O amor chega sem avisar por patty-321
Summary:

Sandra sempre pautou sua vida pela filosofia de que viver é uma festa e que viemos pra essa experiência terrena para sermos felizes, desde que não sejamos a causa da infelicidade do outro.


Apesar de ser uma mulher amorosa, nunca acreditou no amor romântico e nunca sentiu esse tal de frio na barriga por outra pessoa,  até conhecer uma certa morena.


Um romance com muitas descobertas, encontros e desencontros.





- AVISOS (se você for sensível a qualquer um dos temas NÃO LEIA):




- CONTÉM CENAS DE SEXO ENTRE MULHERES;


- PALAVRAS DE BAIXO CALÃO;


- VIOLÊNCIA.



Categoria: Romances Characters: Original
Challenges:
Series: Nenhum
Capítulos: 36 Completa: Sim Palavras: 35193 Leituras: 65299 Publicada: 28/02/2018 Atualizada: 18/08/2018

1. Capitulo 1 - Primeiro dia de aula. por patty-321

2. CAP.2 - Hoje é sexta feira por patty-321

3. Cap. 3 - Rotina por patty-321

4. Cap. 4 – Chegando as férias por patty-321

5. Cap. 5 – Pensamentos e preconceitos por patty-321

6. Cap. 6– Revelação por patty-321

7. Cap. 7 – Apoio e... Férias por patty-321

8. Cap. 8 – Raiva por patty-321

9. Cap. 9- O retorno por patty-321

10. 10- Encarando o desconhecido. por patty-321

11. 11- O jantar por patty-321

12. 12- E agora? por patty-321

13. 13- Me rendendo. por patty-321

14. 14- Dúvidas, dúvidas e mais dúvidas. por patty-321

15. 15- Mais um passo por patty-321

16. 16- O inevitável por patty-321

17. 17- Namorando? por patty-321

18. 18- Vivendo por patty-321

19. 19- Pedido de namoro por patty-321

20. 20- Felicidade existe por patty-321

21. 21- Flores de plástico não morrem por patty-321

22. 22 - Explicações por patty-321

23. 23 – Saindo da caixinha por patty-321

24. 24 – Ciúmes por patty-321

25. 25 -Dor de cabeça por patty-321

26. 26 –Acerto de contas por patty-321

27. 27 – É só o amor, é só o amor... por patty-321

28. 28 – Vivendo na corda bamba por patty-321

29. 29 – Susto por patty-321

30. 30 – Surtando por patty-321

31. 31 – Emoções por patty-321

32. 32- Tentando sobreviver por patty-321

33. 33 – E a vida continua...bem difícil por patty-321

34. 34 – Explicações e complicações. por patty-321

35. 35 – A prisão por patty-321

36. 36 – Enfim o fim ou será um recomeço? por patty-321

Capitulo 1 - Primeiro dia de aula. por patty-321
Notas do autor:

Apresentação.

 

 

Primeiro dia de aula. Frio na barriga. Mãos suadas. Nervosismo. Sempre é assim que me sinto, apesar de lecionar há mais de 8 anos, não tem jeito, sempre sinto esses sintomas no primeiro dia de aula do semestre.  Turma nova, não conheço os alunos e vem aquela insegurança. Mas passa em mais ou menos 15 minutos, é sempre assim. Fico pensando: será que vão gostar de mim? Será que são legais? Participativos? Apáticos? Desinteressados? Briguentos?

- Boa noite alunos e alunas!!! Tudo bem?

_ Boa noite professora!!  Tudo bem!!!

_ Beleza!  Meu nome é Sandra e estaremos juntos neste período, a disciplina é gestão financeira.

Falo um pouco de mim e peço pra que eles se apresentem também. São 36 alunos ao todo na turma, como sempre acontece nos primeiros dias, estão presentes somente a metade, o curso é de graduação em administração, 5º período.

Explano sobre a ementa da disciplina, o conteúdo a ser ministrado, a metodologia, o sistema de avaliação, respondo suas perguntas, me parece uma turma bem interessante, que bom! O semestre vai ser proveitoso, penso eu. Assim prosseguimos até o término do tempo. Despeço-me, dou boa noite e saio. Ufa!!!!

Chego à sala dos professores, minha e amiga, a professora Helena, pergunta:

_ Oi  amiga. Tudo bem? E a turma? Parece interessante?

_ Oi, tudo bem sim e você? Gostei do primeiro contato.

_ Vou dar aula pra esta turma também, já os peguei no semestre retrasado. Tirando uns malandrinhos, a maioria é bem interessada, participativa.

_ Poxa, legal. Fico feliz.

Termina o intervalo, vou pra outra turma e é o mesmo ritual.

Minha rotina é esta: pela manhã, trabalho como coordenadora de projetos na secretaria de administração do município, das 08 às 14:00h e à noite sou professora de ensino superior numa faculdade particular. Minha paixão. Sou graduada em administração e sou mestre em Gestão estratégica e finanças, tenho 37 anos, divorciada há quatro anos, tenho dois filhos, sou uma pessoa alegre, atraente e amo curti a vida.

 

Notas finais:

Olá.

Minha primeria estória, relevem se houver erros. Se alguém ler e quiser comentar, ficarei feliz e continuo.

Beijos.

CAP.2 - Hoje é sexta feira por patty-321

 

 

Sextou!!!!! Oba! Adooroooo as sextas feira. É o dia em que me sinto mais elétrica, tadinho dos meus alunos, ficam loucos, porque estão saturados de aula a semana inteira e querem moleza, mas comigo, não tem moleza, passo trabalho em grupo e cobro muito, não dou desconto. Estou naquela turma, novamente.

_ Oi turma, boa noite!! Tudo certo? Pique total?

_ Não prof!!! Manera ai e libera a gente cedo, oh hoje é sexta, poxa! – diz uma morena, que senta bem na frente.

_ Teu nome, como é?

_ Marina.

_ Marina, querida, hoje é sexta, véspera de sábado e teremos aula, sim, até 22h00min, normal assim – digo rindo com uma voz bem animada, ela sorri e o resto da turma protesta, mas não conseguem deixar de rir da minha tirada. Noto que o sorriso dela é lindo, aliás, ela é uma moça muito linda, jovem e alegre, acho que é o primeiro dia de aula dela.

A aula transcorreu tranquila, liberei os alunos era 21 e 50. Reclamam, mas estão gostando das minhas aulas, amém! Minhas aulas são bem animadas.

Termina o expediente e encontro com a Helena, grande amiga e companheira de baladas.

_ E aí, amiga? Vamos pra onde hoje? Qual é a balada da sexta?

_ Sandrinha, minha flor, vamos curtir um sertanejo universitário hoje?

_ Sertanejo? Poxa amiga, sabe que prefiro rock, pop, dance, afff!!

_ Ah deixa de onda, vamos, chama o gatinho, já liguei pra Mara e ela vai nos encontrar no Balada sertaneja, vai, vai.

_ Tá bom, se o Sérgio topar a gente vai então, fazer o que? sou voto vencido mesmo, mas na próxima sexta, eu escolho.

_ Tá, tá chorona – e fica rindo da minha cara de contrariedade.

Na balada

Lá estava nós na balada sertaneja, tocava uma bem agitada. Já tinha tomado dois chopinhos e estava me divertindo muito, dançando com o Sérgio e as minhas amigas, o  ambiente é bem agradável, a banda bastante afinada, apesar de ter bastante gente, não estava lotado, dava pra dançar legal. E o Sérgio, como sempre, um cavalheiro, cuidava de nós três, nos servindo, dançando comigo, principalmente, mas também com minhas amigas, já que elas estavam sem parceiros. Lembrei que já estávamos juntos há uns 08 meses, minhas amigas gostavam bastante dele, é um cara bem agradável, gatinho, 28 anos, moreno claro, olhos pretos, um corpo esguio, 1,70m, muito animado e bem humorado, dança todos os ritmos. Eu gostava dele, mas não era apaixonada, se bem que lá no fundo, eu sei que nunca me apaixonei na vida, nem pelo meu ex-marido, com quem fui casada 12 anos. Sempre achei que esse lance de amor, amar, não é pra mim. Coisa que não existe, sentimento que pessoas carentes desenvolvem pra suprir falta de amor próprio. Acredito em tesão, atração, em relacionamento agradável e prazeroso.

 Foi uma noite super divertida, deixamos as meninas na casa delas e terminamos a noite no apartamento do Sérgio com direito a muito sexo o restante da madrugada.

Claridade bateu nos meus olhos e os abri devagar, virei pro lado e o gatinho continuava dormindo, abracei ele por trás e falei:

- Acorda meu bem, to com fome, já deve ser bem tarde.

- Hum.. oi minha gata, bom dia. Que preguiça, deixa ver as horas, nossa!! 13:30h, tá tarde, vamos levantar, já é hora de almoço quer almoçar aonde? – se virou beijando minha cabeça.

- Não sei lindo, vamos tomar banho e nos vestir, pede alguma coisa daquele restaurante, tem o número no meu celular, to sem coragem de sair.

_ Tá bom, relaxa.

Passamos o restante do dia vendo TV e namorando, às sete da noite fui pra casa.

_ Oi mãe - disse meu filho mais novo, assim q coloquei o carro na garagem- demorou hem? Saudade.  Trouxe alguma coisa gostosa pra gente?

- Claro meu amor respondi, entregando uma sacola com sanduíches e refrigerantes. Tenho dois filhos, um tem 9 anos e o outro 11, dois meninos que são minha vida.

Sou separada há quatro anos e moro com os meus filhos num apartamento de 3 quartos, num condomínio de classe média.

 

Cap. 3 - Rotina por patty-321

 

 

E a vida continua... rotina, rotina e rotina. Na semana é sempre assim, da secretaria pra casa, de casa pra faculdade e de volta pra casa. De manhã dou carona para os meus filhos para o colégio e vou pro meu expediente na secretaria.

O domingo é reservado a visitar a família. Minha mãe e 4 irmãos, sendo 3 homens e uma mulher. Nos damos super bem, cada um com suas vidas, suas dificuldades e alegrias, somos uma família bem normal. Passamos a tarde em volta da piscina, tomando cerveja, ouvindo música e comendo churrasco. A minha irmã é casada, tem um casal de filhos. Meu irmão mais velho também e os outros dois, um é separado e mora na casa da minha mãe e o outro é enrolado. Tenho duas sobrinhas adolescentes que eu adoro.

Fico na minha mãe até 5 da tarde e vou pra casa, descansar, porque na segunda, começa tudo de novo.

O restante do domingo aproveito para ler um pouco e ver TV, durmo cedo porque na segunda começa tudo de novo.

Na segunda, estava na faculdade, me encaminhando pra próxima aula, quando escuto alguém me chamar:

_ Professora, professora Sandra, com licença. Meu nome é Marina, sou sua aluna, do quinto período, tudo bem?

_Tudo coração, que foi? Em que posso lhe ajudar?

_ Professora, eu tive que viajar por conta do meu trabalho e sei que a senhora passou um trabalho pra ser entregue hoje.

_ Sim, sim – falei tentando me lembrar.

_ Pois é eu vim lhe pedir para a senhora me deixar entregar na próxima aula, por favor, cheguei hoje de manhã de viagem e realmente não deu tempo de fazer. Por favor.

Olhei bem pra ela, pra ver se ela estava sendo sincera e vi verdade no seu olhar.

_Ok, querida, vou abrir essa exceção pra você, mas quero um trabalho de ótima qualidade, hem? E lá fui eu pra minha turma, me despedindo dela no corredor.

Passaram os dias e novamente tenho aula na sala do quinto período.

_ Prof, tá aqui o meu trabalho. Me esforcei bastante e creio que ele está muito bom.

_ Ok Marina. É esse seu nome não é? Ela me respondeu balançando a cabeça.

Depois desse dia nos tornamos mais próximas, ela sempre ficava no final da aula e me contava um pouco da sua vida. Me disse, que tinha 25 anos, tinha uma filha de 6 anos e namorava um homem bem mais velho. Na verdade era um “namorildo”, mas que não moravam juntos. E eu contava um pouco da minha, que era separada, que tinha um rapaz com quem eu saía sempre, mas que não considerava namorado, pois não gostava de rótulos, nem acreditava em amor, que para mim era coisa de gente carente e tal. Ela ria muito.

_ Gosto muito de conversar contigo, profa.

_ Eu também gosto, querida. Você é uma jovem muito interessante. Me faz ri demais.

_ To indo, Sandra, posso te chamar assim?

_ Pode sim. Sem problema. Tchau!! Bom fim de semana.

_ O mesmo, beijo.

E me deu dois beijinhos nos rosto, e saiu da sala com um andar pra lá de sensual. Hum... Sensual? Desde quando eu acho andar feminino sensual? Pirou, Sandra? Mas fiquei pensando. Essa menina é tão linda, cheirosa, louquinha, gente boa, inteligente, lembra a mim mesma nessa idade.

 

Notas finais:

Boa noite, agradeço a quem está lendo e mais ainda as queridas que comentaram. Os primeiros capítulos estão sendo, principalmente, para apresentação das personagens.

Obrigada.

Cap. 4 – Chegando as férias por patty-321

 

 

Enfim, o semestre estava terminando e os professores teriam as tão esperadas, férias. Como não coincidem as férias da faculdade com as do meu outro trabalho, danou-se!!! Terei que ficar por aqui mesmo, curtindo umas baladas, festinhas na casa dos amigos, etc.

Já estávamos na última semana de aula, estava eu na sala de aula, no final do segundo horário, entreguei as provas e dispensei a turma, restaram algumas alunas e entre elas a Marina, falando de férias e de quem ia fazer o que, onde, com quem e tal, quando o celular dela toca e ela começa a falar e deu pra eu ouvir:

_ Oi linda, não...sala de aula...to indo, espera, beijos (risos).

Ela vira pra mim e diz sorrindo:

_ Desculpa prof, mas tenho que ir, vou encontrar uma certa pessoa, depois te conto o que tá havendo, um babado fortíssimo, kkkkkkkk.

_ Me liga mesmo pra contar que agora estou hiper curiosa, hem?

_ Deixa comigo, beijo, tchau. Até mais colegas. Boa noite.

_ Boa noite, respondemos.

_ Hum...essa menina tá cheia de mistérios.

_ Vixe professora a senhora não faz ideia do que esta doidinha da Marina tá aprontando- falou a Amanda, uma das amigas mais próximas da morena.

_ Ah não Amandinha, me conta logo então, vai? Não vou me aguentar de curiosidade.

_ Prof, só pra nós aqui, eu vou falar porque ela já contou pra gente e não tá nem aí com a opinião dos outros. Você sabe que ela tem um “namorildo”, né? Prof, o cara é um velho, aff, ela é tão linda, tão nova, né? E pior de tudo, ele ainda sacaneia com ela direto, tem um monte de periguete, só porque ele tem grana, pode?

_ É, eu to sabendo, ela já me contou o que rola, achei um absurdo, se fosse eu já tinha dado um pé na bunda dele faz tempo, cruzes.

_ Pois é, só que agora ela disse que vai dar o troco direitinho nele, colocar uns chifres e tal.

_ Vixe já saquei, então ela tá saindo com um gatinho.

Amanda começou a rir e as outras duas amigas também. Riram de chorar. Eu fiquei sem entender nada.

_ Hei que foi? O que disse de tão engraçado? Não to entendendo.

_ Prof, ai, ai, - Amanda falando- é que não é bem um gatinho, mas é uma gatinha, kkkkkkk.

_ Hã, o que? Agora deu nó no meu cérebro, vocês querem dizer que ela agora resolveu mudar de time?

_ Aí é que tá Sandra, ela contou pra gente, que na verdade, faz tempo que ela tinha esta curiosidade e ano passado, quando ela foi de férias para Belo Horizonte, cidade natal da avó, ela ficou com uma prima e gostou muito.

_ Nossa!! Sei lá, aqui na faculdade já to acostumada com alunas que gostam de meninas, pra mim é normal, e tem algumas bem femininas. Na verdade a gente cria esses rótulos na cabeça e acha que mulher que gosta de mulher são todas meio machos e tal. Digo isso porque a colega de vocês é muito feminina, sei que ela é muito na dela, não gosta de balada, só gosta muito é de viajar, cinema, shopping e fazer compras, nunca me passou na cabeça e ela nunca me falou nada sobre esse lance de gostar de mulher, entendem?

_ Pois é querida, mas ela de um tempo pra cá, vem falando pra gente que se sente atraída por mulheres e que não sente mais nada pelo João Carlos. Mas dizem que é assim com algumas pessoas, elas acabam se descobrindo algum dia, sei lá não é minha praia não, eu curto muito é um pênis, grande, grosso, kkkkkkkkk.

_ Meninas eu também nunca pensei nisso não. Desde a minha adolescência que gosto muito de homens, com todos os defeitos e qualidades. Confesso que vendo algumas meninas aqui, fico me perguntando, como será que duas mulheres conseguem transar? Poxa, elas não tem o instrumento, só língua e dedo, pode ser ingenuidade minha, será que dá pra mulher gozar?

_ Pô prof, também não sei, deve ser  muito esquisito, a gente se esfregar com uma pessoa que tem o mesmo “adereços “ que você, seios, bunda roliça, ombros estreitos, mãos finas e delicadas, afff, vou dizer, me causa um asco, arg!! Tô fora. Gosto é de ombros largos, mãos grandes, brações, pelos no peito, mas enfim há gosto pra tudo, né? Sem preconceitos, cada um na sua.

_ Enfim meninas, não vamos julgar, cada um na sua, importante é ser feliz. Bom, tá na minha hora vou bater ponto e casa que amanhã tem mais. Obrigada pela companhia, beijinhos.

 

Notas finais:

Aí está mais um capítulo nessa minha estória simples, sem pretensão de virar best seller, kkkk. Espero agradar. Bom fim de semana.

Cap. 5 – Pensamentos e preconceitos por patty-321

 

 

Fui pra casa pensando no que as minhas alunas haviam me contado a respeito da colega. Fiquei de queixo caído, sei lá, nunca tinha me passado pela cabeça, algo assim. A gente já tinha certa intimidade e fiquei imaginando porque ela não me contou essa vontade que ela tinha de pegar mulher, que foi isso que eu disse mesmo? “Pegar mulher”? que expressão estranha, não tem como mulher pegar mulher, pô, mulher não tem pênis, mulher só se esfrega com mulher. Amanda tem razão, é muito estranho, mulher fazer amor com mulher.

E ficou martelando esse pensamento na minha mente, imaginando aquela moça tão linda, com aquele sorriso, aqueles olhos negros, cabelos negros e ondulados, um corpo malhado, beijando outra mulher tão bonita quanto ela. Hum... e se a outra for feia? Não, não, deve ser linda como ela. Demorei bastante a pegar no sono. Quando dormi, sonhei com a Marina nua numa cama com uma mulher que não via o rosto, elas se beijavam e gemiam, as pernas entrelaçadas, e por incrível que pareça pra mim, me excitei e acordei com a calcinha molhada. Dei um pulo na cama, me sentando e o sonho veio nítido na minha memória, me causando sensações de pura excitação. Respirei fundo, me acalmando e tentando esquecer as imagens, repudiando aqueles arrepios de excitação pelo meu corpo.

Passei o dia tentando esquecer o sonho, mas ele de vez em quando vinha na minha mente, aquela imagem das duas não saía do meu pensamento, me causando sensações que eu não queria admitir.

Já na faculdade, parece coisa de destino, se bem que nunca acreditei em destino, to subindo as escadas e com quem eu me deparo? Com ela.

_ Oi Sandra, tudo bem? - Me deu dois beijinhos e começou a caminhar comigo.

_ Tudo bem querida! E você?

_ To bem, muito feliz como há muito tempo não ficava.

_Hum... Isso é bom.

_ Olhas só, não te liguei porque não deu. Mas tenho algo pra te falar e quero muito a tua opinião, que pra mim já se tornou algo muito importante. Além de você ser minha professora, você é minha amiga, né?

_ Claro jovem, com certeza.

_ Ainda bem que tá terminando o período e você será tão somente minha amiga. Que bom. Vai tá aonde no final da aula? Se não tiver nenhum aluno na sala poderemos conversar.

_ Sim,sim – respondi- sem problema, vou está na sala 116, ok?

_ Ok professora, boa aula, boa noite. Bjs.

E saiu pra sala dela, me jogando beijos, piscando e sorrindo. Nossa!! Como ela é linda, merece um príncipe, um homem gato, maravilhoso, que faça dela uma rainha. Mas isso existe? Será que não é a sociedade hipócrita que nos induz a pensar assim? Ai, ai. Lá vem o meu lado questionador de tudo. Sempre teci críticas contra a ordem preestabelecida, lembro que na minha juventude, na época de faculdade, um amigo meu me chamava de a “Che Guevara”, a revolucionária, queria mudar tudo, lutar a favor das minorias, erguer bandeira da igualdade, etc. Com a maturidade veio o sossego, a quietude nas minhas atitudes. Casamento, filhos, luta pela sobrevivência e você esquece os seus ideais e arroubos da juventude.

 

Notas finais:

O despertar da força (kkkkkkk) e/ou o início das vontades?

Cap. 6– Revelação por patty-321
Notas do autor:

Postagem dupla porque é sábado. Vamos apressar a coisa e ver o teor da conversa. Boa noite.

 

 

Estava eu na sala, sozinha, aguardando, admito, com ansiedade que a Marina viesse conversar comigo, como ela havia falado no início da noite.

_ Oi, boa noite, posso entrar? – Aí estava ela na porta da sala.

_ Pode querida, fique à vontade, todos já foram.

_ E aí? Como é que você está? Hum... bonita como sempre, isso estou vendo.

_ Sei... Tomara. Se você tá dizendo, vou fingir que acredito kkkkkkk.

_ Hum... tímida, é prof? To sabendo, os gatos que o digam, né? Baladeira.

_ Menina, dar pra parar, olha o respeito. – Disse isso rindo muito – ela sempre me causava esses arroubos de risos.

_ Bem, to enrolando, mas vou te contar o que tá acontecendo comigo e espero que você não mude sua atitude para comigo. Vou apostar no que eu sinto e no que vejo em você. Que sempre me pareceu ser uma pessoa de mente aberta e moderna.

_ Tá, tá, não me enrola. Não se preocupe, o que a gente conversar aqui, fica aqui, ok?

_ Ok, beleza. Sandra, você sabe que tenho uma pessoa na minha vida, o João Carlos, somos enrolados há uns 5 anos num relacionamento muito conturbado, eu diria. Sei que te falei que há algum tempo tenho tentado dar um ponto final na nossa história, mas ele como sempre, não me deixa ir, me persegue, e eu acabo voltando na dele. Mas já faz tempo que ele não mexe mais comigo, sabe? Em nenhum sentindo, nem emocional, nem sexual.

_ To lembrada que você me confidenciou esses problemas.

_ Pois é. Mas faz algum tempo, na verdade faz muito tempo que sinto algo, que nunca quis encarar, nem admitir que fosse verdade. Mas ano passado quando fui passar férias na casa de minha avó, encontrei com alguém que fez parte da minha adolescência, minha prima, a Alice. Estávamos na festa da virada do ano, na casa de minha avó e sentir os olhares dela, assim diferente pra mim, sabe? Depois dos cumprimentos pela passagem de ano, ela me convidou pra irmos numa boate. Sabe que não sou de balada agitada, curto mais um lugar tranquilo, com músicas românticas e tal. Mas ela insistiu pra mim acompanha-la já que fazia tempo que não nos víamos e eu fui.

Chegamos na balada e ela me puxou pra pista, achei estranho que logo na entrada da boate, eu vi casais homo se beijando, no maior amasso. Cochichei no ouvido dela se ali era um local GLS e ela me confirmou. Dei uma tapinha no braço dela e disse: doida. Ela me disse: relaxa prima. Começamos a dançar e ela segurou com uma mão em minha cintura e com a outra tomava o drink que alguém já havia colocado na mão dela e eu nem vi. Ela dançava bem colada a mim. No inicio achei estranho e tentei sair daqueles braços, mas ela insistia e acabei deixando. E começou a falar no meu ouvido, perguntando o que eu estava achando do local. Aquilo me arrepiava, ela tem um corpo lindo, branquinha, curvas e muito feminina. Disse-me que eu estava muito linda e olhou nos meus olhos. Me virei pra olhar pro lado e quando voltei o rosto, ela me tasca o beijo na boca. Fiquei surpresa e a princípio não reagi, ela começou a forçar a língua dela entre meus lábios e eu permiti.  Nossa, Sandra!! Que foi aquilo? Que beijo gostoso. A boca dela tão macia, uma língua quente, gostosa, fui no céu. Fiquei tonta e se ela não me segura firme, eu teria caído. Parei o beijo, olhei pra ela e sair correndo daquele lugar, peguei o primeiro táxi que vi e fui pra cada da minha avó. Cheguei, tomei um banho e fiquei a pensar no que ocorreu e no que senti.

_ Caraca, não sei o que falar, coração. Você voltou a vê-la?

_ Ela foi se despedir de mim no dia em que fui embora, mas não falamos nada do beijo. Melhor, eu não sabia onde colocava os olhos, fiquei perdida. Enfim, no final de maio conheci uma moça, ela é dois anos mais velha que eu, tava  coordenando o evento para a empresa e uma amiga nos apresentou. Conversamos, trocamos email e número de celular. Ela me ligou alguns dias depois e me convidou para irmos ao cinema no Shopping e eu aceitei. Gostei muito de conversar com ela. Ficamos amigas. A gente se ligava todo dia, passava sms, email, facebook.

No sábado passado, ela me convidou pra conhecer o apartamento dela, ela mora só. Bom, cheguei no ap, ela me  deu dois beijinhos de comadre, me ofereceu um copo de vinho, não sou de beber, mas aceitei. Jantamos, conversamos bastante na sala ouvindo umas músicas que gosto muito. De repente tocou Marisa Monte: “Deixa eu dizer que te amo, deixa eu gostar de você...” e ela me chamou pra dançar, entre risos, brincadeiras e dança, ela me disse que eu era linda demais e que estava gostando de mim, não só como amiga, mas como mulher, que ela não tinha me dito com medo da minha reação, mas que ela é lésbica. Fiquei olhando nos olhos dela e  permiti que ela me beijasse.

Sandra, Sandra, foi melhor ainda esse beijo, nossa, foi maravilhoso. Ficamos ali naquele amasso no meio da sala. Depois sentamos no sofá e ficamos namorando. E ela me contou que tava namorando com uma moça há uns 3 meses atrás, mas que tinham terminado e perguntou se eu queria ficar com ela. Eu contei pra ela da experiência com minha prima e que tinha ficado muito assustada, mas que com ela, eu tava tranqüila e disposta a viver isso na minha vida.

 

Cap. 7 – Apoio e... Férias por patty-321
Notas do autor:

Bora esquentar? Postagem dupla hoje, pra compensar o domingo e a segunda, sem.

 

 

O que eu poderia falar diante de tudo que ela me contou? Não conseguia definir o que eu estava sentindo, sinceramente. Uma coisa é a gente ver acontecer como quem a gente não conhece e outra é com uma pessoa que você conhece e que passou a admirar, a ter afeição. Mas enfim, minha voz saiu:

_ Bem, minha flor, eu de maneira alguma vou lhe condenar, me afastar, jamais. Digo que você tem que realmente saber que está feliz, verificar se não passa de uma curiosidade, porque você sabe as pessoas são cruéis e ainda existe muito preconceito por aí, muitas vezes camuflado e sinceramente espero não ver você sofrendo. Gosto muito de você. E ainda tem esse homem na sua vida e sua filha que é uma criança linda, inteligente e madura pra idade dela.

