O amor chega sem avisar por patty-321
Summary:

Sandra sempre pautou sua vida pela filosofia de que viver é uma festa e que viemos pra essa experiência terrena para sermos felizes, desde que não sejamos a causa da infelicidade do outro.


Apesar de ser uma mulher amorosa, nunca acreditou no amor romântico e nunca sentiu esse tal de frio na barriga por outra pessoa,  até conhecer uma certa morena.


Um romance com muitas descobertas, encontros e desencontros.





- AVISOS (se você for sensível a qualquer um dos temas NÃO LEIA):




- CONTÉM CENAS DE SEXO ENTRE MULHERES;


- PALAVRAS DE BAIXO CALÃO;


- VIOLÊNCIA.



Categoria: Romances Characters: Original
Challenges:
Series: Nenhum
Capítulos: 27 Completa: Não Palavras: 24573 Leituras: 22042 Publicada: 28/02/2018 Atualizada: 25/04/2018

1. Capitulo 1 - Primeiro dia de aula. por patty-321

2. CAP.2 - Hoje é sexta feira por patty-321

3. Cap. 3 - Rotina por patty-321

4. Cap. 4 – Chegando as férias por patty-321

5. Cap. 5 – Pensamentos e preconceitos por patty-321

6. Cap. 6– Revelação por patty-321

7. Cap. 7 – Apoio e... Férias por patty-321

8. Cap. 8 – Raiva por patty-321

9. Cap. 9- O retorno por patty-321

10. 10- Encarando o desconhecido. por patty-321

11. 11- O jantar por patty-321

12. 12- E agora? por patty-321

13. 13- Me rendendo. por patty-321

14. 14- Dúvidas, dúvidas e mais dúvidas. por patty-321

15. 15- Mais um passo por patty-321

16. 16- O inevitável por patty-321

17. 17- Namorando? por patty-321

18. 18- Vivendo por patty-321

19. 19- Pedido de namoro por patty-321

20. 20- Felicidade existe por patty-321

21. 21- Flores de plástico não morrem por patty-321

22. 22 - Explicações por patty-321

23. 23 – Saindo da caixinha por patty-321

24. 24 – Ciúmes por patty-321

25. 25 -Dor de cabeça por patty-321

26. 26 –Acerto de contas por patty-321

27. 27 – É só o amor, é só o amor... por patty-321

Capitulo 1 - Primeiro dia de aula. por patty-321
Notas do autor:

Apresentação.

 

 

Primeiro dia de aula. Frio na barriga. Mãos suadas. Nervosismo. Sempre é assim que me sinto, apesar de lecionar há mais de 8 anos, não tem jeito, sempre sinto esses sintomas no primeiro dia de aula do semestre.  Turma nova, não conheço os alunos e vem aquela insegurança. Mas passa em mais ou menos 15 minutos, é sempre assim. Fico pensando: será que vão gostar de mim? Será que são legais? Participativos? Apáticos? Desinteressados? Briguentos?

- Boa noite alunos e alunas!!! Tudo bem?

_ Boa noite professora!!  Tudo bem!!!

_ Beleza!  Meu nome é Sandra e estaremos juntos neste período, a disciplina é gestão financeira.

Falo um pouco de mim e peço pra que eles se apresentem também. São 36 alunos ao todo na turma, como sempre acontece nos primeiros dias, estão presentes somente a metade, o curso é de graduação em administração, 5º período.

Explano sobre a ementa da disciplina, o conteúdo a ser ministrado, a metodologia, o sistema de avaliação, respondo suas perguntas, me parece uma turma bem interessante, que bom! O semestre vai ser proveitoso, penso eu. Assim prosseguimos até o término do tempo. Despeço-me, dou boa noite e saio. Ufa!!!!

Chego à sala dos professores, minha e amiga, a professora Helena, pergunta:

_ Oi  amiga. Tudo bem? E a turma? Parece interessante?

_ Oi, tudo bem sim e você? Gostei do primeiro contato.

_ Vou dar aula pra esta turma também, já os peguei no semestre retrasado. Tirando uns malandrinhos, a maioria é bem interessada, participativa.

_ Poxa, legal. Fico feliz.

Termina o intervalo, vou pra outra turma e é o mesmo ritual.

Minha rotina é esta: pela manhã, trabalho como coordenadora de projetos na secretaria de administração do município, das 08 às 14:00h e à noite sou professora de ensino superior numa faculdade particular. Minha paixão. Sou graduada em administração e sou mestre em Gestão estratégica e finanças, tenho 37 anos, divorciada há quatro anos, tenho dois filhos, sou uma pessoa alegre, atraente e amo curti a vida.

 

Notas finais:

Olá.

Minha primeria estória, relevem se houver erros. Se alguém ler e quiser comentar, ficarei feliz e continuo.

Beijos.

CAP.2 - Hoje é sexta feira por patty-321

 

 

Sextou!!!!! Oba! Adooroooo as sextas feira. É o dia em que me sinto mais elétrica, tadinho dos meus alunos, ficam loucos, porque estão saturados de aula a semana inteira e querem moleza, mas comigo, não tem moleza, passo trabalho em grupo e cobro muito, não dou desconto. Estou naquela turma, novamente.

_ Oi turma, boa noite!! Tudo certo? Pique total?

_ Não prof!!! Manera ai e libera a gente cedo, oh hoje é sexta, poxa! – diz uma morena, que senta bem na frente.

_ Teu nome, como é?

_ Marina.

_ Marina, querida, hoje é sexta, véspera de sábado e teremos aula, sim, até 22h00min, normal assim – digo rindo com uma voz bem animada, ela sorri e o resto da turma protesta, mas não conseguem deixar de rir da minha tirada. Noto que o sorriso dela é lindo, aliás, ela é uma moça muito linda, jovem e alegre, acho que é o primeiro dia de aula dela.

A aula transcorreu tranquila, liberei os alunos era 21 e 50. Reclamam, mas estão gostando das minhas aulas, amém! Minhas aulas são bem animadas.

Termina o expediente e encontro com a Helena, grande amiga e companheira de baladas.

_ E aí, amiga? Vamos pra onde hoje? Qual é a balada da sexta?

_ Sandrinha, minha flor, vamos curtir um sertanejo universitário hoje?

_ Sertanejo? Poxa amiga, sabe que prefiro rock, pop, dance, afff!!

_ Ah deixa de onda, vamos, chama o gatinho, já liguei pra Mara e ela vai nos encontrar no Balada sertaneja, vai, vai.

_ Tá bom, se o Sérgio topar a gente vai então, fazer o que? sou voto vencido mesmo, mas na próxima sexta, eu escolho.

_ Tá, tá chorona – e fica rindo da minha cara de contrariedade.

Na balada

Lá estava nós na balada sertaneja, tocava uma bem agitada. Já tinha tomado dois chopinhos e estava me divertindo muito, dançando com o Sérgio e as minhas amigas, o  ambiente é bem agradável, a banda bastante afinada, apesar de ter bastante gente, não estava lotado, dava pra dançar legal. E o Sérgio, como sempre, um cavalheiro, cuidava de nós três, nos servindo, dançando comigo, principalmente, mas também com minhas amigas, já que elas estavam sem parceiros. Lembrei que já estávamos juntos há uns 08 meses, minhas amigas gostavam bastante dele, é um cara bem agradável, gatinho, 28 anos, moreno claro, olhos pretos, um corpo esguio, 1,70m, muito animado e bem humorado, dança todos os ritmos. Eu gostava dele, mas não era apaixonada, se bem que lá no fundo, eu sei que nunca me apaixonei na vida, nem pelo meu ex-marido, com quem fui casada 12 anos. Sempre achei que esse lance de amor, amar, não é pra mim. Coisa que não existe, sentimento que pessoas carentes desenvolvem pra suprir falta de amor próprio. Acredito em tesão, atração, em relacionamento agradável e prazeroso.

 Foi uma noite super divertida, deixamos as meninas na casa delas e terminamos a noite no apartamento do Sérgio com direito a muito sexo o restante da madrugada.

Claridade bateu nos meus olhos e os abri devagar, virei pro lado e o gatinho continuava dormindo, abracei ele por trás e falei:

- Acorda meu bem, to com fome, já deve ser bem tarde.

- Hum.. oi minha gata, bom dia. Que preguiça, deixa ver as horas, nossa!! 13:30h, tá tarde, vamos levantar, já é hora de almoço quer almoçar aonde? – se virou beijando minha cabeça.

- Não sei lindo, vamos tomar banho e nos vestir, pede alguma coisa daquele restaurante, tem o número no meu celular, to sem coragem de sair.

_ Tá bom, relaxa.

Passamos o restante do dia vendo TV e namorando, às sete da noite fui pra casa.

_ Oi mãe - disse meu filho mais novo, assim q coloquei o carro na garagem- demorou hem? Saudade.  Trouxe alguma coisa gostosa pra gente?

- Claro meu amor respondi, entregando uma sacola com sanduíches e refrigerantes. Tenho dois filhos, um tem 9 anos e o outro 11, dois meninos que são minha vida.

Sou separada há quatro anos e moro com os meus filhos num apartamento de 3 quartos, num condomínio de classe média.

 

Cap. 3 - Rotina por patty-321

 

 

E a vida continua... rotina, rotina e rotina. Na semana é sempre assim, da secretaria pra casa, de casa pra faculdade e de volta pra casa. De manhã dou carona para os meus filhos para o colégio e vou pro meu expediente na secretaria.

O domingo é reservado a visitar a família. Minha mãe e 4 irmãos, sendo 3 homens e uma mulher. Nos damos super bem, cada um com suas vidas, suas dificuldades e alegrias, somos uma família bem normal. Passamos a tarde em volta da piscina, tomando cerveja, ouvindo música e comendo churrasco. A minha irmã é casada, tem um casal de filhos. Meu irmão mais velho também e os outros dois, um é separado e mora na casa da minha mãe e o outro é enrolado. Tenho duas sobrinhas adolescentes que eu adoro.

Fico na minha mãe até 5 da tarde e vou pra casa, descansar, porque na segunda, começa tudo de novo.

O restante do domingo aproveito para ler um pouco e ver TV, durmo cedo porque na segunda começa tudo de novo.

Na segunda, estava na faculdade, me encaminhando pra próxima aula, quando escuto alguém me chamar:

_ Professora, professora Sandra, com licença. Meu nome é Marina, sou sua aluna, do quinto período, tudo bem?

_Tudo coração, que foi? Em que posso lhe ajudar?

_ Professora, eu tive que viajar por conta do meu trabalho e sei que a senhora passou um trabalho pra ser entregue hoje.

_ Sim, sim – falei tentando me lembrar.

_ Pois é eu vim lhe pedir para a senhora me deixar entregar na próxima aula, por favor, cheguei hoje de manhã de viagem e realmente não deu tempo de fazer. Por favor.

Olhei bem pra ela, pra ver se ela estava sendo sincera e vi verdade no seu olhar.

_Ok, querida, vou abrir essa exceção pra você, mas quero um trabalho de ótima qualidade, hem? E lá fui eu pra minha turma, me despedindo dela no corredor.

Passaram os dias e novamente tenho aula na sala do quinto período.

_ Prof, tá aqui o meu trabalho. Me esforcei bastante e creio que ele está muito bom.

_ Ok Marina. É esse seu nome não é? Ela me respondeu balançando a cabeça.

Depois desse dia nos tornamos mais próximas, ela sempre ficava no final da aula e me contava um pouco da sua vida. Me disse, que tinha 25 anos, tinha uma filha de 6 anos e namorava um homem bem mais velho. Na verdade era um “namorildo”, mas que não moravam juntos. E eu contava um pouco da minha, que era separada, que tinha um rapaz com quem eu saía sempre, mas que não considerava namorado, pois não gostava de rótulos, nem acreditava em amor, que para mim era coisa de gente carente e tal. Ela ria muito.

_ Gosto muito de conversar contigo, profa.

_ Eu também gosto, querida. Você é uma jovem muito interessante. Me faz ri demais.

_ To indo, Sandra, posso te chamar assim?

_ Pode sim. Sem problema. Tchau!! Bom fim de semana.

_ O mesmo, beijo.

E me deu dois beijinhos nos rosto, e saiu da sala com um andar pra lá de sensual. Hum... Sensual? Desde quando eu acho andar feminino sensual? Pirou, Sandra? Mas fiquei pensando. Essa menina é tão linda, cheirosa, louquinha, gente boa, inteligente, lembra a mim mesma nessa idade.

 

Notas finais:

Boa noite, agradeço a quem está lendo e mais ainda as queridas que comentaram. Os primeiros capítulos estão sendo, principalmente, para apresentação das personagens.

Obrigada.

Cap. 4 – Chegando as férias por patty-321

 

 

Enfim, o semestre estava terminando e os professores teriam as tão esperadas, férias. Como não coincidem as férias da faculdade com as do meu outro trabalho, danou-se!!! Terei que ficar por aqui mesmo, curtindo umas baladas, festinhas na casa dos amigos, etc.

Já estávamos na última semana de aula, estava eu na sala de aula, no final do segundo horário, entreguei as provas e dispensei a turma, restaram algumas alunas e entre elas a Marina, falando de férias e de quem ia fazer o que, onde, com quem e tal, quando o celular dela toca e ela começa a falar e deu pra eu ouvir:

_ Oi linda, não...sala de aula...to indo, espera, beijos (risos).

Ela vira pra mim e diz sorrindo:

_ Desculpa prof, mas tenho que ir, vou encontrar uma certa pessoa, depois te conto o que tá havendo, um babado fortíssimo, kkkkkkkk.

_ Me liga mesmo pra contar que agora estou hiper curiosa, hem?

_ Deixa comigo, beijo, tchau. Até mais colegas. Boa noite.

_ Boa noite, respondemos.

_ Hum...essa menina tá cheia de mistérios.

_ Vixe professora a senhora não faz ideia do que esta doidinha da Marina tá aprontando- falou a Amanda, uma das amigas mais próximas da morena.

_ Ah não Amandinha, me conta logo então, vai? Não vou me aguentar de curiosidade.

_ Prof, só pra nós aqui, eu vou falar porque ela já contou pra gente e não tá nem aí com a opinião dos outros. Você sabe que ela tem um “namorildo”, né? Prof, o cara é um velho, aff, ela é tão linda, tão nova, né? E pior de tudo, ele ainda sacaneia com ela direto, tem um monte de periguete, só porque ele tem grana, pode?

_ É, eu to sabendo, ela já me contou o que rola, achei um absurdo, se fosse eu já tinha dado um pé na bunda dele faz tempo, cruzes.

_ Pois é, só que agora ela disse que vai dar o troco direitinho nele, colocar uns chifres e tal.

_ Vixe já saquei, então ela tá saindo com um gatinho.

Amanda começou a rir e as outras duas amigas também. Riram de chorar. Eu fiquei sem entender nada.

_ Hei que foi? O que disse de tão engraçado? Não to entendendo.

_ Prof, ai, ai, - Amanda falando- é que não é bem um gatinho, mas é uma gatinha, kkkkkkk.

_ Hã, o que? Agora deu nó no meu cérebro, vocês querem dizer que ela agora resolveu mudar de time?

_ Aí é que tá Sandra, ela contou pra gente, que na verdade, faz tempo que ela tinha esta curiosidade e ano passado, quando ela foi de férias para Belo Horizonte, cidade natal da avó, ela ficou com uma prima e gostou muito.

_ Nossa!! Sei lá, aqui na faculdade já to acostumada com alunas que gostam de meninas, pra mim é normal, e tem algumas bem femininas. Na verdade a gente cria esses rótulos na cabeça e acha que mulher que gosta de mulher são todas meio machos e tal. Digo isso porque a colega de vocês é muito feminina, sei que ela é muito na dela, não gosta de balada, só gosta muito é de viajar, cinema, shopping e fazer compras, nunca me passou na cabeça e ela nunca me falou nada sobre esse lance de gostar de mulher, entendem?

_ Pois é querida, mas ela de um tempo pra cá, vem falando pra gente que se sente atraída por mulheres e que não sente mais nada pelo João Carlos. Mas dizem que é assim com algumas pessoas, elas acabam se descobrindo algum dia, sei lá não é minha praia não, eu curto muito é um pênis, grande, grosso, kkkkkkkkk.

_ Meninas eu também nunca pensei nisso não. Desde a minha adolescência que gosto muito de homens, com todos os defeitos e qualidades. Confesso que vendo algumas meninas aqui, fico me perguntando, como será que duas mulheres conseguem transar? Poxa, elas não tem o instrumento, só língua e dedo, pode ser ingenuidade minha, será que dá pra mulher gozar?

_ Pô prof, também não sei, deve ser  muito esquisito, a gente se esfregar com uma pessoa que tem o mesmo “adereços “ que você, seios, bunda roliça, ombros estreitos, mãos finas e delicadas, afff, vou dizer, me causa um asco, arg!! Tô fora. Gosto é de ombros largos, mãos grandes, brações, pelos no peito, mas enfim há gosto pra tudo, né? Sem preconceitos, cada um na sua.

_ Enfim meninas, não vamos julgar, cada um na sua, importante é ser feliz. Bom, tá na minha hora vou bater ponto e casa que amanhã tem mais. Obrigada pela companhia, beijinhos.

 

Notas finais:

Aí está mais um capítulo nessa minha estória simples, sem pretensão de virar best seller, kkkk. Espero agradar. Bom fim de semana.

Cap. 5 – Pensamentos e preconceitos por patty-321

 

 

Fui pra casa pensando no que as minhas alunas haviam me contado a respeito da colega. Fiquei de queixo caído, sei lá, nunca tinha me passado pela cabeça, algo assim. A gente já tinha certa intimidade e fiquei imaginando porque ela não me contou essa vontade que ela tinha de pegar mulher, que foi isso que eu disse mesmo? “Pegar mulher”? que expressão estranha, não tem como mulher pegar mulher, pô, mulher não tem pênis, mulher só se esfrega com mulher. Amanda tem razão, é muito estranho, mulher fazer amor com mulher.

E ficou martelando esse pensamento na minha mente, imaginando aquela moça tão linda, com aquele sorriso, aqueles olhos negros, cabelos negros e ondulados, um corpo malhado, beijando outra mulher tão bonita quanto ela. Hum... e se a outra for feia? Não, não, deve ser linda como ela. Demorei bastante a pegar no sono. Quando dormi, sonhei com a Marina nua numa cama com uma mulher que não via o rosto, elas se beijavam e gemiam, as pernas entrelaçadas, e por incrível que pareça pra mim, me excitei e acordei com a calcinha molhada. Dei um pulo na cama, me sentando e o sonho veio nítido na minha memória, me causando sensações de pura excitação. Respirei fundo, me acalmando e tentando esquecer as imagens, repudiando aqueles arrepios de excitação pelo meu corpo.

Passei o dia tentando esquecer o sonho, mas ele de vez em quando vinha na minha mente, aquela imagem das duas não saía do meu pensamento, me causando sensações que eu não queria admitir.

Já na faculdade, parece coisa de destino, se bem que nunca acreditei em destino, to subindo as escadas e com quem eu me deparo? Com ela.

_ Oi Sandra, tudo bem? - Me deu dois beijinhos e começou a caminhar comigo.

_ Tudo bem querida! E você?

_ To bem, muito feliz como há muito tempo não ficava.

_Hum... Isso é bom.

_ Olhas só, não te liguei porque não deu. Mas tenho algo pra te falar e quero muito a tua opinião, que pra mim já se tornou algo muito importante. Além de você ser minha professora, você é minha amiga, né?

_ Claro jovem, com certeza.

_ Ainda bem que tá terminando o período e você será tão somente minha amiga. Que bom. Vai tá aonde no final da aula? Se não tiver nenhum aluno na sala poderemos conversar.

