Juliana perguntou assim enquanto saiam da escola.

--Eu? Nada, mas e aquele beijo? Nossa fiquei até arrepiada

--Juliana posso falar com você? – JM aproximou-se das meninas.

--Pode falar JM

--Não poderia ser em particular?

--Tudo bem, até amanhã meninas – saiu andando na frente com ele

--Juli eu queria voltar com você, eu sei que errei já pedi desculpa e disse que mais nunca ia fazer aquilo e não vou, me perdoa vai?

--JM eu não posso, sei que você gosta de mim, mas agora não dá mais.

--Mas por que não dá mais? Tem outra pessoa não é?

--Tem, mas você é e sempre será meu amigo, não fica com raiva de mim – Ela viu o rapaz ficar vermelho, aquilo acontecia quando ele estava com raiva.

-- Não deixarei de ser seu amigo Juli, nunca – Abraçou-a – Vai lá eu vou para casa daqui – Ele deixou a menina na esquina de casa e seguiu sem olhar para trás.

 

 

--Mãe a Deia já foi?

--Já sim, hoje as coisas são corridas, não deixa de lavar as panelas a mamãe está morta de cansada – Juliana apenas afirmou com a cabeça, estava ansiosa para saber o que Andreia iria falar com ela, após o almoço lavou as louças e as enormes panelas, depois seguiu para o quarto, lá acabou dormindo, enquanto isso Andreia fez as entregas o mais rápido que pôde, com seu sorriso aberto ainda conseguiu algumas boas gorjetas, acabou as entregas, passou no mercado para comprar algumas coisas que faltavam e quando chegou em casa era perto das 16h, olhou na cozinha e na sala não encontrando aquela que ela estava querendo falar, então foi até o quarto, chegando lá encontrou-a dormindo.

--Como é linda – Falou baixinho, ficou alguns minutos ali na porta admirando-a dormir, depois seguiu para a cozinha, iria adiantar o jantar, após pronto escutou alguns passos aproximando-se.

--Deia, faz tempo que você chegou? – Juliana foi beber agua.

--Faz sim, está com fome?

--Não estou querendo saber o que você quer me falar, sabe que sou curiosa.

-- Vamos lá para o quarto que é melhor – Pegou na mão de Juliana e saiu a puxando até o pequeno cômodo, após entrar Andreia não falou nada, apenas puxou Juliana para um beijo, a menor não resistiu, adorava sentir a boca dela na sua, aquela maciez, aquela paz que ela lhe trazia. – Você é tão linda, sua boca, ai passaria minha vida aqui beijando você – Andreia falou dando leves beijos nela, mas Juliana se afastou

--O que é isso Deia, é melhor parar – Juliana disse começando a andar de um lado para o outro.

--Porque parar Juli? Eu sei que você também quer, não adianta negar – Aproximou-se dela a segurando pelos ombros. – Não nos priva do que estamos querendo? – Fez um carinho no rosto dela e iria beija-la novamente, mas ela se afastou.

--Não, é errado Deia.

--Errado por sermos meninas?

--Não, errado porque você tem namorada.  – Andreia sorriu e aproximou-se-- Não tem importância para você, mas tem para mim. – Sentou na cama se afastando –Não é certo com aquela enjoadinha – Fez bico.

--Como resistir a esse bico tão lindo – Sentou-se em sua frente a beijando novamente.

--Deia por favor, é melhor parar, não vou ser mais uma de suas amantes. – Falou seria e Andreia abaixou a cabeça.

--Eu nunca te veria como uma amante, se você quiser me terá por inteira, apenas para você. – Fez um carinho na face dela. – Você me quer? – A olhou nos olhos.

--Quero Deia, quero mais que tudo, mas apenas para mim. – Juliana falava baixo, sentia os carinhos da outra em seus cabelos, apenas queria sentir.

 

-- Então não se preocupe eu irei acabar o namoro, eu prometo, amanhã mesmo acabar com tudo, serei só sua – Andreia falou com a boca já próxima dos lábios de Juliana, essa que reuniu todas as suas forças para fazer a mulher se afastar.

-- Então quando você já estiver mandado aquela patricinha sem sal para longe vem falar comigo – Ficou de pé --Agora eu vou jantar – saiu caminhando para a cozinha deixando uma Andreia sorridente e sem acreditar.

--Então ela me quer, ela me quer – Ela disse sorrindo, ficou alguns minutos ali sorrindo depois foi para a cozinha, encontrou Paula e Juliana jantando, ela colocou seu prato e sentou, não conseguia desviar seu olhar de Juliana que também a encarava, assim foram para a sala e não prestaram atenção em outra coisa a não ser uma na outra.

--Eu vou dormir – Juliana disse após o final da novela das oito.

--Eu também vou, até amanhã tia  - Saiu atrás de Juliana, essa arrumou a cama e já foi deitar. – Ju posso dormir com você?

--Pode, apenas dormir – Juliana abriu espaço para ela que sorriu. –Nem um beijinho de boa noite eu mereço?

-- Merece – Juliana virou e beijou a testa dela. – Agora dorme que amanhã você tem um namoro para acabar e logo em seguida ganhar vários beijinhos – Juliana virou-se novamente acomodando seu corpo ao da maior que sorriu a abraçando, logo dormiram sentindo uma o calor da outra.

 

 

 

-- Que horas vai acabar o namoro com aquela lá?

--Quando acabar a aula vou comprar um cartão telefônico para ligar, saber se ela está em casa – Elas estavam indo para a escola, Juliana fez questão de abraça-la pela cintura.

-- Espero que apenas acabe esse namoro, só isso entendeu? Sem nenhum beijo ou outra coisa – Apertou a cintura dela que sorriu.

--Entendi sim, pode deixar – Andreia sorriu, estava muito feliz, fez questão de não acelerar a moto, queria ficar sentindo o calor do corpo da morena o máximo possível, quando chegaram disfarçaram o máximo possível, mas quando Mariana passou com uma cara de vitoriosa, Juliana não segurou-se e abraçou a cintura da maior.

 

--O que perdemos? – Claudia perguntou apontando para elas.

--Não perderam nada, vamos para sala – Andreia sorriu para Junior que entendeu o que estava acontecendo, a aula já estava acabando e antes de Andreia saísse Juliana passou na banca dela lhe entregando um bilhete, Andreia sorriu arrumando suas coisas, logo que saiu da sala leu o bilhete

“Deia, vai e volta livre para mim, estou com saudades dos seus beijos, da sua Juli”

--Ai morena como eu te quero só para mim – Ela saiu sorrindo ao chegar Paula notou aquele sorriso solto.

 

--Qual motivo de tanta alegria? Posso saber?

--Não tem motivo nenhum tia, a não ser que vou acabar com a Katia.

--Mas vocês brigaram?

--Não tia, não brigamos, mas eu não a amo.

-- Isso era percebível, mas então?

--Então nada tia, vou lá que quero acabar cedo hoje – Ela pegou as marmitas e saiu para fazer as entregas, assim que acabou foi na casa de Katia como não conseguiu falar com ela resolveu ir até lá, quando chegou lá quem atendeu a porta foi a mãe da garota que achava que Andreia era amiga dela, depois de muitas perguntas a mulher disse que Katia estava no seu quarto, Andreia foi até ela.

-- Ai que surpresa boa, estava com saudades – Tentou abraça-la, porem ela recuou. – O que está acontecendo?

-- Katia infelizmente não vai dá para continuarmos, acho melhor acabarmos o namoro?

--Acabar? Como assim acabar? Mas o que eu fiz? Andreia o que eu fiz? – Ela deixou umas lagrimas escorrem.

--Nada, você não fez nada, só não dá mais, não precisa ficar assim – Andreia de alguma forma não ficou legal ela gostava daquela garota.

-- Eu te amo Andreia não faz isso comigo – Ela chorava.

--Não posso, realmente não dá mais, você é uma boa garota, logo vai arrumar outra pessoa que você ame.

--Eu não quero outra pessoa, quero você.

--Infelizmente você não poderá ter, até mais Katia – Ela saiu sem olhar para trás, assim que ela chegou na moto percebeu seu pneu furado. – Droga, mas que merda – Ela respirou fundo e saiu empurrando a moto até um posto de gasolina que tinha ali na avenida, perguntou ao frentista onde ela poderia ajeitar o pneu, ele informou que tinha uma borracharia ali perto, para a sorte dela, voltou a empurrar a motocicleta até o local indicado, lá não demorou mais que uma hora até consertar o pneu, respirou fundo e segui para casa.

 

 

-- Filha você vai furar o chão Juli, para de andar de um lado para outro.

--Mãe a Deia não chegou ainda, eu não acredito que ela teve a coragem.

--Coragem para que filha.

-- Nada mãe, nada – Saiu pisando firme para o quarto, não conseguiu se acalmar só em imaginar que Andreia poderia estar nos braços de Katia a deixava aflita, ficou ali andando de um lado para o outro.

 

 

-- Boa noite tia – Andreia entrou sorrindo

--Nossa você está toda suja, o que houve?

--O pneu da moto furou, estava até agora no borracheiro, a Juli está no quarto?

-- Sim e vou logo avisando ela disse que quer matar você, não sei o que você fez, mas se prepare

--Mas eu não fiz nada – Andreia falou surpresa.

--Não sei o que ela acha que você fez, mas boa sorte em convence-la que não fez nada.

-- Ai tia a senhora nem para ajudar – Andreia foi para o quarto que estava com a porta aberta viu Juliana andando de um lado para o outro, linda, Andreia achava a morena divinamente linda quando estava com raiva.

 

--Resolveu aparecer? O que foi? Cansou de ficar com aquela aguada?

--Eu não estava com ela, acabei o namoro agora sou só sua.

-- Não pense que eu não sei a hora que você acaba as entregas Deia, esse tempo todo para acabar um namoro? O que foi? Sexo de despedida?

--Não Juli, não transei com ela, alias não a deixei nem encostar em mim – Andreia já estava perto dela.

--Eu não sou boba, olha a hora que já é Deia

--Calma vem cá – Pegou na mão dela e a fez sentar na cama. – O pneu da moto furou, eu empurrei ela por quase uma hora até achar uma borracharia.

--Você não está mentindo para mim, não é?

--Não Juli, olha para mim – Levantou a cabeça dela para lhe encarar. – Eu nunca vou mentir para você confia em mim está bem? – Juliana afirmou com a cabeça –Agora eu posso lhe beijar? – Juliana não esperou ela falar nada apenas avançou sobre a boca da outra, embalaram em um beijo doce, calmo e cheio de carinho.

 

-- Você está fedendo, é melhor ir tomar banho – Juliana disse sorrindo.

--Eu sei, o sol estava escaldante – A beijou novamente - É melhor eu tomar meu banho - Ela levantou e foi para o banheiro, lá tomou um banho bem caprichado.

 

 

--Acalmou filha? – Paula que escutou todas as reclamações que a filha fez questão de berrar, porem fingiu não ter escutado nada.

--Acalmei ela me explicou o que eu queria saber. – Ela sorriu

-- Agora vai jantar?

--Vou esperar a Deia tomar banho – Paula deu um sorriso de lado e foi para a cozinha, logo as jovens chegaram, era palpável que elas estavam se acertando, as trocas de olhares, os sorrisos, Paula alegrou-se com aquilo assim que jantaram seguiram direto para o quarto.

 

 

--Já estava com saudades dos seus beijos sabia? – Andreia disse assim que fechou a porta do quarto.

-- Eu também, é tão bom te beijar – Juliana avançou nos lábios dela que sorriu pelo sacrifício de alcançar a boca da outra, Andreia a guiou para cama e ficaram ali sentada na cama beijando-se. – A patricinha aceitou de boa?

--Quem a Katia? – Juliana afirmou com a cabeça – Ela ficou chorando, não aceitou bem, porém não iria deixar você escapar – Abraçou-a – Você não me escapa mais – Beijou sua testa.

--Isso é um pedido de namoro dona Andreia Luiza de Carvalho?

-- Com toda certeza dona Juliana Pereira da Silva. – Juliana sorriu a beijando – Você sabe que já era essa sua vidinha de ter uma mulher em cada esquina, não sabe?

--Não tenho uma mulher em cada esquina, seria bom, mas não tenho – Andreia sorriu, pois sabia que a menor não iria gostar nada.

-- Então vai Deia, vai lá ficar com suas várias mulheres – Tentou levantar.

--Eu não quero outras, quero você, minha marrentinha – A puxou fazendo-a sentar em seu colo.

--E espero que seja assim, porque se eu sonhar que você estava com outras mulheres é adeus, eu não aceito traição me entendeu? – Disse com o dedo em riste

--Entendi sim, nunca te trairia – Beijou de leve a ponta do dedo que estava erguido.

-- Acho bom mesmo – Ela sorriu e a beijou novamente – Acho que temos que dormir, já está tarde, amanhã infelizmente temos aula.

--Eu sei, vamos dormir - Andreia levantou para pegar o seu colchão

-- Ei não vai dormir aqui comigo? – Andreia deu seu sorriso mais safado.

--Isso é uma proposta?

--Ai como você é safada, é uma proposta para dormir, vem? – Levantou o Lençol, Andreia sorriu deitando na cama e a abraçando.

--Vou adorar dormir assim coladinha a você – Andreia apertou mais a “conchinha” e Juliana sentiu o corpo arrepiar – Não vai me dá um beijinho de boa noite? – Andreia sussurrou no ouvido dela que virou rápido.

-- Só um beijinho – O beijo começou calmo, lento, sem pressa, porem depois começou a ganhar força, logo Juliana estava sobre Andreia que já sentia seu sexo latejar, não resistiria muito tempo, iria tomar aquela garota para si, porem lembrou-se de quem era ela, era sua Juli sua menina, nunca iria passar dos limites com ela.

--Juli – Respirou fundo – É melhor nós dormimos – Ela tentou tira-la de cima de si.

--Mas está tão bom Deia – Beijou o pescoço dela, Juliana estava excitada, nunca tinha sentido aquilo em toda sua vida.

--Juli eu, eu não sou de ferro, é melhor parar – Andreia a deitou na cama e levantou.

--Ai Deia estava tão bom – Ela disse quase gemendo, Andreia sentiu o abdômen contrair com aquilo, olhou nos olhos sentiu o sexo molhado, não conseguiria aguentar por muito se continuasse com aquilo, seu sexo estava pulsante.

-- Juli olha a hora, vamos dormir, vem dormi aqui – Abraçou a garota a fazendo virar – Até amanhã minha marrentinha – Juliana sentia o sangue correr em suas veias, uma umidade exagerada em seu sexo, nunca tinha ficado assim, sempre deu uns amassos, porém não chegou a sentir aquilo, ela fingiu dormir, mas não conseguia, sentiu Andreia soltando-se do seu corpo e sair, ela levantou de ponta e pé e viu quando Andreia entrou no banheiro, Essa que não conseguiu relaxar o corpo que fervia, aquela morena lhe despertava um tesão que achava que nunca sentiu em sua vida, fechou a porta do banheiro e começou a se tocar, ainda sentia o calor daquele corpo menor sobre o seu, aqueles beijos quentes, Andreia massageava rápido seu ponto de prazer, não demorou para alcançar um orgasmo longo, porém não abaixou aquela vontade, respirou fundo.

-- Ai morena por você eu morro na mão – Andreia disse sorrindo, tomou um banho rápido e correu para o quarto, lá aconchegou-se novamente na morena e dormiu.

Notas finais:

ola minhas flores!

 

"olha eu aqui de novo" kkk mais um capitulo postadinho, aposto que estão amando não é? varios capitulos por semana kkkk

 

AGORA FOIIII... ELAS ENFIM SE ACERTARAM!!! KKKK 

 

bjs

Capitulo 14 por Esantos

--Nós temos que falar para ela Juli – Elas estavam na moto indo para a escola.

--Eu sei Deia, hoje à noite tá certo?

-- Tá certo – Andreia sorriu, não via a hora de mostra a todos que era namorada dela.

--Deia como funciona? Uma vez o Junior me disse que não podemos nos beijar ou andar de mão dadas.

--É melhor evitar Juli, demonstrar alguns carinhos como beijo algumas pessoas acham ruim é muito preconceito.

--Isso é uma merda, mas eu vou fazer questão que todos saibam que você é minha namorada

--E eu vou adorar que saibam – Parou a moto e fez um carinho nos braços morenos.

 

 

-- Nossa quantos sorrisos – Viram um passarinho verde foi? – Claudia perguntou

-- Eu acho que esse passarinho foi um periquito Clau – Os dois sorriram.

--Deixem minha namorada em paz – Juliana disse abraçando Andreia que sorriu

--Namorada é? Até que fim assumiram – Junior disse abraçando as duas de uma única vez, ficaram ali conversando até a ruiva aproxima-se para sorrir debochada.

-- O que foi garota, não cansou de apanhar não? – Juliana disse ficando de pé

--Garota você é muito chata, seu namorado não deu um jeito em você? Vou perguntar para o JM se ele não deu no coro ontem – Ela disse debochada.

-- Você tá maluca, sai daqui senão eu vou quebrar sua cara. – Andreia nada disse, apenas fechou a cara

--Estou me  tremendo de medo de você – Ela saiu e Juliana viu a garota com a cara feia.

-- Quem devia ficar de cara feia era eu – Juliana falou baixo

--Por que ela disse aquilo?

--Ela deve ter te me visto conversando com o JM ontem – Maria falou e Andreia olhou para Juliana como que se pedisse explicação.

--Ele queria falar comigo e eu disse que estava gostando de outra pessoa, satisfeita? Não precisa ficar com essa cara feia

--Não estou com cara feia Juli, só queria saber por você – Andreia levantou – Vou entrar, está quase na hora – Andreia saiu na frente

--Ai como mulheres são dramáticas – Junior falou olhando para a amiga – Vai lá Juli, dá uns beijinhos nela que o humor dela melhora.

--É vou fazer isso – Juliana saiu atrás da maior que estava entrando no banheiro, esperou ela acabar de usar e quando ia sair do reservado a empurrou para dentro.

--Juli você...

--Shiu! Não fala – Beijou-a  e Andreia não tinha o que fazer a não ser retribuir, ficaram mais de cinco minutos ali dentro, só pararam quando escutaram o sinal tocar, Juliana colocou a cabeça para fora viu que estava vazio, daí saíram

-- Juli, não me esconde nada está bem? Vamos sempre falar as coisas uma para outra combinado?

--Combinado – Deu um selinho rápido nela.

--Eu vou treinar depois do trabalho, vou chegar um pouco mais tarde.

--Eu sei, mas não demora muito, temos que falar com a dona Paula -  Elas caminhavam para a sala de aula.

--É eu sei, espero que ela não queira nos matar.

--Não vai, ela te ama. – Entraram na sala e assim que o sinal toca Andreia sai rápido, manda um beijinho no ar para Juliana que sorriu.

--Ai com o amor é lindo – Julia disse sorrindo.

--Vamos fazer aquele trabalho chato de geografia?

--Eu fiz o meu com o Junior ontem, quem é a dupla da Andreia?

--Ela disse que ia fazer só Mary, mas não quer ir conosco assim nos ajuda?

--Juli é para recortar desenhos de rio e montanhas na revista, não tem nada demais nisso.

-- Deixa a Mariazinha Juli, eu já disse a ela para dá uns beijinhos na boca as vezes, faz bem para a pele – Claudia e Juliana sorriu.

--Vamos Clau que estou faminta – Juliana e Claudia não demoraram e chegaram em casa.

 

 

--A tia já sabe? – Elas conversavam no quando de Juliana

--Vamos contar mais tarde.

--Vocês já transaram?

--Não, ainda não – Claudia ficou admirada, ela nunca falara daquele jeito com os outro namorados, sempre falava que não estava pronta.

--Então você quer?

--Eu quero, ontem quase rolou

--Serio? Quero saber em detalhes.

--Eu não sei Clau, estávamos nos beijando e quando eu vi já estava encima dela, eu estava tão...tão.. – Ficou sem saber como falar

--Excitada?

--Isso, eu só queria saber de continuar.

--E por que não continuaram, sério Juli essa sua história de guarda a virgindade, você não sabe o que está perdendo, não para, deixa rolar

--Mas foi ela que parou, ela disse que era melhor parar me abraçou, ficou fazendo carinho no cabelo depois foi para o banheiro ficou lá um tempão e voltou.

-- Coitada Juli, ela foi alivia no banheiro – Claudia sorria

--Ela foi? – Fez um gesto com a mão

--Se masturbar? Claro né Juli, você deve ter deixando a coitada em um fogo da peste. – Claudia sorria.

--Mas eu não pedi para ela parar – Fez bico

--Juli vocês tinha acabado de começar o namoro, ela não ia te pedir isso, ela gosta de você.

--Eu sei, mas estava tão bom – Juliana sorriu só em lembrar.

--Juli ela te respeita, dá para ver nos olhos dela, mas você acha que está pronta?

--Não sei, eu sei que eu gostei.

--Então vai com calma, deixa rolar, se acontecer aconteceu.

-- Eu vou deixar, agora cola esse aqui – Elas ficaram o resto da tarde conversando e fazendo aquele trabalho, no começo da noite Andreia chegou e foi logo para o quarto.

--Juli? – Ela entrou e viu ela e Claudia ali no chão do quarto.

--Oi Deia, já chegou? – Ela levantou abraçando-a – Ai você está suada – Andreia sorriu e deu um selinho nela.

--Eu sei, vou tomar um banho. – Passou por Claudia e deu uma leve tapa na cabeça dela.

--Eu adoro esses seus gestos de carinho comigo sabia? – Ela disse fazendo careta.

--Eu sei. – Jogou o seu kimono sobre a garota que fez cara de nojo.

--Ai que troço fedido, Juli senti só – Jogou para Juliana que fez careta.

--Deia quanto tempo faz que você não lava isso?

--Esse estava lá na academia, trouxe para lavar.

-- Acho que ela derrota os adversários com esse mal cheiro – Claudia zombou

--Olha aqui para você – Andreia mostrou o dedo do meio para ela e depois tirou a blusa colocando ao lado do Kimono.

--Deia vai ficar nua na frente da Claudia mesmo?

-- O  que é que tem? Já fiquei várias vezes.

--Mas agora é diferente

--A diferença agora é que sou sua – Andreia abraçou a morena por trás beijando o seu pescoço

--Eu vou é embora, não quero ver uma cena de sexo lésbico ao vivo – Claudia disse sorrindo

--Deixa de ser besta – Andreia disse sorrindo, ela pegou uma toalha e saiu do quarto.

-- Como pode ser tão linda – Juliana disse olhando para a porta.

--Enxuga a baba – Claudia começou a arrumar suas coisas.

-- Não vai ficar para o jantar?

--Não, vocês  vão falar com a tia Paula é melhor ficarem sozinhas – Ela disse saindo. - - Boa sorte ai – Despediu-se da amiga e voltou para o quarto, encontrou Andreia saindo do banheiro de toalha.

--Eu só vou pegar minha roupa, não me trocarei no quarto – Ela disse pensando que ela ficaria com raiva dela trocar de roupa na frente de Claudia.

--A Claudia já foi – Entrou no quarto e começou a arrumar a bagunça do quarto.

--Pensei que ela ficaria para jantar -Andreia começou a trocar de roupa, quando Juliana levantou a cabeça ficou paralisada olhando aquele corpo –Juli por que ela não ficou para o jantar?  - Tirou a morena de seus pensamentos

--Eu falei para ela que vamos falar com a dona Paula e ela não quis atrapalhar.

--Eu já tinha esquecido desse detalhe, espero que ela não reclame.

--Não vai, vamos lá?

-- Só depois de um beijinho – Andreia a puxou para um beijo lento que só finalizou quando o ar faltou. – Agora sim eu enfrento até uma guerra – Andreia falou divertida.

-- Boba, boa sorte para nós

 

-- Meninas vamos jantar? – Paula chamou assim que a viram.

--Vamos mãe – Caminharam em silencio até a pequena cozinha, lá continuaram no mesmo silencio.

--Nossa o que está acontecendo? Vocês caladas? É algum milagre? – Paula comentou sorrindo, pois as garotas sempre conversavam.

 

-- Não tia é que eu preciso falar com a senhora – Andreia respirou fundo, de certa forma temia a mulher não aceitar.

-- O que é Andreia? Você está suando, fala logo

--É que eu queria dizer que estamos namorando e pedir autorização para namorar com a Juli. – Falou rápido e Paula deu um gritinho que assustou as meninas.

--Até que fim vocês se acertaram, nossa demoraram – Paula disse sorrindo

--Como assim? – Andreia perguntou surpresa.

-- Andreia só uma tonta como a minha filha pra não notar que a você é louca por ela, desde sempre.

--Então a senhora deixa?

--Eu sempre deixei Andreia, sempre – Sorriu para ela. – Agora nada de sacanear minha filha entendeu?

--Ela não seria maluca eu já disse isso a ela

-- Não se preocupe tia  eu nunca faria nada para magoar essa morena- Andreia pegou a mão de Juli a beijando,

-- Ai que lindinhas – Paula disse feliz vendo o brilho no olhar das delas, após o jantar Andreia foi estudar e Juliana ficou vendo a novela com a mãe. -- Juli então está feliz?

--Feliz? Com a Deia? – A mais velha afirmou com a cabeça – Estou mãe, nunca fiquei assim com nenhum namorado, é tão bom mãe – Ela deitou no colo da mãe.

--Vocês já transaram?

--Eu sabia que a senhora ia pergunta isso dona Paula, não, nós não transamos, mas por que a pergunta?

--Sei lá vocês dormem no mesmo quarto e hoje de manhã quando passei na frente do quarto estavam dormindo abraçadas.

--Só dormimos mesmo, mas eu acho que estou pronta mãe – Paula sempre manteve um bom dialogo com a filha, como engravidou cedo, sempre quis esclarecer para filha o máximo de coisa sobre tudo, principalmente sexo, muitas vezes Juliana a tinha não só como mãe, mas tambem como uma amiga e confidente.

--Então você vai transar com ela?

--Eu acho que sim, mas não sei se ela vai querer

--Quem a Andreia? Duvido muito – Paula sorriu.

--Como assim mãe? – Ela voltou a sentar no sofá, ficou de frente para a mãe

--Como eu vou te explicar – Pensou em que palavras usar. – Além da Andreia ter uma vida sexual bem agitada, podemos dizer assim, já peguei ela olhando para você como aqueles cachorros com fome que ficam olhando o frango na churrasqueira sabe?

--Sei sim – Juliana sorriu.

--Mas não tenha pressa eu aposto que ela vai saber te esperar, não se preocupa, tudo no seu tempo, é o seu corpo, você decide.

--Mas eu quero mãe – Paula sorriu- Se você quer, então o faça, tive uma ideia, o que acha de uma noite só para vocês?

--Como assim?

--Eu vou para o pagode sábado, com o pessoal, e só volto bem tarde da noite.

--A casa para nós?

--Isso mesmo.

--Mãe você é a melhor mãe do mundo sabia?

--Sabia- Abraçou-a – Eu sou a melhor, mas lembre-se de uma coisa, se você inventar de reprovar você vai ter o pior castigo de todos.

 -- Eu não vou reprovar, a Deia tá me ajudando, falando nela eu vou para o quarto namorar um pouco

--Lembra de fechar a porta, não quero ser obrigada a ver coisas demais – Paula disse sorrindo vendo a filhar entrar no pequeno corredor que dava no quarto.

 

 

--Por que os seus trabalhos sempre ficam melhores que o meu? – Juliana perguntou ao entrar no quarto e ver a namorada fazendo umas montagens.

--Porque eu sou a melhor – Piscou para ela.

--E nada convencida não é? – Juliana deitou na cama olhando para cima, como que se estivesse pensando.

 

--Pensando em quê marrenta? – Andreia deitou ao lado da outra

--Em nós, já tem quase um ano que nos conhecemos e agora nós descobrimos que estamos uma apaixonada pela outra.

--E quem disse que estou apaixonada? – Juliana subiu no corpo dela.

--Então não está? Você já sabe que vai pagar por isso não é?- Juliana colocou as mãos nas costas dela.

--Não Juli, não faz isso – Ela tentou sair debaixo dela, mas ela começou a fazer cocegas nela, que a virou imobilizando-a sob si – Agora é minha vez. – Andreia começou a beijar levemente o pescoço de Juliana que sentiu o sexo molhar no mesmo instante, a maior sentiu o aroma próprio da curva do pescoço da outra depois subiu passando a pontinha da língua até alcançar o lóbulo da orelha dela. – Você é uma delícia marrentinha – Não a deixou falar nada, apenas a beijou, um beijo lento, porem cheio de desejo, sem nem notar Andreia estava fazendo uma leve pressão com sua coxa que estava sobre o sexo da morena, essa estava ofegante, sentindo que a qualquer hora seu corpo iria pegar fogo

--AHH Deia! – ela gemeu, ato que fez Andreia pular da cama, assustando Juliana.—O que aconteceu?

--Er... Eu lembrei que tenho que arrumar essa bagunça – Começou a pegar as coisas que estavam no chão.

--Mas... – Estava confusa. – Deixa isso ai Deia, volta para cá

--Não vou deixar essa bagunça aqui – Andreia sentia o corpo ferver desejava tanto aquele corpo, mas não poderia forçar nada, não queria que Juliana pensasse que era apenas por sexo que estava com ela, iria se segurar ao máximo.

--Deia vem aqui – Pegou na mão dela a fazendo sentar na cama.--Eu faço alguma coisa de errado?

--Errado? Claro que não Juli, de onde você tirou essa ideia?

--Por que você toda vez corre?

--Eu não corri.

--Não Deia? Então o que foi isso?

--Eu apenas vim arrumar a bagunça.

-- Deia não foi isso. – Andreia respirou fundo

--Não foi mesmo, é que eu não quero forçar nada, eu vou esperar por você, não importa o tempo que passe. – Fez um carinho no rosto dela.

--Eu sei que você me respeita, nunca faria nada disso comigo.

--Então por isso que eu tento me controlar e só me freando eu consigo me segurar entende?

-- Eu sei que você consegue se segurar, mas vem vamos deitar e descansar o que acha?

--Tá certo – Andreia abraçou-a. – Vamos dormir- Elas se abraçaram e logo  estavam dormindo, os dias seguiram com tranquilidade Andreia evitava ao máximo deixar as coisas esquentarem demais.

Notas finais:

ola minhas flores.

 

Apareci depois do FDS sumida, para compensar eu talvez poste outro amanhã.

 

Bem, as coisas parecem se ajeitando, a Andreia resistindo a tentação que é a Juli kkk A Paula sendo uma fofa como sempre e o grande dia se aproxima..... kkkk

 

BJS 

Capitulo 15 por Esantos

--Juli você vai vestir o que? – Estavam Juliana, Claudia e Maria no quarto da morena

--Eu? O mesmo que uso sempre, meu  blusão.

-- Não Juli, tem que ser alguma coisa especial – Maria falou.

--Olha só a voz da experiencia – Claudia disse em deboche – Mas ela está certa Juli.

--Que tal uma camisola?

--Ou nua mesmo aposto que a Andreia iria adorar – Claudia gargalhou

--Fala sério Clau, o que eu faço?

--Não tem nenhuma calcinha mais sensual não?

--Tem o fio dental que usei com aquele vestido no final de ano. – Ela foi até a gaveta de calcinha o pegando

--É parece ser legal, mas e o resto?

-- Eu não tenho nada que preste – Ela fechou a cara.

--Meninas vocês vão almoçar? – Paula entrou – Que cara é essa Juli?

--Nada tia, nada – Maria disse escondendo a calcinha.

--É tudo mãe, eu não tenho nada para usar hoje.

-- Juli você contou para a sua mãe?

--Claro Maria, antes de tudo eu sou amiga dela.

--Eu já disse que amo a senhora? Não quer ser minha mãe também?– Claudia abraçou a mais velha

--Mãe o que eu faço?

-- Filha não se preocupa com isso, aposto que ela vai adorar qualquer coisa que você usar, o que acha de uma camisetinha, aquela sua preta de alcinha e um short jeans curtinho ela vai adorar.

-- A senhora acha?

--Tenho certeza, o que acha de prepararmos um jantarzinho.

--Que a Juli cozinhar? Só se for para a Andreia morrer engasgada

--Fecha Clau, ela me chamou para ajudar, então eu só vou ficar olhando ela fazer.

--Mas essa minha filha é muito folgada mesmo – Paula sorriu. – Vamos almoçar – As três foram para cozinha.

 

--Mãe a sua primeira vez foi boa? – Elas conversavam enquanto comiam

--Não péssima – Paula disse sorrindo

--A minha também tia, foi horrível, doeu muito – Claudia falou

-- Serio que é tão ruim?

--Nem sempre filha, e talvez com mulher seja melhor.

--E lembre que você está com Andreia –  Claudia sorriu

-- O que tem a Andreia? – Paula ficou curiosa.

--Tia mulher, uma vez ela brincou comigo ai fez que ia me beijar, quase que eu deixava, fiquei toda arrepiada com as mãos dela

--Eu odiei aquela brincadeira.

--Ela não ia fazer nada somos amiga e eu acho que não iria gostar de transar com uma mulher. – Claudia se calou de vez

--Oi gente, nossa eu estou faminta – Andreia disse entrando – Tia seu Carlos disse que segunda levasse duas quentinhas a mais. -Que caras são essas?

--Nada, apenas estávamos conversando – Claudia disse rápido.

-- Sobre? – Ela beijou o topo da cabeça de Juliana.

-- Nada, senta para comer – Paula desconversou.

--Deia você vai treinar hoje?

--Vou sim, tenho que me preparar semana que vem terá um torneio.

--Eu sou louca para ir em um torneio desses, deve ter vários caras fortes musculosos – Claudia falou gesticulando, deixando as outras sorrindo, assim seguiu o almoço, depois de umas horas Andreia foi para seu treino e as demais ficaram arrumando tudo.

 

-- Será que ela vai gostar? – Juliana perguntava enquanto colocava os dois pratos na mesa.

-- Ficou lindo a dona Cleide quase me pegou roubando as rosas dela. – Maria disse arrumando as rosas roubadas em um copo com agua.

-- E a lasanha que a tia fez está divina, ainda bem que ela fez aquela pequena para nós

--Claudia você fez a tia fazer a lasanha para você

--Mariazinha fica na sua que sei que você vai querer um pedaço.

-- Então gente? Como estou? – Paula chegou já arrumada para ir ao seu pagode.

--Arrasou tia, certeza que hoje desencalha

--E quem disse que eu quero desencalhar Claudia?

--Tá linda mãe, a senhora já vai?

--Já vamos, não é meninas? – Daqui a pouco a Andreia chega.

--Ei amiga, arrasa acaba com ela – Claudia disse sorrindo

-- Boa sorte amiga – Maria disse abraçando-a

--Gente parece o evento do ano – Paula sorriu e abraçou a filha – Meu bebê tá crescendo – Olhou para ela – Ei lembre-se que se não estiver afim fale para ela, só vá adiante se estiver pronta.

--Pode deixar mãe – Abraçou a mãe-- Vou tomar banho. – Saiu para o banheiro, nesse meio tempo Andreia chegou e encontrou tudo apagado.

--  Alguém em casa? – Ficou admirada com a cozinha arrumada, dois pratos na mesa, umas rosas no meio. – Que estranho será que esqueci de alguma coisa? – Ela foi para o quarto e escutou a porta do banheiro abrir e Juliana sair de toalha.

--Oi Deia você já chegou? – Abraçou-a que sentiu o corpo arrepiar.

--Onde está a tia Paula?

--Ela foi para um pagode ai no morro vizinho, vai tomar banho que vamos ter um jantar romântico – Deu um selinho nela, mas Andreia a segurou

--Jantar romântico é? Só nós duas? – Mordeu o lóbulo da orelha da morena que arrepiou-se.

--Isso mesmo, só nos duas – Juliana já estava sentindo o corpo reagir aquele toque, sua voz saia manhosa.

--Hum, vou tomar banho então – Ela ia se afastar, mas Juliana não deixou.

--Mas antes eu não mereço nem um beijinho? – Não esperou a outra responder, apenas se colocou de ponta de pé a beijando, um beijo que começou lento, mas ganhou pressa, Andreia a encostou na parede e sentiu o sexo molhar ao notar que a toalha caiu.

-- É eu vou tomar banho – Afastou-se dando uns beijinhos, mas seus olhos lhe traiu e percorreu todo o corpo nu da morena que abaixou-se para pega a toalha.

--Não demora – Deu um beijo no queixo dela, adorava beijar o queixo de Andreia, foi para o quarto e colocou a roupa que combinou com a sua mãe, fez questão de apressar Andreia que estava com o corpo quente pelo beijo.

-- Nossa assim não tem como segurar muito – Andreia disse ao chegar na cozinha e ver Juliana abaixada com a cara no forno.

-- Deixa de ser boba, eu acho que já está bom – Andreia foi até ela a abraçando por trás, Juliana que já estava de pé fez questão de abaixa-se novamente, apenas para provocar a outra.

-- Assim fica difícil demais – Andreia falou segurando a outra pela cintura e olhando aquela bunda perfeita roçar em seu sexo.

-- O que fica difícil Deia? – Fingiu ingenuidade.

--Na nada, ela já está boa sim – Andreia afastou-se e pegou o pano para tirar a lasanha do fogo, ela colocou na mesa e sentaram. – Foi você que fez a lasanha? Está com uma cara ótima

--Infelizmente não Deia, você sabe que a única coisa que sei fazer na cozinha é comer

-- Isso é verdade – Ela sorriu esticando o braço para fazer um carinho nela, comeram conversando sobre o torneio que Andreia ia participar, ela estava empolgada.

--Pedi dinheiro para minha mãe e a Clau foi comprar sorvete de sobremesa- Ela levantou para pegar.

--Nossa então esse jantar foi uma ação conjunta? – Andreia sorriu e a puxou para sentar no seu colo

--A coitada da Mary quase levou umas vassouradas da senhora da esquina, que a pegou no flagra roubando as rosas. – Elas sorriram

--Coitada da Maria, mas está tudo lindo – Fez um carinho nela – Assim como você.

--Então você gostou da surpresa?

-- Adorei – Andreia a beijou com carinho, um beijo delicado que ao ser finalizado ficaram alguns segundos com as testas grudadas apenas sentindo as reações que uma despertada na outra.

-- Deixa eu colocar sorvete para você ia levantar, mas foi impedida

--Não precisa sair daqui, está tão gostoso não é? – Abaixou a cabeça passando o nariz no pescoço de Juliana que arrepiou-se.

--Muito gostoso, vou te dá na boquinha – Serviu o sorvete em uma xicara e começou a colocar na boca da namorada, algo que poderia ser tão simples começou a ser extremamente sensual, Juliana fazia questão de provocar a outra. – Hum tá tão gostoso – Ela disse depois de passar a língua no cantinho da boca de Andreia, pois tinha melado.

--Gostoso é? – Andreia já estava muito excitada com aquilo tudo. – Gostoso é essa sua boca – Puxou-a para um beijo quente, apressado, Juliana não esperou e passou uma das pernas para o outro lado ficando de frente a ela, Andreia tremeu ao sentir a pressão daquele sexo sobre o seu, o beijo seguiu e quando o ar faltou nos pulmões Andreia desceu para o pescoço da outra que soltou um gemido e começou a mexer lentamente o quadril.

--Ai Deia! – Andreia sabia que não conseguiria segurar por muito tempo, então era hora de parar, ou arrancaria a roupa daquela morena e a faria sua ali mesmo.

-- Ju, Juli – Ela chamo a atenção dela que abriu os olhos para encara-la.—É melhor irmos mais devagar – Tentou tira-la do seu colo, mas Juliana fez força para continuar naquela posição.

--Não Deia, vamos continuar – Abraçou-a encostando os lábios no ouvido dela. – Me faz sua Deia, me faz sua mulher – Andreia sentiu o corpo arrepiar, pensou que tinha gozado naquele momento tamanho prazer sentiu.

--Juli Você tem certeza disso? Eu posso te esperar, não é preciso se apressar linda, tudo no seu tempo. – A encarou fazendo um carinho na face da outra.

--É tudo que eu mais quero Deia e sei que a pessoa certa é você, só você  - Andreia sentiu uma enorme alegria com aquilo, saber que foi escolhida para algo que ela sempre achou tão especial a fazia amar mais aquela garota.

-- Então vamos lá para o quarto – Ficou de pé com ela em seu colo. – Vou te fazer mais minha do que você já é – Ela caminhou com a morena em seu colo lentamente até o quarto, lá a colocou sentada na cama e voltou para trancar a porta. – Você não tem noção do quanto eu te desejo Juli – Andreia tirou a blusa, ficando apenas com um top e o short folgado que usava. – Você é a coisa mais importante da minha vida – A beijou fazendo-a deitar na cama, seguiu descendo até o busto, encontrou um par de seios eriçados, dai constatou que ela estava sem sutiã, mordeu os próprios lábios para deter a vontade insana que tinha de toma-los o mais rápido possível, Então ela massageou-os ainda sobre a blusa – Posso tirar? -  Fez menção de tirar aquela blusa, e a outra ergueu um pouco o corpo para facilitar, Andreia sentiu a boca salivar por aqueles seios lindos de bicos em tons mais escuros que a pele marrom da garota, tão apetitoso que não se segurou, então lentamente levou sua boca até eles os provando, Juliana gemeu baixinho incentivando à continuar com o ato, Juliana senti o corpo ferver, ela estava ansiosa,  seu corpo pedia por mais, e Andreia pareceu ler o que a outra queria e desceu mais, acariciando a barriga dela. – Deixa eu tirar esse short- Andreia desabotoou a peça de roupa e a fez deslizar pelas pernas da morena, subiu beijando as pernas dela, encontrou um o sexo totalmente molhado, era percebível pela calcinha encharcada, Andreia a olhou pedindo autorização e ela deu com um balançar de cabeça, enfim Andreia a deixou totalmente nua, aproveitou e tirou também a sua roupa, Juliana ergueu um pouco o corpo olhando para o corpo da outra, já tinha a visto várias vezes nua, porem daquela vez era diferente, sentiu um desejo por aquele corpo que nunca imaginou sentir antes, Andreia engatinhou até o meio das pernas da morena, parou olhando-a, ela estava ofegante, excitada, o sexo brilhava por causa do excesso de humidade ali presente, Andreia passou a língua nos lábios, umedecendo-os, e passou levemente a pontinha da língua fazendo Juliana arquear o corpo.

--Ai Deia! – Sentiu uma pressão no seu abdômen, que aumentou quando Andreia não aguentou mais esperar e abocanhou aquele sexo com pelos bem aparados, porem existente, ela adorava mulheres com um pouco pelos no sexo, e aquela era a medida ideal para ela, tudo naquela garota era ideal, pensou Andreia enquanto chupava aquele sexo apetitoso, tentou se segurar ir devagar, mas não conseguiu, queria chupa-la até senti-la gozando em sua boca, não só uma mas várias vezes, isso não demorou, Juliana estava muito excitada ao sentir aquela língua explorando seu sexo não demorou para gozar.

Gemeu alto, segurando os cabelos curtos de Andreia que sentiu o seu corpo tremer ao escutar aqueles gemidos, que para ela era a melhor das músicas.

--Ah! Ah! Ah.... Deia... – Juliana sentiu o corpo relaxar, que sensação maravilhosa era aquela que tomou conta do seu corpo? Aquilo era um orgasmo? Se a resposta fosse sim queria mais, queria passar o resto de sua vida sentindo aquela sensação maravilhosa.

--Você é deliciosa marrenta -Andreia disse sugando todo aquele mel, porém não sugou tudo, queria deixar um pouco para o que iria fazer em seguida.

Subiu no corpo dela tomando aquela boca desenhada, ela fez a morna sentir seu próprio gosto, queria faze-la ficar excitada novamente então subiu em seu corpo e começou um rebolar lento, até que torturante para ela, que se segurava para não concretizar seu desejo que era gozar se esfregando freneticamente naquele sexo gostoso.

--Ah! Deia que delicia, assim vai – Juliana começou a pressionar as nádegas dela, já estava sentindo o prazer chegar novamente e Andreia notando isso parou devagar. – Não Deia, não para – Disse manhosa.

--Calma Juli, quero que você me diga se doer muito, vai doer um pouco, mas é normal – Andreia desceu a mão até o sexo dela e lentamente a penetrou com um dedo, Andreia a viu fechar os olhos demonstrando dor, porém não pediu para parar. – Olha para mim Juli – Ela abriu os olhos e encontrou aqueles castanhos claros a encarando. – Logo vai passar – Andreia movimentava o dedo lentamente dentro dela e Juliana logo foi se acostumando e gostando da sensação daquele dedo dentro de si. – Tá melhor agora? – Andreia perguntou

--Tá, tá, tá bom AHH! -  Gemeu mais forte, pois Andreia começou a massagear o seu clitóris com o polegar

--Hum que delicia – Andreia aumentou o ritmo, a sorriu ao escutar ela gemer mais alto e quando ela foi gozar virou os olhos, fazendo Andreia gozar com aquilo, Juliana sentia espasmos pelo corpo, parecia que aquilo cada vez era melhor, Andreia tirou o dedo bem lentamente de dentro dela que soltou um gemidinho por causa da sensibilidade. – Agora você é minha mulher – Andreia disse e a puxou para seus braços, beijou sua testa e ficou acariciando os ombros dela.

--Eu sou sua, para sempre – Juliana disse um pouco emocionada, estava tão feliz que não conseguiu segurar uma lagrima que desceu de seus olhos, ao contrário do que falaram tinha sido ótimo, muito bom. – Vou lavar minha mão e já volto. – Andreia percebeu a mão suja com um pouco de sangue, sabia que era normal, não era a primeira virgindade que tinha tirado.

-- Volta logo – Juliana levantou e viu o lençol um melado com dois pingos de sangue, mas sabia que seria assim, voltou a deitar e ficou olhando para cima, tinha gostado muito e queria mais, porém não sabia se era assim mesmo, uma dúvida surgiu em sua cabeça, será que ela tinha que fazer o mesmo com ela?

--Ei já voltei – Andreia deitou na cama a puxando para perto – Então gostou? – Juliana subiu encima dela sorrindo

--Deia como é bom – Andreia gargalhou e a puxou para um beijo, estava com o corpo pegando fogo queria mais, porém não sabia se a morena aguentaria. – Deia quero fazer uma pergunta – Ergueu um pouco o corpo para olhá-la.

--Faça, se eu souber a resposta. – Fez um carinho no rosto dela com as pontas dos dedos.

--Eu tenho que fazer o mesmo com você? Eu não sei como fazer direito, você me ajuda?- Falou rápida

-- Ei calma, você não precisa fazer nada, deixa eu te explicar – Juliana deitou ao lado dela a encarando curiosa. – Bem no sexo entre duas mulheres existem várias possibilidades, podemos fazer várias coisas isso você aprende com a pratica.

--E vamos praticar muito não é? – Andreia sorriu da afobação dela

--Se depender de mim sempre que quiser, mas continuando, têm umas meninas que sentem prazer quando recebe o toque, tem outras que sente esse prazer em tocar e outras gostam dos dois, entendeu?

--O Junior falou uma vez disso, algo de ativo e passivo?

--Isso mesmo, ativo é aquela que senti prazer sendo mais atuante por dá esse prazer, a passiva é que só senti prazer quando recebe o ato e a relativa é aquela que pra ela tanto faz.

--E você é o que?

--Eu prefiro ser ativa, mas não me importo em ser tocada, porém não gosto de ser penetrada, não me sinto confortável.

--Então você ainda é virgem?

--Não, mas só foi uma vez, depois da primeira vez não mais.

--Então você é ativa? – Ela queria entender tudo sobre a outra.

--Digamos que eu sou um meio termo, gosto de estar no controle, porém não tenho problemas em ser tocada entendeu?

--Entendi- Andreia deu um selinho nela

--Mais alguma duvida? – Ela pareceu pensar e balançou a cabeça em afirmativo. – Então pergunte, uma regra é não ter vergonha Juli, nós somos namoradas e não podemos ter vergonha um da outra, principalmente em relação a cama

-- Certo, eu prometo não ter vergonha – Ela sorriu – A pergunta é se é normal está querendo mais?

--Mais? você quer dizer continuar?

--Sim, eu estou aqui, mas não paro de pensar em sentir tudo aquilo novamente – Juliana mordeu o queixo dela que sentiu o corpo arrepiar. – Tem algum problema nisso?

--Não, nenhum problema, o único problema é sentir vontade e não sacia-la, esse é o maior problema, então me promete que sempre que estiver com vontade me procure, eu vou ter o maior prazer em saciar sua vontade. – Andreia não esperou ela falar mais nada apenas subiu sobre o corpo da menor a beijando com volúpia, assim elas mataram a vontade dos seus corpos e dormiram exaustas.

 

Notas finais:

ola minhas flores

Promessa cumprida!

ENTÃO  GOSTARAM DA PRIMEIRA VEZ DELAS? PELO VISTA A JULI VAI DÁ CONTA DA ANDREIA DIREITINHO KKKKK

ME MANTENHAM INFORMADA TÁ BEM? 

 

BJS

Capitulo 16 por Esantos

--Não Deia, vamos dormir mais um pouquinho. – Ela resmungou ao Andreia querer se desvencilhar.

--Não dá Juli, tenho que limpar a nossa bagunça lá na cozinha, prometo voltar para cama – Andreia levantou deixando a garota ali dormindo, olhou para o relógio na parede do quarto quase oito da manhã, pegou sua roupa e foi de calcinha e sutiã mesmo para o banheiro, lá tomou um banho e já vestida foi ate a cozinha, viu que deixaram o sorvete ali mesmo na mesa, sorriu o jogando, não demorou lavou tudo e começou a fazer um café, não tirava o sorriso do rosto, escutou a porta se abrir e Paula entrar com as sandálias na mão.

-- Nossa eu estava sonhando em tomar um café assim que chegasse – Paula disse sorrindo.

--Bom dia tia, não seja por isso, acabei de passar – Ela serviu em uma xicara a entregando, pegou um copo americano e serviu para ela também, sorriu sentando na cadeira, sorriso esse que não passou despercebido por Paula

-- Nossa está sujo aqui – Apontou para testa dela e Andreia passou a mão para limpar.

--Limpou?

--Não, ainda está escrito sou uma boba apaixonada – Paula sorriu da cara da menina que retribuiu o sorriso. – Então deu tudo certo? – Andreia ficou um pouco envergonhada, sempre conversava sobre sexo com a mais velha, mas agora era diferente.

--De deu sim – Falou tímida.

-- Dá para perceber, esse sorriso não sai da sua cara

--A senhora sabia?

--Logico você acha que eu fiz uma lasanha daquelas para que? Mas me diz e a Juli? Você foi gentil com ela?

--Fui sim tia o máximo que pude.

--Assim que se faz. – Sorriu assanhando os cabelos dela.

--Mas pelo visto não só foi minha noite que foi boa não é? – Andreia sorriu

--Sim, a minha foi ótima. – Disse divertida

-- Nossa tia se na minha testa esta escrito apaixonada a sua tá escrito “transei muito”  - Paula sorriu

--Muito, muito mesmo – Elas sorriram e viram a porta da cozinha que estava encostado abrir.

--Oi meninas – Junior beijou a testa de Paula.

--Nossa tia com a roupa de ontem ainda? – Serviu-se de café

--Ela acabou de chegar Junior.

--Serio? Tia a senhora passou a noite na farra foi?

--Passei, e foi maravilhoso

--Nossa quem é o bofe? É daqui do morro?

--Logico que não aqui não tem um homem daqueles – Ela sorriu--Ele é um viúvo lindo – Paula disse empolgada.

-- Pelo jeito ele é lindo mesmo – Andreia sorriu com a empolgação dela

--Nada menina isso é o reflexo de muito tempo sem sexo mesmo – Junior falou e ela sorriu.

--Eu não vou falar mais nada para vocês, vou dormir, Andreia faz o almoço ou compra um galeto ali na esquina, tem dinheiro na caixinha – Paula saiu para seu quarto.

 

--E você Junior? Madrugou?

-- Não, tem um churrasco daqueles para ir, não quer ir?

--Não Junior, agora tem a Juli.

--Mas pensei que você não curtisse esse negócio de exclusividade, tanto que saiamos várias vezes e você namorava a Katia

--Com a Juli é diferente Junior, vou ser fiel a ela.

--Nossa que bom, pois ela é um poço de ciúmes, -Sorriu

--Eu sei disso, aquela marrentinha linda.

--Fico feliz que você está tão apaixonada por ela, faz minha amiga feliz está certo?

--Prometo que farei – Ela sorriu – Agora me deixa fazer um café caprichado para levar pra Juli – Pegou uma bandeja de plástico com três pães, manteiga, queijo e ovos fritos.

--Isso tudo é para ela?

--Claro pensou que era para quem?

--Para nós – Ele sorriu.

--Se quiser pode pegar o que ficou lá na panela, mas esses aqui são da minha morena.

--Nossa que romântico, café na cama, espera – Disse levantando – Você e ela ?

--Eu e ela? – Andreia já sabia o que ele queria falar.

--Serio que você transou com ela assim tão rápido? Garota você tem que ser estudada, o título da pesquisa é como você consegui abri as pernas das mulheres tão rápido.

--Vai a merda Junior, estou perdendo tempo com você – Ela saiu equilibrando a bandeja que não era muito firme, entrou no quarto, fez questão de trancar a porta, colocou a bandeja em um banquinho que tinha ali, olhou para o relógio já era quase dez da manhã sorriu pois a outra estava na mesma posição de antes, ela tinha um sono muito pesado, deitou-se novamente na pequena cama e começou a fazer um carinho na face da outra. – Juli, acorda marrentinha – Beijou levemente a bochecha dela.

-- Deia só mais um pouco, está cedo – Ela resmungou encolhendo-se mais na cama.

--Não está, acorda vai – Disse sorrindo da manha da outra.

-- Só mais cinco minutos – Resmungou

--Acorda vai – começou a beijar o pescoço dela, Andreia deu um sorrisinho de lado quando viu os pelos do braço da outra arrepiar-se.

-- Ai Deia assim não vale – Disse baixinho

-- Não vale? E assim? – Mordeu o lóbulo da orelha dela que soltou um gemidinho

-- Ah! Deia – Andreia não esperou mais nada deslizou para dentro do lençol e parou no meio das pernas dela e começou a chupa-la – AHHH! Ai meu Deus como isso é bom – Juliana falou um pouco alto demais e Andreia lembrou da presença de Paula no quarto em frente.

-- Juli sua mãe está no quarto, não grita assim – Andreia pediu sem sair de onde estava.

--Eu não grito, mas continua, por favor – Andreia sorriu de lado e voltou sua atenção para aquele cantinho do prazer, não demorou a voltar ao que estava fazendo não demorou para escutar Juliana gemer alto, era impossível ela segurar, não conseguia, apenas queria gritar para soltar seu prazer.

-- Juli, sua mãe – Andreia disse tirando o lençol que cobria sua cabeça encarando a outra.

--Eu não segurei - Sorriu marota.

--Sua louca – Andreia a abraçou.

--Eu quero ser acordada assim todos os dias – Juliana disse fazendo Andreia gargalhar

-- Todos os dias? Será um prazer – Deu um selinho nela

--Eu devo está um trapo, toda descabelada e com a boca fedida.

--Linda como sempre, já a boca... – Andreia fechou o nariz e levou uma tapa no ombro  -- Olha trouxe café da manhã para nós – Ela apontou para a bandeja.

--Oba que delicia, vou no banheiro e já volto- Levantou vestiu uma camiseta grande que tinha ali e foi para o banheiro, Andreia ajeitou a bandeja sobre a cama e não demorou para a outra voltar.

-- Pronto agora não estou com bafo, mas estou com muita fome – Ela disse sentando na cama. – Tudo isso para mim?

--Para nós, isso se você deixar para mim, não é?

--Vem deixa eu dá na sua boquinha – Andreia sorriu e abriu a boca, assim fizeram toda aquela refeição.—Estava uma delícia, olha que eu vou acabar me acostumando – Deu um selinho em Andreia que levantou tirando a bandeja da cama.

-- Eu não ligo de encher você de mimos – Andreia disse sorrindo, elas passaram mais um tempo ali no quarto, perto do almoço foi comprar o tal galeto que Paula pediu.

 

 

-- Juli coloca o arroz no prato e sai de cima dessa mesa, vejo a hora da coitada quebrar.

--Essa aqui duvido, ela é bem resistente – Juliana disse com um tom provocativo que foi percebido facilmente por Andreia foi ate ela e se colocou no meio das pernas dela

--Resistente é? – Apertou as coxas descobertas, pois estava apenas com um blusão, começou a beijar o pescoço da morena, não se cansava de sentir aquele cheiro único, não demorou e tomou os lábios dela em um beijo calmo, porem foram interrompidas

-- Eu costumo fazer minhas refeições nessa mesa sabiam? – Paula falou sorrindo.

-- Er... desculpa tia – Andreia  saltou para longe dela. – Desculpa eu não sabia que a senhora estava acordada.

--Calma, eu não estou reclamando, não me importo em ver vocês juntas, sei que aqui será um dos poucos lugares que poderão está assim tão próximas, só não quero ver outras coisas, mas beijos e abraços são normais para qualquer casal.

-- Está vendo Deia então vem – Puxou a maior para perto a abraçando. – A senhora chegou que horas mãe?

-- Hoje de manhã e estou faminta – Sentou na mesa olhando o que tinha pronto.

--Pelo visto se divertiu não é dona Paula?

--Muito filha, muito – Disse sorrindo, sentaram para comer e ficaram ali conversando coisas corriqueiras, no começo da noite Juliana quase que puxou Andreia para o quarto, estava querendo mais, provou e gostou, agora iria querer mais daquelas sensações maravilhosas, no começo Andreia tentava fazer com que Juliana não gemesse alto, porem aquilo era impossível, então deixou para lá, ela amava escutar os gemidos da namorada.

 

Notas finais:

Ola minhas flores.

OLHA EU AQUI DE NOVO... NÃO É XAXANDO( pra quem não entendeu isso é uma musica tá)

BEM VOLTANDO, SIM EU ESTOU MUITO BOA MESMO POSTANDO NOVAMENTE, QUER DIZER NEM TANTO, UM POUCO DOENTE, MAS AO MENOS JÁ EM CASA.

ENTÃO? O QUE ACHARAM DESSAS DUAS? QUE FOGO A JULI NÃO É? KKK

 

BJS

Capitulo 17 por Esantos

-- Deia ainda bem que está acabando o ano, não aguento mais estudar. – Elas tinham acabado de chegar na escola.

-- Eu gosto de estudar, então não tenho o que reclamar.

--Bom dia meninas – Junior disse assim que avistaram elas aproximando-se

--Bom dia povo lindo – Juliana disse um pouco mais feliz que o normal.

-- Acho que a Juli viu um passarinho verde – Claudia disse sorrindo.

--E o passarinho deve ter cantado muito bem viu, olha só o sorriso dessa garota? E a pele?  - Junior falou e todas sorriram

-- Eu vou lá para sala vou acabar o  exercício de física.

--Mas não é para entregar só na sexta?

--É Maria, mas eu prefiro adiantar. – Andreia deu um beijo na mão de Juliana e saiu.

--Agora conta tudo e quero detalhes – Claudia disse sorrindo

--Ai gente foi tão bom, tão lindo – Suspirou

--Ah! que bonitinho – Maria disse comovida.

-- E o que mais? Você gostou?

--Muito, nossa como pode ser tão bom?

--Ual! Foi tão bom assim? Geralmente a primeira vez não é muito confortável.

--Só teve uma hora que doeu um pouco, mas depois, foi tudo muito bom, acho que me viciei

-- A sapa alfa deve ser muito boa de língua mesmo, olha o sorriso dessa garota. – Junior disse um pouco baixo, pois tinha outras pessoas ali.

--Muito Ju, muito boa mesmo.

--Gente! Me diz, você conseguiu gozar com ela te chupando?

--Claudia isso é perguntas que se faça? Coisa mais chata – Maria disse com um tom mais bravo estava vermelha.

-- Logico eu disse que queria detalhes sórdidos, é exatamente o que eu estou fazendo sua chata – Voltou-se para a outra -- Então Juli?

-- Várias vezes Claudia, nossa nem sei mais quantas, agora não diz a ela que eu falei, não sei se ela vai gostar.

--Juli quer um conselho? – Junior perguntou e a amiga fez um sim com a cabeça. – Não faz tanta propaganda assim, pode ser que alguém escute e queira conferir.

-- Eu arrancaria o olho da piranha que ao menos olhar para ela.

-- E eu ajudo você amiga – Claudia disse passando o braço em torno do da outra

--Se não entrarmos, não vai ter ninguém que nos ajude a encarar o chato do professor de física – Junior disse eles seguiram para a aula, a semana seguiu em seu ritmo, Andreia e Juliana cada dia mais apaixonadas.