_ Professora, sei disso e lhe digo que estou muito consciente de tudo, mas eu não vou mais esconder as minhas vontades, meus instintos. To com 25 anos e não sou mais aquela menina assustada e que cresceu sozinha praticamente. Só tive a minha avó, minha mãe, foi embora e me deixou, tem outra família, mora aqui na nossa cidade, mas não tá nem aí pra mim, a não ser quando precisa de grana, aí ela me procura. O João Carlos, já cansei do “amor” dele, que só quer me usar e me mostrar para os amigos, como se eu fosse um troféu. Não quero mais nada com ele. E se a Manoela for a pessoa que vai me fazer feliz, vou mergulhar de cabeça.

_ Pois bem princesa, então digo pra você que conte comigo. Pra desabafar, te dar apoio ou chorar, meu ombro está aqui. Estamos no final do período, mas você sabe meu número de telefone, aonde eu trabalho, fique à vontade para me procurar.

Nos despedimos com um abraço e beijos no rosto.

Dois dias depois dessa nossa conversa, ela me liga, me conta que está super empolgada com a Manoela e que iriam viajar juntas para curtir as férias no litoral nordestino, ai a inveja branca bateu forte, rs. Me disse ainda, que não haviam dormido juntas e ela estava ansiosa pra isso acontecer, que tinha feito umas pesquisas na internet para se inteirar do que ia ocorrer. Mas que elas iam esperar chegar em Natal, queriam que fosse especial - Ai que romântico e chic, eu disse. Conversamos mais um pouco e nos despedimos.

Fiquei meio triste não sei por que, será porque eu não ia viajar? Será porque eu ia ficar com uma saudade daquela menina doidinha, tão divertida e alto astral? Ai, não sei por que não gostei da Manoela, ela me adicionou no face e dei uma olhada nas fotos dela e não gostei. Fiquei com muito medo de ela magoar a minha menina, digo, amiga.

Mas o mundo gira, e lá tava eu curtindo um karaokê com minhas amigas e com o Sérgio, na sexta feira, depois iríamos pra boate dançar. O celular dele toca e vejo ele ficar super nervoso, ficou mais branco do que ele já é.

_ Que foi gatinho? Parece que viu fantasma.

_ Meu pai, gata, passou mal e chamaram a ambulância tão levando ele pro hospital. Vou indo. Te ligo quando souber mais notícias, ok?

_ Ok meu bem, fica com Deus, vai dar tudo certo.

Nos despedimos e ele foi embora. Ficamos mais um pouco no karaokê e me despedi, perdendo o ânimo para esticar a nossa noite. Logo que cheguei em casa, o Sérgio me envia um torpedo dizendo que o quadro clínico do pai estabilizou. Fiquei mais tranquila e dormi.

 

Notas finais:

Um grande abraço pra quem tá lendo, saiam da moita. Um beijo especial pra quem tá comentando. Continuem. Obrigada. Bom dia.

Cap. 8 – Raiva por patty-321
Notas do autor:

Como prometido, aqui está o segundo capítulo do dia. Divirtam-se.

 

 

Minhas férias não estavam saindo como eu queria e merecia. O Sérgio com os problemas de saúde do pai estava ausente da minha vida. Eu saindo com minhas amigas, indo ao shopping, barzinho e trabalho na secretaria.

Estou na secretaria quando atendo uma chamada no celular, a foto que aparece no visor é o gatinho;

- Oi gato! Tudo bem?

- Oi gata, tá sim.

Hum... não senti firmeza na voz dele.

_ Que foi? Aconteceu algo com o teu pai?

_ Não o pai tá melhor, tá em casa, descansando.

- Ah, ok? Mas o que te perturba?

Ele ficou em silêncio durante algum tempo, mas acabou por responder.

- Sandra, to meio que estado de choque e queria te falar a vivo, mas não to me segurando.

-Que foi? Agora que começou, continua, acima de tudo somos amigos, não?

- Sim. Sim, com certeza. Pô gata, acho que você vai ser vai ser tia.

- Tia? Como assim?

- Ontem me encontrei com um amigo e bebemos umas e ele me contou que tem uma pessoa que eu saí que tá grávida e disse que o filho é meu.

Caraca! Ouvi isso e fiquei estarrecida, porra, ele sempre me falou que se cuidava, usava camisinha e que não queria ser pai. Que merda que ele tava me falando.

- Espera aí, Sérgio, que papo é esse. Cara você não se protege sempre? Você vacilou?

- Pois é, meu bem, marquei, é uma pessoa que sair umas duas vezes.

- Pô Sérgio, sei que a gente não tem compromisso, mas não tô confortável com essa história. Cacete, que merda.

- Poxa eu sei. Sinto muito. Ela tá chegando na cidade esta semana e vamos conversar.

- Olha, tão me ligando aqui, depois a gente continua a conversa - Dei tchau e desliguei.

Tava confusa. Não sou apaixonada por ele, mas aquela história tinha mexido comigo e eu tava muito puta da vida. O jeito que ele me falou: tia? Porra de tia, nós não éramos irmãos, a gente era amante, tinha tesão pra porra entre nós. A parti daquele dia resolvi me afastar dele. Me ligou algumas vezes e eu não dei confiança. Soube pela Helena que o pai dele havia piorado e que ia precisar de tratamento prolongado. Dei uma ligada pra ele, dei força, mas não o vi mais. Ele sentiu a minha frieza e não falou nada pra quebrar ou se aproximar, tava passando muita coisa na vida dele. Fiquei acompanhando a vida dele pelos posts que ele colocava no face.

 

Notas finais:

No próximo capítulo a morena retorna e teremos surpresas. Acompanhem. Beijos.

Cap. 9- O retorno por patty-321
Notas do autor:

A paixão vai tomando conta delas.

 

 

Era 19h e eu tava no shopping, tomando uns chopes com a Helena e algumas outras amigas, quando o celular toca e vejo que é a Marina.

_ Oi flor, tudo bem?

_ Oi lindona, tá por onde? Te incomodo?

- Não, de maneira alguma. Tô no shopping com algumas amigas. E você? Tudo bem?

- Tudo. Cheguei hoje na terrinha. Quero te mostrar as fotos da viagem e te contar umas paradas que aconteceram, vai tá por onde amanhã?

- Bebê, de manhã to na secretaria e depois das 14h tô livre.

- Legal, vem almoçar aqui no meu ap, trouxe uns frutos do mar que vou preparar, pode ser?

- Beleza, passa o endereço.

Cheguei após as 14h, o porteiro do edifício me anunciou e subi.  O apartamento dela ficava no 3º. Andar.

- Oi lindona, tudo bem? Tava com saudade- ela me recebeu assim que bati na porta, nós demos dois beijinhos de comadre.

- Senta amiga, quer tomar alguma coisa? Cerveja, suco, refrigerante, água?

- Obrigada querida, água mesmo.

- Toma aqui, Sandra. Vem conhecer meu cantinho agora. Aqui é a cozinha e a sala de jantar, aqui o banheiro social, quarto de hóspede, quarto da minha pequena e o meu quarto, que é uma suíte.

O quarto tinha uma cama de casal muito bonita, um rack com um home theater. Tudo de muito bom gosto, o que eu gostei mesmo foi do banheiro, grande, com uma banheira maravilhosa, nossa!!

-Lindo teu apartamento Marina. Parabéns.

- Que bom que gostou. Vem, vamos almoçar.

- Hum, tá tudo uma delícia, esse creme de camarão, que delícia! E então me conta como foi a viagem com a garota.

- Aff amiga, no início foi uma maravilha. Passamos 4 dias e noites incríveis. Mas, na quinta noite, nós estávamos curtindo um show num barzinho na beira mar e estava tudo bem, ela foi ao toalete e quando voltou eu estava conversando com um rapaz na boa e ela já chegou, segurando no meu braço e falando alto, dizendo que eu estava de paquera com o rapaz, que eu não tinha respeito por ela e tal, nossa foi um barraco ridículo. Pensei, fudeu, que louca.  Não tolero essas coisas, basta o João Carlos na minha vida. Voltamos para o hotel e mudei a passagem dela para a manhã seguinte e acabou!

Toda essa situação valeu pra descobrir que ela não é a pessoa que eu pensava, viu? Caraca, a gente ainda nem namorava e ela já se achava dona de mim, pode? Mandei passear e curti

O resto das férias sozinha mesmo. Foi bem melhor.

- Poxa querida, sinto muito. Que coisa, hem?

Terminamos de almoçar e fomos pra sala. Ela me mostrou as fotos da viagem e disse que ia pegar o meu presente.

Ela me entregou alguns souvenirs típicos do nordeste, todos muito fofos.

- Obrigada linda, são maravilhosos, melhor ainda é saber que você lembrou de mim, fico feliz.

Ela me abraçou e me beijou o rosto. O toque dela me causou arrepios pela primeira. E fiquei um tanto confusa com a reação do meu corpo ao seu contato. Sentia o seu perfume muito gostoso, como havia sentido outras vezes, mas dessa vez eu estava reagindo diferente, o que estava acontecendo comigo?

- Eu... eu vou andando, acabei de lembrar de um compromisso, Marina, me desculpa.

E sair quase correndo daquele apartamento. Ela tentou ainda me deter, acho que não entendeu nada.

- Espera Sandra, o que houve? Vou te ligar, ok?

Ela me disse da porta e eu desci as escadas praticamente correndo. O coração estava a mil, os pensamentos em ebulição.

Fui pra casa, tomei um longo banho. Falei com os meus filhos e passei o restante da tarde vendo tv, mas sem realmente enxergar. À noite, estou deitada lendo um livro e de vez em quando checo minhas mensagens no whatsapp e vejo uma mensagem de Marina:

- Oi Sandra, adorei o almoço, você gostou? Saiu com tanta pressa. Tá td bem?

Fiquei pensando se respondia ou não. Resolvi responder:

- Oi linda. To bem sim. Não se preocupe, realmente tinha algo pra fazer e só lembrei naquela hora, desculpa. A gente se fala. Boa noite. Bj

- Boa noite lindinha. A gente se fala. Ainda não matei as saudades de vc. Bj, bj.

Meu coração disparou. O que será que ela quis dizer será que ela gosta de mim de outra maneira? Ai, to delirando. Enlouqueci. Fiquei mentalizando: ela é uma mulher, uma garota, tá doida? Você sempre foi tarada por homens. Com esse pensamento, dormi.

Tava no apartamento da Marina, quando ela aparece com um vestido branco, quase transparente, com aquele sorriso lindo de menina sapeca, os olhos brilhando, chega perto de mim, me abraça e me beija...na boca, eu correspondo, sinto a língua dela penetrar em minha boca, com uma sensualidade enorme, chupa os meus lábios, não seguro um gemido, estou super excitada, ela fala no  meu ouvido com a voz ligeiramente rouca: Sandra, ah Sandra, vem, te solta minha linda, vai me empurrando de encontro ao sofá, se deita sobre mim, beija, chupa, morde meu pescoço, vai descendo a boca pelo meu colo, passa a língua nos meus mamilos, ai eu deliro, agarro os seus cabelos e gemo alto, vai descendo a boca, chegando perto do meu sexo, eu deliro e dou grito: ahhhhhhhhhhhhhhhhhh...acordo molhada de suor. Demoro um pouco pra perceber que foi só um sonho e que na verdade estou sozinha na minha cama vazia. Estou completamente excitada, encharcada, meu sexo está ainda pulsando forte, droga tava quase gozando.

Quando caio em mim, reflito: que merda foi essa, eu tive um sonho erótico lésbico com a minha ex-aluna e agora amiga, a Marina. E estava amando, quase tendo um orgasmo tântrico, com um sonho. Endoidei, pirei, eu mesma vou me internar num manicômio. Naquela noite foi difícil pegar no sono novamente, o sonho não saía da minha mente, nem a sensação vivida com ela naquela tarde.

 

Notas finais:

Agradeco pelas leituras e ainda mais feliz pelos comentários. Beijos. Vou postar 2.

10- Encarando o desconhecido. por patty-321
Notas do autor:

Mais um, apreciem sem moderação. Grata.

Fui pra Secretaria e cuidei dos meus afazeres normalmente, mas minha amiga não saía do meu pensamento. Recebi várias mensagens, como sempre, dos amigos, desejando um bom dia e tal, enviei algumas  também como era de praxe entre nós. Fiquei um pouco triste, pois já era 11h e ainda não havia recebido nenhuma mensagem dela, pois já estava me acostumado a receber mensagens dela assim que acordava. Vai ver ela estava dormindo, ainda, aproveitando o restante de suas férias. Fiquei matutando: será que ela saiu ontem? Com alguém? Ai, para Sandra, tá com ciúme? Esquece essa menina. Mensagem chegando e era dela- meu coração disparou:

-Oi flor do dia, bom dia! Que seu dia seja maravilhoso. Sonhei com você, depois te conto, Hehehe. Vamos sair à noite? Te ligo mais tarde.

O que? Ela sonhou comigo? Ai meu Pai, será que foi como o meu? Danou-se, agora eu piro a cabeça. Ai, ai. Tenho que inventar uma mentira, não posso sair com ela com esses pensamentos confusos. Preciso de espaço.

Mais tarde, já em casa, ela me liga.

- Oi linda, tudo bem?

 - Tudo, tuuudo. (Pára de gaguejar, doida).

- E então, tá afim de sair hoje? Podemos ir ao cinema ou só passear e comer alguma coisa no shopping, vamos?

- Poxa amiga, bem que eu queria, mas minha irmã me chamou pra ir a casa dela, disse que tá com uns problemas com o marido, aí já viu né? Tenho que dar uma força.

- Ah tá bem né, é irmã tem prioridades, lógico. Vai lá, sei como você gosta de ajudar as pessoas, isso é algo que admiro muito em você. Boa noite, amanhã a gente se fala e marca algo, beijos.

- Ok então, linda, beijos... na boca.

- Oiiiiiii? O que você disse?

- Oi, nada, nada, tchau.

E desliguei em seguida. Por que eu disse isso? Saiu, assim sem querer, sem conseguir controlar, acho que admitir algo que queria fazer, mas que não tinha coragem. Louca.

E mais uma vez sonhei com Marina. Os beijos dela eram deliciosos, me deixavam no paraíso, eu delirava, gemia, falava o nome dela... ai  acordei, de novo daquele jeito, molhada, melada, super excitada, dessa vez me toquei e gozei pensando nela.

Tava saindo de casa para o trabalho e recebo uma mensagem dela:

- Bom dia!!! Quero esse beijo, vou cobrar hem?

Respirei fundo e respondi:

- Bom dia!! Não sei do que você tá falando.

- Sabe não é? Depois que desliguei caiu a ficha. Fica fria. Vou te esperar aqui em casa às 19h, vou preparar um jantar pra nós.  Te espero. Bjs...na boca.

Ai, ai, ai. Minha nossa! Ela tinha ouvido. To frita. Que faço agora? Encaro o que tá acontecendo? Fujo? Pra onde? Para as montanhas? Para a praia? Não pira porque aqui na terrinha não tem nenhuma das duas. Kkkkkkkkkkk.

Fiquei o restante do dia no dilema: se iria à casa dela ou não. Já não aguentava mais ficar sem saber a resposta para as minhas dúvidas e como sempre fui mulher de gostar de desafios, resolvi tirar isso a limpo.

 

 

Notas finais:

Esse jantar promete. Amanhã posto.

11- O jantar por patty-321
Notas do autor:

Oiiii. Olha eu por qui. Tem romance no ar...

 

 

Cheguei ao AP dela um pouco depois das 19h, o porteiro interfonou e ela autorizou minha entrada. Eu usava um vestido florido solto, sandália de salto baixo, com meu cabelo curto meio bagunçado, como sempre. Ela abriu a porta e usava um short jeans, regata preta, sandália rasteirinha, cabelo negro e lindo, preso num rabo de cavalo, linda. Abriu aquele sorriso, ai minha nossa, fiquei, sei lá, enfeitiçada, só pode, nunca havia olhado dessa forma pra nenhuma mulher. Deu-me vontade de sair correndo e ao mesmo tempo, vontade de abraçá-la, beijá-la, ai, ai, ai, loucura. Senti tudo em poucos segundos.

- Oi Sandra. Tudo bem? Que bom que você chegou. Entre.

Falou isso me puxando, me abraçou e me deu dois beijinhos nos rosto. Hum, ela tava tão cheirosa, NOOSSSSAAAAA! Tremi. Acho que meu sorriso saiu amarelo.

- Oi coração, Tudo bem sim. E você como vai? E a fofinha?

- Chega no domingo de BH, te falei, esqueceu que ela foi passar férias com o pai?

- Ah é! Deu branco, desculpa.

- Sem problema lindinha. Senta, quer beber algo? Vou busca uma latinha de cerveja pra você, sei que gosta. Só um pouquinho.

- Tá, ok, a noite ta quente, vou aceitar. Obrigada.

Ela voltou com uma latinha e uma taça. Me serviu, colocando a latinha na mesinha de centro.

- Então amiga, conta as novidades. O que tá rolando lá na facul, quando retorna? E a Secretaria, muitos gatinhos? Tá pegando alguém?

- Como sempre né? Você sabe do meu lema: Solteira sim, sozinha nunca, kkkkkkkkkkkkkkkkkkk.

- Palhaça!!

- Ei, olha o respeito hem?

- kkkkkkkkkkkkkkkkkkkk. Você não mais é minha prof, hehehehe. E chegou mais perto de mim no sofá. Eu me afastei um pouquinho.

- Que foi? Tá com medo de eu te atacar é? Calma, não sou lobo mau. Vamos pra cozinha que vou colocar a mesa, vem. Saiu rebolando com aquele andar sensual, balançando os cabelos pretos e lindos, olhando pra trás pra ver minha reação, com certeza. Ah, safada. Meu Coração deu mais um sopapo dentro do peito e a cabeça pirando sem entender nada das minhas reações (na verdade, não querendo aceitar o óbvio).

- Hum ta gostoooosooo demais!!!!

- Tá bom mesmo? Ainda tem sobremesa: pudim.

- Ui, adoorooo pudim.

- Eu sei né, gata?

Terminamos o jantar e fomos pra sala degustar o pudim. Hummm, deliciaaaaaa!!

Sentei no sofá e ela no outro em frente a mim, sentada em cima das pernas. Achei tão fofo. Não sei por que, mas tudo que ela fazia eu achava lindo, fofo, cada gesto seu. Nunca havia sentido isso por ninguém, prestado atenção assim aos pequenos gestos, nem em homens e muito menos em mulheres. Aquilo era inédito pra mim e ao mesmo tempo em que me impulsionava a desvendar me dava ânsias de medo, sei lá, tudo tão confuso.

Terminamos de comer e ficamos conversando sobre a faculdade, trabalho, a filha dela, os meus filhos, sobre tudo como sempre a conversa fluía de uma maneira incrível entre nós, ela sempre foi daquelas pessoas que eu sou capaz de conversar durante um dia inteiro e sempre achar assunto e ser sempre interessante.

- Bom amiga o papo tá bom, mas amanhã é dia de trabalho pra mim e aula pros meus filhos, tenho que acordar cedo, vou pra minha casinha, dormi o sono dos justos, ahhhh (bocejei).

-Ah fica mais um pouco tá cedo. Fica vai.

- Dá não meu bem. Fui levantando e ela também.

- Tá bom bebê vou te levar no carro. Não fica mais porque não quer, falta de carinho não é, rs, rs.

Também ri muito dessa frase, tão clichê.

Chegamos perto do carro que estava no estacionamento de visitantes, fora do prédio e fui me despedindo.

- Obrigada pelo jantar, estava divino, a companhia idem, dorme bem e a gente se fala, ok? Demos dois beijinhos, abrir a porta do carro e entrei, nem vi quando ela entrou no lugar do carona.

Tomei um susto ao olhar pra ela, que estava com um olhar diferente, meu coração disparou e ela chegou mais perto de mim, tomou o meu rosto entre suas mãos, olhando nos meus olhos e me disse:

- Agora eu quero aquele beijo bem gostoso.

 

Notas finais:

E o bicho pegou, kkkkk. Quem quiser comentar e me fazer mais feliz, agradeço. As moitetes, agradeço a leitura. Quem tá gostando, me diga. Ao meu amor Catrina, bjs na boca, as amigas beijos na bo...checha. Boa noite.

12- E agora? por patty-321
Notas do autor:

Oi. Boa noite lindas. Será que vai rolar o beijo? Será que a professora vai gostar?

Bora ver. Quem gostar deixa um coment, quem não gostar, comenta pra dizer o porque. Ótimo domingo. Bjs

Eu fiquei como que hipnotizada vendo ela se aproximar vagarosamente do meu rosto, até que senti os lábios dela nos meus. Nossa! Como eram macios e quentes. Nos primeiros segundos fiquei estática e fechei os olhos automaticamente, com a boca fechada, sentindo a pressão dos lábios dela sobre os meus. Meu coração foi à loucura, acredito que ela também conseguia ouvir. Ela se afastou dos meus lábios, beijou meu rosto e falou bem próximo a minha orelha com aquela voz meio rouca tão própria dela: abre a boca, abre. Nunca havia ficado tão excitada como fiquei naquele momento. Ela voltou a beijar a minha boca, mordeu meu lábio inferior, dando um leve puxão, não aguentei e deixei a língua dela penetrar e se juntar a minha que já tinha vida própria. Que beijo! O que foi aquilo? Quase gozei só com o beijo dela. Minha cabeça pirou, não consegui pensar em mais nada, só correspondia àquele beijo que ficava cada vez mais voraz, mais profundo. Ela chupava a minha língua e eu a dela, gemíamos, ela estava com os seios grudados nos meus, a mão na minha nuca, a minha mão também já estava enfiada nos cabelos sedosos e cheirosos dela. Começamos a ofegar e afastamos nossas bocas, parece que tínhamos corrido uma maratona. Ela beijou todo o meu rosto, colocou a mão nos meus seios e começou a acariciá-los e eu só gemendo, ofegante, desmaiando de tanto tesão, nos beijamos de novo, era uma loucura, ela falou no meu ouvido: vem, gata, vamos subir, vamos, vem comigo, vem... eu só murmurava, ela de repente saiu do carro e eu ainda zonza, sinto ela abrir a porta do meu lado e pega na minha mão me ajudando a saí, foi quando cair em mim e disse: Esperaaaaa, buscando ar e tentando fazer meu coração bater com menos força. Descullllpaaaa, eu tava tremendo e gaguejando. Não dá , eu.. eu.. eu sinto muito, masss, não posso. Tchau. Entrei no carro, sair do estacionamento, olhei no retrovisor e ela ainda estava lá me olhando com uma carinha de pura frustração.

- Merda, o que aconteceu? E as lágrimas rolaram, e eu puxando o ar tentando me acalmar, usando as técnicas de respiração que havia aprendido nas minhas aulas de alongamento.

Cheguei em casa nem sei direito como, fui no automático. Fui ao quarto dos meus filhos e eles estavam dormindo, graças a Deus. Se eles me vissem daquele jeito iam me fazer inúmeras perguntas.

Passei a noite revirando na cama, sem conseguir esquecer o que aconteceu, o sabor dos beijos dela, a textura dos lábios, tão macios, a língua quente e macia. Sempre pensei que eu que tinha certo asco de seios, não fiquei quando os delas grudaram nos meus, pelo contrário gostei, me excitei. Ai minha cabeça tava muito doida, rodopiando, quando conseguir dormir, o alarme do celular tocou e tive que levantar, chamei meus filhos, preparei o café, tomamos e saímos em seguida.

Rodrigo olhou pra mim e disse: vixe mãe, senhora tá com uma cara de quem não dormiu, é bom mesmo nem tirar esses óculos escuros, kkkkkk. O mais velho ficou só observando, sem dizer nada.

- Ai filho é nada não. Problemas de adultos, você sabe que sofro de insônia de vez em quando, vai passar não se preocupe.  Tenham uma boa aula. Dei um beijo em cada um na entrada do colégio como sempre.

Chego  na Secretaria quando celular e vou conferir as mensagens, meus olhos vão direto no ícone de mensagem dela.  Ai meu Pai, que faço e agora?

“Bom dia flor do dia!!! Que seu dia seja iluminado, cheio de felizes acontecimentos. Saiba que não dormir pensando e querendo você aqui comigo. Adorei nossos beijos e acredito que você tenha sentido o mesmo. Bjs nessa boca deliciosa. .

Nossa! Só de ler a mensagem já fiquei excitada e não consegui parar de sorrir feito uma idiota apaixonada, coisa que eu sempre achei a maior babaquice, aff, tô ferrada. Tenho que fugir pra outro planeta. Esse e outros pensamentos idiotas acometeram a minha mente. Depois de alguns minutos, respondi:

Bom dia pra você também. Obrigada. Deus abençoe seu dia!!!Bjs.

Só consegui escrever isso. Tava com muito medo do que eu estava sentindo.

Era quase fim do expediente quando a minha secretária bate na porta e entra com um buquê de rosas vermelhas, lindas, nas mãos.

- Chefinhaaaa!! Acabaram de entregar, são pra você!

- Pra mim? – Falo surpresa.           

- Tem cartão, chefa! Tome. Ui quem é o admirador? Ai que chique.

- Janaína, coração, tchau!!

- Ai chefinha você é muito má. Tchau!

Peguei o buquê e o cartão, abrindo-o. Quando terminei de ler estava com um sorriso enorme no rosto:

A vida é cheia de surpresas. Uma vez me disseram que a felicidade está onde e com quem menos imaginamos. Que tal vivermos esta experiência? Sei que você é uma pessoa ousada e incrível, janta comigo? Bjs

 

 

Notas finais:

Oiii, e então o que será que vai rolar depois disso?

13- Me rendendo. por patty-321
Notas do autor:

Oiiiii. Bora para mais um? Obrigada as lindas que deixaram o seu coment. Obrigaduuuuuuuuu.

 

 

 

Fui pra casa pensando naquelas palavras. Realmente, sou uma pessoa ousada, vanguardista, nunca fui de fugir das situações. Eu vou enfrentar essa situação. Tirar a limpo o que estou sentindo, o que acontecer vou viver e se me machucar, magoar, um dia passa. Depois que me separei prometi pra mim mesma que nunca mais iria deixar me conduzir por opiniões alheias, só iria fazer o que me dar prazer, alegria.

 Passei muitos anos me anulando como pessoa, como mulher não tenho mais 19 anos , sou uma mulher adulta de 37 anos, independente financeiramente.  Quero viver, conduzir meu destino, minha realidade. Só me arrependo do que não faço, não serei mais omissa com meus sentimentos.

Peguei o celular e liguei e ela atendeu rápido, parece que já esperava:

- Oi linda!! Tudo bem?

- Oi lindinha. Tudo bem. E com você?

- Hum, agora tá bem melhor. Te pego que horas pra gente jantar? Vou te levar num restaurante super legal, sei que você vai gostar muito.

- Ok. Mas é um lugar requintado ou simples? Só pra eu saber o que vestir.

- Ah tá. Meio termo. Eu vou colocar um vestido floral com uma sandália de salto fino. Nada muito requintado não, bem apropriado pra este nosso clima quente.

- Blz então, combinado. Passa aqui em casa às 20h, ok? Vou te enviar o localizador. Até lá. Bjs.

- Até, bjs.

Antes das oito, ela me envia uma mensagem de que estava me esperando em frente  ao prédio. Senti um frio na barriga, coração disparou. Inspirei e expirei algumas vezes e sair, dando um tchau para os meus filhos. Eles já estavam grandes mas chamei uma vizinha que trabalhava de babá pra mim quando eu precisava, pra dormir lá em casa e ficar de olho nas crianças.

Ela estava fora do carro me esperando. Nossa como ela estava linda, num vestido justo, acima do joelho, com tons florais, creme, simples, mas muito bonito e elegante. Me cumprimentou com dois beijos no rosto e abriu a porta do carona pra mim.