_ Sim,sim – respondi- sem problema, vou está na sala 116, ok?

_ Ok professora, boa aula, boa noite. Bjs.

E saiu pra sala dela, me jogando beijos, piscando e sorrindo. Nossa!! Como ela é linda, merece um príncipe, um homem gato, maravilhoso, que faça dela uma rainha. Mas isso existe? Será que não é a sociedade hipócrita que nos induz a pensar assim? Ai, ai. Lá vem o meu lado questionador de tudo. Sempre teci críticas contra a ordem preestabelecida, lembro que na minha juventude, na época de faculdade, um amigo meu me chamava de a “Che Guevara”, a revolucionária, queria mudar tudo, lutar a favor das minorias, erguer bandeira da igualdade, etc. Com a maturidade veio o sossego, a quietude nas minhas atitudes. Casamento, filhos, luta pela sobrevivência e você esquece os seus ideais e arroubos da juventude.

 

Notas finais:

O despertar da força (kkkkkkk) e/ou o início das vontades?

Cap. 6– Revelação por patty-321
Notas do autor:

Postagem dupla porque é sábado. Vamos apressar a coisa e ver o teor da conversa. Boa noite.

 

 

Estava eu na sala, sozinha, aguardando, admito, com ansiedade que a Marina viesse conversar comigo, como ela havia falado no início da noite.

_ Oi, boa noite, posso entrar? – Aí estava ela na porta da sala.

_ Pode querida, fique à vontade, todos já foram.

_ E aí? Como é que você está? Hum... bonita como sempre, isso estou vendo.

_ Sei... Tomara. Se você tá dizendo, vou fingir que acredito kkkkkkk.

_ Hum... tímida, é prof? To sabendo, os gatos que o digam, né? Baladeira.

_ Menina, dar pra parar, olha o respeito. – Disse isso rindo muito – ela sempre me causava esses arroubos de risos.

_ Bem, to enrolando, mas vou te contar o que tá acontecendo comigo e espero que você não mude sua atitude para comigo. Vou apostar no que eu sinto e no que vejo em você. Que sempre me pareceu ser uma pessoa de mente aberta e moderna.

_ Tá, tá, não me enrola. Não se preocupe, o que a gente conversar aqui, fica aqui, ok?

_ Ok, beleza. Sandra, você sabe que tenho uma pessoa na minha vida, o João Carlos, somos enrolados há uns 5 anos num relacionamento muito conturbado, eu diria. Sei que te falei que há algum tempo tenho tentado dar um ponto final na nossa história, mas ele como sempre, não me deixa ir, me persegue, e eu acabo voltando na dele. Mas já faz tempo que ele não mexe mais comigo, sabe? Em nenhum sentindo, nem emocional, nem sexual.

_ To lembrada que você me confidenciou esses problemas.

_ Pois é. Mas faz algum tempo, na verdade faz muito tempo que sinto algo, que nunca quis encarar, nem admitir que fosse verdade. Mas ano passado quando fui passar férias na casa de minha avó, encontrei com alguém que fez parte da minha adolescência, minha prima, a Alice. Estávamos na festa da virada do ano, na casa de minha avó e sentir os olhares dela, assim diferente pra mim, sabe? Depois dos cumprimentos pela passagem de ano, ela me convidou pra irmos numa boate. Sabe que não sou de balada agitada, curto mais um lugar tranquilo, com músicas românticas e tal. Mas ela insistiu pra mim acompanha-la já que fazia tempo que não nos víamos e eu fui.

Chegamos na balada e ela me puxou pra pista, achei estranho que logo na entrada da boate, eu vi casais homo se beijando, no maior amasso. Cochichei no ouvido dela se ali era um local GLS e ela me confirmou. Dei uma tapinha no braço dela e disse: doida. Ela me disse: relaxa prima. Começamos a dançar e ela segurou com uma mão em minha cintura e com a outra tomava o drink que alguém já havia colocado na mão dela e eu nem vi. Ela dançava bem colada a mim. No inicio achei estranho e tentei sair daqueles braços, mas ela insistia e acabei deixando. E começou a falar no meu ouvido, perguntando o que eu estava achando do local. Aquilo me arrepiava, ela tem um corpo lindo, branquinha, curvas e muito feminina. Disse-me que eu estava muito linda e olhou nos meus olhos. Me virei pra olhar pro lado e quando voltei o rosto, ela me tasca o beijo na boca. Fiquei surpresa e a princípio não reagi, ela começou a forçar a língua dela entre meus lábios e eu permiti.  Nossa, Sandra!! Que foi aquilo? Que beijo gostoso. A boca dela tão macia, uma língua quente, gostosa, fui no céu. Fiquei tonta e se ela não me segura firme, eu teria caído. Parei o beijo, olhei pra ela e sair correndo daquele lugar, peguei o primeiro táxi que vi e fui pra cada da minha avó. Cheguei, tomei um banho e fiquei a pensar no que ocorreu e no que senti.

_ Caraca, não sei o que falar, coração. Você voltou a vê-la?

_ Ela foi se despedir de mim no dia em que fui embora, mas não falamos nada do beijo. Melhor, eu não sabia onde colocava os olhos, fiquei perdida. Enfim, no final de maio conheci uma moça, ela é dois anos mais velha que eu, tava  coordenando o evento para a empresa e uma amiga nos apresentou. Conversamos, trocamos email e número de celular. Ela me ligou alguns dias depois e me convidou para irmos ao cinema no Shopping e eu aceitei. Gostei muito de conversar com ela. Ficamos amigas. A gente se ligava todo dia, passava sms, email, facebook.

No sábado passado, ela me convidou pra conhecer o apartamento dela, ela mora só. Bom, cheguei no ap, ela me  deu dois beijinhos de comadre, me ofereceu um copo de vinho, não sou de beber, mas aceitei. Jantamos, conversamos bastante na sala ouvindo umas músicas que gosto muito. De repente tocou Marisa Monte: “Deixa eu dizer que te amo, deixa eu gostar de você...” e ela me chamou pra dançar, entre risos, brincadeiras e dança, ela me disse que eu era linda demais e que estava gostando de mim, não só como amiga, mas como mulher, que ela não tinha me dito com medo da minha reação, mas que ela é lésbica. Fiquei olhando nos olhos dela e  permiti que ela me beijasse.

Sandra, Sandra, foi melhor ainda esse beijo, nossa, foi maravilhoso. Ficamos ali naquele amasso no meio da sala. Depois sentamos no sofá e ficamos namorando. E ela me contou que tava namorando com uma moça há uns 3 meses atrás, mas que tinham terminado e perguntou se eu queria ficar com ela. Eu contei pra ela da experiência com minha prima e que tinha ficado muito assustada, mas que com ela, eu tava tranqüila e disposta a viver isso na minha vida.

 

Cap. 7 – Apoio e... Férias por patty-321
Notas do autor:

Bora esquentar? Postagem dupla hoje, pra compensar o domingo e a segunda, sem.

 

 

O que eu poderia falar diante de tudo que ela me contou? Não conseguia definir o que eu estava sentindo, sinceramente. Uma coisa é a gente ver acontecer como quem a gente não conhece e outra é com uma pessoa que você conhece e que passou a admirar, a ter afeição. Mas enfim, minha voz saiu:

_ Bem, minha flor, eu de maneira alguma vou lhe condenar, me afastar, jamais. Digo que você tem que realmente saber que está feliz, verificar se não passa de uma curiosidade, porque você sabe as pessoas são cruéis e ainda existe muito preconceito por aí, muitas vezes camuflado e sinceramente espero não ver você sofrendo. Gosto muito de você. E ainda tem esse homem na sua vida e sua filha que é uma criança linda, inteligente e madura pra idade dela.

_ Professora, sei disso e lhe digo que estou muito consciente de tudo, mas eu não vou mais esconder as minhas vontades, meus instintos. To com 25 anos e não sou mais aquela menina assustada e que cresceu sozinha praticamente. Só tive a minha avó, minha mãe, foi embora e me deixou, tem outra família, mora aqui na nossa cidade, mas não tá nem aí pra mim, a não ser quando precisa de grana, aí ela me procura. O João Carlos, já cansei do “amor” dele, que só quer me usar e me mostrar para os amigos, como se eu fosse um troféu. Não quero mais nada com ele. E se a Manoela for a pessoa que vai me fazer feliz, vou mergulhar de cabeça.

_ Pois bem princesa, então digo pra você que conte comigo. Pra desabafar, te dar apoio ou chorar, meu ombro está aqui. Estamos no final do período, mas você sabe meu número de telefone, aonde eu trabalho, fique à vontade para me procurar.

Nos despedimos com um abraço e beijos no rosto.

Dois dias depois dessa nossa conversa, ela me liga, me conta que está super empolgada com a Manoela e que iriam viajar juntas para curtir as férias no litoral nordestino, ai a inveja branca bateu forte, rs. Me disse ainda, que não haviam dormido juntas e ela estava ansiosa pra isso acontecer, que tinha feito umas pesquisas na internet para se inteirar do que ia ocorrer. Mas que elas iam esperar chegar em Natal, queriam que fosse especial - Ai que romântico e chic, eu disse. Conversamos mais um pouco e nos despedimos.

Fiquei meio triste não sei por que, será porque eu não ia viajar? Será porque eu ia ficar com uma saudade daquela menina doidinha, tão divertida e alto astral? Ai, não sei por que não gostei da Manoela, ela me adicionou no face e dei uma olhada nas fotos dela e não gostei. Fiquei com muito medo de ela magoar a minha menina, digo, amiga.

Mas o mundo gira, e lá tava eu curtindo um karaokê com minhas amigas e com o Sérgio, na sexta feira, depois iríamos pra boate dançar. O celular dele toca e vejo ele ficar super nervoso, ficou mais branco do que ele já é.

_ Que foi gatinho? Parece que viu fantasma.

_ Meu pai, gata, passou mal e chamaram a ambulância tão levando ele pro hospital. Vou indo. Te ligo quando souber mais notícias, ok?

_ Ok meu bem, fica com Deus, vai dar tudo certo.

Nos despedimos e ele foi embora. Ficamos mais um pouco no karaokê e me despedi, perdendo o ânimo para esticar a nossa noite. Logo que cheguei em casa, o Sérgio me envia um torpedo dizendo que o quadro clínico do pai estabilizou. Fiquei mais tranquila e dormi.

 

Notas finais:

Um grande abraço pra quem tá lendo, saiam da moita. Um beijo especial pra quem tá comentando. Continuem. Obrigada. Bom dia.

Cap. 8 – Raiva por patty-321
Notas do autor:

Como prometido, aqui está o segundo capítulo do dia. Divirtam-se.

 

 

Minhas férias não estavam saindo como eu queria e merecia. O Sérgio com os problemas de saúde do pai estava ausente da minha vida. Eu saindo com minhas amigas, indo ao shopping, barzinho e trabalho na secretaria.

Estou na secretaria quando atendo uma chamada no celular, a foto que aparece no visor é o gatinho;

- Oi gato! Tudo bem?

- Oi gata, tá sim.

Hum... não senti firmeza na voz dele.

_ Que foi? Aconteceu algo com o teu pai?

_ Não o pai tá melhor, tá em casa, descansando.

- Ah, ok? Mas o que te perturba?

Ele ficou em silêncio durante algum tempo, mas acabou por responder.

- Sandra, to meio que estado de choque e queria te falar a vivo, mas não to me segurando.

-Que foi? Agora que começou, continua, acima de tudo somos amigos, não?

- Sim. Sim, com certeza. Pô gata, acho que você vai ser vai ser tia.

- Tia? Como assim?

- Ontem me encontrei com um amigo e bebemos umas e ele me contou que tem uma pessoa que eu saí que tá grávida e disse que o filho é meu.

Caraca! Ouvi isso e fiquei estarrecida, porra, ele sempre me falou que se cuidava, usava camisinha e que não queria ser pai. Que merda que ele tava me falando.

- Espera aí, Sérgio, que papo é esse. Cara você não se protege sempre? Você vacilou?

- Pois é, meu bem, marquei, é uma pessoa que sair umas duas vezes.

- Pô Sérgio, sei que a gente não tem compromisso, mas não tô confortável com essa história. Cacete, que merda.

- Poxa eu sei. Sinto muito. Ela tá chegando na cidade esta semana e vamos conversar.

- Olha, tão me ligando aqui, depois a gente continua a conversa - Dei tchau e desliguei.

Tava confusa. Não sou apaixonada por ele, mas aquela história tinha mexido comigo e eu tava muito puta da vida. O jeito que ele me falou: tia? Porra de tia, nós não éramos irmãos, a gente era amante, tinha tesão pra porra entre nós. A parti daquele dia resolvi me afastar dele. Me ligou algumas vezes e eu não dei confiança. Soube pela Helena que o pai dele havia piorado e que ia precisar de tratamento prolongado. Dei uma ligada pra ele, dei força, mas não o vi mais. Ele sentiu a minha frieza e não falou nada pra quebrar ou se aproximar, tava passando muita coisa na vida dele. Fiquei acompanhando a vida dele pelos posts que ele colocava no face.

 

Notas finais:

No próximo capítulo a morena retorna e teremos surpresas. Acompanhem. Beijos.

Cap. 9- O retorno por patty-321
Notas do autor:

A paixão vai tomando conta delas.

 

 

Era 19h e eu tava no shopping, tomando uns chopes com a Helena e algumas outras amigas, quando o celular toca e vejo que é a Marina.

_ Oi flor, tudo bem?

_ Oi lindona, tá por onde? Te incomodo?

- Não, de maneira alguma. Tô no shopping com algumas amigas. E você? Tudo bem?

- Tudo. Cheguei hoje na terrinha. Quero te mostrar as fotos da viagem e te contar umas paradas que aconteceram, vai tá por onde amanhã?

- Bebê, de manhã to na secretaria e depois das 14h tô livre.

- Legal, vem almoçar aqui no meu ap, trouxe uns frutos do mar que vou preparar, pode ser?

- Beleza, passa o endereço.

Cheguei após as 14h, o porteiro do edifício me anunciou e subi.  O apartamento dela ficava no 3º. Andar.

- Oi lindona, tudo bem? Tava com saudade- ela me recebeu assim que bati na porta, nós demos dois beijinhos de comadre.

- Senta amiga, quer tomar alguma coisa? Cerveja, suco, refrigerante, água?

- Obrigada querida, água mesmo.

- Toma aqui, Sandra. Vem conhecer meu cantinho agora. Aqui é a cozinha e a sala de jantar, aqui o banheiro social, quarto de hóspede, quarto da minha pequena e o meu quarto, que é uma suíte.

O quarto tinha uma cama de casal muito bonita, um rack com um home theater. Tudo de muito bom gosto, o que eu gostei mesmo foi do banheiro, grande, com uma banheira maravilhosa, nossa!!

-Lindo teu apartamento Marina. Parabéns.

- Que bom que gostou. Vem, vamos almoçar.

- Hum, tá tudo uma delícia, esse creme de camarão, que delícia! E então me conta como foi a viagem com a garota.

- Aff amiga, no início foi uma maravilha. Passamos 4 dias e noites incríveis. Mas, na quinta noite, nós estávamos curtindo um show num barzinho na beira mar e estava tudo bem, ela foi ao toalete e quando voltou eu estava conversando com um rapaz na boa e ela já chegou, segurando no meu braço e falando alto, dizendo que eu estava de paquera com o rapaz, que eu não tinha respeito por ela e tal, nossa foi um barraco ridículo. Pensei, fudeu, que louca.  Não tolero essas coisas, basta o João Carlos na minha vida. Voltamos para o hotel e mudei a passagem dela para a manhã seguinte e acabou!

Toda essa situação valeu pra descobrir que ela não é a pessoa que eu pensava, viu? Caraca, a gente ainda nem namorava e ela já se achava dona de mim, pode? Mandei passear e curti

O resto das férias sozinha mesmo. Foi bem melhor.

- Poxa querida, sinto muito. Que coisa, hem?

Terminamos de almoçar e fomos pra sala. Ela me mostrou as fotos da viagem e disse que ia pegar o meu presente.

Ela me entregou alguns souvenirs típicos do nordeste, todos muito fofos.

- Obrigada linda, são maravilhosos, melhor ainda é saber que você lembrou de mim, fico feliz.

Ela me abraçou e me beijou o rosto. O toque dela me causou arrepios pela primeira. E fiquei um tanto confusa com a reação do meu corpo ao seu contato. Sentia o seu perfume muito gostoso, como havia sentido outras vezes, mas dessa vez eu estava reagindo diferente, o que estava acontecendo comigo?

- Eu... eu vou andando, acabei de lembrar de um compromisso, Marina, me desculpa.

E sair quase correndo daquele apartamento. Ela tentou ainda me deter, acho que não entendeu nada.

- Espera Sandra, o que houve? Vou te ligar, ok?

Ela me disse da porta e eu desci as escadas praticamente correndo. O coração estava a mil, os pensamentos em ebulição.

Fui pra casa, tomei um longo banho. Falei com os meus filhos e passei o restante da tarde vendo tv, mas sem realmente enxergar. À noite, estou deitada lendo um livro e de vez em quando checo minhas mensagens no whatsapp e vejo uma mensagem de Marina:

- Oi Sandra, adorei o almoço, você gostou? Saiu com tanta pressa. Tá td bem?

Fiquei pensando se respondia ou não. Resolvi responder:

- Oi linda. To bem sim. Não se preocupe, realmente tinha algo pra fazer e só lembrei naquela hora, desculpa. A gente se fala. Boa noite. Bj

- Boa noite lindinha. A gente se fala. Ainda não matei as saudades de vc. Bj, bj.

Meu coração disparou. O que será que ela quis dizer será que ela gosta de mim de outra maneira? Ai, to delirando. Enlouqueci. Fiquei mentalizando: ela é uma mulher, uma garota, tá doida? Você sempre foi tarada por homens. Com esse pensamento, dormi.

Tava no apartamento da Marina, quando ela aparece com um vestido branco, quase transparente, com aquele sorriso lindo de menina sapeca, os olhos brilhando, chega perto de mim, me abraça e me beija...na boca, eu correspondo, sinto a língua dela penetrar em minha boca, com uma sensualidade enorme, chupa os meus lábios, não seguro um gemido, estou super excitada, ela fala no  meu ouvido com a voz ligeiramente rouca: Sandra, ah Sandra, vem, te solta minha linda, vai me empurrando de encontro ao sofá, se deita sobre mim, beija, chupa, morde meu pescoço, vai descendo a boca pelo meu colo, passa a língua nos meus mamilos, ai eu deliro, agarro os seus cabelos e gemo alto, vai descendo a boca, chegando perto do meu sexo, eu deliro e dou grito: ahhhhhhhhhhhhhhhhhh...acordo molhada de suor. Demoro um pouco pra perceber que foi só um sonho e que na verdade estou sozinha na minha cama vazia. Estou completamente excitada, encharcada, meu sexo está ainda pulsando forte, droga tava quase gozando.

Quando caio em mim, reflito: que merda foi essa, eu tive um sonho erótico lésbico com a minha ex-aluna e agora amiga, a Marina. E estava amando, quase tendo um orgasmo tântrico, com um sonho. Endoidei, pirei, eu mesma vou me internar num manicômio. Naquela noite foi difícil pegar no sono novamente, o sonho não saía da minha mente, nem a sensação vivida com ela naquela tarde.

 

Notas finais:

Agradeco pelas leituras e ainda mais feliz pelos comentários. Beijos. Vou postar 2.

10- Encarando o desconhecido. por patty-321
Notas do autor:

Mais um, apreciem sem moderação. Grata.