 

 

 

 

-- Vamos gente, vocês são muito lentos, vamos ficar em pé  - Juliana estava ansiosa para ver sua namorada lutando.

--Olha ela ali – Claudia apontou para a garota que estava com seu kimono azul.

-- Ela é tão linda – Juliana disse na expectativa dela olhar para elas.

--Ainda bem que conseguimos sentar, estou morta de cansada – Paula disse sentando no banco de cimento da arquibancada da quadra de esporte.

-- Acho que vai começar agora – Se concentraram na luta que não entendiam muito.

--Não tem socos e chutes? – Claudia falou esperando a “ação” começar.

--É Judô Claudia o intuito é apenas derrubar a outra.

-- É um agarrado né – Juliana disse sem tirar o olho do tatame, viu quando Andreia passou a outra por cima das costas a derrubando no chão.

--Nossa como ela faz aquilo tão fácil – Paula ficou admirada.

--Já acabou? – Junior disse vendo o juiz pegar na mão de Andreia e levantar.

-- A Andreia  ganhou – Maria disse e logo Juliana e Claudia levantou aplaudindo, Andreia deu um pequeno sorriso para elas e voltou a concentra-se, pois teria mais duas lutas quase que seguidas, no final de cada uma delas sempre que o Juiz levantava a mão de Andreia era uma enorme comemoração  da “torcida”.

 

 

 

-- É Andreia pelo visto você tem um fá clube – A esposa do dono da academia que Andreia treinava falou enquanto ajudava ela a ajeitar o kimono da lutadora – Parabens campeã – Abraçou-a

-- Eu acabei com elas, falei que podia confiar em mim – Andreia disse assim que separam o abraço.

--Eu sempre confiei em você, agora vai lá que vou atrás do meu marido que deve estar muito orgulhoso de você, vai lá com sua torcida organizada

--Vou lá sim, logo eu volto para receber as premiações. – Ela saiu indo para onde estavam todos.

-- Você ganhou todas, parabéns, sabia que você conseguiria – Paula disse feliz abraçando-a, após findar o abraço Andreia procurou pelos olhos da sua morena.

-- E você gostou? – Ela estava com a cara um pouco amarrada.

--Gostei – Abraçou-a e no abraço cochichou no ouvido dela – Quem era aquela ali que não parava de te abraçar?

-- Ela é a esposa do dono da academia.

--Depois vai me explicar direitinho essa história. – Separou o abraço.--  Parabéns, não entendi muito bem como era que se ganhava, mas o importante que você foi demais. – Beijou a bochecha dela.

--Obrigada marrentinha, depois eu te falo como funciona.

--Gente do céu foi resolvido que iria concentrar os homens gostosos da cidade nesse lugar? Junior olha aquele moreno ali – Claudia disse apontando.

--Nem me fala Clau, mulher maravilha eu vou ser do seu fã clube e estarei em todas suas lutas – Junior falou divertido e todos sorriram.

-- Eu vou lá na premiação.

--Depois vamos lá para casa para comemorar.

-- Oba festinha, bem que você poderia chamar seus amiguinhos – Claudia disse apontando para um grupo de rapazes – Eles nem precisam trocar de roupa, vão assim mesmo.

--Sex né essa roupa ai – Junior completou enquanto Andreia se afastava sorrindo, ela ficou perto com os demais participantes da sua academia, não demorou para uma garota aproxima-se deles.

--Parabéns pela vitória, você é muito boa – Uma garota alta, magra cabelos negros e olhos azuis aproximou-se de Andreia.

--Muito obrigada

--Andreia não é? Me Chamo Amanda sou filha do dono da Espartanos conhece?

--Uma das equipes não é? Lutei contra uma de vocês acho que a terceira lutadora?

--Isso mesmo foi uma ótima luta – Ela se aproximou de Andreia que não pode deixar de observar a beleza da garota.

--Er.. Foi a mais difícil mesmo.

--Esse é o cartão da academia do meu pai, ele está bem interessado em levar você para treinar lá.

--Desculpa, mas estou bem na Titans, mesmo assim obrigada. – Ela se afastou e os colegas a seguiram com o olhar.

--Andreia a Espartanos é a melhor da cidade, eles têm vários patrocínios.

--Eu não estou interessada, o mestre Matias é o melhor para mim.

--Se você diz agora e suas amigas lá? Não vai apresentar? – Um dos três rapazes perguntaram.

--Quem? – Andreia perguntou

-- Aquela moreninha gostosa – Outro fala e aponta para onde Juliana estava.

--Aquela moreninha gotosa ali já tem dona e se você gosta de usar o que tem no meio das suas pernas tira o olho dela.

-- Ei calma aí Andreia, só falei – Ele pareceu pensar e voltou a falar – Espera ai você falou dona? Como assim?

--Sim ela é minha namorada – O rapaz fez uma cara surpresa – Algum problema?

--Não Andreia, nenhum – Falou um pouco assustado.

--Se deu mal seu mané – Os outros dois sorriram dela.

--Desculpa ai Andreia eu não sabia mesmo, desculpa – Ele repetiu

--Não se preocupa Lucas, é muito linda mesmo minha marrentinha, mas nunca mais olhe para ela entendeu?

--Pode deixar você é minha amiga e se mulher de amigo meu para mim é homem de amiga também é.

--Mas e as outras Andreia? – Os outros dois perguntaram se referindo a Claudia e a Maria.

--Bem as outras são solteiras, você está com o chevette do seu pai Guto?

-- Estou sim, está lá na frente.

--Então vamos fazer uma social onde eu moro querem ir?

-- Fechado, você apresenta as gatas?

--Apresento sim, até dou um jeito delas irem no carro com você o que acham?

--Fechado – Ele disse sorrindo.

--Não é justo e eu ? – Lucas disse quase que choramingando.

--Tem o Junior ele vai adorar – Ela disse já sabendo que o rapaz não gostaria.

-- Ei tô fora – Ele disse rápido.

--Eu sei seu besta, vamos receber as medalhas – Eles foram cada um ganhou uma categoria e a Andreia ganhou em duas.

 

 

--Oi gente, esses aqui são o Ota, o Guto e o bestão aqui é o Lucas, essa aqui é a morena mais linda desse mundo – Pegou na mão de Juliana e beijou – A Juli, essa é tia Paula mãe dela e esses são o Junior a Claudia e a Maria, Tia eu chamei eles, tem algum problema?

-- Claro que não, vamos para a parada do ônibus?

--Tia o Guto tá com o carro do pai dele, pode dá uma carona, vocês vão no carro e a Juli vai na moto comigo

--Mas não vai ficar muito apertado? Sete pessoas em um carro?

--Não se preocupe dona Paula meu carro é igual coração de mãe sempre cabe mais um. – Guto disse sorrindo.

--É tia um vai no colo – Otavio disse olhando para Claudia que já gostou da ideia.

--Então tudo certo? Vou parar no mercado com a Juli e compro alguma coisa para a gente beber, vamos? – Chamou Juliana que foi mais atrás com ela, Juliana estava feliz pois a outra tinha apresentado ela como namorada, foi uma grande alegria para ela.

 

-- Andreia, espera – Amanda chamou aproximando-se delas que pararam.—Eu queria saber se você não gostaria de sair mais tarde, sei lá fazer alguma coisa – Falou com um tom de voz que deixou claro suas reais intenções

--Desculpas, mas eu já estou ocupada – Andreia disse e já se virando, mas ela insistiu.

--Vamos vai, não custa nada – Passo a mão no braço dela e esse foi o estopim para uma Juliana que estava tentando se controlar.

--Olha aqui garota ela já disse que não vai, não entendeu ou quer que eu desenhe? – Ficou de frente da garota que era quase do tamanho de Andreia.

--O que foi garota? Não falei com você.

--Mas falou com minha namorada e se você não se mandar daqui agora eu mesma vou desenhar isso na sua cara – Juliana falava de ponta de pé tentando mostra-se maior.

--Você está maluca? Olha seu tamanho – A menina aproximou-se mais de Juliana e nessa hora Andreia se intrometeu.

--Chega, eu já disse que não quero sair, aliás eu quero, mas vou sair com a minha namorada, ficou claro para você Amanda? – Andreia olhou de uma forma tão feia para a garota que ela encolheu o ombro e falou quase que resmungando

--Tudo bem, desculpa o incomodo – E deu as costas.

--É vai lá sua pira... – Andreia puxou Juliana  quase que no braço para fora da quadra.

-- Juli não faz isso você é maluca só pode – Os demais que estavam próximos não entenderam o porquê Andreia falou isso, mas prestavam atenção

--Ela é uma pirralha Deia, você viu? Faltou te agarrar, o que você queria? Que eu deixasse? Ou você queria ter ido? -Estava nervosa

--Claro que não Juli, você não pensa, viu o tamanho dela? Você é maluca só pode.  – Andreia falava em um tom de voz normal

-- O que houve? – Paula perguntou

--Uma pirralhazinha veio insistir em sair com a Deia dai eu tive que ensinar a ela uma coisa.

--Você bateu nela amiga ? – Claudia perguntou animada

--Ela é maluca, só pode a garota dava duas dela.

--Ela iria ficar sem os cabelos isso sim. – Andreia se segurava para não rir.

--Nossa a morena é valente mesmo – Lucas disse sorrindo

-- Eu não  duvido a Andreia apanha dela – Guto completou

-- Já passou, podemos ir? – Paula perguntou

--Podemos, vamos Deia – Juliana pegou na mão dela e saiu puxando para o outro lado da rua onde estava a moto.

-- Juli você é louca, só pode ser isso – Andreia disse enquanto sentava na moto, sendo seguida por Juliana.

--Sou mesmo e se eu sonhar que você deu trela para aquela branquela azeda eu corto seus dedos escutou? – Disse com a boca encostada no ouvido dela, como não se exigiam capacete para aquele tipo de moto, elas não ligavam de usar.

-- Juli não reparei nela, só quero saber de você – Ela deu partida e saiu com a moto.

-- Assim que eu espero – Ela mordeu a pontinha da orelha da outra que arrepiou-se

-- Assim eu não aguento, não me provoca  – Andreia falou assim que parou em um sinal.

--Deia queria muito ir para casa e te dar bem gostoso – Juliana sabia que a outra ficaria excitada com isso, adorava provoca-la.

-- Assim fica difícil - Ela disse entrando em uma rua.

--Para onde estamos indo?

--Eu me perdi semana passada entrando nessa rua e descobrir um atalho, vamos ganhar uns vinte minutos dos outros, não tem sinal por aqui – Ela saiu guiando por algumas ruas e becos, logo estava na entrada do morro onde moravam.

--Nossa já chegamos – Juliana ficou surpresa.

--Sim chegamos e você vai me dá bem gosto – Andreia parou a moto em frente de casa e quase que correram para dentro, mal Andreia abriu a porta e Juliana subiu na outra colocando as pernas na cintura dela – Temos que ser rápidas – Andreia caminhou os beijos para a o quarto e lá nem deitou a outra na cama, a prensou na porta e desceu a mão até o sexo da morena. – Porra você já está prontinha – Andreia disse ao sentir aquele pedaço de prazer já molhado.

-- Sempre estou pronta para você, agora me fode bem gostoso – Andreia não esperou nada, apenas enfiou dois dedos na outra que gemeu alto.

--Isso gostosa, geme para mim vai – Andreia perdia totalmente o controle por aquela garota.

--Ai Deia vai, mais forte, ahh! – Juliana gemia alto não demorou para ela soltar um gemido mais alto cravando os dentes no ombro de Andreia.

-- Ai que delicia – Andreia estava excitada demais, a jogou na cama e não esperou a outra se recupera, já tirou a calça que vestia e começou a roçar o seu sexo no da morena que já estava gemendo novamente, não demorou para Andreia se entregar a um delicioso orgasmo. – Droga como eu queria passar o resto do dia aqui com você – Andreia disse sorrindo, mas logo levantou. –Vou tomar um banho se arruma e fica lá, pois logo chegarão – Juliana sorriu e começou a vestir o short que usava

 

 

--Nossa já chegaram? – Paula perguntou ao ver a filha sentada no sofá.

--Foi a Deia pegou um atalho.

-- Onde ela está? – Maria perguntou

-- No banheiro, foi tomar banho.

--Vocês compraram as bebidas?

--Não mãe, ela quis tomar banho logo

--Tudo bem, eu vou preparar um lanchinho para nós – Paula saiu da sala

--Limpa a testa Juli – Junior disse baixo aproximando-se de Juliana que estava um pouco mais afastada dos outros que conversavam

--Está sujo? De que? – Passou a mão na testa

-- Está escrito eu fiz sexo – Juliana sorriu.

--Não vou negar, foi rápido, mas foi uma delicia.

--Eu sabia, vocês não perdem tempo mesmo – Eles falavam baixo para ninguém escutar.

--Não mesmo meu querido, ela me deixa doida, olha para aquilo, como não querer leva-la para o quarto e fazer amor a noite toda. – Juliana apontou para Andreia que chegava com uma bermuda de tactel, uma camisa babylook, e cabelos molhados

-- Vou comprar as bebidas, quem me acompanha?

--Eu vou – Lucas se ofereceu.

--Vamos então – ela caminhou até Juliana e deu um leve selinho nela. –Já voltou marrentinha linda – Juliana sorriu observando-a sair com o amigo, logo Paula aproximou-se com uma vasilha enorme com vários cachorros-quentes, eles começaram a conversar, não demorou para Andreia voltar, ela deixou a bebida ali e chamou Paula para acompanha-la.

-- O que foi Andreia? Por que me chamou? – Paula perguntou enquanto colocava as latinhas de cervejas no congelador.

--Tia eu tinha dito que tinha um prêmio lembra?

--Lembro sim, parabéns.

--Pronto tia, olha o cheque, quero que a senhora fique com ele. – Paula viu o cheque na mão da garota e recusou

-- Claro que não Andreia ele é seu, você o mereceu.

--Mas tia eu queria ajudar, fico aqui na sua casa,  eu já recebo o dinheirinho do aluguel lá da casinha que meu pai deixou, o cheque é pouco, mas ajuda.

--Andreia, você já me ajuda muito trabalhando comigo, eu não sei o que seria de mim sem você, as coisas estão indo bem, quase que dobramos a quantidade de quentinha, então guarde esse dinheiro, para uma necessidade.

--Mas tia...

--Nada de tia, me dê esse cheque amanhã quando for pagar a conta de luz deposito na sua poupança – Pegou o cheque e sorriu. –Nossa ganhou quinhetinhos em uma tarde, coisa boa – Paula sorriu e guardou o cheque. – Agora vai lá fazer sala para seus amigos, eles são legais – Entregou uma latinha de cerveja para a jovem e saiu sorrindo.

 

 

-- O que vocês tanto conversavam Deia ? – Juliana perguntou assim que Lucas saiu de perto delas.

--Eu queria que ela ficasse com o cheque do prêmio, mas ela não quis.

--Deia é para você guardar, ela fez certo – Fez um carinho no rosto dela.

--Eu amo você sabia? – Andreia disse com o olhar fixo na morena.

--Ai Deia eu também te amo. – Juliana abraçou-a emocionada e a beijou de leve.

--Ei não faz inveja – Claudia disse sorrindo e elas se afastaram, Juliana estava com uma lagrima nos olhos.

--Eu vou te dá o mundo minha morena, o mundo – Andreia disse enxugando a lagrima que escorria.

--Para mim só você basta Deia, você é meu mundo.

--Ai que lindo – Junior disse suspirando todos prestavam atenção nela

--Um brinde ao amor – Paula disse levantando o copo de cerveja, a noite seguiu tranquila, Paula precisou ser levada para o quarto, por Andreia e Junior, pois estavam completamente bêbada.

--Guto está de boa para dirigir?

--Só tomei refri Andreia, pode deixar – Vou levar as garotas em casa e já vou nessa.

 

 

--Deia acho que preciso de ajuda no banho – Andreia que já estava alta pela bebida deu seu sorriso mais safado aproximando-se da morena. –Vamos aproveitar que a mãe está completamente bêbada e vamos acabar o que começamos - Andreia já estava imaginando o que a noite traria sempre se cotia para que Paula não escutasse elas transando, mas a mais velhas estava completamente bêbada e não acordaria facilmente.

-- Juli, não me provoca que eu vou te comer bem gostosinho – Andreia puxou a morena para um beijo quente, cheio de tesão, não demoraram e correram para o banheiro onde Andreia fez a outra gemer alto em seus dedos e língua.

 

 

 

-- Nossa como vocês me deixaram beber daquele jeito? – Paula disse entrando na cozinha e vendo as jovens na mesa.

--Quem mandou encarar a Claudia aquela ali já nasceu bebendo acho que a mãe dela batizava a mamadeira dela – Juliana disse sorrindo.

--Aquela ali pode beber a bebida do mundo e nem parece, acho que nunca vi a Claudia bêbada.

-- Era para vocês terem me avisado antes – Paula diz abaixando a cabeça.--Ai que dor de cabeça.

--Toma esse café tia vai ajudar -Ela bebeu.

--Tia o que acha de ir para a praia?

--Quem eu? Não saio daquela cama hoje para nada– Paula disse comendo um pedaço de pão.

--Então nós vamos, tá bom mãe?

--Por mim, só tenham cuidado, vai de moto?

-- Não sei vou esperar o pessoal chegar.

--Não precisa esperar – Juliana disse escutando as batidas da porta – ENTRA! – Ela gritou e Maria, Claudia e Junior entraram.

--Está melhor tia?

-- Claudia se você não falar mais baixo eu juro que nunca mais você come meu creme de frango.

--Acho que já respondeu, vamos? – Junior disse sorrindo

--Vamos sim – Andreia disse pegando uma mochila de costas. – Vou levar o litro de vodca que sobrou de ontem.

--Adoro- Claudia disse sorrindo

--Cuidado na vida garotos – Paula disse indo para o quarto, desceram para pegar o ônibus, na parada encontraram Lidia que ficou péssima por não ter conseguido ir no dia anterior, lá guiados por Claudia encontraram os garotos que já estavam aguardando.

--Eu convidei eles, tem algum problema? – Claudia perguntou

--Claro que não, eu adorei sem nem saber quem são – Lidia disse olhando para Lucas.

-- Vamos para água Deia? – Juliana chamou retirando o short jeans e a camiseta, Andreia estava maravilhada com aquele corpo.

-- Com toda certeza – Andreia sorriu e tirou a blusa, ela usava só a parte de cima do biquíni e um short jeans. – Vamos lá – Elas saíram para a agua.

--Vocês viram aquela marca no ombro da Andreia? – Maria perguntou.

-- E o arranhão das costas? – Lucas completou

--Sinal de uma noite de muito sexo – Claudia falou sorrindo para Guto, logo as meninas voltaram sorrindo, aquele grupo de amigos ficaram ali até a noite, foram para casa completamente bêbados.

 

 

 

-- Nossa estão bem animadinhas – Paula disse vendo as duas entrarem sorrindo.

--Mãe foi a Deia que fica falando umas coisas – Juliana se jogou no sofá.

--Ei nem pensar já para o banho estão enchendo a casa de areia.

-- Vai você depois eu vou – Andreia disse tentando ficar seria, mas olhou para Juliana e começou a rir.

--Vão as duas, vocês parecem que estavam tomando banho de areia e não de mar, já para o banho as duas.

-- Eu e ela? – Andreia perguntou apontando

--Não a tv e o sofá, vão logo que eu sei que vivem tomando banho juntas.

--Se a senhora insiste – Juliana puxou Andreia pela mão.

--Nunca vi tanto fogo em duas pessoas – Paula disse sorrindo. – Vou para meu quarto colocar meu fone de ouvido e dormir – Ela trancou as portas e seguiu para seu quarto.

 

 

 

 

 

 

-- Tia isso é constrangedor, mas juro que não estávamos fazendo nada – Andreia falava enquanto tomavam café da manhã

--Como assim? Desembucha logo Andreia.

-- É que ontem de noite a cama quebrou mãe – Juliana falou baixo e Andreia abaixou a cabeça envergonhada.

--Minha gente, vocês têm uma vida inteira pela frente, vão com calma – Paula disse enquanto gargalhava.

--Eu disse que ela ia ficar zoando  - Andreia falou ainda envergonhada

--Eu sei, mais tínhamos que falar.

--Deixem de ser bobas meninas, vamos ver se dá para ajeitar

--Eu tentei tia, não dá para ajeitar, a madeira partiu no meio.

--Serio? – Disse pensando no que faria.

--Tia eu vou comprar uma, e a senhora deixa pode ser de casal? – Andreia perguntou ainda envergonhada.

--Claro que pode, mais vocês têm que arrumar espaço no quarto.

--É só tirar aquela mesinha que dá.

-- Pronto filha, façam isso, Andreia eu vou no banco daqui a pouco e saco o dinheiro do seu cheque, é melhor você compra avista pra ganhar desconto

--É mesmo tia, boa ideia, você vai compra comigo? – Perguntou a Juliana

--Vou sim Deia, te encontro no centro mais tarde – Elas combinaram tudo.

As vidas das garotas corriam com tranquilidade, Juliana sempre cobrava ciúmes, mas Andreia sabia reverter a situação e sempre acabavam na cama.

Notas finais:

Ola minhas flores

Um capitulo cheio de emoções e bem grande do jeitinho que vocês gostam.

 

Boa semana a todas 

 

BJS

Capitulo 18 por Esantos

 

-- Nossa ainda bem que é o ultimo dia de aula, sempre quis me livrar disso.

-- E quase que não se livravam não é Juli?

-- Junior eu odeio isso aqui, você sabe

-- Não sei porque não gosta você é inteligente, só é preguiçosa

--Deia, não me chama de preguiçosa

--Mas você é – Andreia disse beijando a mão da namorada.

-- Juli posso falar com você? – JM apareceu na praça onde conversavam, ele mal ia para a escola, tinha repetido de ano, mas não parecia ligar muito

--Oi JM estava sumido, pode falar – Juliana sempre gostou muito dele, sempre foram ótimos amigos.

-- Pode ser em particular? – Ele disse olhando para Andreia que não estava gostando nada daquilo.

--Não se preocupa tá – Ela disse para Andreia e se afastou um pouco com o rapaz, sentaram em um banco de praça um pouco mais distante, Andreia não tirava os olhos deles.

--Relaxa Mulher maravilha ela ama você – Junior falou

--É, a Juli nunca gostou do JM, sempre foram amigos mesmo.

--Eu sei Claudia, confio na Juli, não confio nele – Andreia falou com a cara fechada vendo eles se abraçarem, Juliana levantou e voltou sentando ao lado de Andreia, já não escondiam de ninguém que eram namoradas, alguns que resolveram serem preconceituosos com elas tiveram que encarar Andreia, então logo desistiam

--O que ele queria? – Andreia perguntou ainda com a cara feia, observando ele entrar na escola.

--Apenas conversar, disse que senti falta da nossa amizade, apesar de tudo somos amigos desde crianças.

--Eu não gosto dele, nunca gostei.

--Deia você sente ciúmes dele, mas não se preocupe eu deixei bem claro para ele que estou com você e ele disse que já sabia, e ficou triste por não saber por mim.

--Não é ciúmes, eu não sei o que é, mas não gosto dele.

-- Vamos deixar essa historia para lá? – Andreia afirmou com um aceno de cabeça. – Vamos lá dá adeus a essa escola que é um saco e já sabem todos convidados para meu aniversario amanhã – Juliana disse sorrindo, foram para a escola onde apenas tinha uma formatura simbólica dentro da sala mesmo.

 

 

-- Deia eu quero que meu presente seja você, quero completar 18 anos fazendo amor com você – Elas estavam deitadas abraçadas na cama.

--Eu vou ficar feliz em te dá esse presente – Andreia sorriu – Só falta vinte minutos, 23:40.

--Então vamos começar– Ela subiu no corpo de Andreia que sorriu, a morena não dava trégua, esses meses foram poucos dias que não faziam amor, sempre queria mais, aquilo deixava Andreia muito feliz, pois ela sempre teve esse enorme “apetite” sexual e encontrou uma que em alguma vezes a superava.

 

 

--Feliz aniversario meu amor – Andreia disse a abraçado com carinho

-- O obriga...da, a adorei meu presente – Ela estava ofegante com a respiração acelerada.

--Mas quem disse que esse é seu presente? – Andreia levantou e foi para o guarda roupa, pegou a sua mochila e tirou uma bolsa pequena de dentro.

--Deia eu disse que não era para você se preocupar com presente, não precisava gastar- Andreia disse sentando na cama.

--Precisava sim, aliás não é só um presente para você – Jogou a bolsa no chão e pegou uma caixinha aveludada e sentou na cama, na frente da morena – Juli sei que não é como você sempre quis, não é de ouro e sim de prata, mas foi o que deu para comprar, mas te prometo que um dia ti darei uma igual a um pneu, toda de ouro do jeito que você quer – Ela mostrou um par de alianças de prata, bem simples. – A Maria que me ajudou a escolher, ela que pegou seu anel para comprar do mesmo tamanho. – Andreia estava nervosa, não sabia qual a reação dela.

--Deia são lindas meu amor – Juliana disse chorando.

--Não chora Juli, eu prometo que um dia te darei tudo – Pegou a mão dela para colocar a aliança

-- Eu só quero você Deia – Puxou a mão direita—Não é nessa e sim nessa – Ergueu a esquerda.

-- A de casada?  - Andreia ficou um pouco surpresa

--Sim, Deia você já minha mulher, para sempre – Andreia deixou uma lagrima escorrer.

-- Eu te amo tanto Juli – Elas se abraçaram.

-- Eu também te amo Deia mais que tudo – Beijaram-se com calma – Agora que já somos casadas vamos para a lua de mel? – Juliana disse sorrindo e arrancou aquele sorriso safado de canto de boca que Andreia tem.

--Só se for agora, minha mulher – Andreia a fez deitar na cama e a beijou com volúpia, depois de se amarem dormiram abraçadas e nuas como sempre faziam.

 

 

--Meninas olha a hora, vamos acordar – Paula disse batendo na porta – Andreia tem algumas entregas para fazer mais cedo e Juli vem me ajudar a bater seu bolo.

--Mãe é meu aniversario tenho que dormir até mais tarde – Juliana disse olhando Andreia se vestir.

-- Vamos que nem só de amor vive o homem, mas também do pão que é fruto do seu trabalho, estou lá na cozinha não demorem.

--Isso é da bíblia? Não sabia que a minha mãe lia a bíblia – Juliana falou pensativa e Andreia sorriu.

--Não é bem assim que está na bíblia, mas o que ela disse está valendo, temos que trabalhar – Ela disse sorrindo. –Te espero na cozinha. – Deu um selinho na mulher e saiu do quarto.

 

--Parabéns filha muitas felicidades- Paula abraçou a filha que retribuiu – E que a senhorita ganhe muito juízo – Ela disse fazendo um carinho na bochecha da filha.

--Mãe agora é senhora – Mostrou a mão com a aliança

-- OI? Como assim?

--A Deia me deu ontem de noite, ela queria colocar na de noivado, mas como já moramos juntas eu quis colocar nessa, minha aliança é linda não é mãe?

--Sim eu adorei, ela estava toda boba ontem me mostrando ela -Paula sorriu, estava feliz pela felicidade da filha

--Amigaaa.. – Junior disse entrando pelo quintal. – Vim logo agora para ti desejar feliz aniversário – Abraçou a amiga

--Obrigada, mas sei que você veio essa hora para comer – Juliana brincou

-- Eu vou fingir que não escutei isso, olha é simples mais é de coração – Ele entregou uma caixinha com um par de brincos para ela.

--São lindos Ju, obrigada- Ela abraçou o amigo.

--Agora vou tomar um cafezinho, esse pão está tão cheiroso – Sentou na mesa, mas do nada deu um grito – Ai meu Deus, para! – As mulheres se assustaram.

--Parar o que criatura? – Paula perguntou

--Elas estão de alianças? E casadas? Tô chocada – As mulheres não aguentaram e começaram a rir.

-- Me respeite que sou uma mulher casada viu – Juliana deu um selinho em Andreia que sorria.

-- Tia vou comprar os descartáveis que estão faltando

--Andreia, aproveita trás para mais tarde também e pedi para o rapaz do deposito trazer as cervejas, senão vai ficar quente, já desocupei a geladeira.

--Pode deixar tia, até mais tarde meu amor- Andreia deu um selinho nela e saiu, logo Claudia e Maria chegaram, ficaram ali fazendo uns docinhos e salgadinhos para a festa de logo mais.

 

 

-- Juli você está linda – Andreia disse vendo a morena em um tomara que caia preto colado ao seu corpo no meio da sua coxa.

--Foi o presente da mãe, não está muito curto?

--Curto está, muito por sinal, mas você está linda- Andreia disse para depois abraça-la

--Por que você não reclama das minhas roupas Deia?

--Juli eu lhe conheci assim, sempre vi você com esses shorts pequenos, essas  minis saias, eu tenho tanta raiva delas, mas se é assim que você gosta de se vestir, não posso fazer nada mais que segurar meu ciúmes e ficar de olho para nenhum mané venha dá um de engraçadinho para cima de você. – Deu um selinho nela.

-- Eu te amo sabia?

--Eu também te amo demais, vamos? Que já tem gente lá na sala- Saíram de mãos dadas, e na pequena sala já tinha umas 10 pessoas conversando, entregaram os presentes a aniversariante e ficaram ali conversando e bebendo.

--Lidia que bom que você veio – Juliana recebeu feliz o abraço da prima de Andreia.

--Nem se eu fugisse eu viria, não ia perder isso por nada.

--Pega uma cerveja ali, a Maria está servindo

 

 

-- O que aquele idiota está fazendo aqui? – Andreia perguntou para Junior, eles estavam servindo os convidados e viram JM.

--Ela chamou, fica de boa, deixa ele, aposto que ele não vai fazer nada.

--Eu não gosto dele. – Ela respirou fundo e voltou a servir.

--Mas não vai pilhar, mulher maravilha quem é a esposa dela? – Andreia sorriu

--Não vou, pode deixar – Saiu servindo os convidados

 

 

 

-- Juli eu trouxe um presente para você – JM deu um presente. – Sei que você gosta desse perfume.

--Nossa eu adoro, mas não precisava – Abraçou o rapaz.

--Precisa sim – Sorriu –Está bem legal a festa

--É, só tem o pessoal mais próximo.

-- É eu estou vendo, só nossa galera mesmo – Ele disse sorrindo vendo a Andreia aproxima-se com uma cara não muito boa.

--Olha Deia o JM me deu aquele perfume que eu falei que eu gosto. – Juliana disse sorrindo para Andreia que respirou fundo, contou até dez mentalmente, imaginou quantas possibilidades tinha de quebrar a cara daquele idiota.

--Que legal, boa noite JM – Disse seca para o rapaz.

--Posso pegar uma cerveja dessas? – Ele disse apontando para duas latinhas que estavam na bandeja que Andreia tinha na mão.

--Pega logo JM, sabe que não tem que ter frescura aqui em casa, eu vou ali as meninas estão me chamando – Deu um beijo na bochecha de Andreia e saiu para o outro lado da sala.

--Sabe Andreia eu não me importo de gastar comprando um presente para ela – Ele disse que forma debochada.

-- É eu estou vendo – Andreia fechou o pulso, seu sangue fervilhava.

--Pena que você não teve como dar um presente a altura dela, não é?

--Realmente ela merecia muito mais do que as alianças que comprei, minha mulher merece o mundo – Andreia disse mostrando a aliança e saindo de perto.

 

-- Que cara é essa criatura? – Junior perguntou ao ver a garota entrar com uma cara nada amistosa.

--Se aquele mané vier me provocar eu vou quebrar a cara dele – Andreia falou socando a mesa.

--Calma Andreia, vamos tomar uma dose dessa vodca para respirar melhor – Junior serviu um pouco em dois copos descartáveis. – Toma depois de tomar chupa esse limão

-- Espero que me acalme mesmo – Ela disse virando o copo sendo seguida pelo rapaz.

--Nossa nem me chamam – Claudia disse entrando com Juliana.

--Não seja por isso – Andreia serve novamente os copos – Vai Juli?

--Logico que sim – Deu um selinho em Andreia que logo serviram os copos e tomaram, assim que Juliana retirou a cara feia que fez foi puxada para um beijo intenso

--UOL! – Claudia disse enquanto as meninas se beijavam, enquanto Junior olhou para fora da cozinha vendo JM encarando a cena.

-- Não seria melhor vocês continuarem no quarto, porque do jeito que estão indo vão se comer aqui mesmo – Junior falou sorrindo e elas se afastaram também sorrindo.

-- Eu amo você – Andreia falou sussurrando e Juliana sorriu

--Eu também te amo -  Distribuiu vários beijos no rosto dela.

-- Vamos dançar? – Junior chamou?

--Só se for agora – Claudia pegou na mão de Junior enquanto Andreia saiu sendo arrastada por Juliana.

--Eu não sei dançar Juli

--Eu sei que não, mas vamos mesmo assim – Ela começou a mexer o corpo e logo outros aproximaram-se deles, dançaram muito e depois de algumas horas Paula chamou para o “parabéns”, aos poucos os convidados se foram ficando apenas os amigos mais próximo, alguns já estavam bem bêbados, Claudia e Ota estavam dançando uma música romântica que tocava.

--Vamos dançar Juli? - JM chamou, Juliana olhou para Andreia que estava ao seu lado, sabia que ela não gostaria nada daquilo.

--Eu vou dançar com a Deia JM, mas valeu mesmo assim – Ela saiu puxando Andreia que não estava com uma cara não muito boa.

--Eu odeio esse mané – Ela disse enquanto era abraçada pela morena.

--Não tem motivo para isso, eu estou nos braços de quem? No seu, e será assim para sempre. –Andreia beijou o topo da cabeça dela, Juliana estava com a cabeça descansando no peito de Andreia.

 

--São tão lindas juntas – Lidia falou suspirando

--Eu não acho isso normal. – JM falou

--E o que é normal para você garoto? – Junior perguntou

--Fica na sua seu viado -Ele falou grosso.

-- Ei cara não te conheço, mas não vou admitir que você fale assim com meu amigo, tá ligado – Lucas disse apontando o dedo para JM que se acovardou diante do rapaz musculoso.

--Ei cara, só estava brincando com ele, vocês estão levando as coisas muito a sério – Virou o copo de cerveja e saiu.

 

-- Que idiota – Guto falou. – Deixa ele para lá, Maria vamos dançar? – A garota afirmou com a cabeça e foram dançar, a noite seguiu tranquila e já bem tarde Paula que já estava cansada resolveu acabar com a festa dos jovens

 

Notas finais:

Ola minhas flores

Então gostaram do niver da Juli? E esse JM o que vocês acham?

 

Uma pergunta, gostaram da capa?

 

BJS!!!

Capitulo 19 por Esantos

-- Andreia o feijão já está quase pronto e o frango também, vamos comigo Juli? É bom que eu te apresento a gerente lá do mercado ela disse que quando você acabasse seus estudos ela ia consegui uma vaga para você.

-- Não vai me deixar nem curti as férias um pouco?

--Não filha, ela disse que no começo do ano costumam contratar, dai você vai descansar esse restante do mês e se Deus quiser mês que vem você vai está trabalhando, ela disse que ia arrumar uma vaga de caixa lá para você, agora se arruma, fica bem bonita para causar boa impressão.

--Deia você está rindo do que?

--Imaginando você trabalhando, vou fazer questão de ir pessoalmente nesse marco histórico.

--Está me chamando de preguiçosa é?

--Não imagina – Juliana começou a dá pequenos tapas nela.

--Vamos logo Juli olha a hora – Não demorou e elas saíram , Andreia começou a preparar as quentinhas e quase na hora das entregas as outras chegaram.

--Então? – Andreia perguntou entusiasmada

--Ela disse que já começo semana que vem – Juliana disse feliz.

--Que bom amor – Ela abraçou Juliana.

-- Muito bom mesmo, agora vamos agir para não atrasarmos – Juliana ajudou a outras duas que logo saíram para fazer as entregas, Juliana começou em seu trabalho uma semana depois, Andreia fazia questão de levar e buscar a namorada todos os dias.

 

 

--Ei você -Andreia disse assim que Juliana aproximou-se da pequena moto na saída do estacionamento do mercado

--Ei você – Juliana sorriu, elas estavam com esse costume de cumprimentarem assim.-- Juliana vai ter um pagode na casa da Celia vamos? – A amiga de Juliana a chamou.

--Eu estou tão cansada e outra estou de farda

--Não tem problema, todos estamos, vai ser bom, vamos vai.

-- Está certo vamos – Ela disse sorrindo.

--Vamos no carro do Augusto, vai conosco?

--Não a Deia vem me buscar, acompanhamos vocês.

--Sua amiga vai também? – A outra mulher perguntou, Juliana não tinha falado ainda para elas que Andreia não era apenas uma amiga

--Vai sim, e ela não é só minha amiga – Falou rápido.

--O que você disse?

--Ela não é só minha amiga – Respirou fundo para falar, estava trabalhando ali há quase seis meses, não iriam demiti-la por isso, ao menos é o que ela esperava.

-- E o que mais ela é? – A outra colega perguntou.

--Minha esposa – falou sem encarar as mulheres, que ficaram surpresas, mas não puderam falar nada pois clientes chegaram em ambos os caixas. – Tem algum problema nisso? Juliana perguntou para elas assim que saiam dos postos de trabalho

--Não, que isso Juliana – Disseram quase que juntas

--Se não quiserem que eu vá para a festa não tem problemas, eu entendo – Juliana mesmo querendo não se acostumava com aqueles olhares.

--Claro que pode, não temos nada a ver com sua vida Juliana.

--Obrigada por entenderem – Juliana disse sorrindo, mesmo ainda com um pé atrás diante daquele comportamento das colegas.

 

 

 

-- Deia vai ter uma festinha de uma colega nossa, vamos?

--Serio Juli? Nem estou arrumada e estou morta de cansada, o treino hoje foi pesado.

--Ai Deia vamos vai? Eu contei para a Rubia e para a Lurdes que somos casadas.

--E como elas lidaram com isso?

--Não muito legal, mas disseram que não têm nada a ver com minha vida.

-- Menos mal. – Ela entregou o capacete a ela.

 

--Então Juliana estamos indo, vocês nos seguem? – Rapaz com um sorriso aberto disse para Juliana

-- Claro Augusto, vai na frente – Elas subiram na pequena moto e saíram para atrás do carro

 

-- Nossa é longe – Juliana disse descendo da moto na frente de uma casa que estava bem movimentada.

--Está cheio isso aqui – Andreia disse olhando o movimento.

--É o aniversário dela.

--Vamos entrar? – O rapaz do carro aproximou-se, porém não disfarçou a olhada que deu sobre o corpo de Andreia.

--Vamos sim – Juliana disse não gostando muito daquilo, entraram e foram recepcionadas pela aniversariante que era uma das caixas que trabalhava com ela.

-- Essa aqui é a Andreia e esse é a Celia – Andreia apertou a mão da mulher que sorriu simpática.

--Fiquem à vontade, tem cerveja ali naquele isopor e também tem outras bebidas ali, podem comer o que quiser também – Elas se afastaram pegando uma bebida, após alguns minutos as duas colegas Rubia e Lurdes aproximaram-se delas.

--Oi tudo bem? – Rubia disse ainda um pouco contida.

--Deixa eu apresentar vocês melhor, Deia essas são a Rubia e a Lurdes, meninas essa é a Andreia. – Andreia estendeu a mão e elas apertaram.

--Juliana a gente não vai dizer a ninguém está certo?

--Não tenho problemas com isso Lurdes, não me importo que os outros saibam, só espero que não me desrespeite.

--Nos duas não vamos te desrespeitar, já dissemos que não temos nada a ver com a sua vida.

--Obrigada Lurdes.

--Eu até achei legal, nunca tive uma amiga er... – Não sabia como chamar

--Lesbica – Andreia completou achando engraçado a forma que a outra falava.

-- Então eu tenho um amigo que é gay sabe, mas nunca tive uma amiga – Ela disse tomando sua bebida.

--Quer um conselho? – Lurdes falou olhando para trás. – Seria bom vocês falarem para o Augusto, ele desde que viu a Andreia lá na frente só fala o quanto ela é bonita e que ficou louco com ela.

--Deixa ele, se acaso ele vier a ser inconveniente conversamos com ele. – Andreia respondeu

--Agora me conta, vocês estão juntas há muito tempo? – Rubia que se mostrava bem interessada puxou assunto, elas conversaram por um longo tempo, até Augusto aproximar-se com um outro rapaz e atrapalhar a conversa das quatros.

--Ei Juliana não vai apresentar sua amiga?

--Essa é a Andreia e esse é o Augusto ele trabalha na reposição. – Juliana disse com uma cara não muito agradável.

--Prazer Andreia – Estendeu a mão para o rapaz que ainda tentou puxar para dá um beijo no seu rosto, porem ela não permitiu.

-- Não queriam dançar? Meu amigo aqui está querendo te conhecer melhor, assim como eu a sua amiga.

--Augusto vou ser bem direta com você – Juliana disse seca. – A Andreia é minha esposa e não estamos afim – Os rapazes olharam de um para outro e apenas sorriram.

--Qual é Juliana se não quer é só falar, não precisa ficar falando mentiras.

--Não é mentira cara – Andreia disse já controlando a raiva que estava sentindo.

--A então provem, quero só ver vocês se pegarem – Outro rapaz disse sorrindo.

--Não temos que provar nada para vocês, acho melhor vocês nos deixarem em paz. – Andreia disse saindo de perto com Juliana

--Vocês são dois babacas mesmo – Rubia disse indo atrás das meninas, logo algumas outras colegas de Juliana se aproximaram a chamando para dançar.

--Vamos Deia só uma musica.

--Não Juli, você sabe que eu não sei dançar, mas vai lá dançar com suas amigas – Juliana sorriu e aproximou-se para cochichar no ouvido da maior.

-- Vou dançar para você – Andreia sorriu vendo as garotas irem para poucos metros dali, onde tinha uma rodinha de pessoas dançando embaladas pela a pequena banda de samba que tocava animada.

--Nossa você olha para ela de uma forma tão bonita – Lurdes disse entregando uma latinha a Andreia que aceitou de bom grado.

--Não teria como não olhar-la com admiração, ela é muito linda – Andreia disse sem tirar os olhos da morena que rebolava com perfeição.

--Ai meu sonho é arrumar um homem que me olhe assim – Lurdes disse sorrindo. – Ou será que vou ter que gostar de mulher, porque homem que presta tá difícil viu – Andreia sorriu, porém, seu sorriso morreu quando Augusto aproximou-se.

--Ei já que sua esposa está dançando, não quer dançar comigo? – Ele que já estava alcoolizado disse bem próximo de Andreia que apenas se afastou, porem Juliana que viu a cena apenas foi rápido até ele e o puxou.

-- Deixa de ser idiota Augusto, vem Deia vamos nos despedir da Celia – Olhou para as amigas que estavam atentas ao que estava acontecendo – Até segunda meninas – Juliana pegou na mão de Andreia e  saíram, falaram com a dona da casa e foram em direção a pequena moto que estava parada atrás de um caminhão, quando Andreia entregou o capacete para Juliana ela viu os dois rapazes aproximarem-se.

 

--Ei o que acham de dá uma voltinha e acabar com essa mentira? – Augusto falou com deboche.

--Melhor, o que acham de ficarem com um homem de verdade para aprender o que é bom? - Nessa hora Andreia não aguentou segurar mais a raiva e empurrou delicadamente Juliana para trás e aproximou-se dos dois rapazes.

--Cara na boa, já dissemos que não estamos afim, o que custa nos deixarem em paz? – Andreia falou próximo deles.

--Custa que não queremos deixar vocês em paz, gracinha – Augusto disse e começou a gargalhar sendo acompanhado por o outro rapaz, Andreia começou a gargalhar com eles encenando, Juliana que já previa o que iria acontecer ainda pensou em aproxima-se, porém não deu tempo quando viu Andreia já tinha dado um soco no meio do rosto de Augusto e um chute no abdômen do outro.

--Está louca sua vadia – O rapaz levantou-se e tentou agarrar Andreia que esquivou-se o imobilizando, começou a socar o rapaz que já nem reagia mais.

--Deia já chega – Juliana disse tocando no ombro dela, mas parecia que ela não escutava. – Deia meu amor já chega – Disse apertando o ombro dela e isso a fez parar, mas antes dela parar Andreia deu um recado para os dois tanto para Augusto que estava sentado no chão com a mão no nariz que sangrava quanto para o outro que estava deitado com o rosto ensanguentado.

--Vou te dizer só uma vez, nunca mais tente fazer isso com outra mulher, deixe de ser um idiota, se não consegui transar por ser uma pessoa boa não vai ser sendo esse mané que vai conseguir, toda vez que você passar por aquela morena ali lembre-se que ela tem uma esposa que esta doida para quebrar o pescoço de vocês, se encontrarem ela dentro do mercado nem olhem para a cara dela, pois se um dia eu souber que um de vocês olharam feio para ela eu mesma vou caçar vocês no inferno entenderam? – Augusto balançou rapidamente a cabeça em afirmação.

-- Vem Deia vamos embora – Juliana pegou na mão de Andreia que respirou fundo, colocou o capacete e subiu na moto, foram caladas até em casa, ao chegar lá Andreia aproximou-se de Juliana, lembrou-se do quanto ela ficou assustada e estava querendo saber o que se passava na cabeça da jovem.

 

--Juli fala alguma coisa – Ela disse passando a mão nos cabelos.

--Suas mãos, precisa cuidar disso – Juliana percebeu que as costas da mão de Andreia estava muito vermelha e sangrando. – Vem vamos lavar – Foram até a cozinha e Juliana lavou bem viu que estava cortado, pegou uma pomada que tinha na gaveta ali perto e passou.

--Juli, fala comigo – Andreia fez um carinho no rosto dela – Eu sei que exagerei, mas fiquei louca, quando batia nele eu só imaginava neles te tocando, te machucando, desculpas – Ela disse com a cabeça baixa.

--Andreia se eu não estivesse lá? Você mataria aquele homem assim como faria com o marido da sua tia, não tem que pedi desculpas a mim e sim rever seus atos, essa violência toda, só bastava se defender e não quase matar ninguém.

--Eu só estava te defendendo.

--Não Andreia, você não estava apenas me defendendo, se estivesse teria deixado eles lá depois do primeiro soco, ele já estava no chão e você não parou, nem pararia que eu vi isso nos seus olhos, isso assusta, me deixou com medo.

-- Medo de mim? Não meu amor eu nunca encostaria em você, nunca – Ela disse quase que em desespero.

--Nunca Andreia? Que me garante que em um momento de raiva você não perca o controle?

-- O amor que eu tenho por você garante isso, nunca te machucaria, eu preferiria morrer a isso.

-- Eu vou dormir, é melhor – Juliana saiu deixando Andreia ali na sala, ela sabia que quando se descontrolava ficava daquele jeito, desde pequena sempre fora assim era como se fosse um gatilho, algo que a tirasse da realidade, mas a muito tempo isso não acontecia, ela respirou fundo e foi para o sofá, lá deitou-se e ficou pensando em todas as vezes que perdia o controle, antes apenas seu pai a fazia parar, foi ai que ele decidiu coloca-la para aprender artes marciais, para lhe ajudar a segurar esse sentimento de furia, coisa que lhe ajudou muito, a fez se controlar, porem em alguns momento perdia esse controle, fechou o olho ao lembrar das palavras de Juliana, nunca seria capaz de ao menos encostar nela, nunca. – Acabou cochilando ali naquele pequeno sofá, de manhã acordou coberta com um lençol, escutou as batidas na panela, viu que estava coberta, imaginou ter sido Paula que lhe cobriu.

 

--O que foi a Juli te expulsou do quarto foi? – Paula disse divertida.

--Não tia brigamos ontem e preferir ficar aqui – Ela disse sentando. – Obrigada pelo lençol.

--Não foi eu que te cobriu, quando acordei já estava assim, mas foi algo serio?

 -- Ontem eu briguei com um cara, tia a senhora acha que eu seria capaz de bater na Juli?  - Ela perguntou chorando

--Claro que não Andreia, de onde você tirou isso? – Paula a abraçou

--Ela está com medo de mim tia, mas eu amo tanto.

--Mas você fez algo contra ela? – Paula ficou um pouco tensa.

--NÃO! Eu apenas me descontrolei com aquele babaca que queria forçar a barra com ela, cada soco que eu dava nele tia eu imaginava ele machucando ela, dai eu não conseguia parar, eu vi o medo nos olhos dela, eu vi- Ela não segurou as lagrimas, chorava copiosamente – Eu nunca faria nenhum mal para ela, eu juro, vocês são as únicas coisas que eu tenho, a Juli, a senhora e a Lidia, eu só tenho vocês – Paula entendia o motivo dela sempre se exceder quando acontecia algo que ameaçasse aqueles que ela amava, ela perdera a mãe muito cedo, depois o pai, não restará ninguém por ela só as citadas por ela.

-- Calma meu amor, não precisa ficar assim – Paula não sabia o que falar.

--E se ela me deixar tia? O que eu farei?

-- Ela te ama Andreia, a minha filha é louca por você. – Paula disse para confortar a garota, mas tinha uma ponta de medo que aquilo não fosse plena verdade.

 

 

--Deia, vem aqui comigo – Juliana que escutara o final da conversa chamou a outra para o quarto, Andreia seguiu enxugando suas lagrimas, sentou na cama de cabeça baixa, estava com muita vergonha para olhar nos olhos da morena.—Deia olha para mim – Juliana sentou à sua frente e a encarou.

-- Eu estou com vergonha, sou um monstro Juli, um monstro.

--Não meu amor, você não é um monstro apenas está com medo, eu fiquei aqui pensando em tudo, sei que você só quer me proteger.

--Eu prometo para você que vou mudar, não vou mais bater nas pessoas assim, eu juro para você – Andreia ajoelhou-se  abraçando a cintura de Juliana que também chorava. – Nunca nesse mundo eu te machucaria Juli, eu preferia me machucar a te machucar.

-- Eu sei meu amor, eu sei – Juliana beijava os cabelos castanhos de Andreia.— Deia eu confio em você, sempre confiarei – Ela levantou os lábios da outra e a beijou. – Vem deita aqui aposto que não dormiu bem naquele sofá pequeno. – Juliana a puxou para deitar na cama delas, deitou-se apoiando a cabeça no braço da maior. – Deia por que será que consegui parar? – Juliana perguntou depois de alguns minutos

-- Não sei Juli, antes só meu pai conseguia, os demais apenas se usassem de força, você não só seu toque me acalma. – Elas acabaram cochilando ali, passaram o domingo quase todo descansando dentro do quarto, a noite foram para a sala assistir televisão na companhia de Claudia e Junior.

 

--Gente vocês estão sabendo que a barra lá em cima está bem perigosa? – Claudia puxou o  assunto.

--Parece que agora os moradores têm que pedi para o traficante até para sair e entrar em casa. – Junior completou

-- E ele é o dono da rua é?

-- Deia ele não é o dono, mas anda com várias armas na mão, então ele que manda

--Espero que ele só fique lá em cima do morro não invente de vim aqui para baixo. – Paula falou

-- Falando nisso vamos Clau? Já vai dá dez horas, não tem mais um pé de gente na rua, o povo está tudo com medo.

--Vamos sim Junior, ainda bem que tenho você meu herói – Ela disse debochando do rapaz

--Euzinha mesmo não, estou mais para mocinha – As meninas sorriram dele, logos elas estavam sozinhas.

 

-- Meninas vou dormir, até amanhã e Juli cuidado para não se atrasar. – As meninas que estavam no sofá deram boa noite a mais velha que seguiu para seu quarto.

 

-- Deia eu tive uma ideia – Juliana disse mordendo a orelha da outra que sorriu já imaginando o que ela queria.

-- Diga qual sua ideia – Andreia sentiu o corpo arrepiar --Vamos lá para o quarto que eu te mostro – Juliana passou a ponta da língua por todo o pescoço da outra.

--Vamos agora – Andreia pegou Juliana no braço e saiu quase que correndo para o quarto. – Pronto qual sua ideia?

-- Minha ideia? – Juliana empurrou a outra que sentou na cama. – Eu tirar essa roupa bem lentamente para você -Afastou-se um pouco --Depois você me deixar sentir você.

--Me sentir? Como assim? – Não entendeu.

--Me deixa mandar em você hoje vai? – Andreia arqueou a sobrancelha direita.

--Mas você já manda em mim, marrentinha – Andreia sorriu

--Não, quero mandar na cama.

-- Então você quer dominar? – A outra afirmou com a cabeça

--Deixa vai? – Andreia sorriu, nunca gostou muito de deixar ser dominada no ato sexual, mas para Juliana ela deixaria tudo. – Prometo que se não estiver legal você me diz e invertemos a situação. – Virou de costa para ela e tirou o shortinho juntamente com a calcinha, expondo toda sua bunda para a outra.

--Eu deixo com uma condição –Juliana já sabia o que era, Andreia já tocará no assunto antes, porém, Juliana anteriormente, não falou nada, mas queria provar, apenas estava com receio.

--Que condição – Ela virou e retirou a camisa expondo os pequenos e redondos seios.

--Me dá sua bundinha? – Andreia disse alisando as nádegas dela e passando levemente a língua na barriga daquela mulher que a matava de desejo.

-- Eu dou, mas você vai ter que me levar em um motel.

--Juli eu nunca fui em um – Andreia falou a olhando – Tem certeza que você quer isso?

--Quero sim, tenho curiosidade, você sabe como eu sou.

--Eu sei sim, tudo bem, vou juntar uma grana essa semana e no sábado vamos, vai se preparando que vou fazer você gozar te todas as maneiras – Andreia viu os pelos do braço de Juliana arrepia-se

--Ai! Já estou querendo, mas agora eu que vou te comer – Juliana sorriu deitando sobre a maior que também sorria, Juliana começou um beijo rápido, forte, cheio de vontade, foi despindo Andreia lentamente e quando encontravam-se as duas nuas ela começou a cavalgar na maior que já estava por demais excitada.

--Isso Juli, assim gostosa – Juliana viu que ela já estava muito molhada então decidiu parti para o que ela queria há tempo, mas nunca tinha tentado, ela parou e desceu para o meio da perna de Andreia que apoiou-se nos cotovelos para ver o que a outra faria, sentiu o corpo estremecer com a língua de Juliana passando em seu clitoris, já sentia que logo gozaria. – Vai Juli, mais rápido – Juliana então colocou o dedo indicador na entrada do sexo de Andreia e parou os movimentos para pedir autorização dela.

--Posso Deia?

--Juli você pode tudo, mas não para que estou quase lá – Juliana sorriu e a penetrou, Andreia sentiu um pouco de desconforto, pois não tinha costume de ser penetrada, mas o oral que Juliana começou a fazer retirou todo desconforto, não conseguiu segurar muito e logo explodiu em um orgasmo delicioso na boca e dedo da sua amada.

--Ai Deia que delicia, mas me faz gozar vai? – Juliana disse vendo Andreia voltando a sua respiração normal.

--Senta aqui delicia -Juliana sorriu sentando na cara de Andreia, ela rebolava e ditava o ritmo da língua de Andreia, não demorou para a morena está gemendo alto na sentada no rosto de Andreia.

 

 

-- Deia você gostou? – Juliana perguntou enquanto recebia carinhos em seus cabelos cacheados

--Adorei marrenta, você foi ótima, fazia muito tempo que eu não deixava ninguém me fazer oral.

--E promete que ninguém mais vai fazer? – Andreia sorriu.

--Prometo, dou só para você, está certo?

--Acho bom mesmo – Juliana deu um beliscão na barriga dela.

--Ai isso doí sabia – Alisou o local enquanto Juliana sorria – Agora vamos dormir que amanhã temos muito trabalho

-- Vamos meu amor – Juliana aconchegou-se mais ao corpo da outra e logo estavam dormindo.

Notas finais:

ola minhas flores

Mais um capitulo postado, espero que tenham gostado, espero da tempo para postar outro ainda no fds, e já vou avisando, sera um capitulo.... tenso, bemmmm tenso.

 

bjs

Capitulo 20 por Esantos

-- Andreia acho que vai dá para trocar a moto no final desse mês estamos com um bom dinheirinho guardado – Paula falava enquanto fazia as marmitas.

--Que ótimo tia, essa já está começando a quebrar muito, mas tem que comprar outra dessa que não precisa de habilitação, é uma pena pois iria adorar pilotar aquelas grandonas sabe?

--Sei sim, você é louca por motos que eu sei, quem sabe não consigamos juntar um dinheirinho e no final do ano você tira sua habilitação.

--Será um sonho, já estou guardando as gorjetas naquele porquinho que eu comprei, espero conseguir juntar para tirar.

--Andreia, você não disse que queria voltar a estudar?

-- Eu vou tia, mas deixa as coisas melhorarem mais um pouco.

--O seu José lá da prefeitura estava falando que o negocio mesmo é estudar para concurso, ele disse que era algo certo que só coloca para fora se a pessoa roubar, você é tão inteligente, por que não tenta?

--Eu vou começar a ver isso melhor tia, pode deixar, vou dá uma olhada – Ela disse voltando a fechar as quentinhas.

-- Me promete não passar a vida toda assim, aqui nesse lugar?

--Eu não me importo em passar a vida aqui tia, adoro esse lugar – Falou sorrindo

--Mas você pode mais, eu sei, pode ter aquela casa na beira da praia que a Juli fala, me promete?

--Está certo tia eu prometo que vou me esforçar – Ela sorriu e voltaram a trabalhar.

 

 

 

 

--Olha lá Juliana quem está na tua fila -Rubia falou para a morena que se inclinou um pouco para ver que se tratava de Andreia.

--Ai o amor é lindo – Lurdes falou levando as mulheres a sorrir, enquanto Juliana segurava um sorriso bobo, passou as mercadorias de duas pessoas e chegou a vez de Andreia que tinha uma garrafa de vinho na mão.

--Vinho é? – Lurdes falou sorrindo e Rubia completou

--É hoje Rubia, é hoje, e olha que é dos bons viu.

--O melhor para a melhor – Andreia disse piscando o olho e as mulheres que sorriram. – Estou te esperando lá fora, até outra hora meninas, bom final de semana para vocês – Andreia foi para o estacionamento do mercado aguardar Juliana sair, coisa que não demoraria muito, apenas vinte minutos.

 

-- Nossa Lurdes isso está com cara de noite romântica – Rubia falou enquanto fechava o seu caixa.

--Como eu disse, é hoje – Elas se divertiam

-- Não é só hoje, é todo dia – Juliana disse saindo do seu local de trabalho e indo para o vestiário.

--Todo dia? Ual – Rubia disse caminhando logo atrás.

--Serio isso? É tão bom assim? – Lurdes falou do outro lado.

--Perfeito, mas não vou fazer propaganda do que é meu – Juliana se divertia das amigas.

-- Ai que inveja, faz tanto tempo que eu não transo – Rubia disse enquanto saiam.

--Eu também, quase 24 horas – Juliana fala e as meninas começam a zombar. – Ate segunda meninas vou aproveitar minha folga com minha mulher– Ela abraça as amigas e vai em encontro de Andreia que esperava a outra.

--Com a mochila nas costas – Andreia entrega para ela junto com o capacete e sobe na moto.

--Vamos para um que eu vi aqui perto.

--Não é muito caro né Deia?

--Não Juli, não é barato, mas também não é caro, liguei para lá do orelhão – Elas seguem para o local.

-- É interessante – Juliana fala olhando para o quarto – Mas por que será que a cama é redonda? – Senta nela.

--Não faço a menor ideia. – Andreia coloca a mochila no chão e deita na cama – Ao menos é confortável. – Juliana deita ao lado dela

-- É mesmo, mas não viemos aqui para dormir não é? – Ela levanta –Tenho uma surpresa para você.

--Sempre adoro suas surpresas – Andreia senta na cama e fica observando a morena se afastar ela começa a tirar a blusa revelando um sutiã vermelho que deixava os seios dela mais fartos graças ao bojo.

--Gostou? – Juliana se aproxima deixando os seios na altura da boca da outra.

--Adorei – Dá um beijo um pouco acima dos seios. – Tira o resto – Juliana se afasta e começa a tirar a calça lentamente, depois vira para Andreia ter uma visão total do fio dental vermelho que a morena usava.

--E agora? Gostou?

-- Só faz melhorar – Andreia tira a camisa que usava sem tirar o olho do corpo da outra. – Você é perfeita sabia? – Levanta tira a calça e caminha até ela a virando de costas

--Hoje você vai me ter todinha – Ela rebola esfregando a bunda no sexo de Andreia que senti o corpo queimar.