- Hum, que moça educada e “cavalheira”, kkkkkkkkk. Falei pra espantar o meu nervosismo. Ela gargalhou. Linda.

- Boa noite, flor. Me beijou no rosto e assumiu o volante.

O restaurante era muito legal, como ela havia me dito. O ambiente era aconchegante, havia muitas pessoas mas não estava lotado, a música era ambiente e tocava MPB. Adorei de cara.

Sentamos, fizemos os pedidos, ficamos bebendo suco e conversando, enquanto nossa comida chegava.

- Então meu anjo, tudo bem? Como foi o teu dia?

- Tudo bem, dia de trabalho normal. Ah, adorei as rosas e o cartão também. Obrigada.

- Que bom que gostou, fico muito feliz – Pegou na minha mão enquanto falava e olhava nos meus olhos, com aqueles olhos negros e sorridentes. Ela não sorria apenas com a boca, mas com os olhos também, me fascinava esse jeito dela. Conversamos amenidades, jantamos e saímos. Entramos no carro e eu fiquei calada, esperando o próximo passo dela.

- Linda, sei que você levanta cedo amanha, mas ainda dar pra gente dar um rolé na orla do rio, ok?

- Ok. Vamos lá, hoje estou por sua conta.

Passeamos, conversamos bastante, rimos muito, falamos muita besteira, tomamos água de coco. Eu estava me sentindo leve, descontraída, tínhamos voltado àquela amizade leve e gostosa.

- Linda, tá ótimo o passeio, mas tá ficando tarde, já são 23:15h, preciso acordar cedo amanhã, ok?

- Claro meu bem, vamos.

-Pronto, tá entregue, sã e salva e com todos os pedaços intactos, kkkkkkkkkkk.

- kkkkkkkk, palhaça vc é, hem?

Ela pegou minha mão, beijou e me olhou intensamente e falou:

- Só palhaça? Hum, que mais eu sou pra você?

Ai meu Pai, isso é tortura tava tudo tão em paz e ela me vem com essa voz, esse olhar... aff fiquei olhando pra aquele rosto sem conseguir dizer nada. Ela largou minha mão, me fez um carinho no rosto, segurou no meu queijo e beijou meu rosto de um lado e do outro, me encarou, e encostou seus lábios nos meus bem de leve. Ah nessa hora meu coração já estava saindo pela boca, aqueles carinhos, aquela boca na minha, foi demais pra minha sanidade. Gemi e entreabrir os lábios, beijando a boca dela vorazmente. Que loucura, eu já não sabia nem onde eu estava, nem qual era meu nome. Ficamos nos beijando não sei por quanto tempo. Quando dei por mim, estava quase no colo dela, arfando, sem fôlego.

Pára, por favor, estamos na frente do meu prédio alguém pode nos ver, eu arfava, sem fôlego, minha voz saía alterada.

- Sem perigo, linda, o carro tem película 100%, não dá pra ver nada do lado de fora (ela também estava sem fôlego, arfante como eu).

Ufa! Fiquei mais tranquila, respirei fundo me recompondo, arrumando meus cabelos, roupa.

- Éééééé, tenho que ir, tá tarde, obrigado pela noite. Boa noite. Tchau.

 Ela só me olhava com aqueles olhos maravilhosos, negros e parece que queriam penetrar na minha alma. Ela se arrumou no banco do carro, arrumou os cabelos, de repente me olhou e o olhar dela ficou frio, distante.

- Tchau Sandra. Boa noite.

Mal sair do carro e ela arrancou, nossa! Acho que ela ficou brava, pensei um pouco triste, por tê-la deixado triste. Minha cabeça tava novamente um caos. Ai que situação difícil. Ela é minha amiga, é uma mulher, aiiii mas que beijo, nunca senti algo tão forte, me orgulhava de que nunca nenhum homem havia me virado a cabeça e vem justamente uma mulher e me deixa assim: sem chão, completamente alterada. Melhor beijo da minha vida,  acabei confessando pra mim mesma.

 

 

Essa foi mais uma noite difícil pra conciliar o sono, ficava lembrando tudo, principalmente dos beijos e do que eu sentir e sentia só em lembrar, meu sexo pulsava. Eu pensei: to ficando louca, só tem dois caminhos, eu me entrego completamente e vejo no que vai dar ou me afasto dela, risco ela da minha vida. Comecei a chorar, eu gostava da  amizade dela, do jeito dela de ser,  alegre, bem humorada, jeito louquinho dela de ser. Ia ser muita difícil ficar sem ela.

 

 

 

Notas finais:

Mudar não é fácil. "É preciso coragem..."

14- Dúvidas, dúvidas e mais dúvidas. por patty-321
Notas do autor:

Oiii. Boa noite. Pra quem gosta de mulher dificil hem? Essa tá dando trabalho. kkkk.

 

 

Dormi pouco, fui trabalhar com uma tristeza dentro de mim.

- Bom dia Janaína.

- Bom dia, Sandra.

O dia foi passando e nenhuma mensagem da Marina. Fiquei triste, pensando que eu a tinha magoado e que afinal eu não ia ter que tomar nenhuma decisão, pois parece que ela já havia tomado por mim, por nós. Fiquei pensando nela, em como ela estaria e o que ela estaria pensando, o que ela sentia por mim, se eu estava sendo mais uma experiência pra ela ou se ela estaria também angustiada e confusa.

- Aiii, to ficando doida. Passava a mão no meu rosto, nos cabelos, num claro sinal de descontrole. Resolvi o que tinha pra resolver e sair.

- Janaína, vou sair pra almoçar e não volto mais hoje. Se alguém me procurar anote o que quer ou peça pra ligar no meu celular, mas avise que só no caso que não possa esperar pela segunda feira. Ok?

- Ok, deixe comigo. Bom final de semana e desejo que você resolva o que anda lhe perturbando, hum...ou é um caso de amor, hem chefinha? Aquelas flores hum...

- Deixa de ser curiosa, garota, tem nada acontecendo não, bjs, bom fim de semana. Fui.

Fui perambular no shopping. Liguei para os meus meninos. Eles já estavam em casa.  Dona Creuza estava cuidando deles como sempre. Desliguei o celular. Almocei na praça de alimentação, depois fui ao cinema. Eu sempre gostei de fazer programa sozinha. Sempre me sentir bem comigo mesma, nunca tive problema com isso, aliás, adoro. Convivo com tantas pessoas que às vezes sinto essa necessidade de ficar só. Queria pensar em nada. Escolhi um filme de humor. Comprei pipoca e refrigerante. Ri muito. Durante esses momentos realmente consegui esquecer e voltar a ser eu.

Cheguei em casa era umas 19h.

- Oi meus amores.

- Oi mãeeeee!!

Beijei os dois, fiquei um pouco com eles fazendo bagunça, como sempre. Jogando vídeo game, rindo e falando besteira.

Tomei um banho relaxante, coloquei uma roupa confortável. Uma dose de uísque com gelo e fui pro meu quarto, liguei a TV e fiquei zapeando os canais. Liguei o celular, chegaram algumas mensagens  da minha irmã e da minha amiga Helena me convidando pra ir numa festa. Liguei pra ela.

- Oi amiga.

- Oi sumida. Menina, só entrar de férias que você some, poxa esqueceu-se de mim foi?

- Que nada linda. To trabalhando e muito e aproveitando para descansar a noite.

- Po, to te desconhecendo. Você não é de ficar quieta. Então vamos sacolejar hoje?

- Amiga,  to sem saco pra festa, já to em casa, no meu quarto, minha tv e meu uísque, kkkkk.

- Vixe, já saquei. Então tá, se você tiver a fim de ir pra algum lugar amanhã, me liga ou manda mensagem, ok? Bjs, boa noite.

- Tá bom, gata. Bjs, boa noite.

Suspirei. Resolvi ligar o meu notebook e entrar no face .Comecei a olhar as postagens e postei desejando uma boa noite e um ótimo FDS pra todos e todas.

Olhei pro canto da tela e tinha alguém me chamando no messenger. Gelei. Meu coração começou a bater forte. Era a Marina.

- Oi, boa noite, tudo bem?

- Oi linda, boa noite. Tudo bem sim e você?

- Tudo bem sim. Tá por onde?

- Eu to em casa e você?

- Também. Amanhã, minha princesa chega de Belo Horizonte. To morta de saudades.

- Ah é! Que bom. Saudade daquela sapequinha.

- Vamos busca-la no aeroporto? O voo chega às 17h. Vamos?

Fiquei pensando se ia se não ia. Suspirei e respondi:

- Vamos. Você me pega aqui em casa?

- Pego sim. Passo às 16h, ok?

- ok.

- Boa noite, então, bjs.

Sei lá fiquei meio que decepcionada por ela não ter falado nada de nós e a sentir tão distante e fria. Mas não era isso que eu quero? Afff não sei mais nada, to tão esquisita. Dormi cedo, com 3 doses de uísque.

 

Notas finais:

Bora lá mais um meninas. O que estão achando? Bjs

15- Mais um passo por patty-321
Notas do autor:

Boa noite, mais um capítulo, lindas. O nosso casal está cada vez mais conectados. Bora de romance. Bjs

Às 16h em ponto ela passou. Nos cumprimentamos com dos beijinhos no rosto e fomos ao aeroporto. No aparelho do carro tocava uma música da Adriana Calcanhoto, que adoro e ela também. Ela cantarolava e olhava pra mim quando parávamos em algum sinal. Sorria. Eu ficava me remexendo no banco me debatendo com a vontade de dai-lhe um beijo naquela boca maravilhosa. Aff. Endoidei de vez. Aí vinha uma voz: ela é mulher, ela é mulher. Aiiiii. O cheiro dela me deixava completamente tonta. Muito bom.

Chegamos ao aeroporto e não demorou a pequena chegou e veio correndo se atirou nos braços da mãe. Lindas.

_ Mãezinha que saudade. Encheu a Marina de beijos.

- Oi tiaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaa. Você veio me buscar também. Que legal. Me beijou também.

E foi o trajeto de volta pra casa tagarelando contando tudo das férias. Nossa como ela fala. Mas eu amoooo. Ela tem uma voz tão fofa. Sou muito louca por esta menina, aliás, vou admitir sou bem louca pelas duas.

- Sobe com a gente Sandra - Marina.

- É sobe tia, trouxe presente pra ti – Manoela.

- Presente pra mim? Opa, adoorooooooo. Vamos lá.

E elas foram desfazendo as malas e me deu um embrulho bonito.

- Toma tia esse é teu. Mamãe que disse que você ia gostar.

- Deixa eu abri, ai o que será hem? Ai que lindo meu bebê um lindo chaveiro. Vou colocar a chave do carro. Obrigada meus amores.

Dei muitos beijos na Manoela, quando levantei os olhos pra Marina, a vi me fitando com tanta intensidade, mas notei uma tristeza no seu olhar. O que será que ela estaria pensando? Fiquei muito curiosa.

- Obrigada flor. Amei. Ela ficou calada e saiu do quarto. Fiquei também triste. Não gosto de vê-la triste. Tava me incomodando o jeito dela nesse dia.

Fiquei conversando com Manoela, ela me mostrando os dvds, cds, tagarelando e eu dando maior corda, como sempre, adoro ficar assim com ela.

- Ei as duas crianças venham pra cozinha lanchar.

Obaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaa, eu e a Manoela gritamos ao mesmo tempo e nós três caímos na risada. Incrível como parece que conheço essas duas há milênios. Incrível nossa sintonia.

- Bom tá tudo ótimo, mas tenho que ir pra minha casinha. Falei isso com um dor no peito, porque não queria ir.

- Ah tia já? Fica mais, ahhh, melhor dorme aqui em casa com a gente, amanhã a senhora vai pra casa.

- Não meu amor tem os meus meninos.

- Tiaaaaa, teus filhos são tudo grande. Gosto tanto de ti. Ela já foi bocejando.

- Nada disso mocinha você tá caindo de sono. Tchau. Dei uns beijos nela e a Marina foi me acompanhando até a porta.

- Obrigada pela companhia.

- Eu que agradeço por você ter me convidado. Foi super legal.

- Amanhã é domingo, você vai fazer alguma coisa? Podemos fazer algo. Esses dias estão muito quentes, podíamos ir curti um balneário.

- Ah tenho uma amiga que tem uma casa num condomínio fechado na beira do rio. Super legal, calmo, sem multidão, pois eu detesto ir nesses clubes lotados, arg.

- Blz. Ótimo. Também não curto lugar lotado não. Então a gente se fala amanhã e combina. Ok?

- Ok. A gente se fala. Vamos nós três, meus filhos não curtem. Boa noite.

Ela me abraçou apertado. Me deu dois beijinhos. E eu fiquei toda molinha. Ficamos nos olhando alguns segundos em total silêncio. Mas os olhos, hum... parece que falavam por nós.

- Tchau.

- Tchau.

Cheguei em casa, falei com os meninos, tomei um banho e deitei. E fiquei pensando nela, em tudo que aconteceu esses dias, no quanto ela já estava presente em minha vida e em tudo o que eu sentia quando estava com ela. Chegou mensagem no celular:

_ OI, Já dormiu? Só quero te desejar uma boa noite. Dorme com os anjos e sonha comigo, pois com certeza vou sonhar com você. Bjs...na boca. Rs.

Ao ler aquilo me deu um sopapo no coração, vontade de está com ela. Ai ai, isso tá crescendo. Resolvi responder:

- Oi. To sem sono. Boa noite pra vc tb. Obrigada. Bjs...na boca, tb. Rs.

Chegou resposta:

- Hum...gostei, vou cobrar hem? Bjs.

Fiquei quieta esperando o sono chegar e me vencer. Dormi com um sorriso no rosto. Feliz. Sonhei muito. Uma voz dizia: se joga. Outra voz falava: se afasta. Assim que abrir os olhos lembrei do sonho e a única lembrança clara na minha mente, eram essas vozes. Ai meu Pai, que coisa!!! O que fazer?

Pensei muito e cheguei a seguinte conclusão: deixaria tudo acontecer naturalmente. A vontade de viver novas experiências era maior que o meu medo. E como sempre quando penso nela...

Mensagem via what:

- Bom dia, flor do dia!!Acordaaaaa, o sol já está queimando. Bjs. M.

- Bom dia linda!! To acordada. Vou tomar café. Me pega aqui daqui a uma hora? Tá bom? Bjs.

- Combinado, até, gata. Bjs...na boca.

Fiquei rindo. Ela não perde a oportunidade de me cutucar.

Notas finais:

Quem tá gostando, manda um coment. Thank you especail as lindas que estão comentando e um beijo lindo e gostoso ao meu amor Cássia. I love you.

16- O inevitável por patty-321
Notas do autor:

Lindas, Tá pegando fogo o capítulo. Comentem. Bjs

Foi um domingo maravilhoso. Nos divertimos muito. Manoela, então. Não queria sair de dentro d’água nem pra comer. Saímos do sítio já estava anoitecendo.

- Vamos parar no caminho pra casa e comprar uma pizza? Quem topa?

Manoela e eu gritamos: euuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuu!!

- Vocês duas, nossa!Como combinam, nunca vi. Kkkkkkkk.

- Olha se somos bobas de dizermos não pra uma pizza no final de domingo, né Manu? Quero nem saber se engorda, amanhã volto pra dieta, kkkkkkk.

- É mesmo tia, obrigada mãe, a senhora é muito show, além de lindaaaaaaaaaaaaaaaaaaaa. Kkkkkkkkkkkkkkkk.

O domingo terminou com muita alegria e interação de nós três. Não queriam me deixar ir pra casa. Mas segunda é dia de trabalho e eu teria que ir, mesmo com vontade de ficar.

- Amores tenho que ir pra minha casinha. Amanhã tem trabalho, acordar cedo e tal. Não trouxe roupa nem nada.

- Fica Sandra, amanhã não tem aula, lembra? Teus filhos tão livres. Acordamos cedo, te deixo em casa, você troca de roupa e vai pra secretaria.

- É tia, dorme aqui. Vamos assistir a um filme legal que mãe comprou. Coloca uma roupa da mamãe, tem um monte de vestido que ela nem veste. Ficaaaaaaaaaaaaaaaa.

- Olha não consigo dizer não pra vocês mesmo, hem? Vou ligar pros meus filhos e avisar.

Ela me deu um vestido frouxinho e uma calcinha nova. Fiquei toda envergonhada no início, depois me soltei, eu me senti flertando com o desconhecido. Rs. Ficamos assistindo o filme deitadas na cama dela que era enorme e muito bonita. Manoela, na metade do filme já estava dormindo. Quando o filme acabou a Marina a carregou pro quarto. Forte ela hem? Amanda é bastante grande, 06 anos, forte.

- Sandra.

- Oi flor.

- Tem escova nova no armário do banheiro pode usar a vontade. Vou na cozinha buscar água, quer?

- Quero sim. Obrigada.

Foi me dando um nervoso. Dormi naquela cama com ela. Será que ela vai tentar alguma coisa? Acho que eu tava doida pra ela tentar, risos nervosos.

Já estava deitada quando ela voltou e me deu o copo d’água.

- Obrigada. Boa noite.

Ela deixou o copo no criado mudo, apagou a luz e deitou. O quarto ficou numa penumbra, mas dava pra nos enxergar plenamente.

- Boa noite, linda. Porque tá aí tão longe? No canto da cama? Cuidado que vai cair. Tem muito espaço, vem mais pra cá vem.

Ela falou isso quase sussurrando com aquela voz rouca que acho linda e com um olhar que me hipnotizou e fui chegando mais perto. Ficamos face a face com um espaço amplo entre nós.

- Agora sim, tá mais perto. Boa noite.

Ficamos nos encarando. Olho no olho. Depois de alguns segundos, meus olhos miraram a boca dela, me lembrei do sabor dos beijos, que achei os mais gostosos de todos os tempos.

- Você tá me devendo né?

- Eu? To devendo o que Marina?

- Os beijos na boca, ou você só fala quando está longe?

- Eu, é...Comecei a gaguejar e ela foi se inclinando, ficando quase em cima de mim. Passou os nós dos dedos no meu rosto, beijou um olho, depois o outro. Meu coração nessas alturas já estava batendo mais que tambor em terreiro de macumba, rs.

- Posso?

- Eu gemi um simmmmmm.

Ela me beijou. Um selinho demorado, depois mordeu meu lábio superior, depois o inferior e com a língua pediu passagem para mergulhar na minha boca. O beijo começou calmo e foi se tornando voraz.

Não sei quem mais gemia e arfava. Mergulhei minhas mãos nos cabelos dela com uma mão e com a outra a abracei trazendo ela mais perto do meu corpo. Nossa que sensação maravilhosa, que calor. Rapidamente a temperatura subiu, parece que aquele quarto estava com uns mil graus. Ela começou a passar a mão nas minhas coxas e foi subindo o vestido até tirá-lo. Continuamos a nos beijar, eu não queria desgrudar daquela boca nunca mais. Maravilhosa. A boca pequena como a minha se encaixavam perfeitamente.  Os nossos beijos eram perfeitos, ora calmos, ora com muita urgência, parávamos somente para respirar e voltávamos a nos beijar novamente.

Não vi a hora em que ela se despiu quando notei estávamos só de calcinha. E os seios dela grudados nos meus, que sensação gostosa. Ela deixou a minha boca e começou a beijar meu pescoço, ombro, acima dos seios e eu já não sabia nem o meu nome. Passava a língua no lóbulo da minha orelha e voltava lambendo e dando pequenas mordidas na minha pele. De repente abocanhou um dos meus seios e ficou brincando com a língua neles, ora um ora outro, quando não estava com a boca, massageava com as mãos, ai que delícia. Delirei, desceu pra minha barriga, passou a língua nas minhas coxas e foi descendo, mordeu a minha panturrilha, como é bom. Eu que nunca fui passiva na hora do sexo, mas estava assim só gemendo e arfando. Quando ela colocou a mão no meu sexo por cima da calcinha, eu recuei.

-Não tira, por favor.

Ela subiu, beijando meu corpo. E falou no meu ouvido:

- Fica calma, só faço o que você quiser, tá?

- Tá.

Voltamos a nos beijar e começamos a esfregar nossos corpos, e ela falava palavras eróticas no meu ouvido e eu delirava.

- Gostosa, delícia, maravilhosa. Vem, goza comigo? Vem, ah vem...

E eu fuiiiiiii. Ahhhhhhhhhhhh. Gozei muito gostoso, nossa! Sem nenhuma penetração. Não sabia que isso era possível. Mulher hétero é muito abestada. Kkkkk.

Ela deitou a cabeça no meu ombro e ficamos quietas até nossas respirações voltarem ao normal. Depois de alguns minutos ela rolou pro lado e falou:

- Tudo bem, linda?

- Run run, ta sim.

Continuei com os olhos fechados, tava com muita vergonha. Sei lá, não conseguia olhar pra ela.

- Ela pegou no meu queixo e disse:

- Ei olha pra mim.

Eu abri meus olhos bem devagar e a encarei.

- Diga com sinceridade: Tá tudo bem? Você ta arrependida?

- Não, claro que não. Você é super carinhosa e foi tudo muito intenso e to processando isso tudo. Algum tempo atrás eu acreditava que não era possível duas mulheres fazerem amor e ser prazeroso. Como eu estava enganada. Você nem me tocou e eu tive um orgasmo maravilhoso.

Ela abriu um sorriso lindo. Nos beijamos com muito carinho.

- Vem aqui vem. Vamos dormi de conchinha.

Eu pensei: vixe nunca conseguir dormi grudada com ninguém.

Mais um engano. Dormi como um anjo. Nossa! Incrível.

Notas finais:

Tá pegando fogo até agora. kkkk.

17- Namorando? por patty-321
Notas do autor:

Oiiiii. Boa noite. Bora ver como será o outro dia.

Acordei com o alarme do celular. Virei e vi aquele anjo do meu lado. Tão linda. Abrir um sorriso maior do mundo. Ela abriu os olhos e falou:

- Bom dia, linda. Dormiu bem?

- Bom dia, flor. Dormir bem demais.

- Que horas são?

- São 7 e 30. Tenho que ta às 9 na secretaria.

- Tem tempo suficiente. Vem cá me dar um beijo.

Fiquei um pouco em dúvida, com timidez por um instante e depois mandei tudo pro espaço, me apoiei num cotovelo e me inclinei beijando-a, primeiramente nos lábios, depois beijei suas pálpebras, rosto, queixo. Tudo bem devagar. Ela suspirou. Passei a ponta de língua em sua orelha e falei no seu ouvido.

- Você é mais cheirosa quando acorda. Como é possível? Hem?

- É? Você é que é deliciosa.

Ela me pegou de jeito e me deu um beijo maravilhoso. Nossa! Suspirei e me excitei na hora. Ficamos nesse amasso gostoso por alguns minutos e me lembrei que precisava ir senão me atrasaria.

- Gatinha, vamos levantar, senão me atraso. Vamos.

- Tá bom, por enquanto a senhorita me escapa, mas não por muito tempo, Rs,Rs.

- Ui. Quem disse que quero escapar?

- Hum, que ela está se soltando. Adooroooo.

Ela me deixou em casa. Me troquei e fui para o trabalho. Entrei no escritório com um sorriso enorme. Janaína foi logo me enchendo.

- Chefinha, você ta brilhando. Viu passarinho verde foi?

- kkkkkkk. Ai Janaína. Passarinho verde é? Kkkkkk. Só você. Traz um café pra mim, por favor.

- Ok chefinha. Deixa comigo. Vou mandar o boy comprar aquele que você gosta.

Sento na minha mesa e pego o celular da bolsa e tem uma mensagem no what. Dela. Ah, suspirei.

- Bom dia de novo pra você. O dia está lindo hoje,  não acha? Já estou com saudades. Bjs, bjs e mais bjs nessa boca maravilhosa.

- Bom dia, bebê. O dia realmente está lindo, perfeito. Saudades? Já? Hum... bjs.

Era umas onze horas quando Janaína entra com um buquê de rosas vermelhas.

- Olha Sandra,  que lindo. Chefinha, você ta podendo hem? Esse cara ta apaixonado.

- Abrir um sorriso e fechei ao mesmo tempo. O pensamento veio como um raio. E se ela souber que não é um cara e sim uma moça? Droga. Dane-se.

- Que foi chefe?

- Nada querida. Me dê aqui. Obrigada.

- Peguei o cartão e li: “Obrigada pelo dia e a noite maravilhosos. Você é um presente na minha vida. Você já faz parte dela. Do seu “Bebê”. Beijos na boca. M.

Fiquei muito feliz e beijei o cartão. Tinha o cheiro dela. Tão gentil. Tão carinhosa. Atenciosa. Fofa.

Peguei o celular e liguei pra ela.

- Oi linda.

-Oi, meu bebê, Rs. Obrigada pelas flores. São lindas.

- Não tem de que. Adoro te paparicar. Quero ver você feliz. Sabe que fiquei com medo de você não querer mais falar comigo?

- Porque não falaria?

- Sei lá você poderia ter pensado melhor e ficado com medo de se envolver porque sou uma mulher. Sei que você não é de se envolver nem com homens. Você sempre falava que era só na hora da cama e pronto.

 - Hum... sei que minhas palavras já foram essas mesmas. Mas to decidida a viver isso com você que ainda não sei bem o que é. Precisamos conversar. Vamos com calma. Ok?

- Claro amor. Do jeito que você quiser.

Me arrepiei quando ouvir o “amor”. Na hora pensei: o que eu to fazendo. Essa menina ta apaixonada por mim? E eu? O que quero? Não posso ser leviana com sentimentos de ninguém.

Nos despedimos e o restante do dia foi de trabalho intenso. As aulas ainda não haviam começado na faculdade. Teria mais um fim de semana de folga.

Final de expediente e recebo uma visita.

- Meninas lindas. Vocês aqui- eu disse com surpresa.

- Oi tiaaaaa. A gente tá com saudade, né mãe?

- É sim filhota. E queríamos te convidar pra tomar um tacacá ali na praça. Vamos?

- Vamos,claro. Adoro tacacá. Vou pegar minha bolsa.

- Tchau Janaína, até amanhã.

- Tchau chefa. Boa noite. Tchau meninas.

E lá fomos nós. Pedimos 02 cuias e sentamos no banco da praça. Ficamos degustando e olhando Manoela correr e brincar com algumas crianças que lá estavam. De vez em quando ela vinha, bebericava o tacacá da mãe e corria de novo. Muito fofa. Eu toda derretida, sempre fui louca pra ter uma filha.

- Linda vc ta bem?

- To ótima, porque, não pareço bem pra vc Marina?

- Ah, sei lá. Vc quiser conversar sobre o que aconteceu entre nós. Pode falar sem reservas.

Ela me falou isso com um jeito tristonho. Já tinha percebido que essa moça linda, com esse jeito extrovertido e brincalhão, tem lá suas dificuldades, principalmente com respeito a sua autoestima, que percebi não ser muito elevada. Com certeza aquele sujeito que ela se relacionou durante tantos anos, seria um dos grandes responsáveis por esses estados psicológicos dela. Me subiu uma raiva gigante do cafajeste. Minha vontade era de protegê-la e lhe dar muito carinho. Vontade de colocá-la no colo e enchê-la de beijos.

Me assustei com esses pensamentos e sentimentos. Acho que ela notou minha desorientação. Virei o rosto pra frente com rapidez.

-Que foi Sandra? Ficou tão séria de repente, esse teu olhar... o que houve?