Fui pra Secretaria e cuidei dos meus afazeres normalmente, mas minha amiga não saía do meu pensamento. Recebi várias mensagens, como sempre, dos amigos, desejando um bom dia e tal, enviei algumas  também como era de praxe entre nós. Fiquei um pouco triste, pois já era 11h e ainda não havia recebido nenhuma mensagem dela, pois já estava me acostumado a receber mensagens dela assim que acordava. Vai ver ela estava dormindo, ainda, aproveitando o restante de suas férias. Fiquei matutando: será que ela saiu ontem? Com alguém? Ai, para Sandra, tá com ciúme? Esquece essa menina. Mensagem chegando e era dela- meu coração disparou:

-Oi flor do dia, bom dia! Que seu dia seja maravilhoso. Sonhei com você, depois te conto, Hehehe. Vamos sair à noite? Te ligo mais tarde.

O que? Ela sonhou comigo? Ai meu Pai, será que foi como o meu? Danou-se, agora eu piro a cabeça. Ai, ai. Tenho que inventar uma mentira, não posso sair com ela com esses pensamentos confusos. Preciso de espaço.

Mais tarde, já em casa, ela me liga.

- Oi linda, tudo bem?

 - Tudo, tuuudo. (Pára de gaguejar, doida).

- E então, tá afim de sair hoje? Podemos ir ao cinema ou só passear e comer alguma coisa no shopping, vamos?

- Poxa amiga, bem que eu queria, mas minha irmã me chamou pra ir a casa dela, disse que tá com uns problemas com o marido, aí já viu né? Tenho que dar uma força.

- Ah tá bem né, é irmã tem prioridades, lógico. Vai lá, sei como você gosta de ajudar as pessoas, isso é algo que admiro muito em você. Boa noite, amanhã a gente se fala e marca algo, beijos.

- Ok então, linda, beijos... na boca.

- Oiiiiiii? O que você disse?

- Oi, nada, nada, tchau.

E desliguei em seguida. Por que eu disse isso? Saiu, assim sem querer, sem conseguir controlar, acho que admitir algo que queria fazer, mas que não tinha coragem. Louca.

E mais uma vez sonhei com Marina. Os beijos dela eram deliciosos, me deixavam no paraíso, eu delirava, gemia, falava o nome dela... ai  acordei, de novo daquele jeito, molhada, melada, super excitada, dessa vez me toquei e gozei pensando nela.

Tava saindo de casa para o trabalho e recebo uma mensagem dela:

- Bom dia!!! Quero esse beijo, vou cobrar hem?

Respirei fundo e respondi:

- Bom dia!! Não sei do que você tá falando.

- Sabe não é? Depois que desliguei caiu a ficha. Fica fria. Vou te esperar aqui em casa às 19h, vou preparar um jantar pra nós.  Te espero. Bjs...na boca.

Ai, ai, ai. Minha nossa! Ela tinha ouvido. To frita. Que faço agora? Encaro o que tá acontecendo? Fujo? Pra onde? Para as montanhas? Para a praia? Não pira porque aqui na terrinha não tem nenhuma das duas. Kkkkkkkkkkk.

Fiquei o restante do dia no dilema: se iria à casa dela ou não. Já não aguentava mais ficar sem saber a resposta para as minhas dúvidas e como sempre fui mulher de gostar de desafios, resolvi tirar isso a limpo.

 

 

Notas finais:

Esse jantar promete. Amanhã posto.

11- O jantar por patty-321
Notas do autor:

Oiiii. Olha eu por qui. Tem romance no ar...

 

 

Cheguei ao AP dela um pouco depois das 19h, o porteiro interfonou e ela autorizou minha entrada. Eu usava um vestido florido solto, sandália de salto baixo, com meu cabelo curto meio bagunçado, como sempre. Ela abriu a porta e usava um short jeans, regata preta, sandália rasteirinha, cabelo negro e lindo, preso num rabo de cavalo, linda. Abriu aquele sorriso, ai minha nossa, fiquei, sei lá, enfeitiçada, só pode, nunca havia olhado dessa forma pra nenhuma mulher. Deu-me vontade de sair correndo e ao mesmo tempo, vontade de abraçá-la, beijá-la, ai, ai, ai, loucura. Senti tudo em poucos segundos.

- Oi Sandra. Tudo bem? Que bom que você chegou. Entre.

Falou isso me puxando, me abraçou e me deu dois beijinhos nos rosto. Hum, ela tava tão cheirosa, NOOSSSSAAAAA! Tremi. Acho que meu sorriso saiu amarelo.

- Oi coração, Tudo bem sim. E você como vai? E a fofinha?

- Chega no domingo de BH, te falei, esqueceu que ela foi passar férias com o pai?

- Ah é! Deu branco, desculpa.

- Sem problema lindinha. Senta, quer beber algo? Vou busca uma latinha de cerveja pra você, sei que gosta. Só um pouquinho.

- Tá, ok, a noite ta quente, vou aceitar. Obrigada.

Ela voltou com uma latinha e uma taça. Me serviu, colocando a latinha na mesinha de centro.

- Então amiga, conta as novidades. O que tá rolando lá na facul, quando retorna? E a Secretaria, muitos gatinhos? Tá pegando alguém?

- Como sempre né? Você sabe do meu lema: Solteira sim, sozinha nunca, kkkkkkkkkkkkkkkkkkk.

- Palhaça!!

- Ei, olha o respeito hem?

- kkkkkkkkkkkkkkkkkkkk. Você não mais é minha prof, hehehehe. E chegou mais perto de mim no sofá. Eu me afastei um pouquinho.

- Que foi? Tá com medo de eu te atacar é? Calma, não sou lobo mau. Vamos pra cozinha que vou colocar a mesa, vem. Saiu rebolando com aquele andar sensual, balançando os cabelos pretos e lindos, olhando pra trás pra ver minha reação, com certeza. Ah, safada. Meu Coração deu mais um sopapo dentro do peito e a cabeça pirando sem entender nada das minhas reações (na verdade, não querendo aceitar o óbvio).

- Hum ta gostoooosooo demais!!!!

- Tá bom mesmo? Ainda tem sobremesa: pudim.

- Ui, adoorooo pudim.

- Eu sei né, gata?

Terminamos o jantar e fomos pra sala degustar o pudim. Hummm, deliciaaaaaa!!

Sentei no sofá e ela no outro em frente a mim, sentada em cima das pernas. Achei tão fofo. Não sei por que, mas tudo que ela fazia eu achava lindo, fofo, cada gesto seu. Nunca havia sentido isso por ninguém, prestado atenção assim aos pequenos gestos, nem em homens e muito menos em mulheres. Aquilo era inédito pra mim e ao mesmo tempo em que me impulsionava a desvendar me dava ânsias de medo, sei lá, tudo tão confuso.

Terminamos de comer e ficamos conversando sobre a faculdade, trabalho, a filha dela, os meus filhos, sobre tudo como sempre a conversa fluía de uma maneira incrível entre nós, ela sempre foi daquelas pessoas que eu sou capaz de conversar durante um dia inteiro e sempre achar assunto e ser sempre interessante.

- Bom amiga o papo tá bom, mas amanhã é dia de trabalho pra mim e aula pros meus filhos, tenho que acordar cedo, vou pra minha casinha, dormi o sono dos justos, ahhhh (bocejei).

-Ah fica mais um pouco tá cedo. Fica vai.

- Dá não meu bem. Fui levantando e ela também.

- Tá bom bebê vou te levar no carro. Não fica mais porque não quer, falta de carinho não é, rs, rs.

Também ri muito dessa frase, tão clichê.

Chegamos perto do carro que estava no estacionamento de visitantes, fora do prédio e fui me despedindo.

- Obrigada pelo jantar, estava divino, a companhia idem, dorme bem e a gente se fala, ok? Demos dois beijinhos, abrir a porta do carro e entrei, nem vi quando ela entrou no lugar do carona.

Tomei um susto ao olhar pra ela, que estava com um olhar diferente, meu coração disparou e ela chegou mais perto de mim, tomou o meu rosto entre suas mãos, olhando nos meus olhos e me disse:

- Agora eu quero aquele beijo bem gostoso.

 

Notas finais:

E o bicho pegou, kkkkk. Quem quiser comentar e me fazer mais feliz, agradeço. As moitetes, agradeço a leitura. Quem tá gostando, me diga. Ao meu amor Catrina, bjs na boca, as amigas beijos na bo...checha. Boa noite.

12- E agora? por patty-321
Notas do autor:

Oi. Boa noite lindas. Será que vai rolar o beijo? Será que a professora vai gostar?

Bora ver. Quem gostar deixa um coment, quem não gostar, comenta pra dizer o porque. Ótimo domingo. Bjs

Eu fiquei como que hipnotizada vendo ela se aproximar vagarosamente do meu rosto, até que senti os lábios dela nos meus. Nossa! Como eram macios e quentes. Nos primeiros segundos fiquei estática e fechei os olhos automaticamente, com a boca fechada, sentindo a pressão dos lábios dela sobre os meus. Meu coração foi à loucura, acredito que ela também conseguia ouvir. Ela se afastou dos meus lábios, beijou meu rosto e falou bem próximo a minha orelha com aquela voz meio rouca tão própria dela: abre a boca, abre. Nunca havia ficado tão excitada como fiquei naquele momento. Ela voltou a beijar a minha boca, mordeu meu lábio inferior, dando um leve puxão, não aguentei e deixei a língua dela penetrar e se juntar a minha que já tinha vida própria. Que beijo! O que foi aquilo? Quase gozei só com o beijo dela. Minha cabeça pirou, não consegui pensar em mais nada, só correspondia àquele beijo que ficava cada vez mais voraz, mais profundo. Ela chupava a minha língua e eu a dela, gemíamos, ela estava com os seios grudados nos meus, a mão na minha nuca, a minha mão também já estava enfiada nos cabelos sedosos e cheirosos dela. Começamos a ofegar e afastamos nossas bocas, parece que tínhamos corrido uma maratona. Ela beijou todo o meu rosto, colocou a mão nos meus seios e começou a acariciá-los e eu só gemendo, ofegante, desmaiando de tanto tesão, nos beijamos de novo, era uma loucura, ela falou no meu ouvido: vem, gata, vamos subir, vamos, vem comigo, vem... eu só murmurava, ela de repente saiu do carro e eu ainda zonza, sinto ela abrir a porta do meu lado e pega na minha mão me ajudando a saí, foi quando cair em mim e disse: Esperaaaaa, buscando ar e tentando fazer meu coração bater com menos força. Descullllpaaaa, eu tava tremendo e gaguejando. Não dá , eu.. eu.. eu sinto muito, masss, não posso. Tchau. Entrei no carro, sair do estacionamento, olhei no retrovisor e ela ainda estava lá me olhando com uma carinha de pura frustração.

- Merda, o que aconteceu? E as lágrimas rolaram, e eu puxando o ar tentando me acalmar, usando as técnicas de respiração que havia aprendido nas minhas aulas de alongamento.

Cheguei em casa nem sei direito como, fui no automático. Fui ao quarto dos meus filhos e eles estavam dormindo, graças a Deus. Se eles me vissem daquele jeito iam me fazer inúmeras perguntas.

Passei a noite revirando na cama, sem conseguir esquecer o que aconteceu, o sabor dos beijos dela, a textura dos lábios, tão macios, a língua quente e macia. Sempre pensei que eu que tinha certo asco de seios, não fiquei quando os delas grudaram nos meus, pelo contrário gostei, me excitei. Ai minha cabeça tava muito doida, rodopiando, quando conseguir dormir, o alarme do celular tocou e tive que levantar, chamei meus filhos, preparei o café, tomamos e saímos em seguida.

Rodrigo olhou pra mim e disse: vixe mãe, senhora tá com uma cara de quem não dormiu, é bom mesmo nem tirar esses óculos escuros, kkkkkk. O mais velho ficou só observando, sem dizer nada.

- Ai filho é nada não. Problemas de adultos, você sabe que sofro de insônia de vez em quando, vai passar não se preocupe.  Tenham uma boa aula. Dei um beijo em cada um na entrada do colégio como sempre.

Chego  na Secretaria quando celular e vou conferir as mensagens, meus olhos vão direto no ícone de mensagem dela.  Ai meu Pai, que faço e agora?

“Bom dia flor do dia!!! Que seu dia seja iluminado, cheio de felizes acontecimentos. Saiba que não dormir pensando e querendo você aqui comigo. Adorei nossos beijos e acredito que você tenha sentido o mesmo. Bjs nessa boca deliciosa. .

Nossa! Só de ler a mensagem já fiquei excitada e não consegui parar de sorrir feito uma idiota apaixonada, coisa que eu sempre achei a maior babaquice, aff, tô ferrada. Tenho que fugir pra outro planeta. Esse e outros pensamentos idiotas acometeram a minha mente. Depois de alguns minutos, respondi:

Bom dia pra você também. Obrigada. Deus abençoe seu dia!!!Bjs.

Só consegui escrever isso. Tava com muito medo do que eu estava sentindo.

Era quase fim do expediente quando a minha secretária bate na porta e entra com um buquê de rosas vermelhas, lindas, nas mãos.

- Chefinhaaaa!! Acabaram de entregar, são pra você!

- Pra mim? – Falo surpresa.           

- Tem cartão, chefa! Tome. Ui quem é o admirador? Ai que chique.

- Janaína, coração, tchau!!

- Ai chefinha você é muito má. Tchau!

Peguei o buquê e o cartão, abrindo-o. Quando terminei de ler estava com um sorriso enorme no rosto:

A vida é cheia de surpresas. Uma vez me disseram que a felicidade está onde e com quem menos imaginamos. Que tal vivermos esta experiência? Sei que você é uma pessoa ousada e incrível, janta comigo? Bjs

 

 

Notas finais:

Oiii, e então o que será que vai rolar depois disso?

13- Me rendendo. por patty-321
Notas do autor:

Oiiiii. Bora para mais um? Obrigada as lindas que deixaram o seu coment. Obrigaduuuuuuuuu.

 

 

 

Fui pra casa pensando naquelas palavras. Realmente, sou uma pessoa ousada, vanguardista, nunca fui de fugir das situações. Eu vou enfrentar essa situação. Tirar a limpo o que estou sentindo, o que acontecer vou viver e se me machucar, magoar, um dia passa. Depois que me separei prometi pra mim mesma que nunca mais iria deixar me conduzir por opiniões alheias, só iria fazer o que me dar prazer, alegria.

 Passei muitos anos me anulando como pessoa, como mulher não tenho mais 19 anos , sou uma mulher adulta de 37 anos, independente financeiramente.  Quero viver, conduzir meu destino, minha realidade. Só me arrependo do que não faço, não serei mais omissa com meus sentimentos.

Peguei o celular e liguei e ela atendeu rápido, parece que já esperava:

- Oi linda!! Tudo bem?

- Oi lindinha. Tudo bem. E com você?

- Hum, agora tá bem melhor. Te pego que horas pra gente jantar? Vou te levar num restaurante super legal, sei que você vai gostar muito.

- Ok. Mas é um lugar requintado ou simples? Só pra eu saber o que vestir.

- Ah tá. Meio termo. Eu vou colocar um vestido floral com uma sandália de salto fino. Nada muito requintado não, bem apropriado pra este nosso clima quente.

- Blz então, combinado. Passa aqui em casa às 20h, ok? Vou te enviar o localizador. Até lá. Bjs.

- Até, bjs.

Antes das oito, ela me envia uma mensagem de que estava me esperando em frente  ao prédio. Senti um frio na barriga, coração disparou. Inspirei e expirei algumas vezes e sair, dando um tchau para os meus filhos. Eles já estavam grandes mas chamei uma vizinha que trabalhava de babá pra mim quando eu precisava, pra dormir lá em casa e ficar de olho nas crianças.

Ela estava fora do carro me esperando. Nossa como ela estava linda, num vestido justo, acima do joelho, com tons florais, creme, simples, mas muito bonito e elegante. Me cumprimentou com dois beijos no rosto e abriu a porta do carona pra mim.

- Hum, que moça educada e “cavalheira”, kkkkkkkkk. Falei pra espantar o meu nervosismo. Ela gargalhou. Linda.

- Boa noite, flor. Me beijou no rosto e assumiu o volante.

O restaurante era muito legal, como ela havia me dito. O ambiente era aconchegante, havia muitas pessoas mas não estava lotado, a música era ambiente e tocava MPB. Adorei de cara.

Sentamos, fizemos os pedidos, ficamos bebendo suco e conversando, enquanto nossa comida chegava.

- Então meu anjo, tudo bem? Como foi o teu dia?

- Tudo bem, dia de trabalho normal. Ah, adorei as rosas e o cartão também. Obrigada.

- Que bom que gostou, fico muito feliz – Pegou na minha mão enquanto falava e olhava nos meus olhos, com aqueles olhos negros e sorridentes. Ela não sorria apenas com a boca, mas com os olhos também, me fascinava esse jeito dela. Conversamos amenidades, jantamos e saímos. Entramos no carro e eu fiquei calada, esperando o próximo passo dela.

- Linda, sei que você levanta cedo amanha, mas ainda dar pra gente dar um rolé na orla do rio, ok?

- Ok. Vamos lá, hoje estou por sua conta.

Passeamos, conversamos bastante, rimos muito, falamos muita besteira, tomamos água de coco. Eu estava me sentindo leve, descontraída, tínhamos voltado àquela amizade leve e gostosa.

- Linda, tá ótimo o passeio, mas tá ficando tarde, já são 23:15h, preciso acordar cedo amanhã, ok?

- Claro meu bem, vamos.

-Pronto, tá entregue, sã e salva e com todos os pedaços intactos, kkkkkkkkkkk.

- kkkkkkkk, palhaça vc é, hem?

Ela pegou minha mão, beijou e me olhou intensamente e falou:

- Só palhaça? Hum, que mais eu sou pra você?

Ai meu Pai, isso é tortura tava tudo tão em paz e ela me vem com essa voz, esse olhar... aff fiquei olhando pra aquele rosto sem conseguir dizer nada. Ela largou minha mão, me fez um carinho no rosto, segurou no meu queijo e beijou meu rosto de um lado e do outro, me encarou, e encostou seus lábios nos meus bem de leve. Ah nessa hora meu coração já estava saindo pela boca, aqueles carinhos, aquela boca na minha, foi demais pra minha sanidade. Gemi e entreabrir os lábios, beijando a boca dela vorazmente. Que loucura, eu já não sabia nem onde eu estava, nem qual era meu nome. Ficamos nos beijando não sei por quanto tempo. Quando dei por mim, estava quase no colo dela, arfando, sem fôlego.

Pára, por favor, estamos na frente do meu prédio alguém pode nos ver, eu arfava, sem fôlego, minha voz saía alterada.

- Sem perigo, linda, o carro tem película 100%, não dá pra ver nada do lado de fora (ela também estava sem fôlego, arfante como eu).

Ufa! Fiquei mais tranquila, respirei fundo me recompondo, arrumando meus cabelos, roupa.

- Éééééé, tenho que ir, tá tarde, obrigado pela noite. Boa noite. Tchau.

 Ela só me olhava com aqueles olhos maravilhosos, negros e parece que queriam penetrar na minha alma. Ela se arrumou no banco do carro, arrumou os cabelos, de repente me olhou e o olhar dela ficou frio, distante.

- Tchau Sandra. Boa noite.

Mal sair do carro e ela arrancou, nossa! Acho que ela ficou brava, pensei um pouco triste, por tê-la deixado triste. Minha cabeça tava novamente um caos. Ai que situação difícil. Ela é minha amiga, é uma mulher, aiiii mas que beijo, nunca senti algo tão forte, me orgulhava de que nunca nenhum homem havia me virado a cabeça e vem justamente uma mulher e me deixa assim: sem chão, completamente alterada. Melhor beijo da minha vida,  acabei confessando pra mim mesma.