-- Isso rebola bem gostosinho – Andreia a empurrou na parede e começou a beijar o pescoço dela, ergueu as mãos a segurando no alto da cabeça enquanto uma das mãos massageava o corpo moreno.

--Ai Deia eu ficou louca quando você me pega assim sabia? – Andreia não respondeu apenas em um movimento rápido a levou para a cama a fazendo deitar.

--Vou te fazer gemer gostoso minha marrenta – Andreia tirou as suas últimas peças de roupas que lhe restava e deitou sobre a outra que mexia o corpo para os sexos entrarem em atrito, Andreia se demorou naqueles toques, queria chegar no máximo de Juliana, máximo esse que já estava alcançado.

---Vai Deia me faz gozar, Ah!  - Andreia não esperou mais apenas ajoelhou-se na cama e mandou ela virar. – Você quer que eu fique assim? – Ela falou ficando de quarto e dando uma reboladinha, adorava provocar a outra e sabia fazer com maestria.

--Assim mesmo. – Deu um leve tapa nas nádegas da outra que soltou um gemidinho. – Gostosa – Andreia desceu a mão até o sexo ensopado de Juliana que gemeu ao sentir o toque dos dedos de Andreia em sua entrada.

-- Ai Deia acaba logo com isso, não aguento mais – Andreia colocou seu sorriso mais sacana no rosto e enfiou dos dedos no sexo dela.

--É assim que você quer, não é? Você gosta disso não é? Safada – Juliana não respondia apenas gemia alto tomada pelo prazer, quando ela estava quase chegando ao orgasmo Andreia com a outra mão posicionou o dedo no anus dela. – Vou bem devagar – Andreia colocou aos poucos, escutou um leve murmúrio da outra. – Calma que vai ser gostoso – Ela retornou a movimentar os dedos que estavam no sexo da outra, e bem lentamente começou a movimentar o dedo que estava atrás, Andreia esperou por alguns segundos para ver se ela sentiria prazer com aquilo e a resposta foi um gemido alto que a morena soltou quando ambos dedos tomaram um ritmo maior.

--Ahh! Deia que gostoso! Vai assim! – A garota gemia alto e Andreia se excitava cada vez mais. – Ai Deia ta gostoso eu... eu não aguento mais, AHHH! – Juliana sentia tremores pelo seu corpo, sentia o sangue bombeando mais forte, teve a sensação de que a respiração tinha falhado, quando abriu os olhos viu Andreia sorrindo para ela, fazendo um carinho no  seu volumoso cabelo.

-- Gostou marrenta? – Andreia perguntou sorrindo.

--Nossa Deia o que foi isso? – Ela sorria, eu estou nas nuvens – Andreia lhe deu um selinho sorrindo

--Eu te amo demais sabia?

--Eu também te amo Deia. – Ela sorriu

--Está doendo? Te machuquei?

--Só uma dorzinha de leve, mas valeu a pena – Ela mantinha um sorriso aberto

-- Vou lavar a mão e volto, temos mais quarenta minutos – Andreia foi ao banheiro e quando voltou Juliana estava apoiada no encosto da cama com as pernas totalmente abertas.

--Vem aproveitar esses quarenta minutos  - Passou o dedo no próprio sexo e levou a boca – Estou prontinha para você – Andreia sorriu de lado, passou a língua nos lábios já sentindo o gosto daquele mel.

--Com todo prazer do mundo gata – Andreia quase que correu para deitar na cama preenchendo aquele sexo com sua boca, ela chupou a morena até ela gozar novamente em sua boca, assim acabou aquela nova experiencia para aquelas duas jovens.

 

 

--Ainda temos o vinho que você comprou o que acha de tomarmos amanhã? – Andreia falava enquanto estavam paradas em um cruzamento ali perto.

--Só que não vou deixar a Claudia e o Junior chegar perto desse aqui, será só nosso – Juliana disse sorrindo, Andreia colocou a moto novamente em movimento vendo uma enorme movimentação na esquina da sua rua. – O que será aquilo – Não sabia o motivo, mas seu coração começou a acelerar.

--Não sei deixa vamos chegar mais perto. – Quando Andreia aproximou mais a moto uma das mulheres que estavam na imensa roda gritou.

--É a filha dela – Nesse momento Juliana desceu da moto e a roda abriu-se, todos a olhavam penalizados, Andreia não entendeu, desceu da moto e quando olhou para o chão viu o corpo daquela mulher que lhe acolheu, que se transformará em sua mãe em tão pouco tempo envolto de sangue.

--Mãe?  - Juliana correu sendo seguida por Andreia.

-- Tia, tia fala comigo – Quando Andreia abaixou-se viu o sangue escorrer por suas mãos.

--Não mexe que a polícia já está chegando uma mulher falou.

--Vamos levar ela para o hospital – Andreia tentou a pegar nos braços porem Claudia a segurou.

--Não adianta Andreia a tia tá morta – Ela disse chorando, nessa hora Andreia olhou para Juliana que estava de joelhos ao lado do corpo da mãe.

--Morta? Não Claudia, não – Andreia disse aproximando-se de Juliana que nada falava. – Ela não pode, não pode está morta – Andreia pegou na mão gélida de Paula e nessa hora Juliana deu um grito alto

--MÃE! NÃO MÃE, VOLTA! – Andreia a abraçou forte, porem ambas estavam destruídas, não saberiam como se consolar.

 

--Abram o caminho, deixe-nos ver o que houve – Andreia levantou o olhar e viu alguns policiais aproximando-se, um deles com delicadeza abaixou-se próximo as duas jovens.

--As senhoritas conheciam a mulher?

--Minha mãe – Juliana disse entre lagrimas

--Nós temos que isolar a área até a policia civil chegar, deixa eu ajudar vocês.

--Mas ela morreu – Juliana disse chorando.

--Vem Juli, vem Andreia - Junior aproximou-se e conseguiu levar as meninas para a calçada.

--Como isso aconteceu? Como minha mãe morreu? – Juliana perguntou abraçada a Andreia que sentia o coração esmagado de dor.

--Uma vizinha disse que dois homens aproximaram-se e puxaram a bolsa dela, ela segurou e eles atiraram duas vezes.

--Andreia travou o maxilar sentia o corpo ferver.

--Alguem viu quem foi? – Ela ficou de pé olhando para a multidão que apenas abaixou a cabeça

--Não, ela disse que eles estavam com uma jaqueta marrom com capus.

-- Olá minhas jovens, você que é a filha da mulher?- Um senhor com luvas aproximou-se e Juliana apenas afirmou com as mãos estava de olhos fechados, não aguentava ver mais o corpo da mãe.

--Eu sou o delegado que vai investigar o caso, vocês têm algum documento de identificação dela ai?

--Deve ter em casa – Andreia falou.

--Pode pegar ? vamos levar o corpo para o IML e queremos fazer umas perguntas para vocês – Andreia levantou e foi pegar os documentos de Paula, tudo passou quase que em câmera lenta, os policiais perguntando se elas sabiam de algo, logo depois elas foram com um vizinho que era taxista se dispôs a ajudar as meninas, o homem as levaram para o IML depois para a funerária, quando elas deram por si estavam no velório de Paula, muita gente ali chorando, sentindo a morte de uma pessoal especial, Andreia e Juliana não conseguiam sentir outra coisa senão uma dor enorme, na hora do sepultamento Juliana desmaiou e deve que ser levada para o hospital, Andreia e Claudia foram com ela, que foi fortemente medicada e liberada.

 

-- Como ela está? – Junior e Maria estavam no sofá da casa sentados, esperando.

-- Topada Junior, mal consegui andar – Claudia disse vendo Andreia guiando Juliana para o quarto.

 

 

-- Calma meu amor, calma – Andreia falou na hora que a outra começou a chorar baixinho abraçada a ela, não demorou e os fortes remédios que injetaram nela no hospital começou a fazer efeito e a morena apagou de vez, Andreia ficou ali alguns minutos velando o sono de sua amada, só saiu pois Junior entrou no quarto a puxando pela mão até a sala.

--Andreia você em que comer alguma coisa, vem fizemos um cafezinho

--Eu não quero comer nada Junior, eu só quero a tia Paula aqui de volta. – Andreia que segurou a barra a todo momento não aguentou e desabou em um choro incessante, a todo momento se manteve firme por causa de Juliana, mas agora a dor de mais uma perda veio com tudo, os amigos penalizados abraçaram-na, insistiram muito e Andreia tomou um copo de leite, apenas.

-- Meus olhos estão pesados. –Ela não sabia que Claudia tinha colocado um calmante no leite.

--Vem Andreia, vai deitar com a Juli, vamos nos ajeitar por aqui – Andreia foi guiada por Maria até a cama e não demorou para ela dormir também, ela foi acordada já no outro dia com o grito de Juliana.

--Calma Juli, calma meu amor – Andreia a abraçou também chorando

--Eu quero minha mãe de volta Deia, eu quero. – Ela chorava copiosamente.

--Eu também quero, quero muito, mas infelizmente não podemos a trazer de volta – Andreia também chorava abraçada a sua mulher, elas passaram alguns minutos ali até que alguém abriu a porta levemente.

 

--Oi meninas – Claudia disse entrando. –Como estão se sentindo?

--Como se não tivesse mais nada aqui – Juliana disse apontando para o peito

--Eu imagino amiga, mas vem, vamos tomar um banho e comer alguma coisa?

--Não estou com fome, não quero comer nada – Juliana enfiou o rosto no pescoço de Andreia.

--Amor precisamos comer alguma coisa, vem vamos tomar um banho, depois apenas tentamos, se não conseguimos comer nada deixamos para lá está bem? – Juliana balançou a cabeça em afirmação, elas foram para o banheiro e Andreia a ajudava com o banho de forma delicada, queria passar toda força do mundo para ela, força essa que ela não tinha o momento, estava com o coração destruído sentia o mesmo sentimento de quando perdeu o seu pai, a mesma dor.

 

--Vem meninas fizemos um café bem gostosinho para vocês – Junior disse mostrando a mesa para as amigas.

--Vocês não foram para casa? – Andreia perguntou, pois viu alguns lenções no sofá.

--Não ficamos aqui. – Maria disse puxando Juliana pela mão – Come Juli você não come nada há dois dias.

--Eu não quero comer nada – Juliana disse sentando.

--Juli tenta comer alguma coisa vai – Andreia sentou ao seu lado,  --Não podemos ficar doentes, não agora – Andreia fez um carinho nos cabelos cacheados. – Só um pão com ovo. – Andreia colocou na no prato dela

-- Está mexido como você gosta Juli – Junior disse sentando na frente.

--E você Andreia também coma, não comeu nada também – Claudia disse apontando.  – Pode tomar esse leite, prometo que não está batizado  - Andreia achou de uma delicadeza e generosidade enorme aquele atos dos amigos, sabia que ali podia confiar.

-- Obrigada Clau – Andreia pegou um pão e mesmo sem fome o comeu, quando já estavam acabando escutaram umas batidas na porta, Maria foi abrir e voltou para a cozinha acompanhada por JM

--OI Juli, como você está? – Perguntou ajoelhando-se na frente dela.

--Mal, muito mal – Ela voltou a chorar e o rapaz a abraçou.

--Ei calma, tudo vai ficar bem. – Ele fazia carinho nas costas dela. – Eu estou aqui sempre estarei aqui – Enxugou algumas lagrimas dela. --A tia Paula não gostaria de te ver assim, você comeu? – Ela afirmou com a cabeça.

--  Vem Juli vamos lá para sala descansar um pouco – Junior chamou e a garota foi com os amigos, Andreia ficou na cozinha resolveu lavar os pratos que estavam sujos, logo Claudia chegou para ajuda-la

--Você está brava porque o JM está aqui?

--Não Clau, eles são amigos, mesmo eu não gostando dele, nesse momento ela precisa de todo carinho do mundo.

-- E você amiga? como está? A Lidia já veio aqui duas vezes, mas parece que a mãe a colocou de castigo.

--Depois eu falo com a Lidia, pode deixar – Ela voltou sua atenção para os pratos.

--Andreia você não pode ficar assim, a Juli só tem a você agora – Ela olhou nos olhos da outra. – Nós somos amigas dela, mas você tem que ser o alicerce dela, tem que cuidar dela.

-- Eu sei – Enxugou as lagrimas –Eu vou cuidar dela pode deixar – Claudia abraçou a amiga.

--Ótimo agora vai lá ficar com sua mulher – Andreia saiu para a sala e viu JM sentado ao lado de Juliana que conversava algo com Maria e Junior que estavam sentados no chão com.

--Ei você – Andreia disse fazendo um carinho nas bochechas dela.

--Ei você – Juliana deu um sorriso fraco, quando Andreia ia falar alguma coisa bateram na porta, ela levantou para ver quem era.

-- Olá sou o investigador Gomes, você que é a filha da senhora Paula?

--Não mas pode falar comigo a Juliana está muito debilitada – Andreia fechou a porta para que Juliana não escutasse a conversa. – Eu me chamo Andreia moro aqui com ela.

--Bem Andreia, infelizmente não temos nenhuma suspeita, apenas que se trata de um latrocínio, roubo seguido de morte.

--Roubo com consequência morte – Andreia falou baixo.

--OI falou alguma coisa?

--Não o senhor disse roubo seguido de morte e eu li em um livro que latrocínio é o roubo com consequência morte da vitima.

--Olha entende de lei, você daria uma ótima policial, mas bem, voltando, vamos investigar se vocês descobrirem alguma coisa me ligue, aqui o número da delegacia que eu trabalho, muito obrigada mocinha – O senhor saiu e Andreia entrou.

--Quem era Deia?

--Um policial, ele veio deixar o cartão para se descobrirmos alguma coisa falar para ele.

--Mas eles já têm alguma pista? Sabe quem fez? Será que vão descobrir alguma coisa? – Ele falou rápido, Andreia achou estranho, mas nada falou.

--Não JM eles ainda não sabem quem foi o culpado. – Andreia olhou para o rapaz e viu um leve ar de riso, ela não entendeu, mas afastou esse pensamento e sentou-se ao lado de Juliana a abraçando.

--Bem eu já vou, Juli qualquer coisa pode mandar me chamar, você sabe que sempre pode contar comigo, não sabe?

--Sei sim, obrigada meu amigo – Levantou e abraçou o rapaz que logo saiu, a noite Lurdes e Rubia vieram visitar a amiga e disse que ela poderia ficar tranquila que o gerente deu a semana toda para ela se recuperar.

Dois dias depois Andreia começou a pensar no que fazer a parti dali, não sabia cozinhar tão bem como a Paula, apenas o básico para não passar fome, então o negócio dos almoços era quase que impossível continuar, a semana passou com uma Juliana bem chorosa, mandaram rezar uma missa de sétimo dia para Paula, foi uma comoção geral de todos presentes.

Notas finais:

Ola minhas flores.

Calma não fiquem com raiva de mim, são coisas da vida.

 

E agora como vai ser a vida delas? 

 

BJS

Capitulo 21 por Esantos

-- Deia será que eu vou conseguir trabalhar? – Juliana vestia a farda do mercado.

--Você consegui, não vai ser fácil, mas não podemos desistir, lembra o quanto ela ficou feliz com esse trabalho? – Juliana afirmou com a cabeça deixando uma lagrima escorrer – Então, levanta a cabeça, eu também vou procurar um trabalho, está pronta? – Juliana balançou a cabeça em afirmação e saíram , Andreia deixou a mulher no trabalho e foi procurar emprego, andou por várias lojas do centro da cidade perguntando se estavam precisando de alguém, porem sempre tinha uma resposta negativa, não parou para almoçar comeu um cachorro quente e apenas ficou rodando de loja em loja atrás de alguma coisa, no final da tarde já caminhava para voltar até onde a moto estava, iria buscar Juliana, mas uma coisa chamou sua atenção um moleque passou correndo e puxou a bolsa de uma senhora, Andreia que estava muito próxima apenas jogou o corpo contra do rapaz que caiu, ela o imobilizou segurando-o pelo pescoço, a senhora aproximou-se pegando a sua bolsa, logo dois policias se aproximaram.

--Nossa garota, você foi bem rápida -  algemou o rapaz

--Nada apenas o vi roubando e quis ajudar- Ela disse limpando a roupa que estava suja de terra.

--Olha você é boa devia entrar na polícia – O outro policial disse sorrindo. – Vai ter concurso se você já tiver terminado a escola devia tentar. – Andreia nem teve tempo de falar nada

--Muito obrigada minha filha – A mulher a abraçou – Aqui está minha aposentadoria, tudo que eu tenho para passar o mês todo – Voltou a abraça-la e Andreia se sentiu bem naquele abraço. – Deus te abençoe

--Amem vó, amem – Andreia disse vendo a senhora se afastar, olhou para os policiais que levavam o rapaz para a viatura. – Ei como eu faço para me escrever? – Andreia perguntou ao policial.

-- Se não tiver computador pode fazer lá no quartel central, fica na praça do Derby sabe onde é?

--Sei sim, obrigada – O policial acenou com a cabeça e entrou no carro, Andreia foi para casa com aquele ideia na cabeça, lembrou-se de Paula que disse para ela procurar fazer um concurso publico, não seria uma má ideia ajudar as pessoas e evitar que aconteça o que aconteceu com Paula, com essa ideia Andreia pegou Juliana e a levou para casa, preferiu não falar nada, apenas queria pensar melhor no assunto.

 

-- Deia o que você fez hoje? – Juliana perguntou vendo a mulher lavar a louça do jantar

--Passei o dia procurando emprego, mas não conseguir nada.

--Eu escutei dois senhores de palito lá no mercado falando que o comercio está em crise, que tem muita gente desempregado.

-- É eu vi no repórter que era por causa da politica algo relacionado aquele tal de mensalão.

--Isso é uma merda tanta gente morrendo de fome e esses políticos roubando tanto.

--Também acho, mas fazer o que? É o povo que coloca eles lá, acabei, já deixei o almoço de amanhã pronto para você levar, fiz purê de batatas, sei que você gosta – Andreia deu um selinho nela que deu um leve sorriso.

--Vamos dormir? – Juliana chamou

--Vou trancar as porta e já vamos – Juliana foi para o quarto e depois de fechar tudo Andreia foi se juntar a mulher, deitou-se e a abraçou, começou a beijar o pescoço dela, mas Juliana se afastou um pouco, Andreia entendeu e apenas a abraçou, os dias foram passando e nada de Andreia conseguir um emprego, em uma tarde resolveu ir para a academia, tinha abandonado os treinos pois estava empenhada em conseguir um emprego.

 

--Nossa quem é viva sempre aparece. – O dono da academia disse aproximando-se – O Lucas me falou o que houve, como você está?

--Levando mestre, procurando emprego, pois não sei cozinhar como a tia, então o negócio dos almoços já era. – Falou com tristeza.

--Andreia tenho uma proposta para você, vamos lá para minha sala – Caminharam para a sala do treinador. – Nós alugamos a parte de cima do prédio, e montamos uma escolinha de judô e karatê para crianças e jovens, já temos vários matriculados, porem precisamos de alguém para nos ajudar,  não posso pagar um salario, mas enquanto não conseguir nada o que acha?

-- Serio mestre? – Andreia ficou emocionada

--Claro, agora tem que ter todo cuidado do mundo, pois irá trabalhar com crianças e adolescente, e ainda dá uma forcinha no que precisarmos, tudo bem para você?

--Tudo ótimo, eu vou dá meu máximo – Ela abraçou o homem que sorriu.

--Então já começamos amanhã?

--Claro que sim, amanhã estarei aqui – Andreia saiu feliz  da academia, porem no caminho de volta passou pelo quartel central da polícia e resolveu parar, pensou uns minutos e decidiu fazer a inscrição, um policial indicou uma sala onde tinha duas pessoas fazendo as inscrição em computadores, eles também entregaram os assuntos que deveria estudar, ela pagou a inscrição e saiu sorrindo, agora estava sem nenhum centavo no bolso, pois usara os últimos trinta reais para pagar a inscrição, teria que ir ao banco sacar alguma coisa do dinheiro que tinha juntado.

 

-- Ei você – Andreia disse sorrindo ao ver Juliana aproximando-se dela.

--Ei você, estamos feliz?

-- Tenho novidade, mas só quando chegarmos em casa – Andreia sorriu para ela que retribuiu, ao chegar Andreia a abraçou forte, queria dividir sua vida com aquela mulher. – Conseguir um emprego – Ela disse sorrindo

--Serio Deia? Que bom – A abraçou – Onde foi?

-- O Matias me chamou para ajudar ele lá na academia, ele disse que não tinha como me pagar um salário, mas já alguma coisa.

--E você vai adorar ficar o dia todo naquela academia não é? – Juliana sorriu

--Você sabe o quando eu gosto daquilo, agora tem mais uma coisa – Andreia mostrou o comprovante de inscrição. – Vou fazer a prova do concurso da polícia.

--Policia Deia? É perigoso demais.

--Não é, e eu quero, acho que vou gostar proteger as pessoas.

--Se você acha legal tudo bem, vou tomar banho – Ela levantou e foi para o banheiro-  Andreia ficou triste, pois esperava mais animação da parte da mulher, porem ela foi fria, aliás estava sendo, entendia o luto dela, mas Andreia não era culpada.

-- Juli não vou poder vim te buscar, você está com dinheiro para voltar de ônibus?

--Estou sim não se preocupe – Desceu da moto e entrou no mercado, Andreia respirou fundo e saiu, ela mal falará com ela depois que contará tudo, Já na academia arrumou o espaço com Matias, na hora do almoço foi correndo ver se comprava alguma apostila para estudar, conseguiu algumas coisa e voltou para o trabalho saiu de lá já era noite, ao chegar em casa encontrou Juliana conversado com Claudia e Junior.

--Boa noite pessoal– Ela deu um beijo na testa de Juliana – Vou tomar um banho e já volto.

 

 

 

 

--Então Juli como está lá no trabalho?

--Ai Junior a mesmo coisa de sempre, hoje faltou cem reais no meu caixa.

--E o que fazem quando isso acontece?

--Eu tenho que pagar, descontam no final do mês.

--Nossa amiga, mas vai dá tudo certo e a Andreia como está?

--Tá bem está trabalhando na academia começou hoje.

--Ela deve está feliz, adora aquele negócio de luta – Junior falou sorrindo

--É está mesmo, agora decidiu que quer ser policial, disse que vai estudar – Falou com desdém.

--Nossa Juli, que cara é essa, seria ótimo se ela passasse, ela leva jeito

--Clau não leva jeito nenhum, por mim ela não passava e pronto

--Juli não fala assim, você tem que apoiar ela.

--Eu não vou apoia-la nessa loucura,  você imagina o quanto é perigoso isso?

-- Já jantou Juli? – Andreia entrou na cozinha com os cabelos molhados

--Já sim estava com fome, tem apenas pão não tinha nada para esquentar, não sobrou nada do almoço.

--Eu sei, mas não se preocupe – Andreia disse pegando uma frigideira—Aproveito e vou fazer o nosso almoço – Ela disse indo para a geladeira. – Juli amanhã você compra carne lá no mercado e trás pois a que tem só dá para hoje.

--Pode deixar, eu compro – Junior começou a sorrir e as meninas ficaram se perguntando o que houve.

--Vocês são duas donas de casa tão lindas – Elas sorriram.

--Idiota você – Juliana falou, Junior fez algumas palhaçadas e acabou distraindo todos

Dois meses se passou e Andreia estudava todas as noites assim que chegava do trabalho, sentia Juliana cada dia mais distante de si, quando ia abraça-la ou toca-la a outra a afastava, sempre que ela ia conversar Juliana mudava de assunto.

 

-- Ei Andreia está pronta para a prova? Amanhã vamos arrebentar? – Lucas falou vendo ela estudar no final do expediente.

--Estou sim e você? – Ela convenceu o amigo a fazer também, porem ele tinha condições para fazer um cursinho preparatório.

-- Vamos passar e dá muita porrada em bandido

--Lucas eu ficaria feliz apenas em ter o salário certinho todo mês – Ela sorriu da empolgação do amigo.

--Já largou?

--Já sim estava só lendo isso para ir. – Guardou os livros na bolsa. – Vou lá, até domingo na prova – Ela se despediu de todos e foi para casa, ao chegar viu que tinha alguém em casa escutou gargalhadas ao entrar encontrou JM sentado confortavelmente no sofá e Juliana com os pés no seu colo enquanto ele massageava, ela fechou o cenho não acreditou que aquele cara estava ali sozinha com sua mulher.-- Boa noite ela disse encarando Juliana com uma cara de poucos amigos.

--Bem vou indo, tchau Juli, sempre que precisar de carona estarei à disposição. – Andreia ao escutar aquilo sentiu os músculos enrijecer, não acreditava que ela tinha feito isso.

--Pode deixar, sempre que precisar eu vou te incomodar – Abraçou o menino que olhou para Andreia sorrindo cinicamente, ela fechou o pulso sentiu vontade de quebrar aqueles dentes em apenas um soco, mas respirou fundo e foi para o quarto, lá não conseguiu se segurar e deu um soco na parede tamanha a raiva que estava sentindo, não gostava daquele garoto e Juliana fazia questão de coloca-lo dentro de casa.

 

-- Precisava sair daquele jeito? Não tinha necessidade de olhar daquela forma para o JM – Juliana disse entrando no quarto.

--Como é? Não acredito no que você está falando, Juliana eu chego em casa e encontro minha mulher se derretendo para seu ex namorado canalha e você quer que eu faça o que? Fique sorrindo? Sem contar que depois descubro que você veio de carona não sei onde com ele? O que você quer? Que eu ache graça? Fique feliz? – Andreia falou gritando.

--Fale baixo, não tem necessidade de gritar? – Falou também gritando

--Não tem? Sabe Juliana eu estou dando meu máximo, estou fazendo de tudo para te apoiar, eu mascarei a minha dor para cuidar de você e como você está me retribuindo? – Ela pegou a sua jaqueta a vestindo

-- Para onde você vai?

--Sei lá, esfriar minha cabeça. – Disse batendo a porta e saindo, Juliana sentou na cama apenas chorando, não sabia o que estava acontecendo consigo ela amava muito Andreia, mas não conseguia, não achava certo voltar a ser feliz.

-- Estão vestidas ? – Claudia disse na sala da casa da amiga, não escutou nenhuma resposta e foi a procura delas, encontrou Juliana deitada na cama chorando.—Juli o que houve? – Ela se preocupou.

-- A Andreia brigou comigo, eu juro que estou tentando Clau, mas não sei, é tão difícil – Claudia não entendeu muito bem o que a amiga falou, porem apenas a abraçou e ficou ali deitada com ela.

 

 

-- Ei vamos dá uma volta? – Andreia disse ao chegar na frente da casa de Lucas.

--Vamos lá- Ele sentou na moto e foram para o calçadão da praia, lá Lucas comprou duas cervejas - Você está bem? – Lucas perguntou ao ver a amiga calada

--Só a cabeça quente, muita coisa ao mesmo tempo sabe? – Deu um longo gole na bebida

-- Sei sim, brigou com a Juli? -Ela apenas afirmou com a cabeça, tentou segurar, mas não conseguiu e começou a chorar, tinha que liberar aquela dor que estava lhe sufocando, eles ficaram ali calados por um longo tempo

--Temos que ir, amanhã acordaremos cedo -Ela levantou – Obrigada meu amigo, não sabe como me fez bem esse abraço, o rapaz a abraçou novamente.

--Estamos aqui para isso, cuidado ai nessa moto – Ele disse sorrindo, Andreia deixou Lucas na sua casa e foi para casa, ao chegar viu Juliana dormindo a braçada com Claudia, apenas silenciosamente pegou o colchão e lençóis, e dormiu ali no chão, acordou cedo e começou a se arrumar para ir fazer a prova.

 

--OI Andreia, nem vi você chegando acabei cochilando aqui – Claudia arrumava os cabelos enquanto Andreia vestia uma camisa.

--Fiquei no colchão, quando cheguei vocês já dormiam, não quis acordar.

--Vai sair? Tão cedo – Claudia levantou.

--Tenho uma prova para fazer. – Saiu do quarto e Claudia foi atrás

--Não vai acordar a Juli?

--Não, ela não está interessada no que eu vou fazer, então não tem motivos para acordar ela. – Começou a preparar um café

--A briga foi tão feia assim?

--Ela não te contou?

--Não, ela apenas chorou e dormiu, só sei que brigaram pelo estado dela, quer falar o motivo?

--Depois você pergunta a ela, agora preciso ir, acaba de fazer esse café, não posso me atrasar – Andreia disse saindo, Claudia fez o café e voltou para cama acabou dormindo novamente, acordou com a amiga levantando.

--Desculpas, não queria te acordar- Juliana disse sentando na cama, olhou em volta e não viu Andreia, abaixou a cabeça triste

--Ela já saiu.

-- Então ela dormiu em casa? – Juliana quis mostrar indiferença

-- Ela foi fazer a tal prova da polícia.

-- Eu esqueci que era hoje – Juliana disse de cabeça baixa

--O que está acontecendo com vocês Juli? Você não gosta mais dela?

--Não Clau eu a amo, mais que tudo – Ela disse já deixando as lagrimas molharem seu rosto.

--Então me diz o que está acontecendo, pois eu vejo ela se desdobrando para agradar você e você nem ai para ela.

--Eu não sei Clau, não sei o que me dá – Ela disse com a cabeça baixa – Só não consigo corresponder, eu gosto quando ela me abraça, quando me faz carinho, mas não consigo nada mais.

--Quer dizer que vocês não estão... – Juliana nega com a cabeça, quando Claudia ia falar algum coisa escuta Junior chamando na sala – Aqui no quarto Junior – Ela grita e logo o rapaz entra.

--Nossa ainda na cama? Vamos levantar que já vai dá 13:00 , onde está a mulher maravilha?

--O dia da prova dela é hoje – Juliana disse levantando a cabeça só ai o amigo percebe que tem algo de errado.

--Juli o que houve meu bem? – Senta na ponta da cama.

--Elas brigaram ontem Junior – Claudia que falou.

--Mas qual motivo? A Andreia falta lamber o chão que você pisa.

--Ela ficou com ciúmes do JM sem razão nenhuma.

--Ciúmes? Como assim? – Claudia que perguntou.

--Ele foi comprar umas coisas no mercado e eu estava largando, dai ele me ofereceu uma carona, eu estava com umas sacolas, decidi aceitar e quando ela chegou o viu aqui em casa

--Então você veio de carona da garupa do seu ex ainda ficou de papo com ele sozinha dentro de casa e você ainda diz que é sem razão Juli?

--Junior, ele é meu amigo e não vem defender ela, sei que você a idolatra.

--Eu a idolatro porque ela é louca por você, Juli imagina se você chegasse e ela estivesse com aquela patricinha – Apontou para Claudia afim de lembrar o nome

-- A Katia? – Claudia disse

--Isso, se ela estivesse aqui sozinha de papo com a patricinha, como você se sentiria? – Juliana abaixou a cabeça como que se pensasse.

--Vai ver fosse melhor para a Deia, está com ela do que comigo – Juliana falou voltando a chorar.

--Juliana você não pode estar falando sério, isso é loucura – Junior disse pegando na mão da amiga.

--Eu não sei mais o que é loucura, minha vida está uma loucura total – Ela disse com a cabeça baixa.

--E você ainda traz o JM para o meio de tudo isso? O que você quer Juliana?

--Eu não quero nada apenas eu gosto de estar com ele, ele me faz bem, eu gosto de está com ele – Juliana falou e quando olhou para a porta viu Andreia parada na porta. – Deia você já chegou? -Ela disse sentindo o coração pulsar mais forte ao imaginar que ela teria escutado.

-- Cheguei, mas preferia não ter chegado e escutado o que escutei – Ela deu as costas e saiu pisando duro e Juliana foi atrás dela.

--Deia espera – Juliana a acompanhou

--Esperar para que Juliana? Para escutar você falar o que? Que quer voltar para aquele idiota? É isso?

--Não, logico que não, de onde você tirou isso? – aproximou-se dela

-- Das suas palavras, se ele te faz tanto bem então por que não vai ficar com ele? – Ela falava gritando

-- Para de gritar, me escuta

--Te escutar? Como eu posso te escutar Juliana? Como? – Andreia sentou no sofá chorando. – Eu não acredito que eu te perdi assim, não acredito

 

Notas finais:

Ola minhas flores!

 

Nossa que tenso não é mesmo? Será que elas vão deixar o JM as separarem.... Cenas para o proximo capitulo kkkkk

 

 

BJS

Capitulo 22 por Esantos

 

--Eu não quero nada apenas eu gosto de estar com ele, ele me faz bem, eu gosto de está com ele – Juliana falou e quando olhou para a porta viu Andreia parada na porta. – Deia você já chegou? -Ela disse sentindo o coração pulsar mais forte ao imaginar que ela teria escutado.

-- Cheguei, mas preferia não ter chegado e escutado o que escutei – Ela deu as costas e saiu pisando duro e Juliana foi atrás dela.

--Deia espera – Juliana a acompanhou

--Esperar para que Juliana? Para escutar você falar o que? Que quer voltar para aquele idiota? É isso?

--Não, logico que não, de onde você tirou isso? – aproximou-se dela

-- Das suas palavras, se ele te faz tanto bem então por que não vai ficar com ele? – Ela falava gritando

-- Para de gritar, me escuta

--Te escutar? Como eu posso te escutar Juliana? Como? – Andreia sentou no sofá chorando. – Eu não acredito que eu te perdi assim, não acredito

 

 

 

--Não Deia, você não me perdeu, eu não quero ele, quero você – Juliana sentou ao seu lado.

--Quer mesmo Juliana? Como vou acreditar nisso se você só faz se afastar de mim e ainda quando eu chego aqui em casa escuto você falando aquilo depois de ontem, como eu posso acreditar?

--Acredita em mim Deia, eu amo você, mas é que tá tudo tão confuso comigo.

-- Você tem certeza que me ama? Pois eu te amo tanto que se você me dizer que será mais feliz com aquele idiota eu te deixo livre, mas apenas jogue limpo comigo – Andreia chorava muito.

--Não Deia, eu amo você – Juliana a abraçou – Não me deixa, por favor, não me deixa- Elas se abraçaram chorando

-- Me diz o que eu posso fazer? Apenas me fala como eu faço para te fazer feliz.

--Você já me faz feliz, já me faz- Andreia  tomou a boca da mulher que aceitou o beijo, um beijo calmo e curto.

--Eu só quero o seu bem Juli, só o seu bem – Elas se abraçaram, ficaram assim por longos minutos presas nos braços uma da outra.

--Meninas estamos indo, qualquer coisa estamos ai – Junior e Claudia falaram saindo

-- Não fiquem, eu comprei almoço para nós – Andreia disse enxugando as lagrimas

--Não é melhor vocês ficarem a sós? – Claudia disse

--Fiquem, temos uma vida inteira – Juliana fez um carinho na face dela.

-- Venham comprei um galeto para nós – Andreia disse levantando, logo os quatros estavam na mesa.

--Meninas eu conheci um boy – Junior revelou, estava a fim de quebrar o gelo.

-- Um boy é? E ai? – Juliana perguntou curiosa

--Infelizmente ele não é assumido, mas qualquer dia eu o trago aqui, um gato.

--Imagino que sim, seu critério é muito alto, por isso não pega ninguém – Andreia falou sorrindo.

-- Como assim critério alto? – Juliana perguntou

--Sempre que saiamos ele nunca ficava com ninguém, toda vez que algum cara chegava perto dele ele arrumava um defeito.

--Eu não sou você que não podia ver uma perequita que já ia pegando, nunca vi tanto fogo- Juliana olhou para Claudia que nada falou.

--Eu só não precisava escolher tanto, você buscava perfeição, eu não ia para essas festas para arrumar ninguém pra casar e sim para outras coisas.

--Por que a que você queria casar sempre esteve ao seu lado, não é mesmo? – Junior disse apontando para Juliana.

--Sim sempre soube que seria a mulher da minha vida – Andreia pegou a mão de Juliana e beijou.

--Ai que lindo, mas já que estamos falando de safadezas – Claudia falou sorrindo – Com quantas mulheres você já ficou em uma noite?

--De uma única vez?

--Você já transou com mais de uma em uma noite? – Juliana perguntou surpresa

-- Só uma vez -Andreia falou encabulada.

--Nossa você não presta – Claudia disse sorrindo –Eu pensei que gostava de sexo, mas você parece se superar. – Claudia falará aquilo de proposito, queria incentivar a amiga a agir.

--Eu só gosto – Andreia disse com a cabeça baixa, não queria encarar Juliana, não queria que ela pensasse que ela estava a cobrando.

-- Mas uma coisa eu tenho certeza, minha amiga deve ser muito boa de cama, para abaixar seu fogo só sendo muito boa – Junior disse apontando o garfo de uma para outra.

--Junior não exagera – Juliana disse olhando para Andreia que mantinha a cabeça baixa, com atenção na comida.

--Mais é a verdade, eu lembro quando ela era solteira ia lá em casa e falava vamos sair eu preciso transar, não aguento mais - Isso era mais de uma vez por semana – Andreia engasgou-se e Claudia cutucou Junior que mesmo sem entender o motivo parou de falar.

-- Bem Andreia como foi a prova?

-- Foi bem difícil, mas deu para responder tudo

--Aposto que você se deu bem, tenho certeza você é muito inteligente.

--Ai gente adorei o almoço, pode me convidar quando quiserem – Claudia disse levantando e colocando o prato na pia.

--Eu concordo completamente – Junior disse levantando. – Vamos Clau? Pra não pedirem para as visitas lavarem os pratos

-- Vai Junior não precisa lavar eu lavo – Andreia disse sorrindo

--Ainda bem, minhas unhas estão lindas não queria estraga-las e vocês duas vejam se não brigam mais, senão eu vou desacreditar no amor – Junior disse sorrindo.

--Pode deixar Junior, não vamos brigar.- Juliana afirmou, os amigos saíram deixando as duas sozinhas, Andreia levantou e começou a lavar os pratos.

-- Deia vem aqui, vamos conversar? – Juliana disse sentando no sofá.

--Já estou indo – Andreia falou enxugando a mão. – Pode falar – Andreia falou sentando em frente da morena

--Deia eu queria te pedir desculpa, eu não podia estar te tratando dessa maneira, mas eu não sei o que dá em mim, eu me sinto incompleta sem ela aqui.

--Eu sei Juli, também me sinto assim, aliás me sentir duas vezes, quando perdi meu pai e agora novamente. – Ela abaixou a cabeça. – Mas eu sei que nem meu pai nem a tia Paula gostaria que nós nos entregássemos, ela sempre falou em nunca deixar de viver, ela sempre quis que fossemos felizes.

--Eu sei, eu sei – Juliana encostou a cabeça no peito da outra que a recebeu com carinho, ali alisando os cabelos dela, ficaram por longos minutos assim, caladas, apenas se sentindo – Deia?

--OI ?- Andreia abriu os olhos.

--Você está com raiva porque não estamos fazendo amor? – Andreia ajeitou-se no sofá

--Não Juli, não estou com raiva, não vou dizer que não estou com saudades, mas eu nunca forçaria nada que você não queira.

--Mesmo você querendo muito? – Andreia balançou a cabeça em negativo – Você não ficou com outra pessoa não é?

--Não Juli, claro que não, eu já disse que nunca te trairia, quando eu digo que te amo é verdade, não há mais ninguém apenas você – Andreia disse olhando no fundo dos olhos dela.

--Desculpas – Falou abaixando o rosto.

-- Ei não peça desculpas, Está bem?

--Está bem – Juliana voltou a se aconchegar no colo da outra, porem uma coisa ainda a deixava inquieta. – Deia?

-- Pode falar – Andreia segurou o riso, sabia que ela queria perguntar alguma coisa.

--E como você está fazendo?

--Fazendo com o que Juli?

--Com a vontade

--Que vontade?

--De sexo.

--Eu dou meu jeito – Andreia disse com o seu típico sorriso de lado.

--Serio Deia? Mas como eu nunca notei? – Juliana estava surpresa.

--Na maioria das vezes eu deixava você dormir.

-- Que merda isso – Juliana falou abaixando a cabeça.

--Por que?

-- Porque era para eu está com você e não você sozinha no banheiro.

-- Podemos volta à ativa na hora que você desejar – Andreia falou em tom de brincadeira e mal acreditou quando Juliana sentou no seu colo.

--O que acha de ser agora?

--Só se estiver tudo bem para você.

--Está tudo bem para mim – Juliana disse tirando a blusa.

--Você não está fazendo isso por que nós brigamos ou pelo que aconteceu? Porque se for eu posso... – Juliana a beijou forte, um beijo quente, rápido. – Juli você...

--Deia para de falar e me come, mas come bem gostoso – Andreia sentiu a calcinha molhar, sua excitação foi visível no sorriso safado que ela deu.

-- Só se for agora – Ela erguei com Juliana presa em sua cintura, já ia caminhando para o quarto quando lembrou. – Vou fechar a porta do quintal e colocar a moto para dentro é rapidinho – Andreia a colocou no chão e saiu correndo tropeçando nas coisas, Juliana sorriu da cena, foi para o quarto e retirou toda sua roupa, olhou seu corpo no espelho e pode perceber algo que deixou transparecer na voz.

--Nossa como estou acabada, olha pra isso, só tem osso , ao menos estou depilada, menos mal- Ela sorriu e lembrou da sua primeira vez com Andreia, de como Paula a ajudou com tudo, ela não gostaria de vê-la magra daquela forma, muito menos brigando com Andreia sem motivos algum. – Ai mãe que saudades, mas eu prometo que serei feliz – Ela sorriu indo ajeitar a cama, quando Andreia entrou no quarto viu a morena engatilhando de joelhos na cama, completamente nua.

--Assim eu meu coração não aguenta – Andreia falou sorrindo de lado e Juliana sorriu virando o rosto.

--Você não viu nada – Sentou-se na cama – Vem aqui fazer sua mulher gozar – Ela abriu as pernas para Andreia que sentiu o ventre contrair, pensou se não teria tido um pequeno orgasmo com aquele gesto da outra.

--Vou te fazer gozar até não aquentar mais – Andreia já foi tirando a roupa e subindo no corpo moreno e tomando sua boca em um beijo cheio de volúpia. Não demorou e Andreia já estava no meio das pernas da outra a chupando, lambendo, sugando... Ela não saberia o que fazer sem aquela mulher, não saberia se conseguiria viver sem ela em sua vida, seus pensamentos foram parados pelos altos gemidos da outra, isso a fez esquecer tudo, apenas se concentrava em sentir a outra gozar em sua língua, coisa que não demorou muito a acontecer.

--Ai Deia eu estava com saudades disso – Juliana disse deitada na cama, ofegante, sorrindo.

--Ainda nem comecei a matar minhas saudades – Andreia disse subindo no corpo dela que abriu mais as pernas para os sexos pudessem se tocar... foram dormir já de madrugada, exausta pela maratona de sexo que fizeram.

 

--Nossa o meu sorriso lindo voltou – Lurdes disse assim que a amiga chegou no mercado.

--O que será que houve para ela chegar assim Lurdes?- Rubia perguntava como se Juliana não estivesse no meio delas.

-- Tem cara de sexo, muito sexo – Lurdes falou e as três sorriram.

--Acho que você acertou na mosca

-- Vocês não prestam – Juliana disso sorrindo

--Fico tão feliz por você voltar a sorrir desse jeito – Lurdes disse sincera.

--Eu sei que estava insuportável, mas juro que vou melhorar, agora vamos trabalhar que já abriu – Elas se concentraram no trabalho enquanto isso no n academia  Andreia conversava com Lucas.

 

 

--Então fizeram as pazes? – Eles estavam vendo dois colegas treinarem

-- Fizemos sim, espero que ela tenha melhorado, não estava sabendo mais o que fazer.

--Andreia vem aqui, por favor -  Matias a chamou na recepção e ela foi de imediato

-- Sim mestre? – Olhou e viu uma garota ao lado dele, desviou os olhos, porém não pode deixar de notar o quanto era linda

--Essa aqui é Barbara, minha sobrinha ela veio morar aqui na capital e vai começar a treinar conosco, você pode mostrar tudo a ela?

--Claro que sim. – Andreia disse com um sorriso contido para a garota.

--Ela vai começar a treinar com você, ela é da mesma categoria que você porem ainda não competi.

--Entendido, ela pode vim sempre que não estiver com aulas lá em cima.

--Otimo, Babí a Andreia vai te acompanhar, se já quiser começar o treino ela tem uma hora antes de começar a dá aula.

-- Eu vou começar hoje tio, estou quase um mês sem treinar e estou enferrujada, vamos Andreia?

--Vamos sim, vou te mostrar onde pode trocar de roupa e guardar suas coisas. – Elas saíram da salinha da recepção e Andreia foi mostrando tudo a ela.

--É sério que você dá aula para as crianças?

-- É sim, já tem mais de mês, eu adoro aqueles pequenos – Andreia falou sorrindo.

--Eu imagino como deve ser legal, adoro crianças – Ela disse sorrindo

--Eu também, já me apeguei a eles acredita? Bem aqui são os armários e ali é o vestiário, pode ir se trocar, estarei te esperando no tatame, vou colocar meu kimono – Ela observou por alguns segundos a loira entrar no vestiário, pode ver seu rebolado sensual, bundinha redonda, balançou a cabeça para afastar os pensamentos e foi para o tatame onde os garotos estavam.

--Quem é a gostosa? – Ota perguntou

-- É a sobrinha do mestre Matias, então é melhor tirar o olho.

--Mas ela é muito gostosa não tem como não olhar. – Guto falou sorrindo.

--Vai dizer que não olhou santinha? – Lucas disse jogando uma meia nela.

--Não, sou casada esqueceu?

--É casada, mas não é cega – Guto disse e Andreia sorriu.

--Oi vamos começar? – Barbara apareceu próximo a eles.

--Barbara esses são o Guto, Ota e o insuportável do Lucas, meninos essa é a Barbara, sobrinha do mestre Matias.

--Oi meninos, apenas Babi,  isso inclui você Andreia – Andreia sorriu sem graça. – Agora vamos treinar que estou com saudades do tatame – Elas se posicionaram enquanto os amigos ficaram as observando, Andreia  resolveu pegar leve, não sabia o nível da outra, porem em menos de um minuto sem Andreia esperar a outra conseguiu concretizar um tai otoshi perfeito a levando ao chão, os gritos foram geral, os espectadores aplaudindo a novata.

 

--Ao menos alguém para segurar a Andreia – Ota falou alto.

--Quebra ela Babí – Lucas gritou vendo elas arrumarem os quimonos.

--Bons amigos você têm Andreia – Barbara disse sorrindo.

--Para você ver, isso é despeito, eles tentam me derrubar há quase um ano e não conseguiram.

--Nossa que honra ser a primeira – Barbara falou sorrindo – Vamos voltar que quero ganhar essa luta – Elas voltaram a lutar, e foi muito difícil, mas Andreia conseguiu a imobilizar com uma chave de braço, logo os garotos começaram a competir entre si, começaram a trocar informações e assim passou-se a hora de Andreia.

--Nossa gente, meus moleques já devem ter chegado, vou lá. – Andreia despediu-se.

--Posso ir também? – Barbara se ofereceu

--Claro que pode, fique à vontade – Andreia falou sorrindo, elas subiram para o primeiro andar onde tinha umas vinte crianças com idades entre seis a dez anos.

--Nossa são muitos – Barbara falou sorrindo e vendo Andreia ser recepcionada por vários abraços.

 

 

--Rubia o seu ônibus passa pelo centro?

--Passa sim, por que? – Elas estavam no ponto de ônibus

--Estou pensando em ir lá na academia da Deia fazer uma surpresa.

--O ônibus passa bem lá na frente eu já vi a Andreia algumas vezes lá na frente.

--Ótimo então vou com você até lá.

--Parece que você deu sorte, olha ele ai, não sei que milagre não demorou hoje. – Elas subiram no ônibus e seguiram conversando até a parada de Juliana, ao chegar encontrou Matias na recepção.

--Olá seu Matias boa noite – Juliana falou sorrindo e o senhor a recebeu da mesma foram

--Olha só quem apareceu, boa noite – A abraçou – Estava sumida, pensei que tinha esquecido esse velho feio.

--Nada, é que as coisas estão tão corridas, a Deia ainda está ai?

--Está sim a aula com dela está acabando agora, sabe onde é?

--Não senhor

-- Suba aquelas escadas, no final dela vai ver logo a Andreia com os pestinhas.

--Muito obrigada – Ela beijou a bochecha do senhor e foi para o local que ele indicou, ao chegar lá viu Andreia com várias crianças em torno dela, uma em suas costas e ela tentando se livrar delas, todas sorriam muito, porem ela não gostou nada quando Andreia chamou uma loira alta, com um corpo bem sarado para ajuda-la.

 

--Socorro tia Babi, me salva  - Andreia disse sorrindo e a loira aproximou-se fazendo cocegas nas crianças que começaram a se afastar.

--Ai tia assim não vale – Um menino disse para Babi, as mais velhas começaram a sorrir, só então Andreia notou a presença de Juliana.

-- Juli? – Ela estranhou a presença da mulher ali. – Aconteceu alguma coisa?– Andreia perguntou aproximando-se, Juliana respirou fundo e colocou seu melhor sorriso no rosto

--Não posso vim visitar o trabalho da minha mulher? – Ela falou abraçado Andreia que aceitou de bom grado.

-- Claro que pode meu bem, sempre que quiser – Andreia disse sorrindo, ia continuar falando, mas os pais das crianças começaram a chegar. – Me espera um pouco que vou entregar os moleques, senta um pouquinho aí – Juliana fez o pedido porem não parou de analisar a loira que não saia de perto de Andreia, ela já estava com ciúmes, porém não falaria nada.

 

--Andreia vou lá, até amanhã – Ela disse pegando no ombro de Andreia que apenas sorriu para ela.

--Ate amanhã Babi – Ela desceu  as escada mas não deixou de dá um leve sorriso para Juliana que fez questão de lhe encarar.

-- Vamos lá para baixo, vou tocar de roupa e já vamos para casa – Andreia disse pegando na mão dela e dando um leve beijo, Juliana a seguiu e foram para o vestiário.

--Vou fazer xixi – Juliana disse entrando no reservado.

--Deia posso entrar? – Lucas perguntou batendo na porta do vestiário feminino.

--Pode Lucas, mesmo sabendo que você não pode – Andreia sempre falava aquilo pois o garoto adorava fazer aquilo.

--Então cadê a loira gostosa? – Lucas entrou já falando e Andreia fez uma careta para ele. – Que cara é essa ? – Ele apontou par ao reservado que se abriu e Juliana saiu dele. – O oi Ju Juli – O rapaz gaguejou.

--Oi Lucas, então não vai responder onde está a loira gostosa ?

-- Isso é invenção dele Juli, ele tá afim da Babi. – Andreia disse aproximando-se da morena

--Então a loira gostosa se chama Babi? –Ela perguntou pegando sua bolsa e colocando de lado.

--É ela é sobrinha do mestre Matias, ela começou hoje.

-- E o Lucas já está apaixonado por ela? – O rapaz apenas afirmou com a cabeça.

-- Que interessante, amor à primeira vista, vamos que estou com fome – Ela saiu do vestiário.

--Eu vou matar você Lucas – Andreia disse entre os dentes. – Espera Juli – Andreia saiu atrás da mulher, porem gelou ao ver ela falando com a Babi, apressou o passo e se tranquilizou ao ver Matias sentado conversando com elas.

 

-- Andreia eu estava apresentando as meninas.

-- É? Que legal – Andreia já sentia a mão suar, temia que a morena fosse grossa com a loira.

--É amor, o seu Matias estava aqui falando que a Babi está esperando a namorada – Juliana parecia estar falando normalmente, para quem não a conhecia como Andreia, ela sabia que a outra falava com ironia na voz.

-- Que legal – Andreia deu um sorriso amarelo – Vamos que estou com fome – Pegou na mão de Juliana – Ate mais – Saíram de mãos dadas.

 

--Andreia eu juro que estou querendo muito dá na sua cara e na dela – Juliana disse aproximando-se da moto.

--Mas por que? O que eu fiz?

-- Por que não me disse que aquela loira de farmácia estava trabalhando com você?

--Ela não está trabalhando, apenas treinando lá na academia, e não falei, pois ela começou hoje. -Andreia subiu na pequena moto e Juliana fez o mesmo a abraçando pela cintura

--Deia, Deia eu juro que corto seus dedos escutou? – Apertou mais o abraço e Andreia deu partida na moto

--Eu não fiz nada marrenta, nem sabia que a garota era entendida.

--E ainda tem essa, ela gosta de mulher – Juliana fechou a cara e ficou em silencio, quando chegaram em casa Andreia elas viram Junior e Claudia.

 

-- Deia ainda bem que você chegou, estou precisando de você – Junior e Claudia estavam sentados na frente da casa delas.

-- Mas o que houve? – Juliana perguntou

--Seu amigo está lá sentado na porta da casa da Maria, ela disse que não queria mais namorar com ele daí ele começou a chorar e disse que só ia sair quando ela voltasse para ele.

--Serio? O Guto está fazendo isso? – Ela não acreditou.

--Está vamos lá falar com ele, o pai da Maria já está ficando bravo, sabe como ele é todo sério. – Junior estava preocupado

--Vamos, lá sobe ai, para ser mais rápido – Andreia disse subindo na moto novamente.

 

-- Vamos entrar Clau estou louca por um banho – Juliana chamou a amiga.

-- Que cara é essa? Vai dizer que você e a Andreia não fizeram as pazes?

-- Fizemos, mas hoje eu fui na academia e tinha uma galinha ciscando no meu quintal – ela disse tirando a roupa e indo para o banheiro

-- Como assim? – Claudia sentou no vaso sanitário enquanto Juliana, no banho, explicava tudo que viu e soube.

--O que eu faço amiga? – Falou se enrolando na toalha.

--Você já abriu essas perninhas ai? – Claudia perguntou sorrindo

--Abrir, ontem – Ela disse sorrindo – E foi maravilhoso, mas agora tem aquela loiruda lá, olha para mim Clau estou horrível – Ela disse colocando a calcinha. – Ela é linda, alta, com corpão e eu vi como ela olhava para a Deia sem contar que ela lutar – Disse colocando um blusão e um short de Andreia que ela adorava.

--Serio isso amiga? – Claudia pergunta cruzando os braços

--Serio o que?

--Serio que você vai usar essa roupa?

-- O que tem na minha roupa?

--Juliana você está falando que tem uma mega loira ciscando no seu quintal e se veste assim?

--O que tem minha roupa? – Claudia a leva para frente do espelho

-- Olha e me diz o que tem. – Juliana se olhou no espelho e fez uma careta. – Agora veste um shortinho e uma blusinha provocante

--Mas agora somos casadas Clau ela está cansada de me ver assim.

--Pode estar, mas não hoje, nem amanhã, e você vai dá, mas vai dá muito a ela, para ela ver que não precisa de mulher na rua.

--Mas minha mãe falava que ela não está comigo por causa do sexo.

--Isso eu sei, mas se ela for procurar outra vai ser por isso, então faça com que ela não consiga nem olhar para outra pois você vai tirar todas as forças dela.

--Nossa Claudia será que vai ser preciso?

--Juli não me olha assim que eu sei que não será nenhum sacrifício para você.

--Não vai mesmo – Ela sorriu já tirando aquela roupa e colocando um shortinho jeans curto e uma camiseta de alça.

--Tira o sutiã, ela é louca nos seus peitos, já vi ela olhando um monte de vez. – Juliana fez.

--Assim está bom?

--Ótimo, mantenha esse look por uns dias.

-- Eu não sei o motivo que ainda te peço conselhos sabia? – Elas foram para a cozinha esquentar a comida

--Você sabe que sou a sua melhor conselheira – Claudia disse sorrindo

-- Seus conselhos são tão previsíveis, sempre envolve sexo – Juliana sorria – A e bebida também, sexo e bebida

--É porque é uma combinação perfeita para uma vida feliz – Ela falou engraçada e as meninas gargalharam – Você até que está pegando jeito para coisa – Apontou para a outra que colocava agua no fogo.

-- A Deia tem paciência em me ensinar, já sei até fazer arroz e fritar o bife – Disse orgulhosa.

--Milagres acontecem, não é? -  Elas conversaram mais alguns minutos e Andreia chegou com Junior.

 

 

--Então? Ele foi para casa?

--Foi, eu conversei com ele, parecia aqueles meninos que perdem o brinquedinho. – Junior disse sentando –Ai que cheiro bom

-- A Juli que está na cozinha, vai arriscar? – Claudia falou sorrindo da careta que o rapaz fez.

--Ei não fala assim, ela já faz um monte de coisas, e as vezes ficam boas. – Andreia disse beijando o topo da cabeça da mulher.

-- Mas não vamos arriscar, vem Junior vamos embora – Claudia chamou o amigo que ia falar algo, mas ela não deu tempo e saiu puxando o rapaz.

 

--Nossa que pressa da Claudia, vou tomar um banho – Andreia foi para o banho e quando voltou encontrou a mesa posta, Andreia sorriu ao ver tudo arrumadinho. – Hum algo em especial? – Andreia abraçou a morena que estava de costa pegando algo no fogão.

--Temo sim, mas vamos comer logo – Andreia fez o que ela pediu.

--Então, já saiu o resultado da prova que você fez?

--Ainda não só mês que vem, mas acho que não me dei bem, estava com a cabeça cheia naquele dia

--Me desculpa por isso? Eu fui egoísta demais.

--Já passou, estamos bem não estamos? – Ela afirmou com a cabeça – Isso que importa - Fez um afago mão da outra, conversaram mais um pouco e após o jantar Andreia levantou para preparar o almoço delas, Juliana foi lavar os pratos, o rádio tocava uma música baixinho, quando começou a tocar um samba Juliana começou a dançar puxando Andreia.

--Vai Deia dança- Juliana a puxava pelas mãos

--Você sabe que eu não sei dançar – Andreia falou sorrindo, a antiga Juliana estava de volta.

-- Vem dança juntinho, dois para lá e dois para cá – Colou o corpo ao de Andreia e colocou a cabeça em seu peito.

--Acho que você está querendo me seduzir – Andreia disse sorrindo.

--Está funcionando?  - Juliana levantou a cabeça e ela sorriu

-- Muito – Andreia não esperou mais, apenas a pegou no braço a levando para o sofá. – Só em você me olhar já me seduz – tirou a própria blusa e abaixou ajudando a outra a tirar a blusa. – Sem sutiã? Já gostei – Andreia a despiu rapidamente e a tomou em um beijo quente, Juliana saiu do beijo e colou os lábios na orelha da maior.

--Eu quero que você me coma bem gostoso, eu quero te dar muito – Mordeu o lóbulo da orelha dela que arrepiou-se

-- Juli, não faz assim – Ela soltou um gemido pelo tesão que aquelas palavra a proporcionou.

-- Não só falo como eu faço – Juliana a empurrou, Andreia caiu sentada no tapete da sala, tirou o short junto com a calcinha – Quero que você me chupe bem gostoso -Abriu as pernas para Andreia que teve total visão do sexo da morena. – Me faz gozar na sua boca – Juliana passou os dedos no próprio sexo e depois levou os dedos para a boca de Andreia – Molhadinho esperando por você. -Andreia soltou um gemidinho enquanto chupava os dedos da outra.

-- Ai marrenta assim você me enlouquece  - Andreia avançou sobre o sexo da outra que gemeu alto ao sentir a língua dela tomando seu sexo por completo, ela adorava a língua da outra a chupando daquela forma, forte, quem visse de fora poderia até pensar que beirava a violência, porem nunca chegou a machucar, muito pelo contrário Juliana sentia um prazer absurdo com aquela pegada mais forte que Andreia tinha em algumas vezes que elas faziam amor, ela era certeira, nunca havia nem deixado uma marca no corpo da morena, ao contrário dela que sempre mordia e chupava o corpo de Andreia, a deixando com algumas marcas.

-- Ai Deia que gostoso, não para, eu, eu, Ahhh... – Juliana gozou na boca de Andreia a entregando todo seu mel.

-- Deliciosa  - Andreia ficou de pé e se despiu – Vou te foder agora bem gostoso – Andreia disse deitando sobre aquele corpo negro que ela amava, demoram muito naquele beijo, mas quando Andreia percebeu que Juliana já estava pronta desceu sua mão e a penetrou com dois dedos, Juliana não segurou o gemido alto e a mordida no ombro de Andreia. – Vou descontar essa mordida – Andreia disse para depois colocar outro dedo na cavidade da morena, Andreia sentiu quando ela ergueu um pouco o corpo demonstrando o aumento do prazer. – Isso morena geme para mim – Juliana gemia alto se entregando a todo prazer que tomava conta de seu corpo.

 

 

--Nossa, minhas pernas estão tremendo – Juliana disse sorrindo enquanto se aconchegava no peito de Andreia que deitou no tapete da sala.