- Nada, nada – Respirei fundo e comecei a falei:

- Marina, vou te confessar. Não é fácil pra mim, eu que sempre me achei uma hétero convicta e de repente me vejo assim, atraída por uma moça, linda, bem mais jovem que eu e fico pensando o que você viu em mim? Não que eu não me ache interessante. Eu sei que sou. Mas nunca imaginei que uma mulher se interessaria por mim. Você pode ter a mulher que você quiser. Jovem e linda como você é. Sei que hoje está tudo mais livre e é normal pra mulheres se relacionarem com outras mulheres. E sempre procurei encarar com naturalidade. Eu odeio rótulos, você sabe, sempre falo isso. E sou uma pessoa que está sempre disposta a encarar desafios e mudar de idéia e atitudes, me considero uma pessoa vanguardista.

- Eu acho você maravilhosa! Nossa. Você é jovial, alto astral, inteligente, atraente. Eu que sou pouca areia pro seu caminhão. Kkkkkkk. Te admiro demais. Além do que foi mágica a nossa noite. Nós temos uma química incrível. Também não tenho muito experiência com mulheres. Com você,  foi a segunda vez que cheguei até o final. Muito instinto e vontade. Você é carinhosa, apaixonada, quente!! E muito gostosa. Rs, rs. Quero você na minha vida. Você quer?

Ficamos nos olhando. Nossa,  como ela me despertava sentimentos. Fiquei pegando fogo só com o olhar dela sobre os meus e veio à minha mente nós duas naquela cama e nossos beijos. Como foi bom. Ai minha mãe: eu to apaixonada?

Peguei na mão dela, ainda a olhando e disse: Sim, gatinha, eu quero e muito.

Ela me olhou, beijou meu rosto e deitou a cabeça no meu ombro, se ajeitando no banco. Ficamos assim. Não sei se tinha alguém nos olhando e na verdade nem me lembrei de verificar. Todos os minutos com ela estavam sendo, tão... sei lá, mágicos.

Notas finais:

O começo do comeco, kkkk. Bom,  tudo são flores no início, continuem lendo que há muitas emoções a permear esta singela estória que tem um pouco do que ocorreu comigo e minha descoberta.

18- Vivendo por patty-321
Notas do autor:

Meninas, boa noite. A coisa tá muito quente, a Sandra tá finalmente se encontrando e saindo da caixinha. Acompanhem!!! Deixem suas impressões da estória.

 

Como estávamos cada uma com no seu carro, nos despedimos com beijinhos de comadre e seguimos pra nossos respectivos apartamentos.

Já estava deitada quando recebo mensagem dela:

- Oi linda. Já deitou? Não consigo dormir. Teu cheiro ta impregnado no meu travesseiro e to com uma vontade imensa de te beijar. Vem pra cá, vem? Bjs

Abrir um sorriso enorme. Também tava louca querendo provar aquela boca de novo. Ai, ai. Mas precisava segurar o meu desejo.

- Oi bebê, prometemos ir com calma. Também to aqui lembrando os seus beijos e carinhos. Vamos combinar pro fim de semana, ok? Boa noite. Bjs.

- Ai, ai. Hoje ainda é segunda. Não irei agüentar tanto tempo sem te beijar, sem fazer amor com você. Você quer? Amanhã vou chamar minha prima pra ficar com Manoela à noite. Podemos ir ao cinema, jantar, sei lá, o que você quiser. Diz que sim, vai.

E agora José? José para onde? Lembrei de uma música do Chico Buarque

-  Tá combinado (suspiros). Você me pega em casa às 19 e 30h, ok? Bjs. Boa noite.

- Ihuruuu. Combinadíssimo. Te adoro. Te pego no teu AP. Bjs. Boa noite. Quero muito sonhar contigo. Sonhe comigo.

Pela manhã, fui trabalhar e no caminho recebi mensagem de áudio dela de bom dia. Tá me acostumando mal. Enviei resposta.

Tão logo chego na secretaria e a Janaína entra na minha sala com uma cesta de café da manhã imensa.

- Chefinhaaaaaa! Quando digo que esse cara tão apaixonadíssimo por vossa senhoria, você não me confirma, né? Até quando vai me matar de curiosidade?

- Janaína, pelamor, quem enviou isso? Que exagero!!

- Ah chefa tem um cartão, bem aí, ó.

E a cretina ainda espicha o pescoço pra ler junto comigo o cartão.

- Sai daeee coisa curiosa, volta pra tua sala, vai.

- Ai chefa cruela, poxa. Me dá pelo menos um biscoitinho.

A malandra folgada ainda faz bico, ver se agüento? Kkkkk.

- Tá sua enxerida vou dividir com todos, mas depois que eu me refastelar e agradecer a quem me enviou, xau.

Saio empurrando a folgada porta a fora. Pego o cartão e leio.

Bom dia amor. Pra você começar seu dia de maneira maravilhosa e te recompensar por ontem. Te deixei no trabalho  e nem te servir  um café.Eu estava nas nuvens. Sorry.

Tenha um dia todo especial. Até à noite.

Bjs, bjs.

Seu bebê,  M.

Gente, o que foi isso? Quanta gentileza. Nunca ninguém me fez essa gentileza. Tô muito perdida, como não me apaixonar?

Enviei mensagem de áudio, agradecendo.

O dia demorou a passar. Era a minha ansiedade pra chegar ao horário combinado. Paixão faz isso com a gente. O dia inteiro e só ela estava nos meus pensamentos.

Enfim, terminou o expediente e fui pra casa. Cumprimentei meus meninos, fiz um jantarzinho pra eles e fui pro banho e me arrumar. Optei por uma calça jeans, uma blusinha solta e colorida, pouca maquiagem, meu perfume favorito e o interfone tocou e ela já estava me esperando. Coração deu um salto.

_ Amores da mãe, vou dar uma saidinha, ok? Não durmam muito tarde, escovem os dentes, hem.

- Sair é dona Sandra? Hoje ainda é terça feira. Rum. ( o mais velho falou).

_Oxe, criatura ciumenta. Só pra espairecer. Tão acostumando a me verem toda noite né? Férias ta acabando. Fui. Tchau.

Beijei os dois e desci, sorrindo. Entrei no carro e ela me deu um selinho.

_ Hum,ta uma delícia. Muito cheirosa.

_ Você também, gatinha. Vamos aonde?

_ Tá com fome?

_ Eu to- Respondi.

_Então vamos jantar. Ok?

_ Blz.

Fomos num restaurante de comidas regionais. Pedimos 2 chops e ficamos conversando, esperando nosso pedido chegar.

Jantamos na maior paz. Olho nos olhos. Terminamos, pagamos a conta e ele me levou num motel.

Mal entramos e já nos perdemos em beijos e amassos quentes. Parecia que o ar condicionado estava com defeito. Mil graus no corpo. Que loucura.

Dessa vez eu estava mais solta, não segurei os gemidos e gritinhos excitados. Beijei seu pescoço, dei mordidas e chupões (será que deixei marca?). Eu estava com muita vontade de degustá-la e ver se o corpo dela reagia tanto quanto o meu com suas carícias. Foi uma loucura. Parávamos só pra descansar um pouco e conversar e voltávamos a nos excitar e acariciar. Dessa vez tiramos toda a roupa, gente eu já estava bem soltinha e deixei ela me tocar mais intimamente, vocês entendem né? Kkkk. Mas ainda não conseguir fazer o mesmo nela, entendam que ainda era meio difícil pra mim. Perdi as contas dos orgasmos que tive e que ela teve também. Ela me deixou em casa às três e meia da manhã. Eu tive que ir trabalhar com uma blusa de mangas compridas e cachecol. Tava toda marcada. Que loucura. Que pegada que essa mulher tem, nunca tive nenhum carinha com uma pegada dessas. To no céu. Ainda me assustava. E eu na minha idiotice hétero, achava que precisava existir um pênis na hora H.  kkkkk.

Nos vimos todos os dias daquela semana. Comecei a dormir no AP dela quase todas as noites, depois que meus filhos dormiam, eu fugia e voltava bem cedo antes deles acordarem. Vivia morrendo de sono no trabalho, mas muito feliz. Parecia que eu estava encantada, pisando em nuvens de felicidade. Se apaixonar, amar, ser amada, fazer amor de verdade, ter orgasmos múltiplos, tudo que eu dizia que não existia, eu estava vivendo e com uma MULHER. Quando eu parava pra pensar ficar rindo e gargalhando. E achava que eu estava delirando, mas no fim eu me tocava que era real e era comigo e eu estava em estado de graça. Oh maravilha. Foda-se o resto, a sociedade, as pessoas que não iam compreender nunca. Não importava, no momento eu me achava invencível, ia enfrentar o mundo se preciso, mas não abriria mão do que eu estava vivendo. E ela? Ah...ela me fazia crer que era recíproco. Tanto nas ações como nas palavras, ela me provava que tudo era vivido por nós duas e na mesma intensidade.

 

Notas finais:

E então? Gostaram?

19- Pedido de namoro por patty-321
Notas do autor:

A paixão tá evoluindo e as duas moiçolas irão ter momentos muito quentes e românticos.

 

Meus filhos neste fim de semana estariam com o pai, então eu teria o meu tempo pra dispor com toda liberdade. Marina me convidou para passarmos o fim de semana num hotel de selva, deixaria a filha com a prima.

Pegamos a estrada bem cedo, no sábado. O hotel era lindo, com uma arquitetura rústica, mas com todo o conforto e tecnologia moderna. Ficamos num chalé que dava para ouvirmos a queda d’água da cachoeira. Show.

Deixamos nossas coisas no chalé e fomos conhecer o lugar. Havia piscinas de água natural e a cachoeira com corredeiras, onde havia passeio de canoa e também mergulho e um passeio pelas cavernas. Tudo muito lindo. Marina todo tempo me tratando com muito carinho e atenção. Muito fofa. Curtimos o restante da manhã, fazendo alguns passeios. Voltamos ao hotel para o almoço.

Degustamos iguarias típicas da região e fomos descansar no nosso chalé.

- Amor, to morta de cansada. Mas se você quiser só descansar um pouco e voltar aos passeios, sem problemas, vamos.   

- Não Marina, to morta também. Vamos tirar um cochilo e ficamos por aqui mesmo, já são 15 horas.

- Acorda preguiçosa. Já são 18 horas. Falei abraçando Marina por trás e dando beijinhos em seus ombros e rosto.

- Hum...muito bom acordar assim com tanto carinho- ela me disse se virando e me abraçando, em seguida nos beijamos muito e ficamos naquele chamego gostoso até que foi evoluindo para algo mais quente, minhas mãos já estavam nos seios dela, apertando e massageando, quando ela me segurou.

 - Oiii, parou porque? Porque parou?

- Porque se continuarmos vamos nos atrasar para o jantar e eu quero você muito linda e cheirosa. Teremos o restante da noite para fazermos amor.

- Ui, adorei. Ok, ok, você venceu. Vou pro banho primeiro – eu disse lhe dando um selinho.

-Pronto flor, enquanto você banha eu me arrumo.

Meu vestido era preto com um decote generoso, valorizando meus seios médios, cintura afinada e a saia era um pouco rodada, era um pouco acima dos joelhos, mostrando minhas pernas grossas e bonitas de fora. Fiz uma maquiagem com um olho marcado e batom vermelho. Nos pés uma sandália de salto fino, preta.

Quando estava colocando as sandálias a Marina sai do banheiro, já vestida, com um vestido com flores médias, de alças finas e já maquiada. Linda. Sorrimos uma para a outra.

- Nossa, Sandra você ta linda. Acho que vamos pedir o jantar aqui no quarto mesmo e pulamos a sobremesa. Kkk.

- kkkkk. Negativo. Agora vamos desfilar pelo restaurante. Taradinha.

Ela pegou minha mão e deu um beijo na palma e saímos.

O jantar estava maravilhoso. Pessoas bonitas e o atendimento nota 10. Tomamos umas taças de vinho, conversamos e rimos bastante, naquele clima de olho no olho. E a danadinha sempre dava um jeito de roubar um beijo rápido ou passar a mão nas minhas coxas. Safada. Me deixou muito excitada.

- Finalmente a sós, novamente. E agora, senhorita, o que faremos?

- Tem nada em mente?  -Eu disse isso passando as minhas mãos pelos seus ombros e lhe dando um selinho demorado, que virou um beijo de tirar o fôlego. Oh mulher de beijo gostoso. Vou confessar, o melhor beijo de todos os tempos. Ai, ai. Loucura.

- Só um momento, meu amor. – Marina disse e foi pegar o celular onde colocou uma playlist para embalar nosso momento.

- Dança comigo, Sandra?

- Com toda certeza, Marina.

Quem de Nós Dois

Ana Carolina

Eu e você
Não é assim tão complicado
Não é difícil perceber

Quem de nós dois
Vai dizer que é impossível
O amor acontecer

Se eu disser
Que já nem sinto nada
Que a estrada sem você
É mais segura
Eu sei você vai rir da minha cara
Eu já conheço o teu sorriso
Leio o teu olhar
Teu sorriso é só disfarce
O que eu já nem preciso

Sinto dizer que amo mesmo
Tá ruim pra disfarçar
Entre nós dois
Não cabe mais nenhum segredo
Além do que já combinamos

No vão das coisas que a gente disse
Não cabe mais sermos somente amigos
E quando eu falo que eu já nem quero
A frase fica pelo avesso
Meio na contra mão
E quando finjo que esqueço
Eu não esqueci nada

E cada vez que eu fujo, eu me aproximo mais
E te perder de vista assim é ruim demais
E é por isso que atravesso o teu futuro
E faço das lembranças um lugar seguro
Não é que eu queira reviver nenhum passado
Nem revirar um sentimento revirado
Mas toda vez que eu procuro uma saída
Acabo entrando sem querer na tua vida

Eu procurei qualquer desculpa pra não te encarar
Pra não dizer de novo e sempre a mesma coisa
Falar só por falar
Que eu já não tô nem aí pra essa conversa
Que a história de nós dois não me interessa
Se eu tento esconder meias verdades
Você conhece o meu sorriso
Lê o meu olhar
Meu sorriso é só disfarce
O que eu já nem preciso

E cada vez que eu fujo, eu me aproximo mais
E te perder de vista assim é ruim demais
E é por isso que atravesso o teu futuro
E faço das lembranças um lugar seguro
Não é que eu queira reviver nenhum passado
Nem revirar um sentimento revirado
Mas toda vez que eu procuro uma saída
Acabo entrando sem querer na tua vida

 

E ela cantava no meu ouvido, com aquela voz rouquinha e gostosa. Nem sei como ela tirou minha roupa e a dela e já estávamos rolando na cama. Dessa vez eu mandei todas as minhas convicções idiotas e a entrega foi total. Marina me beijou com muita paixão, descendo os beijos e chupões pelo meu pescoço e seios, dando pequenas mordidas que me derretiam completamente. E o quarto se encheu de gemidos e frases sem sentidos.  Ela passou a beijar e morder minha panturilha e coxa - Você é muito linda e gostosa, Sandra – ela me disse e veio beijar minha boca.

Peguei no rosto dela e quase sem voz eu disse: Faz amor comigo? Quero tudo com você.

Ela me olhou nos olhos e deu um sorriso maravilhoso. Depois disso foi loucura total. Ela dedilhou o meu corpo com maestria, me deixando no paraíso. Dava pequenas mordidas no meu sexo, e enfiou a língua endurecida na minha ppk e olhava nos meus olhos, aquilo era bom demais. Tive um orgasmo louco, duplo, triplo, sei lá. Não sei por quanto tempo fizemos amor, de várias maneiras. Foi lindo.

Abri um olho com muita preguiça, passei a mão na cama e não sentir a presença da Marina, de repente ela sai do banheiro enrolada numa toalha, muito linda.

- Bom dia meu amor.

- Bom dia minha flor- respondi.

O café está servido na varanda. Vai tomar banho que te espero- ela foi falando e me dando um selinho.

A mesa do café estava linda e a nossa fome, gritante.

- Sandra,  quero te fazer uma pergunta.

- Faça, minha linda.

- Quer namorar comigo?

- Oiiii? – Fiquei bem nervosa – E o teu namorildo?

- O que tem ele? Não tenho mais nada com ele. Apesar dele ficar me enchendo o saco, eu já deixei bem claro, que acabou, conversamos antes dele viajar. Agora é entre nós. Eu estou completamente apaixonada por você e não me vejo ficando sem você. Sem te pressionar, mas preciso saber o que você pensa sobre nós.

Enchi o peito de ar e fiquei olhando pra ela. O silêncio se fez durante uns segundos e ela me olhando com apreensão, seus olhos foram enchendo de lágrimas.

 

Notas finais:

Olá. boa noite. Sorry, queridas. Ando super ocupada e os capitulos prontos terminaram. Mas continuem me acompanhando. Não vou desitir, só vai demorar um pouco mais as postagens.

Façam suas apostas. Será que a Marina irá ganhar um sim?

20- Felicidade existe por patty-321
Notas do autor:

Capítulo fresquinho. Vamos conhecer a resposta da Sandra. Divirtam-se.

Enchi o peito de ar e fiquei olhando pra ela. O silêncio se fez durante uns segundos e ela me olhando com apreensão, seus olhos foram enchendo de lágrimas.

- Sim.

- Você disse SIM?

- Eu disse SIM, minha flor.

Ela se jogou nos meus braços, me beijando e gritando: você disse sim, sim, sim.

Eu gargalhava e falava, oh louca!!

- Sandra, amor, minha namorada. To muito feliz. Quero mais beijos. De repente ela me soltou e foi correndo em busca da mochila e veio com as mãos para trás.

- O que você ta aprontando?

- Calma, meu amor. Fecha os olhos e vira de costa.

A olhei sorrindo e virei. Ela afastou meu curto cabelo da minha nuca e a sentir colocar algo no meu pescoço. Ela me beijou na nuca.

- Agora olha no espelho e veja se gostou.

Corri para o espelho do banheiro e vi uma gargantilha dourada com um pingente com formato do infinito. Achei lindo. Ela atrás de mim me olhando com expectativa.

- Então? Gostou? Fala algo?

- A-do-rei. Linda. Como sabia que eu iria dizer sim?

- Eu não sabia, mas tinha esperança.

- Oh coisa linda.

Nos beijamos e fomos aos tropeços buscando a cama e fizemos amor muito gostoso a manhã inteira.

Descansamos um pouco e fomos almoçar e fazer o checkout. Infelizmente acabou o domingo e o nosso fim de semana incrível.

Eu estava nas nuvens, me sentindo amada e muito apaixonada por aquela morena linda e carinhosa. Ela foi dirigindo e ao lado, eu ia dando beijos e atiçando sua libido, com carícias em suas coxas, mordendo seu ombro, beijando seu pescoço, aquele corpo tentação ao meu dispor.

- Para amor. Assim vamos sair da estrada e bater.

- Tá, já parei. E como vamos fazer com a Manu? Você vai contar que estamos namorando? Ela é muito criança e pode não compreender.

- Fique tranqüila. Ela é muito esperta para idade dela. Vou conversar com ela sobre nós sim. Não escondo nada da minha filha, afinal somos só nós duas.

- Ok, você que sabe, meu bem. Eu vou te pedir um pouco de paciência, porque não posso de repente chegar para os meus filhos e dizer que estou namorando você, entende?

- Claro, fique tranqüila. Não precisamos gritar para o mundo todo não. Importa é nós duas e o resto que se exploda.

- Oh amor também não pode ter toda essa raiva dentro de você, não faz bem ao coração.

- Ai  amei esse amor. Quero que você me chame assim sempre.

- Linda. Vou te confessar, nunca chamei nenhum dos meus namorados de amor, nem meu ex-marido. Achava tão falso.  Mas pra você saiu naturalmente – falei e beijei o rosto dela.

Nos despedimos, na porta de casa, já com saudades antecipadas, na manhã seguinte teríamos trabalho e faculdade à noite. De volta à realidade.  O apartamento estava em total silêncio, sinal que os meus meninos ainda não haviam voltado pra casa.

- Mãeeeeeee, chegamossssss.

- Meus amores, mãe tava com saudades demais. Beijos, beijos. Como foi o fim de semana dos meus príncipes?

- Foi bom mãe- o mais velho falou- o pai nos levou na pizzaria ontem à noite e hoje, fomos ao clube e à tarde ficamos jogando vídeo game. E o da senhora?

- Foi tudo ótimo. Muito divertido e relaxante.

Ficaram um pouco comigo matando as saudades e logo foram pro seus quartos, dormi. Estavam cansados.

Estava me arrumando pra dormi, quando o celular toca:

- Oi amor, tudo bem? E os meninos?

- Oi amor, tudo bem. Os meninos estão bem e já foram dormi. E você? Tá bem? E a Manu?

- Estamos bem e ela ficou muito alegre quando soube que estávamos namorando. Ela me disse que ama você também. Kkkkkkk.

- Jura? Ah menina maravilhosa. Conquistei as duas, foi? Ihuuuu, eu sou demais – disse isso, fazendo uma ridícula dancinha, Kkkkk.

- Palhaça você. Amor, eu não vou conseguir dormi sem você aqui. Vem pra cá, vem. Por favor.

- Oh maldade, não faz essa voz sexy e manhosa, não resisto.

- E não é pra resistir mesmo. Vem logo.

- Eu gostaria muito de ir, mas amanhã preciso acordar cedo, os meninos tem aula e tudo é muito corrido pela manhã. Porque vocês não vêm dormi aqui? As duas. Os meninos já estão dormindo, amanhã cedo ela tem aula também né? Tomamos café e saímos. Eles precisam acostumar a ver vocês aqui.

- Sério? Podemos ir? Ai to tão feliz.  Beijos, daqui a pouco estamos aí.

Dormimos as três na cama. A Manu toda contente no meio de nós duas.

Assim, a semana passou rápida. Dormíamos juntas praticamente, todos os dias da semana. Quando elas não vinham para o meu apartamento, eu ia para o delas, eu saía depois que os meninos dormiam e voltava antes deles acordarem, vivia morrendo de sono, pois fazíamos maratona sexual até alta madrugada. Mas quem ligava? Estávamos felizes e vivendo um amor intenso. Por favor, ninguém me belisca, pois deste sonho não quero acordar.

Notas finais:

É isso aí. Teremos mais emoções para esse casal apaixonado. Bjs.

21- Flores de plástico não morrem por patty-321
Notas do autor:

Genteeeeee, olha eu por aqui. É o começo das tretas. Espero que gostem e comentem. Bom fim de semana. Bjs.

Preocupante, viu? Eu, realmente, estava AMANDO. Socorro. Então a tal da paixão existe mesmo, não é coisa de poeta ou de pessoas fracas. É, maninha, fudeu. Kkkkkk. A Sandra fodona, que nunca havia amado, se entregado mesmo, estava, perdidamente apaixonada e por uma morena. Dormia pensando nela, acordava pensando nela, ouvia músicas pensando nela, queria a todo o momento está com ela. Quando não estava, sofria com saudades. Quando estava, queria que o tempo parasse.

Amor é um Fogo que Arde sem se Ver

Amor é um fogo que arde sem se ver; 
É ferida que dói, e não se sente; 
É um contentamento descontente; 
É dor que desatina sem doer. 

É um não querer mais que bem querer; 
É um andar solitário entre a gente; 
É nunca contentar-se e contente; 
É um cuidar que ganha em se perder; 

É querer estar preso por vontade; 
É servir a quem vence, o vencedor; 
É ter com quem nos mata, lealdade. 

Mas como causar pode seu favor 
Nos corações humanos amizade, 
Se tão contrário a si é o mesmo Amor? 

Luís Vaz de Camões, in "Sonetos" 

Esta poesia me veio na memória, imediatamente. Sabe qual é o pior? Não poder contar pro mundo que amo a Marina. Poder até posso, mas não devo, há conseqüências.

Mas havia uma pessoa a quem eu poderia contar. A Helen. E eu precisava desabafar.

- Alô.

- Oi amiga, tudo bem?

- Tudo bem sua cruela, você sumiu, não te vejo mais nem aqui na faculdade, vive correndo. Não aceita mais meus convites para sairmos. Ficou rica ou ta namorando e não me contou?

- Bem- comecei a gaguejar de nervoso- É, bem, vamos dizer que você acertou.

- Acertei? Qual das duas partes?

- To namorando – eu disse bem baixinho.

- Ham, que? Não consegui entender.

- Eu to namorando, amiga. Preciso te contar.

- Sério? Putz. Já desconfiava. E aí, eu conheço o man? É gato? Abre o jogo sua safadinha.

- Mana, vamos nos encontrar pessoalmente e te conto tudo.

- Hum...Tá. Tenho aula à noite até às 20 e 30. E Você?

- Que coincidência, eu também. Então nos encontramos na sala dos professores e saímos juntas. Até a noite. Bjs,

_ ok, beijos.

- Alô,  Marina, tudo bem minha linda.

- Oi amor, poxa Marina não. Diga oi amor, magoei.

- Oi amor. Melhorou?

- E muito, kkkk. Tudo bem minha vida?

- Tudo bem sim. Hoje você tem aula?

- Tenho até as 22, porque?

- Então, amor, vou sair as 20 e 30 e marquei de encontrar a minha amiga Helen. Quando você sair, vai lá pra casa?

- Ah ta legal. Amor, to toda enrolada com esse TCC. Vou pra casa, pois ainda vou trabalhar nele. Acho que hoje não vai dar pra dormirmos juntas.

- Tá bom meu bem, vou ficar com muitas saudades.

- Eu também, mas é bom uma saudade, dar mais vontade de se ver e fazer amor. Bjs minha flor. Tiver em casa, antes de dormi, me liga pra me dar boa noite.

- Ok, bjs.

 Eu e a Helen, fomos num barzinho tranqüilo, para conversarmos. Pedimos uns sucos e uns petiscos e começamos a conversar.

- E aí, amiga. Me conta essa estória de namoro. Quando vou conhecer o marmanjo? Tá rolando desde quando?

- Então, amiga, ta rolando tem um mês e meio mais ou menos. Olha vou te confessar, to super apaixonada, como nunca estive na minha vida e to muito feliz e fico às vezes meio assustada com intensidade e a rapidez com que aconteceu.

- Caraca!! Nunca pensei que ia te ouvir falando isso. Quem te viu e quem te ver. Deve ser o ”cara”. Preciso conhecer e dar os parabéns pro cabra, porque, vou te contar, nos conhecemos a uns bons anos e sempre você me falou que tava pra nascer o cidadão que iria fazer você ficar apaixonada.

- Ai ai Helen, nem me fale, viu, mordi a língua. Essa pessoa chegou de mansinho, me conquistou mesmo. Estou nas nuvens, sonhando sem querer acordar. Mas, preciso te contar que não é um...

- Amiga! Aquela moça que está entrando aqui, não é aquela nossa aluna, olha lá...

Me virei rapidamente e o que vejo?

Marina entrando no bar com um homem de boa aparência e que tinha a idade de ser pai dela. Ele vinha com o braço na cintura dela e lhe falando algo no ouvido.

Meu coração só não saiu pela boca porque ele não tem pernas.

Notas finais:

E então? Será que a Marina tá aprontando? ou ela não é quem a Sandra pensa? Tretas.

22 - Explicações por patty-321
Notas do autor:

Olá, bora ver no que vai dar esse encontro inusitado.

Meu coração só não saiu pela boca porque ele não tem pernas.

Eles sentaram numa mesa um pouco distante da nossa, mas dava pra vê-los perfeitamente. Nenhum momento ela olhou em nossa direção. Quando sair do meu estado de choque, sinto a Helen me beliscar.

- Ai louca, não me belisca.

- Oh mulher to umas duas horas tentando fazer você me ouvir e você não tira os olhos da aluna, como é mesmo o nome dela? Você lembra?

- Marina. Ela se chama Marina – A todo o momento meus olhos iam até aquela mesa, e mil pensamentos me afligiam. Porque ela mentiu pra mim? Aquele era o João Carlos? E porque ela estava conversando com ele?