 

 

Essa foi mais uma noite difícil pra conciliar o sono, ficava lembrando tudo, principalmente dos beijos e do que eu sentir e sentia só em lembrar, meu sexo pulsava. Eu pensei: to ficando louca, só tem dois caminhos, eu me entrego completamente e vejo no que vai dar ou me afasto dela, risco ela da minha vida. Comecei a chorar, eu gostava da  amizade dela, do jeito dela de ser,  alegre, bem humorada, jeito louquinho dela de ser. Ia ser muita difícil ficar sem ela.

 

 

 

Notas finais:

Mudar não é fácil. "É preciso coragem..."

14- Dúvidas, dúvidas e mais dúvidas. por patty-321
Notas do autor:

Oiii. Boa noite. Pra quem gosta de mulher dificil hem? Essa tá dando trabalho. kkkk.

 

 

Dormi pouco, fui trabalhar com uma tristeza dentro de mim.

- Bom dia Janaína.

- Bom dia, Sandra.

O dia foi passando e nenhuma mensagem da Marina. Fiquei triste, pensando que eu a tinha magoado e que afinal eu não ia ter que tomar nenhuma decisão, pois parece que ela já havia tomado por mim, por nós. Fiquei pensando nela, em como ela estaria e o que ela estaria pensando, o que ela sentia por mim, se eu estava sendo mais uma experiência pra ela ou se ela estaria também angustiada e confusa.

- Aiii, to ficando doida. Passava a mão no meu rosto, nos cabelos, num claro sinal de descontrole. Resolvi o que tinha pra resolver e sair.

- Janaína, vou sair pra almoçar e não volto mais hoje. Se alguém me procurar anote o que quer ou peça pra ligar no meu celular, mas avise que só no caso que não possa esperar pela segunda feira. Ok?

- Ok, deixe comigo. Bom final de semana e desejo que você resolva o que anda lhe perturbando, hum...ou é um caso de amor, hem chefinha? Aquelas flores hum...

- Deixa de ser curiosa, garota, tem nada acontecendo não, bjs, bom fim de semana. Fui.

Fui perambular no shopping. Liguei para os meus meninos. Eles já estavam em casa.  Dona Creuza estava cuidando deles como sempre. Desliguei o celular. Almocei na praça de alimentação, depois fui ao cinema. Eu sempre gostei de fazer programa sozinha. Sempre me sentir bem comigo mesma, nunca tive problema com isso, aliás, adoro. Convivo com tantas pessoas que às vezes sinto essa necessidade de ficar só. Queria pensar em nada. Escolhi um filme de humor. Comprei pipoca e refrigerante. Ri muito. Durante esses momentos realmente consegui esquecer e voltar a ser eu.

Cheguei em casa era umas 19h.

- Oi meus amores.

- Oi mãeeeee!!

Beijei os dois, fiquei um pouco com eles fazendo bagunça, como sempre. Jogando vídeo game, rindo e falando besteira.

Tomei um banho relaxante, coloquei uma roupa confortável. Uma dose de uísque com gelo e fui pro meu quarto, liguei a TV e fiquei zapeando os canais. Liguei o celular, chegaram algumas mensagens  da minha irmã e da minha amiga Helena me convidando pra ir numa festa. Liguei pra ela.

- Oi amiga.

- Oi sumida. Menina, só entrar de férias que você some, poxa esqueceu-se de mim foi?

- Que nada linda. To trabalhando e muito e aproveitando para descansar a noite.

- Po, to te desconhecendo. Você não é de ficar quieta. Então vamos sacolejar hoje?

- Amiga,  to sem saco pra festa, já to em casa, no meu quarto, minha tv e meu uísque, kkkkk.

- Vixe, já saquei. Então tá, se você tiver a fim de ir pra algum lugar amanhã, me liga ou manda mensagem, ok? Bjs, boa noite.

- Tá bom, gata. Bjs, boa noite.

Suspirei. Resolvi ligar o meu notebook e entrar no face .Comecei a olhar as postagens e postei desejando uma boa noite e um ótimo FDS pra todos e todas.

Olhei pro canto da tela e tinha alguém me chamando no messenger. Gelei. Meu coração começou a bater forte. Era a Marina.

- Oi, boa noite, tudo bem?

- Oi linda, boa noite. Tudo bem sim e você?

- Tudo bem sim. Tá por onde?

- Eu to em casa e você?

- Também. Amanhã, minha princesa chega de Belo Horizonte. To morta de saudades.

- Ah é! Que bom. Saudade daquela sapequinha.

- Vamos busca-la no aeroporto? O voo chega às 17h. Vamos?

Fiquei pensando se ia se não ia. Suspirei e respondi:

- Vamos. Você me pega aqui em casa?

- Pego sim. Passo às 16h, ok?

- ok.

- Boa noite, então, bjs.

Sei lá fiquei meio que decepcionada por ela não ter falado nada de nós e a sentir tão distante e fria. Mas não era isso que eu quero? Afff não sei mais nada, to tão esquisita. Dormi cedo, com 3 doses de uísque.

 

Notas finais:

Bora lá mais um meninas. O que estão achando? Bjs

15- Mais um passo por patty-321
Notas do autor:

Boa noite, mais um capítulo, lindas. O nosso casal está cada vez mais conectados. Bora de romance. Bjs

Às 16h em ponto ela passou. Nos cumprimentamos com dos beijinhos no rosto e fomos ao aeroporto. No aparelho do carro tocava uma música da Adriana Calcanhoto, que adoro e ela também. Ela cantarolava e olhava pra mim quando parávamos em algum sinal. Sorria. Eu ficava me remexendo no banco me debatendo com a vontade de dai-lhe um beijo naquela boca maravilhosa. Aff. Endoidei de vez. Aí vinha uma voz: ela é mulher, ela é mulher. Aiiiii. O cheiro dela me deixava completamente tonta. Muito bom.

Chegamos ao aeroporto e não demorou a pequena chegou e veio correndo se atirou nos braços da mãe. Lindas.

_ Mãezinha que saudade. Encheu a Marina de beijos.

- Oi tiaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaa. Você veio me buscar também. Que legal. Me beijou também.

E foi o trajeto de volta pra casa tagarelando contando tudo das férias. Nossa como ela fala. Mas eu amoooo. Ela tem uma voz tão fofa. Sou muito louca por esta menina, aliás, vou admitir sou bem louca pelas duas.

- Sobe com a gente Sandra - Marina.

- É sobe tia, trouxe presente pra ti – Manoela.

- Presente pra mim? Opa, adoorooooooo. Vamos lá.

E elas foram desfazendo as malas e me deu um embrulho bonito.

- Toma tia esse é teu. Mamãe que disse que você ia gostar.

- Deixa eu abri, ai o que será hem? Ai que lindo meu bebê um lindo chaveiro. Vou colocar a chave do carro. Obrigada meus amores.

Dei muitos beijos na Manoela, quando levantei os olhos pra Marina, a vi me fitando com tanta intensidade, mas notei uma tristeza no seu olhar. O que será que ela estaria pensando? Fiquei muito curiosa.

- Obrigada flor. Amei. Ela ficou calada e saiu do quarto. Fiquei também triste. Não gosto de vê-la triste. Tava me incomodando o jeito dela nesse dia.

Fiquei conversando com Manoela, ela me mostrando os dvds, cds, tagarelando e eu dando maior corda, como sempre, adoro ficar assim com ela.

- Ei as duas crianças venham pra cozinha lanchar.

Obaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaa, eu e a Manoela gritamos ao mesmo tempo e nós três caímos na risada. Incrível como parece que conheço essas duas há milênios. Incrível nossa sintonia.

- Bom tá tudo ótimo, mas tenho que ir pra minha casinha. Falei isso com um dor no peito, porque não queria ir.

- Ah tia já? Fica mais, ahhh, melhor dorme aqui em casa com a gente, amanhã a senhora vai pra casa.

- Não meu amor tem os meus meninos.

- Tiaaaaa, teus filhos são tudo grande. Gosto tanto de ti. Ela já foi bocejando.

- Nada disso mocinha você tá caindo de sono. Tchau. Dei uns beijos nela e a Marina foi me acompanhando até a porta.

- Obrigada pela companhia.

- Eu que agradeço por você ter me convidado. Foi super legal.

- Amanhã é domingo, você vai fazer alguma coisa? Podemos fazer algo. Esses dias estão muito quentes, podíamos ir curti um balneário.

- Ah tenho uma amiga que tem uma casa num condomínio fechado na beira do rio. Super legal, calmo, sem multidão, pois eu detesto ir nesses clubes lotados, arg.

- Blz. Ótimo. Também não curto lugar lotado não. Então a gente se fala amanhã e combina. Ok?

- Ok. A gente se fala. Vamos nós três, meus filhos não curtem. Boa noite.

Ela me abraçou apertado. Me deu dois beijinhos. E eu fiquei toda molinha. Ficamos nos olhando alguns segundos em total silêncio. Mas os olhos, hum... parece que falavam por nós.

- Tchau.

- Tchau.

Cheguei em casa, falei com os meninos, tomei um banho e deitei. E fiquei pensando nela, em tudo que aconteceu esses dias, no quanto ela já estava presente em minha vida e em tudo o que eu sentia quando estava com ela. Chegou mensagem no celular:

_ OI, Já dormiu? Só quero te desejar uma boa noite. Dorme com os anjos e sonha comigo, pois com certeza vou sonhar com você. Bjs...na boca. Rs.

Ao ler aquilo me deu um sopapo no coração, vontade de está com ela. Ai ai, isso tá crescendo. Resolvi responder:

- Oi. To sem sono. Boa noite pra vc tb. Obrigada. Bjs...na boca, tb. Rs.

Chegou resposta:

- Hum...gostei, vou cobrar hem? Bjs.

Fiquei quieta esperando o sono chegar e me vencer. Dormi com um sorriso no rosto. Feliz. Sonhei muito. Uma voz dizia: se joga. Outra voz falava: se afasta. Assim que abrir os olhos lembrei do sonho e a única lembrança clara na minha mente, eram essas vozes. Ai meu Pai, que coisa!!! O que fazer?

Pensei muito e cheguei a seguinte conclusão: deixaria tudo acontecer naturalmente. A vontade de viver novas experiências era maior que o meu medo. E como sempre quando penso nela...

Mensagem via what:

- Bom dia, flor do dia!!Acordaaaaa, o sol já está queimando. Bjs. M.

- Bom dia linda!! To acordada. Vou tomar café. Me pega aqui daqui a uma hora? Tá bom? Bjs.

- Combinado, até, gata. Bjs...na boca.

Fiquei rindo. Ela não perde a oportunidade de me cutucar.

Notas finais:

Quem tá gostando, manda um coment. Thank you especail as lindas que estão comentando e um beijo lindo e gostoso ao meu amor Cássia. I love you.

16- O inevitável por patty-321
Notas do autor:

Lindas, Tá pegando fogo o capítulo. Comentem. Bjs

Foi um domingo maravilhoso. Nos divertimos muito. Manoela, então. Não queria sair de dentro d’água nem pra comer. Saímos do sítio já estava anoitecendo.

- Vamos parar no caminho pra casa e comprar uma pizza? Quem topa?

Manoela e eu gritamos: euuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuu!!

- Vocês duas, nossa!Como combinam, nunca vi. Kkkkkkkk.

- Olha se somos bobas de dizermos não pra uma pizza no final de domingo, né Manu? Quero nem saber se engorda, amanhã volto pra dieta, kkkkkkk.

- É mesmo tia, obrigada mãe, a senhora é muito show, além de lindaaaaaaaaaaaaaaaaaaaa. Kkkkkkkkkkkkkkkk.

O domingo terminou com muita alegria e interação de nós três. Não queriam me deixar ir pra casa. Mas segunda é dia de trabalho e eu teria que ir, mesmo com vontade de ficar.

- Amores tenho que ir pra minha casinha. Amanhã tem trabalho, acordar cedo e tal. Não trouxe roupa nem nada.

- Fica Sandra, amanhã não tem aula, lembra? Teus filhos tão livres. Acordamos cedo, te deixo em casa, você troca de roupa e vai pra secretaria.

- É tia, dorme aqui. Vamos assistir a um filme legal que mãe comprou. Coloca uma roupa da mamãe, tem um monte de vestido que ela nem veste. Ficaaaaaaaaaaaaaaaa.

- Olha não consigo dizer não pra vocês mesmo, hem? Vou ligar pros meus filhos e avisar.

Ela me deu um vestido frouxinho e uma calcinha nova. Fiquei toda envergonhada no início, depois me soltei, eu me senti flertando com o desconhecido. Rs. Ficamos assistindo o filme deitadas na cama dela que era enorme e muito bonita. Manoela, na metade do filme já estava dormindo. Quando o filme acabou a Marina a carregou pro quarto. Forte ela hem? Amanda é bastante grande, 06 anos, forte.

- Sandra.

- Oi flor.

- Tem escova nova no armário do banheiro pode usar a vontade. Vou na cozinha buscar água, quer?

- Quero sim. Obrigada.

Foi me dando um nervoso. Dormi naquela cama com ela. Será que ela vai tentar alguma coisa? Acho que eu tava doida pra ela tentar, risos nervosos.

Já estava deitada quando ela voltou e me deu o copo d’água.

- Obrigada. Boa noite.

Ela deixou o copo no criado mudo, apagou a luz e deitou. O quarto ficou numa penumbra, mas dava pra nos enxergar plenamente.

- Boa noite, linda. Porque tá aí tão longe? No canto da cama? Cuidado que vai cair. Tem muito espaço, vem mais pra cá vem.

Ela falou isso quase sussurrando com aquela voz rouca que acho linda e com um olhar que me hipnotizou e fui chegando mais perto. Ficamos face a face com um espaço amplo entre nós.

- Agora sim, tá mais perto. Boa noite.

Ficamos nos encarando. Olho no olho. Depois de alguns segundos, meus olhos miraram a boca dela, me lembrei do sabor dos beijos, que achei os mais gostosos de todos os tempos.

- Você tá me devendo né?

- Eu? To devendo o que Marina?

- Os beijos na boca, ou você só fala quando está longe?

- Eu, é...Comecei a gaguejar e ela foi se inclinando, ficando quase em cima de mim. Passou os nós dos dedos no meu rosto, beijou um olho, depois o outro. Meu coração nessas alturas já estava batendo mais que tambor em terreiro de macumba, rs.

- Posso?

- Eu gemi um simmmmmm.

Ela me beijou. Um selinho demorado, depois mordeu meu lábio superior, depois o inferior e com a língua pediu passagem para mergulhar na minha boca. O beijo começou calmo e foi se tornando voraz.

Não sei quem mais gemia e arfava. Mergulhei minhas mãos nos cabelos dela com uma mão e com a outra a abracei trazendo ela mais perto do meu corpo. Nossa que sensação maravilhosa, que calor. Rapidamente a temperatura subiu, parece que aquele quarto estava com uns mil graus. Ela começou a passar a mão nas minhas coxas e foi subindo o vestido até tirá-lo. Continuamos a nos beijar, eu não queria desgrudar daquela boca nunca mais. Maravilhosa. A boca pequena como a minha se encaixavam perfeitamente.  Os nossos beijos eram perfeitos, ora calmos, ora com muita urgência, parávamos somente para respirar e voltávamos a nos beijar novamente.

Não vi a hora em que ela se despiu quando notei estávamos só de calcinha. E os seios dela grudados nos meus, que sensação gostosa. Ela deixou a minha boca e começou a beijar meu pescoço, ombro, acima dos seios e eu já não sabia nem o meu nome. Passava a língua no lóbulo da minha orelha e voltava lambendo e dando pequenas mordidas na minha pele. De repente abocanhou um dos meus seios e ficou brincando com a língua neles, ora um ora outro, quando não estava com a boca, massageava com as mãos, ai que delícia. Delirei, desceu pra minha barriga, passou a língua nas minhas coxas e foi descendo, mordeu a minha panturrilha, como é bom. Eu que nunca fui passiva na hora do sexo, mas estava assim só gemendo e arfando. Quando ela colocou a mão no meu sexo por cima da calcinha, eu recuei.

-Não tira, por favor.

Ela subiu, beijando meu corpo. E falou no meu ouvido:

- Fica calma, só faço o que você quiser, tá?

- Tá.

Voltamos a nos beijar e começamos a esfregar nossos corpos, e ela falava palavras eróticas no meu ouvido e eu delirava.

- Gostosa, delícia, maravilhosa. Vem, goza comigo? Vem, ah vem...

E eu fuiiiiiii. Ahhhhhhhhhhhh. Gozei muito gostoso, nossa! Sem nenhuma penetração. Não sabia que isso era possível. Mulher hétero é muito abestada. Kkkkk.

Ela deitou a cabeça no meu ombro e ficamos quietas até nossas respirações voltarem ao normal. Depois de alguns minutos ela rolou pro lado e falou:

- Tudo bem, linda?

- Run run, ta sim.

Continuei com os olhos fechados, tava com muita vergonha. Sei lá, não conseguia olhar pra ela.

- Ela pegou no meu queixo e disse:

- Ei olha pra mim.

Eu abri meus olhos bem devagar e a encarei.

- Diga com sinceridade: Tá tudo bem? Você ta arrependida?

- Não, claro que não. Você é super carinhosa e foi tudo muito intenso e to processando isso tudo. Algum tempo atrás eu acreditava que não era possível duas mulheres fazerem amor e ser prazeroso. Como eu estava enganada. Você nem me tocou e eu tive um orgasmo maravilhoso.

Ela abriu um sorriso lindo. Nos beijamos com muito carinho.

- Vem aqui vem. Vamos dormi de conchinha.

Eu pensei: vixe nunca conseguir dormi grudada com ninguém.

Mais um engano. Dormi como um anjo. Nossa! Incrível.

Notas finais:

Tá pegando fogo até agora. kkkk.

17- Namorando? por patty-321
Notas do autor:

Oiiiii. Boa noite. Bora ver como será o outro dia.

Acordei com o alarme do celular. Virei e vi aquele anjo do meu lado. Tão linda. Abrir um sorriso maior do mundo. Ela abriu os olhos e falou:

- Bom dia, linda. Dormiu bem?

- Bom dia, flor. Dormir bem demais.

- Que horas são?

- São 7 e 30. Tenho que ta às 9 na secretaria.

- Tem tempo suficiente. Vem cá me dar um beijo.

Fiquei um pouco em dúvida, com timidez por um instante e depois mandei tudo pro espaço, me apoiei num cotovelo e me inclinei beijando-a, primeiramente nos lábios, depois beijei suas pálpebras, rosto, queixo. Tudo bem devagar. Ela suspirou. Passei a ponta de língua em sua orelha e falei no seu ouvido.

- Você é mais cheirosa quando acorda. Como é possível? Hem?

- É? Você é que é deliciosa.

Ela me pegou de jeito e me deu um beijo maravilhoso. Nossa! Suspirei e me excitei na hora. Ficamos nesse amasso gostoso por alguns minutos e me lembrei que precisava ir senão me atrasaria.

- Gatinha, vamos levantar, senão me atraso. Vamos.

- Tá bom, por enquanto a senhorita me escapa, mas não por muito tempo, Rs,Rs.

- Ui. Quem disse que quero escapar?

- Hum, que ela está se soltando. Adooroooo.

Ela me deixou em casa. Me troquei e fui para o trabalho. Entrei no escritório com um sorriso enorme. Janaína foi logo me enchendo.

- Chefinha, você ta brilhando. Viu passarinho verde foi?

- kkkkkkk. Ai Janaína. Passarinho verde é? Kkkkkk. Só você. Traz um café pra mim, por favor.