-Vamos para a cama, assim você descansa – Andreia porem Juliana fez manha.

--Ai não consigo, me leva? – Andreia sorriu, como resistir aquela carinha?

--Vem preguiçosa – Andreia a pegou no braço a guiando para o pequeno quarto. – Vamos dormir – Andreia disse a colocando ainda nua na cama

--Dormi? Que falou em dormir? – Juliana puxou fazendo a maior cair deitada na cama. – Agora vamos ter uma conversinha – Subiu no corpo da maior que também estava nua, Juliana sorriu de lado e começou a roçar o sexo no da outra.

-- Juli, assim eu não seguro – Andreia apertou o quadril dela colocando um pouco de força naquele rebolado para aumentar a pressão.

--Você sabe que tem tudo o que quer comigo não sabe? – Andreia não sabia do que ela falava, mas também não importava naquele momento, só queria que ela mexesse mais rápido, estava quase lá.

--Sei, sei, mexer amor, mais rápido – Juliana se segurava pois também sentia o corpo em chamas.

-- Eu mexo, faço tudo que você quiser, aqui na cama eu sou o que você quiser – Acelerou um pouco mais, porem depois diminuiu o movimento de vai e vem quase parando.

--Não Juli, não para – Andreia falou com os olhos cheios de desejo.

-- Vou continuar, mas antes quero deixar bem claro que você é minha, só minha entendeu?

--Só, só sua – Andreia repetiu.

--Se você sonhar ao menos em olhar para aquela piranha loira eu corto seus dedinhos fora entendeu? – Andreia deu um sorriso safado, sabia que ela iria falar algo em relação a  Barbara.

--Nunca minha marrenta, eu só tenho olhos para você

--Assim espero, até porque eu duvido se aquela aguada vai conseguir te fazer gozar tão gostoso assim -Juliana voltou com o movimento rápido levando Andreia ao orgasmo em menos de um minuto.

 

 

-- Juli amor – Andreia fazia carinho nos cabelos cacheados da outra. – Já dormiu?

 --Não, estou acordada, está tão gostoso aqui

--Aquela historia de cortar meus dedos era brincadeira, não era? – Juliana levantou a cabeça a olhando.

--Não era, tente aprontar comigo que além de cortar seus dedos eu corto sua língua, quero ver como vai fazer.

-- Credo amor, quanta violência sem necessidade – A puxou para a posição anterior.

--Sem necessidade? Então tente me trair para você ver só uma coisa – Andreia sorriu, logos elas dormiram, o mês passou rápido as garotas seguiam suas vidas, algumas vezes brigavam ,mas essas brigas acabavam sempre na cama.

Notas finais:

Ola minhas flores!

 

Então passou a vontade de matar a autora? kkkkk aliás matar a Juli né, pq tadinha dela kkkk

 

Capitulo cheios de emoções, uma nova pessoa...

Nossa como a Juli é brava não é? Medo dela agora kkkk

 

BJS

Capitulo 23 por Esantos

-- Então Lucas? Ver logo isso – Andreia e Lucas estavam em uma lan house para ver o resultado do concurso.

--Calma está abrindo aqui – Eles estavam ansiosos. – Ai meu Deus – O rapaz disse levantando

--O que foi criatura

--Andreia Luiza de Carvalho – Ele disse sorrindo – Você passou em segundo lugar Andreia, segundo lugar – Ele disse abraçando-a

--E você? – Ele sentou e começou a procurar o seu nome.

--Eu passei, eu passei – Ele disse voltando a abraçar a amiga e pularem abraçados, imediatamente o dono do local pediu silencio eles sentaram novamente. – Agora é fazer o exame físico, corrida, abdominal, salto, e barra. – Ele lia um informativo.

--Isso é moleza para nós, meu Deus eu passei – Ela disse sorrindo.

--E em segundo lugar, quase fechou a prova – Ele viu Andreia fechar os olhos como que se agradecesse, ela estava lembrando de Paula, de quanto ela ficaria feliz com aquilo e estava conseguindo cumprir a promessa que tinha feito a ela.

--Vamos voltar para a academia, no final do mês detonamos no exame físico – Na academia foi uma alegria total,  Matias ficou orgulhoso enquanto Barbara a abraçou forte. – Seu Matias a Juli larga daqui a pouco eu poderia ir busca-la queria dá a notícia a ela.

--Claro que pode, vai lá não tem aula hoje. – Ela pegou sua mochila montou na moto chegando ao mercado foi direto para a seção de bebidas pegou uma garrafa de vodca, alguns salgadinhos e foi para o caixa da sua mulher.

 

 

--Nossa acho que amanhã teremos alguém de ressaca – Lurdes disse apontando para Andreia atrás de um cliente que passava as suas compras.

--Ou alguma comemoração especial Lurdes – Rubia disse também sorrindo, Juliana que ficava no meio das duas levantou um pouco o corpo para ver o que Andreia trazia nas mãos, ela sorriu para o cliente que pagou a conta e deu a vez para Andreia aproxima-se

--OI você – Andreia disse sorrindo

OI você – Sorriu -- Largou mais cedo Deia? – Juliana passou a mercadoria pegando o dinheiro das mãos de Andreia.

--Temos algo para comemorar, estou te aguardando no estacionamento – Andreia piscou o olho e saiu.

-- O que será? – Juliana pensou alto

--Alguma data especial?

--Não Rubia é mais fácil a Deia esquecer, aquela ali esquece o próprio aniversario – Juliana estava intrigada

--Ainda bem que nossa hora já deu, vamos? – Logo saíram dos seus postos e Juliana foi mais que rápido para o estacionamento.

-- O que temos para comemorar Deia? – Andreia perguntou aproximando-se da outra que levantou e começou a roda-la.

--Eu passei Juli, eu passei na prova  - Juliana sorriu com a empolgação da outra.

-- Que coisa boa meu amor – deu um selinho rápido nela.

-- Vem vamos para casa que vamos comemorar – Elas subiram na moto, porem antes de Andreia sair com a moto sentiu a camisa sendo puxada.

--O que significa isso Andreia? – Juliana saiu da moto aproximando-se do colarinho da roupa dela. – Isso é batom Andreia? – A outra não entendeu.

--Isso o que Juli? – Ela puxou o colarinho da camisa que era farda da academia para ver o que tinha ali. – Não faço ideia amor – Andreia falou com a certeza que sim era batom. – Não pensa besteira, deve ter sido de algumas das muitas pessoas que me abraçaram me parabenizando

--Andreia pilota essa moto, em casa conversamos – Ela falou com uma cara feia e Andreia fez o que ela disse, foram em total silencio até em casa.

--Juli,, acredita em mim, eu não faço a menor ideia de quem fez isso, deve ter sido de alguma mãe dos meninos que estavam ali, todas me conhecem, você sabe disso. – Andreia foi falando assim que entraram em casa

--Eu espero mesmo Andreia, espero que seja de alguma senhora bem velha que te chama de netinha – Aproximou-se dela com o dedo riste. – Se eu descobrir que você está me traindo, não sei se te perdoaria, não sei – Foi para o banheiro deixando Andreia na sala.

--Parabéns pela conquista Andreia -  Andreia falou sentando no sofá, enquanto Juliana deixava a agua do banho refrescar suas ideias,  não sabia o que pensar, o seu maior medo no momento era perder a sua mulher, ela finalizou o banho e saiu de toalha a procura da outra que estava na cozinha preparando o jantar.

-- Chama os meninos para comemorar conosco

--Perdi o clima – Ela disse sem se virar, mas sentiu os braços da menor lhe em torno da sua cintura.

--Eu só fiquei nervosa, se coloca no meu lugar, você acha que encararia de boa se eu chegasse com uma marca de batom na minha camisa?

-- Eu iria conversar com você e não apenas lhe acusar

--Sei bem, mas vamos deixar isso para lá me diz quando você vai começar na policia?- Juliana a virou para ela ficar de frente para si.

--Ainda não é para começar, vou fazer o exame físico, um monte de exame medico depois disso vou para o curso de formação.

--Ainda falta muita coisa, mas você se dará bem – Deu um selinho nela. – Vai chamar os meninos, vou trocar de roupa e vou arrumando tudo aqui – Andreia afirmou com a cabeça e foi para a porta do quintal para sair, porem Juliana a chamou.

--Vai ao menos tirar essa roupa, não aguento mais olhar para essa marca – Andreia deu um ar de riso e correu para o quarto, colocou uma outra blusa e foi até a rua de trás chamar Junior que chamou Claudia e que chamou Maria.

 

 

-- Então o que vamos comemorar? – Junior disse ao ver a mesa com alguns salgadinhos, pedaço de queijo e a garrafa de bebida na mesa.

--Nem me importa, já estou feliz por isso aqui– Claudia disse pegando a garrafa e levantando.

--Ridícula – Junior disse para Claudia enquanto os outros sorriam.

--Saiu o resultado da prova da Deia, ela passou – Juliana disse levantando um copo com cerveja.

--A prova da polícia? – Maria perguntou sorrindo e Andreia afirmou com a cabeça. – Parabéns Andreia – Maria a abraçou feliz, logo estavam todos a cumprimentando, o resto da noite passou-se com eles conversando e bebendo, Maria e Junior ficaram tão bêbados que decidiram todos dormirem lá, ficaram os três amigos no quarto que era de Paula, onde ainda estava arrumado, as garotas não mudaram muitas coisas, apenas as roupas de Paula que foram doadas, o demais estava no mesmo lugar.

Notas finais:

ola minhas flores

Bem sei que foi curtinho, mas amanhã tem mais então não reclamem.

 

BJS

Capitulo 24 por Esantos

-- Então o curso começa na segunda? – Juliana perguntou para Andreia que já tinha feito todas as demais etapas do concurso.

--Isso mesmo Juli, pena que usei quase o dinheiro todo que estávamos guardando para fazer os exames, mas o prometo que vou repor, amanhã tem o campeonato e se eu ganhar as duas categorias vou conseguir uma boa grana.

--Queria ir te ver lutar, mas pena que não sei se vai dá tempo.

--É um saco que você trabalhe até tarde no sábado, mas depois que eu estiver ganhando direitinho vai dá para você sair de lá

--Quem disse que eu vou largar meu emprego? Não vou ser sustentada por você Deia – Juliana sentou na cama a olhando.

--Mas não vai ter mais necessidade de você se matar naquele caixa, se eu vou ter um trabalho certo e o que vou ganhar vai dá para nos duas.

--O que você vai ganhar, não eu, logico que não vou parar de trabalhar.

--Sim, mas nós somos casadas tudo que é meu é seu. – Andreia não gostou   nada daquela posição da outra.

-- Logico que não vou fazer isso, Deia isso é uma ideia sem pé nem cabeça, você só pode está louca.

-- Se eu querer dá o de melhor a você é está louca, sim eu estou – Andreia se exaltou, ficando de pé

-- Eu não vou mais discutir isso com você, já disse que não vou largar meu emprego e pronto – Deitou-se dando as costas para a outra.

--É assim que você resolve nossos empasses? Sempre dá as costas para mim e pronto? Quer saber? Vou fazer o mesmo com você – Saiu do quarto batendo a porta, Juliana nada disse estava chateada, não deixaria seu emprego para ser sustentada por Andreia, sua mãe sempre lhe ensinou a buscar a sua independência e isso ela não abriria mão, nunca.

Andreia pegou um lençol no outro quarto e foi para o sofá, saiu resmungando sobre o ocorrido, deitou-se no sofá logo cochilou, no outro dia elas trocaram poucas palavras, Andreia deixou a morena no trabalho e foi para o seu, lá treinou um pouco com o Matias que lhe passou algumas orientações para as lutas daquela tarde.

 

 

-- Andreia essa foi dura, mas você se saiu bem, agora cuidado com essa próxima adversaria que ela é ágil, eu já vi ela lutando – Matias dava as informações e garota.

--É Andreia e cobre mais esse seu  lado direito, as duas vezes que ela conseguiu te pegar foi por ele – Barbara disse lhe entregando agua, Andreia sentiu falta da sua morena na torcida, só quem estava lá eram seus amigos, que assistiam tudo com atenção, no começo da noite foi sua última luta, que foi finalizada com sucesso, ela conseguiu vencer mais aquele campeonato  e estava feliz com isso.

-- É isso ai minha menina – Matias falou a abraçando.—Agora vai lá no vestiário se arruma para receber a medalha – Andreia fez o que foi pedido, aproveitou e tomou banho, quando saiu encontrou Barbara lá arrumando o cabelo em frente ao espelho.

--Parabéns Andreia, você foi muito bem, a Melhor – A loira saltou no colo de Andreia que não teve nem ação apenas a segurou, quando notou que ia ser beijada a afastou, porem ao olhar para o lado um frio lhe subiu pela coluna.

--Muito bem Andreia, continue o que você está fazendo com essa piranha – Juliana falou com os olhos vermelhos de raiva.

--Juli, não é nada disso ela apenas estava me parabenizando – Andreia aproximou-se.

--Parabenizando? Vocês estavam quase se beijando, Andreia eu não sou idiota, essa loira de farmácia estava no teu colo. – Ela já gritava

--Olha aqui garota, você não tem o direito de falar assim comigo – Barbara aproximou-se da menor que não se amedrontou

--Não tenho o direito? Eu encontro uma vagabunda agarrada no pescoço da minha mulher e não tenho o direito?

--Eu vou te ensinar quem é a vagabunda – Andreia foi mais rápida e segurou a loira que ia para cima de Juliana

--Juli, chega não estávamos fazendo nada demais – Andreia tentou dá um fim naquela confusão

--Chega? – Ela estava com os olhos cheios de lagrimas– Sabe de uma coisa?  Fica aí com sua puta – Deu as costas e saiu.

--Me solta Andreia eu vou quebrar a cara dela – Barbara tentava se soltar.

--Não vai, para encostar nela vai ter que passar por mim primeiro, fica quietinha aí – Andreia a jogou no canto do vestiário, pegou sua bolsa e saiu atrás de Juliana, porém não a achou.

-- Ei Andreia parabéns – Lucas aproximou-se

--Vocês viram a Juli?

-- Ela saiu agorinha, nem falou com a gente – Guto que respondeu

--Porra, mais quer merda – Ela foi até a saída, mas nem sinal da morena.

-- O que houve Andreia? – Lucas perguntou

-- A Barbara me agarrou no banheiro e a Juli entrou na hora, droga, droga droga – Ela olhava pra todos os lados.

--Ei calma, vamos procura-la ela não deve estar longe, me dá a chave da moto, não tem condições de dirigir assim.

--Eu vou dizer ao Matias – Oto disse voltando para o interior do local onde acontecia o evento.

--Eu vou por esse outro lado, qualquer coisa vou até a sua casa Andreia -Guto disse, logo saíram, Andreia foi em todas as paradas de ônibus próximas e nada, então decidiu ir para casa, com certeza ela estava lá, porem ao chegar nada da mulher,

-- Ela não está aqui– Ela disse sentando na calçada de casa.

--Ei calma uma hora ela vai voltar, dai vocês conversam – Lucas abraçou a amiga.

--Eu vou procura-la, acho que ela está na casa do Junior – Ela falou levantando.

-- Mas não vai de moto, você não tem condições de pilotar.

--Eu vou andando, pode deixar, valeu pela força – Abraçou o rapaz que foi para casa, enquanto Andreia ia para casa de Junior, ao chegar lá chamou Junior, mas ele não estava em casa, ela saiu para a casa de Claudia, chegando lá ela chamou, porem ninguém atendeu, provavelmente não tinha ninguém, na casa de Maria ela disse que não falou com Juliana naquele dia, Andreia agradeceu e foi para casa e decidiu esperar por Juliana lá.

 

 

--Juli não é melhor conversar com ela?

--Não Junior, eu não quero falar com ela, não vai abrir aquela porta.

--Tudo bem, não vamos abrir, mas me fala novamente o que houve? Pelo que entendi elas não estavam se beijando, e sim a outra agarrando ela.

--Eu não quero que pense que estou defendendo-a, mas pelo que eu entendi foi isso.

--Eu não sei o que pensar, apenas estou com vontade de matar a Deia, eu fiz de tudo para ir vê-la, ainda peguei a ultima luta, fiquei toda orgulhosa dela sabe, daí quando vou dá parabéns ela estava lá com aquela loira de farmácia, e pior ficou a segurando, sequer veio atrás de mim – Juliana falava enquanto as lagrimas caiam.

-- Isso ela pisou na bola e feio – Claudia disse e levou uma tapa de Junior.--Ai só falei o que eu acho, amiga vai dormir aqui? Você pode dormir comigo de boa.

--Não Clau eu vou para casa, amanhã sei que vai trabalhar cedo, não quero te atrapalhar.

-- Eu só vou fazer umas unhas de tarde, não seria nenhum problema.

--Eu sei, mas eu vou para casa, não agora, deixa a raiva passar mais um pouco. – Ficaram os três em silencio por um longo tempo, depois Junior começou a falar coisas do seu dia a dia o que acabou distraindo Juliana um pouco.

--Junior me leva até a esquina de casa?

--Como se esse medroso fosse te ajudar em algo -  Claudia brincou.

--Mas ao menos a ajudo a correr – Ele disse mostrando a língua e as garotas sorriram, Juliana saiu com o amigo que a deixou na porta de casa e foi para a sua, quando Juliana entrou encontrou Andreia deitada no sofá, ela parecia dormir, mas assim que escutou os passos de Juliana ela saltou do sofá.

--Juli? Ai que bom, estava preocupada, onde você estava até uma hora dessas? – Juliana a encarou, porém não respondeu foi para o quarto de cabeça baixa, Andreia respirou fundo e a seguiu,a viu tirando a roupa. – Juli fala comigo, deixa eu te explicar o que houve? Eu não fiquei com a Barbara, ela apenas me abraçou foi me parabenizar, eu juro que não aconteceu nada.  – Andreia já estava quase se desesperando pelo silencio da outra. – Merda Juliana ao menos olha para mim – Segurou-a pelo ombro a fazendo olha-la.

-- Ou o que vai me bater? – Ela perguntou olhando para as mãos dela em seu ombro.

--Eu nunca faria isso, você sabe que você é o que eu tenho de mais precioso – tirou as mãos dela

-- Será mesmo? Não tenho mais essa certeza – Juliana pegou a toalha e seguiu para o banheiro, Andreia sentou na cama só então deixou-se chorar, quando escutou a morena sair do banheiro enxugou as lagrimas.

-- Juliana eu já lhe disse o que aconteceu, porém não posso lhe obrigar a acreditar – Aproximou-se dela para continuar – E nunca te machucaria, eu preferiria morrer a isso, vou dormir no outro quarto – Andreia disse saindo do quarto, Juliana apenas deixou-se cair na cama, chorou muito, porém não conseguia encarar Andreia sem lembrar de ter visto a loira quase a beijando, encolheu-se na cama  nua mesmo, não conseguiu dormir nem por um minuto, sentia falta da sua mulher na cama com ela, quando viu que estava amanhecendo levantou e foi para cozinha ao chegar viu que já tinha café pronto, ela sentou na mesa, serviu-se de café, não viu Andreia, respirou fundo e tomou um longo gole do liquido quente, escutou a porta do quintal ser aberta.

--Trouxe pão – Andreia mal a encarou, apenas colocou o pão sobre a mesa e foi para o fogão, estava triste, esperava que ela a procurasse na madrugada, passou a noite toda esperando ela ir ate o quarto, mas não foi e isso não era um bom sinal.

--Andreia eu não vou dizer que vi você aos beijos com aquela mulher pois eu não vi, porem sei bem o que poderia acontecer, se não aconteceu antes de eu chegar.

--Eu já disse que não aconteceu nada, Juli ela só foi me abraçar, apenas isso.

--Não importa, o que importa é que esse será o ultimo voto de confiança que te darei, nunca mais, me entendeu? Nunca mais vou te perdoar ou esquecer algo desse tipo, entendeu?- Andreia respirou fundo ajoelhando-se para ficar frente a frente com ela.

--Juli, não vou tentar justificar mais nada, eu estou com minha consciência tranquila, eu te amo e só você me importa, eu já deixei isso bem claro.

-- Vou esquecer o que aconteceu, porem só dessa vez, na próxima não irei te perdoar – Levantou e foi para o quarto e Andreia foi atrás.

-- Diz que vai desculpar, mas fica me tratando assim?

-- O que você quer que eu faça? Coloque um sorriso e diga que está tudo bem?—Ela falou um pouco alto. – Eu não estou bem, não estou – Ela falou chorando, Andreia não teve demora e a abraçou.

-- Eu não fiz nada Juli, por favor, confia em mim, eu não tenho e nunca terei nada com aquela garota -  Levantou a cabeça de Juliana enxugando suas lagrimas com o polegar. – Só você me importa, só você – Andreia a beijou, com calma, queria passar todo seu amor através daquele beijo que foi recebido, com sabor das lagrimas de ambas. – Confia em mim?

-- Eu já disse que vou confiar, agora vem, vamos descansar não conseguir dormir nada sem você aqui – A puxou para a cama e se aninhou nos braços de Andreia, logo as duas estavam dormindo, acordaram no final da noite com as batidas na porta, Andreia levantou e foi abrir, era Junior e Claudia.

-- Se você ainda está viva é porque se acertaram? – Junior disse entrando.

-- A Juli está onde? – Claudia perguntou após passar o olho rapidamente pela pequena casa.

--Boa tarde e sim podem entrar – Andreia disse sentando no sofá.

-- Se acertaram?

-- A Juli está no quarto dormindo Claudia e mais ou menos Junior, já conversamos e vamos nos acertando aos poucos.

--Agora me diz da sua boca o que houve?

--Nada demais apenas a Barbara veio no vestiário me parabenizar, me abraçou e na hora a Juli chegou e viu, dai ficou daquele jeito.

-- Mas ela disse que quando saiu de lá você não foi atrás dela, ficou com a loira lá.

--Claudia eu fiquei segurando a Barbara, a Juli a xingou de um monte de coisa, se eu não tivesse a detido ela teria ido para cima dela com tudo, não poderia deixar ela machucar a Juli, nunca deixaria isso. – Andreia explicava aos amigos.

--Então a Juli xingou a loira – Junior disse sorrindo

-- Chamou ela de piranha, puta e mais algumas coisas  - Claudia e Junior sorriam – Do que estão sorrindo

--A Juli é doida mesmo, querer encarar uma garota que dá mais de duas dela – Junior sorriu.

--É ela é louca mesmo, a Barbara acabaria com ela rapidinho.

--Ela que tente, posso ser menor, mas sei quebrar a cara de uma putinha quando eu vejo – Juliana disse entrando na sala. – Estou com fome – Foi para a cozinha e Claudia a seguiu.

 

--Ela ainda está magoada comigo, isso é uma merda – Andreia disse socando o braço do sofá.

--Ela está com raiva, daqui a pouco passa, agora não inventa de se aproximar daquela garota novamente, que se bem conheço a Juli ela vai pensar besteira.

--Eu sei, ainda bem que amanhã já vou começar no curso de formação.

--Nossa você vai ser polícia mesmo – Junior disse sorrindo.

--Vou sim, por enquanto que não consigo nada melhor, ao menos é certo todo mês, agora quero te pedir uma coisa – Aproximou-se do amigo.—Me falaram que é bem puxado lá, não tem hora para sair, as vezes dormi lá, então cuida da Juli, sempre que puder vem por aqui, eu ganhei ontem vou comprar um celular para ela, sei que ela vai ficar brava por gastar dinheiro assim, mas não quero ficar sem ter notícias dela

-- Não se preocupe eu faço a maior questão de ficar aqui, meu pai voltou e vive me xingando e falando que vai me levar em um cabaré para eu me ajeitar.

--Então nós nos ajudamos está certo?

--Certo, amanhã vai comprar o celular?

--Vou, disseram que amanhã é só para conhecer o local e a rotina começa mesmo na terça.

--Ai você vai ficar linda de farda – Junior sorriu.

-- Venham comer a Claudia fez sanduiche de mortadela – Juliana gritou da cozinha, logo estavam os quatro rindo das palhaçadas de Junior.

Notas finais:

Ola minhas flores

Como prometido, está ai mais um capitulo.

A Andreia iniciando uma nova fase de sua vida, o que será que isso tudo vai trazer para ela?

 

OBS: desculpas por conter erros de ortografia, nunca fui boa com nossa lingua, mesmo gostando de ler e escrever, sempre preferir os numeros(não se choquem por isso kk), mas sei que entendem que não trato minhas historias como algo profissional, apenas escrevo o que minha imaginação pedi

BJS

Capitulo 25 por Esantos

-- Bom dia, vocês a partir de hoje deixaram de ser apenas um civil, iram iniciar a preparação para serem os melhores para proteger as pessoas e os piores, os piores pesadelos de cada mal elemento que exista dentro do nosso estado, aqui irão aprender o que é ser forte, não há lugar para pessoas fracas, vão aprender a ter disciplina, foram entregues a vocês um plano de aula, vocês vão estar sempre com as roupas descritas no que foi pedido antes, as mulheres cabelos totalmente presos para trás e os homens cabelos cortados como foi dito e barba sempre feita, entenderam? – Todos responderam um alto “sim senhor” – Ótimo, amanhã começaremos com as aulas, não é tolerado atrasos, cada atraso uma advertência, três advertências expulsão do curso, todos ouviram? – Após todos confirmarem, saíram de forma, estavam enfileirados no pátio do centro de treinamento da polícia militar de Pernambuco, Andreia respirou fundo, adorou aquela atmosfera.

--Ei Andreia, me dá uma carona até o centro?

--Claro, estou indo para lá mesmo, vou comprar um celular para a Juli, você viu aquele cronograma? Terá dias que não voltaremos para casa.

--No final vai ser quase uma semana toda, vai ser puxado demais, será que vamos dá conta?

--Vamos sim, somos fortes lembra? – Ele sorriu e subiu na pequena moto, no centro Andreia comprou um aparelho celular para Juliana, a atendente fez o cadastro do chip que foi colocado no aparelho e ela foi para casa feliz, lá arrumou algumas coisas, fez o jantar e foi buscar sua mulher, ao entrar no estacionamento não gostou de ver uma pessoa saindo.

--Olha só quem eu vejo, quanto tempo Andreia – Ele mantinha um sorriso sarcástico nos lábios.

--Queria passar bem mais tempo sem ter o desprazer de te encontrar. – Ela disse passando direto, sem olhar para trás.

--Manda um beijinho para Juli, pena que não pude dá, pois ela está no  trabalho, mas quem sabe em breve. – Andreia parou os passos, com os punhos cerrados, sentia o sangue esquentar em suas veias, porém respirou fundo, mas não podia ficar calada diante daquilo.

--Pode deixar, eu vou dá muitos beijinhos nela, alias muito mais que beijos, pois o que ela tem comigo, nunca teve nem nunca terá com você – Ela viu os olhos do garoto escurecer.

--Ora sua – Aproximou-se, porem Andreia não mexeu-se, permaneceu ali a encarando.

-- O que foi? Vai cair dentro? Quer que eu quebre outro dente seu?

-- Algum problema ai Andreia? – Um dos estoquistas que já a conhecia perguntou aproximando-se.

--Não Tadeu, tudo tranquilo, não é? – Perguntou encarando JM.

--Você vai pagar caro por isso, sua sapatão dos infernos – E saiu pisando duro.

--Ele estava com raiva.

--Nada, esse cachorrinho ai só late, não morde – Ela disse sorrindo para o rapaz que também sorriu.

-- Vai lá que a Juliana já deve estar largando – Ela deu um leve sorriso para o rapaz e entrou no mercado, ela correu para a área de chocolates comprou uma caixa de chocolate levando para o caixa de Juliana que sorriu ao vê-la.

 

-- Pensei que sairia tarde lá do curso – Juliana disse sem querer demonstrar a real alegria que teve ao ver a sua mulher ali, ainda estava um pouco magoada pelo incidente que houve na sexta, mas não conseguia ter raiva daquela mulher.

-- Hoje foi só para fazer umas demonstrações, amanhã que vai começar.

-- Então vamos ter uma policial? Nossa vai ficar um pedaço em uma farda – Rubia disse sorrindo.

--Cuidado não Juli, um tipão desses de farda vai despedaçar corações – Lurdes completou.

-- Mas o único coração que eu quero já tenho e é da morena mais linda desse mundo – Abriu a caixa de chocolate, retirou um o levando a boca, deu um leve beijo e entregou a Juliana que sorriu ao pega-lo.

--Nossa chega arrepiei – Rubia disse e as outras três sorriram.

-- Vou te esperar lá na frente – Deu alguns chocolates as outras garotas e seguiu para o local que sempre esperava a morena, não passou mais de vinte minutos e Juliana aproximava-se com um largo sorriso.

 

 

 

-- Nossa Deia deu tempo até de fazer o jantar – Juliana disse ao chegar na cozinha e ver o jantar pronto.

-- Deu sim, vem cá – Pegou na mão da morena a fez senta-se e foi na sala. – Comprei para você, sei que vai reclamar, mas é preciso, eu vou passar muito tempo lá no CFSD(curso de formação de soldado) e preciso de alguma forma falar com você – Juliana abriu e encontrou um celular.

--Deia, mas é tão caro, sem contar que tem que colocar credito.

--A moça da loja disse que só precisa colocar vinte reais por mês, mas tem que ter cuidado para não falar demais.

--Ele é lindo, olha tem até uma lanterna – Juliana mexia no aparelho feliz, isso fez Andreia também sorrir – Obrigada meu amor- Abraçou maior para em seguida lhe beijar, um beijo que começou calmo, mas logo esquentou, Andreia não perdeu tempo e a suspendeu a colocando sobre a mesa,

--Estou louca de saudade de você minha gostosa – Andreia já estava abrindo seu short jeans a porta do quintal é aberta.

--Ai meu Deus vou ter pesadelo essa noite, que cena feia meu – Junior disse colocando a mão no olho.

--Droga Junior que susto – Juliana falou se pondo de pé.

--Não tinha melhor hora para aparecer não – Andreia jogou a toalha de prato nele.

--Só vim fazer o que foi pedido, pensei que estaria lá na polícia.

--O curso começa mesmo amanhã seu bobo, senta para jantar – Andreia disse indo pegar os pratos

-- Ju olha o que eu ganhei- Juliana mostrou o celular ao rapaz.

--Ual, mas é muito chic mesmo, olha só de celular – Junior olhava o aparelho, tem um joguinho nele que eu adoro. – Se concentrou na tela.

--Qual Juliana se esticou.

--O da cobrinha, coincidência, não é? – Andreia gargalhou, só Junior para faze-la sorrir assim, jantaram naquele clima agradável, logo Junior foi para casa, deixando as garotas novamente a sós.

--Bem, onde paramos até o empata do Junior chegar? – Andreia perguntou pegando a morena no colo.

--Estávamos na parte que você me faria gozar horrores – Juliana disse mordendo o queixo dela

--Então não vamos prologar mais a espera – Já estavam no quarto, Andreia a colocou na cama para depois sorrir já tirando as próprias roupas e deitou sobre a morena. –- Vou te comer tão gostoso que você não vai querer parar – Andreia falava enquanto ajudava a morena a despir-se.

-- Estou louca por isso, vem Deia, me faz gemer gostoso – Ela abriu as pernas e Andreia não esperou mais nada, apenas abocanhou aquele ponto que pulsava forte, implorando pela boca da maior. – AHH! Isso amor, AHH! – Juliana gemia pedindo por mais, e Andreia lhe daria, daria tudo, quando os gemidos da menor começaram a aumentar Andreia afastou a boca e colocou dois dedos dentro dela, começou lento, mas diante do apelo de Juliana que pedia mais forte Andreia colocou mais um dedo, e com três dedos começou a socar forte, fundo, escutando o som das forte estocadas e dos gemidos cada vez mais alto, foi levada a uma onda intensa de prazer, ela gozou logo após seus dedos serem pressionados, quando viu Juliana apertar as mãos contra o lençol da cama, ela não sabia como podia ser levada tão facilmente pelo prazer que dava aquela morena.

--Ai Deia que delica – Juliana falava com a respiração pesada, ofegante – Eu não me canso disso, nunca me canso de você – Falou sorrindo.

--E nem eu de você – Abraçou Juliana que levantou e saiu correndo para o banheiro, Juliana sorriu, logo viu a morena voltar.

--Acho que tomei muito suco, a bexiga estava cheia – Juliana falou sorrindo.

-- Vem deita aqui – Andreia que já estava sonolenta bateu no colchão.

--Ai não, você não vai dormir, não agora – Juliana disse ficando de joelhos na cama.

--Amanhã vamos acordar cedo é melhor nós... Ahh! – Gemeu ao sentir a boca da morena lhe invadir o sexo. – Ju Juli, Aii! Isso, não para – Andreia levou a mão para a cabeça da outra que estava no meio das suas pernas, Juliana a chupava com maestria, não demorou e Andreia derramou seu mel na boca de Juliana.

-- Adoro te fazer gozar assim – Juliana falou dando vários selinhos na maior

--Adora é? – Trocou de posição – Agora você vai ver só uma coisa – Andreia a beijou forte e reiniciaram novamente, aquela noite estava longe de terminar.

 

 

-- Juli eu tenho que ir, não posso me atrasar- Andreia colocava a calça jeans azul com a camisa branca.

-- Mas Deia você mal dormiu – Juliana observava a mulher andar de um lado para o outro.

--Eu sei gata, mas não dá para me atrasar, tenho que chegar lá ás 6:00 em ponto.

--Mas ainda vai dá cinco da manhã Deia, é muito puxado, quase não dormimos.

--Não se preocupa, eu sei me virar – Andreia deu um selinho na garota, pegou sua mochila e saiu para pegar a moto, Juliana ainda resmungou algo mas voltou a dormir, agradeceu por está de folga aquela manhã.

 

--Bom dia senhores, vamos começar com as boas vindas aos senhores. – Estava toda turma em forma no grande pátio do centro de formação da policia militar. – Precisamos que todos tirem os seus tênis e coloquem empilhados aqui, vocês tem exatamente três minutos para estarem em forma novamente– O sargento mostrou o cronômetro e todos começaram a correr tirando os tênis, e no tempo estabelecido a turma estava no seu lugar de origem. – Agora se dividam em 10 grupos, cada fila um grupo, temos aqui atrás – Apontou para um rio de lama -- Dez bolas dessas – Ergueu uma bolinha branca que parecia ser de ping-pong – Vocês tem cinco minutos para estarem aqui de volta devidamente calçados e com uma bola por grupo, aquele grupo que tiver sem bola ou mais de uma bola ira ficar sem tomar banho durante todo dia, igualmente aqueles que não calçarem o tênis no prazo determinado, entenderam? – Todos apenas afirmaram com a cabeça – Não escutei – Ele disse quase que gritando

-- Sim Senhor! – o grito saiu alto.

--Podem ir- O sargento ergueu o cronometro  eles correram para a lama, cada grupo tinha aproximadamente de 40 pessoas, eles foram pegando as bolinhas e corriam para a calçarem os tênis, todos sujos dos pés à cabeça de lama, Andreia respirou fundo após voltarem para forma e ver que no seu grupo tinha mais de uma bolinha, porém não foi apenas o dela, apenas um dos dez grupo conseguiu apenas uma bolinha, esses foram dispensados para um banho.

--Sabem o motivo de estarem aqui senhores? – Ninguém respondeu – Não escutei – O sargento gritou.

--Não senhor – gritaram em uni som

-- Vocês falharam na missão dada, não trabalharam em equipe, agora vão ficar aqui em forma até os demais estarem arrumados e limpos, para darmos inicio a nossa instrução – Os alunos ficaram ali, em forma debaixo do sol, sentiam a lama secar em suas peles, porém não podiam sair, após quase uma hora os demais retornaram já limpos, o sargento retornou e começou uma instrução sobre ordem unida, lá ficaram até meio dia, onde tiveram vinte minutos para almoçar e voltar ao pátio, muitos ainda se arriscaram a tirar o excesso de lama do corpo, porem para  um banho era impossível, passaram o restante do dia com aquela lama em seu corpo, ás dezoito horas foram dispensados, os que estavam sujos foram tentar tirar a lama do corpo e Andreia foi uma, Andreia saiu ao lado de Lucas quase duas horas depois.

--Nossa eu estou exausta – Andreia disse assim que deixou o amigo na parada de ônibus alguns metros do centro de formação.

--Nem me fala, até amanhã Andreia – Andreia guiou a moto com cuidado, estava com sono e muito cansada, o cheiro da lama  já não estava mais em suas narinas, ao chegar em casa encontrou Juliana e Claudia assistindo televisão.

 

--Nossa Deia que mal cheiro é esse? – Juliana perguntou assim que ela se aproximou para lhe dá um selinho

--Já até me acostumei com ele – Sorriu fraco --Vou para outro banho – Foi para o banheiro e tentou se livrar daquele odor de lama, passou o hidratante de Juliana e voltou para sala.

--Deia vai jantar, eu já esquentei para você – Ela apenas afirmou com a cabeça e foi, jantou rápido e não esperou nada apenas queria dormir.

--Juli fecha as portas direitinho, até mais Clau – Foi par o quarto e jogou-se na cama, ainda escutou Juliana reclamando de algo, porém não tinha a menor condição de prestar atenção, no outro dia ás 4:30 o despertador toca e Andreia volta ao seu curso, cada dia era uma coisa diferente, mesmo assim Andreia estava animada com tudo aquilo.

 

 

-- Deia será que vai passar mais de dois dias? – Juliana perguntou um pouco chorosa vendo Andreia arrumar sua mochila

--Não sei Juli, não estipularam o tempo que vamos passar interno, aliás eu nem sei o que vamos fazer esses dias lá, mas não se preocupa está bem? Sempre que der eu ligo para você.

--Que saco Deia, hoje é sábado, vai ter a festa de aniversário da Claudia, queria ir com você. – Fez bico.

--Eu também queria Juli, mas não dá, eu já conversei como ela, que me entendeu, agora cuidado nessa festa, o Junior vai dormir aqui com você esses dias- Te amo – Deu um selinho nela e saiu – Juliana ficou sentada com a cara nada boa, só fazia uma semana que Andreia tinha começado o curso e já estava cansada dessa rotina dela, sempre chegava tarde comia e ia dormir, mal se falaram durante aquela semana e agora que pensou que iria passar um final de semana com sua mulher, mas ela se foi.

--Ai Juliana, deixa de coisa só será alguns meses, logo acaba – Ela falou sozinha, levantou e foi preparar as coisas para ir ao trabalho, a noite arrumou-se sem animação para ir a festa da amiga, lá tentou divertir-se depois de tomar algumas cervejas conseguiu tal ato, não desgrudou do celular nenhum momento, porem nada de Andreia ligar, foi para casa com Junior já bem bêbada, lá tomou banho ajudada pelo amigo e caiu na cama só acordou no outro dia com uma bela ressaca.

 

 

--Jujuba não fica assim olhando para esse celular – Junior falou vendo a amiga olhando desolada para o celular.

--Eu estou com saudades dela Ju, nunca passamos tanto tempo longe.

--Eu sei, mas é necessário, não fica assim, vem vamos dá uma voltinha no shopping o que acha?

--Não estamos com dinheiro para compras Junior.

--Eu sei, mas não custa olhar e desejar comprar, vai trocar de roupa que vamos sair. – Eles se arrumaram e assim que chegaram na sala para saírem escutaram as batidas na porta e ao abrir encontraram Lidia.

-- Oi gente, vão sair?

--Vamos dá uma voltinha no shopping.

--A Andreia não está?

--Não está lá naquele curso idiota – Juliana disse bicuda.

--Droga tirei o dia para ficar aqui com vocês – Lidia disse triste.

--Por que não vai conosco? – Junior chamou.

--Não vou a atrapalhar?

-- Claro que não Lidia, vamos -Os três saíram para a parada de ônibus, andaram muito e só voltaram para casa no começo da noite, Lídia foi para sua casa e Juliana que depois de Junior muito chamar foi para um barzinho ali perto.

-- Olha só quem está aqui – JM disse aproximando-se – Como você está? – Ele perguntou gentilmente para a garota que levantou o abraçando.

--Quanto tempo, como você está?

--Agora estou melhor, estava com saudades, me diz como você está? Fico preocupado, mas como sei que a Andreia não vai com minha cara e prefiro ficar longe. – Puxou o banquinho de plástico aproximando-se da mesa

-- Eu estou bem, não tão bem pois não estou com minha mãe aqui, mas isso já entendi que ela está comigo sempre, e você o que tem feito?

--Eu estou trabalhando com meu pai na mercearia.

--Então está trabalhando lá em cima? Aquilo está tão perigoso.

--Estou, mas eles não mexem comigo, e você? Sei que ainda está no mercado- Ele puxou conversa sempre pedindo mais bebida, Junior que só observava a conversa não estava nada feliz com aquilo, mas resolveu não intervir.

 

 

-- Ei Andreia eu estou morto– Disse Lucas sentando em um tronco, eles estavam no meio da mata, já era a segunda noite ali, os corpos pediam descansos, mas não o tinham, ainda.

-- Eu estou acabada também, meus pés estão me matando – Ela olhou para frente e fez cara de enfado – Ai de novo não, pensei que iriamos descansar – Ela sussurrou vendo um tenente aproximar-se deles.

 

-- Alunos em forma – Ele gritou e em poucos minutos estavam todos enfileirados. – Os senhores vão ficar de guarda, todos peguem seus pedaços de pau. – Naquela manhã deram a cada um uma espécie de cabo de madeira maciça com aproximadamente 4kg, eles não poderiam larga-los em nenhum momento – O ergam sobre a cabeça, todos atenderam? – Responderam que sim --Pronto senhores, fiquem de guarda – O tenente saiu deixando-os ali naquela posição, o relógio já marcava mais de uma da madrugada os braços estavam dormentes, o sono e a exaustão dos corpos pediam para eles desistirem, mas eles resistiam, após mais de duas horas da madrugada o tenente deu vinte minutos para arrumarem as suas mochilas pois partiriam de volta para o centro de instrução, andaram por mais duas horas e ao chegar lá foram dispensados, ganharam a segunda de folga, muitos ficaram por lá mesmo, como tinha alguns dormitórios, nem voltavam para suas casas.

 

-- Vai devagar nessa moto Andreia, para não cair – Lucas disse ao ver a amiga subir na moto.

--Pode deixar, o trânsito está calmo, ainda não é nem seis horas, vou chegar rapidinho – Despediram-se e Andreia seguiu para casa, ao chegar viu Juliana e Junior dormindo na cama em um sono pesado, foi direto para o banheiro para um banho, viu as inúmeras marcas daqueles dias dentro da floresta, vários arranhões, algumas marcas roxas sem contar nas bolhas nos pés, respirou fundo esse era o preço a pagar e o faria com todo prazer, ela veio de ponta de pé para pegar uma roupa, porem ao abrir a porta do guarda roupa Juliana despertou.

--Deia? É você? – Ela disse ainda sonolenta.

-- Oi meu amor – Aproximou-se e lhe beijou a cabeça. – cheguei – Fez um afago na sua bochecha e a outra sentou-se na cama, viu o amigo dormindo no colchão ao lado da cama depois voltou-se para a outra.

--Fiquei esperando você ligar, estava preocupada

--Vem vamos lá na sala conversar- Andreia pegou um short de elástico e uma camiseta, Juliana a seguiu até a sala.

--Nenhuma ligação Deia, eu fiquei imaginando mil coisas – Parou para olhas as costas da mulher que tinha dois arranhões e uma marca roxa – Deia o que aconteceu? – Aproximou-se.

--Nós fomos para uma mata fechada, foi uma coisa muito louca – Falou sorrindo e colocando a roupa.

--Muito louca? E você fala isso sorrindo?  Deia você está machucada, e mais magra, olha isso, você não está se alimentando direito essa sua invenção de ser policial ainda vai te fazer muito mal, olha para você.

--Não é uma invenção Juli, antes era uma necessidade agora é um sonho, custa você participar disso comigo?

--Custa sim, eu não concordo com isso, Deia você está machucada, passou a semana toda quase que fora de casa, não foi para a festa da Clau que é nossa amiga, isso é porque ainda está na escola, imagina quando começar o trabalho mesmo? Desiste disso, nós podemos nos virar, sei lá eu tenho meu trabalho uma hora você vai conseguir algum emprego sempre abre vaga lá no mercado. – Ela falou em tom elevado.

-- Não Juli eu acabei de falar que é o meu desejo custa você respeitar? Eu sei que está sendo sofrido, mas vou conseguir me formar e tudo vai melhorar.

-- Tudo bem, se é seu sonho faça como você quiser – Retornou para o quarto pisando duro, Andreia respirou fundo e foi até a cozinha, viu os pratos sujo na pia e nada nas panelas para se comer, respirou fundo pegando um pedaço de pão com um copo de refrigerante, depois que comeu foi para o quarto e encontrou Juliana arrumando-se para o trabalho, ela apenas deitou na cama, tentou falar alguma coisa, mas o sono a venceu, caiu em um sono pesado, Junior que estava deitado, porem acordado, pois os gritos de Juliana o acordou, nada falou apenas ficou observando a amiga que resmungava enquanto poucas lagrimas caiam, quando notou Andreia entrando enxugou as lagrimas dando as cotas, logo escutou a respiração forte de Andreia que dormia.

 

-- Juli não fica nervosa assim ela só está querendo o melhor para você – Junior falou levantando e indo atrás da amiga após ela ir para a cozinha.

--Eu nunca quis que ela entrasse para isso Junior, ela já está se machucando agora imagina depois? Correndo atrás de bandido, você não entende os riscos que ela está correndo? – Juliana chorava

--Eu entendo meu bem, mas eu a escutei falando que era um sonho, é o que ela quer para a vida dela, ela sabe se proteger – Junior a abraçou.

--Sabe de uma coisa? Não é isso que ela quer para a vida dela? Deixa ela, mas ela não vai contar comigo – Enxugou as lagrimas pegando a sua bolsa e saindo , Junior balançou a cabeça em negação pegou algumas de suas roupas e foi para casa, Andreia acordou no meio da tarde, foi para a cozinha preparar algo para comer, porem não conseguiria cozinhar nada naquela bagunça, começou a  lavar os pratos, varreu, organizou toda casa e depois voltou para a cozinha preparou um arroz com bife rápido e comeu, fez o jantar e sentou-se no sofá começou a estudar nem percebeu a hora passar, no começo da noite pegou a moto e foi pegar Juliana no trabalho, ela não estava com um bom humor, porém não recusou a carona, ao chegar preferiu não tocar mais no assunto da manhã, após o jantar Andreia aos poucos conseguiu quebrar o gelo conversando sobre a festa de Claudia, foram para sala e Andreia não perdeu tempo, foi logo agarrando a morena que cedeu facilmente aos carinhos da outra, no meio da noite foram dormi com os corpos exaustos.

Notas finais:

Ola minhas flores

 

MAIS UM CAPITULO LOGO PELA MANHÃ.

ENTÃO O QUE VCS ACHAM DESSE COMPORTAMENTO DA JULI EM RELAÇÃO A ANDREIA NA PM?

GOSTARIA DE SABER SE ESTÃO GOSTANDO? 

 

BJS 

Capitulo 26 por Esantos

-- Juli não tem nada pronto para comer? – Andreia chegou quase nove da noite e encontrou Juliana e Claudia conversando na sala.

--Eu estava ocupada conversando com a Clau. – Ela disse sem dá atenção a mulher que chegou.

--Tudo bem eu vou preparar alguma coisa, foi para a cozinha comeu uns pães que estavam por ali e foi para a sala.

--Então Andreia? Falta muito tempo ainda?

--Falta sim, fez um mês ontem, ainda tem alguns meses pela frente – Deitou a cabeça no colo de Juliana.

-- Nossa deve estar cheio de gatinhos lá, não pode levar uma amiga para conhecer?

--Não pode, sua louca – Andreia disse sorrindo.

-- Clau e a Maria? Vai mesmo se mudar para o interior?

-- Vai sim, parece que no sábado eles já estão indo.

--Mas qual motivo eles vão se mudar?

--O pai dela foi demitido da obra que trabalhava, dai não conseguiu mais emprego ele vai voltar para a cidade que ele nasceu é lá perto da sua terra. – Elas conversaram por quase uma hora, Andreia que estava cansada acabou cochilando ali mesmo.

 

 

-- Andreia você sabe essa questão? – Uma garota com cabelos castanhos claros, um pouco mais baixa que Andreia pergunta, ela era da mesma turma que Andreia, sempre ficava próximo de Lucas e Andreia.

-- Sei sim o habeas corpus é um remédio relacionado com o direito de locomoção, logo não tem nada a ver com a retenção de informações pessoais, isso é outro remédio, entendeu?

-- Você é a melhor Andreia – A garota disse sorrindo.

-- Ela só te ajuda porque vocês nasceram no mesmo lugar – Lucas falou sorrindo.

--Nada disso, deixa de ser mal-agradecido Lucas, sempre que sei eu te ajudo também, não liga para ele Elida.

--Ele está com inveja que você é mais inteligente – Lucas sorriu, logo voltaram a atenção para aula, a garota estava bem próxima dos dois, já estavam criando uma amizade entre eles.

 

-- Vamos nunca saímos daqui para lugar algum, me apresentem Recife não conheço nada daqui vamos aproveitar que largamos cedo agora que é seis da noite e hoje é sexta-feira, amanhã estamos de folga não vai ter problemas– Elida tentava convencer Andreia para saírem.

-- Eu não sei, estou tão cansada.

--Andreia esses dias foram bem calmos, não tem que reclamar, eu estou com o carro do meu pai, vamos vai? – Andreia sorriu, não teria nada demais em sair um pouco com os amigos- Vou lá no orelhão avisar e já volto – Andreia foi para o orelhão e ligou para Juliana que não atendeu, depois da quinta tentativa desistiu de avisar, não iria demorar mesmo.

--Vamos para onde? – A garota perguntou animada.

-- Vamos para o Recife antigo, tem uns lugares legais lá, Lucas vai com você no carro e eu vou com minha motinha atrás – Eles seguiram e depois de alguns minutos estavam parando perto do marco zero.

-- Nossa aqui é legal, adorei – Ela olhava para o mar quebrando no paredão e pedra um pouco a frente.

--Vem vamos sentar ali tem uns churrasquinhos ótimos,  aproveitamos e tomamos uma cerveja – Lucas chamou e elas sentaram próximo.

-- Então Elida você é solteira? – Lucas perguntou sorrindo

--Deixa de ser mané Lucas – Andreia repreendeu o galante rapaz.

--Eu sou solteira e não tenho namorada Lucas – O rapaz fez cara de surpreso – Algum problema para vocês?

--Que merda só arrumo amiga que gosta de mulher, ai toda vez fico chupando dedo – O rapaz disse de maneira engraçada e as garotas sorriram

--Então você também? – Perguntou a Andreia que sorriu levando o copo de cerveja a boca.—Gente que lugar abençoado, aqui tem muita mulher bonita, mas as que estão vindo em nossa direção. – Sorriu --Olha que morena tão linda – Lucas começou a tossir e Andreia virou vendo Juliana vindo com a cara de poucos amigos em direção aos três.

--Ferrou tudo agora – Lucas falou virando o copo de bebida e Juliana apenas levantou para receber a mulher.

--Então é aqui que você fica até tarde Andreia? É aqui aquele maldito curso?- Juliana falou um pouco alterada.

--Não grita Juli, estou aqui perto, se controle – Andreia falou entre os dentes.

-- Não gritar? O que você quer que eu faça? Fale sorrindo?

-- Eu liguei várias vezes para avisar que estava vindo aqui com meus amigos, mas acho que você não viu pois não estava em casa não é? – Tentou reverter a culpa.

--Nós viemos apenas fazer uma despedida para a Maria, eu deixei um recado em casa para você nos encontrar, mas parece que nem em casa você foi -Ela já falava um pouco mais baixo.

-- Viemos mostrar a Elida o local, ela não conhece nada por aqui, eu te liguei para ir te buscar para vim conosco, mas você não atendeu.

-- É Juli ela tentou ligar – Lucas falou em defesa da amiga.

--Calma Juli você está descontrolada – Junior falou baixo no ouvido dela.

-- Eu aqui preocupada pensando que você chegaria cansada em casa e não me encontraria, mas muito pelo contrário está aqui na farra com seus amiguinhos – Falou medindo Elida com os olhos, muito bonita pensou enquanto analisava Elida.

--Estou vendo sua preocupação toda. – Andreia a encarou, Maria que estava alheia ao que houve aproximou-se chamando a atenção de Andreia.

--Andreia que bom que você veio, estava com saudades de você – Andreia sorriu fraco abraçando a amiga.

--Oi Mary, eu não estava sabendo da sua despedida iria amanhã logo cedo te dá um abraço, mas foi bom nos encontramos, vou sentir muito sua falta viu -  a puxou para outro abraço.

-- Gente estamos todos sentados em uma mesa grande, não querem se juntar a nós? – Claudia que viu de longe tudo falou.

--Acho melhor... – Porem Elida interrompeu Andreia.

-- Claro, eu vou adorar, deixa eu me apresentar – Ficou de pé – Meu nome é Elida – Esticou a mão para Claudia que aceitou o cumprimento. – E o nome de tamanha beleza? – Perguntou levando a mão de Claudia a boca.

-- Gente essas sapinhas são viradinhas – Claudia disse sorrindo. – Meu nome é Claudia docinho – Andreia não conseguiu se controlar e sorriu.

--Tudo bem para você Lucas? – Andreia perguntou e o rapaz apenas acenou em positivo. – Vamos então – Todos seguiram e Andreia foi atrás com Juliana. – Não precisava desse escândalo Juli – Andreia falou baixo.

--O que você queria? Eu fiquei nervosa de ti ver aqui ao lado daquela garota

--Por que não me atendeu?

-- Eu não trouxe o celular, estava descarregando daí preferi deixar em casa.

--Tudo bem, em casa conversamos – Pegou na mão dela, assim que chegaram sentaram em três mesas de plástico que estavam juntas com as cadeiras em torno delas.

 

-- Então vocês estão na mesma turma? – Juliana pergunta  Elida, ainda estava enciumada.

--Somos da mesma turma, alias a Andreia é a salvadora da pátria, a super crânio – Ela deu um soquinho no ombro da amiga.

--Na escola era do mesmo jeito – Claudia disse e emendaram em uma conversa agradável, após alguns minutos Elida pediu para Andreia mostrar onde era o banheiro e Junior disse que queria ir também, saíram os três para o banheiro.

--Andreia desculpa, mas o que sua mulher tem de bonita tem de brava – Elida disse sorrindo enquanto voltavam para a mesa.

--Você não viu nada ainda – Andreia disse e Junior sorriu

--Aquela baixinha ali parece que é da família de lampião  - Junior disse e todos sorriram.

-- Eu não acredito naquilo – Andreia disse com os olhos atentos na mesa.

-- Calma Andreia ele deve ter vindo falar com a Maria. – Junior tentou acalmar a maior.

--Abraçando a Juliana daquela maneira? – Ela caminhou rápido em direção a mesa.

--Atrapalho ? – Andreia perguntou ao ver o rapaz com o braço em torno do pescoço de Juliana.

-- Claro que não Deia, vem senta aqui comigo – Juliana que notou a exaltação da mulher a fez sentar do seu lado, JM com sua cara de quem não estava entendendo nada sentou-se do outro lado de Juliana, mesmo sabendo que Andreia estava com raiva, essa só piorou quando o rapaz começou a relembrar a infância e sempre ficava pegando na mão ou ombro, fazendo carinho nos cachos de Juliana, Elida que percebeu a mudança na amiga cochichou no ouvido dela.

--Não sei quem é o idiota, mas ele está querendo te provocar, fica de boa – Andreia apenas afirmou com a cabeça e chamou a atenção de Juliana.

--Juli vamos? Já está tarde – Cochichou no ouvido dela.

--Ai Deia a conversa está tão boa, vamos ficar mais um pouco – Virou e voltou a atenção ao que JM falava, Junior que observava do outro lado não falava nada sabia que não ia dá em algo bom.

 

-- Vou no banheiro – Juliana disse levantando-se, Claudia foi com ela.

--Então Andreia vai ser policial mesmo? – JM perguntou com sua voz de deboche.

--Vou sim algum problema com isso?

--Não, apenas vou sentir mais prazer quando a Juli te deixar e voltar para mim, vai ter um gostinho melhor. – Ele falou mais baixo para todos não ouvirem, o curto pavio de Andreia não segurou ela levantou indo para cima dele.

--O que você quer cara? Apanhar novamente? Eu faço questão de atender sua vontade.  – Falou segurando na gola da camisa dele.

--Não, eu só vou pegar o que me pertence e quando eu estiver comendo ela aposto que ela não vai lembrar de você – Andreia não escutou mais nada apenas socou o rapaz que que caiu com a boca sangrando, quando Andreia partiu para cima dele afim de bater muito mais nele Juliana que viu o soco de longe chegou correndo.

-- O que está acontecendo aqui? Para Deia – foi para cima tentar impedir que Andreia batesse mais no rapaz, nessa hora o cotovelo de Andreia foi direto para o nariz de Juliana que gritou com o impacto.

-- Juli, eu  eu – Andreia ergueu-se para ir próximo da mulher.

--Olha o que você fez sua troglodita, você bateu nela – JM que também já estava de pé a empurrou. – Você está bem Juli? – Ele levantou a cabeça dela olhando. – Acho que quebrou o nariz – Ele disse olhando.

--Me deixa ver isso – Andreia disse aproximando-se – Juli eu não te vi, por favor me desculpa meu amor – Ela via o sangue escorrendo pelo nariz.

--Deixa eu ver isso – Elida disse aproximando-se – Não quebrou, levanta a cabeça que para de sangrar.

-- Como você sabe? – Lucas perguntou

-- Minha mãe é enfermeira e professora, só não tenho diploma, mas participei de muitas aulas – Ela disse entregando uns guardanapos para Juliana que nada falava.

--Juli me desculpa por favor? – Andreia já estava nervosa com o silencio da mulher.

--  É melhor irmos não é mesmo? – Junior chamou.

--Eu não vou deixar a Juli com essa louca – JM falou aproximando-se da morena.

--Chega, chega, eu não sou nenhum bibelô para vocês e você comporte-se como uma pessoa civilizada e não como um animal que ataca os outros, sabe de uma coisa me deixem – Ela saiu caminhando com os guardanapos no nariz.

--Ela é muito brava mesmo – Elida disse sorrindo, mas fechou o sorriso a cara de raiva de Andreia.

--Era isso que você queria seu imbecil? Conseguiu, ela brigou comigo, agora fique longe dele me escutou? Longe – Andreia disse o segurando pela gola da camisa e saiu atrás de Juliana. – Juli me espera – Andreia a alcançou quase no outro lado da rua.

-- Onde está a moto? – Andreia apontou e ela saiu em direção ao local e silencio.

-- Amor eu juro que não te vi – Andreia ainda tentou se desculpar, mas a outra nada falou.

--Vamos embora logo Deia, isso está doendo preciso colocar gelo– Andreia afirmou com a cabeça e subiu na moto, não demorou muito elas estavam em casa.

-- Juli fala alguma coisa? – Andreia disse assim que entraram e Juliana seguiu em silencio, pegou o gelo e foi para o quarto, só ai falou.

--Falar o que? Que você as vezes se transforma em um animal que sai por ai atacando as pessoas? Que você só sabe resolver as coisas na pancadaria? É isso que você quer que eu fale? – Disse tirando a blusa.

--Ele me provocou e te desrespeitou, eu não poderia deixar ele ficar falando aquelas coisas.

--Eu não sei o que ele falou, nem quero saber, mas você foi errada em ataca-lo, parece que vai ficando velha e vai piorando ou será esse maldito curso que você está aprendendo apenas como ser mais violenta do que já era?

--Uma coisa não tem nada a ver com a outra, eu bati nele por que ele foi um imbecil, não tem nada a ver com o curso.

-- Não tem mesmo? Será que você não está apenas aprendendo a ser igual a esses policiais que sobem o morro? Que apenas sai espancando os moleques que estão na rua? Que muitas vezes são inocentes? Uma vez já fizeram isso com o JM e ele não tem nada a ver com a bandidagem.

-- Eles estão fazendo o trabalho deles, se eles subindo e tentando prender os traficantes que vivem lá em cima já acontece tanta coisa ruim, imagina se eles chegasse pedindo licença, estamos pedindo para que os marginais daqui levantassem o dedo pois vamos prender vocês – Ela falou a última frase encenando.