- Sandra, que foi amiga? Você ta pálida. Continua me contando sobre o teu bofe magia.

Sem conseguir me deter, uma lágrima caiu. Helen segurou minhas mãos por cima da mesa e muito preocupada, falou:

- Que foi, amiga? Porque você ta chorando. Me fala, to ficando desesperada.

- Helen, amiga. Na verdade o bofe magia...- Dei uma pausa e um suspiro- é aquela moça que você está vendo naquela mesa.

- Hã? O que? Acho que não entendi ou to ficando doida ou os dois. Como assim?

- Amiga, to completamente apaixonada e namorando a Marina, é isso. Tá rolando faz quase dois meses. E ela ta ali, sentada, naquela mesa com esse cara que acho que é o ex-namorado ou é o namorado, não sei o que pensar, nem o que fazer. As vezes nem eu acredito amiga, por isso te chamei pra conversarmos, eu não agüentava mais não ter pra quem contar.

- Nossa! Me belisque. Ai sua louca, não era pra beliscar.

- Oras  bolas, você que pediu, oxe.

- Sandra, você ta tirando onda com a minha cara, né? É uma pegadinha e tem alguém, filmando escondido. É isso?

- Não sua doida, pô to aqui sofrendo, me abrindo pra você.  Poxa, para de agir como retardada. Olha lá, ele ta querendo pegar na mão dela e ela puxou. Filho da puta. Eu vou lá – Ia me levantando quando a Helen me puxa com força me fazendo sentar novamente.

- Mana, a coisa é séria mesmo? Caralhoooooooo. Você, a hétero alfa, agora passou pro outro lado e ta namorando uma aluna da faculdade? Pára o trem que quero descer. Te aquieta nessa cadeira, vamos observar, não to preparada pra comer torta de limão lésbica, nem apanhar de marmanjo. Calma.

- Calma o que? Me solta amiga, por mais que eu esteja agoniada achando que ela pode ta me sacaneando, não vou deixar esse fdp tocar um dedo nela aqui na minha frente. Olha lá parece que ela ta muito puta com ele.

Levantei com toda força e fui pisando firme em direção à mesa onde eles estavam. Sentir que a Helen estava logo atrás de mim.

- Atrapalho?

Notei que a Marina levantou a cabeça imediatamente, quando me viu, ela arregalou os olhos e ficou muito pálida.

- Sandra? O que faz aqui?

Ela olhou rapidamente pra ele, que estava com o semblante fechado e gaguejando, falou:

- Quer dizer, professora Sandra e professora Helen, boa noite – Limpou a garganta e continuou- este é o João Carlos...

- O marido dela- ele rapidamente completou. Dessa vez quem empalideceu fui eu. Ele levantou e estendeu a mão em minha direção. Dessa vez fui eu a empalidecer. Sentir a Helen colocar a mão no meu ombro e apertar, como pedindo pra eu manter a calma. Eu encarei a Marina e esperei ela se manifestar, foi tudo muito rápido.

- Negativo professoras – virando pra ele, ela falou: Ex-namorado, pois nós nunca casamos, João Carlos e neste momento, estou indo embora. Não me procure mais. Vamos professoras, eu já estava mesmo de saída.

Ele ficou lá estatelado. Helen e eu saímos atrás dela. Quando estávamos quase na porta do bar, o garçom me alcança e fala: senhora, senhora, a conta ainda não foi paga. Oh my God, além de quase corna, caloteira, eu mereço. Fui até ao caixa e paguei a conta.

Sair do bar e encontrei as duas na calçada. Marina veio até mim e falou:

- Amor, eu posso explicar, me deixa explicar, por favor.

- To indo deixar a Helen em casa, me espera na sua casa e conversamos – sair puxando a Helen pelo braço até o carro que estava no estacionamento.

- Amiga, te acalma. Pelo que percebi a menina não fez nada demais e ela ta apavorada com a tua cara de braba. Ouça primeiro pra julgar depois, ok?

- Tá Sandra, porra. Só não entendo porque mentir. Ela me disse que teria aula até as 22 e daí ela entra com o ex aqui no barzinho ás 21, putz, o que posso pensar? To cheia de chifres.

- Affz, mulher, calma. Não se precipite. Depois você me liga e me conta tudo ta? Vou ficar agoniada. Olha amiga, você entrou no mundo lésbico muito bem acompanhada, a Marina é uma gata e também muito inteligente.

- Ok baby. Te ligo mais tarde, nem deu pra te contar com detalhes minha odisséia lésbica, kkkkkk.

Me dirigir ao apartamento da Marina com o coração na mão, respirando fundo pra me acalmar e deixá-la falar sem prejulgar.

Como eu tinha a chave fui entrando. Quando ela ouviu o barulho da chave, ela deu um pulo do sofá.

- Sandra eu não mentir pra você. Por favor me escuta. Eu nem sabia que o JC havia voltado de viagem, eu tinha até esperança que ele não voltasse mais pra nossa cidade. Então depois que falei com você, ele me ligou e quase implorou pra eu encontrá-lo. Eu fui porque achei que era o momento de deixar as coisas bem claras pra ele quanto ao nosso rompimento e que não quero mais que ele me procure.

Fiquei olhando pra ela e notei que ela estava muito nervosa e me pareceu muito sincera, mesmo achando isso, meu semblante estava fechado e eu a olhava muita intensidade. Ela pegou nos meus braços e quase chorando me disse:

- Amor, por favor, acredita em mim. Não tenho mais nada com ele, não quero ter mais nada com ele. Não sei se você viu,  mas ele estava ficando bem alterado antes de vocês chegaram até a nossa mesa, porque eu estava justamente, pedindo pra ele não me procurar mais, que não teria volta a minha decisão.

Puxei meus braços das mãos dela e virei de costa, dizendo: você mentiu pra mim sim. Você disse que teria aula até as 22h, lembra?

Ela me abraçou por trás, falando: Eu não menti, a professora Jane não foi hoje e a sala foi liberada. Amanhã você confirma na coordenação. Não fica assim, por favor.

Ela me virou de frente e me disse olhando nos meus olhos.

- Sandra Figueira, eu te amo.

Ficamos nos olhando não sei por quanto tempo. Eu não agüentei e a beijei loucamente. Fomos nos beijando e caindo pelo sofá. É gente, foi nossa primeira DR, que tensão. A reconciliação foi maravilhosa, eu não sabia mais nem meu nome. Não parávamos de nos beijar e dizer juras de amor, ela repetia e repetia: te amo, te amo, te amo. E eu respondia: idem, idem, idem.

Notas finais:

Vamos ver se a Marina tem uma boa explicação para dar.

23 – Saindo da caixinha por patty-321
Notas do autor:

Oiiiii, capítulo do domingo. Espero que gostem. Bjs

No sábado à tarde, estávamos no quarto de Marina. Ela sentada na cabeceira da cama, lendo um livro, eu deitada com a cabeça nas pernas dela, lendo no celular e a Manu, na escrivaninha fazendo lição de casa. De vez em quando eu levantava e ajudava a pequena a resolver alguma questão. Marina não tinha muita paciência, então era eu a auxiliar a fofinha em seus estudos.

- Tia me ajuda aqui de novo, não to entendendo essa questão 6, ta muito complicada.

Levantei novamente pra auxiliá-la. Nesse momento o celular da Marina, que estava carregando na escrivaninha, toca e ela me pede para atender.

- Amor é um número privado, atendo?

- Privado? Não atenda, afffz. Eu nunca atendo números privados. Pode derrubar a ligação, fazendo o favor.

Coloquei o celular novamente na escrivaninha e continuei a ajudar a Manu. O aparelho toca novamente um tempo depois e o pego novamente.

- Ma, é sua prima Izabel. Toma.

- Oi prima, tudo bem? Hum. Oi . É você! Sim a Manu tá bem. Pode, claro, ela também sente sua falta. Pode ligar pra ela sim. Tá, eu aviso no colégio, leve ela depois pra casa da minha tia. Tchau.

Fiquei ouvindo esse diálogo e já imaginei quem seria ao telefone: João Carlos, affffz. Paciência.

- Manu, filha linda, era o João Carlos, ele disse que está com saudades e perguntou se pode pegar você no colégio amanhã e levar pra casa da sua tia – ela falou isso olhando pra mim como quem pede desculpas.

- Ah mãe legal, também to com saudades do tio João.

- Tudo bem, amor?

- Tudo bem, Marina, ele fez parte da vida das duas e a Manu tem direito de passar um tempo com ele.

Ela chegou perto de mim e me deu um seilinho.

- Marina não. Me chame de amor. To perguntando por que não quero um clima estranho entre nós por causa dele. Ele é como um pai pra Manu entenda e ela sente falta dele e vice versa. Ok?

- Tudo bem amor, desde que ele não queira forçar uma barra com você. E não entendi porque ele ligou do telefone da tua prima.

- Eles são amigos. Segundo ele disse, ficou com receio de que eu não atendesse a ligação dele. Ele sempre visita a casa da minha tia quando está na cidade. Entenda que foram 5 anos de relacionamento entre nós.

- Tudo bem meu bem. Temos que conviver com o nosso passado, né? Também tenho o pai dos meus filhos que faz parte do meu passado. O bom é que ele é um cara bem equilibrado e já tem sua vida com outra pessoa e não interfere na minha. Espero que o teu ex entenda que você está em outra página da tua vida e respeite isso.

- É o que eu mais quero e fique tranqüila porque não tenho a mínima vontade de estreitar laços com ele, mas neste momento não posso proibir dele ver a Manu, até porque ela sente falta dele.

Assunto encerrado. Continuamos nossas atividades do sábado à tarde. À noite pedimos uma pizza, colocamos um filme, Manu estava caindo de sono, se despediu da mãe e eu a levei pro quarto dela. Ela estava muito grudada comigo. E eu amava isso.

- Enfim a sós meu amor-Marina já havia desligado a TV e colocado um som ambiente bem gostoso para nós, o quarto estava à meia luz. Pegou uma garrafa de vinho do frigobar e duas taças. Ui. Essa mulher é incrível.

Brindamos, tomamos um gole do vinho, ela enlaçou minha cintura e ficamos dançando, nos beijando e bebericando o vinho. Hum, que maravilha.

Ela jogou um pouco de vinho no meu colo e limpou com a língua. Muito sexy. Me arrepiei inteira.

- Ai amor que delícia- Ela tirou minha blusa, eu vestia um sutiã meia taça azul. Ela se afastou um pouco de mim e começou um striptease. Colocou a mão na barra da blusa e foi retirando bem devagar ao ritmo da música, eu fiquei babando. Ela usava um sutiã na cor branca que destacava sua cor morena bronzeada. Ela ama se bronzear. Já eu sou um vampiro, não suporto está ao sol, esta é apenas uma de nossas diferenças.

Ela continuou dançando e me olhava intensamente, eu já estava muito excitada. Ela chegou perto de mim, lambeu meu queijo e foi descendo pelo meu corpo, colocou a taça no chão e ajoelhada foi abrindo meu short e beijando minhas coxas e meu sexo por cima da calcinha. Eu gemia e minhas pernas já estavam bambas. Ela retirou meu short e minha calcinha, começou a fazer um oral delicioso, eu me agarrava ao seus cabelos, gemendo e adorando.

- Ai amor, hum- eu só conseguia gemer. Quando eu estava quase gozando ela parou, levantou e retirou meu sutiã- Pára não amor.

- Calma gatinha, vem deita aqui na cama. Hoje vou te comer de todos os jeitos possíveis.

Deitei e ela veio por cima, beijou minha boca num beijo intenso e profundo. Passou a lamber e chupar meu seio direito, depois o esquerdo, ficou um pouco neles e depois passou a dar mordidas e lambidas na minha barriga, coxas, panturrilhas. Subiu de novo e ficou lambendo minha virilha. Eu me contorcia, gemia e suspirava a cada carícia ousada que meu amor me proporcionava. Sem aviso, ela enfiou um dedo no meu sexo e com a língua chupava meu clitóris, não demorou muito e eu gozei intensamente. Fiquei sem fôlego e ela me olhando com aquela cara de menina sapeca. Escalou meu corpo, me deu um selinho e ficou me dando pequenos beijos no rosto e colo.

- Foi bom meu amor? Como você fica linda com essa carinha de prazer. Quer mais?

- Espera só um pouco, que estou recuperando o fôlego. Foi perfeito, amei. Agora é minha vez – eu disse isso e me virei na cama, ficando por cima, ela deu um gritinho de surpresa. Beijei sua boca, olhos, queixo, me deliciei nos seus seios, barriga, mordi sua panturrilha e coxa (amo dá e receber mordidas, lógico que não para machucar) e comecei a chupar seu sexo, ela foi ao delírio e disse com dificuldades:

- Não to acreditando que essa boca gos...to... hum...sa está me chupando. Ai amor, vou goooozaaaar.

Foi lindo. Eu nunca havia feito, mais uma barreira quebrada. Realmente eu estava saindo da caixinha, me soltando e amando muito aquela mulher. E foi só o começo, não contei quantos orgasmos tivemos nesta noite e madrugada.

Notas finais:

Sandra, cada vez mais solta e leve neste romance.

24 – Ciúmes por patty-321
Notas do autor:

Oiiii. Capítulo recheado de ciúmes. Oh, monstro dos olhos amarelos.

- Oi amor.  Bom dia, de novo – havíamos dormindo juntas.

- Você já viu o teu face hoje?

- Há? Nossa! Não vi. O que houve? Porque essa agressividade toda?

- Olha lá e depois nos falamos.

Oxe gente, que foi isso? A mulher me liga toda estressada e praticamente desliga a ligação na minha cara? Vixe. Fui olhar o que tinha meu facebook de tão trágico pra ela ficar assim, toda ouriçada. Afffz. Hum, o de sempre, sou uma pessoa bastante querida e então é normal ter comentários carinhosos, convites, etc.  Peguei o celular e liguei pra ela.

- Oi amor. To com o face ligado e não to vendo nada que possa ter te deixado assim, estressada. Me explica isso.

- Ah não? Olha o que esse tal de Paulo colocou aí na tua timeline.

- Hum. Ah sim, to lendo. “Oi gata, tudo bem? To com saudades de você, vamos nos ver?” É isso?

- Você ainda acha pouco? Quem é esse cara? Todo íntimo? É um dos teus ex-ficantes? Sei muito bem que você tinha vários.

- Ahá, você bem disse, eu tinha. Passado. Era solteira e tava na pista, agora to com você e esses ciúmes são sem sentidos. E outra coisa, o Paulo é mais gay que nós duas. Marina, você sabe que eu sou uma pessoa popular, extrovertida e meu bem, eu tenho muitos fãs, um monte de alunos e alunas e tal. Mas sou uma pessoa sincera e não sou mais criança. Estou com você e te amo. O que ficou no passado, ficou no passado.

- Ai amor, perdão. Eu fico muita insegura, parece que todo mundo lhe quer. Afffz. O cara é gay? Putz. Que patética eu fui. Será que posso pedir pra você mudar seu status de relacionamento? Eu já mudei o meu e o seu continua como solteira.

- Vixe, amor eu nem tinha me ligado nisso. Mas a parti do momento que eu mudar, você vai ver, vão me encher a paciência pra saber quem é a pessoa, o “cara”. Kkkkkk. Mas já to mudando. À noite conversamos mais. Bjs

- Tá bom, te amo. Bjs.

Não gostei nadinha dessa crise de ciúmes de Marina. Pô eu confio tanto nela. Ela tem aquele cabra do JC na cola dela e eu tento entender, ficar de boa e ela vem encher meu saco com postagem de facebook? Vai endoidar, porque todo dia tem um doido que posta algo pra mim, carinhoso, meloso. Ela precisa confiar em mim, apesar dela saber do meu passado recente. Agora é diferente, to amando pela primeira vez e as safadezas ficaram pra trás.

À noite conversamos e eu coloquei os pingos do i . Ela prometeu não fazer mais e ficamos bem de novo.

Passado uns dias, ela veio com uma conversa que eu não gostei nadinha.

- Amor, vou precisar ir num jantar com o João Carlos.

- O que? Que estória é essa, Marina?

- Fica calma, amor. É um jantar de negócios.  O JC ta de boa comigo, nunca mais veio de graça não. Ele continua vendo a Manoela, como você sabe e me pediu pra ir com ele nesse jantar na casa do Governador. Eu te falei que ele tem uma empresa de segurança e presta serviço pro governo do estado. Vou como amiga dele, somente. Eu sempre ia nesses eventos e o governador me conhece e ele pediu pra que eu fizesse esse favor pra ele.

Não to gostando nada disso. Puta que pariu. Eu confio nela mas nunca confiarei nele. Mas meu lema é que o respeito ao espaço do outro, neste meu caso, outra, tem que haver.

- Se eu disser que vou ficar bem com isso eu to mentindo. Mas você tem o direito de tomar suas decisões e vou respeitar. Quando é isso?

- Sexta feira, agora. Fica de boa meu amor, eu te amo e não farei nada para te desrespeitar e muito menos vou deixar ele vir achando que com isso vou ter algo de novo com ele. Aproveite e saia com suas amigas. Às vezes sinto que to te monopolizando.

A sexta chegou e o coração ficou bem apertadinho. Sair da faculdade e fui tomar um chope com minha amiga Helen.

- Então, amiga, pegou um vale nigth hoje? Kkkkk. A gata te tirou da algema?

- Faz graça, palhaça. To é agoniada com essa estória. A gata fica possessa por causa de um post no meu face e depois acha normal ir num jantar com o ex? Fala sério? Acho que essa balança ta meio desequilibrada, né?

- Sandra, esfria a cabeça, amiga. Toma esse chope. Vocês não são irmãs siamesas, então precisam ter coisas pra fazer separadas, oras bolas, é saudável pra qualquer casal.

- Eu sei, Helen, mas poxa, o ciúme é foda. Fico aqui imaginando mil besteiras, sabe. Ela foi apaixonada por esse cara, um relacionamento de anos. E a gente ta namorando só há alguns meses. Se bem que é tudo tão intenso pra nós que parece que faz anos que estou com ela.

- Então amiga, confia. Fica de boa. Bora nos divertir um pouco. Você tem falado com o Sérgio?

- Hum, nem te conto. Troquei o status de relacionamento no face e ele veio falar comigo inbox e ficou me fazendo mil perguntas. Quero nem que a Marina imagine isso. Ela tem um ciúme danado dele, porque ela sabe que ele foi o último antes dela. E ela fica me dizendo que ele ainda é apaixonado por mim e etc.

- kkkkkk. Vocês duas hem? Ah o amor é lindo. Kkkkk

Fui pra casa e nenhuma mensagem da Marina. PQP. Eu já tava subindo pelas paredes, agoniada, sem saber notícias e fiz a besteira de olhar o face dela. E o que vejo? Uma foto dela, belíssima. No fundo eu vejo a cara de pastel do JC, babando nela. Ai que ódio. E a idiota aqui, esperando a namorada dar sinal de vida e ela lá sendo vista pelos babacas. Desliguei o celular, enchi a cara de whisky e apaguei. Mas antes digitei uma mensagem bem mal criada e uns áudios também. Fudeu. Eu sei que, sóbria, eu iria me arrepender.

Notas finais:

Genteeeeeee, estão gostando? Tão poucos comentários, sniff. Boa noite, bom fds.

25 -Dor de cabeça por patty-321
Notas do autor:

Mais um capítulo. Olha esse lance de escrever vicia tão ou mais do que ler. To adorando. Boa semana.

Capítulo tenso.

Acordei com uma puta dor de cabeça. A consciência foi voltando aos poucos. Sorte que hoje é sábado. Corri pro banheiro tentar tirar o gosto de guarda chuva da boca. Tomei um banho demorado. Quando saio do banheiro, enrolada na toalha, meus filhos batem na porta e entram.

- Mãe, bom dia. O pai ta na portaria. Veio nos pegar, neste fim de semana, ficaremos com ele.

Dei um beijo em cada um, perguntei se tomaram café e responderam que iriam tomar com o pai. Fiz as recomendações de praxe, orientei-os a fazerem as lições da aula e eles foram.

Peguei o celular, estava descarregado. Pluguei na tomada e fui em busca de tomar um café na cozinha.

- Bom dia Neuza. Tudo bem? – Hoje é o dia de a diarista vir dar uma geral na minha casa. Ela vem três vezes na semana.

- Bom dia dona Sandra. Tudo bem sim. Acabei de chegar, a senhora acordou cedo neste sábado e seus meninos também. Quer um café?

- Quero sim. Dia que o pai vem pegar eles ficam eufóricos. Que horas são?

- São 8 horas, ainda. Vou começar meu trabalho pela sala, se a senhora precisar de algo mais, me chame.

Tomei meu café tranquilamente e as recordações da noite anterior foram voltando. Puta que pariu, preciso do meu celular, será que a Marina entrou em contato? Ela viu e ouviu minhas mensagens? Porra, bêbada e com ciúmes deu ruim. Preciso falar com ela. Liguei o celular e pasmem, não havia nenhuma ligação nem mensagem dela. Como assim? Cadê essa mulher? Me desesperei novamente,coração foi a  mil por hora. Gente, entendam sou marinheira de primeira viagem. Primeiro amor e por uma mulher, olha relevem minha infantilidade, eu sinceramente nem sabia o que fazer: Ligo pra ela, envio mensagem ou fico quieta e espero ela dar sinal de vida. O que fazeeeeerrrrrr? Acendam a luz, por favor.

Bom eu tinha que falar com alguém, pedir uma opinião. Helen, lógico, ela sabe de toda a estória.

- Hum... Alô? Porra amiga porque ligar de madrugada em pleno sábado? Vá transar, vá.

- Helen, filha da mãe exagerada, já é quase 9 horas. Amiga, por favor, preciso de você, me dá uma luz.

- Tá, ta, já acordei. O que foi rainha do drama lésbico, kkkkk. Amiga você ta um porre apaixonada.

- Vai tirando sarro, amiga da onça, você vai ficar pior. Helen, mana, to fudida, a Marina não deu sinal de vida desde ontem e eu não sei o que fazer? Depois que cheguei do nosso encontro, fiquei aguardando contato dela e nada. Fui ver o face e o monstro dos olhos amarelos me engoliu.

- Que monstro, criatura. Fala português.

- O ciúme, sua mala. Ela postou uma foto dela toda linda. Aí fiz merda geral. Enchi a cara de uísque e enviei umas mensagens bem, sabe, malcriadas. Ai, menina e ela leu e ouviu porque marcou aqui. Preciso saber o que faço? Ligo pra ela? Vou no apartamento dela? To com medo.

- Oh maluca, o que enviou nesse áudio?

- Eu disse assim: Marina, onde você está? Tá na cama com esse nojento? Porque você não me liga? Esqueceu que tem namorada? Olha, me esquece. Não quero mais te ver. Acabou.

- Ai louca. Olha, por isso ela não ligou, oras bolas. Mana, pelamor, você deveria agir com mais maturidade, porra, precipitou tudo, ela pode ter ficado com o celular descarregado ou ter outro motivo. Agora? Corre lá no apartamento dela, conversa civilizadamente com ela, ouve o que ela diz, pede perdão pelas merdas, caso ela tenha uma justificativa, que eu acho que tem, porque essa moça te ama, doida.

- Ai cacete. Vou correr lá. Obrigada, amiga e torce por mim. Bjs.

Me arrumei em tempo recorde, peguei as chaves do carro, joguei o celular na bolsa e fui.

Eu já ia passando direto na portaria e o porteiro me chamou.

- Senhora, senhora. Vai pro apartamento de dona Marina? Ela saiu ainda a pouco com a filhinha dela. Elas foram passar o fim de semana fora da cidade. Ela me avisou, caso alguém procurasse por elas.

- Sério? E foi alguém mais com elas? Aquele senhor que vem sempre aqui pegar ou deixar a filha dela?

- Não, elas foram sozinhas, no carro de dona Marina. Ela só não me disse pra onde.

Tentei o celular dela de novo e só dava fora de área ou desligado. Foi o fim de semana todo assim. Deixei recado no face, tentei o Messenger, nada. Ela nem tchum para mim. Voltei ao prédio dela no domingo à noite. Fui barrada. Acreditam? Ela deixou ordem expressas para não liberarem minha entrada. Gente, fui arrasada e chorando pra casa. Que situação. Que dor. Perdi meu amor por pura idiotice. Sei muito bem que ela é bem marrenta e que não suporta essas cenas de ciúmes. E eu fiz.  Tive que disfarçar minha tristeza na frente dos meus filhos que queriam contar suas peripécias do fim de semana.

Foi mais uma noite sem conseguir dormi direito, a todo o momento eu ligava pra ela e o celular chamava e ela derrubava a ligação. Deixei mensagem de áudio no whatsapp pedindo perdão, chorando, pedindo uma chance para conversarmos e não obtive sucesso.

Fiz toda a minha rotina, trabalho na secretaria e à noite, aula na faculdade. A procurei na sala, perguntei dos colegas se a tinham visto e eles disseram que ela faltou. Não tentei mais ligar pra ela. Resolvi dar um tempo. Deixar a poeira sentar.  Não desisti. Tinha esperança que ela me ouvisse.

Já estava tentando dormi a algum tempo e nada de conseguir, quando o telefone toca e vejo o nome dela, dei um pulo na cama, toda animada.

- Alô, Marina meu amor, me escuta... Quando eu ouço a voz da Manoela.

- Tia, sou eu, a Manu. To falando baixinho porque mamãe não quer que eu fale contigo. Tia, por favor, eu sei que vocês brigaram e a mamãe ta muito triste, ela chorou o dia todo e ta agora no banheiro vomitando. Tia ela ta doente, vem ajudar a mamãe, por favor. Ela não comeu nada hoje. A gente tava naquele clube desde ontem.

- Oh meu amor. Eu vou sim, mas o porteiro precisa me deixar entrar e a tua mãe proibiu.

- A senhora vem? Eu vou falar na portaria e dizer que minha mãe ta doente e é pra deixar a senhora entrar.

Antes dela desligar a ligação, ouvi a Marina gritar: Manu, ta falando com quem nesse telefone?

- Com o marquinho mãe. Tia vem logo.

Meu coração ficou apertado, meu amor passando mal e a culpa é minha. Idiota. Cheguei voando naquele condomínio. Dessa vez o porteiro me deixou entrar. Manu abriu a porta pra mim e com o dedinho na boca me pediu silêncio. Entrei no quarto e vi sua silhueta na cama, toda enrolada num edredom, o quarto estava com as luzes apagadas, somente a luz do abajour iluminava fracamente o ambiente. Entrei silenciosamente, me ajoelhei no chão e passei a mão nos seus cabelos, ela lentamente abriu os olhos e quando percebeu que era eu, arregalou seus olhos, sentando na cama, bruscamente, com o movimento ela se fechou os olhos e gemeu de dor, tentando sair da cama, com ânsia de vômito, eu a amparei e ajudei a chegar ao banheiro.

- Calma minha vida, vai passar. – Comecei a fazer uma massagem em sua costa, enquanto segura seus cabelos com a outra mão. Ela levantou, eu a ajudei lavar o rosto e a boca, todo tempo falando palavras de carinho. Ela voltou pra cama, deitou toda encolhida e de olhos fechados, com uma voz fraca, perguntou:

- O que você ta fazendo aqui? Você disse que não queria mais me ver. Vai embora, não preciso da sua piedade, só estou com enxaqueca, daqui a pouco, passa.

- Calma, vim cuidar de você, falei besteira, peço perdão. Vou trazer água e você vai tomar esse remédio e depois um caldo leve e você verá que amanhã estará bem. – Ela só resmungou.

Continua...

Notas finais:

O amor dói? Lembrei da Alex de Orange is the new black.