- Ok chefinha. Deixa comigo. Vou mandar o boy comprar aquele que você gosta.

Sento na minha mesa e pego o celular da bolsa e tem uma mensagem no what. Dela. Ah, suspirei.

- Bom dia de novo pra você. O dia está lindo hoje,  não acha? Já estou com saudades. Bjs, bjs e mais bjs nessa boca maravilhosa.

- Bom dia, bebê. O dia realmente está lindo, perfeito. Saudades? Já? Hum... bjs.

Era umas onze horas quando Janaína entra com um buquê de rosas vermelhas.

- Olha Sandra,  que lindo. Chefinha, você ta podendo hem? Esse cara ta apaixonado.

- Abrir um sorriso e fechei ao mesmo tempo. O pensamento veio como um raio. E se ela souber que não é um cara e sim uma moça? Droga. Dane-se.

- Que foi chefe?

- Nada querida. Me dê aqui. Obrigada.

- Peguei o cartão e li: “Obrigada pelo dia e a noite maravilhosos. Você é um presente na minha vida. Você já faz parte dela. Do seu “Bebê”. Beijos na boca. M.

Fiquei muito feliz e beijei o cartão. Tinha o cheiro dela. Tão gentil. Tão carinhosa. Atenciosa. Fofa.

Peguei o celular e liguei pra ela.

- Oi linda.

-Oi, meu bebê, Rs. Obrigada pelas flores. São lindas.

- Não tem de que. Adoro te paparicar. Quero ver você feliz. Sabe que fiquei com medo de você não querer mais falar comigo?

- Porque não falaria?

- Sei lá você poderia ter pensado melhor e ficado com medo de se envolver porque sou uma mulher. Sei que você não é de se envolver nem com homens. Você sempre falava que era só na hora da cama e pronto.

 - Hum... sei que minhas palavras já foram essas mesmas. Mas to decidida a viver isso com você que ainda não sei bem o que é. Precisamos conversar. Vamos com calma. Ok?

- Claro amor. Do jeito que você quiser.

Me arrepiei quando ouvir o “amor”. Na hora pensei: o que eu to fazendo. Essa menina ta apaixonada por mim? E eu? O que quero? Não posso ser leviana com sentimentos de ninguém.

Nos despedimos e o restante do dia foi de trabalho intenso. As aulas ainda não haviam começado na faculdade. Teria mais um fim de semana de folga.

Final de expediente e recebo uma visita.

- Meninas lindas. Vocês aqui- eu disse com surpresa.

- Oi tiaaaaa. A gente tá com saudade, né mãe?

- É sim filhota. E queríamos te convidar pra tomar um tacacá ali na praça. Vamos?

- Vamos,claro. Adoro tacacá. Vou pegar minha bolsa.

- Tchau Janaína, até amanhã.

- Tchau chefa. Boa noite. Tchau meninas.

E lá fomos nós. Pedimos 02 cuias e sentamos no banco da praça. Ficamos degustando e olhando Manoela correr e brincar com algumas crianças que lá estavam. De vez em quando ela vinha, bebericava o tacacá da mãe e corria de novo. Muito fofa. Eu toda derretida, sempre fui louca pra ter uma filha.

- Linda vc ta bem?

- To ótima, porque, não pareço bem pra vc Marina?

- Ah, sei lá. Vc quiser conversar sobre o que aconteceu entre nós. Pode falar sem reservas.

Ela me falou isso com um jeito tristonho. Já tinha percebido que essa moça linda, com esse jeito extrovertido e brincalhão, tem lá suas dificuldades, principalmente com respeito a sua autoestima, que percebi não ser muito elevada. Com certeza aquele sujeito que ela se relacionou durante tantos anos, seria um dos grandes responsáveis por esses estados psicológicos dela. Me subiu uma raiva gigante do cafajeste. Minha vontade era de protegê-la e lhe dar muito carinho. Vontade de colocá-la no colo e enchê-la de beijos.

Me assustei com esses pensamentos e sentimentos. Acho que ela notou minha desorientação. Virei o rosto pra frente com rapidez.

-Que foi Sandra? Ficou tão séria de repente, esse teu olhar... o que houve?

- Nada, nada – Respirei fundo e comecei a falei:

- Marina, vou te confessar. Não é fácil pra mim, eu que sempre me achei uma hétero convicta e de repente me vejo assim, atraída por uma moça, linda, bem mais jovem que eu e fico pensando o que você viu em mim? Não que eu não me ache interessante. Eu sei que sou. Mas nunca imaginei que uma mulher se interessaria por mim. Você pode ter a mulher que você quiser. Jovem e linda como você é. Sei que hoje está tudo mais livre e é normal pra mulheres se relacionarem com outras mulheres. E sempre procurei encarar com naturalidade. Eu odeio rótulos, você sabe, sempre falo isso. E sou uma pessoa que está sempre disposta a encarar desafios e mudar de idéia e atitudes, me considero uma pessoa vanguardista.

- Eu acho você maravilhosa! Nossa. Você é jovial, alto astral, inteligente, atraente. Eu que sou pouca areia pro seu caminhão. Kkkkkkk. Te admiro demais. Além do que foi mágica a nossa noite. Nós temos uma química incrível. Também não tenho muito experiência com mulheres. Com você,  foi a segunda vez que cheguei até o final. Muito instinto e vontade. Você é carinhosa, apaixonada, quente!! E muito gostosa. Rs, rs. Quero você na minha vida. Você quer?

Ficamos nos olhando. Nossa,  como ela me despertava sentimentos. Fiquei pegando fogo só com o olhar dela sobre os meus e veio à minha mente nós duas naquela cama e nossos beijos. Como foi bom. Ai minha mãe: eu to apaixonada?

Peguei na mão dela, ainda a olhando e disse: Sim, gatinha, eu quero e muito.

Ela me olhou, beijou meu rosto e deitou a cabeça no meu ombro, se ajeitando no banco. Ficamos assim. Não sei se tinha alguém nos olhando e na verdade nem me lembrei de verificar. Todos os minutos com ela estavam sendo, tão... sei lá, mágicos.

Notas finais:

O começo do comeco, kkkk. Bom,  tudo são flores no início, continuem lendo que há muitas emoções a permear esta singela estória que tem um pouco do que ocorreu comigo e minha descoberta.

18- Vivendo por patty-321
Notas do autor:

Meninas, boa noite. A coisa tá muito quente, a Sandra tá finalmente se encontrando e saindo da caixinha. Acompanhem!!! Deixem suas impressões da estória.

 

Como estávamos cada uma com no seu carro, nos despedimos com beijinhos de comadre e seguimos pra nossos respectivos apartamentos.

Já estava deitada quando recebo mensagem dela:

- Oi linda. Já deitou? Não consigo dormir. Teu cheiro ta impregnado no meu travesseiro e to com uma vontade imensa de te beijar. Vem pra cá, vem? Bjs

Abrir um sorriso enorme. Também tava louca querendo provar aquela boca de novo. Ai, ai. Mas precisava segurar o meu desejo.

- Oi bebê, prometemos ir com calma. Também to aqui lembrando os seus beijos e carinhos. Vamos combinar pro fim de semana, ok? Boa noite. Bjs.

- Ai, ai. Hoje ainda é segunda. Não irei agüentar tanto tempo sem te beijar, sem fazer amor com você. Você quer? Amanhã vou chamar minha prima pra ficar com Manoela à noite. Podemos ir ao cinema, jantar, sei lá, o que você quiser. Diz que sim, vai.

E agora José? José para onde? Lembrei de uma música do Chico Buarque

-  Tá combinado (suspiros). Você me pega em casa às 19 e 30h, ok? Bjs. Boa noite.

- Ihuruuu. Combinadíssimo. Te adoro. Te pego no teu AP. Bjs. Boa noite. Quero muito sonhar contigo. Sonhe comigo.

Pela manhã, fui trabalhar e no caminho recebi mensagem de áudio dela de bom dia. Tá me acostumando mal. Enviei resposta.

Tão logo chego na secretaria e a Janaína entra na minha sala com uma cesta de café da manhã imensa.

- Chefinhaaaaaa! Quando digo que esse cara tão apaixonadíssimo por vossa senhoria, você não me confirma, né? Até quando vai me matar de curiosidade?

- Janaína, pelamor, quem enviou isso? Que exagero!!

- Ah chefa tem um cartão, bem aí, ó.

E a cretina ainda espicha o pescoço pra ler junto comigo o cartão.

- Sai daeee coisa curiosa, volta pra tua sala, vai.

- Ai chefa cruela, poxa. Me dá pelo menos um biscoitinho.

A malandra folgada ainda faz bico, ver se agüento? Kkkkk.

- Tá sua enxerida vou dividir com todos, mas depois que eu me refastelar e agradecer a quem me enviou, xau.

Saio empurrando a folgada porta a fora. Pego o cartão e leio.

Bom dia amor. Pra você começar seu dia de maneira maravilhosa e te recompensar por ontem. Te deixei no trabalho  e nem te servir  um café.Eu estava nas nuvens. Sorry.

Tenha um dia todo especial. Até à noite.

Bjs, bjs.

Seu bebê,  M.

Gente, o que foi isso? Quanta gentileza. Nunca ninguém me fez essa gentileza. Tô muito perdida, como não me apaixonar?

Enviei mensagem de áudio, agradecendo.

O dia demorou a passar. Era a minha ansiedade pra chegar ao horário combinado. Paixão faz isso com a gente. O dia inteiro e só ela estava nos meus pensamentos.

Enfim, terminou o expediente e fui pra casa. Cumprimentei meus meninos, fiz um jantarzinho pra eles e fui pro banho e me arrumar. Optei por uma calça jeans, uma blusinha solta e colorida, pouca maquiagem, meu perfume favorito e o interfone tocou e ela já estava me esperando. Coração deu um salto.

_ Amores da mãe, vou dar uma saidinha, ok? Não durmam muito tarde, escovem os dentes, hem.

- Sair é dona Sandra? Hoje ainda é terça feira. Rum. ( o mais velho falou).

_Oxe, criatura ciumenta. Só pra espairecer. Tão acostumando a me verem toda noite né? Férias ta acabando. Fui. Tchau.

Beijei os dois e desci, sorrindo. Entrei no carro e ela me deu um selinho.

_ Hum,ta uma delícia. Muito cheirosa.

_ Você também, gatinha. Vamos aonde?

_ Tá com fome?

_ Eu to- Respondi.

_Então vamos jantar. Ok?

_ Blz.

Fomos num restaurante de comidas regionais. Pedimos 2 chops e ficamos conversando, esperando nosso pedido chegar.

Jantamos na maior paz. Olho nos olhos. Terminamos, pagamos a conta e ele me levou num motel.

Mal entramos e já nos perdemos em beijos e amassos quentes. Parecia que o ar condicionado estava com defeito. Mil graus no corpo. Que loucura.

Dessa vez eu estava mais solta, não segurei os gemidos e gritinhos excitados. Beijei seu pescoço, dei mordidas e chupões (será que deixei marca?). Eu estava com muita vontade de degustá-la e ver se o corpo dela reagia tanto quanto o meu com suas carícias. Foi uma loucura. Parávamos só pra descansar um pouco e conversar e voltávamos a nos excitar e acariciar. Dessa vez tiramos toda a roupa, gente eu já estava bem soltinha e deixei ela me tocar mais intimamente, vocês entendem né? Kkkk. Mas ainda não conseguir fazer o mesmo nela, entendam que ainda era meio difícil pra mim. Perdi as contas dos orgasmos que tive e que ela teve também. Ela me deixou em casa às três e meia da manhã. Eu tive que ir trabalhar com uma blusa de mangas compridas e cachecol. Tava toda marcada. Que loucura. Que pegada que essa mulher tem, nunca tive nenhum carinha com uma pegada dessas. To no céu. Ainda me assustava. E eu na minha idiotice hétero, achava que precisava existir um pênis na hora H.  kkkkk.

Nos vimos todos os dias daquela semana. Comecei a dormir no AP dela quase todas as noites, depois que meus filhos dormiam, eu fugia e voltava bem cedo antes deles acordarem. Vivia morrendo de sono no trabalho, mas muito feliz. Parecia que eu estava encantada, pisando em nuvens de felicidade. Se apaixonar, amar, ser amada, fazer amor de verdade, ter orgasmos múltiplos, tudo que eu dizia que não existia, eu estava vivendo e com uma MULHER. Quando eu parava pra pensar ficar rindo e gargalhando. E achava que eu estava delirando, mas no fim eu me tocava que era real e era comigo e eu estava em estado de graça. Oh maravilha. Foda-se o resto, a sociedade, as pessoas que não iam compreender nunca. Não importava, no momento eu me achava invencível, ia enfrentar o mundo se preciso, mas não abriria mão do que eu estava vivendo. E ela? Ah...ela me fazia crer que era recíproco. Tanto nas ações como nas palavras, ela me provava que tudo era vivido por nós duas e na mesma intensidade.

 

Notas finais:

E então? Gostaram?

19- Pedido de namoro por patty-321
Notas do autor:

A paixão tá evoluindo e as duas moiçolas irão ter momentos muito quentes e românticos.

 

Meus filhos neste fim de semana estariam com o pai, então eu teria o meu tempo pra dispor com toda liberdade. Marina me convidou para passarmos o fim de semana num hotel de selva, deixaria a filha com a prima.

Pegamos a estrada bem cedo, no sábado. O hotel era lindo, com uma arquitetura rústica, mas com todo o conforto e tecnologia moderna. Ficamos num chalé que dava para ouvirmos a queda d’água da cachoeira. Show.

Deixamos nossas coisas no chalé e fomos conhecer o lugar. Havia piscinas de água natural e a cachoeira com corredeiras, onde havia passeio de canoa e também mergulho e um passeio pelas cavernas. Tudo muito lindo. Marina todo tempo me tratando com muito carinho e atenção. Muito fofa. Curtimos o restante da manhã, fazendo alguns passeios. Voltamos ao hotel para o almoço.

Degustamos iguarias típicas da região e fomos descansar no nosso chalé.

- Amor, to morta de cansada. Mas se você quiser só descansar um pouco e voltar aos passeios, sem problemas, vamos.   

- Não Marina, to morta também. Vamos tirar um cochilo e ficamos por aqui mesmo, já são 15 horas.

- Acorda preguiçosa. Já são 18 horas. Falei abraçando Marina por trás e dando beijinhos em seus ombros e rosto.

- Hum...muito bom acordar assim com tanto carinho- ela me disse se virando e me abraçando, em seguida nos beijamos muito e ficamos naquele chamego gostoso até que foi evoluindo para algo mais quente, minhas mãos já estavam nos seios dela, apertando e massageando, quando ela me segurou.

 - Oiii, parou porque? Porque parou?

- Porque se continuarmos vamos nos atrasar para o jantar e eu quero você muito linda e cheirosa. Teremos o restante da noite para fazermos amor.

- Ui, adorei. Ok, ok, você venceu. Vou pro banho primeiro – eu disse lhe dando um selinho.

-Pronto flor, enquanto você banha eu me arrumo.

Meu vestido era preto com um decote generoso, valorizando meus seios médios, cintura afinada e a saia era um pouco rodada, era um pouco acima dos joelhos, mostrando minhas pernas grossas e bonitas de fora. Fiz uma maquiagem com um olho marcado e batom vermelho. Nos pés uma sandália de salto fino, preta.

Quando estava colocando as sandálias a Marina sai do banheiro, já vestida, com um vestido com flores médias, de alças finas e já maquiada. Linda. Sorrimos uma para a outra.

- Nossa, Sandra você ta linda. Acho que vamos pedir o jantar aqui no quarto mesmo e pulamos a sobremesa. Kkk.

- kkkkk. Negativo. Agora vamos desfilar pelo restaurante. Taradinha.

Ela pegou minha mão e deu um beijo na palma e saímos.

O jantar estava maravilhoso. Pessoas bonitas e o atendimento nota 10. Tomamos umas taças de vinho, conversamos e rimos bastante, naquele clima de olho no olho. E a danadinha sempre dava um jeito de roubar um beijo rápido ou passar a mão nas minhas coxas. Safada. Me deixou muito excitada.

- Finalmente a sós, novamente. E agora, senhorita, o que faremos?

- Tem nada em mente?  -Eu disse isso passando as minhas mãos pelos seus ombros e lhe dando um selinho demorado, que virou um beijo de tirar o fôlego. Oh mulher de beijo gostoso. Vou confessar, o melhor beijo de todos os tempos. Ai, ai. Loucura.

- Só um momento, meu amor. – Marina disse e foi pegar o celular onde colocou uma playlist para embalar nosso momento.

- Dança comigo, Sandra?

- Com toda certeza, Marina.

Quem de Nós Dois

Ana Carolina

Eu e você
Não é assim tão complicado
Não é difícil perceber

Quem de nós dois
Vai dizer que é impossível
O amor acontecer

Se eu disser
Que já nem sinto nada
Que a estrada sem você
É mais segura
Eu sei você vai rir da minha cara
Eu já conheço o teu sorriso
Leio o teu olhar
Teu sorriso é só disfarce
O que eu já nem preciso

Sinto dizer que amo mesmo
Tá ruim pra disfarçar
Entre nós dois
Não cabe mais nenhum segredo
Além do que já combinamos

No vão das coisas que a gente disse
Não cabe mais sermos somente amigos
E quando eu falo que eu já nem quero
A frase fica pelo avesso
Meio na contra mão
E quando finjo que esqueço
Eu não esqueci nada

E cada vez que eu fujo, eu me aproximo mais
E te perder de vista assim é ruim demais
E é por isso que atravesso o teu futuro
E faço das lembranças um lugar seguro
Não é que eu queira reviver nenhum passado
Nem revirar um sentimento revirado
Mas toda vez que eu procuro uma saída
Acabo entrando sem querer na tua vida

Eu procurei qualquer desculpa pra não te encarar
Pra não dizer de novo e sempre a mesma coisa
Falar só por falar
Que eu já não tô nem aí pra essa conversa
Que a história de nós dois não me interessa
Se eu tento esconder meias verdades
Você conhece o meu sorriso
Lê o meu olhar
Meu sorriso é só disfarce
O que eu já nem preciso

E cada vez que eu fujo, eu me aproximo mais
E te perder de vista assim é ruim demais
E é por isso que atravesso o teu futuro
E faço das lembranças um lugar seguro
Não é que eu queira reviver nenhum passado
Nem revirar um sentimento revirado
Mas toda vez que eu procuro uma saída
Acabo entrando sem querer na tua vida

 

E ela cantava no meu ouvido, com aquela voz rouquinha e gostosa. Nem sei como ela tirou minha roupa e a dela e já estávamos rolando na cama. Dessa vez eu mandei todas as minhas convicções idiotas e a entrega foi total. Marina me beijou com muita paixão, descendo os beijos e chupões pelo meu pescoço e seios, dando pequenas mordidas que me derretiam completamente. E o quarto se encheu de gemidos e frases sem sentidos.  Ela passou a beijar e morder minha panturilha e coxa - Você é muito linda e gostosa, Sandra – ela me disse e veio beijar minha boca.

Peguei no rosto dela e quase sem voz eu disse: Faz amor comigo? Quero tudo com você.

Ela me olhou nos olhos e deu um sorriso maravilhoso. Depois disso foi loucura total. Ela dedilhou o meu corpo com maestria, me deixando no paraíso. Dava pequenas mordidas no meu sexo, e enfiou a língua endurecida na minha ppk e olhava nos meus olhos, aquilo era bom demais. Tive um orgasmo louco, duplo, triplo, sei lá. Não sei por quanto tempo fizemos amor, de várias maneiras. Foi lindo.