-- Sabe de uma coisa Deia? Sai – apontou para a porta – vai dormir no outro quarto, eu não estou com a menor paciência para olhar para sua cara

-- Eu vou mesmo, eu que não vou ficar aqui escutando você defender aquele imbecil – Pegou um par de roupa e saiu, bateu a porta do quarto, estava com o sangue fervendo, não acreditava que ela defendia um cara que apenas de olhar ela tinha a certeza que ele não prestava, Andreia tomou banho e foi para o outro quarto, lá ela deitou e ficou rolando na cama até pegar no sono, no outro quarto Juliana apenas chorava, via a mudança em seu casamento, em Andreia, ela não estava sendo mais aquela mulher que sempre estava ao seu lado, não a abandonava, a antiga Andreia nunca iria dormir no outro quarto, ficaria ali ate a convencer que era uma briga boba, ela chorou por um bom tempo para depois cochilar.

 

 

 

-- Então se acertou com a Juli? – Junior perguntou enquanto Andreia arrumava os pratos que tinha acabado de lavar.

--Não, ela ainda defende aquele cara, você viu Junior, viu o que ele falou, ela disse que não era pra eu fazer nada apenas escutar calada.

-- Vocês estão muito nervosas de uns tempos para cá, nem parece aquele casal super apaixonado que eu conheci.

--Eu sou louca por ela Junior, mas parece que ela só quer me afastar, na ultima vez eu até entendo pois ela teve uma perca muito grande, mas e agora? O que eu fiz para ela apenas querer me apedrejar?

--Vocês têm que conversarem isso sim.

--Eu não tenho nada para falar, vou lá na academia, estou com saudades de todos, vamos?

-- Ai eu vou, para ver aqueles boys gostosos e suados – Andreia sorriu, o jantar já estava pronto, não precisaria de pressa, eles subiram na moto e saíram, lá ficaram o resto da tarde conversando com os amigos, depois eles pararam em um barzinho na beira mar olhando para frente.

--Eu ainda moro aqui, para todo dia olhar para esse mar – Andreia disse olhando para o horizonte. – Quero dá uma casa a Juli aqui, pode ser um apartamento desses aí do jeitinho que ela sempre sonhou, quero tudo do bom e do melhor para ela.

--Imagina aquela ali do jeito que é amostrada – Eles sorriram, tomaram mais algumas cerveja e quando começou a escurecer voltaram para casa, mas Andreia não gostou nada do que viu assim que parou a moto de frente de casa.

 

-- Ate mais Juli, não quero ser espancado apenas por está preocupado com você – JM disse olhando para Andreia que apertou o punho da moto com tanta força que os mãos doeram.

-- Não se preocupe frangote, eu não vou te bater, não hoje – Andreia disse debochando dele.

-- Vai começar? É isso mesmo? – Juliana falou cruzando os braços.

--Não por mim eu vou para casa, já fiz o que vim para fazer – Afagou o ombro de Juliana. – Ate outra hora – Saiu andando enquanto Andreia não saiu da moto apenas olhando a cena.

-- Meninas tentem conversa com calma – Junior disse olhando para elas, mas não podia interferir, elas que tinham que aprender a conversarem – Comportem-se  as duas – E saiu.

 

-- Vai ficar ai parada? – Juliana perguntou ao ver Andreia ali a olhando

--Eu estou tentando processar o que esse idiota está fazendo na porta de casa conversando com minha mulher

-- Sua mulher? Agora eu tenho dona? Era só o que me faltava – Deu as costas e entrou em casa, Andreia colocou a moto para dentro, sua cabeça fervilhava.

-- Não é? Então o que nós somos Juliana? Namoradas? Porque pelo o que eu lembre somos casadas, foi você mesmo que deixou isso claro no dia que eu te dei essa aliança – Apontou para o dedo da outra.

-- Não precisa gritar, eu só não gostei do jeito possesivo que você falou, apenas isso – Falou indo para o quarto, dando as costas novamente, aquilo encheu o nível de paciência de Andreia que levantou rápido e foi até ela que ainda estava no pequeno corredor que dava nos quartos, segurou em seu braço a fazendo virar.

-- Podemos conversar sem que você me deixe falando sozinha? – Juliana olhou para a mão dela que estava em seu braço.

--O que foi vai me bater também? Não é assim que você resolve tudo? – Andreia soltou o braço dela.

--Você sabe que eu nunca bateria em você, o que te deu? Me diz o que está acontecendo com você, pois eu não estou entendo.

--Comigo? Não é o que está acontecendo comigo Andreia, é o que está acontecendo conosco. – Agora era Juliana que gritava

--Então me explica, droga Juliana eu estou me esforçando demais para mantermos esse relacionamento, me diz onde é que eu estou errando?

-- Você está se esforçando? Então está comigo é um esforço para você? Muito bem então não se esforce mais -  Entrou no quarto batendo a porta na cara de Andreia que respirou fundo para não chorar.

-- É assim mesmo que você quer? Tudo bem não se preocupe – Andreia pegou a sua mochila que já estava arrumada para a aula do outro dia subiu na moto e saiu, não tinha para onde ir, porem lembrou de seu amigo, ao chegar na casa de Lucas ele saiu rápido para conversar com ela.

--Andreia? Mas o que aconteceu?

--Eu briguei com a Juli, posso dormi aqui hoje? Pode ser em qualquer lugar.

--Que isso, entra ai, você dorme lá no quarto – Andreia entrou cumprimentou os pais do garoto que já a conhecia bem, foram bastante gentis com ela.

-- Obrigada Lucas, não tinha para onde ir. – Ela disse deitando numa das camas do beliche que tinha no quarto dele.

--Não tem problemas, desde que meu irmão casou essa cama está livre, agora quer conversar?

--Quero não, minha cabeça está confusa demais para conversar.

 

 

 

-- Juli, mas o que você está fazendo aqui? – Claudia perguntou assim que viu a amiga parada em sua porta.

--Vamos lá para casa Clau, não estou muito legal. – Ela chorava

--Claro, vamos – Colocou a cabeça para dentro de casa e avisou que ia dormir na casa de Juliana com um grito. – Onde está a Andreia?

--Ela saiu, tivemos uma briga horrível e ela saiu – Juliana falava chorando.

--Mas para onde ela pode ter ido?

--Não sei, no Junior ela não foi, eu perguntei ao pai dele que estava lá na frente.

-- Mas qual o motivo da briga amiga?

-- Tudo Clau, essa implicância com o JM sem contar essa brutalidade, ela não pode sair por aí batendo em todo mundo.

--Ela te bateu? – Claudia perguntou espantada.

--Não, claro que não, mas eu não sei mais o que fazer – Deitou no colo da amiga.

--Calma daqui a pouco ela volta e vocês conversam.

--Ela levou a mochila dela, acho que ela não volta hoje.

--Vamos lá para o quarto, você descansa amanhã você vai trabalhar, eu durmo com você – Elas foram para o quarto e depois que Juliana chorou bastante ela acabou dormindo.

 

 

-- Que cara é essa? Parece que dormiu agarrada com Lucas – Elida disse assim que viu Andreia entrando na entrada do centro de formação.

--E foi quase isso mesmo – Lucas disse chegando logo atrás

--Credo trocar uma mulher como a sua por esse monte de pelo andante não é uma coisa muito lucida – Elida disse sorrindo – O que rolou? – Andreia nada disse apenas entrou indo guardar suas coisas

-- Elas brigaram, a Andreia está mal

--Nossa que triste ela parece ser louca por ela, não é?

--Louca é pouco ela é fissurada.

--Então deixa ela quieta – Entraram e o dia seguiu com uma Andreia calada e dispersa, no final do dia Andreia parou na frente da moto respirando fundo, não estava disposta a brigar novamente com a mulher, deixou o amigo na parada do ônibus e seguiu para casa,  notou a porta semi aberta, ia abrir mais escutou algumas vozes então resolveu presta atenção.

 

-- Mas Juli vocês não podem ficar assim brigando, isso não é legal.

--Eu sei que não é legal Junior.

--Você não está feliz é isso? – Ela ficou calada. – Juli me responde uma coisa? Você não gosta mais da Andreia – Juliana ficou calada  -- Juli não faz isso nem de brincadeira – Junior falou um pouco mais alto e isso foi demais para Andreia escutar, ela possivelmente deve ter afirmado a pergunta com um gesto de cabeça, então ela não a amava mais, ela subiu na moto e foi para o Recife antigo, lembrou do quanto já se divertiu com a morena ali, saiu caminhando e parou em um quiosque pediu uma cerveja e ficou ali, não sabia o que fazer ou o que pensar, sua cabeça rodava,  respirou fundo e não conseguiu segurar as lagrimas.

Notas finais:

Ola minhas flores

MAIS UM CAPITULO PARA VCS, MUITO TENSO, MASSS...

 

Será que a Juliana não gosta mais de Andreia? será esse o motivo de toda essa frieza?

 

BJS

Capitulo 27 por Esantos

-- Mas Juli vocês não podem ficar assim brigando, isso não é legal.

--Eu sei que não é legal Junior.

--Você não está feliz é isso? – Ela ficou calada. – Juli me responde uma coisa? Você não gosta mais da Andreia – Juliana ficou calada  -- Juli não faz isso nem de brincadeira – Junior falou um pouco mais alto e isso foi demais para Andreia escutar, ela possivelmente deve ter afirmado a pergunta com um gesto de cabeça, então ela não a amava mais, ela subiu na moto e foi para o Recife antigo, lembrou do quanto já se divertiu com a morena ali, saiu caminhando e parou em um quiosque pediu uma cerveja e ficou ali, não sabia o que fazer ou o que pensar, sua cabeça rodava,  respirou fundo e não conseguiu segurar as lagrimas.

 

 

-- Não Junior claro que eu amo a Deia, só que é tão complicado, ela nesse negócio de polícia, já pedi para ela sair, mas ela não quer, desde que ela entrou nisso ela mudou sabe? É muito estranho pensar nisso

--Calma amiga, conversa com ela tenho certeza que vocês vão se entender – Ela abraçou o amigo e depois deitou no colo dele.

 

 

 

 

-- Ei garota, não está bom? Você já está muito bêbada e também já vou fechar – O dono do bar falou para Andreia que pediu mais uma garrafa de uma vodca barata e saiu um pouco cambaleante, sentou no banco de cimento e ficou ali, não conseguiu tomar mais que metade da garrafa.

 

-- Ei Katia aquela ali não é sua ex? – Uma garota apontou para Andreia quase dormindo no banco.

--E a Andreia sim, será que ela está passando mal? – Aproximou-se com a amiga. – Andreia? – Chamou porem Andreia não se mexia, dai sentou ao seu lado e começou a sacoleja-la.—Andreia fala comigo?

-- Ka, Katia oi minha gostosa- Roubou um beijo dela sorrindo

--Ela está muito bêbada – A amiga de Katia falou sorrindo.

--Para de rir, deve ter acontecido alguma coisa a Andreia não é disso, ela deve está... – Parou de falar quando Andreia a abraçou e começou a beija-lhe o pescoço. – Para Andreia, não faz isso – A jovem pedia enquanto a amiga apenas sorria

--Juli meu amor, vem aqui me dá um beijinho- Ela falava tentando agarrar Katia.

--Ela acho que você é outra pessoa -  A amiga falava sorrindo – Deixa ela ai está muito bêbada.

--Eu não posso fazer isso, chama seu tio que é taxista, vou mandar ele deixa-la em casa.

-- A garota está falando da mulher que ela te trocou e você ainda vai fazer isso?

--Vou sim, demorei para me curar do que eu sentia, mas ela é uma garota bacana, você ainda sabe pilotar moto?

--Sei por que?

--Olha a motinha dela ali, seu tio leva ela para casa, eu deixo um bilhete para ela ir buscar a moto lá em  casa amanhã.

--Se você quer assim – A amiga pegou o celular e ligou para o tio, enquanto Andreia tentava agarrar Katia a chamando de Juliana.

 

 

-- A Deia está demorando, não é? Será que ela não vem mais?  Será que ela me deixou ? – Juliana falou quase que chorando.

--Ai Juli logico que não a Andreia não... – Escutaram as batidas na porta e Juliana foi ver quem era.

-- Oi é que mandaram eu deixar a garota aqui – Juliana olhou para dentro do taxi e viu Andreia com a cabeça encostada ao vidro dormindo.

-- Deia? Mas o que houve? – Juliana se aproximou do taxi.

--Ela está bêbada moça, rapazinho você me ajuda? – O senhor pediu ajuda a Junior que de pronto foi até lá ajuda-lo com Andreia que quando abriu os olhos só fazia sorrir.

-- Muito obrigada moço, quanto foi a corrida?

--Já foi paga, cuida dela – Ele entrou no carro e saiu.

 

--Meu Deus Deia o que deu em você – Juliana disse aproximando-se dela.

--Juli amor da minha vida toda – Puxou a menor para um abraço.

--Deia? Que cheiro é esse? – Juliana perguntou aproximando-se. –Eu conheço esse perfume enjoativo – Ela falou ainda procurando lembrar.

-- Não pira Juli, vamos levar ela para um banho que vai melhorar mais o porre–Junior aproximou-se para ajuda-la a levantar.

--Juli você está tão gostosa, uma delícia – Andreia voltava a agarrar a menor.

--Nossa sossega essa periquita, vamos lá para o banheiro – Andreia foi tentando agarrar Juliana enquanto Junior já sorria da cena cômica.

-- Calma Deia, assim vai ser difícil – Juliana ainda estava tentando lembrar do cheiro de perfume que estava sentindo no corpo de Andreia

--Vou fazer um café para ela, quando acabar com o banho me chama – Junior saiu do banheiro deixando-as no banheiro.

 

-- Vem Deia vamos tomar um banho – Juli tirou a roupa para não molhar e logo tirou a Andreia que estava sentada na privada, foram para debaixo do chuveiro, a água sempre era fria e Juliana agradeceu por aquele dia está bem mais fria.

-- Juli, eu te amo tanto – Andreia falava encarando a morena – Se eu errei me perdoa, eu faço de tudo para ficar com você, de tudo – Andreia falava debaixo da agua. – Amo você demais – Andreia tomou a boca dela em um beijo, Juliana sentiu o sabor da bebida misturado com a agua, após notar que Andreia estava um pouco mais sóbria a levou para o quarto enxugando-a, não deu tempo sequer de vesti-la, ela jogou-se na cama dormindo, Juliana a cobriu e foi até a cozinha.

--Ela dormiu- Juliana enxugava os cabelos encaracolados.

--Nunca vi ela beber tanto, fiquei surpreso.

--Amanhã ela vai me escutar, mas estou aqui me perguntando, quem será que colocou ela dentro do taxi?

--Deve ter sido o Lucas, eles não se desgrudam mais.

--É, obrigada por tudo Ju, porem agora vou arrumar a bagunça dela e vou dormir estou exausta – O rapaz despediu-se e foi para casa, Juliana foi até o banheiro, catou as roupas do chão e como era de costume olhou os bolsos da calça que Andreia usava antes de colocar no cesto, encontrou um bilhete, na mesma hora sentiu novamente aquele perfume, ao abrir ela sentiu a cabeça rodar, pensou que iria cair tamanha a confusão que surgiu dentro de si, dai releu aquele pedaço de papel.

   “ Andreia sua moto está guardada aqui em casa, espero que você acorde com pouca ressaca, beijos Katia”

-- Eu não acredito que você fez isso comigo Deia, não acredito – Juliana foi até o quarto e sentou em um banquinho que tinha ali. – Por que você fez isso conosco Deia por quê? – Juliana chorava, passou a noite imaginando muitas coisas, não sabia se aquilo era real ou apenas um sonho ruim, passou a noite ali, sentada naquele banco olhando Andreia dormir enquanto chorava.

 

 

-- Juli, Juli – Andreia acordou no começo da manhã, levantou assustada, e quando sentou na cama encontrou Juliana ali, lhe encarando. – Ai merda que dor – Disse colocando a mão na cabeça.

--Vista-se estou na sala lhe esperando –Disse Juliana levantando e saindo do quarto, Andreia tentou lembrar de alguma coisa, mas sua mente escurecia, sua garganta fechou ao lembrar das duvidas de Juliana sobre lhe amar.

--Isso só pode ter sido um sonho ruim – Andreia disse querendo acreditar naquilo, colocou um short e uma camiseta e foi até a sala, viu Juliana ali sentada no pequeno sofá, calada. – Juli, eu não lembro de nada – Andreia disse sentando no pequeno centro de madeira que tinha em frente ao sofá, assim daria para encara-la ver nos olhos dela que não lhe amava mais.

--Como você teve coragem Andreia? Estávamos tendo uns problemas eu sei, mas o que você fez foi baixo, covarde – Andreia assustou-se com as palavras da mulher.

--Mas o que eu fiz? – Estava espantada

-- Não lembra do que fez? Essa é uma desculpa muito esfarrapada, tente melhorar – Juliana levantou e começou a andar de um lado para o outro.

--Juli para de andar assim e fala comigo, me diz o que eu fiz? – Juliana jogou o pedaço de papel nela.

--Então por uma briguinha você vai dormir com essa Patricinha, é assim que você diz que me ama Andreia? Me traindo? – Juliana gritou.

--Eu não fiz nada, nem sei como isso veio para aqui. – Estava confusa.

--Eu não acredito em você, queria acreditar, mas não consigo – Juliana sentou no sofá chorando.

-- Juli eu juro, ontem eu vim para casa escutei você conversando com o Junior, escutei que você está infeliz comigo, daí sair para beber, lembro que bebi muito, mas não fiquei com ninguém.

--Não ficou? Andreia suas roupas estão fedendo com o perfume dela, você estava fedendo aquele perfume enjoativo, não me faça de idiota.

--Eu não estou te fazendo de idiota, merda eu já disse que não lembro de nada – Ela se exaltou.

--Andreia sai – Juliana disse sem levantar a cabeça

--Sair? Como assim? Acredita em mim Juli, eu não fiz nada.

--Andreia apenas sai. – Ela mantinha o rosto abaixado entre as mãos

--Você está terminando comigo é isso? – Juliana nada disse. – Droga olha para mim, se você não me ama mais não precisa inventar algo que coloque a culpa em mim, só chegar e dizer que não está feliz comigo que eu  te deixo ir, porra eu te amo ao ponto de deixar você  para que seja feliz, não entende isso?

--Me ama? Se você me amasse não faria o que fez, Andreia tanto que eu te pedi para não me trair, e agora sabe-se lá a quanto tempo você está me fazendo de idiota. -Juliana falou a encarando. – Não venha tentar reverter as coisas, não venha tentar me fazer se sentir culpada, apenas saia – Andreia nada falou, tentava entender tudo aquilo, parecia que seu cérebro estava com dificuldade de processar todos aqueles acontecimentos. – Não vai sair? Tudo bem, saio eu, mas eu não quero nunca mais olhar nessa sua cara, você foi uma filha da puta comigo, e eu não vou fazer papel de idiota, nunca mais. – Saiu batendo a porta da frente, Andreia apenas deixou o corpo cair no sofá, olhou para todos os cantos daquela sala, e se deu conta do que estava acontecendo, sim, aquele era o fim, não sabia o que fazer, não sabia como viveria dali para frente, o que seria a sua vida sem aquele que era seu amor, não sabia quanto tempo estava ali, apenas sentiu as mãos de Junior lhe abraçarem, só então ela chorou, chorou muito.

-- Calma, tudo vai se ajeitar, calma. – Junior a confortava

--Não tem mais conserto Junior, não tem – Andreia disse levantando-se. – Acabou, vou arrumar minhas coisas. – Andreia disse indo para o quarto.

-- Calma Andreia, não faça isso vocês estão de cabeça quente, dá um tempo daqui a pouco vocês conversam, você explica o que aconteceu, pedi perdão.

--Pedi perdão? Eu não fiz nada Junior, se ela não me ama mais era só chegar e falar, não arrumar uma desculpa esfarrapada e colocar a culpa em mim. – Andreia colocava as roupas dentro de sua bolsa de viagem que tinha ali. –Eu amo demais ela para ver isso acabar de forma pior – Juntou todas as roupas na bolsa em outra colocou os sapatos e algumas outras coisas.

--Para onde você vai Andreia? Não faz isso – Junior ainda tentou impedi-la

--Ela não quer que eu a deixe? Pois bem vou deixa-la- Pegou as bolsas e saiu, não tinha para onde ir, porem lembrou-se que tinha o alojamento do centro de formação, talvez conseguisse algo lá, enxugou as lagrimas e saiu para o ponto de ônibus com as suas coisas.

 

 

 

-- Juli já estou ficando nervosa, não chora tanto assim – Claudia estava com medo da amiga que apenas chorava, já fazia quase uma hora que estava ali no quarto de Junior e ela apenas chorava.

 

-- Menina toma essa água, vai te ajudar a acalmar – A avó de Junior disse lhe entregando o copo, ela pensou em negar, mas a senhora iria insistir. – Agora você vai se sentir melhor – A senhora disse saindo do quarto, em menos de cinco minutos ela estava sonolenta, Claudia até achou bom isso, viu Junior entrando.

-- Ela está dormindo? – Junior perguntou ao ver ela com os olhos fechados, porém com as lagrimas ainda escorrendo.

--Acho que sua avó colocou alguma coisa na água – Junior pegou o copo e cheirou

--É o calmante que ela toma, ao menos ela se acalmou. – Junior acariciou os cachos.

-- E a Andreia como está?

-- Juntou as coisas e foi embora – Ele disse com pesar.

--Mas para onde ela foi? Junior, será que ela está mesmo com a patricinha?

--Eu acho que não, a Andreia é louca pela Juli, não acho que ela esteja com outra pessoa.

-- Eu realmente não sei, mas ela disse do bilhete e o cheiro de perfume na roupa de  Andreia, ela passou a noite fora, e quando volta para casa está naquela situação, não sei mais o que pensar, eu pessoalmente pensaria como ela.

--Não podemos saber Clau, a Andreia disse alguma coisa sobre a Juliana não gostar dela e inventar isso, vamos deixa-la dormir, acho que ela não acorda mais hoje – Eles foram para a sala, iriam esperar a amiga acordar para conversar com ela.

 

 

-- Bom dia Senhor, aluna 06 t8, poderia falar com o senhor? – Andreia disse na entrada da sala do oficial responsável pela CFSd.

-- Entre aluna, não era para estar em instrução?

--Sim senhor, mas precisei faltar e gostaria de ser autorizada a dispor da estadia no dormitório.

-- O dormitório é para os alunos do interior, mas para sua sorte o alojamento feminino têm duas vagas- Ele pegou um papel lhe entregando – Entregue isso ao sargento Diniz ele vai lhe mostrar tudo

--Obrigada Senhor – Andreia saiu da sala e foi a procura do sargento, lá ele mostrou a cama e armário para ela guardar suas roupas, falou das regras e horários, ela escutou com atenção e depois de arrumar suas coisas trocou de roupa e foi para a aula da tarde, após a aula explicou aos amigos o que houve.

 

-- Mas Andreia vocês se amam tanto, não tem volta?

--Eu a amo Lucas, é diferente, eu não quero me humilhar, vou me dedicar a esse curso depois ao meu trabalho.

-- Tem certeza disso?  Afinal você era casada.

--Tenho Elida, me faz um favor enorme?

-- Claro diga ai?

--Me leva na casa de um pessoa, preciso pegar a moto, vou deixa-la lá em casa. – Fez uma careta. – Quer dizer na casa da Juliana.

--Como assim deixar a moto lá?

--A moto não é minha Elida, e sim dela, não vou ficar com nada dela, ela pode vende-la ou sei lá o que ela quiser fazer, mas eu preciso está às oito aqui no alojamento e de ônibus não vai dá tempo.

--Tudo bem, vamos lá – Elas saíram para a casa de Katia ao chegar Andreia apertou a campainha e por sorte Katia que atendeu.

--Olha só a bebum – ela disse sorrindo para ela.

-- Boa noite Katia, tudo bem ?– Disse sem jeito.

--Está sim, como você está?

--Estou melhor, podemos conversar?

--Claro entrem. – Disse olhando para Elida.

--Essa é minha amiga Elida- Apontou para Elida que se adiantou em dá dois beijinhos na garota.

-- Um prazer enorme – Katia disse olhando para a outra com um olhar nada puro.

--Bem, eu meio que esqueci de tudo que houve ontem, como a moto parou aqui?

-- A minha amiga trouxe, encontramos você bêbada no banco, dai eu te coloquei no taxi e ela trouxe a moto, você estava muito bêbada.

--Realmente bebi demais, muito obrigada pela ajuda, fico te devendo uma.

--Não se preocupa, você é uma garota legal Andreia, me trocou pela a Juliana, mas é uma pessoa legal.

-- Katia eu queria pedir descul... – Foi interrompida.

--Não tem o que se desculpar Andreia, você gosta dela  fez o que seu coração mandou, agora pega a moto – Lhe entregou a chave.

-- Elida você me segui, está bem? – Ela concordou com a cabeça e Andreia saiu na frente, estranhou a demora da amiga, que já ia entrar novamente na casa quando ela saiu sorrindo. – Que demora. – Andreia estranhou.

--Estava pegando o número da gatinha, quando eu chegar em casa ligo para ela – Andreia balançou a cabeça em negativo e saiu com a moto, não sabia qual seria sua reação se encontrasse Juliana, mas não iria ficar com o que não é dela, parou a moto na frente da casa, colocou a moto para o quintal, viu a casa toda escura, entrou pegou mais algumas coisas que ainda tinha ali, uma foto de Paula e Juliana que ficava em um porta retrato na sala e partiu, deixou a casa chorando.

-- Vamos Elida – Foi a única coisa que disse durante todo percurso até o centro de instrução, lá agradeceu e foi para o seu beliche, chorou baixinho dormindo abraçada a um dos blusões de Juliana.

 

 

 

 

-- Juli vai atrás dela, olha para você? Está acabada. – Junior falava depois de chegar no quarto e ver a amiga mais uma vez chorando.

-- Ela não me quer mais Junior, ela deixou isso bem claro após sair assim sem ao menos conversar.

--Não custa nada, vocês apenas conversam, vai lá no lugar do curso, você conseguiu suas férias mesmo, vai passar quinze dias em casa.

--Eu não sei, faz mais de uma semana e ela não deu noticias, acho que ela realmente está com a outra.

-- Não custa perguntar, eu vou com você vamos lá, a aula acaba daqui a pouco.

--Tudo bem Junior, mas não prometo nada, apenas vou chama-la para conversar, afinal tínhamos aquela poupança, não é muito, mas era dinheiro das duas.

--Isso , vamos lá, se arruma logo  - Juliana arrumou-se e foi com o amigo até o local que ela fazia o curso, porem travou ao chegar na frente. – O que houve Juli?

--Junior olha aquilo, eu não estava errada elas estão juntas – As lagrimas escorriam no rosto da menor, Junior olhou na direção que ela olhava e viu Katia ali parada na porta, olhando para dentro, como se esperasse por alguém.

-- Vem Juli vamos para casa – Junior levou a amiga que não parava de chorar.

-- Eu não quero nunca mais olhar na cara dela, ela foi suja demais, me traiu da pior maneira possível – Juliana chorava deitada na sua cama.

--Não fica assim Juli, eu estou com você

--Eu sei meu amigo, eu sei – Ela disse chorando

Notas finais:

Ola minhas flores!

 

Nossa capitulo grande e tenso não foi? e agora? será que é o fim para elas? será que o amor pode suportar a isso? (cenas dos proximos capitulos...) kkkk

AMO VCS TÁ! LEMBREM-SE SE ME MATAREM NÃO SABERÃO COMO ISSO  TUDO VAI ACABAR!!!.

BJS

Capitulo 28 por Esantos

-- Andreia, você está tão magra, não tem comido direito? – Lidia perguntou para prima, era domingo e andavam na praia.

--Tenho sim, é o treinamento que é pesado – Disse fingindo um sorriso.

--Era para você ir lá falar com ela.

--Não ela não me ama e ponto se encontrar ela ou a Clau e o Junior não fale nada de mim.

--Tudo bem, você que manda, agora preciso ir, minha mãe está cada vez mais chata.

--Vai lá e qualquer coisa me procura, sempre largo naquela hora, e tem o número do celular daquela minha amiga pode deixar recados com ela.

--Pode deixar, até outra hora prima – Lidia se foi deixando Andreia ali olhando as ondas, sentia um vazio dentro de si, o que faria dali para frente? Sua vida estava planejada ao lado de Juliana, ela lembrou de todos que já perderam, ela se ergueu depois da morte do pai, conseguiu depois da de Paula, porém Juliana estava ali viva, apenas não a queria e ela iria conseguir superar mais essa, sempre conseguiu.

 

 

 

 

-- Ai como você ficou gata nessa farda- Elida falava vendo a amiga provar a farda, faltavam alguns dias para a formatura delas – Vou pegar muita mulher com essa farda – A amiga disse sorrindo

--Você e Katia não rolou mais nada?

--As vezes rola, mas só sexo mesmo, ela é uma delicia, fogosa – Elida sorriu sendo acompanhada por Andreia. – E você? Não vai ficar mais com ninguém? Está esses meses todo sem pegar ninguém.

--Eu não estou a fim – Disse triste.

--Andreia você tem que sair se distrair, passou esses meses todo trancada naquele alojamento, o que acabou foi o relacionamento não você tem que viver sua vida.

--Eu sei, e vou, mas agora só quero me formar e voltar para Caruaru.

--Você acha que vai conseguir escolher para onde vai?

--Estou estudando para isso, espero conseguir.

--Eu também queria voltar para casa.

--Nós vamos está nas primeiras colocações do curso e iremos escolher onde trabalhar.

-- Você eu sei que vai, já eu não tenho certeza.

--Saberemos amanhã – Elas ficaram mais alguns minutos ali conversando.

 

 

 

 

-- Juli a Andreia  veio aqui ontem – Junior disse aproximando-se.-- Ele disse deitando na cama da amiga.

--E o que ela falou?

-- Nos chamou para a formatura dela, vai ser depois de amanhã.

--Você vai?

-- Não sei, creio que sim, a Claudia não quer ir, você vai?

--Eu não – Disse virando-se na cama.

--Vamos Juli, não custa nada.

--Não tenho mais nada com ela, aliás ela sumiu da minha vida, deve está bem com a riquinha da zona sul.

--Mas Juli eu conversei com a Lidia ela.... -  Juliana o interrompeu.

--Não quero saber Junior, ela seguiu com a vida dela e eu vou seguir com a minha, agora vamos dormir estou com sono – Juliana ficou ali deitada revirando na cama, não queria sentir mais aquilo, mas ainda doía muito, não conseguia entender como uma pessoa demostrava tanto amor no olhar conseguiu a trair e abandonar daquela maneira.

 

 

 

-- Nossa,  ainda bem que chegou o  grande dia, não aguentava mais aqueles ensaios – Andreia disse enquanto acabava de arruma-se com Lucas e Elida.

--Que isso soldado Luiza? A primeira aluna do curso não pode reclamar de ficar repetindo por horas todo aprendizado de ordem unida e daquela corneta que tem uma agradável melodia.

-- Vai se fuder Elida, odeio aquela corneta,  vamos logo pois vai ter que aquelas malditas fotos recebendo a medalha.

-- Ui Lucas vamos logo que a queridinha vai tirar foto com o governador – Disse sorrindo.

-- Deixa ela Elida, só porque ela é a CDF da turma de 2006

-- Vocês são dois chatos, será que vai ter espaço mesmo para eu ir para Caruaru com sua família Elida? Senão eu vou de ônibus, minhas coisas já estão arrumadas.

--Claro que vai ter espaço, não se preocupe não veio muita gente, apenas meus pais e meu irmão, esqueceu que o resto da família não vai muito com a cara da sapatão?

--Esqueci, isso é chato mesmo.

-- Eu queria poder ir com vocês pra Caruaru, mas não consegui vaga.

-- Não chora abestalhado, sei que você vai conseguir se virar sem sós duas para te defender

--Elida vai tomar no... -Andreia o interrompeu.

--Não manda que talvez ela goste – Todos riram, logo estavam grande campo ao ar livre em frente ao quartel do comando geral da PM-PE.

 

 

-- Nossa olha ela ali na frente – Lidia apontava.

--Ela conseguiu ser a primeira da turma, ela é danada mesmo.

--A Juliana não vem mesmo?

--Não Lidia, disse que não ia faltar ao trabalho para ver uma traidora, mesmo assim eu deixei aquele convite que a Andreia mandou na mesa dela.

--Mas ela não traiu a Juli, que droga essas duas terem a cabeças tão duras, agora ela vai para longe e não vão se reconciliar.

--Não sei porque ela vai voltar para a cidade dela, aqui tem tanta coisa.

--Mas lá ela vai seguir a vida dela sem a Juli, ao menos é isso que eu percebo.

 

 

Ao longe Juliana tentava não aparecer no meio daquela multidão, eram muitas pessoas, depois de muito procurar viu Andreia ali na frente de todos, em destaque, onde sempre foi o lugar dela. “linda minha Deia” foi o pensamento de Juliana ao ver aquela mulher, fardada com os cabelos castanhos já um pouco maiores, preso dentro do boné cinza, linda demais, não segurava as lagrimas, ela a amava, mas não a tinha mais, começou a se culpar por perde-la, seus atos nos últimos a levaram a isso, ela merecia alguém melhor que ela, após ver todos os formandos sorrindo jogando os bonés para cima saiu dali, não queria ser vista, apenas queria está presente para ver aquele lindo sorriso.

 

 

-- Ai prima você está muito linda – Lidia a abraçou.

--Mulher maravilha tá fechando, parabéns – Junior a abraçou, porem viu que Andreia procurava alguém, e Junior sabia quem era. – Ela não veio querida – Viu uma tristeza naqueles olhos que doeu o coração do rapaz

--Eu imaginei isso, não significo nada para ela mesmo – Disse enxugando as lagrimas.

 

-- Soldado Luiza – Elida apareceu prestando continência para Andreia que teve que ficar com o segundo nome, para ser seu nome de guerra

-- Vai a merda Elida – Disse disfarçado a tristeza.

-- Esses são meus pais, gente essa é minha grande amiga Andreia Luiza de Carvalho – Eles se apresentaram formalmente.

--Você é a namorada dela? – Um rapaz com aproximadamente 15 anos perguntou.

--Não, apenas amigas mesmo – Andreia respondeu olhando para os pais dela.

--Que pena você é bonita – O rapaz disse sorrindo

-- Deixa de ser idiota Elzo – Ela deu uma tapa na cabeça do rapaz, ficaram mais algum tempo ali, logo se dispersaram.

 

-- Prima qualquer coisa me liga, se precisar tem aquela conta que fizemos juntas, sempre vou te mandar alguma coisa, assim que meu salário sair eu vou mandar dinheiro e você compra um celular para você combinado?

-- Já disse que não precisa se preocupar, já está tudo certo lá? O homem já saiu da sua casa?

--Já sim o amigo do meu pai já resolveu tudo, assim que der vai me visitar está bem?

--Eu prometo, assim que a minha mãe sair do meu pé eu dou um pulo lá.

--Junior cuida dela, qualquer coisa me liga, certo?

--Eu vou sentir saudades, promete que vai se cuidar? – Ele chorava.

--Não chora, eu vou ficar bem te prometo – Ela o abraçou

-- Obrigada por tudo meu amigo – Andreia foi para o carro de Elida e logo estavam indo para sua nova casa, seu estágio começaria na próxima segunda-feira, iria trabalhar no 4º batalhão da policia em Caruaru.

Notas finais:

ola minhas flores.

Então minhas flores, um capitulo curtinho, mas bola para frente e vamos partir para a proxima fase da historia.

 

BJS 

Capitulo 29 por Esantos

-- Ai não vai, está tão bom, ainda estou louca de tesão.

-- É, não vai, tá cedo.

--Meninas tenho que ir para casa.

-- Fica vai, só mais um pouquinho – Uma das garotas começou a beijar o pescoço de Andreia enquanto esfregava os seios em suas costas.

-- Tira essa calça, temos muito para brincar ainda – A garota com cabelos vermelhos escuro começou a tirar a calça que Andreia vestia para ir embora.

--Merda assim fica difícil– Ela disse afastando a garota que antes abria a sua calça a jogando na cama com força. – E você deita ai – Andreia falou para a mulher loira que estava nas suas costas. – Porra vou escutar muito por isso. – Ela sussurrou para si vendo as mulheres se beijando na cama,  terminou de tirar a calça e depois ajoelhou-se no chão para abocanhar o sexo da mulher de cabelos vermelhos, enquanto sua  mão ia em direção ao sexo da outra, elas começaram a gemer, logo elas gozaram, Andreia então levantou-se deu um beijo em cada uma e foi para o banheiro, tomou outro banho rápido e para não ariscar já saiu vestida.

--Ai Lu, você vai nos deixar aqui, a noite mal começou -  A loira falou fazendo bico.

--Gata nós chegamos nesse quarto ás duas da tarde, tenho compromisso agora, fiquem aqui o quarto está pago até amanhã – Novamente deu um selinho nelas. -Depois ligo para vocês  - Saiu do quarto apressada.

 

 

-- Você está muito ferrada sabia?

--Lidia eu me atrasei, merda ela deve está furiosa – Ela falava enquanto ia subir as escadas da casa, porem parou – Onde está o Vitinho?

-- Está dormindo, disse que quanto a mãe Ia dele chegasse acordasse ele.

--É melhor deixa-lo dormir, vou lá que ela deve estar cuspindo fogo. – subiu as escadas e ao abrir a porta viu a silhueta da mulher olhando para a janela

-- Resolveu aparecer? – A mulher virou-se

--Andressa eu tive que resolver um assunto lá no batalhão, me desculpa o atraso.

--Luiza nós íamos sair para comemorar nosso aniversario de um ano e o que você faz? Resolve aparecer quase onze da noite, merda Luiza, você não me respeita – A mulher começou a chorar. – Eu vou para minha casa é melhor

--Não gatinha, não faz isso, ainda podemos comemorar, eu realmente pisei feio na bola, me deixa compensar– Ela disse abraçando a mulher e beijando o pescoço dela. – Te prometo que você não vai se arrepender, tenho uma surpresa para você, você vai gostar – Andreia não esperou a mulher responder, apenas a beijou, a mulher logo desistiu de resistir e cedeu, quando ela deu um gemidinho Andreia soube que tinha amansado a “fera”. – Agora vou me arrumar, é um banho rápido . – Afastou-se da mulher.

-- Vou lá para sala te esperar – Saiu do quarto e Andreia foi para o banho com um sorriso vitorioso, sempre quebrava as barreiras de Andressa assim, ela fora a única mulher que ela assumira um compromisso durante todo aquele tempo,  depois de muita insistência da loira ela resolveu assumir aquele relacionamento.

--Vamos? – Ela encontrou a mulher tirando uma selfie com Lidia.

--Vamos sim, até amanhã Lidi, - Deu dois beijinhos em Lidia e saiu sendo acompanhada por Andreia que deu uma piscadela para a prima.

--Andreia você não presta – Lidia disse sorrindo, ela resolveu subir para seu quarto, antes parou na porta do quarto de frente deu um leve sorriso ao encontrar o filho todo descoberto, ela foi até ele o cobrindo, deu um leve beijo na testa do menino que já estava grande, iria completar dez anos, lembrou-se do dia que descobriu que estava gravida, alguns meses que Andreia tinha vindo para o interior, descobriu porque desmaiou e a mãe a levou para o hospital, sabia que teria problemas, quando chegou em casa já encontrou suas malas prontas e seu pai bêbado a chamando de vadia, ficou desamparada ali, ligou para prima que não hesitou nem por um momento de mandar o dinheiro da passagem para ela, desde então Andreia assumiu a maternidade da criança, que assim que nasceu foi adotada por Andreia para poder ter todos os poucos privilégios que os filhos dos militares têm, Lidia que em nenhum momento foi contra a ideia ficava feliz, resolveu que a sua vida seria voltada ao filho e cuidar da prima que se deixasse não se cuidava, após a criança está com dois anos conseguiu um emprego em uma loja de departamentos, onde já trabalhava há um bom tempo.

 

 

-- Lu eu adorei o lugar, não sabia que tinha feito uma reserva.

--Logico que fiz, desde ontem tinha reservado para jantarmos aqui – Ela disse fazendo um leve carinho na mão dela.

--Pensei que tinha esquecido.

--O que te faz pensar isso?

--Sua cara de surpresa quando eu falei hoje de manhã.

--Não fiz cara de surpresa apenas não gostei que você tocou no assunto no quartel, sabe que não gosto que toque no assunto e sabe mais ainda que meu trabalho nunca se mistura com minha vida pessoal.

-- Sim senhora – Andressa disse em tom de deboche

--Olha as gracinhas, não vamos brigar, essa noite é para curtir- Falou em um tom mais maleável. – Agora me diz que tem uma surpresa para mim debaixo desse vestido?

--Tenho sim, mas se controle que quando sairmos daqui eu te mostro.

--Eu sempre me controlo gatinha – Apertou a coxa da mulher debaixo da mesa – Já acabei, vai querer a sobremesa aqui ou vamos comer em outro lugar – Falou em um tom sedutor.

--Em outro lugar -Passou a língua nos lábios.

-- Vou pagar a conta – Levantou-se

--Mas é só pedir que o garçom traz.

--Não, prefiro pagar no caixa – Caminhou até o caixa onde tinha uma linda morena lá. – Você salvou minha pele sabia? – Deu um sorriso sedutor para ela.

--Vou querer minha recompensa, não foi nada fácil conseguir essa reserva assim em menos de uma hora.

--Você terá sua recompensa, a mais gostosa de todas. – Fez um carinho na mão da mulher ao entregar o cartão

-- Vou esperar sua ligação – Fez cara de safada, Andreia pegou o cartão e saiu sorrindo.

-- Vamos? – Pegou no ombro da mulher que mexia no celular.

--Queria poder postar uma foto nossa – Ela disse para Andreia enquanto caminhavam.

--Você sabe que odeio me expor, e você era para seguir o mesmo exemplo, sabe com que lidamos todos os dias, deveria ter cuidado, já te avisei isso muitas vezes.

--Eu sei, mas não posto nada demais – Elas entraram no carro e Andreia dirigiu com tranquilidade até um motel no centro da cidade.

 

-- Agora quero minha surpresa – Andreia disse assim que entraram no quarto.

-- Sua surpresa vai ser essa – Ela começou a descer o zíper que fica ao lado do curto vestido, não demorou para aparecer o corpo completamente nu.

--Se eu soubesse que estava sem nada teria te comido na mesa do restaurante – Andreia disse puxando a loira para junto.

--Eu sei disso, por isso não falei nada – Andressa empinou a bunda roçando no sexo de Andreia que segurou os cabelos da nuca dela enrolando nas mãos.

--Você vai me dar bem gostosinho. -A fez virar deitando-a na cama, tirou a roupa e subiu no corpo da mulher, ela a beijava enquanto se esfregava no corpo dela, quando notou que a loira já estava molhada desceu a mão e a penetrou com três dedos de uma vez.

--Ai Lu, isso, mais forte vai! – Ela gemia deixando Andreia mais excitada ainda, não demorou para a Loira gozar nos dedos de Andreia, quando a respiração dela voltou ao normal a loira subiu no corpo de Andreia a beijando, então desceu a mão até o sexo dela, mas foi afastada de pronto.

--O que que está fazendo? Andressa já disse que não gosto– Ela reverteu saiu debaixo dela.

--Droga Luiza eu queria te dá prazer, eu vejo que mal você goza, no máximo uma vez, você mal não deixa eu tocar em você, você deveria procurar um psicólogo para resolver isso.

-- Parabéns Andressa você conseguiu estragar a noite – Ficou de pé. – Vamos embora – Começou a se vestir.

--Não Lu, para com isso vai, eu falei brincando – Ficou de joelhos na cama

--Mas eu não, vamos levanta, se arruma – Já vestida foi para o banheiro, lá lavou o rosto e sua mente voou para anos atrás:

“-- Deia você gostou? – Juliana perguntou enquanto recebia carinhos em seus cabelos cacheados

--Adorei marrenta, você foi ótima, fazia muito tempo que eu não deixava ninguém me fazer oral.

--E promete que ninguém mais vai fazer? Só eu posso te tocar – Andreia sorriu.

--Prometo, só dou a você está certo?

--Acho bom mesmo – Juliana deu um beliscão na barriga dela”

 

 -- Merda, por que você não sai da minha cabeça – enxugou o rosto e saiu, encontrou Andressa acabando de arrumar-se—Vamos? – Perguntou seca.

--Vamos, fazer o que, não é mesmo – Ela disse já de pé saíram sem dá uma palavra, seguiam para casa quando Andreia notou algo de estranho ao parar no sinal.

--Está armada Andressa?

-- Eu não, é muito grande para minha bolsa nova.

--Merda, vão nós assaltar, tem uma 22 no porta luva a comprei ontem, coloca o pente, eles estão a pé não vai ser difícil, ao meu comando entendeu?. – A mulher fez o que ela pediu enquanto Andreia pegava uma outra arma debaixo do banco colocando no lado do banco.

--Desce o vidro – Ela viu os rapazes aproximarem no lado de Andreia que atendeu levantando as mãos.

-- O celular e a bolsa das duas “vamo, vamo” – O rapaz disse e elas entregaram os celulares e a bolsa de Andressa, quando eles se afastaram Andreia de dentro do carro mesmo mirou e atirou atingindo o que estava com a arma que caiu no chão, o outro correu mas foi alvejado na perna por Andressa.

-- Levanta as mãos? -Andreia falou aproximando-se do rapaz que foi baleado, ele gritava pela dor do tiro.

--Esse já era- Andressa disse ao ver o tiro na nuca do outro ladrão.

--Isso é um tiro em um ladrão, não isso aqui – Disse com a arma em punho apontando para o homem deitado que gritava de dor.

--Desculpa Tenente – Andressa disse com a cara fechada.

--Fica de olho nele. – Andreia falou pegando o celular  – Alô, tenente Luiza falando, tentativa de assalto na Avenida imediações do shopping, sim reagir, e um óbito, manda uma viatura vou ligar para a delegacia.

--Droga isso vai demorar – Andressa disse vendo Andreia se aproximando com uma algemas de lacre e colocando no outro.

--Está doendo muito tia – Ele chorava

-- Está? Que peninha de você, Andressa liga para o samu, para leva-lo – Não demorou e todos os tramites legais foram realizados,  no inicio da manhã Andressa e Andreia estavam em casa.

-- Mãe Ia – O menino saiu correndo para abraçar Andreia.

--Bom dia meu amor, Não está atrasado para a escola?

-- Já estamos saindo, ia pedir o taxi, mas já que chegou – Pegou a chave do carro.

--Me deixa tirar a arma do porta luvas – Ela  disse indo com o menino ainda em seu colo.

--Vai com a mãe que vou pegar o monstro no carro – Ele foi direto para o banco de trás.

--Mãe o mestre disse que hoje o treino vai ser mais cedo, você vai me levar?

--Não dá, hoje estou de trabalho.

--A senhora prometeu. – Cruzou os braços.

--Eu sei, mas hoje não dá quem sabe amanhã. – Disse colocando a arma nas costas. - Agora tira esse bico e dá um beijinho aqui – Andreia deu um beijo na cabeça dele e ficou olhando o carro sair, voltou para o quarto e já encontrou Andressa fardada.

--Me leva até em casa? – Vou pegar meu carro.

-- Levo sim, me deixa tomar um banho – Andreia tomou um banho rápido colocou uma calça jeans e uma blusa básica branca, subiram na moto e em poucos minutos estavam no quartel, ela vestiu-se e foi para sua sala, ela era sub comandante daquele batalhão,  após três anos de policia passou na prova para oficial, fez a academia de oficial, destacou-se e hoje estava em ali naquele posto, respirou fundo pegado os papeis para começar seu trabalho quando escutou as batidas na porta, assim que autorizou a entrada viu a amiga entrar

--Bom dia tenente – Prestou continência  -- Posso entrar?

--Pode entrar sargento – A viu sentar-se e fica olhando-a – Fala logo Elida o que foi? -Andreia segurou o riso.

--Serio que você saiu com aquelas duas gostosas no dia do seu aniversário de namoro?

-- Logico você viu que eu estava na minha e elas que vieram provocar.

--E não deu B.O. com a Andressa?

-- Dei meu jeito, sempre dou – Sorriu safado para a amiga – Tenho uma diversãozinha para nós no meio da semana

--Adoro essas diversões, o que é?

-- A Marcia do restaurante, quebrou uma para mim, disse que quer um “agrado” – Fez aspas com as mãos.

--Aquela morena gostosa do restaurante que gosta de uma surubinha? Já estou mais que dentro.

-- Creio que ela vá querer levar a amiga, se for eu te aviso.

--Vou adorar, soube do assalto, tudo tranquilo?

--Sim tudo em ordem, apenas fiz meu trabalho e como eles já estavam longe não mirei na cabeça, porem estava escuro e acabei o acertando fatalmente.

--Sei bem, logo você errar uma mira – Sorriu. – Agora voltando ao trabalho, o major que falar com você disse que lhe espera pontualmente de dez horas na sala dele

--O que ele quer dessa vez?

--Não sei, ele mandou eu avisar desde ontem à noite.

--Deve ser para limpar a lambança da operação no morro da semana passada.

--Não sei, hoje acaba a instrução do GATI ás 15:00 você vai fazer as honras para os novatos?

-- Marca para amanhã, estou atolada com esses papeis, mas avisa ao sargento Clovis que os deixem no alojamento, quero acorda-los, diga a ele para recolher as armas, tem alguma mulher? – Ela negou – Então mande eles dormirem apenas de short, teremos treinamento com os taser

--Vai acorda-los com a arma de choque? Já gostei

-- Sim, dá as boas vindas – Andreia sorriu. – Agora vou fazer a checagem do arsenal, vem comigo.  -Elas saíram para mais um dia de trabalho

--Falar comigo major? – Andreia perguntou após ser autorizada a entrar.

--Sim sente-se – Apontou para a cadeira.

--Eu estava olhando a filmagem das câmeras de segurança, belo tiro – O homem barrigudo disse sorrindo.

--Obrigada senhor, era sobre o assalto o assunto que queria falar?

--Não tenente, ontem no final do dia chegou uma transferência para você, vai para a capital comandar o grupo tático

--Transferência? Mas eu não pedir isso senhor.

--Eu sei apenas lhe escolheram, parabéns, agora sua promoção para capitã vai sair mais rápido, espero que a minha também.

-- Mas senhor – Estava surpresa.

-- Você terá uma semana de folga, a partir de segunda, para organizar sua mudança, alguma duvida?

--Não senhor- Andreia prestou continência e saiu da sala com essa surpresa, nega-se não era opção, agora era apenas ver como faria aquilo.

-- Sargento na minha sala – Ela passou por Elida que estava próxima a entrada da sua sala conversando.

-- O que houve?

-- Fui transferida – Disse sentando na cadeira

--Oi? Como assim?

-- Isso que você escutou fui transferida para Recife, vou comandar o grupo tático da área metropolitana.

-- E isso não é uma boa noticia? Andreia sua promoção vai sair rápido com toda certeza

-- Mas minha vida toda está aqui, o Vitinho e a Lidia? Como vou fazer?

-- Ai Andreia logico que eles vão com você, e outra, eu também vou, afinal sou sua assistente – Elida disse sorrindo.

-- Você não existe Elida – Andreia jogou uma bolinha de papel na amiga.

--Mas e a Andressa? Não falou nela.

-- A Andressa é o de menos, vou almoçar, vai comigo?

-- Vamos lá para casa a mamãe fez um escondidinho de carne de sol, disse que tá do jeito que a Andreia gosta – Imitou a mãe falando.

--Vamos lá então – Elas foram conversando sobre a transferência, após o almoço voltaram ao serviço.

 

 

--Li, cheguei – Andreia disse entrando na sala.

-- Mãe Ia, tenho uma super novidade para contar a senhora – O menino descia a escada correndo

--Não corre, o que foi? – O garoto chegou até ela

-Vou subir de faixa, sexta feira vou para a faixa amarela – Ele disse animado.

--Parabéns meu amor, isso significa que você está se saindo bem -Pegou o menino nos braços. – E na escola? Aquele problema com português foi resolvido?

--Foi sim, que dizer eu acho

-- Espero que tenha, ainda essa semana vou na escola, acaso eu descubra alguma coisa já sabe, vai ficar de castigo.

--Eu sei – Ele disse de cabeça baixa.

--Agora vai chamar a sua mãe que preciso falar com ela – Andreia disse indo para cozinha, esquentou o jantar e sentou-se.

--O que foi? Estava no banho – Ela disse sentando na mesa.

--Li, eu fui transferida – Disse respirando fundo

--Transferida para onde?

-- Para o Recife, semana que vem já vou me organizar por lá.

--Nossa, voltar para lá – Ela disse respirando fundo.--Bem temos que ver a transferência do Vitor e vou pedir a minha também, se não derem eu me demito – Ela falou comendo do prato da prima

--Serio que você vai abandonar tudo aqui?

--Logico, Andreia já lhe disse que estarei com você para sempre, até quando você se encher de mim.

-- Eu nunca me encho de você, aliás encho sim – A olhou feio – Quando você mexe no meu prato, vicio mais chato – Puxou o prato de comida.

--Vai fazer como? Alugar ou comprar algo?

-Vou dá uma pesquisada, não sei ao certo, estou por fora de preços.

--Então já vou dá uma olhadinha em algumas coisas e te envio, quando vamos?

-- Semana que vem – Andreia disse sorrindo.

--Do que você está rindo?

-- De você, serio que você não se importa de fazer uma mudança assim repentina?

-- Eu não, mas o Vitor vai, aposto que ele vai reclamar de mudar seus amiguinhos.

--Ele se acostuma, são coisas da vida.

-- Eu sei disso, agora me responde só uma duvida, - Pegou mais uma colher do prato da prima – E a Andressa?

-- O que tem a Andressa?

-- Como o que tem? Ela é sua namorada – Andreia olhou com uma cara de enfado

--E dai?

-- Ela vai ser transferida também?

--Não, ao menos que eu saiba.

-- Ela vai pirar, você sabe disso não é?

-- Sei, mas não tenho culpa alguma, ela vai ter que entender.

--Vai acabar o namoro?

-- Não sei ainda – Ela falava sem muita importância.

--Não sei o porquê você continua com esse namoro, você não a ama.

--Eu gosto dela, o sexo é bom e ela é muito linda, com aqueles olhinhos verdes.

--Andreia você realmente não presta, deveria tentar algo mais sério com ela, sei lá casar, vai que você comece a ama-la

--Eu não, estou vacinada dessa doença – Disse sorrindo – Agora vou dormir que amanhã o dia vai ser puxado – ela foi para seu quarto e dormiu, resto da semana seguiu com tranquilidade, até no sábado.

 

Notas finais:

Ola minhas flores!

 

ENTÃO SE PASSARAM ALGUNS ANOS, COMO SERÁ QUE A VIDAS DELAS ESTÃO? 

 

vamos descobrir nos proximos capitulos.

 

BJS e pra quem gosta "como eu" um bom São João!!!!

Capitulo 30 por Esantos

--Lídia onde está sua prima? – Andressa entrou na casa sem ao menos bater.

-- Boa noite para você também, ela saiu, não sei para onde.

--Ela está com a Elida não é?

--Não sei – Ela sabia, mas como a Andressa odiava quando as duas saiam preferiu mentir.

--Ela saiu com a tia sim, eu vi as duas saindo no carro da tia Eli.

--Eu sou uma trouxa mesmo, quando ela iria me falar que foi transferida?

--Não sei, nem sabia que ela não tinha contado.

--Vou para casa, elas não voltaram nem tão cedo, merda

--Ela falou um palavrão, vai colocar o dinheiro na caixinha do palavrão – O menino disse ficando na frente dela.

--Ai me erra – A mulher saiu batendo a porta.

--O que ela tem mãe?

--Ela está nervosa meu filho, não liga para ela, agora acaba logo essa lição, pois a Andreia disse que amanhã vai conferir seus cadernos.

--Ela sempre reclama quando faz isso – O menino disse triste.

-- Agora acaba isso ai, para não deixar para amanhã. – O menino fez a lição e foi para o quarto.

 

 

-- Nossa estou quebrada.

--Também está fora de forma, não aguenta mais o pique? Pode falar que não chamo mais.- Andreia disse sorrindo

--Aguentar eu aguento, mas quando você disse que iria se mudar as garotas pareciam que enlouqueceram, nunca vi, queria o sexo de uma vida em apenas uma noite.

-- Foi bom mesmo, vou sentir faltas das meninas– Andreia falava olhando para a entrada da sua casa

-- Não quer ficar para dormir?

--Não, eu vou para casa, já vai dá cinco da manhã mesmo, vou dormir e amanhã descansar, afinal segunda vamos viajar.

--Ainda acho que deveríamos ir de moto, vai ser bem mais rápido.

--Andreia o tempo está chuvoso, se o problema é deixar o carro com a Lídia vamos no meu.

--Tudo bem, segunda às sete da manhã.

--Porque tão cedo Andreia? Nunca vi gostar tanto de madrugar.

--Não gosto de deixar as coisas para muito tarde – desceu do carro e despediu-se, Andreia tomou um banho e foi dormir, no meio da manhã acordou com uma batida forte na porta, ao levantar viu Andressa parada no pé da cama a encarando – Mas que porra é essa? Isso é jeito de entrar?

-- Luiza quando você ia me falar que foi transferida?

-- Hoje – Ela disse voltando a deitar a cabeça no colchão

-- Luiza desde quando você sabe ?

-- Ai que droga – respirou fundo sentando na cama. – Desde segunda, mas estava resolvendo umas coisas e acabei esquecendo e outra, não nos encontramos essa semana.

-- Como não? Nos encontramos no quartel durante a semana, custava ter me falado?

-- Eu não misturo as coisas, agora posso dormir? – A garota começou a chorar

-- E agora? Como vamos ficar? São 135km de distância.

--E não vai alterar em nada, vem cá, não chora – Andreia a puxou para cama a abraçando. – Sempre que dá você vai para lá ou eu venho, não há motivos para desespero.

--Você promete que não vai de deixar? – Falou fungando no pescoço dela

--Não precisa prometer, agora deita aqui, vamos dormir um pouco o que acha de conchinha? Você adorar dormir de conchinha – A garota acalmou o choro e ficou ali por um tempo depois que Andreia dormiu ela saiu, viu as roupas dela penduradas, ao chegar sentiu o cheiro de perfume de mulher, respirou fundo para acalmar, não falaria nada, uma hora ela mudaria, ela saia com outras, mas era para ela que a Andreia sempre voltava.

 

 

 

-- Nossa a foto da casa era bem diferente, acho que o corretor se enganou – Elida olhava uma casa com Andreia.

--Por isso é bom vim visitar pessoalmente, eu gostei da segunda, mas está muito caro e também precisa de reforma.

--Mas isso a Lídia sabe fazer bem, ela deixou a sua casa do jeito que está hoje, nem parece aquele casebre que você tinha nem se compara a linda casa que vocês têm.

-- Ela leva jeito para coisa mesmo, vou falar novamente em faculdade com ela, vai que aqui ela se empolgue.

-- Bem senhoras vocês não gostariam de conhecer um apartamento? – O corretor imobiliário perguntou. – Ele é excelente, chegou ontem lá na imobiliária, totalmente financiável ele é muito bem localizado e enorme e o dono está louco para vender, então está abaixo do mercado.

--Não queria um apartamento, mas vamos lá conhecer, vamos Eli? – Elas foram seguindo o carro do corretor.

--Andreia não seria melhor apenas alugar? E se você for transferida novamente?

-- Eu não vou pagar aluguel,  tenho certeza que não vou ser transferida nem tão cedo, no máximo umas operações no interior.

-- Se a tenente está falando – Elida disse voltando a sua atenção para a estrada. – Nossa adoro essa orla, faz um tempo que não venho a praia – Andreia ficou olhando o carro do corretor parar, logo após Elida encostar o carro atrás.

--Bem senhoras o prédio esse, excelente localização quase em frente ao mar, tem uma bela vista, venham – Andreia parou olhando ao redor, realmente muito bonito, ao chegar no apartamento elas olhavam tudo.

-- Deve ser os olhos da cara – Elida disse mais baixo para Andreia que parou quando passou em frente a varanda do apartamento ela caminhou bem devagar olhou para baixo, estavam no nono andar, ela olhou para o mar, lembrou-se automaticamente de Juliana, ela sempre sonhou em morar em um lugar como aquele com aquela varanda.

-- Então senhoras gostaram?

--Eu achei ele lindo, espaçoso bem dividido, três quartos como a sua casa. – Viu que a amiga não estava prestando atenção no que ela disse – Andreia? Está escutando? – Tocou de leve em seu ombro

--Oi sim, qual o valor?

--Ele está bem a abaixo do mercado, por causa dessa crise o dono está precisando do dinheiro rapido- O homem escreveu o valor no papel e o valor das parcelas.

--UAL! – Elida disse ao ver.