26 –Acerto de contas por patty-321
Notas do autor:

Oi, tudo bem? Consegui escrever mais um. Relevem qualquer erro. Será que elas se reconciliaram ou terminaram? Façam suas apostas. kkkkk.

Após a sopa leve que dei pra ela, dormiu. Fiz minha higiene, dei boa noite pra Manu e voltei ao quarto. Deitei ao lado dela, beijei seu rosto, ela resmungou algo, puxou meu braço por cima do corpo dela, entrelaçou nossos dedos e disse: obrigada. Apesar de ter sido bem baixinho deu pra ouvi. Fiquei acordada velando o sono dela por um tempo até pegar no sono também.

Acordei bem cedo, tinha que ir pra casa, pois os meus filhos tinham aula e a Manu também. Durante o sono ela havia se virado e estava deitada com a cabeça no meu ombro e as pernas jogadas em cima de mim, dei um jeito de sair da cama sem acordá-la, coloquei o travesseiro no lugar do meu corpo e ela se agarrou nele. Tão linda. Beijei sua cabeça e fui acordar a fofinha. Antes de sair deixei um bilhete próximo à cama, caso a Marina acordasse antes da minha volta.

Manu se arrumou e a levei pra casa, pra tomar café com os meus filhos. Levei os três para suas devidas escolas e voltei pro apartamento da Marina. Enviei mensagem pra minha secretária pra ela segurar as pontas, pois não iria trabalhar pela manhã na secretaria.

Ela ainda dormia. Fui pra cozinha preparar um café reforçado pra ela. Aprontei uma bandeja com pão integral, ovos mexidos, banana, uma fatia de mamão, suco de laranja e café com leite. Coloquei na escrivaninha e sentei na cama, começando a fazer carinho nos seus cabelos.

- Oi meu bem, acorde, vamos tomar um café, pra você recuperar as forças.

- Hum...que horas são? Cadê a minha filhota?

- São 8 e meia. Fica tranqüila, que cuidei da Manu, ela tomou café e eu a levei pra escola.

- Desculpa ter dar trabalho, e os teus filhos?

- Eles também estão na escola. Como você está se sentindo?

- To melhor, só com muita fome.

- Ah rá, isso vamos já resolver. Olhe o que tem nessa bandeja.

- Ah que maravilha, muito obrigada. Vou ao banheiro primeiro. Obrigada. É tudo só pra mim ou você vai comer comigo?

- Deixei pra tomar café com você. Posso?

- Claro né Sandra.

Gostava mais quando ela me chamava de amor, doeu – calma Sandra- eu disse mentalmente.

Comemos, praticamente em silêncio. Ela devorou mais da metade, pelo menos o apetite dela tinha voltado.

Fui deixar a bandeja na cozinha, quando voltei ela estava bem séria e pensativa. Medo.

- Precisamos conversar.

- Sim precisamos. Quem fala primeiro, eu ou você?

- Eu vou falar o que aconteceu na sexta feira.

Lembranças on

- Boa noite, Senhor governador, como vai? – João Carlos.

- Boa noite, senhor. - Eu.

- Olá casal lindo. – disse o governador apertando a mão do JC e galantemente beijando a minha mão. É uma alegria ver meu amigo João Carlos e a sua linda e agradável namorada.

- Desculpe senhor, mas preciso fazer uma correção, eu e o João Carlos somos somente amigos, agora. Bons amigos.

O governador olhou com uma cara de surpresa para o JC, que imediatamente fechou o semblante. Ele pensava o que? Que eu iria ficar fingindo que ainda éramos um casal? Negativo, concordei em acompanhá-lo, não em fingir.

- Ah bem, fiquem à vontade, se quiserem cumprimentar a primeira dama, ela está ali, sendo bajulada pelas amigas. Com licença, meus amigos, vou dá as boas vindas para outros convidados, fiquem à vontade.

- Porque você tinha que falar que não estamos mais juntos? – Ele falou isso já pegando no meu pulso.

- Ei, alto lá, tire suas mãos de cima de mim. Eu disse que ia te acompanhar neste evento, em nenhum momento, eu falei que iria fingir que ainda somos um casal. Oras.

Ele me soltou e saiu bufando, pisando duro e indo até o bar. Acho que não foi boa idéia. Deixei meu amor em plena sexta feira pra vim ajudar esse mala e é assim que começa minha noite, que merda. Vou enviar uma mensagem pra ela.

- Garçom, tira uma foto minha, por favor, aqui meu celular – Postei a foto no face, ia ligar pra Sandra, pra ela ver como eu estava linda, kkkkk. Causar um ciuminho é bom. Droga, só deu pra postar a foto e o meu celular descarregou a bateria, vou ver se alguém me arranja um carregador. No meio do caminho, encontrei a Carmen e o marido Maurício, um casal de amigos meus e do JC.

- Marina, sua linda. Tudo bem, princesa? Menina você anda sumida. Sei que o João ficou um tempo fora da cidade, mas você bem que poderia ter dado o ar de sua graça lá em casa.

- Oi flor, tudo bem. Oi Maurício- Hum, se ela souber que o marido vive dando em cima de mim, ela não me convidaria pra freqüentar a casa dela, afffz - pois é, amiga, muito trabalho, faculdade, tomar conta da Manoela, etc. E também, eu e o JC não estamos mais namorando, somos somente amigos.

- Sério? Não sabia. Você sabia, Mau? Mas o que houve, querida, você ta bem?

- Tô ótima. Tô feliz. Nós já não estávamos bem faz tempo, 5 anos e a relação se deteriorou. Escuta Carmen você trouxe carregador de celular? O meu é Samsung.

- Touxe não meu bem, e o meu é Iphone. Sorry. Vamos ao toilet?

Fomos ao toilet e ela me contou que tava desconfiando que o Maurício a estava traindo- rum, ela desconfia e eu tenho certeza- ele e o JC são dois canalhas.

Ficamos tanto tempo lá com ela chorando e reclamando que eu esqueci que precisava carregar meu celular. O JC só apareceu ao meu lado na hora que serviram o jantar, ainda bem, ele já estava bem alto.  

Depois do jantar, que foi servido à meia noite, falei pro JC que gostaria de ir embora, aí começou o show.

- Você quer ir embora pra se encontrar com o outro, né? Toda mulher é vagabunda mesmo. Usa a gente e depois chuta e parte pra outro. Quem é esse cara, eu conheço?

- João Carlos você baixa tua bola. Não temos mais nada. E tuas ofensas não me abalam mais, não quer ir agora, pede pro teu motorista me deixar e depois ele vem te buscar, por favor. Pelo nosso passado, me faz esse favor.

- Vai nada, vai ficar até o fim, aqui é bem isolado você não vai conseguir quem te leve. Sei que você  tem pavor de andar de uber ou táxi. Vai me conta logo quem é o cidadão?

- Afffz. Vai te lascar. Vou ser se a Carmen já vai com o Maurício.

- Ahhhh, deve ser o Maurício, pensa que eu não sei que ele é afim de você? Vamos lá falar com esses dois, quero ver a cara que a Carmen vai fazer quando souber.

- Cara, você tá doido, ta bêbado, que Maurício nada. Você vai causar uma situação à toa. Sai daí tira a mão do meu braço, seu imbecil.

O JC nunca foi violento, mas bêbado, ele estava ficando – consegui me livrar dele e me refugiei no toilet. E eu sem celular, como ia embora? Essa mansão do governador é bem distante da cidade. Merdis, maldita hora em que concordei em vim, se arrependimento matasse...

Vou tentar falar com o motorista do JC, ele sempre foi muito legal comigo. Um senhor bem distinto e gentil. Sair do banheiro, sorrateiramente, para o JC não me ver.

- Seu Jaime, boa noite. Tudo bem?

- Boa noite dona Marina, tudo bem. Em que posso lhe ajudar?

- Eu estou me sentindo bem e o João Carlos não quer ir agora e ele já está bem alto. O senhor pode me levar em casa? Depois o senhor volta e pega ele. Ele não vai se importar. Por favor. Aqui é bem isolado e eu não tenho coragem de andar sozinha num uber ou num táxi.

- Ah, levo sim. E se ele ficar chateado eu digo que a senhora estava passando mal e eu não o encontrei na casa.

- Obrigada, seo Jaime. Obrigada.

Ufa, enfim em casa, vou colocar o celular pra carregar, enquanto eu tomo um banho e em depois eu ligo pro meu amor.

Qual não foi meu susto e tristeza ao ler sua mensagem e ouvi o áudio. Chorei o resto da noite. Do JC eu esperava esse tratamento desrespeitoso, mas de você, não.  Sei que foi um erro ter ido a esse evento com o JC, mas minhas intenções não foram maldosas.

 

Lembranças off.

 

Marina terminou a narração e eu estava aos prantos, me ajoelhei no colchão, tomei suas mãos nas minhas e pedir perdão. Ela também chorava.

- Perdão meu amor. Fui precipitada e o ciúme me cegou quando vi aquela foto no seu face. Perdão. Não penso nada daquilo, só queria lhe magoar da mesma maneira como eu estava me sentindo magoada. Perdão. Por favor. Releve. Você sabe que nunca me apaixonei por ninguém, então eu enfiei os pés pelas mãos, fui infantil, eu sei. Eu estava bêbada. E eu vou matar aquele imbecil por ter deixado essas manchas em você. Olha como seu pulso e braço estão ficando arroxeados. Você quer ir na delegacia fazer um b.o.?

- B.o.? Não, deixa pra lá. Nunca mais aquele idiota vai chegar perto de mim, outra vez. Vou conversar com a Manu e ele não vai mais nem ver minha filha. Agora entendi que ele estava usando o afeto da minha nenê,  para se aproximar, mas na verdade ele é um ser sem coração. Eu que fui ingênua achando que poderíamos ter uma amizade. O que ele sente por mim não é amor e nunca foi. É somente sentimento de posse. E você, Sandra, o que você sente por mim?

- Marina – coloquei minhas mãos no seu rosto e olhando bem fundo no seus olhos eu disse – eu te amo. Com todo meu coração. Acredite. Não deixe esse acontecido fazer você duvidar do meu amor por você. Me perdoa, meu amor? Te amo.

Ela ficou me encarando por não sei quanto tempo, para mim foi séculos, meu coração parecia  bateria de escola de samba, prestes a sair pela minha boca.

- Vou te perdoar Sandra, mas só dessa vez. Não faça mais isso. Não duvide de mim. Eu te amo e você é a pessoa da minha vida, tenho certeza e sempre irei querer fazer você feliz. Vamos tomar um pouco de cuidado até o JC esquecer que eu existo, porque não quero te prejudicar e agora fiquei com receio dos atos dele. Se ele ta puto porque pensa que estou de caso com um homem, imagina se ele souber que meu amor é você, uma mulher.

Balancei a cabeça em sinal de positivo e não consegui falar nada, estava muito emocionada. Ainda ecoava no meu cérebro ela dizer que me perdoava somente desta vez e marrenta do jeito que ela é, não duvido. Nos beijamos selando este momento de paz e reconciliação, deitamos abraçadas e dormimos novamente.

Notas finais:

E aí? O que será que o futuro reserva para essas amantes?

27 – É só o amor, é só o amor... por patty-321
Notas do autor:

Olá queridas. Mais um pouco da estória dessas mulheres ciumentas. kkk. Espero que gostem. Obrigada pelos comentários.

Marina se mexeu nos meus braços e eu como tenho o sono muito leve, acordei meio desorientada, não costumo dormi no meio da manhã. Estiquei o braço e alcancei o celular no criado mudo. Me espantei pelo horário, era 11 e 30, as crianças já iam sair da escola.

- Marina, amor, vou levantar. Preciso buscar nossos filhos na escola.

- Hummm, que horas são?

- São 11 e 30, meu amor. Ta com fome? Fique tranqüila que vou passar num restaurante e trazer almoço pra nós. Posso trazer os meus meninos pra almoçar aqui?

- Claro né amor, por favor. Somos uma família, os seus, a minha, são os nossos.

Dei um abraço bem apertado nela, a enchi de beijos e levantei.

Foi uma farra, aqueles três na mesma casa.  Os meus filhos gostavam demais da Manu, mas também quem não se apaixona pela aquela coisa fofa? Marina estava bem melhor, seu rosto não estava mais tão pálido e seu apetite havia voltado. Na frente das crianças nos comportávamos como melhores amigas, mas nossos olhares eram de apaixonadas.

- Não vai trabalhar hoje, Sandra?

- Não, tirei o dia de folga. Mas irei ter aula na faculdade à noite e você?

- Sorte que não tenho aula hoje, é EAD (ensino à distância). E avisei no trabalho que não estava bem e depois passo no médico, meu amigo e peço um atestado. Acho que não mencionei que a Marina é funcionária pública do Tribunal Regional do Trabalho (TRT).

Depois do almoço, descansamos um pouco e me despedi dela, não sem antes, prometer que iria dormi com ela após o trabalho na faculdade.

Acertei com dona Neuza pra dormi na minha casa com os meninos e fui tranqüila após o expediente na faculdade ficar com minhas princesas.

Cheguei à portaria do condomínio e havia um carro preto dificultando a passagem, pelo visto ele não teve autorização para entrar e um estava aos berros com o porteiro que havia chamado um segurança, vixe confusão à vista. Sair do carro para ver o que estava acontecendo, qual minha surpresa!! Era o João Carlos gritando que iria entrar de qualquer jeito, pois era um absurdo ele não ter autorização para visitar a namorada.

- Senhor, se acalme, a dona Marina nos proibiu expressamente, de autorizar a sua entrada neste condomínio, queira, por favor, se retirar, que há pessoas que precisam adentrar o ambiente.

- Isso não vai ficar assim, seu porteiro de merda, sou amigo do governador e você vai ser demitido e nunca mais vai arranjar emprego nesta cidade.

- O senhor pode ser amigo até do presidente da república ou do Papa, mas aqui nós só obedecemos as ordens dos moradores. Boa noite, passar bem.

Fui andando pro meu carro, dei uma ré e o Zé Mané metido a besta, saiu cantando pneu e xingando.

- Boa noite, seu Antônio. Que homem abusado, não é?

- Boa noite, senhora. Sim, ele é e sempre foi arrogante.  A sua entrada está liberada.

Entrei e fui direto pro quarto da Marina, estava ela e a Manu deitadas, assistindo uma animação no bluray.

- Boa noite minhas princesas.

- Tiaaaaaa, você chegou!!!!!! Vem assistir com a gente, estamos assistindo a era do gelo 3 – falou isso se jogando nos meus braços.

Rodei com ela, gargalhando e beijando seu rostinho fofo. Marina nos olhava com um sorriso bobo no rosto. A raiva dela havia passado, assim parece.

- Boa noite amor. Filha, a namorada é minha, dar pra largar?

- Oi amor – Falei dando um selinho nela - Coisa linda, ciumentinha assim. Meu coração é grande, cabe mais.

- Cabe mais é? Vem apanhar, vem – Me puxou pelo braço e eu cair na cama – vem Manu, bora fazer montinho.

- Montinho, montinho.

As duas se jogaram em cima de mim e foi aquela farra. Gargalhadas e muita diversão.  Três crianças.

Depois da farra, deixei as duas assistindo o filme e fui tomar um banho, queria ficar bem cheirosa pro meu amor. Fazer amor de reconciliação é tudo de bom.

- Cadê a Manu? Dormiu?

- Sim, levei pro quarto, estava caindo de sono. Você demorou no banho. Que camisola sexy.

- Gostou? – Fui chegando perto dela com aquele olhar bem sensual, rebolando lentamente e ela não tirava o olho de mim. Sentou na cama e se encostou à cabeceira. Cheguei bem perto dela e fui escorregando lentamente a alça da camisola, primeiro a alça esquerda, depois a direita e fui baixando, estava sem sutiã lógico e sem calcinha, estava pro crime, kkkk. Quando ela esticou o braço pra me puxar, eu escapei, ela grunhiu um palavrão e eu fui pro começo do colchão. Subir e fui engatinhando ao encontro dela e ela só olhando, os olhos cheios de excitação. Ela não se mexeu, queria me dar o troco. Beijei seus olhos, a lateral do rosto, mordi o lóbulo de sua orelha e sussurrei com a voz bem sexy: quer? Vem pegar?- Aiiiiiii, dei um gritinho com o susto, pois ela se mexeu tão rápido, me jogando no colchão, ficando por cima e me tomou num beijo pra lá de intenso. Meu core. Que tesão!!!!

A fome dela era grande, pois foi logo chupando meus seios, mordendo minha barriga e rapidamente estava entre as minhas pernas, me fazendo um oral maravilhoso!!!

- Ai amor, mais devagar, vou gozar muito rápido assim!!! - Eu disse me contorcendo toda no colchão – Gozei e ela não parou, começou a morder e chupar minha panturrilha, coxas, a passar a língua no meu clitóris, me olhando com aquela cara de safada – Caraca!! Desfaleci. Ela quer me matar de amor e tesão, uma maravilhosa forma de punição.

- Pára amor, to quase sem ar, tive orgasmos múltiplos. Calma, vem cá, me deixa retribuir assim que eu conseguir respirar direito. – eu disse com a voz entrecortada.

- Isso é pra te punir e você nunca mais me mandar mensagens desaforadas, vai ficar toda marcada, dona Sandra.

- Ui , adorei essa sua doce punição. Vem cá vem.

Ela veio e entre beijos, carícias loucas e declarações de amor, passamos quase a noite toda acordadas. Delícia. Até esqueci de comentar sobre o escândalo que o nojento do ex dela fez na portaria. Bem, vamos viver o agora e esquecer os problemas por esta noite.

Monte Castelo

Legião Urbana                                                                                                                

Ainda que eu falasse
A língua dos homens
E falasse a língua dos anjos
Sem amor eu nada seria

É só o amor! É só o amor
Que conhece o que é verdade
O amor é bom, não quer o mal
Não sente inveja ou se envaidece

O amor é o fogo que arde sem se ver
É ferida que dói e não se sente
É um contentamento descontente
É dor que desatina sem doer

Ainda que eu falasse
A língua dos homens
E falasse a língua dos anjos
Sem amor eu nada seria

É um não querer mais que bem querer
É solitário andar por entre a gente
É um não contentar-se de contente
É cuidar que se ganha em se perder

É um estar-se preso por vontade
É servir a quem vence, o vencedor
É um ter com quem nos mata a lealdade
Tão contrário a si é o mesmo amor

Estou acordado e todos dormem
Todos dormem, todos dormem
Agora vejo em parte
Mas então veremos face a face

É só o amor! É só o amor
Que conhece o que é verdade

Ainda que eu falasse
A língua dos homens
E falasse a língua dos anjos
Sem amor eu nada seria

Notas finais:

É muito amor e viva o amor.

28 – Vivendo na corda bamba por patty-321
Notas do autor:

Oiiiiii. Bora ver como estão essas duas.

Ficamos bem após a tormenta. No fim de semana seguinte, fomos pro sítio de uma amiga minha, a Estela. Pedir a chave da casa do sítio, que ficava num km não muito longe da cidade. Fomos no sábado de manhã após o pai dos meus filhos ter ido pegá-los.

- Mãe, mãe, quero logo ir tomar banho no rio, ta? A tia Sandra me disse que tem um rio e tem piscina também, né tia?

- É sim meu amor. É lindo lá, vocês irão gostar e o melhor, hoje ficaremos somente nós três, amanhã a Estela vai aparecer para o almoço de domingo com alguns amigos nossos.

- Obaaaaaa, vou tomar muito banho. Tia você vai brincar comigo? Podemos nadar e jogar vôlei dentro da água, brincar de pega-pega...

 - Filha, menos. Não vai monopolizar a atenção da minha namorada só pra você, ok? Ouviu? Minha namorada. Quando você crescer você vai ter a sua ou seu namorado.

- Tia, o que é esse tal mono, mono, ai sei lá, mono alguma coisa que mamãe tá falando?

Não agüentamos caímos na gargalhada, kkkkkkk. Essa menina é uma figura...

- Oh amor, pára com isso. Vou brincar com você sim, meu anjo- a outra fechou a cara, eu agüento essas duas me disputando? Kkkk – mas também sua mãe e eu precisamos ter nossos momentos pra namorar, ta?

- Tá bom. Eu deixo. Kkkkkkk.

E assim fomos pela estrada, ouvindo música, conversando e rindo muito. Marina estava ao volante.

Chegamos, descarregamos nossa pequena bagagem e a Manu não parava de me puxar pra ir logo tomar logo banho no rio.

- Bora amor, senão essa coisinha chata não vai deixar a gente em paz. Filha, se você não se comportar não virá mais com a gente hem? To avisando.

- Oh amor, calma. Tenha mais paciência, ela é pequenina e tudo é novidade – Eu disse no ouvido da Marina para a Manu não escutar e não tirar a autoridade da mãe.

- Amor, não dar muita corda, to te avisando. Precisa dizer não também. A Manu é muito sapeca e sabe muito bem manipular.

E assim fomos. Foi uma manhã incrível. Havíamos trazido os alimentos e rapidamente fizemos um churrasco e foi aquela farra. Tudo na paz. Á tarde, Manu foi descansar numa rede na varanda e nós ficamos em outra nos curtindo e conversando.

- Você me faz tão feliz, Sandra. Tenho até medo que um dia isso acabe. Vejo como você ama a minha filha e isso me faz te amar mais ainda. Jura que não vai me abandonar, nunca? – Ela falou isso com os olhos cheios de lágrimas contidas.

- Oh meu amor, porque isso? Porque esse medo? Claro que não vou lhe abandonar. Tá falando isso por causa do estrupício do teu ex? Ficou assim porque te contei que ele estava fazendo escândalo na portaria do teu condomínio?

- Tenho medo que você perca a paciência e resolva terminar comigo por causa dele.

- Marina, olha pra mim. Não sou criança e sei me defender. Eu te amo muito e é sério, não pretendo desistir de nós por nada desse mundo. Nem por ele, nem pela minha família, que em breve terá que saber e aceitar, nem pelo o que os outros irão pensar. Vivemos num país de hipócritas e preconceituosos, eu sei, mas temos que ser fortes e lutar pela nossa felicidade. Com o tempo as pessoas se acostumam e quem quiser ficar do meu lado, fica, quem não quiser, pode ir pra bem longe.

- Ai meu amor, te amo demais – nos beijamos com muito carinho e dormimos abraçadinhas- Porém, essa conversa ficou ecoando na minha cabeça e sentir um medo bem lá no fundo de que tudo o que estávamos vivendo, pudesse acabar.

- À noite fomos num arraial que estava acontecendo próximo ao sítio. Manu se lambuzou de algodão doce, pipoca, cachorro quente e outras besteiras que nós também comemos. Dormimos dentro da casa no quarto com suíte. As três na mesma cama. Depois que Manu dormiu, sinto a Marina colocar a mão por dentro do meu baby doll me acendendo.

- Amor, olha a Manu pode acordar, ai, hum - Já fui dando um beijo intenso naquela boca maravilhosa – Bora lá pra rede na varanda?

Ela apressadamente, me puxou, nos levantando da cama e entre beijos e amassos, conseguimos chegar à rede da varanda, que por sinal era enorme.

Foi, como sempre, uma explosão de prazer. A rede pegou fogo com tanto tesão. Ui delícia. Marina se esfregava na minha buceta e ficamos naquela fricção deliciosa, oh mulher gostosa. A rede mexia demais e era muito maravilhoso, enchi minha mão naquele bumbum lindo, ajudando para que o encaixe fosse perfeito.  Ah se eu soubesse que isso era tão bom, tinha feito muito antes, kkkkk. Gozamos loucamente. Antes de pegarmos no sono, chamei a Marina pra entrar, não confiava em dormirmos na varanda, vai que alguém entre ali.

No domingo, cedo, acordei com barulho pela casa. Era minha amiga que havia chegado para aproveitar o domingo no sítio. Acordei primeiro, fiz minha higiene, dei vários beijos nas minhas princesas dorminhocas e fui cumprimentar meus amigos.

- Oi turma. Oi Estela, bom dia. Como estão?

- Oi minha amiga linda, tudo ótimo e você. Curtiu muito ontem? O sol ta lindo hoje também.

- Curti demais. Eu, minha amiga Marina e a filhota dela, ainda estão dormindo.

- Continua à vontade, amiga, a casa é nossa.

O domingo foi maravilhoso, também. Todos se apaixonaram pela pequena Manoela, assim ela não monopolizou minha atenção e pude focar minha atenção no meu amor. Se os amigos perceberam que éramos mais que amigas, foda-se, nem liguei. Roubávamos uns beijinhos uma da outra de vez em quando. Quando íamos ao banheiro, rolava altos amassos e mãos bobas, kkkk. Gente, vem dizer que nunca fizeram isso? Está apaixonada e ser correspondida é algo divino.

Lá pelas 5 da tarde resolvemos voltar à cidade, o sol já estava ameno e não queríamos pegar estrada no escuro. Manu não agüentou a canseira e dormiu no banco de trás. Marina ia cochilando ao meu lado e eu ia dirigindo. Em determinado momento do percurso, comecei a notar que havia um carro preto que parecia nos seguir. Para ter certeza, eu diminuir a velocidade pra ver se ele nos ultrapassava. Ele diminuiu também. Vixe. Aumentei a velocidade, ele aumentou. Filho da puta estava realmente nos seguindo.

- Marina, amor, acorda.

- Hum, oi. Desculpa amor,eu cochilei, o sol tirou minha energia.

- Amor olha pra trás e ver se reconhece esse carro aí, eu creio que ele está nos seguindo.

- Não dar pra ler a placa, mas é o modelo do carro do JC. Será que esse estrupício nos seguiu até o sítio? Ai meu Deus, eu vou presa, mas eu mato esse canalha.

- Calma, Marina, nada de fazer besteira. Mata, vai presa e estraga as nossas vidas. Vamos ficar na nossa, ele não vai fazer nada.

- E se ele nos viu juntas? E se ele já sabe que somos um casal? Deve ta muito puto. O que eu faço?

- Fica calma. Ele sabe que a Manu ta com a gente, ele vai ficar na dele. Vamos fingir que não sacamos nada e seguir normal. Vamos direto pro seu condomínio. Vou ligar pro pai dos meninos deixar eles um pouco mais tarde lá em casa e fico com vocês um pouco mais até ele desistir. Ele não vai poder entrar.

Assim, fizemos. Entramos direto no condomínio, parei um pouco à frente e olhei pro retrovisor e vi o carro parar bem na entrada, ficou alguns segundos parado e depois seguiu reto. Ufa!! Qual é a desse cara? Se fizer mais uma graça, vou insistir com Marina e nós vamos fazer um b.o. na delegacia das mulheres. Só porque é amigo do governador e tem dinheiro, pensa que pode fazer o que quiser? Negativo.

Um pouco mais tarde, fui pra casa, com a Marina me fazendo mil recomendações e concordando comigo que teríamos que denunciar esse canalha.

- Amor, me liga quando chegar. Tenho medo dele ta aí fora em algum lugar te esperando. É melhor dormi aqui.

- Não se preocupa, baby. Vai ficar tudo bem. Tenho que receber meus filhos, a Dulce não pode ir lá pra casa agora e amanhã ficar muito corrido por conta das aulas.

- Tá. Vou ficar aqui rezando e com o coração na mão. Vá com Deus.

Nos despedimos com muitos beijos. Eu não deveria ter saído.

Notas finais:

Ihhhh, carinha de suspense aqui (imitando a Flawer, kkkkk.) Bora comentar, quero saber o que vocês acham que vai acontecer. Bjs. Amor, beijos na boca. Bom fds.

29 – Susto por patty-321
Notas do autor:

OLá. Boa noite. Preparem os corações.