Abri um olho com muita preguiça, passei a mão na cama e não sentir a presença da Marina, de repente ela sai do banheiro enrolada numa toalha, muito linda.

- Bom dia meu amor.

- Bom dia minha flor- respondi.

O café está servido na varanda. Vai tomar banho que te espero- ela foi falando e me dando um selinho.

A mesa do café estava linda e a nossa fome, gritante.

- Sandra,  quero te fazer uma pergunta.

- Faça, minha linda.

- Quer namorar comigo?

- Oiiii? – Fiquei bem nervosa – E o teu namorildo?

- O que tem ele? Não tenho mais nada com ele. Apesar dele ficar me enchendo o saco, eu já deixei bem claro, que acabou, conversamos antes dele viajar. Agora é entre nós. Eu estou completamente apaixonada por você e não me vejo ficando sem você. Sem te pressionar, mas preciso saber o que você pensa sobre nós.

Enchi o peito de ar e fiquei olhando pra ela. O silêncio se fez durante uns segundos e ela me olhando com apreensão, seus olhos foram enchendo de lágrimas.

 

Notas finais:

Olá. boa noite. Sorry, queridas. Ando super ocupada e os capitulos prontos terminaram. Mas continuem me acompanhando. Não vou desitir, só vai demorar um pouco mais as postagens.

Façam suas apostas. Será que a Marina irá ganhar um sim?

20- Felicidade existe por patty-321
Notas do autor:

Capítulo fresquinho. Vamos conhecer a resposta da Sandra. Divirtam-se.

Enchi o peito de ar e fiquei olhando pra ela. O silêncio se fez durante uns segundos e ela me olhando com apreensão, seus olhos foram enchendo de lágrimas.

- Sim.

- Você disse SIM?

- Eu disse SIM, minha flor.

Ela se jogou nos meus braços, me beijando e gritando: você disse sim, sim, sim.

Eu gargalhava e falava, oh louca!!

- Sandra, amor, minha namorada. To muito feliz. Quero mais beijos. De repente ela me soltou e foi correndo em busca da mochila e veio com as mãos para trás.

- O que você ta aprontando?

- Calma, meu amor. Fecha os olhos e vira de costa.

A olhei sorrindo e virei. Ela afastou meu curto cabelo da minha nuca e a sentir colocar algo no meu pescoço. Ela me beijou na nuca.

- Agora olha no espelho e veja se gostou.

Corri para o espelho do banheiro e vi uma gargantilha dourada com um pingente com formato do infinito. Achei lindo. Ela atrás de mim me olhando com expectativa.

- Então? Gostou? Fala algo?

- A-do-rei. Linda. Como sabia que eu iria dizer sim?

- Eu não sabia, mas tinha esperança.

- Oh coisa linda.

Nos beijamos e fomos aos tropeços buscando a cama e fizemos amor muito gostoso a manhã inteira.

Descansamos um pouco e fomos almoçar e fazer o checkout. Infelizmente acabou o domingo e o nosso fim de semana incrível.

Eu estava nas nuvens, me sentindo amada e muito apaixonada por aquela morena linda e carinhosa. Ela foi dirigindo e ao lado, eu ia dando beijos e atiçando sua libido, com carícias em suas coxas, mordendo seu ombro, beijando seu pescoço, aquele corpo tentação ao meu dispor.

- Para amor. Assim vamos sair da estrada e bater.

- Tá, já parei. E como vamos fazer com a Manu? Você vai contar que estamos namorando? Ela é muito criança e pode não compreender.

- Fique tranqüila. Ela é muito esperta para idade dela. Vou conversar com ela sobre nós sim. Não escondo nada da minha filha, afinal somos só nós duas.

- Ok, você que sabe, meu bem. Eu vou te pedir um pouco de paciência, porque não posso de repente chegar para os meus filhos e dizer que estou namorando você, entende?

- Claro, fique tranqüila. Não precisamos gritar para o mundo todo não. Importa é nós duas e o resto que se exploda.

- Oh amor também não pode ter toda essa raiva dentro de você, não faz bem ao coração.

- Ai  amei esse amor. Quero que você me chame assim sempre.

- Linda. Vou te confessar, nunca chamei nenhum dos meus namorados de amor, nem meu ex-marido. Achava tão falso.  Mas pra você saiu naturalmente – falei e beijei o rosto dela.

Nos despedimos, na porta de casa, já com saudades antecipadas, na manhã seguinte teríamos trabalho e faculdade à noite. De volta à realidade.  O apartamento estava em total silêncio, sinal que os meus meninos ainda não haviam voltado pra casa.

- Mãeeeeeee, chegamossssss.

- Meus amores, mãe tava com saudades demais. Beijos, beijos. Como foi o fim de semana dos meus príncipes?

- Foi bom mãe- o mais velho falou- o pai nos levou na pizzaria ontem à noite e hoje, fomos ao clube e à tarde ficamos jogando vídeo game. E o da senhora?

- Foi tudo ótimo. Muito divertido e relaxante.

Ficaram um pouco comigo matando as saudades e logo foram pro seus quartos, dormi. Estavam cansados.

Estava me arrumando pra dormi, quando o celular toca:

- Oi amor, tudo bem? E os meninos?

- Oi amor, tudo bem. Os meninos estão bem e já foram dormi. E você? Tá bem? E a Manu?

- Estamos bem e ela ficou muito alegre quando soube que estávamos namorando. Ela me disse que ama você também. Kkkkkkk.

- Jura? Ah menina maravilhosa. Conquistei as duas, foi? Ihuuuu, eu sou demais – disse isso, fazendo uma ridícula dancinha, Kkkkk.

- Palhaça você. Amor, eu não vou conseguir dormi sem você aqui. Vem pra cá, vem. Por favor.

- Oh maldade, não faz essa voz sexy e manhosa, não resisto.

- E não é pra resistir mesmo. Vem logo.

- Eu gostaria muito de ir, mas amanhã preciso acordar cedo, os meninos tem aula e tudo é muito corrido pela manhã. Porque vocês não vêm dormi aqui? As duas. Os meninos já estão dormindo, amanhã cedo ela tem aula também né? Tomamos café e saímos. Eles precisam acostumar a ver vocês aqui.

- Sério? Podemos ir? Ai to tão feliz.  Beijos, daqui a pouco estamos aí.

Dormimos as três na cama. A Manu toda contente no meio de nós duas.

Assim, a semana passou rápida. Dormíamos juntas praticamente, todos os dias da semana. Quando elas não vinham para o meu apartamento, eu ia para o delas, eu saía depois que os meninos dormiam e voltava antes deles acordarem, vivia morrendo de sono, pois fazíamos maratona sexual até alta madrugada. Mas quem ligava? Estávamos felizes e vivendo um amor intenso. Por favor, ninguém me belisca, pois deste sonho não quero acordar.

Notas finais:

É isso aí. Teremos mais emoções para esse casal apaixonado. Bjs.

21- Flores de plástico não morrem por patty-321
Notas do autor:

Genteeeeee, olha eu por aqui. É o começo das tretas. Espero que gostem e comentem. Bom fim de semana. Bjs.

Preocupante, viu? Eu, realmente, estava AMANDO. Socorro. Então a tal da paixão existe mesmo, não é coisa de poeta ou de pessoas fracas. É, maninha, fudeu. Kkkkkk. A Sandra fodona, que nunca havia amado, se entregado mesmo, estava, perdidamente apaixonada e por uma morena. Dormia pensando nela, acordava pensando nela, ouvia músicas pensando nela, queria a todo o momento está com ela. Quando não estava, sofria com saudades. Quando estava, queria que o tempo parasse.

Amor é um Fogo que Arde sem se Ver

Amor é um fogo que arde sem se ver; 
É ferida que dói, e não se sente; 
É um contentamento descontente; 
É dor que desatina sem doer. 

É um não querer mais que bem querer; 
É um andar solitário entre a gente; 
É nunca contentar-se e contente; 
É um cuidar que ganha em se perder; 

É querer estar preso por vontade; 
É servir a quem vence, o vencedor; 
É ter com quem nos mata, lealdade. 

Mas como causar pode seu favor 
Nos corações humanos amizade, 
Se tão contrário a si é o mesmo Amor? 

Luís Vaz de Camões, in "Sonetos" 

Esta poesia me veio na memória, imediatamente. Sabe qual é o pior? Não poder contar pro mundo que amo a Marina. Poder até posso, mas não devo, há conseqüências.

Mas havia uma pessoa a quem eu poderia contar. A Helen. E eu precisava desabafar.

- Alô.

- Oi amiga, tudo bem?

- Tudo bem sua cruela, você sumiu, não te vejo mais nem aqui na faculdade, vive correndo. Não aceita mais meus convites para sairmos. Ficou rica ou ta namorando e não me contou?

- Bem- comecei a gaguejar de nervoso- É, bem, vamos dizer que você acertou.

- Acertei? Qual das duas partes?

- To namorando – eu disse bem baixinho.

- Ham, que? Não consegui entender.

- Eu to namorando, amiga. Preciso te contar.

- Sério? Putz. Já desconfiava. E aí, eu conheço o man? É gato? Abre o jogo sua safadinha.

- Mana, vamos nos encontrar pessoalmente e te conto tudo.

- Hum...Tá. Tenho aula à noite até às 20 e 30. E Você?

- Que coincidência, eu também. Então nos encontramos na sala dos professores e saímos juntas. Até a noite. Bjs,

_ ok, beijos.

- Alô,  Marina, tudo bem minha linda.

- Oi amor, poxa Marina não. Diga oi amor, magoei.

- Oi amor. Melhorou?

- E muito, kkkk. Tudo bem minha vida?

- Tudo bem sim. Hoje você tem aula?

- Tenho até as 22, porque?

- Então, amor, vou sair as 20 e 30 e marquei de encontrar a minha amiga Helen. Quando você sair, vai lá pra casa?

- Ah ta legal. Amor, to toda enrolada com esse TCC. Vou pra casa, pois ainda vou trabalhar nele. Acho que hoje não vai dar pra dormirmos juntas.

- Tá bom meu bem, vou ficar com muitas saudades.

- Eu também, mas é bom uma saudade, dar mais vontade de se ver e fazer amor. Bjs minha flor. Tiver em casa, antes de dormi, me liga pra me dar boa noite.

- Ok, bjs.

 Eu e a Helen, fomos num barzinho tranqüilo, para conversarmos. Pedimos uns sucos e uns petiscos e começamos a conversar.

- E aí, amiga. Me conta essa estória de namoro. Quando vou conhecer o marmanjo? Tá rolando desde quando?

- Então, amiga, ta rolando tem um mês e meio mais ou menos. Olha vou te confessar, to super apaixonada, como nunca estive na minha vida e to muito feliz e fico às vezes meio assustada com intensidade e a rapidez com que aconteceu.

- Caraca!! Nunca pensei que ia te ouvir falando isso. Quem te viu e quem te ver. Deve ser o ”cara”. Preciso conhecer e dar os parabéns pro cabra, porque, vou te contar, nos conhecemos a uns bons anos e sempre você me falou que tava pra nascer o cidadão que iria fazer você ficar apaixonada.

- Ai ai Helen, nem me fale, viu, mordi a língua. Essa pessoa chegou de mansinho, me conquistou mesmo. Estou nas nuvens, sonhando sem querer acordar. Mas, preciso te contar que não é um...

- Amiga! Aquela moça que está entrando aqui, não é aquela nossa aluna, olha lá...

Me virei rapidamente e o que vejo?

Marina entrando no bar com um homem de boa aparência e que tinha a idade de ser pai dela. Ele vinha com o braço na cintura dela e lhe falando algo no ouvido.

Meu coração só não saiu pela boca porque ele não tem pernas.

Notas finais:

E então? Será que a Marina tá aprontando? ou ela não é quem a Sandra pensa? Tretas.

22 - Explicações por patty-321
Notas do autor:

Olá, bora ver no que vai dar esse encontro inusitado.

Meu coração só não saiu pela boca porque ele não tem pernas.

Eles sentaram numa mesa um pouco distante da nossa, mas dava pra vê-los perfeitamente. Nenhum momento ela olhou em nossa direção. Quando sair do meu estado de choque, sinto a Helen me beliscar.

- Ai louca, não me belisca.

- Oh mulher to umas duas horas tentando fazer você me ouvir e você não tira os olhos da aluna, como é mesmo o nome dela? Você lembra?

- Marina. Ela se chama Marina – A todo o momento meus olhos iam até aquela mesa, e mil pensamentos me afligiam. Porque ela mentiu pra mim? Aquele era o João Carlos? E porque ela estava conversando com ele?

- Sandra, que foi amiga? Você ta pálida. Continua me contando sobre o teu bofe magia.

Sem conseguir me deter, uma lágrima caiu. Helen segurou minhas mãos por cima da mesa e muito preocupada, falou:

- Que foi, amiga? Porque você ta chorando. Me fala, to ficando desesperada.

- Helen, amiga. Na verdade o bofe magia...- Dei uma pausa e um suspiro- é aquela moça que você está vendo naquela mesa.

- Hã? O que? Acho que não entendi ou to ficando doida ou os dois. Como assim?

- Amiga, to completamente apaixonada e namorando a Marina, é isso. Tá rolando faz quase dois meses. E ela ta ali, sentada, naquela mesa com esse cara que acho que é o ex-namorado ou é o namorado, não sei o que pensar, nem o que fazer. As vezes nem eu acredito amiga, por isso te chamei pra conversarmos, eu não agüentava mais não ter pra quem contar.

- Nossa! Me belisque. Ai sua louca, não era pra beliscar.

- Oras  bolas, você que pediu, oxe.

- Sandra, você ta tirando onda com a minha cara, né? É uma pegadinha e tem alguém, filmando escondido. É isso?

- Não sua doida, pô to aqui sofrendo, me abrindo pra você.  Poxa, para de agir como retardada. Olha lá, ele ta querendo pegar na mão dela e ela puxou. Filho da puta. Eu vou lá – Ia me levantando quando a Helen me puxa com força me fazendo sentar novamente.

- Mana, a coisa é séria mesmo? Caralhoooooooo. Você, a hétero alfa, agora passou pro outro lado e ta namorando uma aluna da faculdade? Pára o trem que quero descer. Te aquieta nessa cadeira, vamos observar, não to preparada pra comer torta de limão lésbica, nem apanhar de marmanjo. Calma.

- Calma o que? Me solta amiga, por mais que eu esteja agoniada achando que ela pode ta me sacaneando, não vou deixar esse fdp tocar um dedo nela aqui na minha frente. Olha lá parece que ela ta muito puta com ele.

Levantei com toda força e fui pisando firme em direção à mesa onde eles estavam. Sentir que a Helen estava logo atrás de mim.

- Atrapalho?

Notei que a Marina levantou a cabeça imediatamente, quando me viu, ela arregalou os olhos e ficou muito pálida.

- Sandra? O que faz aqui?

Ela olhou rapidamente pra ele, que estava com o semblante fechado e gaguejando, falou:

- Quer dizer, professora Sandra e professora Helen, boa noite – Limpou a garganta e continuou- este é o João Carlos...

- O marido dela- ele rapidamente completou. Dessa vez quem empalideceu fui eu. Ele levantou e estendeu a mão em minha direção. Dessa vez fui eu a empalidecer. Sentir a Helen colocar a mão no meu ombro e apertar, como pedindo pra eu manter a calma. Eu encarei a Marina e esperei ela se manifestar, foi tudo muito rápido.

- Negativo professoras – virando pra ele, ela falou: Ex-namorado, pois nós nunca casamos, João Carlos e neste momento, estou indo embora. Não me procure mais. Vamos professoras, eu já estava mesmo de saída.

Ele ficou lá estatelado. Helen e eu saímos atrás dela. Quando estávamos quase na porta do bar, o garçom me alcança e fala: senhora, senhora, a conta ainda não foi paga. Oh my God, além de quase corna, caloteira, eu mereço. Fui até ao caixa e paguei a conta.

Sair do bar e encontrei as duas na calçada. Marina veio até mim e falou:

- Amor, eu posso explicar, me deixa explicar, por favor.

- To indo deixar a Helen em casa, me espera na sua casa e conversamos – sair puxando a Helen pelo braço até o carro que estava no estacionamento.

- Amiga, te acalma. Pelo que percebi a menina não fez nada demais e ela ta apavorada com a tua cara de braba. Ouça primeiro pra julgar depois, ok?

- Tá Sandra, porra. Só não entendo porque mentir. Ela me disse que teria aula até as 22 e daí ela entra com o ex aqui no barzinho ás 21, putz, o que posso pensar? To cheia de chifres.

- Affz, mulher, calma. Não se precipite. Depois você me liga e me conta tudo ta? Vou ficar agoniada. Olha amiga, você entrou no mundo lésbico muito bem acompanhada, a Marina é uma gata e também muito inteligente.

- Ok baby. Te ligo mais tarde, nem deu pra te contar com detalhes minha odisséia lésbica, kkkkkk.

Me dirigir ao apartamento da Marina com o coração na mão, respirando fundo pra me acalmar e deixá-la falar sem prejulgar.

Como eu tinha a chave fui entrando. Quando ela ouviu o barulho da chave, ela deu um pulo do sofá.

- Sandra eu não mentir pra você. Por favor me escuta. Eu nem sabia que o JC havia voltado de viagem, eu tinha até esperança que ele não voltasse mais pra nossa cidade. Então depois que falei com você, ele me ligou e quase implorou pra eu encontrá-lo. Eu fui porque achei que era o momento de deixar as coisas bem claras pra ele quanto ao nosso rompimento e que não quero mais que ele me procure.

Fiquei olhando pra ela e notei que ela estava muito nervosa e me pareceu muito sincera, mesmo achando isso, meu semblante estava fechado e eu a olhava muita intensidade. Ela pegou nos meus braços e quase chorando me disse:

- Amor, por favor, acredita em mim. Não tenho mais nada com ele, não quero ter mais nada com ele. Não sei se você viu,  mas ele estava ficando bem alterado antes de vocês chegaram até a nossa mesa, porque eu estava justamente, pedindo pra ele não me procurar mais, que não teria volta a minha decisão.

Puxei meus braços das mãos dela e virei de costa, dizendo: você mentiu pra mim sim. Você disse que teria aula até as 22h, lembra?

Ela me abraçou por trás, falando: Eu não menti, a professora Jane não foi hoje e a sala foi liberada. Amanhã você confirma na coordenação. Não fica assim, por favor.

Ela me virou de frente e me disse olhando nos meus olhos.

- Sandra Figueira, eu te amo.

Ficamos nos olhando não sei por quanto tempo. Eu não agüentei e a beijei loucamente. Fomos nos beijando e caindo pelo sofá. É gente, foi nossa primeira DR, que tensão. A reconciliação foi maravilhosa, eu não sabia mais nem meu nome. Não parávamos de nos beijar e dizer juras de amor, ela repetia e repetia: te amo, te amo, te amo. E eu respondia: idem, idem, idem.

Notas finais:

Vamos ver se a Marina tem uma boa explicação para dar.

23 – Saindo da caixinha por patty-321
Notas do autor:

Oiiiii, capítulo do domingo. Espero que gostem. Bjs

No sábado à tarde, estávamos no quarto de Marina. Ela sentada na cabeceira da cama, lendo um livro, eu deitada com a cabeça nas pernas dela, lendo no celular e a Manu, na escrivaninha fazendo lição de casa. De vez em quando eu levantava e ajudava a pequena a resolver alguma questão. Marina não tinha muita paciência, então era eu a auxiliar a fofinha em seus estudos.

- Tia me ajuda aqui de novo, não to entendendo essa questão 6, ta muito complicada.