-- Eu dobro a entrada e financio o resto, vou fechar nele – Andreia disse sem nem titubear, apertou a mão do homem e acertou para levar as documentações no outro dia.

-- Andreia serio que você vai comprar ele? Não é muito caro?

--Elida eu economizei mais de 30 por cento do meu salário durante todos esses anos para alguma coisa, e agora chegou a hora de investir esse dinheiro e imóvel sempre é um bom negocio

-- Se você diz, bem agora vamos procurar um hotel, ou você vai logo para o quartel?

--Não hoje não vou para o quartel, vamos dá um mergulho na praia e tomar aquela velha cervejinha, está dentro?

-- Não sei o porquê você me pergunta essas coisas, logico que estou mais que dentro – Sorriu.

--Vamos em um hotel, depois voltamos – Elas passaram o dia na praia divertindo-se a noite foram para uma boate e divertiram-se bastante. Passaram mais dois dias ali resolvendo todas as papeladas e voltaram para casa com a chave do apartamento na mão.

 

 

--Nem acredito que vou morar na orla – Lídia falava feliz – Foi bem rápido não é?

-- O financiamento foi feito pela própria imobiliária, não demorou tanto, agora vamos empacotar as coisas que na sexta já quero está lá para resolvermos tudo.

--Lídia meu amor, você vai dividir o quarto comigo por um tempo, mas não fique acanhada, pode me agarrar no meio da noite – Elida falou sorrindo sempre brincava com a outra.

--Não se preocupe queridinha isso nunca vai acontecer – Como planejado por Andreia na Sexta já estavam na capital com a mudança.

 

 

-- Andressa fica arrumando as coisas com as meninas que eu vou visitar as escolas para o Vitinho

-- Mãe vê se escolhe uma boa, que tenha gente legal.

--Pode deixar, mesmo assim o senhor vai estudar para fazer a prova do colégio militar, quero você estudando lá ano que vem. – Visitou algumas escolas e logo escolheu uma próxima de casa, onde não precisariam enfrentar trânsito, voltou para casa e ajudou na arrumação, no domingo de manhã a casa já estava com um aspecto melhor.

 

-- Amanhã vou no centro comprar umas coisas que estão faltando, me dá teu cartão?

--Se ferrou – Elida diz sorrindo

--Lídia eu até dou, mas lembre-se que agora estamos em contenção de gastos, a parcela do apartamento não é baixa.

-- Eu sei, vai ser besteira, mas se não quiser deixa que eu compro. – Falou fazendo bico.

--Nada disso já combinamos que o dinheiro da sua rescisão e fgts será para pagar a faculdade de arquitetura, você me prometeu.

--Tá certo eu prometi, não se preocupa – Na segunda de manhã Andreia deixou o filho na escola e seguiu para o quartel.

-- Amanhã nós vamos vim de moto, olha esse trânsito – Ela disse com uma cara feia.

-- Isso aqui fica cada dia pior, transito horrível, estou morta de sono. – Resmungou

-- Também, ontem à noite acordei para ir ao banheiro a Andressa estava gemendo horrores, já era mais de três da madrugada.

--Ela estava em um fogo ontem, disse que era para inaugurar o quarto – Sorriu de maneira cafajeste.

-- Pena que a Lídia não me dá uma chance – Fez careta

--Ela não seria louca e ainda tem um agravante.

-- Agravante? Qual?

-- Eu te mataria – Sorriu para a amiga – Chegamos – Pegou ser quepe o colocando na cabeça, o soldado de guarda prestou continência a levando para a sala do comando daquele batalhão.

-- Soldado acomode a sargento Elida, depois mande o subtenente reunir a tropa, em vinte minutos estarei no pátio.

--Sim senhora – Ele saiu rápido.

Ela respirou fundo olhando para aquele lugar, iria ser um desafio gigantesco, mas iria vence-lo, mesmo sendo considerada com pouca idade pelos demais oficiais, ela sabia que tinha competência para aquilo, ajeitou as duas estrelas prateadas em seu ombro alinhou o quepe na cabeça, odiava aquela saia justa preferia a farda preta do grupo tático, mas tinha que usar essa as vezes, caminhou com a cabeça erguida transparecendo sua força e sua determinação, no pátio do quartel viu os policiais em forma, quando ela entrou alinharam-se em posição de sentido, iria ser um desafio, seria a primeira mulher a assumir tão posto e não iria decepcionar.

-- Descansar – Ela disse se colocando a frente deles,– Bem senhores, hoje inicio no comando desse batalhão não pensem que comigo terão uma maleabilidade que é atribuída ao sexo feminino, não sou frágil, muito menos aturo erros, nesse batalhão só quero os mais fortes, quem não se enquadrar peço que peça para voltar ao patrulhamento, repetindo não aceito erro, façam sempre o seu melhor mesmo que ainda não seja o suficiente,entendido?

--Sim senhora! – Foi escutado os policiais pronunciando.

--Ótimo, vão para rua e façam seus trabalhos, semana que vem teremos uma restruturação das metas, vocês serão informados, dispensados – Andreia deu as costas e saiu para a sua sala.—Elida chama o tenente Ramos aqui, vamos ter uma longa reunião – Assim os dias passaram, ela passou aquela semana arrumando a casa, para poder saber o que tinha em mãos.

 

 

--Você vai se resolver com sua mãe, eu não quero nem saber. – Andreia entrou em casa e escutou a conversa de Lídia com o filho

--Mãe ela vai me colocar de castigo – Ele disse com a voz chorosa.

--Não quero saber, quem mandou fazer besteira.

--Que besteira estamos falando? – Andreia disse entrando na sala assustando o menino que fez cara de choro.

--Olha aqui – Lídia entregou a agenda escolar do menino, leu depois releu em voz alta – Vitor ficou de castigo, pois falou de maneira preconceituosa com a amiguinha – Ela olhou para o menino que estava de cabeça baixa. – Explicações?

-- Na hora do intervalo a Clarisse estava sentada no banco e caiu uma folha no cabelo dela o Mauricio disse que ela não penteava o cabelo e eu rir dela – Ele disse ainda de cabeça baixa.

--Como é o cabelo da Clarisse Vitor?

-- Ele é grandão assim – Fez com a mão. – Igual daquela amiga da mamãe Lídia – Ele falava de cabeça baixa.

--Então você achou graça do que seu amigo fez? – Ele não falou nada – Não escutei a resposta

 – Não achei – Ele falou baixo, mas audível

—Então por que sorriu?

-- Os meninos estavam rindo.

--Então você vai fazer o que seus amiguinhos fazer? Se eles se jogar de frente ao carro, você vai fazer o mesmo? – Ele balançou a cabeça em negação.

-- O que já conversamos sobre respeitar todo mundo independente dele ser igual ou diferente de todos?

-- A senhora disse que não podemos julgar ninguém – Ele disse sem levantar a cabeça.

--Isso mesmo e sorrir do cabelo da amiguinha é uma forma de julgar, então amanhã você vai pedir desculpas na frente de todos e Lídia o dinheiro do lanche dele ele vai comprar um chocolate para dar de presente a Clarisse, resolvidos? – Ele não respondeu – Eu perguntei se estamos resolvidos?

--Estamos sim

--Ótimo, agora vai lá para o quarto e pense bem sobre o que você fez, e mais sem celular ou computador – O menino saiu com a cabeça baixa vendo Andreia desligar o aparelho de internet da casa.

-- Nossa quando crescer vou ser assim – Elida disse sentando.

--Vai para porra, eu tento apenas educa-lo, daqui a pouco vou lá brincar com ele.

-- A Andressa já mandou umas dez mensagens querendo saber se você já chegou.- Lídia falou antes da prima ir para seu quarto

--Diga a ela que não estou com saco para ela – Falou entrando para o quarto

--Ei a aposta está de pé, um mês – Lídia disse sorrindo.

--Já disse que ela segura ao menos dois, a Andressa é muito gostosa e segundo a diz Andreia o sexo é maravilhoso.

--E por falar isso, já até chamei um para cara que faz vedação acústica ele vem trocar a porta e as janelas do quarto da Andreia ainda essa semana, a mulher grita demais.

--Mas não dá para escutar, apenas se passar por frente.

-- Essa é a questão para ir ao banheiro tem que se passar pela frente. – Elida sorriu.

 

 

-- Vitinho? – Entrou no quarto do menino, ela já tinha tomado um banho e estava com um short de elástico e uma camiseta folgada.

--Oi mãe Ia – O menino lia um livro.

--O que está lendo ai? – Andreia deitou-se ao lado dele na cama.

--O pequeno príncipe.

--É uma boa história, eu estava pensando, sábado irmos em uma academia, eu treinava lá quando vim morar aqui, não sei se ainda existe, mas amanhã vou dá uma pesquisada, mas se ela não estiver mais aberta vamos a outra, existe muitas boas aqui.

--Oba, eu quero – Falou animado.

--Então combinado, ler essa parte para mim, eu adoro.

--Qual esse parágrafo aqui?

--Isso mesmo, vamos ler juntos o que acha? – Ele afirmou com a cabeça

-- “– Não – disse o príncipe. – Eu procuro amigos. Que quer dizer “cativar”?

– É algo quase sempre esquecido – disse a raposa. Significa “crias laços”...

– Criar laços?

– Exatamente – disse a raposa. – Tu não és ainda para mim senão um garoto inteiramente igual a cem mil outros garotos. E eu não tenho necessidade de ti. E tu também não tens necessidade de mim. Não passo a teus olhos de uma raposa igual a cem mil outras raposas. Mas, se tu me cativas, nós teremos necessidade um do outro. Serás para mim único no mundo. E eu serei para ti única no mundo...
– Começo a compreender – disse o pequeno príncipe. – Existe uma flor... eu creio que ela me cativou...”

--Bonito não é?

-- Mãe só é meu amigo quem eu tenho necessidade de tá junto?

-- Sim se é seu amigo, você vai querer está próximo a pessoa, sempre

--Entendi – Ele voltou a atenção para o livro, mas não leu nada. – Mãe eu fiz errado com Clarisse, amanhã vou pedi desculpa a ela.

--Faça isso mesmo e não esqueça de comprar um chocolate para ela.

-- Vou comprar então, vamos jogar aquele jogo da pergunta?

--Vamos sim o que acha de chamarmos a Lídia e a Elida para jogar também.

-- Vai ser irado – Eles foram para a sala e as mulheres aceitaram jogar.

Notas finais:

Ola minhas flores

 

Agora a  Andreia na capital, colocando ordem naS casas (no quartel e em casa com o Vitor tbm), vamos ver o que o futuro reserva....

 

BJS 

Capitulo 31 por Esantos

--Mãe eu e a Clarisse agora somos amigos, eu divido o lanche com ela.

--E ela é legal? – Andreia prestava atenção ao trânsito, estavam indo para a academia de Matias, Andreia tinha feito uma busca e viu que ainda permanecia no mesmo local, ela estava com saudades dele, assim faria uma surpresa ao bom homem.

--E ela é gatinha? – Elida pergunta

-- Elida, isso é coisa para se perguntar, ele tem dez anos. – Andreia repreendeu

--Muito Tia Eli, ela é mais baixa que eu tem quase dez anos, mais já estuda na minha sala, ela gosta de estudar.

--Ela faz bem, não é mocinho? Ver se aprende com ela. – O menino sorriu. – Olha só como está mudado – Andreia disse parando o carro.

-- Está mais arrumadinha – Elida disse sorrindo, entraram e na recepção encontraram a esposa de Matias, um pouco mais velha, porém com o mesmo sorriso largo.

-- Bom dia, poderia me dá uma informação – A mulher estava de costas para ela.

--Bom dia, pode falar – Quando ela virou-se viu Andreia sorrindo.

--É aqui que estão me devendo um abraço? – A mulher saiu detrás do balcão e abraçou Andreia.

--Nossa que surpresa boa, quanto tempo minha querida, como você está?

-- Eu estou bem e a senhora?

--Estou bem, estava com saudades, venha sentem-se – Apontou as cadeiras.

--E o turrão do Matias por onde anda?

--Ele está lá encima com a turma infantil de judô, nossa como você está bonita, os cabelos grandes.

--Obrigada, a senhora também, linda como sempre, voltei para o Recife e vim matricular esse mocinho aqui.

--Nossa que rapaz tão lindo, ele parece com você.

-- Oi tudo bom – Ele disse para a mulher e voltou-se para Andreia --Mãe eu posso tomar agua?

--Vai lá, mas volta rápido – O menino saiu correndo para um bebedouro ali perto.

-- Vamos fazer a matricula então, e você ainda treina?

--Sempre que tenho tempo, então não é muito – Conversaram por mais alguns minutos e Andreia já quis levar o menino para a aula que começaria em menos de meia hora.

 

--Vai se trocar no vestiário, eu vou no banheiro e já volto – O menino foi colocar o seu quimono e Andreia foi para ao banheiro, Elida estava na área de musculação estava animada para matricula-se, quando Andreia abriu a porta do reservado escutou um barulho, quando escutou um pequeno grito, ela tinha acertado a testa da criança. – Oi gatinha, desculpa, me deixa ver – Andreia aproximou-se e viu um pequeno hematoma na testa dela, a menina fazia esforço para não chorar. – Me deixa lavar, como é seu nome – A menina nada falou, continuou calada e Andreia entendeu, ela era uma estranha com certeza ela tinha ordens de não falar com pessoas estranhas. – Bem meu nome é Andreia e o seu? – Ela a encarou, Andreia achou uma menina linda, com o quimono azul, cabelos crespos e volumosos bem bagunçados.

-- Clarisse- Ela disse ainda segurando o choro.

--Você me desculpa? Eu Juro que não te vi – Ela balançou a cabeça em afirmação. – Vamos lá para fora agora? Acho que você tem uma aula – Ela saiu com Andreia

--Clarisse? Você faz judô? – Vitor perguntou ao ver a menina sair ao lado da sua mãe.

--Vitor? Eu faço e você vai fazer também?

--Então essa é a Clarisse? – Andreia falou sorrindo

--É mãe, a minha amiga, que legal vamos fazer juntos – Eles começaram a conversar, a menina logo os guiou para onde era a aula, Matias ao ver Andreia ficou extremamente feliz, um rapaz assumiu a aula para as crianças enquanto eles desceram conversando

 

-- Nossa vi de longe e não acreditei – Andreia virou e viu Barbara entrando, ainda continuava com a mesma beleza. –Tudo bem Andreia?

-- Olá! Barbara, tudo perfeito e com você?

-- Melhorou agora – Puxou a tenente para um abraço

--Elida essa é Barbara, sobrinha do Matias. – Elida mostrou interesse pela mulher de cabelos claros, ficaram ali quase uma hora conversando, assim que a aula acabou eles seguiram para casa, Vitor empolgado por sua amiguinha está na mesma aula que ele e Elida curiosa sobre a mulher que conheceu.

--Elida está parecendo que foi paixão à primeira vista – Andreia disse assim que o menino saiu correndo para dentro de casa.

--Paixão à primeira vista? De quem? – Lídia que escutou um pedaço da conversa falou.

-- Se me apaixono a primeira vista é sempre que acordo e vejo sua bela – Piscou para Lídia --Não se preocupe meu amor, meu coração sempre será seu, - Elida falou galante para Lídia que apenas sorria

--Me erra Elida – Olhou para Andreia que sorria – Ele gostou?

-- Adorou, a amiguinha dele também faz aula lá.

--Não sei porque eu a achei familiar – Elida falou

--Quem a menina?

--Sim a menina, você sabe que nunca esqueço um rosto.

--Eu sei, mas de quem seria?

--Não faço ideia, agora vamos que eu... – Seu telefone tocou. – Do batalhão -Andreia disse atendendo o telefone e falando com quem lhe ligará

-- O que houve?

-- Uns criminosos foram assaltar o filho de um vereador e acabou o levando, vamos busca-los

--Já sabe onde ele está?

--Já sim o pessoal da segunda está fazendo uma investigação no morro e os viram com o moleque, estão de espreita aguardando reforços, vamos lá – Olhou para Lídia – Não me espera para o almoço – Deu um beijo na testa da prima e saiu com a Elida.

 

-- Vou me arrumar, junte os homens e vamos lá pegar esse moleque – Andreia arrumou-se e saiu ajeitando o colete. – Vamos? Perguntou vendo Elida também já pronta -- Temos quantos homens já no local?  - Ela falava enquanto já subia no carro preto, as sirenes foram ligadas e os carros saíram a todo vapor, Andreia enrijeceu o maxilar ao notar o local que estavam entrando, pouca coisa tinha mudado ali, a única diferença era que as ruas estavam calçadas, passou pela esquina onde segurou o corpo de Paula em seus braços, isso fez seus olhos brilharem, olhou mais para frente e viu a casa onde morou, estava reformada, tinha um modesto primeiro andar, parecia simples, mas era bem arrumada.

--Tenente Luiza, vamos subir? – Os carros pararam na frente da estreita ladeira que dava para o alto do morro.

--Vamos sim, mas antes, vocês da Rocam, subam na frente sem fazer alarde, com as sirenes desligadas, o pessoal da inteligência já passou a localização – As quatros motos subiram e em menos de dois minutos desceram.

--Sem nenhuma movimentação suspeita tenente – Um dos policiais falou assim que parou a moto.

--Vamos subir, não quero nenhuma baixa – Ela falou no rádio e logo as sirenes ecoaram e a poeira dos pneus subiram, foi uma operação rápida os três sequestradores assim que escutaram a polícia aproximando-se se desesperaram e saíram com o refém de escudo, mas não demorou para um ser atingido no peito, outro no braço e o outro deles correu.

-- Tenente o terceiro está detido lá embaixo, foi pego no cerco.

--Vamos lá conversar com ele – Ela desceu e a sua recepção foi pegar o bandido pela gola da camisa o erguendo. – Onde está o restante da quadrilha?

--Somos só nós três, não tem mais ninguém- Ele disse assustado.

--Levem ele para a delegacia – O soltou no chão, assim que virou, viu uma garotinha escondida perto de uma arvore. – Clarisse o que você faz aqui?

-- Eu vi você e vim dá um oi – Ela disse encabulada, Andreia sorriu e a pegou no braço.

--Mas não pode pequena, é perigoso – A menina ficou tímida.--Onde você mora?

-- Ali na outra rua. – Andreia a colocou no chão.

--Me leva lá – Olhou para Elida. – Vou leva-la em casa e dá uma bela chamada na mãe dela, onde já se viu uma criança dessa sozinha na rua e com essa movimentação toda.

--Sim senhora, estaremos aqui aguardando.

--Vamos lá? – Ela estendeu a mão para a menina que aceitou sorrindo, ao virar a esquina Andreia paralisou ao ver aquela morena de 1,55 de altura, aquela que sua mente não parou de pensar durante todos aqueles anos.

-- Clarisse meu amor onde você se meteu – Ela disse correndo para perto, só então percebeu a presença de Andreia.

--Deia? – Ela disse abrindo um sorriso, enquanto Andreia sentia uma alegria imensa em escutar novamente aquela voz a chamando daquela maneira.

-- Olá Juliana- Disse a encarando

-- Ela é a mãe do meu amiguinho – Clarissa disse feliz

--É eu a conheço meu anjo– Ela não parava de lhe encarar, mais linda que nunca – Tudo bem Deia? Quanto tempo – Ela tentava segurar a vontade de abraça-la.

--Está tudo bem sim Juliana e com você?

-- Melhorou agora – Juliana disse deixando um sorriso brotar em seus lábios.

 

--Tenente podemos ir? – Um soldado aproximou-se delas perguntando.

--Podemos sim, já estou indo. – Olhou para Juliana. – Bem fico feliz que esteja bem se cuida e cuidado com essa mocinha ai – Fez um afago nos cabelos cacheados da menina e saiu, Juliana ficou ali parada, sem conseguir move-se.

 

 

-- Juli o que aconteceu? É melhor entrar a polícia subiu o morro, pode ter tiroteio – Junior disse aproximando-se, mas Andreia não falou nada, estava estática ali. – Juli o que você tem criatura? – Ficou de frente com a mulher que deixará uma lagrima escorrer. – O que aconteceu mulher? Você está bem?

-- Ela voltou Ju, ela estava aqui na minha frente.

--Ela quem mulher de Deus?

--Tio a mãe do meu amiguinho Vitor estava aqui, ela é policial – A menina disse entusiasmada e Junior entendeu na mesma hora.

--Eu não acredito que a Andreia estava aqui.

--Estava sim e mais linda que nunca, naquela farda, linda demais– Juliana deu um sorriso largo.

--Mas por que você não a chamou para ir até em casa? Juli você perdeu essa chance.

--Não perdi Junior, acabei de achar – Juliana pega a garota no braço.

--Vamos entrar que ainda vou para o mercado – Elas foram caminhando

--Dinda ela é bonita não é? – A menina perguntou

-- É sim meu anjo, muito bonita, agora vai lá dentro pegar suas coisas que você vai ficar no salão com seu padrinho, que a Marcinha não vem ficar com você hoje. – A menina saiu correndo para dentro da casa que agora estava bem maior.

-- Juli o que você está sentindo?

-- Felicidade Ju, uma felicidade que não sentia há 10 anos.

--Eu queria ter falado com ela, perdemos o contato depois que roubaram aquele meu celular.

-- Eu vou trabalhar, fica de olho na Clarisse – Ela pegou sua bolsa e saiu na frente de casa tinha um carro que ela lutou muito para comprar, ele estava longe de ser novo, mas ela sentia muito orgulho de tudo que conseguiu, depois que Andreia se mudou ela decidiu que iria se dedicar ao trabalho, ainda tentou ficar com JM algumas vezes, mas não conseguiu ter nada com ele, algumas vezes ficou com algumas mulheres, mas seu coração não batia por outra pessoa que não fosse sua Deia, após um ano começou a fazer um curso técnico de administração, no finalzinho dele foi promovida a supervisora, logo depois a gerente, conseguiu reformar sua casa, junto com Junior que logo após a mudança de Andreia foi morar com ela, depois de alguns anos encontrou Katia em um barzinho, ela perguntou por Andreia e com toda grosseria ela disse que tinham acabado, pois ela descobrirá do caso delas, Katia gargalhou dela logo depois desmentindo tudo que Juliana falará, muitas noites Juliana pesará em ir à procura de Andreia, mas sempre desistia por achar que ela não a queria mais, há sete anos Claudia decidiu de uma hora pra outra ir tentar a vida em São Paulo deixando sobre sua responsabilidade sua filha, afilhada de Juliana, e que a tinha como uma filha, dividia com Junior o padrinho da criança o papel pais dela, chegou ao mercado com um largo sorriso no rosto, estava feliz de rever a Andreia, novamente colocou nas mãos do destino, se Andreia tivesse de ser dela, ela seria e ela queria muito que fosse.

 

 

 

-- Andreia agora me diz o que houve? Você foi levar a menininha e voltou pálida, você está bem? – Elida perguntou assim que entraram na sala de Andreia no batalhão.

--Eu encontrei a Juliana, ela é mãe da menina- Disse sentando.

--A Juliana? Sua Juliana? – Elida estava incrédula.

--Não, ela não é minha -Andreia suspirou – Infelizmente – Respirou fundo levantando-se. –Bem vamos para casa, anota na minha agenda que segunda quero uma reunião com o major, me pareceu que tem muito mais coisas naquele morro que possa nos interessar.

-- Trafico? – Elida perguntou anotando algo na agenda

--Possivelmente, mas vamos deixar isso para semana que vem, estou morta de fome, vamos para casa? – Elas saíram para casa no meio da noite o interfone tocou e Lídia voltou para sala sorrindo.

 

-- Quem era? Do que você está rindo? – Elida perguntou.

--Ainda bem que já resolvemos aquele probleminha com a acústica dos quartos – Lídia foi até a porta e assim que abriu Andressa entrou com uma pequena mala nas mãos.

--Boa noite gente – Deu dois beijinhos em Lídia que sorriu amarelo para ela. – Oi Lu estava morrendo de saudades – Andressa se joga no colo de Andreia que estava sentada no sofá assistindo um filme com as outras.

--Andressa? Mas o que você está fazendo aqui?

-- Eu conseguir quinze dias de folga, para ficar aqui com você, e já pedi minha transferência – Ela disse animada – Gostou da surpresa? – Andreia ficou calada, mas ela não se abalou. – Vou levar minhas coisas lá para o nosso quarto – Levantou do colo dela.

-- Logo logo você será uma mulher casada priminha – Lídia debochou.

-- Nada disso, ela nem invente moda – Andreia disse com a cara ainda fechada.

--Logo agora que você reencontrou a Juliana  - Elida disse e Lídia a encarou surpresa.

--Como é que é? Você encontrou a Juli? Onde e como foi isso? – Andreia ia explicar, mas Andressa entrou na sala.

--Lu coloco minha pistola onde? Você não gosta que deixe ela fácil.

--Na mesinha ao lado da cama tem uma gaveta com chave, vou abrir para você – Andreia levantou indo com ela.

 

 

-- Me conta como foi isso de encontrar a Juli? – Lídia perguntou a Elida

--Fomos em uma operação no morro hoje, ela é mãe da amiguinha do Vitor, a garota ficou encantada com a Andreia de farda daí foi atrás dela e a tenente foi logo levar a criança em segurança e reclamar com a mãe dela, mas era a Juliana, não sei o que conversaram, mas a poderosa chefona ficou toda pensativa.

--Ela é louca pela a Juli, nunca deixou de amar-la, essa semana vou dá um pulinho lá.

--Eu acho que a Andressa vai vazar mais rápido do que prevíamos. – Lídia concordou com um aceno de cabeça.

 

 

 

-- Andressa não podia ligar para avisar que estava vindo?

--Queria fazer uma surpresa não posso? – Aproximou-se dela enlaçando o pescoço dela com os braços. – Eu estava morrendo de saudades de você Lu, do seu corpo – Começou a beijar o pescoço dela. – De você me comendo bem gostoso – Andreia até tentou, mas aquela mulher a sabia convencer das coisas, ela sorriu segurando a cintura da loira.

-- Andressa não me provoca assim, que eu te vou te foder bem gostoso.

--Vai? – Se afastou e começou a tirar a roupa lentamente. – Trouxe nosso brinquedinho que ficou lá em casa – Pegou uma cinta acoplando o pênis de borracha e entregando para Andreia. – Hoje eu quero serviço completo -Ela disse ficando de quatro na cama.

--Porra Andressa, quem mandou você ser tão gostosa assim? – Andreia disse tirando a roupa. – Você vai gritar enquanto eu como essa sua bunda– Ela vestiu a cinta e subiu na cama virando a outra para começar aquela noite de prazer.

 

 

 

-- Mãeeee – O garoto batia na porta do quarto – Mãe Ia!

-- Mas que droga manda ele parar de bater Lu -Andressa resmungou.

--Já disse para você ter mais tato, ele é uma criança – Andreia levantou-se – Vista-se –  Começou a vestir-se e logo foi abrir a porta. – Oi Vitinho o que foi? – Ela disse colocando a cabeça para fora.

--Mãe a senhora disse que ia para praia conosco lembra? Já estamos prontos.

-- Lembro sim, faz o seguinte eu e a Andressa vamos nos arrumar e descemos em instantes.

-- A Andressa chegou foi ? – Fez uma careta, Andreia sempre achou que aquilo era ciúmes do garoto

--Chegou, agora vai lá com a Lídia que logo encontro vocês – Ele afirmo com a cabeça e saiu.

--Eu não quero ir para praia, não suporto areia – Andressa disse assim que Andreia fechou a porta.

--Se não quiser ir fica aqui, eu vou, aliás estou morrendo de saudades do mar – Ela disse indo para o banheiro, em menos de uma hora Andreia e Andressa estavam se aproximando dos demais na cozinha, passaram um dia agradável, e só voltaram para casa no final da tarde.

 

-- Andreia vai no mercado para mim – Lídia disse saindo da cozinha.

-- Serio Li? Estou morta de cansada, pedi para Eli.

--Sorry babys, mas estou de saída. – Ela disse saindo.

-- Vamos Lu eu preciso comprar uma escova de dentes que esqueci a minha

--Vamos, mas saibam que eu odeio isso – Levantou-se

--Olha aqui a lista, vou esperar vocês para fazer o jantar. – Andreia e Andressa saíram para o mercado.

--Merda está sem vaga para estacionar, vai lá Andressa adiantando – Andressa saiu do carro e foi as compras.

 

 

 

 

-- Juliana tem uma cliente pedindo para falar com o gerente. – Juliana estava na sua sala no mercado que trabalhava, estava exausta, não via a hora de ir para casa.

--O Paulo não chegou ainda – O subgerente

--Ainda não.

--Qual o problema da vez? – Ela disse levantando-se.

--Ela está reclamando porque a Marilda não a priorizou para pegar o ultimo pão doce que tinha no balcão.

--Ai meu saco, ele é imaginário, mas doe pra cacete – O rapaz sorriu ao ver Juliana levantar.

 

-- Olá senhora, boa noite – Juliana a cumprimentou, analisando a mulher, alta, loira, bonita, porém com cara de insuportável.

--Eu pedi para falar com o gerente –Andressa falou com um tom mais elevado.

--Está falando com ela senhora – Juliana fala respirando fundo, já tinha pratica em lidar com esse tipo de cliente.

--Tem certeza que é você?

--Sim senhora no que posso lhe ajudar?

-- Creio que nada se a gerente dessa espelunca é você imagina quem deva ser o dono, um descendente direto de escravo. – O sangue de Juliana subiu, não admitia ser tratada com tal preconceito.

--O que você disse Andressa?  - Andressa olha para o lado um pouco surpresa, já Juliana no mesmo momento esqueceu daquela violência que ela acabara de sofrer, apenas se deliciando com aquela voz rouca e firme que sempre dominou seus pensamentos.

--Deia? – Virou-se sem conseguir evitar um pequeno sorriso.

-- Juliana se você quiser ir numa delegacia a processar por injuria racial eu mesma sou sua testemunha. – Ela disse olhando para Andressa.

--O que isso Lu está maluca? – Andressa disse em choque

--Eu estou maluca? Você escutou o que você acabou de falar Andressa? A maluca aqui é você -  Disse sem aumentar a voz, porem de forma bastante dura.

--Você vai defende-la é isso?  - Andreia ao menos deu importância

--Juliana você está em seu direito de prestar uma queixa dela – Falou de maneira mais branda.

--Não será preciso, eu sou acostumada a lidar com esse tipinho de pessoas todos os dias.

--Tipinho? Olha o jeito que você fala comigo – Andressa falou aumentando a voz.

-- Andressa calada, vai para o carro sem falar mais nada ou será pior para você, aliás agradeça a ela por ela não ir prestar uma queixa. – Andreia disse aproximando-se dela, a mulher nada disse apenas saiu pisando duro. – Você está bem mesmo? – Andreia aproximou-se mais de Juliana que só então percebeu que várias pessoas olhava a cena.

--Sim estou bem, não se preocupe, sou acostumada a lidar com riquinhas mimadas que acham que tem o rei na barriga como sua amiguinha.

-- Vou ter uma conversa séria com ela sobre isso, não se preocupe, mas mesmo assim mil desculpas, ela não poderia ter feito isso.

--Novamente não ser preocupe, nada que uma boa noite de sono não apague – Ela disse sorrindo faceiro e olhando para mulher a sua frente, ela usava um short jeans não muito curto, uma camiseta preta e os cabelos soltos, estavam grandes, lindos

-- Er... desculpas novamente – Ela estava sem jeito.

--Deixa para lá, olha o carrinho da sua amiga está aqui – Apontou para o lado, vai continuar a compra? -viu uma lista, reconheceu a letra de Lídia. – A Lídia está aí com você?

--Está sim, ela sempre morou comigo.

-- Nossa que saudades daquela doida, ela não quis ficar lá em casa quando a bruxa da mãe dela fez aquela maldade.

--Ela preferiu vim morar comigo, mas me diz e você como está?  - Andreia estava encantada com a beleza daquela mulher, como poderia ser mais linda que antes? Essa era a pergunta que ela se fazia.

--Eu estou bem... – Foi interrompida pelo caixa de som do mercado a chamando para comparecer nos caixas. – Droga, tenho que ir, mas aparece lá em casa qualquer dia, o Junior ficou feliz quando falei que te encontrei. – Disse caminhando para trás, não queria sair dali, mas era seu trabalho.

--Vou sim, logo em breve – Disse sorrindo para ela que se despediu com um aceno de mão.

 

 

-- Nossa Lu que demora – Andressa disse assim que Andreia entrou no carro.

--Andressa agora me explica o que foi aquilo? eu conheço vários defeitos seu, mas racista nunca foi um deles – Andreia entrou no carro com uma cara não muito boa.

--Desculpas, não pensei que iria ofender a tal gerente.

--O nome dela é Juliana, agora fica caladinha, pois sua cena de racismo me deu dor de cabeça – Andreia ligou o carro e saiu sem falar mais nada até chegar em casa.

 

 

-- Nossa que cara ´essa Andreia? – Lídia perguntou ao receber as bolsas com as compras

-- A Andressa foi idiota com a Juli, você acredita que ela foi racista?

--Juli? A sua Juli? – Lídia perguntou com um pequeno sorriso.

--Não, ela não é minha – lavou uma maçã e começou a come-la.

--Vocês se encontraram novamente é?

--Sim ela é gerente do mercado lá na avenida sul.

--Acho isso coisa do destino – Lídia pegou a maça da mão da prima e deu uma mordida.

--Nem eu nem você tem que achar nada – Resgatou a maça. – Alias ela mandou um abraço para você disse que estava com saudades.

--Vou ver um dia para ir até lá. – Sorriu da cara de pensativa da prima.

--Quer ajuda ai?

--Claro, sempre quero ajuda para cozinhar – Elas ficaram ali conversando, Lídia não tocou mais no assunto Juliana  iria deixar o que iria dar.

 

 

 

 

 

-- Ju cheguei – Ela fez um afago na cabeça da afilhada que mexia no computador.

-- Madrinha aquele seu amigo veio aqui

--Amigo? Qual?

-- O JM – Junior entrou na sala com um pote de pipoca.

-- O que ele queria?

--Só dá um oi, segundo ele.

--Eu já disse a ele enquanto ele não se livrar daquelas amizades eu não quero papo com ele.

--Amizades Juli? Você sabe que o JM está metido lá com os traficantes, ele é um deles

--Ele me prometeu que não, disse que o pessoal fala porque os traficantes ficam lá na venda dele.

--Eu não vou nem comentar nada Juli.

--Ju a Deia mandou um abraço para você- Ela disse subindo a estreita escada que dava para os quartos.

--A Andreia? – Ele levantou do sofá – Juli volta aqui me fala isso direito – Ela não retornou e ele subiu quase que correndo.  – Você e a Andreia se viram novamente?

-- Ela foi lá no mercado, estava com uma loira racista e amostrada- Ela tirava sua roupa. – Ela me tratou super mal, porem a Deia quase engoliu ela

--Logico a Andreia nunca permitiria que alguém lhe tratasse mal – Junior estava empolgado com a notícia.

--Nada a ver, ela apenas foi justa, faria o mesmo com qualquer pessoa.

--Não sei não, mas me diz essa mulher é a esposa dela?

-- Não sei, não vou negar que ela é muito linda, mas toda enjoadinha.

--Deve ser apenas um casinho dela, vou lá para assistir com a Clarisse, que tal dá uma geral no “visu”?

-- Não estou muito afim.

--Juliana Pereira não vai querer reconquistar a mulher maravilha?

-- Não sei Ju e se ela estiver feliz com a enjoadinha?

--AI meu útero – Resmungou – Juli você mesmo disse que se o destino a trouxesse de volta você não perderia a chance.

--Mas será que o destino a trouxe?

-- Logico, esses dois encontros foram o que senão o destino?

--É você tem razão, mas vou pensar nisso melhor, agora não sei bem o que fazer, aliás eu saberei se ela vim até mim, a chamei para vim aqui qualquer hora, para colocar o assunto em dias, agora vou tomar aquele banho, que estou morta. -Entrou no banheiro, o homem saiu sorrindo sabia que elas iriam se entender era um amor muito lindo para acabar.

Notas finais:

Ola minhas flores!

 

UM CAPITULO PARA MINHAS FLORES QUE NÃO GOSTAM DE FUTEBOL E FICAM SEM TER O QUE FAZER NA HORA DO JOGO, EU GOSTO, MAS SEI QUE ALGUMAS DE VCS NÃO, ENTÃO UM CAPITULO GRANDE PRA VCS PASSAREM O TEMPO.

 

Olha a Ju ai... sei que estavam com saudades, ficaram falando mal dela, chamando de vacilona, mas todas perguntando dela kkkkk

 

 

BJS

Capitulo 32 por Esantos

-- Tenente o major Alencar quer uma reunião com a senhora, parece que estão com a relação dos chefes do trafico da localidade que vocês estão trabalhando.

-- Tudo bem vamos resolver logo essa pendência, vamos fazer uma visitinha surpresa lá, chame o subtenente, vou acabar de checar esses materiais e saímos.

--Sim senhora – Elida saiu da sala para fazer o que foi pedido, em menos uma hora os caros pretos estavam entrando nas estreitas ruas

 

 

-- Então já temos a informação que os cabeças já foram identificados?

-- Sim tenente, porém ainda não temos provas suficiente. –Quatro motos pararam motos na frente da mercearia que antes era do pai de JM, tinha uma mesa com alguns homens bebendo.  – Senhores por favor todos na parede- Andreia pediu com gentileza e os homens o fizeram, dois soldados fizeram o “baculejo” que é a busca pessoal, os documentos foram fotografados por um dos homens e eles foram liberado, quando Andreia ia saindo viu JM aproximando-se dirigindo um carro, admirou-se por ser um corolla aparentemente zero.

--Algum problema no meu estabelecimento policiais? – Ele perguntou para um dos soldados.

--Apenas revista de rotina – O homem disse já na moto.

--Então tudo em ordem? – Andreia odiava o tom debochado dele, lembrou do dia que o bateu, arrependeu-se de não ter cortado a língua dele.

-- Tudo em ordem – Andreia falou tirando o capacete.

--Olha só quem é – Deu um sorriso irônico. – Não sabia que a soldadinha Andreia estava de volta.

--É tenente Luiza e sim estou de volta, passar bem JM – Colocou o capacete e saiu acelerando a moto, desceram o morro e algumas ruas Andreia viu Junior entrando no salão de beleza. --  Só um minuto homens, comprem uma agua que já volto. – Andreia caminhou até a entrada do salão viu que estava vazio, decidiu brincar com o amigo, colocou o capacete com a viseira abaixada apertou na campainha que tinha ali.

--Ai meu Deus – Ele pareceu se assustar. – Diga policial? – Ele abriu a porta rápido.

--É aqui que mora o viado mais gostoso das redondezas? – Ela tirou o capacete e Junior sorriu.

--É aqui sim, o mais gostoso de todos – Ele disse abrindo a grade de entrada do salão – Ai que emoção a mulher maravilha no meu salão – Andreia entrou e o puxou para um abraço.

--Nossa você fica sex nessa roupa Com todos esses troços – Ele disse após separar do abraço.

-- Como você está meu amigo?

--Agora melhor, estava com tantas saudades, vem senta aqui.

--Não posso estou em uma ronda só ti vi entrado e vim dá um beijo.

--Então volta outra hora, eu estou morando com a Juli, vai lá temos que bater um longo papo.

--Vou voltar sim, esse aqui é meu número e esse meu número particular – Escreveu um numero atrás de um cartão de visitas.

--Nossa tenente Luiza, que coisa mais poderosa – Andreia sorriu – Olha só toda essas coisas, gente e essa arma, já tinha  dito que adorava uma  farda, depois me apresenta uns amiguinhos seus?

-- Não abaixou esse fogo não? Não casou?

--Não tem quem abaixe o meu fogo queridinha e muito menos alguém para me prender. – O rádio que estava preso na cintura de Andreia chamou

--Tenho que ir, me manda um oi no meu pessoal para eu salvar seu número. – O abraçou

--Vai lá e aparece, vamos marcar alguma saidinha.

--Só se for para relembrar os velhos tempos – Junior sorriu

--Adoro mais que chocolate – Andreia sorriu saindo, ela e sua equipe foram para uma ocorrência ali perto, já no bem tarde da noite Andreia voltou para casa e encontrou uma Andressa com uma cara não muito boa.

--Onde você estava Luiza?

--Trabalhando – Ela passou direto indo para o quarto.

--Até uma hora dessas?

-- Sim até uma hora dessa.- Passou direto para o banheiro, estava muito cansada para dá atenção a namorada, ao sair do banheiro viu Andressa com seu celular na mão – O que você pensa que está fazendo? – Perguntou calma

-- Estava chegando mensagem, mas parece que você mudou a senha – Ela disse colocando o celular sobre a cama.

--E qual momento eu te autorizei a mexer no meu celular?

--Eu sou sua namorada, isso já é autorização suficiente. – Ela falou um pouco mais alto

--Ai meu saco, Andressa faz uma coisa, fica caladinha que eu vou dormir, tive um dia muito cheio para aturar os teus pitis. – Ela deitou-se pegando o celular, a mulher nada falou apenas ficou observando o sorriso brotar nos lábios dela ao abrir as mensagens.

-- A conversa está bem animada, não é? – Andressa disse dando as costas para ela já deitada na cama

--Vai dormir, vai – Ela voltou a falar com Junior, depois de um longo tempo de conversa Andreia foi dormir

 

 

 

-- Então ela foi no seu salão?

--Não Juli ela estava trabalhando por aqui e deu um olá, olha isso – Mostrou o cartão a ela que sorriu.

--Tenente Luiza– Juliana leu com um pequeno sorriso.

-- O que é aquela mulher fardada? Se eu gostasse da fruta ficaria apaixonada na hora – Juliana gargalhou.

--Linda não é? Também achei, aliás ela é linda de todo jeito.

--Eu a chamei para vim aqui conversar um pouco, ela disse que ia vim.

--Espero estar em casa nesse dia- Virou o cartão olhando um número. – E esse numero aqui?

--É do zap dela, conversamos muito ontem a noite.

-- Ela está bem?

--Bem? Como assim?

--Feliz, ela está feliz?

--Não perguntei, mas creio que sim.

--Imagino que sim, tem até um filho, deve ter uma bela família.

--Não perguntei sobre esse filho

--Ele se parece muito com ela, eu já o vi conversando com a Clarisse na frente da escola, tem o mesmo sorriso galante e é alto igual a ela.

--É um lindo garoto.

--Deve mesmo, ela disse para marcamos uma saída, o que você acha de ir conosco?

-- Não sei, no que você está pesando?

-- Em uma baladinha em um sábado desses, o que acha?

--Pode ser, marca e me avisa.

-- Ai que tudo vocês se reencontrando depois desse tempo todo – Ele disse sorrindo.

-- Agora me deixa ir para a faculdade que tenho prova, dá o remédio de Clarisse, não esqueci tá bem?- Junior afirmou com a cabeça e Juliana pegou sua bolsa e saiu

 

 

--Lu eu só queria ter um tempinho com você, mas você parece que não ligar nem um pouco para mim, eu pedi uma licença para vim ficar com você, mas parece que não está nem ai para mim.

--Andressa eu estou trabalhando muito, não preciso chegar em casa cansada e aturar seu falatório no meu pé de ouvido. – Elas estavam no quarto, Andreia se preparava para dormir.

--Falatório? Somos um casal, temos que discutir nossa relação.

--O problema é esse? Sermos um casal? – Respirou fundo --Pronto a partir de hoje não somos mais um casal – Ela levantou com o seu lençol e travesseiro nas mãos. – Satisfeita? – Saiu do quarto, bateu no quarto que a prima dividia com a amiga, Lídia dormia na sua cama e Elida em um colchão.

-- Nossa o que houve? Foi expulsa do quarte tenente? – Lídia perguntou sorrindo

-- Não aguentou o fogo da Andressa e correu foi? – Elida também sorria

--As duas caladas, só não aguentei ela no meu pé de ouvido.

--Diz que você acabou com ela?

--Por que Lídia?

--Só responde, acabou ou não?

--Acabei sim, amanhã converso melhor com ela, mas não dá pra continuar.

--HAA! Eu avisei, quero meu dinheiro, amanhã mesmo transfira para minha conta – Elida fechou a cara.

--Dinheiro? Mas que dinheiro?

--Apostamos que você não passaria muito tempo com ela, e não é que ganhei – Lídia sorriu.

--Quando foi isso?

--Assim que chegou, merda Andreia, podia esperar ao menos mais umas semanas, que eu ganhava. – Elida disse fazendo bico.

--Vocês são loucas, agora vamos dormir que estou morta de cansada.

--Dormi aqui no meu colchão, eu durmo agarradinha com a Lídia – Elida falou piscando para Lídia.

--Nada disso, eu durmo com ela – Andreia deitou na cama com Lídia

--Isso aí priminha, me defenda dessa predadora de héteros indefesas. – Elas sorriram conversaram mais um pouco e logo foram dormir, na manhã seguinte Andreia encontrou uma mulher chorando no quarto.

 

-- Lu vamos conversar, não é assim que se faz, somos tão boas juntas – Ela abraçou Andreia.

--Andressa, por isso mesmo que é melhor acabar, não quero que nos machuquemos – Andreia não se livrou do abraço dela.

--Mas somos tão boas juntas nos damos tão bem na cama – Disse beijando o  pescoço da mulher.

--Nos damos bem sim, mas isso não é tudo, então é melhor encerramos isso – Deu um beijo na testa da mulher e se desvencilhou dela.

--Eu não vou embora, ficarei aqui para reconquistar você.

--Aqui você diz na casa da sua tia, não é? – Andreia perguntou indo para o banheiro.

--Pode ser, não vou voltar ainda, você está com a cabeça cheia eu entendo, vou deixar você pensar um pouco, mas estarei por aqui.

--Quando sair fecha a porta- Andreia fechou a porta do banheiro deixando a mulher em lagrimas no quarto.

 

 

-- A Andressa passou igual um foguete aqui – Elida disse assim que Andreia sentou na mesa.

--Deixa ela, depois se acostuma com a ideia.

-- Ela não pediu para voltar? – Elida perguntou

-- Pediu, mas não quis, outra hora conversamos sobre isso, vamos Vitinho?

--A senhora não vai trabalhar hoje?

--Não, estou de folga, vou te deixar na escola depois vou resolver umas coisas.

--Me leva de moto mãe?

--Você sabe que não gosto de você andando de moto.

--Mas é aqui pertinho, não custa nada.

--Tudo bem, pega o seu capacete e vamos – O menino saiu sorridente, não demorou muito para ele estar se despedindo da criança em frente à escola, colocou o capacete, porém não saiu com a moto, ficou olhando uma morena um pouco mais a frente, ela arrumava o cabelo da garota que sorria, Andreia não pode evitar um sorriso com aquela cena, viu Juliana se despedir com um beijo na bochecha da garota e entrar em um carro, não era novo, mas bem arrumado. – Quem diria, você dirigindo – Pensou Andreia vendo a mulher sair com o carro, saiu guiando a moto logo atrás do carro, quando Juliana ia entrar na avenida um carro encostou nela quebrando o retrovisor do carro, como estava com transito pesado os carros estavam quase parados, Juliana desceu do seu carro e foi tomar satisfação com o motorista que quebrará seu retrovisor.

 

--Ei você está cego? Não viu que quebrou? – Bateu no vidro do carro, um homem saiu do carro já gritando

-- Você está louca eu não quebrei nada. – Andreia que observava a tudo aproximou-se com a moto, parou em frente ao carro do homem e foi até lá retirando o capacete.

--Desculpa, mas eu vi que o senhor foi o culpado sim – Juliana que estava com uma cara fechada a desfez com um sorriso aberto para a mulher que estava a sua frente

--Outra louca eu não bati nessa lata velha.

--Senhor estamos sendo civilizadas, mas o senhor está fazendo questão que eu ligue para o órgão de trânsito para você reparar os danos com carro dela

--Que danos? Eu não fiz nada – Ele estava nervoso

--Bem, então essa marca de tinta branca aqui, que por coincidência é da mesma cor do carro dela, não é nada? Bem vou ter que ligar e o senhor ainda vai ser multado, pois é proibido fazer essa conversão que o senhor fez– Andreia apontou para a placa que mostrava a proibição.

-- Eu não estou com paciência para duas loucas como vocês – Ele disse apontando o dedo – Vou embora que não vou me atrasar para o trabalho. – Nessa hora Juliana pegou a chave que estava na mão do homem.

--Você não vai nada, vai pagar o que quebrou sim – Andreia quase sorriu ao ver aquela marra toda, não tinha nem tamanho, mas era um poço de brabeza.

--Me devolva essa chave agora- Ele ia se aproximar para tomar a chave, mas recuou ao avistar duas motos da polícia aproximando-se.

--Algum problema ai? Vocês estão atrapalhando o trânsito – O Policial disse olhando de Juliana para o homem.

--Essa louca pegou a chave do meu carro e não quer devolver.

--Esse idiota quebrou meu retrovisor e não quer pagar. -Andreia que observava a tudo calada resolveu esperar mais um pouco para aproximar-se.

--Senhora não pode segurar a chave dele, se ele quebrou deveria chamar o órgão de trânsito competente – O policial disse para Juliana.

--Ela é uma louca eu não fiz nada – O homem falou gritando.

--Bem eu sou testemunha sargento, vi no exato momento que ele bateu – Andreia falou e todos a olharam.

--Tenente Luiza – Os policiais prestaram continência e ela apenas balançou a cabeça.

-- Não seria melhor o senhor entrar em um consenso?  - Um dos policiais falou e o homem olhou com espanto para Andreia, que mantinha seu olhar para Juliana.

-- Isso paga um novo – Pegou duas cédulas de cinquenta reais.

--Isso não vai dá para comprar um retrovisor novo – Juliana falou. –Sei, pois comprei um semana passada.

--Vamos logo, vocês estão engarrafando o trânsito.

--Eu trabalho em uma casa de peças, no final da avenida, vamos lá que mando colocar um novo.

-- E se for mentira, como vou confiar?

--Eu vou com vocês – Andreia falou

-- É preciso que nós acompanhemos tenente?

--Não sargento, volte para a patrulha – Ele afirmou com cabeça subindo na moto. – Vamos? – Olhou para o homem que não falou nada, apenas pegou a chave que Juliana mostrava e entrou no carro.

--Você ia mesmo enfrentar esse cara? – Andreia perguntou sorrindo

--Ia sim onde já se viu, ele está todo errado. – Andreia sorriu colocando o capacete.

-- Estou bem atrás dele – Piscou e foi para moto, depois de quase uma hora o retrovisor de Juliana já estava posto.

-- Prontinho serviço feito – Andreia estava sem saber o que falar.

--Coitadinho do meu bebê – Juliana disse passando a mão no capô do carro

--Só você mesmo para chamar um carro de bebê.

-- Ele tem nome sabia? – Falou sorrindo para Andreia

--Nome? Qual é o nome do eu bebê?

-- Ceceú– Juliana disse sorrindo

--Vou me arrepender de perguntar, mas por que Ceceú?

-- De celta, e ele é branquinho como uma nuvem, dai Ceceú. -Andreia  gargalhou.

-- Só você mesmo, então aceita um cafezinho? – Juliana olhou para o relógio e fez uma careta.

--Infelizmente tenho uma reunião daqui a pouco, podemos deixar para outra hora?

--Claro que sim – Andreia estava encabulada, há muito não se sentia assim, com um frio na barriga.

-- Pedi meu numero para o Ju, ele vai te dá, agora tenho mesmo que ir – Entrou no carro.

--Tudo bem, vou pedir – Sorriu vendo-a sair, ela subiu na moto e saiu guiando, ia para o banco resolver umas coisas.

 

 

 

 

-- Eli vamos sair?

-- Mas não está cansada acabou de chegar.

-- Hoje é sexta, vamos comemorar minha solteirice?

-- Credo não se cansam de farrear?

--Eu  mesma só paro se você me dizer um sim – Elida disse pegando a mão de Lídia que a puxou antes que ela a beijasse.

--Nunca nessa vida, não nasci para levar chifres, vão lá e aproveitem, Andreia pode deixar que amanhã eu levo o Vitor no judô.

-- Está bem, vou me arrumar – Elas saíram para uma boate e não demorou para as duas estarem cada uma com uma mulher.

 

 

 

-- Bom dia – Andreia disse chegando em casa e entrando em casa.

--Boa tarde né mãe -O menino corrigiu

-- Boa tarde meu lindo – Beijou o topo da cabeça do garoto.

--Mãe a senhora me leva na casa da minha amiga? Ela disse que a senhora sabe onde é.

--Sua amiga?  - Andreia na associou.

-- A Clarisse mãe, esqueceu foi?

--Não esqueci, mas o que você que vai fazer na casa dela?

-- É o aniversário dela, ela disse que não ia ter festa, mas ia ter um bolo.

--Você leva Andreia?- Lídia perguntou.

--Levo, mas porque não vem comigo?

-- Estou com preguiça, mas pensando melhor eu vou.

-- Vai se arrumar, vou almoçar e já saímos -  O menino saiu feliz para seu quarto.

-- Lídia nunca mais falamos sobre aquele assunto – Andreia disse enquanto fazia seu prato.

--Não tem mais o que falar, não vou falar quem é e pronto.

--Tudo bem, se não quer falar eu não vou insistir.

--Não insista o Vitor tem duas mães, mas não tem um pai.

--Ter ele tem.

--Não tem, quando eu fui dizer aquele calhorda ele disse que eu tirasse, pois ele não ia assumir e ainda me proibiu de falar para alguém.

--Você o amava?

--Não, claro que não foi apenas uma noite, nos encontramos numa festa e ficamos, e já estava bem bêbada por sinal.

--Está certo, já entendi – Andreia não tocou mais naquele assunto, queria sim saber quem era o pai do menino, mas a prima não queria de forma alguma contar.

 

 

-- Ela mora aqui? – O menino perguntou assim que Andreia parou o carro na frente da casa que antes era pequena com um muro baixo, hoje dava lugar a um duplex com altos muros e um portão totalmente fechado

--Nossa isso aqui está muito diferente. – Lídia disse descendo do carro.

-- Está mesmo, muito diferente – Andreia disse observando cada detalhe daquela casa.

-- Vai mãe toca aperta a campainha – O menino estava com pressa.

-- Calma filho, já chegamos, não precisa mais tanta pressa – Andreia disse vendo Lídia apertar o botão, escutaram um “já vai” um pouco mais afastado, com toda certeza era a voz de Junior.

--AHH! – Escutaram um grito para logo em seguida o portão ser aberto. – Eu não acredito que vocês estão aqui – Ele disse pulando no pescoço de Andreia que começou a sorrir.

--O que ele tem? – O menino perguntou

-- Ele está feliz, somos velhos amigos – Lídia respondeu – Quero ver se eu não ganho um abraço também.

--Claro que vai ganhar, nossa que surpresa boa ver vocês aqui, vamos entrem

--O Vitor disse que fomos convidados para uma festa – Ela disse olhando para o menino que afirmou com o gesto de cabeça, não tive tempo de responder pois uma menina apareceu quase que correndo.

--Foi eu que chamei padrinho esse é meu amigo Vitor – A menina disse sorrindo.

--E ai cara? Tudo bem? – Estendeu a mão para o menino que aceitou o aperto balançando a cabeça – Bem, venham vamos entrar, não é bem uma festa apenas algumas criança aqui  da rua – Todos entraram e logo Vitor foi puxado para dentro da casa por Clarisse.

-- Espero que não aprontem – Lídia disse apontando as crianças.

--Nossa aqui está tão mudado – Andreia olhava a sala em nada parecia aquela pequena casa que morará.

--Nós fizemos uma bela reforma aqui, vem deixa eu mostrar lá em cima – Eles subiram a escada. – Esse é meu quarto e esse o da Juli – Ele apontou para as portas.

--Vocês moram aqui sozinhos? – Andreia perguntou encarando uma foto dele e Juliana na parede.

--E quem você esperava encontrar aqui? – Junior perguntou cruzando os braços, porém não deu tempo de Andreia responder, pois escutaram alguém chamando da sala.

-- Ju me ajuda aqui, algum imbecil parou o carro de frente a garagem – Todos sorriram.

-- Estou indo – Ele desceu na frente segurando o riso

--Ai se eu pego vou falar poucas pra o idiota, parece que é analfabeto que não sabe ler o nome garagem – Ela disse vendo o amigo descer, foi para cozinha colocar as sacolas.

--Nossa está estressada é? – Junior notou que ela não percebeu que tinham visitas.

--Como não ficar, mas o que é dele está guardado.

-- Dele quem criatura?

-- Do dono do carro né Junior – Ela colocava as coisas na geladeira.

--Nossa agora fiquei com medo – Andreia disse sorrindo e vendo Juliana derrubar o refrigerante que iria colocar na geladeira.

--De, De, Deia? Mas o que você? Quer dizer oi – Ela disse sem jeito levando Lídia e Junior a gargalhar.

-- Que eu lembre eu não coloquei o carro na frente da garagem – Andreia não parava de encarar a mulher que estava com um pequeno short jeans e uma blusa de alça.

-- É não está, mas não consigo manobrar com ele onde está.

--Ela tem medo de bater – Junior disse ajudando a abrir os embrulhos que ela trouxe.

--Junior calado – Ela apontou para o amigo que sorriu

--Calado por que? Só por que você é uma motorista digamos que... previdente como você mesmo fala?

-- Deixa isso para lá vamos lá para sala, nossa Lídia – Juliana abraçou a mulher – Você está linda, como você está?

--Eu estou ótima e pelo visto você também, linda como sempre.

--Olha quem veio para minha festinha – A menina entrava com menino na cozinha.

--Oi, como você está?

--Eu estou bem e a senhora?

--Eu estou ótima, fico feliz que tenha vindo.

--A mãe Ia que nos trouxe, ela disse que vocês já foram todos amiguinhos

--Isso mesmo, todos amiguinhos- Juliana disse olhando para Andreia que observava a tudo.

--Vem, vamos lá no meu quarto – Eles saíram correndo.

--Acho que vai sair um romance dai – Lídia disse sorrindo.

--Se ele puxar a mãe não é mesmo? – Junior disse batendo nos ombros de Andreia.

-- Se ele puxar a mim com toda certeza vai estar nesse momento querendo ver o que tem dentro da calcinha dela  - Lídia disse sorrindo.

-- A você? Como assim? – Juliana perguntou olhando para Andreia – Ele não é seu filho?

-- Não biológico, apenas adotivo. – Andreia respondeu.

--Eu acho que vou lá ver eles – Junior disse saindo e puxando Lídia que entendeu logo que era para deixar elas a sós.

--O Junior continua tão discreto – Andreia falou ao ver a intenção de deixá-las a sós.

--Mais do que nunca- Juliana deu um meio sorriso. – Então ele não é seu filho? Eu pensei que era seu, ele se parece tanto com você.

--Acho que a genética favoreceu ele – Andreia deu um leve sorriso

-- Então você e aquela modelo lá do mercado não são casadas?

--Casada? Eu ? – Andreia sorriu – Não mesmo – Juliana abriu um meio sorriso

–E você? É casada com o pai da menina?

--A Clarisse? – Andreia afirmou com a cabeça. – Não, ela é filha da Claudia, sou apenas madrinha dela – Agora foi  Andreia que deu um sorriso.

--Bem então você é?... – Elas se encaravam intensamente

-- Solteira, totalmente solteira – Andreia deu um passo para frente, estavam encantadas, uma no olhar da outra, Juliana deu mais um passo, porem se afastaram ao escutarem a campainha tocar. – Er... eu vou lá atender – Juliana saiu da cozinha e Andreia teve que respirar fundo ao segui-la, ao chegar na sala viu JM entrando.

 

-- Oras, oras se não é a soldadinho – Ele disse ficando de pé.

--Boa tarde para você também JM – Ela o encarou.

--Você é rápida, mal chegou já está rodeando, parece um urubu encima da carniça – Ele calou-se ao Juliana entrar com Clarisse.— Oi soube que era seu aniversário e resolvi trazer um presente para você – Mostrou o embrulho para a garota que o pegou animada.

--Como se diz Clarisse? – Juliana falou

--Obrigada, posso abrir madrinha?

--Claro que pode, vai lá para o quarto pedir para o Ju te arrumar. – A menina saiu.

--Não precisava se incomodar JM

--Que isso Juli, se é filha da nossa amiga temos que nos preocupar sim.- Ele disse voltando a sentar no sofá.—Então não vai ter nenhuma festinha para ela?

--Não, quer dizer só um bolinho para cantar parabéns com os moleques aqui da rua mesmo.

--Estão precisando que eu traga alguma coisa?

--Não JM já temos tudo alias, eu vou lá na cozinha arrumar as coisas – Saiu da sala deixando Andreia e aquele homem que ostentava um sorriso debochado para Andreia.