Na saída do condomínio havia uma reta de mais ou menos 1 km e logo em seguida, uma curva antes da avenida principal. Quando dobrei a curva, percebi pelo retrovisor da direita um carro vindo atrás do meu, aumentando a velocidade e dando luz alta na minha traseira, me ofuscando a visão. Olhei pelo retrovisor interno e percebi que era o mesmo carro que havia nos seguido do sítio. Então, o filho da puta, ficou me esperando. O que ele pretendia?

Aumentei a velocidade do meu carro e seguir em frente e ele aumentou também, sendo que o carro que ele dirigia tinha um motor mais potente que o meu, com certeza. Entendi o que ele queria: me assustar. Ah mais ele não conhece a baixinha braba aqui. Não vai me assustar mesmo. Cheguei à avenida principal, estava livre, nem parei, acelerei. Na avenida, havia um pouco de trânsito, cortei um carro que estava a minha frente, acelerei, cortei outro. Olhei pelo retrovisor e ele estava mais atrás. Me mantive na esquerda da pista, prestando atenção no trânsito à frente e nele também. Ali eu já conhecia muito bem o trecho. Fui cortando os carros à frente e na esquerda havia uma bifurcação, entrei na via da esquerda e logo em seguida na entrada de um conjunto residencial, me enfiei numa das ruas, em seguida peguei outra, na tentativa de despistá-lo. Estacionei meu carro em frente a uma casa após ter dado muitas voltas dentro do condomínio. Desliguei os faróis, mas deixei o carro ligado. Meu celular começou a tocar, rapidamente o silenciei. Fiquei ali uns 30 minutos pra ter certeza que o canalha havia me perdido.

Enviei mensagem para a Marina dizendo que estava tudo ok e que eu já estava em casa e que iria tomar banho, não queria assustá-la mais do que ela já estava. Sair com os faróis apagados peguei a via principal novamente, olhando pra ver se via o veículo do safado. Nada. Cheguei em casa sem mais problemas. Ufa! Que susto. Amanhã mesmo vou à delegacia fazer um b.o contra esse cara.

- Mãeeeeee, tudo bem? A senhora demorou muito. O pai foi embora agorinha mesmo.

- Oi meu amor, tudo bem, cadê seu mano? Saudades dos meus amores.

- Tá no quarto, tomando banho. Já deve ter terminado.

Fiquei um pouco com eles e fui tomar um banho, ainda estava com as pernas tremendo. Em seguida liguei pra Marina e contei tudo que ocorreu. Como eu pensei, ela ficou muito aborrecida e falou um monte, com ódio do tal João Carlos.

- Calma meu amor, não aconteceu nada, ele queria somente me assustar pra passar a raiva dele. Amanhã vamos à delegacia e faremos o b.o. Vou ligar pra minha amiga Gisela que é advogada, não entro em delegacia sem ter alguém da área comigo. Fica fria. Não faça nada precipitado.

- Tudo bem. Vou me acalmar. Amanhã faremos isso. Fica bem meu amor, te amo. Boa noite, Manu ta mandando beijos.

- Outro pra ela. Milhões de beijos pra vocês. Boa noite.

Liguei pra Gisela, contei todo o ocorrido, inclusive meu teor de relacionamento com a Marina. No início ela ficou bastante surpresa, a gente se conhecia há uns 6 anos, mas encarou de boa, sem muito alarde, ficou de nos encontrar às 8h na delegacia das mulheres.

Lavramos o b.o., falamos com a delegada, que por sinal era uma mulher muito bela e séria. Falou que o nojento ia ser intimado a comparecer pra prestar esclarecimentos e que provavelmente haveria uma acareação entre nós. Que a delegada iria dar uma prensa nele, que muitas vezes essa atitude já fazia o suspeito desistir da perseguição por saber que já percebia não está no poder, não havia acuado a vítima.

Marina estava quieta na volta, fui pegá-la no meu carro e fui deixá-la de volta ao apartamento para que ela pegasse o carro e fosse trabalhar e eu também.

- Que foi amor, ta quieta, vai dar tudo certo, ele vai sair de nossas vidas. Creia.

- Espero que sim. To pensando até em falar com o governador, pra ele colocar juízo na cabeça do amigo dele.

- Vamos ver primeiro o que vai acontecer após ele ser intimado, espere um pouco pra tomar outras medidas, por favor.

- Tá bom. Só não tenho sangue de barata, difícil me acalmar. To tentando. E você, se cuide. Evite ficar em lugares sozinha, preste atenção em tudo, se algo acontecer com você não sei do que serei capaz de fazer.

Nos despedimos com uns selinhos e fomos cumprir nossa rotina. Minha manhã foi normal, sair pra buscar as crianças ao meio dia, deixei eles em casa com a Neuza, voltei à secretaria, Estávamos sempre nos falando via mensagem. À noite fui pra faculdade. No intervalo, liguei pra Marina e o telefone só dava caixa postal, enviei mensagem e não tive resposta, onde ela estava. Passei na sala dela e perguntei para uma das colegas se a tinha visto hoje na sala e ela me disse que a Marina não havia assistido à primeira aula. Dei o meu 3º tempo no automático, conferindo sempre o celular. Nada de ter notícias. Após o termino da aula, liguei pra casa dela e a tia que ficava com a Manu falou que ela havia saído umas 18 horas. Onde ela teria ido.

Fui pra casa e fiquei muito agoniada. Tem coisa pior do que você não saber o que está acontecendo? Olhava o celular e faltava entrar na tela e nada, ligava e só dava caixa de mensagem. Que não tenha acontecido nada com o meu amor. Já estava ficando desesperada. Com a tia ela também não havia entrado em contato, nos sites de notícias na web não havia nada. Eu não sabia o que fazer. Eu andava de um lado pro outro naquele quarto. Meus meninos estavam dormindo. Já tinha ligado umas três vezes pra Helen, pra ela me acalmar, tadinha, também ela estava preocupada.

Deu 12 e 30, eu estava me preparando emocionalmente pra ir numa delegacia e rodar os hospitais, quando o celular tocou e eu olho na tela: Marina.

- Marina, pelo amor de deus, onde você está? O que houve? Você ta bem? – comecei a disparar perguntas, parecia uma metralhadora.

- Sandra, escuta, escuta, por favor – ela falava com uma voz de choro, parece que estava sentindo dor. Fiquei mais desesperada.

- Fala, amor, to morrendo aqui.

- Estou no pronto socorro, da avenida Padre Justino. Por favor, vem me buscar, consegui dar uma carga no celular agora. To bem, não é grave. Vem por favor.

- Estou indo. – peguei a bolsa, as chaves do carro, olhei no quarto as crianças dormindo, sei que eles não acordam nem com tiro de canhão e sair em disparada, o coração ia na boca, na mente uma oração.

Notas finais:

As coisas estão ficando perigosas pra essas amantes.

30 – Surtando por patty-321
Notas do autor:

Oi, boa noite, quem acertou o que ocorreu com a Marina, levanta a mão,  kkkkk.

Conseguir estacionar o carro e sair correndo em direção à recepção do hospital. Estava com pouco movimento nesta hora e fui pedir informação.

- Boa noite, recepcionista. Estou procurando uma paciente. Marina Souza Ribeiro.

- Um momento. Vou checar o sistema. Ela está na ala C, ortopedia. Está de alta. Suba essa escada e vire à sua direita. Pode ir lá.

Agradeci e me direcionei ao local indicado. Havia umas cinco pessoas sentadas na recepção da ala C. Olhei em volta e a vi num canto esquerdo numa cadeira, olhando para o celular. A chamei e ela me olhou com uma carinha assustada, levantou-se e eu a abracei com cuidado, pois ela tinha a mão direita engessada até a metade do braço e alguns cortes no outro braço e mão esquerda.

- O que houve minha linda? O JC te agrediu? Vamos à delegacia agora.

- Não, Sandra. Fui eu que o agredi.

- O que? Como assim?

- Me leva daqui, não agüento mais esse cheiro de hospital. Em casa eu te conto. Só para numa drogaria para comprarmos os remédios da receita, por favor.

Assim o fiz. Com a cabeça fervilhando, sem saber o que pensar, segurei minha agonia e fiz o que ela me pediu.

A ajudei a tomar um banho e em seguida fiz um leite para ela tomar com os remédios, ela não quis comer nada. Fomos ao quarto ver a fofinha que estava dormindo como um anjo e a tia estava no quarto de hóspede, acordada, esperando notícias. A tranqüilizamos e fomos pro quarto, apesar de está com muito sono, por causa do efeito dos remédios, Marina quis me contar o que ocorreu.

Lembranças on

Após o almoço, fui checar meus emails pessoais e havia um que me deixou transtornada de raiva, ódio. Infelizmente fui ler.

“Olha aqui, menina, acabei de receber uma intimação da Delegacia de mulheres, que estória é essa? Retire a acusação ainda hoje, sua traidora. Além de colocar um baita de um chifre com essa professorinha ainda tem a coragem de me acusar? Tá pensando que está lidando com algum babaca? Pense muito bem antes de querer bater de frente comigo. Você e essa filha da puta vão se arrepender. Sei tudo sobre essa sua amante, onde mora, onde trabalha, tudo. Vou dar um prazo de até amanhã de manhã pra vocês retirarem a acusação e você voltar pra mim. Já esqueceu tudo que vivemos? Todos os presentes, viagens e vida mansa que sempre te proporcionei? Acha que essa morta de fome vai fazer e te dar tudo o que dei e posso dar pra você e sua filha?

Resolvi não responder e não conseguir mais me concentrar no trabalho. Terminou o expediente e eu resolvi procurar o canalha no escritório dele. A secretária informou que ele não estava. Esperei cerca de 3 horas, mas não arredei o pé. Não entrei em contato com você, pois sabia que você não concordaria com as minhas ações. Depois o celular descarregou. Ele chegou e ficou pálido quando me viu na recepção, grande covarde. Ele entrou na sala dele e eu entrei em seguida. Dei nem tempo dele falar algo e já fui falando e colocando o dedo na cara dele, estava espumando de raiva.

- Escuta aqui, eu não te trair e sabe por quê? Você nunca assumiu nada comigo, sempre me cozinhou em banho maria e agora você quer dar uma de vítima? Larga de ser idiota e some da minha vida. Não te devo satisfação da minha vida,com quem estou ou não, não é da sua conta. Fica longe de mim e da Sandra, ela pode não ser rica de bens materiais, mas ela é rica de caráter, personalidade, dignidade, ok? Nos deixe em paz – Eu gritei essa última frase.

- Você ta surtada, só pode ser. Aquela mulher te virou a cabeça. Desde quando você é lésbica? Na cama comigo você foi sempre muito mulher, te fiz gozar muitas vezes né? Eu não aceito, mulher minha virar sapatão, se esfregar com outra mulher, vamos pra cama nós três que eu vou fazer vocês duas parar com essa putaria.

Corri pra cima dele e consegui dar um tapa naquela cara safada, não sei como, mas eu consegui, já que ele é muito mais alto que eu. Foi a raiva. Ele me segurou pelos ombros e ficou me encarando com ódio. Neste momento a secretária invadiu a sala dele, entrando rapidamente e fechando a porta em seguida.

- Dr. João Carlos, perdão mas os convidados para a reunião já estão lhe aguardando na sala de reuniões e dá pra ouvir os gritos de vocês lá fora, o que eu faço?

Ele respirou fundo e me largou. Ficamos nos encarando e a moça ficou esperando uma resposta.

- Diga que já estou indo, sirva água e café. Ela está de saída – a secretária saiu - Vai embora, Marina, conversamos outra hora. Agora tenho uma reunião muito importante e não posso mais falar com você – ele disse isso entrando no banheiro que havia na sala, se recompondo, arrumando a gravata e penteando os cabelos com as mãos e jogando uma água no rosto.

- Não saio daqui até você me garantir que não vai mais me importunar, nem a mim e muito menos a Sandra – falei baixo, trincando os dentes e respirando com dificuldade.

- Vá embora agora. Saia – Ele disse isso me deixando na sala, sozinha.

Sair da sala e a secretária veio pra cima de mim, me agarrou pelo braço e foi me dizendo:

- Sai fora sua vagabunda, agora o João Carlos é meu, faz tempo que nós temos um caso, não sabia né? Pois é, vou dar maior força pra ele acabar com a tua raça e a da tua sapatona, duas nojentas - Ahhh eu acho que surtei. Dei um empurrão na idiota e invadir a sala em que ele havia entrado, lá dentro tinha uns 4 engravatados.

- João Carlos seu canalha, filho da puta, você vai me escutar agoraaaaaa – gritei a plenos pulmões, os velhotes tomaram um susto e eu sair quebrando tudo naquela sala, puxei os fios que estavam ao meu alcance, levando computador, data show e o que mais encontrei pelo caminho. Foi um verdadeiro furacão. Quando dei por mim, havia dois seguranças me colocando na rua, jogaram minha bolsa no chão aos meus pés. Parece que neste momento eu acordei, sair andando alguns quarteirões, não sei, meu pulso começou a doer, entrei no primeiro táxi que vi e vim para o hospital.

Lembrança off

Fiquei sem saber o que falar. Era muita informação pra processar. Marina estava aos prantos. Dei a ela um pouco de água, limpei suas lágrimas. Os remédios fizeram efeito e não demorou muito, ela dormiu.

Fiquei velando seu sono, a cabeça dando nó. E agora, o que fazer? Precisava contactar a Gisele pela manhã e ver como ficaria a situação e se ele fizesse um b.o. contra ela? Ah Marina, muito impulsiva e descontrolada. Eu entendo que é difícil ficar calma numa situação como esta, mas ela não deveria ter ido confrontá-lo, porém não vou ficar apontando o dedo pra ela. Já são problemas demais pra administrarmos. Ela é tão jovem ainda, em muitas situações se mostra muita madura em outras, imatura. Onde fui me meter? Não, eu não vou desistir de nós, eu a amo muito. Muito. Vou lutar por nós, sempre.

Marina teve um sono inquieto, se mexendo, falando durante o sono e chorando também. Eu acordava e a acalmava com palavras e carinho.

Levantei mais cedo que o habitual, afinal, não dormi quase nada à noite. Tinha que cuidar de levar as crianças na aula. Acordei a Manu e a tia, pedir pra ela aprontar a Manu e dar seu café, eu iria a minha casa cuidar dos meus, depois a buscaria pra levar na escola, junto com os meus. Marina continuou dormindo e com os efeitos do remédio e a noite inquieta ela não iria acordar tão cedo. Avisei a tia da Marina que levaria e pegaria a Manu no colégio, passaria num restaurante e traria almoço pra todos.

Fui trabalhar e a todo o momento pedia notícias da Marina, ela acordou por volta das 11 horas e a tia deu o remédio, ela tomou um café com pão e ovos e estava sonolenta ainda.

- Oi amor, como você está se sentindo?

- Oi meu bem. Parece que fui atropelada por um caminhão. Você entrou em contato com a Gisela? Tenho certeza que o JC não vai me denunciar, ele não quer escândalo. Espero que ele nos deixe em paz agora que ele viu do que eu sou capaz, apesar de que me arrependo.  Ai ai, eu não deveria ter perdido a cabeça.

- Falei com ela sim, até o presente momento, não há contra você na justiça, vamos aguardar. Agora não adianta ficar remoendo o que foi feito. Esfria sua cabeça, se recupere desses machucados e vamos torcer pro canalha sumir.

- Obrigada por tudo. Por ficar do meu lado, por não ficar me acusando, eu já me sinto culpada o suficiente por esta situação. Te amo muito. Eu não vou trabalhar, peguei atestado pra semana, mas vou pra aula assim mesmo, senão ficarei muito prejudicada com tantas faltas.

- Ok. Eu passo pra te buscar você não vai poder dirigir com esse pulso fraturado e lembre-se que somos um casal e temos nos apoiar em todas as situações. O que não bênção é lição, vamos aprendendo. Também lhe amo. Até a noite. Bjs.

Após as aulas, fomos à casa dela pegar suas coisas, ela e a Manu iriam ficar comigo a semana inteira, não ia deixá-la sozinha e a sua tia não ia poder ficar em sua casa direto.A logística ficava mais tranqüila assim.

Em quinze dias ela tirou o gesso. A sua recuperação foi excelente. Gisela me ligou dizendo que o estrupício havia ido depor na delegacia e a delegada foi bastante firme com ele e que o mesmo negou tudo e não tocou no acontecido no escritório. Ufa. Melhor assim. Quero enterrar este assunto. Marina havia deletado todos os emails que ele pudesse ter conhecimento, apagou também suas contas das redes sociais, ela não queria correr o risco de ter qualquer contato com ele. Após um período ela abriria outra conta. Esse era o plano.

Final do período chegou à faculdade e não tivemos mais nenhum transtorno, estava tudo tranqüilo. Marina concluiu o curso e em agosto, ela colaria grau. Havíamos feito plano de passarmos uma semana na Argentina, assim que nossos filhos entrassem em férias. A pequena iria passar as férias em Minas com os avós e o pai, como sempre e os meus meninos ficariam divididos, uma semana na casa do pai e outra comigo. Afinal, férias do meio do ano são curtíssimas.

Foram dias lindos, Buenos Aires é maravilhosa. Ficamos em lua de mel. Visitamos e curtimos tudo que tínhamos direito. Á noite, após jantares deliciosos regados a vinhos e tango, nos amávamos até alta madrugada. Entre beijos e carícias calientes, juras de amor e risadas, foram dias e noites incríveis.

Notas finais:

Então, mais um capítulo. Será que agora é somente paz e amor?

31 – Emoções por patty-321
Notas do autor:

Mais um. Espero que gostem.

 

A colação de grau da turma da Marina foi linda, fui uma das professoras homenageadas, apesar de ter ministrado aula apenas em dois semestres, mas marquei de forma positiva a turma, muito emocionante. A família da Marina veio de Minas para prestigiar a formatura dela. Sua mãe, uma prima e um tio com a esposa. Finalmente eu iria conhecer a minha “sogra”, medo. Mas ela já sabia do nosso relacionamento e já havíamos conversado por telefone e mensagens. Após o ritual da colação, fomos num restaurante, eu a Marina e a família. Foi muito agradável, todos me trataram super bem. Com a minha simpatia irradiante foi bem fácil me enturmar e ter conversas super agradáveis com todos.

- Hum, amor, você ta fazendo sucesso com o povo, hem? Até o tio que é muito sério, já está todo sorridente com você. Rum, já to com ciúme.

- kkkkkk. Ciúme é? Deixa de ser boba, só estou sendo eu mesma, esse é meu jeito de ser. E que bom que estou agradando- Dei-lhe um beijinho no rosto e voltei a minha atenção para os participantes da mesa. Por baixo da mesa, a safada começou a passar a mão nas minhas coxas. Eu usava um vestido preto longuinete.

- Então professora Sandra. A minha filha foi uma boa aluna ou deu trabalho?

- A Marina é muito inteligente. Ela só teve aula comigo um semestre, pois ela apenas pagava aquela matéria, por causa da transferência de faculdade, ela teve que pagar poucas matérias para poder colar grau. Eu só chamei sua atenção quanto às faltas. Ela faltou bastante no início.

- Ah sim, foi na época em que eu adoeci e ela foi me ver. Conseguiu uma licença prêmio de 10 dias no trabalho dela e foi ficar comigo e isso foi bem no início do período.

- Sim, foi isso mesmo, ela me contou, mas como tem aluno enrolão eu demorei a acreditar. Kkkk. Ai. – Marina me beliscou.

- Ficou duvidando de mim, foi dona Sandra? Maldade isso hem.

- Oh amor, eu sei que você não é dessas.  E a senhora sabe que quando começamos a namorar, ela já não era mais minha aluna, se tornou minha amiga e aí o resto a senhora conhece.

- Sim e faço muito gosto desse namoro. Nunca gostei daquele homem, o João. Nunca assumiu nada com minha filha, se acha o galã. Imagina aquilo novo? Tá velho e não deixa de ser safado. Pensava que a Marina era propriedade dele. Affz.

- Tá bom mãe, pare, isto é passado. Não gosto nem de ouvir falar do nome daquele traste.

E assim foi a noite entre conversas e comilança. O tio da Marina havia alugado um carro para passar aqueles dias e eles estavam hospedados num hotel no centro da cidade, assim eu fui com a Marina e a Manu para o apartamento delas. De manhã cedo fui pra casa. Os meus meninos iam passar o fim de semana com o pai.

A festa de formatura foi show, todos os formandos bem arrumados e a minha Marina, ah, muito linda num vestido vermelho, só achei muito decotado, rum. Ciumão. Estava tudo muito lindo e de muito bom gosto, eram poucos os formandos, mas eles capricharam. Eu me dividia entre a mesa dos professores convidados e a mesa da família do meu amor. A Helen estava também participando e eu a apresentei a minha sogra. Foram muitas fotos, abraços, emoções a mil. Sonho conquistado para cada formando e suas famílias.

Dois dias após a festa de formatura, a família da Marina voltou pra casa, fizemos uma promessa de irmos visitá-los logo, no final do ano, no período de minhas férias. Gostei muito de todos e eles de mim. Amém.

- É amor, você conquistou mesmo todos, hem? Titio não parou de elogiar, tua inteligência, conhecimento e beleza, rum, velho safado, a tia do lado e o nó cego jogando conversa na minha mulher.

- KKKKK. Louquinha, ele é somente gentil, para com esse ciúme bobo, meu amor. Ele só gostou muito de trocar idéias comigo, ele é um homem muito esclarecido.

- Sei, sei, mas to de olho nesse velho, ele que não venha com graça no final do ano, quando estivermos lá. – Essa conversa era no retorno ao aeroporto. Manu estava na escola, senão era outra ciumenta que eu iria enfrentar. Eu me divirto com essas duas mulheres da minha vida.

A vida prosseguiu, estávamos quase no final do ano, no mês de novembro e daqui a 15 dias seria meu aniversário e também um pouco mais tarde férias, ihuuu. Iria viajar com meu amor, meus filhos iam passar uma parte das férias com o pai, justamente o período que eu ficaria fora da cidade. Estava tudo planejado. Estávamos muito bem, o traste havia sumido de nossas vidas e a Marina já havia até almoçado num fim de semana na casa de minha mãe, conhecido meus irmãos, que adoraram ela e a Manu, então, esta faz um enorme sucesso. Abri logo o jogo com minha mãe e depois falei com eles, ficaram bem surpresos, mas não fizeram críticas, tínhamos isso na família ninguém se metia na vida um do outro, continuaram tratando a Marina muito bem, mas sei que todos estão ainda processando esta nova verdade na minha vida. Vida segue.

- Sandra, vamos mana, daqui a pouco fecham a garagem da faculdade com a gente aqui na sala dos professores.

- Amiga, vá logo, vou demorar mais uns 10 minutos, sair muito tarde da sala de aula, pois foi apresentação de trabalho e terei q fazer a freqüência agora e essa turma é gigantesca.

- Tá bom, te vejo amanhã. – Deu um beijo na minha cabeça e foi pra garagem pegar seu carro e curti uma boa noite de sono.

Sempre achei essa garagem aterrorizante, parece que entro num filme de terror, cruzes e ta um breu isso aqui, eita,!! Também quem mandou demorar tanto. Ainda bem que tenho o celular, a lanterna dá pra iluminar o caminho. Destravo o alarme do carro e abro a porta, quando ouço passos e me viro, em seguida vejo a silhueta de um homem saindo detrás de uma pilastra, imagino que é um dos guardas.

- Oi, quem está aí? Sou a professora Sandra e já estou indo.

De repente ouço um estampido e um clarão, só sinto o impacto e sou lançada por cima do capú do carro e uma dor lancinante em meu abdome e vou caindo lentamente ao chão, deixando um rastro de sangue no carro. Coloco as mãos no meu abdome, tentando entender o que havia acontecido, quando ouço os passos se aproximarem, tomo a consciência de que levei um tiro e que a pessoa que fez isso estava  vindo terminar o serviço. Passou um filme na minha cabeça, vi minha mãe, irmãos, meus filhos, Manu e Marina, fiz uma prece mental, me despedindo.

 

Notas finais:

Oiii, bora ver como anda a vida dessas duas? Leaim, quem quiser comentar, ótimo. Bjs

32- Tentando sobreviver por patty-321
Notas do autor:

Oláaaaaa, bora ver se a Sandra está viva. Cruzem os dedos.

Quando já consigo enxergar seus sapatos, ouço gritos e a pessoa sai correndo.

- Professora! Professora! Calma! Meu Deus. Segure firme. Vou chamar a ambulância.

Só ouvi isso e não consegui ficar mais acordada. Me senti mergulhando na escuridão. Acordei ouvindo alguém falar e chorar. Era a voz da Marina.

- Sandra, meu amor, abre os olhos, agüente firme.

- Saia senhora vamos levá-la para a sala de cirurgia agora, cada segundo é crucial.

- Te amo Sandra - Apaguei de novo.

Ah que luz forte, que dor na cabeça, no corpo todo, onde estou? O que ta acontecendo? Ouço vozes cada vez mais perto, parece que falam de mim ou comigo, ta tudo tão confuso.

- Ela acordou. E está confusa. É normal. Tenham calma, quero só uma pessoa agora aqui com ela. Os outros, por favor, esperem lá fora. Senhora, me ouve? Pisque os olhos.

Até piscar ta difícil, dói. Mas consigo piscar pro homem de branco. Ele novamente me coloca aquele aparelho no peito e fala que estou bem, que vai autorizar retirarem a sonda e liberarem a água. Estou mesmo morrendo de sede. O médico sai. Consigo mover minha cabeça pra esquerda e vejo minha mãe.

- Oi minha filha. Como está se sentindo? Graças aos céus você ta viva e de volta. Não tente falar, fique quieta, vou lhe dar água.

Assim ela fez, com muito esforço, consegui engoli uns goles daquele manjar dos deuses: água. Com a garganta hidratada, consegui balbuciar algumas palavras.

- Mãeeee, quanto tempo estou aqui? Pegaram quem atirou em mim? Por quê? Cadê a Marina?

- Calma, minha filha, não se altere. A Marina estava a pouco aqui e a sua amiga Helen também, mas o médico pediu pra ficar só uma de nós. Não sabemos quem foi. Mas foi por pouco que você - e minha mãe começa a chorar- não morreu.

Fiquei pensativa, foi ele. Sei que foi ele, aqueles sapatos que vi antes de desmaiar, são deles. Maldito. Fomos ingênuas pensando que ele estivesse se conformado e nos deixado em paz. Mas to viva e ele não perde por esperar. Marina. Penso nela, começo a sorrir e caio num sono sem sonhos.

- Oi Helen.

- Oi dorminhoca. Não basta ter passado quase dois meses dormindo? Levanta e bora pra balada, kkkkkk.

- Louca. Dois meses? Nossa!! Sério isso?

- É mana, não foi fácil, se o tiro pega mais em cima, afffz, gosto nem de pensar.

- Sou fácil não. Sou teimosa, cadê a Marina, tanta saudades.

- Ela ainda não veio aqui hoje, ela entrou ontem à noite pra te ver, depois que você saiu do coma, mas você já estava dormindo de novo, os remédios te deixam bem sonolenta, o médico nos explicou, mas você ta fora de perigo e em franca recuperação.

- Graças. Helen, eu sei que foi o João Carlos que atirou em mim, eu vi os sapatos dele, antes de desmaiar. Preciso contar pra polícia. Preciso ver a Marina, pedi pra ela se cuidar. Liga pra ela, por favor. Cadê meu celular?

- Tá com sua mãe, muita gente ligando pra saber de você e ela fica dando notícia suas. Tem certeza que foi ele, Sandra? Sem provas vai ser difícil pegar esse pilantra. Tá, deixa eu ligar pra ela. Hum... ta fora área. Vou tentar de novo. Continua dando fora de área. Talvez esteja descarregado. Mas ela deve está logo aqui. Ela não tem saído deste hospital. Tadinha, notei que ela perdeu peso. Ela te ama muito e a sapeca da Manu, também. A Marina conseguiu que ela te visse por um pouco tempo, porque você sabe que não permitem crianças.