Levantei novamente pra auxiliá-la. Nesse momento o celular da Marina, que estava carregando na escrivaninha, toca e ela me pede para atender.

- Amor é um número privado, atendo?

- Privado? Não atenda, afffz. Eu nunca atendo números privados. Pode derrubar a ligação, fazendo o favor.

Coloquei o celular novamente na escrivaninha e continuei a ajudar a Manu. O aparelho toca novamente um tempo depois e o pego novamente.

- Ma, é sua prima Izabel. Toma.

- Oi prima, tudo bem? Hum. Oi . É você! Sim a Manu tá bem. Pode, claro, ela também sente sua falta. Pode ligar pra ela sim. Tá, eu aviso no colégio, leve ela depois pra casa da minha tia. Tchau.

Fiquei ouvindo esse diálogo e já imaginei quem seria ao telefone: João Carlos, affffz. Paciência.

- Manu, filha linda, era o João Carlos, ele disse que está com saudades e perguntou se pode pegar você no colégio amanhã e levar pra casa da sua tia – ela falou isso olhando pra mim como quem pede desculpas.

- Ah mãe legal, também to com saudades do tio João.

- Tudo bem, amor?

- Tudo bem, Marina, ele fez parte da vida das duas e a Manu tem direito de passar um tempo com ele.

Ela chegou perto de mim e me deu um seilinho.

- Marina não. Me chame de amor. To perguntando por que não quero um clima estranho entre nós por causa dele. Ele é como um pai pra Manu entenda e ela sente falta dele e vice versa. Ok?

- Tudo bem amor, desde que ele não queira forçar uma barra com você. E não entendi porque ele ligou do telefone da tua prima.

- Eles são amigos. Segundo ele disse, ficou com receio de que eu não atendesse a ligação dele. Ele sempre visita a casa da minha tia quando está na cidade. Entenda que foram 5 anos de relacionamento entre nós.

- Tudo bem meu bem. Temos que conviver com o nosso passado, né? Também tenho o pai dos meus filhos que faz parte do meu passado. O bom é que ele é um cara bem equilibrado e já tem sua vida com outra pessoa e não interfere na minha. Espero que o teu ex entenda que você está em outra página da tua vida e respeite isso.

- É o que eu mais quero e fique tranqüila porque não tenho a mínima vontade de estreitar laços com ele, mas neste momento não posso proibir dele ver a Manu, até porque ela sente falta dele.

Assunto encerrado. Continuamos nossas atividades do sábado à tarde. À noite pedimos uma pizza, colocamos um filme, Manu estava caindo de sono, se despediu da mãe e eu a levei pro quarto dela. Ela estava muito grudada comigo. E eu amava isso.

- Enfim a sós meu amor-Marina já havia desligado a TV e colocado um som ambiente bem gostoso para nós, o quarto estava à meia luz. Pegou uma garrafa de vinho do frigobar e duas taças. Ui. Essa mulher é incrível.

Brindamos, tomamos um gole do vinho, ela enlaçou minha cintura e ficamos dançando, nos beijando e bebericando o vinho. Hum, que maravilha.

Ela jogou um pouco de vinho no meu colo e limpou com a língua. Muito sexy. Me arrepiei inteira.

- Ai amor que delícia- Ela tirou minha blusa, eu vestia um sutiã meia taça azul. Ela se afastou um pouco de mim e começou um striptease. Colocou a mão na barra da blusa e foi retirando bem devagar ao ritmo da música, eu fiquei babando. Ela usava um sutiã na cor branca que destacava sua cor morena bronzeada. Ela ama se bronzear. Já eu sou um vampiro, não suporto está ao sol, esta é apenas uma de nossas diferenças.

Ela continuou dançando e me olhava intensamente, eu já estava muito excitada. Ela chegou perto de mim, lambeu meu queijo e foi descendo pelo meu corpo, colocou a taça no chão e ajoelhada foi abrindo meu short e beijando minhas coxas e meu sexo por cima da calcinha. Eu gemia e minhas pernas já estavam bambas. Ela retirou meu short e minha calcinha, começou a fazer um oral delicioso, eu me agarrava ao seus cabelos, gemendo e adorando.

- Ai amor, hum- eu só conseguia gemer. Quando eu estava quase gozando ela parou, levantou e retirou meu sutiã- Pára não amor.

- Calma gatinha, vem deita aqui na cama. Hoje vou te comer de todos os jeitos possíveis.

Deitei e ela veio por cima, beijou minha boca num beijo intenso e profundo. Passou a lamber e chupar meu seio direito, depois o esquerdo, ficou um pouco neles e depois passou a dar mordidas e lambidas na minha barriga, coxas, panturrilhas. Subiu de novo e ficou lambendo minha virilha. Eu me contorcia, gemia e suspirava a cada carícia ousada que meu amor me proporcionava. Sem aviso, ela enfiou um dedo no meu sexo e com a língua chupava meu clitóris, não demorou muito e eu gozei intensamente. Fiquei sem fôlego e ela me olhando com aquela cara de menina sapeca. Escalou meu corpo, me deu um selinho e ficou me dando pequenos beijos no rosto e colo.

- Foi bom meu amor? Como você fica linda com essa carinha de prazer. Quer mais?

- Espera só um pouco, que estou recuperando o fôlego. Foi perfeito, amei. Agora é minha vez – eu disse isso e me virei na cama, ficando por cima, ela deu um gritinho de surpresa. Beijei sua boca, olhos, queixo, me deliciei nos seus seios, barriga, mordi sua panturrilha e coxa (amo dá e receber mordidas, lógico que não para machucar) e comecei a chupar seu sexo, ela foi ao delírio e disse com dificuldades:

- Não to acreditando que essa boca gos...to... hum...sa está me chupando. Ai amor, vou goooozaaaar.

Foi lindo. Eu nunca havia feito, mais uma barreira quebrada. Realmente eu estava saindo da caixinha, me soltando e amando muito aquela mulher. E foi só o começo, não contei quantos orgasmos tivemos nesta noite e madrugada.

Notas finais:

Sandra, cada vez mais solta e leve neste romance.

24 – Ciúmes por patty-321
Notas do autor:

Oiiii. Capítulo recheado de ciúmes. Oh, monstro dos olhos amarelos.

- Oi amor.  Bom dia, de novo – havíamos dormindo juntas.

- Você já viu o teu face hoje?

- Há? Nossa! Não vi. O que houve? Porque essa agressividade toda?

- Olha lá e depois nos falamos.

Oxe gente, que foi isso? A mulher me liga toda estressada e praticamente desliga a ligação na minha cara? Vixe. Fui olhar o que tinha meu facebook de tão trágico pra ela ficar assim, toda ouriçada. Afffz. Hum, o de sempre, sou uma pessoa bastante querida e então é normal ter comentários carinhosos, convites, etc.  Peguei o celular e liguei pra ela.

- Oi amor. To com o face ligado e não to vendo nada que possa ter te deixado assim, estressada. Me explica isso.

- Ah não? Olha o que esse tal de Paulo colocou aí na tua timeline.

- Hum. Ah sim, to lendo. “Oi gata, tudo bem? To com saudades de você, vamos nos ver?” É isso?

- Você ainda acha pouco? Quem é esse cara? Todo íntimo? É um dos teus ex-ficantes? Sei muito bem que você tinha vários.

- Ahá, você bem disse, eu tinha. Passado. Era solteira e tava na pista, agora to com você e esses ciúmes são sem sentidos. E outra coisa, o Paulo é mais gay que nós duas. Marina, você sabe que eu sou uma pessoa popular, extrovertida e meu bem, eu tenho muitos fãs, um monte de alunos e alunas e tal. Mas sou uma pessoa sincera e não sou mais criança. Estou com você e te amo. O que ficou no passado, ficou no passado.

- Ai amor, perdão. Eu fico muita insegura, parece que todo mundo lhe quer. Afffz. O cara é gay? Putz. Que patética eu fui. Será que posso pedir pra você mudar seu status de relacionamento? Eu já mudei o meu e o seu continua como solteira.

- Vixe, amor eu nem tinha me ligado nisso. Mas a parti do momento que eu mudar, você vai ver, vão me encher a paciência pra saber quem é a pessoa, o “cara”. Kkkkkk. Mas já to mudando. À noite conversamos mais. Bjs

- Tá bom, te amo. Bjs.

Não gostei nadinha dessa crise de ciúmes de Marina. Pô eu confio tanto nela. Ela tem aquele cabra do JC na cola dela e eu tento entender, ficar de boa e ela vem encher meu saco com postagem de facebook? Vai endoidar, porque todo dia tem um doido que posta algo pra mim, carinhoso, meloso. Ela precisa confiar em mim, apesar dela saber do meu passado recente. Agora é diferente, to amando pela primeira vez e as safadezas ficaram pra trás.

À noite conversamos e eu coloquei os pingos do i . Ela prometeu não fazer mais e ficamos bem de novo.

Passado uns dias, ela veio com uma conversa que eu não gostei nadinha.

- Amor, vou precisar ir num jantar com o João Carlos.

- O que? Que estória é essa, Marina?

- Fica calma, amor. É um jantar de negócios.  O JC ta de boa comigo, nunca mais veio de graça não. Ele continua vendo a Manoela, como você sabe e me pediu pra ir com ele nesse jantar na casa do Governador. Eu te falei que ele tem uma empresa de segurança e presta serviço pro governo do estado. Vou como amiga dele, somente. Eu sempre ia nesses eventos e o governador me conhece e ele pediu pra que eu fizesse esse favor pra ele.

Não to gostando nada disso. Puta que pariu. Eu confio nela mas nunca confiarei nele. Mas meu lema é que o respeito ao espaço do outro, neste meu caso, outra, tem que haver.

- Se eu disser que vou ficar bem com isso eu to mentindo. Mas você tem o direito de tomar suas decisões e vou respeitar. Quando é isso?

- Sexta feira, agora. Fica de boa meu amor, eu te amo e não farei nada para te desrespeitar e muito menos vou deixar ele vir achando que com isso vou ter algo de novo com ele. Aproveite e saia com suas amigas. Às vezes sinto que to te monopolizando.

A sexta chegou e o coração ficou bem apertadinho. Sair da faculdade e fui tomar um chope com minha amiga Helen.

- Então, amiga, pegou um vale nigth hoje? Kkkkk. A gata te tirou da algema?

- Faz graça, palhaça. To é agoniada com essa estória. A gata fica possessa por causa de um post no meu face e depois acha normal ir num jantar com o ex? Fala sério? Acho que essa balança ta meio desequilibrada, né?

- Sandra, esfria a cabeça, amiga. Toma esse chope. Vocês não são irmãs siamesas, então precisam ter coisas pra fazer separadas, oras bolas, é saudável pra qualquer casal.

- Eu sei, Helen, mas poxa, o ciúme é foda. Fico aqui imaginando mil besteiras, sabe. Ela foi apaixonada por esse cara, um relacionamento de anos. E a gente ta namorando só há alguns meses. Se bem que é tudo tão intenso pra nós que parece que faz anos que estou com ela.

- Então amiga, confia. Fica de boa. Bora nos divertir um pouco. Você tem falado com o Sérgio?

- Hum, nem te conto. Troquei o status de relacionamento no face e ele veio falar comigo inbox e ficou me fazendo mil perguntas. Quero nem que a Marina imagine isso. Ela tem um ciúme danado dele, porque ela sabe que ele foi o último antes dela. E ela fica me dizendo que ele ainda é apaixonado por mim e etc.

- kkkkkk. Vocês duas hem? Ah o amor é lindo. Kkkkk

Fui pra casa e nenhuma mensagem da Marina. PQP. Eu já tava subindo pelas paredes, agoniada, sem saber notícias e fiz a besteira de olhar o face dela. E o que vejo? Uma foto dela, belíssima. No fundo eu vejo a cara de pastel do JC, babando nela. Ai que ódio. E a idiota aqui, esperando a namorada dar sinal de vida e ela lá sendo vista pelos babacas. Desliguei o celular, enchi a cara de whisky e apaguei. Mas antes digitei uma mensagem bem mal criada e uns áudios também. Fudeu. Eu sei que, sóbria, eu iria me arrepender.

Notas finais:

Genteeeeeee, estão gostando? Tão poucos comentários, sniff. Boa noite, bom fds.

25 -Dor de cabeça por patty-321
Notas do autor:

Mais um capítulo. Olha esse lance de escrever vicia tão ou mais do que ler. To adorando. Boa semana.

Capítulo tenso.

Acordei com uma puta dor de cabeça. A consciência foi voltando aos poucos. Sorte que hoje é sábado. Corri pro banheiro tentar tirar o gosto de guarda chuva da boca. Tomei um banho demorado. Quando saio do banheiro, enrolada na toalha, meus filhos batem na porta e entram.

- Mãe, bom dia. O pai ta na portaria. Veio nos pegar, neste fim de semana, ficaremos com ele.

Dei um beijo em cada um, perguntei se tomaram café e responderam que iriam tomar com o pai. Fiz as recomendações de praxe, orientei-os a fazerem as lições da aula e eles foram.

Peguei o celular, estava descarregado. Pluguei na tomada e fui em busca de tomar um café na cozinha.

- Bom dia Neuza. Tudo bem? – Hoje é o dia de a diarista vir dar uma geral na minha casa. Ela vem três vezes na semana.

- Bom dia dona Sandra. Tudo bem sim. Acabei de chegar, a senhora acordou cedo neste sábado e seus meninos também. Quer um café?

- Quero sim. Dia que o pai vem pegar eles ficam eufóricos. Que horas são?

- São 8 horas, ainda. Vou começar meu trabalho pela sala, se a senhora precisar de algo mais, me chame.

Tomei meu café tranquilamente e as recordações da noite anterior foram voltando. Puta que pariu, preciso do meu celular, será que a Marina entrou em contato? Ela viu e ouviu minhas mensagens? Porra, bêbada e com ciúmes deu ruim. Preciso falar com ela. Liguei o celular e pasmem, não havia nenhuma ligação nem mensagem dela. Como assim? Cadê essa mulher? Me desesperei novamente,coração foi a  mil por hora. Gente, entendam sou marinheira de primeira viagem. Primeiro amor e por uma mulher, olha relevem minha infantilidade, eu sinceramente nem sabia o que fazer: Ligo pra ela, envio mensagem ou fico quieta e espero ela dar sinal de vida. O que fazeeeeerrrrrr? Acendam a luz, por favor.

Bom eu tinha que falar com alguém, pedir uma opinião. Helen, lógico, ela sabe de toda a estória.

- Hum... Alô? Porra amiga porque ligar de madrugada em pleno sábado? Vá transar, vá.

- Helen, filha da mãe exagerada, já é quase 9 horas. Amiga, por favor, preciso de você, me dá uma luz.

- Tá, ta, já acordei. O que foi rainha do drama lésbico, kkkkk. Amiga você ta um porre apaixonada.

- Vai tirando sarro, amiga da onça, você vai ficar pior. Helen, mana, to fudida, a Marina não deu sinal de vida desde ontem e eu não sei o que fazer? Depois que cheguei do nosso encontro, fiquei aguardando contato dela e nada. Fui ver o face e o monstro dos olhos amarelos me engoliu.

- Que monstro, criatura. Fala português.

- O ciúme, sua mala. Ela postou uma foto dela toda linda. Aí fiz merda geral. Enchi a cara de uísque e enviei umas mensagens bem, sabe, malcriadas. Ai, menina e ela leu e ouviu porque marcou aqui. Preciso saber o que faço? Ligo pra ela? Vou no apartamento dela? To com medo.

- Oh maluca, o que enviou nesse áudio?

- Eu disse assim: Marina, onde você está? Tá na cama com esse nojento? Porque você não me liga? Esqueceu que tem namorada? Olha, me esquece. Não quero mais te ver. Acabou.

- Ai louca. Olha, por isso ela não ligou, oras bolas. Mana, pelamor, você deveria agir com mais maturidade, porra, precipitou tudo, ela pode ter ficado com o celular descarregado ou ter outro motivo. Agora? Corre lá no apartamento dela, conversa civilizadamente com ela, ouve o que ela diz, pede perdão pelas merdas, caso ela tenha uma justificativa, que eu acho que tem, porque essa moça te ama, doida.

- Ai cacete. Vou correr lá. Obrigada, amiga e torce por mim. Bjs.

Me arrumei em tempo recorde, peguei as chaves do carro, joguei o celular na bolsa e fui.

Eu já ia passando direto na portaria e o porteiro me chamou.

- Senhora, senhora. Vai pro apartamento de dona Marina? Ela saiu ainda a pouco com a filhinha dela. Elas foram passar o fim de semana fora da cidade. Ela me avisou, caso alguém procurasse por elas.

- Sério? E foi alguém mais com elas? Aquele senhor que vem sempre aqui pegar ou deixar a filha dela?

- Não, elas foram sozinhas, no carro de dona Marina. Ela só não me disse pra onde.

Tentei o celular dela de novo e só dava fora de área ou desligado. Foi o fim de semana todo assim. Deixei recado no face, tentei o Messenger, nada. Ela nem tchum para mim. Voltei ao prédio dela no domingo à noite. Fui barrada. Acreditam? Ela deixou ordem expressas para não liberarem minha entrada. Gente, fui arrasada e chorando pra casa. Que situação. Que dor. Perdi meu amor por pura idiotice. Sei muito bem que ela é bem marrenta e que não suporta essas cenas de ciúmes. E eu fiz.  Tive que disfarçar minha tristeza na frente dos meus filhos que queriam contar suas peripécias do fim de semana.

Foi mais uma noite sem conseguir dormi direito, a todo o momento eu ligava pra ela e o celular chamava e ela derrubava a ligação. Deixei mensagem de áudio no whatsapp pedindo perdão, chorando, pedindo uma chance para conversarmos e não obtive sucesso.

Fiz toda a minha rotina, trabalho na secretaria e à noite, aula na faculdade. A procurei na sala, perguntei dos colegas se a tinham visto e eles disseram que ela faltou. Não tentei mais ligar pra ela. Resolvi dar um tempo. Deixar a poeira sentar.  Não desisti. Tinha esperança que ela me ouvisse.

Já estava tentando dormi a algum tempo e nada de conseguir, quando o telefone toca e vejo o nome dela, dei um pulo na cama, toda animada.

- Alô, Marina meu amor, me escuta... Quando eu ouço a voz da Manoela.

- Tia, sou eu, a Manu. To falando baixinho porque mamãe não quer que eu fale contigo. Tia, por favor, eu sei que vocês brigaram e a mamãe ta muito triste, ela chorou o dia todo e ta agora no banheiro vomitando. Tia ela ta doente, vem ajudar a mamãe, por favor. Ela não comeu nada hoje. A gente tava naquele clube desde ontem.

- Oh meu amor. Eu vou sim, mas o porteiro precisa me deixar entrar e a tua mãe proibiu.

- A senhora vem? Eu vou falar na portaria e dizer que minha mãe ta doente e é pra deixar a senhora entrar.

Antes dela desligar a ligação, ouvi a Marina gritar: Manu, ta falando com quem nesse telefone?

- Com o marquinho mãe. Tia vem logo.

Meu coração ficou apertado, meu amor passando mal e a culpa é minha. Idiota. Cheguei voando naquele condomínio. Dessa vez o porteiro me deixou entrar. Manu abriu a porta pra mim e com o dedinho na boca me pediu silêncio. Entrei no quarto e vi sua silhueta na cama, toda enrolada num edredom, o quarto estava com as luzes apagadas, somente a luz do abajour iluminava fracamente o ambiente. Entrei silenciosamente, me ajoelhei no chão e passei a mão nos seus cabelos, ela lentamente abriu os olhos e quando percebeu que era eu, arregalou seus olhos, sentando na cama, bruscamente, com o movimento ela se fechou os olhos e gemeu de dor, tentando sair da cama, com ânsia de vômito, eu a amparei e ajudei a chegar ao banheiro.