--Então voltou a morar por aqui? Cuidado aqui é cidade grande, os bandidos daqui são bem mais... – Levantou do sofá. –Violentos. – Andreia ia responder, mas Vitor apareceu na sala.

--Mãe esquecemos de pegar o presente.

--Nossa um filho? Quem diria – Ele abaixou-se para ficar na altura do menino que automaticamente se escondeu atrás de Andreia. – Ei cara tudo bem? Sou amigo da sua mãe – Estendeu a mão, mas o menino não retribuiu.—Acho que ele tem a quem puxar não é mesmo?

--Ele apenas é inteligente, não preciso ensina-lo quem preste ou não – Pegou na mão do menino. – Vamos pegar o presente – saíram da casa, já ao lado do carro Andreia abaixou-se para falar algo para o garoto. – Vitinho esse homem não é amigo da mãe está bem? Nem meu nem da Lídia – Entendeu?

--Está bem mãe, posso entrar para entregar o presente?

--Vamos entrar – Eles novamente entraram e Andreia fez questão de seguir direto para a cozinha, ao chegar percebeu que Junior e Juliana conversavam, ela decidiu escutar um pouco da conversa.

--Eu não sei o que ele está fazendo aqui Ju, não falei nada, mas fica tranquilo, vou conversar novamente com ele, aposto que seja aquilo mesmo que ele me falou.

--Não é Juli, todo mundo sabe lá em cima que ele é quem manda.

-- O JM é muito idiota para fazer essas coisas eu já te falei isso.

-- Tudo bem Juli, se você diz, só não confio nele aqui dentro de casa.

--Relaxa, se essa historia fosse verdade ele nunca nos faria mal, esqueceu que ele cresceu aqui conosco?

-- Como eu disse, não vou mais nem comentar nada

-- Bem precisam de ajuda em alguma coisa – Andreia que ouviu bem a conversa falou entrando.

--Nada disso, você é visita, nada de trabalhar – Juliana disse tirando uma das bandejas com docinhos da mão de Andreia.

-- Agora pronto, nem vem com essa, me diz onde é para colocar isso? – Andreia disse levantando a bandeja para Juliana não alcançar.

--Deia me dá isso aqui – Ela ainda deu um saltinho para pegar, mas não conseguiu.

--Lá para fora Andreia, tem uma mesinha com o bolo e algumas bexigas, pode colocar ao lado do bolo -Junior disse sorrindo com aquela cena.

--Nossa o quintal está muito lindo – Andreia disse ao voltar para a cozinha. – Adorei o jardim Junior, ficou perfeito.

--Ei e porque só o Junior ganha os parabéns, eu também ajudei.

--É ela ajudou a esquecer de colocar agua – Junior disse e Andreia sorriu, mas seu sorriso morreu ao ver JM entrando na cozinha.

--Juli infelizmente vou ter que voltar para a mercearia, aconteceu um probleminha lá e vou ter que resolver.

-- Vai lá JM depois mando um pedaço de bolo para você – JM a puxou para um abraço, sorrindo com deboche para Andreia.

-- Até outra hora – Ele saiu da cozinha e Junior logo se pronunciou.

--Já vai tarde, ainda bem que ele já foi.

--Ju, nunca vai se entender com ele mesmo, não é?

-- Nunca, nem estou afim – Ela disse saindo com a Andreia que estava levando mais outra bandeja.

--Junior eu escutei a conversa de vocês, do que vocês falavam exatamente?

-- O que você escutou? – Ele ficou logo nervoso.

--Sobre ele mandar lá em cima.

--Não falei isso, acho que você me entendeu errado – Já ia voltando rápido para a cozinha afim de fugir.

--Vamos falar disso outra hora, e você não vai me esconder nada-Andreia disse segurando o braço dele que apenas afirmou com a cabeça e entrou sendo seguida por Andreia. -- Onde está a Lídia?

-- Ela foi dá uma volta, disse que ia ver como estão as coisas – Junior que respondeu. – E eu vou chamar as crianças que já está quase na hora– Junior deixou novamente as mulheres a sós.

--Então voltando ao assunto que o JM atrapalhou – Juliana disse virando para Andreia que estava próximo a porta – Você e aquela loira lá do mercado não são um casal?

--Sim, quer dizer, era, aí me enrolei – Andreia sorriu – Deixa eu explicar, ela era minha namorada.

--Não é mais? – Juliana achou linda ela nervosa.

--Não, eu acabei com ela.

--Namoro longo? – Juliana caminhou para o quintal e fez questão de deixar o braço encostar na barriga de Andreia que sentiu o corpo arrepiar.

 

--Mãe a Clarisse gostou do meu presente, ela já está com ele – O menino entrou no quintal com Junior e a menina.

--Nossa que linda – Juliana aproximou-se viu a boneca de cabelos cacheados. – Parece comigo – Juliana disse com a boneca ao lado do rosto.

--Foi ele que escolheu- Andreia falou sorrindo, logo a campainha tocou e as crianças começaram a chegar, Andreia ficou por ali conversando com Lídia e outras mães, não passavam de dez crianças, mas foi uma bela farra.

 

-- Madrinha o Vitor me chamou para ir na casa dele a senhora deixa? – Andreia, Lídia e Vitor estavam na porta para se despedirem.

--Claro meu bem, depois marcamos direitinho, em um dia que eu estiver de folga te levo lá.

--Mas antes disso é meu niver na terça, vamos para um barzinho, quero as duas lá, nem pense em não ir escutou mulher maravilha?

--Vou ver minha escala

-- Você é a chefe, muda a escala e pronto – Lídia falou sorrindo

--Sim senhora – Andreia disse abrindo a porta do carro para o menino entrar.

--Volta sempre – Junior disse dando dois beijinhos em Andreia que apenas cumprimentou Juliana com um aceno de cabeça.

Notas finais:

Ola minhas flores!

ENTÃO MAIS UM CAPITULO, ESSE FOI BEM ESCLARECEDOR PARA AMBAS

E ESSE CLIMÃO ENTRE ELAS? VOCÊS SENTIRAM KKKK

 

Bem espero que estejam gostando desses capitulos mais longos, espero manter essa media nas postagens.

BJS

Capitulo 33 por Esantos

-- Que história é essa de barzinho? Você mesmo disse que não queria nada. – Já estavam dentro de casa

--Juli minha querida, eu que não iria desperdiçar uma chance dessas, colocar vocês duas em uma mesa com várias bebidas.

--Você parece que pensa em tudo, não é?

--Pareço não, eu penso queridinha.

--Só que você esqueceu que eu tenho prova queridinho

--Vai depois que acabar, só não deixa de ir, agora me fala vocês conversaram? – Juliana começou a narrar tudo que conversaram, só parou na hora que o cansaço bateu e foram dormir.

 

 

 

-- Vão eu fico aqui com o moleque.- Elida disse bagunçando os cabelos do menino

--Eu deixar você com o meu filho? É mais fácil ele cuidar de você

--Lídia meu amor, não sou a terceira mãe dele porque você não aceita meu pedido de casamento.

-- Tia a senhora só vive levando bolo da minha mãe, não sei como aguenta. – O menino disse e todos sorriram.

--Isso é o amor meu jovem, o amor não se cansa, um dia saberás – Ela disse abraçando o menino e fazendo cocegas.

--Vamos jogar play?

--Só se for agora – Eles saíram para o quarto do menino.

--Eu temo voltar e encontrar meu filho agarrada em uma mulher, com o cabelo lilás e fumando um cigarro – Lídia disse ao ver o filho entrar apartamento a fora com Elida.

--Deixa de exagero Lídia, no máximo o cabelo lilás – Andreia disse pegando a chave do carro, Lídia sorriu e seguiu com Andreia logo estariam no tal barzinho, ao chegar encontraram Junior com alguns amigos.

 

 

--Mulher maravilha, que bom, você veio – Ele levantou abraçando-a.

--Não deixaria de vim meu amigo, toma uma pequena lembrança – Andreia entregou o presente ao homem que agradeceu e foi abraçar Lídia.

-- A Juli não veio? – Lídia perguntou ao ver que a prima já tinha olhado para todos os lados.

--Ela está tento prova na faculdade, disse que logo estará aqui.

--Faculdade? Quem diria, logo a Juli – Lídia disse e Andreia não pode deixar um sorriso de alegria surgir.

--Eu sabia que um dia ela iria despertar – Andreia falou e todos concordaram, elas sentaram e foram apresentadas aos demais que embalaram em uma conversa animada.

 

-- Mulher maravilha já está arrasando corações, olha ali aquela moça no balcão não para de te olhar. – Junior sussurrou para Andreia.

--Eu fiquei com ela sexta, deixa ela, não vou dá bola, amanhã eu trabalho tenho que dormir cedo – Ela tomava agua de coco.

-- Ou será porque está esperando certa baixinha chegar?

-- Esperando? Eu não estou esperando ninguém.

--Nem aquela gatinha que está entrando agora? – Andreia olhou para a porta e quase perdeu a respiração, Juliana entrava em um vestido preto, curto, com alças largas e com um decote que deixava a parte superior dos seios à mostra.

--Nossa Junior porque ela nunca me deu bola? Ela é muito gata – Uma das amigas de Junior que estavam ali falou também olhando Juliana aproxima-se, Andreia fingiu não escutar o que ela falava.

-- Oi gente, desculpa a demora, odeio matemática e a prova hoje era de financeira – Ela disse aproximando-se.

--Senta aqui Juli, está vago – A amiga de Junior disse puxando a cadeira para ela sentar.

--Vou ficar aqui na ponta Lari – Ela disse gentilmente sentando na ponta da mesa, Andreia que estava próximo a ponta agradeceu aos céus por poder ver aquela cruzada de pernas que ela deu após sentar.

--Então Deia como está o Vitor? – Juliana que percebeu para onde os olhos da mulher estava direcionada, perguntou para faze-a olha-la nos olhos, pois ela não tirava os olhos das pernas da morena.

--Está em casa.

--Ele ficou sozinho?

--Não a Elida ficou com ele.

--Isso me assusta tanto – Lídia comentou. – Acho mais provável o Vitinho cuidar dela.

--Elida é aquela sua amiga?

--Isso, é minha amiga, ela mora lá conosco está procurando um apartamento para alugar.

-- A Larissa é corretora, Lari dá teu cartão para ela a amiga dela está procurando um AP.

--Claro, quantos ela quiser – Entregou para Lídia – Quer dizer estou com várias opções.

--Vou passar para ela – Lídia disse sorrindo.

-- Então Juli na faculdade é? Fiquei surpresa – Andreia disse sorrindo – Que curso?

--Administração, deixei a preguiça de lado e comecei a ralar, se bem que a empresa pediu para eu fazer, pois só tinha o técnico e se quisesse subir na rede tinha que ter o superior, então vamos lá. – Ela levantou a mão para o garçom. –Me traz um suco de abacaxi com hortelã

--Vai dizer que não bebi mais?

--Bebo, mas estou dirigindo. – Elas embalaram em um longo papo, Andreia falou da súbita viagem de Claudia, deixando a filha aos cuidados dela, revelou que a Claudia nunca falou quem era o pai da criança, mas que ela o odiava, pois ele não quis assumir.

 

--Gente vai ter uma baladinha top sábado vocês topam? – Um dos amigos de Junior convidou – Vai ser numa boate que vai inaugurar, eu vou produzir o evento posso conseguir ingressos para vocês

--Faz tanto tempo que não sei o que é uma boate – Lídia disse saudosa.

--Então vamos para essa. – Junior disse animado.

--Junior me passa os nomes das suas amigas para eu colocar na lista, vocês vão, não é? – Ele perguntou, tinha passado a maior parte da noite conversando com Lídia.

-- Vamos sim - Lídia falou um pouco mais animada, pois ele era um homem bonito, bastante interessante, porém quando ele se despediu pegou na mão de outro rapaz que estava a mesa.—Acho que a maternidade me fez perder o jeito para as coisas – Junior que tinha percebido o interesse dela pelo homem começou a sorrir, conversaram mais um pouco, logo todos foram se despedindo.

-- Eu adorei a conversa. – Andreia disse sorrindo para Juliana, estavam na porta do bar

-- Eu também, vou mandar aquela foto nossa que te falei, assim que chegar em casa.

--Vou esperar – Andreia se abaixou para dar dois beijinhos nela, viu os pelos do braço de Juliana arrepiar-se

--Então até outra hora – Ela deu as costas indo em direção ao carro

--Ei pode parar de olhar para a bunda dela, ela já foi – Lídia disse batendo no ombro da prima.

--Não tem como não ficar hipnotizada – Andreia disse caminhando para o carro

-- Você ainda é louquinha nela, não é?

-- Sei lá, talvez seja só desejo mesmo. – Deu partida no carro o colocando em movimento

-- Desejo Andreia? Você ainda é arriada os quatros pneus por ela, basta ver como ela te olha.

--Não sei, é estranho demais sabe, parece que já acostumei a ficar longe dela ou a dor que sentir, não sei bem.

--Você não se acostumou a ficar longe dela e sim você está com medo.

--Medo? Medo de que?

--De se entregar e acabar se machucando novamente. – Andreia nada falou, apenas seguiu dirigindo pensando naquilo que a prima falou, ao chegarem em casa logo sorriram pois encontraram os restos de uma pizza jogados sobre o centro.

--Acho que agora é só conferir se o cabelo dele está lilás – Andreia disse sorrindo caminhando até o quarto do garoto, lá o menino dormia com os braços e pernas sobre Elida que estava encolhida no canto da cama.

-- Ao menos estão vivos – Lídia disse sorrindo. – Deixa ela ai, para aprender a não dá besteiras para meu filho, amanhã ela acorda com a coluna travada – Lídia desligou o abajur.

-- Vou dormir que amanhã tenho que chegar cedo no quartel -Deu um beijo no topo da cabeça da prima e seguiu para seu quarto, após o banho viu o alerta de nova mensagem no celular, tinham algumas mensagens de Andressa falando que queria conversar, que estava com saudades do corpo dela, sorriu estava de saco cheios de cobranças, mas gostava da companhia da ex, sem contar da beleza e do fogo dela, escreveu uma mensagem falando que qualquer dia desses matava essa saudades dela, porem apenas para relembrar, nada mais, Andressa mandou um áudio feliz com aquilo, mas Andreia já ia dormir não respondeu, porem uma nova mensagem subiu na tela, ela sorriu ao ver a foto de Juliana, Clarisse e Junior juntos na foto do perfil.

 

-- Deia você ainda está acordada?

--Estou sim, deitada, mas acordada.

--Olha a foto que eu falei – Juliana enviou uma foto do seu aniversário onde estavam elas, Paula, Junior, Claudia e Maria, estava um pouco escuro, pois era uma foto de outra foto já impressa, mas estava nítido todos os sorrisos.

--Nossa Juli, eu lembro dessa foto, pedimos a câmera da vizinha emprestada, compramos um filme de 24 poses, me lembro de tudo – Andreia não sabia o porquê de uma lagrima escorrer dos seus olhos, ela não conseguiu definir se era apenas saudosismo de uma época boa de sua vida ou vontade de ser feliz daquela maneira novamente.

--É 24 poses, mas só salvou essa e mais outra sua e da minha mãe, as outras todas queimaram, lembro que você ficou brava com o Junior que abriu a câmera sem rebobinar o filme (carinhas sorrindo)

-- Fiquei mesmo, ele curioso como sempre deu nisso.

-- O Ju não tem jeito mesmo e não pense que mudou é assim até hoje, espera vou pegar a sua foto com a minha mãe – Andreia esperou um pouco e logo a imagem dela com a Paula surgiu na tela, as lagrimas escorreram, ela tinha aquela mulher como sua mãe, e nunca a esquecerá por nenhum minuto.

--Ai que saudades (carinha triste),  eu ainda ontem estava pensando nela, nunca mais a polícia te procurou para falar nada?

-- Parece que prenderam um cara que confessou ter participado, um tal de Álvaro Cruz ele era aqui do morro, mas nem quis ir lá só iria doer mais.

--É você tem razão – Andreia disse, mas iria procurar mais informações sobre aquilo.

-- Deia vou ter que dormir amanhã tenho uma reunião logo cedo

--Claro, vai lá eu também vou para o quartel bem cedinho.

--Boa noite para você, dormi bem.

--Você também (Carinha com beijinhos), Juli?

--OI?

-- Ate amanhã? – O sorriso surgiu e Juliana não conseguiu mais tira-los dos lábios.

--Sim, claro, até amanhã (Carinha com beijos de corações) -Andreia também sorriu, mais uma vez olhou as fotos e depois foi dormir com uma felicidade que há tempos não mantinha.

 

 

 

-- Me chamou tenente? – Elida pergunta ao entrar na sala.

--Eli estou precisando de um favor, eu ia fazer isso, mas estou cheia de coisas para fazer, dá uma pesquisada nesse nome para mim – Entregou o papel para ela.

--Álvaro Cruz? Quem é?

--Ele parece que confessou ser o assassino da tia Paula, ver onde ele está, se está solto ou preso, pode ser?

-- Claro, vou para patrulha apenas daqui uma hora, dá tempo.

--Eu vou sair nessa patrulha também, agora preciso ir lá na sala do coronel Lima ele quer conversar não sei o quer comigo.

--Vai lá, te vejo na viatura. – Andreia saiu e Elida foi fazer seu serviço, após uma hora ela já chegava na viatura, sentou atrás com Elida ao seu lado.

--Então conseguiu alguma coisa?- Andreia perguntou assim que o carro deu partida.

--Ele está em semiaberto, está com a tornozeleira, ainda mora lá no morro tem um filho e mora em um barraco – Lhe entregou o papel, esse é o endereço.

-- Ótimo, depois vou bater um papinho com esse desgraçado.

--Não sei o que pretende, mas pode contar comigo- Elida disse para as amiga, a atenção foi tomada após um chamado radio, alegando uma ocorrência ali perto, a viatura saiu a todo vapor, era um assalto, tinha uma viatura lá, mas parecia que os bandidos estavam fortemente armados, assim que desceu da viatura reconheceu um dos três policiais que já estavam ali.

-- Cinco homens portando pistola – Ele disse ainda de costa apontando a arma para o local, viu o reforço chegar, mas não desviou sua atenção.

-- Não é possível que eu tenha que vim de tão longe para salvar sua pele – Ele virou rapidamente ao reconhecer aquela voz, depois de alguns anos acabou perdendo o contato com Andreia.

-- Andreia? – Ele virou sorrindo – Quer dizer tenente Luiza – Andreia sorriu, mas não teve muito tempo, os ladrões começaram a atirar a polícia agora em vantagem conseguiu detê-los.

 

-- Se não é o meu abestalhado preferido – Elida disse abraçando o rapaz.

--Abestalhada, quanto tempo – Ele disse sorrindo.

--Lucas que saudade de você, nunca mais me ligou e sempre que eu te ligava dava desligado.

--Eu perdi meu telefone com o número de vocês fiz a besteira de não anotar, voltaram para aqui?

-- Fui transferida para o apoio tático.

--Agora ela é chefe- Elida disse sorrindo

-- Cara vamos marcar alguma coisa, saio do meu turno às seis da noite, e vocês?

-- Eu estou de 12 horas, largo às cinco – Olhou para Andreia.

--Vamos marcar às 19:00 em algum lugar, saio do quartel e vou encontrar vocês.

-- É isso aí, anota meu número – Eles trocaram números, voltaram aos seus serviços, no final da noite se encontraram em um barzinho, não estava cheio, mas movimentado.

 

 

--Nossa então como estão as coisas? – Lucas pergunta sorrindo, estava feliz de reencontrar as amigas.

--Comigo maravilhosamente bem – Elida disse olhando para umas garotas no balcão do bar.

--Você não muda mesmo e você Andreia? Ainda solteira?

-- Solteiríssima – Andreia disse sorrindo – E você casou?

--Casei, mas ela me deixou há um tempo

--O que houve? – Elida perguntou enquanto tomava um gole do seu chopp.

--Me pegou com outra, que no caso era a amiga dela. – Ele fez cara de culpado.

--Mas é muito safado mesmo -Elida disse sorrindo

-- Mas com aquela ali eu casava e me ajeitava – Ele apontou com a cabeça para a porta e as duas mulheres olharam discretamente.

--Ai não, sério isso? Será que ela está te seguindo? – Elida disse sorrindo para Andreia que respirou fundo olhando a loira acenar para ela.

--Nossa que surpresa tão boa – Andressa disse ao se aproximar.

--O que você está fazendo aqui Andressa?

-- Eu vim com meu primo tomar uma coisinha – Apontou para a entrada e o primo dela entrava no bar. – Depois quero conversar com você – Disse afastando-se

-- Tudo bem, depois conversamos – Andressa se afastou sentando algumas mesas distantes, porem de frente para Andreia.

-- Nossa você estava com essa gata?

--Elas namoravam Lucas.

--E você deixou uma gos... quer dizer uma gata dessas porquê?

-- Ela estava muito estressadinha, odeio DR.

--Desculpa, mas com uma mulher daquelas eu encarava uma DR todos os dias. – As mulheres sorriram

--Não suporto xiliques e ela estava exagerando. – Pegou o celular que mostrou uma mensagem recebida.

--Estou louca pra te dá bem gostoso, vou te esperar no banheiro – Andreia sorriu e olhou para a mulher que estava levantando da mesa.

--Que cara é essa Andreia? – Elida perguntou olhado para trás.

--Já volto – Ela saiu caminhando.

--Para onde ela está indo? – Lucas perguntou

-- Acho que vai transar no banheiro, eu só espero que ela não consiga reatar o namoro.

--Por que, você não gosta dela?

-- Eu não tenho nada contra, mas a Andreia não gosta dela.

--Ela ainda é louca na Juli?

-- Muito, eu peguei ela duas vezes olhando a foto do perfil dela, parece que estão conversando.

-- Eu queria que elas voltassem, a Juli é gente fina, sempre que vou lá no mercado conversamos muito, ela puxou minha orelha acredita? Eu fardado no meio do mercado e aquela baixinha puxou minha orelha quando eu disse que tinha traído a mulher.

--Ela sim é a mulher ideal para a Andreia, sem contar que a tenente é louca nela.

-- Isso é verdade, olha só quem está entrando – Lucas apontou para a entrada e acenou com um chauzinho para a mulher que entrava que aproximou-se

--Lucas quanto tempo - Deu dois beijinhos nele

--Muito tempo mesmo, está sozinha?

--Estou vim só tomar uma cerveja, estou estressada com tanta burocracia o tio Matias é muito teimoso, daí quebro minha cabeça.

-- Senta aí a Andreia foi no banheiro já volta – A mulher puxou a cadeira. – Deixa eu apresentar vocês.

--Já nos conhecemos – Elida disse ficando de pé e esticando a mão para a mulher que não era mais tão loira, porém ainda tinha cabelos claros.

--Olá, desculpa mas não lembro seu nome – Disse sorrindo.

--Elida, a seu dispor – beijou a mão de Barbara que sorriu.

-- Amiga da Andreia não é?

--Isso mesmo. – Elas começaram a conversar, e Elida jogou todo seu charme para Barbara que não dava muita atenção.

 

 

 

-- Eu estava com saudades disso sabia? – Andressa disse arrumando o vestido

-- Você sabe que não significa que estamos juntas novamente não sabe?

--Ai logico Lu, só sexo e delicioso por sinal – Deu um selinho nela, a loira sabia que não iria conseguir conquistar Andreia a colocando contra a parede ou se impondo, iria fazer o mesmo que fez no começo, iria dar o que ela queria, até ela decidir ficar com ela novamente.

-- Eu adoro esse seu jeito pratico – Lavou as mãos – Até outro dia.

--Você me liga quando estiver com saudades?

-- Claro que ligo. – Deu um beijo na bochecha da mulher e saiu do banheiro, viu Barbara sentada a mesa com os amigos. —Nossa que surpresa boa – Andreia deu dois beijinhos em Barbara.

-- Eu vim distrair a cabeça um pouco – Elas emendaram em uma alegre conversa.

 

--Bem então ligo para você, vamos marcar aquela saída sim, estou precisando. – Barbara disse despedindo-se, estavam indo para casa,

-- Andreia eu preciso pegar a loirinha, ela é muito linda- Já estavam a caminho de casa

--Mas ela passou a noite te dando fora que eu vi, é melhor desistir.

--Ela me deu o número dela, então não é tão impossível assim. – Ela sorriu para a Andreia que estava no banco do passageiro.

--Bem se você insiste – Andreia sorriu

--Você já ficou com ela?

--Nunca fiquei, na época que eu a conheci eu estava com a Juli – Andreia mexia no celular. – Olha o amigo do Junior acabou de confirmar, temos ingressos para uma balada amanhã, você quer ir conosco ou vai ficar de babá novamente?

-- Amanhã é sábado, estou de folga e logico que irei com vocês, ei você tem o contato desse amigo?

--Tenho sim o Junior me adicionou em um grupo das pessoas que estavam na festa dele, o nome do grupo é BFF do Ju – Andreia sorriu mostrando a Elida que tirou a atenção do transito rapidamente para ver.

--Implora por mais um ingresso, vou convidar a Barbara, se ela aceitar eu pego aquela loira amanhã.

--Vou perguntar aqui – Depois de alguns minutos elas estavam em casa e Andreia recebeu a confirmação, como era para convidados Andreia foi no privado do rapaz que colocou o nome de Barbara, nem sabia se era o mesmo sobrenome do mestre Matias mas foi o único que lembrou o momento. – Pronto, agora trate de convidar a Babi, ela já está na lista.

--Eu vou lá para o quarto xaveca ela – saiu para o quarto deixando Andreia esparramada no sofá, adorava chegar e se jogar naquele sofá, ficou mexendo no celular até que viu uma janelinha de mensagem aparecer, automaticamente seu sorriso surgiu, não apenas por quem enviará a mensagem, mas sim o conteúdo:

-- Ei você, boa noite

--Ei você. – Sim ela lembrou a forma que sempre se cumprimentavam, isso encheu o coração de Andreia, ela não conseguia parar de sorrir olhando para a tela. – Boa noite, ainda acordada?

-- Cheguei do trabalho agora, estou morta, mas ainda não conseguir dormir (Carinha de sono)

--Toma um leite quente

-- Deia isso sempre funcionou para você, mas nunca fui fã de leite

--É mesmo, nunca mesmo, porém você nunca foi de ter problemas para dormir, muito pelo contrario (sorrisos). – Elas ficaram ali conversando por quase uma hora, só desconectaram quando enfim Juliana deixou-se vencer pelo cansaço do dia.

Notas finais:

ola minhas flores

 

SEI QUE VCS ESTÃO PENSANDO, ESSA AUTORA ESTÁ ENROLANDO TUDO, A ANDREIA SE REAPROXIMANDO DA JULI, MAS FICANDO COM A ANDRESSA, O QUE SERÁ QUE ELA QUER? NÃO SE PREOCUPEM, LOGO LOGO VCS VÃO SABER, E PRA CONFIRMAR O QUE ESTÃO PENSANDO, SIM A AUTORA NÃO TEM UM JUIZO MUITO PERFEITO KKKKKK

 

BJS

Capitulo 34 por Esantos

-- Então Junior, esse ou esse? – Juliana mostrava as opções de roupas para ir a balada.

--Juli eu prefiro o azul, mas o preto te deixa mais sensual.

--Mais o preto não é muito “hoje quero dá” ?

--Hoje quero dá? Como assim?

--Ju ele é super curto, eu amo o vestir, mas como é uma balada prefiro o azul mesmo.

--Como se o azul não fosse curto, bem você já está há uma hora aí decidindo o que vai vestir, se você não estiver pronta daqui há exatos cinco minutos vamos nos atrasar.

-Ai que chão, tá vou com o azul mesmo. – Disse colocando o vestido – Pega aquele scarpin bege para mim.

--Ai não amiga ele é baixinho demais, vai com esse preto, olha esse salto, vai te dá uns centímetros a mais e outra vai destacar essas pernas, você não vai para a academia quase todo dia para não valorizar essas pernas.

-- vou mesmo, já não bastava tem pernas curtas elas serem fina ai já é demais. – Disse se olhando no espelho e conferindo os cachos

-- Agora vamos?

-- Vamos Ju, deixa de ser chato – Desceram, avisaram a mocinha que dormiria com a criança e saíram.

 

 

 

-- Acho que chegamos cedo – Lídia falou ao chegar no local e não encontrar os demais.

-- Não apenas chegamos na hora certa.

--A tenente como sempre pontual – Elida disse sorrindo. – Será que a Barbara vem?

--Nossa você só fala nela, se apaixonou foi Eli? – Lídia perguntou pegando a bebida que pediram no bar.

--Eu? Me apaixonar? Acho difícil, apenas estou estimulada pelo desafio de agarrar aquela delicia, você sabe que minha paixão é você – Pegou no queixo de Lídia que sorriu

--Ai não você chamou a Andressa foi? – Lídia perguntou ao ver a loira aproximando-se.

-- Que surpresa boa encontrar vocês – Ela disse sorrindo e cumprimentando as mulheres.

--Surpresa nossa em encontrar você – Andreia falou tentando entender o que a mulher fazia ali.

-- O meu namorado vai tocar, o primeiro Dj – O amigo de Andressa falou sorrindo.

--Deixa eu apresentar a vocês – Andressa apressou-se para apresentar o amigo as mulheres que foram simpáticas.

--O que acham de uma rodada? – Elida disse chamando o barmen – Uma rodada de tequila

-- Vamos começar a esquentar – Andressa disse sorrindo, Lídia encarou Andressa, mas nada falou, não demorou para alguns amigos de Junior chegarem e se juntarem a elas.

 

-- Ei Andressa vamos dançar? – Elida chamou a loira que ficou espantada.

--Sério que você quer dançar comigo?

--Vamos logo antes que eu desista – Elida puxou Andressa pela mão, Lídia e Andreia estranharam, pois as duas nunca se deram bem, porem antes mesmo de Lidia questionar viu o motivo.

-- Boa noite gente – Junior falou alto aproximando-se dos amigos.

--Boa noite – Juliana disse dando dois beijinhos em todos, menos em Andreia, essa ganhou um abraço

--Ei você – Andreia falou com um largo sorriso.

--Ei você – Juliana respondeu também sorrindo.

-- Nossa Juli assim meu coração não aguenta – Juliana virou para a amiga e sorriu.

--Lari, sei que você tomou seu remédio de pressão quando saiu de casa. – Juliana disse sorrindo, estavam todos em um tipo de lounge um pouco mais reservado da pista de dança onde tinha um sofá circular que dava para não mais de dez pessoas sentadas..

--Hoje você dança comigo, ficou me devendo da outra vez. – Juliana sentou à frente de Andreia que não disfarçou quando olhou a morena de cima a baixo.

-- Acho que me dei mal, não vi nenhum cara hetero por aqui – Lídia disse bebendo.

-- Eu vi uns, mas creio que são trans.

-- Nunca fiquei para saber, mas quem sabe, só sei que hoje queria dançar muito com uma barba roçando em meu pescoço

--Eu também amiga já estou entrando em desespero – Junior disse e todos sorriram.

--Então vamos dançar os três que aqui não conseguiremos nada – Um dos amigos de Junior disse.

--Apoiado, vamos lá – Saíram os três deixando Andreia, Juliana, Larissa e o amigo de Andressa ali.

-- Aquele ali não é o Lucas? – Juliana apontou com a cabeça vendo o rapaz aproximar-se --  E a Barbara?- Juliana ficou surpresa.

--Nossa que surpresa boa, não sabia que você vinha tambem – Andreia disse cumprimentando os dois com dois beijinhos.

--Eu o trouxe, fiquei com medo da sua amiga me raptar, ela não é de desistir? – Barbara comentou sorrindo

--Não ela não vai desistir mesmo – Andreia disse sorrindo

-- Olá Juli, nossa quanto tempo, sumiu– Barbara disse sorrindo, e aquilo não agradou muito Andreia, porem ela ficou apenas observando. – Mas nunca apareceu na academia. – Sentou-se ao lado dela

--É muito trabalho – Juliana levantou para abraçar Lucas – Como está Lucas?

-- Estou bem, mas parece que aqui eu não vou descolar  - Disse olhando em direção a pista de dança.

-- Senta aí vai descolar sim – Juliana sentou-se agora entre o rapaz e Andreia, que adorou aquilo, eles conversaram por alguns minutos, Andreia estava adorando escutar as narrativas de Juliana sobre o melhor amigo.

--Você é muito grossa sabia? – As atenções foram para Andressa que se aproximava com Elida.

--Grossa eu? Na próxima vez te deixo cair – Elida apressou-se e sentou no outro lado de Andreia.

-- O que houve para vocês duas já estarem brigando

--Ela tropeçou e eu a segurei, ela ainda reclama – Elida disse sorrindo para Barbara que retribuiu com um sorriso discreto.

--Ela me puxou isso sim – Andressa encarou Juliana que não se fez de rogada e retribuiu o olhar analisador. – Eu te conheço de algum lugar

-- Conhece sim, sou a gerente do mercado, aquela que você agrediu verbalmente e foi racista – Andressa ficou sem graça, mas Juliana não a deixou falar nada – Mas não se preocupa eu te desculpo, passei uma vida aprendendo a relevar coisas assim – Tomou um gole de sua bebida, Andressa olhou para Andreia que apenas mantinha um pequeno sorriso enquanto olhava a mulher ao seu lado.--Bem as coisas estão boas, mas vamos dançar? -  Olhou para Andreia.

--Ela não dança, odeia – Andressa disse se sentindo superior.

--Mas não vai me fazer essa desfeita – Pegou na mão de Andreia – Vem Deia, só uma música – Andreia fez uma careta.

-- Não Juli eu não sei dançar

--Sabe sim vem e vai dançar comigo – Andreia levantou e foi com a morena.

 

 

--Quem é essa garota? A Luiza nunca gostou de dançar. – Andressa falava olhando as duas saírem para pista.

-- Aquela ali? É a ex mulher dela – Elida disse em um tom irônico.

-- Ex-mulher? Como assim?

--Ex mulher, ex esposa, entendeu? – Elida foi irônica

-- Não sabia que ela já tinha sido casada.

--Sim, foram, são um lindo casal não é?  - Andressa olhou para Elida com uma cara de poucos amigos.

--Vamos dançar – Andressa puxou o amigo que estava calado em um canto.

--Sério que a Juli já foi casada com ela? Tô passada -Larissa disse sorrindo.

-- Coitada Eli, você a provoca demais – Lucas disse

--Coitada? Essa mulher é uma cobra e eu ainda tive que dançar uma música com ela para tira-la daqui quando a Juli chegou.

--Você vai empurrar a Andreia para a Juli mesmo?

--Claro Lucas, elas se amam

--Isso a Elida tem razão – Quem falou agora foi a Barbara.

--Vocês ficaram naquela festa não foi? Acho que você foi a única garota que eu vi a Juli ficando – Larissa falou para Barbara.

--Ficamos, mas ela me deu um fora no outro dia – Barbara sorriu.

--Acho que ela não bate bem – Elida disse olhando para Barbara.

-- Como assim não bate bem? – Barbara perguntou

-- Uma pessoa te dar um fora não pode ser boa do juízo – Elida deu seu sorriso mais galanteador.

 

 

 

-- Será que sua namorada não vai querer me matar? – Juliana disse enquanto caminhavam para a pista de dança.

--Ela não é minha namorada, aliás ela está aqui foi uma coincidência

-- Mas que ela não gostou, isso é fato – Juliana viu Lídia e Junior dançando.

--Nossa Juli só você para arrastar essa chata para dançar- Lídia disse alto por causa do volume da música.

-- Eu não sei dançar e ela sabe disso – Andreia disse sentindo o corpo arrepiar ao ver a morena começar a rebolar seguindo as batidas da música.

-- Sabe sim Deia, vem só mexe o corpo com as batidas da música – Ela encostou o corpo em Junior que rebolava em suas costas, Andreia mexia o corpo, mas não tirava os olhos de Juliana que se mantinha rebolando para Andreia.

-- Deu sede, vem Lídia vamos tomar alguma coisa – Junior puxou Lídia deixando as duas sozinhas.

-- Deia você parece que engoliu um cabo de vassoura de tão dura – Juliana disse sorrindo.

-- Eu não tenho o seu molejo – Andreia falava próxima da morena sentia não só o corpo reagir aquela mulher, mas o coração batia acelerado, não conseguia pensar direito apenas sorrir para aquela morena.

-- Agora sei porque você não dança Lu – Andressa disse aproximando-se delas.

-- Bem vou tomar alguma coisa – Disse Juliana afastando-se, quando Andreia deu as costas para acompanha-la, mas Andressa a segurou pelo braço.

--Lu o que você acha de darmos uma voltinha? – Se insinuou.

--Agora não Andressa – Olhou para a mão de Andressa em seu braço. – Dá para soltar? – Andressa a soltou e ficou olhando Andreia se afastar, não iria deixar aquela mulher escapar pensou a loira.

 

 

--Nossa que mulher chata – Juliana disse para Lídia assim que chegou ao local onde todos estavam.

-- Ela é louca na Andreia, mas não liga para ela – Lídia cochichou para Juliana.

-- Bem acho justo uma rodada de tequila – Elida disse vendo Andreia aproxima-se, Elida foi buscar a bebida e Andreia sentou-se ao lado de Juliana, emendaram em uma conversa animada entre muitos sorrisos.

 

-- Eu acho que você deveria aceitar dançar comigo – Elida disse pegando na mão de Barbara.

--Vai lá Barbara, ela tá se esforçando – Juliana disse sorrindo, Elida passou a noite toda se esforçando para conseguir algo com a mulher, porém Barbara se mantinha firme em negar.

-- É isso aí, a Juliana sabe das coisas, confia nela – Elida disse sorrindo.

-- Está bem, só uma música – Barbara levantou e seguiu com Elida para a pista de dança.

--Sua amiga é insistente, não é?

-- Nunca vi ela tão insistente, geralmente após o primeiro fora ela desiste – Andreia já estava bem alta pela bebida.

--Juli e aquela dança? Você me prometeu – Larissa disse ficando de pé, Juliana já ia negar, mas viu Andressa aproxima-se sentando ao lado de Andreia, não fez nenhuma cerimonia colocando a mão na coxa de Andreia.

--Vamos Lari, vamos dançar – Larissa sorriu pegando na mão da morena.

-- Pensei que você tinha ido embora- Andreia disse tirando a mão de Andressa que estava em sua perna.

-- Eu só estou com saudades, vamos lá no banheiro vai? Estou louca para dá bem gostoso para você – Falou mordendo o lóbulo da orelha de Andreia.

--Hoje não Andressa – Levantou-se e saiu.

--O que deu nela? Ela nunca me tratou assim – Andressa disse chorosa.

--É melhor você ir embora Andressa, vai por mim, depois você liga para ela – Andressa enxugou uma lagrima que escorria e saiu  de cabeça baixa, perto do bar Andreia pegava uma cerveja olhando para a pista de dança, vendo Juliana dançando com Larissa, elas estavam com os corpos colados, Andreia sentia um desconforto enorme, não conseguia compreender como aquela mulher podia mexer tanto com ela, pensou que poderia ser apenas desejo, mas não ela ainda amava aquela morena, mesmo lembrando a todo momento o que viveu com a separação mas tinha certeza desse amor, ela despertou dos seus pensamentos com os braços entorno de sua cabeça e sua boca tomada, ela demorou alguns segundos para se dá conta do que acontecia e afastar Andressa.

-- Porra Andressa, eu que disse não – Ela olhou para onde Juliana estava dançando, mas ela não estava mais ali.

 

 

 

-- Que cara é essa Juli? – Junior perguntou ao ver a amiga aproxima-se

--Eu que sou um idiota em achar que estava rolando alguma coisa com a Deia – Pegou o copo de whisky da mão de Junior e virou.

--Ei vai com calma, não precisa ficar assim, ela está na sua

--Ela está é aos beijos com a loira, acho que ela não está na minha – Pegou uma cerveja que estava ali em um balde de gelo.

--Não precisa se embebedar por causa disso – Junior ia tomar a bebida da mão da amiga, mas não deu tempo. – Lari vamos dançar mais?

--Só se for agora – Larissa acompanhou a morena para a pista novamente.

--A Juli estava brava com alguma coisa? – Lídia que conversava com Lucas e não escutou a conversa aproximou-se de Junior.

-- Ciúmes – Lídia não entendeu

--Ciúmes de que?

--A Andreia estava aos beijos com a Barbie falsificada.

--Serio? A Andreia parece que não cresce – Lídia disse brava.

--Deixa elas, não vamos nos meter – Junior disse vendo Andreia aproxima-se

 

 

 

-- Ei não me importo de você me usar para causar ciúmes na Andreia – Larissa disse no ouvido de Juliana que sorriu, ela já estava bem alta pela bebida

--Quem sabe eu não te use em outras coisas também- Juliana colando mais o corpo ao da outra que adorou aquilo.

 

 

 

-- A Juli apareceu por aqui? – Andreia perguntou baixinho para Lídia que conversava com Lucas.

--Ela está na pista com a Larissa.

-- Hum está certo – Andreia pegou sua bebida, voltou a pensar em tudo que estava sentindo, como aquela mulher poderia derrubar todas as suas barreiras simplesmente em está perto, Juliana não precisava de nenhum esforço para ter a Andreia em suas mãos, mesmo depois de tudo que aconteceu.

 

-- Nossa que sede – Larissa disse pegando uma cerveja.

--Eu quero – Juliana disse olhando para Larissa que sorriu  e colocou a cerveja na boca de Juliana.--  Nossa uma delícia – Falou com um tom bem sensual, Larissa sorriu e sentou, Juliana sentou-se tão junto de Larissa que parecia que estava no colo dela, Juliana começou a sussurrar algo no ouvido de Larissa que gargalhava, Andreia do outro lado apenas observava tudo aquilo, era obvio que Juliana estava completamente bêbada e para Andreia, Larissa estava se aproveitando da situação, a mão posta na coxa de Juliana deixava isso claro.

-- Juli é melhor irmos para casa – Junior que viu o que estava acontecendo disse.

--Pode ir Junior, vou com a Lari – Ela disse piscando para Larissa que balançou a cabeça em afirmação.

--Não seria melhor irmos?

-- Já disse que vou com a Lari, alias vamos agora?  - Ficou de pé

-- Vamos sim, até mais pessoal – Ela levantou e passou o braço na cintura de Juliana.

--Agora essa – Junior disse sentando.

--Ela está muito louca – Lídia falou – Acho que não vão para casa – Lídia queria provocar a prima.

--Ela está bêbada, ela não pode tentar nada com a Juliana nesse estado

-- Eu sei é  que ela está há muito tempo atrás da Juli – Junior falou e só viu Andreia levantando.

--Andreia para onde você vai? – Lídia disse acompanhando a prima, Junior e Lucas as seguiram.

 

 

-- Juli vou deixar você em casa está bem? – Elas estavam na frente da boate, Larissa se caminha até um ponto de taxi que tinha ali próximo

-- Pensei que iriamos para outro lugar. – Juliana a abraçou, circulando as mãos na cintura da mulher.

--Com você desse jeito? Não mesmo, qualquer dia desses que estiver sóbria pode me usar para fazer ciúmes na grandona, use e abuse – Ela disse sorrindo

--Mas eu queria tanto – Começou a beijar o pescoço de Larissa, essa apenas levantou a cabeça dela, deu-lhe um selinho, iria dizer que não, mas viu Andreia aproximando-se em passos largos.

--Ei ela está bêbada, não está vendo isso?

--Estou, mas acho que ela sabe o que está fazendo – Larissa não ia se meter, mas como Andreia chegou com grosseria ela mudou de ideia.

--Ela não sabe, vem Juliana eu vou chamar o Junior para te levar para casa.

--Eu vou com a Lari, e você não manda em mim, volta lá para sua namoradinha.

--Juliana você não tem quinze anos para falar dessa maneira, apesar de estar bêbada, vem o Junior vai te levar.- Ia pegar no braço dela, porem a morena se afastou.

--Já falei que se eu quiser ir com ela eu vou, agora sabe o que você faz? Volta lá para sua loira de farmácia, vai lá não deixa ela esperando – Juliana falou e deu as costas, Lídia Junior e Lucas aproximaram-se.

-- É melhor você deixa-la comigo – Larissa disse dando um leve empurrão no ombro de Andreia que olhou para a mulher, sentiu o sangue correr mais rápido em suas veias.

--Eu já disse que ela não vai com você – Andreia disse dando um passo para frente.

--E eu já disse que ela vai fazer o que quiser -Larissa não se intimidou, falou com o queixo erguido.

--Vem Juliana – Andreia tentou pegar a mão de Juliana, mas Larissa tomou a frente.

--Droga, você é surda? Eu já falei que ela vai comigo. – Falou alto, Andreia não respondeu, alias a resposta veio em um soco na altura do queixo de Larissa, Lucas e Lídia aproximaram-se para evitar uma briga.

--Você é muito insolente, eu falei que ela não vai com você, ela está bêbada e vulnerável.

--Caralho que dor – Larissa com a mão na boca que sangrava – Você é louca, completamente maluca.

--Qual é Deia? Ainda continua assim resolvendo as coisas na base do soco? Vem Lari, vamos sair daqui – Andreia ainda tentou aproxima-se, mas foi impedida por Lucas e Lídia que a segurava

--Calma Andreia eu vou com elas – Junior saiu correndo atrás das duas mulheres que entravam em um taxi.

 

-- Ei calma – Lídia disse ao ver a prima ofegante

--Ei gente o que está rolando? – Elida e Barbara aproximaram-se – Vimos vocês saindo rápido viemos ver o que houve

--A Andreia deu um soco na Larissa – Lucas respondeu vendo Lídia sair caminhando com Andreia

--Sério? Mas o que ela fez?  - Foram conversando atrás delas

--Ela ia sair com a Juli, cara foi uma bela direita – Lucas sorriu.

--Eu nunca vi a Andreia bater em alguém, apenas para se defender e só no trabalho – Elida estava surpresa.

--Isso é o efeito Juliana Eli. – Lucas disse sorrindo.

-- Bem acho que a noite acabou, nos falamos outro dia – Barbara disse

--Mas você não quer voltar? – Elida falou, mas olhou para Andreia, ela queria ficar com a mulher, mas estava preocupada com a amiga.

--É melhor você ficar com ela, o Lucas divide o taxi comigo, não é Lucas? -Ela entendeu a preocupação de Elida.

--É sim, fica tranquila – Lucas disse para Elida que aproximou-se de Barbara e lhe deu um beijo na bochecha.

--Eu te ligo amanhã  - Falou olhando para a mulher que afirmou com a cabeça

--Sério? Um beijinho na bochecha? – Lucas zombou.

--Cala a boca abestalhado – Elida deu um pescotapa nele que saiu sorrindo com Barbara que ia na frente em direção aos taxis.

 

 

--Ei o que houve? -Elida aproximou-se de Andreia e Lídia que estavam encostadas em um carro

-- Andreia fala conosco, não fica assim muda – Lídia disse fazendo a prima olha-la

-- Eu estou bem Lídia, vamos embora – Andreia saiu caminhando para o taxi.

 

-- Eu nunca a vi bater em ninguém, o que deu nela? – Elida perguntou

--Ciúmes

--Ciúmes? Eu pensei que isso não fazia parte do rol de sentimentos dela

--Faz parte do rol de sentimentos por uma certa morena – Lídia respondeu e se calou, pois entraram no taxi, seguiram até em casa caladas, Andreia não deu nenhuma palavra, assim que chegaram ela pegou a carteira pagando a babá que ficara com Vitor e calada seguiu para o quarto.

 

 

 

-- O que vocês queriam fazendo aquilo? – Junior perguntou para as mulheres que estavam no banco de trás do taxi

--Ela queria fazer uma cena para a grandona e eu entrei na onda, ai! – Juliana não segurou o riso, começou a gargalhar sendo acompanhada por Larissa

-- Vocês são loucas – Junior disse entrando nos risos, logo estavam em casa.

--Você vai ficar lá em casa, vou limpar isso – Juliana disse limpando um filete de sangue que começou a escorrer.

--Não precisa eu me viro, só me lembra de mais nunca enfrentar a grandona lá.

--Tudo bem, qualquer coisa nos fala, obrigada e desculpa pelo soco.

-- Não se preocupe adorei defender uma donzela em perigo, quer dizer defender não, apanhar né. – Falou sorrindo

--Você é louca sabia ?

-- Sabia sim, vai lá e ver se toma água para não ficar com ressaca.

--Vou sim, mais uma vez desculpa sua maluca.

--Só desculpo se você agarrar a grandona de uma vez, ela é louca por você, até me bateu

--Ela é uma bruta isso sim, agora vai lá para o taxista não achar ruim. – Juliana desceu do carro entrando em casa com o amigo.

 

-- Agora me diz o que houve – Junior falou assim que entraram em casa

--Ela estava lá agarrando a loira, acho que ela não me ama Ju.

--Claro que ama ela ficou louca de ciúmes.

--Acho que foi apenas ego ferido, se ela realmente me amasse não estaria aos beijos com aquela Barbie do Paraguai.

--Eu não vou falar mais nada Juli, vou deixar você decidir o que faz, mas de uma coisa eu tenho certeza, ela te ama.

--Não sei Junior, acho que não se amasse não faria aquilo- Juliana disse subindo a pequena escada, estava triste com aquilo, lembrava sempre daquele beijo, sentiu inveja da loira, como queria ser ela ali, tocando nos lábios de Andreia, tomou um banho e assim que saiu viu uma mensagem e Andreia pedindo desculpa pela cena que fez.

 

 

 

-- Andreia, posso entrar? – Lídia e Elida já trocadas para dormir perguntaram já entrando.

--Já entraram mesmo – Andreia disse sem desviar os olhos do celular.

-- O que está vendo ai?- Elida deitou-se na cama olhando para o celular.

--Eu mandei uma mensagem de desculpa, ela acabou de visualizar.

--E o que ela respondeu? – Lídia jogou-se no outro lado da cama.

--Ela está escrevendo – Ficaram as três olhando para a tela do celular, esperando a resposta que veio após quase um minuto.

--Não é para mim que tem que pedir desculpa e sim para a Lari, você arrebentou o lábio dela e não o meu, vou dormir -  Andreia fechou os olhos e respirou fundo.

 

-- Sério que ela passou quase uma hora e só escreveu isso? – Elida disse afastando-se um pouco de Andreia.

-- Mas ela não está errada – Lídia disse sentando na cama e olhando para a prima

--Vai ficar no lado dela é?

--Não Eli apenas ela está certa, a Andreia foi uma grossa com ela e tem que pedir desculpas sim – Andreia respirou fundo.

--A talzinha lá queria se aproveitar da garota dela que estava bêbada, eu teria feito pior.

-- A questão é que a Juli não é a garota dela, a garota dela era outra e estavam aos beijos com ela.

--Um beijo não é nada

--Chega eu estou aqui sabia? – Andreia falou quase gritando. – Ela viu quando a Andressa me beijou ? – Perguntou olhando para Lídia.

--Viu sim e pareceu não gostar nada.

--Então ela estava querendo me provocar era isso?

--Eu não sei, mas que ela ficou com raiva de ver você e a Andressa aos beijos.

-- Andreia, qual motivo você não vai logo atrás dessa mulher?

-- Como assim ir atrás dela?

-- Porra, nem parece minha amiga super inteligente que pega as coisas rápido, você é louca nela então qual motivo não vai e pega ela de jeito?

--Eu não sei se sou louca por ela ou é apenas saudade do que vivemos.

--A serio isso? Priminha do meu coração onde você arruma essas coisas?

-- Coisas? Lídia só eu si o que eu passei para me curar do efeito daquela separação, eu vivia por ela e o que eu ganhei em troca? Um belo chute no traseiro, vocês não imaginam o quanto doeu, o quanto eu não pensei em morrer apenas para tirar aquela dor de mim. – Deixou uma lagrima escorrer

--E conseguiu? Você conseguiu tirar essa dor? – Lídia perguntou a puxando para mais perto, Andreia não respondeu, ficou calada.—Andreia você nunca conseguiu esquecer a Juli, e você sabe disso

--Eu posso não ter esquecido, mas não vou passar por aquilo novamente, não vou sofrer tudo aquilo que sofri.

--Então porque não fala com ela, vocês se devem uma conversa, foi tudo tão rápido, o pouco que eu sei sobre vocês já dá para ver que foram muitas coisas sem explicações.

--Eu concordo com a Eli, Andreia senta, conversa com ela, não seja cabeça dura, é claro o sentimento que vocês têm uma pela outra não deixa de viver por medo nem orgulho.

-- Vocês em vez de ajudar só vêm encher mais minha cabeça. – Ela deitou-se puxando o lençol para cobrir-se

--Engano seu, queremos só seu bem, e dormir aqui também.

--A não vão para o quarto de vocês

--Aqui está mais confortável – Elida disse repousando a cabeça no travesseiro.

-- É e eu estou com medo dessa tarada me agarrar no meio da noite pensando que eu sou a Barbara – Lídia empurrou Andreia mais para o lado deitando também.

--Eu mereço isso? Se vão dormir façam silencio – Andreia desligou a luz do abajur.

--Mas eu ainda posso tirar uma casquinha de você, basta pedir – Elida disse sorrindo.

-- Andreia me ensina a atirar, para me defender dela

-- Vão dormir as duas, ou vão para o quarto de vocês – A mulheres sorriram e atenderam, logo as duas estavam dormindo, já Andreia não conseguia parar de pensar em Juliana em tudo que viveu com ela.

Notas finais:

Ola minhas flores

Mais um capitulo para vcs nesse FDS, espero que curtam.

 

BJS

Capitulo 35 por Esantos

Quando viu pela fresta da janela que o dia estava claro, levantou vestiu-se e foi correr na praia, depois de uma longa corrida e um banho de mar voltou para casa no meio da manhã pelo silencio todos ainda dormiam, mas viu que estava errada na cozinha um menino com um copo de achocolatado na mão.

--Mãe, estava na praia ?

--Estava sim, e a desnaturada da sua mãe ainda dormindo?

--Ela está lá no seu quarto, ela e a tia Eli.

--Aquelas duas inventaram de dormir comigo, estou quebrada por isso, o que tem ai? – Olhou para o copo da criança

-- Achocolatado, quer faço um para senhora.

--Quero, vou tomar um banho rápido e volto para comer – Ela saiu sorrindo, amava demais aquele garoto, ele crescerá tão rápido, acha lindo aquela independência dele, sentia que estava fazendo um ótimo trabalho, tomou um banho se vestiu e as duas mulheres ao menos se mexeram na cama, ela sorriu saindo do quarto.

-- Mãe fiz pão com queijo o seu estar na torradeira – Andreia o pegou junto com o copo de achocolatado e foi para a para mesa.

--Então gostou da babá?

--Ela é legal, jogou vídeo game comigo a mãe dela trabalha no apartamento de cima.

-- É foi a mãe dela que me disse se eu precisasse.

--Mãe posso chama a Clarisse para vim para cá?

-- Claro que pode, ela é sua amiga, não é? – O menino afirmou com a cabeça – Então pode chamar seus amigos sempre que quiser.

--Mas só vou chamar a Clarisse mesmo. – Andreia o olhou

--Será que está na hora de falarmos sobre namoro? – Ela perguntou para o menino que sorriu

--Não mãe eu não quero namora, ela é só minha amiga mesmo, eu gosto dela, mas não para namorar, para namora eu gostava da Hana lá da minha antiga escola.

--Entendi, mas quando for a hora de conversar prometi que vai me pergunta?

--Pergunto sim mãe pode deixar – Ele disse levantando.

--Vou jogar que a Clarisse deve estar na sala me esperando.

--Na sala? Ela já está aqui?

-- Não mãe da sala do jogo, jogamos tudo junto, mas ela na casa dela e eu aqui.

--A tá, valeu pela explicação – Andreia sorriu vendo o filho sair, lavou os pratos e foi até o quarto, tratou de acordar as duas mulheres que estavam jogadas na sua cama.

 

-- Andreia compra alguma coisa para almoçarmos, estou sem coragem de fazer nada.

--Vai lá Eli estou ocupada.

--Assistindo televisão?

--Sim ocupada com a Fernanda Gentil.

--Bela ocupação – Sentou-se ao lado da amiga --Vamos fazer o seguinte par ou ímpar- Andreia concordou e acabou perdendo.

--Droga sempre perco nessa historinha. – Andreia pegou o capacete e as chaves da moto para comprar o almoço.

 

 

-- Então como vamos fazer para juntar as duas? – Elida disse sentando ao lado de Lídia no sofá maior.

--Não sei, não pensei em nada acho que ela está machucada demais por ter sido abandonada.

--Nada que um pelo chá de coxa da morena não desfaça.

-- Será que se elas ficarem tudo se desfaz?

--Tenho certeza, Lídia temos que pensar em alguma coisa, mas alguma coisa que deixe as duas a sós.

--Vou falar com o Junior ele sempre tem boas ideias, ele vai nos ajudar – Lídia pegou o celular para conversar com o amigo que ficou de pensar em alguma coisa para ajudar nessa empreitada de juntar as mulheres.

 

 

 

 

-- Tenente estão aqui todas as informações que a senhora me pediu sobre o tal Alvaro Cruz, a inteligência está de olho nele, suspeitam que ele esteja ligado com o chefe do trafico da região – Lhe entregou algumas fotos e uma delas chamou a atenção de Andreia.

--Ele é amigo esse homem?

--Sim, já vimos muitos os dois juntos

--E ele está sendo investigado?

-- Desconfiamos que ele tem ligação, mas não temos nenhuma prova ele sempre escorrega, nunca o pegamos em flagrante, mesmo já recebendo denúncias para pega-lo.

--Vocês sabem qual a função dele?

--Não apenas sabemos que tem uma mercearia, que também é um bar, mas não sabemos exatamente o que ele faz.

--E o chefe da boca está preso há muito tempo?

--Sim quase um ano, mas nada mudou, continua do mesmo jeito.

--Obrigada sargento, me mantenham informada, sei que não é sua obrigação me passar essas informações, porem tenho um interesse nisso.

-- Entendo tenente, qualquer coisa lhe passo. – Ele saiu da sala deixando Andreia com as fotos, no relatório tinha ao número do telefone da delegacia que fora responsável pela prisão do chefe do tráfico daquele morro, ela ligou e falou com o delegado, ele disse que ainda estavam investigando o caso, passou Andreia para uma agente que estava cuidando da investigação, ela passou algumas informações e marcaram para almoçarem e conversarem sobre.

--Estou indo almoçar, vamos? – Elida perguntou com a cabeça para dentro da sala de Andreia.

--Vou almoçar com uma investigadora, vou resolver umas coisas, pode ir na frente.

 

 

 

 

-- Nossa estou morta, não sei porque tanta reunião – Juliana disse para o subgerente do mercado.

--Para nos encher o saco, a Neide está nos esperando para almoçar, vamos?

-- Mas vamos em algum restaurante pertinho, essa hora é um trânsito horrível.

--Tem um aqui do lado, é mais caro, mas aceita o vale refeição.

--Ainda bem – saíram os três para o restaurante, sentaram-se para almoçar conversando sobre a reunião com os diretores do mercado onde eles trabalhavam.

--Nossa até deu vontade se ser preso agora – O homem disse olhando a entrada do restaurante instantaneamente as mulheres olharam também.

--Se sua mulher sabe disso você está acabado – Neide disse, mas Juliana que não prestou atenção no que ela falou, seus olhos estavam fixados na policial, sorriu ao ver Andreia com aquela farda, estava diferente da última vez que a vira, agora apenas com uma blusa preta e uma calça camuflada, preta e cinza claro, um boné e uma arma presa ao coldre.

-- Juliana? Terra chamando - Despertou com alguns respingos de água

--Ai Paulo o que foi? – Ela disse pegando o guardanapo

--Você parecia que estava viajando.

--Não foi nada, bem vamos comer logo – Juliana viu Andreia senta-se ao lado de uma mulher, muito bonita por sinal, alta, cabelos longos, aquilo apenas irritou Juliana.

 

 

 

-- É um prazer em conhecer tenente Luiza.

--Digo o mesmo investigadora Bruna.

--Então o que quer saber sobre o Marcelinho?

--Bem não é exatamente sobre ele que quero saber e sim sobre toda investigação de trafico daquela região, deixe eu lhe explicar melhor – Pegou as fotos do seu bolso. – Esses dois aí, queria saber se eles têm relação e se esse – Apontou para JM – É mais que apenas um suspeito.

-- O José Marcio, eu estou na cola dele há quase um ano, não conseguir provas suficientes, mas eu tenho certeza que ele que comanda tudo, falaram que o Marquinhos que era o líder, mas eu tenho certeza que não ele é quem comanda tudo por lá, e isso não é de hoje não.