Os dias foram passando e nada da Marina aparecer. Depois de sete dias, o médico me deu alta, sair na cadeira de rodas e mamãe me levou pra casa dela. Ainda ia demorar um pouco eu ter minha vida de volta. Meus filhos estavam me esperando, quantas saudades, meus amigos mais íntimos, meus irmãos, todos felizes e me dando as boas vindas. Só falava minhas princesas. Pedi pra Helen ir à casa da Marina e no trabalho, eu já estava desesperada sem saber dela. Porque ela desapareceu depois que eu voltei do coma? Peguei meu celular, pra conferir mensagens e meu coração dispara, há um sms de um número desconhecido, de uns dois dias atrás. Abro a mensagem e caio num choro alto e sentido: Me perdoa, Sandra. Não dá mais, melhor ficarmos por aqui. Me esqueça, pois eu vou te esquecer. Não faça nada com o JC, não o acuse. É melhor. Pense na sua família, nos seus filhos. Esperei você ficar bem pra poder parti. Não nos procure. Estamos bem. Fique bem.

Minha mãe correu, me amparando e perguntando o que havia acontecido, meu celular jazia no chão frio, como estava frio e sem vida meu coração.

Notas finais:

Um capítulo curto como o meu tempo. Comentem. Bjs

33 – E a vida continua...bem difícil por patty-321
Notas do autor:

Olá, olha eu de volta. Demorei por pura falta de tempo, afinal vida de empresária, professora, dona de casa, escritora, ufa! cansei. kkkk. Espero que gostem, aguardo comentários, que são o combustível para que eu possa escrever mais rápido ( pequena chantagem). 

Dois meses se passaram, de forma muito lenta, após minha entrada no hospital. Nada puderam provar nada contra o desgraçado do JC. Mesmo com o conselho de Marina através daquele sms frio que dilacerou meu coração, eu prosseguir e o denunciei na justiça, mas por falta de provas concretas, o processo não foi avante. Mais uma vitória desse crápula, mais uma facada no meu já sofrido coração. Dois meses sem a presença das minhas princesas, apesar da raiva que eu sentia em certos momentos, o amor estava presente, sempre. Raiva por Marina ter desistido tão facilmente de nós. Poderíamos lutar juntas contra esse desgraçado, não seria uma luta fácil, mas estaríamos juntas e com certeza nossas famílias nos ajudariam. Porque, Marina? Seu amor por mim era uma ilusão? Uma aventura? E todos os planos, todas as emoções, todos os orgasmos? Foram falsidades? Momentos?

Minha recuperação estava sendo lenta e dolorida, fazia fisioterapia respiratória 3 vezes por semana, uma sessão com psicoterapeuta uma vez por semana, remédios, noites de insônia, quando conseguia dormi, tinha um sono inquieto e cheio de pesadelos, relembrando o momento do atentado e o sms da Marina. Inferno!! Eu bem que não queria me apaixonar, tava tão boa na minha vida insossa. Mentira! A quem eu queria enganar? O meu romance com a Marina foi a melhor coisa que aconteceu em toda a minha vida. Foram muitas emoções, muito carinho, companheirismo, paixão, amor intenso e profundo, pelo menos da minha parte, já da parte dela... Ai que ódio!! Não queria pensar e cá estou pensando nela e em tudo vivido, de novo. Me sinto como se tivessem tirado minha felicidade, como se um dementador houvesse sugado toda a minha alegria, igual aos filmes do Harry Potter. Forças Sandra, você sempre foi forte.

Passado mais alguns dias, estava eu no mercadinho próximo a minha casa, como estava de licença, ainda, preenchia meu tempo, cozinhando pra mim e para os meus meninos. Era por eles que eu fazia o impossível para não desabar na minha autocompaixão, depressão, ou seja, lá o nome que se dar a esta intensa tristeza a qual me achava envolvida. A diarista havia sido contratada para trabalhar em tempo integral, devido ao meu estado físico e emocional, obviamente. Bom, voltando ao mercadinho, eu estava escolhendo alguns tomates, distraída nos meus pensamentos caóticos, quando sinto alguém chegar ao meu lado e ouço:

- Não se vire, continue escolhendo os tomates.

Fiquei paralisada, pensei: eu estou além de depressiva, tendo ilusões. O que mais me falta para ser internada numa clinica psiquiátrica? Dei um comando ao meu cérebro: não olhe, não olhe. Fechei os olhos com força e ouvi de novo.

- Amor, sou eu, Marina, continue focada nos tomates, podemos está sendo seguidas.

Que porra é essa? É uma alucinação mesmo, porque a voz é da Marina. Virei meu pescoço pra olhar, segurando um tomate na mão direita e a sacola na esquerda. Vejo-a levar a mão aos óculos, abaixando um pouco e pude ver aqueles olhos negros penetrantes. Ela coloca os óculos rapidamente no lugar e pede pra mim, novamente, continuar a escolher os tomates. Ela usa óculos escuros grandes e boné na cor preta, enfiado bem profundamente em sua cabeça e o pescoço desnudo, está quase irreconhecível. Fico em choque. Gente, o que é isso, quase dois meses sem ter uma notícia dela e de repente no mercadinho da esquina eu a vejo. What a hell?

- Calma, meu amor, tenho explicações. Mas temos que tomar muito cuidado, pois a minha vida, a sua vida e a de seus filhos, correm perigo... – de repente ela para de falar, olha por cima do meu ombro, pega a sacola com os tomates que estavam em sua mão e segue  caminhando para a parte de trás, que é onde eu sei que se encontra a balança e  o rapaz que pesa os legumes. A Sigo feito um autômato, sem compreender nada, minha cabeça dando voltas com o que ela havia acabado de me falar.

Há duas senhoras na fila da pesagem, na nossa frente, eu fico logo atrás dela com a minha sacola em mãos. Consigo sentir o cheiro dela, dos seus cabelos, do seu perfume, sou invadida por lembranças e a saudade que sinto, faz quase eu abraçá-la ali mesmo, mas me seguro quando os meus braços começam a executar o movimento. Meus filhos! Não! Nunca! O rapaz executa a pesagem da sacola dela, ela passa por e coloca um papel, rapidamente em minhas mãos e vai embora. Pego o papel e coloco no bolso da calça, peso meus tomates, vou pro caixa pagar e não a vejo mais. Sinto-me dentro de um dos filmes de Missão Impossível, será o papel que ela me deu irá se destruir em poucos segundos? Affffz, sou louca mesmo, pensar em filme moradessa, Sandra? Acorda oh, vida real aqui ó.

Entro no meu carro, travando as portas, olho pra todos os lados, na tentativa de ver algo estranho, ainda bem que meu carro possui insulfilm 100%, idéia da Marina, para termos mais privacidade. Não me seguro de curiosidade em saber o que se encontra no papel. Desdobro com as mãos tremendo:

“Me encontre hoje, às 19h na secretaria da igreja Sagrado Coração aqui do bairro. Bjs. M.”

Meu coração bate igual tambor de escola de samba, confiro as horas no relógio, são 16 h, faltam 3 horas. Vou morrer de ansiedade. Vou pra casa e ando de um lado pro outro do meu quarto, que bosta que essa hora não passa. Ouço batida na porta e a dona Neuza entra.

- Dona Sandra, são 17 e 30, já deixei o jantar de vocês pronto, os meninos estão no quarto fazendo a lição de casa. Posso ir? A senhora ta se sentindo bem? Tá tão vermelha. Já tomou seus remédios? Senhora sabe, se eu não cuidar bem da senhora, sua mãe vem aqui e tira meu couro, rs.

- Estou bem dona Neuza, não se preocupe. Pode ir, coloco o jantar dos meninos mais tarde, vou dar um pulo ali na igreja, depois. Eles ficam bem.

- Tá bom então. Até amanhã.

Chego à igreja, às 19 em ponto. Já havia algumas pessoas aguardando a hora da missa, que não demoraria a começar. Vou direto à secretaria, já havia estado ali em outros momentos. Abro a porta bem lentamente e a vejo. Ela está de costas pra porta, calça jeans frouxa, preta, camisa de punho larga preta e tênis escuro, também. Só a reconheço pelos cabelos longos soltos, negros e brilhosos, lindos, como sempre. Ela está compenetrada olhando pela janela, que é toda de vidro. Ela sente minha presença, vira-se e me olha, abrindo um sorriso maravilhoso, abrindo os braços, num convite para um abraço. Parece que fica tudo em câmara lenta, eu nem acredito que estou mesmo, diante DELA. Caminho em sua direção e quando chego bem próximo, dou-lhe uma tapa na face esquerda com toda a minha força.

Notas finais:

Pois bem, vamos ver como anda essas mulheres e seus dramas. Quero sugestões para a morte do famigerado JC. Bjs.

34 – Explicações e complicações. por patty-321
Notas do autor:

Olá queridas, consegui voltar a escrever. Sorry, correria por aqui, espero que ainda tenha algúem disposto a ler. Bora ver as explicações da Marina. 

Caminho em sua direção e quando chego bem próximo, dou-lhe uma tapa na face esquerda com toda a minha força.

Ela vira para mim, e fala: Pode bater do outro lado também, meu amor, eu mereço.

Seus olhos estão cheios de lágrimas, ficamos nos encarando por longos segundos, até que não me contenho e me jogo nos braços dela, chorando muito. Ela me acolhe em seus braços, chorando também. Desde quando fiquei essa pessoa tão dramática? Affz. Amor, amor, amor.

Ficamos nesse abraço por um bom tempo. As duas chorando e fungando.

- Shiiiii, senta aqui, amor. Precisamos conversar e o tempo está passando.

- Só quero saber porque você sumiu? Como pôde me enviar aquele sms frio,sabendo por tudo que eu havia passado e ainda estava passando? Como pôde ser tão egoísta? Não sei se sou capaz de te perdoar, Marina. Você foi cruel.

- Vou te contar tudo, Sandra. Me ouça, por favor. Após isso você toma a sua decisão de me perdoar ou não. OK?

Eu só balanço a cabeça, concordando.

Lembrança On

Estava a horas naquele corredor de hospital, num desespero gigante, pois a cirurgia da Sandra não terminava nunca e ninguém vinha nos avisar de nada. Naquela sala de espera havia pessoas desconhecidas e também algumas pessoas da família. A mãe da Sandra estava com um semblante cansado e triste, olhos vermelhos causados pelo choro, assim como deveria está o meu.

- Família da paciente Sandra Oliveira.

- Aqui doutor. O irmão da Marina prontamente se apresentou.

- Foi tudo bem na cirurgia. A paciente está fora de estável, mas tivemos que induzi-la ao coma...

- Ai meu Deus,meu coração – A mãe da Sandra gritou.

- Calma senhora, é somente pra acelerar o processo da recuperação. Se amanhã o quadro evoluir como pensamos que vai, traremo-la de volta.

Foi um alívio, apesar da palavra “coma” nos apavorar. Vai dar tudo certo e meu amor vai ficar bem.

Fui em casa somente trocar de roupas e descansar um pouco. Voltei ao hospital e fiquei acompanhando todos os boletins que saíam de hora em hora e nos trazia notícias de que seu quadro estava evoluindo conforme o esperado. Mas você não acordava. Foram dois meses de agonia.

Uma semana antes de você acordar, to saindo do trabalho pra ir em casa tomar um banho e voltar ao hospital, quando encontro o JC no estacionamento do prédio, próximo ao meu carro,

- O que você quer aqui, JC? Foi você que atirou na Sandra? Me diz seu maldito – e partir pra cima dele e ele segurou os meus braços e falou bem próximo ao meu rosto, me imprensando entre ele e meu carro:

- Pare com seu showzinho. Aquelazinha deu muita sorte e presta atenção no que eu vou te falar: afaste-se dela, volta pra mim, porque da próxima vez, vou terminar o que eu comecei. Você pensou mesmo que eu iria deixar vocês viverem felizes para sempre, enquanto sirvo de chacota para os meus amigos? Os caras mais influentes desse estado? Hahaha.

Senti um frio na espinha, comecei a tremer,  filho da puta, ainda havia em mim uma pequena esperança de que não teria sido ele. Ledo engano. Depois de alguns segundos encarando aquele canalha, conseguir achar minha voz, novamente.

- Pelo amor de Deus, quem é você? Como eu não te conheço?

- Sim, meu amor, você conheceu só o que eu queria que você conhecesse. Quero você na minha vida de novo ou aquela professorinha pé rapado vai morrer e seus queridos filhos também podem sofrer um acidente ou serem atropelados, vou pensar como. Você ta entendendo? Agora você sabe que não brinco. E nem adianta me denunciar e tal, você não tem provas e eu tenho juízes e delegados dessa cidade no meu bolso.

Engoli em seco e olhando naqueles olhos vi que ele seria capaz de fazer isso e muito pior. Minha cabeça deu um nó. Nunca senti tanto medo na minha vida, não por mim mas por você.

- Então, o que você decide? Quero que você tire uma licença do seu trabalho e venha viajar comigo, deixe a Manu com o pai em Belo Horizonte e venha comigo ou... você já sabe.

- Tudo bem, mas me dê alguns dias, é só o que lhe peço, assim que a Sandra sair do coma e tiver completamente fora de perigo, eu vou pra onde você quiser, mas pelo amor aos seus filhos, não faça nada com ela e muito menos contra a família dela.

- Hum... deixa eu ver aqui com os meus botons. É hoje você ta com sorte, acordei bonzinho. Não espero um dia a mais. Assim que ela acordar, você viaja comigo, ou...

O maldito me roubou um selinho e saiu do estacionamento, assobiando.

Fiz o que ele falou. O que eu podia fazer? Era a sua vida e a dos seus filhos. Eu não poderia viver com isso na cabeça se algo acontecesse com vocês e lutar contra o JC, como?

Me despedi de você com o coração em frangalhos. Nem ao menos pude ver você acordada. Todos os dias ele dava um jeito de me lembrar das suas ameaças. Fiz o que ele me falou, pedi minha licença prêmio do tribunal, ajeitei tudo pra Manu estudar e ficar em BH com o pai dela e segui viagem com o maldito. Que inferno. Mas ele não me tocou nenhuma vez, ele nem fazia questão, só queria me mostrar para a corja safada que ele chamava de amigos. Mas Deus é muito bom. Comecei a procurar documentos e provas de que ele era corrupto, de que estava envolvido em falcatruas, eu já desconfiava quando nós namorávamos, cheguei inclusive a questioná-lo e ele me dizia que não, que só agia dentro da lei, etc. Meu coração e mente focava somente em você e como eu faria pra ter você novamente comigo e que não fosse tarde demais.

Numa noite assistindo o jornal, vi uma ex colega de faculdade dando entrevista, falando sobre a lava jato e demais operações anticorrupção que estavam sendo executada em todo o país, Amanda Frota, delegada da polícia federal. Uau. Me deu um clique, ela vai me ajudar. Após várias ligações para ex colegas em comum, consegui o número dela. Nos falamos e eu contei tudo sobre  o que o JC havia feito conosco e o que eu já havia descoberto sobre as falcatruas dele e ela me falou, em sigilo,  que já havia uma investigação ocorrendo que envolvia o governador e todos os testas de ferro e tudo indicava que o JC era o principal entre todos eles. Entreguei tudo o que eu havia encontrado pra ela, o que ajudou bastante no andamento das investigações. Eu tinha pressa. Bingo!!

Lembranças off

- Nossa, Marina, estou sem chão. Maldito. Como você está aqui? E agora, quanto tempo teremos que esperar até tudo isso acabar e esse famigerado ser preso?

- Ele foi para os Estados Unidos, ontem. Usei a desculpa que precisava ver minha filha, implorei pra ele me deixar aqui. Depois de muita relutância, ele concordou. Comprei passagem para BH, me escondi no aeroporto e peguei outro vôo  pra cá. Precisava te ver meu amor, contar tudo para você, dizer pra você esperar só mais um pouco. Ah, o meu medo de te perder me deu forças e coragem para está aqui. Mas tomando todo o cuidado, pois receio que ele colocou pessoas pra nos vigiar. A Amanda está me dando cobertura, também, inclusive você e seus filhos estão sendo vigiados dia e noite por agentes da confiança dela. Vou ter que ir agora. Espere a missa terminar e você sai. Vou pegar o vôo pra BH agora e depois outro vôo pro Rio de Janeiro. A delegada me garantiu que assim que o desgraçado colocar o pé no Brasil, ele e o governador, serão presos, está tudo planejado.

- OK meu bem, só em saber que esse pesadelo irá acabar, fico mais feliz e, por favor, toma cuidado, não vá se arriscar, não fique mais sozinha com ele.

Após mil e uma recomendações, muitas declarações de amor e beijos, abraços, ela se foi, levando um pedaço do meu coração, mas agora aquela tristeza havia sido substituída por esperança.

Notas finais:

Relevem os possíveis erros, correria geral. Mais desafios para as nossas amantes. Espero que gostem, quem puder deixa um coment pois dar aquele gás pra mim escrever mais. Bjs

35 – A prisão por patty-321
Notas do autor:

Tensão no ar. Preparem os corações. Espero que gostem. O próximo é o final. 

 

Sem notícias de Marina há três dias, minha ansiedade estava na estratosfera. Parecia uma louca, quando saía de casa, ficava olhando para todos os lados, vendo o perigo em cada desconhecido. Mas o que me agoniava mesmo era não ter notícias, não saber o que estaria acontecendo.

No domingo, estava na casa da minha mãe, com ela sempre ficava melhor o meu dia. Eu estava na cozinha e ela na sala vendo TV.

- Filha, corre aqui – ela gritou. Eu larguei o copo com a água que estava tomando, na mesa e fui imediatamente.

- O que foi mãe?

O que vi me paralisou completamente e se não fosse minha mãe me amparando, teria ido ao chão. A imagem era nítida: via o João Carlos com uma arma apontada pra cabeça da Marina, na janela do apartamento e os policiais embaixo, tentando negociar.

- Mãe, é a Marina, mãe. Esse demônio vai matá-la. Porque ela tá nessa situação? Cadê a delegada Amanda, como ela deixou isso acontecer?

- Calma, filha. Os policiais não vão deixar, tenha fé. Olha lá, não é a delegada que chegou?

A situação está bem tensa, neste momento, senhores telespectadores. Parece que o assessor do governador do Amazonas está descontrolado e não quer se entregar, como vocês podem ver, esta jovem que é refém dele é sua namorada e segundo fontes, foi ela que ajudou a policia federal a desmantelar toda a rede de corrupção que agia naquele estado. O governador já está encarcerado na policia federal do Amazonas, prestando depoimentos, mas o seu assessor, o senhor João Carlos não desceu de viagem em Manaus, vindo num vôo de Miami para o Rio de Janeiro. Vamos aguardar e informar a vocês sobre os próximos acontecimentos...

O repórter encerrou o plantão do jornal e eu fiquei sem saber o que pensar, fazer. Só poderia rezar, peguei o celular e comecei a acompanhar por um site de notícias. As lágrimas rolavam e minha mãe trouxe um copo com água açucarada. Nem todo o açúcar do planeta seria capaz de tirar aquela angústia do meu coração.

 As horas foram passando e segundo o site, a polícia estava determinada a invadir o apartamento, quando entrou o plantão novamente na TV.

A polícia está neste momento, na porta do apart-hotel e se prepara pra invadir o recinto. Meu Deus, o que será da refém, se ele atirar pode feri-la - neste momento o repórter, grita pro câmera man; filma, filma,a porta foi arrombada, cuidado, tiros, meu Deus...

Ficou tudo branco na minha vista, só escutei minha mãe me chamando e tudo ficou escuro.

Sinto um cheiro forte e acordo, sem saber onde estava, minha consciência foi retornando e eu me lembrei dos últimos acontecimentos e comecei a me agitar nos braços de minha mãe.

- Mãe, mãe, me diz mãe, a Marina ta viva? Oh não, não.

- Calma filha, não sei, vim lhe acudir e não vi o que aconteceu , tava uma confusão. Vamos ver se conseguimos alguma notícia na internet, porque na TV não está mais dando nada.

- Fiquei quanto tempo desmaiada?

- Uns 5 minutos, vou ligar pro seu irmão para lhe levar num PS, você está muito alterada.

- Não vou, quero saber de Marina, me dê meu celular, veja a senhora, por favor, não tenho coragem – e eu chorava e chorava, coração angustiado.

Mamãe pegou o celular e este começou a tocar, olhei o visor e era umnúmero desconhecido, meu coração quase sai pela boca.

- Alô, quem é?

- É a Sandra?

- Sim.

- Delegada Amanda. Oi, oi, você ta na linha?

- Alô, aqui é a mãe da Sandra, minha filha só me entregou o aparelho, ela não consegue falar.

- Senhora, diga pra ela se acalmar, sou a delegada Amanda, preciso informar que a Marina está bem, foi ferida por um disparo de arma de fogo, no antebraço esquerdo, mas foi superficial. E se encontra neste momento sendo medicada, no ambulatório do hospital Souto Aguiar e o suspeito se encontra detido. Ela estava me deixando maluca aqui aos gritos me pedindo pra ligar para a sua filha.

- Ah graças. Filha, filha, olha pra mim, Marina está bem. Obrigada delegada, obrigada.

- Assim que ela for medicada, ela mesma ligará pra vocês, o procedimento é que ela tem que primeiro depor. Boa tarde.

Mamãe me contou tudo que a delegada relatou e eu só conseguir chorar, agora de alívio.

- Mãe, preciso comprar uma passagem com urgencia para o Rio de Janeiro quero ficar perto dela agora, pois não vão liberá-la tão cedo.

- Você não vai só. Já chamei seu irmão, ele é advogado, é bom a Marina ter um por perto para acelerar os trâmites.

Conseguimos pegar um vôo somente na madrugada. Às 8h aterrisamos na cidade, dita, maravilhosa. Pegamos um táxi direto para o hospital.

- Por favor, recepcionista, somos amigos de Marina Freitas, que está neste hospital.

- Só um momento que vou conferir no sistema. Ela está no quarto 4204, mas vocês só podem subir com autorização da delegada Amanda.

- E onde está a delegada neste momento?

- Não sei lhe dizer, senhora. Pergunte daquele agente ali na porta.

- Deixa que falo com ele, mana, senta ali e procure ficar calma, mais um pouco de paciência e breve você vai ver a moça.

- Ele me disse que a delegada foi em casa, tomar banho, pois ficou aqui até madrugada. E deve está voltando daqui à uma hora, mais ou menos.

Minha vontade era invadir aquele hospital e em busca do meu amor. Mas, me acomodei e ficamos esperando o retorno da delegada.

Estava de cabeça baixa e cochilando, quando meu irmão toca meu braço. Abro os olhos e vejo a delegada sorrindo para mim, estendendo a mão para mim.

- Senhora Sandra, como está? Sou a delegada Amanda.

- Oi, Prazer. Esse é meu irmão Paulo e também advogado de Marina. Por favor, delegada Amanda, autorize a minha entrada.

- Satisfação. Não há nenhuma acusação contra a Marina, pelo contrário, a sua namorada é a nossa heroína, foi pelo esforço e inteligência dela que conseguimos provas cabais do envolvimento de todos os corruptos e assim vamos conseguir que eles permaneçam o resto da vida atrás das grades. Agora, venha ver a sua garota. Ela está bem. Só um curativo no braço e hoje mesmo terá alta. Mas vai precisar de acompanhamento psicológico, como manda o protocolo para casos de seqüestro.

Ela deu a autorização para a recepcionista e foi me acompanhando para o interior do hospital. Meu irmão ficou me esperando na recepção.

- Bom dia agente Souza.

- Bom dia delegada.

- Essa moça é namorada da vítima e eu estou autorizando sua visita. Vá tomar um café que fico no seu lugar. Entre, Sandra.

Adentrei o quarto, estava bem escuro. Me aproximei da cama e lá estava ela, dormindo como um bebê, um curativo bem extenso no braço. Meus olhos já haviam acostumado à penumbra do quarto e pude vê-la perfeitamente. Cabelos esparramados no travesseiro branco. Pálida, mas tão linda, como sempre. Não agüentei a emoção e as lágrimas desceram com intensidade. Limpei-as. Respirei fundo e quando me recompus, beijei seus lábios, bem de leve e ela abriu os olhos.

- Amor. Tô sonhando ou você está aqui mesmo? Não chora meu neném. Estou bem, só levaram um pouco da carne do meu braço, rs.

- Ah, garota, não faça mais isso, eu quase morro do coração. Foi terrível.

- Então vem aqui me dar um beijo de verdade.

- Todos que você quiser heroína do Brasil.

Notas finais:

Relevem os erros. Tempo tá muito corrido por aqui, mas consegui postar e o próximo é o último. Bjs

36 – Enfim o fim ou será um recomeço? por patty-321
Notas do autor:

Galera, voltei pra concluir. Desculpa a demora, muito trabalho, o plano agora é ficar rica pra casar com meu amor.

- Amor, você viu aquela camisa branca com os botões dourados? Não consigo encontrar.

- Dar licença meu bem, sai de dentro desse closet.

Dei um beijinho nos seus lábios e em segundos encontrei a camisa que ela procurava.

- Pronto,  donzela perdida. Kkkkkkk

- Hum, amor. Não sacaneia, só porque sou distraída e nunca acho nada, não precisa ficar tirando onda. Rum.

- Oh minha vida, desmancha esse bico senão em vez de você vestir a roupa eu vou terminar de tirar essa aí.

- Ah é, é? Então vem tirar vem.

E a danada foi jogando os braços no meu pescoço e me dando aquele beijo que me tira do chão. Aí vocês sabem né? A cama ficou pequena pra tanto fogo.

Dois anos de muito amor, depois que Marina se recuperou do tiro, não agüentamos mais viver mais em tetos separados, em cinco meses estávamos casadas. Meus filhos foram acostumando aos poucos, não foi muito fácil, mas com muito diálogo e amor, principalmente o amor que eles tem pela pequena Manu, contribuiu muito para que eles aceitassem nossa união. Nesse tempo abrimos uma empresa de e-commerce e com o sucesso que ela faz e outros empreendimentos, alcançamos nossa liberdade financeira e largamos nossos empregos públicos e hoje temos liberdade para tirarmos férias, somente as duas e com as crianças, nas férias delas. Ahh gratidão pela vida que temos. Somos muito felizes.

Ah, o traste do João, foi encontrado morto na cela da prisão um pouco mais de um ano que ele estava preso. Tudo indica queima de arquivo. Que ele descanse e se arrependa das merdas que fez, lá do além.

É galera, de descrente no amor, passei a ser a mais apaixonada das criaturas, paguei minha língua, kkkkk. Minha amiga Helen também desencalhou e tá há algum tempo namorando com um ex amigo de infância que ela reencontrou pela internet, pasmem! No começo foi um namoro à distância e agora os dois estão grudados com cola mil, kkkkk. O Sérgio não casou com a mãe da filha dele e continua galinhando por aí. A Marina ainda tem ciúmes, o cara não pode comentar uma foto minha que ela fica ouriçada, affz. Besteira. Porém meu ego fica inflado, é gostoso saber que ela tem ciúmes de mim. Mas nada beirando a doença não. Somos muito equilibrados e confiantes no nosso sentimento.

Vou ficando por aqui, sejam felizes, como nós somos. Beijos de Marina, Manu, dos meninos e meu.

FIM.

Notas finais:

Oiiii. Voltei. Terminei a estória, espero que alguem ainda leia. Minha primeira, sei que esta será inesquecível. Obrigada, obrigada pra quem leu e principalmente pra quem comentou.

 Bjs.

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