- Calma minha vida, vai passar. – Comecei a fazer uma massagem em sua costa, enquanto segura seus cabelos com a outra mão. Ela levantou, eu a ajudei lavar o rosto e a boca, todo tempo falando palavras de carinho. Ela voltou pra cama, deitou toda encolhida e de olhos fechados, com uma voz fraca, perguntou:

- O que você ta fazendo aqui? Você disse que não queria mais me ver. Vai embora, não preciso da sua piedade, só estou com enxaqueca, daqui a pouco, passa.

- Calma, vim cuidar de você, falei besteira, peço perdão. Vou trazer água e você vai tomar esse remédio e depois um caldo leve e você verá que amanhã estará bem. – Ela só resmungou.

Continua...

Notas finais:

O amor dói? Lembrei da Alex de Orange is the new black.

26 –Acerto de contas por patty-321
Notas do autor:

Oi, tudo bem? Consegui escrever mais um. Relevem qualquer erro. Será que elas se reconciliaram ou terminaram? Façam suas apostas. kkkkk.

Após a sopa leve que dei pra ela, dormiu. Fiz minha higiene, dei boa noite pra Manu e voltei ao quarto. Deitei ao lado dela, beijei seu rosto, ela resmungou algo, puxou meu braço por cima do corpo dela, entrelaçou nossos dedos e disse: obrigada. Apesar de ter sido bem baixinho deu pra ouvi. Fiquei acordada velando o sono dela por um tempo até pegar no sono também.

Acordei bem cedo, tinha que ir pra casa, pois os meus filhos tinham aula e a Manu também. Durante o sono ela havia se virado e estava deitada com a cabeça no meu ombro e as pernas jogadas em cima de mim, dei um jeito de sair da cama sem acordá-la, coloquei o travesseiro no lugar do meu corpo e ela se agarrou nele. Tão linda. Beijei sua cabeça e fui acordar a fofinha. Antes de sair deixei um bilhete próximo à cama, caso a Marina acordasse antes da minha volta.

Manu se arrumou e a levei pra casa, pra tomar café com os meus filhos. Levei os três para suas devidas escolas e voltei pro apartamento da Marina. Enviei mensagem pra minha secretária pra ela segurar as pontas, pois não iria trabalhar pela manhã na secretaria.

Ela ainda dormia. Fui pra cozinha preparar um café reforçado pra ela. Aprontei uma bandeja com pão integral, ovos mexidos, banana, uma fatia de mamão, suco de laranja e café com leite. Coloquei na escrivaninha e sentei na cama, começando a fazer carinho nos seus cabelos.

- Oi meu bem, acorde, vamos tomar um café, pra você recuperar as forças.

- Hum...que horas são? Cadê a minha filhota?

- São 8 e meia. Fica tranqüila, que cuidei da Manu, ela tomou café e eu a levei pra escola.

- Desculpa ter dar trabalho, e os teus filhos?

- Eles também estão na escola. Como você está se sentindo?

- To melhor, só com muita fome.

- Ah rá, isso vamos já resolver. Olhe o que tem nessa bandeja.

- Ah que maravilha, muito obrigada. Vou ao banheiro primeiro. Obrigada. É tudo só pra mim ou você vai comer comigo?

- Deixei pra tomar café com você. Posso?

- Claro né Sandra.

Gostava mais quando ela me chamava de amor, doeu – calma Sandra- eu disse mentalmente.

Comemos, praticamente em silêncio. Ela devorou mais da metade, pelo menos o apetite dela tinha voltado.

Fui deixar a bandeja na cozinha, quando voltei ela estava bem séria e pensativa. Medo.

- Precisamos conversar.

- Sim precisamos. Quem fala primeiro, eu ou você?

- Eu vou falar o que aconteceu na sexta feira.

Lembranças on

- Boa noite, Senhor governador, como vai? – João Carlos.

- Boa noite, senhor. - Eu.

- Olá casal lindo. – disse o governador apertando a mão do JC e galantemente beijando a minha mão. É uma alegria ver meu amigo João Carlos e a sua linda e agradável namorada.

- Desculpe senhor, mas preciso fazer uma correção, eu e o João Carlos somos somente amigos, agora. Bons amigos.

O governador olhou com uma cara de surpresa para o JC, que imediatamente fechou o semblante. Ele pensava o que? Que eu iria ficar fingindo que ainda éramos um casal? Negativo, concordei em acompanhá-lo, não em fingir.

- Ah bem, fiquem à vontade, se quiserem cumprimentar a primeira dama, ela está ali, sendo bajulada pelas amigas. Com licença, meus amigos, vou dá as boas vindas para outros convidados, fiquem à vontade.

- Porque você tinha que falar que não estamos mais juntos? – Ele falou isso já pegando no meu pulso.

- Ei, alto lá, tire suas mãos de cima de mim. Eu disse que ia te acompanhar neste evento, em nenhum momento, eu falei que iria fingir que ainda somos um casal. Oras.

Ele me soltou e saiu bufando, pisando duro e indo até o bar. Acho que não foi boa idéia. Deixei meu amor em plena sexta feira pra vim ajudar esse mala e é assim que começa minha noite, que merda. Vou enviar uma mensagem pra ela.

- Garçom, tira uma foto minha, por favor, aqui meu celular – Postei a foto no face, ia ligar pra Sandra, pra ela ver como eu estava linda, kkkkk. Causar um ciuminho é bom. Droga, só deu pra postar a foto e o meu celular descarregou a bateria, vou ver se alguém me arranja um carregador. No meio do caminho, encontrei a Carmen e o marido Maurício, um casal de amigos meus e do JC.

- Marina, sua linda. Tudo bem, princesa? Menina você anda sumida. Sei que o João ficou um tempo fora da cidade, mas você bem que poderia ter dado o ar de sua graça lá em casa.

- Oi flor, tudo bem. Oi Maurício- Hum, se ela souber que o marido vive dando em cima de mim, ela não me convidaria pra freqüentar a casa dela, afffz - pois é, amiga, muito trabalho, faculdade, tomar conta da Manoela, etc. E também, eu e o JC não estamos mais namorando, somos somente amigos.

- Sério? Não sabia. Você sabia, Mau? Mas o que houve, querida, você ta bem?

- Tô ótima. Tô feliz. Nós já não estávamos bem faz tempo, 5 anos e a relação se deteriorou. Escuta Carmen você trouxe carregador de celular? O meu é Samsung.

- Touxe não meu bem, e o meu é Iphone. Sorry. Vamos ao toilet?

Fomos ao toilet e ela me contou que tava desconfiando que o Maurício a estava traindo- rum, ela desconfia e eu tenho certeza- ele e o JC são dois canalhas.

Ficamos tanto tempo lá com ela chorando e reclamando que eu esqueci que precisava carregar meu celular. O JC só apareceu ao meu lado na hora que serviram o jantar, ainda bem, ele já estava bem alto.  

Depois do jantar, que foi servido à meia noite, falei pro JC que gostaria de ir embora, aí começou o show.

- Você quer ir embora pra se encontrar com o outro, né? Toda mulher é vagabunda mesmo. Usa a gente e depois chuta e parte pra outro. Quem é esse cara, eu conheço?

- João Carlos você baixa tua bola. Não temos mais nada. E tuas ofensas não me abalam mais, não quer ir agora, pede pro teu motorista me deixar e depois ele vem te buscar, por favor. Pelo nosso passado, me faz esse favor.

- Vai nada, vai ficar até o fim, aqui é bem isolado você não vai conseguir quem te leve. Sei que você  tem pavor de andar de uber ou táxi. Vai me conta logo quem é o cidadão?

- Afffz. Vai te lascar. Vou ser se a Carmen já vai com o Maurício.

- Ahhhh, deve ser o Maurício, pensa que eu não sei que ele é afim de você? Vamos lá falar com esses dois, quero ver a cara que a Carmen vai fazer quando souber.

- Cara, você tá doido, ta bêbado, que Maurício nada. Você vai causar uma situação à toa. Sai daí tira a mão do meu braço, seu imbecil.

O JC nunca foi violento, mas bêbado, ele estava ficando – consegui me livrar dele e me refugiei no toilet. E eu sem celular, como ia embora? Essa mansão do governador é bem distante da cidade. Merdis, maldita hora em que concordei em vim, se arrependimento matasse...

Vou tentar falar com o motorista do JC, ele sempre foi muito legal comigo. Um senhor bem distinto e gentil. Sair do banheiro, sorrateiramente, para o JC não me ver.

- Seu Jaime, boa noite. Tudo bem?

- Boa noite dona Marina, tudo bem. Em que posso lhe ajudar?

- Eu estou me sentindo bem e o João Carlos não quer ir agora e ele já está bem alto. O senhor pode me levar em casa? Depois o senhor volta e pega ele. Ele não vai se importar. Por favor. Aqui é bem isolado e eu não tenho coragem de andar sozinha num uber ou num táxi.

- Ah, levo sim. E se ele ficar chateado eu digo que a senhora estava passando mal e eu não o encontrei na casa.

- Obrigada, seo Jaime. Obrigada.

Ufa, enfim em casa, vou colocar o celular pra carregar, enquanto eu tomo um banho e em depois eu ligo pro meu amor.

Qual não foi meu susto e tristeza ao ler sua mensagem e ouvi o áudio. Chorei o resto da noite. Do JC eu esperava esse tratamento desrespeitoso, mas de você, não.  Sei que foi um erro ter ido a esse evento com o JC, mas minhas intenções não foram maldosas.

 

Lembranças off.

 

Marina terminou a narração e eu estava aos prantos, me ajoelhei no colchão, tomei suas mãos nas minhas e pedir perdão. Ela também chorava.

- Perdão meu amor. Fui precipitada e o ciúme me cegou quando vi aquela foto no seu face. Perdão. Não penso nada daquilo, só queria lhe magoar da mesma maneira como eu estava me sentindo magoada. Perdão. Por favor. Releve. Você sabe que nunca me apaixonei por ninguém, então eu enfiei os pés pelas mãos, fui infantil, eu sei. Eu estava bêbada. E eu vou matar aquele imbecil por ter deixado essas manchas em você. Olha como seu pulso e braço estão ficando arroxeados. Você quer ir na delegacia fazer um b.o.?

- B.o.? Não, deixa pra lá. Nunca mais aquele idiota vai chegar perto de mim, outra vez. Vou conversar com a Manu e ele não vai mais nem ver minha filha. Agora entendi que ele estava usando o afeto da minha nenê,  para se aproximar, mas na verdade ele é um ser sem coração. Eu que fui ingênua achando que poderíamos ter uma amizade. O que ele sente por mim não é amor e nunca foi. É somente sentimento de posse. E você, Sandra, o que você sente por mim?

- Marina – coloquei minhas mãos no seu rosto e olhando bem fundo no seus olhos eu disse – eu te amo. Com todo meu coração. Acredite. Não deixe esse acontecido fazer você duvidar do meu amor por você. Me perdoa, meu amor? Te amo.

Ela ficou me encarando por não sei quanto tempo, para mim foi séculos, meu coração parecia  bateria de escola de samba, prestes a sair pela minha boca.

- Vou te perdoar Sandra, mas só dessa vez. Não faça mais isso. Não duvide de mim. Eu te amo e você é a pessoa da minha vida, tenho certeza e sempre irei querer fazer você feliz. Vamos tomar um pouco de cuidado até o JC esquecer que eu existo, porque não quero te prejudicar e agora fiquei com receio dos atos dele. Se ele ta puto porque pensa que estou de caso com um homem, imagina se ele souber que meu amor é você, uma mulher.

Balancei a cabeça em sinal de positivo e não consegui falar nada, estava muito emocionada. Ainda ecoava no meu cérebro ela dizer que me perdoava somente desta vez e marrenta do jeito que ela é, não duvido. Nos beijamos selando este momento de paz e reconciliação, deitamos abraçadas e dormimos novamente.

Notas finais:

E aí? O que será que o futuro reserva para essas amantes?

27 – É só o amor, é só o amor... por patty-321
Notas do autor:

Olá queridas. Mais um pouco da estória dessas mulheres ciumentas. kkk. Espero que gostem. Obrigada pelos comentários.

Marina se mexeu nos meus braços e eu como tenho o sono muito leve, acordei meio desorientada, não costumo dormi no meio da manhã. Estiquei o braço e alcancei o celular no criado mudo. Me espantei pelo horário, era 11 e 30, as crianças já iam sair da escola.

- Marina, amor, vou levantar. Preciso buscar nossos filhos na escola.

- Hummm, que horas são?

- São 11 e 30, meu amor. Ta com fome? Fique tranqüila que vou passar num restaurante e trazer almoço pra nós. Posso trazer os meus meninos pra almoçar aqui?

- Claro né amor, por favor. Somos uma família, os seus, a minha, são os nossos.

Dei um abraço bem apertado nela, a enchi de beijos e levantei.

Foi uma farra, aqueles três na mesma casa.  Os meus filhos gostavam demais da Manu, mas também quem não se apaixona pela aquela coisa fofa? Marina estava bem melhor, seu rosto não estava mais tão pálido e seu apetite havia voltado. Na frente das crianças nos comportávamos como melhores amigas, mas nossos olhares eram de apaixonadas.

- Não vai trabalhar hoje, Sandra?

- Não, tirei o dia de folga. Mas irei ter aula na faculdade à noite e você?

- Sorte que não tenho aula hoje, é EAD (ensino à distância). E avisei no trabalho que não estava bem e depois passo no médico, meu amigo e peço um atestado. Acho que não mencionei que a Marina é funcionária pública do Tribunal Regional do Trabalho (TRT).

Depois do almoço, descansamos um pouco e me despedi dela, não sem antes, prometer que iria dormi com ela após o trabalho na faculdade.

Acertei com dona Neuza pra dormi na minha casa com os meninos e fui tranqüila após o expediente na faculdade ficar com minhas princesas.

Cheguei à portaria do condomínio e havia um carro preto dificultando a passagem, pelo visto ele não teve autorização para entrar e um estava aos berros com o porteiro que havia chamado um segurança, vixe confusão à vista. Sair do carro para ver o que estava acontecendo, qual minha surpresa!! Era o João Carlos gritando que iria entrar de qualquer jeito, pois era um absurdo ele não ter autorização para visitar a namorada.

- Senhor, se acalme, a dona Marina nos proibiu expressamente, de autorizar a sua entrada neste condomínio, queira, por favor, se retirar, que há pessoas que precisam adentrar o ambiente.

- Isso não vai ficar assim, seu porteiro de merda, sou amigo do governador e você vai ser demitido e nunca mais vai arranjar emprego nesta cidade.

- O senhor pode ser amigo até do presidente da república ou do Papa, mas aqui nós só obedecemos as ordens dos moradores. Boa noite, passar bem.

Fui andando pro meu carro, dei uma ré e o Zé Mané metido a besta, saiu cantando pneu e xingando.

- Boa noite, seu Antônio. Que homem abusado, não é?

- Boa noite, senhora. Sim, ele é e sempre foi arrogante.  A sua entrada está liberada.

Entrei e fui direto pro quarto da Marina, estava ela e a Manu deitadas, assistindo uma animação no bluray.

- Boa noite minhas princesas.

- Tiaaaaaa, você chegou!!!!!! Vem assistir com a gente, estamos assistindo a era do gelo 3 – falou isso se jogando nos meus braços.

Rodei com ela, gargalhando e beijando seu rostinho fofo. Marina nos olhava com um sorriso bobo no rosto. A raiva dela havia passado, assim parece.

- Boa noite amor. Filha, a namorada é minha, dar pra largar?

- Oi amor – Falei dando um selinho nela - Coisa linda, ciumentinha assim. Meu coração é grande, cabe mais.

- Cabe mais é? Vem apanhar, vem – Me puxou pelo braço e eu cair na cama – vem Manu, bora fazer montinho.

- Montinho, montinho.

As duas se jogaram em cima de mim e foi aquela farra. Gargalhadas e muita diversão.  Três crianças.

Depois da farra, deixei as duas assistindo o filme e fui tomar um banho, queria ficar bem cheirosa pro meu amor. Fazer amor de reconciliação é tudo de bom.

- Cadê a Manu? Dormiu?

- Sim, levei pro quarto, estava caindo de sono. Você demorou no banho. Que camisola sexy.

- Gostou? – Fui chegando perto dela com aquele olhar bem sensual, rebolando lentamente e ela não tirava o olho de mim. Sentou na cama e se encostou à cabeceira. Cheguei bem perto dela e fui escorregando lentamente a alça da camisola, primeiro a alça esquerda, depois a direita e fui baixando, estava sem sutiã lógico e sem calcinha, estava pro crime, kkkk. Quando ela esticou o braço pra me puxar, eu escapei, ela grunhiu um palavrão e eu fui pro começo do colchão. Subir e fui engatinhando ao encontro dela e ela só olhando, os olhos cheios de excitação. Ela não se mexeu, queria me dar o troco. Beijei seus olhos, a lateral do rosto, mordi o lóbulo de sua orelha e sussurrei com a voz bem sexy: quer? Vem pegar?- Aiiiiiii, dei um gritinho com o susto, pois ela se mexeu tão rápido, me jogando no colchão, ficando por cima e me tomou num beijo pra lá de intenso. Meu core. Que tesão!!!!

A fome dela era grande, pois foi logo chupando meus seios, mordendo minha barriga e rapidamente estava entre as minhas pernas, me fazendo um oral maravilhoso!!!

- Ai amor, mais devagar, vou gozar muito rápido assim!!! - Eu disse me contorcendo toda no colchão – Gozei e ela não parou, começou a morder e chupar minha panturrilha, coxas, a passar a língua no meu clitóris, me olhando com aquela cara de safada – Caraca!! Desfaleci. Ela quer me matar de amor e tesão, uma maravilhosa forma de punição.

- Pára amor, to quase sem ar, tive orgasmos múltiplos. Calma, vem cá, me deixa retribuir assim que eu conseguir respirar direito. – eu disse com a voz entrecortada.

- Isso é pra te punir e você nunca mais me mandar mensagens desaforadas, vai ficar toda marcada, dona Sandra.

- Ui , adorei essa sua doce punição. Vem cá vem.

Ela veio e entre beijos, carícias loucas e declarações de amor, passamos quase a noite toda acordadas. Delícia. Até esqueci de comentar sobre o escândalo que o nojento do ex dela fez na portaria. Bem, vamos viver o agora e esquecer os problemas por esta noite.

Monte Castelo

Legião Urbana                                                                                                                

Ainda que eu falasse
A língua dos homens
E falasse a língua dos anjos
Sem amor eu nada seria

É só o amor! É só o amor
Que conhece o que é verdade
O amor é bom, não quer o mal
Não sente inveja ou se envaidece

O amor é o fogo que arde sem se ver
É ferida que dói e não se sente
É um contentamento descontente
É dor que desatina sem doer

Ainda que eu falasse
A língua dos homens
E falasse a língua dos anjos
Sem amor eu nada seria

É um não querer mais que bem querer
É solitário andar por entre a gente
É um não contentar-se de contente
É cuidar que se ganha em se perder

É um estar-se preso por vontade
É servir a quem vence, o vencedor
É um ter com quem nos mata a lealdade
Tão contrário a si é o mesmo amor

Estou acordado e todos dormem
Todos dormem, todos dormem
Agora vejo em parte
Mas então veremos face a face

É só o amor! É só o amor
Que conhece o que é verdade

Ainda que eu falasse
A língua dos homens
E falasse a língua dos anjos
Sem amor eu nada seria

Notas finais:

É muito amor e viva o amor.

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