-- Desgraçado – Andreia amaçou a foto – O que eu posso fazer para te ajudar com isso?  - Pararam de falar, para o garçom lhe entregar os pratos

--Primeiro o que você ganha com isso? – Andreia respirou fundo

--Eu descobri esses dias que o Álvaro – Apontou para a foto – Ele foi responsabilizado pelo assassinato de uma pessoa muito importante para mim e esse desgraçado aqui nunca me enganou ,  hoje ele é próximo de algumas pessoas importante para mim.

--Então você quer vingança?

--Não necessariamente, eu estou apenas querendo saber quem é realmente o JM, se ele for o que você diz tenho que arrumar um jeito de assegurar que algumas pessoas fiquem a salvas dele.

--Entendi, mas o você que fazer efetivamente? Mata-lo?

--Não sou assassina, bem sempre tive vontade de tirar aquele sorrisinho da cara dele, mas se ele for um traficante do estipe que você está falando eu quero vê-lo mofar numa cela imunda, sem contar que vai ser ótimo para o currículo.

--Bem tenente, não lhe conheço muito bem, mas já gostei de você vamos fazer assim, eu te passo o que eu tenho e você me passa o que tem, ou o que conseguir, combinado?

--Combinado, mas só uma dúvida, qual motivo não quis que eu fosse na delegacia conversar com você?

--Tem algum informante dentro do DP, não sei quem é, mas o José Marcio tem muitos informantes, e isso inclui seu batalhão.

--Alguma suspeita de quem seja o informante dos meus homens?

--Não sei, alias em uma escuta, não autorizada eu o escutei chamando alguém de sargento e esse cabo estava falando exatamente de uma operação que iria ter lá, acho que umas duas semanas atrás.

--Realmente fiz uma patrulha por lá há duas semanas – Andreia olhou para Bruna que olhava discretamente para o lado e sorria. --O que foi? – Andreia perguntou

--Uma mulher que não para de olhar para você, acho que está encantada com a farda – Andreia olhou para o lado e viu Juliana a encarando sem nenhuma vergonha. – Conhece?

-- Conheço sim, não a tinha visto – Andreia voltou a olhar para Juliana, acenou para ela que apenas balançou a cabeça em negativo.

--Acho que ela está brava. – A mulher sorriu de leve.

--Ela sempre está brava – Andreia disse segurando a vontade de ir até lá falar com ela.

--Acho que ela está saído – Andreia olhou para a saída depois para Bruna – Pode ir lá, fique à vontade.

--Tudo bem, licença – Andreia saiu andando rápido e alcançou Juliana já na porta do restaurante. – Juli, tudo bem? – Perguntou segurando de leve seu braço a fazendo virar.

--Oi, está sim – Juliana disse com a cara de poucos amigos.

--Eu te liguei umas duas vezes você não atende. – Andreia notou os olhos da mulher e do homem que estava ao lado de Andreia voltados para si.

--Eu não quis atender, licença Deia tenho que ir trabalhar, bom almoço com sua amiguinha – Juliana deu as costas e saiu andando um pouco mais rápido, enquanto Andreia não conseguiu segurar o sorriso, adorava ver a morena com aquela marra toda, principalmente quando o motivo da marra era ciúmes, voltou para seu lugar e continuou com seu almoço com a investigadora.

 

 

 

-- Você conhece a policial e nem nos disse nada

--E nem me apresentou aquela mulher enorme – O homem disse resmungando

-- Eu a conheço, mas não estou com paciência para ela e Paulo abaixa o fogo que ela nunca olharia para você – O homem sorriu já tinha escutado alguns boatos que Juliana gostava de mulher, mas sempre duvidou.

-- Se você diz eu acredito – Ele sorriu e seguiram calados até o escritório da diretoria do mercado.

 

 

 

-- Nossa estamos felizes? – Elida perguntou ao ver Andreia entrando sorrindo a amiga logo entrou na sala dela para saber do que se tratava

-- Você eu não sei, eu estou – Ela retirou o boné colocando na sua mesa

-- Conte-me tudo, não me esconda nada – Elida sentou.

--Encontrei a Juli no restaurante.

--E vocês se pegaram? Você a comeu no banheiro do restaurante?

--Não, claro que não, apenas a encontrei.

--E esse sorriso todo por tão pouco?

--Ela estava se mordendo de ciúmes, linda demais com aquela marra toda – Andreia jogou-se na cadeira.

--E qual motivo você não a agarrou e tascou-lhe um beijo?

--Eu acho que vou fazer isso mesmo, só não sei como.

--Por que não vai a procura dela e pega ela para você de uma vez?

-- Ainda fico na dúvida, será que estou pronta para isso?

-- Só saberá se tentar, e você não é de correr da raia.

--Eu só não sei o que fazer.

-- Vou pensar em alguma coisa e já volto – Elida saiu da sala, já ligando para Junior.

-- Oi racha?

--Temos que colocar nosso plano em ação, a Juliana vai para onde a noite?

--Para a faculdade, ela toma banho e sai.

--Ela vai de que?

-- No carro dela.

-- Já sei, dá um jeito dela ir para a faculdade sem o carro, vou fazer a Andreia ir lá encontra-la

--Ótimo vou ver o que faço aqui, ai que emoção adoro esses negócios de planos, me sinto em um filme – Junior disse animado.

-- Abaixa a purpurina e cuidado para ela não desconfiar.

--Está certo eu sei o que fazer. – Eles deligaram e após alguns minutos Elida voltou para a sala da amiga.

--Já sei o que fazer para conversar com a morena – Disse sentando-se

-- O que sugere?

--Vai ao encontro dela, hoje à noite.

--Eu só largo às oito da noite Elida, não dá para sair antes.

--Não é tão tarde, ela não faz faculdade? Vai lá busca-la, a pega de surpresa já que ela não atende suas ligações.

--Será que vai dá certo?

--Claro que vai, deixa de ser frouxa. – Quis mexer com o ego da amiga

--Tudo bem, digamos que eu vá como vou acha-la dentro de uma faculdade daquele tamanho?

--Simples, pergunta ao Junior ele vai saber.

-- Vou pensar no assunto – Disse voltando a olhar para os papeis.

--Vou voltar ao trabalho – Ela disse saindo da sala, deixando Andreia ali pensando se realmente aquilo seria uma boa ideia.

 

Notas finais:

Ola minhas flores.

 

SERÁ QUE ESTÁ CHEGANDO A HORA DELAS SE ENTENDEREM DE VEZ?

 

Tenho duas noticias para vcs, uma boa e uma não tão legal

A primeira é a boa, postarei outro capitulo ainda essa semana e a segunda é que infelizmente vou dá um tempinho nas varias postagens semanais, vou ter que me empelhar em um projeto ai e infelizmente não vai dá para postar mais de um capitulo por semana, será ate o meio de agosto, dai nomarlizamos para de dois a três capitulos semanais.

Cês me perdoam não é? 

BJS 

Capitulo 36 por Esantos

-- Ju estou atrasada e morta de cansada, o dia hoje foi puxado.

--Vai lá Juli, toma um banho que estou acabando o jantar.

--Vou mesmo, mas nem vou comer – Ela saiu correndo para o quarto enquanto isso Junior pegou a chave do carro junto com o celular, iria refazer o que o vídeo mandava para o carro não pegar, foi lá e cortou o fio da bateria com um alicate de unha.

--Ai que coisa difícil, espero que seja o certo. – Fechou o capô do carro e voltou para dentro, após alguns minutos Juliana saiu quase que correndo, mas logo em seguida voltou.

--O carro não quer pegar, que droga tenho um trabalho para apresentar na segunda aula.

--Pega um taxi, e volta de ônibus, o ponto fica bem em frente a faculdade.

--O ruim que ele passa horas para chegar aqui na esquina.

--Então volta de taxi também.

--Não estou rica esqueceu?

--Então volta de ônibus.

--Você tem razão, até mais tarde Ju. -Ela saiu para o ponto de taxi, chegou um pouco atrasada, mas deu tempo de apresentar seu trabalho.

 

--Juliana o que houve que vai de ônibus hoje? – A morena caminhava com uma colega de turma até o ponto de ônibus

-- O ceceu quebrou, já estou esquentando a cabeça com ele.

--Relaxa, carro é assim mesmo, se bem que gosto de moto um dia compro uma moto dessas – Olharam para uma moto que parou em frente ao ponto Juliana parou de andar ao ver quem pilotava, ficou olhando Andreia retirar o capacete e olha-la.

 

-- Oi Juli- Disse a encarando.

--Deia? O que você faz aqui?

-- Preciso falar com você, vem – Estendeu o outro capacete para ela que olhou para a amiga.

--Vai Juliana, eu vou pegar o ônibus – Ela balançou a cabeça e aproximou-se de Andreia.

--Acho melhor não, vou para casa, tenho muita coisa para fazer- Juliana estava decida a deixar de pensar em Andreia por um tempo, pensou que a mulher ainda a amava, mas ela teve a coragem de ficar com outra bem na sua frente, isso era prova que não rolaria mais.

--Então eu te deixo em casa, sobe apenas uma carona – Levantou o capacete.

-- Tudo bem, apenas uma carona, não tenho nada para conversar com você – Ela pegou o capacete olhando para a moto. – É alta né? – Falou sem ao menos saber como montaria nela.

--É, mas não tem mistério, pisa aqui e apoia no meu ombro – Juliana o fez e logo estava com o corpo grudado ao de Andreia.

-- Você sempre quis ter uma moto assim, grandona né?- Andreia colocou a moto em movimento

-- Sempre, eu amo minha magrelinha.

--Ela é quase do meu tamanho, não corre muito, não sou acostumada – Juliana não tinha medo de andar de moto, mas queria se aproveitar para ficar com o corpo junto ao de Andreia, faria questão de encostar a cabeça as costas dela e sentir o cheiro do perfume dela.

--Não se preocupe, vou ter cuidado – Andreia sentia uma alegria enorme em ter aquela mulher abraçada em seu corpo, uma sensação que queria sentir para sempre, com isso fez questão de ir bem lentamente até o destino.

--Obrigada pela carona – Juliana disse ao descer da moto, entregando o capacete.

--Não vai me convidar para entrar? – Deu um sorriso amarelo descendo da moto

--Não, já está tarde e você mesmo disse que era apenas a carona. – Preferia manter distância dela, não sabia se resistiria

--E se eu estiver com sede?

-- Tudo bem, vem tomar sua água – Andreia entrou sorrindo.

-- Por que você não quer conversar? Eu só queria me explicar. – Ela disse assim que entrou na casa

--Não tem o que explicar, apenas você estava sendo você.

--Não eu não sou assim, eu mudei muito, Juli eu nunca mais bati em ninguém, quer dizer apenas para fazer meu trabalho, eu até estou bem calma, aprendi a controlar minha raiva, mas não sei o que houve comigo, você estava bêbada e ela queria se aproveitar de você.

--Eu não estava falando disso, mas me diz só uma coisa, por que você quer tanto que eu te escute? Em que o que eu acho ou deixo de achar você vai influenciar em sua vida?

--Em tudo, eu... – Tentou achar as palavras certas. – Eu não gostaria que você me achasse um monstro que resolve as coisas na porrada.

--Me responde Andreia? Qual a importância da minha opinião para você? – Juliana a encarou.

--Er... eu.. – Andreia queria dizer que a amava mais que tudo, porém não saia, estava travado.

--Madrinha é a senhora? – A voz da criança despertou as mulheres de suas conversas.

--Oi meu amor, sou eu sim, o que faz acordada uma hora dessas? – Juliana caminhou até a garota de pijama.

--Eu vim bebe água, oi tia Andreia – A menina cumprimentou. Andreia que caminhou até ela.

--Ei gatinha como você está?

--Tô bem vou pega minha água – A menina disse indo para cozinha.

--Acho que está na hora de você ir para casa – Juliana disse dando as costas para Andreia.

--Juli precisamos conversar, tem tantas coisas mal resolvidas entre nós, vamos conversar vai? – Andreia colocou a mão no ombro da mulher, com delicadeza.

-- O que está mal resolvido Deia? Que eu fui uma idiota que deixei a mulher que eu amava por nada? Ou que todo amor que você tinha por mim se foi? – Juliana enxugou umas lagrimas que escorriam em seu rosto e virou-se para olhar a mulher. – Será que não está resolvido Deia?

--Não, não está eu ainda gosto de você, podemos esclarecer tudo. – Fez um carinho em sua face. –Vamos sentar com calma e conversar vai?

--Eu não sei Deia, não sei se é a... – Andreia não a deixou falar mais nada apenas a puxou para um beijo, um beijo calmo, cheio de carinho, Andreia há tempos não sentia aquilo, só ela poderia despertar aquela alegria em apenas um beijo, apenas a sua morena marrenta poderia fazer seu coração bater descompassado daquele jeito.

--Vocês tão namorando? – Elas se afastaram rápido ao escutar a pergunta da menina que estava parada olhando as duas mulheres.

-- Meu amor, vai lá para cima, já já a madrinha vai conversar com você – Viu a garota subir a escada – E você – Apontou para Andreia – Vá para casa.

--Mas acabamos de nos beijar, isso significa alguma coisa – Aproximou-se novamente.

--Significa que tenho que explicar para uma criança de dez anos o que ela viu aqui.- Colocou a palma da mão em sua barriga, afim de afasta-la, mas Andreia a pegou levando-a até a sua boca e beijando-lhe delicadamente.

--Sua pele é tão gostosa – Juliana sentiu todos os pelos do corpo eriçarem, mas não poderia ser assim, não iria se entregar aquela mulher sem antes saber o que ela queria com si, mesmo a amando, não sabia se havia reciprocidade.

-- Tudo bem, mas é hora de você ir para casa, já está muito tarde, pode ser perigoso – Andreia levantou a blusa mostrando sua pistola que estava na cintura.

--Acho que sei me defender – Disse e puxou Juliana para junto do seu corpo novamente. – Eu vou, mas me dá outro beijo? – Juliana queria negar, sair daquele contato, mas só conseguiu fechar os olhos quando Andreia começou a roçar os lábios sobre o seu, não pudendo lutar contra aquilo apenas avançou sobre aquela boca que tanto ama, o beijo iniciou lento, calmo, mas logo tomou velocidade, levando o desejo de ambas a um limite que Juliana se viu na hora de parar ou se entregaria para ela ali mesmo.

-- Ok, já teve seu beijo – Juliana disse ofegante.

--Tudo bem eu vou, mas eu volto, vamos ter uma boa conversa. – Andreia pegou o seu capacete e o que Juliana usou e saiu da casa, não conseguiu parar de sorrir, ela sentia o corpo quente, ela não entendia o que Juliana tinha para deixa-la naquele jeito, em um estado de alegria e satisfação, ao mesmo tempo com uma confusão de sentimentos que ela não sabia explicar. Ligou a moto e seguiu para casa com o sabor dos lábios da morena em sua boca, era como se nunca tivessem se separado, a sensação que Andreia tinha é de querer aquilo novamente.

 

-- Nossa que demora para subir, já estava descendo para ver o que estava acontecendo – Junior disse ao ver a amiga seguir para seu quarto.

-- É eu estava... – Sorriu e Junior saltou da cama indo até ela

--O que houve para esse sorriso está tão radiante? – Entrou no quarto em frente ao seu, viu a amiga joga-se na cama com o sorriso aberto

-- Eu estava com a Deia, ela me deu uma carona e nos beijamos – Juliana levou a mão até a boca, ainda sentia a maciez daqueles lábios sobre os seus.

--Ai que tudo, e ai como foi? – Junior jogou-se na cama sorrindo

-- Foi tudo de bom, nossa parecia que nada disso aconteceu, apenas éramos nos duas, igual a dez anos atrás.

--Que lindo, então se acertaram?

--Não Ju, eu a mandei para casa.

--Você a expulsou? – Junior falou um pouco mais alto.

-Shii! Não grita a Clarisse está dormindo.

--Mas o porquê você a expulsou se gostou tanto do beijo, você ama aquela mulher.

--Eu amo, mais que tudo, mas e ela? Junior eu conheço a Deia, vi a intenção dela e não vou ser apenas mais uma transa para ela, se não for para ser a mulher dela eu prefiro me afastar.

-- Minha santa Maria das rachas complicadas – Respirou fundo  e voltou a olhar para a amiga- Ao menos conversaram?

--Mais ou menos, agora me deixa descansar que estou exausta ainda bem que amanhã estou de folga, ainda tenho que conversar com Clarisse, ela viu quando eu estava beijando a Deia.

--Tudo bem, descansa eu a levo para escola amanhã, você a pega, pois vou comprar umas coisas para o salão e fazer um curso pela tarde, até amanhã.

--Ate, Ju promete me deixar dormir até tarde? Estou precisando disso.

--Prometo, não se preocupa -Saiu do quarto deixando Juliana ali com suas divagações, foi para o banho e quando voltou viu o celular chamando, ao ver quem era seu coração saltou de alegria.

--Oi Deia, já chegou?

--Cheguei, mesmo ainda querendo está ai com você.

-- Já está bem tarde, sabe que aqui não é um lugar muito seguro.

--Já disse que sei me proteger.

--Você não é de aço sabia?

--Mas minhas balas são, mas bem só quero te dizer que ainda estou com o gosto do seu beijo em meus lábios – Falou com um sorriso nos lábios e para Juliana despertou o seu alerta, Andreia tinha um tom conquistador na voz e era exatamente isso que ela não queria.

--Bem preciso dormir, até mais Deia, vou desligar, estou com sono.

-- Tudo bem, amanhã te ligo novamente, um beijo- Andreia percebeu que a outra não tinha gostado de algo, mas não iria desistir, agora tinha a certeza que ela a amava, seria impossível não perceber o que Juliana sentiu quando elas se beijaram.

--Ate amanhã-Juliana desligou o telefone, estava feliz, muito feliz, mas tinha medo daquela felicidade ser apenas passageira, e se Andreia só estivesse querendo sexo? Ela saberia resistir? Com essas e várias outras perguntas Juliana dormiu.

 

 

--Andreia o almoço está pronto, vou pegar o Vitor, já almocei e vou ao banco desbloquear meu cartão – Chegou ao lado da prima que estava com alguns papeis sobre a mesa. – Você não era para estar de folga?

--E estou, mas pedir para um soldado trazer esses papeis, são apenas algumas burocracias administrativas, eu acho isso um tedio.

-- Tudo bem viciada, estou indo – Andreia viu a prima sair, olhou novamente para o relógio e nada de Juliana responder sua mensagem de bom dia, nem ao menos tinha visualizado.

 

 

-- Mãe a Clarisse pode ir lá para casa? Temos um trabalho de história para fazer. – Estavam na frente da escola das crianças

--Claro que pode, quem vem te pegar Clarisse?

--A madrinha, o padrinho tá em um curso de cabelo.

--Vou ligar para ela e avisar. – Lídia ligou para Juliana que estava saindo às pressas de casa para pegar a afilhada na escola, antes de sair com o carro viu a ligação de Lídia, atendeu de pronto, a outra lhe pedira autorização para levar a menina pra sua casa, ela não viu nenhum problema com aquilo, então saiu do carro e voltou para dentro de casa, lá viu a mensagem de Lídia onde estava o endereço delas, para ir buscar a criança, respondeu algumas mensagens do trabalho e sorriu ao ver o bom dia de Andreia ,mas não  respondeu, preferiu deixar ambas pensarem melhor.

 

 

--Tia Andreia – A menina correu e abraçou Andreia que sorriu

--Olá gatinha, boa tarde, como você está?

--Eu estou bem tia – Andreia sorriu, ela ficou olhando da menina para Vitor, ela viu algumas aparências, sorriu afastando esse pensamento.

--Que bom, agora vão lavar as mãos e venham me ajudar com a mesa do jantar, leva ela lá no seu quarto Vitinho. – O menino saiu puxando a menina pela mão, sorriu, adorava crianças, arrumou os papeis do trabalho, conferiu o celular, suspirou ao ver que Juliana tinha visto o seu bom dia, mas não respondeu, seguiu para colocar o almoço, não demorou e estavam os três na mesa.

--Mãe a senhora está namorando a tia Juliana? – Andreia engasgou-se com a pergunta repentina do filho.

--Não estou, quem te falou isso?

--Eu vi a senhora beijando a madrinha – A menina disse, só aí Andreia lembrou que a garota viu o beijo delas.

--Não estamos namorando gatinha, apenas nos beijamos.

--Mas o padrinho disse que só beija na boca quando está namorando. – Andreia, encheu a boca de comida para ganhar tempo e pensar na resposta

--Não é só quando namora, é quando senti muito carinho e da vontade que não consegui segura – O menino respondeu´- A tia Eli me disse isso

--Entendi – A menina disse voltando a comer, Andreia agradeceu pois não sabia o que responder, o almoço seguiu com tranquilidade.

 

-- Vão fazer o trabalho de vocês que vou lavar a louça, qualquer dúvida me chamem – As crianças saíram para o quarto, a tarde seguiu com tranquilidade.

 

 

-- Nossa a Deia está bem de vida mesmo- Ela sorriu dando o número do apartamento para o porteiro do prédio que não demorou em autorizar a subida dela.

-- Uma princesa em minha casa, quanta honra – Andreia disse ao abrir a porta.

--Aposto que diz isso a todas – Juliana sem cerimônia alguma entrou fazendo questão de passar bem perto da maior.

-- A única princesa dessa casa é você – Andreia sorriu.

--Com essa cara de safada fica difícil de acreditar Deia– Juliana disse olhando para tudo. –Belo apartamento.

--A Lídia ainda está dando um retoque nele.

--Ela adora isso, me disse que pretende começar a faculdade de arquitetura.

--Isso mesmo, ela realmente leva jeito- Andreia sentou vendo a mulher menor observar tudo.

-- Você estava linda nesse dia – Juliana disse com a foto da formatura de Andreia, onde estavam ela e Lídia.—Na frente de todo mundo, fiquei orgulhosa de você.

--Você estava lá? – Andreia perguntou aproximando-se dela

--Estava, nunca perderia algo tão especial para você

-- Por que você não veio falar comigo?

--Meu orgulho não permitiu, minha raiva deixou-me cega. – Devolveu a foto na mesinha perto da grande janela.

-- Eu acho que se ao menos tivesse te visto lá teria desistido de ir para Caruaru. – Antes de Juliana falar alguma coisa as crianças entraram na sala

-- Madrinha já chegou – A menina disse indo para perto de Juliana -A casa deles é irada não é madrinha?

-- É sim meu anjo, lindíssima.

-- A tia Andreia disse que ela podia vim quando eu quiser.

--Isso mesmo, pode vim sempre que sua madrinha deixar.

--Vai pegar sua bolsa, que ainda vou para a faculdade.

--Tá certo, vou lá – Ela saiu da sala junto com o menino.

--Você também, pode vim quando quiser – Andreia viu a morena olhando pela grande janela que dava para o mar.  – Quando olhei por essa janela só lembrei de você, esse foi o principal motivo de comprar esse lugar. – Andreia aproximou-se dela.

-- É lindo mesmo – Juliana sentiu a proximidade de Andreia, não conseguiu segurar uma lagrima solitária escorrer. – Você merece muito morar aqui, aliás, você merece tudo nesse mundo – Andreia ficou de frente a ela

--Ei você está chorando? – Disse amparando a lagrima que caia.

--Vamos madrinha? – A menina disse atrapalhando o momento das mulheres

 

--Vamos meu anjo – Aproximou-se de Vitor e beijou a testa dele. – Até mais meu lindo – O menino sorriu para ela. – Até outra hora Deia – Deu alguns passos em direção a porta.

--Eu vou te procurar, precisamos conversar.

--Eu te ligo – Juliana disse indo para a porta, Andreia estava pensativa, não entendeu aquela lagrima, o que levou a morena para a chorar?

Notas finais:

Ola minhas flores

É, AS COISAS ESTÃO SE ENCAMINHANDO AOS POUCOS....

 

Já disse que amo vcs? não hj? bem então AMO VCS DEMAIS, obrigado por me compreenderem.

prometo postar sempre que der.

 

BJS

Capitulo 37 por Esantos

-- Oie! nossa desculpa a demora, acabei me atrasando no curso, mas pode ir, espero que você não tenha nada muito importante na faculdade e que... – Junior parou de falar ao ver que Juliana não estava prestando atenção no que ele disse, ela estava sentada no sofá em olhando para a televisão que estava desligada. – Juli o que houve? – Ele sentou ao lado da amiga.

-- Junior como eu pude ser uma pessoa tão ruim?

--Como assim ruim? Você é uma pessoa maravilhosa Juli, que loucura é essa.

--Eu sou sim, Junior, como pude expulsar uma mulher como a Andreia sair da minha vida daquela forma, ela foi a pessoa que mais me amou, que fez tudo por mim, mas que o que eu fiz? Apenas a expulsei, a afastei. – Ela deixava as lagrimas escorrerem.

--Minha amiga, tudo só acontece quando tem que acontecer, não adianta ficar assim, se martirizando por algo que já passou.

--Mas e agora Ju? Ela veio aqui ontem e o que eu fiz? A expulsei novamente, hoje ela me disse que comprou um apartamento do jeito que eu sempre quis, e realmente, eu sempre falei para ela que gostaria de morar em um lugar como aquele, hoje ela me mostrou que ela nunca deixou de me amar, enquanto eu o que fiz? Apenas a expulsei da minha vida. – Ela deitou no colo do amigo chorando.

-- Não chora amiga, não seria melhor você agir? – Junior disse após um bom tempo.

--Mas o que eu devo fazer? Chegar nela e dizer oi vamos casar novamente e vivermos felizes para sempre.

--Apenas a reconquista-la, você a ama, vai a lutar minha amiga.

-- Será que vou conseguir a minha Deia novamente para mim? Será que ela vai me perdoar por tudo que a fiz? Acho melhor deixa-la em paz, ela está bem, parece feliz.

--Juli, você acabou de falar do quanto ela te ama, você acha mesmo que ela é feliz? Alias, me responda apenas uma coisa, você é feliz sem ela?

-- Nunca conseguir ter felicidade sem ela ao meu lado.

--Então amiga, vai à luta, tenta falar com ela.

-- Eu farei isso, de amanhã não passa, eu irei atrás dela – Disse determinada

-- Isso mesmo minha amiga, começa mandando uma mensagem de boa noite para ela – Ele pegou o celular da morena que estava na mesinha de centro entregando-a, ela pegou o aparelho e começou a digitar uma mensagem.

 

 

 

-- Andreia que cara de boba é essa? – Lídia perguntou ao ver um sorriso da prima, estavam na sala assistindo um programa de tv.

--Nada, apenas uma mensagem. – Sorriu guardando o celular no bolso do short.

--Acho que essa mensagem é de uma certa morena baixinha que faz seus olhos brilharem.

--Eu vi nos olhos dela que ela ainda senti alguma coisa por mim, eu sentir quando ela me beijou, mas o porquê dela não me querer é que me deixa sem saber o que fazer, será que ela ainda acredita que eu a trair?

-- Não o Junior me disse que ela encontrou a Katia uns meses depois que eu me mudei para morar com você a patricinha disse a verdade a ela, tudo que houve, parece que te encontrou bêbada na rua e te colocou em um taxi, a Juliana sabe que você não a traiu.

--Mas então porque ela não me quer? Eu fico confusa demais Lídia, não entendo, uma hora me coloca para fora da casa dela, agora me mandou uma mensagem dando boa noite e que eu sonhe com os anjos, eu realmente não a entendo.

--Eu acho que você está precisando disso – Elida que escutou o final da conversa disse jogando um panfleto no colo de Andreia que leu alto.

--Festa das garotas, onde será essa festa?

--Em uma boate lá no centro, amanhã à noite e nos vamos – Elida afirmou.

--Amanhã trabalhamos bonita, lembra disso? Que eu saiba você está de 12 horas amanhã, quer dizer que sairá do quartel às nove da noite.

--Sim de lá partimos para essa maravilhosa festa. – Recuperou o papel das mãos de Lídia que o lia.

-- E a Barbara? Você não disse que iria investir? – Lídia perguntou

--E vou mas ela tá muito chata,  ate tentei, mas mal fala comigo.

--Foi bom, pra ver se abaixa essa bola, você se acha demais. – Lidia falou

-- Eu não me acho querida, eu sou – Piscou para ela que levantou e foi para o quarto.

--Eu vou dormir também, até amanhã – Andreia disse levantando.

 

 

 

 

-- Nossa Juli, nem acreditei quando o porteiro disse que você estava aqui – Lídia recebeu a morena com um abraço – Vem entra – Fechou a porta

--Lídia desculpa a hora, sei que é tarde, mas só larguei agora da faculdade, do trabalho fui apresentar um seminário na primeira aula, daí só deu para eu vim agora.

--Mas o que de tão urgente aconteceu que você não poderia esperar até amanhã?

-- A Deia, quer dizer, vim falar com ela, decidir que não passaria de hoje, apenas preciso conversar com ela – Lídia ficou feliz com a atitude da mulher.

--Nossa até que fim você decidiu, eu espero que vocês se acertem.

-- Vou conversar com ela, me desculpar por tudo, espero que ela aceite

--Ela vai aceitar eu tenho certeza. – Juliana sorriu.

--Então ela está aí?

-- Não – Lídia suspirou e olhou para o panfleto que Elida deixará ali jogado na mesa de centro em frente ao sofá onde elas estavam sentadas. – Ela não está – Juliana olhou para o papel o pegando nas mãos.

--Ela foi para essa festa?

--A Elida a convidou, não sei se ela está lá, tenta ligar para ela – Lídia pegou o celular.

--Não eu vou lá, vou buscar o que é meu – Juliana levantou com o papel na mão --Hoje ela não vai sair desse lugar com nenhuma daquelas biscate – Lídia sorriu – Obrigada Lídia – Deu dois beijos nela e saiu, Juliana foi até o local que tinha no panfleto pensando como faria aquilo, mas de uma coisa tinha certeza, Andreia não ficaria com nenhuma mulher naquela noite, iria arrasta-la de lá nem que fosse pelos cabelos—Ai Deia você é só minha e eu vou te provar isso – Ela disse retocando o batom para descer do carro, por sorte achou um local para estacionar bem próximo a casa noturna, lá dentro andou por todos os espaços e nada de Andreia, subiu em um mezanino que estava lotado de pessoas, lá teria uma melhor visão, ao chegar observou quase todos os locais da boate, não achou Andreia, mas viu um rosto familiar ali.

 

--Onde está a Deia?

--Juliana, mas o como você? Quer dizer o que você faz aqui?

-- Dá licença garota, eu estou precisando dela – Juliana puxou Elida que estava abraçada com uma loira. – Ela tem uma cara de puta – Juliana disse assim que chegou em um canto.

--É e eu tinha planos de ficar com ela hoje.

--Depois você vai lá agora me diz, onde está a Deia?

--Ela ficou no quartel, mas o que houve?

--Eu preciso falar com ela, onde fica esse lugar?

-Há três quadras daqui, mas aconteceu alguma coisa séria para você está assim?

-- Sei onde é o quartel, volta lá para sua mulher, e cuidado ela tem o nome DST na testa. – Saiu caminhando, Elida não entendeu nada o que estava acontecendo, balançou a cabeça e voltou para o local que estava com a mulher, que já não estava mais ali.

 

 

 

-- Boa noite eu gostaria de falar com a Andreia – Juliana estava em frente ao quartel, falava com um policial que estava na guarita.

--Desculpa senhora, mas aqui não tem nenhuma Andreia – Ele disse serio.

-- Ai perdão é Luiza, tenente Luiza.

--A tenente está ocupada no momento. – O policial não queria interromper a comandante que naquele dia estava uma fera, cuspindo fogo.

-- Você não está me entendendo, eu preciso falar com ela, agora - Juliana já estava nervosa.

--Eu já disse que ela não vai atender ninguém, por favor, senhora se retire.

--Quem não está me entendendo é você, se você não a chamar eu vou fazer de sua vida um inferno seu... – Ficou de ponta de pé para ver o nome do policial – Seu sd Gomes, sd é soldado não é? – O soldado quase sorriu da postura da mulher com cara de braba.

--Desculpe senhora, mesmo sobre tal grande ameaça não poderei chama-la.

--É uma coisa urgente... – Parou um pouco para pensar. – É algo com o filho dela, se ela descobrir que você se negou a me deixar falar com ela aposto que ela fará picadinho de você – Juliana falou a primeira coisa que veio na cabeça, como todos sabia que Andreia tinha um filho o soldado resolveu levar em consideração.

--Tudo bem senhora, só um instante – O homem pegou o telefone e não demorou para um outro policial abrir o portão de ferro que tinha ali.

--Me acompanhe por favor – Juliana seguiu o homem até uma entrada parecia mais uma recepção, onde tinha mais três policiais que assistiam alguma coisa na televisão, porem logo ficaram interessados em olhar com desejo para Juliana. – Preciso do seu nome completo – Juliana o deu e o policial saiu de perto.

-- Nossa o que uma princesa dessas veio fazer aqui uma hora dessa da noite? – Um dos três falou e os outros sorriram, Juliana nada respondeu apenas encarou o homem, já tinha o visto algumas vezes em umas festas lá no morro.

 

 

-- Autorização para entrar, tenente? – O soldado colocou a cabeça para dentro da porta.

--Mas que droga eu disse que não queria ser interrompida, estou tentando resolver a lambança de vocês – Andreia falou rispidamente.

--Mas é urgente tenente a parece que é algo com seu filho – Andreia ergueu-se rapidamente da cadeira olhando para o celular que estava desligado.

--Como assim o que houve?

-- Tem uma mulher lá na entrada. – O soldado não falou mais nada, Andreia já corria para a entrada, apenas pausou a quando viu Juliana ali parada.

-- Juliana? Mas o que houve com o Vitor?

-- Deia eu – Ela olhou em volta e viu todos olhando para ela com curiosidade.- Preciso falar com você.

--Claro venha – Andreia disse apontando para ela entrar.

-- Tenente eu não peguei as documentações dela, só é autorizada a entrada com apresentação de documentação. – Andreia nada respondeu, apenas olhou feio para o soldado que baixou a cabeça

--Venha Juliana – Juliana a seguiu, ela estava linda, estava apenas com uma calça cargo camuflada cinza com preto e uma blusa preta com o nome GATI atrás, cabelos presos em um rabo de cavalo, nenhum fio fora do lugar, deu um meio sorriso, logo Andreia abriu uma porta que deu em uma sala, assim que entraram Andreia a perguntou assustada.—O que houve com o Vitor?

-- Desculpa Deia, eu não sabia o que dizer, eles não queriam me deixar entrar, sei que isso não se faz, mas eu precisava falar com você – Andreia respirou aliviada e encarou a mulher a sua frente

--Mas então o que houve de tão sério para você vim aqui uma hora dessa? É quase meia noite – Andreia disse indo até a mesa e sentando – Sente-se – Apontou a cadeira na frente da mesa, Juliana olhava tudo com cuidado, assim que sentou viu um porta retrato que tinha ali sobre a mesa, ela não hesitou em pega-lo levando para perto dos seus olhos, tinham três fotos ali, uma dela fardada com o Vitor usando uma roupa igual a dela, ao lado Lídia e  Vitor, mas o que a deixou mais emocionada era a foto que tinha embaixo, uma foto dela com Paula, lembrou-se que essa foto ficava na sala em um porta retrato.

-- Eu procurei muito essa foto – Disse com uma lagrima nos olhos.

--Eu a peguei quando fui embora – Andreia disse com a cabeça baixa.

--Ela está linda aqui não é?

--Vocês estão lindas aí – Andreia disse olhando a mulher a sua frente. – Juli o que você veio fazer aqui?

-- Eu precisava falar com você, Deia por favor, vamos conversar?

--Mas é algo tão urgente que não pode esperar para amanhã?

--É, eu prometi para mim que conversaria com você ainda hoje, e só tenho quinze minutos para isso – Disse olhando para o relógio.

--Conversar? – Andreia estava surpresa.

--Sim, conversar, me diz que você pode sair daqui e ir conversar comigo? Pode ser lá em casa, é aqui perto.

-- Bem tenho um monte de coisa para resolver, mas pode ser amanhã, vamos lá. – Andreia pegou sua arma colocando na cintura, pegou um boné e uma jaqueta, ela estava curiosa, mas acima de tudo nervosa. – Só tem uma coisa, eu estou sem carro, vim com a Elida que saiu, como ia passar a noite aqui.

--Eu estou de carro – Juliana disse sorrindo.

--Então vamos lá – Andreia abriu a porta e Juliana saiu, seguiram pelo corredor até chegarem a entrada novamente.

--Soldado vou sair, meu celular estará ligado e vocês estão proibidos de sair daqui enquanto não analisar o caso dos três – Os homens nada falaram apenas abaixaram a cabeça. – Amanhã de manhã te passo os dados dela para o relatório.

--Sim senhora- o soldado disso ainda em pé.

-- Vamos Juliana – Juliana seguiu ao lado de Andreia, pararam próximo ao carro. – Você vai dirigindo? – Andreia disse sorrindo de lado

--Vou sim e sou muito boa motorista.

-- Se você diz, vamos lá – Andreia entrou no carro logo depois Juliana o fez. – Entendo a sardinha quando entro em um carro desses. – Andreia disse afastando o banco.

--Para de reclamar, eu amo meu carrinho, O ceceu é pequeno igual a mim- Piscou para Andreia que sorriu, estava nervosa, não sabia o que esperar daquela conversa, mas sabia que era necessário – Me responde uma coisa, qual motivo essa farda é diferente daquela marrom com verde?

-- É bege, camisa bege e calça verde cana, esse é o padrão, mas eu por exemplo sou do gati, usamos fardas pretas, já o choque é preto camuflado com boina vermelha, o cipoma é camuflado verde, cada um com sua farda.

--A preta é mais bonita, eu acho – Juliana disse sorrindo.

-- São olheiros? – Andreia perguntou ao ver dois meninos encostados próximo a entrada do morro.

--Esses se perderam, lembra dos filhos daquela amiga da mãe? Que tinha dois gêmeos que jogava pedra lá na porta?

-- Agora trabalham para o trafico

--É, mas eles nunca mexeram com ninguém, muito pelo contrario, são até gentis comigo – Juliana buzinou e os meninos que fingiam conversar acenaram para ela.

--Abre o portão só então eu desço é melhor – Juliana concordou e o fez, assim que Andreia entrou Juliana fechou o portão.

-- Não se preocupa, eles não fariam mal a você apenas fica olhando o movimento.

--Juli não é bem assim, se eu pudesse os prendia e se eles tivessem chance me matavam. – Andreia disse entrando na sala de Juliana.

--Credo você fala de um jeito – Ela disse soltando a bolsa no sofá logo depois sentando – Senta aqui – Bateu ao seu lado no sofá, Andreia estava ansiosa sentou-se na ponta do outro sofá

-- O que de tão importante você queria falar? – Juliana  respirou fundo e encarou a outra.

-- Deia primeiro de tudo eu quero seu perdão – Andreia ia falar, mas Juliana não deixou. – Me deixa falar, por favor – Andreia afirmou com a cabeça. – Bem, me perdoa Deia, fui uma idiota, infantil, eu não poderia ter feito o que eu fiz, não sei se foi imaturidade ou muitas coisas acontecendo ao mesmo tempo, então tudo que eu fiz foi te afastar, não sei qual o motivo que fiz aquilo, mas não fiz jus a tudo o que tínhamos, fui muito idiota, você me dava tudo o que eu precisava e o que eu te dei? Desprezo, desconfiança e ingratidão – Enxugou as lagrimas que jorrava em seu rosto – Então Deia me perdoa – Andreia a encarava, passou alguns segundo calada apenas a olhando.

--Por que Juliana? Qual motivo disso?

-- Motivo? Qual motivo de eu querer que me perdoe?

-- Sim, por quê?

-- Porque eu te amo Deia, sempre amei, e fui uma idiota, eu entendo que te fiz sofrer entendo se você não me perdoar até por que... – Não falou mais, não teve como, pois sua boca foi tomada pela de Andreia, um beijo delicado, calmo, sentiam o sabor das lagrimas que escorriam com força, o beijo foi findando com leveza. – Deia eu... – Andreia colou o lábio com o dela novamente.

--Juli agora me deixa falar – Ela levantou respirando fundo. – Juli tudo que eu queria escutar esses últimos anos era isso, você dizer me ama, desde do dia que eu vim aqui e escutei você não responder ao Junior que me amava, eu só pensei no que eu fiz para você não me amar mais minha vida era você, então eu passei um bom tempo me culpando, mas depois eu vi que eu fiz o que podia, eu dei meu máximo para está ao seu lado, não foi o suficiente, ai eu comecei a te culpar, eu te odiei por ter me feito sofrer tanto, você não imagina o quando doía, cada vez que minha cabeça insistia em voltar a pensar em você – Ela falava enquanto caminhava de um lado para o outro. – Eu pensava como poderia doer tanto, o único momento que eu não sentia raiva de você era quando estava com outra mulher, mas assim que acabava o momento a dor voltava, a única coisa que fazia essa raiva diminuir era quando estava com o Vitinho, ele me traz paz. – Deu um leve sorriso. – Passei dez anos com essa raiva que doía, mas daí eu te vi aqui na frente, naquele momento eu vi que o que me machucava não era raiva, nem ódio, era apenas saudades, aquela dor toda era apenas porque você não estava comigo – Ajoelhou-se na frente dela que estava chorando sentada no sofá. – Droga Juli eu tentei, tentei te esquecer de todas as maneiras que você possa imaginar, mas não conseguir, não teve um dia que eu conseguisse não pensar em você – Tocou o rosto de Juliana.

--Me perdoa por todo esse mal, me perdoa – Andreia a puxou para um abraço apertado, ficaram ali uma nos braços da outra chorando, deixando toda aquela magoa sair.

-- Como poderia não te perdoar Juli, eu te amo mais que tudo nessa vida, eu te amo demais – Fez um carinho no rosto dela.

-- Fica comigo Deia, vamos viver nosso amor.

--É tudo que eu mais quero nesse mundo – Deu um selinho nela – Mas vamos devagar está bem? Não vamos avançar etapas como da outra vez.

-- Eu topo tudo se você estiver do meu lado, tudo – Juliana avançou sobre ela em um beijo calmo.

-- Eu sentir tanta falta dos seus beijos, da sua boca, dessa sua pele – Andreia passava o nariz no pescoço de Juliana.

-- Eu também Deia, como eu sentir falta de você assim, com o corpo colado ao meu – Juliana disse e mordeu o queixo de Andreia, sabia o quanto isso excitava a policial.

--Não faz assim, você não imagina o quanto eu sonhei em está novamente com você – Andreia mordeu o lóbulo da orelha na morena que arrepiou-se. – Nossa como desejei te fazer minha mais uma vez.

--Eu nunca deixei de ser sua Deia, apenas sua – Juliana disse sentindo o corpo queimar com aquele carinho. – Vamos lá para o meu quarto – Juliana levantou e saiu puxando Juliana pela mão, no topo da estreita escada a prensou Andreia na parede, a beijando com pressa, Andreia inverteu a posição, erguendo o corpo dela, fazendo Juliana passar as pernas pela cintura da policial.

--Nossa como eu te amo morena – Andreia disse antes de voltar a tomar a boca da outra, mas Juliana parou ao passear as mãos nas costas de Andreia. – O que foi? Te machuquei?

--Não é a sua arma, não é perigoso? – Andreia a colocou no chão a pegando, não tem um local seguro para eu coloca-la?

-- Vamos logo lá para o quarto, quero muito você – Juliana disse voltando a guiar Andreia pela mão,  assim que entraram Juliana viu a afilhada deitada na sua cama. – Vou leva-la para o quarto dela só um instante, coloca a arma naquela gaveta ali, tem uma chave – Juliana apontou para Andreia que foi fazer o que foi pedido.

--Madrinha eu estou com medo – A menina disse abraçando Juliana, ela acordou assim que Juliana tentou a pegar no colo.

--Não meu anjo, não precisa ter medo.

--Por favor, me deixa dormir com você, por favor – A menina começou a chorar.

--Calma, calma está tudo bem, vamos lá para seu quarto -A menina abraçou mais forte, o coração de Juliana ficou comovido, ela queria muito fazer amor com Andreia, mas sabia que a afilhada não dormiria, sempre que tinha pesadelos era assim, corria para sua cama.

--Não Juli, durma com ela, - Andreia falou vendo a cena, achou lindo o carinho que ela tinha pela afilhada.

--Mas Deia e nós?

--Não se preocupe, eu vou dá um jeito de voltar para o quartel, amanhã nos falamos – Elas falavam baixinho, quase que cochichando para não acordar a menina que já dormia nos braços da madrinha.

--Nada disso – Juliana levantou-se e a menina começou a chorar. – Vou só trocar de roupa meu anjo a dinda volta -ela saiu do quarto com Andreia e a menina ficou choramingando – Não vai por favor, fica aqui -Juliana disse a abraçando. – Eu ficarei preocupada, já está tarde.

--Não precisa se preocupar Juli eu sei... – Juliana não completou.

--Eu sei que você sabe se cuidar, mas eu não vou deixar você ir assim, minha cama não é gigante, mas dá para você dormir conosco, sempre dormimos eu ela e o Junior, então mesmo apertadinho vai dá para você – Andreia ainda pensou em negar, mas não tinha como, ela só queria ficar perto da morena.

--Tudo bem, eu fico, vou adorar dormir com você – Andreia disse fazendo um carinho na morena --E com a Clarisse também – Disse sorrindo.

--Vem tem uma blusa para você trocar essa, se quiser tomar um banho– Elas entraram no quarto, Juliana pegou uma blusa que era de Andreia, sempre que a saudade apertava Juliana dormia com ela.

--Nossa essa camisa, você a guardou esse tempo todo?

--Sim, com muito cuidado, vai lá tem toalha e tudo que você precisa vou correr no outro, para essa moça poder dormir – Apontou para a menina que mesmo sonolenta estava com os olhos aberto encarando as mulheres.

 

 

-- Tia a senhora vai dormir aqui? -A menina perguntou assim que Andreia entrou no quarto.

--Só se você deixar, posso? – Apontou para a cama.

--Eu deixo - A menina levantou o seu lençol para a policial deitar.

-- Agora dormi gatinha, está tarde. – A menina apenas se aconchegou no corpo da maior que sorriu e começou a acariciar os cabelos da garota que logo dormiu, Juliana ficou por alguns minutos ali olhado a cena, ela mal acreditava que Andreia estava ali na sua cama, parecia um sonho, ela sorriu indo para a cama.

--Boa noite – Juliana deitou no outro lado da cama deixando a garota no entre elas, Andreia abriu os olhos e ficaram ali se encarando por muito tempo, os corações das duas estavam acelerados, a felicidade era visível pelo sorriso de ambas.

Notas finais:

Ola minhas flores

ENTÃO OLHA "EU" AQUI NOVAMENTE.

GOSTARAM DA CONVERSA DELAS? EU ACHEI A ANDREIA TÃO FOFA E VCS?

Só vai dá para postar um capitulo essa semana.

BJS

Capitulo 38 por Esantos

-- Olha a hora Clarisse – Junior disse abrindo a porta do quarto, mas o que fez todos acordarem foi o pequeno grito que o homem deu ao ver as três ali na cama. – Minha santa Maria do céu – Andreia acordou sorrindo.

-- Bom dia para você também Junior.

--Junior para de gritar, olha a hora – Juliana disse segurando o riso

-- Padrinho a tia dormiu aqui comigo e a madrinha – A menina disse saltando da cama e o abraçando

--Eu estou vendo, agora vamos já para o banho, senão vai se atrasar para aula.- Pegou a menina nos braços. – E vocês duas vamos conversar depois, quero saber de tudo – Junior saiu com a garota deixando as duas a sós.

-- Então deu para dormir? – Juliana perguntou deitando no ombro de Andreia.

--Consegui sim, estava apertado, mas acolhedor – Ela beijou o topo da cabeça da morena—Adorei dormir com vocês, duas gatas dessas na minha cama como não iria gostar – Juliana deu uma tapa no ombro dela sorrindo

--Deia, como vamos fazer?

--Como assim? Como vamos fazer o que?

- A gente? Você disse que iriamos devagar, mas devagar como?

--Vamos apenas deixar as coisas acontecerem

--Sei que não será rápido, fiz você sofrer bastante eu também sofri, e muito, mas quero começar de hoje, de agora.

--Nós vamos reconstruir a nossa base, começar do alicerce.

 

-- Tia vem ajudar a me arrumar para ir à escola – A menina entrou no quarto só de roupão e com os cabelos molhados.

-- Meu anjo a tia vai ter que se arrumar também, eu vou lá te ajudar – Juliana disse e a garota fez bico, Andreia sorriu, Vitor fazia um bico bem parecido com aquele sempre que queria algo que lhe era negado.

--Pode deixar eu vou ajuda-la – Andreia disse levantando e pegando sua calça.

--Essa blusa é da madrinha – A menina disse sorrindo.

--É sim ela me emprestou para eu dormir, Andreia disse pegando a sua camisa preta.

--Vem tia – A menina saiu puxando-a pela mão até seu quarto, Junior faltou pular sobre Juliana assim que Andreia saiu do quarto.

 

-- Conte-me tudo, até os detalhes sórdidos.

--Apenas conversamos, eu fui lá no quartel que ela trabalha acredita? Não pensei que teria essa coragem – Juliana disse sorrindo.

--Então vocês se acertaram? Voltaram?

--Estamos indo aos poucos, vamos nos acertando com o tempo. – Os olhos de Juliana brilhavam, estava muito feliz.

--Ai que lindo, espero que vocês vivam esse amor.

--Eu também meu amigo, mas agora correr para o banho, vou chegar atrasada hoje – Juliana disse indo para o banho.

 

 

-- Tia a senhora está namorando com a madrinha? – A menina estava calcando o tênis

-- Ainda não mas, o que você acha se eu namorar com ela? O que você acha disso?

--Eu acho legal, só não pode deixar ela triste, promete?

--Eu prometo dá o meu máximo para faze-la feliz

--Então a senhora sabe arrumar cabelo?

-- Não faço a menor ideia – Andreia disse fazendo careta.

--Tem nada não eu sei, depois te ensino – Andreia sorriu

 

 

--Então prontas? – Juliana perguntou colocando a cabeça para dentro do quarto.

--Estamos sim, vamos tia? – Andreia aceitou a mão dela e saíram do quarto.

--Juli preciso pegar minha pistola

--Claro, vamos pega-la, vai descendo meu anjo o Junior está na cozinha – A menina fez o que foi pedido e Juliana quase que puxou Andreia para dentro do quarto.

--Você vai trabalhar agora? – Juliana perguntou entregando a chave para Andreia pegar a arma.

--Vou sim e você ?

--Vou, eu morro de medo disso – Juliana disse apontando para a arma

--Não se preocupe, não quando ela estiver na minha mão, quem faz mal não é a arma, a maldade está nas mãos de quem as manuseiam.

--Eu sei e aposto que você é boa com elas – Aproximou-se de Andreia – Alias, você é boa em muitas coisas – Juliana disse beijando o pescoço de Andreia que arrepiou-se.

--Morena, não faz assim -Juliana sorriu com o tom de voz dela.

--Não vou continuar, porque sei que não temos tempo – Juliana disse com um sorriso safado. -Mas você não me escapa, isso pode apostar – Não deixou Andreia falar nada apenas a beijou, Andreia já sentia o corpo ferver, puxou Juliana para mais perto, ergueu o corpo da menor a prensando na porta do quarto, mas foram interrompidas pelo telefone de Andreia que tocou.

--Desculpa por isso – Andreia disse assim que se afastaram, olhou quem estava ligando. – Tenho que atender – Deu um selinho em Juliana que apenas pegou uma pasta que estava a ali e saiu do quarto sendo seguida por Andreia que ainda falava ao telefone.

 

 

 

-- Tia depois a senhora me leva pra ver ai dentro? – Juliana tinha acabado de parar o carro na frente do quartel.

--Claro gatinha, depois levo você para ver os carros, e conhecer tudo combinado?

--Combinado – A menina disse animada.

--Mas tarde te ligo – Andreia disse com carinho olhando para Juliana

--Eu vou esperar ansiosamente – Piscou para a policial que desceu do carro com um enorme sorriso.

 

 

-- Tenente temos um problema – O subtenente que estava responsável pela tropa disse assim que Andreia chegou.

--Bom dia para você também, vamos lá para minha sala e conversamos melhor. – O homem afirmou com a cabeça e seguiram.

--Tenente, ontem na operação um amigo meu da inteligência falou que houve alguma informação daqui de dentro, pois assim que chegamos formos recebidos com tiro, mal tivemos tempo de revidar.

--Isso eu já desconfiava, mas quem é esse verme, alguma suspeita?

-- Não senhora, mas a corregedoria já está investigando.

--Espalhe para todos que já estou ciente que temos um corrupto, e vou fuder com a vida dele, quero deixar ele com medo e acuado.

-- Sim senhora e outra o coronel Duarte ligou, pediu para retornar a ligação antes da dez da manhã

--Vou ligar para ele, quero que você me traga os envolvidos na operação de ontem.

--Sim senhora – O homem disse saindo da sala.

-- Agora vamos lá encarar aquele velho insuportável, mas hoje nada vai deixar meu dia ruim – Ela disse pegando o telefone. – Bom dia tenente Luiza batalhão tático, retornando a pedido do coronel Duarte – A ligação foi transferida e depois de alguns minutos Andreia desligava o telefone com um grande sorriso.

 

 

 

 

 

--Já estou com saudades de você sabia?

--Ai Deia eu também estou com muitas saudades, acabei de largar

-- Eu estou indo para casa agora, vai para a faculdade?

--Vou sim, tenho um trabalho para apresentar, infelizmente, estou morta de cansada.

--Eu também estou cansada, mas meu dia foi ótimo, tenho uma novidade para te contar, só um instante- Andreia desceu da viatura da qual aproveitou a carona, seguiu ainda com o telefone na orelha.

--Ainda está ai?

--Estou sim, é que não poderia falar na frente dos praças, eu fui promovida, vai ser publicada minha promoção para capitã, nossa nem estou acreditando.

--Nossa que maravilha, parabéns – Juliana disse feliz, sorrindo

--Você me traz sorte sabia? Pensei que meu dia não poderia ficar melhor, mas parece que ficou melhor.

--Ai Deia eu estou tão feliz, você merece tudo de bom.

--Bem agora vou deixar você ir para casa, até outra hora

--Até outra hora –  Despediram-se na mesma hora que Andreia entrou no apartamento.

--Mãe Ia – Vitor disse abraçando Andreia. – É verdade que a senhora dormiu na casa de Clarisse? – Andreia olhou para Elida e para Lídia que a encarava mais curiosa que a criança.

--É verdade sim. – Ela deu um beijo no topo da cabeça dele.

-- Então vocês se acertaram? – Elida perguntou

--Mais ou menos, estamos indo com calma, agora eu tenho outra novidade para dá – Andreia sentou ao na ponta do sofá e Elida colocou os pés no colo da amiga – O que isso sargento, é assim que você trata a capitã Andreia Luiza de Carvalho? – Andreia disse sorrindo e Elida ficou de pé.

--Serio? Já saiu sua promoção?

--Já sim até eu me espantei, vai ser publicada no diário Oficial por esses dias.

--Nossa parabéns. – Lídia saltou sobre a prima sendo seguida pelos demais, a noite seguiu naquela festa com pizza e muita diversão, antes de ir dormir trocou algumas mensagens com Juliana.

 

 

-- Vamos Vitinho, já estamos quase atrasados – Andreia apressava o menino.

-- Vou pegar minha mochila – O menino pegou sua mochila e depois de insistir um pouco conseguiu que Andreia o levasse de moto para escola. – Mãe olha a tia Juli vindo com a Clarisse – O menino apontou assim que desceu da moto em frente da escola.

--Bom dia – Juliana disse aproximando-se, ela sorriu para Andreia que lhe retribuiu.

-- Bom dia- Olhou para as crianças --Vocês dois entrem já está na hora – Eles despediram-se e entraram na escola, Andreia desceu da moto e deu um abraço em Juliana – Você está linda nessa roupa de executiva – Juliana estava com uma saia lápis preta com uma pequena apertura dos lados, camisa de alça rosa claro e um blazer preto por cima.

--Eu tenho uma reunião com os diretores do mercado, parabéns mais uma vez, fiquei tão feliz, então vai ter comemoração? Temos que comemorar

--Quem sabe no final de semana não dê uma social lá no apartamento, o que você acha?

--Perfeito, eu irei com muito prazer – Piscou para Andreia que sorriu – Agora me deixa ir que vou pegar trânsito, depois eu te ligo– Abraçou Andreia, discretamente beijou seu pescoço e saiu rebolando

--Morena assim não resisto – Andreia falou baixo olhando sem nenhum pudor para o rebolado de Juliana, porém uma coisa lhe chamou atenção, dois rapazes em uma moto as observavam um com capacete e outro não, Andreia pegou o telefone e tirou uma foto, viu o motoqueiro sair minutos depois de Juliana, anotou a placa e resolveu ir atrás, porem o motoqueiro não seguiu Juliana, entrou no primeiro retorno, ela ficou com uma pulga atrás da orelha encostou com a moto e enviou a foto da placa e dos rapazes para averiguarem, ela seguiu para casa, assim que entrou em seu apartamento chegou a informação que a moto era roubada e o rapaz da foto era um presidiário, ele fora preso por trafico, estava em condicional.

 

--Nossa que cara é essa? – Elida perguntou assim que viu a amiga olhando para o celular.

--Uma coisa estranha, dois homens numa moto me chamaram a atenção, eles estavam na escola das crianças, mandei a foto para uma investigadora, a moto é roubada e um dos rapazes está em condicional, até fui atrás por pensar que estavam atrás de Juli mas eles tomaram rumo diferentes.

--O que você acha?

--Eles estão de olho em alguém, vou investigar melhor, mas me diz o que você vai fazer hoje?

--Eu vou descansar, trabalho mais tarde lembra?

--Lembro que também vou, vamos sair em operação, quero descobrir quem é o corrupto do grupo e vou fazer uma visitinha a um conhecido. – Elida viu os olhos de Andreia brilharem de uma forma bem diferente do normal, mas ela sabia o que aquele brilho significava.

--Quem seria?

-- Alvaro Cruz – Andreia disse tirando a pistola da cintura.

--Estou dentro – Elida disse e Andreia sorriu

--Eu sei que está, agora vamos fazer o almoço que a Lídia foi resolver umas coisas no banco.

 

 

--Juli vou colocar a Clarisse para dormir, mas hoje você não me escapa quero detalhes.

-- Ju você é a bicha mais curiosa que eu conheço, não sei lidar com isso não – Juliana falou sorrindo, Junior pegou a criança que estava grudada na televisão e a levou para o quarto, Juliana que tinha acabado de chegar da faculdade já ia para o quarto quando a campainha tocou.

 

--JM o que faz aqui uma hora dessas?

-- Só vim saber como você está, teve o pagode no domingo e você não apareceu.

--Eu estava ocupa, entra -Juliana disse um pouco ressabiada -- Como estão todos? E aquela sua namorada?

--Minha mãe tá lá com a tia dela, ela não era minha namorada, apenas uma garota que conheci ai. – Disse sentando no sofá

--Já está na hora de casar, senão depois de velho vai ficar mais difícil.

-- Juli nunca escondi que só casaria se fosse com você – JM disse pegando na mão dela.

--E eu já disse que não vai rolar, até porque você sabe que minha praia é outra.

-- O mesmo que eu, eu sei, mesmo assim quem sabe um dia sua ficha caia e veja que eu sou sua melhor escolha.

--Desculpa, você sabe que gosto muito de você, mas como amigo, desiste segui sua vida, não vai rolar nada entre nós dois – Juliana falou levantando, achou estranho ele voltar com aquela conversa, há anos não tinha tentado mais nada e agora retornava com aquele assunto.

--É ela não é? Você vai voltar com ela – Ele disse com a encarando.

--Não tem nada a ver com a Deia JM, você sabe que ela não tem nada a ver com isso.

--Como não tem Juli? Ela que fez isso com você. – Juliana respirou fundo levantando.

–JM desculpa, mas estou muito cansada, preciso ir descansar. – Abriu aporta.

--Você está me expulsando de casa Juliana? É isso?

--Eu só quero dormir– Juliana falou enfática

--É inacreditável isso – Ele disse com a cabeça baixa – É só aquela mulher se aproximar para você começar a me tratar como um qualquer, ela nunca será a pessoa certa para você Juliana – Ele saiu sem deixar Juliana falar nada.

 

--Quem foi na porta Juli? – Junior perguntou chegando na sala.

--O JM, ele estava muito estranho.

--Ele te machucou?

--Não, apenas falou umas coisas sem sentido, deixa ele para lá, estou cansada, vou dormir.

-- Nada disso, vai me contar tudinho